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A interacao empresa-universidade como forma de melhoria da qualidade na acao de design
 

A interacao empresa-universidade como forma de melhoria da qualidade na acao de design

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A integração empresa-universidade tem o intuito de vincular a teoria com a prática. Tal experiência foi aplicada, por dois semestres consecutivos, no curso de Design, Habilitação em Gráfico e ...

A integração empresa-universidade tem o intuito de vincular a teoria com a prática. Tal experiência foi aplicada, por dois semestres consecutivos, no curso de Design, Habilitação em Gráfico e Industrial, da Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC. Acadêmicos de ambas habilitações trabalharam unidos para realizar diagnósticos em design em empresas incubadas, oferecendo às empresas uma proposta de trabalho baseada em princípios de design estratégico, além de potencializar a aprendizagem dos alunos. A avaliação de tal processo pode girar em torno de inúmeros parâmetros, o presente artigo visa identificá-los para a avaliação do sucesso dos diagnósticos estratégicos nas empresas.

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    A interacao empresa-universidade como forma de melhoria da qualidade na acao de design A interacao empresa-universidade como forma de melhoria da qualidade na acao de design Document Transcript

    • A ITERAÇÃO EMPRESA-UNIVERSIDADE COMO FORMA DE MELHORIA DA QUALIDADE NA AÇÃO DE DESIGN Marcia Fátima NITIBAILOFF¹ Mayara Atherino MACEDO²Orientadora: Silvana Bernardes RosaResumoA integração empresa-universidade tem o intuito de vincular a teoria com aprática. Tal experiência foi aplicada, por dois semestres consecutivos, no cursode Design, Habilitação em Gráfico e Industrial, da Universidade do Estado deSanta Catarina – UDESC. Acadêmicos de ambas habilitações trabalharamunidos para realizar diagnósticos em design em empresas incubadas,oferecendo às empresas uma proposta de trabalho baseada em princípios dedesign estratégico, além de potencializar a aprendizagem dos alunos. Aavaliação de tal processo pode girar em torno de inúmeros parâmetros, opresente artigo visa identificá-los para a avaliação do sucesso dos diagnósticosestratégicos nas empresas.Palavras-chave: Design, Integração, Qualidade.AbstractThe integration between college and company has the objective of linkingtheory with practice. Such experience was applied for two successivesemesters at the graphic and industrial design courses of the UDESC.Academics from both industrial and graphic courses worked together to makediagnosis at incubated companies, offering to them a propose of work based onstrategic design principles, potentializing the student’s learning. The processevaluation can de about uncountable parameters. The present article aims toidentify those parameters for the evaluation of the success of strategicdiagnosis at the companies.Keywords: Design, Integration, Quality.Assinatura do Orientador:Assinatura do Bolsista:1 Graduanda em Design Gráfico, Bolsista do CNPq. UDESC.2 Graduanda em Design Gráfico.
    • 2Introdução A implantação de um processo que visa a qualidade de uma açãocomeça com entendimento do que significa qualidade. Ela refere-se aadequação de determinado produto ou serviço, agregando valor e utilidadepara o indivíduo que dele faz uso. Atualmente a qualidade é uma das principaisestratégias competitivas. Está intensamente ligada à produtividade, ao avançode resultados, ao crescimento dos lucros através de redução de perdas edesperdício, e ao direcionamento positivo do envolvimento de todos naempresa. Portando, pretende-se, através da análise dos atores envolvidos noprocesso de interação empresa-universidade (acadêmicos, empresários,orientador e o próprio conteúdo de ensino), mensurar os fatores que levam estainteração a obter a qualidade, e conseqüentemente o sucesso. Para PLONSKI (1995), a cooperação universidade-empresa é umarranjo interinstitucional formado por organizações de naturezas distintas, quepodem ter finalidades diferentes e adotar formatos bastante diversos. O atualcontexto da economia, em acelerada transformação, é um fator colaboradorpara que relação universidade-empresa seja intensificada. Tal relacionamentotraz benefícios mútuos, pois se trata de uma multiplicidade de ações quepotencialmente, com maior ou menor intensidade podem ser desenvolvidas poressas organizações. As razões para a expansão desta relação são apontadas,tanto pela perspectiva das Universidades quanto das empresas. Em um mercado cada vez mais competitivo, a interação traz benefíciosàs empresas no sentido de compartilhar riscos e custos associados à Pesquisae Desenvolvimento de novos produtos. Além disto, o meio universitário provê aelas profissionais em constante atualização sem a necessidade de uminvestimento maciço em qualificação de pessoal. Tudo isto possibilita umaumento na lucratividade, uma vez que os custos são compartilhados, e amanutenção e expansão de posições vantajosas, através da capacidade deinovação destas empresas. Em contrapartida pelo lado das Universidades, o ambiente empresarialpromove a aplicação prática dos conhecimentos gerados no meio acadêmico,
    • 3validando-os em um cenário real. A iniciativa privada possibilita, também umaalternativa para busca de recursos que se tornam continuamente escassospelas vias públicas. Analisar esse processo de interação e mensurar seu impacto nasorganizações e universidade, pensando sempre na melhoria, para se alcançaro sucesso é que trata este artigo.Metodologia No que se refere à natureza desta pesquisa, esta se apresenta na formade pesquisa aplicada, cuja finalidade é “gerar conhecimentos para aplicaçãoprática, dirigida à solução de problemas específicos” (GIL, 1996, p. 37). Istoimplica em que não se está interessado unicamente em explicações, mas napossibilidade da solução de problemas concretos. Em relação à forma de abordagem da pesquisa, esta se trata de umaabordagem qualitativa. “A pesquisa qualitativa objetiva, em geral, provocar oesclarecimento de uma situação para uma tomada de consciência pelospróprios pesquisados dos seus problemas e das condições que os geram, a fimde elaborar os meios e as estratégias de resolvê-los” (CHIZZOTTI, 1991, p.104). Neste sentido busca-se um esclarecimento conceitual, na forma deexplicações e hipóteses, muito mais do que meramente grandezas e índicesnuméricos. Embora isso não afaste a possibilidade de se recorrer aprocedimentos de quantificação, na medida em que isso tender aos interessesgerais do projeto. A metodologia empregada é do tipo exploratória, a partir da delimitaçãode um objeto de estudo – a interação empresa-universidade, por meio deestudos de caso dos diagnósticos realizados ao longo dos anos de 2005 e2006; identificação dos envolvidos no processo e ligações que podem serestabelecidas entre as empresas e a universidade; consulta aos logs dosistema de aprendizado online utilizado; avaliação do desempenho dosacadêmicos, e informações sobre as empresas pesquisadas. Tais dadosforneceram base dos quais se pôde fundamentar a parte experimental dapesquisa.
    • 4 Para o desenvolvimento de um Estudo de caso, Lüdke & André (1986,p.21) citam Nubet e Watt (1978) que apresentam três fases para tal:• 1ª fase: aberta e exploratória;• 2ª fase: mais sistemática em termos de coleta;• 3ª fase: análise e interpretação sistemática dos dados e elaboração dorelatório. Sendo assim, quanto aos procedimentos, a pesquisa foi bibliográfica,para esclarecimento de conceitos; e estudo de caso, coletando dados por meiodocumentos (diagnósticos realizados pelos alunos e as provas aplicadas),entrevistas e observação de casos semelhantes já existentes.Interação entre empresa e universidade Procurando vincular a teoria com a prática, a disciplina se desenvolveubaseando-se em caso real. Para tanto foram contatadas empresas (a grandemaioria das Incubadoras de Empresas Celta e Midi) que foram objetos detrabalho das equipes de alunos. A característica principal da quase totalidadeda empresas atendidas é que se encontra em estagio inicial dedesenvolvimento, com tempo de vida inferior a quatro anos, estandorelativamente distante do design. A tarefa dos alunos foi de mergulhar nouniverso da empresa, tanto em seu ambiente interno como externo de modo aidentificar oportunidades de desenvolvimento de projetos de design. O benefício do diagnóstico para as empresas consiste na probabilidadede incorporação do design às suas estratégias gerenciais, e na possibilidadede aplicação do conhecimento oriundo da pesquisa dos acadêmicos em açõespodem interferir na competitividade da empresa. Segundo MELO (1999), para garantir ou ampliar espaços cada vez maisdisputados de mercados as empresas têm buscado novas formas deorganização que proporcionem condições para a inovação tecnológica.Salienta que essas formas são parcerias entre empresas e destas comuniversidades, têm o objetivo de manterem e ampliarem suas condições. Em relação ao corpo discente, o trabalho se caracterizou como umimportante meio de aprendizado e obtenção de informações indispensáveispara o aprimoramento e atualização conhecimento, possibilidade de
    • 5trabalharem com problemas mais concretos, que refletem as reaisnecessidades da indústria. Segundo MACULAN e MERINO (1998, pg__) “ainteração com a indústria representa uma oportunidade para diversificar asformas de valorização dos conhecimentos e competências acumuladas,adquirir novas competências e assumir um novo papel no crescimentoeconômico”. Em termos de construção do conhecimento junto ao aluno a propostaadotou os passos discriminados por Nonaka e Takeushi1 no que diz respeito aoprocesso cíclico de construção de conhecimento relativo às organizações. Asdiferentes etapas do processo prevêem a transformação de conhecimentostácitos2 em conhecimentos explícitos, na interação entre alunos, alunos eprofessores e de ambos com a empresa objeto do estudo de cada grupo.Fonte: Nonaka e Takeushi/19951 NONAKA e TAKEUSHI (1997) defendem que o conhecimento refere-se a crenças e informações,podendo ser explícito, o transmitido facilmente de forma formal, ou tácito, o conhecimento dinâmico earmazenado nas cabeças das pessoas que é difícil de ser articulado.2 Conhecimento tácito foi definido por POLANYI (1966) a partir da frase we can know more than wecan tell. Com isto ele quer dizer que muito do que sabemos não pode ser verbalizado ou escrito.
    • 6DiscussãoA avaliação de um processo de integração entre empresa e universidade podegirar em torno de inúmeros parâmetros. Alguns deles serão abordados a seguirvisando uma primeira leitura de resultados obtidos. Diversos valores podem serlevantados, os parâmetros de identificação dos fatores que resultam naqualidade da ação de design, se apresentam de forma quantitativa equalitativa. Aquele mais fácil de se perceber, enquanto este se percebe maissutilmente. Assim, a discussão se fará a partir dos valores obtidos.a. Interações Segundo ALESSIO (2004) “quando se fala nas atividades que estãoinseridas no conceito de cooperação, interação, vinculação ou relação entre ainstituição de ensino e a empresa, está se falando de uma multiplicidade deações que potencialmente, com maior ou menor intensidade podem serdesenvolvidas por essas organizações”. O processo de interação empresa-universidade pode ser avaliado a partir de diversas óticas. Através dorelacionamento professor empresa, aluno empresa, aluno sistema, professorsistema. Tais ações conjuntas puderam ser verificadas a partir doacompanhamento de relatórios de acesso, por meio da avaliação doempresário e do aluno. Nesta primeira fase no processo de parceria empresa universidade, oprofessor é o primeiro agente integrador. Seguindo algumas etapas noprocesso, iniciando-se no diálogo, intensificam-se com a convivência, atéatingir a identificação cultural e a confiança. Na fase inicial, a de conversa de sensibilização, a professora visitoucada uma das empresas, tanto em 2005 como em 2006 apresentando osobjetivos do processo, as condições de acompanhamento, os parâmetros aserem avaliados na empresa e as garantias que ambas as partes poderiamhonrar (sigilo, acesso a dados, acompanhamento, retorno). A professoratambém teve que explanar sobre a abrangência da profissão do designer e as
    • 7possibilidades que ela permite. A resposta dos empresários e gerentes deincubadoras, quanto a este primeiro contato, foi de abertura para novas formasde atuação do design, visto que quase a totalidade dos empresários se viusurpreso com a proposta de gestão. Qualitativamente, este pode ser considerado como um indicativo desucesso da ação, visto que um processo de difusão da atuação profissionalestaria sendo feito e, ainda que este não fosse o objetivo principal. A aproximação dos acadêmicos com a empresa gera uma avaliaçãodiferente, visto que a grande maioria dos alunos da disciplina não tinhamentrado em uma empresa. A validação da proposta consiste no fato de que asempresas representam o mercado de trabalho dos egressos, sendo assim, éde suma importância para os alunos, desde já, terem conhecimento dasdinâmicas, onde as metas, dificuldades, exigências devem ser dominadas paraque se possa atuar. SILVA (1999), salienta que apesar das característicasdiferentes entre as universidades e as empresas, a dinâmica atual do mercado,e suas demandas de pessoal e pesquisa, conduzem à necessidade de otimizara parceria entre essas instituições. O parâmetro de indicativo de sucesso se faz presente a partir domomento em que se cumpriu a primeira meta de integração, quebrar adistância entre o acadêmico e seu meio de atuação. Essa primeira etapa doprocesso de parceria empresa universidade foi assistida e orientada, tendo apresença da professora como fator de segurança e de acompanhamento,minimizando os erros, as divergências, as incompreensões de ambas aspartes. Os acadêmicos nunca haviam abordado um problema de design sob aótica da gestão. Assim sendo, quanto às questões de ensino, as possibilidadesde cooperação universidade-empresa, apresenta potencial significativo emcenários onde o conhecimento é considerado fundamental para o desempenhocompetitivo das empresas. Um dos principais fatores que tornam possível a integração empresa-universidade é a existência de alguém capaz de falar as duas línguas, a doempresário e a do estudante, e fazer a articulação entre eles. Na interação aluno-sistema, professor-sistema e não excluindo aluno-professor, as atividades foram mediadas e acompanhadas pela Internet,
    • 8auferidas no sistema Polvo. Foi possível à professora acompanhar o númerode acessos dos alunos, quantidade de tempo conectado. Segundo os dadosobtidos, houve um acesso freqüente dos alunos, de modo que a cada novomaterial publicado a mediação foi efetivada, os arquivos chegaram e ficaramdisponíveis a todos os acadêmicos. O retorno dos diagnósticos junto às empresas foi acompanhado pelaprofessora, onde, em cada uma das empresas foi realizada uma reunião final,dela participaram os acadêmicos, os empresários, a professora e por vezes ogerente da incubadora. Um parâmetro que indica o sucesso na empreitada consiste no repassede conhecimentos para a empresa. Quando o empresário recebe o diagnósticoda situação da empresa juntamente com propostas melhorias, ele adquire oconhecimento da universidade. Assim, há possibilidade do resultado destapesquisa gerar novos projetos de pesquisa para a universidade, aumentando aprodução científica do pesquisador e gerando recursos financeiros para apesquisa. Os aspectos observados são relacionados com a interação entreempresa, alunos e professor, a opinião dos empresários em relação aotrabalho realizado, a repercussão em termos de mídia, ao interesse despertadoem novas empresas e desdobramentos esperados para novas ações demesma natureza. “A formação de parcerias entre a instituição de ensino e aempresa pressupõe uma relação calcada no princípio de reciprocidade, em queas potencialidades de cada uma das partes são exercidas em prol do objetivocomum”. (ALESSIO, 2004, pg__).b. Retorno dos atores Dentre todos os atores envolvidos na ação de design, acadêmicos,professor e empresários, ainda pode-se destacar os gestores das incubadorase algumas empresas que observaram de modo remoto o trabalhodesenvolvido. A resposta dos empresários pode ser medida de duas maneiras, tangívele intangível. A primeira pode ser observada por meio dos questionáriosremetidos aos empresários, e respondido por cerca da metade deles, além dos
    • 9questionamentos direto na reunião de retorno respondido pela totalidade. Deforma intangível, o resultado é percebido pelas conversas informais e osconselhos de empresários, dentre, outros sem que se possa avaliar de formapalpável seu conteúdo. Tais dados foram obtidos através de depoimento dogerente de uma das incubadoras. A percepção dos empresários foi de surpresa quanto à amplitude deatuação do profissional do design, já observado no primeiro contato, e aadmiração pela potencialidade que um trabalho desta natureza pode provocarna empresa. A realização dos diagnósticos é encarada como parte do processode formação, e pelos menos dois empresários usaram este fator comoparâmetro de julgamento do trabalho realizado, orientado os acadêmicos sobreseus pontos fracos, sobre suas fragilidades. Então, a interação empresauniversidade, representaria como necessidade de aprendizagem permanente ede ajuste recíproco. Sobre a percepção dos alunos, obtida através de instrumento deavaliação aplicado ao final da atividade, não só a atuação na empresa, comotambém o ensino a distancia e seu processo de mediação via Internet, osacadêmicos concordam que o retorno imediato das atividades publicadas foi desuma importância, ou seja, o acompanhamento do professor se fez necessáriouma maior freqüência de retorno sobre os trabalhos produzidos. Tal retornogerou um novo ritmo de interações da professora com os alunos e nova formade avaliação para o próximo ano. Cada uma das tarefas publicadas deve terum retorno num prazo máximo de três dias oque torna mais intensa a troca deinformações a assistência ao trabalho produzido. Os designers necessitam, em sua formação profissional, de ferramentasque os permitam dialogar com a empresa em níveis estratégicos e gerenciais.Defender o design estratégico significa integrar as ferramentas de gestão eplanejamento na formação do profissional, integrando o raciocínioempreendedor nas atividades de projeto. Isso leva também a uma segundafunção do designer, a de instruir o seu mercado sobre sua atuação, suaspossibilidades e mesmo limitações. Para os alunos a experiência foi umaoportunidade de conviver com as condicionantes reais de mercado,percebendo por si mesmos que o mito de “o briefing já vem pronto” não existe,pois, foi preciso buscar dados além daqueles passados pelos empresários (em
    • 10alguns casos, o próprio empresário dificultava o processo omitindo muitasinformações), e analisar estratégias sustentáveis para terem seus projetosaprovados. Quanto ao condutor do processo, ou seja, o professor, seu principalpapel foi, além de construir as situações de aprendizagem por meio doconteúdo da disciplina, mediar as relações dos alunos com o sistemainformatizado, e o primeiro contato dos alunos com os empresários. Em relação ao conteúdo, este se fez por meio de guias de atividades,que são os instrumentos de construção de situações para aprendizagem. Elasapontam os textos que devem ser lidos e os objetivos das leituras, elas indicamque tipos de atividades devem ser implementadas, como devem ser discutidase prazos para serem publicadas. Todos os alunos têm acesso a todos ostrabalhos produzidos pelas equipes. As guias indicam textos de base,atividades a serem feitas com os mesmos, formas de combinação dosresultados das equipes, prazos e forma de publicação dos resultados. Alémdisso as guia apontam para textos complementares (todos disponíveis napágina de interação) permitindo que o aluno tenha novos caminhos parapercorrer se assim o desejar. As fases básicas (mas não cronológicas) doprocesso são a leitura dirigida provocando uma preparação (sempre com umobjetivo) a análise individual e partilhada em grupo, ou seja, a ação (passandopelas fases de externalização e combinação) e a disseminação através da áreade colaboração do sistema virtual (polvo), permitindo-se articular uma reflexãoou consenso sobre o tema. Finalmente cada conjunto de guias (que definemum módulo) é reaplicado em novas etapas da disciplina de modo a reinvestir oconhecimento adquirido e avançar para a profissionalização do acadêmico. Aofinal de cada módulo houve um encontro presencial de articulação efechamento das atividades anteriores e de preparação para as atividades domódulo seguinte.
    • 11Roteiro básico para estruturação de guias de aprendizagem Leitura sobre o tema Aquisição dos materiais Preparação necessários Formação da equipe Execução das principais ações previstas Ação Trabalho de elaboração das conclusões Consideração do que foi aprendido Reflexão Identificação das formas de geração do conhecimento e habilidades adquiridas Abaixo tem-se um quadro com cada umas das atividades, as guias adotadas, as lições que se pretendia passar dentro dos conceitos básicos de aprendizagem. Conceito Módulos Lições Atividades Modelo de atuação Case de estratégias, Aprendizagem de gerencial para interação e interface. Empresas clientes, organizações - Presencial apresentação e escolhas. Composição de Estrategor equipes Estrutura da Ler, construir esquema, preparar para visita empresa a empresa Identificar estratégias de empresas. Estratégias de ação Entender Distinguir os processos escolhidos. Processo de Distinguir os processos decisórios, Decisão estabelecer parâmetros para decisão Construção da Levantar itens que compõe a identidade de Identidade uma empresa Estrutura para Síntese do modelo estrategor. Estrutura de Diagnóstico Presencial análise para diagnóstico Entender o mercado, consumidores, processo de compra, concorrência direta e Dados do mercado indireta, sistemas legais de controle, legislações. Produto, processo produtivo, estrutura de Diagnosticar produção, meios de comunicação, fluxo de Dados da empresa produção, identidade, clientes, estratégia de posicionamento Possibilidades, gargalos, analise FOFA, Proposição estratégias sustentáveis para solução de Montar estratégias problemas Gestão de itens de Apresentar diagnósticos, discutir estratégias Projeto Presencial e possibilidades para as empresas clientes
    • 12 Quantificar itens para a proposta, tempo, Dimensões da pessoas, recursos, informação Propor proposta Preparar reunião de retorno para empresa, Apresentação para apresentação, documentos, dados, forma de a empresa condução, local Apresentar propostas ao grupo trazendo o Direitos Presencial retorno da empresa Distinguir os conceitos de direito autoral, Conceitos de propriedade industrial, propriedade direitos intelectual, patentes, royaltes Proteger Escolher um produto da empresa-cliente e Processo de preparar o processo de registro (industrial ou registro direito autoral) Avaliação Presencial Prova Final Outro aspecto que pode ser considerado um parâmetro de avaliação foia utilização do Sistema de Apoio à aprendizagem POLVO, que permitiu aosalunos a interação entre eles, visto que todos os trabalhos publicados estavamdisponíveis para todos os acadêmicos, permitindo a comparação entre si,elevando o nível dos trabalhos. A escolha da ferramenta se deve ao fato delater sido desenvolvida na UDESC, ser desenvolvida com código aberto nãolevar a custos para o professor nem para os alunos em termos de aquisição desoftware conter as ferramentas de interação necessárias a esta proposta (chat,fórum, mala direta, área de colaboração) permitir uso de arquivos de grandeporte (maior que 2 MB) que transitam com dificuldade em Internet gerenciar atéo momento mais de 1500 usuários de inúmeras disciplinas sem apresentardificuldades ser a base de apoio do sistema que gerencia a Coordenadoria doEnsino a Distância da UDESC.
    • 13 Assim, do modo de apoio ao ensino presencial como guia de instruçãopara modo semi-presencial, o ensino a distância, permitiu uma maior clareza,detalhamento e especificação de conhecimento para instruir o aprendizado epromover uma nova experiência ao grupo de acadêmicos, sendo desafiados atrabalhar de forma autônoma se vendo diante de tomadas de decisão as quaiseles terão que explicitar, defender e implementar. Tais fatores permitiram que oprocesso de aprendizagem da gestão do design fosse, em muito,potencializado pela experimentação prática dos conceitos, em um ambienteempresarial real, com limitações reais, com mercado real. A aprendizagemassim entendida não atingiu apenas as atividades dos acadêmicos, emsituação natural de aprendizagem, mas também dentro do ambienteempresarial se teve uma forte possibilidade de difusão da cultura, dosbenefícios e dos potenciais permitidos com o design. Um fator decisivo que serve como indicativo de sucesso, são aspublicações dos resultados em jornais de grande circulação, e a divulgação dotrabalho pelas mídias internas das incubadoras, uma vez que as gerencias dasmesmas acompanharam, de modo distante, os efeitos do trabalho, através decomentários dos empresários e daqueles que foram abordados pelosacadêmicos. Assim sendo o trabalho foi divulgado despertando interesse denovas empresas e de novas incubadoras.c. Divulgação e desdobramentos A primeira aplicação desta forma de aprendizado foi feita em 2005/01com oito empresas, sendo grande parte da Incubadora Certi. A repercussãodos resultados foi tamanha, que em julho de 2005 a incubadora MIDI, de basetecnológica fez contato com a professora colocando a disposição seusempresários para a divulgação do trabalho. No início do segundo semestre foifeita uma reunião de divulgação junto a 12 empresários daquela incubadora.Destes, foi materializada a adesão de sete novas empresas para serem objetodo trabalho de design em sua segunda edição. Da mesma forma empresas nãoincubadas, uma de equipamentos de iluminação e outra de móveis dedecoração, se mostraram receptivas para um trabalho desta natureza.
    • 14 Os fatos do mês de julho de 2005 é que foram ainda mais determinantesem uma avaliação do efeito do trabalho iniciado. A incubadora Celta, queabrigou a primeira edição, apresentou proposta de trabalho permanente, ouseja, a criação de um programa de gestão do design junto às incubadas. Foipromovida uma ação de agradecimento e de reconhecimento pelo trabalhoprestado de modo a pleitear a permanência da ação junto ao Celta. Destaforma foram apresentadas mais seis novas empresas para serem objeto dotrabalho em sua segunda edição. Assim sendo, na 2ª vez em que houve aimplantação de Ensino a Distância na disciplina de Gestão do Design – aliada àintegração Empresa-Universidade, 16 empresas (dentre incubadas egraduadas) foram diagnosticadas pelos alunos. No ano de 2006 foram diagnosticadas ao todo 23 empresas (dentre elas,empresas do CELTA, do MIDI, e em menor quantidade empresas que entraramem contato com a professora solicitando o trabalho dos alunos). A partir da entrega dos diagnósticos e do encerramento da disciplina nosegundo semestre de 2006 foram levantados dados para analise dodesempenho dos alunos frente a esta nova experiência. Estes dados foramcoletados a partir de um teste final aplicado aos acadêmicos com o intuito demensurar o desempenho dos mesmos na disciplina de Gestão II.Avaliação presencial dos alunosPara conduzir um processo de avaliação presencial foi feita a opção por umaprova escrita que envolvesse diferentes assuntos abordfados ao longo dosemestre. Cada um dos temas abordados nas guias de atividade ou nasdiscuções presenciais gerou uma questão aberta que foi divulgada comantecendencia de mais de 30 dias para os acadêmicos via Internet (sistemaPolvo). A regra do processo de avaliação era de que das questões divulgadasapenas oito delas estariam presentes na prova. Dentre as oito apresentadas oacadêmico poderia escolher quatro para serem respondidas (cada questãovalia 2,5 pontos). A necessidade de uma avaliação presencial é determinada pelalegislação federal que determina que em situações de adoção da educação adistância pelo menos uma avaliação deve ser feita presencialmente. Para
    • 15permitir uma maior preparação e mesmo uma ampla discussão sobre os temasabordados a opção de divulgação de questões abertas com bastanteantecedência permitiu inúmeras interações entre alunos, gerando mesmotextos elaborados coletivamente sobre as respostas às questões apresentadasa seguir. 1. Distinga propriedades industriais, patentes e direitos autorais. Como o projeto de design pode se enquadrar em cada um deles. Responda com um exemplo ilustrativo. 2. Descreva um exemplo de uso de pelo menos duas ferramentas de análise de gestão em uma empresa e como os dados obtidos permitiram orientar o empresário para adoção de estratégias, projetos ou ações em design. 3. Defina a grade de stakeholders do negócio de sua empresa cliente. Quais os valores que estão sendo trocados entre eles? Quais as partes interessadas (stakeholders) têm influência negativa no negócio de sua empresa cliente. 4. Quais os principais itens de custos de projeto e que outros critérios podem ser ponderados na definição na definição de valor na ação de design. 5. Processo decisório, estrutura, estratégia e identidade são os quatro conceitos que permitem conhecer uma empresa. Explique a relação entre eles mostrando a dependência da empresa de cada uma destas variáveis. 6. Como se pode estabelecer um plano de diagnostico de uma empresa para avaliar as possibilidades de desenvolvimento de um projeto de design. Que dados devem ser coletados, onde eles podem ser obtidos? 7. Discorra sobre as dimensões do PMBOK e como elas são utilizadas para formulação de uma proposta de projeto. 8. Como você diferencia uma empresa que utiliza o design como uma ferramenta operacional daquela que adota o design como estratégia? Para avaliar o resultado da prova foram consideradas as questões maisescolhidas em meio aos trinta e nove acadêmicos matriculados, aquelas menosescolhidas e o desempenho em cada uma delas. Tal combinação visaidentificar os temas que geraram mais conforto, tendo sido mais escolhido, e otema que gerou maior rejeição, sendo o menos abordado. Tais aspectospermitem avaliar a absorção ou mesmo a necessidade de maiores ajustes nasformas de conduzir o processo de aprendizagem naqueles temas maisrejeitados. É preciso considerar que não deve haver, em nenhuma disciplina,temas mais ou menos importantes, mas possivelmente temas melhorabsorvidos ou melhor trabalhados na atividade de condução da aprendizagem.
    • 16 Os gráficos seguintes indicam os resultados obtidos em termos deescolha das questões e em termos de desempenho nas respostas dasmesmas. Frequência de Respostas 8 1 16% 18% 7 5% 2 15% 6 14% 3 5 13% 10% 4 9% Tabela 3 - Média de notas em cada questão.
    • 17 Média das Questões 2,05 1,98 1,88 1,91 1,93 1,94 1,91 1,19 1 2 3 4 5 6 7 8 A questão mais freqüentemente escolhida foi aquela que aborda direitosde proteção da propriedade industrial e intelectual, o que pode refletir aconsciência que se pode ter obtido com o esclarecimento destas ações e coma guia de atividades que estimulava a simulação de um processo de registro demarca ou de produto. Esta guia foi a única que foi realizada de modo individuale aparentemente determinou uma maior tranqüilidade do acadêmico emdiscutir o tema. Ainda assim este tema pode merecer melhor atenção emtermos de processo de condução visto que a média dos resultados obtidos naavaliação dói de 1,88 pontos numa avaliação máxima de 2,5 pontos. O assuntoera confortável porém seu domínio ainda não é o máximo que se pode obter. A questão que apresentou maior índice de rejeição foi aquela queenvolve o conjunto de parâmetros de gestão preconizado pelo PMI, conhecidacomo PMBOK. É possível perceber uma forte rejeição ao tema e mesmo umbaixo desempenho nas respostas formuladas. Além de um assunto menosinteressante ele pareceu ser bem menos dominado oque determina novasações, novas estratégias e novas ferramentas para abordar a questãoestratégica da gestão que vem sendo adotada com ferramenta em inúmerasempresas e projetos e cujo domínio pode determinar ao designer um diferencialde formação e uma particularidade em termos de condução de projeto. A melhor avaliação foi obtida na questão que aborda ferramentas degestão adotadas pela administração (2, 05). Isso é um indicativo de que elas
    • 18foram absorvidas de modo eficaz tendo sido a terceira questão mais escolhida.Esta aproximação entre linguagens de ambas as áreas, o design e aadministração tornam mais fácil o diálogo que a experiência pretendiapromover. Outros parâmetros de avaliação podem ser verificados quanto a absorçãodo conhecimento gerado pelos acadêmicos pela empresa. Conforme afirmamos autores FRACASSO e SANTOS (1992), o critério de sucesso do processode interação se evidencia quando o resultado da pesquisa tem utilidade e éefetivamente transferido para a empresa. Além disso, o produto ou processo éproduzido pela empresa e tem sucesso no mercado. O indicador de sucesso da interação é a satisfação, e mesmo asurpresa do empresário quanto aos resultados do trabalho. Outro parâmetrosucesso do processo de interação aplicar o resultado da pesquisa, no mercadoe a ampliação dos conhecimentos dos acadêmicos. Esse sucesso irá se refletircomo um diferencial de mercado para a empresa. A apropriação do conhecimento gerado pelos empresários possui duasvertentes que podem ser observadas em duas situações. Em um caso uma dasacadêmicas que compunha a equipe foi contratada como estagiária pelaempresa, ou seja, a companhia não só absorveu o conhecimento gerado pelaequipe, como se apropriaram dos conhecimentos da acadêmica para serutilmente aplicado em problemas de diferentes domínios da empresa. No outro caso, a empresa se apropriou do conhecimento gerado pelosacadêmicos, porém, optou em realizar o projeto por outro profissional. Essefato demonstra que ainda falta a sensibilização por parte dos empresários, queainda olham com certa desconfiança para os acadêmicos. O que leva a atentarquanto à inexperiência dos acadêmicos e a necessidade de acompanhamento,por parte do professor e acadêmicos, no período após o término do trabalho.MELO (2002) afirma que o cerne das dificuldades na interação universidade-empresa está nas próprias características das instituições – uma com interesseem gerar lucros, e outra, em gerar conhecimento. Aponta, também, que a faltade conhecimento por parte de ambas as instituições sobre os interesses daoutra pode gerar falhas de comunicação.d. Quanto ao conhecimento
    • 19 O conhecimento é um parâmetro intangível, mas de suma importânciano processo de interação empresa-universidade. Este pode ser avaliado portrês parâmetros: geração do conhecimento; transmissão do conhecimento; edisseminação do conhecimento. O primeiro fator pode ser observado pela surpresa dos empresáriosdiante da apresentação dos diagnósticos, e o interesse de novos empresáriospara passar pela experiência. Por parte dos acadêmicos, o resultado pode sermedido pelas notas, a média das turmas foi em torno de 8,0. Os itens seguintes são o próprio conhecimento relevante que épropagado e absorvido dentro das organizações e pelos acadêmicos. Ou seja,o diagnóstico (resultado da pesquisa realizada pelos alunos), sendoapresentado ao empresário, e este fornece um feedback no mesmo instantepara os acadêmicos. Assim, é preciso haver uma convergência de interesses etratar o assunto com franqueza, para que os dois lados obtenham resultadosconsistentes e satisfatórios.Considerações Finais O objetivo do trabalho de implementação parcial de Ensino à Distânciaera de aproximar a empresa da universidade, de desenvolver junto aos alunosa sua autonomia, de propagar a cultura do design e de fomentar mercado paraos egressos do curso. Acredita-se que pelos resultados apresentados àaproximação entre empresa e mercado não só confirmou-se como gerou novasexpectativas. A primeira experiência foi feita solicitando a contribuição dasempresas, na segunda edição são as empresas que solicitam a atuação dosacadêmicos. Da mesma forma o interesse da incubadora de implementarprograma permanente de gestão do design mostra que a aproximação eradesejável e produtiva de modo a ser transformada em ação duradoura. A autonomia desejada dos alunos ainda deve ser objeto de novosestímulos. A orientação bastante próxima da professora, e o acompanhamentodas atividades podem ser mais detalhados de modo a permitir aos acadêmicosmaior confiança em seu trabalho permitindo que o mesmo se posicione demodo confiante diante dos empresários, seus clientes. Foi possível perceber
    • 20que o grupo de acadêmicos desta experiência se viu desafiado a trabalhar deforma autônoma se vendo diante de tomadas de decisão as quais eles teriamque explicitar, defender e implementar. Os bons resultados ocorreram porque os a interação empresa-universidade é de interesse da tanto da empresa quanto para a instituição-corpo discente, tendo-se a geração de conhecimento como principal fator deviabilidade. A compreensão do papel da interação na construção do conhecimento éfundamental para que o professor possa facilitar, promover e melhorar aaprendizagem escolar. Apesar do grande empenho dos alunos em analisar ediagnosticar a empresa, é responsabilidade da empresa viabilizar a aplicaçãodo conhecimento dos acadêmicos, gerando inovações e contribuindo para acompetitividade. As evidências mostram que quando compreendem claramente o papeldo aluno dentro da sua organização, competência deste versus necessidade daempresa, consegue-se estabelecer ligações maduras e duradouras entreEmpresa-Universidade e obter ganhos reais com estas ligações. Ocomprometimento dos acadêmicos, que entendem missão e objetivos doprojeto da disciplina, empenhados com a produção, disseminação etransferência de conhecimento e processos organizacionais é que dão suportea esta permuta de forma profissional e empreendedora. Com base nos resultados averiguados, fazem-se ajustes, visto que aatividade de ensino é uma busca constante da situação ideal e de respostapermanente às necessidades da sociedade. Uma adaptação que deverá serfeita é o monitoramento da repercussão do trabalho junto às empresas numperíodo pós-apresentação. Outro fator que deve ser melhorado é a capacidadedos alunos de fazerem a venda do seu projeto. Assim sendo cada nova ediçãodeste projeto terá sua qualidade elevada. Assim sendo, os beneficiados deste empreendimento são os estudantesque por meio de novos conhecimentos e habilidades, podem obter umaposição competitiva no mercado de trabalho; as empresas que poderãoaperfeiçoar suas atividades, contratando profissionais com formaçãoacadêmica de boa qualidade e a própria sociedade, para cujo bem-estar deveconvergir em todas as ações.
    • 21 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASALESSIO, Paulo A. Informação e Conhecimento: um modelo de gestãopara potencializar inovação e a cooperação universidade-empresa.2004. 341 f. Tese (Doutorado) - Programa de Pós-graduação em Engenhariade Produção, Departamento de Departamento de Engenharia de Produçãoe Sistemas, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis.BONACCORSI, Andrea; PICCALUGA, Andrea. A theoreticalframework for the evaluation of university-industry relationships.R&D Management n.24 v.3, p.229-247, 1994.FRACASSO, Edi Madalena e SANTOS, M. Elizabeth Ritter dos. Modelosde transferência de tecnologia da universidade para a empresa. In:Encontro Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Administração,16. Canela, setembro de 1992. Anais... v.1JANUÁRIO NETTO, Éden; BASSO, Cion Cassiano e CONCEIÇÃO, Zelyda. Interação Escola-Empresa no CEFET-PR. In. Revista Educação &Tecnologia. Ano 2, nº 3, Editorial, p.139-150, ago 1998.MACULAN A. M, MERINO, J. C. Como avaliar a transferência doconhecimento na interação universidade-empresa? São Paulo: Anaisdo XX Simpósio de Gestão da Inovação Tecnológica, 1998.MAGALHÃES, Cláudio. Design Estratégico: integração e ação doDesign Industrial dentro das empresas. SENAI/DN – SENAI/CETIQT– CNPq – IBIPTI – PADCT – TIB. 1997.Manual de Gestão do Design. Centro Português de Design. Portugal,
    • 221997.MELO, Pedro. A cooperação universidade/empresa nas universidadespúblicas brasileiras. 2002.Tese (Doutorado em Engenharia de Produção)– Departamento de Engenharia de Produção e Sistemas, UniversidadeFederal de Santa Catarina, Florianópolis, 2002.MOTA, Teresa Lenice Nogueira da Gama. Interação Universidade-Empresa na Sociedade do Conhecimento: re.exões e realidade.Brasília: Revista Ciência da Informação, v. 30, ago, 2001.NETO, Reinaldo Cherubini. Podem as condições capacitadoras dacriação do conhecimento organizacional auxiliar o processo deinteração universidade-empresa?. Revista do Centro de Ciências daEconomia e Informática - CCEI - URCAMP, v.7, n.11, p. 23-31.2003.OLIVEIRA, Rodrigo Maia de. A Cooperação da Universidade Federalde São Carlos com a Sociedade. 2002. 158p. Dissertação (Mestrado).Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção. Centro deCiências Exatas e de Tecnologia. Universidade Federal de São Carlos,2002.PLONSKI, Guilherme Ary. Cooperação universidade-empresa: umdesa.o gerencial complexo. São Paulo: Revista de Administração, USP,v. 34, nº 4, p. 5-12, outubro/dezembro 1999.________________________. Cooperação empresa-universidade:antigos dilemas, novos desa.os. Revista USP, São Paulo (25): 32-41,março/maio. 1995.SILVA, José Carlos Teixeira da. Centro Operacional de Desenvolvimento:Modelo de Interação Empresa-Universidade. In. Interação UniversidadeEmpresa II. Brasília: Instituto Brasileiro de Informação em Ciência eTecnologia, p.225 – 245, 1999.
    • 23Notas de Rodapé NONAKA e TAKEUSHI (1997) defendem que o conhecimento refere-se acrenças e informações, podendo ser explícito, o transmitido facilmente deforma formal, ou tácito, o conhecimento dinâmico e armazenado nas cabeçasdas pessoas que é difícil de ser articulado.2 Conhecimento tácito foi definido por POLANYI (1966) a partir da frase we canknow more than we can tell. Com isto ele quer dizer que muito do quesabemos não pode ser verbalizado ou escrito.