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    No Slide 16, ficou sobreposto o texto da Educação Tecnologica que seria:

    Permite conhecer os limites e as consequências da

    técnica no processo de desenvolvimento humano.

    wiltonpacheco@yahoo.com.br

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    Educação e Trabalho

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    1. Slide 1: Mestrado em Educação Tecnológica Trabalho, Educação e Desenvolvimento Societário Professor: Dr. João Bosco Laudares Educação e Trabalho Educação Tecnológica Educação Profissional Adriana Zardini Daniel Macieira Gustavo da Mata Mary Rose de Assis
    2. Slide 2: Se mexer, pertence à Biologia. Se feder, pertence à Química. Se não funciona, pertence à Física. Se ninguém entende, é matemática. Se não faz sentido, é economia ou psicologia. Se não mexe, não fede, não funciona, ninguém entende e não faz sentido, então... É tecnologia.
    3. Slide 3: Mestrado em Educação Tecnológica O que é Educação Tecnológica? “Ensinar tecnologia. Alguma coisa relacionada à formação de professores” Aluno do 7º período de Engenharia Elétrica / CEFET MG “Ninguém perguntou sobre isso. Deve ter relação com tecnologia. ” Alunos do 5º período de Mecânica / CEFET MG
    4. Slide 4: Mestrado em Educação Tecnológica O que é Educação Tecnológica? “Estudos realizados com objetivo de modernizar sistemas ou desenvolver tecnologias mais avançadas para facilitar os serviços do dia-a-dia.” Aluno do 3º período de Mecânica / CEFET MG “Educação para criar e aprender a utilizar novas tecnologias. ” Alunos do 5º período de Mecânica / CEFET MG
    5. Slide 5: Mestrado em Educação Tecnológica O que é Educação Tecnológica? “É uma coisa que sofre. É difícil, toma todos os feriados, não existe mais balada, família, só livros, trabalhos... ... formação para enquadrar para o mundo moderno”. Aluna do 5º período de Engenharia Elétrica / CEFET MG
    6. Slide 6: Mestrado em Educação Tecnológica EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DEFINIÇÃO OFICIAL: “vertente da Educação voltada para a formação de profissionais em todos os níveis de ensino e para todos os setores da economia, aptos ao ingresso imediato no mercado de trabalho (...) a educação tecnológica assume um papel que ultrapassa as fronteiras legais das normas e procedimentos a que está sujeita, como vertente do sistema educativo indo até outros campos legais que cobrem setores da produção, da Ciência e da Tecnologia, da capacitação de mão-de-obra, das relações de trabalho e outros, exigidos pelos avanços tecnológicos, sociais e econômicos que tem a ver com o desenvolvimento” (Brasil,MEC/SEMTEC,1994)
    7. Slide 7: Mestrado em Educação Tecnológica EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA OUTRAS DEFINIÇÕES: “O conceito de educação tecnológica implica a formação de profissionais habilitados a transmitir conhecimentos tecnológicos sem perder de vista a finalidade última da tecnologia que a de melhorar a qualidade de vida do homem e da sociedade.” (Ney do Amaral Pereira, CEFET/RJ,1996) “(...) conjunto de situações de ensino-aprendizagem que visam facilitar nos educandos a análise de conjunturas, estruturas ou contingentes, em que a técnica é o fator determinante.” (João M. P. Dias Baptista, Portugal,1996)
    8. Slide 8: Mestrado em Educação Tecnológica EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA OUTRAS DEFINIÇÕES: “... diz respeito à formação do indivíduo para viver na era tecnológica, de uma forma mais crítica e mais humana, ou à aquisição de conhecimentos necessários à formação profissional (tanto uma formação geral como específica), assim como às questões mais contextuais da tecnologia, envolvendo tanto a invenção como a inovação tecnológica.” (Grinspun, 2001, p.57)
    9. Slide 9: Mestrado em Educação Tecnológica Aspectos a serem considerados sobre a Educação Tecnológica: Relação educação e ensino técnico. (Visão do mundo da educação e do mundo do trabalho) Mecanismos e processos advindos do desenvolvimento científico tecnológico. (visão da produção de conhecimento, da necessidade de novas metodologias) “Há uma tendência de associá-la à educação técnica ou profissionalizante.” (Grinspun, 2001, p.55:56)
    10. Slide 10: Mestrado em Educação Tecnológica Texto: DIÁLOGOS SOBRE TRABALHO Antônia Vitória S. Aranha Doutora em Educação (PUC SP) Vice-diretora da FAE UFMG Daisy Moreira Cunha Doutora em Filosofia - Universidade de Provence (França) Coordenadora do Núcleo de Estudos sobre Trabalho e Educação (UFMG) João Bosco Laudares Doutor em Educação (PUC SP) Professor e Coordenador do M.E.T. (CEFET MG)
    11. Slide 11: Mestrado em Educação Tecnológica Educação Definições preliminares: Aquisição de conhecimentos de vários campos, envolvendo dois pilares: subjetividade (Filosofia, Psicologia) e socialização (Sociologia, História, Antropologia etc). Práxis cultural a exigir do homem habilidades para ser político e produtivo, como agente interventor do progresso social. Acácia Kuenzer
    12. Slide 12: Mestrado em Educação Tecnológica Tecnologia Definições preliminares: Tecnologias são produtos da ação humana, historicamente construídos, expressando relações sociais das quais dependem, mas que também são influenciadas por eles. Maria Rita N.S. Oliveira Educação & Sociedade, ano XXI, nº 70, Abril/00
    13. Slide 13: Mestrado em Educação Tecnológica Tecnologia Definições preliminares: O conceito de tecnologia, como a explicação e o construto teórico da geração e uso da técnica, aparece com a ciência moderna, quando um saber prático deve ser explicado teoricamente e um saber teórico deve ser verificado pela experiência científica.
    14. Slide 14: Mestrado em Educação Tecnológica Tecnologia Definições preliminares: O conceito de tecnologia, como a explicação e o construto teórico da geração e uso da técnica, aparece com a ciência moderna, quando um saber prático deve ser explicado teoricamente e um saber teórico deve ser verificado pela experiência científica. Revolução científica Revolução tecnológica
    15. Slide 15: Mestrado em Educação Tecnológica Propósito do processo educativo: Formar um cidadão crítico e consciente, em uma sociedade impregnada de tecnologia, numa nova cultura, hoje adjetivada como cultura técnica, em condições de responder às transformações contornadas por novos paradigmas. Educação Crítica Estuda relação sociedade-ciência-tecnologia e busca inserir o homem como agente nessa relação.
    16. Slide 16: Mestrado em Educação Tecnológica Propósito da educação tecnológica: Formar um cidadão crítico e consciente, em uma sociedade impregnada de tecnologia, numa nova cultura, hoje adjetivada como cultura técnica, em condições de responder às transformações contornadas por novos paradigmas. Educação Crítica Estuda relação sociedade-ciência-tecnologia e busca Permite conhecer os limites e consequências da técnica no processo de desenvolvimento humano. inserir o homem como agente nessa relação.
    17. Slide 17: Mestrado em Educação Tecnológica Educação Educação Tecnológica Profissional Centrada no ser humano. Centrada na técnica. Impacto na convivência Impacto no processo de social e produtiva trabalho. Orientada pelos Orientada pela ética interesses econômicos HOMEM HOMEM ▼ ▲ “MÁQUINA” “MÁQUINA”
    18. Slide 18: Dualidade Estrutural
    19. Slide 19: Mestrado em Educação Tecnológica Formação Profissional • Inicia-se na escola e prossegue de forma continuada no trabalho; • Elevação gradativa da qualificação, conforme a evolução tecnológica dos processos produtivos • Necessita-se de uma educação integral-técnica e geral, para inclusão social do cidadão no uso da técnica e no domínio tecnológico. Antes, Educação Técnica. Hoje, Educação Tecnológica.
    20. Slide 20: Mestrado em Educação Tecnológica Da Educação Técnica... Princípio educativo assentado em dois pilares disjuntos e desassociados: saber da cultura geral e saber da cultura específica. ...para Educação Tecnológica Novo princípio educativo flexibilizando e integrando saberes e habilidades cognitivas (de base técnica material) e comportamentais (organização e gestão do trabalho).
    21. Slide 21: Mestrado em Educação Tecnológica Da polivalência... “ampliação da capacidade do trabalhador para aplicar novas tecnologias, sem que haja mudança qualitativa dessa capacidade.” (Kuenzer) Conhecimento ampliado, porém fragmentado. ...à politecnia ações que, permitindo “a relação do aluno com o conhecimento, levem à compreensão das estruturas internas e formas de organização conduzindo ao domínio intelectual da técnica, expressão que articula conhecimento e intervenção prática.” (Kuenzer) Conhecimento ampliado e integrado.
    22. Slide 22: Mestrado em Educação Tecnológica Educação Tecnológica Concepção institucional Programas formativos da educação profissional desenvolvidos pela rede de escolas e centros de educação profissional, incluindo CEFETs, escolas técnicas, agrotécnicas, de comércio, instituições do “Sistema S” etc. Segundo a LDB (Lei 9394/96), as escolas técnicas e centros de tecnologia devem preparar o cidadão para o mundo do trabalho, garantindo-lhe uma formação escolar necessária à profissionalização.
    23. Slide 23: Mestrado em Educação Tecnológica Educação Tecnológica Concepção das políticas públicas Lei 5692/71 Determinava currículo pleno do 2º grau: uma parte educação geral, outra parte “especial”, para formação integral do adolescente. LDB (Lei 9394/96) Compreensão dos fundamentos científicos- tecnológicos dos processos produtivos é considerada uma das finalidades do Ensino Médio.
    24. Slide 24: Mestrado em Educação Tecnológica Educação Tecnológica Concepção das políticas públicas LDB (Lei 9394/96) O currículo do ensino médio (...) I - destacará a educação tecnológica básica, a compreensão do significado da ciência, das letras e das artes; o processo histórico de transformação da sociedade e da cultura; a língua portuguesa como instrumento de comunicação, acesso ao conhecimento e exercício da cidadania;
    25. Slide 25: Mestrado em Educação Tecnológica Educação Tecnológica Concepção das políticas públicas Decreto 2208/97 Educação geral desintegrada da Educação profissional, que recebe legislação própria e é dividida em 3 níveis: básico, técnico e tecnólogo; Ensino técnico tem currículo específico e pode ser oferecido concomitantemente ou sequencialmente ao Ensino médio.
    26. Slide 26: Mestrado em Educação Tecnológica Educação Tecnológica Concepção das políticas públicas Decreto 5154/04 Regulamenta a LDB atual, revoga o Decreto 2208/97 e determina que “os cursos nos seus vários níveis de escolaridade objetivam a qualificação para o trabalho e a elevação do nível de escolaridade do trabalhador” Ensino Técnico é concebido como: nível tecnológico médio de escolaridade Educação Tecnológica: Ensino de graduação e pós-graduação.
    27. Slide 27: Mestrado em Educação Tecnológica Preocupações do CEFET: Além da formação e preparação para o trabalho, desenvolvimento de educação tecnológica crítica. Contextualização da tecnologia em campos sociais, filosóficos, políticos, econômicos e históricos. Viabilizar atitude de pesquisador para estudante, não só de receptor de soluções técnicas prontas ou imediatistas. Surgimento de trabalhador escolarizado, por meio de um currículo comprometido em formar cidadãos.
    28. Slide 28: Mestrado em Educação Tecnológica Texto: EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA João Augusto de Souza Leão A. Bastos Licenciado em Filosofia Doutor (PUC/Paris) Professor e Coordenador do Programa de Pós-Graduação do CEFET PR
    29. Slide 29: Mestrado em Educação Tecnológica Educação e Tecnologia como processo dialético Divisão do Trabalho x Novos conceitos de produção
    30. Slide 30: Mestrado em Educação Tecnológica Progresso Técnico e Sociedade •Dialética entre as necessidades naturais e a satisfação do homem. •História do homem na sua luta para fabricar instrumentos que superem as dificuldades impostas pelas forças naturais. •Surgimento da História da Máquina.
    31. Slide 31: Mestrado em Educação Tecnológica Educação Tecnologia e Trabalho Revolução da Micro Eletrônica. Consequências da Automação e da Robótica. Logística da Produção.
    32. Slide 32: Mestrado em Educação Tecnológica A Geração de um novo saber A sociedade moderna é dominada pelo conhecimento. É, sem dúvida, a sociedade do conhecimento (BASTOS). O conhecimento passa a admitir certas dimensões de organização de conjuntos de esquemas, referentes a conceitos, entidades, acontecimentos, pois enquadra, representa e interpreta a informação de maneira eficiente (HARRIS, 1994).
    33. Slide 33: Mestrado em Educação Tecnológica Texto: A TECNOLOGIA E A EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA Domingos Leite Lima Filho Doutor em Educação Professor do Programa de Pós-Graduação em Tecnologia e do Departamento de Eletrônica do CEFET/PR Gilson Leandro Queluz Doutor em Comunicação e Semiótica (PUC/SP) Mestre em História (UFPR) Professor do Programa de Pós-Graduação em Tecnologia e do Departamento Acadêmico de Estudos Sociais do CEFET/PR
    34. Slide 34: Mestrado em Educação Tecnológica Objetivo: “Constituir elementos que possam contribuir para uma sistematização conceitual sobre a tecnologia e sua relação com a Educação Tecnológica”.
    35. Slide 35: Mestrado em Educação Tecnológica Pressupostos: “Relação Trabalho e Educação” “Relação Trabalho, Ciência e Tecnologia”
    36. Slide 36: Mestrado em Educação Tecnológica Considerações: “Cotidiano” “Segundo Professores”
    37. Slide 37: Mestrado em Educação Tecnológica Ao associar tecnologia e técnica: “estudo técnico de determinada atividade” “processos práticos de se alcançar um objetivo definido” “técnicas utilizadas dentro da ciência”
    38. Slide 38: Mestrado em Educação Tecnológica Ao associar tecnologia e trabalho: “uso da ciência, do saber, do trabalho, em busca de novos métodos para otimizar seu trabalho” “é o domínio de conhecimentos e técnicas específicas que permitem aos seus detentores modificar e aperfeiçoar um processo produtivo e do saber”
    39. Slide 39: Mestrado em Educação Tecnológica Texto: EDUCAÇÃO PROFISSIONAL NO BRASIL Sílvia Maria Manfredi Série Docência em Formação Educação Profissional Cortez Editora - 2003
    40. Slide 40: Mestrado em Educação Tecnológica Sílvia Manfredi •Nasceu em Mondovi, Itália, em 22 de março de 1946. •Veio para o Brasil ainda criança onde vive até hoje, no estado de São Paulo. •Doutora em Educação pela USP. Professora na UNICAMP. •Participou de vários movimentos estudantis e de educação popular das décadas de 60 e 70 mesmo com a censura. •No campo da Educação de Trabalhadores atuou em diversos projetos populares e atividades de docência e pesquisa bem como na formação sindical e profissional.
    41. Slide 41: Mestrado em Educação Tecnológica EDUCAÇÃO PROFISSIONAL NO BRASIL A Rede de Educação Profissional Brasileira A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei 9.394/96) e o Decreto Federal 2.208/97 instituíram as bases para a reforma do ensino profissionalizante no Brasil. Estes dispositivos legais, diretrizes curriculares e as políticas públicas são indicativos da intencionalidade de conferir ao antigo sistema de Educação Profissional uma nova configuração, de gerar uma nova institucionalidade.
    42. Slide 42: Mestrado em Educação Tecnológica EDUCAÇÃO PROFISSIONAL NO BRASIL A Rede de Educação Profissional Brasileira Nova institucionalidade: Conjunto de entidades, atores e agências, bem como sua organização e modelos de gestão e financiamento.
    43. Slide 43: Mestrado em Educação Tecnológica EDUCAÇÃO PROFISSIONAL NO BRASIL Entidades que compõem a rede de Educação Profissional • Ensino médio e técnico: redes federal, estadual, municipal e privada; • Sistema S: inclui os Serviços Nacionais de Aprendizagem e de Serviço Social, mantidos por contribuições parafiscais das empresas privadas;
    44. Slide 44: Mestrado em Educação Tecnológica EDUCAÇÃO PROFISSIONAL NO BRASIL Entidades que compõem a rede de Educação Profissional • Universidades públicas e privadas: graduação e pós-graduação, serviços de extensão e atendimento comunitário; • Escolas e centros mantidos por sindicatos de trabalhadores; • Escolas e fundações mantidas por grupos empresariais;
    45. Slide 45: Mestrado em Educação Tecnológica EDUCAÇÃO PROFISSIONAL NO BRASIL Entidades que compõem a rede de Educação Profissional • Organizações não-governamentais de cunho religioso, comunitário e educacional; • Ensino profissional regular ou livre, concentrado em centros urbanos e pioneiro na formação a distância (via correio, Internet ou satélite).
    46. Slide 46: Mestrado em Educação Tecnológica EDUCAÇÃO PROFISSIONAL NO BRASIL DADOS ESTATÍSTICOS (De acordo com o I Censo da Educação Profissional, 1999 parceria MEC/SEMTEC/MTE) Composição da Rede de Educação Profissional: – Total de 3.948 instituições de ensino; – 67,3 % setor privado; – 32,7 % setor público.
    47. Slide 47: Mestrado em Educação Tecnológica EDUCAÇÃO PROFISSIONAL NO BRASIL DADOS ESTATÍSTICOS Distribuição pelos níveis de ensino: • NÍVEL BÁSICO • NÍVEL TECNOLÓGICO – 57,6% setor privado – 76,7% setor privado – 42,3% setor público – 23,2% setor público • NÍVEL TÉCNICO • SISTEMA S – 64,4% setor privado – 19,1% Básico – 35,5% setor público – 7,8% Técnico – 1,9% Tecnológico
    48. Slide 48: Mestrado em Educação Tecnológica EDUCAÇÃO PROFISSIONAL NO BRASIL DADOS ESTATÍSTICOS Predominância no setor público: • ESTADUAL – 71,7% Nível Técnico • FEDERAL – 50 % Nível Tecnológico • MUNICIPAL – Representação Inexpressiva
    49. Slide 49: Mestrado em Educação Tecnológica EDUCAÇÃO PROFISSIONAL NO BRASIL DADOS ESTATÍSTICOS Índice de conclusão dos cursos • Básico: 76,7% • Técnico: 12,7% • Tecnológico: 14,5% Nível de atendimento da população em idade escolar (menos de 20 e até 24 anos) • Técnico: 3,49% • Tecnológico: 0,23%
    50. Slide 50: Mestrado em Educação Tecnológica EDUCAÇÃO PROFISSIONAL NO BRASIL DADOS ESTATÍSTICOS Oferta de Cursos: • Indústria: 34,2% • Agropecuária e Pesca: 3,8% • Serviços: 56,2% • Comércio: 5,8% Cursos Predominantes: • Informática, gestão, contabilidade, secretariado, administração e artes (atividades culturais, artesanais e esportivas). • Alimentos e bebidas, mecânica e metalurgia, eletrotécnica e eletrônica, têxteis e vestuário.
    51. Slide 51: Mestrado em Educação Tecnológica EDUCAÇÃO PROFISSIONAL DE NÍVEL BÁSICO •Eixo estruturador: desenvolvimento de estratégias de qualificação, requalificação e formação contínua. •Atender às necessidades das transformações econômicas e sociais mundiais. •No Brasil, vem auxiliar no decréscimo do índice de analfabetismo e aumento do nível de escolarização da população. •Principais Executores: MTE - Ministério do Trabalho e Emprego com recurso do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) e instituições privadas.
    52. Slide 52: Mestrado em Educação Tecnológica EDUCAÇÃO PROFISSIONAL DE NÍVEL TÉCNICO •Eixo estruturador: “Educação profissional técnica de nível médio”. •Atende mais aos interesses industrialistas. •Principais Executores: •Instituições Federais •Instituições Estaduais •Instituições Municipais
    53. Slide 53: Mestrado em Educação Tecnológica EDUCAÇÃO PROFISSIONAL DE NÍVEL TÉCNICO Instituições Federais •AEFs - Escolas Agrotécnicas Federais •ETFs - Escolas Técnicas Federais •CEFETs - Centros Federais de Educação Tecnológica
    54. Slide 54: Mestrado em Educação Tecnológica EDUCAÇÃO PROFISSIONAL DE NÍVEL TÉCNICO Instituições Estaduais e Municipais •ANTES DO DECRETO 2.208/97: Habilitações oferecidas nas escolas de 2º Grau, restringindo-se a atividades do setor terciário, com baixos custos de implantação. Exemplos: Magistério, administração, contabilidade e secretariado.
    55. Slide 55: Mestrado em Educação Tecnológica EDUCAÇÃO PROFISSIONAL DE NÍVEL TÉCNICO Instituições Estaduais e Municipais •APÓS O DECRETO 2.208/97: •Transformação das antigas escolas técnicas em escolas de nível médio e transferindo para outrem a formação profissionalizante (outras instituições). •Separação entre ensino médio e o técnico-profissional. •Estão surgindo novas iniciativas, através do Proep, com os chamados Centros de Educação Profissional.
    56. Slide 56: Mestrado em Educação Tecnológica EDUCAÇÃO PROFISSIONAL DE NÍVEL TECNOLÓGICO •Eixo estruturador: “Educação profissional tecnológica de graduação e de pós-graduação.” •Tentativa de estruturação de cursos de menor duração nas áreas de tecnologia de ponta. •Ministrados nas Fatecs (Faculdades de Tecnologia). Exemplos: •CEFETs •Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza.
    57. Slide 57: Mestrado em Educação Tecnológica SETOR NÃO ESTATAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL •Predominância das áreas do setor terciário: informática, administração e negócios, idiomas, atividades artesanais e esportivas. •Destacam-se os cursos profissionais por correspondência e atualmente via Internet.
    58. Slide 58: Mestrado em Educação Tecnológica FINANCIAMENTO R E C U R S O S IN T E R N O S ESTATAL P R IV A D O A lo c a ç ã o d e V e r b a s A r r e c a d a ç ã o d e M e n s a lid a d e s , p r e s t a ç ã o d e s e r v iç o s , a d v in d a s d a a r r e c a d a ç ã o d e im p o s t o s d o a ç õ e s , c o n t r ib u iç õ e s d e fu n d a ç õ e s RECURSOS EXTERN O S ESTATAL P R IV A D O E m p r é s t im o s v in d o s d o e x t e r io r E m p r é s t im o s , in c e n t iv o s fis c a is e / o u r e p a s s e d e v e r b a s p ú b lic a s
    59. Slide 59: Mestrado em Educação Tecnológica FINANCIAMENTO FAT - Fundo de Amparo ao Trabalhador • Gerido pelo CODEFAT (Conselho Deliberativo do FAT), com representantes dos trabalhadores, do governo e dos empresários. PRINCIPAIS PROJETOS: •PLANFOR - Plano Nacional de Formação •Proep - Programa de Expansão da Educação Profissional (25% MEC, 25% FAT, 50% BID)
    60. Slide 60: Mestrado em Educação Tecnológica GESTÃO CO DEFAT C o n s e lh o D e lib e r a t iv o d o F A T T r ip a r t it e P a r it á r io B a n c a d o d o G o v e rn o B a n c a d a d o s E m p r e s á r io s B a n c a d a d o s T r a b a lh a d o r e s M TE CNF CUT MPAS CNI F o r ç a S in d ic a l BNDES CNC CGT Fonte: Fidalgo, 1999, p.158
    61. Slide 61: Mestrado em Educação Tecnológica O SISTEMA “S” “O Sistema S configura-se como uma rede de Educação Profissional paraestatal, organizada e gerenciada pelos órgãos sindicais (confederações e federações) de representação empresarial.”
    62. Slide 62: Mestrado em Educação Tecnológica Sistema S Fazem parte do Sistema: Indústria: SENAI - Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial SESI - Serviço Social da Indústria Comércio e Serviços: SENAC - Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial SESC - Serviço Social do Comércio
    63. Slide 63: Mestrado em Educação Tecnológica Sistema S Fazem parte do Sistema: Agrícola: SENAR - Serviço Nacional de AprendizagemAgrícola Transportes: SENAT - Serviço Nacional de Aprendizagem de Transportes SEST - Serviço Social em Transportes Outros: SEBRAE - Serviço de Apoio à Pequena e Média Empresa SESCOOP - Serviço Social das Cooperativas de Prestação de Serviços
    64. Slide 64: Mestrado em Educação Tecnológica Sistema S SESI & SENAI •Criadas nos anos 40. •Fazem parte da estratégia empregada pelos industriais para disciplinar o trabalhador brasileiro e garantir a paz social. •SENAI: maior rede de Educação Profissional brasileira. •SESI: Além de serviços assitenciais, atua na educação infantil e de jovens e adultos.
    65. Slide 65: Mestrado em Educação Tecnológica Sistema S SESC & SENAC •Também criadas nos anos 40. •Fazem parte das medidas criadas para atenuar a complexidade crescente das funções especializadas na área mercantil. •SENAC: escolas de aprendizagem comercial para menores trabalhadores, jovens e adultos. •SESC: Apoio à saúde do trabalhador.
    66. Slide 66: Mestrado em Educação Tecnológica Sistema S ENTIDADES RECÉM- CRIADAS
    67. Slide 67: Mestrado em Educação Tecnológica Sistema S FINANCIAMENTO E GESTÃO • Natureza privada, mantidas com recursos públicos, mas geridas por entidades sindicais empresariais. • O grau de autonomia de gestão é variado. Exemplos: Senai - adota o modelo de gestão mais centralizado Senac - experiências de gestão descentralizada • Os recursos públicos são, em sua maioria, provenientes das contribuições compulsórias incidentes sobre a folha de pagamento das empresas de determinados setores, arrecadadas pelo INSS e repassados a cada “S”.
    68. Slide 68: Mestrado em Educação Tecnológica EDUCAÇÃO PROFISSIONAL NO BRASIL EDUCAÇÃO PROMOVIDA PELAS EMPRESAS “Quase todos os grandes grupos financeiros privados e estatais, bem como as grandes montadoras e outras grandes empresas do setor químico ou petroquímico possuem centros e programas de formação profissional dos próprios trabalhadores, para prepará- los técnica e ideologicamente para fazer frente às novas exigências advindas dos processos de reestruturação produtiva e organizacional em tempos de globalização.”
    69. Slide 69: Mestrado em Educação Tecnológica Texto: DESAFIOS-METODOLÓGICOS DA RELAÇÃO TRABALHO- EDUCAÇÃO E O PAPEL SOCIAL DA ESCOLA Acácia Zeneida Kuenzer Doutora em Educação Professora titular da Faculdade de Educação da UFPR- Universidade Federal do Paraná
    70. Slide 70: Mestrado em Educação Tecnológica Grupo de Trabalho (GT) Educação e Trabalho Constituiu-se (na década de 80) a partir de duas preocupações: - Compreender a pedagogia capitalista (que se desenvolve nas relações sociais e produtivas e na escola). - E desse modo poder identificar os espaços de contradição que tornam possível a construção histórica de uma nova pedagogia comprometida com o interesse dos trabalhadores (a pedagogia socialista).
    71. Slide 71: Mestrado em Educação Tecnológica Foco das pesquisas • Buscar a compreensão dos processos pedagógicos escolares e não escolares a partir do mundo do trabalho, tomando o método da economia política como diretriz para a construção do conhecimento.
    72. Slide 72: Mestrado em Educação Tecnológica Pesquisadores da área Trabalho e Educação Determinação de uma nova proposta pedagógica de educação dos trabalhadores, que articula as capacidade de: Agir intelectualmente Pensar produtivamente
    73. Slide 73: Mestrado em Educação Tecnológica Concepção da Qualificação Fundada na aquisição de habilidades técnicas, passando-se a: exigir o desenvolvimento da capacidade de educar permanentemente criar métodos para enfrentar situações não previstas contribuir originalmente para resolver problemas complexos
    74. Slide 74: Mestrado em Educação Tecnológica A área Trabalho e Educação Por sua opção teórica-metodológica, esta área entende: a produção de conhecimento como ação transformadora, tendo a superação histórica do capitalismo como horizonte; Busca a compreensão das práticas pedagógicas escolares e não escolares historicamente construídas, tendo em vista a proposição de alternativas pedagógicas comprometidas com o avanço do projeto contra-hegemônico dos trabalhadores.
    75. Slide 75: Mestrado em Educação Tecnológica A dimensão práxica da produção • Marx mostra o processo de produção do conhecimento como produto da atividade humana, entendida não abstratamente, mas como atividade real, objetiva, material. • Kosik afirma que o homem só conhece a realidade à medida que ele cria a realidade humana e se comporta antes de tudo como ser prático. • A prática é o fundamento e o limite do conhecimento. • O conhecimento é o conhecimento de uma realidade que deixa de ter existência imediata, externa ao homem, independente dele, para ser uma realidade mediada pelo homem.
    76. Slide 76: Mestrado em Educação Tecnológica O difícil trabalho com as categorias categorias metodológicas categorias de conteúdo
    77. Slide 77: Mestrado em Educação Tecnológica Categorias metodológicas (que dão suporte à pesquisa) •Práxis = constante movimento do pensamento que vai do abstrato ao concreto, pela mediação do empírico. •Totalidade = mostrando como o objeto de pesquisa ao mesmo tempo manifesta e é manifestação das relações sociais e produtivas. •Contradição = “a totalidade sem contradição é vazia, inerte” Hegel •Mediação = há que se entender o caráter mediador da qualificação nas relações entre capital e trabalho.
    78. Slide 78: Mestrado em Educação Tecnológica Categorias de conteúdo • Faz-se necessário investigar as relações, os conceitos, as formas de estruturação e organização, em “recortes”(chamados pela autora de ‘categorias de conteúdo’) particulares, sempre definidos a partir do objeto e da finalidade da investigação. • E por sua vez, cada categoria de conteúdo, é passível de detalhamento em subcategorias, a partir das quais os pesquisador coletará e organizará os dados, configurando-se assim um movimento que vai do geral ao particular na exposição, e do particular ao geral na investigação e na exposição.
    79. Slide 79: Mestrado em Educação Tecnológica Questões relativas ao trabalho e educação • Categoria do trabalho – Frigotto retoma a discussão, afirmando sua centralidade, no entanto continua-se a questionar o poder explicativo da categoria trabalho para fenômenos tais como a exclusão plena, o desemprego, o subemprego, o trabalho informal. • Necessidade de construir historicamente a categoria reestruturação produtiva, sem correr o risco de análises otimistas, que elidem o caráter excludente do processo. • Há que se compreender a educação, em geral e profissional em todos os níveis e modalidades na perspectiva do direito à cidadania, em oposição à perspectiva em voga do investimento individual.
    80. Slide 80: Mestrado em Educação Tecnológica O retorno necessário • Há que indagar até que ponto ainda o mundo do trabalho tem sido seguido pelo necessário retorno à escola. • Existe a necessidade de construção de categorias que permitam fazer a articulação entre o mundo das relações sociais e produtivas e o mundo da educação. No entanto, temos trabalhado com categorias econômicas e sociológicas sem conseguir fazer a articulação com a educação. • Faz-se necessário a construção de categorias mediadoras.
    81. Slide 81: Mestrado em Educação Tecnológica Mediação trabalho e educação • A autora afirma: “as categorias conteúdo, formas metodológicas, espaços, atores, controle, permitem fazer a mediação entre o espaço pedagógico da fábrica, por exemplo, e as propostas de educação básica e profissional dos trabalhadores”. • Não se pode ficar apenas no plano meramente contemplativo ao se observar as descrições do que acontece na fábrica reestruturada, sem conseguir desvelar suas consequências para os processos de educação dos trabalhadores.
    82. Slide 82: Mestrado em Educação Tecnológica Preocupações permanentes nas discussões entre Educação e Trabalho 1) Até que ponto a produção do GT tem, de fato, contribuído para o enfretamento das questões concretas relativas à educação dos trabalhadores, ultrapassando o discurso generalizante, que termina por constituir-se contemplativo?
    83. Slide 83: Mestrado em Educação Tecnológica Preocupações permanentes nas discussões entre Educação e Trabalho 2) Até que ponto a ida ao mundo das relações sociais e produtivas concretas tem sido seguida pelo necessário retorno à escola, tendo em vista subsidiar a compreensão dos processos pedagógicos escolares e não escolares a que estão submetidos os trabalhadores, e excluídos, em seu processo de alienação/desalienação?
    84. Slide 84: Mestrado em Educação Tecnológica Preocupações permanentes nas discussões entre Educação e Trabalho 3) Em tempos de globalização da economia e reestruturação produtiva, marcados pela crescente exclusão, quem é o objeto de estudo e o compromisso político do GT?
    85. Slide 85: Mestrado em Educação Tecnológica Preocupações permanentes nas discussões entre Educação e Trabalho 4) Qual tem sido o papel do GT no processo de formulação de políticas públicas para a educação, tendo em vista o interesse e os direitos dos trabalhadores e excluídos?
    86. Slide 86: FIM
    87. Slide 87: Mestrado em Educação Tecnológica Obrigado pela atenção. Adriana Zardini Daniel Macieira Gustavo da Mata Mary Rose de Assis