Mitos e factos da imigraçao

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  • 1. ImigraçãoOs falsos mitosCP4, Processos IdentitáriosFormadora, DRª Sara PiresTrabalho realizado:Ângela SerranoPaula Góis
  • 2. CP4-PROCESSOS IDENTITÁRIOS - DR3 POLÍTICAS PÚBLICAS DE INCLUSÃO TÉCNICA DE ACÇÃO EDUCATIVA – NÍVEL III Introdução Os imigrantes são alvo de falsos mitos, que estão enraizados na sociedade muitopor culpa do preconceito que o povo português exerce sobre estas camadas sociais. Não é nada natural que Portugal, que foi um país com o maior número depessoas a emigrar para procurar uma vida melhor que teve inicio na década de 50, dopassado século e que se intensificou com a guerra colonial. Muitos homens a fugirem da guerra e ao mesmo tempo a procurem um futuromais próspero pois o nosso país estava completamente asfixiado com a ditadura semliberdade de expressão nem qualidade de vida. Com as sucessivas crises económicas a população portuguesas, foi obrigada aprocurar uma vida. Melhor. Após todas estas situações nas quais fomos emigrantes, como é possível que nãosaibamos aceitar, que outras pessoas, venham fazer o que nós fizemos “procurar umavida melhor para nós e para a nossa família”, isto é de extremo egoísmo. Para esclarecer algumas dúvidas apresentamos algumas informações quepretendem ajudar a terminar com a exclusão destas camadas sociais, que afinal até vemcontribuir para um futuro melhor para todos nós. Contribuem a fazer trabalhos que os portugueses rejeitam, colaboram para amanutenção da segurança social com as suas contribuições e ainda ajudam a subir a taxade natalidade. A atitude da Europa perante os imigrantes A atitude da Europa perante os imigrantes 2 25-11-2010
  • 3. CP4-PROCESSOS IDENTITÁRIOS - DR3 POLÍTICAS PÚBLICAS DE INCLUSÃO TÉCNICA DE ACÇÃO EDUCATIVA – NÍVEL III Os imigrantes estão a invadir-nos Decorria a segunda metade dos anos 90, quando Portugal começou a necessitardo trabalho dos imigrantes porque estavam a decorrer as obras para a expo98, PonteVasco da Gama, Auto-estradas do Sul, e mais tarde foi a construção dos estádios para oeuro 2004. Segundo os dados da “OCDE, em 2006 a chegada de estrangeiros a Portugal,representou apenas 0,24% da população total”, 29% dos fluxos imigratórios quechegaram ao nosso país vieram para trabalhar. Os imigrantes não nos “invadiram”, é o nosso país que precisa deles não só pararesponder à procura do mercado de trabalho, são também uma mais-valia para renovar apopulação pois são eles que tem mais filhos. Segundo dados apurados nos censos em 2001, a percentagem dos estrangeirosera de 4,2% e representava 2,2% da população total. Tendo em conta estes dados é dereferir que a população estrangeira activa é superior em 17,5% da população activaportuguesa. “Sem a entrada de novos imigrantes, o nosso problema demográfico associadoao envelhecimento será muito mais grave.” Portugal tal como os restantes países da Europa, recorre aos imigrantes parasatisfazer as necessidades, do mercado de trabalho.Os imigrantes vêm “roubar” empregos e fazer baixar os salários? Este conceito está completamente errado, pois as maiores taxas de desempregoestão em países, com baixas percentagens de imigrantes, sendo os países em que severifica o processo inverso o desemprego é mais baixo. Visando a vulnerabilidade, dos seus contratos de trabalho, e estando em sectoresde actividades mais sensíveis à crise são os primeiros a perder os seus postos detrabalho. Outro facto é serem os imigrantes que ocupam os postos de trabalho rejeitadospelos portugueses. Segundo fonte do INE, 36,1% dos estrangeiros encontram-se a trabalhar naconstrução civil, sendo o sector dos serviços o segundo empregador com uma taxa de15%, estes sectores são os que oferecem mais precariedade no trabalho e ocorrem maisacidentes mortais. Segundo fonte DGEEP, quadros de pessoal de 2004, verificou-se que osimigrantes têm uma base salarial em média inferior em 17%. 3 25-11-2010
  • 4. CP4-PROCESSOS IDENTITÁRIOS - DR3 POLÍTICAS PÚBLICAS DE INCLUSÃO TÉCNICA DE ACÇÃO EDUCATIVA – NÍVEL III Os imigrantes vêm desgastar a nossa segurança social e viverde subsídios? Portugal como um país de baixa fertilidade, depende dos imigrantes para aliviara carga fiscal, das gerações futuras, assim como para assegurar a manutenção do nossoestado de providência. Outro facto a reter pela população nacional, é que os imigrantes só tem acesso abenefícios fiscais e cuidados de saúde, se tiverem contribuído com os seus descontospara a segurança social. Os imigrantes estão associados ao crime? A comunicação social associa os imigrantes ao mundo da criminalidade, nãosendo correcta a forma como esta informação é divulgada, pois se os dados foremcorrectamente analisados, verifica-se que a criminalidade nacional aumentou 4%, já aestrangeira se manteve. De referir que as penas aplicadas são superiores para os imigrantes em crimesiguais aos dos cidadãos nacionais, também existe a agravante de puderem ser expulsosdo nosso país. Como pode ser comprovado a partir do estudo:”De Seabra, H: Santos,T”2005” Criminalidade Estrangeiros. Observatório da Imigração. Os imigrantes trazem-nos doenças? O mito dos imigrantes trazerem doenças para Portugal é completamente falso,pois á sua chegada ao nosso país tem uma qualidade de saúde melhor, que a média dapopulação residente. As doenças que sofrem devem-se em especial às diferenças climáticas e máalimentação, outro factor de doença são as más condições de trabalho e a exclusãosocial. Chegada de imigrantes a Portugal 4 25-11-2010
  • 5. CP4-PROCESSOS IDENTITÁRIOS - DR3 POLÍTICAS PÚBLICAS DE INCLUSÃO TÉCNICA DE ACÇÃO EDUCATIVA – NÍVEL III Os imigrantes têm comportamentos de risco? Os imigrantes ilegais não são mais perigosos que os outros indivíduos, o seudesejo ao chegar ao nosso país visa obter uma vida melhor, mas a falta de contratos detrabalho arrasta-os para esta situação. Algumas vezes são tratados como escravos, nãolhe pagam os seus salários retiram-lhe os documentos, mantendo-os como prisioneiros,estes factores contribuem para comportamentos criminosos.Os imigrantes rejeitam Portugal? Este conceito é infundado, porque eles vivem as suas tradições e crenças, no seiofamiliar, outros adoptam as nossas tradições como suas. Alguns atletas adoptaram, a nacionalidade portuguesa como Francis Obikwelu,Nelson Évora e Naide Gomes defendem as cores da nossa bandeira, com um sentido deresponsabilidade que deve ser seguido por todos nós. Os imigrantes vão colocar em risco a nossa cultura e as nossastradições? Na maior parte das situações os imigrantes adoptam as nossas tradições, eidentificam-se na nossa cultura. Somos um povo de fusão, sempre aberto a novas culturas e assimilação dasmesmas, de forma recíproca. Comentário a um artigo sobre a imigração « “Jornal A Cabra”, de 20 de Outubro de 2009,p.9 “ Um relatório da ONU afirma que Portugal é o país que melhor acolhe os seusimigrantes. As vitórias e as derrotas de quem procura aqui um futuro melhor. Por MariaLastres e Artur Romeu.” Muitas vezes associados a estereótipos negativos, não costumam ser bem-vindos. Contudo o relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) ”UltrapassarBarreiras: Mobilidade e desenvolvimento Humanos”, recentemente divulgado, alertampara a necessidade de mudança nas políticas de migração, de modo a ultrapassar asbarreiras culturais. 5 25-11-2010
  • 6. CP4-PROCESSOS IDENTITÁRIOS - DR3 POLÍTICAS PÚBLICAS DE INCLUSÃO TÉCNICA DE ACÇÃO EDUCATIVA – NÍVEL III Legislação favorável à imigração … “Acordo Lula” (como ficou conhecido o Acordo de Contracção Recíproca deNacionais) … 20 mil compatriota (brasileiros) beneficiou do acordo para seregularizarem entre 2005 e 2008. Actualmente, a comunidade brasileira é a mais numerosa em Portugal. Opesquisador do Núcleo de Migração do Centro de Estudos Sociais (CES) e docente deSociologia na Universidade de Coimbra, Pedro Góis, conta que desde 2004 osbrasileiros assumiram a primeira posição.”Nos anos 90 o primeiro fluxo migratório foioriundo dos países luso-africanos, …Na viragem do século, Portugal recebeu umaenorme quantidade de imigrantes do Leste Europeu, sobretudo ucranianos e romenos,foram cerca de 150 mil num ano”. ”Foi criado um órgão público especial para trabalhar na integração dosestrangeiros, o Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Internacional; passaram aser oferecidos cursos de língua portuguesa; ocorrem campanhas de legalização emmassa e ainda foram disponibilizados postos de atendimento do SEF “Serviço deEstrangeiros e Fronteiras”, nas lojas do cidadão”. Medidas como estas facilitam a entrada e regularização de estrangeiros, masnem sempre garantem a igualdade de oportunidades e a integração na sociedade. O reconhecimento de diplomas estrangeiros pelas universidades portuguesas éum dos entraves colocados aos profissionais qualificados. Contudo para Paulino não foiesse o principal obstáculoPedi equivalência do curso na Universidade de Aveiro e acoordenadora ficou impressionada com o programa de estudos que apresentei ereconheceu o diploma”conta. Pedro Góis afirma que … não são excepções. (Eu próprioconheci um bom exemplo: um russo com dois doutoramentos que em Portugaltrabalhava nas obras).» Barreiras de aceitação à imigração 6 25-11-2010
  • 7. CP4-PROCESSOS IDENTITÁRIOS - DR3 POLÍTICAS PÚBLICAS DE INCLUSÃO TÉCNICA DE ACÇÃO EDUCATIVA – NÍVEL III Conclusão Esta realidade demonstra que ainda existe muito a fazer para existir umaigualdade de oportunidades, direitos e deveres iguais, para todas as pessoas residentesno nosso país. É impressionante que num país em que escasseia mão-de-obra qualificada, sedesperdice estes profissionais, só porque não são nacionais apesar de existir algunssectores que precisa deles, desesperadamente, tais como: médicos, enfermeiros entreoutros. É um facto que muito já foi feito em prol dos imigrantes para lhe dar umaqualidade de vida, digna mas nós como cidadãos podemos dar um grande contributopara continuar a mudar esta realidade. A melhor maneira de ser feliz é contribuir para a felicidade dos outros.(Confúcio)Bibliografia:Trabalho realizado com base num documento informativo, “Imigração os mitos e osfactos” Presidência do Concelho de Ministro e Alto Comissariado de Imigração eDialogo Intercultural, disponibilizado por a formadora.Artigo de jornal: “Jornal A Cabra”, de 20 de Outubro de 20009,p.9Imagens retiradas em 25-11-2010, às 14h,http//www.google.pt/imgres?imgurl 7 25-11-2010