A Selva — Jornal da Escola Básica e Secundária Ferreira de Castro                              III Milénio | Nº 11        ...
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Jornal selva final_11

  1. 1. A Selva — Jornal da Escola Básica e Secundária Ferreira de Castro III Milénio | Nº 11 Janeiro 2011Editorial Alunos do 11º e 12º AnosA NOVA ERA DO JORNAL foram jornalistas noOlá pessoal!Chegou uma nova era para o ...e a seguir visitaram Serralvesnosso jornal. Com efeito, a tur-ma do 12ºE assumiu a responsa- No dia 19 de Janeiro os alunos do 11º debilidade de, na disciplina de Artes Visuais e do 12º de HumanidadesÁrea de Projecto, editar o jornal foram jornalistas num grande jornal nacional,"A Selva" no presente ano lecti- experiência que mereceu o agrado de todosvo, iniciando um processo, a os que a vivenciaram.que se pretende dar continuida- A iniciativa, inserida no projecto MEDIA-de, de mais envolvimento de LAB, constou de vários Workshops, nosalunos na produção do nosso (Cont. p. 10) quais os participantes tiveram oportunidadejornal. de conhecer a história do JN, visionarem oÉ nosso objectivo editar um processo da sua realização diária e, por fim,número do jornal no final de de serem eles próprios a criarem a primeiracada período lectivo, dando página do jornal. (Cont. p. 18)continuidade à tradição do jor-nal, sobretudo no que diz respei-to à divulgação das actividades Campanhae assuntos relacionados com a para a Associação de Estudantesnossa escola e, promovendo asua modernização, de modo a Mais um ano lectivo que contou com a participação de novas listascativar mais a nossa comunida- para a associação de estudantes.de escolar, tanto para a sua lei- Mas o que é isto de uma “associação de estudantes”?tura como para colaborar na sua (Cont. p. 5) Um dos momentos altos da campanhaprodução.Lê, colabora e divulga o teujornal, A Selva! Centenário da República Partir? Regressar? A turma do 12ºE Mais importante é estar… Mais um ano escolar terminado, mais uma temporada em Nesta edição: Moçambique. Partir já se tornou um hábito. Regressar uma necessi- dade. Estar com as gentes, um modo de vida. Passar as férias cá Notícias 2-5 deixou de fazer sentido. Entregar um pouco do meu tempo aos outros passou a fazer parte de mim, da minha maneira de ser, de Visitas de Estudo 6 estar, de sentir… Dia 10 de Julho, ao entrar no avião que me levaria uma vez Intercâmbio solidário 7 mais a Moçambique, para aí passar cerca de 50 dias, lembrei-me do verso de Fernando Pessoa "Deus quer, o homem sonha, a obra nas- Crónicas 8-11 ce". E foi com este espírito que voltei a pisar solo Moçambicano. Não fazia muito calor, como das outras vezes e algumas aventuras Tradições 12-14 fizeram parte dos meus Comemorou-se o Centenário da primeiros dias. Senti que Opinião/Reflexão 15 República. Ao longo do presente estava a viver uma expe- ano, foram várias as iniciativas riência diferente, apesar de Desporto Escolar 16 estar no mesmo país. Senti promovidas por todo o país para que tinha que entrar no assinalar esta data com grande espírito da missão, caso Passatempos 17 importância histórica. Mas afinal o contrário não valia a pena Diversos 18 estar ali. (Cont. p. 4) (Cont. p. 7) Escola Profissional de Matundo Tete
  2. 2. Notícias III Milénio | Nº 11 | Janeiro 2011Magusto de S. Martinho Como é habitual, a nossa escola comemorou, no dia 11 de Novembro, o dia de S. Martinho. Para o efeito pediu aos alunos, professores e funcionários que trouxessem casta- nhas de modo a ser possível a realização deste evento, o que se veio a verificar. Segundo vários membros da comunidade escolar, este magusto estava muito bem organizado, dispondo de mesas onde se encontravam castanhas e bebidas. A realização desta actividade alcançou os objectivos pretendidos, uma vez que todos participaram com alegria.Semana da saúdeA escola participou no projecto da semana da saúde. Esta actividade consis-tiu em sensibilizar os alunos a consumirem no bar da escola produtos maissaudáveis nos primeiros intervalos da manhã, tendo, para o efeito, sido dis-ponibilizada grande variedade de fruta e de pão.Esta actividade teve um grande sucesso, uma vez que houve uma grandeadesão da comunidade escolar. Ficha Técnica Festa de NatalPropriedade:Escola Básica e Secundária Ferreira de No dia 17 de Dezembro teve lugar na nossaCastro - Rua Dr. Silva Lima Escola o tradicional Jantar de Natal, iniciativa3720-298 Oliveira de Azeméis que, mais uma vez, proporcionou um importanteTel. 256 666 070 | Fax. 256 681 314 momento de convívio entre professores, técnicos, assistentes operacionais e representantes dosDirectora: Ilda Ferreira encarregados de educação. http://www.esfcastro.net jornalaselva@gmail.com Direitos Humanos Responsabilidade pela edição, redacção e composição No final do 1º Período esteve patente ao público, em diversos espaços da Escola,Alunos: Ana Carvalho, Sara Agosti- uma exposição sobre os Direitos Huma-nho, Tânia Paiva, Yhony Alves nos, baseada em trabalhos dos alunos.(edição); Cátia Fonte, Lorina Gaspar,Mónica Pereira, Sílvia Choupeiro,Vanessa Lima (redacção); DianaConceição, Diogo Silva, Miguel Tei-xeira, Rosa Silva (composição).Professores: Artur Ramísio (ÁreaProjecto) e Maria João Moreira(Língua Portuguesa).Impressão: Reprografia da EscolaBásica e Secundária Ferreira de CastroTiragem da versão impressa: 200 ex. Página 2
  3. 3. III Milénio | Nº 11 | Janeiro 2011 NotíciasPresidente da Câmara visita a EscolaO Presidente da Câmara de Oliveira de Azeméis, Dr. Hermínio Loureiro, visitou anossa Escola no passado mês de Dezembro.Na Biblioteca, onde decorria a Feira do Livro, teve oportunidade de dialogar com osalunos e de manifestar o seu agrado com a renovação realizada na escola, tendo dese-jado que a melhoria das suas condições contribua para o sucesso educativo de todosos alunos. Inscrição conjunta nas Bibliotecas Escolares e na Biblioteca Municipal Para se poderem usar os serviços de emprés- cimento) serão enviados para a Biblioteca timo gratuito de documentos das Bibliotecas Municipal. Quem não estiver interessado Escolares e da Biblioteca Municipal, no neste serviço deverá dirigir-se à Biblioteca concelho de Oliveira de Azeméis, os dados Municipal Ferreira de Castro e fazer a sua de todos os elementos desta Escola (nome, declaração para que os dados referidos morada, telefone, n.º de BI/CC, data de nas- sejam retirados. Vencedor do prémio “CNO Ferreira de Castro” Divulgada junto de todos os amabilidade com que colaborou CNO`s da NUT III, Entre Dou- neste evento.“No âmbito do projecto Ler+, ro e Vouga, esta iniciativa des- A decisão unânime do júripromovido pelo Plano Nacional pertou o interesse de muitos recaiu no poema, que revelade Leitura, o Centro Novas adultos que enviaram os seus criatividade e talento literário,Oportunidades (CNO) Ferreira de textos, em prosa ou poesia, os denominado Juventude, daCastro promoveu um Concurso quais foram apreciados por um autoria do adulto René LopesLiterário com o objectivo de júri presidido pela Directora da Escola, Dra. Ilda Ferreira, pela dos Reis, em processo de Reco-divulgar o talento literário de Coordenadora de Departamento nhecimento, Validação e Certi-adultos, já certificados ou que seencontrem em Processo de de Línguas, Dra. Maria João ficação de Competências no Moreira, pela Representante da CNO da Escola Secundária Dr.Reconhecimento, Validação e Área Disciplinar de Português,Certificação de Competências Manuel Laranjeira de Espinho. Dra. Carmelinda Pires, pela(RVCC), incentivando a sua Ao justo vencedor será atribuí- formadora de CLC/LC, Dra.criatividade literária e o gosto pela Elisabete Tavares e pela Dra. do um prémio em materialescrita, actividades essenciais Ivone Ferreira, enquanto repre- didáctico no valor de 200 €. Apara um bom desenvolvimento sentante da Associação Literá- todos os participantes seráintelectual.” ria Ferreira de Castro, a quem enviado um certificado de parti- se agradece a disponibilidade e cipação. Sistema de RVCC — uma boa resposta para si !O Sistema Nacional de Reconhecimento, Validação e Certificação de Poderá aceder ao NÍVEL SECUN-Competências pode ser uma resposta para si, caso não possua o nível DÁRIO de educação (12º ano debásico ou secundário de educação e tenha adquirido conhecimentos e escolaridade) se tiver 18 anos oucompetências através da sua experiência de vida. mais de idade e cumprir o seguintePoderá aceder ao NÍVEL BÁSICO de educação (4º, 6º ou 9º ano de requisito:escolaridade) se:  se tem menos de 23 anos de idade e no mínimo de três  tiver 18 anos ou mais de idade; anos de experiência profissional devidamente comprova- da.  não concluiu o 4º, 6º ou 9º ano de escolaridade. Página 3
  4. 4. Notícias III Milénio | Nº 11 | Janeiro 2011 Centenário da República(Cont. da pág. 1)que é a Republica? O que fez monarquia, tendo por várias raram o regime que advogavam, Nem tudo foi fácil, verificando-com que fosse instaurada em vezes tentado implementar a tendo sido eleito por sufrágio, se um período de instabilidade, aPortugal a 5 de Outubro de República, mas sem sucesso, como primeiro Presidente da todos os níveis (mas principal-1910? Quais as principais como aconteceu no dia 31 de República, Manuel de Arriaga. mente a nível político) do sufrá-mudanças ocorridas no país? Janeiro de 1891, no Porto. Anteriormente, Teófilo Braga já gio universal. As pessoas passa-Eis um conjunto de questões havia exercido funções simila- ram a ser regidas por uma Cons- O descontentamento da popula-que nos são colocadas quando o res, embora provisoriamente. As tituição e os poderes passaram a ção estava relacionado com aassunto é a instauração da diferenças em relação à monar- ser divididos: poder legislativo, crise económico-financeira,República. quia prendem-se com o facto de poder executivo e poder judicial. assim como com a agitação a eleição deixar de ser feitaA República foi instaurada no social. Este descontentamento por via hereditária, paranosso país no dia 5 de Outubro atingiu o seu extremo a 1 de passar a ser feita através dode 1910, como já foi referido Fevereiro de 1908 com o assas- sufrágio universal. As pes-anteriormente, substituindo o sinato do Rei D. Carlos e o soas passam a ser regidasregime monárquico em vigor príncipe herdeiro, D. Luís Fili- por uma Constituição e osaté então. pe, acontecimento conhecido poderes passam a ser divi- por Regicídio”.Já desde os finais do século didos: poder legislativo,XIX (1890), a população se A 5 de Outubro de 1910, em poder executivo e podermostrava insatisfeita com a Lisboa, os republicanos instau- judicial. CONCURSO UM POSTAL VALE MIL IDEIASO Plano Nacional de Leitura pequeno texto adequado a um representação plástica; pelo agrupamento ou escola nãolança, aos alunos do 2º e 3º postal. Este postal será dirigido agrupada deverão ser apresenta-ciclo do ensino básico e do ao autor do livro, ao seu ilustra-  a oportunidade e a ade- dos entre o dia 14 e o dia 18 deensino secundário, o desafio de dor ou a uma das suas persona- quação da mensagem Março de 2011, através docriarem um postal ilustrado. gens. Os alunos podem falar de escrita relativamente ao preenchimento do formulárioPede-se que elaborem um aspectos que lhes tenham des- livro a que se refere, “Um postal vale mil ideias “,pequeno texto em que demons- pertado interesse no livro ou bem como ao contexto que estará disponível no Sistematrem capacidade de síntese, colocar questões ao destinatário e às normas do concur- de Informação do Plano Nacio-cruzando esta competência com escolhido, utilizando mensa- so; nal de Leitura, no seguinte ende-as que se desenvolvem no gens curtas e mostrando que as r e ç o h t t p : / /  adequação dos elemen-âmbito das artes plásticas. poucas palavras do pequeno sipnl.planonacionaldeleitura.gov tos utilizados para a texto de um postal podem con- .pt/login.jspTratando-se de um postal ilus- comunicação visual e ter mil ideias, que serão inter-trado, pretende-se que se expe- qualidade do resultado pretadas e representadas atravésrimentem diversos meios final obtido; de elementos da comunicaçãoexpressivos, pelo que a mensa- visual, com recurso a diversos  criatividade e qualidadegem escrita deve ser interpreta- meios expressivos. A selecção global do postal apre-da e representada mobilizando- que o júri fará dos postais apre- sentado a concurso.se elementos da comunicação sentados a concurso terá emvisual. Terão que escrever o Cada aluno poderá concorrer conta:máximo de informação com o apenas com um postal. Os tra-mínimo de palavras e de serem  a correcção, adequação, balhos realizados pelos alunoscapazes de expressar plastica- tamanho e riqueza de poderão ter que ser selecciona-mente o sentido daquela. informação/ideias da dos, pois cada agrupamento ou mensagem escrita; escola não agrupada poderáOs alunos deverão escolher um submeter no máximo 3 postais,livro que tenham lido e, a pro-  a correlação da mensa- sendo 1 por cada nível de ensi-pósito deste, escreverem um gem escrita com a sua no. Os trabalhos seleccionados Página 4
  5. 5. III Milénio | Nº 11 | Janeiro 2011 Notícias Dia Mundial da Poesia dade do tema e da linguagem. 8. Os trabalhos que não corres- ponderem às cláusulas do presen- CONCURSO FAÇA LÁ UM te regulamento serão desclassifi- cados. POEMA 9. Não haverá recurso das deci- sões do júri. 10. Os prémios a atribuir aos trêsPor ocasião da comemoração • Ensino Secundário rio com os trabalhos seleccio- primeiros classificados de cadado Dia Mundial da Poesia 2. A participação no concurso nados (máximo 4 por estabele- nível de ensino serão anunciados2011, que se realiza no CCB, é individual, sendo que não cimento, 1 poema por cada oportunamente.no dia 20 de Março, o Plano serão contemplados trabalhos nível de ensino) – até 4 de 11. As escolas dos alunos pre-Nacional de Leitura e o Cen- de pequeno grupo ou de turma. Fevereiro de 2011. miados serão contempladas comtro Cultural de Belém, numa 3. Calendarização das activi- 3. A submissão do formulário um conjunto de livros.iniciativa conjunta, lançam o dades será feita no Sistema de Infor- 12. Os trabalhos premiadosdesafio às escolas, convidando- A selecção dos trabalhos, devi- mação do Plano Nacional serão divulgados no Sítio dosas a participarem num Concur- damente identificados, ficará ao deLeitura (http:// Concursos no Portal do PNLso de Poesia. critério de cada sipnl.planonacionaldeleitura.go http://Procurando incentivar o gosto agrupamento/escola não agru- v.pt/login.jsp) através do preen- www.planonacionaldeleitura.gopela leitura e pela escrita de pada, sugerindo-se, no entanto, chimento v.pt/Concursos/ e no sítio dopoesia, o concurso Faça lá um que o processo seja dinamizado Dos campos de identificação CCB em http://www.ccb.ptpoema destina-se a quatro e coordenado pelo(s) professor necessários. 13. Os premiados serão convida-níveis de ensino, desde o 1º (es) bibliotecário(s). 4. Não há qualquer tema obri- dos a apresentar pessoalmente osCiclo ao Ensino Secundário, e • Selecção dos melhores traba- gatório para os poemas a con- seus trabalhos na cerimónianele lhos pelas escolas agrupadas curso. No entanto, a extensão pública de entrega dos prémios, apoderão participar quaisquer (máximo de 1 poema por cada máxima de cada texto não realizar em 20 de Março dealunos de escolas públicas ou nível de ensino) e respectivo poderá ultrapassar os 4000 2011 (Dia Mundial da Poesia),privadas. envio para a sede do agrupa- dígitos (caracteres, espaços). no CCB – Centro Cultural deA entrega de prémios terá lugar mento – até 21 de Janeiro de 5. O formulário do concurso Belém - Lisboa.no CCB a 20 de Março de 2011. deverá ser devidamente preen- 14. Os encargos com o transporte 2011 e será O Dia Mundial da Poesia é chido e submetido por um pro- e o alojamento dos premiados integrada no uma iniciativa do Plano fessor responsável (designado serão da responsabilidade da programa Nacional de Leitura e do pelo agrupamento/escola não organização do concurso. do Dia Mun- Centro Cultural de Belém agrupada). Novembro 2010dial da Poesia. com o apoio financeiro do 6. Só serão consideradas váli- O Dia Mundial da Poesia éREGULAMENTO Ministério da Educação. das as inscrições com os dados uma iniciativa do Plano Nacio-1. O concurso Faça Lá um Submissão do formulário pela de identificação da escola e dos nal de Leitura e doPoema decorrerá entre Dezem- sede do agrupamento, com os participantes e submetidas den- Centro Cultural de Belém combro de 2010 e Março de 2011, trabalhos seleccionados tro do prazo. o apoio financeiro do Ministé-destinando-se a premiar poemas (máximo 4 por sede de agrupa- 7. Os trabalhos serão avaliados mento, 1 poema por cada nível rio da Educação.escritos por alunos dos seguin- por um júri de cinco elementos,tes níveis educativos: de ensino) – até 4 de Fevereiro designados pelo CCB e pelo• 1º Ciclo do Ensino Básico de 2011. PNL. O júri terá em conta a• 2º Ciclo do Ensino Básico • No caso de escolas não agru- correcção da escrita, a rique-• 3º Ciclo do Ensino Básico padas, submissão do formulá- za de conteúdo e a originali- Campanha para a Associação de Estudantes (Cont. da pág. 1)Uma associação de estudantes é a organização dos alunos, dirigida pelosseus representantes eleitos, os quais têm a obrigação de ouvir e de lutar pelosseus interesses, entre os quais o de criar um bom ambiente para todos.Surgiram duas listas concorrentes, a Lista M, cujo candidato a presidente foiDaniel Ferreira do 12ºD, e da Lista O, cuja candidata foi Ana Paula Resende do12ºC.Nos dias 10, 11 e 12 de Novembro, decorreu a campanha eleitoral destas mesmaslistas, que se fizeram ouvir e apresentaram as suas ideias para proporcionar umano em cheio. Neste âmbito, realizou-se no dia 12 de Novembro o debate entre asduas listas concorrentes. Este debate contou com a participação dos candidatos eseus apoiantes e contribuiu para ajudar a esclarecer as dúvidas da comunidadeescolar.No dia 15 de Novembro decorreram as eleições, em que os alunos votaram nalista que mais os conquistou, a lista M. Página 5
  6. 6. Visitas de Estudo III Milénio | Nº 11 | Janeiro 2011 Alunos do CEF Padaria e Pastelaria visitam Tentúgal e o projecto Reconstruir - Convívios Fraternos Alunos do CEF Panifica- brincadeira, que pode levar a prejuízos enormes na vida, nomea- ção e Pastelaria visitam, damente perder pessoas e momentos importantes. no dia 17 de Novembro, Alguns alunos demonstraram perplexidade por lá encontrarem a 1ª fase do projecto dos pessoas mais novas do que eles a fazerem tratamento. O aluno Convívios Fraternos – afirma: “vi coisas que nunca imaginei ver, um rapaz de 14 anos Reconstruir, em Avanca, metido na droga. Fiquei um bocado chocado.” E continua, “E no âmbito da disciplina também fiquei um bocado traumatizado com aqueles homens que de Cidadania e Mundo têm filhos e que não podem acompanhar a infância deles. É por Actual. Tinha como prin- isso que se deve dizer NÃO às drogas.” (Luís Martins) cipal objectivo conhecer o funcionamento de um Uma outra aluna estava com receio de entrar na casa porque centro de recuperação de “pensava que iam ser „brutos‟ ou „mal educados‟, mas não, são toxicodependentes. pessoas como nós que caíram na asneira da droga. Escolheram o mau caminho. Pediram-nos para não nos metermos na droga, para Depois de uma manhã bem “doce”, na visita à fabricação dos conhe- não chegarmos à situação deles.” (Mónica Ribeiro) cidos pastéis de Tentúgal, no âmbito das disciplinas do formador Miguel Costa, a tarde não foi menos importante. Bem pelo contrário. Com estes testemunhos compreende-se facilmente a importância Após as 15 horas, 16 alunos, 3 professores e o próprio motorista do deste encontro que também ficou marcado pela simplicidade e autocarro, deram início a uma visita guiada pelas diversas partes da naturalidade, salientadas pelos alunos, dos residentes em partilha- casa que acolhe as pessoas em recuperação, na qual se pode ver diver- rem a sua vida de uma forma tão aberta. sos trabalhos realizados pelos residentes. A escola agradece a disponibilidade e simpatia com que foi rece- No final, realizou-se um momento muito importante e proveitoso que bida a turma, tal como o momento de aprendizagem único nas foi o diálogo entre os residentes e os visitantes, porque, para além da vidas dos alunos. Deseja os maiores sucessos para a recuperação curiosidade, alguns dos alunos têm, entre a família ou amigos, pes- da vida dos toxicodependentes, tal como o encorajamento ao Pe soas que já viveram, ou vivem, este problema do consumo de drogas. Valente para que continue esta obra extraordinária de recuperação de vidas perdidas, ao encontro de um novo sentido e de uma nova Analisados os relatórios, os alunos concluíram que as aprendizagens esperança. foram as seguintes: a droga não é um caminho a seguir, não é uma diversão; que se devem evitar ambientes propícios ao consumo; que, se já é difícil deixar de fumar, não se imagina o quão difícil será dei- Pela equipa formadora, Carlos Matos xar a droga; nunca experimentar; que o vício pode começar por uma Alunos do 11º e do 12º E visitaram SerralvesA visita das turmas do 11º e do 12º E aSerralves teve como principal alvo aexposição “Às Artes, Cidadãos!” paten-te no Museu de Arte Contemporânea dainstituição, cuja mensagem principaltem por fundamento os direitos e deve-res políticos e o conceito de cidadaniacomo base da democracia, ou seja, dasoberania do povo.No final da visita houve ainda oportuni-dade para apreciar a beleza do parquede Serralves, em clima de alegre conví-vio.A participação no projecto MEDIALAB e a visita a Serralves têm neste número do jornal “A Selva” apenas uma breve referência, ficando para a próxima edição uma informação mais detalhada destas importantes visitas e dos desafios nelas lançados. Página 6
  7. 7. III Milénio | Nº 11 | Janeiro 2011 Intercâmbio solidárioPartir? Regressar? ficou concluída, mas ainda tere- mos um longo caminho a percor- (Cont. da pág. 1)Mais importante é estar… rer cá, com os Manuais de Proce- dimentos dos vários Sectores e As três primeiras cem cogumelos jovens vive em Departamentos.semanas, passadas em Maputo, e, ao longo da palhotas, ao lado Houve também oportu-no Instituto Superior Dom Bos- estrada, fervi- da escola, sem nidade para estar com os jovens eco, num trabalho técnico, da lha a vida. Há energia, nem as gentes das paróquias onde osminha área de formação, servi- vendedores por água. Não têm salesianos intervêm, nos bairrosram para concluir os projectos todo o lado, camas, dormem periféricos do grande Maputo.dos manuais de Português para procura-se uma em esteiras. Por- Visitei comunidades de bairroso Ensino Profissional da Rede saída para os tanto, não vivem muito pobres, onde a maior parteSalesiana. Estes foram, depois, muitos proble- como nós. Sobre- das pessoas sobrevive com cercaapresentados nas três Escolas mas. A minha vivem. Vê-los de 50 Euros por mês, onde asProfissionais, experiência muito ida a esta loca- chegar, pela escolas estão cheias de criançasrica, pois desloquei-me à lidade e escola manhã, de sorriso (uma turma tem entre 50 a 60Moamba (70 Km de Maputo), a tinha dois pro- nos lábios, fez- alunos), onde nem sempre é fácilTete (1600 Km da capital) e pósitos: o con- me perceber que aprender por faltar tudo: mesas,Inharrime (420 Km de Mapu- tacto com os a minha, a nossa cadeiras, material escolar, ali-to). A vivência, no seio das professores de missão deve mentação. Também visitei algunsescolas, no meio dos alunos, Português, um continuar. A lugares mais parecidos com aparticipando no Bom-Dia, em pouco de for- As palhotas do Internato da ajuda será canali- nossa realidade. É aí que senti-algumas actividades, por entre mação, mas Escola Domingos Sávio zada em vários mos alguma "revolta" pelas dife-os professores em diálogos/ também a sentidos, desde a renças encontradas: uns comformação que nos fizeram tro- entrega do aquisição de tudo, outros com quase nada.car de saberes, a vida em comu- dinheiro que foi angariado na material, Muitas vezes, denidade, em cada casa por onde Escola Básica e Secundária ao auxílio um lado da ruapassei, torna a minha passagem Ferreira de Castro - Oliveira de na alimen- encontra-se o paraí-por solo moçambicano uma Azeméis, bem como junto dos tação. Não so, do outro, oexperiência cada vez mais rica e meus amigos e familiares, num podemos inferno. E apetece-faz com que o desejo de voltar total de 2000 Euros. Este fruto parar. No me gritarseja cada vez maior. do empenho dos alunos, profes- regresso, a "PORQUÊ?". Mas Maputo, uma cidade sores, assistentes operacionais, viagem ninguém me escuta-em constante crescimento, mas amigos e familiares (a quem durou 8 ria.onde os contrastes continuam dirijo um BEM HAJA!) foi horas. Por isso, fica omuito visíveis. entregue ao director da Escola Sempre Uma das oficinas/sala de aula da convite, mas tam- Tete, uma vez mais o Profissional Domingos Sávio que o bém o desejo e a EP Domingos Sávio Inharrimereencontro com uma realidade que, emocionado, referiu ser necessidade demuito diferente da grande capi- um precioso auxílio, numa voltar. De partir, etal. Os embondeiros continuam região tão carenciada, onde os "machimbombo" parava, entra- de estar com um povo que temcom a sua imponência, a terra alunos não conseguem fazer va alguém a sorrir, carregado de tão pouco, mas tanto para dar.vermelha e seca, onde a vida uma refeição diária e, muitas sacos de fruta, comida, molhos Cada experiência é única. É maisnem sempre é fácil! Na Escola vezes, para obter um pouco de de mandioca, galinhas e tudo o um degrau que subo na escada daProfissional Dom Bosco traba- que aqui não minha vida. Sinto a necessidadelha-se muito, estuda-se com podemos ima- de ir deixando pequenos grãos,afinco e com gosto, pois os ginar. que um dia podem dar frutos.alunos e os seus formadores De regresso a Claro que não posso agir sozinhaacreditam que têm que mudar o Maputo, a últi- e conto, uma vez mais, com orumo das coisas. Estar entre ma semana foi apoio das duas escolas que inicia-eles é como uma lufada de ar passada uma ram este pequeno projecto defresco para a minha alma. Per- vez mais no Apadrinhamento.ceber como vivem, como sen- Instituto Supe- Termino com a famosatem cada dia que passa, ainda rior Dom Bos- frase de Martin Luther King:que por vezes com dificuldades, co, a rever a "I have a dream". E quero conti-é cada vez mais enriquecedor parte do Portu- nuar a partir, para estar compara mim. Sempre que podia guês do Regu- aquela gente que me acolhe deestava no meio dos alunos, ria lamento Interno braços abertos e de sorriso largo.com eles, falava com eles ou, A entrega do resultado do Projecto de Apa- desta Institui- Moçambique está nosimplesmente, escutava. drinhamento EBS Ferreira de Castro ao ção de Ensino meu coração e o meu coração Inharrime, a primeira Superior, traba- está em Moçambique.experiência. Ao longo de uma director da EP Domingos Sávio Inharrime lho que parti-viagem de autocarro, de cerca lhei com um Maria José Silvade 7 horas, fui apreciando uma arroz, fazem pequenos traba- padre Espanhol que se desloca Setembro de 2010paisagem onde predomina o lhos na escola ou fora dela. a Moçambique, nas suas férias,verde, onde os coqueiros pare- Doeu ver que uma parte destes há 19 anos! Parte do trabalho Página 7
  8. 8. Crónicas III Milénio | Nº 11 | Janeiro 2011 Computador A bola de papel Computador – s.m. (seres humanos), passam a ser Quem diria que um bocado de de as esconderem, acabem comAparelho electrónico usado para tão inteligentes quanto nós. papel com rabiscos e todo ama- tudo e sejam fiéis;processar, guardar e tornar acessível Para os mais cépticos, que chucado poderia ser um símbolo Terceiro- para os stressados,informação de variados tipos. acham isto uma barbaridade, e do stress? Eu digo stress, mas comprem uma daquelas espon-Bem, eu tenho outra definição para que acreditam na existência de também poderia dizer discussão. jas que se vendem na Natura.esta palavra – ser não vivo, dotado alma e que só ela dita a nossa Gostava de saber porque raios é Assim o Mundo estaria muitode inteligência inferior à do Homem. maneira de ser, aqui vai uma que quando não gostamos do que melhor, sem papel por todo oDesde as suas origens, o computador nova pergunta: o que é a alma? escrevemos ou do que lemos, é lado e pouparíamos a vida detem-se tornado muito útil para o ser Uns respondem que é um corpo sempre o papel que paga? Será muitas árvores, não acham? Nohumano: tornou o seu trabalho mais espiritual em que estão que as pessoas não sabem dar-lhe fundo, o que eu quero é que asfácil, rápido e cómodo, é fonte de guardados os nossos o devido valor? Seja como for, eu pessoas deixem de culpar aslazer e de bastante informação. De sentimentos e a nossa tenho umas coisinhas para lhes bolinhas de papel porque elasfacto, o computador é uma invenção personalidade e que ascende dizer: não têm culpa das asneiras quefabulosa, que mudou completamente quando nós morremos, podendo Primeiro- para os compositores e fazemos, ou então que as reci-a vida do Homem. reencarnar noutra pessoa, escritores, pensem antes de escre- clem.Falemos do que é importante: o que outros não sabem sequer ver; Dreameré a inteligência? É claro que a responder. Segundo- para aqueles que rece-resposta a esta pergunta é muito Para os primeiros, eu pergunto- bem cartas das amantes, em vezsubjectiva e varia de pessoa para lhes: de que é feito esse corpo?pessoa. Contudo, eu digo que é acapacidade de fazer raciocínios De facto, tudo o que existe em nosso redor é feito de matéria. Uma simples maçã ou ocomplexos. Tudo mesmo. Desde uma “fruto proibido”Ou seja, se é a capacidade de fazer simples pedra, até ao Universo,raciocínios complexos, o Homem é passando pelo ser humano. Nãoum ser bastante inteligente. Se não o existe nada que não possua Uma maçã ou o “fruto proibi- bem assim. A maçã propor-fosse, não teríamos toda a tecnologia matéria. A partir disto, do”, pode ter vários significa- ciona, às mulheres, um senti-que temos hoje, não nasceriam conseguimos afirmar que os dos, pode representar a perdição mento de “êxtase”, sendo paragrandes génios que revolucionaram sentimentos nada têm que ver ou algo que não é permitido ou, muitas das mulheres umao mundo, etc. Mas, acima de tudo, com a alma, pois esta não para pessoas mais “passivas”, verdadeira prova de adrenali-se não fôssemos dotados de existe. Não é feita de matéria. apenas uma fonte de obtenção na. Já para os homens, comerinteligência, não teríamos Para os segundos, a única coisa de energia que se come, quando uma maçã, é algo comumsentimentos nem saberíamos que tenho a dizer é que se tem fome. podendo vir a ser perigoso,reflectir acerca do que é melhor para considero que não se pode A maçã vermelha do Paraíso, visto que, quando Adão ten-nós, isto é, é necessário um certo acreditar em algo que não se que Eva comeu, representava o tou comer a maçã do Paraísograu de inteligência para se sabe do que se trata. Pelo pecado. Eva foi avisada de que não obteve sucesso, pois ficouconseguir ter e transmitir menos, é o que eu acho. não poderia, de maneira algu- com o caroço da maçã entala-sentimentos e emoções e fazer Voltemos, então, aos ma, comer a dita maçã. Mas nós do na garganta, característicaescolhas certas. computadores. Se aumentarmos sabemos como as mulheres são que se mantém nos homensPodemos, então, dizer que um cão é o grau de inteligência desses teimosas, pois quando metem até aos dias de hoje.inteligente. Se perguntarmos ao aparelhos, podemos vir a ter algo na cabeça não descansamdono se ele tem sentimentos, o “pessoas” como nós, até o fazer, mesmo que não lhes Sara Lourenço 10ºDprimeiro responde-nos, prontamente, emocionais. E é isso que vai, seja permitido. Neste caso, foi aque sim. Os cães têm medo quando certamente, acontecer. À maçã a culpada, pois sendo tãose sentem em perigo, ficam velocidade que o vermelhinha e tendo um aspectofuruiosos quando os perturbam. E desenvolvimento tecnológico se tão apetitoso como poderia Evaatenção, os cães não fazem encontra, é muito provável resistir? Afinal as mulheres sãoraciocínios tão complexos como os criarmos seres mais inteligentes um ser “fraco”!nossos. Nem sabemos sequer se os que nós, enquanto seres A expressão “fruto proibido” éfazem. humanos. também uma expressão que osO que dizer, então, sobre os É complicado pensarmos que homens, quando são infiéis paracomputadores? Estes até já nos vamos ser ultrapassados, com as suas mulheres, utilizamultrapassam no que diz respeito à quando consideramos que para caracterizar as amantes.capacidade e velocidade de cálculo. somos perfeitos e que nada é Mas o que é que uma amanteEu defendo que estes aparelhos igual a nós. O pensamento tem em comum com umaelectrónicos podem vir a humano é intocável, é um maçã? Tudo, as amantes (taldesenvolver sentimentos. Confuso, alarme que tem de estar, como todas as mulheres) são,não? É difícil imaginarmos um ser forçosamente, inactivo. assim como as maçãs, suculen-que consideramos não vivo possuir É caso para dizer: “É preciso ter tas, apetitosas, saborosas e comsentimentos. No entanto, é o que inteligência para aceitarmos as “curvas” todas… e proibidas!pode vir a acontecer. A partir do certas evidências”. Para as pessoas mais “passivas”momento em que eles consigam que pensam que a maçã é ape-manter uma conversa connosco Por: Diamantino Espiga nas um fruto, digo que não é (Pseudónimo) Página 8
  9. 9. III Milénio | Nº 11 | Janeiro 2011 Crónicas O Relógio Longe vão os tempos pelo de água e de areia, sem turísticos devido à concentração em que as populações esquecer aqueles de madeira, de vendedores, compradores e regulavam as suas ocultos no campanário de algu- coleccionadores destas peque- vidas pela posição mas igrejas. Com a evolução nas relíquias cujos preços são relativa do sol ao lon- dos tempos, foram-se desenvol- compatíveis com a sua raridade. go do dia ou até mes- vendo novas tecnologias que Agora, um pequeno aparte. mo pelos toques meló- fazem com que os cidadãos Colecções ou manias? De certe- dicos dos sinos das estejam muito mais a par dos za que já todos coleccionámos igrejas. É certo que o seus horários. O modelo actual algo em alguma fase da nossa Homem, desde cedo, ajuda-nos a não nos atrasamos vida. Em crianças, pedrinhas do começou a sentir a para os nossos compromissos, a pátio da escola ou cromos de necessidade de contro- acordar cedo para ir à escola ou personagens de banda desenha- lar o tempo. Essa até mesmo a não chegar a casa da. Na adolescência, entradas noção metafísica que depois da meia-noite, durante ou bilhetes de shows de rock.Legenda que descreve a nos fornece a com- uma pequena festa com amigos. Em adultos, porque não reló-imagem ou gráfico. preensão do passado, Enfim, chegamos à adolescên- gios? Eu, pessoalmente, apoio a presente e futuro. O cia e é sempre a mesma coisa. 100% os coleccionadores, uma tempo é igual para As mães não se cansam de nos vez que a graça em coleccionar todos. Ninguém tem controlar, especialmente, quan- não está em acumular itens de mais ou menos do que do se trata de saídas à noite. uma forma solitária, mas sim o outro. Ninguém Será que têm medo que sejamos em interagir com pessoas que pode acumular ou assaltados? Que experimente- compartilham a mesma paixão gastar mais do que mos coisas novas? Que não e interesse pelo assunto. “Nos elevadores, o dispõe. Talvez isso possa andemos com as melhores com- Nos elevadores, o relógio é um relógio é um bom demonstrar a ansiedade que as panhias? Não sei. Mas volte- bom companheiro para tímidos, companheiro para pessoas demonstram ao tentar mos aos relógios. inseguros ou stressados. É geri-lo. Nenhuma unidade que É, sem dúvida, um objecto que comum que, em vez de cumpri- tímidos, inseguros ou lhe pertença é insignificante e a maioria da população estima mentarem ou esboçarem um stressados. É comum até as mais pequenas fracções bastante. Hoje em dia, toda a sorriso de convívio social, con- que, em vez de temporais podem mudar a nossa gente os usa, quer no pulso sultem o relógio a cada segundo vida. Por outro lado, algumas (com um estilo moderno e prá- (um gesto que se repete até ao cumprimentarem ou pessoas costumam ter a sensa- tico), quer no bolso, quer até momento de desembarque). A esboçarem um sorriso ção que o tempo passa muito nas paredes lá de casa (como é vida moderna distancia-nos de convívio social, depressa e que a nossa estadia o caso daqueles relógios mais mesmo uns dos outros! no planeta é muito curta. Isto é, antigos, utilizados pelas pessoas E é isto. As pessoas correm de consultem o relógio a ninguém nega que milésimas de mais idosas). O primeiro que eu um lado para o outro, com os cada segundo (um gesto segundo determinam o vence- mencionei é o mais usual e seus relógios, de uma forma que se repete até ao dor de uma competição mas, talvez seja o objecto com as agitada, vivendo atormentados por vezes, até as horas parecem mais variadas formas de apre- pelos horários que devem cum- momento de voar quando estamos perto de sentação, funcionalidade e esté- prir escrupulosamente. Eu digo: desembarque). A vida quem gostamos. tica. Nas montras, conquistam “Qual é a pressa?”. moderna distancia-nos O relógio surge-nos como a sempre o melhor lugar. São até melhor maneira para medir o realçados com focos de luz que João Ferreira Freitas de Olivei- mesmo uns dos outros!” tempo à escala humana. Diver- lhes dão um ar de jóias. Em ra e Silva sos modelos foram criados alguns países, existem ruas que 10º D desde o relógio de sol, passando se transformam em pontos Nº 11574 Retalhos de uma vida Passe-partout? Muitas pessoas perguntam o que é isto e eu respondo que é aquele objecto no qual colocamos as nossas fotografias. Esta peça de decoração é uma verdadeira relíquia, pois pode contar a vida de uma ou de várias pessoas. O Passe-partout é como um livro, contém histórias no seu interior, mas em imagens, uma visualização do passado e do presente da vida de uma família feliz, de uma grande amizade, de uma grande paixão ou de um grande sentimento por algo de alguém de quem gostamos. Este objecto pode ter vários formatos, tamanhos e cores. As pessoas decoram os comparti- mentos das suas casas com este, com uma fotografia de um grande momento da sua vida, mostrando aos seus convidados pedacinhos da sua história. Esta peça tem uma grande honra, pois pode representar os momentos mais felizes da vida de uma pessoa como o casamento, o nascimento de um filho, o seu baptizado, o final do curso superior, a realização de um sonho ou o jogo de futebol da sua vida. Página 9
  10. 10. Crónicas III Milénio | Nº 11 | Janeiro 2011 O objecto indesejadoEste objecto desperta, em todos tado porque acontece a todos, assaltam-nos a mente e ator-nós, um sentimento de melan- mais cedo ou mais tarde, quer mentam-nos mais frequente-colia… talvez melancolia não queiramos quer não. mente que o desejado.seja o termo mais adequado, Uma urna pode ser um objecto O que eu acho irónico, na maio-talvez apatia o seja. do quotidiano, mas porque ria das pessoas que conheço, éQuando souber o objecto ao motivo, grande parte de nós, o facto delas se inquietarem que a nossa vida tem um fim (porqual me estou a referir, o leitor, não o admite? Bom, eu tenho tanto com o que lhes aconteceu vezes mais próximo que o espera-certamente, pensará que tenho uma ideia… Porque uma urna é antes de nascerem e tão pouco do) e que o que importa, ao fim egostos comummente denomina- incomodativa, uma vez que está com o que lhes acontecerá ao cabo, não é se fomos pessoados por «estranhos», ou melhor, associada à morte e, sempre que depois de morrerem. Quero engraçada, se o nosso rendimento«relacionados com o mundo nos lembramos de morte, tenta- dizer, anda por aí tão boa gente escolar era bom (ou mesmo oobscuro». Pois bem, está total- mos apagar esse pensamento, apoquentada com a formação financeiro), ou se a nossa atitudemente enganado! com todas as nossas forças, o da Terra, mas que não se preo- perante a vida foi aceitável. O queCom esta minha crónica mais rápido possível. Tentamos cupa como é que a Terra irá importa é em que medida a nossa(poderá este simples texto até fingir que nunca pensamos acabar para eles. E também vida correspondeu ao Propósito, ebaseado nas minhas simples nisso, ou claro, damos explica- existem aqueles que afirmam em que medida influenciará o queopiniões designar-se crónica?) ções que nos satisfazem, dize- que temos de assegurar o nosso irá acontecer depois do que conhe-quero apenas expressar o que mos a nós próprios o que quere- futuro mas que não se preocu- cemos.penso sobre este objecto, que mos ouvir. E essa atitude que pam com o futuro que terão. Há Em relação à referida, e quasepor mais que o Homem deseje adoptamos em relação à inevi- que deixar referência àqueles esquecida, urna eu acho que nãoignorar faz parte do nosso quo- tável morte deve-se ao medo que não se ralam com nenhuma tem de ser evitada, nem tão-poucotidiano: a urna. Um objecto tão (ou insegurança) instalado o das três situações (às vezes, ignorada, com a devida reflexão ecomum, tão evitado, tão triste: mais íntimo de nós. pergunto-me como será viver consciência poderá até ser aceite, etriste porque é a última imagem Questões como: “Que acontece- assim… tão livre de desassosse- quem sabe compreendida e vistaque temos do osso ente querido; rá depois de eu morrer? Haverá gos!). com uma dor mais apaziguada.evitado porque a última despe- vida depois da morte? Haverá o Eu considero que devemos estardida é sempre angustiante; evi- Paraíso, haverá o Inferno?” minimamente conscientes de Fascínio MóvelEra apenas o primeiro dia de As portas abriram-se e foi aí aula…) nos queríamos separarmuitos. Estávamos todos à porta que eu os vislumbrei. Eram deles! Estavam ali para o bem eda sala e havia uma grande mis- altos, esguios, modernos, sim- para o menos bem, nas boastura de estados de espírito: viam plesmente perfeitos! Havia notas e nas não tão boas.-se rostos entediados, rostos que vários, em diferentes locais da Eu sei que pode parecer exage-deixavam antever curiosidade e sala, todos dispostos a receber ro, mas se tivessem a oportuni- sionamos uma alavanca que seainda sorrisos nos quais se um de nós. Corri para o primei- dade de se sentarem neles tam- encontra estrategicamente posi-observava estampada a palavra ro. Era meu! As minhas amigas bém sentiriam o mesmo. Ainda cionada sob o assento. Ou seja,“entusiasmo”. seguiram-me e apoderaram-se não nos instalámos e já estamos pode-se optar pela versão carros-A juntar a esta salada de frutas, cada uma do seu. a ser assaltados por uma súbita sel ou elevador.aquele nervoso miudinho que A partir desse momento e e incontrolável vontade de Estas comodidades só demons-caracteriza o primeiro dia numa durante aquelas duas horas e rodopiarmos neles. tram o quão úteis e agradáveisnova turma e numa nova escola. um quarto eram nossos. Nem E para quem sofrer de enjoos e os bancos de laboratório podemFinalmente, o professor chegou. sequer precisávamos de partilhá dispensar andar às voltinhas, os ser, especialmente naquelasTínhamos aula de Geologia num -los! Eram os nossos bancos de bancos de laboratório oferecem aulas em que a generalidade dosdos impecáveis laboratórios da laboratório e nunca mais (ou outro formato de diversão: alunos começa a sentir os olhosrecém - restaurada escola. pelo menos até ao final da sobem e descem, quando pres- cansados, as pálpebras pesadas e Página 10 (Cont. pág. 11)
  11. 11. III Milénio | Nº 11 | Janeiro 2011 Crónicas O significado das canetas Uma caneta. Algo que à primei- mãos, quando o utilizador se Porto, Sport Lisboa e Benfica, ra vista parece insignificante. descuidava. Com o tempo foi- …); canetas de bico fino ou Mas não é bem assim. Posso se alterando o aspecto, a cor da bico grosso; canetas de gel; mesmo afirmar que, hoje em tinta, o formato das canetas… entre muitas outras. dia, são indispensáveis ao dia-a Hoje em dia existem canetas de As canetas que são usadas -dia de qualquer pessoa mesmo todos os feitios; canetas de uma podem significar diferentes com a evolução das novas tec- só cor; canetas com tinta bri- estados de espírito, diferentes nologias. A princípio existiam lhante; canetas permanentes; tipos de escrita. Olho a meu as canetas de aparo, que tinham canetas com as personagens redor e vejo canetas a serem um bico triangular e tinha que preferidas e os heróis das crian- usadas, canetas sobre as mesas, se colocar a extremidade trian- ças; canetas enormes com mais canetas em “stand by”. gular num pequeno boião cheio de vinte e oito centímetros que Uma rapariga jovem escreve de de tinta. Tinta essa que era cara têm, normalmente, como tema uma forma lenta e cuidadosa e muito difícil de se tirar das os clubes (Futebol Clube do com várias canetas de gel, de (Cont. pág. 13) Dinheiro: matéria-prima da actualidade "Money makes the world go conseguimos sem dinheiro? Mui- são os ignorantes, pois são os round", como costuma dizer o tas vezes, nem o indispensável que menos se importam com o inglês. Em português: "o para garantir condições de vida que não têm, tanto mais porque Pegando dinheiro é que faz o mundo mínimas! Por exemplo, como desconhecem a sua existência. parcialmente nas girar". E é verdade! Na nossa pode um mendigo ser feliz se Entendo, portanto, que não é apalavras de Fernando sociedade contemporânea, qua- nem a sua sobrevivência pode falta de dinheiro a raíz de todosPessoa, o respeito ou se tudo requer, directa ou indi- garantir? Como pode ser feliz os males, mas sim os ideais da rectamente, a participação de passando, muitas vezes, fome? nossa sociedade. Será que não a amizade são tão capitais financeiros: desde com- Isto é possível, porém para tal há nada mais importante que belas como um prar uma casa a garantir uma suceder é preciso ter-se uma per- uma casa de férias ou um carro Ferrari, há é poucas boa saúde. A questão é se con- sonalidade muito rara. novo? Pegando parcialmente pessoas para o seguimos garantir a nossa feli- Só quem se distancia das triviali- nas palavras de Fernando Pes- cidade sem usufruir do "quase dades deste mundo é que pode soa, o respeito ou a amizade são perceber! tudo" que o dinheiro nos dá. encontrar plena felicidade no tão belas como um Ferrari, há é Há quem admita peremptoria- pouco que tem e não se desmora- poucas pessoas para o perceber! mente que tal coisa é impossí- lizar por não ter ou não conseguir vel. De facto, o que é que nós ter nada mais. De facto, felizes Rafael Garcia 12º C Fascínio Móvel (Cont. da pág. 10) o João Pestana a bater à porta por mais uma voltinha é geral e comum que até as almas mais (coisa rara, verdade seja dita), há sempre aquele engraçadinho enfadadas dêem por si a desejar pois um pouco de movimento que está sentado ao nosso lado prolongar o tempo de aula, só faz maravilhas e todos, ou qua- e tem uma tendência duvidosa para continuarem ali alapadas. se todos, se recompõem ao fim para, assim que nos apanha E acreditem em mim quando de uns quantos “giros”. mais atentos à lição e menos ao digo que tenho a minha quota- Eu cá admito que usufruo das banco, puxar o mecanismo da parte de “instinto de lapa”. vantagens desta excelente peça alavanca do vizinho e sobres- Vá, gozem lá com o meu fascí- de mobiliário, sendo frequente saltar-nos. nio por bancos de laboratório aperceber-me a meio da aula de É certo e sabido que apesar das mas cada um tem a sua propen- que estou a dificultar a visão inigualáveis características dos são mais ou menos esquisita e para o quadro a meia dúzia de bancos supracitados, os ditos quiçá se a vossa não é algo de inocentes, à custa de não parar cujos causam, naqueles que não natureza verdadeiramente estra- quieta com o banco. resistem a sentar-se, uma terrí- nha (ao contrário da minha, Mas pronto, mais desculpa vel inércia de se levantarem ou, diga-se de passagem…) como menos rodopio e eu lá paro com como é vulgar dizer-se, uma manias com bancas de cozinha a agitação. No entanto, o apetite preguiça bem aguda, sendo ou cadeiras de sala de espera… Página 11
  12. 12. Tradições III Milénio | Nº 11 | Janeiro 2011 Costumbres Navideñas Gallo“ a las 12 de la noche. compás de las campanadas El día de Navidad se celebra del reloj, que indican el final con una comida similar a la del año. A continuación se cena de Nochebuena, que suele felicitan el Año Nuevo y tener lugar en casa de otro brindan con champán.LA LOTERÍA DE NAVIDAD (22 familiar, seguida de una larga El lugar típico por excelenciade diciembre) s o b r e m e s a . E n a l gu n a s en Madrid, para tomar las c o m u n i d a d e s , c o mo e n uvas, es la Puerta del Sol. LaLas fiestas de Navidad comienzan el Cataluña, esta comida es más NOCHEBUENA Y NAVIDAD televisión retransmite las doce22 de diciembre con el sorteo de la importante que la cena de (24 y 25 de diciembre) campanadas del reloj de lalotería de Navidad. Navidad. Puerta del Sol y los españolesCasi todos los españoles compran El día 24 de diciembre, las Se está incorporando la suelen tomar las doce uvasdécimos para ese sorteo, aunque no familias españolas se reúnen costumbre de que los niños siguiendo esta retransmisión.sean aficionados a jugar y no lo para celebrar la cena más reciban algunos regalos el díahagan normalmente a lo largo del importante del año. Por lo de Navidad, porque algunos Las personas que salen aaño. Un décimo corresponde a una general, se juntan no sólo los padres piensan que los niños cenar fuera de casa esta nochede las diez partes que tiene cada uno padres y los hijos que viven disfrutan más tiempo de los celebran la llegada del añode los números de la lotería. El juntos habitualmente, sino juguetes si los reciben este día nuevo bailando durante todasorteo de la lotería de Navidad también los abuelos, tíos, que si los reciben el día 6 de la noche. Algunos, antes deconcede un primer premio de primos y el resto de los enero. retirarse a casa, ya por lamuchos millones de euros. A este parientes. mañana, toman chocolate conpremio se le llama ”el gordo“. La cena tiene lugar churros. La comida de AñoEs una costumbre muy frecuente normalmente en casa de los Nuevo es una comidacomprar un número entre todos los abuelos, aunque a veces se familiar.compañeros de trabajo y repartirse celebra en casa de alguno de losentre ellos los décimos. También los hijos. Suele ser una cenadistintos miembros de las familias se exquisita y abundante, en la quereparten participaciones del mismo no faltan los mariscos, el NOCHEVIEJA Y AÑOdécimo. NUEVO cordero, el jamón, el besugo, elEl sorteo se celebra durante la pavo, el vino y el champán. La noche del 31 de diciembre,mañana del día 22. De un bombo Aunque los platos típicos varían LOS REYES MAGOS Nochevieja, no tiene el caráctersalen los números y de otro los mucho de unas regiones a otras, familiar de la Nochebuena. En El día 6 de enero se celebra lapremios. Dos niños del colegio de todas ellas tienen en común los algunos casos comienza con festividad de los ReyesSan Ildefonso se encargan de cantar dulces característicos de una cena en familia pero, a Magos. Según la tradición,números y premios. El sorteo se Navidad: el turrón, los continuación, los miembros más Melchor, Gaspar y Baltasar leretransmite por radio y televisión y, mazapanes, los polvorones, las jóvenes celebran la despedida llevaron al niño Jesús oro,al día siguiente, aparecen los peladillas, las frutas del año viejo y la llegada del incienso y mirra.resultados en los periódicos. escarchadas, los frutos secos año nuevo en alguna fiesta conNormalmente, el día 22 de (nueces, avellanas, El día 5 de enero por la tarde amigos.diciembre es el último día de clase almendras...), las pasas, los se celebra, en todas lasen los colegios e institutos higos secos… Otras personas prefieren ciudades y en los pueblosespañoles. Empiezan las vacaciones Durante esa noche se escuchan despedir el año en uno de los grandes, la cabalgata de losde Navidad. Los estudiantes se y se cantan villancicos, y se muchos restaurantes que Reyes Magos. Los niños salenincorporan a las clases un día o dos aprovecha la ocasión para ofrecen cena y cotillón. Todos a la calle para verla y recogerdespués de Reyes. ponerse al día en las noticias los españoles coinciden en una los caramelos que los pajesNormalmente este primer día de familiares, sobre todo si los costumbre a la hora de terminar les vanvacaciones se aprovecha para miembros de la familia no el año viejo: toman las doce tirando. Laadornar la casa. Se suele poner el viven en la misma ciudad uvas de la suerte. Las uvas cabalgatanacimiento o belén, y el árbol de durante el año. Algunas están preparadas de antemano y consiste enNavidad. familias asisten a la ”Misa del se toman de una en una al un desfile Página 12 (Cont. pág. 13)
  13. 13. III Milénio | Nº 11 | Janeiro 2011 Tradiçõesen el que participan los tres ReyesMagos y su séquito. Los Reyes van Costumbres Navideñas (Cont. da pág. 12)montados en caballos o encamellos y llevan cajas con espalda. piel muy tirante que tiene en sigue montando el belén.grandes lazos que figuran los Los medios de comunicación, el centro, bien sujeto, un Normalmente los belenes tienenregalos que van a dejarles a los prensa, radio y televisión, se palo), las castañuelas (piezas las figuras de María, José, elniños. suman a esta celebración dando de madera cóncava en forma Niño, la mula y el buey. Pero noticias falsas, que casi siempre de castaña que suenan al hay también belenes que sonEsa noche, los niños dejan los carecen de importancia. chocar unas con otras), etc... verdaderos pueblos en miniaturazapatos cerca de la puerta de la Es frecuente que en el colegio y tienen ríos, montañas,calle o de una ventana y preparan se aprendan villancicos y que cascadas, estanques, pastores,un plato con alimentos para los las familias los transmitan o v e j a s ,Reyes y sus pajes; se acuestan también a sus hijos. En los lavanderas... Entemprano y esperan que los Reyes pueblos españoles es m u c h a sles traigan lo que han pedido en la costumbre que un grupo de ciudades secarta que han escrito. amigos vaya por las casas organizanSi han sido buenos, recibirán los LOS VILLANCICOS cantando villancicos y, a concursos dejuguetes que han pedido; si no lo cambio, reciben el aguinaldo. belenes.han sido, recibirán carbón dulce. El aguinaldo consiste enEl día 6, los niños se levantan muy Los villancicos son canciones pequeños regalos o dinero. Notemprano para ver los regalos; populares de Navidad, que sólo reciben el aguinaldo los EXPRESIONES NAVIDEÑASjuegan con los juguetes recibidos y cuentan hechos relativos a niños que cantan villancicos,visitan a sus familiares para Belén o a la familia de Jesús. también lo reciben las  Feliz Navidad!recoger los regalos que los Reyes La mayoría de los villancicos personas que ejercen ciertoshan dejado en sus casas. Las surgieron del pueblo, por eso el oficios: los barrenderos, los  Felices Pascuas ypersonas mayores también reciben acompañamiento musical es carteros y los porteros cuando próspero Año Nuevo! regalos. bastante sencillo. Algunos felicitan las Pascuas a la  Que paséis unas felices instrumentos musicales que gente. fiestas! acompañan a este tipo de  Feliz Nochebuena! canciones son: la pandereta  Que paséis una buena LAS (especie de tambor que lleva noche! INOCENTADAS sonajas en el aro), el almirez - Vosotros también. (recipiente de material duro que  Que os traigan muchas se usa en las cocinas para cosas los Reyes!El día 28 de diciembre, festividad machacar los - A ti también.de los Santos Inocentes, es el día ajos y elde las ”inocentadas“. Consisten engastar bromas a otras personas perejil), botellas las de ♪ ♫haciéndoles creer algo que no esc i e r t o u anís producen que ♪ LOS BELENESobligándolas a sonidos al serhacer algo rascadas con un palo, laridículo, como zambomba (instrumento Aunque cada año se extiendepasearse con un musical compuesto de una caja más la costumbre anglosajonamuñeco de papel redonda abierta por un extremo de adornar el árbol depegado en la y cerrada por el otro con una Navidad, en muchas casas se O significado das canetas(Cont. pág. 11)várias cores. Talvez esteja a arruma tudo e volta a sair para escrever sozinha. Outros,escrever uma carta para o seu ir aproveitar o que lhe resta do rodam a caneta entre as mãos,mais recente amor. Um adoles- intervalo. Uma mulher jovem talvez por usarem demasiadascente entra, senta-se, pega rapi- usa uma caneta de tinta perma- vezes a caneta, ela já esteja adamente numa caneta de bico nente e escreve lentamente. ficar sem tinta ou talvez não;grosso e começa a escrever de Talvez esteja a definir o seu talvez a usem pouco e a tinta jáforma rápida (muito rápida!) e futuro e quer que ele permaneça esteja seca.descuidada. E, em menos de tal como o está a escrever. Talvez as canetas perdurem noscinco minutos, acaba o que tinha Também se encontram outros tempos. Talvez as canetas nãoa fazer (talvez um trabalho de que apenas olham para o papel sejam esquecidas. Ou talvezcasa que se tenha esquecido), e esperam que a caneta, pousa- não. da na mesa, se erga e comece a Ana Aguiar, 10ºD Página 13
  14. 14. Tradições III Milénio | Nº 11 | Janeiro 2011Three Little Ghosts with the help of his friend Igor, who had little to say.Three little ghosts on Halloween night Finally, when all was assembled like a bike,Saw a witch and freaked in fright a bolt of lightning gave dear Frank his new life.The witch just laughed and shouted, "Boo!" He sat up from the table where he laid for months,One ghost ran home and then there were two. scratched his square head, and said "Im ready forTwo little ghosts who shiver and shook lunch!"With every single step they took. He crashed through the door, and went into town,When the door opened wide where he arrived at the diner and tried to sit down.A goblin said to the other... But everyone screamed, and left their plates hot.“Im going home and stay with my mother”. Even the cooks ran away without their prized pots.One little ghost cant have much fun, so he ran home, and So Frank could have nothing to quell his bellys rum-then … there were none. ble, not a burger, or fries, or even Apple Pie Crumble. the teachers He was almost in tears, and very, very sad, and walked into the streets where everyone went mad,CREATE A GHOST STORY: and screamed in horror at Franks sight.I saw a house in the middle of a swamp, No one had seen such a thing in their life.Nature, birds and squirrels in jumps Frank tried to explain, "Im just hungry, thats all.Kids playing in huge house trees I mean you no harm, even though I am tall."Lovely bears eating honey of bees. A little girl saw him where she sat on the corner,But, suddenly, one scary wolfman appears and thought, hes not so scary, in fact he might be anAnd children started to fall in tears orphan.All the animals ran away So she walked up to Frank and tugged at his sleeve,And the wolfman said: “I have something to say. and said, "My name is Cynthia, Cindy if you please."I’m shrek, so don’t be afraid.”The shock turns to surprise He said, "Im just a little hungry, and dont knowAnd a smile, on their faces, rises… where I am."The ogre is not a freak "Thats O.K.," Cindy answered, and pulled out someSo he screamed: “Trick or treat!” ham--11th form B+C ham for a sandwich she was waiting to make, and she pulled out two slices of bread freshly baked. Authors: Nelson Gonçalves, Telmo Marques They sat on the corner to a half sandwich each, 29th October 2010 both happy, and smiling as a sunny day peach.THE MONSTER WHO WAS MIS-UNDERSTOOD…This is a tale of poor old Frank --Frank the monster, not Tom, Rich, or Hank.He was created by a scientist in a great house.A house on a mountain, much too big for a mouse.There in the basement, the doctor toiled night andday, Página 14

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