Hooponopono o caminho mais fácil comentado por lauro ribeiro
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Hooponopono o caminho mais fácil comentado por lauro ribeiro Hooponopono o caminho mais fácil comentado por lauro ribeiro Document Transcript

  • Apresentação. Caro(a) amigo(a), Baixei esse pequeno livro na internet efiquei encantado com ele. Antes havia lido oartigo de autoria de Joe Vitale sobre aHo’oponopono, o método de cura hawaiana. Esselivro vai além do artigo e analisa o processosendo aplicado em todos os aspectos da vida. Comoestava em tradução digital e por isso mesmo commuitos erros de grafias, concordâncias, regência epalavras trocadas, ousei fazer uma revisão e emalguns momentos uma adaptação. O método de cura hawaiana consistebasicamente em praticar o perdão, sobretudo oauto-perdão, o controle da mente, a tolerânciapara com as atitudes do próximo, a não resistênciae em assumir a total responsabilidade sobre nossossentimentos. Essa filosofia teve vários defensorese praticantes na terra: Jesus Cristo, Gandhi,Buda, Martin Luther King, São Francisco de Assis,etc. Mas é sempre bom recordar e renovar ouimplantar esses valores em nós mesmos, lendo essapequena e valiosa obra que nos fala numa linguagemsuave, simples e envolvente. Não consegui descobrir o nome e demaisdados da autora. Deu para saber que seu primeironome é Mabel, que é argentina, judia e contadora.Todo o resto é uma incógnita para mim. Cometi a ousadia de inserir algunscomentários meus distribuídos no decorrer dolivro. Desculpem mas não resisti. Essescomentários foram inseridos em fonte diferente ena cor azul, assim como essa apresentação. Caso oleitor queira ignorá-los, basta ler somente osescritos em preto. Gostaria de me apresentar a você. SouLauro Ribeiro e me considero ser o que se costumachamar de um “buscador”. Desde a adolescênciabusco compreender a vida, descobrir o segredo dafelicidade e da realização pessoal. Sempre meinteressei por literaturas, filmes, e outrosinstrumentos que motivam, induzindo à busca do 1
  • auto conhecimento e do desabrochar daspotencialidades latentes do ser humano, que sãoinfinitas e surpreendentes. Já li muita coisa arespeito, vários autores e ainda leio. Sou viciadoem leitura e gosto também de escrever.Indentifico-me com todas as comunidades do Orkutque seguem essa linha: O Segredo, PensamentosPositivos, Visualizações, Poder do Agora,Meditações, espiritualismo, etc. Exerço aatividade de escritor de forma semi-profissional,atuando como revisor, adaptador, comentarista deobras literárias, textos publicitários, etc. Atuotambém como ghost-writer e biógrafo. Se você está lendo essas linhas é porquetambém é um buscador, assim como eu. Eu te desejouma boa busca e fico feliz em tê-lo comocompanheiro de viagem, essa viagem fascinante pradentro de nós mesmos onde estão todas asrespostas. Boa leitura. O CAMINHO MAIS FÁCIL – HO’OPONOPONO (ACURA HAWAIANA) PREFÁCIO Desde pequena sabia que era portadora de umsegredo, sabia que obteria tudo que desejasse. Mas tinha a crençade que teria que trabalhar muito para conseguir, que tudo teria umpreço, e esse preço seria muito caro. Logo consegui tudo o que alguém poderia desejarmaterialmente e emocionalmente falando: casa e carros novos,dinheiro para viagens, compras, um marido que me adorava e doisfilhos sadios e preciosos. Entretanto eu não era feliz, pelo contrárioera muito irritada. Um dia vi que meu filho maior, Jonathan, estava com omesmo comportamento, com a mesma irritação que eu sentia. Isso 2
  • foi um golpe muito grande para mim, fez com que eu despertasse esentisse que deveria fazer algo a respeito. Aquilo teria que parar. Nesse momento comecei minha busca. Meu primeiroseminário foi sobre o tema Irritações, com o Dr. Hill, a quem fiqueiimensamente grata por tudo que me ensinou. Em seguida pratiqueiyoga e visualizações com a Anna, o que me permitiu entrar emcontato com o poder incrível que temos em nosso interior, capaz decriar e atrair aquilo que queremos. Experimentei mudança maisradical quando uma amiga me emprestou um livro de metafísicaincrível. Este livro de fato me despertou. Falava muito de Jesus, eeu apesar de ser judia, senti-me muito bem o lendo. Na verdadenão conseguia me soltar do livro e queria lê-lo inteiro num único dia. Comecei a praticar as técnicas mencionadas no livro econstatei que funcionavam. Tive mais uma vez a confirmação deque o poder de mudança estava dentro de mim mesma e que nãodependia de nada nem de ninguém. Então vi que tinha descobertoalgo grande, muito grande. E meu coração começou a pulsardiferente, estava feliz como nunca estivera antes, uma felicidadeimpossível de descrever em palavras. Então após experimentar vários caminhos cheguei aoHo’oponopono, uma arte hawaiana muito antiga que nos ensina aresolver nossos problemas. Graças a essa arte descobri que a vidapode ser fácil, muito mais fácil do que jamais tinha imaginado.Depois de muito procurar acabei descobrindo meu caminho, que mepermite estar em paz no meio da tempestade, sentir-me livreindependentemente do que estiver ocorrendo ao meu redor ou doque os outros estejam falando ou fazendo. É por isso que decidicompartilhar com vocês o que aprendi até agora através destepequeno livro. Estou muito agradecida por essa oportunidade. INTRODUÇÃO Uma vez um professor contou-me a historia hawaianada criação do mundo. Segundo essa historia quando Deus criou aterra e pôs nela Adão e Eva, disse-lhes que estavam no paraíso,que não deveriam preocupar-se com nada, que tudo de quenecessitassem lhes seria provido. Também lhes disse que lhesdaria um presente, a oportunidade de escolher se queriam tomarsuas próprias decisões, e nesse caso lhes daria o livre arbítrio. 3
  • Então Deus criou a árvore das maçãs e disse-lhes: -“Isso se chama pensar. Vocês não necessitam depensar. Eu posso prover todas suas necessidades. Não devempreocupar-se, mas podem escolher se ficam comigo ou se tomamseu próprio caminho”. E assim eles escolheram comer a maçã, ou seja,decidiram pensar por si mesmos e assumir os riscos. Mas o grandeproblema não foi comer a maçã, e sim não se fazerem responsáveise dizer: “Sinto-o”. Foi aí que Adão teve que ir procurar seu primeirotrabalho. Tal como Adão, estamos sempre mordendo a maçã,sempre pensando que sabemos mais, que podemos resolver tudosozinhos com nosso pensamento e não nos damos conta de queexiste um caminho bem mais fácil. Comentário: A questão do pensamento precisa ser bemexplicada. O pensamento é o que difere o homem deoutros animais. Deus disse ao casal no paraísoque eles teriam de tudo que necessitassem, e quepara isso não precisariam pensar. O que o criadorquis dizer era que eles não precisavam sepreocupar, ficar pensando com angústia de ondeviria a próxima refeição ou aonde iriam se abrigardurante a noite. Disse também a eles que poderiampensar (assumir a responsabilidade) se quisessembastando para isso comer a maçã. Quando Adão e Evacomeram a maçã, decidiram-se pelo livre arbítrio,ou seja, pensarem por si mesmos. Porém eles nãosabiam ainda como fazer e desconheciam o poder dopensamento, essa que é a força mais poderosa douniverso. Sentiram-se inseguros e preocupados, oque levou Adão a sair à procura do primeirotrabalho. Sua mente racional passou a funcionar, eela lhe dizia que ele deveria trabalhar a fim eprover o seu sustento. Ele desconhecia quebastaria alinhar seus pensamentos ao pensamento deDeus para criar tudo de que necessitava. Bastariater fé, assim como as aves dos céus e os líriosdos campos para que fossem supridas todas as suasnecessidades. Eles não entenderam e julgaram queteriam que conquistar tudo com suor e esforço. 4
  • Desde então a humanidade assim age para conseguirseus intentos: trabalho duro, competitividade,esperteza. Se Adão e Eva não sabiam usar de formacorreta o poder do pensamento, tampouco nós osabemos atualmente, milênios depois. Estamos embusca do paraíso, aquele perdido lá atrás com amordida na maçã. E essa é a nossa angustia, poisquase sempre procuramos no lugar errado. Por issoque a autora diz que continuamos mordendo a maça,todos os dias, e acreditando conhecer tudo, nosafastamos de nossa originalidade. Outra coisa que quero explicar que todaessa história de Adão e Eva é figurativa esimbólica. Sabemos pela teoria da evolução daespécie que não faz sentido real a historia doprimeiro casal, sendo apenas uma alegoria. Eckhart Tolle, em seu livro O Poder do Agora diz que oego se identifica com as posses, o trabalho, o nível social, oconhecimento, a fama, mas nenhuma delas é você. Você acha issoaterrador ou é um alívio sabe-lo? Cedo ou tarde você terá querenunciar a todas essas coisas, e saberá que isso irá ocorrerquando a morte se aproximar. A morte é despir-se de tudo que vocênão é. O segredo da vida é morrer antes de morrer e descobrir quea morte não existe. O ideal é que você liberte-se de sua mente, daquelavoz interna que comenta, especula, julga, compara, queixa-se,aceita, rechaça e assim por diante. A voz não se refere ao seumomento presente, ela está revisando um passado recente oulongínquo, ou então imaginando situações futuras. A vida é umarepetição de lembranças que são como chips, ou uma gravação quetoca em nossas cabeças 24 horas por dia. Essas gravações, essasfitas nos dirigem e influenciam sem que nos demos conta. Nãopodemos evitar que essas gravações existam mas podemosescolher parar de toca-las, como se desligássemos o toca fitas. Neste livro utilizo certas terminologias e conceitos quedesejo esclarecer. Muitos deles se apóiam no Ho’oponopono, aantiga arte hawaiana. No último capitulo detalho técnicas eferramentas específicas desta arte. Ela nos ensina como desligar otoca-fitas, como parar a gravação em nossa mente, aquelas quenão nos servem e que já não funcionam a para nós. Somente 5
  • quando cessamos essas gravações é que podemos descobrir quemrealmente somos e todo o poder que possuímos. Ao apagar, limpare remover antigas lembranças permitimos que nossos sentimentossejam transmutados e começamos então a experimentar nossoverdadeiro ser. O Ho’oponopono é um processo de perdão,arrependimento e transmutação. Cada vez que utilizamos qualquerde suas ferramentas, estamos assumindo 100% daresponsabilidade sob nós mesmos e pedindo perdão (a nósmesmos). Aprendemos que tudo o que acontece em nossas vidas éprojeção de nossa programação mental. Podemos escolher nosposicionar como um observador, observar nossos pensamentos,nossa programação e então libera-la para que se vá. Ou entãopodemos reagir e nos prender a elas. Todos nós temos umrascunho incorporado e a tecla de deletar, mas nos esquecemoscomo usa-la. O Ho’oponopono nos ajuda a recordar o poder quetemos de escolher entre apagar (soltar) ou reagir, ser feliz ou sofrer.É só uma questão de escolha em cada momento de nossas vidas.Quando no livro menciono “limpar” ou “apagar”, estou me referindoao uso das técnicas de Ho’oponopono para apagar as lembranças epensamentos que criam nossos problemas. Queria também lhes esclarecer que quando mencionoa palavra Deus não o estou fazendo absolutamente em seucontexto religioso. Para mim, Deus é essa parte que temos dentrode nós mesmos que sabe tudo, tem todas as respostas. Emrealidade não pode ser definido em palavras pois é umaexperiência. Também notarão que uso a palavra Deus comosinônimo de Amor. Refiro-me ao Amor Incondicional, aquele quepode curá-lo de tudo. Este é o Amor que tem todas as respostas. Quando menciono os ensinamentos de Jesus,tampouco o faço em um contexto religioso. O propósito é recordarao leitor que sempre tivemos mestres que vieram nos despertarpara a verdade como, por exemplo, Jesus que falava em dar a outraface, um conceito até hoje difícil de entender. Entretanto quandoapagamos em vez de reagir estamos dando a outra face, a face doamor. O liberar em vez de reter e reagir é dar a outra face. 6
  • Este breve resumo de alguns conceitos básicos queutilizo e pretendo transmitir tem como finalidade esclarecer meuspontos de partida. Minha esperança é que o leitor encontre nestelivro uma fonte de técnicas, ferramentas e sabedoria que lhepermita sentir, tomar decisões e viver com a liberdade, a paz interiore o amor que é patrimônio de todos os seres humanos. QUEM SOU? A única razão de nossa existência é a de descobrirquem somos. Um eminente professor visita um mestre Zen e aochegar lhe diz: “Olá, sou o Dr. Fulano. Sou isto, sou aquilo, souformado nisso e naquilo, sou detentor dos títulos tal e tal. Faço tal equal coisa, etc., etc. e eu gostaria aprender Budismo”. O mestrecalmamente convida o ilustre visitante a sentar-se e lhe ofereceuma taça de chá. Entrega-lhe então a taça vazia para segurar ecomeça a despejar o chá. A taça então enche e o mestre continua adespejar a ponto de começar a derramar o chá. O visitanteassustado diz: “ A taça está transbordando, e o chá estáderramando”. Ao que o mestre responde: “Exatamente. Você veiocom sua taça cheia, ela está transbordando. De modo que, comopoderá aprender algo? Você já está alagado com tudo esseconhecimento. A não ser que você venha vazio e aberto, não possolhe ensinar nada…”. A maior parte de minha vida vivi pensando que eu eraMabel, Argentina, contadora, etc., etc. Definia-me por meu títulos,meus rótulos. Minha taça vivia cheia de conhecimentos que meafastavam de mim mesma. Só acreditava naquilo que podia tocarou ver. Para mim, todos aqueles que falavam do esotérico eram“loucos” ou “boêmios” que não sabiam o que estavam dizendo enão pertenciam a este mundo. Esta maneira de pensar me trouxemuito sofrimento. Entretanto, quando descobri que eu era muitomais que meu corpo físico, me abriu um mundo novo cheio deinfinitas possibilidades, um mundo sem grades. Quando me deuconta do poder que tinham meus pensamentos, entendi o porquê davida. Muitos de nós vivemos com estas grades. Sentimo-las,mas não as vemos porque são invisíveis. Estas grades são nossascrenças, nossos julgamentos e opiniões, e sobre tudo o que nóspensamos de nós mesmos. No momento em que decidirmos tomar 7
  • consciência de quem somos realmente, as grades se abrem e nosdamos conta de que somos livres, sempre o fomos sem quesoubessemos. Assim conseguimos escapar da prisão que nósmesmos criamos. Disseram-nos que somos seres humanos e nosacreditamos isso. Se pensarmos que somos seres indefesos e semnenhum poder, isso é o que vamos manifestar na vida. Somos osreis de nosso próprio império e podemos construir e manifestar tudoo que nos quisermos em nossas vidas. Não depende de ninguémmais, somente de nós. Todos somos filhos de Deus e fomos criados a suasemelhança. Somos criadores. Como criamos?. Com nossospensamentos. É assim bem simples. Alguns mestres nos falam da necessidade de “fazer deconta” (ou nos darmos conta), e nos dizem: “Façamos de conta quesomos seres iluminados. Façamos de conta que somos amados PorDeus. Ou Façamos de conta que somos perfeitos tal como somos.Respiremos profundamente e aspiremos aquilo que é verdade,somente então tudo fará sentido. É necessário buscar a verdade.Você deverá construir sua vida fundamentada nesta verdade. Seaspirarmos aquilo que é verdadeiro, a verdade é automaticamenteatraída a nossas vidas”. Quem sou? Essa é a única pergunta que devemos nosfazer na vida. Descobrir nossa verdadeira essência e identidade é arazão de nossa de nossa existência e deveria ser nossa únicapreocupação, nossa única meta. É muito importante descobrir quemsomos. Através do Ho’oponopono, esta arte hawaiana muitoantiga que agora pratico e ensino, aprendi que nossa mente sedivide em três partes: o superconsciente, o consciente e osubconsciente. Isto me ajudou a entender um pouco mais comofuncionamos. O superconsciente, é nossa parte espiritual. É aquelaparte que, não importa o que esteja passando, é sempre perfeita. Éa parte que sabe sobre tudo, tem bem claro quem é em todomomento. 8
  • O consciente é a parte mental, o que nós chamamos ointelecto. É um aspecto muito importante de nós, porque é a parteque tem a capacidade de escolher, já que dispomos de livre-arbítrio.Em cada instante de nossa vida estamos escolhendo. O queescolhemos?. Escolhemos se vamos reagir e nos agarrar com oproblema ou se preferirmos soltá-lo e deixar que o resolva aquelaparte nossa que sabe o que deve fazer. Também escolhemos sevamos aceitar que não sabemos nada (e que não precisamossaber) ou se preferimos pensar que nosso conhecimento é melhorque o de Deus e que podemos resolver tudo sozinhos e por nossaconta. O consciente é a parte que decide se opta por assumir100% da responsabilidade e dizer: “Sinto muito, me perdoe poraquilo que está em mim que criou isto”, (Ho’oponopono) ouassinalar com o dedo e jogar toda a culpa a outro. O intelecto não foi criado para saber. Não necessitasaber nada. O intelecto é um presente, o presente que temos deescolher. O subconsciente é nossa parte emocional. É a criançainterior. Esta é a parte que armazena todas as lembranças namemória. Esta parte muito importante parte nossa é descuidadaconstantemente, e sem controle é a responsável por aquilo quemanifestamos em nossas vidas. Esta é a parte que dirige nossocorpo, a que respira automaticamente sem que tenhamos que“pensar” em respirar. É nossa parte intuitiva. Alguma vez notaramque nos sentimos nervosos e não sabemos por que?. Osubconsciente nos alerta (se prestarmos atenção) quando estamosem perigo. Se estivéssemos mais atentos a esses sinais dosubconsciente, poderíamos evitar muitos eventos desagradáveis.Esta é a parte mais amiga que podemos ter. É muito importante quenos comuniquemos com ela. Devemos aprender a amá-la e cuidá-lamuito bem. Uma vez que decidimos trilhar pelo caminho de nostornarmos responsáveis e conscientes, nossa criança interior fará alimpeza (Ho’oponopono) por nós automaticamente sem quetenhamos que pensar. Nas classes do Ho’oponopono, trabalhamosmuito com esta criança interior. Aprendemos como nos comunicarcom ela, como cuidá-la, e sobretudo, como trabalhar com ela para“soltar”, liberar os problemas do dia a dia sem nos apegarmos aeles. 9
  • No livro O Ensino do Buda diz: “Embora um homemvença a milhares de homens nos campos de batalha, só aqueleque vence a si mesmo ganhará sua batalha”. Comentário: A autora cita o lado espiritual do serhumano o qual chama de superconsciente. Essa é aparte nossa que tudo sabe, que tem contato com otranscendental. Muitas vezes esses contatos nãoacontecem porque os canais estão obstruídos.Nossas crenças, programações, as agitações damente e da vida obstruem esse canal de fundamentalimportância para nossa realização e paradescobrirmos nosso verdadeiro caminho. Nossa mente racional que a tudo julga eanalisa ela chama de consciente ou intelecto. Oconsciente é importante, pois é com ele queescolhemos, e a todo instante estamos fazendoescolha. Com o consciente controlamos nossopresente mesmo que não nos demos conta disso. Eautomaticamente estamos plantando a semente dofuturo. O subconsciente ela coloca como aquelaparte do cérebro que registra todas as nossasexperiências. Os maus tratos da infância, ascoerções mentais, crenças e complexos que nosforma inculcados, tudo está registrados nosubconsciente. Estão lá nos limitando e sabotando.É por isso que ela o relaciona com a criançainterior, com a qual é preciso se comunicar a fimde liberar essas programações mentais que nosprejudicam. Uma vez li o seguinte conto: Havia uma vez, em algum lugar que poderia serqualquer lugar, e em um tempo que poderia ser qualquer tempo, umformoso jardim, com umas macieiras, laranjeiras, pereiras, belasroseiras, todas elas felizes e satisfeitas. Tudo era alegria no jardim,exceto por uma árvore profundamente triste. A pobrezinha tinha umproblema: Não sabia quem era!. 10
  • “O que lhe falta é concentração”, dizia-lhe a macieira.“Se realmente tentar, poderá produzir saborosas maçãs. Veja comoé fácil”. “Não escute a macieira”, exigia a roseira. “É maissimples ter rosas, e vê quão belas são as rosas!”. E a árvore desesperada, tentava tudo o que lhesugeriam, e como não conseguia ser como outros, sentia-se cadavez mais frustrada. Um dia chegou ao jardim o mocho, a mais sábiadas aves, e ao ver o desespero da árvore, exclamou: “Não sepreocupe. Seu problema não é tão grave. É o mesmo de muitosseres sobre a terra. Eu te darei a solução: “Não dedique sua vida aser o que outros queiram que você seja. Seja você mesma,conheça-te , ouça sua voz interior”. E dito isto, o mochodesapareceu. Minha voz interior?. Ser eu mesma? Conhecer-me?”.perguntava-se a árvore desesperada, quando de repentecompreendeu. Fechando os ouvidos, abriu o coração, e por fimpôde escutar sua voz interior lhe dizendo: --“Você jamais dará maçãs porque não é uma macieira,nem florescerá cada primavera porque não é uma roseira. É umcarvalho, e seu destino é crescer grande e majestosa. Está aquipara dar proteção às aves, sombra aos viajantes, beleza àpaisagem!. Tens uma missão!. Cumpre-a!”. E a árvore se sentiu forte e segura de si mesma e sedispôs a ser todo aquilo a que estava destinada. Assim logo ocupouseu espaço e foi admirada e respeitada por todos. E só então ojardim foi completamente feliz. Eu olho ao redor e me pergunto: “Quantos serãocarvalhos que não se permitem a si mesmos crescer? Quantos sãoroseiras que, por medo à provocação, só dão espinhos? Quantaslaranjeiras terá que não sabem florescer?” Na vida todos temos umdestino a cumprir, um espaço a preencher. Não permitamos quenada nem ninguém nos impeça de conhecer e compartilhar amaravilhosa essência de nosso ser. O QUE É UM PROBLEMA? Um problema só é um problema se dissermos que o é.E o problema não é o problema, mas nossa reação quanto aoproblema é que é o problema. Dr. Ihaleakalá Hew len 11
  • Há um ditado Zen que diz: “Não podemos impedir queos pássaros voem sobre nós, mas podemos impedir que eles façamninhos em nossas cabeças”. Não se trata de negar os problemas, mas de não cairna tentação de lhes dar demasiada atenção e importância. Trata-sede descobrir quem somos, e quando o fazemos, desenvolvemos esentimos uma liberdade interna tamanha que estas coisas já nãopodem nos distrair. Nosso subconsciente tem armazenado todas as nossaslembranças. Enquanto as lembranças estão adormecidas,acomodados no banco de nossa memória, não ocasionam nenhuminconveniente. Pessoas que aparecem de repente à nossa frente,visitas que fazemos a certos lugares ou certas situações quevivenciamos fazem com que essas lembranças despertem. Dessemodo, as memórias se convertem em pensamentos e semanifestam. Por isso é muito importante saber que na realidade aspessoas aparecem em nossa vida para nos dar outra oportunidade.Qual é essa oportunidade?. É a de assumirmos a responsabilidadecem por cento e dizer: “Sinto muito, me perdoe por aquilo que estáem mim que criou isto”. (Ho’oponopono). Notaram que cada vezque surge um problema, ele é sempre um presente? Se o tema nãoestivesse dentro de nós, não seríamos capazes de percebê-lo. Osproblemas são simplesmente uma repetição de nossas lembranças. São como informação que está gravada em numa fitade áudio. Quando a fita funciona, pensamos que é real. Osproblemas se repetem porque, quando aparecem, reagimos eapegamos a eles. Não deixamos de pensar no assunto, e assimficamos agarrados a ele em vez de soltá-lo. Perceberam que sópensamos com veemência quando aparece um problema? Umavez que se inicia este ciclo vicioso, esquecemo-nos que temos opoder de parar a gravação. Em seu livro O Poder do Agora, Eckhart Tolle diz: “Amente nunca pode encontrar a solução, nem pode permitir-se deixarque você a encontre, porque ela mesma é parte intrínseca do‘problema’”. Muitas vezes a gravação está funcionando, mas ovolume está muito baixo, e por esta razão, nem sequer estamosconscientes dela. Entretanto, o subconsciente sempre está tocando 12
  • as gravações. Por isso é tão essencial assumir cem por cento daresponsabilidade. Só desse modo entendemos que somossimplesmente nós e nossas gravações, nossos pensamentos enossos programas. Tomemos o exemplo de um filme projetado naparede ou numa tela. Sabemos perfeitamente que, embora vejamosa imagem projetada na parede ou na tela, a mesma não está lá,mas dentro da máquina de projeção. O mesmo ocorre com nossosproblemas. Quando estes aparecem, é só uma projeção do queestá acontecendo dentro de nós mesmos e não fora. Entretanto,passamos a vida tentando trocar a tela, mas não é esse oproblema. Procuramos a solução no lugar errado. É muito importante recordar que os problemas, assituações e as pessoas não existem fora de nós tal como ospercebemos, mas sim nossa percepção é simplesmente um reflexode nossos pensamentos. Os problemas tampouco são o quepensamos que são. Nunca sabemos o que é o que está sepassando realmente. Os problemas são sempre “oportunidades”.Devemos nos dar conta que temos um efeito sobre o evento ou oproblema, e que nós o criamos. Esta é na realidade uma boanotícia, pois se nós o criamos, nós podemos trocá-lo sem dependerde nada nem de ninguém. Há uma história que conta que em uma aldeia havia umancião muito pobre, mas até os reis lhe invejavam porque possuíaum formoso cavalo branco. Os reis lhe ofereceram quantidadesfabulosas pelo cavalo mas o homem dizia: --“para mim ele não é um cavalo; é uma pessoa. Ecomo se pode vender uma pessoa, um amigo?”. Era um homem pobre, mas nunca vendeu seu cavalo.Uma manhã descobriu que o cavalo já não estava no estábulo.Todo o povo se reuniu dizendo: --“Velho tolo. Sabíamos que algum dia lhe roubariam ocavalo. Teria sido melhor se o tivesse vendido. Que desgraça!”. --“Não vamos tão longe”, disse o ancião.“Simplesmente digamos que o cavalo não está no estábulo. Este éo fato. Todo o resto é seu julgamento. Se for uma desgraça ou umasorte eu não sei, porque isto é apenas um fragmento. Quem sabe oque vai acontecer amanhã?”. Todos riram dele. Acreditavam que o ancião estava ummeio louco. Mas depois de 15 dias, uma noite o cavalo retornou.Não tinha sido roubado, mas havia escapado. E não foi só isso, ele 13
  • retornou e trouxe consigo uma dúzia de cavalos selvagens. De novoo povo se reuniu dizendo: -- “Tinha razão o velho. Não foi uma desgraça masuma verdadeira sorte”. --“De novo estão indo muito longe”, disse o ancião.“Digam só que o cavalo voltou. Quem sabe se foi uma sorte ounão? É só um fragmento. Estão lendo apenas uma palavra de umaoração. Como podem julgar o livro inteiro?”. Ninguém disse mais nada, mas por dentro sabiam queele estava equivocado. Afinal haviam chegado doze cavalosformosos. O velho tinha um filho que começou a treinar aoscavalos. Uma semana mais tarde ele caiu de um cavalo e quebrouas duas pernas. O povo voltou a se reunir e a julgar -- “De novo o velho tinha razão”, disseram. Era umadesgraça, seu único filho perdeu o jogo das pernas e, na sua idadeele era seu único sustento. Agora estava mais pobre que nunca”. --“Estão obcecados julgando”, disse o ancião. “Não vãotão longe. Só digam que meu filho quebrou as duas pernas.Ninguém sabe se foi uma desgraça ou uma fortuna. A vida vem emfragmentos, e nunca nos dá mais que isto”. Aconteceu que, poucas semanas depois o país entrouem guerra e todos os jovens do povoado foram chamados peloexército. Só se salvou o filho do ancião porque estava aleijado. Opovo inteiro chorava e se queixava porque era uma guerra perdidade antemão e sabiam que a maioria dos jovens não voltariam. --“Tinha razão velho. Era uma sorte. Embora aleijadoseu filho ainda estava com ele, enquanto os nossos se foram e nãosabemos se voltam. --“Seguem julgando”, disse o velho. Ninguém sabe. Sódigam que seus filhos foram obrigados a unir-se ao exército e quemeu filho não . Só Deus sabe se foi uma desgraça ou uma sorte”. Assim acontece conosco sempre que formamos umaopinião ou um julgamento: estancamo-nos; nos escravizamos. Um ensinamento budista diz: “Aquele que está influenciado por seus gostos edesgostos, com a mente impregnada por idéias pré-concebidas,não pode entender o significado das circunstâncias e tende a sedesesperar-se perante elas. Aquele que está desapegado, com amente livre e aberta, entende perfeitamente as circunstâncias epara ele todas as coisas são novas e significativas”. Mais adiante diz: 14
  • “A felicidade segue à tristeza. A tristeza segue àfelicidade, mas quando a gente já não discrimina entre a felicidadee a tristeza, o bom e o mau, a gente é capaz de libertar-se”. Nosso mundo é de dualidades. Todasituação passa, a boa e a ruim. Devemos aceitaressa realidade, não criar vínculos com situaçõesque sabemos ser passageiras, e todas sãopassageiras. Não importa quanto tempo dure umasituação qualquer, um dia ela passará. Tampoucodevemos criar expectativas exageradas com relaçãoao futuro, pois nossa vida é dinâmica e assituações se modificam sempre. Aceitar comtranqüilidade e equilíbrio o que a vida nos trás,alivia nosso coração. Tudo que nos vem éexatamente o que precisamos e merecemos naquelemomento. Reagir e revoltar somente piora ascoisas. Quantas vezes acontece algo em nossasvidas que a principio parecia ser uma desgraça eque no futuro se revela uma benção? Ou docontrário, algo que vem como uma grande conquistae que depois se revela um equívoco? É preciso nãojulgar, pois o que vemos são fragmentos, enquantoo Universo (Deus) vê o todo. Nada é o que realmente parece. O intelecto não podesaber, pois seu conhecimento é limitado. Entretanto, há uma partenossa sempre sabe. A diferencia entre o conhecimento intelectual eessa sabedoria inata que temos é similar a que existe entre subirnuma cadeira, olhar ao redor e pensar que estamos vendo tudo esubir ao topo da montanha e ver o panorama completo. Preferimos falar com nossos psicólogos ou com osvizinhos em vez de falar com Deus. Temos acesso permanente atodo este saber, a toda esta sabedoria que está dentro de nós, maspreferimos subir na cadeira e dar opiniões, emitir julgamentos eexpressar nossos pontos de vista porque é o que aprendemos afazer. Estamos viciados neste modo ser e agir. Entretanto, semprepodemos escolher o que fazer e como reagir quando aparece umasituação que consideramos problemática. A seguinte historia ilustra belamente este conceito: 15
  • “Um dia o asno de um camponês caiu ao fundo de umpoço. O animal se queixou durante horas enquanto o camponêstentava encontrar uma forma de tirá-lo. Finalmente, o camponêsdecidiu que o animal era velho, que os esforços para salva-loestavam sendo inúteis, e decidiu soterrá-lo no poço. Então, ocamponês pediu ajuda aos vizinhos, e todos pegaram páscomeçaram a atirar terra adentro do poço. No começo quando oasno se deu conta do que estava acontecendo, gemeuhorrivelmente, mas depois de um momento para surpresa de todos,acalmou-se. Depois de várias pazadas de terra, o camponêsfinalmente decidiu olhar dentro do poço, e o que viu o deixouestupefato. Com cada pazada de terra que caía sobre suas costas,o asno fazia algo assombroso. Sacudia as costas, a terra caía e seamontoava sob suas patas, e desse modo com cada pazada o asnodava um passo para cima. À medida que os vizinhos do camponêscontinuavam jogando terra sobre o animal, ele mesmo se sacudia esubia mais. Logo o asno chegou à borda do poço e saiu trotando”. A vida joga todo tipo de terra em de nós. A soluçãopara sair do poço é sacudir a terra e dar um passo para cima. Cadaum de nossos problemas é como um degrau para a liberdade.Depende só de nós se o usarmos como tal. A FÉ Nosso verdadeiro poder é a felicidade, e esta noschega somente quando nos rendemos a todo o resto. A maior parte de minha vida não acreditei em Deus.Para mim, Deus não existia. Cresci pensando que era eu mesmaque obtinha tudo na vida, que tudo era devido ao meu trabalho,dedicação e esforço pessoal. Os judeus são muito tradicionalistas, eeu respeitava as tradições, mas não acreditava em Deus. Quandopor fim despertei, descobri dentro de mim um mundo novo quedesconhecia por completo. Pouco tempo depois disse a meu filhomaior: “Jonathan a vida pode ser fácil”. Ele me olhou confuso e medisse: “Isso não é o que me dizia antes”, ao que eu respondi: “Sei.Mas agora penso diferente”. Neste momento não tenho nem a menor duvida, masessa segurança que não se pode expressar com palavras,encontrei-a em meu coração. Todos podemos encontrá-la porque alevamos dentro de nós mesmos o tempo todo. Como boa contadora 16
  • busco resultados, observo e faço uma recontagem de minha vidadesde que comecei a crescer. Nem eu posso acreditar em tudo queobtive. Alguns encontram Deus no templo ou na igreja. Outroscomo eu, não o encontra ali. Um dia despertamos, começamos aprocurar e nos damos conta que nem sequer é necessário levantar-se da cama para encontrá-lo. Não importa a denominação, nãoimporta como o chamemos, Ele (Ela) está sempre conosco. Emqualquer lugar que vamos, Ele (Ela) nos acompanha. Não sabemos,nem temos a menor idéia de como trabalha esse Deus (Amor).Tampouco conhecemos o que pode fazer. Não podemos nemsequer imaginá-lo. Chamamos de milagres, que realmente existeme podemos experimentá-los em cada momento da vida sedeixarmos de querer entender tudo com a mente racional,abandonarmos nossos julgamentos e opiniões e aprendermos a nosdeixar levar pela corrente da vida. É necessário tomar consciência de que nós mesmossomos o maior obstáculo em nossas vidas! Dizemos que confiamos,mas não o fazemos realmente. Dizemos que entregamos nossosproblemas a Deus (Amor) mas seguimos preocupados com essesproblemas. Quando não deixamos de pensar numa questãoqualquer, ficamos angustiados e preocupados com ela. Assimestamos indicando para Deus que queremos solucionar o problemasozinhos, que não confiamos nele. Dessa forma não recebemosresposta a nossas preces, porque temos “expectativas”.Acreditamos que somos donos da verdade, e quando pedimos algoa Deus o fazemos de uma maneira quase imperativa. Explicitamoso que desejamos, e como desejamos, dizendo a cor e a hora quequeremos. Entretanto, Deus sabe antes que lhe peçamos. Ele (Ela)está tão perto que não é precisamos gritar. Basta pensar. Deus tempara nós muito mais do que imaginamos, e só espera pela nossapermissão para nos entregar. A fé não admite dúvidas. Se colocarmos umproblema nas mãos de Deus (universo) econtinuarmos aflitos e preocupados, é porque nossafé ainda é fraca. Se pedirmos algo e ficarmosdando a receita, definindo como e quando queremos,estaremos limitando Deus que já sabe desde sempreo que é o melhor para nós. No filme “Sete anos noTibet”, o Dalai Lama diz um ditado de seu país ao 17
  • personagem de Brad Pitt: “Se o seu problema temsolução, porque se preocupar? E se não tem, porquese preocupar?” Esse ditado fala sobre a fé queconfia, e a fé que resigna, sentindo que se assimfoi, era porque assim deveria ser. A resignação ea fé abrem as portas para que algo melhor ocorrano futuro, e sempre ocorre. A revolta e o controlefecham essas mesmas portas. Se pedirmos coisas específicas, como por exemplo:“OH, Meu deus, por favor me mande o dinheiro para poder viajar aEuropa”, colocamos limite à nossa solicitação. Deus nos outorga oque é correto em cada momento. No caso do exemplo, talvez ocorreto não seja ir a Europa e sim à América do Sul mas ao estartão obstinado em querer ir a Europa, o dinheiro não virá porque oque pedimos não é o correto. Ao nos fechar deste modo, ficamossem a possibilidade de receber o que é correto e perfeito para omomento específico. Às vezes Deus diz não, como o faz um bompai quando seu filho não pode medir ou dar-se conta do perigo ouas conseqüências do que pede. Por essa razão, o segredo está empedir o que é correto e perfeito, e nós não sabemos o que é. Logo é necessário soltar e abandonar as expectativas.No momento adequado nos chegará o mais apropriado e perfeito.Nunca sabemos de onde vai chegar. Para receber a surpresa,devemos dar permissão. Deus (Amor) trabalha em forma misteriosa. Sepermitirmos, acreditarmos e confiarmos de coração, tudo noschegará sem esforço. Deus é o único que pode abrir as portascertas e nos aproximar de pessoas que podem nos ajudar ou apoiarem nosso caminho. Ele (Ela) coloca-nos no lugar correto nomomento perfeito só quando deixamos de falar tanto e perguntar aovizinho em vez de perguntarmos a Ele (Ela) diretamente. O simplespensar em Deus nos eleva de nossos problemas. O estaragradecidos pelo que temos também modifica automaticamentenossa vibração. Sempre há motivo para estar agradecido. Ter fé é estar aberto às possibilidades. Significa queestamos dispostos a deixar que a vida nos surpreenda, que nosatrevemos a entrar no desconhecido e a deixar de ter medo ao quenos parece incerto. Quem tem fé tem o coração sempre aberto.Muitas vezes ficamos estancados e damos voltas no mesmo lugar 18
  • por falta de fé e medo do desconhecido. Vale a pena aprender coma semente, que apesar de não poder imaginar-se como orquídea,tem a valentia de abrir-se, quebrar-se e entregar-se ao processopara brotar da superfície da terra e sair à luz. Um coração cheio dedor não pode imaginar o que se sente ao ser amado ou ao estar empaz. Muitas vezes temos que romper com velhos padrões, velhasformas de pensar e velhas crenças. Isto implica ter que passar porum túnel escuro e às vezes ter que sentir dor, mas é a única formade sair adiante e ver a luz. Jesus disse que devemos ser como meninos parapoder entrar no reino do céu. O reino do céu está aqui e é agora.Depende de nós experimentá-lo. Só temos que deixar de pensarconstantemente e deixar de acreditar que possuímos a verdadeabsoluta e que sempre temos razão. Muitas vezes todos estespensamentos, informação e educação nos afastam do querealmente somos. A inocência não é mais que a sabedoria queDeus nos dá de presente. Claro que é preciso ser valente paratomar este caminho, mas o triunfo está cem por cento assegurado.É necessário animar-se a acreditar, provar, confiar e entregar-se.Quando começamos a confiar e ter fé, algo se transforma emnosso interior e o pensamento se esclarece, e tudo fica diferente.Tentei explicar com palavras esta transformação, mas não épossível. Não há palavras para defini-la. Simplesmente sabemosque encontramos a sabedoria do coração. Agora eu gostaria de falar da fé mais importante: a féem nós mesmos. Não é preciso acreditar em nada fora de nós. Nãoé necessário acreditar em Deus, Jesus, Buda nem Moisés a menosque isto nos faça sentir bem. O que sim precisamos é acreditar emnós mesmos e no poder que está em nosso interior. Para acessaresse poder devemos renunciar a muitas crenças, opiniões ejulgamentos sobre nós mesmos. Devemos nos amar nos aceitar dojeito que somos embora isso não seja algo fácil. Nem sequersabemos conscientemente quais são as crenças que nos estãoafetando, mas com o processo que ensino neste livro, não énecessário as conhecer, mas somente dar permissão para que sevão. Comentário: O homem é seu próprio salvador. NemJesus, nem Buda, nem ninguém pode salvar quem querque seja. A verdade salva. A verdade ensinada porJesus, Buda, Sócrates e tantos outros mostram o 19
  • caminho da salvação. Mas é preciso que aceitemosessas verdades e as incorporemos as nossas vidas.Tudo parte de nós, temos o livre arbítrio, o poderde escolher. Transformação é uma porta que se abrepor dentro. Quando nos conhecemos e nos amamosincondicionalmente, tornamo-nos invencíveis. E percebemosclaramente quando estamos adquirindo essa condição, não épreciso dizer nada. Quando adquirimos a auto confiança, certostipos de pessoas começam a se afastar de nós, e outras começama se aproximar trazendo as oportunidades que desejamos eprecisamos. O segredo está em si aceitar da forma que se é. Deixarde acreditar que não é tão bom, não é suficientemente inteligente,capaz ou digno, ou que primeiro precisa de um curso universitário.Se confiamos em nós mesmos, os outros também confiarão.Precisamos somente mudar nossas crenças interiores. O mais importante é se colocar em primeiro lugar paradeixar de querer ser essa pessoa que os outros querem que seja. Épreciso despertar e entender que o poder está dentro de nós e nãona aprovação de outros. Quando temos fé em nós mesmos, nossostalentos começam a crescer automaticamente e começamos a nossentir felizes. A fé tem que a ver com a capacidade de amar edesfrutar da vida. Nossa vida transcorre em nossa própria mente, e se aguerra está em nossa cabeça, somente nós mesmos podemos nosdevolver a paz. É preciso recordar que em certo sentido sempretemos razão. Se dissemos que podemos, podemos. Se dizemosque não podemos, assim é, não podemos. Estamos aqui para viver,desfrutar da vida e ser felizes. A fé em nós mesmos nos dá aliberdade de ser autênticos, e isto por sua vez ativa a felicidade quetanto desejamos. O DINHEIRO Infelizmente, uma vez que obtemos as coisas materiaisnos damos conta que o vazio está ainda ali, que não tem fundo. Eckhart Tolle em O Poder do Agora Quando me separei de meu marido depois de vinteanos de matrimônio, saí praticamente sem nada. Nem sequer levei 20
  • meus filhos, pois o pai quis ficar com eles. Eu tinha a certeza deque podia seguir adiante só e senti-me agradecida e contente de tera oportunidade de recomeçar. Por outro lado, àquela altura deminha vida tinha aprendido que a felicidade não está no material eque não precisava ter posses. Ao contrário, sabia que quantomenos tivesse mais livre seria. Uma amiga sugeriu que fôssemosviver juntas para poder procurar um lugar mais amplo e lindo.Pareceu-me uma boa idéia, e assim foi que encontramos uma casamuito bela. Nunca imaginei que preencheríamos os requisitosnecessários para alugá-la, mas como apresentamos a soma dosdois vencimentos, conseguimos a aprovação. Dois dias antes deassinar o contrato de aluguel, minha amiga me chamou e disse quetinha mudado de idéia e que iria se viver no Arizona. Imediatamentechamei à agente da imobiliária para lhe pedir que pusesse ocontrato a meu nome, dizendo que eu seria a pessoa responsável.Ela não teve problema em fazê-lo porque já me conhecia. Poucotempo depois de assinar o contrato de um ano e me mudar para acasa, começaram a chegar trabalho de todas as partes e logo medava conta que podia pagar o aluguel sem problema e nãoprecisaria compartilhar minha casa com outra pessoa. Oito mesesdepois de me mudar, o dono da casa me chamou e disse quedesejava vender a propriedade. Explicou-me que, como sabia queeu gostava tanto da casa, me daria prioridade, mas que se nãoestivesse interessada, em setembro teria que partir. É obvio que eu desejava comprar a propriedade e ficarali, mas com que? Não tinha dinheiro para o pagamento inicial, ecomo sou contadora, sabia muito bem que não possuía osrequisitos necessários para conseguir um empréstimo. Meuintelecto me dizia que começasse a empacotar, mas algo em meuinterior dizia que essa não era a melhor opção. Nesse momentomentalizei: “Se Deus considerar que este é o lugar para mim, Eleme conseguirá o empréstimo, porque eu não sei como fazê-lo”. Eusabia que tinha que me fazer algo, dar permissão para Deus agir. Omelhor era me desapegar, confiar e entregar o assunto ao universo. Duas pessoas que me haviam dito que poderiam meajudar desistiram durante o processo. O contrato de aluguel venceue não consegui o empréstimo. Assim tive que chamar o proprietáriopara lhe dizer o que estava acontecendo. Decidi que em vez de mepreocupar em convencê-lo, entregar-me-ia à situação comconfiança e fé. Assim foi que o chamei, expliquei-lhe e elesurpreendentemente respondeu: “Bom, Mabel, na verdade sinto que 21
  • este não é um bom momento para vender a casa, portanto vouestender o contrato de aluguel. Redija uma prorrogação, mande-mepor fax que assinarei. Tempos depois, antes mesmo que vencesseo contrato de prorrogação, alguém me chamou sem que ao menoseu o tivesse procurado, e me ofereceu um empréstimo para que eucomprasse a casa. Quando deixamos de nos apegar ao resultado e nospreocupar com a situação, abandonamos a necessidade opinar eemitir julgamentos, tomamos consciência de que não sabemosnada e nos entregamos e aceitamos o processo natural da vida.Passamos a experimentar o fluir natural da vida onde tudo acontecee nos chega de forma mais fácil. Deus nos pôs na terra com tudo o que necessitamos.Se olharmos a nosso redor notaremos que toda a criação de Deusé infinita e abundante. Só as criações humanas são escassas elimitadas. Os pássaros voam despreocupadamente sabendo queencontrarão o que necessitam para comer, bem perto do lugar ondese encontram. Manifestar aquilo que desejamos requer muita FÉ euma grande CONFIANÇA. O universo só precisa que demos esseprimeiro passo. Se confiarmos e dermos nossa permissão, tudo oque precisarmos virá até nós. O importante é saber no coração (enão na cabeça) que Deus proverá e confiar cem por cento. Quandoacreditamos que não estamos recebendo resposta para nossospedidos ou não vemos os resultados, não é porque não somosouvidos. Muitas vezes pensamos em Deus como se fosse nossoempregado e lhe exigimos o que queremos, explicitando como oqueremos, a forma, a cor e a hora. Não é assim que funciona ouniverso. É necessário pedir sem ter expectativas, solicitar aquiloque pensamos ser correto para nós e desapegarmo-nos. Deus nos dá o que é correto e prefeito em cadamomento. O segredo é confiar e soltar, nos deixar levar pelacorrente da vida e estar abertos para receber do lugar e da pessoaque menos esperamos. Nunca duvide de que Deus (Amor) proveránossas necessidades no momento certo, ele sempre o faz. Nossogrande problema é criar expectativas, querer as coisasrapidamente, sermos impacientes e inflexíveis. Não nos damosconta de que tudo que precisamos vem de uma fonte única quesabe perfeitamente o que necessitamos, quando e como. 22
  • Pensamos que somos nós que criamos as oportunidades atravésdo trabalho, nossos maridos ou nossos investimentos, mas essessão somente diferentes caminhos e vias pelos quais as benessesse manifestam. Quando uma porta se fecha é porque outra seabrirá automaticamente. Comentário: Se pararmos para analisar nosso momentopresente, veremos que temos tudo de quenecessitamos. É preciso ter essa consciência deque Deus é nossa fonte infinita e inesgotável deprovimento que nos supre de tudo o quenecessitamos. Isso quer dizer que somos prósperosagora, nesse exato momento e temos tudo o queprecisamos para nos manifestar e ser felizes. Em seu livro “A Verdadeira Magia”, oDr.Wayne W. Dyer, falando sobre a prosperidadediz: “você não precisa de mais nada para sentir-sepróspero. Abandonar a consciência de carênciasignifica trocar as imagens interiores querefletem carência em sua vida. Você já tem tudo oque é preciso para viver uma vida de prosperidade.Não que você vá receber tudo; você já é tudo. Aprosperidade é antes de mais nada um jogo mental.É um conjunto de crenças internas e invisíveis quetrazemos dentro de nós. Você deve saber que temtudo o que precisa agora; nada lhe falta paraalcançar a prosperidade.” Portanto, vamos parar de nos limitar. Senão nos sentimos felizes, prósperos e realizadosagora, não sentiremos nunca. Estar satisfeito e grato a Deus nomomento presente é pré-requisito para que se tenhaalgo mais no futuro. Nosso futuro depende dopresente e um coração agradecido é o que há demelhor para atrair ainda mais benesses. Isso não quer dizer acomodação. A vida édinâmica, e estar satisfeito hoje embora sejaessencial, não que dizer que não se queira maisamanhã. Acontece que não conseguiremos mais se 23
  • nosso coração não for grato pelo que já possuímos.O Dr. Dyer continua seu raciocínio: “ Nossodiálogo interior deve ser mais ou menos assim:-Euestou inteiro, completo, total, plenamente vivoneste momento. É isto! Eu sou tudo, não preciso demais nada para sentir-me feliz ou realizado. Noentanto sei que serei diferente amanhã. Minharealidade física está sempre mudando. As moléculasque ontem constituíam meu ser material serãosubstituídas por outras moléculas. O corpo físicoque tinha há dez anos é, hoje, inteiramente novodo ponto de vista físico. Vou crescer, serei algonovo e grandioso, porém não mais grandioso do quesou agora. Assim como o céu será diferente dentrode algumas horas, sua atual perfeição e inteirezanão são deficientes, também sou agora, perfeito eimcompleto pelo fato de mudar amanhã. Crescerei enão sou deficiente.” Acho essas colocações do Dr. Dyersimplesmente maravilhosas. Se condicionarmos nossafelicidade e realização em algo que nos falta,estaremos projetando no futuro. Dessa forma nuncaa alcançaremos, pois sempre estará faltando algoque estará sempre no futuro. Mas se aprendemos anos sentir completos agora, seremos felizes eestaremos plantando a semente para que tenhamosmais amanhã. É simplesmente impossível que essassementes não floresçam e produzam frutosmaravilhosos. Alguém que conquista essa forma depensar, fatalmente estará sempre crescendo eprosperando. Em seu livro “As Sete Leis Espirituais doSucesso”, Deepak Chopra coloca: “Sua intenção é nofuturo, mas sua atenção está no presente. Se suaatenção está no presente, a intenção futura semanifestará, pois o futuro é criado no presente.Você tem de aceitar o presente como ele é. Aceiteo presente e pretenda o futuro. O futuro é algoque sempre pode ser criado através da intençãodistanciada, mas nunca deve combater o presente”.Por “intenção distanciada”, o autor acima citado 24
  • quer dizer que não se deve criar expectativas nemse impacientar pelo resultado. É importante saber que a fonte geradora éDeus, o Universo. Dessa fonte provém nossaprosperidade, não do emprego, do casamento, daloteria ou de uma herança. Por isso não devemosnos limitar pensando que nosso salário não é obastante para nossas realizações, que temos quetrabalhar duro, ter dois empregos, fazer bico ehora extra para conseguir o que queremos. Essasmudanças não são simples de fazer, e condicionamosnossa realização a ela, da mesma forma nuncaseremos felizes. Ter que mudar de emprego,trabalhar mais para ter as coisas, não justifica,pois assim não teremos tempo e disposição paracurtir nossas conquistas. Que graça terão asconquistas se não podermos desfrutá-las. Basta pensarmos e agirmos de uma formacorreta, e o que queremos virá de formainesperada, por meios até então inimagináveis, porpessoas que nem conhecemos ainda. É preciso crer enão ficar determinando a forma ou o tempo de tudoocorrer, não criar expectativas. Ao nos limitarmosestaremos limitando Deus, e assim bloqueando oprocesso. A pior coisa que podemos fazer quando surge umproblema é nos preocupar. Agindo assim ficamos impotentes eacabamos atraindo tudo aquilo que não desejamos. Somos comoimãs: me diga o que pensas e direi quem és. É de vital importânciaviver no AGORA. Passamos nosso tempo vivendo no passado comnossas lembranças e experiências, ou no futuro com nossaspreocupações. O dinheiro, tal qual tudo o mais, nos chega quandonecessitamos, nem antes nem depois. Só precisamos abrir nossocoração e confiar. Alguém alguma vez me contou a seguinte historia: Uma mulher encontrou na porta de casa três velhos, epensando que estivessem com fome convidou-os a entrar e ceiar.Um deles respondeu: “Não podemos entrar os três na sua casa.Somente um pode ser convidado. Eu me chamo Amor, os outros se 25
  • chamam Riqueza e Sucesso. Entre e discuta com sua família qualde nós três será convidado a entrar.” A mulher entrou e contou ahistória a seu marido e sua filha. O marido disse: “Vamos convidar ariqueza, e teremos abundancia em nossa casa”. A mulher porémretrucou: “e porque não chamar o Sucesso?” A filha que ouvia tudodeu sua opinião: “Acho que deveríamos convidar o Amor”.Decidiram então seguir o palpite da menina. A mulher saiu econvidou o Amor a entrar e partilhar da mesa. O Amor levantou eacompanhou a dona da casa. A riqueza e o Sucesso também selevantaram e seguiram o Amor. A mulher estranhou: “Mas euconvidei somente o Amor. Vocês não disseram que somente umseria convidado?” o Sucesso respondeu: “Se vocês tivessemconvidado um de nós, os outros ficariam de fora, mas comoconvidaram o Amor, nós vamos juntos. Onde vai o Amor, o Sucessoe a Riqueza vão juntos.” O dinheiro não é mau, ao contrário, o mal é lhe darprioridade. Quando fazemos as coisas por dinheiro, tudo parecedifícil, o dinheiro que vem parece nos escapar rapidamente dasmãos. Devemos encontrar aquilo que amamos fazer, algo quefaríamos com mesmo que não recebêssemos por isso. Todos nósnascemos com certos talentos e dons naturais únicos. Existe algoque podemos fazer melhor que nenhuma outra pessoa. É algo quetemos dentro de nós e que necessariamente não exige um títulouniversitário. A abundancia e a prosperidade tem a ver com nossaconsciência. Quando sabemos quem somos adquirimos aconsciência de que já temos tudo o que necessitamos. Já somosricos no momento presente e ao abrir o coração permitimos quetudo de bom se manifeste em nossa vida. Comentário: Essa história contada pela autora ésimilar à parábola dos lírios dos campos e dasaves dos céus contada por Jesus. É o “Buscai emprimeiro lugar o reino de Deus e sua justiça, quetudo o mais virá com acréscimo”. Essa é a verdadeperdida pela mordida na maçã no paraíso citada láno início desse pequeno e precioso livro. Tudomuito simples, mas simplicidade nem sempre querdizer facilidade. Todos nós somos herdeiros de Adão e Eva,somos influenciados pela mordida na maçã, e nesse 26
  • sentido pode-se dizer que há sim o pecadooriginal. Somos impregnados com as crençaserrôneas de séculos e mais séculos, de queprecisamos lutar e competir com o semelhante, seresperto e trabalhar duro a ponto de não ter tempopara família e diversão a fim de conseguirsobreviver. Essas crenças antigas precisam serbanidas de nosso íntimo, gradativamente. Não éfácil porque são muito antigas e passaram a fazerparte do inconsciente coletivo da raça humana. Masquanto mais pessoas pensarem diferente, quantomaior o número de “convertidos” para essafilosofia de vida baseada na prática do amor e danão resistência, mais o inconsciente coletivomudará e gradativamente passará a ser positivo.Tal fato representará uma conquista maravilhosa naevolução da humanidade e se refletirá em todas asrelações humanas: nas escolas, nas ruas, nocomércio, nas indústrias, nas religiões e nasrelações internacionais. Será uma utopia? Estaráesse dia ainda distante? Digo somente que essamudança começa em cada um de nós, e que devemosinfluenciar o meio em que vivemos a começar comnossa própria casa, na educação dos filhos. O dinheiro não é o mal. O mal é dar-lheprioridade. Vamos convidar o amor para cear emnossa casa, vamos buscar o reino e sua justiça queo restante virá automaticamente. OS MEDOS Conheçam a verdade e ela lhes liberará. No caminho de busca espiritual que decidi percorrer,tive que enfrentar muitos de meus medos. Senti medo ao deixarmeu matrimônio de mais de vinte anos, ao deixar meus filhos, aorecomeçar minha carreira, ao assinar um contrato de aluguel ondeeu assumia toda a responsabilidade sem ter nenhum respaldoeconômico. Entretanto, a fé e a confiança em mim mesma mepermitiram agir apesar de meu medo. Uma voz interior me disseque eu podia fazê-lo. Porém a sorte e a segurança não vieramsozinhas, mas foram surgindo à medida que fui trabalhando em 27
  • mim mesma. Li vários livros, participei de seminários e busqueiânimo e coragem para mudar muitas coisas em minha vida. Quando descobrimos quem somos e o poder quetemos, entendemos que não há nada a temer, pois somos sempreprotegidos. Todo mundo sente medo, pode-se dizer que o medo éuma enfermidade. Somos viciados no medo e no sofrimento.Preferimos sofrer porque nos é familiar. Sabemos como nossentimos e apesar do sofrimento nos sentimos cômodos. O temor éo conhecido de todos os dias. Quando nos decidimos a enfrentarnossos medos, chegamos ao outro lado do túnel e vemos a luz.Reconhecemos o que é verdade e, não só nos sentimosvencedores e muito bem conosco mesmos, como olhamos paraatrás e vemos que afinal nada é foi tão terrível como tínhamosimaginado. Uma vez uma pessoa me contou como se tornou umvendedor de imóveis. Ele era muito jovem, e no primeiro dia detrabalho seu chefe lhe perguntou: “Quer vender casas?”. Ele é obviorespondeu em seguida que sim. O chefe o levou a um bairro e lhedisse: “vou te deixar aqui e voltarei em quatro horas. Bata de portaem porta e pergunte às pessoas se querem vender suas casas.”Deixou com ele um bloco com cem fichários, e a cada não querecebesse deveria marcar um fichário. “Vá procurar seus primeiroscem NÃO”. O jovem não podia acreditar, mas não havia como fugirda situação. O resultado foi que muitas pessoas disseram Não, maspara sua surpresa muitas pessoas disseram sim. Nesse momento ojovem se deu conta que a cada pessoa que lhe dizia NÃO, seaproximava mais à possibilidade do SIM. Todos nós sentimos um grande medo do NÃO, umenorme medo da rejeição. Se não nos arriscarmos a receber umNÃO, nunca receberemos os SIM. O que acontece se a genterecebe um NÃO? Se pensarmos bem, não é tão grave assim. Acapacidade de superar este medo é o que diferencia as pessoasque obtém muito na vida das que não obtém quase nada; as quetem êxito e se superam, das que ficam estancadas. Evidentemente o medo tem a ver com nossas própriasinseguranças. Não sabemos quem somos, nem conhecemos opoder que temos de atrair aquilo que é perfeito e correto para nós.Quando confiamos e acreditamos em nós mesmos, sabemos 28
  • reconhecer que cada momento é perfeito. Se alguém nos diz queNÃO, talvez seja porque o que procurávamos não era perfeito ecorreto para nós naquele momento. Quem possui fé sabe quenestas ocasiões muitas vezes está caminho algo melhor e maior, eespera com certeza e confiança. Pelo contrário, quem está perdido,confuso e não conhece sua verdadeira identidade, sente umprofundo medo a ponto de ficar paralisado. Comentário: O que acontece se recebemos um não pelacara? O que perdemos? É arrancada alguma parte denós mesmos? Não, somente se permitirmos que talaconteça que seja arrancada nossa coragem edecisão de seguir em frente. Cada não nos aproximade um sim. Cada não traz em si um ensinamentovalioso. Cada não nos lapida para um SIM maior emelhor. Como vemos, temos pouco a perder e muitoa ganhar. Foi Willian Shakespeare quem disse: “Sãoas duvidas traidoras que nos faz perder o bem quenosso seria, se o medo de tentar não existisse”. Todos sentem medo, desde o varredor de ruas até opresidente da nação, o que mostra que o medo não tem hierarquia.A diferença é que alguns se atrevem a seguir em frente apesar domedo. É preciso ser valente para superar o medo, e se não ofizermos, ninguém fará por nós. Nem Jesus, nem Buda voltarãopara nos resgatar. Tudo que precisamos para nossa transformaçãojá está em nós mesmos. A mudança é interior, na há outra formade fazê-la. Não existem atalhos ou fórmula mágica. Cada umescolhe o seu caminho e quanto mais corajosos somos, mais longechegamos. E à medida que caminhamos novas possibilidades vãosurgindo. A boa noticia é que o medo existe somente em nossamente, são criados por nós mesmos e somente nós podemoseliminá-los. As crenças podem ser mudadas e as lembrançaspodem ser apagadas, pois não necessitamos delas para sobreviver.Disso depende nossa liberdade, pois se mudarmos nossa mentenesse sentido estaremos saindo da prisão que nós mesmoscriamos. Abriremos assim a porta de nossa alma e recuperamos aliberdade O medo assim como a coragem é opcional. Tudodepende simplesmente da escolha de cada momento. Muitas 29
  • vezes é necessário parar no meio de caminho e realizar mudançasdrásticas. De certa forma devemos morrer primeiro para entãocomeçar a viver. Falo da morte dessa parte nossa que não é real,disso que acreditamos que somos, da imagem que vendemos aosoutros, e o que é pior, que vendemos a nós mesmos. Temer é o mesmo que confiar no mal, é saber queaquilo que imaginamos vai acontecer. O temor também pode movermontanhas. Certa vez li que o êxito na vida não se mede pelasconquistas, mas pelos obstáculos que tivemos que enfrentar. Muitasvezes a felicidade está bem ali, na próxima esquina, essa mesmaesquina que nunca nos atrevemos a dobrar. O AMOR O amor é a espada do guerreiro: em qualquer lugar quecorta, dá vida, não morte. Quando alguém pediu a uma das Meninas classificadascomo Índigo que falasse sobre o amor, ela simplesmente riu comose estivessem fazendo uma pergunta estranha e respondeu: “Nãoposso falar do amor; se pudesse, então não seria real, porque oamor não pode ser descrito em palavras”. “E então”, insistiu apessoa, “o que é o amor verdadeiro?”. Ela voltou a sorrir e disse:“Você voltou a fazer. Percebe como é difícil?”. Não importa o quantotentemos não racionalizar, é quase impossível. E disso que a menina dizia, sempre insistimos numadefinição racional para tudo. Queremos definir e entender tudo comnossa mente racional, e queremos que esse entendimento sejaverbalizado. Mas nossa mente racional não pode entender o amorporque ele não tem nada a ver com o pensamento. O amor não épara ser entendido, é para ser sentido. Devemos esquecer dequerer transformar tudo num conceito mental e simplesmente sentir. Uma vez disse a meus filhos Jonathan e Lyonel que osamava, acontecesse o que acontecesse. Meu amor não dependiado que eles fizessem ou deixassem de fazer. Não dependia de seucomportamento e tampouco se obtivessem ou não um cursouniversitário. Os dois arregalaram os olhos surpresos e me olharamcomo se eu tivesse dito a coisa mais estranha que eles haviamouvido. 30
  • Estamos mal acostumados e transmitimos nossoscostumes a nossos filhos, porque foi isso que aprendemos a fazercom nossos pais. Desde a infância aprendemos que devemos fazercoisas, comportar dessa ou daquela forma para sermos amados eaceitos. Paradoxalmente as pessoas nos tratam da forma comotratamos a nós mesmos. Dessa forma o desejo de amor e aceitaçãose vê frustrado pela nossa própria incapacidade de nos amarmos. Se não tivermos amor próprio não seremos capazes deamar a mais ninguém, e não aceitar essa verdade é enganar-se eenganar aos outros. O essencial é aprender a se amar e a seaceitar, da forma que se é. Não se deve fazer as coisas paraagradar aos outros, se algo não for bom para nós também não serápara os outros. As mães principalmente tendem a pensar queprecisam se sacrificar e abrir mão do que é importante para si emfunção dos filhos. Entretanto o melhor presente que as mães podemdar aos filhos é se amarem, servindo assim de modelo para que osfilhos aprendam a si amarem sem necessidade de procurar amornos lugares equivocados. Quando estamos bem e no lugar certo,permitimos que os outros também o estejam. Quanto mais nosesforçamos para obter amor nos comportando para agradar aosoutros, mais nos afastamos da possibilidade de experimentar aquiloque tanto desejamos. Devemos aprender a ser felizes e desfrutar cadainstante de nossa vida sem dar importância ao que os outrospensam de nós. O mais importante é o que pensamos de nósmesmos. O auto-amor é a mais poderosa ferramenta detransformação. O amor começa em nós mesmos e é inútil busca-lonoutro lugar, pois não existe. Infelizmente passamos a maioria dotempo procurando o amor no lugar errado, sempre o mendigandodos outros sem saber por quê. Comentário: Somente podemos dar aquilo que possuímos.Somente poderemos amar de fato se amarmos a nósmesmos. Uma fato líquido e certo é que o mundo nostrata como nos tratamos a nós mesmos. Quem nãorespeita a si mesmo e não ama a si mesmo, jamaisterá o respeito e o amor dos outros. Alguém assimpode se esmerar em agradar, em servir, e quantomais se esforçar nesse sentido, menos conseguirá.É incrível, parece que a pessoa sem amor próprio 31
  • exala um perfume, ou emite um sinal que até mesmoas crianças sentem. Pessoas assim não conseguemconquistar respeito e amor nem mesmo das criançascom suas bajulações. Ao contrário, alguém bemresolvido, que se gosta, tem uma personalidade queatrai as outras pessoas que se sentem bem em suapresença. O amor, se não for encontrado dentro denós mesmos, não o será em lugar nenhum mais. Outro grande engano que comumente cometemos é ode pensar que somente seremos felizes de tivermos alguém, seformos um casal. Acreditamos que o outro vai nos dar a felicidadeque tanto desejamos. Porém mesmo quando conseguimos seramados pelo outro não seremos felizes se não estivermoscompletos em nós mesmos. Queremos achar no outro aquilo quenos falta, o que é uma perda de tempo. Primeiro é preciso amar-se,sentir-se bem consigo mesmo e completo, pois dessa formadescobrimos que não precisamos de ninguém. Então poderemosprocurar alguém porque desejamos, e escolheremos esse alguémcom liberdade, por opção, e não por necessidade. É a insegurança que nos impede de amarverdadeiramente. As mães não permitem que seus filhos sejam elesmesmos e os mantêm escravos de suas opiniões e pontos de vista.Outros criam relações amorosas torturadas pelo ciúme. Isso não éamor, mas não conseguimos evitar, pois são as velhas gravaçõesna nossa mente. Não podemos ver as pessoas tal qual elas são,pois as vemos através de nossos pensamentos e lembranças. Comentário: Juntar-se a alguém para ser feliz é umgrande equivoco. É depositar no outro, numrelacionamento a esperança de sua vida. Seja felizprimeiro, e então se case com alguém. Aspossibilidades serão bem maiores. Na arte de cura hawaiana Ho’oponopono há duasferramentas poderosas: “eu te amo” e “obrigado”. Quando usamosessas sentenças em voz alta, dizendo a alguém, o resultado éinacreditável. Quando alguém nos faz algo que consideramosinjusto, quando nos diz algo que incomoda, em vez de responder àaltura, discutir e querer ter razão, podemos simplesmente repetir emnossa mente quantas vezes forem necessárias : “ Te amo, te amo, 32
  • te amos”. Ou então: “obrigado, obrigado, obrigado”. Tente e veráque os resultados são surpreendentes. Às vezes a pessoa sedesculpa inesperadamente. Outras vezes seguem seu caminho,nos esquecem e não incomodam mais. Em alguns casos tudo seresolve rapidamente, noutros há uma dificuldade maior. Tudodepende de nossa percepção e o mesmo se passa com os outros. A vida é como um filme que já vimos muitas vezes, eque segue se repetindo porque continuamos reagindo às cenas namemória. Essas lembranças se apresentam como um obstáculocada vez que surge. Mas se verificarmos sob outra ótica, é asituação que retorna para nos dar a oportunidade de reagir deforma diferente. Algumas pessoas aparecem em nossas vidas paranos testar e mostrar onde precisamos nos corrigir e melhorar. Asrelações são simplesmente espelhos nos quais nos vemosrefletidos. Comentário: As divergências que temos com outraspessoas não devem ser encaradas como obstáculos,mas como parâmetro e estimulo para nossa própriamelhoria. Pobres de nós se recebêssemos somenteelogios e tapinhas nas costas. São as críticas eas adversidades que nos fazem crescer, muito maisque os elogios, que muitas vezes nos tornamvaidosos e indolentes. Chico Xavier chamava seusdetratores e perseguidores, não de inimigos, masde “amigos estimulantes”. É um grande errodiscutir, querer rebater tudo que ouvimos e quererter razão sempre. É perda de tempo e energia. Seao invés praticarmos o que nos aconselha a técnicaHo’oponopono, o mesmo que praticou Gandhi com oprincípio da não violência e não resistência, eguardarmos nossas energias para algo mais nobre doque uma discussão seremos muito mais felizes.Dessa forma estaremos assumindo a responsabilidadesobre nossa existência. No livro “As Sete Leis Espirituais doSucesso” do autor Deepak Chopra está escrito:“(...)é preciso assentar sua percepção naindefensabilidade, ou seja, desarmar o espírito,abrir mão da necessidade de convencer e persuadir 33
  • os outros de seus pontos de vista. Se vocêobservar as pessoas, verá que elas passam 99% dotempo defendendo seus pontos de vista. Se vocêsimplesmente desistir da necessidade de defendersempre seus pontos de vista, ganha, nadesistência, acesso a imensas quantidades deenergia anteriormente desperdiçadas. Desista deuma vez por todas de defender intransigentementeseus pontos de vista. Quando você desiste, evita osurgimento de discussões. Se agir dessa forma –parar de brigar e de resistir – experimentaráplenamente o momento presente, que é uma dádiva”. Temos sempre a possibilidade de escolher a nãoreação. Podemos dar a outra face, a face do amor. Cientes dessapossibilidade nos tornamos mais conscientes e responsáveis. Porexemplo, se tivermos problemas com os filhos, o melhor é lhes falarenquanto dormem. Mas é necessário que digamos somente que osamamos e que somos gratos por estarem em nossas vidas. Não éapropriado que tentemos lhes incutir nossos pontos de vistas, amenos que eles peçam. Tampouco devemos tentar convencê-los deque temos razão e eles não. Já é tão difícil saber o que é bom paranós, como podemos saber o que é bom para os outros? Comentário Vários autores citam em suas obras aimportância da sugestão noturna para as crianças.Há inclusive vários CDs gravados com programaçõese induções mentais, não somente para as criançascomo também para adultos. Normalmente essassugestões são utilizadas para programar o cérebroda criança para que ela se torne mais calma,confiante, ou até para que deixe de praticarcertos hábitos como fazer xixi na cama, roer asunhas, chupar os dedos, etc. Mas vemos agora pelatécnica apresentada nesse livro, que nem mesmo anossos filhos seria apropriado incutir pontos devistas na mente. Nem passar determinações de “façaisso” ou “faça aquilo”. Na verdade não temos odireito de fazer isso com ninguém, mesmo que sejacom uma criança sob nossa responsabilidade. Baste 34
  • dizer a nossos pequeninos que os amamos e quesomos gratos por existirem. Analisando bem, todos os problemas dascrianças são devido a sentimentos de insegurança,pois chegaram a um mundo novo, ainda desconhecidoe tido como hostil. É natural que demonstrem medode não serem protegidas e amadas, principalmentequando o ambiente do lar está conturbado e emdesequilíbrio. Se elas se sentirem amadas, atendência é que todas essas manias fruto dainsegurança sejam deixadas de lado gradativamente.Por isso não é necessário atacar cada problemaapresentado pela criança com a sugestão mentalnoturna. Seria atacar o efeito e não a causa. Acausa é a insegurança da criança que está carentede afeto e quer ter certeza do amor da família. O agradecimento é também uma ferramenta poderosa.Quando nos sentirmos deprimidos ou angustiados devemos pensarem todas as coisas boas que temos em nossa vida e agradecer.Com essa pratica mudaremos nossa energia, pois nos elevamosalém dos problemas. Às vezes não nos damos conta de tudo quetemos porque nos concentramos naquilo que pensamos faltar. Narealidade já temos tudo, inclusive o amor. Somente devemos dar apermissão para recebê-lo e poder assim experimenta-lo. Nãopodemos esperar que o outro nos faça feliz, pois somente podemosencontrar o verdadeiro amor dentro de nós mesmos. O segredo dafelicidade não está em procurar o amor fora de nós, nem emprocurar mais, e sim desenvolver nossa capacidade de amar edesfrutar. Comentário: Mais uma vez é enfatizada pela autora aimportância da gratidão. Estar feliz e grato com oque possui não condicionar a felicidade a algo queainda não possui. Lembre-se, a felicidade é umsentimento interno e a prosperidade é um conjuntode crenças. O CAMINHO MAIS CURTO E MAIS FÁCIL Deus só pede que cuidemos muito bem de nós 35
  • mesmos e que digamos “o sinto”. Quando despertei e comecei minha busca, proveidiferentes formas e caminhos para chegar à verdade. Quanto maisprovava, mais sentia que algo dentro de mim dizia que tinha quehaver uma forma mais rápida e fácil. Quando por fim descobri oHo’oponopono não tinha idéia do que havia encontrado. Mas um diaassistindo a uma aula, senti na alma a certeza inconfundível de quehavia encontrado o que procurava. Já não precisava de mais nada,graças a Deus minha busca estava concluída. Descobriprincipalmente que não dependo de nenhum guru e que possorealizar todo o processo sozinha, pois me comunico diretamentecom a divindade, sem intermediários. É necessário somente que euesteja liberando (sentimentos negativos) e perdoando (para nãoabrigar novos sentimentos negativos), e todo o resto fica nas mãosde Deus. Enquanto estiver liberando e perdoando não terei com queme preocupar. Deus se encarrega de me colocar no lugar certo nahora certa. Enquanto eu estiver liberando, algo maior estarácuidando de mim, e eu não preciso temer. Comentário: É importante saber nos bastar a nósmesmos. As pessoas iluminadas, os chamados gurus,profetas, guias, messias, são figurasimportantíssimas. Eles vêm com a missão de nosalertar e despertar para as verdades da vida. Elessão os mensageiro, os guias enviados por Deus paranos mostrar o caminho para o auto encontro eautomaticamente para o encontro com a divindade.Eles mostram o caminho, mas a jornada é de cadaum. Eles não salvam ninguém, cada um é seu própriosalvador. Podemos resolver tudo diretamente comDeus, nosso Pai Amoroso. Não precisamosintermediários. Por mais que gostemos dosensinamentos de alguém, das colocações de algumfilósofo, das tradições de alguma seita oureligião, não devemos depender de nada disso. Oreino de Deus está em nosso interior e ponto. Neste capítulo final, desejo resumir os pontos principaisdo Ho’oponopono, a sábia doutrina ancestral que proporcionou asferramentas que mudaram minha vida. Estes conceitos são muito 36
  • simples. Tudo o que a divindade nos pede é que assumamos plenaresponsabilidade, peçamos perdão e cuidemos muito bem de nósmesmos. Isso é tudo! Assumir 100% da responsabilidade é o caminho maiscurto. Quando nos damos conta de que é somente nossaprogramação mental que nos impede de enxergar as coisas comclareza, paramos de culpar fatores externos e decidimos assumir aresponsabilidade. Então as portas do paraíso se abrem para nós ealcançamos um estado de infinitas possibilidades. Do contrário,quando estamos zangados com alguém ou com algo perdemosnossa liberdade, nossos próprios sentimentos de ódio noscondenam e nos aprisionam. Somos escravos desses sentimentose com isso somente machucamos a nós mesmos. Libertamos-nosatravés do perdão. Perdoar é o caminho mais curto e mais fácil.Quando falo em perdoar, refiro-me a um trabalho interno, umprocesso entre nós e Deus quando dizemos: “Divino Criador,perdoe-me por isso que está em mim e que está criando essasituação indesejável”. Não precisamos falar com ninguém que operdoamos. Comentário: Todos os nossos problemas estão em nósmesmos. É na forma equivocada de interpretar ossinais e estímulos exteriores que reside a fontede nossos problemas. Nosso julgamento é norteadopor nossa programação mental, pelas crençaspassadas na infância ou em tempos ainda maisremotos, por nossos medos, inseguranças ecomplexos. É preciso assumir a responsabilidadepor nossos sentimentos, trabalhar nosso interior,parar a gravação em nosso subconsciente usando astécnicas ensinadas nesse livro. Assim estaremosabrindo as portas do paraíso (perdido com amordida na maçã, lembra-se?) e alcançaremos umestado de infinitas possibilidades. Reagindo ao comportamento alheio perdemosnossa liberdade que somente será reconquistada coma prática do perdão. O perdão proposto aqui é umprocesso interno, uma postura intima de perdoar epedir perdão sempre que algo ameace nossoequilíbrio emocional. Não é preciso falar com a 37
  • outra parte, ninguém precisa ficar sabendo. Deveser aplicado a todo instante, por isso não fazsentido falar com o outro. Imagine você gritandopara alguém no trânsito: “Eu perdôo você por essafechada”. Com a prática o ideal é nem permitir quea mágoa se instaure em nosso ser. Podemos matar oproblema na raiz e de vez, perdoando imediatamentee não abrigar a situação na mente. Cito novamenteChico Xavier que disse que devemos desenvolver a“personalidade inofendível”. Em meu caso por exemplo, não é que não me zanguemais ou que não reaja a situações adversas ou que não tenha maisproblemas. O que mudou em mim e que faz toda a diferença é queagora a irritação dura somente poucos minutos. Procuro me situar,voltar a meu centro e tomo consciência dizendo a mim mesma:“isso que estou sentindo é criado pelos meus pensamentos e nãoos do outro. Tudo é resultado de minha programação, minhapercepção e eu posso mudar esse quadro.” Esse simples processome proporciona tranqüilidade tamanha que não consigo descrevercom palavras. Por quê? Porque evito ter pensamentos do tipo:“como é que ele pode me dizer isso? Como pôde agir daquelaforma comigo?” Não fico esperando que a outra pessoa modifiquesuas atitudes e faça algo para me agradar ou remediar a situação.Que alívio! Não dependo de nada nem de ninguém fora de mimmesma. Tampouco me imponho a necessidade de ser perfeita nemde agradar a todo o mundo. Não preciso convencer a ninguémsobre meus pontos de vista. Aprendi a respeitar e reconhecer quetodos têm livre arbítrio e cada qual tem as suas escolhas. Essarealidade já não me causa ansiedade. O bem e o mal sãoparâmetros que criamos em nossa mente. Enquanto nos amarmose cuidarmos de nós mesmos, amaremos e cuidaremos dos outros. Assim quais são as chaves desse processo libertador?Em primeiro lugar é necessário assumir total responsabilidadesobre nossas vidas. Devemos aprender a dizer: “sinto muito, meperdoe pelo que está em mim e que criou essa situação”. Dessaforma assumimos a responsabilidade ao mesmo tempo em queperdoamos a nós mesmos. E como temos lembranças em comum,basta que tomemos a responsabilidade de pedir perdão para queessas lembranças se apaguem de um e de outro. Porém é 38
  • essencial recordar que fazemos o processo por nós mesmos, parao nosso bem. Devemos nos salvar a nós mesmos e a ninguémmais. Mas o extraordinário é que ao fazermos o processobeneficiamos também ao outro. Comentário: Apesar de não entrarmos em diálogo com aoutra parte para pedir perdão e perdoar, o fato detrabalharmos a questão mesmo mentalmente, faz comque automaticamente o outro também sejabeneficiado. Tal se dá porque estamos todosmergulhados num campo energético, campo esse que éo condutor dos pensamentos e também registra todasas disposições das mentes humanas, sejam positivasou negativas. Quando alguém tem uma rusga com ooutro desejando-lhe mal e vice-versa, essasituação gera um centro de energia negativa quefica registrada no éter (espaço preenchido com aenergia e matéria cósmica invisíveis a nossosolhos) e que passa a acompanhar os envolvidos.Esse centro de energia é alimentado pelo desejo epensamento dos envolvidos, que sintonizamconstantemente com o problema. Se uma das partesmuda de postura e toma a iniciativa de perdoarpassando a emitir para o outro pensamentos de amore afeto, em vez de ódio e rancor, esse centro deenergia criado pela briga perde a sua força. Ospensamentos de amor emanados da pessoa que mudoude atitude são transmitidos pelo campo magnéticoem que todos estão mergulhados, e chega fatalmenteà outra parte, causando-lhe bem estar e paz. Com otempo o outro acabará mudando também de atitude,pois não encontrará mais eco e respostascondizentes para seus sentimentos inferiores, aocontrário receberá de volta emanações amorosas. Embora devamos nos preocupar com nossoser, com nossa própria salvação, é impossível seelevar sem levar consigo outras pessoas. Quando umhomem se eleva, toda a humanidade se torna umpouco melhor. Também é necessário aceitar que nosso intelecto, amente racional não conhece a essência da realidade, mas que há 39
  • uma parte em nós que sabe o que é melhor e como fazê-lo. Bastaque permitamos que essa parte em nós que tudo sabe nos guiepara a solução correta e perfeita. O processo Ho’oponopono devese tornar automático em nós, ser praticado todo o tempo como sefosse nossa respiração. Sabemos o que acontece se pararmos derespirar. O mesmo acontece se pararmos com essa limpeza interior.É evidente que somos humanos e vamos esquecer de fazer oprocesso muitas vezes, mas o essencial é praticar o máximopossível. Até mesmo quando tudo parecer que está bemprecisamos praticar, mesmo quando aparentemente não temosnenhum problema. Isso porque nossa mente toca a gravação, aantiga programação o tempo todo, embora não estejamosconscientes disso. Comentário: O filósofo brasileiro Huberto Rhoden,disse que devemos orar o tempo todo. Alguém poderádizer: “se eu for orar o tempo todo, não vou poderfazer mais nada”. E o filósofo pergunta: “você sepreocupa em respirar o tempo todo? Quando estácaminhando, alimentando-se, trabalhando, lendo,preocupa-se com a respiração? Com a oração é amesma coisa, deve ser automática como arespiração. A oração é a respiração da alma”. Pensar positivo é orar. Praticar astécnicas “me perdoar, eu te amo” proposta peloHo’oponopono, também é orar. E o ideal é quepratiquemos sempre para que se forme o hábito e setorne tão natural quanto a respiração. Para nossa sorte, ao praticarmos a limpeza apagamosessas gravações dando assim permissão para que apareçam idéiae oportunidades novas em nossa vida. Muitas vezes essasoportunidades virão de lugares e pessoas mais inesperadas. Énecessário praticar, praticar e praticar. Durante toda vidapraticamos reagir e sofrer, e incorporamos a reação e o sofrimentotão profundamente que fazemos isso de forma automática. Somosperitos e até diria, viciados nesta forma de agir. A limpeza no iníciopode parecer difícil, mas logo se incorpora à vida diária como aprópria respiração, e ganha força em nós porque começamos a nossentirmos diferentes e a ver os resultados. Começamos então aexperimentar uma profunda paz interior. 40
  • É essencial não ter expectativas. O segredo é estaraberto e flexível porque nunca sabemos de onde vai vir o queiremos receber. Devemos ter a confiança de que virá o que formelhor para nós, sempre. Talvez não seja o que esperamos, masserá o apropriado. Não porque não nos escutaram, e sim porqueprecisávamos passar pela prova ou porque ainda não merecíamos.Devemos nos permitir ser surpreendidos pelo universo, pois dessemodo receberemos coisas além de nossa imaginação. A lei do universo determina que quando pedimos algo,recebemos. O universo sempre responde, mas é necessário pedir edar permissão. Uma forma de pedir é utilizando as ferramentasHo’oponopono, mas devemos nos desapegar dos resultados.Conseguimos isso sabendo e confiando que receberemos aquiloque for correto e perfeito para nós. Outra ferramenta concreta para apagar ospensamentos e programas indesejáveis na mente é repetir em vozbaixa uma sentença, uma frase de impacto que tenha significado.Uma delas é repetir mentalmente “chave da luz” o tempo todo. Comessa frase, metaforicamente “apagamos” o interruptor de nossosprogramas. Ás vezes podemos nos perguntar como poderemosprestar atenção no que nos dizem se estivermos repetindomentalmente “chave da Luz”. Em primeiro lugar precisamosrecordar que as pessoas quase nunca falam o que realmentequerem. Se alguém nos conta seus problemas, é somente para nosdar a oportunidade de apagar e limpar as memórias que temos emcomum. A próxima vez, antes de reagir, antes de dar um conselhoou uma opinião, pense somente: “chave da luz”. É provável queacabemos dizendo justamente o que o outro precise ouvir em vezdo que nós pensávamos que precisasse escutar. Muitas vezes nemé necessário responder ou dizer algo para que a pessoa sinta-semelhor ou acabe encontrando sozinha, de forma milagrosa asolução para seu problema. Comentário: Precisamos aprender a usar a sabedoria dosilencio. Quando alguém vier até nós desabafandoou reclamando de algo, deveríamos ter o cuidado denão sair logo emitindo um parecer e um conselho.Primeiramente precisamos ouvir com o coração, comcarinho e amor. E depois fazer silêncio, 41
  • demonstrar compreensão e solidariedade, nem queseja com o olhar ou outros gestos. Se o queestiver sendo dito for a nosso respeito, talvezuma queixa contra a nossa pessoa, nossa capacidadede perdoar e compreender deve ser ainda maisforte. Nossa reação natural seria retrucar,protestar e tentar provar que estamos certos. Esseé o momento de oferecer a outra face, ser humildese se preciso pedir desculpas. Se estivermosdecididos a mudar nossa vida, a não abrigarqualquer sentimento negativo em nosso ser, sequisermos de fato praticar as técnicas aquipropostas e assumir 100% de responsabilidade sobrenossas vidas, é isso que teremos que fazer nessesmomentos. Chave da luz é a contra-senha. Quando estoupreocupada com meus filhos, ansiosa pelo dinheiro ou ressentidacom alguma pessoa, não deixo que meu intelecto se interponha ecomece a tagarelice na mente. Somente repito mentalmente “Chaveda luz, chave da luz, chave da luz”. Não tenho a menos dúvida deque funciona, mas é importante dizer que para cada um funciona deforma diferente. Alguns terão resultados imediatos, outrosdemorarão um pouco mais. Mas que funciona, funciona. É precisoacreditar e praticar. Outra ferramenta importante é repetir “Azul gelo”. Umavez disse a meu filho Lyonel, de 16 anos, que quando semachucasse poderia simplesmente pensar: “azul gelo, azul gelo”.Um dia estávamos tomando café da manhã e Lyonel mostrou-meum machucado novo. Perguntei-lhe então: “Lyonel usou o azulgelo?” Sua resposta foi: “Sim mami, e sabe o que mais? Quandome sinto frustrado ou angustiado também o uso e me tranqüilizamuito”. Nesse momento lembrei que o azul gelo pode ser usadopara qualquer tipo de sofrimento, tanto físico quanto emocional. Outro dia disse a meu filho: “Lyonel, sei que falo decoisas que parecem estranhas mas que realmente funcionam”. Elerespondeu: “Sim mami, claro que funcionam. Lembra do que medisse que deveria fazer na escola? Pois bem, depois que comecei afazer o que me disse, minhas notas melhoraram”. RecentementeLyonel havia comentado que estava admirado com o quanto seurelacionamento com os professores havia melhorado. 42
  • Nos parágrafos acima a autora propõe arepetição mental de pequenas frases que teriam opoder de nos desligar do problema e manter oequilíbrio interior. Essa técnica realmentefunciona e é eficaz. Os dizeres da frase em si nãoimporta muito, mas o efeito é que é importante. Aautora propõe as sentenças “Chave da luz” e “azulGelo”. Parecem meio estranhas essas frases, ouentão assim ficaram devido à tradução eletrônica,mas não importa. Cada um pode escolher sua própriafrase, uma que deva ser usada nos momentos deprovação, e que será como uma senha para que nossocérebro mantenha-se tranqüilo e se lembre daquelesprincípios que estamos pondo em prática na nossavida: paz interior, não reagir, perdoar e amar. Já conhecia essa técnica através dasobras de Joseph Murphy e Emmet Fox. Inclusiveadotei algumas frases que utilizo há algum tempo euma delas é: “Deus me ama e zela por mim”. Sempreque surge um problema, algum impasse, gosto derepetir essa frase mentalmente e os efeitos sãosurpreendentes. Outra frase que costumo usar é:“Deus te ama e eu também”. Isso sempre que surgeuma situação indesejável envolvendo outra pessoa.Eu procuro voltar para dentro de mim mesmo erepetir: “Deus te ama e zela por você”, ou “O Deusem mim saúda o Deus em você” ou ainda, “Eu te vejocom os olhos de Deus”, e também: “Deus te abençoeagora e sempre”. Mentalizar uma dessas frases, nãoreagir, não julgar e não opinar, realmente produzverdadeiros milagres em nós. É a isso que a autora se refere ao citaras frases “Chave de Luz” e “Azul Gelo”. É como sefosse um mantra que nos ancora, nos conserva nostrilhos, equilibrados e serenos. Vale a pena mencionar aqui que os problemas físicos,as enfermidades, também são lembranças que podemos apagar elimpar. Estamos acostumados a tratar a dor ou a moléstia física,mas aí não é onde está o problema. O problema está na memóriagravada em alguma das milhares de gravações que temos em 43
  • nossa mente. Como sabemos em qual dessas gravações está aprogramação da doença? Como encontra-la? Pois bem, nãoprecisamos saber qual lembrança, nem qual gravação é, porqueDeus (Amor) sabe. Só é necessário dar permissão (repetindo porexemplo chave de luz, azul gelo, obrigado ou te amo) e Deus tiraráa fita gravada que contém essas lembranças e outros que estão namesma fita embora nós nem saibamos. Devemos dar permissão, docontrário Deus não pode fazer nada. Uma terceira ferramenta é repetir: “papel para moscas”. Meu filho Jonathan brigava muito com sua noiva.Sugeri-lhe que a próxima vez que tivessem uma discussão, eleoptasse por ficar calado e repetisse mentalmente as palavras:“papel para moscas”. Alguns dias mais tarde, chamou-me e disseque precisa falar comigo. Contou-me que teve um problema com anoiva, mas que desta vez se preocupou muito porque sentiuvontades de agredir fisicamente. Perguntei então: “Usou o papelpara moscas?”. Sua resposta foi: “Sim, mami, e foi o que medeteve”. Certamente muitos pensarão que isto é muito fácil e muitosimples para funcionar. Sim, eu estou de acordo, é realmente muitofácil. O processo em si é muito fácil. O difícil é fazê-lo todo o tempo. Comentário: Uma outra expressão proposta pela autora:“papel para moscas”. Novamente reafirmo que afrase em si não tem muita importância, apenas oresultado e que deve ser levado em conta. Emboranesse caso específico acho o simbolismo até fácilde compreender. Papel para moscas é aquele papelque atraí as moscas que pousam nele e ficamgrudadas, debatendo-se até a morte. Deixar-seinfluenciar por brigas e provocações banais é omesmo que uma mosca ser atraída para o papel eficar grudada nele. Bastaria à mosca desviar-se enão pousar no papel. Nos, diferentemente da moscatemos a inteligência e podemos optar não acolher asituação (pousar no papel) para não sermosdominados por ela (ficar grudado e debater-se). Em cada instante de nossa vida temos a oportunidadede assumir total responsabilidade e apagar nossos problemas, masem geral reagimos, preocupamo-nos, opinamos perdendo tempo eenergia. Basta lembrar que os problemas não são os problemas, e 44
  • sim a maneira em que nos reagimos é o problema. As opiniões e osjulgamentos que temos sobre o problema é o problema. O pior detudo é que, cada vez que decidimos reagir em vez de liberar,sacrificamos nossa verdadeira identidade, de querer ter razão. Só temos dois caminhos para escolher: viver segundonosso verdadeiro ser ou segundo nossas fitas pré-programadas;deixar-nos levar pela inspiração divina ou por nossos programasvelhos que já foram provados e não funcionam. Quanto maisapagamos e liberamos, mais começamos a ter a experiência denosso verdadeiro ser. A razão de nossa existência neste mundo édescobrir quem somos, e através da limpeza conseguida usando asferramentas do Ho’oponopono, experimentarmos cada vez maisnossa verdadeira identidade. Quero lhes esclarecer que quandoutilizamos qualquer destas ferramentas, significa que estamostomando cem por cento responsabilidade e estamos dizendoimplicitamente: “Sinto muito, me perdoe pelo que está em mim eque está criando isso. Isso nada mais é que orar, o que nos permite noselevar além dos problemas e do que não é real. Dessa formapermitimos que os problemas sejam transmutados. É uma maneirade acender a luz em uma habitação escura e poder ver as coisasmais claramente. Então, por que nos limpar? Por que pedimosperdão? Porque queremos ser livres, porque estamos cansados deviver as mentiras que decidimos acreditar, porque já sofremossuficiente. É hora de nos encontrar a nós mesmos, de nosdescobrir, de ser felizes, de desfrutar da vida, de nos querer e nosaceitar tal qual somos. Nossa condição humana é a de ser felizes.Notaram que quando estamos felizes todo se apresenta em formafácil? A viagem é longa. Temos muito que limpar, muito queapagar. É um trabalho que deve se feito nas 24 horas do dia, masas recompensas são imensas. No processo podemos experimentaramor, desfrutar da vida e descobrir que já somos seres perfeitos.Podemos atrair tudo o que necessitamos sem esforço. Podemosaprender a ser nós mesmos e a amar incondicionalmente. Podemosescolher o sofrimento ou a felicidade, a enfermidade ou a saúde, omedo ou o amor. Decidamos o que decidamos, estará bem. Seránossa eleição. Cuidem-se muito. Recebam todo meu amor. 45
  • E recebam todo o meu amor também. Diga o que você achou desse trabalho,mande-me um e-mail com sua opinião sincera. Estoutrabalhando noutros projetos parecidos com esse,na área do aperfeiçoamento pessoal e auto ajuda.Caso queira receber notícias desses outrostrabalhos me informe. Agradeço a atenção e desejo um mundo derealizações para você. Lauro Ribeiro lauroribeiro2007@bol.com.br 46