Introdução geografia

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Introdução geografia

  1. 1. GEOGRAFIAProfessor Aroldo Tavares
  2. 2. Definição:• A geografia é uma ciência que tem por objetivo o estudo da superfície terrestre e a distribuição espacial de fenômenos significativos na paisagem. Também estuda a relação recíproca entre o homem e o meio ambiente. Para alguns a Geografia também pode ser uma prática humana de conhecer onde se vive para compreender e planejar o espaço onde se vive.
  3. 3. • Um dos temas centrais da geografia é a relação homem-natureza. A natureza é entendida aqui como as forças que geraram ou contribuem para moldar o espaço geográfico, isto é, a dinâmica e interações que existem entre a atmosfera, litosfera, hidrosfera e biosfera. O homem é entendido como um organismo capaz de modificar consideravelmente as forças da natureza através da tecnologia.
  4. 4. • A geografia é uma ciência que estuda a relação entre a Terra e seus habitantes. Os geógrafos querem saber onde vivem os homens, as plantas e os animais, onde se localizam os rios, os lagos, as montanhas e as cidades. Estudam porque esses elementos se encontram onde estão e como eles se inter- relacionam. A palavra "geografia" vem do grego geographía (γεογραπηία), que significa descrição da Terra.
  5. 5. A geografia depende muito deoutras áreas do conhecimento paraobter informações básicas,especialmente em alguns ramosespecializados. Utiliza os dados da química, dageologia, da matemática, da história,da física, da astronomia, daantropologia e da biologia eprincipalmente da Ecologia. Os geógrafos utilizam inúmerastécnicas, como viagens, leituras eestudo de estatísticas. Os mapas sãoseu instrumento e meio deexpressão mais importante. Além deestudar mapas, os geógrafos osatualizam graças às suas pesquisasespecializadas, aumentando assim onosso conhecimento geográfico.
  6. 6. Principais correntes de pensamento: • Determinismo ambiental: Também conhecido por Determinismo Geográfico, foi o primeiro paradigma a caracterizar a geografia que emerge no final do século XIX, na Alemanha. Principal representante: Friedrich Ratzel. Concepções defendidas: As condições naturais determinam o comportamento do homem, interferindo na sua capacidade de progredir. Ratzel cria conceitos como: espaço vital, região natural, fator geográfico e condição geográfica. • Possibilismo: Surge ao fim do século XIX, na França. Principal representante: Paul Vidal de La Blache. Concepções defendidas: Procurou abolir qualquer forma de determinação, adotando a idéia de que a ação humana é marcada pela contingência. A natureza é considerada como fornecedora de possibilidades para que o homem a modificasse.
  7. 7. • Método Regional: vem contrário ao Possibilismo e ao Determinismo. Nele, a diferenciação de áreas é vista através da integração de fenômenos heterogêneos em uma dada porção da superfície da Terra. Focalizando assim o estudo de áreas e atribuindo à diferenciação como objeto de geografia. A partir dos anos 40 essa corrente ganha importância com raízes em Alfred Hettner e Hartshorne. Alfred Hettner • Nova geografia: Surge após a 2.a Guerra Mundial com o objetivo de justificar a expansão capitalista, assim como dar esperanças aos “deserdados da terra”. Concepções defendidas: utilização do método positivista lógico (Neopositivismo), utilizando-se para isso de técnicas estatísticas, números e tabelas. • Geografia Crítica: Surge após a década de 1970 em oposição ás correntes anteriores, com intenção deWalter Christaller participar de um processo de transformação da sociedade. Esse paradigma repensa a questão da organização espacial, herdada basicamente da nova geografia. Trata-se, no caso, de ir além da descrição de padrões espaciais, procurando-se ver as relações dialéticas entre formas espaciais e os processos históricos que modelam os grupos sociais. No Brasil, um representante dessa corrente, conhecida como Geocrítica ou Geografia Crítica, foi Milton Santos. Milton Santos.
  8. 8. Ramos da geografia • A Geografia Física é uma vertente voltada para a análise dos elementos naturais do espaço terrestre. Ela aborda as características da Terra, sua dinâmica e elementos naturais, tais como o clima, relevo, geologia, topografia, vegetação, hidrografia, entre outros. • Geografia Humana irá abordar artigos relacionados à população, distribuição populacional, composição étnica, globalização, relações econômicas, desigualdades socioeconômicas, transportes, fontes de energia, entre outros assuntos pertinentes. • É importante elucidar que a Geografia Humana e a Geografia Física estão diretamente relacionadas, visto que os aspectos naturais influenciam os aspectos humanos e vice-versa. Portanto, a junção dessas duas áreas de estudo é responsável pela análise da organização do espaço geográfico, que é o principal objeto de estudo da Geografia.
  9. 9. Ufpe-2004 São apresentadas a seguir algumas considerações sobre a ciência geográfica.Analise-as.( ) O objeto da Geografia, tradicionalmente, tem sido a localização dos fatos nasuperfície terrestre, a relação entre os fatos de ordem natural e as inter-relaçõesentre os homens e o meio natural.( ) O determinismo geográfico deve ser entendido como a corrente da Geografiaque defende a possibilidade de a ação humana vencer as determinações do meionatural.( ) A Geografia entende, por organização do espaço, o arranjo do meio ambienteao desenvolvimento das potencialidades da sociedade, segundo a sua cultura.( ) Para a Geografia, os problemas da degradação ambiental passam a ter umsentido expressivo no momento em que abrange área suficiente para alterar ospadrões usuais de organização do espaço.( ) A Geopolítica é o ramo da Geografia Econômica que busca explicar aexpansão, pela superfície terrestre, da influência dos grandes grupos econômicose dos países a eles ligados, em função dos recursos naturais existentes.VFVVF
  10. 10. Uece-2008"O estudo do meio era o ponto de partida da pesquisa geográfica. Erapreciso observar o movimento de seus elementos, suas funções elimites (...). O meio está, contudo sujeito a uma força poderosa: aação humana. Como os elementos do meio, o homem age sobre seumeio ambiente ao mesmo tempo que sofre sua ação."(GOMES, Paulo César Costa. "Geografia e Modernidade". Rio deJaneiro: Bertrand Brasil, 1996)Assinale a alternativa que indica, corretamente, a escola dopensamento geográfico e seu precursor, de acordo com o enunciadoacima citado.a) Possibilismo - Paul Vidal de La Blacheb) Geografia Regional - Alexander Humboldtc) Determinismo Ambiental - Friedrich Ratzeld) Humanismo - Eric Dardele) NDA resposta:[A]
  11. 11. REFERÊNCIAS• ALMEIDA, Rosângela D. de; PASSINI, Elza. O espaço geográfico, ensino e representação. São Paulo: Contexto, 1989.• ANDRADE, Manuel Correia de. Geografia, ciência da sociedade: uma introdução à análise do pensamento geográfico. São Paulo: Atlas, 1987.• CASTROGIOVANI, Antonio Carlos (Org.) et al. Geografia em sala de aula: prática e reflexões. 2. ed. Porto Alegre: Editora da Universidade/UFRGS/AGB – Seção Porto Alegre, 1999.• CAVALCANTI, Lana de Souza. Geografia, escola e construção do conhecimento. São Paulo: Papirus, 1998.• CAVALCANTI, Lana de Souza. Geografia e práticas de ensino. Goiânia: Alternativa, 2002.• CORRÊA, Roberto L. Região e organização espacial. 4. ed. São Paulo: Ática, 1991.• DIEHL, Astor Antonio; TATIM, Denise Carvalho. Pesquisa em ciências sociais aplicadas: métodos e técnicas. São Paulo: Person Prentice Hall, 2004.• FREITAG, Bárbara; COSTA, Wanderley; MOTTA, Valéria Rodrigues. O livro didático em questão. São Paulo: Cortez; Autores Associados, 1989.• GEBRAN, R. A Oba hoje tem geografia! O espaço redimensionado da formação-ação. Tese (de Doutorado em Educação) - Faculdade de Educação/Unicamp, Campinas, 1996.• IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Disponível em: www.ibge.gov.br . Acesso em: 10 de out. 2003.• KAERCHER, Nestor André. Desafios e utopias no ensino de geografia. 3. ed. Santa Cruz do Sul: Edunisc, 2001.• MAGNOLI, Demétrio; ARAUJO, Regina. Geografia geral e do Brasil: paisagem e território. São Paulo: Editora Moderna, 1997.• MAGNOLI, Demétrio; ARAUJO, Regina. Projeto de ensino de geografia: natureza, tecnologias, sociedades, Geografia geral. São Paulo: Moderna, 2000.• MARINA, Lúcia; RIGOLIN, Tércio. Geografia série novo ensino médio. São Paulo: Ática, 2002.• MORAES, Antonio Carlos Robert. Geografia: pequena história crítica. São Paulo: Hucitec, 1983.• MOREIRA, Ruy. O discurso do avesso (Para a crítica da geografia que se ensina). Rio de Janeiro: Dois Pontos, 1987.• OLIVEIRA, Ariovaldo U. (Org.). Para onde vai o ensino da geografia? 7. ed. São Paulo: Contexto, 1998.• PEREIRA, Raquel Maria Fontes do Amaral. Da geografia que se ensina à gênese da geografia moderna. Florianópolis: Ed. da UFSC, 1993.• PRESTES, Nadja H. Educação e racionalidade: conexões e possibilidades de uma razão comunicativa na escola. Porto Alegre: PUC-RS, 1996.• RESENDE, Márcia S. A geografia do aluno trabalhador. São Paulo: Loyola, 1986.• SANTOS, Milton. Por uma geografia nova: da crítica da geografia a uma geografia crítica. 3. ed. São Paulo: Hucitec, 1986.• SANTOS, Milton. A aceleração contemporânea: tempo mundo e espaço mundo. In: Fim de século e globalização. 2. ed. São Paulo: Hucitec, 1994. p. 87-92.• SCHÄFFER, Neiva Otero. O livro didático e o desempenho pedagógico: anotações de apoio à escolha do livro texto. In: CASTROGIOVANNI, Antonio Carlos (Org.) et al. Geografia em sala de aula: práticas e reflexões. 2. ed. Porto Alegre: Editora da Universidade/UFRGS/Associação dos Geógrafos Brasileiros –Seção Porto Alegre, 1999. p. 133-147.• SHIROMA, Eneida O; MORAES, Maria C. M.; EVANGELISTA, Olinda. Política educacional. Rio de Janeiro: DP&A, 2000.• VESENTINI, José W. Para uma geografia crítica na escola. São Paulo: Ática, 1992.• VESENTINI, José W (Org.) et. al. Geografia e ensino: textos críticos. 2. ed. Campinas, SP: Papirus, 1993.• VLACH, Vânia. Geografia em debate. Belo Horizonte: Lê, 1990• VLACH, Vânia. Geografia em construção. Belo Horizonte: Lê, 1991.

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