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Anne frank 10 c correcção

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Anne frank 10 c correcção

  1. 1. Teste de Português – 10º C 28 de janeiro de 2013 VERSÃO 1 e 2 SEGUEM-SE APENAS ALGUNS TÓPICOS DE CORRECÇÃO Grupo I (Leitura/Escrita)Lê o texto com atenção e responde às questões colocadas. Domingo, 21 de Junho de 1942 Querida Kitty: Toda a nossa turma treme: a Reunião de conselho dos professores está à porta.5 Metade da turma passa o tempo a apostar quem passa de classe e quem chumba. A Miep de Jong e eu escangalhamo-nos a rir por causa das nossas companheiras de carteira que já apostaram todo o seu dinheiro de bolso. De manhã à noite andam a rezar: "Tu passas, tu chumbas, sim, não..." Nem os olhares suplicantes da Miep nem as minhas sérias tentativas para as meter na ordem conseguem nada daquela gente. Há tantos mandriões na minha10 turma que eu, se mandasse, reprovava metade. Os professores são as pessoas mais caprichosas do mundo, mas talvez sejam, neste caso, caprichosos no bom sentido. Dou-me razoavelmente com os professores e com as professoras. Ao todo são nove, sete homens e duas senhoras. O sr. Kepler, o velho professor de matemática, ao princípio embirrava comigo, por eu palrar muito. Andava constantemente a avisar-me, até que me marcou um trabalho de castigo. Mandou-me fazer uma redacção sobre o tema:15 "Uma tagarela." Uma tagarela! O que se poderia escrever sobre isto? Mas não me afligi. Meti o caderno de exercícios na pasta e esforcei-me por estar calada. à noite, depois de acabados todos os outros deveres, lembrei-me da redacção. Roí um bocadinho a pena e pensei no assunto: escrever umas tretas e com as palavras tanto quanto possível distanciadas, toda a gente sabe. Mas encontrar uma razão evidente da necessidade de20 palrar, aí é que estava o grande problema. Pensei e tornei a pensar. De repente as palavras surgiram. Enchi as três folhas obrigatórias, rapidamente, sem cessar. Aquilo saiu-me bem. Como argumento aleguei (…) O Diário de Anne Frank (de 12 de Junho de 1942 a 1 de Agosto de 1944)1. Partindo da leitura do texto, verifica se as seguintes afirmações são verdadeiras ou falsas e corrige as falsas. (15 pontos) a) Anne tem uma relação satisfatória com todos os professores. b) Anne não considera que é fácil escrever redacções. c) As companheiras de carteira de Anne rezavam para não chumbarem de ano. d) O problema de Anne está em encontrar motivos que justifiquem o seu comportamento. e) Anne ficou preocupada com a redacção que tinha que fazer. VERSÃO 1 VERSÃO 2 a) F V b) V F c) F F d) F V e) V F
  2. 2. 2. Atenta no 1ºparágrafo.2.1 Explica a conotação presente no verbo rezar. (l.7) (10 pontos) Não se trata de “rezar” no sentido denotativo, ou seja, dizer uma oração. Neste caso, “rezar” significa a forma repetida e insistente das companheiras de Anne dizerem “tu passas, tu chumbas…”, quase como em surdina, como uma oração…2.2 A Anne e a amiga não conseguem nada daquela gente. (l.9) Justifica. (15 pontos) A Anne e a amiga não conseguem que as companheiras parem de fazer apostas ou de dizer “tu passas, tu chumbas…” e acham que se trata de uma brincadeira de mau gosto, por isso refere, num tom nada simpático a expressão “daquela gente”…2.3 Comenta o sentido da última frase do parágrafo. (20 pontos) Anne acha que os professores são caprichosos, ou seja, podem ser inconstantes e ora exigir muito, ora pouco…Mas acaba por dizer que até pode ser “no bom sentido”, porque, desse modo, acabam por não reprovar tantos alunos…3. Partindo da leitura do texto, traça o perfil da aluna que te parece ser a Anne. (15 pontos) Resposta livre, mas de acordo com o texto…4. Este texto, de carácter autobiográfico, apresenta umas características específicas. Explicita. (15 pontos) Características próprias do texto autobiográfico (1ª pessoa, subjectividade, narrador participante), mas que reúne as especificidades do diário (data) e da carta (data, saudação inicial) Grupo II (CEL)5. Estabelece a relação entre este tipo de texto e os deíticos nele presentes. Dá três exemplos diferentes. (10 pontos) Os deíticos próprios deste tipo de texto são os deíticos pessoais: eu, minhas, dou- me…6. Indica o ato ilocutório presente em: Uma tagarela! (l.16) (10 pontos) VERSÃO 1 Ato ilocutório directivo. VERSÃO 2 Ato ilocutório expressivo.7. Classifica morfologicamente (classe e subclasse) todas as palavras da frase: Enchi as três folhas rapidamente. (Não esqueças a subclasse do verbo.) (15 pontos) VERSÃO 1 VERSÃO 2 Aquilo – pronome demonstrativo Enchi – verbo transitivo direto saiu – verbo transitivo indireto as – determinante artigo definido me – pronome pessoal (CI) três – quantificador numeral cardinal bem – adv. de predicado de valor modal folhas – nome comum contável rapidamente - adv. de predicado de valor modal
  3. 3. 8. Reescreve a frase: Os professores são caprichosos, colocando o adjetivo no grau superlativo absoluto sintético. (5 pontos) VERSÃO 1 seriíssimas VERSÃO 2 caprichosíssimos9. Reescreve a frase: Eu lembrei-me da redacção, colocando o verbo no pretérito mais-que-perfeito composto do conjuntivo. (10 pontos) VERSÃO 1 Eu tinha-me lembrado da redacção. VERSÃO 2 (se) Eu me tivesse lembrado da redacção.10. Analisa sintacticamente as seguintes frases: (15 pontos) a) O Sr Kepler, o velho professor de Matemática, ao princípio embirrava comigo. b) Os professores são as pessoas mais caprichosas do mundo. a) O Sr Kepler - sujeito , o velho professor de Matemática, - modificador do nome apositivo ao princípio embirrava comigo - predicado ao princípio - modificador comigo – complemento oblíquo b) Os professores - sujeito são as pessoas mais caprichosas do mundo - predicado as pessoas mais caprichosas do mundo – predicativo do sujeito do mundo - modificador11. Indica a subclasse do verbo da frase b) da questão anterior. (5 pontos) Verbo copulativo. Grupo III (Escrita) (40 pontos)Num texto bem estruturado de 200 a 250 palavras, apresenta uma continuação desta páginado diário de Anne Frank. (Não te esqueças de marcar bem os parágrafos e tem atenção à construção epontuação das frases!!)Lê o que Anne escreveu: Como argumento aleguei que palrar era próprio das mulheres e que eu de bom gradofaria esforços para me emendar se a minha mãe não falasse tanto como eu. E, como era sabido,contra defeitos hereditários pouca coisa se podia fazer. O sr. Kepler riu-se da minhaexplicação. Quando na próxima aula palrei de novo, foi-me marcada outra redacção: a"tagarela incurável". Lá a escrevi como pude e durante duas aulas portei-me lindamente. Masna terceira aula já não sucedeu o mesmo, e o sr. Kepler achou que o meu mau comportamentopassava das marcas:
  4. 4. - Anne, como castigo por causa da tua tagarelice, vais fazer uma redacção: cá, cá, cá,cá, a menina que cacareja. A turma riu a bandeiras despregadas. Também ri, embora me parecesse que tinhaesgotado o meu espírito inventivo para redacções sobre o palrar. Tinha de encontrar algumacoisa de novo, de original. A minha amiga Sanne, poetisa consumada, aconselhou-me a tratar oassunto em verso e pôs o seu talento à minha disposição. Fiquei entusiasmada. O Kepler queriafazer pouco de mim, mas eu podia pregar-lhe uma partida ainda pior. Fizemos um poema que foi um sucesso. Tratava de uma mamã de patos e de um "paicisne”, com três patinhos que, por causa de tanto cacarejar, foram mordidos pelo pai atémorrerem. Felizmente o Kepler compreendeu a brincadeira e leu o poema em voz alta na nossae nas outras turmas. Desde então posso palrar sem que o Kepler me mande fazer redacções decastigo, mas passou a dizer-me a cada passo uma piadinha. Tua Anne A professora Arminda Gonçalves

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