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Transcript

  • 1. Mile High Up in the Air Series #2 R. K. Lilley Sinopse: A história de James e Bianca continua na sequência de In Flight. James iniciou Bianca em um mundo escuro e viciante de Paixão e dor. Ele lhe ensinou sobre a sua natureza submissa e masoquista e ela estava perdida, rápida e profundamente apaixonada pelo inegavelmente encantador e magnífico Sr. Cavendish, mas um mal entendido doloroso e o retorno de um violento e brutal demônio de seu passado se uniram para oprimir Bianca. Ainda confusa e ferida, ela o afasta. Já faz mais de um mês desde o ataque chocante que a hospitalizou, e desde que ela disse a um consternado James que precisava de espaço. Mas seus sentimentos não desapareceram. E ela sabia que era questão de tempo, antes que ele lançasse seu feitiço sobre ela outra vez.
  • 2. A tradução em tela foi efetivada pelo grupo CEL de forma a propiciar ao leitor acesso parcial à obra, incentivando — o à aquisição da obra literária física ou em formato ebook. O grupo CEL tem como meta a seleção, tradução e disponibilização parcial apenas de livros sem previsão de publicação no Brasil, ausente de qualquer forma de obtenção de lucro, direto ou indireto. No intuito de preservar os direitos autorais contratuais de autores e editoras, o grupo, sem aviso prévio e quando julgar necessário, poderá cancelar o acesso e retirar o link de download dos livros cuja publicação for veiculada por editoras brasileiras. O leitor e usuário fica ciente de que o download da presente obra destina — se tão somente ao uso pessoal e privado e que deverá abster — se da postagem ou hospedagem em qualquer rede social (Orkut, Facebook, grupos), blogs ou qualquer outro site de domínio público, bem como abster — se de tornar público ou noticiar o trabalho de tradução do grupo, sem a prévia e expressa autorização do mesmo. O leitor e usuário, ao disponibilizar a obra, também responderá pela correta e lícita utilização da mesma, eximindo o grupo CEL de qualquer parceria, coautoria, ou coparticipação em eventual delito cometido por aquele que, por ato ou omissão, tentar ou concretamente utilizar da presente obra literária para obtenção de lucro direto ou indireto, nos termos do art. 184 do Código Penal Brasileiro e Lei nº 9610/1998. Maio/2013
  • 3. CAPÍTULO UM Eu respirei fundo, e então fiz uma careta. Eu estava tentando desfrutar, deitada sob o sol de Miami, mas eu ainda estava um pouco dolorida. Fazia um pouco mais de um mês que eu tinha sofrido meus ferimentos. Eu estava apta para trabalhar agora, mas eu ainda tinha lembretes ocasionais do que havia acontecido comigo, quando me mexia ou respirava errado. Meu telefone soou, avisando que eu tinha uma nova mensagem de texto, e eu estremeci novamente. Eu precisava me lembrar de mantê-lo desligado. Isso me ajudava a adiar o inevitável. Me inclinei até o concreto abaixo da minha espreguiçadeira da piscina, agarrei o meu telefone, e pressionei o botão de desligar até que ele desligou. Apenas alguns segundos depois, ouvi a canção do Kings of Leon, que era o toque do telefone de Stephan, começar a soar. Ele suspirou pesadamente de sua cadeira ao meu lado, então se levantou, indo para o bar do hotel, que era o mais próximo da piscina. Se eu não tivesse a certeza de que minha mensagem era de James, eu tinha agora. Era seu padrão recentemente. Ele chamaria Stephan, depois de não conseguir falar comigo. E por alguma estranha razão, Stephan se sentia obrigado a atender às suas ligações. Isto tinha sido a causa de uma tensão nova e incomum, que surgiu entre nós. Uma figura diferente pairava sobre mim, um momento depois, lançando uma sombra, pairando perto da cadeira que Stephan tinha desocupado.
  • 4. — Se importa se eu me juntar a você, Abelhinha? — Damien perguntou com seu forte sotaque australiano. Eu não abri meus olhos por trás de meus óculos escuros, mas eu reconheci a voz dele com bastante facilidade. Eu fiz um ruído que significava que eu não me importava, e ele descansou ao meu lado. Stephan e eu tivemos de pedir vários grandes favores da outra equipe, para mudar nossa escala para Miami. Mas eu queria desesperadamente evitar Nova York esta semana, e Stephan tinha feito isso acontecer. De alguma forma, o capitão Damien e o primeiro oficial Murphy tinham conseguido fazer o mesmo, depois que Stephan tinha casualmente mencionado, em uma mensagem, que estaríamos alterando a nossa viagem de Nova York essa semana. No início, eu pensei que era uma tentativa de perseguição deles, mas cada vez mais, eu estava gostando da companhia dos dois homens. Damien não tinha feito nenhuma insinuação. Ele era, de fato, uma ótima companhia para uma pessoa que só queria um pouco de paz e tranquilidade. Ele não tinha nenhum problema em ficar confortavelmente em silêncio, ocasionalmente fazendo comentários divertidos, que me tiravam dos meus humores negros. E ele estava acompanhado por Murphy mais frequentemente do que sozinho. Murphy poderia fazer qualquer pessoa rir. Mesmo no meu humor deprimido, que me seguia insistentemente ultimamente. — Essa seus trajes vão deixar uma marca de bronzeado interessante. — Damien disse em um tom divertido. Eu usava um maiô preto coberto que ia até o topo das minhas coxas. Eu usava por cima do meu biquíni preto liso. Ele era necessário, porque era escuro o suficiente para obscurecer a maioria dos traços de contusões que ainda estampavam meu peito, em um lembrete austero da violência a qual eu havia sobrevivido há apenas algumas semanas atrás. Elas tinham desaparecido consideravelmente, mas ainda estavam escuras o suficiente
  • 5. para precisar de proteção. E evitava chamar uma atenção desnecessária, se eu deixasse minha pele descoberta para que todos pudessem ver. Eu já tinha tido uma atenção bastante indesejada recentemente. Os paparazzi usariam qualquer desculpa para me fazer a manchete do dia. Eu não estava com nenhum humor para incentivá-los. — Ninguém quer ver o que está sob isso. Confie em mim. — Eu disse a ele, ainda não abrindo os olhos, ou mesmo me mexendo. Ele tossiu uma pequena risada, que me deixou desconfortável. Eu era perspicaz o suficiente para saber que Damien estava mais do que um pouco interessado em mim de uma forma romântica. Qualquer lembrança do fato era indesejável. — Eu peço desculpar por discordar. — ele disse calmamente, e eu franzi imediatamente a testa. — Desculpe, desculpe. — ele disse rapidamente, antes que eu pudesse falar. Eu deixei quieto. Enquanto ele soubesse que eu não estava interessada em nada além da amizade, eu estava contente em deixa-lo ficar ao meu lado. Damien era uma ótima companhia, bonito e divertido. Ele também era um mulherengo sem vergonha. Eu achava que era apenas uma segunda natureza para ele, tentar mostrar interesse em qualquer mulher a sua volta. E era de sua natureza agradar e embelezar qualquer mulher, para tentar conseguir uma abertura. Eu normalmente era mais cuidadosa em evitar lhe dar essa abertura. — Está tudo bem entre você e Stephan? Eu nunca te vi com essa caras para ele antes. Vocês estão tão tensos um com o outro. Você brigaram? Meu estômago apertou. As coisas estavam estranhas entre nós dois, e eu não tinha certeza de como fazer isso melhorar. Eu imaginei que ele devia estar pelo menos um pouco ressentido, por fazê-lo perder os encontros com Melvin nesta semana. Não que eu realmente tenha feito isso. Eu tinha dito a ele, mais de uma vez, que eu entenderia se ele ainda quisesse ir para Nova York. A tripulação que havia
  • 6. negociado com ele tinha concordado em fazer apenas uma única troca comercial comigo. Mas Stephan tinha insistido em ficarmos juntos. Ele estava preocupado comigo, eu sabia. Eu gostava de Damien. Eu até pensava nele como um amigo. Um dos meus poucos amigos piloto. Mas eu não poderia imaginar discutir minhas dificuldades com Stephan com ninguém. Parecia quase desleal. — Ele está apenas preocupado comigo, eu acho. Desde o ataque, nós dois estamos no limite. — eu expliquei. Era tudo verdade, mas não abordava a razão principal dos nossos problemas. Damien fez um ruído neutro em sua garganta. — E aquele cara, James? Vocês dois estão bem? Eu vi um pouco do circo da mídia que o rodeia. Você se cansou de tudo isso, e o deixou? Você poderia ter qualquer homem que você quisesse, você sabe. Chupei uma respiração. Damien era geralmente muito bom em não fazer perguntas como essa. Foi por isso que ele tinha sido uma boa companhia recentemente. — Eu não quero falar sobre isso. — eu disse, meu tom frio. Ele pegou a dica. — Droga, desculpe. Eu estou sendo rude agora, me metendo onde não sou chamado, não é? Eu dei um meio sorriso, finalmente olhando para ele. Dei um pequeno aceno de cabeça, e ele riu. — Bem, eu acho que eu devo a você uma agora. Você quer me fazer quaisquer perguntas rudes ou curiosas sobre a minha vida pessoal? — ele perguntou. Ele tinha um grande sorriso. Ele deu um sorriso largo que mostrava todos seus dentes, com um humor auto depreciativo. Teria sido difícil não sorrir de volta. Eu nem sequer tentei. — Não. — Eu disse a ele, sem hesitar.
  • 7. Ele riu novamente, como se eu fosse muito mais engraçada do que eu realmente era. — Eu acho que quando você responder sim a essa pergunta, eu sei que terei você onde eu quero. Apenas torci meu nariz e virei o rosto. — Quer dar uma volta na praia? — Ele perguntou, depois de alguns minutos de silêncio. Eu percebi, com surpresa, que eu queria me levantar e me mover um pouco. Eu estava tão inativa ultimamente, devido às minhas lesões. — Não é um passeio romântico ou qualquer coisa assim, não é? — Perguntei-lhe com cautela. Ele sentou-se, sorrindo para mim. Ele realmente era um homem de boa aparência. Ele usava apenas uma sunga preta baixa. Ele estava bronzeado e musculoso. Seu cabelo escuro e olhos castanhos quentes eram um bom material para Hollywood. Eu realmente não entendo por que ele perde tanto tempo, com uma menina apenas razoavelmente atraente, que não estava nem remotamente interessada nele. Eu tentei usar esse fato como mais uma prova de que ele estava apenas sendo simpático, ainda estranhamente desconfortável com a sua companhia. Me levantei, me movendo lentamente. Eu ainda estava dura, mas eu tinha me recuperado muito bem, considerando todas as lesões. Eu não tinha sido liberada do hospital, até que eu fiz inúmeros testes, então eu estava livre de quaisquer lesões graves. Eu comecei a andar, e Damien diminuiu seu passo ao meu lado. Ele parecia saber que era melhor não tentar me ajudar. Eu caminhei até a passarela de madeira, que levavam os banhistas do nosso hotel até a praia, e a cruzei resolutamente. Eu andei quase na linha de água, antes de começar a caminhar pela praia. Meus pés descalços ficaram gelados, mas me senti bem depois de ficar no sol
  • 8. quente. Eu ainda dei alguns passos mais ao fundo da maré, antes de começar a seguir a linha de costa, passando os vários hotéis de frente para o mar. Eu contei os hotéis que passamos, distraidamente.. — Alguns caras esquisitos estão tirando foto nossa. — Damien me disse, enquanto caminhávamos. Interiormente, eu amaldiçoei. Exteriormente, eu dei de ombros. — Quer que eu vá bater nele e tomar sua câmera? — Ele perguntou. Eu ri. — O dano está feito. — eu disse. Eu só podia imaginar o que iriam falar sobre mim nesta semana. Eu percebi, que não importa o que fosse, não poderia ser pior do que a linha que tinham seguido há um mês. Eles tinham me chamado de todos os nomes depreciativos do manual. Eu estava me tornando rapidamente imune a eles. Era quase uma surpresa agradável para mim, a rapidez com que estava me tornando insensível aos insultos publicados. Algum dia eu poderia até sufocar meu desejo doentio de verificar online pelo que eles estavam falando sobre mim. Mas eu não tinha certeza, se eu teria o autocontrole suficiente, para não verificar o que eles estavam dizendo sobre James... — Você realmente terminou com James Cavendish, ou você está apenas dando um tempo? — Damien perguntou, caminhando bem próximo, como se tivesse medo que eu fosse perder meu equilíbrio. Ele provavelmente não estava totalmente errado. Eu me sentia um pouco vacilante, mas acho que era principalmente porque eu estava andando muito dura. Eu dei a ele um olhar de frente. Eu decidi ser brutalmente honesta com ele. — Eu gostaria de pensar que sou forte o suficiente para terminar com ele. Mas sou realista o suficiente para saber que, acabado ou não, estou arruinada para outros homens. Se você quer saber, ele e eu temos certos... gostos em comum. Eu realmente gostaria de não discutir mais do que isso.
  • 9. Damien tocou no meu braço brevemente, me dando um sorriso, quando eu olhei para ele. — Se você é uma dominadora, Abelhinha, eu posso viver com isso. Sinta-se livre para me amarrar e me espancar, sempre que você sentir a necessidade. Eu ri, porque ele estava brincando, e porque era o oposto da verdade. — Hum, não! — Foi tudo o que eu disse a ele. — Você está apaixonada por ele? — Perguntou ele. — É tão sério? Você pode me dizer, Bianca. Eu não vou julgar. Eu só quero ser seu amigo. Eu fiz uma careta. Ele era meu amigo. Por que é tão difícil para eu me abrir? Eu me perguntava. Mesmo para um amigo. Eu pensei sobre a questão, tentando suprimir o meu impulso natural para simplesmente me fechar em um assunto tão pessoal. — Sim. — eu respondi por fim. — Não tem jeito, eu sei. Talvez o meu coração seja perverso o suficiente para fazer isso comigo. Mas eu o amo. Ele apertou meu cotovelo. — Ei, eu conheço o sentimento. Não se culpe tanto. O que você vai fazer? Tomei algumas respirações profundas, realmente pensando sobre isso. —Isso é o que eu não sei. Eu não posso negar o que sinto, mas posso me negar em ter um relacionamento com ele. Ele ainda me quer. Vou deixá-lo me ter outra vez? Essa é a pergunta de um milhão de dólares, eu suponho. Damien me deu um olhar triste. — Eu entendo. Eu dei de ombros. Era um gesto que parecia resumir tudo da minha insana vida. — Ele vai se cansar de mim, eu tenho certeza. — eu disse suavemente. — É esse seu Modus operanti. A questão é, estou tão desesperada por ele que eu vou concordar em ser mais um caso passageiro? Damien não tinha uma resposta para isso. Nem eu.
  • 10. CAPÍTULO DOIS Damien e eu caminhamos lentamente de volta para o hotel. Encontramos temas mais neutros para conversar no passeio de volta. Notei quando minha foto foi tirada, por um homem que se agachou no mato do lado de fora do hotel, que era ao lado do nosso. Ele era um homem gorducho e careca. Eu tinha vontade de dizer a ele que não precisava se preocupar em machucar seus joelhos, tentando se esconder. Ele era muito visível, mesmo se escondendo. Ao invés disso, me forcei em ignorá-lo. Sua publicação diria algo horrível sobre mim de qualquer forma, eu tinha certeza. — Quer comer alguma coisa no restaurante cubano na esquina? — Damien perguntou. Nós estávamos quase de volta ao nosso hotel. Eu dei de ombros. — Vamos ver o que Stephan quer fazer. — eu disse, neutra. A comida lá era ótima, mas eu não queria sair para jantar sozinha com Damien. — Tudo bem. Nós vamos sair em um quarteto. Murphy, sem dúvida, vai querer opinar sobre onde comer. — Damien disse alegremente. Sua atitude me tranquilizou. Eu estava meio preocupada que ele estivesse tentando me encurralar em algum tipo de um encontro. Nós encontramos os dois homens conversando no bar do hotel da nossa tripulação, que estava bem cheio. Todos concordaram sobre o restaurante cubano com bastante facilidade. Ele tinha uma comida espetacular.
  • 11. Nós nos separamos para nos trocar para o jantar, combinando de nos encontrar no lobby em 20 minutos. Eu só coloquei um short e uma camiseta. Nós caminhamos para o restaurante, os homens brincando constantemente, me fazendo rir. Eles eram realmente uma boa companhia. Eu pedi sopa de feijão preto e arroz no restaurante. Era uma comida simples, mas calórica. Eu não me importava. Era a minha versão de comida de consolo. Eu me fartei, como raramente faço. Eu mesma fiz um segundo pedido dela para viagem. Era um ótimo café da manhã, se você adicionasse suco de laranja. Eu peguei uma caixa do suco, no mini mercado há um quarteirão do hotel. Stephan levou tudo para mim, sem dizer uma palavra. Mesmo com as coisas estranhas entre nós, ele ainda era um cavalheiro no seu núcleo. Sua educação mórmon incomum tinha entranhado nele uma necessidade de me proteger, que nada o convenceria do contrário. Aceitei ele fazer isso, porque não adiantaria insistir em ficar com elas. Eu apenas o agradeci, quando ele pegou as sacolas da minha mão. Inesperadamente, ele apertou minha mão enquanto caminhávamos. Eu apertei sua mão de volta imediatamente. Eu não podia suportar a distância entre nós. — Você está bravo comigo? — Eu perguntei a ele. Andamos poucos metros na frente de Murphy e Damien, então eu lancei a questão com a minha voz muito baixa. Ele me devolveu um olhar olhos arregalado, surpreso. — Claro que não, Botão de Ouro. Eu estava com medo que você estivesse com raiva de mim, por manter contato com James. Eu apertei sua mão novamente. — Não. Eu entendo muito bem como é difícil ignorar este homem. Ele é persistente. Eu só estava preocupada que você estivesse com raiva de mim, por mantê-lo longe de Melvin esta semana. Sua boca se apertou. — Nem um pouco. Eu descobri que Melvin não é confiável em um relacionamento. Ele admitiu ter ficado com outro cara na semana
  • 12. passada, embora tivesse dito que iríamos levar nosso caso de forma lenta, mas com exclusividade. E eu também acho que ele tentou falar com a imprensa sobre você, e eu me sinto mal que meu julgamento foi tão errado sobre ele. Eu estava tão atraído na primeira vez que eu o vi, que só vi o que queria. Você entende o que eu quero dizer? Eu me encolhi. — Infelizmente, eu sei exatamente o que você quer dizer. — eu disse, pensando em James. Ele sacudiu a cabeça, dando a minha mão um pequeno aperto. — James não é nada parecido com Melvin, Abelhinha. Eu tenho certeza disso. Eu só queria que você pudesse ver isso também. Eu apenas lhe dei um olhar: você está louco! Murphy e Damien queriam ir a um bar em South Beach. Recusei o convite rapidamente. Stephan seguiu o exemplo. Murphy voltou para o seu telefone, mandando mensagens de texto ao resto da nossa equipe. Nós tínhamos visto os três comissários de bordo na piscina brevemente antes, mas eles pareciam, em poucas palavras, prontos para despencar no quarto a noite. Murphy ficou cabisbaixo. Uma equipe antissocial era seu pior pesadelo. — Que tal um filme? Há um cinema a menos de dez minutos daqui. — Murphy falou Stephan me lançou um olhar indagador. Eu só encolhi os ombros. O que eu queria era ir para o meu quarto e rastejar sob minhas cobertas até de manhã, mas eu sabia que ficaria louca só pensando, se escolhesse essa rota. Um filme parecia ser o mal menor. — Tudo bem. Apenas me deixe pegar uma malha. Eu sempre fico com frio no cinema. — eu concordei finalmente. Meu quarto era no corredor de Stephan. Infelizmente, o hotel não tinha sido capaz de nos acomodar com quartos conjugados, como acontecia no nosso hotel preferido.
  • 13. Ele me entregou meus sacos de comida e suco quando nos separamos. Eu coloquei a comida no frigobar, e peguei um casaco na minha mala. Eu coloquei o meu telefone na mesa ao lado da minha cama, e o liguei no carregador. Relutantemente, eu liguei. Eu queria apenas ligar o meu alarme para amanhã, em seguida, deixar o telefone no meu quarto, carregando. Havia várias mensagens e ligações perdidas. Sempre havia, ultimamente. A maioria era de James, é claro, embora outras fossem de alguns amigos, e várias de um número estranho, 8342-7702, que vinha aparecendo recentemente. Eu me perguntei brevemente de quem deveria ser esse número estranho, já que continuava aparecendo cada vez nas minhas ligações não atendidas. Eu mesma atendi a ligação uma vez, embora tivesse havido apenas alguns segundos de ruído no fundo, seguido de um desligamento abrupto. Eu mudei de ideia, quando, em uma súbita perda total de autocontrole, eu verifiquei minha última mensagem perdida. Eu não estava surpresa ao ver que era de James, mas meu coração ainda pulou uma batida apenas olhando o seu nome. James: Apenas verificando, para ver como você está indo. Estou com saudades. Eu estava respondendo a mensagem, antes que eu pudesse me deter. Bianca: Eu estou bem. Por favor, pare de se preocupar comigo. Estou saindo agora com a tripulação. Espero que as coisas estejam bem com você. Ele respondeu imediatamente. James: Bem o suficiente. Eu vou ficar em Londres a maior parte dos dias da próxima semana, por isso, não precisa tentar escapar do voo de Nova York de novo, só para me evitar. Quando eu posso ver você de novo? Meu coração doía de desejo, com apenas o pensamento de vê-lo, mas meu coração não estava fazendo um bom trabalho de me orientar na direção certa recentemente.
  • 14. Bianca: Eu preciso de mais tempo. Sinto muito. Eu só pareço perder todo o autocontrole quando eu chego perto de você. Eu preciso manter meus pés firmes no chão novamente, antes de te ver. James: Nós podemos nos encontrar da forma que você quiser. Você faz os termos. Eu concordaria com qualquer coisa, só para te ver por cinco minutos. Quero dizer isso, literalmente. Eu poderia te encontrar com sua equipe ou poderíamos nos encontrar para um café. Apenas me diga o que você quer e eu faço. Estou desesperado para vê-la. Eu engoli, me sentindo tonta. Eu queria tanto vê-lo, mesmo que fosse por apenas cinco minutos. Eu devo ser capaz de me controlar, se for por apenas cinco minutos... Bianca: Deixe-me pensar sobre isso. Você conhece o meu horário. Me avise quando estivermos na mesma cidade, e eu vou tentar encontrar um breve horário e um lugar neutro, para que possamos nos encontrar. James: Não me tente assim, Amor. Eu estarei em um avião em 30 minutos, se você realmente quer dizer isso. Meu estômago se apertou. Bianca: Não faça isso. Eu quis dizer se sua agenda levar você para a mesma cidade. Por favor, não viaje por minha causa. James: Eu preciso fazer uma viagem de negócios a Las Vegas em breve. Eu gostaria de encontrar você quando eu estiver lá. Me diga a hora e o lugar, e eu vou trabalhar a minha agenda em torno disso. Bianca: Stephan e eu vamos encontrar com alguns amigos em uma semana, na segunda-feira. Nós não decidimos ainda a hora, ou o lugar, mas eu vou te avisar quando fizermos. Você pode se juntar a nós, se quiser. James: Eu quero muito. Me passe essas informações quando tiver. Eu estou contando os dias meu amor. Desliguei meu telefone depois.
  • 15. Todos nós nos encontramos novamente no lobby. Eu fui a última a chegar. Me senti mal por ter feito todo mundo me esperar, mas ninguém parecia se importar. Eles estavam tendo uma discussão bem-humorada, sobre se devíamos caminhar ou pegar um táxi. Eu franzi o nariz para Murphy, que parecia pensar que valia a pena pegar um táxi nesta curta distância. — É menos que dois km. — eu disse a ele. — É um desperdício de dinheiro. Especialmente quando o tempo está tão agradável lá fora. Damien cutucou a barriga enorme de Murphy. — E para você, uma caminhada seria excelente, companheiro. Murphy cutucou a barriga de Damien. — Não imponha seus problemas de imagem corporal em mim, companheiro. Eu sou sexy. Quando eu quero, vou até uma loja de bebidas e pego um pacote de seis. É um inferno de muito mais divertido, do que passar três horas por dia na academia, como Mr. Universo aqui. Todos nós rimos. Murphy viu que estava em minoria, portanto, acatou. A caminhada foi agradável, mas uma vez lá, nós tivemos um momento difícil para decidir sobre o iríamos ver. Por alguma estranha razão, os pilotos estavam insistindo em uma comédia romântica. Stephan e eu queríamos ver um filme de terror de ficção cientifica recém-lançado. Eu não gosto de comédias românticas como regra, mas eu particularmente me recusava a ver o que eles estavam querendo. Era estrelado por uma jovem atriz ruiva, que eu tinha visto sendo fotografada com James. Se eu assistisse ao filme, eu sabia que iria acabar ficando obcecada com ele e ficar deprimida tudo de novo. Quando eu sugeri que nós apenas assistíssemos a dois filmes diferentes, os pilotos finalmente cederam.
  • 16. — Mas se eu tiver pesadelos depois disso, Damien vai ter essa noite um colega de quarto. E eu sempre durmo de conchinha. Sem exceção, Murphy avisou. Stephan e eu rimos, mas Damien apenas lhe deu um olhar descontente, como se ele estivesse realmente preocupado de Murphy tentar. Aquele olhar me fez rir ainda mais. Eu achei o filme ótimo, mas Murphy não concordou. — Aquela cena em que cortaram fora o pinto do alienígena dela... Eu não consigo parar de ver isso na minha cabeça. Eu vou ficar traumatizado o resto da vida agora. Vocês me devem por isso. Eu estarei obrigando a todos a assistirem uma comédia leve da próxima vez. — Murphy ameaçou, quando voltamos para o hotel. O anoitecer havia chegado enquanto assistíamos ao filme, mas as ruas estavam bem iluminadas e muitas pessoas ainda caminhavam pela conhecida rua. Percebi que Stephan ficou tenso, e eu segui seu olhar até um homem tirando fotos de nós. Eu segurei seu braço com firmeza, continuando a andar. Stephan parecia prestes a socar o cara. — Nós vamos ter que apenas aprender a ignorar esse tipo de coisa. — eu lhe disse em voz baixa. — Não podemos impedi-los de tirar fotos, e nós não podemos controlar o que dizem, então ignorá-los é nosso único recurso. Ele me deu um olhar avaliador. — Talvez você seja adequada ao estilo de vida de James. É muito impressionante que você já esteja acostumada com os paparazzi, se considerar que você só teve que lidar com eles por algumas semanas. Eu balancei meu ombros. — Não é o fim do mundo. Eu já imagino todas as coisas horríveis que vão escrever, junto com as fotos, mas eu realmente só preciso aprender a parar de ler. É tudo lixo. Antes que eu namorasse James, eu nunca teria sequer olhado para nada disso. Eu preciso voltar a essa mentalidade. Stephan assentiu com firmeza. — Eu também. Eu tenho alertas do Google para você e James agora. Eu preciso parar de me torturar. Não é como se nós pudéssemos parar isso.
  • 17. —Se você me ver olhando sites de fofocas de lixo online, você precisa me parar. Isto não vale o trabalho. — Idem, Botão de Ouro.
  • 18. CAPÍTULO TRÊS Os dias passavam lentamente, enquanto eu aguardava ansiosa o dia que iria ver James. Apesar das minhas reservas, por vários momentos eu quase o chamei para marcar um encontro mais cedo. No final, eu não tive quase nenhum contato com James, apenas uma breve mensagem trocada com ele no domingo, para combinar o encontro no outro dia. Eu só disse a ele onde todos decidiram se encontrar. Era um evento do trabalho, que eu não estava particularmente entusiasmada em ir. Mas Stephan não ia a lugar nenhum sem mim ultimamente, e eu estava cansada de mantê-lo em casa. Eu sabia que ele gostava de sair, então eu tinha concordado em participar dessa festa de trabalho, há quase duas semanas atrás. Bianca: Vamos nos encontrar no Salão Dime ás 18:00hs. É um pouco fora do caminho, do lado leste da Tropicana. Vai ter um monte de comissários de bordo e pilotos. James: Eu estarei lá. Eu comecei a ficar pronta as 15:30hs, o que era cedo para mim. Eu ficar pronta uma hora antes já era incomum, mas duas horas antes significava que eu estava nervosa. Nervosa e excitada. Levei um tempo anormalmente longo para escolher uma roupa. Eu, finalmente, optei em uma minissaia preta que mostrava um monte de perna. Eu combinei com um top de seda preto sem mangas, que levantava meus seios, e tinha um decote generoso.
  • 19. A roupa toda preta me deixou com o humor para usar um sapato especial que tinha, assim, peguei um par de sandálias altas, que eram uma mistura brilhante de cores que não combinavam com nada, apenas preto. Elas eram uma mistura de laranja, amarelo, rosa e azul que me fez sorrir. Eles fechavam amarradas em meus tornozelos com fitas de cetim largas que amarrei com pequeno laço. Eu nunca tive a chance de usá-las antes, eu havia comprado impulsivamente, mas agora estava satisfeita com minha aparência geral no final. Eu peguei brincos de prata grandes de argolas para usar. Eu olhei para uma caixa de prata que tinha chegado pelo meu correio, no dia que tinha voltado para casa do hospital. Eu olhei dentro, vendo o seu conteúdo, e fechei sem outro olhar. Ele continha o colar e o relógio que James havia me dado, antes daquele inferno todo explodir. Eu não sabia o que fazer com a joia. Eu não achava que poderia mantê-los, uma vez que não estávamos juntos. Mas eu também estava certa de que James não aceitaria de volta. Ele, obviamente, não queria, já que a última vez que eu devolvi, eles tinham acabado na minha caixa de correio. Eu fiz o meu cabelo e maquiagem, pensando sobre as joias. Parte de mim queria apenas usá-las. O colar ficaria perfeito com o meu decote, destacando-o perfeitamente. James ficaria feliz em me ver usando, eu sabia. Mas também poderia lhe dar a ideia errada. Ele poderia entender que era um sinal que eu estava disposta a continuar com ele de onde havíamos parado. E eu não tinha certeza se eu estava disposta a fazer isso. Eu mudava quando estava perto James. Uma mudança que eu não tinha certeza se eu gostava. Ele tinha conseguido me apaixonar por ele depois de pouco mais de uma semana que o conhecia. E se isso não fosse uma merda federal, eu não sabia o que era. Deixei meu cabelo loiro solto e reto até as minhas costas. Eu passei em meus olhos um lápis marrom suave. Eu tinha passado uma mão pesada do rímel preto, e usei uma quantidade generosa de sombra dourada. Eu estava com os lábios pintados com um rosa suave, liberalmente brilhantes. Isso era mais maquiagem do
  • 20. que eu costumava usar, mas eu pensei que iria combinar muito bem com um lugar como o Dime. O efeito geral fez eu me sentir sexy e sofisticada, o que era exatamente o que eu queria. Eu precisava me sentir confiante quando visse James novamente. Eu ouvi meu telefone soar, e sabia que era Stephan, dizendo que era hora de ir. Um olhar para o relógio me confirmou isso. Impulsivamente, eu abri a caixa de prata. Eu peguei a gargantilha linda em minhas mãos. Era uma cor prata, mas eu não tinha ideia qual metal que era. Eu nunca poderia saber a diferença. Mas parecia caro, com diamantes salpicando o colar todo, e um laço na frente feito inteiramente de uns diamantes assustadoramente grandes. Eu não tinha percebido o quão grandes eles eram antes. Eu respirei fundo, e a coloquei em volta do meu pescoço. O final dele parou perfeitamente contra a base do meu pescoço, e eu estudei o efeito, correndo o dedo ao longo dele. Eu precisava ir, mas eu não conseguia desviar o olhar do colar em volta do meu pescoço. Voltei a olhar para a caixa, e percebi pela primeira vez que a caixa continha mais do que apenas o colar e relógio. Eu abri outra caixa pequena que eu tinha perdido na minha superficial inspeção anterior. Continha grandes e extravagantes brincos em arco, composto de grandes diamantes que combinavam com os detalhes do meu colar . Mordi o lábio, e os coloquei. O que era mais um boi, quando passou toda a boiada, eu pensei de forma imprudente. Corri para a porta, e, como achei, Stephan estava me esperando com o carro na minha calçada. Eu entrei em seu carro, procurando em minha pequena bolsa, para ver se havia pego tudo. Stephan soltou um assobio baixo ao me ver. — Você está sexy, Botão de Ouro. Se você não tivesse me dito que James estaria te esperando lá para ver você, eu poderia ter adivinhado por essa minissaia.
  • 21. Eu lhe dei um olhar penetrante, mas não conseguiu mantê-lo por muito tempo. Ele tinha um ponto. Eu quase nunca tentava ficar sexy. —Todo mundo vai estar lá. — Stephan disse todo feliz, enquanto nós dirigimos os vinte minutos até o clube. Ele começou a dizer o nome de todos os participantes. Alguns que normalmente eu teria ficado feliz em ver, mas não tanto nesse momento. Todo mundo sabia que eu tinha sido atacada em minha casa. E que eu tinha ficado hospitalizada por mais de uma semana. O boato era que houve uma tentativa de invasão a minha casa, e eu estava lá naquele momento, mas as pessoas estariam me fazendo perguntas bem intencionadas sobre isso, no entanto. Eu odiava esse tipo de perguntas, que eu sabia que seriam feitas. Eu odiava que as pessoas tivessem mesmo uma vaga ideia do que tinha acontecido comigo. Eu sobrevivi, e o resto eram apenas detalhes, eu disse a mim mesma com firmeza. Era um mantra que sempre me tirava do modo auto piedade. Como de costume, ele funcionou. Eu estava viva, e era o suficiente. Tivemos uma discussão bem humorada, enquanto íamos para lá, sobre se Stephan deveria manter levantada a gola da sua polo. Ele tinha usado a gola para cima, e eu tinha notado quase que imediatamente. Eu simplesmente não conseguia gostar. Havia algo inerentemente estúpido com esse estilo. Eu disse isso a ele. Ele finalmente cedeu, endireitando o colarinho com um sorriso triste. — Só porque você gosta de um estilo, não necessariamente fica bem em você. — eu brinquei com ele. Chegamos ao salão 10 minutos antes das seis. O porteiro estava verificando a nossa identidade e os crachás de nossa companhia aérea. Nós dois estávamos com os nossos, já que tínhamos sido informado que precisaríamos deles para conseguir um desconto de empregados, mas era incomum ter que mostrar na porta. Eu ouvi uma voz familiar atrás de mim. — Eles são convidados do Sr. Cavendish. Eu vou levá-los para dentro.
  • 22. Eu me virei, dando um sorriso surpreso a Clark. Eu me encolhi interiormente, pensando na última vez que ele tinha me visto. Eu estava uma bagunça completa, correndo pelo tráfego como uma maníaca. Mas não foi culpa dele, ter me visto naquele estado, então eu tentei cumprimenta-lo como se não tivesse acontecido nada. — Como você está, Clark? — Eu perguntei. Ele sorriu para mim calorosamente. Ele parecia genuinamente feliz em me ver. — Muito bem, Sra. Karlsson. Estou muito feliz em vê-la tão bem. Eu apenas assenti, automaticamente me afastando do assunto que tinha me deixado bem mal até recentemente. Clark nos levou através do salão mal iluminado, indo direto para a pequena seção VIP. Eu suspirei. É claro que James estaria na área VIP, mas isso atrapalharia todo o propósito de estarmos aqui, socializando com colegas de trabalho. Com certeza, não éramos os primeiros a chegar, quando vi Stephan saltando para cima, ao ver uma amiga nossa do outro lado do salão. Jessa era uma amiga muito querida. Eu não a tinha visto em mais de um mês, e eu realmente queria dizer um oi. Eu vi logo que James estava longe de ser visto. Enviei a Clark um olhar de desculpas. — Obrigada por nos mostrar a mesa, Clark, mas eu vejo alguém que eu quero conversar antes. Onde está James? Clark parecia desconfortável. Ele estava até mesmo brincando com sua gravata. O gesto nervoso, parecia muito incomum para ele. — No carro, terminando alguns telefonemas. Eu tenho certeza que ele não achava que chegaria tão rápido, ou eu sei que ele não estaria envolvido no trabalho até agora. Eu só balancei a cabeça e me dirigi até onde Stephan e Jessa estavam se abraçando. Ela me viu e deu um gritinho. Ela me deu um abraço muito apertado, e eu tive que esconder um pequeno suspiro. Minhas costelas estavam ainda um pouco
  • 23. sensíveis, se fossem pressionadas do jeito errado. Ela atingiu apenas o ponto de errado com seu aperto exuberante. Escondi a minha reação e devolvi o abraço. — É tão bom te ver tão bem. — Jessa jorrou. — Me desculpe, eu não consegui te visitar no hospital. As coisas tem estado loucas ultimamente, e eu não ouvi nada de você, até que estava saindo do hospital. E eu estava fora da cidade na época. — Ela olhou para Stephan. — Stephan tem mantido segredo. Até mesmo de mim. — Por favor, não vamos perder mais um pensamento sobre isso. Na verdade, nunca vamos falar sobre isso novamente. Como tem passado? Onde você está voando este mês? — Eu perguntei a ela. Jessa era da nossa classe de comissárias de bordo. Ela era uma morena alta, quase da minha altura, com lindos olhos castanhos e o sorriso mais sexy. Ela era uma das minhas pessoas favoritas. Quando possível, nós tentamos encontrar com ela pelo menos duas vezes por mês para matar saudades. Ela tinha um grande senso de humor, e gostava de sair. Mesmo Stephan era uma pessoa caseira comparado a ela. Ela estava lançando seu cabelo espesso e cacheado por trás de seus ombros, enquanto ela nos contava uma história sobre um passageiro em seu último voo, que tinha tentado fumar no banheiro, e depois negado o fato. Ela estava ficando agitada apenas lembrando a história sobre o descaramento do velho ao tentar se safar. Eu tive que esconder um sorriso. Ela sempre ficava agitada com os malucos. E sua maneira ousada de lidar com eles eram sempre divertidas. A garçonete em uma mini saia e espartilho prontamente se aproximou de nós para pegar nossos pedidos. Stephan ia tomar o vinho cabernet da casa. Eu pedi apenas água. Eu ia me manter longe de álcool, especialmente se James estivesse assistindo Ele odiava qualquer bebida alcóolica. Vi Brenda no bar, e acenei. Ela se juntou a nós, sorrindo. — Sentimos falta de vocês esta semana. — disse ela em saudação.
  • 24. — Mas Cindy e Lars são ótimos, certo? — Eu perguntei, sorrindo. O casal que tínhamos negociado a troca eram notoriamente divertidos para trabalhar. — Oh, sim, os dois são muito divertidos. No entanto, nós sentimos a falta de vocês. — Ela apertou os lábios. — Jake e eu, quero dizer. Nós compartilhamos um sorriso irônico. Eu não tive que perguntar por que ela tinha deixado o nome de Melissa fora. A outra menina estava agindo mais e mais desequilibrada, cada vez que eu falava com ela. Eu sabia que ela não iria sentir nossa falta. Ela notou minhas joias. — Esse colar e brincos são belíssimos. Tão diferentes. Eu toquei minha gargantilha, agradecendo o elogio. — O seu marido vai vir? — Eu perguntei, olhando ao redor. Muitas vezes ele vinha com ela para esses eventos do trabalho, e às vezes até se juntava a ela nos voos. — Não, ele não sai do trabalho até as seis, e ele diz que está muito cansado. Eu provavelmente não vou ficar muito tempo. É tão difícil ter a oportunidade de encontrarmos os outros comissários, que eu não quis perder essa chance. Devemos organizar esses eventos mais vezes. Jessa concordou com ela entusiasmadamente, e conversaram sobre a tentativa de tentar fazer exatamente isso por uns bons dez minutos. Jake se juntou a nós no meio dos planos que estavam elaborando, abraçando todo mundo, e parecendo interessado na conversa em curso. Eu o abracei de volta levemente. Eu tinha tido alguns momentos difíceis no inicio, com essa situação de ter que abraçar sempre os comissários de bordo, mas me acostumei e hoje gosto desse carinho. Quando você tem amigos próximos, que você só os encontra uma vez por mês, um abraço parecia adequado. Embora todos, amigos tão próximos ou não, pareciam insistir nesse hábito. E eu simplesmente me deixei levar. Ninguém entendia o meu jeito, eu sabia. Então, eu tinha no final, aprendido a manter essas coisas dentro de mim.
  • 25. Um homem alto, magro, de cabelos escuros se aproximou de Stephan por trás, batendo-lhe no ombro, em saudação. O homem se aproximou da orelha Stephan, sussurrando algo. E Stephan pareceu corar até os dedos dos pés. Eu vi a coisa toda como se estivesse em câmera lenta, meu queixo caindo em estado de choque.
  • 26. CAPÍTULO QUATRO Levei um bom tempo para reconhecer o homem, pois o que eu estava vendo não fazia sentido para mim. Javier Flores e Stephan não estavam exatamente em termos amigáveis. A última vez que eu soube de alguma coisa, eles estavam mais perto de exs amantes amargos. Os dois homens não tinham se falado por mais de um ano. Ou assim eu pensava. Javier era a versão para Stephan, do que eu estava fugindo. Os dois homens eram tão diferentes fisicamente, como eram de personalidade. Embora ambos os homens fossem alto e bonitos, Stephan era muito mais alto. Javier tinha no máximo 1.82m. Seu rosto era simplesmente lindo e perfeito, e ele ainda possuía os cílios mais espessos que eu já tinha visto. Ele tinha o cabelo preto, que ia até os ombros, caindo em seus olhos artisticamente, quando ele inclinava a cabeça para a frente, dando a Stephan um sorriso malicioso. Ele era alto e delgado, quase fino. Seus olhos castanhos escuros eram misteriosos e encantadores, mas eu sempre tinha achado um pouco frio e distante. Os dois homens tinham namorado por apenas um mês, há mais de um ano atrás. Tinha sido um mês intenso, mas o relacionamento tinha terminado rapidamente e mal. Javier tinha realmente um problema em ser um amante secreto para Stephan, e ele não tinha tolerado a situação por muito tempo. Ele tinha dado a Stephan um ultimato: Parar de esconder a relação deles, ou ele estava fora. Javier tinha ficado chocado e magoado quando Stephan tinha escolhido o último.
  • 27. Ele começou dar a Stephan o tratamento do silêncio desde então, evitando vir em festas como esta. Ele inclusive saía de qualquer local, caso Stephan chegasse, durante vários meses após o rompimento. Stephan tinha ficado esmagado pela coisa toda. Eu tinha entendido que Javier ficou gravemente ferido, mas ainda achava que ele tinha sido um idiota sobre o rompimento. Ainda assim, eu tinha ficado chateada sobre o rompimento também. Stephan nunca tinha olhado para qualquer cara do jeito que ele olhou para Javier, e eu realmente esperava, no início, que isso iria no final fazer as coisas funcionarem para eles. Javier me viu olhando para ele, e seu sorriu morreu rapidamente. Ele sempre foi educado e cortês comigo, mas sentia que deixava ele desconfiado. Poucas pessoas entendem minha relação com Stephan. Javier me surpreendeu, inclinando-se para mim e me envolvendo em um abraço suave. — Eu estou tão feliz em vê-la recuperada, Bianca. Eu o abracei de volta automaticamente. Por algum motivo ele não me soltou, e eu achei isso estranho. — Você não me odeia, não é? — Ele sussurrou em meu ouvido. Eu pisquei, encontrando os olhos tímidos de Stephan sobre o ombro de Javier. — Por que eu odiaria você? — eu lhe perguntei em voz baixa. Ele me mantinha ainda enlaçada em seus braços. — Por ser um bastardo para Stephan por tanto tempo. Meu coração estava totalmente quebrado, mas isso não é desculpa para a forma como eu o tratei. E eu não fui exatamente agradável com você. Eu parei de falar com você também, mesmo que nada disso tenha sido culpa sua. Stephan ainda me diz que você me defendeu, até eu ter aquele ataque na festa dos dias dos Namorados, envergonhando a mim mesmo. Javier tinha feito parte da nossa tripulação por um mês, quando ele e Stephan estavam começando a se relacionar. Eu nunca tinha dado um pensamento para o
  • 28. fato de que Javier não tinha falado comigo também, desde a separação. Considerando todas as coisas, eu meio que esperei isso. — Eu sei que parece loucura, mas eu estava com ciúmes de você. Eu meio que tinha me convencido que algo estava acontecendo entre vocês dois, e era por isso que Stephan não conseguia se assumir como gay. Eu enrijeci. Ele me abraçou apertado, embora eu tenha ficado mole em seus braços. Eu nunca pensei que um homem tão esguio, poderia ser tão forte. — Eu sei. Loucura, não é? — Javier continuou. — Mas eu e Stephan estamos nos falando de novo. Por favor, me diga se está tudo bem com isso. Eu balancei a cabeça, apesar de não estar realmente certa sobre o que pensar. Essa reviravolta com Javier era tão repentina e inesperada, e Stephan não tinha me dito uma palavra. Eu apenas soube que ele não estava mais se encontrando com Melvin. — Sim, é claro. Eu não sou a guardiã de Stephan, ao contrário da crença popular. Ele beijou minha testa, se afastando para trás, para olhar para mim. — Eu sei, mas você é a sua família. Eu só quero que isso esteja ok para você. Seus olhos eram sinceros e suplicantes agora, longe da forma fria, que normalmente aparentava. Isso me deu esperança. Talvez ele só agisse daquela forma fria, para esconder seus sentimentos. Eu poderia muito bem entender isso. Eu sorri para ele. Foi um sorriso rígido, mas não por falta de esforço. — Sim. Okay. Eu quero aquilo que deixa Stephan feliz. Sempre. Javier assentiu enfaticamente, finalmente se afastando de mim. — Ótimo. Grande. Stephan estava preocupado que você não gostaria de nos ver juntos outra vez. Enviei a Stephan um olhar perplexo. Ele ainda estava nos observando, parecendo aflito.
  • 29. — Ele deveria me conhecer melhor. — eu disse. Javier voltou para Stephan. Eu fiquei chocada com o que aconteceu em seguida. Stephan jogou um braço sobre os ombros de Javier, bagunçando seu cabelo de brincadeira. Ele se afastou do homem menor quase que instantaneamente, mas ainda assim, era a coisa mais carinhosa que eu já o tinha visto fazer em público com outro homem. Por alguma razão, eu senti meus olhos ficarem úmidos. Stephan chamou minha atenção, caminhando até mim. Ele me levou ao seu peito, se inclinando para falar em meu ouvido. — Você está realmente bem com isso? — Que tipo de pergunta é essa? — Eu perguntei, minha voz abafada contra sua camisa polo laranja. —E por que é a primeira vez que estou ouvindo sobre isso? Ele passava sua mão para cima e para baixo nas minhas costas suavemente. — Foi só uma época maluca. Eu ia te falar, mas as coisas têm estado tão loucas ultimamente. E eu nunca conseguia encontrar o momento certo. Ele realmente me ligou, quando soube que você havia sido ferida, e ele queria ter certeza que nós dois estávamos bem. Isso foi doce, certo? Eu me afastei para trás, acenando para ele. — E as suas... questões? Ele engoliu em seco, rígido. — Javier e eu conversamos sobre isso. E eu percebi que ele tem um ponto excelente. Eu não tenho que fazer um anúncio para o mundo. Eu não preciso fazer um baile de debutantes sobre isso, entende? Mas eu não preciso mentir sobre isso, também. Eu só posso viver minha vida. Eu não devo explicações a ninguém. Eu sempre disse que só queria que minha vida pessoal fosse privada, mas eu estou começando a ver que havia mais do que isso na minha decisão. E eu não tenho nada que me envergonhar, certo? Ele havia tentado fazer uma afirmação, mas eu ainda ouvi a pergunta lá. Segurei seus braços apertados. — Absolutamente nada para se envergonhar. Estou tão orgulhosa de você, Stephan.
  • 30. Ele apertou o meu braço. Nós evitamos nos encarar por um longo minuto, os dois piscando para conter as lágrimas embaraçosas. Finalmente, nos recompomos, ele apenas acenou com a cabeça, voltando a ficar perto de Javier. Ele segurou o ombro do outro homem brevemente, antes de cruzar os braços sobre o peito, escutando a historia que Jessa estava falando. Eu me senti um pouco chocada, com a mudança súbita e drástica de Stephan. Mas era um bom choque. Eu olhei os dois homens por vários minutos, atordoada pela mudança de Stephan. Não era completa, mas ele continuou brincando e cutucando Javier no peito, ou puxando uma mecha de seu cabelo. Javier manteve suas mãos cuidadosamente para si mesmo, mas ele estava dando a Stephan os olhares mais quentes e doces. Eu pensei que era uma cena muito bonita. Murphy e Damien foram os próximos a participar do nosso grupo, e fizeram as saudações habituais, abraçando a todos. Percebi que nosso pequeno grupo tinha crescido bastante em quantidade e barulho. Eu procurei pelo salão espaçoso, pensando que James poderia ter dificuldade em me achar em um grupo tão grande, mas não vi sinal dele. Eu vi Melissa do outro lado do salão. Ela estava sentada no bar com o capitão Peter. Ela estava usando um vestido colante vermelho, olhando para o nosso grupo com mau humor. Gostaria de saber, um pouco penosamente, porque ela insistia em usar cores que confrontavam direto com seus cabelos. Eu mentalmente me castiguei. Ela era uma pessoa desagradável, mas isso não era desculpa para eu baixar ao seu nível. Eu lhe dei um pequeno aceno, quando nossos olhos se encontraram, resolvendo ser pelo menos educada, desde que ela era um membro da nossa equipe por pelo menos mais um mês. Ela apenas acenou com a cabeça para trás, em seguida, olhou para longe. Pelo menos ela não tinha me dado as costas. Me concentrei de volta em nosso grupo cada vez maior, com a chegada de mais dois membros.
  • 31. Eram Judith e Marnie. Elas fizeram parte da nossa equipe há alguns meses. Elas eram parceiras de festas inseparáveis. Judith tinha longos cabelos negros, e Marnie era uma loira platinada. Ambas eram baixinhas, com ótimo corpo e rosto bonito. Elas me lembravam um pouco duendes travessos. Duendes travessos um pouco bêbadas no momento. Me lembrei que muitas vezes elas se apresentaram aos homens em bares como Ivanna Humpalot e Alotta Fagina.1 Elas raramente voltavam para seus quartos sozinhas, às vezes até mesmo compartilhando os homens uma com a outra. Eles eram um par engraçado, mas não para os que tinham coração fracos. Stephan e eu fomos na festa de Judith do seu vigésimo primeiro aniversário, cerca de dois meses atrás. Tinha sido uma loucura. Ela tinha ficado com pelo menos três homens que eu tinha visto, e arrastou dois deles para seu quarto de hotel. Marnie era um ano mais velha que Judith, tinha apenas 22 anos. Eu era mais velha do que as meninas, mas elas me batiam com anos de experiência. Ambas achavam que qualquer mulher que tinha mantido sua virgindade intacta até os 15 anos, era uma puritana. Eu não imaginava que palavra elas teriam para alguém que manteve a sua até os 23, como eu. Judith gritou de alegria quando me viu. Ela correu e me abraçou. — Eu ouvi sobre o ataque. Como você está? — Ela quase gritou. Abracei-a de volta com firmeza, desejando que ela não tivesse falado tão alto. — Ótima. Como você está? Ela lançou um olhar de soslaio na direção de Damien. 1 Ivanna Humpalot é uma mulher russa estereotipada, que aparece no filme Austin Powers, O Espião Irresistível. Seu nome é uma paródia de Xenia Onatopp do filme de James Bond e também um trocadilho com a frase "Eu quero transar com muitos". Allota Fagina também é uma personagem do filme Austin Powers. Seu nome é uma brincadeira com a frase: "vagina demais", também uma paródia de um personagem da série de James Bond.
  • 32. — Quanto você quer apostar que eu vou acordar na cama de Damien amanhã? — Ela sussurrou. — E eu sei que vai ser ótimo. Marnie transou com ele há alguns meses atrás. Ela diz que ele é um jumento. O último cara que transei foi uma verdadeira decepção. Quero trepar com alguém que tenha um belo pau, certo? Suas palavras me surpreenderam e eu dei uma gargalhada. Eu não sabia sobre Marnie e Damien, mas eu não estava surpresa. — Informação demais, Judith. — eu disse a ela com um largo sorriso. — Eu tenho que trabalhar com ele toda semana. Marnie tinha se esgueirado ao nosso lado, se espremendo entre nós duas para me abraçar suavemente. — Se Judith for atrás dele esta noite, eu vou me juntar a eles. — disse ela com uma piscadela. — Eu juro por Deus, se existe algum homem que pode lidar com duas mulheres ao mesmo tempo, é ele. Ele é um homem de maratona. Judith franziu o nariz para Marnie. — Eu nunca consigo os realmente bons só para mim. Ela sempre quer um pedaço. Eu nem sequer tentei disfarçar minha risada. Ela estava reclamando, mas seu tom era mais divertido do que chateado. Damien tentou chamou minha atenção a alguns metros de distância. Ele não falou nada, só arregalou seus olhos questionadores para mim . Eu tinha certeza que ele estava preocupado com o que elas estavam me dizendo sobre ele. Eu apenas sorri para ele. Ele cobriu o rosto com as mãos, e eu jurei que pude ouvir seu gemido de dor. Eu não me sentia mal por ele, já que eu estava disposta a apostar que ele iria acabar com as garotas provocadoras até o final da noite. — Eu ouvi um boato de que você perdeu o seu cartão de virgindade. Finalmente. E para um cara super quente e rico. É verdade? Eu fiz uma careta. O boato estava vivo e bem, e aparentemente rolando com um fundo de verdade. — Sim. Por favor, não diga isso em voz alta. Eu ainda ficava mortificada, quando lembrava que as duas meninas descobriram que eu era virgem. Elas tinham adivinhado, o que era estranho,
  • 33. considerando que eu não poderia pensar em duas pessoas que poderiam saber menos sobre ser virgem do que elas. Nós estávamos no quarto de Judith no hotel, assistindo uma comédia romântica sobre um voo, quando as duas meninas começaram a contar suas histórias de sexo favoritas. Elas me pediram para compartilhar também, e eu acabei corando. Elas tinham adivinhado, com um pouco de desgosto, que eu ainda era virgem. Eu tive bastante trabalho para convencê-las a não me arrumar algum homem para me aliviar do meu problema. Marnie tinha até oferecido me emprestar sem problemas seu novo namorado na época. Eu não tinha aceitado essa oferta também. Eu deveria ter imaginado, que elas eram alheias aos sentimentos das pessoas, quando se tratava de sexo. — Bem, parabéns. Ele é bom? Às vezes, aqueles muito bonitos são horríveis na cama. Apesar de que se for muito bonito, eu sigo a linha que mesmo se for ruim de cama, ainda vale a experiência, certo? — Judith deu uma cotovelada de brincadeira nas costelas de Marnie, enquanto ela falava. Eu só balancei a cabeça, meus olhos arregalados. Eu certamente não sabia nada sobre isso. Eu não poderia imaginar que havia um homem no planeta que fosse melhor na cama. No entanto, eu particularmente não queria compartilhar essa informação. — Então ele era bom? Sua primeira vez foi boa? — Marnie insistiu. Eu balancei a cabeça, muito desconfortável. O compartilhamento de informações pessoais para esse tipo de coisa, não era para mim. — Em uma escala de um a dez, como foi? Eu suspirei. Elas não iam deixar esse assunto morrer. — Como seria: 'Eu quero que ele me foda até a morte, ou apenas termine logo', qual a escala que ele foi? As duas mulheres gargalhavam, mas o riso morreu quando elas olharam para cima, a minha esquerda.
  • 34. Senti um aperto de mão firme familiar na minha nuca. Lábios macios que eu estava bem familiarizada beijaram meu rosto. — Essa é uma avaliação emocionante, amor. — James murmurou contra a minha pele.
  • 35. CAPÍTULO CINCO Senti o calor invadir minhas bochechas em uma corrida, e um arrepio perverso de puro prazer balançar meu corpo. James com sua noção de tempo perfeita. Aparecendo no momento mais cativante possível. Judith e Marnie estavam apenas olhando para ele, atordoadas e mudas por um longo momento. Eu me virei para olhar para ele. Sua mão caiu da minha nuca, e nós apenas olhamos um para o outro. Eu saboreei a visão dele. Ele parecia... maravilhoso. Ele estava com uma camisa polo azul brilhante, jeans escuros e tênis azul marinho. Era o 'supermodelo James assumindo trajes casuais', pensei. Mesmo com seus trajes ocasionais, ele parecia muito sexy em público. Eu nunca o tinha visto com jeans antes. Ele estava um pecado de se olhar. Eu vi apenas uma sugestão do seu peito bronzeado no colarinho, e tive que reprimir a minha vontade de babar. Seu cabelo caramelo levemente varrendo em seu pescoço, e eu cerrei minhas mãos para mantê-las ao meu lado. Eu queria tocá-lo. Mas sempre o nosso toque, levava a outra coisa muito rápido entre nós. Eu olhei para seus brilhantes olhos azuis. Eles estavam intensos e sérios. Seus olhos caíram para os meus brincos e depois para o colar na minha garganta. Sua mandíbula apertou, e então relaxou. Ele passou a língua sobre os dentes. Todo o meu corpo parecia apertar. — Obrigado por usá-los. Foi... atencioso de sua parte. — ele disse em seu tom mais educado, sua voz rouca.
  • 36. Ele engoliu em seco, enfiando as mãos nos bolsos, em seguida, as dobrando sobre seu peito. Ele fez isso distraidamente, a parte superior dos seus braços sobressaindo sobre sua camisa. Seu peito e braços pareciam maiores do que eu lembrava, os músculos saltando, como se ele tivesse feito levantamento de pesos em excesso. O material de sua camisa parecia tão suave, que me fez coçar para correr meus dedos sobre ela. Mas o mais leve toque seria recorrer a um acidente vascular cerebral. E então eu iria querer sentir a carne embaixo... Os olhos de James estavam correndo pelo meu corpo agora, não pela primeira vez. Seus olhos estavam em minhas pernas nuas, e então meu decote. — Suas pernas são espetaculares. Você torna o uso de minissaia quase ilegal. — Ele olhou para o meu rosto, finalmente. —Você está linda. — Ele tomou uma respiração profunda, dura, me encarando. Foi gratificante. — Mas essa roupa não é um pouco sexy demais para uma festa do trabalho? Eu torci o nariz para ele, então incisivamente olhei ao redor da sala. Aqui era Vegas, e nós estávamos em um bar cheio de comissários de bordo. Meu traje era francamente modesto em comparação com alguns dos modelos que vi por ali. — Você quer que eu te foda na frente de todos os seus colegas de trabalho? Porque isso é tudo que eu posso pensar, quando eu vejo você com essa roupa. — Sua voz soou baixa, mas eu engasguei com suas palavras. —Este era para ser um encontro breve e casual. — eu disse a ele, uma sugestão de acusação em minha voz. Ele respirou fundo, olhando ao redor da sala, e longe de mim. Eu vi quando ele contou até dez silenciosamente. — Eu senti saudades de você. — ele disse finalmente. Eu tive saudades dele também, mas eu não conseguia dizer isso a ele. Ele ainda me perturbava demais para esse tipo de honestidade. Em vez disso, eu disse a primeira coisa que veio à minha cabeça. — Você chegou tarde.
  • 37. Sua mandíbula apertou novamente. — Sim. Eu estava no meu carro, no meio de uma ligação comercial mais chata da minha vida. Eu acho que vou ter que demitir o meu gerente, em Nova York. Eu não vi você chegar, e perdi a noção do tempo. Peço desculpas. Eu não queria perder um segundo de nosso tempo juntos, o que fez o telefonema particularmente irritante. — Está tudo bem. Chegamos aqui mais cedo, então eu só fiquei surpresa ao ver que você estava atrasado, o que não é comum. — Nos apresente. — Judith disse alto. Eu não fiquei surpresa. As duas meninas haviam mostrado uma surpreendente quantidade de autocontrole em nos deixar falar calmamente, nos dando esse tempo. Eu me virei, dando às mulheres um sorriso triste. Jessa se aproximou, e de repente tínhamos a atenção de todo o grupo. Eu andei em torno do grupo, apresentando todas as pessoas a James que ele ainda não tinha conhecido. Toquei o braço de James levemente quando eu terminei. — Pessoal, este é meu amigo, James. — eu disse, me sentindo estranha. Eu não tinha ideia do que chama-lo. — Namorado. — James me corrigiu, e eu levantei uma sobrancelha para ele. Eu não sabia o que éramos, mas não parecia correto ele me chamar assim. — Namorado realmente sério. — ele falou com um sorriso. Eu achava que sabia o que ele estava fazendo. Ele queria falar comigo em particular, e ele sabia que dando a si mesmo esse título, iria me antagonizar o suficiente para me fazer o chamar em um canto. Eu não ia cair nessa, eu disse a mim mesma com firmeza. E ele era muito possessivo. Ele diria qualquer coisa para alertar os outros homens para se afastarem. Enviei a Damien um olhar. Ele estava nos observando, com a boca apertada. Olhei para longe rapidamente, querendo evitar chamar a atenção para esse fato, já que ele estava olhando para nós dois atentamente.
  • 38. Judith e Marnie começaram a conversar com James impiedosamente. Eu estava mais do que um pouco surpresa que elas não estavam dando em cima dele. Nem um pouco. Parecia mais como se quisessem entrevista-lo. Eu pensei que era muito doce isso. Eles eram as mulheres mais paqueradoras que eu conhecia, mas elas estavam saindo do seu jeito habitual, mantendo uma conversa completamente platônica com alguém que elas achavam que era meu namorado. Alguém que simplesmente era o homem mais bonito do planeta. Isso me fez ver como elas eram boas amigas para mim. Talvez melhor do que eu lhes dava crédito. Eu tinha o triste hábito de ser mais cínica do precisava. Bondade ou consideração quase sempre me pegavam de surpresa se vinham de outra pessoa que não fosse Stephan. Eu supunha que ele era a única pessoa que eu já me permiti ter expectativas. Eu tinha muitos amigos. Principalmente amigos casuais. Mas a amizade e confiança não era uma conexão que eu tinha com as pessoas. Eu ouvia as meninas fazendo perguntas após perguntas a James, até mesmo se falava palavrões. De repente, me senti velha com meus 23 anos. Eu sempre pensei que fosse mais madura, mais experiente, mas eu certamente tinha sido vencida no departamento de cinismo. Toquei o braço de James, com apenas as pontas dos meus dedos. — Eu já volto. Eu vou ao banheiro. James tentou me acompanhar até o banheiro, mas eu acenei para ele. — Vá dizer oi para Stephan. — eu disse a ele. Ele me deu um olhar severo, mas caminhou em direção a Stephan. Judith e Marnie se juntaram a mim. A parte de cima de suas cabeças batia no meu peito. Eu sempre me sentia como uma gigante, quando eu estava ao lado delas. — OH MEU DEUS, Bianca, ele é o homem mais lindo que eu já vi na minha vida. — Judith jorrou, enquanto nós fizemos nosso caminho através do bar. Eu corei, mas eu certamente não poderia desmentir o comentário. — Esse homem é absolutamente belo. — Marnie disse.
  • 39. Eu franzi o nariz. A palavra belo soou muito feminina para mim. E isso era uma coisa que não tinha nada a ver com James. — Ele é bom de cama, também? — Marnie perguntou, claramente cética — Isso não é justo. Se eu fosse ele, eu nunca deixaria minha casa. Eu iria ficar para sempre em casa, só me fodendo. Se você me disser que ele tem um pau grande, eu poderia cortar meus pulsos ou me tornar lésbica. Chegamos até a fila para o banheiro, era uma multidão absurda na fila, que já estava pelo menos uns bons vinte metros de distância do banheiro. Eu sorri com tristeza. — Então eu não vou te dizer. — eu disse. As duas mulheres começaram a fazer sons altos de desespero. Eu ri de suas encenações. — Eu acho que as coisas boas realmente vêm para aqueles que esperam. — Judith disse, parecendo triste. — Eu não posso ir em um encontro sem dormir com um cara. E eu não posso ficar dois dias sem marcar um encontro, então eu acho que nunca vou conseguir ter uma boa pessoa. — Eu não consigo esperar para transar também, então eu acho que nós nunca vamos conseguir nada de muito bom. Esse tipo de bom só vem para aqueles que esperam 23 anos, aparentemente. — Marnie disse tristemente. Ela iluminou, melhorando quase que imediatamente. — Mas nós vamos pegar um pedaço do capitão Damien esta noite. Ele é uma bela fatia de algo bom. Eu não apontei que ele não parecia muito feliz em vê-las. Eu duvidava que isto as detivesse. Elas formavam um par bem persuasivo. — O que há com esse lixo todo nos tabloide que eu continuo vendo? — Marnie perguntou, lançando um olhar muito sério para mim. Eu fiz uma careta. — Principalmente mentiras e apenas pessoas horríveis dizendo coisas horríveis, porque chama a atenção. Estou tentando ignorá-los.
  • 40. Judith me deu um olhar perplexo. — Eu acho que é impressionante. Parece que agora sabemos como se sente uma celebridade. Eu acho que é tudo tão divertido e emocionante. E ele é tão bonito. Pode haver coisas piores. Ela tinha um bom ponto sobre as coisas piores, eu pensei. Eu dei de ombros. — Eu não posso mudar, então eu estou me ajustando. — Então ele não tem uma namorada? — Marnie perguntou. — Eu li em algum lugar que ele estava namorando alguma herdeira linda, pelos últimos oito anos. Isso era uma mudança de tópico que mata qualquer humor. Eu suspirei. — Ele me diz que ela é apenas uma amiga. Acho que a pergunta é, eu acredito nele? Estou trabalhando nisso. Confiar nele não é instintivo para mim, mas é uma coisa minha, que não tem nada a ver com ele. Judith fez um gesto para as minha joias. — E todos estes lindos brilhantes? Eu voto confiar nele. Eu ri. Elas estavam começando a me lembrar uma versão meio bêbada do bom policial, e mau policial. Marnie bateu no meu ombro. — Tenha cuidado, Bianca. O homem parece que poderia quebrar corações apenas por diversão, você sabe? Judith fingiu abanar. — Mas ela vai ter um monte de diversão, certo? Eu não podia discutir com nada disso. Não era nada que eu já não tivesse pensado. Havia um grupo de mulheres próximas, apenas alguns passos a nossa frente na fila. Eles estavam sussurrando e me apontando rudemente. Eu não conhecia nenhuma delas, mas elas eram provavelmente, outras aeromoças que eu nunca tinha trabalhado. Imaginei que tinha lido algo terrível sobre mim. Eu ignorei. Era algo que eu ia ter que me acostumar. Era tudo parte do circo de mídia que cercava a vida de James. E eu tinha, aparentemente, decidido dar mais uma chance a este homem, apesar do meu
  • 41. melhor julgamento. Ele ainda me queria, e ele era um homem difícil de ignorar quando ele estava em perseguição. O grupo explodiu em gargalhadas. Mesmo o riso soou escroto, então eu sabia que elas estavam dizendo algo terrível. Eu forcei minha mente em concentrar em outra coisa, um hábito antigo que eu usava para evitar coisas desagradáveis que não poderiam ser alteradas. Nós finalmente conseguimos chegar ao inicio da fila, e entramos e saímos do banheiro sem incidentes. As garotas eram ruins e tinham feito Judith e Marnie quase puxarem uma briga. Eles começaram a falar cada vez mais alto, e enfatizar palavras como "prostituta" e "caçadora de fortuna", enquanto me atiravam olhares estranhamente maléficos. O que quer que tenham lido sobre mim, eu não conseguia entender porque isso iria afetá-las, ou por que elas se importariam o suficiente para ser abertamente hostil a uma estranha. Estava além de mim conseguir entender isso, então eu não fiquei pensando muito sobre o assunto.
  • 42. CAPÍTULO SEIS Minhas costas endureceram quando nos aproximamos do nosso grupo novamente. James estava em pé, perto de Stephan e Javier, e eles estavam rindo de alguma coisa. Mas ele não estava sozinho. Melissa estava praticamente colada ao seu lado, rindo junto com eles. — Você percebe que essa cadela não foi legal com ninguém até agora. Então, ela vem e mergulha nele como um abutre. — Marnie estava dizendo em voz baixa. — Eu não gosto dela. Ela fala um monte de merda sobre as pessoas, para disfarçar as suas merda, que posso afirmar que ela faz em grande quantidade. — acrescentou Judith. Tentei seguir todas as merdas dessa frase. Eu desisti quando chegamos perto o suficiente, para eu ver a forma como as mãos de Melissa estavam se esgueirando em pequenos toques por todo o corpo de James. Ela tocou em seu braço, deu um tapinha em suas costas, subiu e apertou o seu ombro. E depois passou a mão ao longo de seu peito e estômago no seu caminho de volta para baixo. James deu um passo para trás, evitando o seu contato, mas eu ainda via vermelho. Vermelho forte. Carmesim como no sangue. Sangue que eu ia derramar daquela cadela vadia. Caminhei entre os dois em uma névoa estranha de raiva, encostei ao lado dele, empurrando ela bruscamente para fora do caminho com o meu corpo. Passei a mão ao longo da linha de seu peito e abdômen que ela tinha tocado, como se meu toque pudesse apagar a dela. Eu ouvi os cubos de gelo baterem no seu copo, quando ela foi empurrada pelo meu movimento súbito. Ela ofegou em indignação.
  • 43. Eu a ignorei, olhando para James. — Por que você deixou ela tocar em você? — Eu lhe perguntei em voz baixa. Ele pareceu surpreso, e divertido. — Eu pensei que ela era amiga sua. Eu estava tentando não ser abertamente rude, mas ela estava se tornando mais difícil. Você tomou uma bebida enquanto esteve fora? Você ficou fora por trinta minutos. Agora você está agindo um pouco... diferente. — Puta. Você me fez derramar a bebida no meu vestido! — Melissa estava gritando atrás de mim. Era fácil ignorá-la, eu tinha um bom motivo. Corri minhas mãos para cima e para baixo no peito de James novamente, usando a ponta dos dedos para traçar cada músculo. Ele era incrivelmente duro. — Não há nenhuma parte de meu corpo que seja tão dura. — eu pensei em voz alta. — Amor, cuidado. Você não pode oferecer a um homem faminto um pequeno pedaço, e esperar que ele não pule em cima de tudo. Eu acariciava seu peito novamente, parando em um de seus mamilos. — Eu quero ver o seu corpo. — eu disse a ele. Agora eu tinha feito. Eu tinha ido e o tocado, e foi pior do que estar bêbada. Eu não conseguia me concentrar em nada, apenas em tocar mais partes dele. — Sua vadia fodida! — Melissa disse mais alto. —Você tem alguma ideia de quanto este vestido vale? É BCBG. Você sabe mesmo o que é isso, puta? Eu vi os olhos de James arregalarem apenas um segundo antes dele me virar, me deixando de costas contra a ruiva louca. Eu ouvi o som de uma bebida ser lançada, vidro e tudo, contra as costas duras de James. Ela havia lançado direto para a minha cabeça, eu percebi, atordoada. Ela era uma puta louca...
  • 44. — Foda—se! — disse James, olhando por cima do ombro para uma Melissa ainda fumegando. — Você precisa dar o fora daqui, ou a segurança irá escolta-la para fora. Eu acho que você já se constrangeu bastante esta noite, certo? — Seu tom era positivamente mordaz. Melissa amaldiçoou fluentemente, enquanto se afastava. Nosso grupo explodiu em conversas, enquanto ela saia. O consenso geral era: 'Cadela louca'. — Vadia completamente biruta. — Murphy resumiu, como só poderia Murphy fazer. Todo mundo riu, quebrando o último pedaço de tensão. Eu olhei para James, franzindo os lábios. — Isso foi muito cavalheiro de sua parte, me proteger com seu corpo, do copo de vidro que ela atirou em mim. — eu disse a ele. — Obrigada. Ele balançou sua camisa, cubos de gelo ainda voando das suas costas. Eu verifiquei atrás. Sua camisa estava encharcada. Até seus jeans estavam encharcados. Fiquei aliviada ao ver, no entanto, que o vidro tinha quebrado no chão, deixando-o incólume. Uma garçonete apareceu com um balde e esfregão e começou a limpar o vidro quebrado e a bebida do chão. Nós nos afastamos de seu caminho. —Parece que você vai ter que tirar todas as suas roupas. — eu disse a ele com um sorriso. Ele sorriu de volta, mas seu sorriso era quente. — Eu tenho uma muda de roupa no carro. Vem comigo? Inclinei-me mais perto dele, inalando profundamente. Ele cheirava tão bem que eu senti minhas pálpebras fecharem apenas com o prazer de seu cheiro. Era tão bom, que eu queria colocar um nome para ele, e engarrafá-lo. — Convença-me. — eu lhe disse em voz baixa, forçando meus olhos a se abrirem e olhei para ele.
  • 45. Ele olhou em volta, passando a língua sobre os dentes, isso era sexy como o inferno. — Tudo bem. Será que você tem algo específico em mente, ou eu posso fazer o que achar melhor? Eu estou tentando fazer as coisas direito aqui, pois eu não quero assustá-la para fora novamente. Você não está tornando mais fácil, no entanto. — Sua camisa esta molhada. Eu quero que você a tire. Quero ver sua pele. — Ele me deu um olhar avaliador. — É isso? Tudo o que tenho que fazer para você chegar no meu carro é tirar a minha camisa? — Ele estava chicoteando-a antes mesmo de terminar a pergunta. Vaias e assobios começaram a soar em torno da sala, quando as pessoas viram o seu espetacular peito nu. Eu engasguei com a visão de toda a sua pele nua. Ele tinha aumentado definitivamente sua parte superior, no mês que ficamos separados, seu peito já era impressionantemente atraente, agora era perturbador, para dizer o mínimo. — Você levantou mais pesos. — eu observei. Seu sorriso era um pouco dolorido. — Eu precisava de um pouco mais de atividade física para me ajustar a essa coisa toda de celibato. Eu costumo malhar por duas horas na parte da manhã. Eu adicionei mais duas à noite, também, como uma espécie de... auxílio para dormir. Eu senti uma agitação estranha de culpa, e uma emoção não tão estranha de alegria, por sua menção ao celibato. Eu abri minha boca para dizer... alguma coisa, mas eu não conseguia manter um pensamento, com toda a sua pele nua na minha frente. Meu olhar moveu mais para baixo. Seus jeans estava perigosamente baixo. Eu segui a pele logo acima de seu jeans. Era um território perigoso, mergulhando em um V bem definido. Uma excitação impressionante e crescente estava fazendo seu jeans mais obsceno a cada segundo.
  • 46. Ele agarrou minha mão. — A menos que parte do meu trabalho de convencimento seja foder você contra a parede mais próxima, eu começaria a andar, Botão de Ouro. Ele pegou minha mão e começou a andar. — Eu preciso de uma camisa nova. — James falou em direção a Stephan quando passamos. Stephan lhe deu um olhar arregalado, mas apenas acenou com a cabeça. — Nós voltamos já . — Eu quero ter seus bebês. — alguém murmurou enquanto passávamos. Enviei um olhar naquela direção. Eu não poderia começar a ter crises de ciúmes loucas por ele, no entanto. Eu que tinha feito ele deixar seu peito nu em uma sala cheia de comissárias de voo famintas... E se alguém lançasse um olhar para o seu jeans, isso certamente não iria diminuir seu interesse. Clark nos encontrou na entrada do clube, mantendo a porta aberta, rosto impassível. — Mandou muito bem, Senhor. — disse ele calmamente. Eu sorri para ele, sabendo que ele estava se referindo a James se mover rapidamente para me proteger da bebida lançada. — Qualquer paparazzi no estacionamento? — James perguntou bruscamente. — Max fez uma varredura. Parece limpo, até agora, Sr. Cavendish. James apenas acenou com a cabeça, quase me arrastando pelo pequeno terreno até o estacionamento. Clark conseguiu chegar na frente de nós dois para abrir a porta do carro. — Sua mala já está ai, e aberta. James assentiu. — Muito bom. — disse ele, me fazendo entrar primeiro no carro.
  • 47. Eu me sentei, em seguida, fui mais para o lado, para dar lugar a James. Ele entrou atrás de mim sem uma pausa, a porta fechando atrás dele. Eu ouvi ele puxar algumas respirações irregulares, e então ele estava em mim. Ele me tinha deitada em uma respiração. Ele abriu minhas pernas bem abertas, rastejando entre elas. Ele desabotoou a calça jeans, puxando sua ereção rígida com um gemido áspero. — Eu queria ter meu tempo com você, quando eu finalmente tivesse minhas mãos em você de novo, mas eu não posso esperar. Desabotoe sua blusa. Quero rasgá-la demais para tocá-la. —Enquanto falava, ele foi avançando minha saia para cima sobre meus quadris. Ela era flexível, felizmente. Eu pensei que ele não teria hesitado em rasgá-la se não fosse. Minha calcinha não teve tanta sorte. Ele agarrou a renda em suas mãos e arrancou os dois lados. Eu contorci minha metade inferior, enquanto trabalhava nos pequenos botões da minha blusa. Quando eu tinha liberado o último, ele estava abrindo minha camisa impaciente. Suas mãos já estavam sobre o fecho frontal do meu sutiã, quando o que ele viu o fez congelar. Meu tronco ainda estava marcado com os últimos vestígios do que tinha sido uma contusão verdadeiramente hedionda. Eu vi suas mãos tremerem um pouco, quando ele soltou o meu sutiã. Ele passou as pontas dos dedos ao longo das marcas já desvanecidas. — Mais de um mês depois, e ainda esta assim? — Sua voz era profunda com a agitação. Eu virei o rosto. — Eu não quero falar sobre isso. Eu já falei o suficiente sobre isso. Ele segurou meu queixo, virando meu rosto para ele. Seus olhos eram selvagens. —Eu não poderia suportar se algo vier a acontecer com você. Você entende isso? Eu nunca me senti tão impotente ou aterrorizado na minha vida, quando eu vi a ambulância se afastando com você, não tendo ideia do que tinha acontecido, ou mesmo se você estava bem. E depois descobrir que aquele monstro que tinha colocado as mãos em você? Eu quero matá-lo. Eu preciso protegê-la.
  • 48. Eu cerrei a minha boca em uma linha dura. — Não é isso que eu quero de você. E eu não quero falar sobre isso. Ele estava me beijando de repente. Foi um beijo irritado, apaixonado. Eu o beijei de volta, com a mesma paixão. Assim como muita raiva. Ele estava empurrando para dentro de mim tão rápido, que eu estava cheia antes que eu soubesse sua intenção. Eu estava molhada e pronta, mas eu estava tão apertada, e ele era tão grande, que ainda causou uma fricção deliciosa que beirava a dor. Engoli em seco, minha cabeça caindo para trás, meus olhos se fechando. Ele segurou meu queixo, com força. — Olhe para mim. — ele ordenou. Eu olhei o fervor de seus olhos com uma dor melancólica, que eu senti no fundo do meu peito. Eu teria dado qualquer coisa para ele se sentir sempre da forma que ele ficava quando estava dentro de mim e me olhando. Ele olhava para mim neste momento, como se eu fosse mais importante que o ar, e isso era mais do que eu poderia suportar. Seu cabelo arrastou sobre seu rosto e o meu, quando ele inclinou mais perto de mim. Ele segurou meus pulsos acima da minha cabeça, usando sua mão como algemas. Ele segurou meus pulsos com uma mão, enquanto a outra se movia até meu colar, puxando o círculo. Seus impulsos nunca parando ou diminuindo: — Você é minha, Bianca. Diga! Minhas palavras saíram com um suspiro áspero. — Eu sou sua, James. — Venha. — ele ordenou, empurrando tão rápido e duro que eu soluçava, enquanto gozava. Ele gemia meu nome de novo e de novo, enquanto ele derramava dentro de mim. Depois, ele se apoiou cuidadosamente em seus cotovelos, protegendo meu peito ainda ferido e minhas costelas. Ele pegou uma camiseta limpa de sua mala aberta para me limpar, e depois se limpou também. Eu fiquei deitada, e o observei, quase preguiçosamente, enquanto
  • 49. ele colocava uma nova cueca boxer, jeans, e uma camiseta cinza clara, com decote em V. Ele se agachou ao meu lado, depois que se trocou, arrumando as minhas roupas quase com ternura. — Eu machuquei você? — Ele perguntou, enquanto abotoava minha camisa. — Mmm, não. — eu disse. Qualquer coisa que possa ter doido, certamente não me incomodou na hora. — Nem mesmo as costelas? — Ele alisou minha camisa, quando terminou de abotoar os botões. Eu puxei uma respiração profunda, mas não, ainda não estava doendo. — Não, não muito. Elas finalmente não me incomodam tanto. Respirar foi um pouco difícil, durante algum tempo. Sua boca se apertou enquanto alisava minha saia para baixo. — Nós não temos que fazer qualquer uma das coisas mais ásperas, se você não quiser. Eu não me refiro apenas enquanto você estiver se curando. Eu poderia largar essas coisas completamente, se não é o que você quer mais. — Eu ainda quero. Nada mudou a esse respeito. O que ele fez... e o que você faz, eu não vejo como a mesma coisa. Eu não posso explicar, mas um me ajuda a lidar com o outro. Podemos não falar mais sobre isso? Ele alisou meu cabelo do meu rosto, beijando minha testa. — Precisamos conversar mais, não menos. Sobre um monte de coisas. Se você me deixasse falar com você, poderíamos ter resolvido as coisas entre nós. Eu não suporto essa incerteza constante que você me causa. Me sentei, sentindo a necessidade de manter uma certa distância. — Vamos fazer um acordo. Que tal não falarmos. Eu vou para sua casa com você hoje à noite. Eu vou ficar na sua casa. Nós podemos fazer qualquer coisa que você quiser. Você pode foder meus miolos a noite toda. — Minha voz estava ficando vergonhosamente grossa, até mesmo uma pitada de sotaque estava saindo. — Mas
  • 50. eu não quero falar sobre o ataque, e qualquer coisa referente a ele. E eu não quero falar sobre nosso relacionamento, ou a falta de um. Sua mandíbula apertou, mas eu vi quase imediatamente que ele não ia discutir comigo. — Nós temos que voltar antes para a festa? — Ele perguntou finalmente, seu humor claramente mais sombrio. — Sim. — Eu disse com firmeza.
  • 51. CAPÍTULO SETE Caminhamos de volta para dentro do prédio sem outra palavra. James agarrou meu cotovelo de forma possessiva. Nós nos reunimos ao meu grupo de amigos. Algumas pessoas nos deram sorrisos afetados pela nossa ausência, mas ninguém disse nada sobre isso. James estava quieto e retraído. Eu tive dificuldade em me divertir, quando sabia que eu que tinha deixado seu humor repentinamente sombrio. Ele mal me tocava. Não até Damien me envolver em uma conversa, quando de repente ele se tornou muito carinhoso. Damien estava me perguntando se eu tinha algum plano para a próxima escala em New York, quando senti James imprensar contra minhas costas, envolvendo os braços em volta de mim com muito cuidado, apenas sob os meus seios. Homem contraditório, pensei sombriamente, enquanto ele enterrava o rosto no meu pescoço. — Hum, não, eu não planejei nada. — Eu tentei responder a Damien, distraída pelo homem controlador em minhas costas. Ele apertou sua virilha contra mim, e eu não tinha dúvidas sobre o que ele estava pensando. James levantou a cabeça com a minha resposta. — Eu tenho um evento que eu gostaria que você participasse comigo, se você estiver disposta. É um evento formal de caridade. Eu endureci, perplexa com a oferta. Era uma reviravolta para ele, me chamando para acompanha-lo em um evento tão público. Nós tínhamos combinado desde o início que nós não íamos namorar ou marcar encontros. Não era o que
  • 52. qualquer um de nós desejava. Eu tinha rapidamente ficado machucada com esse acordo, mas eu não sabia que ele tinha mudado de ideia sobre disso. Quando tinha mudado e por quê? Ou era apenas um golpe para mostrar que eu era sua propriedade para Damien? — Hum, eu não tenho nada para vestir a algo como isso. — eu disse, soltando a primeira desculpa que veio na minha cabeça. Suas mãos começaram a se mover ao longo do meu estômago, me acariciando. Ele agarrou meus quadris, me segurando firme, enquanto se endireitava atrás de mim. O movimento trouxe sua ereção mais rente a minha bunda, e eu tive que abafar um suspiro. Eu não queria que ninguém visse o que ele estava fazendo. Eu tentei o meu melhor para parecer normal, mas não tinha ideia se eu consegui. — Eu pedi a minha assistente para selecionar um guarda-roupa para você, assim sempre terá roupas em minha casa. — ele disse, em um tom perfeitamente casual. —E ela vai estar lá na manhã da sexta, para ajudar você a selecionar algo do armário, ou encontrar outra coisa. Ela vai levar uma amostra de vários estilistas para você experimentar. Eu pisquei, não sabendo o que pensar disso. — Você não deveria. — É justo, se eu quero que você assista a um monte de eventos comigo, que eu forneça as roupas que você precisa usar neles. E além disso, nós já discutimos essa coisa dos presentes exaustivamente. Se bem me lembro, foi uma das concessões que você realmente concordou. — Ele estava se movendo contra mim enquanto falava. Era difícil segurar um pensamento, quando ele fazia isso. — Quando você fez tudo isso? Do guarda-roupa? — Eu perguntei, perplexa. — Semanas atrás, quando percebi que simplesmente eu teria que me acostumar com a ideia de que eu não poderia te proteger dos paparazzi, então eu poderia muito bem te mostrar. Eu apenas pisquei.
  • 53. Damien estava nos olhando, e estudando James. Eu tinha quase esquecido, por alguns minutos, que ele estava lá. James tinha esse efeito em mim. — Você vai vir comigo, não vai? — James murmurou no meu ouvido. Ele passou os braços em volta dos meus ombros, seus braços se movendo lentamente, esfregando meus mamilos. Não havia nenhuma maneira que ele não estivesse ciente que os estava tocando. Eles estavam como duas pedrinhas duras, e não tinha como ele não sentir através do material fino da minha camisa e meu sutiã de renda. — Eu, hum, eu não sei. O convite é inesperado, como eu tenho certeza que você sabe. E eu nunca estive em nada parecido com isso. — Não há nada especial nele. Nós apenas nos vestimos e caminhamos ao redor, nos misturando. Eu não vou sair do seu lado, se você está nervosa com isso. Eu só quero a sua companhia. Damien foi embora, provavelmente se sentindo ignorado. Ele foi para o lado de Murphy, que estava contando uma história bastante alta para a sala inteira ouvir. Eu lancei minha voz baixa, falando sobre meu ombro. — Eu pensei que não estávamos fazendo nada disso. Você disse desde o início que não estávamos namorando. — Eu ia falar com você sobre isso, mas eu não estou autorizado a falar esta noite, lembra? — Sua voz profunda era um estrondo contra a minha orelha. Eu vi o jogo dele. Ele queria me deixar curiosa o suficiente, para engolir de volta as minhas próprias palavras. Eu não faria isso, porém, mesmo que a minha curiosidade estivesse me matando. Eu coloquei um cotovelo atrás de mim. — Tudo bem, então não vamos falar sobre todos esses eventos, que entram no assunto que gera muitas perguntas sobre a nossa relação?
  • 54. Ele fez um zumbido indignado atrás de mim, e eu podia sentir o estrondo me atravessando. Ele não falou durante vários minutos. Eu tive que morder a língua para não fazer perguntas. Por fim, ele quebrou o silêncio. — Você gosta de cavalos? — questionou. — Cavalos? — Eu perguntei, perplexa. — Sim, cavalos. Você gosta deles? Eu pensei sobre isso. Mais sobre por que ele estava perguntando, do que a questão em si. Finalmente, eu só foquei na questão. — Sim, eu gosto de cavalos. Não sei se de todos. Por quê? — Você já andou? Eu corei. — Uma vez. Foi apenas um passeio de duas horas guiado, no alto das montanhas, então eu nem sei se isso conta, mas eu adorei. — Você acha que se sente bem o suficiente para tentar montar agora? Ou você precisa se curar mais? Lancei—lhe um olhar desconfiado. — Você tem cavalos na cidade? — Eu não tinha notado qualquer estábulo em sua propriedade, mas eu também não tinha conseguido exatamente um tour adequado. — Eu tenho. Eu preciso te mostrar toda a propriedade um dia, inclusive os estábulos. Eles estão afastados da casa. Mas isso não é o que eu tinha em mente. Você disse que eu poderia fazer o que quisesse com você. Você não me deu quaisquer restrições, incluindo ficar na cidade. Gostaria de levá-la para a praia, para relaxar, mas eu acho que ultimamente eu absolutamente desprezo a praia. Eu levantei minhas sobrancelhas para ele. — Você não gosta da praia? — Eu lhe perguntei, desconcertada. Ele cerrou sua mandíbula e olhou através da sala, com um olhar duro como aço. Segui seu olhar. Ele estava olhando para Damien como se ele quisesse fazer ao homem um dano corporal sério.
  • 55. — Atualmente, apenas o pensamento da praia me deixa violento. — ele disse, seu tom calmo, mas ameaçador. — Então, eu tenho uma outra ideia, se você estiver a fim de tentar andar a cavalo. Eu o estudei, tentando seguir os seus padrões singulares de pensamento. — Onde você quer me levar? Ele virou seu olhar duro como aço em mim. — Você disse que eu poderia fazer qualquer coisa com você esta noite. E você não disse que eu tinha que dizer o que ou onde. Tudo o que eu quero saber é, você acha que pode andar a cavalo? Eu olhei para trás. — Eu não tenho certeza. Eu me sinto bem. Se eu não fizesse nada muito louco, e fosse um cavalo calmo, eu suponho que eu poderia. Ele acenou com a cabeça decisivamente. — Ok, nós levaremos isso com calma. Deixe-me dar alguns telefonemas. Eu o olhei andando para fora, um pouco atordoada pela súbita mudança nos eventos. Ele sempre parecia fazer isso comigo, mudar tudo ao seu redor, até que eu estava tonta e ofegante, e aceitando os seus caprichos sem um protesto. Era muito irritante e estimulante. Eu achava que a minha vida era satisfatória e completa, antes de conhecê-lo. Eu pensava que a excitação era a última coisa que eu queria para mim. E o pensamento de me apaixonar teria sido uma verdadeira maldição na minha opinião. Como pode uma pessoa mudar tudo tão de repente? Eu me perguntava, e não pela primeira vez. Eu não sabia onde ele estava planejando me levar, mas não importa. Eu iria. Meu autocontrole se desmoronava, quando estava na órbita de James. Eu me aproximei de Stephan, ouvindo a história prolixa de Murphy, antes de ser notada. Ele estava falando a todos sobre o horror de acordar com duas mulheres e uma nova tatuagem no peito com um de seus nomes. Só que ele não se lembrava nem dos seus nomes, apenas que uma delas era Lola, uma vez que estava escrito em grandes letras pretas em seu peito.
  • 56. Eu pisquei para a história ridícula. Surpreendentemente, eu acreditei nisso, pois tinha visto a tatuagem, quando estávamos à beira da piscina. Eu escutei, tão interessada como os outros, para descobrir quem era a mulher da tatuagem, e por que ele fez isso. — Acontece que, eu tinha conhecido essa mulher mais cedo naquela noite. Ela tinha me abandonado em um ataque de fúria depois que eu fiz a tatuagem e comecei a conversar com as duas que acordei naquela manhã. Eu estava apenas sendo simpático, tenho certeza! Sua postura defensiva sobre as duas mulheres que ele tinha acordado na cama, fez todo mundo cair na gargalhada. Ele ainda estava genuinamente ofendido com a mulher que inspirou sua tatuagem, e nunca falou com ele de novo. Quatro outros pilotos se juntaram ao nosso grupo. Eu os reconheci apenas vagamente. Eles faziam parte da nova geração de pilotos, e eu sabia que eles eram amigos de Damien e Murphy, mas não conseguia me lembrar de seus nomes. — Ele conta a história que ela fugiu, toda vez que ele está bêbado. — Damien disse em uma voz divertida. Ele estava logo atrás de mim. Eu me virei e lhe dei um leve sorriso. Sua voz estava alta o suficiente para todos do grupo ouvirem, mas ele parecia estar falando comigo. — Ele nem se lembra dela, mas ele diz que confia em seu julgamento, porque mesmo bêbado o suficiente para fazer isso, o fato dela inspirar ele a fazer uma tatuagem em uma noite, ela deve ter sido "única". Toda vez que ele faz um discurso retórico sobre como ele odeia ser solteiro, ele culpa a maldita Lola. Olhei para Murphy, rindo. Ele estava com um sorriso tímido, mas bemhumorado no rosto. Parecia algo que ele falaria, e ele não negou. — Onde foi isso? — Eu perguntei a ele. —Melbourne, Austrália. Aposto que ela tinha um sotaque sexy. — disse Murphy em um tom desanimado.
  • 57. — Todos nós sabemos o quanto você ama o sotaque sensual australiano. — um dos pilotos acrescentou, criando uma nova rodada de gargalhadas. — Ei, nada disso. — Damien disse, erguendo as mãos. — Não me arraste para isso. Eu estive com Murphy por anos, e ele ainda não fez nenhuma tatuagem para mim em qualquer parte de seu corpo, com sotaque sexy ou não. — Agora temos certeza de que ele nunca dormiu com você. — Marnie interrompeu. — Se tivesse, haveria uma tatuagem de Damien em algum lugar do seu corpo, eu posso atestar. Uma noite só, e eu tive que me segurar para não fazer uma tatuagem com seu nome na minha bunda. Vaias e gritos altos seguiram ao anúncio, Murphy rindo mais alto. Seu riso era particularmente infeccioso. Eu tive que dar a Damien um segundo olhar. Eu teria jurado que ele estava corando. — Não pense que eu não tentei. — Murphy ofegou, ainda rindo. — Ele é apenas o homem mais bonito que conheço. Mais bonito do que pelo menos metade das mulheres com quem estive. Mas eu não posso nem mesmo fazer um afago, quando ele está bêbado. Nosso riso era alto o suficiente, para que até mesmo no bar barulhento, a maioria das pessoas estivessem olhando em nossa direção. Isso foi no exato momento em que James retornou para dentro do salão. Eu estava mais próxima de Damien, embora nós ainda estivéssemos pelo menos a meio metro de distância. E eu não conseguia parar de rir, mesmo vendo a tempestade que imediatamente alcançou suas feições encantadoras, com a visão de nós dois em pé perto um do outro outra vez. Eu sabia que ele tinha um problema com Damien. Ele parecia pensar que havia algo entre nós. Eu só não entendo o porquê. Eu conheço Damien há anos antes de conhecer James. Se tivéssemos compartilhado algum real interesse um pelo outro, obviamente, algo já teria acontecido até agora.
  • 58. Eu entendia que Damien era um cara bonito, mas ele só não me balançava. Eu gostava de sabores mais... exóticos. Eu pensei que tudo isso devia ser tão óbvio para James, por isso era difícil entender o seu humor desagradável e estranho para um dos meus bons amigos. James caminhou para mim, ainda lindo, mesmo mal-humorado. Fiquei maravilhada, como eu fazia, muito frequentemente, em ver como ele era lindo. Seu cabelo castanho claro, mais comprido agora, caindo artisticamente pelo seu rosto enquanto ele andava. Os músculos de seus braços e da parte superior do seu corpo estavam claramente definidos pela camisa fina. Seu maxilar cerrado era perfeito. Sua boca estava dura pela raiva, mas com certeza ainda era bonita. Suas sobrancelhas bem desenhadas e cílios grossos que faziam uma sombra mais escura do que o seu cabelo, chamando a atenção para os seus vivos olhos azul turquesa. Seu nariz era reto e um pouco mais largo na ponta, sendo apenas perfeito em seu rosto incomparável. Ele era simplesmente lindo. Ele não tinha nada feminino, mas a palavra belo simplesmente não podia fazer justiça aquela aparência. Ele era alto e magro, mas suas roupas mais justas mostravam claramente que ele era bem musculoso, em vez de magro. Ele é uma perfeição, eu pensei quase distraidamente. O que ele está fazendo comigo? Isto era uma questão que sempre me acompanhava. Ele caminhou até chegar ao meu lado, mas não me tocou. — Parece que eu perdi toda a diversão. — ele disse baixinho para mim, sua voz estranhamente vazia. Meu sorriso começou a desaparecer. — Os arranjos foram feitos. — disse ele rapidamente. — Você é todo minha, assim que terminar aqui. — O que vocês dois estão falando? Você parecem que estão quentes o suficiente com o outro para fazer uma tatuagem. Quando é que vocês irão tatuar o nome um do outro? — Marnie falou comigo e James, sorrindo e balançando as sobrancelhas sugestivamente.
  • 59. Eu lhe dei um sorriso de esguelha. Ele me deu um sorriso menor em troca. — Seria um desperdício estragar uma pele tão perfeita, com um pouco de tinta. — James disse. — Mas eu ficaria feliz em fazer uma tatuagem com o nome de Bianca, se é isso que ela quer. Eu arqueei uma sobrancelha para ele, enquanto a multidão irrompia, gritando e incentivando à loucura. Eu tinha visto o corpo de James. Ele não tinha nenhuma tatuagem, por isso ele estava apenas brincando com eles, é claro. — Você não vai devolver o favor, Bianca? — Judith falou, parecendo horrorizada. Dei de ombros, dando a James um olhar brilhante e estreito. — Eu acho que se ele fizer uma tatuagem para mim, eu o deixaria furar meus mamilos. — eu disse mais para ele do que para multidão. Mas a multidão absolutamente rugiu com a piada. Ele passou a língua sobre os dentes daquela forma que ele fazia e me dava água na boca. Ele estendeu a mão para mim, para fechar o acordo. — Você tem um acordo, amor. Por favor, finalize o acordo apertando minhas mãos. Nada me agradaria mais. Alguém soou como se engasgasse com sua bebida logo atrás de mim. Ouvi Stephan gritar algo ao longo da multidão. — Que porra é essa, Botão de Ouro? Eu olhei para a mão dele, me perguntando por que ele iria levar a brincadeira até esse ponto. Mas eu apertei sua mão, sem pensar muito, apenas me juntando aos outros nas travessuras. Uma das frases favoritas de Murphy quando contava suas piadas veio à minha mente, por algum motivo. Nunca negue um pedaço, ele gostava de dizer. Não posso negar isso. — Você primeiro, no entanto. Eu quero ver a tatuagem, antes de furar qualquer coisa. — eu disse, querendo ter certeza que eu estava segura, no caso dele realmente ter enlouquecido. Ele sorriu, e foi positivamente um sorriso malvado. — É claro.
  • 60. — E eu quero ver esses piercings, Abelhinha! — Alguém gritou. Eu não poderia mesmo dizer quem era. — Nós queremos ver a prova que vocês cumpriram o acordo! — Eu reconheci a voz de Judith. — Você deve colocar o nome dela em seu pênis, nesse caso! — Marnie gritou. Ela recebeu o suficiente de respostas chocadas para se calar. James jogou um braço em volta do meu ombro, me puxando contra ele. — Ninguém irá ver seus piercings, mas eu vou te mostrar a tatuagem. Bianca ainda pode escolher qual parte do meu corpo que quer marcar. A brincadeira tinha ido longe demais. Me afastei lhe dando um olhar severo, abrindo a boca para falar. Ele apertou sua boca quente contra a minha, antes que eu pudesse soltar uma palavra. Ele me beijou, um beijo quente, daqueles que não podem ser dado em público. Sua língua varreu profundamente a minha boca, apenas me implorando para sugá-lo. Eu tentei me afastar do seu peito, tendo a intenção de evitar a sua necessidade de demonstrações publicas de afeto. Mas sua mão firmou no meu cabelo, e a outra as minhas costas, me pressionando firmemente contra ele. Eu lutei por um momento, antes de me perder, me suavizando contra ele, sugando a sua língua, como se minha vida dependesse disso. Minhas mãos e punhos, impotente em sua camisa, meus pulsos doendo com a sensação da pressão restritiva que eu desejava. Me esqueci dos meus amigos, esqueci a brincadeira que ele tinha levado muito longe. Ele poderia ter me levado ali, contra a parede, se ele quisesse. Esse era o seu poder sobre mim. Ele foi o único a se afastar para trás, sorrindo. Ele olhou por cima da minha cabeça, e eu sabia que ele estava sorrindo para Damien, um sorriso frio e triunfante. — Se você não escolher um local, eu poderia simplesmente levar em conta a única sugestão que ouvi aqui, colocar o seu nome sobre o meu pau. — Ele falou em voz alta o suficiente para conseguir algumas vaias e gritos da multidão.
  • 61. Eu não podia formar as palavras para responder. Ele pegou uma das minhas mãos cerradas, deitando aberta sobre seu coração. — Ou aqui mesmo, amor? — Ele sussurrou para mim. Lambi meus lábios, abrindo a boca para falar. Eu sabia que devia dizer... alguma coisa, mas a minha mente tinha acabado de ir para o espaço. Completamente desligada das coisas que pretendia falar, apenas pensando nas coisas que ele podia fazer comigo. Ele riu, claramente apreciando o estado que me deixou. Ele estava presunçoso e se regozijando, enquanto acariciava o meu cabelo. Eu não poderia me importar. Eu estava prestes a ficar à sua mercê essa noite. A ideia me consumia inteira. Eu estava animada, excitada, e com medo. Era muito cedo, por causa dos meus ferimentos? Eu iria ficar novamente com as dores que acabaram de desbotar em mim? Será que ele faria com calma, ou me empurraria duro? Eu queria saber as respostas mais do que eu temia a dor. Uma coisa que eu sabia com certeza. Ele ia me foder sem sentido, e eu mal podia suportar a espera.
  • 62. CAPÍTULO OITO — Você está pronta para ir embora? — James murmurou para mim, poucos minutos depois. Nós tínhamos ficado em silêncio, enquanto o grupo mudava para outro tópico. James estava me acariciando de leve, me tocando em todos os lugares, faltando pouco para ficar indecente. Ele tocava minha clavícula, mas parava um pouco abaixo dos meus seios. Uma mão permanecia no meu quadril, perigosamente perto de mergulhar baixo o suficiente para ficar obsceno. Eu estava ficando cada vez mais perdida com seu toque, perdendo toda a noção do que era apropriado, e perdendo de vista todas as razões pelos quais eu tinha que manter minhas reservas com ele. Esta era a razão pela qual eu tinha tentado manter distância dele, mas também a razão que eu não podia. Eu simplesmente não podia resistir a ele. Eu tinha conseguido fazer isso por um tempo, mas se eu fosse honesta, tinha sido apenas uma contagem regressiva para a minha capitulação. Eu não respondi, e ele tomou isso como um desafio. Ele me beijou de novo, sem reter nada neste momento. Ele estava segurando meu cabelo quase ao ponto de dor, sua outra mão agarrando minha bunda, enquanto se esfregava contra mim. Ele estava excitado e eu gemia em sua boca, mal registrando o som, em minha neblina de luxúria. Ele se afastou, sua respiração irregular agora. — Você está pronta para sair agora? Eu não acho a ideia de foder você contra a parede ai atrás nem um pouco desagradável. Exibicionismo nunca foi um problema para mim. É algo que você gostaria de experimentar?
  • 63. Ele se apertou contra mim a cada palavra que falava, e sua voz estava zombeteira, quase com raiva. Eu mal registrei suas palavras, quando meu foco era sobre o que ele estava fazendo. — Hum?— Era tudo o que eu consegui falar. — Você está pronta para sair agora? Ou você prefere que eu te foda na frente de todos os seus colegas de trabalho? James mordeu num tom forte o suficiente para finalmente trazer minha mente de volta para a superfície. — Não! — Eu disse, sem fôlego e agitada. Como eu poderia tão rapidamente me esquecer quem sou, e que estamos em uma sala cheia de pessoas que eu conheço? — Não, você não está pronta para sair? Ou não, você não prefere que eu te foda em uma sala lotada com seus amigos? Onde todos podem me ver enterrar meu pau dentro de você contra a parede, com eles a menos de 10 passos atrás de você. É algo que você quer que eles vejam? Eu só olhava para ele por um tempo, minha mente se movendo como melaço. Ele parecia estar ficando mais irritado a cada momento. — Me responda? Você quer que eu faça isso? — Perguntou ele, cada palavra cortante e dura. — Não. — eu disse, balançando a cabeça. — Não! — Repeti, tentando fazê-lo soar convincente. — Nós precisamos ir. Ele apertou os dentes. — Estou ciente disso. Vá dizer adeus a Stephan. — ele ordenou. Eu afastei dele, prendendo a respiração por longos momentos. Eu tentei forçar a minha cabeça a perder aquela névoa, enquanto andava até Stephan, tentando conseguir manter a minha mente com o assunto em questão, e fora de James.
  • 64. Stephan me deu um olhar um pouco preocupado quando me aproximei. — Está tudo bem, Abelhinha? — Ele se inclinou para perto da minha orelha enquanto falava. Eu apenas assenti, olhando apenas para ele. — James e eu estamos saindo. Eu vou para a casa dele. Eu te ligo amanhã. — eu disse a ele. Ele começou a olhar em volta enquanto eu falava, procurando por James. Ele encontrou o olhar do outro homem, quando James se aproximou. James se inclinou, dizendo algo em seu ouvido, falando muito baixo, até mesmo para eu ouvir. Stephan balançou a cabeça lentamente, dando ao outro homem uma carranca severa, mas sem dizer nada. James me levou pelo salão, segurando a minha mão, o aperto forte e intransigente. Nós não falamos com ninguém. Eu estava lúcida o suficiente para saber que eu deveria estar um pouco envergonhada com o quão longe eu quase deixei James ir em uma sala cheia de pessoas. James estava perto de me arrastar, até o momento que chegamos em seu carro. Ele me conduziu com força, para entrar na limusine, no segundo em que Clark abriu a porta. Ele era uma presença forte nas minhas costas enquanto eu me movia através dos assentos. Ele se sentou perto de mim, mas não fez nenhum movimento para me tocar de novo. Eu não me importava, levando o indulto para tentar me recompor. Vários minutos se passaram em silêncio, James olhando pela janela como se estivesse evitando até mesmo olhar para mim. Eu poderia dizer que ele estava com raiva, mas eu não podia sequer começar a imaginar o porquê. — Então, você já fez isso antes? — Eu finalmente lhe perguntei em voz baixa. Minha mente tinha estado teimosamente persistente nesta ideia, durante o longo silêncio. —Você já fez sexo na frente de outras pessoas antes?
  • 65. Ele olhou para mim, sua sobrancelha arqueada, sua expressão fria. — Sim. Estamos compartilhando informações agora? Eu pensei que isso fosse estritamente fora dos limites esta noite. Sua ideia, se bem me lembro. Meus olhos se estreitaram para ele. — Não traga as coisas que você não está disposto a falar, então. Suas sobrancelhas voaram para cima com isso. — Isso é uma regra agora? Então você está dizendo que se você trouxer um assunto, você tem que responder às minhas perguntas sobre isso, também? Se você concordar em retribuir, eu vou aceitar esses termos. Mordi o lábio, me perguntando como isso iria se voltar contra mim. Eu sabia que iria, eventualmente. Mas eu estava desesperada para saber sobre suas tendências exibicionistas. Muito. — Tudo bem. Diga-me. Ele franziu a boca bonita. — Dizer o que, exatamente? Sobre fazer sexo na frente de outras pessoas? Eu balancei a cabeça. — É algo que você está interessada em fazer, ou você está apenas curiosa? Meus olhos se arregalaram com o horror crescente. Será que ele pensou que eu iria querer fazer isso na frente de meus colegas de trabalho, é isso que o que ele estava insinuando? O pensamento era abominável. — Apenas curiosa. — eu disse ruborizada. — Para ser sincera, eu quero saber o que você fez na frente de outras pessoas, e com quem. Ele estendeu as mãos. — Já fiz isso várias vezes. Há... eventos para pessoas como nós. Demonstrações de BDSM. Eu já dominei, espanquei, e fodi várias mulheres em lugares como esses. Na frente de algumas pessoas ou mesmo multidões. Eu nunca tive um problema com isso, embora, na verdade, fosse mais uma novidade que uma das minhas preferências. E eu comi algumas mulheres em algumas casas de fraternidade na faculdade na frente das multidões, algumas vezes
  • 66. em um desafio, se bem me lembro. Eu não estava exagerando, quando disse que costumava ser um verdadeiro galinha. Eu tenho sido mais prudente nos últimos anos, mas só em comparação com minhas façanhas passadas, realmente. Qualquer coisa a mais que você queira saber sobre isso? — Sua voz estava apertada com agitação no final de sua explanação, e sua pergunta foi francamente irritada. Eu me senti mal do estômago, de repente, os últimos vestígios de excitação me deixando completamente. — E você não teria problema em fazer isso comigo, na frente de uma multidão? Sua mandíbula apertou duro, e ele virou a cabeça. Ele ficou em silêncio por tanto tempo, que eu não achava mais que ele fosse responder, mas a resposta era importante para mim. — Eu tenho um grande problema com isso. — ele disse finalmente. — Isso não significa que eu não faria isso. Mesmo sabendo o quanto eu teria me lamentado depois, eu ainda tenho dificuldades em me controlar com você. Eu sentindo como você me queria, eu e querendo também, torna ainda mais difícil parar. Estou começando a ver que não é isso que você queria. Ainda assim, eu teria ficado furioso com nós dois, se tivesse ido tão longe. — Porque furioso? Você mesmo disse que já fez isso várias vezes. Ele me deu um olhar quase malévolo. — Porque você é minha. Eu não quero que outras pessoas vejam você assim. Eu não quero dividir você assim. Quando eu fiz isso antes, foi com mulheres que eram... dispensáveis. Todas elas eram dispensáveis, Bianca. Eu não tenho orgulho do fato, mas é a verdade. Mesmo as poucas submissas que mantive sob contrato de longo prazo eram dispensáveis, de certa forma. Eu nunca compartilhei, mas eu certamente não me importava se alguém me visse, porra. Lambi meus lábios. — Você teve submissas sob contrato? Há longo prazo? — eu perguntei, sentindo um crescente mal estar. Ele suspirou. — Eu que trouxe esse assunto, não foi? Sim, eu tive poucas subs sob contrato. Elas eram receptivas, embora apenas duas fossem compatíveis para o que poderia ser considerado um longo prazo. Isso pode ser um arranjo necessário,
  • 67. quando você tem um monte de dinheiro e suas inclinações sexuais são... incomuns. Eu não queria mal entendidos e, certamente, nenhuma delas era estranha ao cenário. — É algo que você tentaria fazer comigo? O contrato? — Eu perguntei a ele, minha voz menor do que eu pretendia. Ele me deu um olhar perplexo, selvagem. Eu tive um pensamento horrível. Eu não queria aquele arranjo, certamente teria me deixado louca, mas o que me ocorreu a seguir foi ainda mais chocante. — Oh. — eu disse, o nó no meu estômago crescendo a cada momento.— Esse é um arranjo mais longo do que o que você tinha em mente para mim, quando começou a sair comigo. — Eu deixei a minha voz e rosto inexpressivo de qualquer emoção enquanto falava, querendo levar o golpe com alguma graça. — Você obviamente quer alguém mais experiente com as coisas que você gosta, para preencher um papel como esse. Bem, isso é o melhor. Eu não poderia fazer um compromisso como esse, de qualquer maneira. Sua cabeça caiu para a frente, seu cabelo cobrindo o rosto. Eu vi os punhos abrindo e fechando. Ele ficou em silêncio por um tempo. Sua voz era baixa, mas dura com intensidade quando ele falou. — Isso não era o contrato que eu tinha em mente para você. Mas qual é, Bianca? Estamos falando sobre o nosso relacionamento, ou eu não posso? Porque você fica dizendo as coisas mais irritantes, e está cada vez mais difícil eu morder a língua. Então, estamos falando sobre a nossa relação hoje à noite, ou não? Eu queria me explicar para você por um longo tempo, mas você sempre foge, antes que eu possa sequer começar. Eu engoli. De repente eu queria saber, muito desesperadamente, o que ele diria se eu incentivasse esta conversa. Mas eu fiquei nervosa, me sentindo aterrorizada o suficiente pelo que ele poderia dizer, para adiá-la para outro dia. —Hoje não. — eu disse finalmente.
  • 68. Um silêncio frio encheu o carro depois. Ele não se moveu, não falou, não me tocou. Eu também retirei aos meus próprios pensamentos, por um tempo. Ficamos assim até que paramos no estacionamento do aeroporto privado de Las Vegas. Era perto do aeroporto principal, mas eu nunca tinha realmente estado lá. — O que estamos fazendo? — Eu perguntei James. Ele não olhou para mim.— Você disse que eu poderia fazer qualquer coisa com você que eu quisesse. Eu estou fazendo. Eu dei-lhe um olhar exasperado, que ele não viu. — Eu não tenho nada comigo. Eu nem sequer fiz uma mala. E já é tarde. — Eu cuidei disso. — Vai ser de manhã no momento em que chegarmos a qualquer lugar. Eu não posso usar essa roupa em qualquer lugar, mas apenas em um clube a noite. — Eu sei. E eu já disse que cuidei disso. Até então já tínhamos parado, e Clark estava abrindo a porta, escassos segundos mais tarde. James saiu como um raio, me puxando assim que eu estava ao seu alcance. Ele agarrou meu cotovelo firmemente, me guiando pelo pequeno terminal. — Nós vamos ser capazes de partir imediatamente. — disse ele bruscamente. — Você vai me dizer para onde estamos indo? — Não. Mas não é uma praia. Eu vou te dizer apenas isso. Eu quase ri. — Qual é o seu problema com praias? Todo mundo ama a praia. — Eu olhei para ele, sorrindo para tirá-lo de seu mal humor. Seu rosto escureceu. —Eu estou ciente. — disse ele, em tom mordaz. A praia era um assunto fora dos limites, eu notei. Eu guardei aquele pequeno pedaço de informação. — Eu preciso de uma troca de roupas. — eu reclamei.
  • 69. — Eu estou ciente. — Repetiu ele. — Você é a pessoa mais ranzinza que eu já conheci. — eu disse a ele, ouvindo o meu próprio tom sombrio agora. Ele apertou o meu braço, com força. — Você me deixa louco. Se você me desse alguma pista do que você estava pensando ou sentindo, se você ainda sente alguma coisa por mim, eu acho que eu poderia lidar com a nossa situação com uma volatilidade menor. Suas palavras me atingiram em silêncio, enquanto eu andava atrás dele, através do pequeno aeroporto. Nós continuamos andando, enquanto a minha mente girava. Ele queria saber se eu sentia alguma coisa por ele? Era uma noção tão estranha para mim, que eu não podia lhe dar crédito. Ele realmente estava preocupado com o que eu sentia por ele? Eu ponderei. Mas eu afastei o pensamento depois de pensar sobre isso. Eu já tive este tipo de interação com os homens antes. Não era que ele se importava. Era apenas que ele se deparou comigo distante o suficiente, para que eu me tornasse um desafio. James não deveria ter sido jamais desafiado a ganhar o carinho de muitas mulheres. Uma noite com ele, e muito provavelmente elas professavam amor eterno. Porque, francamente, não havia muito para não amar. Mas eu não iria confessar isso para melhorar o humor dele, não às custas do pouco orgulho que eu pretendia manter no final do nosso caso.
  • 70. CAPÍTULO NOVE Estávamos embarcando em seu jato em tempo recorde. Eu nunca tinha estado em um jato particular antes, e o seu era impressionante. Estudei o bonito interior, mantendo minha expressão passivamente educada, quando a comissária de bordo nos cumprimentou calorosamente. Ele me levou diretamente a um assento, me afivelando sem dizer uma palavra, sua boca apertada. Nós não tínhamos nos falado desde a sua afirmação estranha, e eu não sabia o que dizer. Ele se sentou ao meu lado, em uma cadeira de couro de grandes dimensões, apertando seu cinto de segurança Os assentos da primeira classe da minha companhia aérea eram minúsculos em comparação. — A decoração é muito linda. Seus decoradores, como sempre, tem um gosto requintado. — eu disse a ele. O interior do avião era todo decorado em vermelho, com laivos marrons. Eu não teria sequer imaginado que era um avião, se eu só tivesse visto o interior. — Bem, obrigado. Eu decorei a maior parte dele sozinho. — ele me disse, corando um pouco. Fiquei surpresa. — Isso é... impressionante. Ele deu de ombros, parecendo desconfortável. —Eu tenho hotéis. Isso sempre fez sentido para mim, que eu deveria ter a minha mão em tudo isso, então eu tive que tomar muito das decisões de decoração, desde que eu era adolescente. Nem preciso dizer que eu escolhi a minha própria decoração, nas minhas propriedades particulares. Eu gosto das coisas de uma maneira bem particular.
  • 71. Eu corei um pouco com isso. Ele era um maníaco por controle, era o que ele deveria ter dito. Estranhamente, apenas esse pensamento me excitou. — Você gosta de decoração de interiores? Ou é apenas um mal necessário para você? Ele olhou pensativo. — Eu gosto. Se eu for bem honesto, eu desfruto bastante nas minhas compras. Você pensa um pouco menos de mim agora? Eu lhe dei um pequeno sorriso, o provocando. — Dificilmente. Eu até prefiro essas revelações sobre decoração, do que você ser um exibicionista. Ele começou a sorrir, e de repente parou. Ele ficou ainda mais pensativo e em silêncio novamente, quando estávamos nos preparando para decolar . — Você acha que será capaz de aceitar o meu passado? Ou é tudo muito sórdido para você? — Ele finalmente perguntou. Sua cabeça estava inclinada para trás, descansando em sua cadeira. Eu pisquei. — Acho que, desde que seja realmente parte do seu passado, eu poderia lidar com isso, se você for sempre honesto comigo. Ele acenou com a cabeça, parecendo aliviado, mas estranhamente triste. — Eu vou ser. Eu tenho sido. Eu cheguei a dizer a você até mesmo as coisas que eu não quero, porque você me perguntou. Você só precisa me dar algum tempo para provar isso a você. Para ganhar a sua confiança. Eu pensei nisso, enquanto ele ficou em silêncio de novo. A comissária de bordo foi atenciosa, perguntando se precisávamos de alguma coisa, meros segundos depois de chegamos aos 10.000 pés. Ela era linda, eu notei. Seu cabelo era longo e preto, descendo até embaixo nas suas costas e repartido ao meio, ela tinha uma aparência impressionante. Ela tinha um corpo esguio, mas bem torneado. Seu uniforme era uma saia preta simples justa e uma camisa branca demasiadamente apertada, por dentro da saia. Ela usava saltos vermelhos de dez centímetros , que usava como uma profissional. Eu não poderia andar nesses sapatos nem para salvar a minha vida.
  • 72. Me lembrei da oferta de James de me contratar como sua comissária particular de voo. Era assim que ela tinha conseguido o trabalho? Eu gostaria de saber? O meu lado masoquista certamente. — Você dormiu com Helene? — Eu perguntei a James, meu tom quase tranquilo. Ele me estudou. Ele hesitou, e eu tive a minha resposta. Eu olhei para fora da janela. — Uma vez, quando a contratei. — ele disse lentamente. — Ela se ofereceu descaradamente, e eu aceitei. Temos sido apenas profissionais nos últimos anos, desde então. Você está chateada? — Ela é uma submissa? — eu perguntei. Ouvi sua respiração soprar em um suspiro de frustração. — É quase como se você estivesse brincando comigo, insinuando que você pode estar com ciúmes. Eu não deveria nem perder minha respiração imaginando isso, hein? Não, ela não é. Nós não éramos compatíveis dessa forma. Eu nem sequer a considerei. Como eu disse, foi há anos atrás. Eu era bem mais promíscuo, então. Ela era bonita e receptiva, e foi o suficiente, naquele momento. Ugh, Ugh, Ugh, era o que eu estava pensando. Ai, ai, ai, era o que eu estava sentindo. — Não me parece muito profissional, dormir com seus funcionários dessa forma. — eu disse friamente. Ele cobriu minha mão com a sua. — Não foi. Eu não faço qualquer coisa parecida com isso, mesmo antes de te conhecer. — Será que vou encontrar com as mulheres que você já dormiu, em todos os lugares que nós formos? — Eu perguntei.
  • 73. Ele apertou minha mão. — Não em todo lugar, mas, ocasionalmente, sim. Se isso te incomoda muito, eu poderia demiti-la ir, ou transferi-la. Eu odeio fazer você se sentir desconfortável. Eu olhei para onde a aeromoça trabalhava em sua cozinha minúscula. Ela tinha sido apenas profissional e eficiente. — Será que ela tentou sair novamente com você? — eu perguntei. — Não. Eu lhe disse claramente depois da primeira vez que isso não iria acontecer novamente. Ela aceitou muito bem. Ela é uma verdadeira profissional. Mas vou demiti-la, no entanto, se você se sentir mais a vontade. Eu quero você na minha vida, e eu vou fazer quaisquer concessões necessárias para que isso aconteça. Eu preciso manda-la embora? — Claro que não. — eu disse, sem olhar para ele. Se estivéssemos tendo apenas sexo, ele nunca teria permitido que eu pudesse fazer isso. Ele nunca teria permitido que eu avançasse tanto, como ele permitiu agora. Mas, por alguma razão, ele parecia estar me dando o controle fora do quarto. — Ela parece ser boa em seu trabalho. — Ela é muito boa. E está sempre disponível, para voar a qualquer momento. — Onde você está me levando? — Eu perguntei a ele, mudando de assunto. Falar e olhar para a outra mulher estava me deprimindo, por razões óbvias. — Wyoming. — ele respondeu. Eu pisquei para ele. — É um voo bastante curto, mas há uma cama na parte de trás, se você desejar dormir um pouco. Há também roupas e produtos de higiene pessoal para você. — James continuou. — O que há em Wyoming? — Eu perguntei. — Eu tenho um rancho de cavalos lá. É muito reservado e tranquilo. Eu pensei que poderia ser um alívio agradável para nós, por um dia ou dois.
  • 74. — Você não precisa trabalhar? — Eu perguntei a ele. — Estou preparando um gerente norte-americano para assumir algumas das minhas funções. Tenho gerenciado meus negócios por muito tempo, eu percebi recentemente. Eu tenho um homem que acredito que tenha muita competência, então ele deve certamente ser capaz de lidar com as coisas por alguns dias. Eu preciso conseguir ter uma vida além do meu trabalho. Pela primeira vez, eu realmente quero isso. Então, isso vai ser um teste para ele. Quando eu quiser sair alguns dias, ou mesmo ter algumas semanas de folga, quero deixar as coisas em mãos capazes. Eu não esperava que minha pergunta casual obtivesse uma resposta com tal profundidade. Ele sempre me surpreendia, e sem querer, eu senti enfraquecendo um pouco o muro que eu ergui. — Eu tenho que estar de volta ao trabalho quinta-feira noite. — eu disse a ele. Ele sorriu para mim, seu humor mais leve. — Sim, eu sei. Eu percebi que estava cansada o suficiente para dormir, quando bocejei subitamente. James viu, me dando um olhar estreito. — Pronta para ir para a cama? — Perguntou. — Você está cansado? — Eu perguntei a ele, a ponto de dizer que ele não precisava que se juntar a mim, se não estivesse. Seus olhos me queimaram. — Amor, eu estive esperando por semanas para ver você. O sono é a última coisa em minha mente. — Enquanto falava, ele soltou meu cinto, me levantando e me levando para o fundo do avião, sem mais conversa. Pouco antes de chegarmos à porta fechada na parte de trás, ele soltou a minha mão, pegando o anel na minha gargantilha, enganchando um dedo dentro. Ele nem sequer olhou para mim, mas eu senti uma mudança nele. Ele abriu a porta, me puxando para um quarto surpreendentemente grande. Ele me levou para dentro, me mostrando onde eu poderia encontrar as coisas que
  • 75. eu precisava. Metade das roupas no armário eram roupas femininas. Eu me atrevi a perguntar? — Será que elas cabem em mim? — Eu espero que sim. — respondeu ele em um tom gelado. — Eu pedi minha assistente para comprá-las para você, e ela tem todas as suas medidas. O banheiro era pequeno, mas tinha todos os artigos de higiene essenciais que eu pudesse precisar. Ele estava desabotoando minha blusa, seu peito contra as minhas costas, antes que nós terminássemos a curta turnê. Ele afastou meus braços, abrindo meu sutiã na frente, com um movimento rápido. Ele abriu o zíper da minha saia e ela caiu aos meus pés em um piscar de olhos. Inesperadamente, ele mordeu entre meu pescoço e ombro, direto sobre o tendão, forte o suficiente para me fazer estremecer. Ele chupou o ferimento que tinha feito, e eu gemia. — Tire os sapatos. Deite-se de costas, e abra as pernas. — ele ordenou. Eu obedeci. Ele puxou as restrições debaixo do colchão, prendendo meus pulsos, e depois meus tornozelos. Eu sentia uma névoa sensual me atravessar, enquanto eu olhava para ele. Fiquei encantada ao vê-lo se despir. Ele tirou a camisa em um movimento suave. Eu segurei minha respiração, quando ele abriu o botão e abaixou o zíper de suas calças, liberando sua ereção. Ele empurrou até o chão, saindo delas e imediatamente caminhando até a cama. Ele me estudou por longos minutos, seus olhos intensos me bebendo, como se estivesse gravando a vista. — Eu senti saudades de você. — ele disse, sua voz um sussurro áspero, e eu acreditei nele. Ele se arrastou até o pé da cama, escondendo o rosto entre minhas pernas, antes que eu percebesse a sua intenção.
  • 76. Engoli em seco quando ele me lambeu em cursos longos, perfeitos. Ele chupou meu clitóris e eu choraminguei. Ele me tinha à beira do orgasmo em segundos, mas se afastou de repente, voltando lentamente a me lamber. — James, por favor. — implorei. Eu não obtive resposta, apenas uma lambida mais lenta e longa do meu núcleo. — Sr. Cavendish, por favor. — eu tentei novamente. Ele se mexeu em meu corpo, lambendo e chupando o meu abdômen. Ele subiu, trabalhando por vários minutos nos meus seios, chupando duro em meus mamilos por minutos intermináveis, amassando os meus seios fartos, até que ele me tinha perto da borda novamente, e então ele parou de novo. Eu soluçava. Ele não deixou nenhuma parte do meu corpo exposto intocada, esfregando, apertando, chupando, mordendo. Era a tortura mais requintada. Sua ereção dura estava arrastando pelo meu corpo, enquanto ele se movia, e eu puxei duro em minhas restrições, tentando chegar mais perto do corpo dele. Puxei tão forte em direção a ele, que as minhas mãos e meus pés começaram a ficar dormentes, mas James não me permitia gozar. Eu tentei implorar. — Eu lhe imploro, Sr. Cavendish. Ele ignorou as palavras, nunca falando, nunca permitindo que eu fosse. — Você está me punindo, Sr. Cavendish? Eu finalmente chorei. — Claro que eu estou. — ele murmurou contra a minha pele. — Eu não posso chicoteá-la. Esta é a alternativa. Você prefere o açoite? — Sim. — eu disse sem hesitar. Não havia comparação em minha mente. Um me libertava, e o outro me fez deixava desesperada e exposta. Lágrimas desciam pelo meu rosto, enquanto ele trabalhava incansavelmente no meu corpo. — Por quê? — Eu perguntei sem fôlego.
  • 77. Ele enfiou dois dedos em mim, de repente, e minhas costas curvaram em um suspiro. Sua própria respiração era áspera, quando ele falou, me acariciando propositadamente. — Só para você sentir o gostinho. Eu estava desesperado por você. Para consolá-la, para cuidar de você. Inferno, para apenas olhar para você. Mas você me afastou completamente, até que eu ficar pateticamente grato por apenas receber uma mensagem de texto sua, e mesmo isso você me deixou afastado a maior parte do tempo. Então, eu precisava lhe dar pelo menos uma pequena amostra do que eu queria. — Ele trabalhava os dedos ao longo do meu corpo, apenas no ponto perfeito, enquanto ele falava. Eu estava tensa, com o meu orgasmo se aproximando, quando ele tirou os dedos para fora. Eu gritei em frustração. Ele me beijou. Foi um beijo dolorido, e eu provei a mim mesma em sua boca. Ele saqueou a minha boca, quando se posicionou acima de mim. Eu comecei a gemer alto, quando eu senti seu pau na minha entrada. Ele brincou, esfregando em círculos lá. Eu tentei me empurrar em direção a ele, mas isso só serviu para estrangular meus tornozelos no processo. — Eu...eu sinto muito que eu fiz isso. — eu disse a ele, por fim. — Você me assusta. O que eu sinto por você me assusta, então eu fugi. Ele empurrou para dentro de mim, enquanto eu falava. Eu gritei. Ele gemeu. Ele se apoiou nos cotovelos, empurrando furiosamente, mas segurando o meu olhar com o seu. Ele puxou o circulo de diamantes na minha coleira, enquanto ele empurrou, e eu senti ele puxando o círculo, e a conexão que ele simbolizava. — Eu nunca senti nada mais perfeito na minha vida, do que estar dentro de você. — ele ofegou, olhando no meu rosto, seu ritmo punitivo nunca parando. — Venha, amor! — Ele ordenou.
  • 78. Eu fui. — James. — eu chorei, e olhei em seus olhos, quando sua própria libertação chegou. A maneira como ele olhou para mim nesse momento, me deu vontade de chorar de saudade. Se eu fosse tola o bastante para acreditar no seu olhar, eu estaria perdida para sempre.
  • 79. CAPÍTULO DEZ Eu já estava a beira do sono, quando ele desfez minhas restrições. Ouvi primeiro o ruído de dor escapar de sua garganta, em seguida, uma sequência dura de maldição. Ele me trouxe de volta do sono o suficiente para abrir meus olhos. Ele estava estudando as marcas que as cordas tinham deixado em minha pele. Eu não conseguia nem sentir as marcas que estavam aparentemente o incomodando, então eu só fechei os olhos e adormeci. Ele estava deslizando uma calcinha pelas minhas pernas quando acordei. Ele já estava vestido com uma camiseta branca e jeans. Eu me senti surpreendentemente bem, quando eu me sentei. Ele colocou uma camiseta, um jeans, e um sutiã para mim na cama. — Você pode escolher outra coisa, se você preferir. Há muita coisa que você pode escolher no armário. — ele me disse, e saiu do quarto, fechando a porta com um clique alto atrás dele. Eu fui até o pequeno banheiro para me trocar. Eu me refresquei com pressa, vestindo o jeans com prazer ao descobrir que realmente se encaixava. Eles eram do tamanho certo. A calça era inclusive longa o suficiente, o que era raro. Ela era da marca Diesel, que eu nunca tinha usado, mas rapidamente me tornei fã. Ela tinha a boca mais larga, e abraçava a minha bunda perfeitamente, com um pouco de elastano no material. A lavagem escura era perfeita. Fiquei impressionada com a competência de sua assistente em escolher calça jeans para mim, uma tarefa que normalmente me fazia querer ranger os dentes em frustração. Eu vesti a camiseta branca. Ela era macia e fina, com um pequeno bolso direito sobre o meu peito esquerdo. Era muito mais apertada do que algo que eu teria escolhido para mim, mas cavalo dado não se olha os dentes. Eu toquei o lindo
  • 80. colar na minha garganta, claramente visível com o decote da camiseta. Eu notei pela primeira vez que não estava com meus brincos da noite anterior. James deve tê-los removido, e eu não tinha ideia de onde estavam. Fiz uma nota de perguntar a ele sobre isso. Eu vi que ele tinha deixado um par de tênis, azul marinho, para mim na porta. Quando eu os coloquei, notei que pareciam estranhamente familiar. Eu ainda estava olhando para eles, quando a porta se abriu, e um par correspondente apareceu. — Estamos com tênis combinando? — Eu perguntei a ele, e eu não consegui evitar um sorriso. Ele me puxou contra ele, esfregando minhas costas e depois a minha bunda. — Tênis e camisas, e os jeans estão muito, muito perto. Eu ri. — É este um fetiche de algum tipo? Você gosta de combinar? Ele alisou meu cabelo para trás, inclinando meu rosto quando ele começou a trança-lo. —Não foi exatamente proposital. Eu vi que você tinha coisas semelhantes as minhas, e, inconscientemente, escolhi roupas parecidas. Embora, eu goste de como isso soa. Ninguém poderia duvidar de que estamos juntos, quando estamos vestidos assim. — Ele terminou de trançar o meu cabelo, usando um elástico que estava em seu pulso para amarrá-lo. Ele tocou a minha grossa coleira de metal, os olhos suaves. Ele me surpreendeu , puxando uma pequena caixa do bolso. Parecia uma pequena caixa de anel. Minha respiração ficou presa, minha mente entrando em pânico com o que ela poderia conter. Eu estava quase aliviada quando ele revelou brincos azuis, com um corte grande e quadrado. Eles eram belos e inesperados, e eu estava atordoada o suficiente para deixa-lo coloca-los em mim sem protesto. Estupidamente, eu tive um momento terrível imaginando que ele poderia estar tentando me dar um anel de algum outro tipo. Fiquei aliviada, mas perplexa quando apareceu algo totalmente diferente.
  • 81. — É muito, James. Você não precisa me encher com tantos presentes. Eu realmente não preciso dessas coisas. Ele tocou de leve minha orelha. — Não, você não precisa dessas coisas. Mas eu preciso, então me agrade. E eles combinam com seus olhos. Eu sabia que combinariam. — O que aconteceu com os outros? Os que eu usei na noite passada? Eu espero que eu não tenha perdido. Ele apenas sorriu para mim. — Você não perdeu. Eu guardei. Quando você vai aprender que eu sou um homem que pensa em tudo? Eu suspirei com sua descrição de si mesmo, estranhamente ressentida com a verdade da declaração. Ele beijou minha testa, pegando minha mão e me levando pelo avião. Helene acenou para nós da cozinha, nos dando um educado bom dia. Eu balancei a cabeça para trás, desconfortável, mas educada. Começamos a descer em uma paisagem de colinas verdes, em torno de uma pequena pista de pouso, que eu duvidava que alguém poderia chamar de um aeroporto. Era uma mudança instantânea e agradável de Vegas. — Que bonito. — eu disse, quando ele me levou até um elegante carro esportivo conversível prata. Dois SUV pretos estavam estacionados atrás dele, e eu vi Clark atrás do volante de um deles. O assentos conversíveis de couro eram de um azul brilhante, que contrastava com a cor bronze do carro. O emblema era uma coroa, e eu não tinha ideia de que marca era, mas eu não sabia nada sobre carros, então eu não deveria ter ficado surpresa. Sabia apenas que a marca estava fora da minha faixa de preço. Ele abriu o lado do passageiro para mim, me ajudando a entrar e até mesmo passando meu cinto de segurança. Eu lhe dei um olhar irônico, quando ele fez isso. — Eu nunca poderia deixar passar uma oportunidade em amarrar você. — ele disse suavemente, enquanto passava a mão ao longo do cinto.
  • 82. Ele entrou no banco do motorista, abrindo o porta-luvas e tirando dois pares de óculos de sol. Eu peguei o meu, lhe agradecendo. — Você pensou em tudo. — eu disse, reafirmando suas próprias palavras de alguns minutos atrás. Sua mão direita, que estava segurando meu joelho, foi para o meu pulso. As marcas estavam muito severas e vermelha, a pele em carne viva em alguns lugares. — Nem tudo, aparentemente. Isto foi longe demais. — Ele ligou o carro, sinalizando para o SUV. O carro de Clark passou diante de nós, o outro ficou bem atrás. Clark acelerou na nossa frente com pressa. Ele devia estar acelerando muito, enquanto dirigia quase fora de nossa vista na estrada de duas pistas. Eu observei as adoráveis colinas ondulantes passar, enquanto James levava o carro esportivo, como fazia com todas as coisas, com habilidade consumada. As colinas rapidamente se transformaram em pinheiros fortes e fechados no planalto. Era um lugar adorável e agradável. Mesmo o clima estava perfeito. Estávamos sendo transportados do deserto a um paraíso verde. James manteve a mão na minha coxa, esfregando e apertando enquanto dirigia, apenas levantando a mão para mudar a marcha quando necessário. Me mexi um pouco no lugar, um pouco dolorida de nossas atividades da noite anterior. James percebeu imediatamente. — Você está dolorida? — Ele me perguntou. Ele teve que levantar a voz um pouco, para ser ouvido acima do som do carro e do vento. Eu dei de ombros. — Nada que seja insuportável. — eu respondi. — Certamente nada que me fizesse querer deixar de fazê-lo novamente. — Algo como mais uma meia dúzia de vezes? — Ele me perguntou com um sorriso, os olhos escondidos atrás de óculos escuros. Eu não poderia deixar de responder com o meu próprio sorriso.
  • 83. Menos de vinte e quatro horas com ele, e ele já me tinha envolvido em torno de seu dedo mínimo novamente. Era difícil ficar longe dele, mesmo com ele dirigindo. Um console invasivo nos separava. Enfiei minha mão sobre sua cintura, pressionando minha mão sobre a protuberância em sua calça jeans. Sua mão cobriu a minha, e ele me lançou um olhar surpreso. Eu verifiquei os SUV's nos escoltando. Os dois pareciam estar fora de nossa vista no momento. Eu me atrapalhei com o botão do seu jeans, finalmente desafivelando, quando usei as duas mãos. Eu liberei sua ereção crescente, e ele respirou fundo, quando o ar bateu nele. Eu me arrumei sobre o console, levando-o em minha boca antes que ele pudesse protestar. O console cavou minhas costelas, doendo um pouco , mas não o suficiente para fazer parar a dor dentro de mim. Sua mão agarrou meu cabelo com força. — Porra! — Sua maldição foi baixa e rouca. — Isso não é seguro, Bianca. — ele disse, mas não me fez parar. Levantei a cabeça brevemente para dizer: — Então venha rápido, e nós vamos ficar fora de perigo rapidamente. — Levei-o de volta na minha boca, acariciando sua base dura com as duas mãos. Seu aperto no meu cabelo cresceu mais doloroso, enquanto eu balançava minha boca para cima e para baixo em seu pênis implacavelmente. Ele estava gozando na minha boca em menos de dois minutos. Eu nem sabia que ele fosse capaz de chegar tão rápido. Ele amaldiçoou e gemeu, quando eu engoli seu esperma quente. — Porra! Caralho! Maldição! Bianca, você é demais. Eu quase sai para fora da estrada. Minha visão ficou turva por um momento. Eu escorreguei de volta para o meu lugar, me sentando. Eu sorri para ele, um sorriso perverso, minhas pálpebras pesadas, quase me escondendo.
  • 84. Ele me olhou fixamente, hipnotizado. —Você vai ser a morte para mim, não é? Nós estávamos na estrada há pouco mais de uma hora , quando James começou a desacelerar, aparentemente no meio do nada. Clark estava parado na estrada diante de nos, e por isso eu vi a pequena entrada. James o seguiu, entrando em uma estrada bem pavimentada, mas pequena. Passamos por portões pesados quase imediatamente após sair da estrada principal. O caminho era tão apertado, que não era possível sequer manobrar, se o portão estivesse fechado. Nós estávamos na pequena estrada há uns bons vinte minutos, passando por colinas, em seguida uma floresta de carvalhos, e depois por dois morros gêmeos. As colinas verdejantes estavam pontilhadas com pinheiros. Era uma paisagem forte e volátil. Uma terra parecida com o homem que a possuía. — Quase lá. — James disse, sua mão no meu joelho. Eu vi algumas construções minutos antes de chegarmos ao rancho. Parecia quase irreal, estas construções isoladas no meio do nada. James nos levou diretamente até o prédio principal. Todos as construções eram semelhantes, feita de uma elegante madeira escura marrom, em um estilo cabana moderna, com enormes janelas. Isso parecia uma cabana ultra moderna na floresta. Ela misturava o moderno com a natureza, usando elementos da área, e adicionando um toque elegante. Essa parecia ser a marca de design Cavendish. — É lindo. — eu disse a ele. Ele sorriu, satisfeito. — Os estábulos estão lá atrás, mas deixa eu lhe mostrar a casa primeiro. — Eu pude vê-los pela estrada. E o que são todos essas construções em volta? A casa já é tão grande. — É para o pessoal. — disse ele, enquanto me puxava para dentro. Ele me mostrou cada sala e quarto da casa. Era lindo, claro.
  • 85. — Você decorou aqui também. — eu afirmei. Eu não precisava perguntar. Eu estava começando a reconhecer o seu toque pessoal. Os pisos e paredes austeras e modernas, misturadas com as mesas rústicas e móveis que tinham uma autêntica característica campestre, tinham a sua marca por toda parte. Ele apenas concordou com a cabeça, me levando pela porta, e depois através de uma sala gigantesca. Ele me mostrou cada detalhe do andar principal, apontando várias minúcias do projeto. — O quê? Nenhum chifre? — Eu perguntei, enquanto ele me levava ao redor da sala. Ele me deu um olhar falso chocado. Eu percebi que precisava de uma soneca, enquanto ele me levava até as escadas. Eu tentei abafar um bocejo. Ele olhou para mim. — Hora da soneca. — ele me disse. Eu apenas assenti, embora não tivesse sido uma pergunta. — Nós vamos terminar o tour mais tarde. — ele disse. Ele me levou para o que era, obviamente, o quarto principal e até um armário ridiculamente enorme. Metade dele era, obviamente, roupas de mulher. Eu lhe atirei um olhar. — De quem são essas roupas? — Eu perguntei. Eu estava tentando soar casual, mas saiu duro. Ele me deu um olhar de censura. — Suas. Eu te disse que mandei minha assistente escolher um guarda-roupa para você. Você pode adicionar o que quiser, mas eu pensei que seria conveniente, no momento, ter pelo menos o essencial disponível para você, assim você não precisa fazer as malas cada vez que queira ir para uma de minhas casas. — Você disse que tinha feito isso em Nova York. E eu não imaginei que seria algo assim. Isso é demais, James.
  • 86. — Não é nada. — disse ele secamente, pegando uma camisola curta e transparente, e a empurrando para mim. — Coloque isso e vá para a cama. — Ele ordenou, e começou a tirar a roupa. — Você sempre faz isso? Olhando para este armário, alguém imaginaria que você estava vivendo com uma mulher. É este o seu costume... nos seus acordos? — Claro que não! Eu nunca vivi com uma mulher, nunca sequer considerei isso. Você vai ser a primeira que estou fazendo isso. — ele me disse, tirando a camisa. — Vai ser uma transição fácil, quando eu convencê-la. — continuou ele suavemente, — e até lá, todas as minhas propriedades já estarão abastecidas com suas coisas. Como eu disse, você pode adicionar o que quiser. E se há alguma mudança na decoração que você queira fazer, por favor, sinta-se livre para mexer. Eu sei que posso ser controlador e possessivo com as minhas coisas, mas eu quero que você sinta que o que é meu é seu. Eu congelei no ato de desabotoar minhas calças. As coisas que ele estava dizendo, e o seu tom desapaixonado, simplesmente não estavam entrando na minha cabeça. — Você não pode estar falando sério. — eu disse suavemente. — Sobre o quê? — Viver comigo. — Eu vejo pelo olhar em seu rosto que você não está satisfeita com a ideia, mas eu sou um homem muito determinado. Comece a se acostumar com a ideia. Voltei a me despir, descartando a ideia. Talvez ele estivesse tentando dizer coisas ultrajantes, apenas para me fazer falar sobre as coisas que eu não queria. Eu não entendia, mas, em vez de me sentir enjaulada ou presa pelo arranjo que ele estava propondo, eu sentia... nada. A negação era minha reação, e eu sabia disso. — Você é louco. — eu lhe disse, enquanto pegava a pequena camisola que ele havia me entregue.
  • 87. Eu me arrastei para os lençóis de luxo, em mais uma de suas camas ridiculamente grandes. Eu o senti pairando perto de mim, em pé ao lado da cama. — Bem, acho que a sua reação é até melhor do que eu estava esperando. Eu estava com medo que você fosse sair correndo e gritando pela casa, de modo que esta reação é realmente positiva, comparada a outra. — ele me disse, sua voz ainda sem qualquer emoção. Eu o ouvi usar esse tom no telefone antes. Eu percebi que era o que ele usava para transações comerciais. Eu o ouvi ir para o banheiro, sem fechar a porta. A água do chuveiro começou a correr. Eu estava dormindo antes que ele se juntasse a mim na cama.
  • 88. CAPÍTULO ONZE James era um peso quente me envolvendo por trás quando eu acordei. O relógio na mesa de cabeceira marcava 13:30hs Eu tinha dormido pelo menos quatro horas, e eu precisava desesperadamente de um banho. Eu deslizei debaixo de seu braço pesado, indo para o banheiro. Eu fechei a porta atrás de mim tão silenciosamente como podia. O homem parecia dormir tão pouco. Eu me sentiria mal se eu o acordasse, quando ele parecia estar dormindo tão profundamente. Eu estava passando condicionador no meu cabelo, quando ele apertou seu corpo nu contra minhas costas. Engoli em seco. — Bom dia. — ele murmurou, levando seus braços em torno de mim, para colocar um pouco de sabonete em sua mão. Sua excitação já estava dura e apertada contra o meu traseiro. Ele esfregou o sabão em cima de mim com uma mão, amassando os meus seios. Eu já estava limpa, mas eu não ia protestar. Quem o faria? Ele estava se lavando com a outra mão, e eu senti quando ele levou a mão a sua própria excitação, acariciando o comprimento, de novo e de novo. Ele chegou entre minhas pernas, enquanto fazia isso, seus dedos experientes dando atenção a cada dobra. — Coloque suas mãos contra a parede. — ele sussurrou em meu ouvido, depois que ele brincou com nós dois por alguns minutos. Eu coloquei minhas mãos contra a parede, e ele agarrou meus quadris, levantando-o. Ele enterrou seu rosto no meu pescoço enquanto entrava dentro de mim. Foi uma entrada suave, mas ele martelou em mim, de novo e de novo, sem reter nada.
  • 89. Cada batida alcançando aquele ponto perfeito, e eu arqueei minhas costas, soluçando. Uma mão segurou meus quadris com força, enquanto a outra deslizou até meu seio molhado, apertando-o com força. Ele beliscou o mamilo, torcendo forte o suficiente para me fazer gritar. Ele mordeu meu pescoço no mesmo momento. Eu gozei imediatamente, soluçando seu nome entrecortado. O nome James nunca teve tantas sílabas. — Fodidamente perfeito. — ele gemeu em meu ouvido. — Me diga que você é minha. Eu preciso de você, Bianca. Eu preciso que você saiba que você pertence a mim. — Sim. — eu ofeguei, já construindo inexoravelmente para outro clímax poderoso. —Diga! — ele rosnou. — Eu sou sua, James. Eu pertenço a você. — Agora goze. — ele ordenou, derramando em mim com um grito áspero. O grito me levou, e eu me perdi de novo nas ondas de prazer. Ele me lavou de novo, inclinando meu corpo mole contra ele. — Ninguém mais pode fazer isso por você, Bianca. Nunca sequer pense nisso. Você foi feita para mim. Ele me secou, e quase teve que me carregar para a cama, me deitando no colchão. — Eu vou pegar suas roupas. Eu quero vestir você. Ele não voltou por alguns minutos, e quando ele fez, a visão dele me fez apoiar em meus cotovelos, para estudá-lo mais profundamente. Ele estava usando calças de montaria marrom escuro, com uma proteção por cima das calças. Ele usava uma camisa branca com decote em V. O traje abraçava quase todos os músculos do seu corpo, não deixando nada para a imaginação. Ele estava absolutamente apetitoso e sexy. Meu queixo caiu. Ele sorriu, e era um sorriso malvado.
  • 90. Ele colocou uma pilha de roupas volumosas na cama ao meu lado, e começou o longo processo de me ajudar a vestir. Ele vestiu minha primeira metade inferior, deslizando a minha calcinha minúscula, acariciando cada parte do corpo que ele passava. Ele teve que trabalhar a calça de montaria nas minhas pernas mais lentamente, ela era tão apertada. — Ela não é muito pequena? —Eu perguntei. — Não. Elas são assim quando você usa pela primeira vez, até amaciar. Ela se encaixará como uma luva em breve. — Ele já tinha levado até a minha cintura, enquanto ele falava. Ele beijou minha barriga, correndo os dedos suavemente sobre as contusões que estavam desaparecendo ao longo do meu tronco. Ele fazia isso tantas vezes, que estava se tornando uma espécie de ritual. Ele escorregou as meias grossas pretas suavemente em meus pés, beijando meus arcos. Em seguida, ele colocou as duras botas marrom escuro , que combinavam com a sua. — Isso vai amaciar também. O couro já foi amaciado, por isso não deve ficar muito duro. —explicou. Depois, ele colocou a proteção nas minhas pernas. Ele colocou a roupa inteira em mim. A proteção acabava nos meus calcanhares, prendendo os meus pés com um velcro pesado. Isso lhe permitiu adequá-la perfeitamente as minhas pernas. — Eu tenho algumas proteções mais completas, mas este é o melhor equipamento para o aprendizado. Ele se mudou para minha metade superior em seguida, conseguindo colocar um sutiã esportivo confortável sem eu me sentar. Ele fechou na frente, chupando cada seio completamente antes, e depois fechando-o com um olhar de tristeza. Foi só então que ele me sentou-se, colocando uma camiseta branca com decotes em V sobre a minha cabeça, puxando cada um dos meus braços pela manga suavemente. Eu ri para ele. — Nós estamos combinamos de novo, você é maluco. Ele sorriu para mim. — Eu acho que eu gosto disso. Então eu não posso dizer que esta será a última vez. — Ele me levantou, endireitando minha camisa quando ele fez isso.
  • 91. — Você sabe que eu posso me vestir, não é? Ele apenas sorriu, satisfeito. — Se você não se importar com minha excentricidade, eu prefiro fazer isso. Eu dei um leve encolher de ombros. Eu nunca fui mimada desse jeito antes, e eu me encontrei inesperadamente saboreando a experiência. — Isso me faz sentir especial. Eu acho que eu amo isso. Eu acho que eu amo tudo que você faz por mim. Ele segurou meu rosto, seus olhos ferozmente sobre os meus. Eu tive que me esforçar para enfrentar aquele olhar ardente. — Você é especial. Você é a pessoa mais especial do mundo para mim. Eu não sei como fazê-la ver e sentir isso. Eu fiquei sem palavras. Ele continuava dizendo as coisas mais desarmantes para mim, coisas que eu nunca tinha me preparado para ouvir. Meu estômago roncou alto, interrompendo esse momento tão intenso. Ele beijou minha testa, pegando a minha mão. — Vamos alimentar você, coitadinha. Eu fui negligente. Ele me levou rapidamente até a cozinha, onde uma mulher atraente de cabelos negros estava ocupada preparando uma refeição que cheirava divinamente. Ela sorriu para James, mas me cumprimentou mais friamente, se mantendo totalmente profissional. — Eu já preparei feijão branco com frango e pimentão temperado, Senhor. Eu também posso preparar sanduíches, ou qualquer outra coisa que vocês prefiram para o almoço. — Vamos querer também sanduíches, e legumes frescos do jardim. Vamos comer na sala de jantar formal no almoço, e prepare o chili para o jantar, Sara. — disse ele sem me perguntar, me levando até a sala de jantar assustadora. — Por que não usamos a sala de jantar menor? Somos apenas nós dois. — eu perguntei. —Esta sala é mais privada. — disse ele com um encolher de ombros. Ele me puxou para o seu colo para um longo beijo. Foi um beijo doce, carinhoso, mas me deixou quente como os outros.
  • 92. Senti suas mãos no meu cabelo, e fiquei um momento confusa, antes de perceber que ele o estava trançando. Me afastei com relutância. Ele mudou sua boca para meu pescoço, trançando o tempo todo. Ele mal terminou a tarefa, e já estava espalhando protetor solar em meus braços, me mantendo em seu colo o tempo todo. Eu ainda não tinha visto a pequena embalagem sobre a mesa, eu tinha a minha atenção completamente colada nele. Ele me sentou na minha própria cadeira apenas quando Sara entrou carregando uma grande bandeja até a sala. Ela colocou vários sanduíches de peru em pães de trigo escuro, com algum tipo de queijo branco que eu não poderia saber qual era, e carregado com legumes. Eles estavam deliciosos, os legumes frescos retirados do jardim. Cada sanduíche estava temperado com homus picantes. Ela trouxe um grande prato de vegetais frescos crus, assim, com uma porção de homus para mergulhar. Eu comia com vontade. Eu deixei passar muito tempo entre as refeições. — Eu preciso perder algum peso para sair com você. Eu normalmente tento comer saudável, mas não surpreendentemente, você leva uma alimentação saudável para o próximo nível. Você nem sabe o significado do termo "meia-boca". Ele me deu seu olhar de censura. — Você não precisa perder peso. Eu dei de ombros e voltei a comer. Fácil para o Sr. Sem Gordura Corporal dizer isso, pensei. James terminou de comer antes de mim. —Você se importaria se eu fizesse algumas ligações? — Ele perguntou educadamente. Eu balancei minha cabeça que não me importava, sabendo que ele estava deixando um monte de trabalho para trás, apenas por estar lá. Eu terminei de comer, e esperei talvez uns cinco minutos, enquanto ele fazia ligação após ligação, trabalhando em seu laptop enquanto fazia isso. — Você se importa se eu for olhar os cavalos, enquanto você trabalha? Ele acenou com a cabeça, balançando distraidamente.
  • 93. — Fique o tempo que precisar. — eu disse a ele, enquanto saia. Eu tinha apenas uma ideia geral onde os estábulos estavam, ainda assim eu fui. Eu me perdi, apenas tentando deixar a casa gigantesca, mas finalmente encontrei uma porta que dava a uma sala, ao lado da cozinha. Eu andei em um círculo só para chegar lá. Era mais fácil pegar uma rota direta até o estábulo depois que eu sai, uma vez que a construção que abrigava os cavalos eram tão grandes, que eu não tinha como me perder. Eu andei dentro da grande abertura para as baias, olhando para cada uma. Muitas das baias estavam vazias. Parei na primeira que não era. Ele tinha uma bela égua castanha, que veio quando eu fiz um barulho com a língua para ela em voz baixa. Ela me deixou acaricia-la, farejando por lanches. Eu não tinha pensado para trazer qualquer coisa, e eu nem sabia o que ela gostava. — Ela vai adorar se você lhe der uma maçã. — uma voz profunda e desconhecida falou atrás de mim, um leve sotaque estranho detectável. Eu pensei que podia ser francês, mas não tinha certeza. Me virei, um pouco assustada, mas não deveria ter me surpreendido. É claro que haveria pessoas nos estábulos. A visão que me cumprimentou, no entanto, foi surpreendente. O homem era alto e estava sorrindo, seu cabelo preto raspado perto de sua cabeça. Ele era devastadoramente bonito, com um nariz dominante, mas atraente e olhos sorridentes. Sua mandíbula forte tinha uma sombra de barba por fazer. Imaginei que ele estava na casa dos trinta. Ele estava usando roupas semelhantes às minhas, e o traje apertado mostrou seus músculos pesados. Seus dentes aparecendo, com seu sorriso cativante. Eu encontrei seus olhos castanho claros, sorrindo educadamente. Ele me avaliou. Minha respiração ficou presa quando vi o chicote na mão. Era para os cavalos, é claro, mas ele parecia um homem que poderia dominar uma mulher, e minha sexualidade recém despertada, fez a minha mente vagar para as coisas que ele poderia fazer a uma mulher com esse chicote.
  • 94. Ele estendeu a mão para mim, se aproximando, e dando um tapinha no cavalo no pescoço, enquanto chegava perto de mim. Eu apertei sua mão, e ele agarrou a minha com firmeza e persistência. Eu me afastei rapidamente. — Esta é Nanny. Ela é um boa égua. — Ele foi até um saco perto da porta de sua baia, puxando uma maçã, e entregando-a para mim. — Se você está à procura de um cavalo que adore você, não procure mais, Nanny. Ela é tão dócil como um bebê. Mas você não aparenta ser uma mulher que aprecia o dócil. Eu sou Pete, por sinal. Eu treino cavalos para o Sr. Cavendish. Na verdade, eu faço qualquer coisa relacionada ao cavalos para o chefe. Eu sorri para ele, enquanto tentava alimentar Nanny com a maçã. Eu me afastei com um latido assustado , quando ela tentou pegar a maçã da minha mão, com meus dedos e tudo. Pete riu, dando um passo estreito atrás de mim. — Não é assim que se faz, "ma chere". — Ele posicionou minha mão em torno da maçã, de forma que meus dedos não aparecessem como alvos tentadores. — Nunca ofereça a um cavalo o seu dedo, ou com certeza, eles vão levá-los. — Ele levou a minha mão com a maça até ela, e desta vez ela aceitou sem me tocar com os dentes. Eu me afastei às pressas de Pete, após Nanny pegar a maçã. — Eu sou Bianca. — eu disse, estranhamente sem fôlego. Ele piscou para mim. — Eu sei quem você é. A mulher do chefe. Venha comigo. Eu tenho um tratamento especial para você. — Ele se virou e se afastou, apenas esperando que eu o seguisse. Ele sabe que eu estou com James, então deve ser seguro. Ou não? Eu me perguntava. Hesitei, depois o segui.
  • 95. CAPÍTULO DOZE Ele me levou a um curral grande e aberto, que tinha um cavalo com uma coloração linda, que capturou minha atenção imediatamente. — Ela é o que chamamos de palomino, baseado em sua coloração. O pelo castanho, com o rabo e crina branca. Ela é um puro-sangue palomino, o que é raro. Seu nome é Princesa, e o chefe quer que você aprenda a andar nela. Ela não tem maus hábitos, então ela não vai lhe ensinar nenhum. Mas ela é realmente singular, por isso pode ser complicado. Eu continuei a olhar para a bela criatura. Ela já estava selada e balançando a cabeça sem parar. Percebi distraidamente onde todos os cavalos dos estábulos estavam. Eles estavam brincando e comendo em um grande pasto, atrás do curral da princesa. — Você quer montar nela, ver como ela se comporta? — Pete perguntou, sorrindo para mim. Ele tinha os cotovelos apoiado no muro alto do curral. — Sr. Cavendish disse que tinha alguns ferimentos, então devíamos trabalhar leve hoje. Você define o ritmo. Vamos mais rápido, se você quiser. — Você vai me ensinar a montar? — Eu perguntei a ele, surpresa. Eu tinha estranhamente assumido que James iria me ensinar. Mas isso fazia mais sentido, eu supunha. Ele deu de ombros, sorrindo. — Quem mais? Eu treino os cavalos, então por que não ensinaria as pessoas a montar? — Ok, sim, eu gostaria de montar. Ela é linda.
  • 96. Ele me deu um sorriso malicioso. Isso me fez querer tremer, mas não de desgosto. — Como seu cavaleiro. — ele disse ele, seu tom rico com o pecado. — Eu posso ver por que o patrão queria ver você com ela. Vamos, ma chere, vamos montá-la. Corei com sua escolha de palavras, mas o segui até o palomino. Eu acariciei seu nariz primeiro, e ela me cheirou, lançando sua linda cabeleira branca. — Ela parece gostar de você, tudo muito bem até agora. — observou Pete. Ela tinha lindos olhos cor de âmbar. — Venha aqui, ma chere. Pete disse, de pé ao lado do cavalo. Eu me aproximei dele, mas não muito perto. Ele fez tsk'd para mim. — Eu não vou morder. Venha aqui. Eu vou ajudá-la a montar em suas costas. Eu pisei ainda mais perto, até que eu senti que estava muito perto. Ele me virou pelos ombros, seu toque suave, mas dominante. Chupei uma respiração. Ele agarrou meus quadris e me levantou de repente. — Pé esquerdo no estribo, bem em cima do cavalo. — disse ele, nem mesmo sem fôlego depois de me erguer tão alto. Eu fiz o que ele mandou, e Princesa deslocou inquieta, quando eu me sentei na sela. — Agora, a sua postura é a parte mais importante. Se você fizer tudo corretamente, isso tudo vai funcionar perfeitamente. Você realmente fica natural em um cavalo, Bianca. — Enquanto falava, ele segurou minha coxa, empurrando-a contra o cavalo com firmeza. Seu aperto se mudou para o meu pé, empurrando meu dedo um pouco, e meu calcanhar. — Calcanhares para baixo, dedos dentro e lembre-se de agarrá-la realmente apertado com suas coxas. Ela tem uma boca sensível, o que é bom. Isso é o que eu quis dizer sobre ela não ter maus hábitos. Mas isso significa que você tem que controlar com suas pernas. Apenas com suas pernas. A maioria de seu controle será adquirida a partir do movimento de suas pernas.
  • 97. Eu segui suas instruções com cuidado, consciente de cada parte do meu corpo, não querendo estragar. —Bom. — ele disse com aprovação. — Suas pernas são surpreendentes. Sr. Cavendish disse que nunca montou antes, então você deve ter uma aptidão natural, para aprender tão bem e tão rápido. Não faz mal que você tenha pernas matadoras. — Ele me deu um sorriso apreciativo com seu último comentário, e eu corei involuntariamente. O homem estava me deixando perturbada, por algum motivo estranho. Ele se mudou para o meu lado, fazendo um som satisfeito em sua garganta. O som me fez corar mais. — Olhe para você. — ele murmurou. — Eu nem sequer tenho que tocar sua perna, e você já a aperta perfeitamente. Ele trouxe o chicote que estava em sua mão, e o passou levemente nas minhas costas. Meus olhos voaram para o seu em estado de choque, tentando ler sua intenção. — Levante seu quadril, ma chere. — instruiu. Obedeci automaticamente, o movimento me deixando mais segura na sela. — Perfeito. Sua postura é perfeita. — disse ele, ainda não tirando o chicote das minhas costas. — Você acha que consegue andar com ela um pouco? Eu estava balançando a cabeça, quando eu peguei um movimento com o canto do meu olho. Eu olhei para cima para ver James caminhando em nossa direção, saindo do estábulo, olhando positivamente lívido. Pete o avistou, ao mesmo tempo que eu. Ele deu o seu patrão um olhar indagador. James não falou até que estava intimidantemente perto de outro homem. James era talvez um centímetro mais alto do que Pete, mas ele parecia ter polegadas a mais, encarando o outro homem. — Me entregue o chicote, Pete. — James disse com os dentes cerrados.
  • 98. Pete obedeceu, parecendo assustado. — Eu vou ser o professor de Bianca. E nunca mais coloque outro dedo sobre ela. Ou qualquer outra coisa. Você entendeu? — James perguntou, sua voz cheia de raiva. Suas mãos estavam fechadas, uma em torno do chicote. Pete balançou a cabeça, sua boca curvando-se para baixo em uma careta. — Deixe-nos, Pete. — James ordenou friamente. Pete saiu instantaneamente, sem dizer uma palavra, embora ele adotasse um ritmo calmo. James voltou seus olhos pálidos para mim. Ele estava furioso, mas eu vi dor lá também, também. Eu não o entendo, realmente eu não o entendo. Ele segurou minha coxa com a mão livre, a cabeça caindo para a frente, de repente, e ele colocou seu rosto na minha coxa, colocando a mão no pescoço do meu cavalo. Eu levei minha mão sobre seu cabelo, e ele estremeceu sob o meu toque. Eu deveria estar brava com ele, pensei, por me envergonhar, por envergonhar seu treinador, mas eu não estava. Ele parecia quase ferido. Mesmo não entendendo, eu não era imune a sua dor. — Eu não posso ficar vendo isso. — ele me disse, finalmente, sua voz dura e crua. —Quando vejo um outro homem te tocar, eu quero matá-lo. Por que você o deixou tocá-la, Bianca? Você queria que ele fizesse isso? Eu acariciava seu cabelo. — Eu pensei que ele deveria me ensinar a montar. Você exagerou, James. Ele só estava me mostrando como me sentar. — Eu vi seu rosto. Você estava reagindo a ele. Não minta para mim. Eu conheço esse olhar. E ele queria você. Eu vi no rosto dele, também. Eu congelei. Eu estava reagindo a ele, de uma certa forma, embora eu não tenha estado a ponto de fazer qualquer coisa sobre isso. Tinha sido uma simples reação de uma mulher que encontra um homem a quem ela sentiu que poderia
  • 99. agradá-la, um homem que queria dominar. Eu tinha simplesmente sentido uma atração, quando eu raramente ficava atraída Mas não foi nada que pudesse comparar com a minha reação a simples visão de James, apenas com o pensamento dele. Lambi meus lábios. — N...não foi nada disso. Eu estava assustada com o chicote. Eu acho que você sabe o porquê. Eu não podia acreditar que ele o tinha usado dessa forma. — Ele estava dominando você, e você estava se submetendo a ele. Eu sei o que vi. Continuei a acariciar seu cabelo, quando ele ficou em silêncio, procurando as palavras certas. — Se isso era o que estava acontecendo, não foi intencional, e eu não entendo. Mesmo se ele tivesse feito um convite para mim, coisa que ele não fez, eu o teria recusado. Ele estava balançando a cabeça antes que eu terminasse. — Não é o suficiente, Bianca. Não é apenas sobre o sexo. É sobre posse. Eu quero que você me prometa que não vai deixar outro homem tocar em você. E se eles fizerem isso, você precisa se afastar imediatamente. Mesmo que seja só aqui. — Ele estendeu a mão, tocando o meu cotovelo, com os olhos irritados e exigentes. Minhas sobrancelhas se uniram em uma carranca. — Stephan... — Eu não estou falando de Stephan. Stephan é a exceção, é claro. Suspirei para ele, querendo descer do cavalo. — Você está pedindo demais, James. Os comissários de bordo se abraçam cada vez que se encontram. Eu já sou considerada bem estranha, sem encontrar novas coisas para me separar de todos os outros. E a maioria dos homens que eu toco são gays, você sabe. — Tudo bem. Eu não estou falando sobre eles. Eu estou falando para você pensar em como eu iria reagir ao ver quem estava tocando você, e reagir de acordo. Se você acha que me incomoda, não faça isso. Que tal isso? Eu olhei. — E quanto a você? Que regras arbitrárias eu devo impor a você?
  • 100. Ele se endireitou, segurando as mãos como se estivesse rezando. — Me diga quais. Eu ficarei feliz em abrigar qualquer capricho que te faz feliz. — Tudo bem. Ninguém está autorizado a tocá-lo, também. — Isso é fácil. Feito. — Ele fechou os olhos, inclinando o rosto na minha perna novamente. — A visão dele te tocando com o chicote me deixou louco. Não consigo tirar essa imagem da minha cabeça. Quero rasga-lo inteiro, aquele bastardo pervertido. Eu quase ri, quando ouvi James falando isso... mas eu não acho que apontar isso ajudaria. Eu acariciava seu cabelo, tentando confortá-lo. Seu cabelo era macio e sedoso, e tão grosso, especialmente para uma cor clara. Eu acariciei seu cabelo dourado, o beijando. Ficamos assim por vários minutos, nenhum de nós falando uma palavra. Princesa mudou impaciente, mas era de uma forma tranquila, como se quisesse cooperar. James começou a acaricia-la no pescoço, fazendo barulhos calmantes, não tirando o rosto da minha coxa. Eventualmente, ele se endireitou, ajustando minhas mãos nas rédeas, em seguida, estudando a minha postura na sela. Ele cutucou o ponto entre meus ombros com um dedo. — Ombros para trás. — ele instruiu. — Perfeito. — ele disse quando eu obedeci. — Maldição. — ele disse de repente. — Ele colocou você sem seu capacete? — Ele levantou os braços para cima em minha direção, quase na posição de persuadir uma criança a ir em seus braços. Me inclinei para ele, e ele me puxou para fora do cavalo como uma boneca de trapo. Ele riu, o bastardo mal-humorado. — Nós vamos ter que trabalhar como desmontar. Venha. Vamos te arrumar um capacete.
  • 101. Encontramos vários, no que ele chamou de quarto de arreios. James foi imediatamente até um preto na parede, encaixando-o em minha cabeça. — Está confortável? — questionou. Eu balancei a cabeça. Ele me puxou de volta até a Princesa, que estava trotando em círculos ao redor do curral. Ele fez um ruído com a língua, e ela veio até ele. Ela ficou perfeitamente imóvel quando chegou perto de nós, como se estivesse esperando que eu a montasse. James olhou ao redor, as sobrancelhas erguidas. — Onde está o bloco para montagem? — Ele perguntou, olhando para mim. Dei de ombros, me perguntando por que ele achava que eu deveria saber. — Onde você montou antes? Eu fiz uma careta, vendo onde isso ia dar. — Bem aqui. — eu disse, resignada para outra de suas explosões. Seus olhos se estreitaram. — Como? — Pete me levantou. — Filho da puta! — disse ele com os dentes cerrados. Mas isso foi tudo. Ele me levantou de forma muito parecida como Pete fez, mas eu sabia o que fazer com as minhas pernas naquele momento, então ele não teve que me instruir. Eu me ajustei em meu assento, como haviam me dito. Costas arqueadas, ombros para trás, os dedos dos pés, calcanhares para baixo, coxas duras. Eu mantive minha pressão da perna constante, mas não coloquei pressão sobre a boca do cavalo. — Bela postura. Você é natural. Você vai pegar isso muito rápido. Você se sente a vontade para andar com ela um pouco? Eu balancei a cabeça. — Você quer que eu leve você, ou você quer tentar controlá-la? Você precisa ser muito leve com a pressão. Mexa na sua sela para mostrar a ela onde quer que ela
  • 102. vá. É tudo um trabalho de campo, com os puros-sangues realmente bons. Se você tentar dominá-la com muita força, ela pode empinar, entende? A menção que ela poderia empinar me intimidou, mas acenei com a cabeça, disposta a pelo menos tentar. James abriu a corda para guiar o cavalo e recuou. Ele parecia um pouco preocupado. Não era tranquilizador. — Ok, agora a leve ao redor do curral. Vá com calma. Eu fiz, com medo de puxar as rédeas, mesmo um pouco, sentada ereta, e me inclinando quando eu queria que ela fosse para algum lado, me segurando com as minhas coxas. Ela obedeceu lindamente, seu andar suave e rápido. Não havia nenhuma dor em minhas costelas, enquanto ela se movia, sua marcha era tão suave. — Perfeito, amor. Seus ferimentos estão doendo? — Nem um pouco. Ela tem um caminhar tão suave. — Sim. Ela é minha melhor égua. Um verdadeiro prêmio. Você se sente a vontade para tentar um trote? Eu balancei a cabeça, já querendo me mover mais rápido. — Caminhe até mim. Eu fiz, e ela obedeceu perfeitamente. James fez um carinho no pelo dela, depois passou a mão na minha perna, sorrindo. — Nós vamos começar com um trote leve. Isto é onde você vai levar o cavalo para uma batida, em seguida, se sentar, enquanto ela trota. Você entendeu? Eu balancei a cabeça. Eu não tinha a menor ideia. Ele colocou a mão na minha bunda, a outra no meu quadril. Ele empurrou de leve, e eu ergui ligeiramente nos estribos com seu toque. — Você vai trotar com seu movimento, para cima e para baixo dessa forma. Ele me empurrou de volta para baixo.
  • 103. — É um pouco como estar por cima, quando tiver transando. — disse ele com um sorriso. — Finja que você está fazendo amor com a sela.
  • 104. CAPÍTULO TREZE Eu pisquei para ele, me perguntando se ele estava sendo pervertido e engraçado, ou pervertido e sério. Ele sorriu maliciosamente. — É isso mesmo. Você não sabe ainda como é ficar por cima. Eu vou ter que deixá-la me montar mais tarde, então eu posso realmente demonstrar o que eu estou tentando explicar. Enquanto isso, se incline completamente para a frente na sela, e mantenha seus pés firmes nos estribos, ok? Eu balancei a cabeça, obedecendo cuidadosamente. Eu gritei de surpresa quando ele saltou atrás de mim. Princesa recuou um pouco, dando vários passos para trás, mas ele a acalmou, dando ordens a ela em um tom reconfortante. Ele pressionou apertado atrás de mim, e eu senti sua excitação óbvia. Eu atirei-lhe um olhar arregalado sobre meu ombro. — Você está sempre duro? Ele deu de ombros. — Eu não posso ver você se escancarar em algo, e se esfregar contra ele e não ficar excitado. Então me processe. — Ele agarrou meus quadris apertados, se esfregando contra mim por trás. Olhei para suas pernas. Elas pendiam atrás da minha, sem estribos. Ele de alguma forma da posição precária, aparentava naturalidade. Ele bateu na minha bunda levemente. — Preste atenção! — Ele ordenou. — Olhe para frente e corrija a sua postura.
  • 105. Eu me contorci, tentando obedecer. Era um desafio, com um James se esfregando em mim. — Você está no caminho. Ou melhor, o seu pênis está. Ele riu, se esfregando contra mim. — Você vai ter que aprender a administrar em ignorá-lo. Estou aqui para lhe mostrar o ritmo. Desta forma. — Ele levantou meus quadris, depois baixou-os, batendo na sela com o trote. Eu supunha que era um pouco como estar por cima. Princesa trotou para cima e para baixo, para baixo e para cima, e James me movia com o seu ímpeto. Ele estava, grosseiramente falando, utilizando a demonstração para a sua vantagem pessoal, se esfregando contra mim cada vez que eu tocava de volta na sela. — Você pode ir ainda mais alto e, ainda assim seria um bom trote. Experimente. Eu fiz, e o movimento exagerado parecia ainda mais natural para mim. — Ok, agora sente-se fundo na sela e se incline um pouco para trás. Nós vamos tentar agora um meio galope. Você vai se manter na sela, e apenas se mover com ela. É um pouco como aprender a galopar, assim você estará preparada quando eu começar a lhe ensinar isso. Eu fiz como ele instruiu, e achei o meio galope um pouco mais desafiador. James inclinou o peito contra minhas costas, as mãos nos quadris. — Basta se movimentar com ela. Aceite seu ritmo e relaxe. Sim, amor, perfeito. Ele se inclinou, sussurrando no meu ouvido. — Eu vou te foder no cavalo em breve. Você vai ficar em cima de mim quando eu montar, e podemos foder com este ritmo. Vai ser bem duro e áspero, que você vai ficar ferida quando estivermos fazendo. Gostaria de tentar? Minha mente ficou um pouco vaga e distante com esta ideia. — Sim. Podemos fazer isso? — Oh, sim. Mas não na Princesa. Nós vamos fazer no meu garanhão Diabo. Ele é uma fera enorme de um cavalo, mais do que à altura para a tarefa. Sua mão se moveu para o meu peito enquanto falava, pegando-o suavemente, seus dedos encontrando meu mamilo, e ele endureceu em resposta.
  • 106. Foi difícil para eu me concentrar depois disso, e James não ajudou, me acariciando cada vez que ele me corrigia. Ele suspendeu a aula algum tempo depois. Eu estava neste momento já doendo e necessitada, e a última metade da lição foi um borrão de sensual provocação. — Você é uma provocação. — Eu lhe disse, meu tom ofegante. Ele desceu pela traseira do meu cavalo em um movimento suave. Ele encontrou meu olhar com as sobrancelhas levantadas. — Isso é uma coisa tola de dizer, quando eu estou a ponto de fazer você gozar várias vezes. Vamos trabalhar como desmontar. Deslize sua outra perna por cima. Eu fiquei de pé em apenas um lado do cavalo. Ele me agarrou, me puxando para baixo o resto do caminho. — Ela é muito alta. Você vai precisar de um bloco de montagem, se eu não estiver aqui para te levantar. Meus cavalos são de uma raça particularmente alta, na maioria dos casos. Embora, com essas suas longas pernas, você seria capaz de montar qualquer outro tipo de cavalo do chão. —Ele falou em meu ouvido depois que ele me baixou, pressionando as minhas costas. Ele fez as palavras soarem sujas, mesmo quando elas não eram. O homem podia fazer qualquer som ficar sujo. Ele acariciou meus seios por trás, beijando e chupando o meu pescoço. — Nós estamos caminhando para foder como animais, nas baias dos cavalo, e você vai amar. Engoli em seco. — Mas e se houver pessoas por lá? Trabalhando? — Eu dispensei todos eles antes de encontrar você. Eu pretendo fazer amor com você, em lugares tão diversos deste rancho, quando for possível em uma viagem. Lambi meus lábios. Ele nunca usou o termo fazer amor antes. Eu achei estranho que ele fizesse isso agora. — Fazer amor? Não é o que nós chamamos de foder? — Eu perguntei a ele.
  • 107. — Por que não pode ser os dois? — James rosnou contra mim. Eu não tinha uma resposta para isso. Em vez disso, eu pensei em outra pergunta. A questão me deixava extremamente envergonhada, mas eu tinha que fazer de qualquer maneira. Minha curiosidade sempre parecia ganhar do meu orgulho, quando James era o assunto. — Quantas mulheres você trouxe para esta fazenda? — Só você, Bianca. Eu costumo vir aqui para conseguir um pouco de paz. As únicas propriedades que eu já levei mulheres foram as minhas casas de Nova York e Las Vegas. Você quer que eu compre novas camas nessas casas? Isso faria você se sentir mais confortável? Eu pensei se ele poderia ser louco, não pela primeira vez. — Você está oferecendo para se livrar de qualquer coisa em suas casas, que você possa ter usado para transar com outras mulheres? — Sim. — Eu suponho que tudo foi cuidadosamente limpo? — É claro. — Bem, então, isso seria um desperdício, e uma bobagem. Essas camas devem ter sido extravagantemente caras. — Acho que o fato de você não responder, já é uma resposta. — ele murmurou. Eu lhe dei uma cotovelada, e falei em voz baixa. — Suas camas parecem obras de arte. Eu não quero que você se livre delas. Eu gosto delas. Quantas vezes você precisou comprar camas novas, apenas para melhorar o humor de uma garota? Ele me mordeu forte o suficiente para me fazer gritar. — Lá vai você, nos depreciando novamente. Você já devia saber que eu nunca fiz nada disso para ninguém. Eu já fui muito promiscuo com o meu corpo, mas eu nunca fui promiscuo com o meu coração.
  • 108. Ele me pegou em seus braços, de repente, me segurando firme. — Como estão seus ferimentos? Fiquei surpresa ao perceber que eu tinha esquecido completamente deles. — Ótimo. Excelente. — Muito bom. Vamos pegar uma das trilhas amanhã, com a princesa e o Diabo. Enquanto falava, ele me levou ate uma baia vazia. Eu percebi que ele tinha realmente falado sério sobre o lugar que iríamos foder. Eu não deveria ter ficado surpresa. Ele parecia ser um homem de palavra. Mesmo quando ele falava algo que eu achava que era uma piada, ele sempre mantinha, pelo menos até agora. Eu tentei não manter essa linha de pensamento, desde que ele disse algumas coisas bem ultrajantes na última noite. Ele me colocou no chão. — Tire o seu capacete. E suas calças. — Ele ordenou, deixando a baia. Obedeci, me sentindo muito estranha em me despir em uma baia de cavalo. Ele voltou com um cobertor enorme, colocando-o em uma pilha espessa de feno. Eu estava apenas começando a tirar minha calça de montaria, tendo que remover primeiro as minhas proteções e as botas. Ele descansava de costas sobre a manta, tirando a camisa. Ele tirou as calças, apenas puxando para baixo para expor seu comprimento rígido. — Hoje você vai me montar. — ele ordenou, em tom casual. — Eu quero ver o que você aprendeu hoje. Eu me aproximei de sua figura relaxada, colocando meus pés em ambos os lados de seus quadris e me abaixando de joelhos. Eu me sentia quase mais exposta com a minha metade inferior nua, do que eu sentia quando estava completamente nua.
  • 109. — Sente-se no meu pau. Eu quero sentir você. Agora! — Ele ordenou, quando eu hesitei. Obedeci, me abaixando lentamente, orientando-o para a minha entrada com a minha mão. Eu fui empalada, centímetro por centímetro da sua espessura, estremecendo quando eu fiz isso. Todas as suas carícias provocantes me deixaram mais do que molhada o suficiente para acomodar a sua entrada. — Bom. — ele disse, quando eu me sentei completamente. — Agora corrija sua posição e a sua postura. Eu pensei se ele poderia estar brincando. Eu simplesmente não poderia dizer, mas eu obedeci isso, no entanto. Apoiei meus joelhos para alavancar melhor, colocando os ombros para trás, arqueando as costas, e comecei a trotar. Eu me mexia para cima e para frente, em seguida, para baixo e para trás em grandes movimentos. Me ergui até apenas a ponta dele estar dentro de mim, em seguida, empurrei de volta para baixo em um movimento espasmódico. Eu montei nele por longos minutos, trabalhando mais lentamente em direção ao meu clímax do que James fazia. Minhas mãos acariciavam o seu peito magnífico e duro, enquanto o montava. Era tão bom, incrivelmente bom, mas quando ele estava no controle, ele fazia algo por mim que nada mais poderia. Eu o olhava, enquanto eu estava no controle. Ele tinha as mãos cruzadas atrás da cabeça em uma pose casual, suas pálpebras pesadas, me observando. Eu pensei que esta posição também não devia ser totalmente a sua preferida. — Você está entediado! — Eu acusei, ainda me movendo, minha voz um suspiro. Ele sorriu, um sorriso malicioso. Eu me apertei a sua volta, apenas olhando para ele. — Nunca. Eu adoraria fazer isso todos os dias. Mas é muito mais fácil te fazer gozar, quando eu estou no controle. Eu tenho certeza que eu não tenho que explicar a razão para você.
  • 110. Ele não precisava. O que é o seu controle fazia por mim, também fazia com ele. Na cama, nós não poderíamos ter sido mais perfeitos um para o outro. — O seu trote é extraordinário, amor. Especialmente considerando sua inexperiência. Agora, faça o meio galope. — ele disse. — Se acomode o mais fundo que conseguir. — ele instruiu. Eu fiz isso em um suspiro. — Agora basta curtir o passeio. — Ele sorriu, e assumiu o movimento, me levando de baixo para cima, de cima para baixo, com as mãos segurando minhas coxas. Eu peguei o ritmo, mas era tudo. Ele estava por baixo, mas subitamente tinha todo o controle. Era tudo que eu precisava. Eu gozei dentro de segundos, gritando em voz alta o suficiente para perturbar qualquer cavalos deixado nos estábulos. Eu comecei a ficar mole. James bateu na minha bunda, com força. — Se mantenha em seu lugar. Eu não terminei com você. E ele não terminou. Ele trabalhou comigo embaixo por longos minutos, agarrando meus quadris e se empurrando, de novo e de novo. Ele era incansável. Como uma máquina, pensei, enquanto ele me levava, me fazendo trotar com força. Minha cabeça caiu para trás, minhas mãos segurando os meus quadris. Eu não poderia pensar em qualquer outra coisa nesse ponto do passeio selvagem. Ele estendeu a mão para apertar um mamilo duro o suficiente para trazer lágrimas aos meus olhos. Meu olhar foi para o seu. — Não afaste o olhar. Eu preciso ver seus olhos, quando você vir. — Sua voz era um grunhido áspero, sua respiração pesada. — Vamos, agora. — ele ordenou, finalmente, e foi minha ruína, como sempre. Eu desmoronei, e ele veio comigo, seus olhos caminhando para aquele lugar proibido de ternura que eu desejava, e temia, e que eu tentava tanto não sentir até a minha alma.
  • 111. — Oh, Bianca. — ele sussurrou, segurando meu rosto, quando me abaixei para colocar em seu peito. Ele se mexeu, para que continuasse dentro de mim. — Você é uma maravilha. Eu nunca imaginei que pudesse haver uma mulher tão perfeitamente feita para mim. Eu fechei meus olhos e senti uma lágrima temida descer pela minha bochecha. Eu senti profundamente as suas palavras, mas não consegui encontrar nenhuma, então fiquei em silêncio.
  • 112. CAPÍTULO QUATORZE Depois de me recuperar, tentar me vestir novamente foi um problema, pois estava lenta e lânguida. James fez a maior parte do trabalho, me colocando no chão para vestir as minhas calças de volta. — Eu queria te amarrar no gancho e fode-la lá, mas seus pulsos precisam se curar da última vez. — ele murmurou enquanto dava um tapa rápido na minha bunda. Eu olhei para o gancho que ele estava falando. Ele parecia ideal para seus propósitos. Olhei para meus pulsos. Eles estavam vermelhos com escoriações visíveis. Eu não tinha conseguido colocar o meu relógio de volta. James o tinha guardado em algum lugar, eu sabia. Eu teria que encontrar uma maneira de cobrir essas marcas no trabalho. Elas poderiam levantar algumas perguntas. Elas se destacavam duramente contra a minha pele pálida. — Eu não me importo. — eu disse suavemente. — Eu mal posso senti-las. Você pode experimentar. Se ficar muito áspero, eu tenho a minha palavra segura, certo? Ele me deu um olhar selvagem. Eu já era capaz de lê-lo tão bem. Este olhar dizia: 'Você não deve me incentivar!' — Você é uma mulher perigosa. — ele quase rosnou. — Vou ter que cuidar sozinho de tudo o que for relacionado a sua segurança, uma vez que,
  • 113. aparentemente, você não é confiável para julgar essas coisas. Seus pulsos estão péssimos. Eu fui longe demais da última vez, independente de você achar se eles vão machucar agora ou não. Vamos deixá-los em paz, até que tenha curado. — Ele terminou o longo processo de vestir a metade inferior do meu corpo, enquanto falava. Tudo o que ele teve que fazer, foi levantar suas calças e fechá-las, em seguida, moveu o ombro, para vestir sua camisa com um movimento fluido. Eu assisti cada parte deliciosa de seu corpo desaparecer atrás de suas roupas com decepção. Eu poderia ficar olhando para a sua pele bronzeada para sempre. Ele sorriu, me puxando contra ele para um longo beijo. Voltamos para casa, com o seu braço em volta do meu ombro, e ele firmemente ao meu lado. Um homem de terno e óculos escuros que eu não reconheci nos esperava na porta dos fundos da casa. Ele acenou para nós, abrindo a porta. —Sir. Sra. Karlsson. — Diga a Pete para cuidar dos cavalos. — disse James bruscamente. — Nós terminamos com os estábulos por hoje. — Sim, senhor. Kent ligou, querendo fazer um relatório para o senhor sobre a investigação. — disse o homem hesitante, olhando para nós dois. Como se não tivesse certeza se poderia falar na minha frente, pensei. — Quaisquer novidades? — James perguntou, sua voz fria. Este era um assunto que não melhorava seu humor, eu notei. — Nada, senhor. Apenas um relatório diário do que ele e seus homens estão fazendo. — Diga a ele para me enviar esse relatório. E avisar se houver novas pistas. Isso é tudo, Paterson. James me levou para a casa, e Paterson fechou a porta atrás de nós, permanecendo do lado de fora. — Isso é sobre o meu pai? — Eu lhe perguntei em voz baixa.
  • 114. Ele olhou para mim, seu rosto uma expressão de cautela. — Sim. Podemos falar sobre isso agora? — Não. Não há nada para falar. Eu já dei o meu relatório para a polícia, e eu não vou ser tão descuidada novamente. Foi apenas um momento terrível, em que tive ele dentro da minha casa comigo. Ele empalideceu. —Por favor, me diga o que aconteceu? Estou tentando ser paciente, Bianca, mas eu preciso saber como ele chegou até você. Apenas para impedir que isso aconteça novamente. Eu suspirei, a dor em seus lindos olhos me afetando. — Stephan estava a caminho da minha casa. Eu ouvi a campainha tocar. Eu verifiquei o olho mágico, mas uma mão o estava cobrindo. Eu fui uma idiota. Na verdade, eu fui a única culpada por ele conseguir entrar. Pensei que Stephan estivesse fazendo uma brincadeira idiota. O que foi ridículo, porque Stephan não faz coisas assim, mesmo quando ele é brincalhão. Eu desfiz todas as trancas e abri a porta. Meu pai me tinha presa à parede, antes que eu pudesse registrar quem era. Ele desviou os olhos, seu rosto pálido. — Ele simplesmente te atacou ao te ver? Suas mãos se afastaram. Ele parecia tão perdido, que eu queria consolá-lo. Mas eu preferia não falar mais. Finalmente, soltei um suspiro resignado, dando algumas respostas. — Ele tinha me visto nos tabloides. E ele achou que alguém o estava investigando, então ele me culpou. E veio me ameaçar. As lesões foram apenas sua maneira de homem de Neandertal, me dizendo para não falar com a polícia. Seus olhos atiraram de volta aos meus, chocado e consternado. —Foi minha culpa. Foi minha culpa que você estava nos tabloides. E os meus homens começaram a procurá-lo. Ele colocou as mãos em você porque eu fui descuidado o suficiente para procurar por ele, e expô-lo, sem proteger você. Estudei-o. Seu tom de voz e seu rosto demonstravam uma profunda auto aversão tão equivocada, que eu nem sabia como lidar com isso.
  • 115. — É claro que não foi sua culpa. Não foi culpa de ninguém, só minha. Eu sei o que ele é capaz de fazer, mais do que ninguém, e eu fui descuidada o suficiente para deixá-lo entrar em minha casa. Não é o seu trabalho me proteger, James. É o meu trabalho. Stephan teve uma reação parecida com a sua, culpando a si mesmo. Eu não entendo isso. É impossível assumir responsabilidade pelas coisas que estão completamente fora de seu controle. Seus olhos estavam angustiados, quando ele me disse: — É o meu trabalho protegê-la. Você não tem que reconhecê-lo, mas é. Toda a minha influência é completamente inútil, se eu não posso nem proteger a coisa mais importante para mim. Eu levantei e bati em seu braço de forma consoladora. — Meu pai tem sido assim durante toda a minha vida. Será que você se culpa por todas as outras vezes, também? Você tem que ver como isso é ilógico. Ele parecia ter conseguido se controlar, seus traços mais uma vez impassíveis. — Você não tem que concordar com isso, Bianca. Mas obrigado por responder a algumas das minhas perguntas. Eu pensei brevemente em todas as perguntas que eu não tinha respondido. E todos os segredos que eu ainda mantinha. Eu estava grata que James parecia querer esquecer o assunto depois disso. — Deixe-me mostrá-la o andar de cima agora. Eu fiz algumas mudanças, que eu acho que vai agradá-la. — ele me disse solenemente. Eu sorri para ele. — Eu adoraria ver. Suas casas são como obras de arte. Você tem bom gosto. Ele colocou a mão na minha nuca, enquanto me levava em direção as escadas. — Eu tenho que concordar. — disse ele calorosamente, e eu sabia que ele estava se referindo a mais do que suas casas. Ele apontou primeiro vários quartos, apenas abrindo a porta para eu olhar dentro. Eles tinham temas e cores diferentes. Eu pensei que era uma coisa bem inglesa para fazer. Todos eles tinham nomes. Quarto verde, Quarto azul, etc.
  • 116. — Todas as suas casas provavelmente tem esse mesmo estilo. É tão Inglês. — Eu lhe disse, provocando-o. Ele sorriu. — Você está certa. Elas tem. Chegamos a uma porta fechada que ele abriu com um floreio. — A biblioteca. — ele me disse com um sorriso. — Eu fiz algumas adições recentes. Adivinhe quais são. Eu pisquei para a sala enorme. Ela estava totalmente iluminada com a luz do sol. Esse era a sala das janelas e dos livros. E quantos livros enchiam a sala gigantesca. — Eu sei que os e-books são o caminho do futuro, mas eu não posso evitar, eu simplesmente ainda amo os antigos livros. Adivinha qual seção eu fiz apenas para você. Olhei em volta confusa, pensando como eu poderia saber qual era, com tantas coisas para absorver Mas meus olhos caíram sobre eles rapidamente. Uma das estantes escuras estava cheia do chão ao teto, com um conteúdo que era apenas mais colorido do que o resto. Eu ri, feliz e um pouco envergonhada. — Você sabe, eu não acabei de ler aquele Mangá ainda. — eu disse a ele. Mas eu fui até a prateleira para olhá-los. Ele tinha as coleções completas de todos os meus favoritos que eu havia falado a ele, e várias outras que eu tinha ouvido falar, mas ainda não tinha lido. Eu lhe dei um sorriso caloroso. — Obrigada. Que coisa doce que você fez. Ele sorriu de volta. — Eu posso ser doce. Você me inspira a ser doce. E você pode acrescentar todos que quiser, em qualquer uma das nossas bibliotecas. Eu adicionei uma prateleira de Romances e Fantasia Urbana para você, eu só tentei adivinhar os autores que você pode gostar. Apenas citei os gêneros que você gosta de ler, sem pedir nenhum em particular. — Ele apontou. — Eu mandei construir essa área para você.
  • 117. Olhei, piscando para a extensão que ele tinha feito apenas para me agradar. Havia uma pequena fortuna de livros nesta monstruosidade de sala, que ele montou só para mim. Foi uma coisa muito carinhosa que ele fez. Ele estava derrubando mais algumas pedras, na parede grossa de gelo que construí ao redor do meu coração, com seu gesto. Pouco a pouco, ele estava fazendo o seu caminho para dentro. Respirei fundo, tentando controlar minha súbita sensação de pânico com o pensamento. Funcionou. Eu estava ficando mais acostumada com o jeito que eu sentia por ele. Eu não tinha certeza se isso era uma coisa boa, mas eu não me demorei muito com o pensamento. — Obrigada. Eu poderia ler durante a tarde, se você precisar fazer algum trabalho. — eu disse a ele educadamente. — Eu tenho mais uma surpresa para você. — Ele me tirou do quarto, enquanto falava. Eu olhei para ele com cautela, me perguntando o que ele havia planejado para mim na sequência. Ele me levou a uma grande sala com uma cama, mas eu não achava que era um quarto. Era um outro ambiente com imensas janelas, com a luz do sol iluminando cada canto. Eu vi o material de pintura em seguida, alinhados ao longo de uma mesa ornamentada de madeira. Havia um cavalete impressionante ao lado, já montado com um grande pedaço de papel de aquarela montado. Fui até lá, sem palavras. — A mesa tem mais suprimentos, nas gavetas e prateleiras. E eu coloquei prateleiras ao longo das paredes, para guardar tamanhos de telas diferentes, para que você possa mantê-los organizados. Olhei onde ele fez um gesto com o braço. Uma das paredes estava coberta de estantes, com prateleiras grandes o suficiente para segurar vários tamanhos de telas e papéis. Muitas telas e papeis em branco já estavam empilhadas ali, ordenadas por
  • 118. tamanho. A sala era o sonho de um pintor. Era uma inspiração em si, as grandes janelas me dando uma vista panorâmica da floresta majestosa de Wyoming. Havia uma grande mesa em um canto. Ele tinha um Mac com a maior tela que eu já vi em um computador. Eu apontei para ele. — O que é isso? Ele ergueu as sobrancelhas, como eu deveria ter imaginado. — Esses são os melhores computadores para os artistas. Tenho certeza que você vai encontrar um bom uso para ele se você precisar abrir uma imagem, ou fazer qualquer tipo de pesquisa. Existem também vários programas que podem ser úteis. Eu vou ajudá-la a mexer nele, sempre que quiser. Eu apenas assenti, sobrecarregada. — É incrível. Obrigada. Ele sorriu. — Então o que você quer fazer esta tarde? Eu já escolhi passeios a cavalo, e acabou sendo bem mais que apenas esse esporte. Agora é a sua vez. Poderíamos ler na biblioteca, ou você pode pintar. Ou realmente, qualquer outra coisa. O que vai ser? Eu mordi meu lábio, minha mente já em uma imagem que eu tinha visto online, e que eu queria pintar. — Então gostaria de começar uma pintura, se você não se importar. Você poderá adiantar alguma coisa do seu trabalho. Ele apenas acenou com a cabeça. — Tudo bem. No entanto, precisamos tomar um banho primeiro. Vou trabalhar aqui com você, se isso não for incomodá-la. — Ele me deu um olhar indagador, enquanto falava. Eu só balancei a cabeça que não. — Então venha. — Ele me conduziu pela mão de volta para o seu banheiro. O banho foi um momento, em um breve resumo, de carinho intenso. James lavou cada centímetro do meu corpo, mas isso foi tudo. Eu tentei retribuir o favor, mas ele só me beijou, se lavando. Ele bateu na minha bunda, quando eu estava limpa. — Fora! — Ele ordenou.
  • 119. Eu estava vestida, antes que ele estivesse seco. — Eu preciso pegar algumas coisas, se você quiser já pode voltar para o seu estúdio — ele me disse. Deixei a visão de todo o seu corpo nu com mais do que um pouco de relutância. Fui até o computador, e me sentei. Eu odiava olhar para os tabloides, mas, infelizmente, eles que tinham a foto que eu precisava para a pintura que estava planejando. Levei um minuto para descobrir até mesmo como começar a mexer com o novo sistema operacional. Eu digitei o nome de James Cavendish com um pequeno sentimento de pavor. Olhar os tabloides não tinham feito eu me sentir muito bem ultimamente, mas eu realmente queria a foto.
  • 120. CAPÍTULO QUINZE Eu me preparei para o ataque de fotos que não me fariam jus, e manchetes que eu estava prestes a ver de mim mesma. Eu não fiquei desapontada. Algumas frases se destacavam. "Cavendish com a nova Escória de Vegas" e "Desprezível Manipuladora de Homens", chamou minha atenção, enquanto eu tentava chegar rapidamente às imagens. As imagens que surgiram não tinha a que eu queria, e eu suspirei com resignação. Eu teria que me aprofundar na pesquisa. Fiz uma pausa quando vi uma imagem de James, na semana passada. Ele estava sozinho, em um terno, parecendo muito mais solene, do que qualquer uma de suas outras imagens nos seus eventos de gala. Eu cliquei na imagem. Ela foi tirada em um evento beneficente em Nova York na semana passada. Ele não tinha nada do seu charme habitual para a câmera, em vez disso estava posando quase friamente. Seus olhos estavam impacientes, quando ele normalmente tinha um sorriso pronto para a câmera. Eu me perguntava se fui a causa de sua mudança. Se eu fui a causadora, os tabloides provavelmente estariam correndo como selvagens com a ideia. Eles me odiavam, e adoravam a ideia de um relacionamento amoroso entre James e a Jules, irmã de seu melhor amigo. Tentei simplesmente ignorar as diversas imagens antigas de James e Jules, quando eu voltei para a minha pesquisa original, digitando com cuidado o que eu queria. Eu congelei com um título em particular. 'Novo Amor de James Cavendish tem inúmeros outros homens ao lado.’
  • 121. Eu cliquei no link antes mesmo que eu pudesse pensar melhor, querendo ver o que na terra eles poderiam dizer. Eu pisquei estupidamente com as imagens do artigo. Uma delas era de Stephan e eu, andando de mãos dadas em uma calçada. Eu reconheci que estava em Miami, sem ter que ler o artigo, apesar de ler a coisa horrível de qualquer maneira. De acordo com o artigo, Stephan era meu namorado de longa data, e estávamos planejando pegar um pedaço da fortuna de Cavendish. Eu rolei para baixo em desgosto, surgindo outras imagens. Havia várias fotos minhas e de Damien, e em algumas eu estava ruborizada. Em uma delas, nós estávamos descansando na piscina. Damien estava me dando um olhar muito quente, enquanto eu estava com os olhos cobertos por óculos e um sorriso no meu rosto. Ela não parecia nem de longe tão inocente como realmente tinha sido. Olhando a foto, você tem a impressão de que ele estava olhando para os meus seios e pensando coisas sujas sobre mim. Outra era da nossa caminhada na praia. Sua mão estava no meu cotovelo, seus olhos brilhando na foto. A forma como seu rosto estava inclinado para mim... Ele parecia quase amoroso. Eu estava corando, como se estivesse perturbada com ele, pensei. De acordo com o artigo, ele era um amante ardoroso, e que eu estava apaixonada por ele. Eu fiquei vermelha de raiva com as mentiras descaradas. Eles ainda pegaram uma foto minha e de Murphy. Nós estávamos andando um ao lado do outro e rindo. O artigo afirmava aqui que eu era uma sedutora sem vergonha, que tinha enganado muitos homens. Me arrependi de ler o lixo antes que tivesse terminado, mas eu fui até o final. Eu voltei até a minha foto com Damien. Ela parecia muito diferente do que realmente aconteceu, e eu me perguntava o porquê. O olhar em seu rosto, talvez? Ou os óculos escuros que eu usava, que tornou a minha expressão tão inescrutável? Eu ainda estava olhando para as imagens desconcertantes, quando James voltou para a sala em silêncio, se aproximando de minha mesa com seu laptop fino em uma mão.
  • 122. Ele levantou uma sobrancelha, quando viu minha expressão. — Por que você parece um cervo travado com faróis, Bianca? — Ele perguntou, sua voz divertida. Ele olhou para a tela do computador quando se aproximou. Eu não fechei a janela, pensando que esconder o que eu estava olhando seria pior do que enfrentá-lo. James ficou com o rosto tenso instantaneamente, quando viu minha foto com Damien, e eu fiquei impressionada com um pensamento. Ele tinha visto isso antes. Ele não se surpreendeu com as fotos escandalosas, ele ficaria apenas furioso com elas. A conversa que tivemos sobre ele odiar repentinamente a praia fez muito mais sentido. E sua recente hostilidade exacerbada com Damien. — Tu... tudo isso é lixo. — eu disse a ele, me sentindo estranhamente defensiva. — Damien e eu estávamos passeando. Você sabe disso, certo? Ele me estudou, seu rosto dolorosamente solene. Seu comportamento mudou completamente, desde que ele olhou para as fotos. —Sim.— Ele respondeu finalmente. — Eu sei mais do que ninguém, como eles podem inventar uma história e correr com ela. Mas, ainda assim dói ver vocês juntos assim. Damien, obviamente, cuida de você, e você permite. Pessoalmente, eu acho que ele é apaixonado por você. Meu único consolo é que, se você o quisesse, teria aceitado sair com ele antes de me conhecer. Ele estudou o meu rosto, o seu muito sério, antes que ele continuasse: — E eu confesso, o pensamento que você possa escolhê-lo, se você decidir agora ter sexo baunilha, tem me perturbado. Eu pisquei um pouco, com seu discurso ultrajante. — É claro que ele não está apaixonado por mim. Você sabe que nós nunca saímos em um encontro. E eu nem tenho certeza do que vem a ser um sexo baunilha, mas eu não vejo Damien como nada mais do que um amigo, mesmo sem você na equação. Eu me perguntava, e não pela primeira vez, o que na terra de James poderia deixá-lo inseguro sobre qualquer coisa. Até mesmo o pensamento já parecia errado. Eu simplesmente não conseguia colocar James e insegurança juntos, mesmo com a prova disso na minha frente. A ideia era absurda. Ninguém no mundo poderia
  • 123. competir com ele, de qualquer forma. Não há espaço na perfeição para a insegurança, pensei. Ele se sentou na cadeira do outro lado na grande mesa. Ele estava pelo menos há dois metros de distância. Ele abriu seu laptop fino, começando a trabalhar, sem outra palavra. — Você está chateado? — Eu lhe perguntei em voz baixa, a necessidade de limpar o ar, antes que eu pudesse seguir em frente. Sua boca apertou, os dedos já trabalhando em seu laptop. — Eu estou tentando controlar a minha dor insensata e o meu ciúme irracional. Eu vou trabalhar isso. Eu olhei para ele por um tempo, tentando determinar a melhor forma de proceder. Eu finalmente decidi que, se eu quisesse trabalhar com algo sozinha, algo que nada poderia ser feito, eu iria gostar de ser deixada sozinha para fazê-lo. Então foi isso que eu fiz. Voltei para a minha pesquisa, pulando o artigo difamatório, querendo esquecer que aquela coisa horrível sequer existia. Tentei ignorar com relutância, todos os títulos que me chamaram a atenção, e todas as fotos que despertaram minha curiosidade. Eu passei por página após página, antes de finalmente encontrar o que eu estava procurando. Eu soltei um pequeno humph de alívio, quando fui recompensada com o que buscava incansavelmente. Meu barulho chamou a atenção imediata de James. Eu cliquei para imprimir a imagem, quando ele se levantou, olhando por cima do meu ombro. — O que é isso? — Ele perguntou. Eu me virei para sorrir para ele. — Eu queria pintar essa imagem desde o momento em que a vi, há algumas semanas. — eu expliquei. — Tudo bem para você? Ele piscou para mim, mas assentiu com a cabeça.
  • 124. Era uma foto de quando ele tinha 14 anos, em algum evento de gala. Ele estava posando para a câmera, mas era uma pose bem diferente da pose requintada que ele tinha adotado quando adulto. Seu cabelo loiro escuro apenas roçava em seus ombros, mesmo assim, perfeitamente atraente com sua pele morena perfeita. Seu rosto era solene e sério, os olhos azul turquesa altivo e feroz. Ele já era mais do que uma criança, mas um homem que se tornaria brilhante, em cada linha arrogante de seu rosto. Me fascinou como sua personalidade forte já brilhava em tão tenra idade. Eu queria deixar essa imagem eternizada em um quadro, para que ele pudesse pendurar sobre alguma lareira de uma de suas muitas propriedades. Talvez pudesse ser uma herança para seus filhos. — Você parece uma versão de um supermodelo baby. — eu disse, quando ele voltou ao seu lugar. Ele me deu um sorriso irônico. — Eu detestava ter essa idade nessa época. Eu achava que meus parceiros de negócios não me levavam a sério o suficiente. Raciocínio típico de um garoto de 14 anos de idade. Nem sequer me ocorreu que garotos de 14 anos de idade normalmente não tinham que cuidar de si próprio. Estudei-o, tentando esconder a simpatia que eu sentia por um James de 14 anos de idade, que tinha tido um fardo muito pesado para carregar. — Eu gostaria de ter te conhecido na época. Aposto que teríamos sido amigos. Ele me deu um olhar quente. — Eu também. — Você não era sem-teto, mas você não tinha uma pessoa, como eu tinha, para cuidar de você e te proteger. Eu acho que fiz um melhor negócio. Ele me deu um sorriso triste. — Você provavelmente está certa. Peguei a impressão da foto, e a levei pela sala, começando um esboço, e amando todos os meus novos suprimentos. Ele tinha pensado em tudo o que eu poderia precisar.
  • 125. — Ah, eu esqueci. — disse James. Voltei a olhar para ele. Ele estava segurando meu telefone. — Sua recepção não é muito boa aqui, mas Stephan vem tentando falar com você. Você pode ligar de meu telefone. Percebi tardiamente que eu tinha esquecido que eu ainda tinha um telefone, desde que tinha chegado ao rancho. Ele levou a seu telefone para mim, já com o telefone de Stephan marcado. Apertei o botão, lhe agradecendo. Um Stephan animado respondeu após um toque. Levei um bom tempo para entender o que falava com seu entusiasmo exacerbado. Eu pisquei, olhando para James. Ele estava trabalhando intensamente em seu computador. — Ele ainda tem a grade branca e a faixa de corrida preta que eu estava obcecado. É como se ele pegasse cada pedaço de informação que já me ouviu dizer sobre o meu carro dos sonhos e apenas encomendou. Stephan estava contando sobre seu novo Dodge Challenger, que James tinha entregue na sua garagem ha alguns minutos, antes que eu pudesse falar uma palavra. — Isso é incrível, Stephan. — Eu ouvi, quando ele acrescentou excitado, vários detalhes. — Sim, James é absolutamente atencioso. Eu estou tão feliz por você. Eu não consegui falar mais nada por uns bons cinco minutos, enquanto Stephan falava mais e mais sobre o seu extravagante presente. Finalmente, ele pediu para falar com James, querendo lhe agradecer pessoalmente. James pegou o telefone da minha mão com um agradecimento, sorrindo quando respondia a Stephan. — Foi a melhor maneira que eu pude pensar em lhe agradecer por cuidar da nossa Bianca por todos esses anos. Estou em dívida com você. Ele fez uma pausa, com uma risada, quando foi, obviamente, interrompido por um Stephan frenético. — Eu queria te falar outra coisa. Podemos agendar uma
  • 126. reunião quando ambos estivermos em Nova York. Eu quero discutir alguns assuntos de negócios com você. — James ouviu educadamente a resposta. — Isso seria perfeito. Sim, vou fazer isso. Ok, tenha uma boa noite, Stephan. — Com isso, ele desligou. Eu olhei para ele com desconfiança. — O que você está fazendo agora? — Eu perguntei a ele indelicadamente. Mas eu sabia que ele estava de alguma forma, interferindo na minha vida. Ele deu de ombros. — Stephan é sua família. Quero cuidar dele. E eu me sinto fortemente endividado com ele pela forma como ele te protegeu. Além disso, eu descobri que vale a pena ser bom. Estudei-o, querendo ficar aborrecida com sua interferência, mas eu simplesmente não conseguia. Ele tinha feito algo que deixou Stephan tão feliz. Como eu poderia deixar de ser grata a ele por isso? — Obrigada por ter feito isso para ele. — eu finalmente disse. — Ele está obcecado com o novo Challenger desde que saiu. E sua antiga obsessão por carros potentes é um caminho sem volta. Não há um presente do mundo que ele amaria mais do que o que você deu. Ele apenas sorriu para mim, encolhendo os ombros como se não fosse mais do que um simples presente, dar para alguém o seu carro dos sonho. — E qual seria o seu carro dos sonhos? — Ele me perguntou. Eu dei a ele um olhar de advertência. — Nem mesmo pense nisso. Eu tenho um carro. Um carro que eu comprei com meu próprio dinheiro, e eu gosto muito dele. Ele não desistiu, mesmo com o aviso claro na minha voz. — Eventualmente, você vai perceber que o que é meu é seu, e quando você perceber isso, você pode comprar o que quiser. Eu quero que você comece a se acostumar com essa ideia. Respirei fundo, enquanto ele falava, tentando acalmar o pânico que florescia dentro de mim com suas palavras.
  • 127. Ele estava tentando tomar conta da minha vida? Era um pensamento sombrio e aterrorizante para mim. — Eu não posso. — Eu disse a ele em um suspiro. Sua expressão tornou-se mais fechada, mas seu tom de voz era tão firme quanto antes. — Eu entendo que você precisa de tempo. Eu estou tentando lhe dar esse tempo, tanto quanto eu possa suportar, Bianca. Meus olhos se arregalaram com suas palavras. Claramente, o homem estava perturbado. — Nós só nos conhecemos há pouco mais um mês, e a maior parte desse tempo não estávamos sequer em contato um com o outro. Você chama isso de me dar um tempo? Sua expressão e sua voz não alteraram. — A falta de contato não foi uma escolha minha. E eu sempre fui decidido sobre o que eu quero. Quando eu vejo, eu ajo. Isto é como eu sou. Eu estou tentando ser paciente, mas não tenho qualquer reserva sobre o que eu quero de você, o que eu quero que o nosso relacionamento seja. Estou tentando respeitar o fato de que você não sente o mesmo. Eu só estou pedindo que você comece a se acostumar com a ideia de vivermos juntos. Eu respirei fundo várias vezes, vendo-o sentado tão calmamente atrás de sua mesa. — Eu não sei se posso lhe dar sempre o que você quiser. Tenho quase certeza, na verdade, que eu não posso. Seu olhar endureceu, mas sua voz continuava a mesma. — E eu estou determinado a convencê-la do contrário.
  • 128. CAPÍTULO DEZESSEIS Nós não nos falamos por um longo tempo, depois de seu pronunciamento. Eu não sabia o que dizer para ele. Ele não podia me conhecer bem o suficiente, para entender o quão impossível era o que ele queria de mim. Eu poderia lhe dar controle completo na cama, mas eu era totalmente incapaz de lhe dar o controle sobre as outras partes da minha vida. Fazer isso me prenderia. E eu sabia muito bem que eu não poderia ficar presa e indefesa, nunca mais. Tinha quase me destruído quando era uma criança. Tinha certamente destruído a minha mãe. Comecei a preparar o trabalho para a minha pintura, mas eu estava um pouco distraída demais para trabalhar de forma eficiente. Esbocei por quase uma hora, antes de James falar de novo. — Eu falei com a gerente da minha galeria em LA recentemente. Ela está muito animada com a sua estreia. Ela e meu gerente de Nova York, na verdade, chegaram a se desentender um pouco, sobre quem iria receber a sua exibição. Devido às paisagens do deserto, nós entendemos que melhor seria a exibição ocorrer em Los Angeles. Ela vai começará a montar a exibição, assim que você liberar que ela vá em frente. Eu só olhava para ele, estupefata. A ideia de mostrar o meu trabalho ainda era um conceito estranho para mim. E tantas coisas tinham acontecido, desde que ele levou as amostras do meu trabalho para suas galerias. — Eu não tenho que assistir a exibição, tenho? — Eu perguntei, o pensamento assustador e indesejável.
  • 129. Ele parecia genuinamente surpreso. — Bem, não. Eu suponho que você não seja obrigada a isso. Mas por que você não iria querer? Eu lhe dei um olhar exasperado. — A imprensa me odeia. Eles vão crucificar o meu trabalho, se descobrirem de alguma forma que está ligado a mim. Eu prefiro não usar meu nome no trabalho, também. Ele parecia perturbado com o pensamento. Aqueles olhos requintados estavam selvagens. — Eu sinto muito que você tenha sido arrastada para esse circo de mídia da minha vida. É minha culpa que eles odeiem você. As coisas que eu vi impressa sobre você... isso me faz ter vontade de cometer um assassinato. Eu levantei a mão em seu discurso. — A culpa não esta sendo discutida aqui. Precisamos lidar com os problemas que temos na mão, independente de quem seja a culpa. E você tem que admitir que minha aparência na minha apresentação á mídia não ajudou a favorecer as coisas de alguma forma. Ele corou um pouco, mas eu não poderia dizer por quê. — Por favor, considere participar. Você merece ter o orgulho de ver o seu trabalho exposto, e obter crédito por isso. Eu adoraria se você me permitisse acompanhá-la ao evento, mas por favor, leve o tempo que precisar para pensar sobre isso. Eu vou avisar a Sandra para deixar seu trabalho preparado, e adiar a data até que você decida o que você quer fazer. Eu balancei a cabeça que havia entendido, mas ainda pensava nisso, enquanto trabalhava. Se eu fosse corajosa, eu apenas atravessaria esse calvário. Não era como se eu fosse obrigada a ler os comentários horríveis sobre meu trabalho. Eu estava tão distraída, que eu fiz uma confusão no meu esboço inicial, finalmente, tendo que simplesmente jogá-lo fora, e começar de novo. Se James não estivesse falando baixinho ao telefone, eu teria colocado um pouco de música para relaxar. Finalmente, eu coloquei fones de ouvido, e liguei a música no meu telefone, colocando-o no bolso da minha calça jeans. O quadro começou a surgir depois disso, o esboço muito mais próximo da imagem que eu tinha na minha cabeça do que eu queria.
  • 130. Trabalhamos por hora dessa forma, em relativa paz e quase não nos falando. Nós trabalhamos por tanto tempo, que eu até comecei o processo de pintura, que eu às vezes levava várias sessões para avançar. Eu normalmente gostava de ter um esboço muito bom, antes de começar a pintura. Eu não tinha certeza do que era, mas de repente, eu senti uma mudança no ar, uma mudança de energia. O cabelo da minha nuca se arrepiou, e eu me virei lentamente para olhar para James. Ele estava com o seu telefone no ouvido, mas ele me viu. Seus olhos estavam... assombrados, como se tivesse acabado de saber a morte de um ente querido. Eu caminhei até ele, removendo os meus fones de ouvido. Ele apenas me olhava, não tirando o telefone de sua orelha. — Obrigado pela sua atualização. Ele ouviu por um longo tempo. — Sim, ele é. Continue procurando por ele. E dobre seus esforços nesta busca. — Ele desligou depois disso, mas me olhava quase com cautela. Eu empoleirei em cima da mesa, de frente para ele, seu laptop perto da minha bunda. — O que aconteceu? — Eu perguntei, sabendo com certeza que alguma coisa tinha ocorrido. — Meus investigadores descobriram que a polícia tem um mandado contra seu pai, não apenas por invasão e agressão, mas também por assassinato. — Ele só olhou para mim por um longo tempo, um tormento em seus olhos que estava se tornando familiar para mim. Aqueles olhos queridos. Eu coloquei uma mão em sua bochecha, me preparando. — Sim, eu sei. — Eu disse a ele, relutante. — Eu deixei um assassino colocar as mãos em você. — ele me disse em um sussurro agonizante. Eu levei minha outra mão até o outro lado do seu rosto, o segurando com ambas as mãos. — Essa é uma forma correta de vê-lo. Eu sabia que ele era um
  • 131. assassino desde que eu tinha 14 anos, muito antes de te conhecer, e ele pôs as mãos em mim muitas vezes desde então. Ele piscou para mim, como se minhas palavras estivessem começando a ser registradas, ultrapassando o seu medo e choque. — Você sabia que ele tinha matado alguém? — Ele questionou. Eu balancei a cabeça, minha boca apertada, o peito dolorido. — Eu sou a pessoa que o denunciou à polícia, mas infelizmente uma década tarde demais. Foi a minha mãe que ele matou. Eu fui a única testemunha. Eu estava perto o suficiente para tocá-la, quando ele fez isso. Eu menti para a polícia sobre ele, por todos esses anos. Mas depois deste último ataque, eu percebi que eu não poderia viver mais assim. Eu não posso fugir mais, mesmo que isso signifique que ele me mate, também. Seus olhos estavam tão apavorados e vulneráveis que, mesmo tentando evitar, eu senti meu próprio rosto se encher de repente com lágrimas. Era difícil acreditar que eu tenha ficado tantos anos sem chorar, antes de conhecer James. Mas as coisas que ele me fazia sentir, tinha aberto uma comporta e, a maldita coisa não iria fechar. Eu continuei, querendo me livrar de tudo. — Eu me sentia tão culpada, por todos esses anos, por desonrar sua memória, e ajudar seu assassino a correr livre, mas por dentro eu era uma criança tão assustada que eu não poderia ir até a polícia. Depois que ele a matou, apenas ouviram a sua palavra do que aconteceu, nunca sequer me entrevistaram em uma sala separada dele, e eu sabia que ele iria me matar se eu contasse. Eu estava absolutamente certa de que nem mesmo a polícia poderia detê-lo. Mesmo anos mais tarde, quando eu não tinha tido qualquer contato com ele, e eu tentei ir a polícia, eu ficava gelada e travava toda vez. Eu acariciava seu rosto ferido com um toque suave, querendo consolá-lo das coisas que via em seus olhos tão claramente. Era um reflexo do meu próprio tormento. Sua alma era um espelho da minha. Talvez sua pretensão insana de que fomos feitos um para o outro não estava tão longe da verdade. Eu o conhecia há tão
  • 132. pouco tempo, mas às vezes eu sentia que eu poderia lê-lo tão perfeitamente, tão naturalmente, que me surpreendia. — Você não pode arcar com o ônus de me proteger do meu pai. — eu lhe disse suavemente. — Ninguém pode. E você não tinha como saber que ele iria me procurar para me ameaçar a ficar em silêncio, porque você não sabia sobre a minha mãe, é claro. Mas você é o responsável por eu ter força suficiente para finalmente dizer a verdade. Obrigada por isso. Ele quase me quebrou, quando uma lágrima solitária rolou pelo seu rosto. — Isso apenas continua a me bater, uma e outra vez, sem parar, o quando eu realmente cheguei perto de perder você para sempre. Eu não posso suportar essa ideia. — Sua voz era um sussurro áspero. — E ele ainda está lá fora, solto, assim você, essencialmente, continua em perigo, agora mais do que nunca. Eu estou feliz que você tenha finalmente contado a verdade, mas ainda me assusta a consequência do que a verdade pode significar para você. Eu segui a lágrima pelo seu rosto, pegando em seu queixo perfeito. Ele não parecia incomodado com a lágrima. Ele era muito mais corajoso com os seus sentimentos do que eu, eu sabia, mas ele ainda conseguia me surpreender com suas profundezas. Eu tentei me colocar no lugar dele brevemente. Se seu tio ainda fosse vivo, e capaz de machucá-lo, até mesmo matá-lo, apenas esperando a oportunidade certa... Isso me deixaria louca. Mas poderia James sentir por mim o que eu sentia por ele? Eu simplesmente não podia imaginar isso, embora ele obviamente sentisse pelo menos alguma coisa. Nenhum de nós parecia capaz de trabalhar direito depois de nossas explosões emocionais. Nós jantamos em silêncio. Era um frango picante com pimentão. Eu comi rapidamente, apenas preocupada em me alimentar, sem saborear o alimento corretamente.
  • 133. Fomos para a cama cedo, James mencionou que precisávamos levantar cedo para ter um bom passeio e evitar o pior calor do dia. Eu me aprontei para deitar, sem muitos comentários. Eu me sentia como se não tivesse dormido por dias, quando me deitei em sua cama confortável e fechei os olhos. Eu suspirei de contentamento , quando senti James se enrolar ao redor de mim. Eu rapidamente cai em um sono profundo e tranquilo.
  • 134. CAPÍTULO DEZESSETE James me acordou com um leve beijo na testa. Pisquei meus olhos, surpresa em encontrá-lo já vestido com roupas limpas de montaria, e se inclinando sobre mim. Ele começou a me vestir sem uma palavra. Minhas roupas de montaria eram muito diferentes desta vez. Minhas calças apertadas eram feitas de um material fino preto, não muito mais espesso do que uma meia-calça, e chegava apenas até abaixo dos joelhos. Percebi que ele não se preocupou em colocar minha calcinha. Ele trabalhava tranquilamente, subindo cada perna da calça em minhas coxas lentamente. Eu toquei a suave camurça, correndo meus dedos sobre ela. Ele estava arrumando as proteções sobre minhas botas de montaria, quando ele falou. — As proteções completas são normalmente usadas com jeans. Eu vou arrumar um par, para nosso passeio. Eu digeri suas palavras, minha mente indo até lugares escuros e sensuais com ele. Ele me sentou, arrastando minha camisola fina pela minha cabeça em um movimento suave. Ele passou a língua sobre os dentes, quando ele estudou o meu torso nu. Eu tive que abafar o desejo de cobrir meus seios nus. Claramente, eu não ficava tão confortável com uma nudez casual como o Sr. Magnifico. Ele apertou um top esportivo grosso, puxando uma camiseta justa sobre a minha cabeça.
  • 135. Ele trançou meu cabelo, mantendo as mãos, lamentavelmente, para si mesmo. Eu ainda ficava excitada com cada movimento. Fechei os olhos quando ele espalhou protetor solar sobre o meu rosto com muito cuidado. O homem pensava em tudo. Ele bateu forte na minha bunda, quando terminou. — Vamos ao nosso passeio, amor. — ele me disse com um sorriso malicioso, pegando a minha mão. Os cavalos estavam selados e prontos quando chegamos aos estábulos. Foi a primeira vez que eu pude ver o garanhão de James. Ele me apresentou ao Diabo, me entregando uma maçã, e dando um aviso. — Cuidado, ele morde. Eu alimentei a besta enorme com cuidado, admirando seu pelo excepcional. Corri meus dedos sobre sua crina preta azulada. Sua pelagem era de uma cor cinza azulada, tão escura que brilhava à luz do sol como o fogo azul. Sua pele era muito mais escura no rosto, nariz e pés, quase preto na ponta. Ele parecia um garanhão de um conto de fadas, sua cor surpreendentemente colorida para ser real. — Ele é incrível. — eu disse a James, passando minhas mãos suavemente ao longo de seu pescoço. Outro cavalo bateu em minhas costas por trás. Eu ri quando vi que era a Princesa. — Ela está com ciúmes. — James tinha um sorriso indulgente, quando ele passou a mão ao longo do pescoço de princesa. Eu tinha pensado que ela era um cavalo excepcionalmente alto, mas ela quase era baixa, em comparação com Diabo. Eu fiz um carinho nela também. James me entregou outra maçã para dar a amigável palomino. Pete estava por perto, mas manteve uma distância cuidadosa. Obviamente ele tinha selado os cavalos para nós, mas foi sábio o suficiente para se manter distante de seu chefe, após o episódio do dia anterior.
  • 136. Ele apenas balançou a cabeça educadamente, quando passamos por ele nos estábulos. Eu tinha acenado de volta, com um pequeno sorriso. No entanto, James tinha contraído suas mãos, apenas com nosso pequeno cumprimento. Homem Impossivelmente ciumento, pensei comigo mesma, mas fiquei calada. — Diabo é um Ruão raro puro-sangue azul. — James me disse, alimentando o cavalo de grandes dimensões com uma cenoura. — Eu nem sabia que os cavalos podiam ser azuis. — eu disse a ele com um sorriso tímido. Eu percebi que realmente não sabia quase nada sobre cavalos. — Normalmente, é apenas uma expressão para um tom azulado em um cavalo. Porém Diabo é uma espécie verdadeiramente rara, quase mais azul do que cinza. — Um cavalo escandalosamente bonito, para um homem absurdamente bonito. — eu lhe disse com um sorriso. Ele puxou minha trança, inclinando a cabeça perto da minha. Seus olhos estavam quentes quando olharam para os meus. — Qualquer coisa que mantenha você por perto, amor. — disse ele, encaixando um capacete preto lustroso com cuidado sobre a minha cabeça. Eu vi, sem nenhuma surpresa, que combinava exatamente com o dele. Ele colocou as luvas de couro preto em minhas mãos, pacientemente trabalhando com elas e apertando nos meus pulsos. — Você sabe, eu sou plenamente capaz de me vestir. — eu disse a ele, mas eu sabia que isso era inútil. Eu sabia que ele gostava de cuidar de mim, nenhuma tarefa era muito insignificante para sua atenção. Ele apenas sorriu em resposta, beijando meus dedos protegidos pelo couro. Ele trabalhou logo depois com suas próprias luvas, e eu olhava, fascinada, enquanto
  • 137. ele colocava em suas mãos poderosas. Seus dedos eram longos e elegantes, mas muito fortes. Eu vi suas mãos desaparecendo no couro preto, me lembrando da sensação daquelas mãos enluvadas me punindo. Ele viu meu olhar e me deu um sorriso perverso. — Você se lembra delas? Eu balancei a cabeça, ainda olhando, encantada, enquanto ele colocava as luvas. Mesmo suas mãos eram uma visão obscenamente tentadora para mim. — Eu amo suas mãos. Muito. — Minha voz já estava sem fôlego. Ele jogou a cabeça para trás e riu. Fiquei fascinada com a visão. Mesmo sua suave garganta dourada era perfeita, e eu queria enterrar meu rosto lá. Eu tinha que abafar meu desejo. Ele tinha, obviamente, uma programação para esta manhã. Ele me deu o mais caloroso sorriso, quando a sua gargalhada desapareceu. Ele me deu um beijo rápido e doce, e me levantou pelos quadris para montar a Princesa. Montei como eu tinha sido ensinada, rapidamente tentando me posicionar no banco corretamente. — Perfeito. — ele me disse, desprendendo a corda de chumbo, ligada ao freio da princesa e a soltando do poste. Senti uma emoção maravilhosa, quando tive a visão surpreendente de James saltando para cima de Diabo em um movimento suave. Ele era um homem tão elegante, mas sua força era surpreendente. Músculos agrupados sob a camisa apertada, calças justas o suficiente para mostrar o corte de seus músculos da coxa enquanto se movia. Ele passou por mim em seu cavalo, parando a dedo no meu colar, logo acima do decote do meu top. — Eu deveria ter uma corda de chumbo para isso também, — ele murmurou, levando depois seu cavalo para a frente.
  • 138. — Me siga! — Ele ordenou, enquanto levava seu cavalo até o portão que Pete tinha acabado de abrir, sem uma palavra. Eu o segui, Princesa se movendo para um rápido trote, com a menor pressão de meus calcanhares. Ele me levou até um matagal grosso, uma simples sugestão de uma trilha guiando nosso caminho. Eu admirava a paisagem enquanto caminhávamos, tentando manter a postura correta em meu cavalo, e admirando aquele lugar agradável e tranquilo. Ali era tão tranquilo e calmo. As árvores nos cobriam com sua sombra fresca, e era cedo o suficiente para que o clima estivesse perfeito para um longo passeio. A floresta sempre me fazia sentir como se eu tivesse sido transportada para um outro mundo, um outro tempo. A solidão, a serenidade, deixava minha mente à deriva em fantasia. Os pinheiros eram incrivelmente alto lá, a folhagem espessa e pequenas flores roxas selvagens espalhadas no chão caprichosamente. Foi quase chocante, quando saímos da espessa floresta e entramos em uma trilha acentuada e grande o suficiente para ser uma pequena estrada. James parou ali, me esperando para trotar ao lado dele. Ele me enviou um olhar de soslaio e perverso. — Como você se sente? Você está com dor? Eu só balancei a cabeça. Chupei uma respiração, quando ele levou uma mão enluvada até a cintura de suas calças de montaria apertada. Ele soltou as rédeas no pescoço do seu cavalo, dando um comando firme para Diabo ficar parado. Então ele começou a desfazer os botões de suas calças grossas, dobrando-as para baixo e liberando sua grossa masculinidade para fora. Ela se projetava orgulhosamente para cima, já tão grossa e dura que a minha boca se encheu de água com a visão. Ele tirou a camisa em um movimento suave, colocando-a sobre as suas proteções na calça. Eu o olhava, saboreando à visão da sua pele, dourada brilhante, como sempre espantada com a sua perfeição. Os músculos de seu abdômen de bronze talhado,
  • 139. visivelmente definido quando se sentou em seu cavalo. De alguma forma, com as pernas cobertas e sobre seu cavalo, tornou sua nudez ainda mais obscena. E incrivelmente excitante. Ele me deu aquele seu sorriso malicioso, e eu quase derreti. — Venha aqui! — ordenou. Eu obedeci, meu cavalo deslizando para ele ansiosamente. Ele me agarrou, me balançando para ficar em cima dele em um movimento aparentemente fácil. Meus olhos estavam fixos nos duros músculos dos seus braços magníficos. Ele me empoleirou de frente a ele, quase no pescoço do Diabo. — Não se mova! — ele ordenou, puxando uma faca do bolso grande de sua bota. Ele se inclinou comigo em suas coxas, até que eu estava a poucos centímetros de seu pênis que se projetava. Eu respirei assustada quando ele usou a faca no cós da minha calça, cortando em direção dele. Ele cortou até alguns centímetros acima da sela, guardando a faca na bota novamente. Ele rasgou o restante da minha calça com suas próprias mãos. O som inicial ao rasgar fez Diabo se assustar, mas James o acalmou com algumas palavras suaves, ainda a rasgando até o final, até que me restava apenas as proteções das calças. Meu sexo surgiu profundamente nu e obsceno, cercado pela proteção de camurça preta e nada mais, minha metade superior ainda completamente coberta. James chegou por trás de mim, reorganizando as rédeas, desatando para solta-la, e a envolveu em torno de seu braço direito. Ele estava dando a Diabo rédeas livre, controlando-o apenas com as pernas, como ele disse que iria me ensinar a fazer. Ele usou as mãos firmes em meus quadris, me levantando e me posicionado na ponta de sua ereção. Ele tocou meu sexo apenas com a ponta do seu pênis, movendo os quadris em pequenos círculos para espalhar a minha umidade crescente em sua ponta ansiosa.
  • 140. Eu gemia, empurrando meus quadris para baixo. Eu queria que ele me empalasse tão forte, apenas um rápido empurrão para aliviar minha dor. Ele sacudiu a cabeça para trás para olhar para mim, sua mandíbula apertada com o ajuste dolorosamente apertado. Ele empurrou direto como um punho, e eu derreti em torno dele. — Oh, James. — eu gritei com sentimento. Mesmo com ele inteiro dentro de mim, eu ainda doía por ele. Meus quadris empurrando em um pedido para ele se mover. James deu uma pressão com sua perna, e Diabo começou a andar. James se movia com ele, um cavaleiro especialista, cada movimento de seus quadris dando um pouco de impulso dentro de mim. Minhas pernas balançavam quase atrás da sua, meu corpo entregue a ele por completo. Nós nos olhávamos, enquanto ele se movia dentro de mim, os pequenos impulsos me deixando ofegante por mais. — Você quer um meio galope, Bianca? — James perguntou, sua voz um grunhido. Pensei nos movimentos exagerados de um meio galope. Oh, Deus, sim, eu queria isso. — Sim. — eu gemia. — Me implore por isso. — ele disse, sua voz estranhamente calma. Como ele não estava sem fôlego? — Por favor, Sr. Cavendish, nos leve em um meio galope. Ele só fez um tsk'd impaciente para mim,.. — Isso foi um triste pedido, sequer considero isso implorar, Bianca. Agora nada de meio galope. — Ele deu um impulso em Diabo para um trote leve, mantendo sua postura. Ele ficava tão a vontade no trote, que mal aumentou seus impulsos na caminhada. Eu gemia por ele desesperada, segurando seus ombros agora. Eu precisava de mais. Eu precisava dos empurrões profundos que eu tinha ficado tão rapidamente viciada.
  • 141. Nossos olhos nunca se desviaram um do outro, seu olhar turquesa intenso, lendo dentro de mim inexoravelmente. — Eu lhe imploro, Sr. Cavendish. — Eu tentei de novo. — Por favor, me foda em um meio galope. Por favor, por favor, por favor! Seus olhos ardiam nos meus, e ele fez uma pressão em seu cavalo para acelerar o trote. — Esse era o tom que eu estava procurando. Espera, amor. Ele me ergueu mais alto, o meio galope o empurrando mais profundamente em mim com os mais longos e duros golpes. Eu já estava perto de gritar depois de segundos com o novo ritmo. — Venha! — James rosnou, suas pálpebras pesadas enquanto me observava. Ele me empalou duro e golpeava forte, enquanto falava, e eu desmoronei em seus braços. Eu estava ofegante, e de volta ao passeio de novo, quando repentinamente ele saiu de dentro de mim, se arrastando ao longo de cada nervo sensível, e entrando novamente em um golpe duro, e eu entrei em um sonho febril, enquanto ele continuava a pressão. Eu vim de novo com o seu comando duro. E mais uma vez, antes dele encontrar a sua própria libertação dura, gritando meu nome, os olhos indo de duros e autoritários, a amorosos quando o êxtase o tomou. Ele me beijou, ainda enterrado dentro de mim, enquanto nós flutuávamos de volta à realidade. Diabo desacelerou para uma caminhada sem rumo. Eu quebrei o feitiço vários minutos mais tarde, quando me afastei para trás do seu longo beijo. — Você já fez isso antes? Seus olhos se fecharam, e eu sabia que não gostaria de sua resposta. — Fazer amor sobre o cavalo? — Perguntou. Meus olhos se estreitaram, reagindo imediatamente a sua escolha de palavras. Ele parecia querer fazer agora desnecessária. — Foder alguém no cavalo. — eu corrigi. essa distinção completamente
  • 142. Ele corou, e minha visão ficou um pouco vermelha, sabendo a resposta. — Eu fodi antes uma mulher a cavalo, mas não foi assim. Era muito mais técnico, quase clínico. Era, para mim, mais sobre saber se isso poderia ser feito, do que estar realmente fazendo. E eu era mal um adulto naquele momento. Ele me estudou, os olhos arregalados, enquanto lia a frieza que estava florescendo lá. — Por favor, não tente rebaixar o que acabamos de fazer. Ouvi suas palavras como se estivessem longe, minha mente de repente se lembrando de um detalhe aterrador que que eu tinha lido em um tabloide, sobre James e Jules, ambos vindo de ricas famílias inglesas, e ambos compartilhavam uma longa história como ávidos equestres. — Foi ela? — Eu perguntei em um sussurro, meus olhos se estreitando. Ele me apertou com mais força contra ele, como se estivesse sentindo uma ameaça. Ele enterrou seu rosto no meu pescoço antes de falar. — A quem você está se referindo? Eu endureci ainda mais. — Jules. — eu disse, a minha voz saindo glacial. Eu o senti suspirar contra mim. — Foi. Mas isso não quer dizer nada. Por favor, não use isso para me afastar novamente. Tentei afastar para longe dele, mas ele me tinha em grande desvantagem, e ele não estava me deixando ir. Em vez disso, ele empurrou Diabo de volta, em um galope rápido.
  • 143. CAPÍTULO DEZOITO Ele começou a se mover dentro de mim de novo, sua ereção crescendo rapidamente dura, como se fosse um truque de mágica. Engoli em seco, batendo em seus ombros. — Você não pode usar o sexo para me subjugar. — eu disse a ele. Fiquei magoada e irritada, mas também contra minha vontade, descontroladamente excitada. — Você não pode se afastar de mim toda vez que você ficar brava ou com ciúmes. Precisamos conversar sobre isso. E eu não vou deixar você ir até fazemos isso. Eu puxei seu cabelo duro, mas meus quadris já estavam se movendo espontaneamente contra seus impulsos. — Você chama isso de conversar? — Sim, eu chamo isso de conversar, e eu também chamo isso de fazer amor. — Ele tentou sorrir para mim. Eu puxei seu cabelo suado. Ele estremeceu, mas não fez nenhum movimento para me parar. — Por que você continua falando isso? Por que você continua falando que estamos fazendo amor? Ele me deu um olhar ardente. — Você sabe por quê. Você continua tentando desmerecer o que temos, mas você precisa entender que tudo isso é tão novo para você, quanto é para mim. Eu tenho um passado. Um passado descontroladamente sórdido. Eu não posso mudar isso. Eu faria se eu pudesse. Você vai descobrir que tive um monte de ex-amantes. Isso é um fato lamentável. Vai ser muito menos doloroso para você, se puder simplesmente colocar em sua cabeça que nenhum delas foi nada para mim, eu não ligo a mínima para elas. E foder, antes de conhecer você, não era nada para mim. Antes de conhecer você, o sexo para mim era apenas
  • 144. uma função corporal. É por isso que eu chamo isto agora de fazer amor. Isso significa outra coisa para mim. — Ele respirou fundo. —Eu nunca tive uma namorada antes de você, nunca sequer considerei a ideia. Eu tenho certeza que isso vai soar insensível, mas nenhuma mulher jamais significou nada para mim além de uma foda, uma sub, ou uma amiga, às vezes elas eram as três coisas juntas, mas elas nunca foram isso por muito tempo. Todas elas sabiam qual era o jogo. Eu fui brutalmente honesto com cada uma deles, sem exceção. Você é a única que eu quero, que eu preciso. Então, você ficar chateada com o meu passado, ou sentir ciúmes das mulheres com quem estive, é absolutamente injustificado. Ele nunca parou de se mover enquanto falava, e eu me senti emocionalmente carregada. — Injustificado? — A palavra explodiu para fora de mim, com raiva e dor. — Eu tenho anos de fotos com você e Jules. Como você pode esperar que eu ignore esse fato? —Engoli em seco, quando ele empurrou com mais força, um movimento deliberado, seus olhos intensos. — Injusto. — eu murmurei. — E um pouco contraditório você falar isso. Eu era virgem quando o conheci, mas você ainda está com ciúmes de todos os homens que converso. Isso é injustificável. Ele me levantou e desceu, em vários golpes longos e rápidos, antes de falar. Ele estava me batendo como seu eu fosse um tambor, eu sabia. Mas era muito difícil manter o meu ponto, quando eu estava insanamente excitada, e no meio de ser completamente fodida. — Quando eu tinha uns 18 anos, os paparazzi estavam me perseguindo implacavelmente, imprimindo histórias bobas que me deixavam louco. Eles ficavam escondidos no mato quando eu saía da escola. Isso estava fora de controle. Eu tentei o meu melhor para me concentrar em suas palavras, mas ele não estava ajudando, ainda se movendo dentro de mim incansavelmente. — Você sabe como eu preciso de controle. — ele rosnou.
  • 145. Ele empurrou mais forte, levando Diabo em um trote duro. Ele fez uma pressão maior, e o movimento nos levou para um galope. Este movimento era desconhecido para os meus conhecimentos limitados de equitação, e eu apertei os ombros de James em pânico. Seus impulsos ficaram mais fortes nesse ritmo. Eu cheguei na borda quase instantaneamente. — Venha. — ele ordenou asperamente. Eu gozei imediatamente. Ele diminuiu a velocidade de volta para um trote leve, mas ainda não parou. — Você sabe como eu preciso de controle. — ele repetiu. — Mas as coisas que eles estavam fazendo eram completamente fora do meu controle, e eu percebi um dia que a imprensa era como uma mangueira de jardim. — Ele explicou. Eu pisquei para ele, tonta e confusa. — Uma mangueira de jardim? — Eu perguntei. Ele me deu um sorriso gentil, apreciando a perda completa da minha compostura. — Uma mangueira de jardim. Se você deixá-la correr muito levemente, você não pode controlar o fluxo. Ele só pinga onde quiser. Mas se você deixá-la correr com toda a força, você pode controlar o fluxo, enviando-o para onde quiser. Então eu comecei a cortejar os paparazzi, em vez de mantê-los a distância. Eu incentivei as suas atenções de uma forma encantadora, e publicamente me tornei um livro aberto. Ou melhor, aparentando ser dessa maneira. Jules era irmã do meu melhor amigo, e, ocasionalmente, minha amante muito casual, e nós tínhamos sido amigos por um tempo. Nós éramos visto bastante em lugares públicos juntos, já que frequentávamos os mesmos círculos. Eu rapidamente percebi que ela amava a atenção, estimulando boatos sobre nós descaradamente, até mesmo vazando mentiras na imprensa sobre nós. Seus olhos estavam solenes e sérios em meu rosto, quando ele continuou. — Agora eu vejo que fui estúpido em deixá-la levar isso até agora, mas na época eu não podia ver qualquer problema com isso. Outras mulheres achavam que ela e eu tínhamos uma relação aberta, de forma que ninguém tentou mais nada comigo. Isso me salvou dos piores mal-entendidos, por um tempo. Eu sei que
  • 146. aparenta ser pior, mas eu quero que você confie em mim que isso é tudo que ela era. Jules não é alguém que você precise se preocupar. Ele começou a se mover para valer depois que terminou de falar, e ele me quebrou mais uma vez, me fazendo gozar com o trote. Eu soluçava seu nome, agarrando seu cabelo em punhos apertados. Ele veio comigo, seus olhos ficando tão suaves, que lágrimas indesejadas queimaram em meus olhos. Ele diminuiu Diabo para uma caminhada. Ele se inclinou um pouco para trás, seus olhos se movendo para baixo, onde nossos corpos estavam unidos. Ele passou a língua sobre seus dentes perfeitos, enquanto ele estudava a visão. Meu olhar seguiu o seu. A visão que me cumprimentou fez minha respiração ficar ofegante. Eu ainda estava empalada nele, minha umidade se misturando com a sua na base grossa de seu eixo, ele me moveu ligeiramente para cima e para trás. Sua voz era baixa com prazer, quando ele falou. —Você esta tão cheia de meu sêmen agora. Você está recheada com meu pau e meu esperma. Eu quero mantê-la assim para sempre. Eu poderia apenas ter deixado você grávida agora, se você não estivesse tomando a pílula. Suas palavras me fizeram endurecer, A neblina sensual que se ergueu em mim, sumindo em um instante. Eu tentei sair de dentro dele. Ele teve que me ajudar a me levantar do seu comprimento duro. Ele me puxou para fora, esfregando seu pênis entre nós. — Envolva seus braços e pernas ao meu redor firmemente. Vou desmontar. Muito mais disto, e eu vou deixar você muito ferida para foder por dias. Fiz o que ele disse. — Eu pensei que estivéssemos fazendo amor. — eu disse a ele maliciosamente. Ele enviou-me um olhar de censura. — Garota petulante. Ele me pôs instável na sela, me inclinando contra Diabo, que balançava. — Tente manter o equilíbrio. Eu preciso pegar princesa.
  • 147. Ele amarrou suas calças, enquanto se afastava. Princesa ainda era visível, embora estivesse bem atrás de nós. Parecia que ela tinha nos seguido, ainda que lentamente. Eu não tinha notado, por razões óbvias. Diabo não protestou, quando eu me inclinei contra ele fortemente, observando James saltar sobre Princesa propositadamente, em um movimento suave que parecia impossível, dada a altura. Ele caminhou até nós, em um galope suave, parando bem ao nosso lado e desmontando com a graça de uma pantera. Ele me estudou da cabeça aos pés, os olhos demorando apreciativamente sobre a visão do meu sexo à mostra. Ele caminhou até o alforje em sua sela, enquanto falava. — Eu acredito, a partir de sua reação, que você não quer ter filhos tão cedo. — Seu tom era quase preguiçoso, como se esse fosse o tema mais casual no mundo. Eu olhei para ele, incrédula. — Ou nunca. Eu simplesmente sou fodida demais para algum dia ser mãe. — eu disse, meu tom encerrando qualquer discussão. Ele não entendeu a dica. — Por que você acha isso? Por causa de sua infância? — Ele se virou para olhar para mim, enquanto pegava uma calça jeans enrolada na bolsa. — Sim, claro, por causa disso. Minha mente está muito nublada com coisas escuras. Mãe supostamente, eu não sei com certeza, deveriam ser felizes e cheias de amor. Elas devem ser capazes de dar e receber amor, e eu não tenho certeza que eu sou capaz de fazer isso. — Eu ruborizei com o tanto que eu tinha revelado. Eu estava envergonhada por ele saber o quanto eu estava ferrada, mas ele precisava saber. Ele caminhou até o meu lado quando eu falei, olhando meu rosto, seus olhos inacreditavelmente suaves. — Ah, Bianca, isso simplesmente não é verdade. Você acha que só as pessoas com infâncias perfeitas são bons pais? Refleti sobre isso, encontrando facilmente a resposta. — Claro que não. — Você provavelmente acha que alguém como eu, nunca deveria ser pai.
  • 148. Eu pisquei, mortificada por ele pensar uma coisa dessas. — Claro que não. Acho que você será ótimo para eles, quando tiver seus filhos. Você é tão paciente e controlado. Ele acariciou meu rosto, me dando um olhar tão intenso, que eu tive que lutar contra o desejo de desviar os meus olhos. Era muito parecido como tentar olhar para o sol. — Então, você também será. Mas se você nunca quiser ter filhos, eu posso viver com isso, também. Meu coração foi parando, e parando, depois começou a bater como se eu tivesse acabado de correr uma maratona. — O que você está dizendo? Ele me beijou, um beijo longo e ardente. — Nada. Você simplesmente não está pronta para falar sobre isso. Eu não quero te assustar de novo. Respirei fundo, tentando não entrar em pânico com o que eu sabia que ele quase havia dito. Ele deu de ombros sobre aquilo, lançando meu jeans por cima do seu ombro e procurando mais alguma coisa no alforje. Ele pegou alguns panos molhados embalados, desabotoando suas calças para limpar nossos fluidos misturados. Eu o olhei se tocando, e mordi meu lábio. Como poderia eu ainda desejá-lo com tanto desespero, quando ele tinha acabado de me ter, de novo e de novo? Eu não sabia, mas eu o queria. Ele terminou sua limpeza, jogando os panos em um pequeno saco, tirando mais toalhas para me limpar. Seu olhar estava quente, enquanto me limpava, me olhando de alto a baixo com um olhar cada vez mais quente. — Continue me olhando desse jeito, se você quiser ser fodida de novo contra um cavalo. — ele me alertou. Eu olhei para longe, me movendo contra seus dedos, buscando desesperadamente, enquanto ele me limpava. Ele bateu na minha bunda forte com a outra mão.
  • 149. — Eu estou tentando não te foder. Não torne isso mais difícil. — Seu tom era tão severo, que eu só fiquei mais excitada. Fechei os olhos, ainda mordendo o lábio. Ele resmungou, me arrastando para uma árvore. Ele colocou minhas mãos contra o tronco áspero. — Não se mova um centímetro. Você precisa de uma boa surra. Você tem sorte que ainda precisa voltar montando, ou eu a espancaria duro, por ser tão provocadora. Eu arqueei minhas costas, meu corpo comandando o show. Ele rosnou de novo, e começou a me espancar, suas luvas de couro me atingindo com o primeiro golpe. Eu gemia, me esfregando. Ele parou depois de 10, respirando com dificuldade. Ele estava entrando em mim sem avisar um instante depois, apertando meus seios, sua respiração áspera e pesada no meu ouvido. — Só uma viagem rápida e suave. Eu não consigo pensar direito, porra, eu te quero tanto. Não se mova, isso precisa ser rápido e suave. Eu soltei uma risada áspera, com sua descrição de ser fodida contra uma árvore por seu pênis impressionante e usando a palavra suave duas vezes. Não foi o passeio duro que eu costumo ansiar. Ele empurrou dentro e fora de mim rapidamente, gritando no meu ouvido quando ele gozou, muito rápido para eu mesmo conseguir gozar. Fiquei chocada com a sua libertação. Ele costumava segurar por tanto tempo antes de gozar. Mas, claro, ele não me deixou insatisfeita por muito tempo. Ele estava me virando, ajoelhando na minha frente, arrancando uma luva com impaciência com os dentes. Ele enterrou seu rosto entre as minhas pernas com um áspero gemido, e eu gritei, quando ele propositalmente me fez gozar, usando sua língua e os dedos e
  • 150. apenas uma sugestão leve de seus dentes, minhas mãos segurando seu cabelo sedoso o tempo todo. Ele nos limpou novamente depois disso, sacudindo a cabeça com tristeza o tempo todo. Ele teve que retirar as minhas proteções, antes de colocar minha calcinha e em seguida, meu jeans apertado. Ele era novo, mas ainda assim, se encaixava perfeitamente. Eu não ficava mais surpresa com isso. Ele colocou a proteção as minhas pernas com rapidez e eficiência, como se ele tivesse feito isso milhares de vezes. Eu tentei o meu melhor para não me debruçar sobre esse fato. — Eu nunca pensei que teria algum dia, vontade de foder alguém até a morte. — ele murmurou. Eu ri. Ele me deu um pequeno sorriso, enquanto me levava de volta até Princesa. Ele me ajudou a montar, e eu me virei rapidamente, querendo vê-lo mais uma vez, montar daquela forma perfeita em sua própria montaria. Ele fez isso sem esforço, assumindo a liderança, quando voltamos para o rancho. — Você precisa voltar para Vegas hoje ou amanhã? — James perguntou, olhando de volta para mim. Eu fiz uma careta, pensando sobre isso. — Hoje à noite. Eu odiaria ter que sair com pressa e ter que acelerar pela estrada se o tempo virar. Ele suspirou com resignação. — Tudo bem. Vamos almoçar e ir embora.
  • 151. CAPÍTULO DEZENOVE Estávamos já embarcando de volta para Las Vegas muito rápido. Tanta coisa havia acontecido nesse pouco tempo isolados. James tinha enfraquecido a minha determinação em manter minha distância, com aquele seu jeito usual, e com sua persistência e sua força de vontade. Ele não era um homem para ser desencorajado. E por algum motivo, ele parecia firme em sua vontade de ficar comigo. E me querendo para algo mais permanente, coisa que eu nunca teria imaginado que um dia ele iria querer. Viver juntos não me aterrorizava tanto, como a ideia de casamento, mas eu não poderia afirmar que estava próxima de ficar confortável com isso. Nós dois estávamos calados, quando partimos da sua fazenda, e em seguida no voo. Eu não me importava. Eu tinha um monte de coisa para pensar, e James parecia perdido em seus próprios pensamentos, nem mesmo pegando seu laptop para adiantar algum trabalho no voo. — Nós vamos ficar em sua casa hoje. — James disse, quando tocamos o solo em Las Vegas. Era a primeira coisa que ele falava em uma hora. Estudei-o. Ele parecia um pouco distante, um pouco triste. — Eu estou fazendo algumas obras em minha casa, ele explicou. — E eu vou, finalmente, fazer com você um tour pela minha casa na próxima semana. Eu só balancei a cabeça, mas isso não havia sido uma pergunta. Fomos para a cama naquela noite cedo. James podia ver que eu estava exausta da equitação e da viagem, e, oh, sim, daquelas fodas fenomenais.
  • 152. Ele fez o seu exame bizarro pelo meu corpo todo. Isso se tornou um hábito para ele. Eu me sentia muito bem, principalmente cansada, e um pouco dolorida, mas ele insistiu em verificar cada centímetro do meu corpo. Ele beijou suavemente as sombras persistentes das contusões nas minhas costelas e costas, as marcas abrasivas em meus pulsos e tornozelos, e até me virou para verificar minha bunda, por causa da sela. Ele me estudou detalhadamente no meu sexo, suas pálpebras pesadas, enquanto ele me tocava, sempre com muita gentileza, seus dedos vasculhando as minhas dobras. — Você deve ser o médico charlatão mais pervertido do planeta. — eu lhe disse com um meio sorriso. Sua boca subiu levemente nos cantos. Ele levou isso como um desafio. O comentário parecendo lhe inspirar a ser pervertido. Ele havia trazido um copo de água gelada para o quarto, que estava sobre a mesinha, ele pegou e tomou um gole. Uma de suas mãos ainda segurava minha coxa, mantendo minhas pernas abertas e trouxe meu corpo preso na sua mão até a borda do colchão. Ele se curvou, escondendo o rosto entre as minhas pernas. Engoli em seco quando ele empurrou um cubo de gelo dentro de mim com a sua língua esperta. Ele me lambeu como um gato por um momento, antes de endireitar novamente. Ele tomou outro gole, repetindo o processo. Minhas mãos estavam cerradas em seu cabelo sedoso, implorando silenciosamente pela minha liberação, mas ele levou seu tempo. Ele me acariciou, e me lambeu, e foi para trás, apenas para me olhar, de novo e de novo. Ele empurrou um dedo em mim, puxando e empurrando, mas eu queria mais. — Por favor, James, eu quero você dentro de mim. Ele mordeu o lábio inferior com sua boca bonita, mas não me respondeu, apenas continuou o processo. Eu estava tremendo, calafrios de desejo e da deliciosa sensação do gelo dentro de mim.
  • 153. Ele empurrou cinco cubos dentro de mim. Ele pegou outra pedra de gelo, e começou a passá-la ao longo da minha barriga, circulando meu umbigo em movimentos quase preguiçosos. Em seguida, ele correu o gelo ao longo das minhas costelas, e depois traçou o meu esterno. Meus mamilos já estavam duros muito antes dele lhe dar qualquer atenção especial. Eu tremia e estremeci, quando ele finalmente circulou um mamilo tremendo. O gelo não foi a única coisa fria que ele tinha trazido para o quarto conosco, eu percebi depois de minutos intermináveis de sua provocação. Seu comportamento era muito frio esta noite, seus olhos gelados, enquanto ele trabalhava em mim lentamente, tortuosamente. — Estou sendo punida? — Eu lhe perguntei finalmente, quando ele me conteve, no momento em que estava quase gozando, puxando seus dedos para fora de mim um pouco antes do meu lançamento. Ele sorriu, e até mesmo o sorriso era frio. — Não exatamente. Esta é apenas uma lição, Bianca. Eu estou fazendo isso com você por uma razão simples. Porque eu posso. Isso é o que significa ser a minha submissa. Eu me contorcia, suas ações calculadas me deixando tremendo de medo, mas, perversamente, me fazendo querer ainda mais. — Você vai foder comigo esta noite? Ou isso é tudo provocação? Porque você pode? Em resposta, ele escondeu o rosto entre as minhas pernas novamente, sua língua circulando meu clitóris, os dedos trabalhando de novo dentro de mim. Eu senti os cubos de gelo brindar juntos, e eu gemia, quase à beira do orgasmo. Ele se endireitou, me deixando desolada. Ele se levantou, tirando a sua cueca boxer em um movimento suave. Ele estava duro. Neste ponto, eu teria ficado mais chocada se ele não estivesse. Ele acariciou a si mesmo, olhando para mim com aquela expressão dura e severa. Mordi o lábio, enquanto o observava se acariciar, uma vez, duas vezes. Eu estava chorando
  • 154. em seu terceiro golpe, levando minhas pernas até meu peito, querendo me tocar, qualquer coisa para aliviar a dor que o gelo dentro de mim apenas aumentou. Forcei minhas pernas para baixo, levantando meus quadris no ar em um apelo silencioso. Ele parou abruptamente. — Não. — Ele finalmente respondeu. — Eu estou me punindo esta noite, por isso não vou foder você. Só você vai gozar essa noite. Ele se abaixou, e começou a tortura mais uma vez. Ele disse que eu poderia gozar, mas ele não disse quando, e me deixou querendo por longos minutos que pareceram horas. O primeiro gelo havia derretido, com ele substituindo com novos cubos, antes que ele finalmente me chupasse até um clímax tão forte, que eu chorava o seu nome no final, com lágrimas correndo pelo meu rosto. Ele tentou me segurar depois, e eu me virei, tentando rolar para fora de seu alcance. Mas a minha cama não era tão grande, e ele estava determinado. Ele golpeou a minha bunda pelo esforço. — Não se afaste de mim. — ele disse em uma voz dura, puxando as minhas costas contra ele. Tentei dormir, mas ele começou a me tocar de novo, amassando meus seios até que eu estava arqueando as costas, roçando meu traseiro contra seu comprimento duro. — Você pode me levar nessa posição. — eu disse, esfregando meu traseiro contra ele novamente. Eu odiava que ele estivesse negando isso a si mesmo, qualquer que seja o motivo. Ele ronronou contra mim. — Não tem libertação para mim, não esta noite. Eu vou continuar te empurrando duro, mesmo que você fique chateada e considere isso inusitado. Preciso de uma noite torturante para refletir sobre meus pecados. Continue me provocando. Eu mereço. Parei de esfregar a minha bunda contra ele, não disposta a auxiliá-lo a fazer isso com ele mesmo. Ele mordeu meu pescoço, uma mão serpenteando até meu sexo.
  • 155. — Você não quer que eu sofra, amor? Você não concorda com a punição que eu escolhi para mim mesmo? — Não. — Eu disse em um suspiro. Ele mergulhou seus grandes dedos em mim, trabalhando em um ritmo requintado. — Eu quero te dar prazer e não te punir. — eu disse a ele Ele resmungou. — Bem, mas quem tem que resolver isso não é você, certo? — Ele perguntou, seus dedos acelerados, me levando ao orgasmo rapidamente agora, um forte contraste com o que tinha feito para mim pela primeira vez. Ele manteve seus dedos dentro de mim, uma mão segurando meu peito, e sua ereção rígida ainda pressionada firmemente contra a minha bunda. — Vá dormir, amor. — ele sussurrou asperamente no meu ouvido. Eu estava tão exausta, então eu realmente fiz isso. James me acordou de manhã, da mesma forma que ele me colocou na cama, com a mão me acariciando, e a outra amassando meu seio. Ele estava chupando um ponto perfeito no meu pescoço, seu pênis rígido esfregando contra a minha bunda no ritmo de seus dedos. — Você está acordada? — Ele perguntou em meu ouvido. — Sim. Por favor, eu preciso de você dentro de mim. Por favor, não se prive de novo. — Eu arqueei minhas costas, enquanto falava. Ele me virou de frente, mas ficou do meu lado. Ele arrastou a minha entrada molhada, apontando para o seu membro duro, jogando minhas pernas sobre seu quadril. Minha cabeça estava quase pendurada do lado de fora da cama. Ele usou um dos seus braços para me sustentar, mas sua outra mão estava livre para vagar sobre meu corpo. Ele permaneceu em meus seios, puxando os meus mamilos.
  • 156. — Eu vou conseguir anéis especiais, destinados para eles. — ele disse, e bateu dentro de mim. Eu não tive a chance de perguntar o que ele queria dizer. Eu estava muito ocupada, ofegando quando ele começou um ritmo forte, ainda puxando meus seios. — Vou fazê-los iguais ao seu colar e seus brincos. Eu quero ver você inteira pingando de diamantes. Eu vou decorar todas as suas correntes com eles. Quando eu terminar, cada parte do seu corpo estará carimbada como minha propriedade. Minhas mãos estavam apertando os lençóis. Era tudo que eu poderia pegar nesta posição. Eu usei as minhas pernas para me mover contra seus impulsos, e ele gemeu em aprovação. Ele nos fez gozar rapidamente, impaciente com sua noite de tortura. — Você conseguiu dormir na noite passada? — Eu perguntei a ele, quando consegui respirar normalmente. — Um pouco. Apesar que cada vez que eu cochilava, eu acordava tentando entrar em você durante o sono. Eu preciso repensar essa punição, eu acho. Me movi, até que eu pudesse beijá-lo. Foi um beijo longo e doce. Ele estava surpreendentemente passivo, como se estivesse curioso para saber o que eu ia fazer. Me afastei, tocando seu rosto. Eu sabia que a minha ternura estava clara em meus olhos. — Durma um pouco mais. Por favor? Pelo menos um leve descanso, enquanto eu vou preparar algo para nosso café da manhã. Ele devia estar esgotado, porque ele concordou, fechando os olhos. Ele não abriu seus olhos, quando eu levantei a sua mão, levando até meus lábios e a beijando suavemente. Eu me levantei, puxando o lençol sobre ele, e impulsivamente beijei sua testa antes de vestir a minha camisola minúscula, quase transparente. Peguei uma calcinha da minha gaveta cheia das coisas rendadas, mesmo sabendo que eu estaria me trocando de novo em breve, já que eu precisava tomar banho depois do café.
  • 157. Eu fui até a cozinha, procurando qualquer coisa que eu pudesse achar que seria bom com os ovos. Amaldiçoei quando ouvi o som alto do caminhão de lixo descendo minha rua. Eu já tinha esquecido de colocar a minha lata de lixo na semana anterior. Eu realmente precisava levá-la a calçada, antes que o caminhão passasse pela minha casa. Eu normalmente não saio até a porta da frente, com minha minúscula camisola, mas eu não tinha tempo para me trocar. Além disso, eu iria ser rápida. Eu disse a mim mesma. Eu só precisava arrastar a minha lata de lixo cheia para fora da garagem, e depois até a calçada, em seguida, voltar rapidamente para dentro E aqui era Vegas. Usar pouca roupa não era estranho, inclusive em público. Eu fui até a garagem, apertando o botão para abrir a porta. Eu já tinha conseguido arrastar a lata até a porta, faltando apenas a outra metade. Fiquei aliviada ao ver que o caminhão de lixo ainda estava a algumas casas de distância. Eu tinha conseguido fazer isso a tempo. Eu não percebi o homem estranho descaradamente me fotografando, até que eu estava na calçada, alinhando minha lata de lixo. Eu o vi, e simplesmente congelei, enquanto ele tirava foto após foto de mim. Eu não conseguia me mexer, até que ele olhou por cima da grande câmera, olhando de lado para mim. — Obrigado, Srta. Karlsson. Você esta sexy esta manhã. Ele era um homem barrigudo, na casa dos quarenta anos, eu imaginei. Apenas o olhar em seu rosto fez meu estômago revirar. Eu estava me preparando para voltar correndo para dentro da casa, quando tudo desabou. Um grande homem em um terno, agarrou o fotógrafo gorduroso, conseguindo segura-lo mais ou menos firme, ao mesmo tempo que a porta da cozinha que dava acesso a garagem se abriu, e um James frenético em uma cueca boxer corria para fora. Eu ouvi atrás de mim vários cliques, o fotógrafo de alguma forma conseguindo ainda tirar algumas fotos de James, mesmo sendo contido por um homem muito maior do que ele. Era quase impressionante.
  • 158. Eu observei o rosto de James quando ele pegou a confusão, e eu vi ele mudar de frenético para lívido em um piscar de olhos. Parecia que ele queria matar o homem, quando ele caminhou para mim, olhando para o paparazzi o tempo todo. Ele deu um passo na minha frente, me impedindo de ser vista. — Vá para dentro. — ele disse com os dentes cerrados. Eu já tinha visto seu rosto. Eu já poderia imaginar, a partir de seu olhar, que ele pretendia cometer algum ato de violência contra o homem. — Venha para dentro comigo, por favor. — eu implorei a ele, minha voz baixa e aguda. — Vá, Bianca. Agora. Abracei suas costas, não querendo que ele entrasse em apuros, por causa de algum fotógrafo babaca. — Parece que você está pronto para atacá-lo , James. Eu não quero que você vá para a cadeia. — Mesmo enquanto falava, eu ouvi mais alguns cliques da maldita câmera. O homem era corajoso. — Eu prefiro ir para a porra da cadeia, do que deixá-lo ir embora com essas fotos de você. Agora vá para dentro. — O homem lá pode lidar com isso. — eu disse a ele, minha bochecha contra suas costas. — E quem vai me proteger, se você for para a cadeia? Será que vale a pena, e se algo me acontecer, enquanto você estiver longe? Eu me sentia horrível em dizer isso, e eu sabia que nem era mesmo um bom argumento, mas eu estava desesperada para fazê-lo retornar comigo, e eu pensei que ao menos chamaria sua atenção. Algumas imagens minhas escandalosas, não eram a minha maior preocupação. Ele estremeceu, e eu senti uma onda de alívio. Ele se virou para entrar comigo, ainda usando seu corpo para bloquear a minha visão, me conduzindo de volta para a garagem.
  • 159. — Pegue essas porras de fotos da sua câmera, Stimpson, ou dê adeus a merda do seu trabalho, Porra!! James gritou por cima do ombro, ainda muito nervoso. — O que diabos você estava pensando? — James explodiu no segundo que ele fechou a porta da garagem para a minha cozinha. — Você gosta de dar ao mundo um show de merda? Eu endureci com suas palavras, que se levantaram como um grito cheio de raiva. Eu não respondi, levantando meu queixo e caminhando cambaleante pela minha casa, e até o meu banheiro. Se ele ia sempre desviar sua raiva em mim, de uma forma que eu não poderia lidar, eu supunha que fosse melhor eu descobrir isso mais cedo do que mais tarde. Tentei manter a calma, mas meu corpo inteiro estava tremendo, quando eu esperei para ver o que ele faria em seguida. Joguei minhas roupas escassas no chão, antes de entrar no chuveiro e ligá-lo, o jato frio batendo em mim, por alguns segundos, antes de começar a aquecer. Eu só fiquei embaixo do jato, imóvel, por vários minutos. Foi um longo tempo antes que James se juntasse a mim. Eu o senti mais do que o vi, já que meus olhos estavam fechados. Ele me abraçou com muito cuidado por trás. Meu primeiro instinto foi me afastar, mas eu o deixei me segurar. Eu podia sentir seu tremor, e o pensamento de machucá-lo, quando ele estava tão vulnerável quanto eu, era abominável para mim. — Sinto muito, amor. É claro que você estava tirando o lixo, como uma pessoa normal. Eu não deveria ter lançado a minha raiva em você. Me desculpe, eu levantei a minha voz. Eu nunca iria colocar minhas mãos em você com raiva. O que quer que eu tenha de demônios dentro de mim, eu não cometo esse tipo de violência . Mas eu vi o olhar assustado em seu rosto quando eu levantei a minha voz. Eu me odeio por fazer isso com você. Eu não disse nada, mas eu não me afastei também.
  • 160. Ele me lavou, seu toque suave. — Você pode vir ao hotel comigo hoje? Você pode ter um dia de spa, enquanto eu adianto algum trabalho. — Enquanto falava, ele ensaboou meu cabelo. Eu suspirei, me sentindo fraca, com o drama da manhã. Por que não ter um dia de spa? Perguntei a mim mesma, considerando seriamente a ideia. Nunca cheguei a fazer coisas assim. Eu não tenho que trabalhar até a noite, e James já gastava quantias ridículas de dinheiro em mim, com spa ou não. Era realmente uma gota no oceano, sob esse ângulo. — Você pode convidar quem quiser. Eles vão lhe dar o melhor tratamento real, assim como qualquer um de seus amigos. Basta chamar Stephan, e lhe perguntar o que acha da ideia. Você poderia fazer um encontro com seus amigos comissários de bordo no spa, se quiser. Meu resort é um dos melhores da cidade. Eu cedi ao apelo em sua voz. Ele era como uma criança, tentando arrumar uma maneira de fazer as pazes. — Ok. — eu finalmente disse. Eu soei nos meus próprios ouvidos como uma pirralha. — Obrigada, James. Isso é atencioso. Você é atencioso. Lábios molhados beijaram meu rosto quase de forma descuidada. Era tão diferente do seu jeito usual, que eu deixei escapar uma risadinha. — Obrigado. Nada me faz mais feliz do que cuidar de você, de qualquer maneira que eu possa. — Sua voz era um sussurro selvagem contra a minha pele. Eu me virei e o abracei, sua vulnerabilidade quase palpável para mim naquele momento. — Você me faz tão feliz, Bianca. Eu estava com raiva de mim mesmo, por não ter conseguido protegê-la, mais uma vez. — Oh, James. O que eu vou fazer com você? Algumas fotos estúpidas não vão me machucar.
  • 161. —Quando ouvi a porta da garagem abrindo, meu coração parou. Apenas o pensamento de você estar lá fora sozinha, quando seu pai ainda está à solta, me deixa em pânico. — Eu, obviamente, não estava sozinha, com o guarda-costas lá fora. Me parece que você deixou suas bases cobertas. Ele endureceu na hora com isso. — O que levou para aquele filha da puta a demorar tanto para reagir? Isso é o que eu quero saber. Eu beijei o seu peito, bem no ponto central entre seus peitorais musculosos. Eu amava esse lugar. Eu enchi minha mão com shampoo, me erguendo para lavar seus cabelos cor de mel. Eu sorri para ele, quando meu movimento arrastou meu peito contra o dele. Ele se inclinou para me dar um melhor acesso, inclinando a testa no meu ombro. Eu o lavei, como ele tinha me lavado. Foi a primeira vez que ele me permitiu cuidar dele, como carinhosamente ele fez tantas vezes por mim. — Você se importa que eu o toque dessa forma? É por isso que, geralmente, evita que eu faça isso por você? Ele balançou a cabeça, seus olhos fechados. Sua voz soou rouca. — Não é você. Eu amo qualquer toque seu. Isso me deixa sentir seu carinho, e eu quero isso. Eu quero tanto que você cuide de mim. Meu coração doeu um pouco com suas palavras. Eu queria tranquilizá-lo, mas as palavras eram um nó na minha garganta. Ele só me abraçou com força, não me pressionando a falar nada. Se ele quisesse uma mulher que pudesse expressar seus sentimentos facilmente, eu supunha que ele não teria me escolhido. — More comigo. — Suas palavras foram tranquilas, mas sincera. Eu suspirei. Ele era uma força inegável. Estamos juntos novamente há tão poucos dias, e era quase impossível lhe dizer não.
  • 162. — Que tal isso? Nós vamos passar mais tempo juntos. Se estivermos na mesma cidade, nós vamos dormir juntos, assim como temos feito nos últimos dias. Ele apenas me apertou mais, me deixando com dificuldade para respirar. — Obrigado. — ele murmurou, e começou a me beijar. Suas mãos estavam por toda parte, sua boca quente, quando ele me apoiou contra a parede do chuveiro. Quando ele sentiu o meu centro quente e úmido, ele me levantou contra ele, entrando brutalmente. — Me diga, se você estiver dolorida. — ele disse asperamente. Ele inclinou suas costas contra a parede de azulejos, e começou a empurrar. Eu estava dolorida, deliciosamente dolorida, mas eu não teria dito isso a ele por nada. Então, ele poderia ter parado o orgasmo celestial que construiu, enquanto batia dentro de mim. Eu olhava seu rosto lindo, minhas mãos segurando seus ombros. Seu rosto estava molhado, sua pele dourada tão perfeita. Eu pensei que ele parecia um anjo, com seu cabelo molhado arrastando em seu rosto. — Você é tão bonito. — eu lhe disse em voz baixa, mas ele ainda assim me ouviu sobre o jato. Ele claramente gostava da minha admiração, seu corpo estremecendo em preparação para seu clímax. Eu o senti tremer até os dedos dos pés, e isso me levou a borda. Ele segurou meu rosto, quando viemos juntos. Era tão íntimo que deveria ter me deixado fria, ou desconfortável, ou até mesmo querendo fugir, mas isso não aconteceu. Mais e mais, eu estava desejando essa intimidade, não fugindo dela.
  • 163. CAPÍTULO VINTE Depois que eu tinha tomado banho e me secado, eu peguei o meu telefone, com a intenção de mandar mensagem a Stephan sobre o dia de spa. James levantou uma mão. — Deixe-me falar com ele. Eu torci o nariz. — Por que você quer falar com ele? — Eu perguntei, desconfiada. — Por que não? — Ele perguntou. Eu deixei, ao ver a sua expressão inocente, e ele teria melhor sorte perguntando a Stephan, do que se eu lhe enviasse uma mensagem. — Eu vou preparar alguns ovos no café da manhã, a menos que você se oponha. — eu disse a ele, puxando um vestido velho. Pensei em me vestir melhor depois de tomarmos nosso café. Eu nem sequer me incomodei em colocar uma calcinha. Ele me deu um beijo quente. E era tão incrivelmente bom. Sempre era. Eu chupei sua boca quente, e ele gemeu, se afastando. Ele sorriu e bateu na minha bunda. Eu bati em retirada. Nesse ritmo, iríamos foder, até morrer de fome. Eu estava caminhando para a cozinha, meu telefone ainda na minha mão, quando ele começou a tocar. Olhei para a tela. Eu reconheci o número, uma vez que eu tinha recebido várias chamadas desse mesmo número no mês passado.
  • 164. Impulsivamente atendi. Eu não gosto de mistérios, e eu queria saber quem me procurava com tanta persistência. — Olá. — eu disse ao telefone. Não houve resposta do outro lado, apenas o silêncio, com uma leve sugestão de uma música suave ao fundo. Três pulsações depois, desligaram o telefone na outra extremidade. Minha testa estava enrugada, enquanto eu colocava o meu telefone no balcão e comecei a preparar o café da manhã. As ligações eram estranhas, mas dificilmente algo para me deixar incomodada. Resolvi não me permitir debruçar sobre elas. Fiz uma porção enorme de ovos, e tudo aquilo que eu consegui achar que combinava com eles. Pimentões, cebolas, presunto, peru defumado, com um pouco de queijo Cheddar extra para cobri-lo depois. Foi um café da manhã melhor do que achei que conseguiria preparar, por isso fiquei bastante satisfeita com o resultado. James comeu uma quantidade absurda dele. Seu prato foi servido com pelo menos cinco ovos, mas ele comeu tudo em pouco tempo. Ele comeu, como se nunca tivesse visto essa comida em sua vida, quando na realidade era apenas o que conseguir achar, desde que eu estava muitas vezes fora da cidade. Ainda assim, eu apreciei o seu entusiasmo. Eu não deveria ter ficado surpresa ao descobrir novas adições no meu armário, tanto para mim, quando para James. Ele estava recheado de coisas, enquanto antes era bem escasso. Eu lhe enviei um olhar arregalado, quando notei a diferença. Ele nem sequer pareceu notar, olhando através das minhas roupas novas. Ele puxou um short branco cargo minúsculo para fora de um cabide, entregando-o para mim. Eles eram mais curtos do que qualquer coisa que eu tinha. Ele escolheu uma camiseta dourada, com desenhos geométricos impressos nele em preto e branco. Ele me entregou sem uma palavra.
  • 165. Eu levantei minhas sobrancelhas com suas escolhas arbitrárias, mas eu vesti sem um protesto. Eu poderia pelo menos ver se elas cabiam e como ficavam. O short era muito curto, mas esticava mais do que parecia, e era estranhamente confortável. Eu não me lembrava de já ter possuído um short tão curto. Eu verifiquei a marca da minha calcinha com cuidado, um pouco preocupada que o meu fio dental rosa fosse aparecer, mas o material parecia grosso o suficiente. A camiseta era confortável, solta levemente até os meus quadris. Eu decidi que eu gostava das escolhas de James, enquanto me estudava no espelho. Era lisonjeiro, mas de bom gosto. Quer dizer, de bom gosto no limite que um short curto pode ser. Eu estava quase pronta, com o meu cabelo solto e maquiagem mínima, quando James saiu do closet, pronto e magnífico, como sempre. Seu traje era diferente de qualquer outro que eu tenha visto ele usando antes. Ele usava uma bermuda branca de linho, que se agarrava a seus quadris deliciosamente. Meus olhos permaneceram lá por mais tempo. Ele usava uma camisa azul, as mangas arregaçadas e aberta no colarinho. A cor combinava com seus olhos e seu bronzeado beirava a perfeição. Fiquei surpresa ao vê-lo de bermuda. Eu não imaginava que alguém em seu resort já o tinha visto com outra coisa, que não fosse um terno de três peças. Parecia que ele estava prestes a sair de férias para Hamptons, e não passar algumas horas no trabalho. — Isso me parece muito casual. — eu disse, enquanto ele se aproximava da minha penteadeira, pairando atrás de mim. — No entanto, estou surpresa em vê-lo com essa roupa, para ir ao hotel. Ele apenas deu de ombros, me estudando com seus olhos afiados. Ele se debruçou sobre mim, cavando em uma caixa prata de joias, que tinha nos seguido desde Wyoming. Eu tinha tirado meu colar antes de tomar banho, e ele apertou-o ao redor do meu pescoço, sem uma palavra. Eu o toquei, quando ele retornou na caixa, tirando um par de brincos enormes de diamante, estilo princesa, que eu nunca tinha visto antes. Ele os colocou em mim, sem dizer uma palavra, pressionando contra as minhas costas intimamente.
  • 166. — Tudo isso é demais, James. — eu disse, mas não os tirei. Ele parecia precisar fazer isso, me encher de presentes. Eu deveria ter brigado mais, eu sabia, mas seu olhar quente me parou. Lhe agradava fazer isso, e esse pensamento matou qualquer desejo que eu tinha de detê-lo, quando eu percebi o quanto lhe agradava. Ele enfiou a mão na grande caixa de joias novamente, puxando uma caixa de bom tamanho. Apertei os lábios, sabendo que ele tinha feito mais alguma compra ultrajante. Ele abriu a caixa, me mostrando duas pulseiras de diamantes, que combinavam com os brincos. Elas eram grossas, brilhando com pequenos diamantes, mais do que eu poderia sequer adivinhar. Não me escapou que as joias incrustadas davam uma aparência de algemas. Ele estudou os meus pulsos, correndo um dedo sobre as marcas ainda visíveis. — Isso vai ter que esperar alguns dias, eu acho. — Ele encerrou o assunto, colocando as algemas em meus pulsos. Ele apertou a palma da sua mão contra o meu estômago, me pressionando mais contra ele. Sua outra mão serpenteou até minhas parte interna, pressionando sob meu short curto e minha calcinha. Foi chocante o quão rápido e facilmente ele poderia me acessar lá. Eu respirei, enquanto ele trabalhava um longo dedo dentro de mim. Eu procurei o seu olhar ardente no espelho. Ele observou sua mão, paralisado. — Meu closet vai ter mais roupas curtas como esta. Não só as suas pernas parecem fenomenais, mas eu também posso fazer isso a qualquer hora que eu quiser. Não tem como não amar ter esse tipo de acesso. Infelizmente, ele tirou o dedo rapidamente, beijando a parte de trás da minha cabeça. Ele suspirou profundamente antes de se afastar. Ele voltou para o meu armário, retornando com dois pares de sapatos que eu não tinha colocado lá. Ele colocou um par de sapatos brancos, que faziam sua pele dourada sobressair quase além da perfeição, entregando um par de saltos brilhantes azuis para mim. Vi imediatamente que eles correspondiam a camisa.
  • 167. Eu não pude evitar em lhe lançar um sorriso. — Parece que você, atualmente, conhece melhor o conteúdo do meu closet, do que eu, Sr. Cavendish. — Meu tom era divertido, quando me abaixei para prender os sapatos nos meus calcanhares. Eles eram confortáveis, para um salto de oito centímetros , eu tinha que admitir. Ele não respondeu, apenas sorriu, me esperando. — Como você conseguiu colocar tanta coisa na minha casa, sem que eu percebesse? — Eu perguntei. Ele franziu os lábios, pegando meu braço, e me levando para fora do quarto, fazendo um caminho mais curto até a porta da frente. — Stephan me deixou entrar. Quando eu vou receber o meu próprio conjunto de chaves? Eu endureci. Não me escapando que, de alguma forma a conversa tinha sido sobre mim. — Por que você precisa delas? Ele suspirou, lançando um olhar estreito para mim, enquanto saímos pela porta da frente. Eu nem sequer questionei que ele me levaria em seu carro. Eu não poderia imaginá-lo no meu pequeno carro. Um novo fotógrafo assustador se instalara na minha calçada. No entanto, ele não estava tirando fotos quando entramos. Ele estava muito ocupado discutindo com um Clark intimidante. Clark passou na frente do homem, nos impedindo de entrar em sua visão, assim que ele nos viu. Eu não poderia imaginar que o homem conseguiria alguma foto nítida de nós dois, quando James me levou rapidamente para o carro. Clark não saiu da frente do homem, até que estávamos abrigados em segurança. — Muito bem, Clark. — James disse, quando Clark deslizou em seu assento. Clark assentiu com a cabeça e começou a dirigir. — Eu despedi Stimpson, Sir. Sinto muito sobre o que aconteceu esta manhã. Eu achei que ele fosse mais confiável, ou ele nunca teria conseguido o emprego.
  • 168. — Obrigado. — James disse, segurando minha mão com força. — Ele pelo menos foi bem sucedido em recuperar as fotos? A voz de Clark estava silenciosamente furiosa quando ele respondeu. — Ele alega que conseguiu, mas é impossível dizer. Eu só tive um relatório dos acontecimentos. O aperto de James aumentou quase dolorosamente. — Eu deveria ter lidado com o fotografo pessoalmente. — disse James sombriamente. Ele fechou a tela que nos isolava depois disso, ficando calado durante a maior parte do caminho. Não foi até que estávamos quase no hotel, que ele falou. O impressionante resort era visível de longe. Eu o olhava, à medida que nos aproximávamos cada vez mais. — Você já veio aqui antes? — ele perguntou. — Eu nunca vim aqui. Eu me lembrei de todo o burburinho, quando ele foi reaberto dois ou três anos atrás. Era um dos cassinos mais chique da rua principal, com restaurantes cinco estrelas e um boate que era muito famosa, e eu tinha ouvido muita gente falar do grande shopping center ligado a ele. Mas eu raramente ia até essa área, e quando fazia, era em geral para me reunir com os amigos, e nunca para visitar hotéis/cassinos caros. Ele beijou minha mão. — Eu vou te mostrar o caminho até o spa. Stephan disse que ia encontrá-la lá. Parece que ele trouxe apenas algumas pessoas, considerando o aviso tão em cima da hora. Eu sorri, pensando na reação de Stephan para um dia de spa. Demaaaaaaaaais, seria sua resposta. — Ele enlouqueceu sobre o spa? James sorriu. — Ele enlouqueceu. Mas eu disse a ele que sentia sua falta, e foi o suficiente. Será que ele nunca teve um dia de spa antes? Eu balancei minha cabeça, rindo. — Nenhum de nós teve. Esse tipo de coisa é absurdamente caro.
  • 169. Nós paramos na enorme entrada, que indicava Cavendish Hotel & Casino, enquanto ele falava. — Bem, vocês estarão recebendo o tratamento real hoje, eu posso te garantir isso. E você pode ir todos os dias da semana, se você quiser. Eu vou informar o pessoal que você tem carta branca. Eu não me preocupei em protestar. Eu sabia que não ia adiantar falar que não faria muito uso dessa extravagância. Eu me sentir mimada hoje, já bastaria. Ele me levou através do shopping primeiro, já que era o lugar onde havíamos entrado. Ele passou um braço possessivo na minha cintura, sua mão segurando meu quadril calorosamente. Eu coloquei minha mão sobre a dele, enquanto ele me conduzia pelo local, me dando uma breve, mas completa turnê pelas lojas. Ele me apresentou a vários gerentes do shopping, mas eu sabia que não iria me lembrar de quase nenhum de seus nomes. Somente a dona de uma famosa loja de tatuagem do cassino se destacou. Ela tinha o cabelo escuro com mechas azuis, e uma boca vermelha que fazia beicinho, cada centímetro de sua pele exposta coberta de tatuagem. E ela tinha uma grande quantidade de pele exposta. Ela usava uma camiseta curta, e um short jeans que era tão curtos, que deixava o meu até discreto. Ela sorriu para mim calorosamente, mas endureci imediatamente com a visão dela. Eu já a tinha visto com James, em várias fotos online. Eles falavam que eles tiveram um caso ardente. Houve até um reality show na TV, filmado em sua loja, e de repente me lembrei do que diziam. Seu nome era Frankie, e eu tentei não ser abertamente rude com ela, mas foi uma luta. James abraçou a mulher, se mostrando facilmente carinhoso com ela, o que fez a minha visão já turva, ficar completamente vermelha. Ele me apresentou simplesmente pelo nome, não me dando um título ou explicando a nossa relação. Nós saímos rapidamente. Eu estava tensa e rígida após esse encontro. Eu sabia que não era razoável ficar ciumenta e mal-humorada depois disso, mas eu ainda não conseguia evitar em ficar abalada. James me levou pelo shopping e restaurantes, atravessando o caro cassino, e, finalmente, entramos na parte do hotel e do spa.
  • 170. Fiquei feliz ao ver o meu grupo de amigos, quando James me levou até a extravagante sala de espera, que levava ao salão de beleza e spa. Era um grupo impressionante em tão curto prazo. Mas, novamente, quem recusaria um dia de spa de graça? Stephan estava esperando na sala de espera de luxo, cercado por um grupo divertido, que consistia principalmente de meninas. A única exceção estava sentada bem próxima dele. Javier parecia mais feliz do que eu já tinha visto, e estava rindo de algo que Stephan tinha dito. Marnie, Judith, Brenda, e Jessa estavam ao lado do bonito casal, conversando animadamente. Marnie e Judith pularam, gritando de alegria quando me viram com James. Elas me abraçaram, agradecendo a James enquanto me agarravam, falando juntas e rindo o tempo todo. Olhei para James. Ele sorriu com indulgência, acenando para Stephan, que acenou com a cabeça, como se estivesse respondendo a uma pergunta silenciosa. Os dois homens da minha vida pareciam estar desenvolvendo sua própria linguagem. Perversamente, achei esse fato tanto comovente como desconcertante. James se dirigiu ao grupo. — Todos vocês, por favor, divirtam-se. Não hesitem em aproveitar de qualquer um dos serviços de spa e salão de beleza que desejarem. Isto será um extremo prazer para mim, por favor. Ele apenas sorriu e acenou com a cabeça, quando todos os seis lhe agradeceram quase ao mesmo tempo. Ele se virou para mim, se inclinando para me beijar suavemente no rosto. — Eu vou sentir saudades, amor. Fique à vontade. Eu vou sair um pouco. Se você precisar de mim, ligue para o meu celular. — Ele sussurrou as palavras no meu ouvido baixinho, depois partiu.
  • 171. CAPÍTULO VINTE E UM Ninguém se preocupou em esperar James sair da sala, antes de começar a falar sobre ele. Todo mundo parecia estar de acordo. James era o homem dos sonhos, e doce, e fabuloso em todos os sentidos imagináveis. Eu afastei todas as palavras e conselhos que jorravam com um sorriso irônico. Stephan se levantou, e beijou meu rosto, sorrindo. — Você está brilhando. As coisas estão indo bem? — Ele perguntou, sua voz baixa, mas eu ainda ouvia as mulheres falando alto, e exaltando os encantos óbvios de James. Eu apenas assenti. — Você está feliz, por finalmente concordar em vê-lo? — Ele perguntou, sua voz quase me repreendendo. Eu lhe atirei um olhar afiado, mas sabia que ele tinha um ponto. A hostess do spa se aproximou de mim, parecendo aflita. — Eu sinto muito, Srta. Karlsson. Estamos prontos agora para vocês. Peço desculpas pela espera. Qual o serviço que o seu grupo gostaria de começar? Eu só pisquei para ela por um longo momento. Eu nem sabia quais serviços que tinham, e eu não estava esperando nem por cinco minutos, no máximo. Eu olhei para o meu grupo pedindo ajuda. — O que primeiro? — Eu perguntei a eles. Eu achei que alguém tinha que ter uma preferência. Judith não hesitou. — O pacote de luxo deve ser perfeito. Massagem em primeiro lugar, eu acho.
  • 172. A hostess balançou a cabeça, parecendo aliviada. — Sim, por aqui. — Ela nos levou até outra sala de espera. Era ainda mais elegante do que a primeira, com paredes de pedra e vidro opaco por toda parte. Havia um bar, mas antes que pudéssemos nos servir, a hostess nos apresentou nossas próprias atendentes personalizadas. A minha era uma menina asiática, delicadamente pequena chamada Mina. Ela parecia ansiosa e nervosa, quando me perguntou o que eu gostaria de beber. — Eu posso conseguir, literalmente, qualquer coisa, Sra. Karlsson. Por favor, não hesite em pedir. Era uma frase intimidante. Eu preferia ter apenas o que tivesse no menu. — Chá, por favor. Ela me indicou dez chás diferentes que o spa servia. — Vou aceitar o chá branco com ervas, infundido com limão. Puro, obrigada. — eu disse a ela. Ela parecia aliviada, como se tivesse se preocupado se eu iria pedir algo mais complicado. Ela trouxe uma bandeja de chá até a mesa, e preparou o chá como se fosse um ritual. Eu pensei que era encantador. Eu disse isso a ela. Ela olhou para cima, sorrindo. — Eu treinei no Japão quando eu era pequena. Você deveria ver a minha mãe. Seu serviço de chá envergonha o meu. Ela finalmente derramou o copo impressionante com o chá, em seguida, me deixou momentaneamente, retornando com bandejas de comida. Havia frutas, legumes, pequenos sanduíches, canapés, queijo e biscoitos. Ela trouxe bandeja após bandeja, e eu aceitei pequenas amostras de cada um. Todos os meus amigos estavam recebendo o mesmo tratamento, em assentos confortáveis em torno da sala requintada. Era quase como estar dentro de uma caverna de luxo, eu pensei. Ouvi Judith dizendo a todos, que os sanduíches de pepino estavam divinos. Eu comi o que eu tinha agarrado. Era muito saboroso, eu tinha que admitir. E o chá era pra morrer, delicioso, sem um pingo de amargo.
  • 173. Mina trouxe uma bandeja de pequenos bolos, trufas e tortas de frutas. Aceitei uma das tortas de frutas, agradecendo. Eu comi levemente, mais para agradá-la do que por vontade. Eu estava com meu estômago em nós, pois não sabia o que esperar do dia de spa, e surpresas me deixavam nervosa. Eu estava mesmo mal, para não conseguir relaxar em um spa. A ideia era um pouco desanimadora. Depois que tínhamos comido e bebido, fomos escoltados até uma grande sala de massagem. Era um outro projeto moderno e cavernoso, com vidro fosco, que nos obscurecia dos outros para a massagem. Poderíamos falar, mas não tínhamos que ficar todos nus juntos. Fiquei aliviada. Mina me explicou como devia me preparar para a massagem, em seguida, me deixou. Tirei minhas roupas, guardando no grande armário do canto, onde faria minha massagem. Parecia errado tirar minhas joias, e deixá-las em um armário, mas eu fiz isso, não sabendo exatamente o que poderia me preocupar ali. Eu deitei rapidamente sob o lençol branco, apenas com minha calcinha, como Mina havia instruído. Eu vi sapatos brancos se aproximarem pelo buraco da maca, com um rosto aparecendo em seguida. — Srta. Karlsson, eu sou Jen, eu vou massagear você hoje. — uma voz muito suave me disse. Jen me informou todas as técnicas que ela oferecia, e solicitei a massagem terapêutica. Ela começou a trabalhar imediatamente. Ela era boa. Eu nunca fiz uma massagem assim antes, nunca com uma profissional de qualquer espécie, e era divino. Todos devem estar passando por uma experiência semelhante, porque logo após o serviço começar, ninguém mais disse uma palavra, nem mesmo Marnie ou Judith, que eram conhecidas por nunca conseguir calar a boca. Havia alguns gemidos apreciativos ouvidos a todo o momento, mas isso era tudo. Todos nós usávamos roupões felpudos atoalhados, quando seguimos nossos respectivos atendentes do spa para o próximo serviço. Nós usamos salas separadas
  • 174. para isso. A massagem facial também durou uma hora, e meu rosto estava limpo e fresco quando foi concluído. Todas as meninas foram levadas até uma sala moderna, com paredes de pedra que abrigavam um conjunto de piscinas, projetadas com um toque atual para parecer termas naturais. Stephan e Javier tiveram que ir a uma piscina separada, uma vez que as piscinas não eram compartilhadas, embora nós fossemos as únicas ocupantes neste momento. Nós tomamos banho por um longo tempo, e eu principalmente ouvi a conversa com um meio-sorriso. — Como Javier e Stephan ficam lindos juntos, vocês não acham? — Judith perguntou. Eu silenciosamente concordei. Não era apenas porque eles tinham uma bela aparência. Mas era a maneira como eles se olhavam, mesmo casualmente, me fazia bem na alma. Eu queria tanto que eles dessem certo, eu estava quase com medo de criar tanta expectativa com isso. — Você aprova, Bianca? Será que Javier conseguiu o seu selo de aprovação? — Marnie me perguntou, me tirando dos meus pensamentos. Eu me perguntava por que todo mundo achava que eu era a guardiã de Stephan. A ideia era bizarra para mim. Eu nunca iria lhe falar sobre quem deveria namorar. Do meu ponto de vista, eu só queria que seu namorado gostasse de mim, e fosse fiel a ele, isto eram as coisas que realmente importavam para mim. — Para ser sincera, qualquer um que Stephan queira, tem o meu selo de aprovação. Eu só quero que ele seja feliz. Por alguma razão, soou vários ahhhh suaves ao meu redor. Em seguida, o tema se mudou para o quão bonito eu e Stephan éramos. — Vocês tem algum parentesco, certo? — Brenda perguntou. Ela era a única no grupo que me conhecia há pouco tempo. — Stephan me disse que vocês eram uma família.
  • 175. Eu sorri. — Não pelo sangue, mas em todos os sentidos que conta. Ele é como um irmão, e é meu melhor amigo. Se isso não é família, não tenho ideia do que seja. Outra rodada de 'ahhhh' me fez sorrir. A conversa logo virou para James, é claro. — É sério, Bianca? Parece que realmente é sério. — Isto veio de Judith, que não tinha papas na língua e era curiosa. Eu normalmente tinha muita dificuldade em conversa de garotas, e com confidências em geral, mas eu queria tentar. — Eu não sei. Ele parece se sentir assim, mas ainda é tão novo. — Eu tomei uma respiração profunda, continuando. — Ele quer que eu vá morar com ele. — Fiquei surpresa comigo mesma, por revelar isso, mas eu queria saber as suas opiniões. Cada uma delas ofegou, as mãos voando para seus peitos. Foi cômico. — O que você respondeu? — Jessa perguntou. Pelo olhar das outras, ela foi a primeira a se recuperar. Eu dei de ombros. — Eu disse a ele que precisava passar mais tempo juntos, antes que eu pudesse considerar algo parecido. No entanto, ele não é facilmente persuadido. Ele tem uma estilista, ou assistente de compras, ou seja lá como isso chama, que comprou um guarda roupa para mim em cada uma de suas casa, então ele já tem tudo pronto para eu morar com ele, mesmo que eu ainda não tenha concordado. Houve mais algumas respirações ofegantes, e elas começaram a gaguejar, foi engraçado. — Isso é uma loucura, certo? — Eu perguntei, na esperança de ouvir uma opinião sensata. Eu não recebi nenhuma. Mesmo Brenda, que era tão sensata, pensava que tudo isso era muito romântico, e ele estava irremediavelmente apaixonado por mim.
  • 176. Eu não contei a elas que ele nunca disse que me amava. Iria doer dizer isso em voz alta, pensei. — Vocês terão bebês supermodelos. — Judith disse em um suspiro, no seu mundo de fantasia. Jessa estava me observando de perto, e pareceu ver visto algo no meu rosto com as palavras de Judith. — Oh, meu, Deus, vocês falaram sobre ter filhos? Eu fiz uma careta. — Ele mencionou brevemente. Mas ele deixou cair o assunto, quando viu que estava prestes a sair correndo e gritando. É tudo muito rápido, né? É uma loucura de mover tão rápido em um relacionamento, certo? — Eu perguntei, novamente à procura de uma voz de sanidade. — Martin disse que sabia que ia se casar comigo em nosso primeiro encontro. Ele disse que apenas sabia, como se algo em sua mente tivesse dado um click. Ele disse que eu era a peça que faltava no quebra-cabeça da sua vida. Ele me perseguiu até que eu vi isso também. E isso foi há 20 anos e dois filhos atrás, por isso funcionou para nós. — Brenda sorriu contando sua história, e soarem vários 'ohhh ' ao redor da sala. Ok, eu mesmo poderia admitir que a história era muito doce. — James me parece um homem que sabe o que quer, e ataca. — Brenda continuou. — Eu não o vejo mudando de ideia, não da forma como ele olha para você. Ok, eu não iria conseguir qualquer conselho sensato dessas garotas, eu decidi. Em seguida, fomos para a sessão de manicures e pedicures, e os rapazes se juntaram a nós novamente. Eles realmente formavam um casal bonito, eu observei. Eles eram bonitos, Stephan tão musculoso e dourado, Javier era bem bonito e com um corpo mais elegante. — Eu e Marnie oficialmente o perdemos, galera. — Judith disse a todos nós. — Será que realmente, nós já o tivemos? — Marnie perguntou a ela, um desespero simulado em sua voz.
  • 177. — O que aconteceu? — Jessa perguntou, rindo das garotas exuberantes. Elas eram como uma dupla de comediantes, jogando juntas, em uma rotina divertida. — Tentamos pegar um cara para fazer sexo a três com a gente, e ele nos dispensou! — A voz de Judith estava confusa. Eu ri um pouco. A reviravolta inesperada na conversa me surpreendeu. — Capitão Damien? — Stephan perguntou a elas com simpatia, mas ele não conseguia conter o sorriso. Marnie e Judith estavam em suas cadeiras de pedicure, uma ao lado da outra, e concordaram ao mesmo tempo, como se estivessem sincronizadas. — Não é pessoal, meninas, ele é perdidamente apaixonado por Bianca. — disse Javier, suas primeiras palavras até agora. Stephan me deu um olhar, e Javier fez uma careta para mim com simpatia. Meu rosto corou. Eu esperava que ele estivesse brincando, ou pelo menos enganado. — Isso não é justo! — Judith exclamou. — Você tem o Sr. Maravilhoso. Nos dê Damien! Eu torci o nariz. — Damien é apenas um amigo. Ele não está apaixonado por mim. —Minha voz era quase apologética. Olhei para Stephan procurando apoio. — Você fala com ele o tempo todo, Stephan. Diga-lhes que ele não é apaixonado por mim. Stephan fez uma careta. — Eu já disse a ele, várias vezes, que você não está interessada nele desse jeito, mas o problema é que ele é apaixonado por você há muito tempo. — O que você quer dizer com há muito tempo? — Eu perguntei a ele, meus olhos se estreitando. — Dois anos mais ou menos. E ele parou de namorar, ou sair com qualquer mulher há mais de seis meses, ele acha que fazendo isso, você iria levá-lo a sério
  • 178. quando ele te convidasse para sair novamente. Ele acredita que o fato dele ser um galinha que estava impedindo você de vê-lo como mais que um amigo. Eu fiquei chocada. Tudo isso vinha acontecendo sem o meu conhecimento, e Stephan decidiu me contar sobre isso, quando estávamos fazendo nossos pés por estranhos, e na frente de cinco dos nossos amigos. Eu lhe dei o meu melhor olhar: Que porra é essa? Ele ficou muito quieto, depois disso, e os outros também, sentindo a súbita tensão entre Stephan e eu. Foram uns bons dez minutos, antes de todos eles começarem a conversar novamente, mas eu fiquei em silêncio, meditando. Eu não entendia por que Stephan tinha mantido isso escondido de mim, mas eu supunha que era uma coisa estranha para me contar, quando ele sabia claramente quais eram os meus sentimentos por ele. Stephan sentou ao meu lado, quando começamos a manicure. Ele parecia apenas uma cara bonito, grande e musculoso, fazendo as unhas com seu robe felpudo. No entanto, eu era inteligente o suficiente para saber que ele era muito mais do que apenas isso. Ele me deu um olhar inquisitivo. — Sinto muito. Isso saiu em um momento ruim, mas quando você perguntou de forma tão direta, eu não podia negar. E foi a primeira vez que esse assunto surgiu, certo? Eu podia entender a sua posição, e eu assenti. — Sim, apenas é estranho. Mas é estranho para você também. Eu só não entendo o que eu poderia ter feito, para dar a Damien alguma ideia errada. Não faz nenhum sentido. Stephan corou um pouco, e eu o estudei, fascinada. — Pelo que tenho percebido, o seu desinteresse é mais uma coisa que deixou ele interessado. Acho que ele gosta da dificuldade, de mulheres misteriosas, e você é a melhor quando se trata disso. O problema é que você realmente não está interessada nele. Mas isso não parece intimidá-lo. Ele acha que só precisa esperar acabar seu relacionamento com James, e que isso vai acontecer, eventualmente.
  • 179. Eu suspirei. — Bem, isso é um desperdício de seu tempo. Gostaria que alguém pudesse colocar isso na cabeça dele. — Acredite em mim, Botão de Ouro, eu tentei. Nós fomos escoltados de volta até a sala do chá. Mina me ofereceu mais lanches e bebidas. Tomei mais chá, experimentando o de jasmim agora. Nós colocamos nossas roupas de volta, antes de sermos levados até a parte do salão de beleza do spa. Fiz o inventário com muito cuidado das minhas joias, quando as coloquei de volta. Eu concordei com o tratamento de cabelo completo, bem como, a necessidade de um corte. Minha cabeleireira era agradável e amigável. Ela imediatamente começou a tentar me convencer a fazer algumas mechas. Mina a interrompeu, seu tom quase desesperado. — Sr. Cavendish deixou instruções severas para não pintar o cabelo. — ela explicou, em seguida, se afastou. A cabeleireira parecia perplexa. Isso a deixou extremamente agitada. Eu quase lhe disse para fazer as mechas, de qualquer maneira. Quem se importava? Era só um cabelo. Mas eu me sentiria terrível se ela de alguma forma ficasse em apuros, então eu deixei quieto. James era seu patrão, depois de tudo. Ela indicou um ponto na minha testa. — E que tal franjas curtas e retas para você? Ele iria destacar seus olhos, e seu cabelo é bastante liso para manter o estilo, que está muito na moda agora. Eu dei de ombros. — Faça qualquer coisa que pense que ficaria bem. Meu cabelo nunca fica só em linha reta, assim tenha isso em mente. Eu normalmente apenas o corto e o mantenho assim. Não me importaria em uma mudança, contanto que não necessite ficar perdendo muito tempo arrumando depois. Ela balançou a cabeça de forma decisiva, parecendo saber exatamente o que ela iria fazer. Fechei os olhos e a deixei fazer o seu trabalho.
  • 180. Fiquei bastante satisfeita com o resultado final, apesar da minha apatia. Era lisonjeiro, e destacou os meus olhos, a franja curta fazendo com que parecessem maiores em meu rosto. Todo mundo pareceu concordar, e corei um pouco com todos os elogios que eles atiraram em mim. Fizemos a maquiagem logo em seguida. A mulher que fez minha maquiagem, tentou me ensinar como fazer sozinha, me entregando uma grande bolsa cheia de cosméticos, quando terminou. Eu gostei do que ela tinha feito, os efeitos sutis, mas lisonjeiro, o olho esfumaçado não muito pesado no meu rosto pálido, como eu teria pensado. Eu achei que ficou muito bom, com o meu novo corte de cabelo. Fomos levados até a sala de chá novamente para terminar, a hostess me perguntando se eles poderiam oferecer quaisquer outros serviços. Eu olhei a hora no meu telefone, surpresa ao ver que era quase hora de voltar para casa, para me preparar para o trabalho naquela noite. — Não, obrigada. — Espero que estejam satisfeitos com os nossos serviços, Srta. Karlsson. — Sim, muito. Nós nos divertimos muito. Obrigada. — Enquanto eu falava, James entrou na sala, como se tivesse cronometrado todo nosso tempo, até o final. Ele sorriu largamente quando me viu, parecendo feliz e... travesso. Eu soube imediatamente que ele tinha feito ou estava planejando fazer algo escandaloso. — O que você está planejando? — Eu perguntei a ele, assim que ele estava ao alcance da minha voz. Seu sorriso só se alargou, e eu fiquei um pouco preocupada. Ele olhou em volta para todos, sorrindo calorosamente. — Como foi? Ele foi inundado com respostas entusiásticas, todas positivas, é claro. Quem poderia reclamar de um dia de spa gratuito? Ele pareceu satisfeito, porém, que todos tinham gostado.
  • 181. — Eu tenho mais uma coisa. — James me disse, aquele sorriso feliz nunca deixando seu rosto. Ele estava positivamente radiante. Mordi o lábio, inclinando a cabeça para trás para olhar para ele. Eu estava com medo de perguntar. — O que é? — Eu perguntei, nem mesmo tentando esconder minha preocupação. Ele riu. — Eu não tenho certeza se seria justo apenas explicar. Eu vou ter que te mostrar. E a seus amigos também, eu acho. Eu fiz uma promessa. Fiquei perplexa quando ele começou a desabotoar a camisa, ainda sorrindo, com os olhos colados aos meus. — Que diabos você está fazendo? — Eu perguntei a ele. Alguém, eu pensei que fosse Judith, emitiu um som encorajador. Ele estava me dando um striptease? Eu me perguntei, genuinamente confusa. E, sem querer, excitada. Engoli em seco, o meu coração parando, quando vi as letras pintadas em vermelho sangue no seu peito perfeito. Direto sobre o coração, pensei. Ele havia marcado sua pele perfeita para mim. Senti as lágrimas arderem em meus olhos. A sala entrou em um caos imediatamente, Marnie e Judith descaradamente gritando e pulando como loucas. Ouvi um descontente: — Que porra é essa, cara? — De Stephan. Respirei fundo, meus olhos grudados no nome Bianca escrito em letras pequenas e limpas sobre seu coração. — É falso, certo? — Eu perguntei a ele. — É uma piada, certo? Seu sorriso não vacilou, enquanto enxugava uma horrível lágrima do meu rosto. — Por que as lágrimas? — Sua pele é perfeita. Você não deveria tê-la marcado, por minha causa. Você tem a pele mais linda do mundo. Parece que é uma vergonha. — eu disse a ele, minha voz um suave sussurro.
  • 182. Isso o surpreendeu, e fez ele dar uma gargalhada. — Você vai se acostumar com isso. Eu acho que você vai gostar mais da outra. — ele me disse. — Por favor, me diga que a outra é no seu pau! —Enviei à Judith um olhar severo por isso. O que só fez ela cair na gargalhada. James mordeu o lábio inferior da sua bonita boca, se virando, para me mostrar as suas costas.
  • 183. CAPÍTULO VINTE E DOIS A tatuagem foi gravada diretamente sobre seu ombro direito. E, como o próprio homem, era requintada. A tatuagem foi feita diretamente sobre a parte baixa de seu ombro direito. E, como o próprio homem, era maravilhosa. Eu me aproximei mais dele, para estudála atentamente. Lágrimas corriam livremente pela minha face, embaraçoso, mas irreprimível. Era um retrato do meu rosto, meu cabelo fluindo para fora até transformar em lírios que serviam para emoldurar o quadro, perfeito como se fosse uma pintura. Ele tinha pego um dos meus auto-retratos e gravado permanentemente em sua pele. Era a coisa mais doce, mais louca, e mais romântica, que já tinha testemunhado, e eu não sabia nem o que falar para ele. Adorei a forma como ele fez a tatuagem, porém, amei muito ver minha pintura se transformado em algo tão maravilhoso. Mesmo os lírios usados para enquadrar a moldura, tinham sido copiados do meu trabalho, eu reconheci. Me congratulei de repente, por ter pensado tanto tempo sobre as imagens que iria usar nos meus quadros, tentando obter o máximo de detalhes possíveis. James estava me olhando com expectativa sobre seu ombro, seu rosto tão feliz e despreocupado, como jamais havia visto antes. — Bem, o que você acha? — Oh, James. — eu disse, minha voz rouca. — É maravilhosa. É mais colorida do que qualquer tatuagem que já vi. Eu nunca vi nada que se parecesse com isso. É mais uma pintura do que uma tatuagem. Por que ela parece tão diferente? — Não usei qualquer tinta preta para delinear. Eu usei cores mais claras para isso. E com a pele morena de James, eu fui capaz de usar tinta branca para fazer a cor da pele, que dá essa sensação de ser uma espécie de pintura. Ele é uma das
  • 184. melhores telas que eu tive o prazer de trabalhar. Tenho que lhe agradecer por me ajudar a finalmente colocar minhas mãos nele. Obviamente, você inspirou seu interesse repentino por tatuagem. Eu não tinha visto ela se aproximando, até que ela falou, mas a tatuadora Frankie, de repente estava ao meu lado, apontando detalhes da tatuagem em suas costas, estava quase tão próxima dele, como eu. Eu enrijeci. Eu sabia que era ilógico e irracional, mas saber que a outra mulher tinha feito a tatuagem, e tinha, obviamente, gostado de ter suas mãos sobre ele, me deixou um pouco louca. Essa névoa vermelha que eu estava começando a reconhecer como ciúme, era agora um filme pernicioso sobre minha visão. — Eu posso cobri-lo agora, James? Você terminou o show? — Frankie lhe perguntou, seu tom petulante, mas brincalhão, seu sorriso muito quente sobre ele. Ele sorriu para ela, ainda olhando por cima do ombro, me deixando ver sua tatuagem. Eu continuei estudando o incrível retrato. Eu queria correr meus dedos sobre ele, mas mesmo com meu conhecimento limitado sobre o assunto, eu sabia que era muito cedo para tocar. Minha mão agarrou a parte superior de seu ombro em vez disso, enquanto eu me inclinava mais perto, e estudava atentamente, tentando ignorar a mulher em pé muito intimamente perto de mim e James. Eu estava sorrindo na foto, um pequeno sorriso enigmático, meus olhos com as pálpebras pesadas e misterioso. Ela até conseguiu fazer o tom azul dos meus olhos surpreendentemente bem. Ela era muito talentosa, eu tinha que admitir. Eu nunca tinha imaginado que uma tatuagem podia ficar assim. A maioria dos meus amigos tinha uma ou duas, mas elas eram geralmente delineadas em preto pesado, ou totalmente preto. O que Frankie tinha feito parecia muito mais suave do que isso. Era difícil até mesmo pensar em comparar a tatuagem de James com o que eu conhecia. — É linda. Você é muito talentosa. Eu nem sabia que uma tatuagem poderia ser assim. — Eu disse Frankie, tentando ser educada, mas minha voz era dura e um pouco fria.
  • 185. James pareceu notar o meu tom, seus olhos voando de volta para o meu rosto, me estudando atentamente, seu sorriso feliz murchou um pouco, seus olhos tornando-se solene. Fiquei instantaneamente arrependida. Apenas o tom errado de voz, e seu humor ridiculamente feliz parecia ter desaparecido. Eu tentei lhe dar um sorriso, mas eu podia sentir que parecia forçado. — Eu acabei de olhar, se você precisa terminar de cuidar dela. — eu disse a ele, me afastando. Frankie interveio imediatamente, esfregando um gel transparente sobre toda a superfície com tinta. Eu assisti suas mãos sobre ele, e senti uma estranha vontade de entrar no meio dos dois. Eu me afastei, virando as costas para eles. A voz de Frankie ainda era amigável, quando ela se dirigiu a mim. — Você é muito talentosa. Eu apenas fiz o meu melhor para fazer justiça ao seu quadro. Foi uma verdadeira surpresa para mim trabalhar em uma imagem como essa, em um corpo como o de James. Falando em uma obra de arte. — Sua voz ficou mais quente na última frase, e eu sabia que ela estava falando sobre seu corpo. Contei até dez, me odiando por ser tão fraca e tão insanamente ciumenta. Eu ouvi Frankie dando as instruções de cuidados a James brevemente. — Então, hum, bom conhecer você, Bianca. Te vejo por aí. — Frankie disse, com a voz ainda amigável, mas um pouco incerta. Um breve olhar para o meu grupo de amigos mostrou que a maioria deles me olhava com os olhos arregalados, como se não soubessem direito o que fazer com o meu comportamento. Eu não podia culpá-los. Eu me sentia ridícula, mas eu ainda não conseguia olhar para James, preocupada que se Frankie ainda estivesse perto dele, eu faria algo completamente insano. Stephan era o único do grupo que parecia alheio à minha reação estranha, seu olhar intenso focado estritamente em James.
  • 186. Eu fiquei ainda mais tensa, quando James me abraçou por trás. — Precisamos de um minuto, rapazes. Obrigado a todos por terem vindo em tão pouco tempo. — James dirigiu-se ao grupo, educadamente, mas com determinação, seu tom claro de uma despedida cortês. Ele agarrou a parte de trás do meu pescoço, naquele ponto dominante, me levando para uma sala. Eu reconheci a sala imediatamente. Era a falsa sala de águas termais. Uma das atendentes nos seguiu. — Posso ajudá-lo com alguma coisa, Sr. Cavendish? — ela perguntou, sua voz nervosa. — Sim. Por favor, se certifique que não seremos incomodados, até que tenhamos terminado aqui. Eles estavam atrás de mim, enquanto falavam, e eu olhei resolutamente as piscinas baixas, um rubor quente colorindo meu rosto. Eu sabia que James ia fazer alguma coisa, mas eu não sabia o que ele tinha planejado. — Claro, senhor. Por favor, deixe-me saber se eu posso ajudar em qualquer coisa mais. Eu ouvi seus passos saindo, assim que ela terminou de falar. E o som da porta batendo fechada ecoou na enorme sala. James ficou em silêncio por um longo momento, sua mão pesada em meu pescoço. — Você parece tensa. — James me disse, de forma casual, sua voz quase desinteressada. Ele tirou sua mão do meu pescoço, e ouvi o som de suas roupas farfalhando atrás de mim. Eu prendi a respiração, tentando atentamente ouvir o que ele estava fazendo. — Tire suas roupas, Bianca! — Ele ordenou, ainda com um tom casual. Eu estava com minhas mãos tremendo um pouco. Eu não sei porque eu estava tão nervosa, eu tinha tido relações sexuais com ele mais de uma vez hoje, mas eu continuava nervosa, no entanto. Eu não sabia exatamente o que ele estava planejando.
  • 187. — Vá se sentar na borda da piscina. Coloque as suas pernas na água, apenas até os joelhos. — ele me disse, ainda nesse tom desinteressado. Eu me sentei à beira da água, me recostando em minhas mãos, e olhando para ele. Ele estava completamente nu quando caminhou para a piscina rasa. A água vinha até seus quadris, sua excitação claramente visível acima da água. Eu tremia, mordendo meu lábio, enquanto eu o olhava. Ele mergulhou na água, apenas até o ponto exato logo abaixo da tatuagem sobre o seu coração, ficando em pé novamente, quase que imediatamente. Todos os pontos molhados em seu corpo estavam escorregadios e gotejando. Minha boca encheu de água. Ele correu as mãos sobre seu peito liso, me observando, enquanto ele tocou seu abdômen e acariciava seu peito. A cobertura de plástico que cobria seu coração foi a única coisa que ele deixou intocado. Ele deslizou para mim, seus quadris se movendo diretamente entre meus joelhos quando se aproximou. — O que acontece com você, quando vê alguém colocar as mãos em mim? — Ele perguntou. — Mesmo o toque mais casual. Isso te deixa louca? Você sente como se pudesse fazer algo insano, ou até mesmo violento? Isso te faz mal, no fundo de seu estômago? Faz seu peito doer, e suas entranhas apertarem? Será que uma névoa vermelha ultrapassa a sua visão? Você perde toda a capacidade de ser civilizada, ou mesmo formar um pensamento coerente? Ele moveu contra mim, enquanto falava, sua boca falando diretamente em meu ouvido, seu tom tão frio que fez todo o meu corpo tremer com um delicioso tipo de medo. Ele estava naquele estado de espírito, e ele tinha planos para mim. Eu sabia disso. E não era nada que eu pudesse prever. — Me responda! — Ele me disse, mordendo minha orelha com força suficiente para fazer eu arquear minhas costas, empurrando os meus seios em seu peito liso.
  • 188. — Sim. — Sim, o quê? Qual dessas coisas que acontece com você, quando vê alguém com as mãos em mim? — Tudo isso. Eu não posso sequer confiar em mim, isso me deixa completamente enlouquecida. Eu não reconheço a pessoa que me torno quando estou com ciúmes. Não é nada que eu já tive que lidar antes. Eu odeio isso. Ele estava ajustando o meu corpo, enquanto eu falava, trazendo meus quadris para a beira da piscina, o que tornou as minhas palavras ainda mais sem fôlego e desesperadas. Ele pressionou sua ereção na minha entrada. — Bom. — ele disse, sua voz ainda fria, mas com raiva agora. Ele entrou em mim, tendo que trabalhar lentamente nesse ângulo, meus quadris na beira da piscina. — Por que é bom?— Eu perguntei a ele com um pequeno gemido, meus olhos indo para seu, quando ele me penetrou. Eu tinha sido bem condicionada. Meus olhos não conseguiam desviar o olhar dele agora, quando ele estava dentro de mim. — Eu quero que você sinta o que eu sinto. Eu quero que você saiba o que isso faz para mim, o que é sentir ciúmes e avareza. E agora você sabe. Uma de suas mãos, que estavam no meu quadril, transferiu-se para o meu pescoço. Ele circulou com sua mão, apertando levemente. — Agarre o meu pulso com as mãos. — ele ordenou. Eu obedeci. — Se você olhar para longe de mim, eu vou soltá-la. — ele me disse. — Mas eu quero que você me arranhe, enquanto eu tento sufocá-la. Eu quero que você tente rasgar minha mão. Eu quero que você lute, mas não desvie o olhar, a menos que seja muito. Essa será sua palavra segura, uma vez que você não será capaz de falar. Eu balancei a cabeça, tremendo e observando seus belos olhos.
  • 189. Ele usou a outra mão para empurrar as minhas pernas mais afastadas, enquanto a mão no meu pescoço começou a apertar. Ele empurrou lentamente para dentro e para fora de mim, e eram estocadas fortes, e muito profundas. Minhas mãos começaram a puxar a mão do meu pescoço com força, e eu cravei minhas unhas em seu pulso grosso, hesitante no início, mas quando a pressão aumentou, eu cravei contra ele desesperadamente, tonta com a sensação. Minha cabeça caiu para trás, e ele me apertou de volta, apertando sua mão e liberando no momento de seus golpes pesados. Minha visão começou a ficar um pouco confusa, e então ele soltava, depois apertava novamente. Eu não tinha percebido que meu pescoço poderia ser uma fonte de prazer inebriante, não dessa forma. Meu pulso parecia bater no tempo do seu ritmo dentro de mim. Eu fiz o que ele me disse e lutei contra ele, especialmente a sua mão e pulso, mas nenhum centímetro do meu corpo queria que ele parasse. A asfixia e a luta era uma coisa maravilhosa para mim. Vi com clareza que eu gostava de lutar contra ele, gostava de lutar com ele loucamente, meus esforços não fazendo qualquer diferença, nem mesmo retardando seu movimentos. Sua enorme força me mantinha. Eu apreciei isso. Seu aperto aumentou, quando ele começou a bater incansavelmente. Minha visão ficou irregular, e eu vim com tanta violência que eu não tinha certeza de quanto tempo durou o orgasmo, e por um momento confuso, eu não tinha certeza se eu tinha desmaiado. Quando eu me concentrei novamente, James tinha a mão que antes me asfixiava, agarrada no meu cabelo para me manter no lugar, enquanto esfregava o último de seu próprio orgasmo dentro de mim. Ele estava fazendo estes pequenos impulsos involuntários deliciosamente trêmulos, pescoço arqueado para trás. Seus olhos encontraram os meus novamente, sua pálpebras pesadas e saciada. — Foi muito, amor? Ele perguntou, em voz baixa e rouca. —Você estava de uma tal forma, que eu não poderia dizer se você desmaiou. — Enquanto falava, ele me abraçou contra ele, inclinando a cabeça para trás para me olhar, onde eu estava pressionada contra o peito.
  • 190. — Foi... requintado. Foi fodidamente perfeito, James. Ele engoliu em seco, me estudando. — Teria sido, se pudéssemos manter contato com os olhos até o fim. Mas eu provavelmente não tenho que perguntar se asfixia está na sua lista de Sim. Acho que posso perceber isso. Eu preciso pensar com cuidado sobre isso. Você é tão delicada, e eu tenho o desejo de ser excessivamente zeloso... quando eu tenho o seu pescoço em minhas mãos. Ele saiu de mim, de repente, estremecendo enquanto fazia isso. — Nós precisamos nos mexer. Precisamos correr, na verdade. — Ele me puxou para fora d'água, me arrastando pelo caminho, com um controle firme sobre o anel da minha gargantilha. Ele nos enxugou com eficiência, deixando as toalhas felpudas do spa no chão. — Vista-se rapidamente. — ele me disse.
  • 191. CAPÍTULO VINTE E TRÊS Nós nos vestimos rapidamente, correndo para fora do resort. James segurou minha nuca, me dirigindo para fora da grande propriedade. Eu estava completamente perdida no momento em que chegamos ao cassino. O lugar era colossal. O carro de James já estava nos esperando, quando saímos no espaço onde os motoristas ficavam, Clark pronto com a porta aberta larga. Ele inclinou a cabeça para nós educadamente, com o rosto quente e sorrindo. Eu pensei que aquele homem estoico parecia ter amolecido em relação a mim. — Sir. Sra. Karlsson. James ficou em silêncio, até que Clark sentou atrás do volante e começou a dirigir, rapidamente em direção à minha casa, e então ele se inclinou perto do meu ouvido para falar comigo. Estávamos sentados muito perto, mas não nos tocando, o que era incomum para James. — Então, quando eu vou poder furá-los? — Ele perguntou em voz baixa. Enquanto falava, ele estendeu a mão a mão, apertando primeiro um mamilo e depois o outro. Ele rapidamente retirou a mão. Minha mente só ficou... em branco. Quando eu vi as suas tatuagens, isso girava no fundo da minha mente, mas de uma forma desordenada, mas ainda assim foi um choque ouvi-lo dizer em voz alta. Eu refletia sobre isso, pensando na tatuagem que ele tinha feito em sua linda pele. Se ele queria tanto que eu fizesse isso, por que não? Eu não poderia dizer que gostava de piercings, mas eu não poderia afirmar que não iria fazer, também. — Eu pensei que tudo fosse uma brincadeira. — eu disse a ele, mas eu não disse não.
  • 192. — Eu não estava brincando, obviamente. Mas se isso é realmente o que você pensou, eu não vou te obrigar a fazer isso. E eu estou certamente disposto a esperar até que esteja pronta. Não há motivo para pressa. Eu pensei sobre isso, realmente pensei sobre o acordo que tínhamos feito. Eu tinha me dito que ele estava brincando, mas será que eu realmente pensei que ele estava? Se eu fosse honesta, eu sabia desde o inicio, em algum nível que, embora ele estivesse sendo brincalhão, ele sempre faz exatamente o que promete. Eu olhei para seu olhar intenso. — Eu vou fazer isso. Eu acho que eu tentei me convencer de que você estava brincando, mas eu estou começando a te conhecer o suficiente, para saber que você sempre faz o que diz. Ele puxou minha cabeça para trás levemente pelos cabelos e começou a me beijar, um beijo profundo, quente. Ele tomou seu tempo, antes de se afastar. — Obrigado por ser honesta. Mas você ainda não precisa fazê-lo. Eu não iria forçá-la, mesmo que o pensamento me atraia fortemente. — Eu vou fazer isso. Eu disse que faria. E, embora eu não possa negar que nunca tenha pensado em fazer algo assim, isso se torna atraente para mim, simplesmente porque você quer tanto isso. Eu não consigo me controlar. Eu quero agradá-lo. Eu gosto de agradá-lo. Ele reagiu de forma estranha, com uma respiração acentuadamente ofegante. Ele inclinou a cabeça para trás contra o assento, fechando os olhos, com o rosto um pouco cerrado. Ele achou a minha mão e a apertou na sua. — Obrigado, Bianca. Uma risada inesperada me escapou de repente. Ele abriu os olhos, me dando um olhar perplexo. — Desculpe. — eu disse a ele, sorrindo calorosamente. — Você parecia tão aliviado que eu iria furar os meus mamilos e isso pareceu engraçado. Isso é uma coisa tão estranha para ficar aliviado. Ele sorriu para mim, mas não alcançou seus olhos. Era uma espécie de sorriso triste, e eu senti meu próprio desbotar um pouco.
  • 193. — Fiquei aliviado, mas não sobre o piercing. Não me entenda mal, eu estou muito feliz com isso. Mas foi o que você disse que aliviou minha mente. Se você ama de verdade me agradar, você não vai me deixar. Você vai ficar comigo, e viver comigo. Se não for agora, então, eventualmente. Eu posso, pelo menos, ter esperança de convencê-la disso. Eu ruborizei. Eu ainda pensava que a ideia de morar com ele era ridícula, mas eu podia ver que eu já estava amolecida em relação à ideia, e apenas pela razão que isso o agradava. Eu gostava de agradá-lo. Mas mais que isso, eu o amava. Eu me perguntei se eu teria a coragem de dizer isso ele. Não tão cedo. Isso ainda era um choque para mim mesma, acho que sequer tinha consciência plena do que isso significava. Como é que isso aconteceu tão rápido? Mas como não poderia? Com ele sendo tão charmoso, e tão perfeito, com o coração maravilhoso, mas marcado em todos os lugares e de todas as maneiras que eu entendia muito bem, como eu poderia não amá-lo? — O que você achou de Frankie? — Ele perguntou. A mudança de tema me fez corar, mas por um motivo diferente. E por que ele parece tão convencido, ao fazer essa pergunta? Minha boca se apertou involuntariamente. — Você dormiu com ela? Porque você parece gostar dela. — eu disse a ele, tentando puxar minha mão. Ele a segurou a com mais força, ainda com aquele sorriso presunçoso. — Não. Mas ela é uma amiga muito próxima, assim eu gostaria que você se desse bem com ela. Senti meu rosto ficar vermelho. Eu desviei o olhar de seu rosto irritante. — Eu duvido que eu vou gostar. Ela gosta de tocar em você, e falar sobre o seu corpo. — Faria você se sentir melhor se soubesse que ela é uma lésbica Estrela de Ouro, e que ela é dominante? Ela e eu somos tão platônicos, como um macho e uma fêmea podem ser.
  • 194. Corei incrivelmente forte, me sentindo tola e ridícula de repente. Porque ele achava que isso me faria sentir melhor. Eu me sentia ainda pior sabendo disso. Eu fui uma idiota. — O que é lésbica Estrela de Ouro? — Eu perguntei a ele. — Significa que ela nunca esteve com um homem, nunca pensou sobre isso. Ela gostou de você, eu poderia afirmar. Eu provavelmente deveria ficar com ciúmes, com o jeito que ela estava olhando para você. Mas eu não fiquei. Ela é uma excelente amiga. Ela pode ficar com inveja do que temos, mas ela nunca iria cruzar a linha. Ela sabe que você é importante para mim. — Eu não poderia, mesmo se ela quisesse. — eu gaguejei, me sentindo confusa com o rumo que a conversa tinha tomado. Será que ele pensa que eu seria submissa a qualquer dom? Eu não entendo isso, e eu estava com vergonha de perguntar. Eu não estava apenas interessada em James porque ele podia me dominar. Gostaria de saber, pela primeira vez, se ele achava que eu gostava dele apenas por esse aspecto pessoal. Eu queria perguntar a ele, mas as palavras não saíam. Eu nunca senti que ele achava que estava com ele, apenas por esse motivo, e eu tinha assumido que um homem tão perfeito e confiante não poderia se sentir usado dessa forma. Não por alguém como eu. Ele beijou minha mão suavemente quando chegamos à minha casa. — Eu sei. Mas em alguns círculos, um outro dom abordar o seu sub é uma enorme quebra de conduta. Não é algo que você tenha que se preocupar. E não se sinta ameaçada por Frankie. Ia me deixar extremamente feliz, se vocês duas pudessem ser amigas, na verdade. Você estaria disposta a ir jantar com ela algum dia? Nós três, quero dizer. Eu me senti um pouco envergonhada. Eu tinha sido quase abertamente rude com a mulher. — Se ela ainda quiser, eu estaria disposta a fazer isso. Eu me sinto uma idiota. Eu estava com tantos ciúmes dela. Eu tinha certeza que vocês dois tinham sido amantes. Ele apenas sorriu, aquele sorriso presunçoso de novo, quando me levou para fora do carro. — Ela não vai ficar perturbada por isso. Eu vou marcar uma data.
  • 195. Eu tinha apenas 30 minutos para ficar pronta, uma vez que entramos na porta. Corri, arrumando minha mala antes de começar a me vestir. Eu tinha acabado de tirar o meu sutiã, pegando o que eu precisaria para o trabalho, quando James me pressionou por trás. Ele já havia se trocado, usando agora calças azuis escuras, e um camisa polo azul clara que abraçava seu torso esculpido, me distraindo. Ele estava pronto, antes mesmo que eu terminasse de arrumar minha mala. Ele agarrou os meus seios, amassando os círculos flexíveis. Ele moveu os dedos para os meus mamilos, torcendo-os de forma quase cruel. Engoli em seco, arqueando as costas. Abruptamente ele os manteve cativo. Eu o senti procurar algo no bolso, ainda pressionado com força contra mim. Olhei para os meus seios trêmulos, enquanto ele prendia grampos no bico, em cada ponta endurecida. Ele bateu na minha bunda, duro, antes de se afastar. — Ok, vista-se. E nem pense em tira-los. Eu vou deixar você e Stephan no trabalho. Ele já está pronto e te esperando. — Você não vai se atrasar para o seu voo, se nos deixar primeiro? Ele só me deu uma olhada. — Eu vou fazer isso. Mas você precisa parar de discutir e se vestir. Se eu tiver que perder um tempo em espancá-la, então nós dois vamos nos atrasar. Vesti rapidamente minha roupa, fazendo um novo controle da minha mala, para me certificar de que tinha pego tudo. — Lembre-se, você não precisa mais fazer as malas para Nova York. Tem tudo pronto para você lá, e você pode comprar o que quiser, se faltar algo. A propósito, eu estava um pouco distraído, mas seu cabelo está lindo. Eu gostei do corte. Ele traz à tona esses seus olhos devastadores. Eu lhe atirei um olhar. Ele achava que os meus olhos eram devastadores? Eu não perdi a ironia desse comentário, enquanto seu olhar afiado me enfrentava, um turquesa requintado que me conquistava completamente.
  • 196. — Obrigada. E obrigada pelo dia de spa. Foi uma agradável surpresa, para meus amigos e eu. — A qualquer hora. Você pode levá-los quantas vezes você quiser. A equipe sabe que você tem carta branca. Você não precisa me pedir, ou até mesmo avisa-los antes, embora nunca seja uma má ideia, para lhes dar tempo de deixar tudo preparado para você. Tudo o que é meu é seu, meu amor. E eu quero dizer isso, em todos os sentidos que você possa imaginar. Sinta-se livre para testá-lo. Arrumei a minha gravata enquanto falava, sentindo um peso agudo, com os grampos em meus seios. Caminhei até minha penteadeira, apertando o meu relógio sobre as marcas em um pulso. Estudei o outro, querendo saber como cobri-lo. Na verdade não estava sequer desconfortável. Ele só estava bem evidente. Enquanto eu estudava a marca, James a circulou com seus longos dedos, e alcançou a minha caixa prata de joias. Ele tirou uma pequena caixa para fora, que eu não tinha notado antes. Ele a abriu, mostrando uma pulseira de platina, que combinava bastante com o padrão do Rolex no outro pulso. — Você está algemada e com coleira, meu amor. — James disse, enquanto prendia no meu pulso. De fato, os dois com o mesmo padrão pareciam algemas, eu pensei, enquanto ele me levava pela casa, puxando minha mala. — Será que elas irritam seus pulsos? — Não, não. Meus pulsos não estão me incomodando em nada. — Bom. Tenho planos para você. Nós vamos passar algum tempo em nosso playground amanhã, antes de ter nos preparar para a festa. Eu tinha quase esquecido o evento de gala. Ele havia me arrastado tão completamente desde partir do momento em que tínhamos nos encontrado, que eu tinha esquecido de tudo, exceto do meu Sr. Magnífico. Stephan atacou James quase no momento em que entramos no carro. — Bianca pensou que essa coisa de tatuagem e piercings era uma piada. Você não pode obrigá-la a fazer isso, James! — Ele disse, parecendo pronto para uma discussão.
  • 197. James sorriu. Na verdade, era um sorriso bastante carinhoso para Stephan. — Eu não sonharia com isso, Stephan. Bianca, eu iria obrigá-la a fazer algo assim, se você não quisesse? Eu balancei minha cabeça, dando a Stephan um olhar exasperado. Eu estava corando involuntariamente. Eu definitivamente, nããããoooo quero falar sobre essas coisas com Stephan, especialmente na frente de James. — Stephan, ele sabe que eu pensei que era uma piada. Por favor, não fique chateado com isso. James é simplesmente louco, isso é tudo. Stephan deu um suspiro sincero de alívio. Ele estava temendo o confronto, mas tinha, obviamente, sentido uma forte necessidade de dizer alguma coisa. — Ok, ok. Desculpe, mas eu só vi essas tatuagens, e me lembrei do que vocês dois haviam dito no bar. Eu não sabia que você tinha isso em você, James. James sorriu, me abraçando a ele. Ele beijou minha testa docemente. — Eu não tinha, não até que eu conheci a minha perfeita Bianca.
  • 198. CAPÍTULO VINTE E QUATRO O voo foi uma provação agonizante. Cada vez que meus seios doloridos puxavam e esticavam com os grampos, o que acontecia constantemente, eu pensava em James, e isso me deixou ansiando e quente por ele, mas ainda tinha um trabalho a fazer. Era um voo com lotação completa, o único assento vazio ao lado de James, como era seu hábito. Corri para lhe servir, e passei por ele algumas vezes, os meus seios sensibilizados enviando pequenos choques direto ao meu sexo, cada vez que pensava nele. Ele mal olhou para mim, trabalhando em seu laptop. Ele nem sequer olhava para cima, quando eu lhe fazia perguntas diretas, apenas dando respostas curtas, seu olhar entediado na tela de seu laptop. Ele estava o mestre do desinteresse nesta noite. Isso me fez querer gritar, eu estava tão agitada e tensa. Eu queria bater nele, eu estava tão frustrada. O fato dele sequer olhar para mim me deixou louca. Eram quase duas horas de voo, antes que a cabine começasse a ficar quieta e sonolenta. Normalmente, a maioria dos passageiros na primeira classe bebiam muito, então eu estava sempre caminhando pela cabine, servindo quase que constantemente. Stephan voltou a classe econômica para encontrar com Javier, assim que o nosso serviço terminou. Javier estava no voo como passageiro, mas ele não conseguiu nenhum assento na primeira classe. Voando sem pagar, nós só podemos
  • 199. pegar lugares na primeira classe, quando há assento disponível. Ele havia tido sorte em encontrar um lugar, já que o voo estava lotado. Se ele não tivesse conseguido, seria uma pena, já que ele tinha conseguido alguns dias de folga para ficar com Stephan na nossa escala. Meus passageiros foram todos atendidos, a maioria já adormecidos ou quase lá. Alguns rostos alertas podiam ser vistos, mas de repente eu estava muito desesperada para me preocupar, minha reserva profissional sempre me escapando nos momentos mais impertinentes. Eu me sentei na cadeira vazia ao lado de James. Me debrucei sobre o console que separava os dois assentos, agarrando seu pulso, e puxando do teclado do seu laptop. Finalmente, ele olhou para mim. Seu olhar estava divertido, e eu queria gritar. — Sem tocar, Bianca. Isso é uma ordem! Eu soltei seu pulso, como se estivesse pegando fogo, respirando pesadamente enquanto eu olhava para ele. Seus olhos sorridentes estavam perversamente irritantes. Tentei me recompor, tentou relaxar a minha expressão. Eu sabia que não tinha conseguido. — Por favor, Sr. Cavendish, estou desesperada. Por que você está me ignorando? Você colocou essas... coisas sobre mim, e eu não consigo pensar em nada além de você. Me encontre no banheiro. Eu preciso que você me toque. Ele balançou a cabeça, ainda com um olhar divertindo. — Esta noite não, Bianca. Eu apertei minhas mãos com força, quase esmagando com a vontade de tocálo. — Você está me punindo? Ele correu sua língua através dos seus dentes perfeitos. Meu sexo se apertou, e eu senti uma onda de umidade entre minhas pernas. — Não. Apenas lhe ensinando. Às vezes, temos que esperar para ter o que queremos. Tenho sido extremamente negligente nesta parte da sua instrução, mas você precisa aprender.
  • 200. — Eu estou tão molhada, James. E eu acho que se você continuar falando, apenas sua voz já me faria gozar. Por favor. Seus olhos ficaram um pouco duros. — Você não vai me convencer a mudar de ideia, sua trapaceira. Você vai ser punida, se tentar isso de novo. Eu queria muito, muito ser punida, mas eu queria ainda mais agradá-lo. —Eu não posso suportar isso. O que devo fazer, Sr. Cavendish? Eu poderia ir até o banheiro e me dar prazer. Não é o que eu quero, mas eu acho que iria ajudar. Seus olhos se estreitaram, em um olhar quase ferino. — Não. Você não está autorizada a se tocar, também. — Seus olhos se moveram para um ponto atrás do meu assento. — Você precisa sair, Bianca. Esse lugar não é para você. Eu me levantei, afastando dele, me sentindo perplexa e desolada. Notei distraidamente, que Javier tomou o lugar desocupado, me dando um aceno educado. Eu balancei a cabeça para ele, me afastando mais, quando Stephan apareceu perto deles, agradecendo a James por abrir mão de seu assento extra. Isso foi legal da parte dele, eu pensei distraidamente. James começou a conversar amigavelmente com Javier, não me dando outro olhar. Fui até a cozinha, sem saber o que fazer comigo mesma. Tirei o colete, deixando apenas minha camisa branca e gravata. Meus mamilos se destacavam como polegares doloridos em uma camisa tão fina, com os grampos sobre eles. Eu decidi que não me importava. Eu queria que James visse como eles eram visíveis, e que seria impossível me ignorar. Ele me deixou querendo, e isso parecia não tê-lo afetado em nada. Eu iria afetá-lo. Voltei até Javier, perguntando-lhe educadamente, se ele precisava de alguma coisa. Senti o olhar de James em mim, já que eu tinha interrompido sua conversa fiada educada. — Apenas uma garrafa de água, por favor. Obrigado, Bianca. — Javier disse com um sorriso.
  • 201. Eu sorri de volta, sem olhar para James. Eu me virei, voltando até a frente do avião. — Bianca. — James chamou, sua voz muito casual. Eu olhei para ele por cima do meu ombro, minha sobrancelha arqueada. — Coloque o seu colete de volta, amor. Agora. — James me deu um sorriso suave, como se não tivesse me dado uma ordem arbitrária na frente de Javier, e na frente de estranhos. Eu estava irritada quando voltei para a cozinha. Eu não tinha chegado a colocar o meu colete de volta, quando Damien saiu da cabine para usar o banheiro. Ele entrou na minha cozinha, e quando me viu, sorriu calorosamente. Eu o tinha visto brevemente no ônibus da tripulação, mas estava muito agitada com a pressa para conversar. Seu sorriso diminuiu um pouco, quando viu que eu estava visivelmente agitada. — Está tudo bem? — ele perguntou, a preocupação em sua voz. Eu só balancei a cabeça, encontrando seus olhos, enquanto respirava fundo. Eu deveria ter percebido que essa ação iria acentuar meus seios visivelmente, mas não pensei, até que seus olhos desceram até lá, arregalando quando viu o contorno dos meus mamilos duros. Eu não acho que ele podia realmente ver os grampos, mas eu realmente não tinha certeza. Eu imaginei que foi porque acabou de perceber que meus mamilos estavam proeminentes. Mas seja lá o que ele viu, pareceu congelá-lo no lugar. Ele não conseguia desviar o olhar dos meus seios. Ele colocou a mão no meu ombro, lambendo os lábios nervosamente. — Posso te ajudar com alguma coisa? — Ele perguntou em voz baixa. Eu só balancei a cabeça, ainda olhando para ele. Eu não removi sua mão, não pensando nisso. Minha mente não estava funcionando direito. Eu sabia que James não iria me tocar, mas tudo que eu conseguia pensar eram em suas mãos em mim. Mesmo sabendo que era a mão de Damien em mim, eu sentia quase como se fosse
  • 202. James que estivesse me tocando. E, além disso, ele só estava tocando o meu ombro. Mas eu estava em um estado desesperador. — Por favor, retire a mão, Damien. Você não deveria estar pilotando o avião ou algo assim? — James perguntou, entrando na cozinha. Sua voz era fria como gelo. Eu não tinha que olhar para os seus olhos, para saber que estaria igual. Damien puxou sua mão para trás, os olhos arregalados, parecendo que fez coisa muito pior do que apenas tocar meu ombro. Ele anuiu, resmungando, e recuou , indo para o banheiro. Eu senti mais do que vi, James se movendo até mim. Ele arrancou meu colete de onde pendia em um armário aberto, estendendo-o para mim, para que eu escorregasse nele. Eu fiz isso sem uma palavra, sem olhar para ele. — O que foi isso, Bianca? Você o queria? Explique isso para mim. — Sua voz ainda estava muito fria. Eu estava intimada e... envergonhada. — Eu... eu não quero ele. Eu acho que ele foi apenas pego de surpresa. E eu... eu estava distraída, pensando em você. Eu sei que ele estava bem na minha frente, mas eu não conseguia me concentrar nele. James agarrou meu cabelo na nuca, o único lugar que ele me tocou, puxando minha cabeça para trás, para que eu olhasse para cima, diretamente em seus olhos. Eles estavam mais fechados do que eu teria imaginado. Tudo o que ele poderia estar sentindo, eu não poderia adivinhar a partir de seu rosto. — Eu disse que isso não era um castigo, Bianca, mas agora é. — Ele puxou meu cabelo com força suficiente para me fazer suspirar. Sua voz estava estranhamente vazia. — Vai ser melhor ou pior, dependendo da sua resposta. Você estava tentando me fazer ciúmes em deixá-lo tocar você, ou você está atraída por ele? Você quer ele, apenas um pouquinho? Eu refletia sobre isso, querendo lhe dar a resposta mais honesta, temendo a punição, por causa dessa arrasadora depravação. — Eu estava muito envolvida com meus próprios pensamentos, para reagir ao que ele estava fazendo. Eu acho que eu
  • 203. teria reagido, teria me afastado, se ele tivesse tocado mais do que o meu ombro, mas ele não o fez, por isso eu não fiz. Eu só não penso nele assim. Eu estava saboreando suas mãos sobre mim, mesmo esse contato limitado, enquanto eu continuava sem fôlego. — Eu não o sinto como uma ameaça, e eu nunca pensei em ter relações sexuais com ele. Eu não poderia te dizer por quê. Eu posso ver que ele é bem bonito, e eu o valorizo como um amigo. Ele é engraçado, charmoso e agradável, mas eu só tenho sentimentos platônicos. Talvez seja algo parecido com o que você sente com Frankie. Pelo que sei, ele é outro submisso como eu. Deve ser por isso que eu só posso vê-lo como um amigo. Ele me estudou por um longo tempo, com os olhos ainda estremecidos, mas se eu pudesse adivinhar, eu diria que ele estava se sentindo mais magoado, que preocupado. — Eu gosto da sua resposta. — ele finalmente disse. — Eu não posso dizer se eu acredito nisso, porque eu quero tão desesperadamente acreditar, ou porque é a verdade. Você ainda vai ser punida, mas não vou mais fazer o que eu estava planejando, quando eu vi a mão dele em você. Não deixe que isso aconteça novamente. — Com isso, ele se afastou. O resto do voo foi longo e James não me lançou mais nenhum olhar. Quando ele me privava, ele me privava de tudo, até mesmo dos seus belos olhos, e aquela intensa apreciação, que cresci em adorar e depender de forma tão impotente. Eu não tinha percebido o quanto eu desejava o seu olhar, como aquela atitude me fazia sentir menos vazia, menos fria. Ele era o sol, e quando se afastava, eu me sentia mais fria e vazia, e pior, ainda dolorida e querendo. Eu não tinha percebido isso antes. É por isso que eu estava me dando esta lição? Por saber a extensão de seu efeito sobre mim, e me mostrar o quanto eu necessitava dele? Ele precisou fazer isso para me mostrar? A distancia de sua afeição física me afetou em primeiro lugar, mas eu pensei que a distancia emocional dele, foi de longe a mais devastadora. E eu não teria percebido, eu não teria percebido quão generosamente ele sempre atendia a minhas
  • 204. necessidades emocionais, até que eu tive o meu corpo incendiado, e ele se afastou de mim completamente. Era uma revelação. Ele era um homem generoso. Eu nunca duvidei. Mas eu nunca lhe dei o crédito devido em ser tão generoso com suas emoções e sentimentos. Eram coisas que eu nunca iria perceber que eu precisava tão desesperadamente, até que ele tinha me cumulado com elas, e então repentinamente me tirado. Quanto tempo ele me deixaria sentir essa perda? Quando tempo ele iria me deixar no Purgatório? Até esse momento, tinham sido apenas horas que estava me deixando querendo, mas eu não sabia se poderia aguentar muito mais disso Eu queria relaxar sob o sol novamente.
  • 205. CAPÍTULO VINTE E CINCO — Nós estamos indo diretamente para a minha casa. — James me avisou, enquanto caminhávamos com a minha equipe pelo aeroporto. Ele não estava me tocando, mas pegou minha bolsa. Ele mal olhou para mim, apesar de seu tom de voz e postura parecer relaxada. Eu tinha ido além do ponto de só querer que ele me fizesse gozar, para aliviar a dor que viajou de meus mamilos torturados diretamente para o meu sexo. Agora eu queria seu carinho, sua atenção. Eu queria que ele me segurasse. Isso me deixou quase com raiva, que ele me deixava tão carente, com tão pouco esforço de sua parte. Mas até mesmo a raiva não alterou o desejo. Levei um momento para processar suas palavras. Fomos arrastando atrás de minha equipe. Melissa me lançando olhares afiados, enquanto caminhávamos. Eu a ignorei. Geralmente, parecia ser a melhor maneira de lidar com ela. — Eu poderia entrar em apuros por isso. — eu disse a ele, minha voz baixa. — Nós temos que ficar juntos com a equipe até chegar no hotel e fazer o check-in. — Eu falei com Stephan. Ele olhou no manual. A regra exata é: "a critério da sua liderança". Stephan é a sua liderança. E ele já lançou os polegares para cima. Você vem comigo. Eu não discuti, não respondi. Eu queria ir para a sua casa. Eu não sabia o que ele tinha planejado, mas eu tinha certeza de que quanto mais cedo chegássemos lá, mais cedo essa tortura acabaria. Eu disse adeus para a maioria da tripulação no meio-fio, só a Stephan dando um abraço e um beijo.
  • 206. — Me chame se você precisar de alguma coisa, Botão de Ouro. — disse ele em meu ouvido, então me deixou ir. Eu me afastei, caminhando rapidamente ao encontro de James, quase tocando os seus quadris, quando entramos em seu carro, com a tela de privacidade do motorista. Falei em seu ouvido, uma vez que a tela de privacidade estava abaixada, e eu não reconheci o motorista. — Isso é mais do que atrasar o prazer. Você está me privando de cada parte sua. Você mal olha para mim. — Não no carro. — disse ele, olhando para fora da janela e me dispensando. Eu me senti ferida. — Qual é a punição se eu tocar em você? — Eu perguntei a ele, depois de alguns minutos de silêncio total. Eu já tinha passado do ponto de só querer agradálo. Se fosse um castigo, eu poderia suportar, eu estava disposta até a arriscar o seu desagrado. Ele me levou a esse ponto. — Muito simples. Se você me tocar, eu não vou tocar você. — disse ele, em tom desinteressado. Foi como um tapa na cara. Desviei meu rosto, as lágrimas ardendo em meus olhos. Parecia uma rejeição, algo que eu nunca tinha experimentado de James, nem mesmo uma pitada. Foi uma longa e silenciosa viagem até Manhattan. Os grampos em meus mamilos eram uma dor constante. Eu tinha recorrido a tentar me manter perfeitamente imóvel, já que cada movimento, agitava ainda mais aquela tortura sensual. Eu queria dizer coisas ruins para ele, coisas dolorosas que poderiam incitá-lo a me tocar, mas me segurei. Eu não queria causar algo que deixasse ele ainda mais distante de mim. Eu sabia que quanto mais eu cooperasse, mais cedo eu iria receber meu James de volta.
  • 207. Finalmente, o motorista desconhecido nos deixou na garagem subterrânea, que eu tinha visto apenas uma vez, na minha primeira visita a cobertura de James, em Manhattan. Ele pegou a minha mala do porta-malas, inclinando a cabeça para nós. — Senhor, Srta. Karlsson. Eu vou estar aqui às 21hs, para buscá-los para o evento de caridade. James apenas balançou a cabeça, dispensando o homem. Ele puxou a minha mala até o elevador, ainda mal reconhecendo minha presença. Eu abaixei meu queixo, minha postura rígida, ainda com meus sapatos de trabalho. Meu olhar parecia colado aos seus sapatos azul marinho. Eles eram sexy. Pensei que até mesmo seus pés, tinham uma elegância nata. O elevador chegou, a porta abrindo silenciosamente. James entrou. Eu hesitei, ainda apenas observando seus pés, querendo algum sinal de que ele ainda lembrava da minha presença. Ele suspirou, o som mais suave, e estendeu a mão para mim. Eu assisti, fascinada, quando sua mão foi até a gola da minha camisa de trabalho. Ele usou um dedo para agarrar o aro na minha garganta. Ele conseguiu não tocar nem mesmo um centímetro da minha pele, me puxando para a frente apenas por aquele círculo cravejado de diamantes. Ele me levou para dentro do elevador, mantendo o dedo torto em minha coleira, enquanto ele deslizou em seu cartão, apertou o botão, e começamos a subir. — Minha perfeita pequena submissa. — ele murmurou, e isso foi tudo. Eu parei de respirar, apenas com essa mínima atenção cansada que recebi. Ele me levou pela sua casa opulenta, com aquele dedo no meu colarinho. Eu estava tão perdida no labirinto dos ambientes, como eu fiquei na primeira vez, até ele me levar para a cozinha. Ele só soltou a coleira, quando encontramos uma mulher desconhecida preparando comida ao lado do fogão gigante. Ela era gorda e de meia idade, com cabelos castanhos claros e olhos castanhos suaves, que eu notei no momento em que se virou para nos cumprimentar.
  • 208. Ela sorriu. Era um bom sorriso, quente e doce. — Sr. Cavendish, Srta. Karlsson, bom dia. Como foi o seu voo? — Muito bom, muito obrigado. Bianca, esta é Marion. Ela é a nossa nova governanta e cozinheira. Pisquei os olhos algumas vezes, me perguntando se eu estava vendo coisas, enquanto ela se balançava um pouco em reverência. — Estou ansiosa em trabalhar para você, Srta. Karlsson. É bom finalmente conhecê-la. Por favor, me avise imediatamente, se você precisar de alguma coisa. Absolutamente qualquer coisa. Eu processei as suas palavras, a maneira como elas implicitamente diziam que de alguma forma trabalharia para mim. Era um desenrolar desconcertante, mas não fiz nenhum comentário. — Eu estou fazendo omelete de vegetais com queijo feta, como você pediu, Sr. Cavendish. Existe algo mais que eu possa fazer por vocês? — Estaremos na sala de jantar, Marion. Apenas sirva as omeletes quando estiverem prontas. Isso é tudo. James abriu a porta para mim, e eu entrei na grande sala de jantar. Ele puxou uma cadeira para mim e eu me sentei. Ele pegou a cadeira ao meu lado na cabeceira da mesa. Ele tamborilou seus dedos elegantes no topo da mesa pesada. Eu olhei aquelas mãos, enquanto eu falava. — O que aconteceu com a outra governanta? —Eu tive que demiti-la. Ela provou ser... pouco profissional. Ela parecia pensar que, por ter trabalhado para mim durante oito anos, poderia interferir na minha vida pessoal. Eu achei algumas de suas ações e palavras inaceitáveis. Eu refleti sobre isso por um algum tempo, ainda observando suas mãos. Mesmo aquelas mãos eram um colírio para meus olhos. — Ela parecia uma mulher desagradável, embora ela e Jules parecessem amigas. — eu disse distraidamente. — Ela foi muito agradável com Jules.
  • 209. Eu vi suas mãos se apertarem forte, enquanto eu falava. — Sim. E esse foi um dos problemas. Ela a deixou entrar em minha casa contra a minha vontade, e então ela cometeu o erro fatal de insultar você, amor. Eu a despedi naquela noite. Eu respirei profundamente, saboreando aquele pequeno carinho. Eu estava carente de seu carinho. Marion nos serviu rapidamente, se retirando com um sorriso. Nós comemos as deliciosas omeletes em silêncio. James terminou antes de mim. Eu podia senti-lo me olhando, enquanto eu tomava um copo de água. Ele se levantou no instante em que eu engoli minha última mordida. Ele me levou pela coleira, através dos andares da sua cobertura, indo até seu quarto, sem mais atrasos. Eu estava mais do que feliz em ir. Eu estava vivendo em um mundo de antecipação torturada, desde que ele tinha colocado os grampos nos meus mamilos, apenas esperando que ele ficasse sozinho comigo assim. Ele me levou até o armário do seu quarto colossal. — Tire a roupa! — Ele ordenou, tirando sua camisa, de costas para mim. Obedeci sem dizer uma palavra, tirando tudo, até minhas joias. Ele pegou o relógio e a pulseira, guardando em uma pequena bandeja sobre a enorme cômoda em seu armário. Meus olhos desceram até seus pés, assim que eu tirei minhas roupas. Ele estava descalço agora, usando apenas a calça. Eu pensei que até mesmo os seus pés bronzeados eram sexy. Ele enfiou uma corrente de prata através do aro no meu colarinho. Depois prendeu a cada um dos meus grampos nos mamilos, os erguendo. Eu estremeci, esfregando minhas coxas inquieta. Ele prendeu novamente, aquele pequeno pedaço de pano preto, sobre meus quadris. Eu tinha me feito usar apenas uma vez antes, em seu playground. Ele não cobria nada, mas apenas a visão dele me excitou. Ela deixou meu corpo pecaminoso, com apenas esse toque de preto. Mordi o lábio, arqueando as costas um pouco.
  • 210. Dizer que eu estava excitada era um grande eufemismo. Eu estava muito além desse ponto. Eu levantei meu olhar apenas o suficiente para ver sua ereção dura pressionando a frente da sua calça azul. Eu gemi com essa visão. — Não tente me seduzir, Bianca. Você vai ser punida por isso. É isso o que você estava tentando fazer? Eu balancei minha cabeça, minha mente morrendo de desejo por ele. Ele me levou pela minha coleira até o elevador, que nos levava diretamente ao seu quarto e seu playground particular. Eu choraminguei com a pressão cruel, que puxava meus mamilos. Ele bateu duro na minha bunda, enquanto descíamos até o 4º pavimento. Ele puxou um pedaço de pano preto do bolso, caminhando atrás de mim no elevador. Era uma venda nos olhos, percebi, enquanto ele cobria meus olhos, amarrando-a firmemente na parte de trás. O material era sedoso e luxuosamente suave. O elevador parou, e ele me puxou para frente pela coleira. Nossos passos pareciam alto no corredor, mas o piso acolchoado, depois que entramos no playground, fez um som abafado mais suave. Ele me levou apenas alguns passos na sala, antes de parar. — Fique de joelhos! — Ele ordenou. Eu obedeci, levantando meu queixo. Eu o ouvi se afastar. Ouvi ele abrir as gavetas do outro lado da sala. Algum tipo de máquina zumbia suavemente, imediatamente seguido por som de correntes tilintando, e eu não tinha ideia do que iria fazer tanto barulho. Eu me sentei sobre meus calcanhares, minhas mãos sobre minhas coxas. Comecei a esfregá-las lentamente sobre a minha própria pele, enquanto o esperava, antecipação e medo era um sentimento palpável atravessando o meu corpo. Enquanto esfregava as minhas mãos, eu encostei meus braços, movendo-os contra os meus seios, empurrando os globos redondos próximos, e esfregando um no
  • 211. outro, desejando qualquer contato, mesmo que fosse apenas o contato da minha própria pele. — Pare com isso! — James falou de outro lado da sala. — Se você quer dar prazer a si mesma, então será apenas isso que vai ter. Tudo o que vai ter é um vibrador para aliviar a sua dor, se você continuar com isso. Qual você prefere? Meu pau, ou um vibrador? Engoli em seco, e parei de me mover, mas depois de ouvir as suas palavras, tudo que eu queria era me mover. — Seu pau. Oh Deus, eu quero seu pau, James. — Aqui é Sr. Cavendish, ou Mestre, Bianca. — Sim, Sr. Cavendish. Houve um barulho, como cadeias sendo arrastadas juntas, e então ele estava me puxando pela coleira para me levantar. Eu engasguei com o puxão brusco nos meus mamilos. Eles pareciam estar ficando cada vez mais sensíveis, e não menos, os grampos cada vez me deixando mais excitada. Ele me puxou pelo chão almofadado. Me puxou uns bons vinte metros, antes de parar abruptamente. Por fim, ele tocou minha pele, puxando meus pulsos na minha frente. A ação esfregou meus seios juntos, e minhas costas arquearam. Ele colocou algo macio em torno de meus pulsos, fechando com um tilintar de metal alto no primeiro pulso, e depois no outro. Algemas acolchoadas, pensei. Ele caminhou mais perto, quando teve que alcançar algo por cima de mim, puxando para baixo uma corrente de metal, que fez um som alto, cada vez que ele puxava ela mais para baixo. Ele arrastou a corrente ao longo da minha bochecha, meu colar, contra a lateral de um dos seios, e, finalmente, nas minhas mãos unidas. Ele fechou ruidosamente nas algemas, se afastando. Eu ouvi o barulhos dos clicks soando de novo, quando as algemas foram levantadas acima da minha cabeça, dolorosamente lento. Meus braços foram puxados para o alto, até que eu estava esticada na ponta dos meus pés.
  • 212. — Segure na corrente. — James mandou. Eu tentei, mas, obviamente, fiz tudo errado, porque ele teve que ajustar as minhas mãos, até que eu tinha um aperto firme com as duas mãos na corrente, o que me levantou. Ele se afastou subitamente do pequeno trabalho nas correntes, arqueando minha cabeça para trás. Isso puxou com tudo a corrente presa entre meus mamilos. Eu gemi alto. — Eu quero que você fique em silêncio. — James me disse, sua voz rouca. — Não faça nenhum ruído. Não me implore para parar. Fique o mais tranquila possível, a menos que você precise usar a palavra segura.
  • 213. CAPÍTULO VINTE E SEIS Eu dei um aceno, já que eu não podia falar. Eu senti ele se afastar. Ele ficou afastado por longos minutos, e eu me sentia desolada. Eu não podia me mover ou falar, porque ele me ordenou que não fizesse isso, então somente minha mente estava ativa. Era a parte mais torturante de tudo, imaginar o que ele faria comigo, o que ele estava planejando, e tudo que eu podia fazer era esperar. Uma música suave começou a tocar, as notas de uma canção sombria vagando pela sala. Era uma música sinistra. Eu nem sequer o senti se mover, mas de repente senti algo macio pincelar as minhas costas. Uma pena, eu notei, enquanto ele arrastava para baixo, até a minha espinha. Ele retirou, e substituiu imediatamente por outra coisa, algo mais áspero, com fios finos que incendiavam a minha pele, onde antes a pena havia acariciado. A pena voltou depois, me acariciando ao longo da minha bunda e as minhas coxas. Eu tremia, quando ele suavemente acariciou a parte de trás do meu joelho, indo até o meu pé. Ele mudou a pena para minha outra perna. Ele cobriu cada centímetro da parte de trás do meu corpo, antes que puxasse de volta. O objeto mais áspero começou a se mover em minha pele, refletindo a trilha exata da pena. Onde a pena me fez tremer inteira, a trilha áspera me fez contorcer, lutando para não fazer barulho. O objeto áspero saiu, e a pena estava de volta, escovando logo abaixo meus ombros. Ele permaneceu lá, lentamente, sussurrando, oh...sobre minha pele tão cuidadosamente. A pena se afastou e no instante em que deixou minha pele, um acoite áspero me atingiu, violentamente
  • 214. Mordi o lábio com tanta força que eu senti o gosto de sangue, minhas costas arqueando, minha coluna se curvando. Ele bateu de novo e de novo, só atingindo os pontos sensíveis que a pena havia passado, dando atenção especial apenas a esses lugares. Meu coração estava tentando fugir para fora do meu peito, e as lágrimas corriam pelo meu rosto em silêncio, mas livremente, antes dele parar. Senti ele deslizá-la na minha cintura, e depois deixar cair no chão, a pena de volta, acariciando levemente minha bunda. Eu me perguntei se ele estava cronometrando o contato da pena com o tempo da flagelação. Soava assim para mim, e era um tortura, porque ele permaneceu mais tempo na minha traseira com aquela pena suave implacável. Dos dois toques, eu pensava que a pena era a mais cruel. A pena foi imediatamente substituída pela picada afiada dos açoites. Ele continuou e continuou, batendo de novo e de novo, e eu comecei a me mover com as correntes, girando meus quadris, a dor tomando minha mente até um lugar um pouco confuso, e eu pensei que gozaria apenas se ele tocasse o meu sexo. Ouvi sua respiração irregular, quando substituiu o chicote pela pena em minhas coxas. Quando a pena tocou minha coxa, um sopro escasso atingindo meu sexo, eu quase gozei. Eu não sabia se eu poderia me controlar, quando o chicote substituísse aquela pequena pena cruel. Eu me perguntava, muito brevemente, se eu seria punida por isso. Minha respiração estava tão irregular, que eu me preocupei se seria punida pelo barulho, quando o chicote substituiu a pena, batendo em minhas coxas sensíveis implacavelmente. Minhas costas se curvaram, os meus pés me empurrando para cima, quando os chicotes acertaram esse ponto na minha virilha, e eu gozei, girando em minha corrente e mordendo meu lábio sangrando. Pelo menos eu tinha mantido em silêncio, se você não contasse minhas respirações altas e ofegantes.
  • 215. — Porra! — James ofegou, e isso foi tudo. Ele substituiu o pequeno chicote pela pena em minhas panturrilhas. Este foi um toque mais curto, uma flagelação mais curta. Ele pareceu terminar, se afastando. Eu o sentia me estudar por impossivelmente longos minutos. Minha libertação tinha sido involuntária, e feito muito pouco para aliviar a dor. Meu pulso ainda batia forte, no tempo que o sangue pulsava em minhas veias e cada centímetro do meu corpo, queria ele dentro de mim, contra mim, me tocando. Meus quadris fez pequenos golpes circulares, enquanto ele me olhava. Finalmente, eu senti ele andar até a minha frente. Ele estudou a minha frente, por quase tanto tempo, quanto ele tinha feito nas minhas costas. De repente, ele soltou meus seios, desde os grampos pequenos até os maiores. Respirei fundo, contando até dez, tentando manter os ruídos na minha garganta. Ele começou a mover a pena ao longo da minha frente, começando com a minha bochecha. Ele circulou meus lábios com a pena. Ele parou abruptamente, indo embora. Eu queria gritar com a sua ausência abrupta, mas ele voltou quase que instantaneamente, colocando algum tipo de cinta contra a minha boca. — Morda isso, se você precisar! — Ele ordenou. — Não morda mais seu lábio. Você vai precisar de pontos, se você continuar com isso. — Eu mordi a cinta. Foi um alívio imediato, ter algo firme para morder. Ele começou a passar a pena em mim mais uma vez, cobrindo a frente do meu corpo com aquelas carícias suaves. Ele refletia o movimento do pequeno chicote. O padrão já era familiar, mas eu ainda agonizava sobre o que ele faria em seguida. A pena saiu, e eu já sabia o que esperar, quando os chicotes voltaram mais uma vez, cada toque me dizendo sadicamente onde e por quanto tempo eu iria chamar a atenção daqueles pequenos golpes. Ele suavemente acariciou minhas coxas em primeiro lugar, usando o seu pé para abrir mais as minhas pernas, serpenteando agora aquela pena, perigosamente
  • 216. perto do meu núcleo molhado. Senti a pena arrastar um pouco através da umidade lá, e ouvi James chupar em um suspiro. Mas ainda não houve qualquer pausa, quando ele afastou a pena e bateu com o chicote, quase o mesmo movimento, como se fossem dois lados de um mesmo objeto. Gostaria de uma vez saber o que eles eram. Ele bateu nas minhas coxas novamente, parando abruptamente, mas eu sabia que, se estava contando corretamente, teria a mesma programação com a pena. Minha cabeça caiu para trás, e eu puxava respirações duras, quando o leve toque fez contato com os meus seios. Ele acariciou os globos carnudos por longos momentos, felizmente só provocando brevemente os meus mamilos torturados. Quando ele começou a me bater lá, eu estremeci, meu corpo à beira da libertação, quando ele parou. Ele olhou para mim por um longo tempo, até que eu ouvi sua calça abrir. Eu queria chorar de alívio, apenas com o som. Ele andou até as minhas costas. — Eu acho que isso é o suficiente para uma lição e uma punição. — ele disse, sua voz áspera e afetada. Exatamente como eu queria. Seu peito suave moveu contra minhas costas, enquanto ele se inclinava contra mim por trás. — Segure as correntes com mais força. — ele me disse, com as mãos duras e firmes sobre os meus quadris. Eu obedeci ansiosamente. — Arqueie suas costas. Mais. Eu senti a ponta do seu pênis na minha entrada. Eu estava mais do que preparada, mas por longos momentos eu apenas o sentia balançando contra mim. Ele entrou, mas não como eu queria, não com um golpe duro, como eu estava desejando. Ele trabalhou seu grande comprimento dentro de mim, centímetro por centímetro de espessura, trabalhando na minha entrada apertada molhada dolorosamente lento. Eu queria chorar. Eu queria implorar.
  • 217. Sua boca se moveu para o meu ouvido. — Agora você pode me implorar. — Ele sussurrou, como se estivesse lendo minha mente. Eu fiz isso, eu implorei, chorando enquanto fazia, a cinta caiu da minha boca, a sua permissão agindo como uma comporta. Eu implorei com sentimento. Ele saiu de mim lentamente, quando eu terminei. Sua boca se moveu para o local entre o pescoço e o ombro, direto sobre o tendão, que era o ponto sensível perfeito, e ele mordeu violentamente, no mesmo momento em que mergulhou em mim, batendo mais duro, o impulso mais rápido. Foi maravilhoso, era um ângulo brutal, meus quadris sendo mantido imóveis pelas suas mãos. Eu não tinha nenhuma forma de me mover com ele ou para longe dele, até mesmo levantar um pouco do chão os meus dedos dos pés. Ele se afundou em mim, chegando até o fim, com um toque violento dos seus quadris. Ele estava fazendo aquele perfeito ruído baixo em sua garganta, profundo, mas quase impotente, como se não pudesse acreditar no que estava acontecendo a cada vez que ele se chocava no fundo de mim. A terceira vez que ele fez esse barulho, eu gozei, gritando. Ele não parou, ainda batendo, serpenteando suas mãos ao lado do meu quadril e até sobre o meu peito torturado. Doeu, minha pele ferida, mas a dor parecia abalar diretamente do meu peito para dentro meu sexo, onde seu pau duro ainda trabalhava furiosamente. O segundo lançamento chegou assim, uma mistura de prazer e dor, me sacudindo pelas partes do meu corpo, que ele tocava como um instrumento. Eu estava perfeitamente afinada, mas apenas ao seu toque especialista. Seus impulsos trêmulos por um momento, a mão no meu quadril deslizando para frente, e seu dedo começou a circular meu clitóris. Ele retomou o seu ritmo, o braço agora ancorado da minha cintura até minha pelve, e sua outra mão ainda no meu peito. Sua dureza me abalava, com aquele ritmo furioso.
  • 218. Ele bateu, bateu, bateu, sua respiração áspera e irregular o suficiente para que eu pudesse ouvi-lo sobre o meu próprio gemido incontrolável. — Venha! — Ele ordenou bruscamente. Estremeci, quando as ondas de prazer me levaram pela terceira vez. Ele se permitiu vir comigo nesse momento, e eu senti ele tremendo e derramando dentro de mim, fazendo aqueles sons que eu amava profundamente em sua garganta. Seus braços fortes envolveram a minha cintura, o rosto tocando o topo da minha cabeça. Era o amante carinhoso de volta? Eu queria isso, como jamais quis. Eu precisava de alguma garantia que essa frieza que tinha me surpreendido não era permanente. Apenas uma noite sem ele, e eu me sentia emocionalmente carente. Mas ele me soltou rapidamente, se afastando de mim, e eu ouvi as correntes soando, enquanto os meus braços tinham um pouco de folga. Ele me colocou mais equilibrada sobre os meus pés, mas meus joelhos cederam quase que instantaneamente. Mas as algemas me seguraram imediatamente, uma vez que ele só me baixou alguns centímetros. — Mantenha seu equilíbrio. Coloque algum peso sobre seus pés! — James ordenou, diminuindo a corrente mais alguns centímetros. Eu coloquei mais peso sobre meus pés, conseguindo lentamente manter meu equilíbrio, mudando de um pé para outro, até que eu senti que poderia ficar sem o auxílio. Levou algum tempo. Ele desenrolou as correntes acima de mim, até que eu estava equilibrando todo o meu peso. Ele destravou as minhas mãos algemadas. Eu não tive que segurar meu peso mais que uma fração de segundos, antes que ele me tirasse do chão, me carregando como uma criança, me levando através da sala. Eu esfreguei minha bochecha ao longo de sua pele suada nua. Eu me sentia divina. Ele cheirava divinamente.
  • 219. Ele me deitou sobre uma superfície firme macia. Parecia ser uma mesa de exames, em um consultório médico. Eu não tinha visto nada como isso, na última vez que estive em seu playground, mas eu só tinha estado lá uma vez antes, e eu tinha ficado mais do que um pouco distraída naquele momento. Ele levou minhas mãos juntas até acima da minha cabeça, prendendo-as lá. Eu testei a restrição. Eu não tinha sequer um centímetro de folga. Ele amarrou meus pés no fundo da mesa, abrindo apenas um pouco. Ele usou algum tipo de tiras macias, em cada um dos meus tornozelos, embora eu não pudesse dizer o que eram. Eu ainda estava com os olhos vendados, e não era nada que ele já tinha usado em mim antes. Eu testei essas restrições também. Não havia como fazer qualquer movimento. Ele definitivamente não poderia me foder nesta posição. Minhas pernas não separaram o suficiente, e eu estava presa. Eu me contorci um pouco com isso, de repente, com medo de quais eram seus planos. Ele bateu na frente da minha coxa, duro. — Não se mova! — Ele ordenou, sua voz dominante, sem nenhum indício de afeto. Meu amante amoroso ainda estava ausente. Eu não achei que houvesse qualquer coisa que eu não suportaria, se eu tivesse ele de volta.
  • 220. CAPÍTULO VINTE E SETE Um pequeno grito escapou dos meus lábios, quando eu senti um metal frio apertando um dos meus mamilos com firmeza. Senti James soltar minha venda, e de repente eu podia vê-lo novamente. Ele tinha o que pareciam ser pequenas pinças de metal lisas segurando meu mamilo cativo. Ao final, havia um pequeno aro que se encaixou perfeitamente em torno de meu mamilo endurecido. Ele enfiou a mão dentro de uma gaveta da mesa com a mão livre, tirando uma caneta. Ele inclinou-se perto do meu peito, enquanto cuidadosamente marcava meu mamilo em ambos os lados. Suas mãos estavam cobertas com luvas de látex, que eu não tinha ouvido ele colocar, mas ele deve ter feito isso em algum momento, desde que me ligou à mesa. Seus olhos estavam atentos, estudando as marcas que ele tinha feito. Finalmente, ele afastou a caneta longe, puxando uma agulha grossa, com uma ponta afiada. Eu podia ver que ela tinha um buraco no meio, mas eu ainda estava surpresa com o quão grande ela era, e sua intimidante espessura. Ele sorriu um pouco quando viu meus olhos arregalados, enquanto eu estudava a agulha. — Você está pronta para ser perfurada? — Ele perguntou, sua voz perversa. Eu o estudei. Ele ainda usava calça, embora o botão de cima estivesse aberto. Ele estava sem camisa, e eu podia ver o meu nome em vermelho sobre seu coração. De alguma forma, eu tinha quase esquecido sobre suas novas tatuagens. As letras vermelhas eram surpreendentes e encantadoras contra toda a sua pele dourada. Ele tinha o cabelo amarrado para trás, era a primeira vez que eu tinha visto ele fazer isso, para que pudesse trabalhar com o piercing, sem os cabelos em seus
  • 221. olhos. Algumas pessoas ficavam mais bonitas com o cabelo emoldurando o rosto, mas isso não fazia diferença em James. Ele era extraordinário, mesmo sem seu cabelo cor de mel caindo artisticamente em seu rosto. Seu rosto era perfeito demais, para que qualquer coisa pudesse afetar a sua aparência. — Você é tão lindo. — Eu disse a ele. Eu não consegui me segurar. Ele me lançou um olhar muito quente. Ele amava a minha admiração, eu poderia afirmar. Mesmo neste clima frio, ele não era imune. — Você acha que essa bajulação vai me distrair? Eu pisquei para ele. Não foi bajulação. Era um fato. —Você é magnífico. Ele não respondeu, apenas puxando meu mamilo duro com as pinças, cravando a agulha grossa na minha pele. Prendi a respiração, esperando que ele conduzisse isso, eu não conseguia desviar o olhar. Ele me surpreendeu quando se afastou, abrindo a gaveta debaixo de mim e jogando a agulha e a pinça dentro. Pelo olhar em seu rosto, ele também se surpreendeu. Ele tirou as luvas de látex, jogando-as de lado. Seus olhos estavam em meus seios, quando ele se inclinou na minha direção, para chupar os mamilos proeminentes. Ele fez isso com foco completo, com se sua vida dependesse disso. Eu me contorcia sob seus cuidados, embora os meus movimentos estivessem extremamente limitados. Minha cabeça estava inclinada para frente, tanto quanto poderia, para assisti-lo. Seus olhos estavam fechados enquanto ele sugava. Suas mãos segurando meus seios dos lados, mantendo-os juntos. Ele se mudou para o meu outro seio, abrindo os olhos para olhar para mim, me observando enquanto deliberadamente lambia a carne e depois chupava com tanta força, que um arrepio passou pelo meu corpo, causando a sensação de um choque de prazer, que atingiu diretamente o meu núcleo. Ele não levantou a cabeça quando falou, sua respiração perfurando minha pele, os olhos firme, e suas pálpebras pesadas na minha. — Eu vou beber o seu leite
  • 222. assim, quando você amamentar os nossos filhos. — Ele se abaixou e começou a chupar novamente, sugando forte, como se os grandes globos já estivessem cheios de leite. Suas palavras fizeram meu sexo apertar. Eu disse a mim mesma para repreendê-lo por dizer algo tão absurdo. Dar a entender que teríamos filhos, era ultrapassar uma linha, e dizer que ele iria mamar nos meus seios como um bebê, bem, isso era apenas errado, mas meu corpo não se importava. Ele ficava excitado com qualquer coisa bizarra que saísse de sua boca. Ele se endireitou. Meus quadris estavam fazendo pequenos movimentos de torção, mesmo quando ele se afastou. Ele os observava, com os olhos quase preguiçosos, as pálpebras ainda pesadas. — Eu não posso te perfurar ainda. Eu não vou ser capaz de sugar seus mamilos, ou até mesmo brincar com eles, enquanto os piercings estiverem cicatrizando. Isso vai levar meses. Eu simplesmente não posso suportar fazê-lo ainda. Talvez em uma semana ou duas. Ele soltou meus tornozelos enquanto falava, e então, rapidamente meus braços, me liberando das minhas algemas. Ele sempre me surpreendia com a rapidez com que ele desamarrava minhas restrições, como se tivesse sido treinado para fazê-lo. Pelo que eu podia saber, ele tinha. Ele me segurou contra ele. — Coloque seus braços em volta do meu pescoço, amor. — ele murmurou, saindo do quarto. Até a sua voz tinha mudado. Ela tinha suavizado nesse momento. O amante carinhoso estava de volta. Meu James estava de volta. — Eu senti sua falta. — eu murmurei contra seu peito suado. Ele olhou para mim, e eu podia ver uma verdadeira surpresa em seus olhos quando ele se aproximava do elevador. — Eu não posso fugir dos meus deveres com você, como seu dom. Eu sei o que você precisa, Bianca. E eu preciso que você saiba que ninguém mais pode dar a você, o que eu posso. — Ele apertou o botão, e começamos a subir enquanto ele falava.
  • 223. Eu queria responder, mas ele agarrou meu cabelo e se inclinou para me beijar. Era um tipo de beijo desesperado. Ele comeu a minha boca, como se estivesse morrendo de fome, de mim, como se a distância que ele tinha colocado entre nós dois, tinha afetado ele também. Ele lambeu minha boca, sugando meu lábio inferior ferido. Doeu, mas eu não me importava com a dor, eu o beijei de volta com toda a ânsia reprimida que havia construído em mim ao longo da noite fria. Havia tanta coisa que eu queria dizer a ele, sobre meus sentimentos, sobre tudo, e eu tentei colocá-lo no beijo. Eu era muito melhor em comunicar meus sentimentos a ele dessa maneira. O elevador parou e ele saiu, ainda me beijando, enquanto caminhava até sua bela cama. Ele me deitou sobre ela, se afastando para tirar suas calças com impaciência. Demorou um breve momento, e ele estava de volta, me arrumando no meio da cama. Ele abriu minhas pernas bem abertas, movendo os quadris entre elas, abaixando o seu peito no meu. Ele se apoiou levemente sobre os cotovelos, se movendo quase até as minhas axilas, para que ele pudesse pegar meu rosto em concha, e então olhou para mim. Seus olhos eram tão ternos e macios, que uma lágrima embaraçosa deslizou pelo meu rosto. Seu polegar pegou, e ele pressionou sua excitação grossa contra meu sexo, pressionando suas primeiras polegadas dentro de mim. Ele entrou em mim muito lentamente no início, mas eu estava escorregadia pela excitação, e os fluidos de nós dois, do nosso último combate. — Eu senti saudade de você. — eu disse a ele novamente, e ele gemeu, se movendo em mim com mais força, mas com os traços mais suaves. — Estou feliz. — ele me disse com um sorriso suave. — Estou aliviado que você queira mais de mim, do que apenas o lado dominante. Eu queria tanto soltar tudo, apenas lhe dizer o quanto eu o amava, mas as palavras não saiam, com o nó que tinha na minha garganta. Eu o beijei em vez disso, segurando minhas mãos em seu cabelo sedoso e puxando-o para mim.
  • 224. Ele parecia satisfeito com isso, me beijando de volta com um gemido. Seus impulsos aumentaram em um constante bater, que ele me ensinou a amar, e eu me derreti sob ele, um extraordinário orgasmo crescendo dentro de mim. Eu gritei em sua boca quando vim, e ele se juntou a mim, seus próprios gritos tão altos, tão desesperados, como o meu tinha sido. — Você é minha! — Ele me disse, mas era uma admissão amorosa. Ele me esmagou com seu peso quando tinha terminado, como se ele nem sequer tivesse energia para rolar para fora de mim, quando ele era o mais inesgotável de homens. Mas eu não reclamei, apesar de ter ficado um pouco difícil respirar assim. Mas eu gostava de seu peso em cima de mim. Eu apreciava isso. Quando finalmente ele rolou para fora de mim, foi só para colar ao meu lado, um braço pesado jogado em cima de mim. Nós não nos falamos por longos minutos, e eu senti uma névoa sonolenta invadindo meus sentidos. Mas algo estava me incomodando, um pensamento persistente que eu queria esclarecer entre nós, antes da exaustão me levar. — Você se sente usado por mim? — Eu lhe perguntei de repente. Ele se levantou em um cotovelo para encarar meus olhos de frente. Seu olhar triste me estudando. Só de vê-lo assim, já me deixou triste. — Eu não sinto isso. — ele me disse, depois de uma longa pausa. — Eu me preocupo que você não se importe comigo, não da forma como eu me importo com você. Eu me preocupo que você não seja capaz de devolver os meus sentimentos. E eu percebo que, pela primeira vez na minha vida, eu iria deixá-la me usar, se no inicio é apenas isso que você consegue me dar, eu iria levar. Eu acariciava seu rosto, sentindo uma necessidade quase incontrolável de tranquilizá-lo. — Eu me importo com você. Isso me assusta às vezes, a forma como eu me sinto. — Minha voz era um sussurro. Foi tudo que eu consegui falar.
  • 225. Seus olhos se fecharam e ele apertou a bochecha dele na minha mão, parecendo aliviado, mas ainda quase angustiado, tudo de uma vez. Era difícil olhar para ele, seu rosto era tão cru com as emoções. — Então, more comigo. — disse ele em voz baixa. — Fique comigo. Jure que nunca vai me deixar. Suspirei pesadamente, mas eu o conhecia bem o suficiente para saber que ele não conseguia deixar de ser tão exigente. Eu tinha dado a ele uma espécie de confissão, e seu primeiro e mais forte instinto era avançar e usá-lo a seu favor. Eu sabia disso, eu o conhecia para saber que ele faria isso. Quando eu dava, ele pegava mais, era o que tanto me atraia e me aterrorizava com ele. — Precisamos ser adultos e racionais sobre isso, James. Vamos começar tentando ficar juntos, tentando passar um tempo juntos, quando podemos. Eu acho que é um bom começo. Então, sim a parte "estar com você". Vamos ver o resto. Ele me organizou para dormir contra ele, me agarrando por trás, ambos deitados de lado, como dormimos normalmente. — More comigo. Estaremos viajando tanto que eu não tenho certeza se você vai notar a diferença, mas diga que vai morar comigo. Me dê isso, e eu vou parar de pressionar por mais, neste momento. Surpreendentemente, a sua persistência na verdade só me fez sorrir. Foi quando eu soube que eu estava bem e verdadeiramente saciada. Ou talvez fosse apenas uma desculpa para a minha fraqueza súbita. Eu fiz um esforço consciente em não analisar isso até a morte, e apenas pensar em seu pedido. O que significaria para mim, viver juntos? Não era um passo permanente, certo? Eu sempre poderia ir embora, se eu entrasse em pânico. — Eu vou manter minha casa. Eu trabalhei pra caramba por aquela casa, e eu estou mantendo isso. — eu disse a ele, chocada, assim que as palavras saíram da minha boca, porque eu sabia que ele iria aceitar, e, surpreendentemente na verdade, eu realmente queria isso. Seus braços me apertaram quase dolorosamente por trás. — Claro. Podemos ficar lá quando estivermos em Las Vegas. O que você quiser. Eu vou vender a outra
  • 226. casa em Las Vegas, se você preferir, ainda que provavelmente deve mantê-la para os estábulos, se você quiser continuar cavalgando. Senti um alívio imenso dentro de mim com meu consentimento, e senti um mundo de alívio na voz dele, que me chocou. Eu queria isso tanto quanto ele queria, eu percebi. Eu só não tinha me permitido admitir isso. — Eu quero continuar montando. — foi tudo o que eu disse. — Sim. Obrigado, Bianca. Você me faz tão feliz. Eu nunca soube que a vida poderia ser assim. — ele murmurou no meu cabelo. Sua voz era grossa, como se chorasse. Eu não tinha coragem de olhar para trás e ver. — Então, agora você não pode propor casamento, ou fazer qualquer outra coisa louca, uma vez você disse que seria suficiente se eu concordasse em viver com você. Ele endureceu um pouco enquanto eu falava, e eu fiquei parada lá com ele. Minhas palavras foram uma piada, porque é claro que ele não iria propor casamento, mas o fez ficar tenso. Isso me fez ficar tensa. — Quanto tempo eu tenho que esperar, então? — Ele perguntou, seu tom sério. — Me dê um prazo, e eu vou respeitá-lo. A palavra "sempre" quis atirar para fora da minha boca, mas eu contei até dez, tentando não entrar em pânico. — Eu não posso dar-lhe um período de tempo, James. Eu não posso nem falar sobre isso sem ter um ataque de pânico. Vamos apenas desfrutar da convivência juntos, ok? Ele se aninhou profundamente contra o meu cabelo, até que se mudou para meu pescoço. Me beijando lá. — Vamos falar sobre isso outra vez. Mas eu vou lhe dar um tempo para se acostumar com a ideia. Meu corpo exausto começou a divagar, mas não antes que um pensamento claro me tomasse, ele tinha conseguido me fazer aceitar uma enorme concessão e ainda insistia em ganhar mais algum terreno em outra coisa,
  • 227. Aquele homem era impossivelmente dominante
  • 228. CAPÍTULO VINTE E OITO Pisquei meus olhos, acordando lentamente. James ainda estava de conchinha, bem atrás de mim. E ele parece ter sido o responsável por eu ter acordado, enquanto murmurava baixinho no meu ouvido. E ele estava dizendo coisinhas doces, um pedido de desculpas em seu tom suave. — Sinto muito, meu amor. Eu ia deixar você dormir mais, eu ficaria assim com você para sempre se eu pudesse, mas eu tenho que ir nesse evento, e eu preciso que levante. Por favor, acorde. — Eu estou acordada. — eu disse a ele, em uma voz rouca de sono. Ele beijou meu cabelo. — Bom. — Ele sentou, se afastando. Eu fiz um som alto de protesto com sua ausência. Ele deu uma risada, e era um som feliz e despreocupado. Senti meu rosto suavizar, todo o meu corpo ficar amolecido, e um sorriso terno tomou conta do meu rosto. Ouvir um som tão feliz saindo de James, me fazia feliz. Como não? Eu não poderia me imaginar sendo imune a ele. Eu me sentei lentamente, olhando-o andar a passos largos até a porta do quarto, completamente nu. Eu também estava nua, e não poderia sequer pensar em me cobrir, quando me sentei de pernas cruzadas, e apenas o observei se mover. Ele abriu a porta, abaixou-se e pegou uma grande bandeja coberta, fechando a porta com o pé, e carregando a bandeja para uma grande cômoda pesada, colocando-a no topo. Depois tirou a tampa, pegando dois grandes pratos e voltando para a cama. Ele me entregou um, sentando perto de mim, com as pernas cruzadas, começando a comer o seu próprio prato.
  • 229. Era uma pequena porção de salmão levemente temperada, com uma pequena salada de gengibre e pepino ao lado. James comia em grandes mordidas, e eu também não demorei muito mais tempo para comer o meu. — É uma sensação decadente, comer em sua cama. — eu disse a ele entre minhas mordidas. Ele pegou o prato da minha mão, sorrindo. Ele me alimentou nas últimas mordidas. — Nossa cama, amor. Tudo é nosso agora, lembre-se. Eu levantei uma sobrancelha para ele. Realmente, eu acho que não era algo que um dia eu concordaria com ele. O que era dele, era dele. Eu não sentia nenhum senso de propriedade com nada disso, e não podia imaginar um momento em que eu o faria. Mas eu sabia que era inútil discutir com ele, e eu realmente não estava com vontade, então eu fiquei calada. James descartou os nossos pratos limpos na bandeja, cobrindo e levando para fora do quarto. Ele me arrastou até o banheiro, e então para o chuveiro, falando mais comigo com sorriso do que palavras. Ele me lavou, enquanto lavava a si mesmo, como se eu fosse uma extensão dele. Ele mesmo lavou nosso cabelo ao mesmo tempo, ensaboando o meu, e depois o dele. Era uma coisa estranha, ter alguém cuidando de mim assim, mas eu sabia que era o que ele preferia, e eu vez amava isso cada vez mais, como eu amava tudo o que ele fazia por mim. Ele ainda lavou e depilou as minhas axilas, trabalhando nessas áreas habilmente, e me inclinando até o jato forte do chuveiro, depois, sem qualquer inibição, raspando as minhas pernas. Ele até tinha e usou a navalha que eu preferia. O homem não perdia nada. Foi um banho rápido, embora eu me sentisse extravagante. Ele nos secou com a toalha, tocando todas as marcas que tinha feito no meu corpo, enquanto fazia isso. Ele insistiu em deixar a minha gargantilha, mesmo para tomar banho, e ele secou profundamente, e com cuidado.
  • 230. Seus olhos estavam enigmáticos. Se eu o estivesse lendo certo, ele tanto amava, como odiava as marcas que tinha feito no meu corpo. Essas marcas irritadas, tanto o fascinavam, como o preocupavam. Ele me puxou para a cama, me deitando e esfregando quase cada centímetro de mim, com uma loção cremosa. — Isto não é a coisa certa para começar, se você quiser que a gente deixe a sua casa esta noite. — eu disse a ele, quase sem fôlego. Ele sorriu maliciosamente. — Realmente, isso não vai me fazer começar nada. E é a nossa casa. Homem impossível. Ele até me vestiu, embora não fosse muito. Ele me deslizou em uma minúscula calcinha preta, um sutiã preto sem alças. Ele colocou os grandes brincos de argola de diamantes, que combinavam com o meu colar. — Você viu as alterações que fiz no nosso quarto, desde a última vez que esteve aqui? — James perguntou, enquanto deslizava uma camisola preta muito curta sobre a minha cabeça. Ele vestiu uma cueca boxer preta, deixando seu peito nu. Olhei em volta. Eu não tinha notado muita coisa desde que eu tinha chegado a sua casa. Eu tinha estado mais do que um pouco distraída, meus olhos apenas em James. Eu vi minhas pinturas quase que imediatamente, assim que eu comecei a olhar. Ele tinha dois dos meus auto-retratos lindamente enquadrados e pendurados, exatamente na parede diante de sua cama. Eu não sei como eu não tinha visto antes. Eram as imagens mais evidentes em sua parede, posicionadas para uma visão clara da sua cama. — Esses ficavam me fazendo companhia, quando eu estava sentindo sua falta. Seu auto-retrato maior está pendurado acima da nossa lareira na sala principal, lá embaixo. Os outros estão nos quartos de nossas outras propriedades. E o nu está em nosso playground.
  • 231. —Eu não vi lá. — eu disse a ele. Isso era compreensível, eu supunha, já que eu estava com os olhos vendados na maioria de nossas atividades. — Você vai ver na próxima vez. E eu substitui o colchão e toda a roupa de cama. Você disse que não queria que eu substituísse as camas, assim como você vê, elas ficaram. Além disso, se você não percebeu, a maioria do playground foi refeito. Puxei algumas respirações profundas, tentando processar suas ações. Era tudo muito doce, e meu coração parecia estar torcendo no meu peito, ao pensar em tudo o que ele tinha feito por mim, mas o meu primeiro instinto foi de pânico. Eu contei e respirei fundo, tentando reagir com calma e ser razoável. — Isso foi muito atencioso, James. Você não tem que fazer tudo isso. — Eu queria. Precisamos nos mexer. Primeiro, vamos encontrar com a assistente, para que você possa escolher um vestido. Alguém vai fazer o seu cabelo e maquiagem, enquanto ela faz os ajustes que possam ser necessários. — Enquanto falava, ele me puxou para fora do quarto. Eu cavei nos meus calcanhares quase que imediatamente. — Você não está usando uma camisa. Há pessoas na casa? Você vai dar a alguém um ataque cardíaco assim, James. Ele me ignorou completamente, e eu fui rapidamente distraída, quando peguei um vislumbre da tatuagem em suas costas. Era ainda tão chocante para mim, e tão adorável. Um pensamento me ocorreu. — Você está apenas mostrando suas novas tatuagens para qualquer pessoa? Ele me deu um sorriso, e não me falou nada. Ele estava, na verdade, muito feliz, e não estaria colocando nenhuma camisa em breve. Nós continuamos no terceiro andar, mas caminhamos pelo longo corredor. Ele me puxou para o quarto mais próximo da escada. Era um quarto de hóspedes, quase sem nenhuma mobília, decorado em azul. Havia prateleiras de vestidos em todos os lugares, quase sobrecarregando o grande quarto. — James, é você? — Uma voz soou, parecendo ter vindo do closet.
  • 232. — Sim, Jackie. — ele chamou de volta. Uma mulher pequena, de cabelos negros saiu do armário, segurando cabides cheios de vestidos coloridos em cada mão. Ela sorriu para nós dois. Ela era linda, com o cabelo preto lustroso muito puxado para trás de seu rosto deslumbrante. Seus olhos escuros eram amendoados e vibrantes, com sombra de olhos violeta pesado, que deixavam sua pele cor de oliva próxima da perfeição. Seus lábios estavam com um vermelho puro, e era uma cor adequada a sua coloração. Ela era uma daquelas pessoas que poderiam vestir qualquer coisa com pressa, mas ainda assim, o quer que fosse, ainda seria encantadora. Ela usava pequenos óculos bonito em seu nariz, que a deixava tão atraente, que me fez pensar se ela realmente precisava, ou usava apenas para ficar mais moderna. Ela vestia um impecável vestido verde esmeralda, com um cinto azul brilhante na cintura. Seus sapatos tinham 12 cm, e era um rosa forte. Ela usava um colar de pedras pesados, com cores fortes e intensas, com brincos de ouro pesados, em forma de aros, em suas orelhas. Ambos os pulsos estavam carregados de braceletes de metal intrincados. Ela parecia elegante e intimidante, e embora a roupa de alguma forma funcionasse lindamente, eu poderia dizer em poucas palavras, que ela era uma mulher que não tinha medo de tentar e falhar na moda. Eu apostava que ela iria pensar que não tentar era a única maneira de falhar. Sua roupa era de uma elegância atemporal, mas ainda assim, conseguiu ficar na moda. Fiquei impressionada. Eu teria ficado feliz em alcançar uma dessas coisas. Mas não seria ambiciosa em tentar ambos. Ela me olhou de cima a baixo, sem qualquer inibição, quando James nos apresentou. — Jackie, esta é Bianca. Bianca, Jackie. Ela é responsável por todas as novas adições ao seu guarda-roupa. Ela sorriu para mim, com expectativa. — O que você achou? Está tudo bem se você odiar tudo. Eu só preciso de um feedback, para que eu possa ter uma ideia do
  • 233. que você gosta. James é o meu cliente favorito de todos os tempos. Ele me deixa vesti-lo com qualquer coisa que eu goste. Você pode imaginar? É o sonho de toda especialista, um supermodelo como cliente, que usa qualquer maldita coisa que eu escolher. Ela me olhou criticamente enquanto falava, como se mentalmente tomasse minhas medidas. Ela até começou a me rodear. Eu pensei que ela era uma mulher um pouco estranha. — Eu, uh, não tive muita chance de olhar para ele. Ela assentiu com a cabeça, franzindo os lábios. — Bem, quando você fizer isso, qualquer comentário seria bem vindo. Ele vai me dar alguma direção do seu senso de estilo. — Bianca gosta do estilo mais formal para os homens, Jackie. — James disse. — Tenha isso em mente, quando você estiver comprando para mim também. Ela bufou. — E assim começa. — Ela parecia muito chateada com seu pedido. — Eu vou manter isso em mente. Eu lhe atirei um olhar perplexo. De onde ele aparece com essas coisas? Ele deu de ombros para mim, sorrindo um pouco. — Você se esquece que Stephan e eu conversamos bastante. Ela ainda estava me rodeando, me estudando de forma enervante. — James tinha razão sobre suas medidas. Um tamanho de P na cintura e quadris, e uma M no busto e nos ombros. Você tem um corpo que é excelente para os homens se divertirem, mas não é muito divertido de vestir. Suas pernas são um bônus, no entanto. Não há nada que eu gosto de vestir mais do que um conjunto de pernas matadoras. Porém, se você perdesse uns dez quilos, teria proporções de uma modelo. Isso seria o ideal. Algo para se pensar. Uma parte de mim concordou com ela sobre a necessidade de perder dez quilos, mas ainda doía ouvir. Ela era pequena, mas não tinha qualquer receio em desagradar, com aquelas horríveis frases curtas.
  • 234. — Jackie. — James disse, um aviso formal na voz. — Ela não precisa perder um quilo. Se você convencê-la a fazer uma dieta, vou dispensá-la. Ela apenas sorriu, sem se importar com o aviso ou minha expressão dura. — Ok, ok, apenas uma leve sugestão. Ela colocou as roupas coloridas que estava, em seus braços sobre a cama. — Com base no seu tipo de corpo e tom de pele, eu escolhi cinco vestidos que eu pensei serem os mais adequados para a ocasião. Experimente-os se quiser, ou qualquer outra roupa que achar e gostar. Ela pareceu me descartar completamente, depois que terminou de falar, se aproximando de James com os olhos arregalados. Ela bateu com os dedos na tinta vermelha em seu peito. — Quando você fez isso? Tem que ser novo! Ele apenas sorriu, se virando para lhe mostrar as costas. Ela ficou sem fala com a visão. Eu virei de costas para eles, agarrando os vestidos na cama e me dirigindo para o closet para experimentá-los, enquanto eles continuaram a conversar. Você não teria imaginado que ele ficava dentro de um quarto de hóspedes, se você estivesse visto apenas o closet. Era do tamanho de um quarto inteiro, com espelhos que revestiam todas as paredes. Eu assumi que esse era o quarto onde ele geralmente trabalhava com Jackie, quando experimentava as roupas, tanto masculina quanto a feminina, que revestiam as paredes, as etiquetas intactas. Eu pendurei as escolhas de Jackie em um trecho vazio do armário, olhandoas em dúvida. Eram vestidos. Eu gostava bastante de saias e vestidos de verão mais leves, bastando que fossem frescos e confortáveis, mas eu me senti oprimida até em pensar em experimentar os vestidos que eu estava vendo agora. Eu tomei uma respiração profunda, mergulhando nisso. Eu não deixaria alguém como Jackie ver que eu estava intimidada pelas roupas, ou qualquer um deles.
  • 235. Peguei primeiro um vestido marinho simples. Eu podia ver pelo corte da parte de cima, que eu não estaria usando a camisola embaixo, então eu saí dela antes de escorregar o tecido de seda pelas minhas pernas, quadris e, finalmente, o meu busto. Era um vestido sem alças, com uma longa fenda lateral. Ele fechava atrás, e eu não iria conseguir fechar sozinha. Eu quase tirei só por causa disso, mas com um suspiro, eu saí do closet para pedir uma ajuda. Jackie ainda estava estudando a tatuagem no ombro de James, quando eu saí do closet. Ele me deu um sorriso de admiração. — Esse está ótimo. Eu lhe dei um sorriso bastante fraco. Quanto mais eu me preparava para o evento, mais eu me sentia sobrecarregada pelas minhas dúvidas. Este não era o meu mundo, e eu não queria que fosse, e eu não sabia se poderia fingir, mesmo para James. — Você pode me ajudar? — Eu perguntei a ele, minha voz muito dura. Ele, afinal, estava com uma estranha mulher passando os dedos ao longo das suas costas. Ele foi para o meu lado, ignorando completamente o pedido de Jackie para que ele ficasse parado. Ele segurou junto a parte de trás, fechando com mais facilidade do que eu esperava. O vestido depois de fechado, não aparentava ser de seda, e eu pensei que ficaria mais apertado. Eu me virei para o enorme espelho montado na parede, me aproximando dele para olhar vestido com um olhar crítico. James me seguiu, olhando meu rosto mais do que qualquer coisa. Eu pensei que ele podia sentir a minha incerteza. Eu pensei que o vestido parecia bom o suficiente. — Ele serve. — Eu disse sem rodeios. — É realmente suficiente. Isso é muito impressionante, eu acredito. Jackie fez um pequeno som de zumbido em sua garganta. — Ele ficará ainda melhor com os saltos. Parece que você vai precisar de pelo menos um salto de 7cm, para não arrastar. Ele vai servir muito bem. Um pouco simples, mas serve.
  • 236. Voltei para o armário, reprimindo um comentário sobre o fato de que ela tinha sido a única a escolher a coisa. Eu escolhi desta vez, um vestido lavanda. A parte de cima tinha as alças cruzadas, amarrando no pescoço, e não demorou muito tempo para perceber que eu não poderia usar um sutiã com aquele decote. Eu geralmente não seria, nem morta, pega sem sutiã andando em público, mas eu tentei, só para ver. A forma como ele amarrava, deu ao top uma quantidade surpreendente de apoio na área do busto, e a seda era suave contra a minha pele. Ele se ajustava ao meu corpo, mas sem apertar, do pescoço até o meio do quadril, onde se espalhava em camadas macias de chiffon, uma fenda alta mostrando bastante de uma perna. Percebi que Jackie gostava que seus vestidos tivessem fenda. Era ultra feminino, mas ainda sexy, e eu o amei instantaneamente. James piscou para mim enquanto eu caminhava para fora, seu queixo claramente caindo. Fiquei satisfeita. Decidi imediatamente usar o vestido. Jackie ia ter que engolir. Jackie assobiou. — Muito bom. Eu quase desejo guardar esse para um evento maior. — Não. Eu vou usá-lo hoje à noite. — eu disse a ela. Eu precisava de toda a confiança que pudesse ter ao meu lado essa noite, e James olhando para mim do jeito que ele estava fazendo, me dava toda a confiança que eu precisava. Ele engoliu em seco, depois lambeu os lábios. Todo o seu nervoso confirmando que era esse o vestido que iria escolher. Isso me fez sorrir. — Você está linda! — Ele disse, com sentimento. — Mas parece um pouco revelador. Você acha que vai dar para ver algo com os flashes, Jackie? Ela lhe deu um olhar tipo: 'você acha que eu sou um amadora? — Não tem nenhum assim na pilha que separei. — Ela virou-se para mim, a voz animada. — Agora, os acessórios. Você pode sair e começar a se vestir-se, James. Eu resolvo isso.
  • 237. CAPÍTULO VINTE E NOVE Jackie apontou para eu calçar os saltos azul marinho brilhante, um modelo peep toe, com um salto de 10 cm. Eles eram mais confortáveis do que pareciam, no entanto, isso não dizia muito. — Será que azul marinho combina com lavanda? — Eu perguntei, em dúvida. Ela me deu um olhar muito irritado. — Será que eu iria separá-los, se não combinassem? E James está usando este incrível smoking marinho. É muito fashion. Apenas um supermodelo como James poderia usá-lo. E ele mencionou que gosta que vocês combinem, então eu acho que ele vai gostar dos sapatos. Eu me olhei no espelho, e tive que concordar que os sapatos ficavam muito bem. Eu nunca teria imaginado que o vestido iria sobressair ainda mais com os sapatos brilhantes marinho, mas eu não era especialista. Ela suspirou, olhando para as minhas joias. — James, obviamente, quer que você use a gargantilha e brincos. Mesmo que eles sejam adoráveis, eu tinha outros acessórios em mente para esse vestido. Ok, tudo bem. Às vezes eu devo comprometer a minha visão. Uma garota tem que comer. Quando ela terminou de falar, James retornou ao quarto, uma caixa de joias em suas mãos. Ele ainda estava sem camisa. Ele a colocou na cama sem uma palavra, apenas sorrindo enquanto caminhava de volta para fora. Jackie suspirou novamente, abrindo a caixa. Seus olhos se arregalaram. Ela me lançou um olhar especulativo. Ela tirou dois punhos cravejados de diamantes grossos para fora da caixa, caminhando em minha direção. Ela apertou em meus pulsos, não fazendo qualquer comentários sobre as escoriações que eles cobriam.
  • 238. Ela me rodeou, franzindo os lábios, enquanto puxava vários pontos no meu vestido, ajustando-o apenas assim. — Ele não precisa de qualquer alteração, uma vez que você é tão malditamente alta, o que vai economizar muito tempo. — Ela pegou uma túnica branca lisa do cabide, segurando-o para mim. — Coloque isso, para você não estragar o vestido, enquanto fizer a maquiagem e cabelo. Temos um minuto para falar? Eu achei que isso soava ameaçador, mas enfrentei seu olhar de frente. Ela arqueou uma sobrancelha para mim. — James e eu nos conhecemos há muito tempo. Nós fizemos todo o colegial juntos. Eu sou a sua estilista, mas não é porque eu precise do dinheiro. Eu amo moda, mas eu tenho meu próprio dinheiro. Eu tive que desviar da minha cota de caçadores de fortuna, mas não é nada comparado com o que James teve que lidar. Ela me olhou de cima a baixo, mas isso só fez minha espinha endireitar. — Você é atraente o suficiente, eu devo admitir, mas eu não entendo. É a sua vagina que é banhada a ouro? Ele foi perseguido por supermodelos e coelhinhas da Playboy. Ele fodeu um monte delas, o inferno, a maioria delas, mas ele nunca falou sobre ter uma namorada. Nem uma vez. Agora você vai morar com ele, e de repente, ele está agindo como se fosse um homem de uma mulher só. Eu admito, estou intrigada e perplexa com a mudança nele, mas eu não entendo nada disso. Como você conseguiu envolvê-lo em torno de seu dedo mindinho, Bianca? E como você se sente sobre ele? Como uma de suas poucas amigas, eu gostaria de saber as suas intenções. Voltei meu olhar estreito sobre ela, tão gelado como o meu. Se eu tinha alguma dúvida antes, eu sabia com certeza agora, Jackie e eu não iríamos ser amigas. — Se você e James são amigos tão próximos —Eu comecei com frieza — você deveria ter essa conversa com ele, não comigo. Você é virtualmente uma estranha para mim. Eu não vou discutir meus sentimentos, ou as minhas intenções, com você.
  • 239. Ela apenas suspirou, como se tivesse decepcionada. — Eu fui muito direta, não é? Agora você não confia em mim. Eu sou franca, Bianca, mas não temos que ser inimigas. Eu apenas dei de ombros, querendo acabar com essa conversa estranha e pessoal o mais rápido possível. — Cabelo e maquiagem? — Eu perguntei friamente. Ela suspirou novamente. — Me siga. Eles criaram um espaço para isso. Ela me levou a uma grande sala no andar de baixo. Tinha paredes de vidro, e eu imaginei que era alguma sala de entretenimento, antes que se tornasse isso. Havia uma enorme TV de tela plana montada na parede, e várias cadeiras reclináveis encostadas contra a parede, como se fosse um salão de beleza. Duas mulheres estavam me esperando e conversando, e pareciam impacientes, quando entramos no quarto. Havia uma cadeira de salão montada em frente a mesa gigante, carregada com produtos para cabelos e cosméticos. Era intimidante imaginar que tudo isso foi feito apenas para meu benefício. Uma menina de cabelos finos e escuro caminhou em minha direção, sorrindo. Seu cabelo castanho pesado, pendurado em ondas quase até a cintura. Seu nariz dominando o rosto fino, mas de uma forma atraente. Era de alguma forma um nariz imponente, ao invés de apenas grande. Seus grandes olhos escuros ajudavam. E ela aplicou artisticamente a maquiagem, com olhos esfumaçados e lábios cor de ameixa. — Eu sou Amy. — ela disse. — E eu vou fazer a sua maquiagem. É um prazer conhecê-la, Srta. Karlsson. Eu apertei sua mão, pensando como sua abordagem amável era exatamente o oposto de Jackie. — Prazer em conhecê-la, Amy. Por favor, me chame de Bianca. A segunda mulher deu um passo adiante, seu sorriso tão simpático como de Amy. — Eu sou Ariel. Eu vou fazer o seu cabelo. É um prazer finalmente conhecê-la, Srta. Karlsson.
  • 240. Eu apertei sua mão, sorrindo. As mulheres eram muito amáveis, e já estavam me ajudando a livrar do constrangimento que foi com Jackie. — Bianca, por favor. Prazer em conhecê-la também. Elas me sentaram na cadeira, tropeçando uma nas outra para discutir o meu cabelo e maquiagem, em seguida, rindo amigavelmente. Elas eram, obviamente, amigas. Eu deixei as coisas mais fáceis para elas. — Vocês são as especialistas. Eu confio em seu julgamento, para fazer tudo o que acharem melhor. Eu nunca tinha gasto muito tempo ou pensamento na minha aparência, e eu não tinha a intenção de começar isso agora, por causa da minha nova e estranha mudança de estilo de vida. Isso pareceu agradá-las, e elas começaram a trabalhar. Fechei os olhos, apenas relaxando. Elas trabalharam em mim, secando meu cabelo, e aplicando a maquiagem. Uns dez minutos depois, eu senti James entrar na sala. As duas mulheres pararam por alguns momentos, antes de retomar suas funções. Imaginei que ele acenou para que voltassem para o seu trabalho, sentando em algum lugar para assistir. Senti Ariel começa a mexer no meu cabelo, puxando-o para trás e torcendo-o. — Deixe seu cabelo solto. — James disse em algum lugar à minha direita. Ariel deixou cair sem uma palavra, alisando para baixo. James não ficou em silêncio por um minuto inteiro, antes de falar novamente. — Você está me ignorando, amor? Homem impaciente. — Se você não notou, Amy esta aplicando a maquiagem no meu rosto. Estou tentando ficar parada. Ele fez um pequeno barulho de desgosto em sua garganta. — Você pode abrir seus olhos, Bianca. Eu posso trabalhar em volta deles. — Amy me disse. Eu poderia afirmar que ela estava apenas tentando apaziguar James, já que eu ainda podia senti-la trabalhando nas minhas pálpebras.
  • 241. — Está tudo bem. Eu vou ficar parada até que você tenha acabado. — eu disse a ela. Passaram talvez 30 segundos, antes que James voltasse a falar. — Você gosta das pulseiras? — Ele me perguntou. — Elas são adoráveis. Obrigada. — eu disse a ele. Amy e Ariel começou a soltar vários ooh e ahh sobre minhas pulseiras com diamantes. — Isso é tão luxuoso. De quem pediram emprestado? Você vai precisar de um guarda-costas para este tipo de joia. — A voz de Ariel era impressionada. James respondeu por mim, mas eu senti meu rosto corar. Eu já havia tentado muito duramente não pensar sobre o quanto as joias que ele me deu eram caras, mas o comentário dela tornava isso mais difícil de ignorar. — Na verdade, eu mandei desenhar especialmente para ela. — James disse. — É da sua própria coleção pessoal. Mais oohs e ahs. — Que namorado generoso. — Amy disse, sua voz sonhadora. — Isso não é nada. Eu nem sequer comecei a presenteá-la com as joias da minha mãe. Elas valem o resgate de uma rainha. — disse James, um sorriso claro em sua voz. Eu pensei que as duas mulheres iriam desmaiar a qualquer instante, enquanto se apressavam a lhe dizer o quão maravilhoso ele era. Ele era maravilhoso, mas eu não poderia evitar em ficar insatisfeita com a perspectiva de presentes mais extravagantes. Eles ainda me deixavam desconfortáveis. E se ele não estivesse brincando, se ele realmente tinha a intenção de me dar alguma das joias que sua mãe lhe tinha deixado, bem, isso era ainda mais desconcertante. Parecia um enorme passo. Você não presenteia uma mulher com as coisas com tal valor sentimental, a menos que ela seja sua esposa, ou você esteja certo de que ela será. O pensamento fez meu sangue gelar. Será que ele realmente iria empurrar essa questão tão cedo, logo depois que eu tinha concordado em viver com ele? Eu ainda não podia
  • 242. acreditar que estávamos nos movendo tão incrivelmente rápido, e ainda assim ele só queria mais. Eu tentei não entrar em pânico com o pensamento. — Ela até me deixou um anel de noivado, rodeado de diamantes e safiras, de cinco quilates, com um corte princesa. Vocês não pensam, senhoras, que ficaria particularmente maravilhoso na mão esquerda de Bianca? Eu me senti ficando um pouco tonta, mas as mulheres ficaram loucas, jorrando sobre como ele era romântico. Eu disse a mim mesma, desesperadamente, que ele estava apenas brincando, que ele estava apenas se divertindo às nossas custas, mas eu estava começando a conhecê-lo bem o suficiente para ficar preocupada. — Basta puxar algumas respirações profundas, amor. Você vai se acostumar com a ideia, uma vez que o choque inicial desaparecer. — James me disse, com um tom bastante casual, considerando o tópico do assunto. As senhoras deram uma risadinha, como se ele estivesse brincando. Se apenas fosse isso. — James... — eu comecei. — Respire fundo. — disse ele, novamente, o sorriso claro em sua voz irritante. Mas eu puxei algumas respirações profundas, e ajudou um pouco. Amy e Ariel terminaram o meu cabelo e maquiagem com uma diferença de instantes entre elas, quase como se tivessem alguma técnica especial. Eles pareciam acostumadas a trabalhar juntas, então eu não ficaria surpresa se fosse o caso. — Obrigado, senhoras. — James disse, sua voz com um toque de rouquidão. Eu conhecia esse tom. Ele não estava querendo companhia. Eu ficava muito sensível e afetada com isso. — Você pode abrir seus olhos, Bianca. Nos diga o que você acha. Nós podemos mudar qualquer coisa que você não goste. — Amy disse, sua voz extremamente séria. Eu olhei. E eu fiquei... atordoada.
  • 243. Eu estava mais linda do que eu imaginava possível que uma maquiagem pudesse fazer. Meus olhos estavam com uma linha de marrom suave, meus cílios pintados de preto. Minhas pálpebras com uma lavanda muito suave perto das sobrancelhas, e com um violeta mais vibrante ao longo dos meus cílios. A cor destacando surpreendentemente meus olhos, deixando-os enormes, no meu rosto arredondado. Apenas um toque de bronzer nas bochechas me deixaram brilhante, e um gloss rosa suave nos meus lábios, me deixando com uma aparência adorável. Meu cabelo estava liso e suave, as franjas curtas trabalhando com a maquiagem para realçar os meus olhos azul marinho. — Uau! — Eu consegui falar. — Extraordinária. — James murmurou. Meus olhos viajaram até ele, quando falou. Ele estava encostado em uma das poltronas reclináveis, e estava descansando confortavelmente nela, uma perna cruzada no joelho, sapatos brilhantes azul marinho, reluzindo na luz. Eles eram a versão masculina de meus sapatos. Eu sabia que daria um chute errado, se ele já não tivesse notado a semelhança. Ele parecia incrível, é claro. Jackie estava certa sobre seu smoking ser muito moderno. Era elegante e azul marinho, mais requintado do que um smoking normal, mostrando seus músculos definidos perfeitamente. Mesmo sua camisa e gravata borboleta eram elegantes, de um azul escuro que refletia a luz um pouco mais do que o resto do conjunto. Era algo que normalmente só vê em uma passarela na semana de moda, porque ninguém que não fosse um maldito supermodelo poderia usá-lo. O azul escuro destacava o seu bronzeado e os olhos azul turquesa, fazendo brilharem vibrantemente contra os contrastes escuros. Seu cabelo estava apenas um pouco penteado para trás. Eu apontei para ele. — Será que você realmente só levou 10 minutos para ficar assim? Isso é tão injusto. Ele olhou para o relógio. Não era nenhum que eu tenha visto antes. Eu tinha percebido que ele gostava de colecionar relógios. Caros, é claro.
  • 244. —Vamos lá amor, você só levou 45 minutos, então realmente, não pode reclamar, também. Isso é inédito para um evento de gala. Eu acenei com a mão para as mulheres pairando atrás de mim. — Foi preciso uma equipe para me preparar tão rápido, Sr. Magnifico. Amy e Ariel riram ao ouvir o nome. James sorriu. — Toda mulher que vai neste evento hoje à noite, tinha uma equipe preparando-as, amor, e eu garanto que ninguém além de você demorou apenas 45 minutos, com equipe ou não. James educadamente dispensou minha 'equipe' de beleza, e eu as agradeci novamente. Quando finalmente ficamos sozinhos, ele me puxou contra ele, arrancando fora a túnica branca que protegia o meu vestido. Seus olhos estavam quentes quando olhou para mim, me estudando, da cabeça aos pés. Ele sorriu quando viu os sapatos azul marinho de verniz, semelhante ao dele. — Acho que você gosta de mim toda arrumada assim. Você vai manter essas duas me seguindo, para conseguir esse efeito mais frequentemente? — Eu perguntei a ele, apenas meio brincando. Não havia como dizer o que aquele homem louco faria. Ele passou a língua sobre os dentes, um gesto que sempre me deixava selvagem. — Para dizer a verdade, eu prefiro você nua de maquiagem e tudo isso. Eu nunca conheci uma mulher que fosse ainda mais bonita, sem nada disso. Mas eu tenho que admitir que eu amo a ideia de enfiar você na cara da imprensa, quando você esta tão linda e adorável, quando eles falaram tantas coisas que não fazem jus a você. Isso fará com que todos eles pareçam idiotas, depois que algumas das fotos forem publicadas. Eu dei de ombros. Eu realmente não permitiria que aquelas coisas que estavam sendo ditas sobre mim me atingissem, ou eu nunca mais sairia da minha casa novamente. Eu pensei que era um pouco ingênuo da parte de James, pensar
  • 245. que ele poderia mudar a mente de alguém, depois das coisas que foram ditas sobre mim. Eu certamente não estaria prendendo a minha respiração.
  • 246. CAPÍTULO TRINTA Jackie reapareceu quando estávamos quase no elevador, me entregando uma pequena clutch marinho, de couro envernizado. Era bonita, mas eu odiava a ideia de usar algo que iria ocupar o uso da minha mão durante toda a noite, então eu recusei. Ela parecia perplexa com a recusa, olhando para a cluch na mão, como se a pobre bolsa tivesse feito alguma coisa para justificar a rejeição. Olhei para James. — Eu preciso levar alguma coisa? Ele considerou. — Só o que você consideraria essencial. Se você não tem nada para levar, então você certamente não precisa. — Mas isso completa o conjunto! — Jackie disse. Eu olhei para ela. Se ela estivesse prestando atenção, ela poderia ver nos meus olhos que eu não me importava muito sobre completando o conjunto. Ela finalmente entendeu, se afastando do nosso caminho, mas o olhar que ela me deu foi menos que amigável. — Você vai ao evento hoje à noite? — James lhe perguntou, enquanto me guiava para o elevador, sua mão na parte inferior das minhas costas. Ela encolheu os ombros. — Talvez eu passe no evento, para falar a imprensa sobre quem eu vesti essa noite. Publicidade gratuita e tudo o mais. James apenas balançou a cabeça, apertando o botão. Jackie correu até o elevador. Ela parecia ter acabado de perceber que também estava indo embora. Ela apertou o botão para o décimo quinto andar. Ela viu meu olhar.
  • 247. — Eu também moro neste edifício. — ela explicou. Bem, isso foi útil, pensei. Ela saiu em seu andar, com uma pequena aceno. — O que você acha de Jackie? — perguntou James, logo que a porta se fechou. Eu lhe dei o meu pequeno encolher de ombros, que o deixava louco. Eu estava tentando ser indiferente, mas estraguei tudo com uma pergunta idiota. — Você dormiu com ela? Ele não se ofendeu, como a maioria dos homens provavelmente faria. Ele nunca parecia se importar com minhas perguntas sobre seus casos antigos. Ele não gostava das minhas perguntas, mas ele parecia sempre disposto a me dar as respostas. Eu apreciava sua franqueza, mesmo que eu nem sempre gostasse de suas respostas. — Eu nunca dormi. Nós sempre fomos estritamente platônicos, e nós somos amigos desde o colegial. Então, o que você acha dela? Eu fiz uma pequena careta, mas não de uma forma que ele pudesse vê-la. — Estou tentando me reservar de qualquer julgamento, no momento. Ela me disse que vocês são amigos há muito tempo, mas ela parece nutrir uma antipatia vaga por mim. O sentimento é reciproco, até agora. Sua mão agarrou meu quadril quase dolorosamente. — Por quê? O que ela disse para você? Eu lhe atirei um olhar. — Ela pensa que eu estou atrás de seu dinheiro, eu acho. É o que você pode esperar que todos estejam pensando e falando. Vou ter que me acostumar com esse tipo de bobagem, eu suponho. Ele usou o controle apertado no meu quadril, para puxar meu corpo contra seu duro estômago. Ele falou muito perto do meu ouvido, como se nós não estivéssemos sozinhos no elevador. — Você não tem que aturar isso. Nós podemos demiti-la. Você pode demitir qualquer pessoa que não combina com você, por qualquer motivo.
  • 248. Eu coloquei a mão em seu peito, direto sobre a marca do meu nome em seu coração. Eu olhei em seus amados olhos. — Isso não é necessário. Você foi, obviamente, capaz de manter uma boa relação de trabalho com ela ao longo dos anos. Talvez apenas deseje que ela não compre mais nada para mim. Mas eu não quero mais nada, de qualquer jeito. É muita coisa, James. — Eu vou ter uma conversa com ela, Bianca. Se ela desrespeitá-la de novo, eu vou demiti-la. Ela receberá um aviso claro, mas apenas um. Eu esfreguei aquele pequeno ponto doce no seu peito. — As pessoas vão pensar isso, James. Precisamos estar preparados para isso. É uma conversa que eu, sem dúvida, terei várias vezes. Não há nenhuma maldita maneira no mundo, que eu possa provar que eu não quero um maldito centavo de você. Chegamos ao piso térreo, e ele me abraçou ao seu lado, a mão indo até o aro no meu colarinho, para ligar seu dedo familiar, enquanto atravessávamos o requintado lobby, até o carro a nossa espera. No escasso espaço de entrada do prédio até o carro, três flashes nos atingiram, simplesmente para nos pegar entrando no carro. James me ajudou, sem dizer uma palavra, se aglomerando atrás de mim. Eu deslizei através do assento para lhe dar espaço, mas ele apenas me seguiu, me puxando ao seu lado, assim que a porta se fechou atrás dele. Ele beijou a pele logo atrás da minha orelha, enquanto falava. — E, no entanto, ele é todo seu, meu amor. Cada maldito centavo. Eu quero colocar o mundo aos seus pés. Não há nada que eu não faria por você. Você sabe disso, não é? Eu esfreguei minhas mãos sobre ele, tentando lhe confortar, ao ouvir a estranha vulnerabilidade em sua voz. Eu acariciei seu joelho, e depois encontrei o meu lugar favorito em seu coração, passando minhas mãos sobre ele uma e outra vez. — Eu não preciso de nada disso, James. Eu preciso só de você. Eu amo a sua honestidade, a sua ternura e seu domínio. Eu respirei fundo, de repente em pânico sobre as coisas que saiam da minha boca. Eu nunca tinha dito nada tão revelador para ele antes. — Mas eu não preciso de nada dessas outras coisas. — eu disse com firmeza.
  • 249. — No entanto, você tem. — ele murmurou, enterrando o rosto no meu pescoço. Ele começou a chupar lá, e eu me derreti. Ele se afastou abruptamente. — Eu não quero deixá-la desarrumada para o seu primeiro tapete vermelho. Eu estava sem fôlego quando respondi. — Pelo menos eu não estou mais nervosa agora. Eu nem me lembro mais por que eu deveria me importar o suficiente para ficar nervosa. Eu só me importo que você comece a me tocar de novo. Ele jogou a cabeça para trás e riu. Era seu riso feliz, e eu senti meu corpo inteiro ficar suave, eu dei um sorriso, nossos olhos se encontrando inequivocamente amorosos. Eu não acho que exista muito coisa que eu não faria, para deixá-lo tão feliz. E era tão pouco o que eu fiz para deixá-lo assim. Parecia um milagre para mim, que a cada pequeno gesto que fizesse, o afetava assim. Ele ainda estava me dando aquele sorriso de menino, quando o carro parou. A festa era, aparentemente, muito perto de sua casa. James me ajudou a sair do carro habilmente, sua mão caindo rapidamente para minha cintura. Ele me conduziu através da imprensa, como se fosse uma dança, as câmeras tirando nossas fotos em rápida sucessão. Eu engessei meu sorriso mais polido no meu rosto. Era um sorriso pronto para foto, com um toque simpático. Eu o tinha aperfeiçoado em uma idade jovem. Ao ter que crescer dolorosamente tão rápido, eu aprendi esse sorriso. Sim, ele era polido, mas eu tinha conquistado essa polidez. Alguns fotógrafos gritaram alguns comentários rudes, mas nós dois ignoramos. Eles estavam agindo dessa forma procurando uma reação, e isso era a última coisa que eu iria lhes dar. Meu sorriso nunca escorregou. James beijou minha testa quando finalmente fizemos nosso caminho para a grande entrada do edifício. — Você é natural. Esses cães de caça vão levar algum tempo para aprender. —
  • 250. Minha mente já havia se mudado da estranha experiência no tapete vermelho, quando vi uma porta para algum tipo de salão luxuoso. — Oh, James, eu não sei dançar. Eu nem sequer pensei nisso. Ele beijou minha testa novamente, e eu senti a ponta do seu sorriso. — Você só precisa dançar comigo, meu amor. E nós sabemos muito bem que se eu levar, você saberá como seguir, mesmo sem experiência. Eu tentei dizer a mim mesma que ele devia estar certo. Talvez fosse tão fácil assim. No entanto, eu senti os nervos apertarem o meu estômago. Um fluxo interminável de cumprimentos e conversas educadas começou quase imediatamente. Entendi, pelo que ouvi de algumas das gentilezas trocadas, que este era um evento que sua mãe estava envolvida, antes que falecesse. Ela tinha feito vários desses eventos de caridade, eu soube, doando quantidades generosas, tanto do seu tempo, como do seu dinheiro. James tinha mencionado brevemente que esse evento era para arrecadação de fundos para pesquisa do câncer de um proeminente hospital de Nova York. Eu tentei falar as coisas certas, quando me perguntavam alguma coisa, mas rapidamente me senti fora do meu mundo Eu nunca tinha ido a nada parecido com esse evento de gala antes, e eu me sentia pressionada com tanto dinheiro que surgia nas conversas que eu estava mantendo. Era esmagador, para dizer o mínimo. James, por sua vez, estava nos seu ambiente em um evento como esse, inclusive me chamando em conversas que realmente não tinham nada a ver comigo, e mantendo uma mão quente no meu quadril, muitas vezes enviando sorrisos quentes e tranquilizadores na minha direção. Ele parecia contente apenas em me ter ao seu lado. Mas eu me sentia estranha, como se eu não tivesse nenhum motivo para estar ali. As apresentações rapidamente se tornando um borrão para mim. A maioria das pessoas que eu conheci não tinha deixado impressão suficiente, para colocar um nome ao seu rosto, antes de seguirem em frente.
  • 251. Havia algumas exceções. Após essa mistura de pessoas por pelo menos uma hora, fomos abordados por uma mulher, com a aparência mais austera que eu já vi na minha vida. Ela devia ter por volta de setenta anos, com cabelos prateados puxado para trás em um coque severo, e um vestido marinho, que ia do pescoço até os dedos dos pés, as linhas duras mostrando uma figura magra. Ela ficou bem diante de nós antes de falar. Seu tom era gelado e duro, seu sotaque nitidamente britânico. — James. Como você está esta noite? Seus olhos estavam frios, quando ele estudou a mulher, mas no momento em que ele falou, eu detectei uma nota de algo que eu nunca tinha ouvido ele falar antes. Era quase como se ele exagerasse, em um tom levemente irônico, imitando o sotaque dela apenas o suficiente para provocá-la. Eu o assistia, fascinada. — Tia Mildred. Eu estou bem. E como você está esta nesta bela noite? Sua sobrancelha arqueou. Eu imaginei que para ela, isso pode ter sido uma forma de resposta. Ela não me lançou um olhar. — Bem o suficiente. Tenho ouvido coisas sobre você. Coisas perturbadoras. Ainda mais perturbadoras do que os seus deboches usuais. Por favor, me diga que você não convidou uma comissária de bordo sem dinheiro para viver em uma de suas casas. Eu endureci, mas ainda não conseguia desviar o olhar de James. Como é que todos pareciam saber que começamos a morar juntos, antes mesmo que isso acontecesse? Eu mal acabei de concordar com esse arranjo. Seus olhos começaram a brilhar, mas não era um brilho positivo. Era como se ele houvesse se envolvido com esta mulher em brincadeiras hostis muitas mais vezes, que poderia contar, e eu pensei que ele parecia apenas querer continuar com esse jogo de ofensas. — Tia Mildred, conheça a minha namorada, Bianca. Bianca, esta é a minha encantadora tia Mildred.
  • 252. A mulher terrível apenas me lançou um olhar malévolo, me dando um sorriso de escárnio. — Ora, Ora, veja só isso tia. — James continuou nesse tom provocador. — É melhor você jogar bonito com a minha querida Bianca. Eu não a convidei para morar em uma das minhas casas. Eu a recebi em todas elas. E embora eu saiba que isso iria quebrar seu coração, se algo vier a acontecer comigo, você vai ser obrigada a pedir a esse anjo para cobrir suas despesas, porque quando eu morrer, ela será a minha única herdeira. Eu lhe atirei um olhar. Eu não gostei dele me colocar no meio, do que era obviamente, uma briga de família. Eu deixei meus olhos lhe dizer exatamente isso. Ele apenas sorriu para mim, acariciando um dedo na minha bochecha. Mildred pigarreou. — Eu sei que você gosta de se divertir às minhas custas, seu menino desprezível, mas isso está indo longe demais. Realmente, isso é uma coisa ridícula a dizer. Você vai dar a pobre garota atrevida, delírios de grandeza. Ele parou de sorrir, lhe dando um olhar muito sério. — Isso não é brincadeira, Mildred. Conheça o meu futuro. Seu nome é Bianca. Chegue a um acordo com essa ideia. Meu conselho seria que tentasse descobrir o seu lado bom. — Com isso, ele me levou para longe.
  • 253. CAPÍTULO TRINTA E UM Ele estava tenso quando me levou para longe. — Por favor, não me envolva nessas coisas de família, James. Me deixa terrivelmente desconfortável. Sua boca se apertou. — Apenas lide com isso, com a segurança que lidou com a imprensa, amor. Minha família é fodida à enésima potência, e agora você é uma parte dela. Confie em mim, é melhor enfrentá-los de frente. — Enfrentar de frente é diferente de incitar aquela mulher horrível com mentiras sobre herdeiro ou herdeiros. Ele franziu os lábios, me estudando. Eu poderia dizer que ele estava discutindo consigo mesmo, sobre o que ele deveria dizer para mim. — Não era uma mentira, Bianca. Você vai herdar tudo, eu vou deixar isso oficializado. Eu já comecei o processo. Eu oscilava um pouco sobre meus pés, me sentindo subitamente muito tonta. — Por favor, não, James. Não diga isso, e se você é tão louco que pensa realmente em fazer isso, pare agora. É a última coisa que eu quero. Sua família vai me desprezar. — Eu sinto muito em dizer que eles vão desprezá-la de qualquer maneira. Eles são um ninho rancoroso de víboras, e se algo acontecer a nós dois, toda a herança da família irá para as instituições de caridade favoritas de minha mãe. Eu sei que você vai me dizer que eu sou muito apressado, que é tudo muito repentino, mas é assim que eu faço as coisas, Bianca. Quando estou certo de uma coisa, eu sou decisivo sobre isso. — Seus olhos estavam firmes nos meus enquanto falava, e nós nos encaramos por um longo momento, enquanto eu tentava processar o que ele estava dizendo.
  • 254. — Você não vai me convencer do contrário. — ele continuou — Estou bastante decidido sobre isso. E isso só precisa incomodá-la se você permitir. Volte a fingir que você não sabe, se você precisar. Eu lhe dei um longo olhar, o encarando com a mesma profundidade. — Você é impossível! — Eu respondi. Ele teve a coragem de sorrir. Seu olhar disparou para um ponto atrás de mim, e num instante o sorriso desapareceu, substituído por uma mascara inexpressiva. Isso me preocupou. Eu não queria ver o que o havia incomodado o suficiente para fechar sua expressão tão rapidamente. Eu me virei, um sentimento próximo ao medo no meu estômago, e com certeza, era justificado. Jules estava a menos de dez metros de distância, fazendo claramente o seu caminho até nós com ímpeto. James se aproximou de mim, inclinando a cabeça mais perto do meu ouvido. — Sinto muito. Eu não sabia que ela estaria aqui. — Eu não a estou a evitando. — eu disse a ele, meus olhos nunca deixando a linda e encantadora mulher. Ela estava deslumbrante em um vestido de seda creme. Seus ombros eram perfeitos e delicados no vestido clássico sem mangas, sua pele um tom escuro perfeito contra a seda pálida. Meus próprios ombros eram largos, pálidos e ossudos. Seu decote era perfeito, mostrando apenas o suficiente para ser de bom gosto e sexy. Meu próprio decote parecendo vulgar em comparação. Justo ou não, eu a odiava. — Isso, no geral, é o melhor, eu acho. — James disse baixinho no meu ouvido. — No entanto, eu posso ver daqui, que ela está determinada a criar problemas para nós. Por favor, meu amor, não a deixe atingi-la. Respirei fundo, não respondendo. A última vez que tinha visto essa mulher, eu fiquei devastada pelas coisas que ela tinha deixado implícitas sobre seu relacionamento com James. Se eu pudesse confiar em James, e eu estava
  • 255. começando a fazer isso, esta mulher estava próxima da loucura, plantando histórias para a imprensa, sobre o seu caso fictício de amor. Eu estava determinada a não permitir que ela me atingisse. Ela não valia a pena, mesmo que ela seja uma das mulheres mais bonitas que eu já vi. Eu a desprezava por isso, por estar tão próxima da contraparte feminina, da beleza impossível de James. Jules nos deu o que parecia ser um sorriso verdadeiramente genuíno, quando ela se aproximou. — James! Bianca! Como é lindo ver vocês dois. — Ela beijou o ar em nossas bochechas. Nossas respostas e posturas eram quase idênticas, quando ela se inclinou para nós dois. Duro e desconfiado. James me segurou contra ele, com um braço forte em volta da minha cintura, serpenteando a mão para segurar meu quadril com firmeza. Um lado da frente do seu corpo pressionado as minhas costas. Pensei, ressentida, que Jules ainda cheirava divinamente, quando ela se afastou com um sorriso nos lábios vermelhos do sangue. — Dá um tempo, Jules. Eu sei sobre as histórias que você está plantando na imprensa. Exatamente o que você espera conseguir com isso? E vir aqui? O que você está fazendo? Para que desperdiçar tanta energia? Só por puro despeito? Ou ficou realmente tão viciada em ficar nas manchetes? — James falou com uma voz fria, desdenhosa que de alguma forma conseguiu parecer entediada. O sorriso de Jules quase escorregou, mas senti como seu desdém a esmagou, quando olhei em seus olhos cinzentos. Ela é apaixonada por ele, pensei. Eu não deveria ficar surpresa, considerando todas as coisas. E, claro, considerando quem era o homem. Quem não ficaria apaixonada por ele? Eu não tinha notado a segunda mulher, até que James falou com ela, embora fosse difícil acreditar que alguém poderia ignorar a mulher deslumbrante. Talvez
  • 256. fosse seu tamanho. Ela era muito pequena, talvez 1,5om, com cabelo preto encaracolado que caía solto até a cintura. Seu rosto era devastadoramente bonito. Mesmo Jules não era páreo para essa mulher. Ela tinha o rosto de um anjo, seus olhos de um azul claro, que se destacava em sua pele escura. A pele escura quase do mesmo tom da mulher que estava ao seu lado. Na verdade, seus tons de pele combinavam perfeitamente, o suficiente para pensar que poderiam ser irmãs. Ou isso, ou elas usaram a mesma spray de bronzeamento. Se for isso, valeu a pena cada centavo. Ela usava um vestido vermelho, que combinava com os lábios carnudos em forma de coração. Era um estilo clássico, que combinava com o vestido de Jules quase perfeitamente, até o material de seda, um deles vermelho, um deles branco, como se tivessem planejado. Um anjo e um demônio. Elas estavam de mãos dadas, e eu sabia que essa mulher era um problema para mim. Eu apenas sabia disso. Foi, provavelmente, a forma como seu foco nunca se afastou de James. Como se ele a houvesse treinado a nunca olhar para longe dele... — Bianca, querida, este é Jolene. Jolene, Bianca. Eu sei que você estava morrendo de vontade de conhecê-la. O que você acha? Jules se dirigiu a Jolene. Jolene encolheu os ombros, um ombro encantador, seu olhar nunca deixando James. — Olá, Sr. Cavendish. — ela disse suavemente. Sua voz quase sussurrada e sangrando vibrações sensuais na pequena distancia que os separavam. Olhei para James, quase com medo de ver sua reação à mulher deslumbrante. Ele lhe deu um aceno duro de cabeça, seus olhos frios e ilegíveis. — Jolene. Jules ignorou todo o embaraço, sorrindo para mim como se fôssemos amigas de longa data. — Você e Jolene têm muito em comum, Bianca. Eu aposto que você pode imaginar alguns deles...
  • 257. A mão no meu quadril tinha se transformado em uma aperto de morte. — Bem, nós tivemos o suficiente de jogos imaturos por esta noite. Por favor, nos desculpe, senhoras. Ah, perfeito. Eu acho que acabo de ver o seu irmão, Jules. — Eu peguei uma expressão fugaz quase de pânico no rosto de Jules, enquanto James me puxava para longe. Ela estava procurando a multidão, não muito feliz. Eu não tive tempo de perguntar a James com relação as minhas duvidas sobre aquela troca estranha de palavras, e as conclusões a que tinha chegado, antes que ele me apresentasse a um homem impressionante, que eu sabia num piscar de olhos, que devia ser o irmão de Jules. Eles poderiam ser gêmeos, mas ele era muito mais alto e mais amplo. — Bianca, este é um grande amigo, Parker. Parker, esta é a minha Bianca. O homem sorriu calorosamente, tanto quanto sua irmã fez, embora eu imaginei que o seu sorriso podia realmente ser verdadeiro. — É tão bom finalmente conhecer você, Bianca. James me instruiu a não assustá-la, mas eu gostaria de lhe agradecer por finalmente tê-lo feito se acalmar. Minha esposa e eu adoraríamos convidá-los para o jantar. Em uma data que for mais conveniente para vocês, é claro. Você deverá ver James com nosso filho de dois anos de idade. Você vai ter desejo de um bebê em um piscar de olhos, eu garanto. Eu ainda estava dura e chateada com a troca de palavras com Jules e Jolene, e isso só me fez ficar ainda mais tensa. Eu simplesmente não tinha ideia de como responder a tal declaração. Nem sabia por onde começar. James apenas suspirou. — Isso não foi a melhor maneira de não assustá-la, Parker. Claro, também não ajuda o fato de que apenas tivemos que correr de sua irmã demente. Ela está sendo ainda mais louca do que o normal. Ela está aqui com Jolene. Parker começou a escanear a multidão com suas palavras. — Aquela pirralha. Que diabos ela pensa que está fazendo, afinal? O que ela espera conseguir? Ela só está conseguindo que você nunca mais queira falar com ela novamente. Eu vou ter uma conversa com ela. Para onde ela foi?
  • 258. James apontou na direção que tínhamos vindo, e Parker já estava longe em um piscar de olhos. James sorriu para mim. — Ele vai discutir com ela a noite toda. Eu ainda não consegui responder, porque outra mulher se aproximou de nós, seu sorriso simpático e acolhedor. Ela tinha, talvez, 1.7o m, com cabelo encaracolado loiro claro, cortado em um estilo elegante. Ela era uma beleza clássica, com um estilo tradicional e lábios rosados suaves. A cor de seu vestido rosa suave, que combinava com ela perfeitamente. Era um vestido estilo sereia, com camadas fofas de tafetá, que se moviam alegremente enquanto caminhava. Eu não acho que muitas mulheres poderiam ter segurado esse estilo. Ela tinha uma figura muito magra, e caminhava com absoluta confiança. Eu pensei que Jackie adoraria vesti-la. Ela caminhou diretamente para os braços de James para um longo abraço. Eu assisti a troca, com a máscara impassível que eu tinha adotado em toda a noite, dando um passo cuidadoso para longe deles. Gostaria de saber quais as probabilidades que James de alguma forma, não tivesse dormido com esta linda mulher. Eu não estava adivinhando direito ultimamente. E eu ficaria feliz se estivesse errada. Ela se afastou, finalmente, sorrindo para nós dois, olhando para frente e para trás entre nós. Ela sorriu, seu olhar, finalmente, apenas se decidindo por mim. — Você deve ser Bianca. Estou muito feliz em conhecê-la. Eu sou a esposa de Parker, Sophia. Eu sorri de volta, mas eu sabia que era um sorriso duro. Eu tinha estado muito vigilante, para até mesmo conseguir dar um sorriso de verdade. — Prazer em conhecê-la, Sophia. — Parker já encontrou Jules. Ele esta tentando falar alguma coisa que faça sentido para ela. Ela e Jolene vindo aqui juntas. — Sophia fez uma careta. — Isso foi um pouco tolo. — Ela olhou para mim, estendendo a mão para tocar meu braço tranquilizador.
  • 259. — Jules adora fazer showzinho, mas ela é basicamente uma princesa da sociedade, que é mimada ao ponto de que nunca teve que lidar com a noção de que ela não pode ter tudo o que quer. Ela está sendo particularmente inflexível sobre o fato de que ela não pode ter James. Ela esta nos deixando loucos, principalmente eu e Parker, porque até hoje, seu pai lhe dá tudo o que ela quer. Ela nunca teve que trabalhar um dia em sua vida, e ela tem tempo demais em suas mãos para causar problemas. Sophia olhou para James. — Parker está pensando seriamente em contar ao seu pai sobre algumas das coisas que ela tem feito. Ela tem seus pais crentes em algumas de suas ilusões sobre vocês dois. Como se ela estivesse segurando uma barra com você dois todos esses anos, ao contrário da verdade, que é o que ela sempre faz o que diabos ela quer, com quem quer, seja do sexo masculino ou feminino. Inferno, ela me cantou quando Parker e eu ficamos noivos. O fato é que ela acha que ela está apaixonada por você, mas isso é só porque ela é muito egoísta para saber o que realmente é o amor. E você sempre foi claro sobre como se sentia. — Ela tomou um fôlego depois desse pequeno discurso. Eu só pisquei para ela. Muitas pessoas não eram tão abertas em um primeiro encontro. — De qualquer forma — continuou ela — não se surpreenda se os pais de Jules e Parker te tratarem estranho. Eles não têm noção do que realmente está acontecendo. James suspirou profundamente. — Eu não posso dizer que estou ansioso por isso. Talvez eu mesmo devesse ter uma palavra com eles. As coisas que ela anda dizendo as revistas de fofocas é inaceitável. Sophia empalideceu. — Sim, você está absolutamente certo, mas acho que Parker deve ser o único a falar com eles sobre tudo isso. Eu vou garantir que ele faça isso, mais cedo ou mais tarde. James balançou a cabeça, mas ele não parecia feliz com isso. Sophia pareceu encontrar alguém atrás de nós. Ela me beijou na bochecha. — Por favor, você tem que vir jantar em nossa casa algum dia. Eu prometo que a
  • 260. conversa será sobre coisas mais agradáveis. — Eu balancei a cabeça rigidamente, antes que ela se afastasse. James a observou ir, acenando para quem ela havia visto. Imaginei que fosse Parker, apesar de não voltar para olhar. Ele me estudou por um longo tempo, um olhar solene e um pouco preocupado. — Você está bem, amor? Eu só o estudei, meu peito apertado e sentindo dores. — Jolene era sua submissa. — Eu disse, minha voz muito suave.
  • 261. CAPÍTULO TRINTA E DOIS Sua boca se apertou, deixando sua mandíbula cerrada, mas ele não parecia nem um pouco surpreso que eu tenha chegado a essa conclusão. — Sim, ela era. Verbo no passado. Por favor, não vamos falar sobre isso aqui. Eu vou te dizer qualquer coisa que você queira saber, mas mais tarde. Pensei nele fazendo todas as coisas que fez comigo com aquela criatura perfeita, e eu me senti enjoada. Como eu poderia competir com alguém tão lindo? E como ele poderia me querer por mais tempo, quando ele teve uma mulher como aquela, que era, obviamente, ainda apaixonada por ele? O pensamento era assustador e desmoralizante. Ele segurou minha nuca com firmeza. Meu olhar tinha ficado um pouco vidrado com os meus pensamentos, mas eu olhei para ele de frente. Seu rosto estava composto, mas havia tristeza em seus olhos. — Por favor, não pense assim. — disse ele, sua voz tranquila, mas triste. Eu arqueei uma sobrancelha para ele. — Você está lendo minha mente agora? — Eu perguntei a ele. Eu estava meio brincando. O homem tinha uma incrível capacidade de me ler. Ele suspirou. — De certa maneira. Eu poderia afirmar, olhando para você, que você estava tendo dúvidas sobre nós. Sobre mim. Eu não posso mudar meu passado, Bianca. Tudo que posso fazer é ser honesto com você, e eu estou fazendo o meu melhor. Eu tentei fazê-lo entender. — Eu entendo isso. Mas eu entender e me sentir bem com isso, não é a mesma coisa. Seu passado, todas as outras mulheres... me intimidam. Não há nenhuma maneira que eu posso competir com tudo isso.
  • 262. Seus olhos ficaram um pouco selvagens com minhas palavras. Sua voz tinha um toque de raiva fria quando ele falou. — Eu nunca pedi isso. Para mim, você não tem nenhuma competição, Bianca. Alguém deveria dizer isso a suas ex-amantes, eu pensei, mas no momento que tive esse pensamento, eu sabia que era injusto. Ele me estudou, visivelmente acalmando aquele temperamento forte dele. — Vamos dançar. — ele murmurou, me levando em direção ao salão. — Eu realmente não sei. — eu disse a ele, a voz baixa para não ser ouvida. — Isso não importa. Eu quero lhe mostrar uma coisa. Venha. Ele me levou com firmeza para o salão de baile, e para a pista de dança, sem mais delongas. Ele me puxou para uma dança como se fosse a coisa mais natural do mundo. E no final, acabou por ser apenas isso. Ele levou, e eu segui. Ele me segurou perto em seus braços, apenas um fôlego entre nós, e me levou como se tivéssemos praticado milhares de vezes. Ele murmurou em meu ouvido, enquanto me levava através dos passos, que acabou sendo fácil e natural. — Você pode não gostar do meu passado e minha experiência. Mas ele tem suas vantagens. Isso me fez ver muito cedo que você e eu somos diferentes. Essa coisa que temos é diferente. Veja esta dança, por exemplo. Ela vem natural, porque você e eu estamos tão perfeitamente sincronizados. E eu sabia que seria assim. Eu não tinha dúvidas, e eu estava certo. É assim que sempre será com você, Bianca. Você não é experiente. E talvez seja por isso que você não pode ver o quão perfeito somos juntos. Não da forma que eu vejo. É por isso que você precisa aprender a confiar em mim. Tenho certeza disso, eu tenho certeza de nós dois. E vou me esforçar para convencê-la também, meu amor. Eu deixei ele me levar através da dança, e me senti como em um sonho. Ele assumiu o controle e foi mágico. Um violino pesado adicionava um fio de melancolia a dança, mas acrescentou emoção também. Olhei para ele como se movia, mas eu poderia ter fechado os olhos, isso vinha tão naturalmente. Eram
  • 263. aqueles momentos em que eu poderia deixá-lo assumir o controle, e era perfeito. Eu tinha pensado que esse efeito só poderia funcionar no quarto, mas, aparentemente, ele dominava na pista de dança também. — Oh, James. — eu suspirei, sem saber o que fazer com ele. Ele era uma força da natureza. — Isso tudo é muito rápido. Você sobrecarrega cada parte de mim. Eu não queria estragar o momento, mas eu o senti endurecer imediatamente com minhas palavras. — Isso soa ameaçador. — ele disse, com a voz muito baixa e com uma dureza quase imperceptível. Gostaria de saber, infelizmente, se eu que tinha colocado essa vulnerabilidade em seus olhos. Se eu era o motivo de sua atitude cautelosa. Mas então eu mentalmente me castiguei. Eu estava me dando muito crédito. Perversamente, o pensamento me fez sentir triste e mais tranquila. Ele me deixou livre, quando a música brevemente morreu. Ele ignorou a nova música que começava, um som lento, e com um acorde instrumental sensual forte. Eu só sabia que eu tinha escurecido seu humor. — Eu preciso usar o banheiro, James. — eu lhe disse em voz baixa. Principalmente eu precisava de um momento para mim. Eu apenas tinha falado a verdade. Eu estava completamente dominada por ele. Ainda assim, me machucava desagradá-lo, o que eu sabia que a minha relutância constante fazia, e eu precisava de um momento a sós para me recompor. Uma onda de tristeza me abalou. Era para eu ser a única inocente aqui, mas eu simplesmente não podia confiar em James, da forma que ele parecia confiar em mim. A ideia era impossível para mim. Eu nem sequer confiava em meus próprios sentimentos. Toda emoção que ele me fazia sentir, confrontava direto com a minha relutância, meu ceticismo, e minha dúvida. Eu me sentia como se metade de uma pessoa, a parte que podia confiar em outras pessoas de alguma forma desaparecida na minha alma. — Claro. Por aqui. — ele disse, sua voz tão tranquila quando a minha, me levando, com a sua mão logo acima do meu cotovelo.
  • 264. Senti um impulso em tranquilizá-lo, ou mesmo pedir desculpas, pelo que, eu não tinha certeza. No final, eu fiquei em silêncio. Ele me levou até o banheiro, apontando para o corredor quando nos separamos. — Eu estarei esperando na antecâmara da sala de jantar. — Ele se afastou. Até o banheiro era assustador, enorme, com mármore branco e creme em todo o chão, e grossas colunas que pareciam fora do lugar em um banheiro. As cabines eram feitas de vidro fosco que iam do transparente ao opaco, quando você trancava a porta. Eu tinha visto esse truque antes, em alguns clubes da moda em Vegas, mas eu ainda ficava vagamente impressionada com o efeito. Eu só fiquei lá por um longo tempo, a porta fechada, tendo respirações profundas e dolorosas. Eu tentei entender o que estava me afetando assim. Eu me sentia cair, mais uma vez, tão profundamente sob o feitiço inebriante de James, mas uma parte de mim simplesmente não podia confiar nele. Mas era ele? Ou era eu? Eu era tão superficial que, só porque ele era tão incrivelmente lindo, eu não acreditava que ele poderia realmente se apaixonar por mim do jeito que eu tinha tão facilmente me apaixonado por ele? Ele tinha o rosto de um anjo, mas seus olhos eram tão hipnoticamente marcados, um espelho da minha própria dor em suas profundezas. Eu nunca tinha sido superficial, e eu sabia que sua aparência não tinha sido o que me fez apaixonar por ele. Era a alma debaixo de toda sua bela embalagem. Eu já tinha sabia que ele era mais, então por que não me permitia acreditar nisso? Por que uma sedutoramente bela submissa, muito mais próxima do seu estereotipo perfeito do que eu, já abalava minha fé nele, com apenas um breve encontro? Eu era insegura, ou apenas realista? Eu me repreendia, uma e outra vez, por ser tola. Se ele queria estar com Jolene, ele não estaria comigo... Finalmente, quando eu senti que eu tinha me dado uma boa e suficiente discussão, eu saí da cabine. Eu balancei a cabeça educadamente a atendente do banheiro, enquanto eu lavava minhas mãos.
  • 265. Eu estava verificando minha maquiagem cuidadosamente no espelho, quando duas figuras deslizaram através da porta. Eu endureci quando vi quem eram. Jules praticamente sorriu quando me viu. O olhar de Jolene foi ainda mais confuso. Era selvagem e quase... latente. Eles se mudaram para minhas costas, movendo-se juntas, como se tivessem sincronizadas. Eu era mais alta do que as duas, mas elas ainda conseguiram me fazer sentir oprimida. — Bianca. — Jules murmurou, passando a mão por cima do meu cabelo carinhosamente. Eu endureci até que eu me senti um pouco frágil. Seu sorriso se alargou, e ficou perversamente, mais quente. — Como você está, meu amor? James já a esta dispensando para longe? Ele é muito bom nisso, você sabe. Ninguém é tão bonito ou tão charmoso quanto o nosso James. Você não concorda, Jolene? Jolene estava me estudando no espelho, mal piscando enquanto seus olhos deslumbrantes me encaravam — Ele é irresistível e totalmente implacável quando quer uma nova mulher. No início, ele me perseguiu com tanta paixão e fogo que eu ainda sonho com isso às vezes. Eu nunca me senti tão bonita ou desejável, como me sentia quando eu estava com James. Foi o ano mais emocionante da minha vida. Minha respiração ficou presa, meu coração batendo no meu peito quase alto o suficiente para abafar a suas últimas palavras. Um ano? Minha cabeça começou a girar. — Diga-lhe tudo, Jolene. — Jules falou com a outra mulher. Era uma ordem, na verdade. — Eu estava sob contrato com o Sr. Cavendish por um ano e dois meses. Eu pertencia a ele por esse tempo, exclusivamente, a menos que ele dissesse o contrário, para fazer o que quisesse, completamente à sua disposição. Eu estava no meu próprio céu pessoal.
  • 266. Sob contrato? Eu tentei afastar isso, porque eu sabia um pouco sobre o contrato que ela falou, mas ele nunca tinha tentado fazer o mesmo comigo. Talvez porque ele tivesse medo de me assustar, talvez não. Mas um ano e dois meses? Ele afirmou nunca ter tido uma namorada antes, mas isso parecia muito mais sério do que ter uma namorada... — Há quanto tempo foi isso? — Eu perguntei a Jolene, mantendo meu rosto cuidadosamente inexpressivo, o meu tom vazio. Ela passou a língua sobre os dentes, e o gesto familiar me atingiu forte, como se tivesse aprendido com James. Ela deve conhecê-lo muito melhor do que eu, pensei. — Três anos atrás. Eu estava um pouco mais calma. Eu arqueei uma sobrancelha com suas palavras. — Tempo demais para que você ainda esteja tão presa a ele, não acha? — Eu perguntei a ela. Eu não me importava nada se eu saísse como uma cadela para estas duas mulheres. A última vez que eu tinha encontrado Jules, suas palavras tinham me esmagado, e eu tinha fugido como um animal ferido. Eu queria que ela soubesse que, desta vez, eu não seria uma vitima tão fácil. Os olhos de Jolene estavam sérios, como se ela não sentisse sequer uma sugestão da minha malícia. — Três anos atrás, foi o fim do nosso contrato escrito, mas longe de ser o fim. Ele ainda me chama, muitas vezes, entre alguma nova conquista que ele esteja obcecado. Apenas seis semanas atrás ele me fez voar para Las Vegas em seu jato particular para passar uma noite com ele.
  • 267. CAPÍTULO TRINTA E TRÊS Finalmente ela conseguiu marcar um ponto, e eu me senti tremendo. Eu fiz um pouco de matemática no meu cérebro apagado. Ele admitiu estar com uma mulher apenas um dia antes de me conhecer. As datas batiam com a sua afirmação. Pelo menos ele não a chamou enquanto estávamos em nossa pausa... Eu virei meus olhos para Jules, estudando-a e tentando muito duro me lembrar que essa mulher estava apenas tentando me causar problemas. E, ainda assim, estava conseguindo... — E qual é o seu propósito em tudo isso, Jules? Você quer mapear o seu próprio relacionamento com James para mim? Ela me deu aquele sorriso quente. O falso sorriso mais sincero que eu já vi. — Eu não sou sua submissa, se é isso que você está perguntando. Ele me vê como sua igual, e nunca me trataria desse jeito. Ela não entende, eu pensei, um pouco chocada. Não era sobre a igualdade. Na verdade, James sempre me fez sentir que eu tinha a maior parte do poder na relação, do lado de fora do quarto. Depois de todo o problema que esta mulher tinha nos causado, ao perceber que ela não era mesmo o tipo dele, e que ela realmente não entendia isso, era impressionante. — Eu sou sua parceira em igualdade. — ela continuou — e temos sempre sido absolutamente perfeitos assim. Eu sou autoconfiante o suficiente para lhe permitir ter esses excêntricos pequenos assuntos secundários. Tudo o que eu conseguia pensar enquanto ela falava, era o quão patética ela era. — Você tem noção que ele tem uma opinião completamente diferente sobre o
  • 268. seu relacionamento, não é? Ele disse que já se passaram pelo menos um ano, desde que vocês tiveram relações sexuais. Ele afirma que você é apenas uma amiga. Seu rosto apertou quase imperceptível, mas eu vi a tensão em torno de sua boca. Ele estava marcado no rosto jovem como uma velha amargura. — Ele está semeando sua aveia selvagem. Eu sou uma mulher compreensiva. Ele precisa de uma parceira. É algo que só alguém da nossa classe social poderia realmente compreender. Eu tinha quase me esquecido de Jolene, até que ela apertou seus grandes seios moles contra meu braço. Meu olhar se voltou para o dela no espelho. Os olhos dela estavam queimando em mim. — Nós não precisamos ser sua inimiga, Bianca. — disse ela, com a voz quase sem fôlego. — Se você acha que vai ficar um tempo mais longo com o nosso James, você deve saber que ele só fica interessado em mulheres que gostam de outras mulheres. Eu pisquei para ela, tentando encontrar um outro significado às suas palavras. — Desculpe-me? — Eu perguntei a ela. Eu não poderia confundir a forma que ela se esfregou contra mim. — Não há nada que ele ame mais do que dominar duas mulheres ao mesmo tempo. Será que ele não mencionou isso para você ainda? Eu adorava quando ele trazia outras mulheres para o playground com a gente. E, claro, como sua favorita, ele sempre me levava de volta, para brincar com suas novas subs. Uma onda de náusea me bateu, e eu cerrei meus punhos. Eu não queria que estas mulheres soubessem como elas tinham me afetado, mas foi uma luta, e eu sabia que elas não haviam terminado. Jolene abaixou o top sem mangas do vestido, expondo perfeitamente seus generosos e bem proporcionado seios. Notei os grandes aros de prata furados em seus mamilos vermelho escuro imediatamente.
  • 269. Seus lábios pecaminosamente cheios se curvaram em um sorriso sensual. — Ele só dá para suas favoritas. Você não sabia? Jules me chocou, pressionando com força contra mim por trás e agarrando meus pulsos em um aperto forte. Isso nem sequer me ocorreu, que eu teria que lutar naquele lugar. A ameaça física partindo dessas mulheres era a última coisa que eu esperava. Assim que Jules se moveu, Jolene estava levando seus braços ao redor do meu pescoço, e apertando seu corpo macio contra mim. Seu pequeno corpo era muito mais forte do que eu poderia ter imaginado, quando ela puxou minha cabeça para baixo dela. — Só um gosto, Bianca. — ela sussurrou, pouco antes de esmagar sua boca na minha. Eu registrei que era estranho ser beijada por uma boca úmida tão suave, quando ela moveu os lábios contra os meus. Eu estava congelada em choque com o ataque inesperado, até que ela empurrou sua pequena língua em minha boca. Então comecei a lutar contra as duas mulheres a sério. Mordi a língua de Jolene com força suficiente para fazê-la recuar com uma maldição. Ela parecia absolutamente chocada com a minha rejeição, enquanto se afastava de mim, com a mão sobre a boca. Jules me liberou quase no mesmo momento, se movendo para ficar diante de mim e ao lado de uma Jolene com o rosto vermelho. Os olhos de Jolene tiveram uma transformação surpreendentemente rápida, de chocada a dura, enquanto eu olhava a linda mulher. Ela apontou o dedo para mim. — Você está cometendo um erro, você sabe. Você não pode esperar que irá manter o seu interesse, a menos que você esteja disposta a ser mais aberta. Ele é completamente insaciável. Ele precisa de variedade, e se você não pode fornecê-la, ele vai acabar com você em uma semana. Enquanto ela falava, Jules estava ajustando a roupa de Jolene sobre os seios. Seu toque na outra mulher demonstrava familiaridade.
  • 270. Eu olhei para as duas. — Isso não vai acontecer. Se James quer outras mulheres, ele é livre para tê-las. Eu vou deixá-lo tão rápido, que ele não vai ter tempo nem de girar a cabeça. E se vocês gostam tanto de mulheres, vocês podem ter uma a outra. Por que mesmo se preocupar com James? A expressão de Jolene não alterou em nada. — Você não será capaz de deixálo ir tão facilmente. Ele é impossível de esquecer. Marque minhas palavras, você vai mudar de ideia sobre me querer. E eu estarei te esperando. — Enquanto ela falava, as duas mulheres entrelaçaram os dedos juntos, um claro sinal de sua solidariedade. Jules me deu um sorriso de um 'gato que comeu o canário’, enquanto elas saíam do banheiro. Elas saíram lentamente, como se não tivessem me agredido momentos antes. Eu só fiquei ali, olhando para a porta fechada por longos momentos, completamente atordoada com toda a demência dessa conversa. Apesar da minha determinação em não permitir que Jules nos causasse problemas, as coisas que eu tinha sido ouvido, abalaram a minha fé em James, e em nossa capacidade de ter qualquer tipo de relacionamento estável. Eu virei de costas para a porta fechada, para me olhar no espelho. A visão que meus olhos encontraram, me deixaram com raiva. Minha boca estava manchada do batom de Jolene, e meus olhos estavam arregalados e assustados. Eu arrastei a palma da minha mão em minha boca, limpando aquela cor ofensiva. Eu tinha esquecido completamente sobre a atendente do banheiro. Eu só lembrei de sua presença, quando ela gentilmente me ofereceu uma toalha. Eu lhe agradeci profundamente, enxugando o vermelho nos lábios, tentando apagar qualquer vestígio. Ele agarrou na minha boca com teimosia. Eu odiava aquela cor. A porta do banheiro se abriu e um furioso James rasgou dentro, como se tivesse levantado do túmulo. Ele me olhou com olhos selvagens, procurando no banheiro, enquanto ele se movia em minha direção. Uma mulher linda de morrer correu pela porta atrás dele. Ela tinha o cabelo loiro com reflexos, que desciam pelas suas costas em ondas, como uma sereia. Ela usava um vestido cinza suave, que conseguiu ser ao mesmo tempo elegante e sexy.
  • 271. Ele cobria do pescoço até o tornozelo, mas não fez nada para disfarçar sua espetacular figura de supermodelo. Eu não pude lhe olhar muito, porque James chegou ao meu lado rapidamente, colocando a mão na parte de trás da minha cabeça, sua outra mão inclinando meu queixo para cima para me estudar. — O que aconteceu? — Ele perguntou. Minha mão agarrou a sua, onde ele segurava meu queixo, e seus olhos voaram para a palma da minha mão. Ela estava coberta de manchas de batom vermelho. Seus olhos se moveram da minha mão para a boca e vice-versa. — O que aconteceu? — Ele repetiu, em tom severo. — Você não consegue adivinhar? Suas exs colocaram suas mãos em mim. A mais baixinha não entende exatamente o que significa a palavra "não”. — eu disse a ele. Minha voz saiu mais fria do que eu queria. Sua mão mudou para um aperto quase doloroso no meu queixo. Sua voz ficou muito baixa, mas eu ouvi o pânico nela. — Elas agrediram você? — Jules segurou meus pulsos, enquanto Jolene tirou a blusa e me obrigou a beijá-la. Sim, eu acho que você poderia dizer que me agrediram. Elas parecem ter algum tipo de rotina em impressionar suas mulheres em fazer triângulos. — Eu deixei o meu rosto e voz inexpressiva o quanto pude. Eu queria ver a sua resposta, e eu olhei com cuidado para ele. Ele se encolheu, um tipo horrível de selvageria cruzou seu rosto. Ele me puxou para o seu peito. — Sinto muito. Eu deveria ter feito um melhor trabalho em protegê-la. Eu juro que vou tomar as medidas necessárias para garantir que nada parecido volte a acontecer. Eu nunca sonhei que elas iriam fazer algo como confrontá-la em um banheiro. E eu nunca imaginei que iriam colocar as mãos em você. Eu deveria ter percebido que ele iria se culpar por tudo. Eu ainda me sentia irritada e amarga sobre a coisa toda, mas mesmo com isso, eu me senti querendo suavizar com ele.
  • 272. — Bianca, esta é Lana. Ela é uma velha amiga. — James fez a apresentação, ainda segurando meu rosto enterrado em seu peito. — Ela viu você sendo assediada no banheiro e foi gentil o suficiente para me vir buscar. Eu me virei para conhecer a mulher, sem perder o carinho claro que eu ouvi em sua voz, quando disse o nome da mulher. A mulher era ainda mais impressionante do que eu tinha percebido, quando a olhei pela segunda vez, desta vez com mais atenção. Ela me deu um sorriso amistoso, mas cuidadoso. Ela tinha o rosto de uma princesa de conto de fadas, com os olhos tão brilhantes de um azul, que eram quase violeta. Eu me perguntei se eles eram realmente a real cor dos seus olhos. Eu nunca tinha conhecido ninguém com olhos violeta antes. Seu cabelo loiro ondulado tinha todas as tonalidades de loiro refletido nele, e que corria pelas costas e os ombros como uma capa caprichosa. Seu rosto era deslumbrante, suas feições perfeitamente simétricas, com os olhos grandes e cílios espessos, o nariz pequeno e arrebitado, e aquela maldita boca macia e carnuda, tão próxima em ser tão magnifica quanto James. Ela estava no mesmo nível dos meus olhos, o que significava que ela estava em algum lugar entre 1.76m/1.82m, eu não poderia dizer com certeza, sem uma boa olhada no tamanho de seus saltos. Enquanto eu a estudava, percebi que de alguma forma eu reconhecia essa linda mulher, embora eu não tivesse ideia de onde. Ela não era o tipo de mulher que alguém pudesse se encontrar e esquecer. Ela viu o enrugar da minha testa, enquanto a estudava. Ela parecia ler meus pensamentos, e fez uma careta. — Você me reconheceu. — disse ela com um suspiro. Sua voz era suave e musical. Ela levantou uma sobrancelha para James. — James, você está no banheiro das mulheres, o que parece ter esquecido. Espere lá fora. Eu vou ajudar a sua Bianca a se refrescar, para que vocês possam fazer a sua fuga. Eu vou mesmo apresentar as suas desculpas, mas você precisa sair desse banheiro, antes de criar uma cena. Qualquer um pode entrar aqui, a qualquer momento.
  • 273. James beijou o topo da minha cabeça, antes de sair para a porta. Ele me lançou um olhar preocupado, mas falou para Lana. — Não demore muito. — Ele alertou. Ela estendeu uma cadeira na frente do gabinete para mim. — Sente-se, querida. — ela disse. Eu acatei, respondendo automaticamente a bondade em sua voz. Ela não poderia ter mais de vinte e seis, mas ela tinha um semblante quase maternal, apesar de sua beleza explosiva. Eu a estudei no espelho, mas ainda não conseguia localizar. — Porque eu acho que te conheço? — Eu perguntei finalmente. Ela tinha espalhado a sua enorme bolsa sobre o balcão, e estava cavando através dela com determinação. Ela me lançou um sorriso irônico. — Eu tive uma carreira catastroficamente curta como modelo há alguns anos atrás. Eu não era adequada para essa carreira, mas as pessoas às vezes me reconhecem de alguma famosa capa de revista que fiz. Eu apenas ainda sou lembrada pelas capas, porque minha mãe era uma supermodelo dos anos oitenta. Enquanto ela falava eu tive uma memória dela, em um minúsculo biquíni amarelo, abraçando uma prancha em uma capa que ficou muito famosa da Sports Illustrated. Meu queixo caiu. — Você foi uma supermodelo. Você não é mais? Ela encolheu os ombros, seu sorriso ficando depreciativo. — É um fato que eu sou muito melhor em trabalhar na empresa da família, do que em ficar sorrindo para a câmera. Estudei a mulher fascinante, feliz por uma distração do drama da noite. — Qual é o negócio da família? Ela lançou uma covinha encantadora para mim. — Não use isso contra mim, mas minha família também está no negócio de hotéis. Os Middleton são famosos concorrentes da família Cavendish. Imagine o choque de todos, quando James e eu nos conhecemos e nos tornamos amigos rapidamente, isso há oito anos atrás.
  • 274. Gostaria de saber se eles realmente eram apenas amigos. Como pode duas pessoas do sexo oposto, escandalosamente magnificas, serem estritamente amigas? Especialmente se um deles era James... Ela pareceu ler minha mente novamente. Seus olhos se arregalaram contra os meus pelo espelho, e ela balançou a cabeça com veemência. — Nós temos sido estritamente amigos. Saímos para jantar algumas vezes quando nos conhecemos. Eu acho que James estava brincando com a ideia de tentar me seduzir, mas nunca chegou a isso. Ele é um homem que sabe ler as mulheres, e ele sabia que eu não estava receptiva. E devo lhe dizer, estou bastante aliviada com a mudança que vi nele desde que a conheceu. Eu pensei por muito tempo, que James estivesse tão quebrado quando eu, se bem que por razões diferentes. — Quebrada? — Eu perguntei, completamente atraída pela sua maneira franca. Ela fez uma careta, mas seus olhos violeta de contos de fadas rapidamente suavizaram em um sorriso. — Eu não sou normalmente um livro tão aberto, mas eu não consigo evitar em ser assim com você. Faz sentido, eu suponho. Você e eu simplesmente temos que ser amigas. Eu adoro James, e eu te adoro, apenas por ser a mulher que finalmente o fez se apaixonar.
  • 275. CAPÍTULO TRINTA E QUATRO Eu não corrigi as suas palavras, ainda que me fizessem estremecer, como se tivesse atingido um ponto muito sensível. Em vez disso, virei o foco de volta para ela. — Por que você falou que vocês estavam quebrados? Ela sorriu. Era um sorriso muito triste, mas indiscutivelmente devastador. Ela apenas tinha esse efeito. O que ela sentia, mostrava claramente em seu lindo rosto, e era impossível ficar insensível a ela. — Desde que me lembro, eu sempre fui apaixonada por um homem que não pode me amar de volta. Na verdade, ele está apaixonado por outra pessoa, e eu demorei muito tempo para ver isso. Meu coração nunca foi capaz de seguir em frente, então, para o horror dos meus pais, eu pareço ser imune ao sexo oposto. Mesmo um homem tão bonito como James. No primeiro momento, eu tentei ficar atraída por ele, mas não adianta. Acho que foi depois disso que eu soube, eu não deveria me preocupar mais. Eu sou o tipo de mulher que só vai se apaixonar uma vez. Infelizmente, minha única vez foi com um homem que só pode me ver como uma irmã. — Isso é impossível! — Eu disse a ela. — Você poderia ter qualquer homem que quisesse. Ela apenas balançou a cabeça, finalmente puxando uma escova daquela colossal bolsa fashion. Ela começou a passar cuidadosamente a escova no meu cabelo despenteado. — Bonito cabelo. — ela murmurou para mim quase distraidamente. Nós duas, na verdade, poderíamos passar por irmãs. — ela acrescentou. Eu pensei que esse era um elogio extremamente lisonjeiro.
  • 276. — Quantas mulheres têm o cabelo naturalmente loiro hoje em dia? Além de mim, você é a única que eu conheço. — Mas não, com certeza eu não posso ter qualquer homem que eu queira. Porque eu só queria um. Akira Kalua. Eu descaradamente me joguei em cima dele e o melhor que consegui foi uma foda por pena, perdoe a minha linguagem grosseira, mas esse é o melhor termo para isso. — Akira Kalua. — eu repeti, surpresa com o nome. Parecia vagamente familiar, embora eu não pudesse falar o porquê. Eu pensei que o nome soava muito havaiano. Eu tenho vários amigos havaianos, e havia uma grande quantidade trabalhando na minha companhia. Ela sorriu quase melancolicamente, como só de ouvir o nome trouxesse de volta memórias agridoces. — Eu sou uma garota havaiana de alma e coração, se você conseguir acreditar nisso, embora eu tenha sido banida do paraíso há muito tempo. Deus, eu odeio Nova York. Eu fiquei mais do que um pouco surpresa com essa admissão. Eu tinha acabado de assumir, que com a riqueza da sua família e aquela aparência incrível, ela se encaixaria perfeitamente na Grande Maça. — Você é do Havaí? — Eu adivinhei. Ela assentiu com a cabeça, alisando o meu cabelo de forma reconfortante, guardando a escova depois de volta em sua bolsa. — Nascida e criada. Meu pai se apaixonou pelo Hawaii, quando minha mãe estava grávida de mim. Maui, para ser específica. No momento em que eles estavam prontos para morar em um local diferente, eu não estava pronta para ir com eles. Eles tiveram que ir embora sem mim, e minha família havaiana me adotou, fazendo mais por mim que meus verdadeiros pais. — Conte-me sobre Akira. — eu pedi. Ela apenas sorriu, balançando a cabeça. Ela pegou um produto para limpar a maquiagem em meu rosto, limpando o rímel que tinha deslizado sob meus olhos. Eu queria muito ouvir sua história, agora que ela tinha me dado alguns deliciosos trechos. Desde a beleza de seu rosto e a tristeza
  • 277. em seus olhos, eu apenas sabia que seria uma história de amor trágica, que me conquistaria. — Outro dia, talvez. Você precisa se encontrar com James, antes que ele faça uma cena. No entanto, temos que nos encontrar em breve. James me contou que você vive em Las Vegas. Eu passo muito tempo lá, administrando a propriedade da minha família. Na verdade, são apenas cinco minutos da casa de Cavendish. Vou pegar o seu número com James. Você almoçaria comigo? Eu concordei com a cabeça. Eu a tinha conhecido há apenas alguns minutos atrás, mas eu sentia que já éramos amigas. Era mais do que um pouco incomum para mim. — Então você vai me contar sobre Akira? — Eu perguntei, estranhamente curiosa sobre a vida amorosa desta linda mulher. Ela me deu um olhar exasperado, procurando em sua bolsa novamente. Ela me entregou um tubo de gloss claro. — Basta usar o seu dedo. Eu juro que nunca passei eles nos meus lábios. Isso vai deixar seus lábios com a aparência menos machucada. E sim, eu vou falar sobre Akira quando nos encontrarmos para o almoço, se você realmente quiser saber. Eu nunca falo sobre ele, talvez isso seja terapêutico, para eu tentar tirá-lo do meu peito. Mas você tem que me contar sobre você e James. Eu gostei de Lana, então eu concordei, enquanto passava um pouco de gloss com o dedo no meu lábio, entregando o tubo de volta para ela. Ela sorriu para mim. — Bom como novo. James vai querer sair daqui o mais rápido possível. Ele está em um estado raro. Ele era esperado para dizer algumas palavras, mas eu estou familiarizada com o evento, e ele sabe que posso fazer isso por ele. Eu vou ligar para você ainda esta semana. Quando eu me levantei, ela me envolveu em um abraço apertado. Eu a abracei de volta, mais do que um pouco surpresa com o gesto afetuoso. — Deus, eu amo que você seja tão alta quando eu. Eu não me sinto uma gigante com você. Agora, temos que sair. — ela disse com um sorriso, e se afastou.
  • 278. James estava praticamente contando os passos impacientemente, quando saímos do banheiro. Ele agarrou meu braço em um aperto massacrante, logo que eu estava ao seu alcance. — Vá em frente. Eu vou apresentar suas desculpas. Ah James, me envie o número de Bianca. Vamos sair para almoçar, espero que ainda nesta semana. — Lana disse. Eu lhe dei um sorriso grato, mas tenso. — Obrigada, Lana. Eu tenho uma dívida com você. — Ele começou a me levar para longe rapidamente, enquanto falava. — O carro vai nos pegar nos fundos. Nós faremos uma saída rápida. Eu preciso sair daqui. Ele estava com alguns espasmos no rosto, que pareciam tiques nervosos, James nos levou para fora, e até o carro com o isolamento de motorista que nos aguardava, em um borrão vertiginoso da atividade. Saímos em um beco minúsculo, onde vi nenhum sinal de fotógrafos. Senti James se afastar quando o carro começou a se mover. Quando olhei pela janela, eu o senti me estudando, mas quando me virei para olhá-lo, ele estava olhando para fora de sua própria janela, impassível. Eu tinha inúmeras perguntas que precisavam de respostas. Eu queria saber sobre o que Jolene tinha mentido e sobre o que tinha falado a verdade. Eu pedia a Deus que nem tudo fosse verdade. Eu queria e precisava saber, mas eu estava quase com medo de ouvir o lado dele, com medo de que nosso relacionamento não sobrevivesse as respostas. E não ajudava não ter ideia nem de onde começar. Estávamos quase de volta ao seu prédio, antes que eu quebrasse o silêncio. Os centímetros no banco que nos separavam, parecendo quilômetros. — Você me disse que nunca tinha estado em um relacionamento sério antes, mas Jolene alega que você esteve com ela por um ano e dois meses, e que continuou a vê-la muitas vezes, até há seis semanas atrás. Ela estava mentindo?
  • 279. Ele ficou em silêncio por um tempo irritantemente longo, com o rosto imóvel, enquanto olhava pela janela. — Estamos quase ao meu prédio. Nós vamos falar sobre isso lá dentro. Eu não gostei da resposta. Eu sabia que a única resposta que eu teria gostado teria sido um rápido e sem hesitação: — Sim, ela estava mentindo. O motorista nos levou até o elevador da garagem subterrânea, e nós descemos do carro em silêncio. James pegou meu braço de forma possessiva enquanto caminhávamos até o elevador, mas nem sequer me tocou, uma vez que estávamos sozinhos. Isso me deixou com uma pequena e terrível bola preta de pavor, dando um nó na minha barriga. Ele estava profundamente perturbado, e isso tinha a ver com o que tinha acontecido no banheiro. Ele estava chateado com as perguntas que eu iria fazer? Ele estava preocupado sobre como eu iria responder reagir as suas respostas? Ou era algo pior? Eu estava começando a me preocupar que fosse algo ainda mais terrível, como se ele estivesse prestes a romper comigo para sempre. Será que ele finalmente percebeu que esse relacionamento era um erro, e que eu não era a pessoa que ele queria? Ele tinha visto a bela Jolene, e isso o fez perceber o seu erro? Uma parte de mim sempre esperava que ele fosse fazer algo assim a qualquer momento. — Podemos falar em nosso quarto? — James perguntou, finalmente quebrando o silêncio, enquanto nos aproximávamos do último andar do prédio. Eu o estudei. Ele nem sequer olhava para mim. Eu pensei que poderia ficar fisicamente doente. — Nós não temos realmente que caminhar tão rápido, James. Nós não deveríamos estar falando sobre morar juntos ainda, e muito menos realmente fazer isso. Eu perdi todo o meu orgulho, eu percebi. Eu estava tentando tranquilizá-lo que nós poderíamos dar um passo para trás, em vez acabar com isso completamente. Qualquer coisa para impedi-lo de dizer o que eu temia que ele estava pensando. Ele me lançou um olhar quase apavorado, mas logo desviou, me fazendo pensar que era exatamente que eu imaginava.
  • 280. — Vamos conversar em nosso quarto. — ele disse. Eu não fiquei tranquila. O elevador chegou ao seu andar, e ele me levou ao seu quarto sem dizer uma palavra. Eu olhei um relógio enquanto caminhávamos, e notei que eram apenas onze horas. Fiquei chocada por não ser mais tarde. Tanta coisa aconteceu nas últimas horas. Pensei em Lana Middleton. Ela tinha sido uma distração bem-vinda. — Você sabe alguma coisa sobre Lana e Akira? — Eu perguntei a James. Ele ainda não olhava para mim. — Akira? — ele me perguntou. Pelo jeito ele também não sabia. — Não faz mal, não é importante. — Eu respondi Ele estava andando na minha frente pela escada, até o andar de seu quarto. — Lana é a pessoa mais viciada em trabalho que eu conheço. Ela me faz sentir um preguiçoso, com o seu trabalho sete dias por semana. Todo mundo que a conhece, adora ela, mas até mesmo a socialização que ela faz é para o trabalho. — Seu tom era impessoal, enquanto dispensava o assunto. — Ela me chamou para almoçar. — eu observei. — Isso significa que ela realmente gosta de você. Eu fico feliz. Ela é uma grande amiga, e ela é muito discreta e não julga nada, assim você não terá que ter cuidado com as palavras com ela. Pisquei, me perguntando se ele queria dizer que eu poderia discutir sobre nós dois com ela. — Será que ela sabe sobre as suas preferências... — eu perguntei finalmente. — Não exatamente. Ela sabe que eu tenho inclinações sexuais atípicas, e ela sabe que eu costumava dormir com muitas mulheres, mas eu duvido que ela saiba muito mais detalhes do que isso. Mas acho que ela seria uma boa pessoa para você conversar, se você precisar. Como eu disse, ela é confiável com segredos, e ela não vai... te repreender por suas próprias preferências. Isso simplesmente não é como ela age.
  • 281. Ele basicamente me deu o aval para dizer a Lana sobre as nossas atividades de BDSM. Eu estava grata em poder fazer isso, mas eu ainda não sei se faria. Eu ainda não tinha conversado sobre isso com Stephan, e eu raramente escondia qualquer coisa dele, até o menor dos detalhes. Eu decidi que talvez seja mais fácil dizer a uma mulher como Lana, do que seria com Stephan. Ele era tão protetor comigo, que eu não sei como ele poderia reagir às coisas que eu deixava James fazer comigo. Nossa breve técnica de distração teve um fim abrupto, quando chegamos ao seu quarto. Ele pairou na porta, me conduzindo para dentro. Olhei para ele. Ele estava agindo tão diferente do normal, que arrepiou todos os pelos do meu corpo. Ele apenas me olhou por longos minutos, como se estivesse tentando conseguir algumas respostas apenas olhando. Seu rosto estava fechado, mas suas mãos tremiam um pouco quando ele soltou sua gravata borboleta de seda. — Tire suas roupas, Bianca. — Quando ele finalmente falou, sua voz era perigosamente suave. Eu lhe atirei um olhar desafiador, meu queixo erguido. — Nós não podemos manter isso afastado, James. Precisamos conversar. Ele acenou com a cabeça. — Sim. Tire suas roupas e vá até a cama. Falaremos depois. Eu o olhei de perto, tentando decidir se isso era uma estranha piada. Suas narinas dilataram. — Agora! — Ele disse. Havia um leve tremor na sua mão, enquanto apontava para a cama. Finalmente obedeci, impulsionado por seu humor estranho e o desejo de saber exatamente o que isso significava.
  • 282. CAPÍTULO TRINTA E CINCO Eu deslizei dos meus sapatos, enquanto me aproximava da cama, tirando o meu vestido esvoaçante com alguns movimentos fáceis. Minha pequena calcinha de renda já havia deslizado para baixo há alguns passos atrás. Eu me sentei na beirada da cama, de frente para ele. Eu estava nua, mas eu não me sentia tão constrangida, como costumava ficar. Eu tinha muitas outras coisas para me preocupar. — Deite-se no centro da cama! — James ordenou suavemente, ainda pairando na porta. Ele ainda estava completamente vestido com o smoking marinho devastador, apenas a gravata aberta, embora ainda pairasse desfeita em torno de seu pescoço. Eu obedeci, mas isso não veio tão naturalmente como normalmente acontecia. Pura força de vontade, me fez mover meu corpo até o ponto onde ele havia ordenado. — Abre as pernas e levante as mãos sobre a sua cabeça. — Ele continuou. Eu lhe atirei um olhar selvagem. Ele estava se afastando demaaaaais do foco da questão. — James... — eu comecei. — Faça isso! — Ele disse, com um novo traço de aço em sua voz. Fechei os olhos, quase estremecendo enquanto obedecia. Eu queria respostas, mas eu não poderia mentir para mim mesma. Eu queria isso também, tanto que doía. Ele só se mexeu depois que eu o obedeci, caminhando em direção à cama, usando rapidamente as restrições escondidos em cada canto da cama para me
  • 283. prender. Enquanto olhava para o meu corpo preso, eu sentia um pouco da tensão escorrer para fora dele, bem diante dos meus olhos. Ele pairou sobre mim do outro lado da cama por um longo tempo, antes que finalmente falasse: — Agora, você não pode fugir, se ficar chateada. Me pergunte tudo o que você precisa saber. Vou responder a todas suas perguntas, e você sabe que eu vou ser honesto, mas você não conseguirá fugir, se não gostar das respostas. Eu estava olhando diretamente para ele, mas eu podia ver o meu peito subindo e descendo com minhas respirações ofegantes, pelo canto do meu olho. Se sua tática tinha sido para me distrair das questões que me perturbavam, ele conseguiu muito bem. Agora que eu estava nua e amarrada, nada parecia tão importante quanto o que ele poderia fazer comigo, nem mesmo essas respostas. Eu me balancei mentalmente, fazendo minha mente voltar para a presente discussão, mas precisei de um grande esforço. — Jolene mentiu, James? — Eu finalmente perguntei, temendo a resposta. Ele passou a mão nervosamente pelo seu cabelo dourado escuro, bagunçando o lindo estilo que usou durante a noite. Ele começou a andar, balançando os ombros para tirar a jaqueta de seu smoking, e jogando-o sobre uma cadeira. Eu estava pronta para gritar, até o momento que ele respondeu. — Ela não estava mentindo. Ela foi a minha submissa contratada por muito tempo. Mas nós não nos encontramos 'muitas vezes' depois disso. Nós nos encontramos, talvez seis vezes por ano, se tanto, e geralmente quando eu estava no intervalo entre as subs. Eu sei que isso não torna as coisas melhores, mas foi sempre apenas uma coisa física entre nós dois, e eu sei que ela pensa que esta apaixonada por mim, e isso pela forma mal feita que agi, ainda mantendo contato, mas era estritamente um relacionamento sexual. É uma coisa horrível de se dizer, mas eu nem gosto dela. Eu tremia cada vez que ele mencionava as palavras 'física' e 'sexual', imagens horrivelmente vívidas, dessas duas pessoas lindas, entrelaçados nuas piscando na
  • 284. minha mente. Eu virei minha cabeça e fechei os olhos por um momento, tentando me recompor. Eu sabia que era bobagem ser tão ciumenta, mas saber e sentir são duas coisas muito diferentes. — Ela era a mulher que estava com você, na noite anterior que eu te conheci? Ele amaldiçoou, um discurso longo e fluido, mas eu não olhei para ele. — Sim. — Ele respondeu depois de uma longa pausa. — Eu sempre usei camisinha com Jolene, no entanto, se é isso que te preocupa. Contei até dez na minha cabeça, com a palavra "camisinha" batendo em mim em alguma parte vulnerável. Não era o preservativo, mas sim o ato que ele teve com ela, aquela mulher horrível que tinha feito aquelas coisas comigo, pintando um retrato vívido e doloroso em minha mente dos dois juntos. Minha próxima pergunta me envergonhava, por alguma razão absurda, e o meu rosto ficou violentamente cor de rosa, assim que eu comecei a falar. — Jolene disse algumas coisas sobre se reunir com você e suas outras subs... Eu senti ele se sentar perto do meu quadril. Sua mão quente segurando meu pulso. O controle era leve, mas eu pensei que ainda podia sentir a sua intensidade através do contato. — Ela se juntou a mim e duas das minhas subs no playground, poucas vezes. Mas nada disso importa, Bianca. Eu sei que isso te incomoda, mas é realmente insignificante. Como me sinto sobre você que é importante. — Ela disse que não há nada que você ame mais do que dominar duas mulheres ao mesmo tempo. — eu disse baixinho, querendo puxar meu pulso longe do contato quente de sua mão. Eu ouvi ele chupar uma respiração, mas mantive meus olhos teimosamente fechados. — Isso é uma mentira. Eu já fiz isso com alguns subs, mas apenas as submissas que conheciam e gostavam desse tipo de coisa, mas isso nunca foi sobre as minhas preferências. Eu suspeito que a própria Jolene prefira isso.
  • 285. — Jolene disse que você não consegue ficar com as mulheres, a menos que elas façam isso por você. A palma da mão alcançou a minha coxa. Não foi exatamente um tapa, mas não foi um toque suave também. — Isso é ridículo. Eu não pediria isso a você. Eu ficaria perturbado se você sequer sugerisse. Você não é apenas a minha submissa, Bianca. Isso é muito mais do que apenas um relacionamento físico. Eu me sinto totalmente possessivo por você. Se alguém te tocar, do jeito que eu te toco, homem ou mulher, eu perderia a cabeça. Ele respirou fundo antes de continuar. — Quero compartilhar a minha vida com você, ter uma relação monogâmica com você, e meu passado está no passado. Gostaria que houvesse alguma maneira que eu pudesse de uma vez por todas, provar isso a você. Eu tenho um passado sórdido, mas eu nunca menti para nenhuma das mulheres com quem estive, e eu nunca prometi a ninguém, as coisas que eu prometo a você. Minha respiração estava ficando cada vez mais ofegante, a névoa estranha vermelha que pairava sobre a minha visão ficando cada vez menor, a cada palavra que ele falava. Ele era encantador ao responder as minhas questões, e nenhuma parte de mim queria que ele parasse. Eu preciso tanto dele, eu percebi. Era pior do que eu tinha imaginado, e eu já sabia que estava loucamente apaixonada por esse homem incomparável. — Obrigada por responder as minhas perguntas. — eu lhe disse em voz baixa. Ele ficou quieto por tanto tempo, que eu mal podia ouvir sua respiração. — Você não está chateada? — Ele perguntou finalmente. — Um pouco, mas eu vou superar isso. Eu fico louca de ciúmes quando penso em você com outras mulheres, e eu estava doente de preocupação que você me pedisse para fazer as coisas que Jolene falou, porque eu não poderia fazer, mas eu não estou brava. — Eu olhei para ele, enquanto falava. Seu rosto estava ferido.
  • 286. Ele se arrastou em cima de mim ainda totalmente vestido. Ele se moveu até que estivéssemos nariz contra nariz, aquele terrível olhar ainda em seu rosto. — Eu nunca iria lhe pedir para fazer algo parecido. Além disso, eu não permitiria isso. Você me prometeu exclusividade, e eu pretendo que você cumpra isso tão firmemente como eu irei cumprir. Você ainda vai morar comigo, ainda vai ficar comigo? Mesmo que eu tenha feito um trabalho horrível em protegê-la? Eu acenei que sim, mesmo que a minha dúvida ainda fosse um nó grosso no meu estômago, mas como eu estava aprendendo, mais uma vez, James era impossível de resistir. — Você não pode exatamente me proteger no banheiro feminino, James. Isso é bobagem. E você certamente não poderia prever que elas fariam isso comigo. Nem eu podia acreditar, mesmo quando aquilo estava acontecendo. Jolene me mostrou seus piercings. Eu realmente não queria ver aquilo. James se levantou com as minhas palavras, movendo-se rapidamente até o banheiro. Ele retornou momentos depois com uma escova de dentes. Ele era muito gentil, enquanto escovava meus dentes. Era um ângulo estranho, comigo deitada e indefesa. — Diga-me, onde mais elas tocaram em você. Eu quero esfregar tudo para fora de você. Eu pensei que isso era além de estranho, e não é necessário dizer que soava como algum tipo de transtorno obsessivo compulsivo de sua parte, mas permiti sua estranha necessidade de limpá-los, dizendo-lhe todas as coisas que tinham feito, e cada parte de mim que tinha sido tocada. Seu rosto estava sombrio, enquanto ele trabalhava, esfregando duro em meus pulsos. Ele trabalhou por muito tempo em meus lábios inchados do beijo. Eles estavam mais inchados do jeito que eu os esfreguei depois, do que o beijo em si, mas isso não parecia importar para James. Quando ele finalmente acabou de me limpar, ele me hidratou completamente, espalhando algo que parecia vaselina diretamente em meus lábios.
  • 287. — Teria poupado tempo se você tivesse apenas me soltado para tomar banho, — eu disse a ele, tentando fazê-lo sorrir, tudo para relaxar a tensão em seus ombros, e o olhar escuro em seus olhos. — Eu não conseguia pensar em soltar você. Eu tenho esse medo persistente de que você vai fugir de mim novamente, e eu vou ter que sofrer por mais um mês. Esse foi o mês mais longo e desolador da minha vida. Eu faria qualquer coisa para não deixar que isso aconteça novamente. Eu senti um estranha e dolorosa dor no peito, com o pensamento dele sozinho e sofrendo por minha causa. Eu não tinha me afastado para feri-lo. Eu estava assustada, com medo da maneira como ele me fazia sentir, e a maneira que eu não conseguia deixar de fazer a sua vontade. — Faça amor comigo, James. — Minha voz com um apelo claro, falando o que eu desejava com ele. Eu não tive que lhe pedir duas vezes. Ele estava em cima de mim num piscar de olhos, beijando minha boca, como se quisesse me devorar. Ele ainda estava completamente vestido, e a sua camisa de seda esfregando contra meu peito, me provocando. Ele apoiou a metade inferior de seu corpo fora do meu alcance. Eu circulei meus quadris, tentando alcançá-lo, mas as restrições mantinham minhas pernas firmes contra a cama macia. Eu arqueei minhas costas, esfregando meu peito mais forte contra o dele. Ele enfiou a língua profundamente em minha boca, e eu a chupei, fazendo com ela, o que eu queria fazer com seu pênis. Ele gemeu. Ele se apoiou nos cotovelos, aproximando dos meus braços, para que pudesse pegar meu rosto em concha, e me beijou. Eu achava que isso era o mais perto que James poderia fazer amor docemente. Mas mesmo o seu momento mais doce, ainda era muito gostoso de suportar. Eu soluçava contra sua boca. Era uma súplica. Meu corpo estava pulsando por ele, e nada iria ser suficiente, até que ele estivesse enterrado profundamente dentro de mim. Ele não pareceu concordar, e apenas continuou assim por longos minutos torturantes, apenas as metades superiores de nossos corpos se tocando, enquanto ele adorava a minha boca.
  • 288. Eventualmente, ele começou a se mover para baixo no meu corpo, com doces beijos torturantes ao longo de cada centímetro do meu corpo. Sua boca era incrivelmente doce e deliberadamente suave, enquanto ele chovia beijos nas minhas costelas e no meu umbigo. Ele evitou meus seios trêmulos completamente, parecendo se concentrar em absolutamente todos os outros centímetro do meu peito. Eu percebi que ele estava me torturando sistematicamente, quando se mudou para a lateral do meu corpo, e começou a beijar ao longo dos meus ombros e um dos meus braços cativos. Ele se afastou de mim, agora se concentrando em meu pulso algemado. Eu o olhei, seu rosto tão sensual, ausente nesta noite qualquer frieza. Ele lambeu por baixo de onde a longa corda preta passava no meu pulso, e eu me contorcia. Ele ficou de joelhos para massagear minha lateral por longos e agonizantes minutos. Era requintado, mas eu queria gritar. Ele se mudou para meu outro lado, beijando meus ombros, e dando ao meu braço, punho e mão do lado oposto, o mesmo tratamento. Eu me sentia à beira do orgasmo apenas vendo isso, e ao vê-lo rastejando sobre mim na cama gigante, sua ereção dura claramente delineada, mesmo em sua calça de seda. Eu respirei fundo, quando ele se esfregou na minha axila, me lambendo lá como se fosse um raro prazer. Ele lambeu e beijou apenas a parte inferior dos meus seios, enquanto movia para o outro lado, para repetir o movimento. Eu me contorcia. — Fique quieta! — Ele murmurou, uma nota de advertência em sua voz. Ele continuou a me atormentar por mais tempo, beijando, lambendo e acariciando a minha pele, enquanto ignorava todos os pontos óbvios. Eu descobri com isso, que ele tinha habilidade suficiente para tirar um requintado prazer até mesmo nas partes mais inocentes do meu corpo. Ele me tinha ofegante apenas com a especial atenção que deu as covinhas nos meus joelhos. — James... — gaguejei — Você deveria ser proibido. Não pode haver alguém vivo tão bom nisso como você.
  • 289. Ele me deu um olhar aquecido sob seus lindos cílios com isso. — Se houver, você nunca vai saber. — Ele disse de uma forma um pouco sombria, pensei. Essa troca de palavras, pareceu acender um fogo nele, e ele começou a me dar prazer seriamente. Ele lambeu o seu caminho até os meus seios, trabalhando em um mamilo, até que eu estava pronta para vir apenas com a pressão quase dolorosa. Ele deu a mesma atenção ao outro mamilo, antes de se mudar para o centro do meu peito, meu abdômen, e finalmente o meu núcleo. Eu gritei quando ele finalmente enterrou seu rosto ali. Esta não era uma carícia casual, e ele usou os dedos e a língua para me fazer gozar em poucos segundos. Ele não desacelerou quando eu gozei, me levando de volta ao orgasmo, como se meus nervos fossem uma tecla simples de um piano. Ele estava em uma espécie de humor implacável, e ele me trouxe de novo e de novo, até que eu perdi a conta, mas com o humor em que ele estava, eu duvidava que ele se esqueceria do número. Senti completamente amolecida e tonta, quando ele finalmente me empalou. Ele bateu em mim com um impulso suave, e meus olhos se abriram. Eles só tinham ficado fechados, porque ele estava muito absorvido com o rosto entre as minhas pernas para perceber isso. Nossos olhos se encontraram, e eu percebi em um canto distraído da minha mente, que ele ainda estava completamente vestido. Mesmo a gravata ainda permanecia pendurada no pescoço, pensei que ele a tinha tirado. Olhei para os nossos corpos unidos e vi que ele só tinha aberto e descido um pouco a sua calça, apenas o suficiente para lhe dar o acesso. Algo sobre todas essas roupas formais contra o meu corpo nu, me bateu como se fosse uma das coisas mais eróticas que eu já vi. Sua testa quase tocava a minha, enquanto ele se segurava em cima de mim, trabalhando dentro e fora de mim com movimentos suaves. Era absolutamente suave para ele. Ele estava fazendo docemente amor comigo.
  • 290. Escassas gotas de suor escorriam das suas têmporas até a minha. Eu pensei que era incrivelmente sensual. Só o Sr. Magnifico poderia tornar o suor algo tão sexy. Eu queria lamber tudo fora de seu corpo. Eu disse isso a ele. Ele sorriu, embora não houvesse suavidade no sorriso, enquanto ele continuava a empurrar dentro e fora de mim com uma lentidão agonizante. — Não hoje à noite. Você estava pensando em como outros amantes faziam, enquanto eu fazia amor com você. Agora eu tenho algo a provar. Talvez se eu te foder até a inconsciência, você será capaz de saber que não há alguém melhor para você lá fora. Eu lhe dei um olhar exasperado. Tanto quanto pude, considerando que ele estava me fodendo lentamente para fora da minha mente. — Você é impossível, James. Você entendeu tudo isso errado. Eu só estava pensando em você, e como tenho sorte em tê-lo. Seu rosto ficou mais suave depois. Isso fez de meu coração acelerar. Com um grito, ele começou a bater seriamente, e olhando para seu rosto, ele estava pronto para se perder. Eu adorei. Eu bebi aquela visão, sua compostura o abandonando completamente, enquanto ele batia em mim, seus belos olhos estreitos com a tensão. Ele gritou meu nome, desesperadamente, quando seu orgasmo o levou. O meu próprio clímax me puxando momentos depois, enquanto ele continuava a bater profundamente dentro de mim. Ele deixou o seu peso cair sobre mim por alguns minutos, enquanto nos recuperamos. Eu esfreguei meu rosto em seu ouvido, sentindo seu maravilhoso aroma picante, misturado com seu suor e apenas uma pitada de colônia. — Você é maravilhoso. — eu sussurrei contra seu cabelo. Ele endureceu, enterrando seu rosto em meu pescoço, se aninhando lá. — Eu quero te merecer, meu amor. — ele sussurrou de volta. Eu podia ouvir o desespero em sua voz calma. — Você imagina o quão louco é você falar isso? — Eu perguntei com a mesma voz baixa, como se pudéssemos ser ouvidos. — Eu não sou ninguém, e você é o homem mais extraordinário que já conheci. Eu não mereço você.
  • 291. Ele fez um pequeno som de protesto em sua garganta. — Você é meu anjo, Bianca. Você já exorcizou meus demônios. Eu não tenho pesadelos quando estou com você. Eu não tenho que trabalhar sete dias na semana, por várias horas sem cessar, para manter a minha mente ocupada. Minha vida se tornou mais do que trabalho e nenhuma emoção. Você me fez um homem melhor. — Você é tão bom para mim. — eu disse a ele. Ele estendeu a mão para desamarrar meus pulsos, me beijando suavemente em todo o meu rosto, enquanto fazia isso. Ele me desamarrou e me embalou em seu peito rapidamente. Eu abracei, sentindo o tecido suave da seda de sua camisa, cansada demais para sequer tentar deixá-lo nu. Eu estava à beira do sono quando o senti se mexer. — Amor, eu prometi a Stephan que você mandaria uma mensagem para ele, antes de ir para a cama. Ele queria ter certeza que sua noite foi boa. Não durma. Eu vou pegar o telefone. Eu rapidamente descobri que tinha que me sentar, se eu quisesse ficar acordada, enquanto James desaparecia em seu armário. Ele retornou pouco tempo depois, apenas com suas cuecas boxer, e trazendo meu telefone. Ele manobrou para ficar atrás de mim na cama, me puxando entre suas pernas, enquanto eu checava meu telefone. Eu tinha várias mensagens de Stephan, me perguntando como eu estava, e eu mandei uma mensagem para ele de volta que estava tudo bem, e eu gostaria de encontrá-lo de manhã. Eu chequei as ligações perdidas. Eu tinha mais três ligações daquele número estranho, e as minhas sobrancelhas se uniram, quando vi que a pessoa tinha deixado uma mensagem de voz neste momento. Isso era novo. Eu me encontrei clicando no botão play e segurando meu telefone no meu ouvido antes que pudesse pensar melhor. Eu deveria ter esperado até amanhã, mas havia algo estranho sobre essas ligações, e isso estava me incomodando. Se fosse meu pai, eu tinha que saber imediatamente, em vez de me preocupar com isso durante toda a noite.
  • 292. Havia apenas silêncio no início, com o menor sinal de ruído de fundo, uma musica suave tocando ao fundo, assim como nas ligações telefônicas. Mas, eventualmente, uma voz feminina atormentada começou a falar pausadamente. Havia um medo paranóico familiar em sua voz, apesar de não reconhecer a quem pertencia. — Bianca Karlsson. Aqui é, hum... é Sharon. — Uma longa pausa. — Sharon Karlsson. — Meu corpo todo ficou imóvel como um cadáver, e os cabelos na parte de trás do meu pescoço arrepiaram com um aviso. — Estou... casada com seu pai. Eu, bem, eu acho que eu sou sua madrasta. Eu realmente preciso falar com você. Seu pai sempre me proibiu de tentar entrar em contato com você. Ele nunca me disse o porquê, mas, bem, hum, ele desapareceu. Ele se foi há mais de um mês sem uma palavra, e eu tenho certeza que ele se foi para sempre desta vez. Então, eu realmente apreciaria, se você pudesse se encontrar comigo. Por favor, me ligue de volta assim que puder.
  • 293. CAPÍTULO TRINTA E SEIS Minha mão caiu no meu colo, ainda segurando o telefone. — O que foi? — James perguntou, aparentemente, não ouvindo a estranha mensagem. Eu não respondi, a minha mente ocupada se preocupando com o desenvolvimento bizarro do meu pai ter uma esposa. James pegou o telefone da minha mão, e eu o vi refazer meus passos e levar o telefone até sua orelha para ouvir a minha mensagem. Rico, bastardo e curioso, pensei, quase com carinho. Ele franziu o cenho, enquanto ouvia a estranha mensagem. Ele estendeu a mão para colocar meu telefone em cima da mesa de cabeceira, e depois me puxou para perto, me aconchegando contra ele. — Eu não gosto disso. Se você decidir encontrar-se com ela, esse encontro deve ser em público, e se certifique de ter pelo menos dois guarda-costas com você. Me prometa, meu amor. Eu balancei a cabeça, distraída, longe de conseguir acompanhar sua linha de pensamento, minha mente ainda obcecada com o conhecimento estranho que meu pai se casou novamente. Quando? Por quê? Será que ele trata essa estranha mulher melhor do que ele tinha feito com minha pobre e abusada mãe? A mulher estava viva, então claramente ele tratava. Apesar do cansaço do meu corpo, minha mente ficou ocupada demais para dormir depois disso. James limpou nós dois, até mesmo tirando minha maquiagem, antes de apagar as luzes e deitar de conchinha atrás de mim. Sua presença foi me
  • 294. acalmando, mas ainda fiquei preocupado com a notícia surpreendente por um longo período, antes de finalmente entrar a deriva em um sono inquieto. Eu estava na minha casa novamente. Eu estava no meu quarto, na minha minúscula cama. Eu estava abraçando meus joelhos contra o meu peito, balançando e balançando, e tentando ignorar os gritos ásperos a apenas algumas paredes finas de distância. Se eu ficasse no meu quarto, tudo iria embora. Eles iriam esquecer que eu estava aqui, e de manhã o meu pai iria dormir o dia todo e nos deixar em paz para que eu pudesse cuidar da minha mãe. Mas não era para ser assim. Não desta vez. Os gritos ficaram mais alto, os gritos de minha mãe se transformando em gritos aterrorizados. Quando eu não podia suportar os barulhos horríveis por nem mais um momento, eu rastejei silenciosamente pela casa para investigar. Apesar do meu medo avassalador, eu tinha a necessidade de pelo menos tentar ajudar a minha mãe, o que quase sempre me empurrava bem no meio da violência das coisas. Eu olhei para os meus pés finos descalços, desejando que eu soubesse onde estavam minhas meias limpas. Eu estava com tanto frio, que sentia dor até a minha própria alma. Meus pais estavam falando em sueco, e eu juntei algumas palavras histéricas, quando cheguei mais perto da cozinha, onde eles brigavam. — Não, não, não. Por favor, Sven, guarde isso. A voz do meu pai era um rugido zangado. — Você arruinou a minha vida. Você e aquela pestinha. Eu perdi tudo por causa de vocês. Minha fortuna, minha herança, e agora, a minha sorte. Você tomou tudo de mim, apenas por viver. Diga-me por que eu não deveria tirar tudo de você, sua puta idiota?
  • 295. — Quando você estiver sóbrio, você vai se arrepender. Nós temos uma filha juntos, Sven. Por favor, apenas vá dormir. Se você dormir, você vai se sentir melhor. — Não se atreva a me dizer o que fazer! Foda-se o sono. Foda-se. E foda-se aquela pirralha. Olhe para ela, pairando na porta, congelada como um rato assustado. — Seus olhos frios estavam em mim. Eu estava congelada no lugar, como ele disse. Ele mudou seu tom de voz, quando falou comigo, um tom de escárnio suave. — Por que você não se junta a nós, sotnos? Venha aqui com sua bonita mamãe. Eu fui para o lado da minha mãe, tendo aprendido muito tempo atrás a não desobedecê-lo, quando estava com esse humor. Ele zombou de nós duas, quando eu estava ao lado dela. Eu estava no início da minha adolescência e já era alta, mais alta do que a minha mãe, mas ele se elevava sobre nós duas. Minha mãe não me olhou, não chegou perto mim. Eu sabia que ela não queria chamar mais atenção para mim. Ela tentava me proteger, como eu fazia, embora ela fizesse um trabalho melhor do que eu. — Olhe para as minhas meninas bonitas. A filha é ainda mais bonita do que a mãe. Que utilidade, então, teria a mãe? Diga-me, por que você é útil, mamãe?— Ele perguntou a ela. Eu não ouvi a resposta dela. Meu olhar estava focado apenas agora sobre o objeto que ele estava segurando ao seu lado. Era uma arma. Meu estômago apertou em pavor. A arma era uma adição nova e aterrorizante a esta cena violenta. Meu olhar voou de volta para o rosto de meu pai, quando uma risada saiu de sua garganta. Era um cacarejar de uma risada seca e irritada. Eu comecei a recuar, balançando a cabeça para trás e para frente em negação. — Resposta errada, boceta. — disse ele.
  • 296. Ele acenou com a pistola na frente de seu. — Você não pode tirar os olhos disso. Você quer? Gostaria que eu desse isso para você? Pegue, se quiser. Você acha que eu não posso te tocar sem uma arma na mão? Minha mãe o olhou, com os olhos quase em branco com o terror. Ela devia saber, como eu sabia, com o tom zombeteiro de sua voz, que ele a estava testando. Ela iria pagar caro se pegasse a arma dele, mesmo que ele tinha dito a ela para fazer isso. Ele riu. — Eu insisto. Pegue a arma. Inesperadamente, e assustadoramente, ela fez. Ela pegou da mão dele, com suas mãos que tremiam. — Saia. — disse ela, com a voz trêmula e terrível com seu terror. — Você não pode fazer essas coisas, especialmente na frente de nossa filha. Saia, e não volte. — Ela estava chorando, mas ela conseguiu puxar a arma para trás. Ele riu de novo. Sem medo e sem esforço, ele agarrou a mão dela. Sua mão cobriu a dela, rasgando a distância entre eles. Ele virou a arma, lenta e inexoravelmente apontando-a para longe de si e a empurrando em sua boca. Eu tinha me apoiado contra a parede, enquanto eu observava essa troca, mas quando eu vi a sua intenção clara, de repente corri para a frente, soluçando. — Mamãe. — eu chorei. Eu parei, como se eu tivesse corrido por quilômetros, quando meu pai puxou o gatilho, nos cobrindo e todo o quarto, em vermelho brilhante do sangue que jorrou. Meus olhos horrorizados olharam o meu pai. Sua expressão estava vazia. Acordei com a escuridão total, um grito áspero preso na minha garganta. Eu não tinha noção de onde estava e comecei a fugir para fora da enorme cama macia, me movimentando em torno da escuridão até uma parede, procurando uma lâmpada, um interruptor de luz, qualquer coisa. Eu precisava lavar o sangue. Eu
  • 297. estava correndo ao longo da parede, e soluçando como uma criança quando a luz de repente inundou a sala. Eu finalmente tive uma vaga ideia de onde eu estava, quando James correu para mim, me aninhando em seu peito. — O que há de errado, Bianca? O que posso fazer? Engoli em seco em várias respirações, antes que eu pudesse falar. — Banho. Preciso de um banho. Preciso lavar o sangue. Ele não fez mais perguntas, levando nós dois para o chuveiro em um piscar de olhos. Ele virou o jato de água diretamente sobre mim, e a água fria me bateu por apenas alguns momentos, antes de começar a aquecer e me ajudou a dar alguns passos mais longe do pesadelo. Lentamente, meus soluços quebrados se transformaram em respirações ofegantes, quando a água começou a me limpar, minha mente se movendo cada vez mais para fora do reino de pesadelo. — Você pode falar sobre isso? — James perguntou. Sua voz era tão vulnerável, sua preocupação por mim tão evidente, que eu não conseguia resistir a ele. — É o mesmo antigo pesadelo sobre a morte da minha mãe. Eu estava na sala, há menos de um metro dela, quando isso aconteceu. — Eu senti as comportas se abrirem, e eu lhe disse tudo, todos os detalhes sangrentos, tanto do sonho, quando do acontecimento horrível. Ele não falou nada, apenas fazia ruídos simpáticos, e me dando toques tranquilizadores enquanto eu falava. Fiquei surpresa ao me sentir muito melhor, quando eu tinha falado tudo. Isso realmente tinha ajudado, eu contar a ele sobre isso. Ele me ajudou a sair do chuveiro e nos secou completamente. Nós deitamos de volta, aconchegados nus na cama, apenas um lençol fino nos cobrindo. Ele estava deitado de costas, comigo por cima dele. Eu esfreguei meu rosto sobre o meu nome tatuado em seu peito, enquanto ele acariciava meu cabelo molhado para trás, arrumando-o no seu braço.
  • 298. — Você fez tudo o que podia. Você disse à polícia tudo o que você viu. Não é mais seu fardo, Bianca. — Sim, eu sei. Eu não tive esse pesadelo desde aquele outro dia, há mais de um mês atrás. Eu acho que saber a existência dela, da sua esposa, que levou a minha mente de volta aquele lugar escuro novamente. Eu preciso lhe dizer o que ele fez, preciso avisá-la. Eu não conheço a mulher, mas ela não merece isso. Senhor, eu não quero falar com ela. Eu não quero ter nada a ver com ela. — Você pode lhe enviar um e-mail, ou para o inferno, uma carta. Você não tem que fazer nada que não queira. Eu refletia sobre isso. Parecia tão covarde, ter medo de um simples telefonema. — Vou ligar para ela amanhã. — eu decidi. Seus braços se apertaram a minha volta, tornando seu domínio quase doloroso. Era reconfortante para o meu humor sombrio. — Eu preciso ficar em Nova York esta semana. Você vai voltar para ficar comigo, no seu primeiro dia de folga? Eu pensei sobre isso. Não demorei muito tempo. — Sim. Você se importa se eu convidar Stephan? Afinal, você tem espaço de sobra. Eu senti quando toda a tensão ansiosa deixar seu corpo, quando concordei em ir. — Nós temos espaço de sobra. — ele revidou. — E sim, naturalmente. Convide Javier, também, se você quiser. Ou quem você desejar, sobre esse assunto. De qualquer maneira, eu vou ter que trabalhar bastante. Marquei algumas reuniões, tenho muita coisa que exige minha atenção. Só Deus sabe o tamanho da bagunça que meu gerente em Nova York deixou na minha propriedade em Manhattan. Eu me sentiria melhor, se você tivesse alguém para sair com você, enquanto eu estou trabalhando. Eu não quero que você fique entediada, embora eu tenha montado um estúdio para você pintar, no andar de baixo. Eu não tive tempo de lhe mostrar. Nós nunca parecemos ter tempo suficiente. Quantos dias você pode tirar esta semana?
  • 299. — Eu posso voar para Nova York na segunda de manhã, e pegar o voo de volta na quinta-feira. Mas posso tirar uma semana, com as horas extras que tenho no trabalho. Comecei a me perguntar se Stephan poderia trabalhar nas suas próprias horas extras com Javier, no meu lugar. Meu namorado era podre de rico. Parecia bobo, pelo menos, não manter os meus dias de folga. Minha postura tinha mudado tão drasticamente com apenas uma semana, que me sentia quase tonta com tudo isso. Em vez de manter a minha vida exatamente do jeito que era, eu me vi querendo mudar para agradar a James, e, claro, para ficar mais com ele. Ele me deu um beijo suave com minha concessão. — Eu adoraria isso. Obrigado. Eu suspirei, mergulhando mais profundo. — Parece ridículo trabalhar mais horas extras, considerando tudo. Meu tempo normal é mais do que suficiente para cobrir minha hipoteca e minha comida, e você me comprou roupas suficiente para durar uma vida. Vou ver se Stephan poderá trabalhar seus turnos extras com Javier. Eu estaria disposta a apostar que ele não vai se importar com a ideia. — Obrigado. — ele disse com uma calma sincera. — Eu vou ter certeza em fazer valer a pena. Eu me enterrei contra ele, me sentindo bem. Bem sobre ele. Bem sobre nós. — Você já fez. — Você me faz tão feliz, Bianca. Eu nunca soube que a vida poderia ser tão boa. Eu tenho estado sozinha por tanto tempo, na verdade, desde que meus pais morreram. Mas eu não me sinto sozinho com você. Eu sinto que tenho uma família e um lar novamente. Você é a minha casa. Todas as sombras escuras desaparecem quando estamos juntos. Eu dei um beijo em meu nome sobre o seu coração, me sentindo entrar novamente no sono. Eu nem sabia que horas eram, mas eu não estava preocupada. Eu sabia que James não me deixaria dormir demais. Mais e mais, eu confiava nele.
  • 300. CAPÍTULO TRINTA E SETE Eu não conseguia parar de bocejar, enquanto me aprontava para o trabalho na manhã seguinte. James se levantou comigo, apesar de ser tão cedo. Ele estava alerta, mas tranquilo, enquanto nós dois nos vestimos. Ele usava um terno cinza pálido elegante. Era tão claro, que parecia quase branco, à primeira vista. Ele combinou com uma camisa azul turquesa brilhante, com um austero colarinho branco. Um gravata fina branca, que alcançava até o cinto cinza pálido. As pernas das calças eram muito estreitas, e ele tinha escolhido sapatos cinza claro. O efeito final era devastador. Somente James poderia usar algo assim. Ele se aproximou de mim por trás, enquanto eu vestia a camisa do uniforme. Ele ergueu um pequeno objeto de prata na frente do meu rosto. Levei um momento para perceber que era um pequeno cadeado. — Posso trancar seu colar agora? Eu endureci, mas virei de costas, inclinando a cabeça para a frente, e lhe dando acesso. — Sim. — eu disse. Para melhor ou pior, eu tinha tomado a minha decisão. Ele trancou rapidamente, me dando um beijo suave na minha nuca. — Virese. — ele me disse. Eu fiz, e ele estava colocando a chave em uma corrente ao redor de seu próprio pescoço. Ele colocou-a sob sua camisa, enquanto eu observava. — Haverá segurança em sua casa. Por favor, coopere com eles. Eles estão lá para mantê-la segura. Eu apenas assenti. Eu sabia melhor do que ninguém que eu não estava segura, e eu estava grata pela proteção extra.
  • 301. Ele me levou no seu carro até o hotel da tripulação. Ele me segurou com força do lado dele, e escondeu o rosto no meu cabelo. — Isso é mais difícil do que eu pensei que seria, deixar você ir assim. — ele murmurou no meu cabelo. Eu esfreguei a mão sobre o seu coração, onde ele gravou o meu nome. Eu sabia que a ação confortava nós dois. — É só por alguns dias. — Me ligue, ou me envie uma mensagem de texto quando aterrissar, e novamente quando você estiver em segurança na sua casa. Eu vou me preocupar se você não fizer isso. Eu balancei a cabeça, o movimento esfregando seu rosto contra o meu cabelo. — Eu não posso te dar um beijo de despedida, amor. Se eu começar, eu sei que eu nunca vou parar. Eu balancei a cabeça novamente. Eu entendia esse sentimento estranho. Em vez disso, quando o carro parou na frente do hotel da minha tripulação, eu levei sua mão elegante até os meus lábios, beijando a palma da mão e, em seguida, movendo os lábios sobre as cicatrizes finas tênues em seu pulso, colocando um beijo suave lá também, e, por fim, movendo os meus lábios de volta até a palma da mão, me permitindo apenas um momento me acariciando contra ela. Ele fez um pequeno som macio em sua garganta, que tornou ainda mais difícil sair do carro. Ele pegou a minha mão, quando eu estava prestes a me afastar, e copiou o movimento no meu próprio pulso e palma. Foi pura agonia me afastar dele. Eu não olhei para trás. Eu sabia que isso só iria piorar a situação. Apenas Stephan e Javier estavam no lobby do hotel quando entrei, Stephan em seu uniforme, Javier com uma roupa casual, uma camisa lavanda e calça bege. Eu cheguei cinco minutos mais cedo, eu verifiquei no meu relógio. Stephan sorriu, quando me viu, caminhando ao meu encontro para me abraçar com força. — Eu senti sua falta, Botão de Ouro. Eu o abracei de volta, também com força. — Temos muito o que falar, mas eu precisava pedir uma coisa para você e Javier, antes.
  • 302. Javier se aproximou de nós cautelosamente, como se estivesse com medo de interromper o nosso reencontro. — O que foi? — Stephan perguntou — Vocês gostariam de ficar em um confortável quarto de cobertura em Nova York, nos nossos dias de folga esta semana? O mais provável é que voaríamos na segunda de manhã e ficaríamos até o início de quinta-feira. O sorriso de Stephan cresceu ainda mais. — Eu não consigo pensar em nada que eu amaria mais. Suponho que isso significa que você e James estão fazendo as coisas funcionarem? Eu balancei a cabeça, sorrindo e olhando em seus olhos. Eu o deixei ver toda a minha felicidade, mas nenhum dos meus problemas. Era o que ele merecia. Javier pigarreou. — Hum, então, você quis dizer apenas Stephan, ou... Eu lhe dei um sorriso amigável. — Eu queria dizer vocês dois virem, se você quiser. James tem uma quantia obscena de quartos, considerando que vive em Manhattan. Stephan pigarreou, atirando a Javier um olhar positivamente perverso. Eu poderia jurar que Javier corou um pouco, mesmo através de sua encantadora pele morena. — Javier e eu só precisamos de um quarto, de qualquer maneira. Eu pisquei. Isso era um movimento incrivelmente rápido para Stephan. Tomei isso como um bom sinal. Ele parecia estar mais confortável a cada minuto, em estar em um relacionamento aberto com um homem. — Eu tenho mais uma coisa que eu queria falar com vocês dois. Eu decidi parar de trabalhar tantas horas extras, e ficar apenas com meus turnos regulares, pelo menos na maior parte das vezes. Eu espero que você não se importe em perder a sua parceira de horas extras. Stephan não parecia nem um pouco perturbado. — Já passou da maldita hora, Abelhinha. Eu imaginei que você iria fazer algo assim brevemente. Eu já pedi a Javier, se ele queria ser meu novo parceiro de horas
  • 303. extras. Ele está fazendo algumas trocas para ficarmos juntos em nossos dias de folga, assim isso deve funcionar perfeitamente. — Depois que terminou de falar, Stephan passou a mão pelos cabelos negros de Javier. Javier fechou os olhos, como se estivesse saboreando o carinho. Eu não sabia se pensava isso porque era a única experiência que eu tinha, mas parecia que no relacionamento dos dois, Javier era claramente submisso a Stephan. A maneira como ele fechava os olhos, com as mãos nos bolsos para não tocá-lo, apenas me fez lembrar muito um ato de submissão. A mão de Stephan se mudou para esfregar um ponto nos ombros de Javier. Javier soltou um pequeno gemido satisfeito. Eu pensei que eles eram muito bonitos juntos. — O ônibus da tripulação está aqui. Vamos levar nossas bagagens. — Stephan disse, liberando Javier. Nós saímos, entregando a nossa bagagem para o motorista, que carregou nos compartimentos de bagagem na parte inferior do micro ônibus. — Faltam mais cinco. — Stephan disse ao motorista, entrando no ônibus. Stephan e Javier foram até o banco de trás, e eu me sentei na fileira em frente deles. — Bianca, fique de olho se alguém entrar, disse Stephan enigmaticamente. Eu me virei para olhar para eles. E fiquei chocada quanto vi o que estavam fazendo. Stephan tinha um Javier ruborizado, confinado no banco abaixo deles. Ele estava sentado com as pernas abertas, uma de cada lado do homem abaixado, e lhe dando um olhar muito intenso, muito aquecido. Ele segurou preso os pulsos do outro homem acima de sua cabeça. Enquanto eu observava ele inclinou-se e o beijou. Não foi um beijo casual, mas um beijo áspero, e eu sabia que era de domínio, quando vi. Meu olhar chocado voou para fora da janela, quando de repente percebi que eu era o vigia, e que eu realmente precisava fazer esse trabalho, considerando as coisas que estão acontecendo no banco traseiro. Ouvi Stephan murmurar alguma coisa para Javier, e eu podia ouvir que as palavras soavam abafada contra alguma parte da pele do outro homem.
  • 304. — Bianca, você acha que você poderia gerenciar 10 minutos sem mim no voo? — Stephan se dirigiu a mim. — Eu sei que vai ser agitado, mas eu realmente apreciaria isso. — Claro. — respondi sem hesitar. — Veja. Eu disse que ela iria. Três horas, no máximo, e eu vou levá-lo novamente. Eu não sou de aceitar uma provocação. — Stephan disse em voz baixa para Javier. Isso me fez corar até os dedos dos pés, mas eu fiquei observando atentamente pela janela. — Você me provoca. — Javier murmurou, parecendo mal—humorado. — Três horas é para sempre. Vi os pilotos no saguão. — Pilotos chegando. — eu disse, soando um pouco em pânico mesmo para os meus próprios ouvidos. Stephan sentou-se, liberando Javier. Olhei para Stephan. Ele sorriu para mim descaradamente. Eu não poderia evitar. Eu sorri de volta. Javier parecia mais perturbado, mas ainda assim feliz. Seu rubor era como um brilho feliz ao seu redor. Suas palavras não haviam me mostrado isso, mas o rosto dele fez. Ele me deu um sorriso tímido. — Desculpe. — ele murmurou para mim. Eu sorri de volta. — Não se desculpe. Eu nunca vi Stephan assim. Eu acho que vocês são lindos juntos. Isso fez com que ele realmente brilhasse. Javier o amava. Demorou para eu reconhecer essa expressão, mas hoje eu sabia, eu podia reconhecer aquele olhar apaixonado, porque um certo Sr. Magnifico, tinha o mesmo efeito em mim. Fiquei aliviada ao ver isso. Eu queria que Javier sentisse esse tipo de amor por Stephan. Ele não iria querer machucar alguém que amava muito. — Pare de fazê-lo corar, Bianca. Esse é o meu trabalho. — Stephan disse, bagunçando o cabelo de Javier carinhosamente. Com certeza, Javier corou ainda mais.
  • 305. Eu me virei, balançando a cabeça com um sorriso estranho no rosto. Eu nunca tinha visto esse lado de Stephan, não sabia que ele tinha isso nele. O voo da manhã de sábado para Vegas foi agitado, como sempre era. Stephan teve seus 10 minutos com Javier no banheiro, enquanto eu esperava. Os dois homens saíram corados e felizes. Todos nós sorrimos um para o outro como tolos, antes de Stephan e eu voltarmos a trabalhar, e Javier voltar ao seu lugar. Stephan e eu entrelaçamos nossas mãos quando pousamos, sorrindo um para o outro. Nós não falamos muito, apenas curtindo o momento. Eu mandei uma mensagem para James enquanto o avião taxiava Bianca: Acabei de aterrissar em Las Vegas. Como você está? James: Bem. Me mantendo ocupado com o trabalho, mas ainda sentindo sua falta como um louco. Eu hesitei, então só mandei para o inferno tudo. Bianca: Eu também sinto sua falta. James: Me ligue quando chegar a sua casa. Eu deixei o meu telefone no modo vibrar depois disso, desde que eu iria entrar em contato com ele novamente em breve. A viagem para casa foi leve, com Stephan e Javier sorrindo sobre quase tudo. Minha expressão igual a deles. Eu não conseguia evitar. Fui recebida na minha porta da frente pelo segurança, Paterson. Uma mulher que eu nunca tinha visto antes, estava em pé ao lado dele, com uma aparência inexorável. Ela era baixa e atarracada, e eu sabia num piscar de olhos, que ela era uma mulher forte. Ela tinha cabelos escuros, preso em uma trança curta esquisita. Seu rosto era redondo e pálido, mas seus olhos eram duros e avaliadores. Ela não usava nada de maquiagem, e eu duvidei que ela já usou alguma vez, sua boca estava apertada em uma linha sinistra.
  • 306. Seu corpo poderia ser volumoso ou ter apenas ossos grandes. Era impossível dizer com sua camisa larga masculina de botão, e suas calças largas. Ela era como os agentes, mas a sua própria maneira. Bastava olhar para ela, e você já pensava em um agente da lei. Paterson me deu um aceno educado, quando me aproximei mais da minha porta da frente. Eu podia sentir Stephan pairando atrás de mim. Eu já sabia que ele não sairia do meu lado, até que ele soubesse que eu estava dentro da minha casa, em segurança. Ele havia feito isso desde o ataque. — Srta. Karlsson, esta é Blake. Ela é nova na equipe, mas eu a conheço há anos. Ela é a melhor. Ela vai ser a sua guarda-costas pessoal, principalmente em eventos públicos. Me foi reportado e chamado minha atenção claramente, que eu tinha esquecido a sua segurança em banheiros públicos. Eu corei, recordando o incidente no banheiro. É claro que James iria tomar medidas extras depois disso. Eu deveria ter imaginado algo assim. Eu balancei a cabeça para Blake. — Prazer em conhecê-la, Blake. — eu disse. Eu não iria protestar contra a segurança extra. Eu certamente não poderia argumentar que não precisava. Ela acenou de volta solenemente. — É um prazer, Srta. Karlsson. Eu me perguntei se eu poderia levá-la a me chamar pelo meu primeiro nome. Eu tinha desistido de tentar isso com os seguranças após Clark. Ele teimosamente se recusava, apesar do meu pedido expresso. — Por favor, nos permita confirmar que a casa está segura, antes de prosseguir para dentro. — ela disse solenemente. Eu balancei a cabeça, abrindo a porta, e caminhando para dentro para desligar o código de segurança. Ambos, Paterson e Blake respiraram ofegantes, quando entrei na casa primeiro. Eu vi que estava errada, e pedi desculpas. O mínimo que eu poderia fazer pelos meus guarda-costas, era tornar mais fácil para eles executarem o seu trabalho.
  • 307. — Eu vou conseguir para vocês algumas cópias de minhas chaves, e vou lhes fornecer os meus códigos de segurança, para tornar isso mais fácil. Paterson limpou a garganta, mas foi Stephan quem falou. — Eu já fiz, Abelhinha. Eu dei cópias para eles, e para James. Eu percebi que todos estavam segurando a respiração, esperando que eu fizesse algum tipo de birra, mas isso não seria razoável. Stephan poderia ter sido um pouco prematuro, mas a forma que agiu sobre o assunto, foi a mais conveniente. — Obrigada. — eu disse. Eu pensei ter ouvido todos os três soltarem respirações aliviadas. O que será que a equipe de segurança falava sobre mim? Eu me perguntava. Paterson e Blake me pediram para ficar perto da entrada da frente, enquanto Blake pairava perto de mim e Paterson fez uma longa busca pela casa. Eu estava muito distraída com as novas adições à minha sala, para me importar muito. Um Mac com uma tela grande tinha tomado posse do local onde o meu computador antigo ficava. Eu só olhava para ele por algum tempo, piscando, minha mente em branco pelo cansaço. — O que aconteceu com o meu computador antigo? — Eu perguntei em voz alta. Stephan respondeu. — Ele se foi. Esse tem tudo que você precisa. Limpei o outro e coloquei tudo nesse novo para você. James me pediu para fazê-lo, porque ele não queria contratar um desconhecido para mexer em seu computador. — Sua voz tinha um pedido de desculpas envergonhado. Eu suspirei, me tornando cada vez mais e mais resignada com a necessidade constante de James em me comprar coisas. — Isso foi legal da sua parte. Obrigada. — Você não esta brava? —Parece bobagem ficar brava porque ganhei um novo computador, não é mesmo? Estou ficando acostumada com esse tipo de coisa. — Eu olhei para Stephan enquanto falava.
  • 308. Ele sorriu para mim. — E no final, isso não é realmente um problema. James me comprou um, também. Eu pensei em todas as coisas que eu precisava dizer a ele. Apenas não tínhamos ainda conseguido qualquer tempo. — Eu tenho tanta coisa para te dizer. Você pode aqui vir hoje à noite? — Javier já tinha ido para a casa de Stephan, e estava esperando por ele. Os dois homens pareciam inseparáveis. — Podemos ter um momento para conversar, apenas nós dois? Então nós poderíamos jantar com Javier, a menos que vocês dois queiram ficar sozinhos. — Foi estranho ter de pedir sua companhia exclusiva, mas eu disse a mim mesma que teria que me acostumar com isso. Ele me deu um olhar severo. — Claro que sim. Eu venho logo após nosso cochilo. Me mande uma mensagem quando você acordar. E sim, todos nós vamos jantar juntos. Na minha casa. Eu cozinho. Eu senti sua falta, Abelhinha. Eu sei que preciso me acostumar com isso, mas ficar poucos dias sem você foi duro. Você nunca tem que me pedir, quando quiser passar um tempo comigo. Você me dá a hora e o lugar, e eu estarei lá. Sempre. Eu fui até ele, e ele abriu os braços. Eu andei direto em direção a eles, mal ciente de que não estávamos sozinhos. Suas palavras tocaram uma corda emocional dentro de mim. — Vá dormir um pouco. Como você pode ver, eu estou em boas mãos. Eu mando uma mensagem quando acordar. Ele beijou o topo da minha cabeça. — Boa noite. — ele murmurou. Eu andei até a porta. Blake estava me estudando quando eu voltei para a sala. Ela rapidamente colocou uma expressão cuidadosamente impassível em seu rosto. — Tudo limpo. — Paterson disse, enquanto caminhava de volta para a sala. Ele se dirigiu a mim: — Se você tiver algum problema, qualquer problema, um de nós vai estar do outro lado da rua, em um SUV preto, a qualquer hora.
  • 309. — Tenho um quarto vago. Eu não me importo se vocês quiserem dormir lá. Há apenas uma cama de solteiro, mas é melhor do que dormir em um carro. Paterson e Blake trocaram um olhar, mas não antes que eu visse a surpresa em seus olhos. — Obrigada pela oferta gentil, Srta. Karlsson. — disse Blake. —Vou discutir isso com o senhor Cavendish. — disse Paterson. Claro, Sr. Cavendish Controlador Alucinado determinou a regra que ele tinha que aprovar todas as decisões. Paterson pigarreou. — Mr. Cavendish também me pediu, para lhe pedir por favor que atenda o telefone. — A voz de Paterson foi cuidadosamente educada, mas eu estaria disposto a apostar que James não tinha sido quando deu a ordem. Meu telefone estava enterrado em algum lugar na minha mala de voo, e eu até temia ver quantas ligações eu tinha perdido, desde que eu tinha saído do avião. — Desculpem-me, por favor. Eu preciso tirar um cochilo. — Eu disse aos dois seguranças sem jeito. Eu não estava acostumada a ter nenhuma equipe ou funcionário pessoal, e meu primeiro instinto era de tratá-los como convidados em minha casa. Ambos assentiram respeitosamente uma vez, como se isso tivesse sido ensinado para eles, no meio de todos aqueles outros treinamentos completos que deveriam ter feito. — Como eu disse, nós estaremos do lado de fora. E o meu número consta em seu telefone, como 'Segurança'. Agradeci-lhes mais uma vez educadamente, antes de eu ir para o meu quarto, fechando a porta atrás de mim com gratidão. Eu queria ligar para James, minha mente estava pensando nisso, quando despi apenas a maior parte das roupas, e cai de bruços em cima das minhas cobertas.
  • 310. CAPÍTULO TRINTA E OITO Ruídos estranhos e persistentes me acordaram. Levei alguns minutos desorientada, até entender de onde vinha. O barulho mais persistente vinha da minha mesa de cabeceira, na forma de um Ipad que eu nem sabia existir. Eu reconheci o objeto fino, mas eu certamente não sabia o que ele estava fazendo no meu quarto, ou como eu não tinha notado isso antes de dormir. Eu tinha desmaiado rapidamente, eu me lembrava. Ele ficava soltando um ruído alto, com pequenas pausas. Eu decidi que isso não era o meu maior problema, pois alguém batia, mais freneticamente, na porta do meu quarto. Senti o medo enrolar no meu estômago, até que eu percebi que qualquer ameaça real dificilmente bateria em uma porta destrancada. — Sim? — Eu respondi, minha voz ainda cheia de sono. A porta se abriu e Blake ficou enquadrada na mesma. Ela aparentemente tinha tomado o meu sim como um convite para entrar. Seus olhos correram em volta do meu quarto, à procura de ameaças. Quando ela deduziu que não havia ninguém, seus olhos se voltaram para mim. Ela rapidamente desviou o olhar, desconfortável. Eu percebi que estava praticamente nua, usando apenas uma calcinha e uma meia calça. Eu tinha conseguido puxar o edredom na maior parte do meu peito, durante meu sono, graças a Deus, mas era óbvio que eu estava quase nua por baixo.
  • 311. Um som abafado na minha mala de voo chamou a minha atenção por algum tempo, e percebi que meu telefone estava fazendo esse barulho constante, assim como o misterioso Ipad. — O que está acontecendo? — Eu perguntei a Blake. Achei que ela pudesse ter uma ideia melhor do que eu. — Sr. Cavendish tem sido incapaz de conseguir falar com você. Ele está... preocupado. Ele disse que você deveria entrar em contato com ele, quando entrasse em sua casa, e você não fez. — Sua voz tinha um mundo de condenação, como esquecer de fazer uma chamada telefônica fosse o pior tipo de ofensa. Eu a estudava. Ela vestia apenas uma camiseta azul marinha apertada e shorts, seu coldre e arma bem visível. Eu percebi que em vez de ser atarracada, como eu tinha pensado originalmente, sua figura era solidamente coberta de músculos. Eu não conseguia me lembrar de ter visto uma mulher tão rasgada com músculos. Ela poderia ter sido um campeã de halterofilismo feminino. — Eu meio que desmaiei. Acho que eu estava mais cansada do que imaginava. Ela suspirou profundamente. — Bem, ligue para o Sr. Cavendish agora. Ele esta mais do que um pouco chateado. Antes que eu pudesse responder, um Stephan sem camisa e desgrenhado apareceu atrás de Blake, parecendo distraído. — Você está bem, Abelhinha? James acabou de me acordar. Ele está desesperado, diz que você deveria ter ligado há horas atrás, e ele não estava conseguindo falar com você. Ele me fez eu me sentir culpado por adormecer, antes de você ligar para ele. — Enquanto falava, Stephan passou por Blake, subindo na minha cama. Ele deitou comigo, vestindo apenas cueca boxer, acariciando o meu cabelo. Eu pensei que os olhos de Blake iam pular para fora de sua cabeça. — Isso é altamente inapropriado, Sr. Davis. Gostaria de lhe pedir que, por favor, retire-se da cama da Srta. Karlsson. Eu lhe dei um olhar perplexo. Stephan foi francamente hostil. — Stephan é o meu irmão adotivo. — eu expliquei para Blake, mesmo não lhe devendo qualquer
  • 312. explicação. Ainda assim, eu não via necessidade dela ficar com a ideia errada. E ele realmente era meu irmão adotivo, se não for tecnicamente, pelo menos era emocionalmente. Ela parecia aliviada. — Isso é um alívio. Ainda assim, eu vou ter que relatar isso ao Sr. Cavendish. Só para você saber. Eu dei de ombros. Stephan se inclinou e me beijou na testa. — Eu vou voltar para a cama, Botão de Ouro. Ligue para James, antes que ele entre em um avião. Stephan saiu, mas Blake ainda pairava na porta. Comecei a ficar irritada, tanto com James, como com a minha inflexível guarda-costas. — Eu já acordei. Vou ligar para James assim que você me der alguma privacidade. — Eu me senti mal pela grosseria, assim que as palavras saíram da minha boca, mas ela apenas balançou a cabeça e saiu. Abri a capa laranja do Ipad soando, me sentando, enquanto fazia isso. Fiquei surpresa por um momento interminável, ao me ver de topless na tela, diante de um James, vestido com o terno que eu tinha me despedido dele nessa manhã, e com uma enorme janela com uma vista matadora de Nova York, ao fundo, olhei mais a tela. Ele parecia selvagem, com o cabelo despenteado, como se ele tivesse passado a mão impaciente por ele várias vezes. A linha fina em sua linda boca me deu uma boa ideia de seu humor negro. — Por que você não me ligou, quando você disse que faria? E por que você está fazendo topless? — Ele perguntou. Seu tom de voz era áspero, e eu não vi um pingo de suavidade em seu rosto zangado. — Eu caí no sono antes que percebesse. Não foi de propósito. Eu não tinha ideia de que eu estava tão cansada. — Você disse que iria ligar. Você está brincando comigo? É isso o que você está fazendo? Você gosta de me deixar enlouquecido?
  • 313. Eu deixei o meu aborrecimento aparecer claramente no meu rosto. — Isso é ridículo. É exatamente o que eu disse, e você está exagerando. Obviamente eu estava bem. Você tem todo esse lugar patrulhado dia e noite. O que você acha que aconteceu? Sua mandíbula se apertou com força suficiente para doer. — Eu não sei. E não saber é pior do que qualquer coisa. Você pode ter ficado com raiva de mim novamente, ou se assustado que tenha concordado em viver comigo. Talvez você esteja me deixando novamente. E no fundo da minha mente, eu estava mesmo preocupado que seu pai tenha de alguma forma, conseguido te pegar de novo. — Ele não se preocupou em esconder sua vulnerabilidade durante seu pequeno discurso, e eu me senti involuntariamente amolecendo com ele. Era um talento dele. Eu suspirei. — Oh, James. Me desculpe não ligar, quando eu disse que faria, mas não foi por maldade. Eu estava apenas mais exausta do que eu percebi, quando finalmente Paterson havia terminado a busca na minha casa. Eu mal tirei a roupa, antes de desmaiar. Seu rosto ficou um pouco mais suave, e eu vi seu olhar mudar até meus seios nus. Eles ficaram descobertos quando me sentei na cama. Ele engoliu em seco. Senti uma onda de desejo puro atravessar o meu corpo. — Eu entendo. Me desculpe, eu exagerei. Você é para mim, mais preciosa do que a minha própria vida, Bianca, e saber que você está segura e saudável é a minha primeira prioridade. Eu senti meu rosto, inferno, senti foi todo o meu corpo amolecer. Ele falava as coisas mais doces para mim, as coisas mais românticas. Eu tentei me lembrar que ele nunca me disse, nenhuma vez, que me amava, mas eu ainda sentia essa emoção crua dele como uma droga para o meu sistema. — Sinto falta de você. — eu lhe disse em voz baixa. Suas pálpebras ficaram mais pesadas. — Eu mal posso esperar para segundafeira. Você está nua embaixo também?
  • 314. Eu não poderia evitar, e eu corei. — Você está no seu escritório? Em um sábado? Sua boca bonita torceu em um sorriso irônico. — Sim, mas eu estou completamente sozinho. A indústria hoteleira é um negocio de sete dias por semana. Não mude de assunto. Mude a câmera para baixo para mim. Eu quero ver o que você está vestindo. Corei mais difícil, mas eu fiz como ele mandou. Era apenas mais natural para mim obedecê-lo, do que para lutar contra ele, quando ele falava assim. Mostrei-lhe a minha metade inferior, meu colo coberto por um cobertor fino, minha única perna com a meia calça claramente exposta. Eu não conseguia ver o rosto dele, com a forma como a tela estava inclinada. — Tire o cobertor. Eu tirei, mostrando-lhe a pequena calcinha que eu usava, que me deixava quase que completamente nua. Ouvi seu gemido rouco de aprovação, e deixei as minhas pernas abertas para ele. — Use a capa magnética do Ipad para sustentá-lo na sua mesa de cabeceira. Aponte para a cama. Eu obedeci, vendo ele claramente de novo. Ele se reorganizou, empurrando sua cadeira longe o suficiente da mesa para que eu pudesse ver seu colo. Ele ainda estava totalmente vestido, mas eu podia ver sua ereção dura empurrando quase obscenamente a calça cinza pálido. Enquanto eu o observava, ele abriu sua calça, usando as duas mãos para puxar seu pênis nu livre. Ele saltou, e este pequeno salto me fez suspirar. Ele se mexeu, descendo suas calças para baixo o suficiente para lhe dar liberdade total. Ele desabotoou os botões em sua camisa, puxando-a aberta. Ele jogou a longa gravata branca por cima do ombro, a tirando de seu caminho. Eu tive uma visão desobstruída de suas mãos, enquanto ele acariciava a si mesmo. — Tire sua calcinha e deite-se na cama. Eu obedeci, meu rosto rosa o tempo todo.
  • 315. — Se apoie sobre os travesseiros e abra bem as pernas. Mais larga. Abra-se para mim. Perfeito, sim, fique desse jeito. Empurre dois dedos dentro de você. Mais profundo. Sim. Leve a uma mão até seu peito. Amasse em torno dele, mas não toque no mamilo. Enquanto ele falava, e eu obedecia as suas exigências, ele se acariciava com força, um rigor quase brutal. — Você é tão linda, Bianca. Cada centímetro de você é perfeito. Eu posso ver a umidade entre suas pernas. É a coisa mais fodidamente quente que eu já vi na minha vida. Mova-se mais e mais rápido. Me imite fodendo você. — Não é a mesma coisa. — eu engasguei, me acariciando mais e mais rápido. Não era nada parecido com o que ele me dava, uma triste imitação do seu toque, mas eu ainda estava perto do orgasmo, mais por sua voz e a visão de suas belas mãos naquele pau perfeito, do que o que eu estava fazendo desajeitadamente para mim. Ele me deu um sorriso triste. — Eu sei que não é. Nem perto disso. Não devemos ficar separados assim. Nunca. Mas vamos trabalhar com o que nos foi dado. Agora mova a mão desses lindos seios, até embaixo em seu clitóris. Sim, perfeito. Esfregue muito suavemente, pequenos círculos sobre ele com o dedo. Me diga quando estiver perto, meu amor. Eu poderia vir a qualquer momento, mas eu quero que a gente vá juntos. — Mmm, não, enfie os dedos dentro de você tão duro e rápido quando você pode fazer. Se nos separarmos desse jeito mais vezes, vamos ter que arrumar um vibrador para sua casa. Ou um vibrador que seja uma réplica perfeita do meu pau. Sua voz e suas palavras me trouxeram mais perto e mais perto da borda, enquanto eu o olhava trabalhando do mesmo modo com as mãos em si mesmo. A visão dele tocando a si próprio era incrivelmente erótica para mim. — Eu estou perto. — eu engasguei. Ele mordeu o lábio aumentando o movimento. Seu pescoço arqueado, mas seus olhos nunca me deixando, quando ele veio, com um pequeno gemido áspero. A visão dele chegando em jorros que atingiram o ar me trouxe com ele, e eu dei um
  • 316. pequeno gemido quando meu orgasmo me pegou. Era bom, mas longe de ser tão intenso como quando James me levava. Eu me sentei e assisti com fascinação enquanto ele limpava a bagunça que tinha feito, me dando um sorriso triste o tempo todo. — Foi bom para você, amor? — Ele perguntou, seus olhos amorosos, apesar daquele sorriso. Eu queria chorar por alguma estranha razão. Eu não queria analisar muito esse desejo, mas eu não podia deixar de me preocupar com o quanto eu estava vindo a depender de James. Eu sentia uma necessidade viciante em estar perto dele. — Foi bom. Eu adorei ver você se tocar, mas tudo isso só me fez querer você comigo ainda mais. Seu rosto mudou tão drasticamente que eu pisquei. Havia um planejamento e uma determinação lá agora, que me deixou tensa. — Nem sempre vamos ter que ficar separados. Você poderia trabalhar em casa, e ter uma carreira com suas pinturas. Eu não vou apressá-la, mas é algo que eu gostaria que você começasse a pensar. Eu fiquei tensa ainda mais, e ele ergueu a mão conciliadora. — Não vamos pensar nisso agora, amor. Paterson me disse que você ofereceu em deixar Blake dormir no seu quarto de hóspedes. Você está realmente bem com isso? Por razões de segurança, seria o ideal, mas eu quero que você se sinta confortável em sua própria casa. Dei de ombros, e seus olhos foram aos meus seios. Ele começou a inclinar-se para trás, fazendo um esforço visível para puxar os olhos de volta para o meu rosto. Eu não estava totalmente confortável com isso, mas eu pensei que, com todas as outras coisas bizarras que eu precisei me acostumar, era uma coisa muito pequena no esquema. Ele me deu um sorriso quase grato. Era uma expressão diferente em seu rosto perfeito. — Obrigado. Isso vai me ajudar a dormir melhor, quando você tiver que ficar longe de mim.
  • 317. Eu me mexi, enquanto ele falava, me sentado de pernas cruzadas e puxando um canto da minha colcha por cima do meu colo. Seu sorriso ficou afetado. — Afaste a coberta do seu colo. Eu amei a meia, por sinal. Você realmente desmaiou, hein? Nós conversamos por um longo tempo, nós dois em um clima mais leve, quando finalmente ele teve que voltar ao trabalho. Gostaria de saber como o meu coração poderia tanto estar leve de felicidade, como pesado de amor, ao mesmo tempo.
  • 318. CAPÍTULO TRINTA E NOVE Eu estava saindo do meu quarto para ir a cozinha, vestindo apenas um robe, quando ouvi um barulho na minha porta da frente. Fui até lá para ver o que era, antes que eu pudesse pensar melhor. Eu pisquei com a visão inesperada que me cumprimentou. Um mulher de meia-idade estranha, estava na porta da frente, Paterson atrás dela, Blake na frente. Ela tinha o cabelo tingido de um vermelho berrante, com maquiagem exagerada, que não conseguia disfarçar os traços cadavéricos. Ela aparentava, eu pensei, como uma dançarina de boate aposentada deveria parecer, com um corpo fino e seios muito grandes, que pareciam doer pela sua postura. Sua coluna endureceu quando ela me viu. Seus olhos não eram amigáveis nem hostis, mas tinha uma espécie de apelo desesperado, que eu não conseguia entender vindo de uma completa estranha. Ela se dirigiu a mim imediatamente. — Eu não estou aqui para te machucar, como essas pessoas parecem pensar. — Ela levantou um envelope branco liso. — Eu só queria te dar isso. Há algumas coisas que você precisa saber. Eu teria lhe dito antes, mas seu pai não me deixava entrar em contato com você. Agora que ele está desaparecido, não vi nenhuma razão para adiar. Por favor, leia isso. Eu posso ver porque você não quer falar comigo, mas isso não é sobre mim. Sua voz estava um pouco desesperada, e eu reconheci o medo nervoso que parecia estar apoiado em seus ombros, um medo que ela tinha que aguentar a cada segundo de sua vida, vivendo com meu pai. Eu me lembrava disso muito bem. — Sharon Karlsson. — eu disse, minha boca dura com as palavras. O nome soava para mim tão errado.
  • 319. Ela assentiu com a cabeça, com o braço tremendo muito, enquanto segurava o envelope para mim. Avancei para pegá-lo. Blake moveu-se para me bloquear. — Nós temos que averiguá-la antes, Srta. Karlsson. Estudei Sharon. Ela usava um vestido de verão fino, em que as flores estavam desbotadas depois de muitas lavagens. Eu não vejo como ela poderia esconder qualquer coisa naquele vestido, mas eu não era a especialista. — Você pode me entregar o envelope, então? — Eu perguntei a Blake, tentando ser prática. Blake pegou o envelope de Sharon, e a mulher ruiva começou a recuar imediatamente para fora da porta. Me lembrei que eu tinha algo a dizer, mas ela foi embora rapidamente. Eu tive que me inclinar entre meus guarda-costas, para pegar uma última visão dela entrando em um sedan velho, que estava estacionado na calçada. — Espere, Sharon. — Eu gritei. Ela me lançou um olhar de pânico, mas não parou. Eu me aproximei. — Eu preciso te contar uma coisa importante. — eu gritei, mas ela já estava se afastando para longe da minha casa como uma louca. — Por favor, Sra. Karlsson. Volte para dentro. Poderia ser algum tipo de armadilha. — disse Paterson, examinando a rua com rigor focado. Eu cooperei, andando de volta para dentro com um suspiro. Agora eu teria que ligar para ela. Eu queria apenas ter acabado logo com isso. Eu tinha uma esmagadora aversão a falar com aquela mulher. Eu estendi minha mão para Blake quando passei por ela. — Posso pegar a carta? Ela parecia hesitante, mas a entregou para mim. Paterson pigarreou. — Posso inspecioná-la primeiro, Srta. Karlsson? Eu já estava com o envelope aberto, e eu pude ver que ele não continha nada mais do que um pedaço de papel fino. Mostrei a ele.
  • 320. Ele fez uma careta, estendendo a sua mão. — Eu estou pedindo para ler primeiro. Eu neguei com minha cabeça. Eu iria cooperar com eles por causa da minha segurança, mas eu não tinha intenção de compartilhar os meus negócios pessoais com eles. — Não. Sinto muito, mas isto é particular. — Eu fui para o meu quarto sem dizer uma palavra. Eu podia ouvir a voz de Paterson através da porta. — Eu vou ter que contar ao Sr. Cavendish sobre isso, Srta Karlsson. — Você pode fazer isso. — eu disse, abrindo a carta. Ela era curta e direto ao ponto. Bianca, Eu entendo por que você não quer ter nada a ver comigo, mas eu tenho um filho. Ele é o seu meio-irmão, filho de seu pai. Ele é apenas um ano mais novo que você. Seu nome é Sven Karlsson, e mora em Manhattan. O seu número de telefone está no fundo da página. Acho que ele gostaria de saber sobre você. Nós não temos nenhuma outra família, e ele esta afastado de mim e do seu pai há vários anos. Atenciosamente, Sharon Karlsson Minha visão ficou um pouco turva após as primeiras frases. Eu tenho um irmão? Apenas um ano mais novo do que eu? As ramificações desse fato levaram longos minutos para afundar na minha mente, enquanto eu ficava sentada na beira da minha cama. Eu tinha catorze anos quando meu pai matou minha mãe. Ele tinha se encontrado com essa mulher o tempo todo, teve um filho com ela. É por isso que ele tinha matado a minha mãe? Aquele tiro ainda foi mais friamente calculado do que eu imaginava?
  • 321. Pensei na minha mãe, minha linda mãe. Aquela mulher, Sharon, nunca poderia se comparar com o dedinho mindinho dela, com sua aparência berrante e falta de classe, e ela era, obviamente, muito mais velha que minha mãe seria, se estivesse viva. Minha mãe tinha sido o epítome de elegância, mantendo uma classe calmamente reservada em cada linha de seu corpo elegante. Parecia impossível alguém matar por outra mulher, muito menos por alguém como Sharon. Eu me encontrei odiando aquela mulher com uma paixão normalmente reservada apenas ao meu pai. Mas quando ao meu meio-irmão... Eu não tinha ideia do que pensar sobre a ideia de ter um meio irmão. Meu telefone me distraiu dos meus devaneios, provavelmente devia estar tocando há um tempo, eu percebi. Eu vi que era James e atendi. — O que está acontecendo, Bianca? Paterson me disse que você não o deixou verificar uma carta misteriosa. — Sua voz estava mais preocupada do que irritada, mas ainda assim me senti eriçada. — A carta era para mim, James. E que mal poderia haver em uma carta? — Quem era aquela mulher? Eu suspirei. Claro que ele tinha conseguido um relatório detalhado de tudo. — A esposa do meu pai, Sharon Karlsson. Ele amaldiçoou. — O que ela quer? Estudei a pequena carta. — Nada de mais. Ela estava completamente em pânico, de modo que ela não falou muito. Eu não tive a chance de lhe dizer alguma coisa, então agora eu tenho que ligar para ela. Quanto mais cedo melhor, então eu preciso fazer isso agora. —Espere. O que a carta diz? Apertei meus lábios, debatendo o que dizer a ele. Por que não tudo? Seus investigadores provavelmente sabiam mais do que eu, neste momento. — Ela só queria me dizer que eu tenho um meio-irmão. Ela e meu pai tiveram um filho.
  • 322. Ele ficou em silêncio por um longo momento. — Ok. Obrigado por me avisar. Eu vou desligar, para que você possa fazer esse telefonema. Você vai me ligar antes de dormir? Eu concordei em ligar para ele, e então ele desligou. Voltei às minhas ligações não atendidas, chamando de volta o número que eu sabia que era dela. O telefone tocou cinco vezes e foi para o correio de voz. Eu estava a um fôlego em apenas lhe deixar uma mensagem quando eu percebi como isso poderia coloca-la em perigo. Eu não poderia dizer nada sobre o meu pai, ou ela teria que responder a ele por isso. Eu finalmente decidi que qualquer mensagem da minha parte seria ruim, caso meu pai tivesse acesso, e provavelmente ele teria. Eu tentei ligar para ela novamente, com o mesmo resultado. Eu percebi com resignação, que eu teria que ficar ligando, até que ela atendesse. Eu tinha tirado uma longa soneca, assim me vi jantando na casa de Stephan em apenas trinta minutos, depois que vesti uma camiseta e bermudas bem largas. Stephan levantou suas sobrancelhas, quando viu minha roupa. — Aposto que você não seria flagrada nem morta usando isso, se James estivesse por perto. Eu lhe dei um meio sorriso, enquanto entrava na casa dele. — James não está por perto, agora, não é? Stephan, Javier, e eu tivemos um jantar muito agradável, rindo e conversando, enquanto comíamos o frango Cacciatore de Stephan. Estava tão fabuloso como sempre, uma de suas melhores receitas de longe. Depois do jantar, Javier escapou sem fazer disso um momento constrangedor para nós dois, nos dando um pouco de privacidade para conversar. — Eu preciso dar alguns telefonemas. — ele murmurou e fugiu. Stephan lhe deu um sorriso muito carinhoso. Nós conversamos sobre tudo, contando quase tudo um para o outro. Ele ficou chocado com o meu misterioso meio-irmão. Fiquei chocada quando ele olhou para a
  • 323. porta onde Javier tinha saído e depois se inclinou para dizer em voz baixa: — Eu sou totalmente apaixonado por ele, Bianca. Profundamente. Eu não consigo evitar isso com Javier. Me apaixonar por ele é muito fácil, quando eu não me reprimo. Seus olhos eram tão sérios e vulneráveis que eu queria chorar. Eu esperava, do fundo do meu coração, que isso funcionasse para eles. Ele suspirou e sorriu, feliz por aproveitar o momento, em vez de analisar tudo até a morte, como eu parecia fazer. — E quanto a você? Você acha que você ama James? Eu olhei para as minhas mãos. Eles estavam repentinamente em punhos no meu colo. Eu balancei a cabeça. — Desesperadamente. Eu não sei sobre o resto, mas eu sei que eu o amo. Inferno, eu nem sei se ele me ama de volta. Eu nem tenho certeza de que ele é capaz de fazer isso, ou se eu sou capaz de deixa-lo, sabe? Seus olhos suaves quase me fizeram despencar. — Oh, ele te ama também. Eu acho que ele te ama desde o início. Esse homem faria qualquer coisa por você. Eu sei disso no fundo do meu coração. Eu pensei sobre como era lindo o coração de Stephan, sempre procurando o lado bom em torno da confusão que estava sepultado. Eu queria lhe perguntar algo, mas apenas pensar nisso me fez corar. Mas Stephan e eu tinha estabelecido um padrão de confidências há muito tempo, que era tão arraigado em mim, como o meu amor por ele, por isso não demorou muito para que eu criasse coragem. — Você e Javier parecem ter uma espécie de, hum, vibração submisso/dominante acontecendo. É assim que acontece entre vocês? Eu estudei o rosto dele, mas não vi nenhuma hesitação ou constrangimento lá. Ele apenas sorriu, feliz. — Nós não estamos trabalhando com BDSM, se é isso que você quer dizer, mas eu sou ativo na relação. Nós não mudamos isso, nunca. Outra forma não funciona para nenhum de nós dois. Ele já tinha me explicado essa coisa ativo / passivo há muito tempo. E ele sempre era o ativo. Eu sabia disso. Eu apenas não tinha me ligado nessa sua
  • 324. preferência a uma relação dominante / submisso de forma tão clara, embora, obviamente, fosse isso. Stephan pigarreou. — Você e James estão nesse negócio de BDSM, não é? Ele é o dominante. Eu balancei a cabeça, encontrando seus olhos diretamente, embora eu não pudesse evitar um sorriso no rosto, como ele fez antes. — Eu sei que não é... normal, mas eu descobri que isso é apenas a maneira como estamos conectados. E na maioria das vezes ele só age dessa maneira no quarto. Ele realmente não manda em mim fora dele, embora ele manipule o inferno na minha vida. Ele acariciou meu cabelo. — Você não tem de explicar suas preferências para mim. Eu quero aquilo que te faça feliz, e vejo que James faz isso, quando você permite. Você não estava nem um pouco interessada em homens antes de conhecêlo, portanto ele, obviamente, lhe dá algo que você precisa. Estou contente por ter encontrado alguém que parece deixa-la tão bem. Eu balancei a cabeça, suspirando de alívio. Eu estava meio com medo de que ele iria ficar com raiva de James, se eu lhe contasse sobre as nossas estranhas preferências sexuais, e foi bom saber que ele não iria nos julgar. Eu deveria saber disso melhor do que ninguém, e como sempre, Stephan merecia apenas a minha fé cega. Terminamos a noite assistindo alguns episódios de New Girl, nós três rindo e tomando sorvete. Stephan me levou para casa por volta das dez horas. Minha segurança estava esperando por mim, é claro. Eu liguei para James, e conversamos por quase uma hora, antes de relutantemente dizer boa noite. Ainda não tinha passado nem um dia que nos separamos, com apenas mais um dia para voltar a vê-lo, mas quando eu tentei dormir aquela noite, parecia que essa distancia era eterna.
  • 325. CAPÍTULO QUARENTA O trabalho no dia seguinte me manteve bem ocupada, mas ainda assim eu sentia como se ele estivesse demorando uma eternidade. Nós estávamos realmente correndo desde cedo na nossa escala em DC Liguei para James, mas ele não atendeu. Ele havia me dito que tinha algumas reuniões importantes naquele dia, então eu não fiquei surpresa. Apenas decepcionada. Stephan estava falando animadamente com Javier em seu telefone na cozinha, pouco antes de embarcar. Ele sorriu para mim, quando desligou o telefone. — O voo JFK está atrasado duas horas. Se mantivermos o prazo previsto até agora, vamos conseguir pegar o voo noturno. Javier vai nos encontrar no aeroporto com a minha mala. James tem coisas para você em sua casa, certo? Eu balancei a cabeça, me sentindo repentinamente leve e feliz. Se tudo funcionasse perfeitamente, eu iria ver James pelos menos umas oito horas mais cedo do que eu esperava. Meu dia estava prometendo ser maravilhoso. Quando finalmente desembarcamos em Vegas, já iríamos embarcar direto no avião, já estava tudo organizado, apenas precisávamos entrar no voo para Nova York. — Javier diz que é D39, o portão ao lado. Ele está nos esperando lá agora. Ele já fez tudo, e estamos com os assentos reservados. Nós só precisamos chegar lá nos próximos 20 minutos. E nós fizemos, resolvendo toda a papelada do avião o mais rápido possível, quase sem despedir do resto da tripulação. Stephan deixou sua papelada com Jake, que iria deixa-la na sede para ele.
  • 326. Javier sorriu quando nos viu entrando no avião. Entramos no avião, mas foi por pouco. Ele partiu apenas 10 minutos depois que estávamos a bordo. Eu mal tive tempo de enviar uma breve mensagem a James dizendo que nós estávamos a caminho, e a hora da nossa chegada. Stephan e Javier caíram rapidamente em um sono profundo na fileira de trás do avião, mas eu me levantei para ajudar a tripulação da classe econômica com as bebidas, já que eu estava de uniforme, e o voo estava quase cheio, com as pessoas francamente irritadas com o atraso. Como se uma varinha de sono houvesse sido acenada para os passageiros, todos eles adormeceram logo depois que servimos as bebidas. Eu estava recolhendo os copos vazios das bandejas dos passageiros adormecidos, quando flagrei a comissária de bordo que eu tinha ajudado, me estudando com uma estranha intensidade. Eu nunca a tinha visto antes, mas ela parecia amigável o suficiente, depois que percebeu que eu fui ajudá-la com seu serviço, em um sinal de boa vontade. Ela era uma mulher muito pequena, muito discreta, com seus vinte e poucos anos. Ela era hispânica e tinha longos cabelos negros e olhos tão escuros que pareciam negros. Estávamos na cozinha, só nós duas, quando ela pareceu criar coragem para fazer a pergunta que, obviamente, estava sua mente. — Você é a comissária que está namorando James Cavendish, não é? — Ela perguntou. Seu tom não era hostil, apenas curioso. Na verdade, era um pouco curioso demais para uma completa estranha, mas havia algo em sua voz que sugeria que ela sabia alguma coisa sobre ele, ou até mesmo sobre mim. Eu não deveria ter ficado tão surpresa com isso, mas era a primeira vez que eu tinha experimentado esse tipo de interação estranha com uma colega de trabalho. Eu suspirei. — Sim, eu estou namorando com ele. — eu finalmente disse.
  • 327. Ela não sorriu, mas me deu aquele olhar fascinado. Era enervante. —Mas não deve ser tão sério, não é? Eu estou certa, não estou? Você não estaria ainda trabalhando aqui, se isso fosse realmente sério. Eu me senti imediatamente na defensiva sobre o meu trabalho. — Eu gosto do meu trabalho. O que há de errado em trabalhar aqui? Ela me deu um olhar, que era muito direto para uma estranha falando sobre minha vida pessoal. — Veja só, ele deve ganhar mais dinheiro do que isso só escovando os dentes pela manhã. Só estou dizendo que, se ele quiser viver com você, ou se casar com você ou qualquer outra coisa, seria muito inútil você estar desperdiçando o seu tempo entregando amendoim, enquanto ele faz bilhões. Se isso fosse sério, você sairia daqui. Eu fiquei ruborizada, mas tentei manter a compostura. — Para sua informação, nós estamos vivendo juntos, e eu não saio, porque eu gosto do meu trabalho. E aí, se ele ganha mais dinheiro do que eu? Eu ainda tenho que trabalhar. Eu não vou ficar sentada o dia todo só esperando por ele. Eu percebi, mesmo quando argumentei isso, de que não seria esse o caso, se eu tivesse esse trabalho ou não. Eu não precisava me preocupar em ficar esperando por ele o tempo todo, porque eu não faria isso. E ele me conhecia bem o suficiente para saber e não esperar isso de mim, também. O que eu faria se eu pudesse fazer qualquer coisa que eu quisesse? Eu me perguntava, um pouco atordoada, que eu estava realmente começando a pensar seriamente nisso. Me lembrei que eu estava no meio de uma conversa com uma mulher detestável, que parecia saber alguma coisa sobre a minha vida. — E porque diabos você acha que sabe alguma coisa sobre qualquer um de nós?
  • 328. Ela teve a coragem de me dar um sorriso cúmplice, enquanto enfiava a mão na sua mochila de voo. Ela me entregou uma revista enrolada. — Eu tenho acompanhado todo o desenrolar da sua historia. — ela disse, como se fosse um grande feito. Eu me arrepiei quando vi a capa da revista de fofocas que ela me entregou. Era uma foto minha, vestindo uma camisola branca transparente e em pé na minha calçada, parecendo atordoada e confusa. Você poderia apenas ver o contorno dos meus mamilos no tecido fino. Pelo menos não era óbvio que eu não estava usando calcinha. James estava atrás de mim na foto, obviamente, caminhando na minha direção, mas dando ao homem que tirava as fotos um olhar positivamente assassino. Ele parecia absolutamente lindo vestindo apenas cueca, até mesmo o seu cabelo perfeitamente despenteado. Meu próprio cabelo parecia que tinha acabado de passar por um túnel de vento. Quando eu terminei de atravessar os meus próprios sentimentos sobre as fotos horríveis que foram publicadas, minha mente voltou para James. Ele devia saber sobre elas agora. Alguém já devia tê-lo avisado. Se eu estava chateada, eu sabia que ele estaria lívido. — Ele é tão quente. Você tem alguma ideia de como ele é quente? — A estranha comissária estava me perguntando. Eu realmente precisava lembrar o nome dela. Eu lhe dei um olhar muito direto, com lotes de adagas sendo lançadas. —Por uma questão de fato, eu sei exatamente o quão quente ele é. Confie em mim quando eu digo que você não tem ideia do quão quente ele é. Ela fez um movimento como se estivesse desmaiando. — Isso é incrível. — disse ela com um suspiro, e eu percebi pela primeira vez que, embora ela não fosse mais uma adolescente, ela não fazia por mal. Na verdade, ela não parecia ter um osso malicioso em seu corpo enquanto olhava para James na capa da revista. — Bom para você, menina. Ele é um deus grego total.
  • 329. Eu resolvi lhe jogar um petisco, de repente cansada dessa conversa e um pouco delirante sobre o fato de que eu poderia ver James em apenas poucas horas, dependendo se ele estivesse fora do trabalho , no momento em que chegássemos lá. — Há uma chance que ele possa vir me pegar no aeroporto. Se ele vier, estará ao lado da van da tripulação, assim você poderá dar uma olhada nele. Ela sorriu para mim, como se eu tivesse acabado de lhe fazer um enorme favor. — Isso é tão incrível. Pode ser que ele não seja tão bonito pessoalmente, então vou me preparar que posso me decepcionar. Eu tive que sorrir de volta. — Na verdade, ele é ainda mais lindo. Às vezes eu o chamo de Sr. Magnifico. Ela deu uma risadinha. — Você realmente é muito bonita, mas ele pode ter qualquer mulher do planeta. Sem ofensa, mas como você conseguiu ficar com ele? Eu lhe dei o meu pequeno encolher de ombros, estranhamente não ofendida por sua franqueza. — Eu realmente não tenho ideia. A nossa pequena estranha conversa foi interrompida, quando os dois outros membros da tripulação de classe econômica atravessaram a cortina. Eles eram menos agressivos, mas ambos me deram estranhos olhares inquisidores, e eu percebi que tinham visto ou ouvido algo sobre mim. Perguntei-lhes educadamente se precisavam de mais ajuda. Quando me agradeceram, eu retornei ao meu lugar ao lado de Stephan. Eu encostei minha cabeça na poltrona, e tentei ao máximo dar uma cochilada. Acordei com um sobressalto, quando o avião tocou o solo. Eu estava tão condicionada a permanecer acordada em voos noturnos, que fiquei surpresa que eu fui capaz de dormir tanto tempo em um avião. Enviei a James uma mensagem, enquanto o avião taxiava. Bianca: Nós estamos em solo.
  • 330. Ele respondeu imediatamente. James: Há um carro esperando na calçada por você. Isso não parecia necessitar de uma resposta, por isso eu desliguei o meu telefone no desembarque, e tentamos sair o mais rapidamente possível. Mas nós estávamos na última fileira da aeronave, e acabou sendo um processo frustrantemente lento. Nós fomos andando com a tripulação pelo aeroporto. Stephan pegou minha pequena mochila dos meus ombros sem dizer uma palavra, como era seu costume. A menina estranha, que se chamava Marie, como eu descobri quando ela se apresentou novamente, caminhava ao meu lado. Ela conversou mais e mais sobre fofocas de celebridades. Ela parecia pensar que, porque eu estava nos tabloides, eu também gostava de ler essas noticias, e saber mais sobre as últimas fofocas. Ela parecia desanimada quando eu a desiludi dessa ideia. Eu realmente não tinha a menor noção sobre quem ela estava falando. Eu estava meio distraída com sua tagarelice interminável quando saímos pela porta automática, e começamos a caminhar pela calçada até o local onde os carros e a van da tripulação estacionavam. Mas eu não estava tão distraída que eu não vi instantaneamente a figura alta sair da limusine estacionada logo atrás da van da tripulação. Mesmo se ele não tivesse saído do carro, não havia nenhuma maneira que eu poderia ter perdido a imponente figura de Clark, já em pé a nossa espera na calçada. Mas James saindo do carro, com o sorriso mais quente em seu rosto me fez esquecer imediatamente que havia outras pessoas no mundo, e muito menos que uma estava balbuciando para mim. Sem sequer pensar nisso, meus passos acelerando, até que eu estava quase correndo para ele.
  • 331. Ele não era indiferente ao meu entusiasmo. Ele começou a andar rapidamente ao meu encontro, obviamente determinado a me receber, pelo menos na metade do caminho. Quando chegamos ao alcance da mão um do outro, ele me agarrou em um abraço forte, quase doloroso, mas, oh... tão reconfortante para mim. Eu havia jogado meus braços ao redor de seu pescoço, ao mesmo momento em que ele me pegou, e eu segurei com força quando ele me levantou, voltando em direção ao seu carro, uma mão em concha atrás da minha cabeça com firmeza. Eu senti como se tivesse cinco anos de idade, meus pés pendurados vários centímetros do chão. Eu quase ri. — James, me coloque no chão. — eu gaguejava. Ele apenas me segurou mais apertado, movendo-se propositadamente para o carro. — Eu não posso ficar em público desse jeito, Bianca. Eu não consigo ser educado agora. Deus, eu senti sua falta. Parecia Natal, quando eu recebi sua mensagem que iria te ver antes do previsto. Segurei seus cabelos sedosos em meus punhos. — Eu senti sua falta, também. É assustador o quanto. Eu não sei como isso aconteceu tão rápido, mas eu sinto que estou em casa, quando estou com você, James. Um som rouco de dor escapou de sua garganta. — Sim. — ele disse, sua voz rouca de emoção. — Aqui é a sua casa.
  • 332. CAPÍTULO QUARENTA E UM James já me tinha no carro e seguramente abrigada em seu colo, quando Stephan e Javier finalmente se juntaram a nós, ambos sorrindo largamente. Eles tinham, obviamente, achado o nosso encontro excessivamente entusiasmado divertido. — Eu tenho que avisar a vocês, que a tripulação vai contar ao mundo sobre aquela cena. Essa pequena atrevida, Marie, estava mesmo fazendo barulho sobre dar uma entrevista para a imprensa. — Stephan disse, sua voz mais divertida do que preocupada. Revirei os olhos. Aquela pequena fofoqueira malandra provavelmente faria isso mesmo. Tentei me lembrar se eu tinha dito a ela algo que eu não gostaria que fosse compartilhado, mas dei de ombros mentalmente a coisa toda. Não havia nada que eu pudesse fazer sobre isso agora, e era muito mais agradável aproveitar a presença do Sr. Magnifico, do que me preocupar com o que poderia ter feito. James cumprimentou os outros homens educadamente, antes de começar a acariciar o meu cabelo. Eu respirei fundo, meus olhos fechados de prazer. Seus braços estavam em volta de mim tranquilamente, mas de repente eles se apertaram até o ponto de dor, e o senti ficar tenso. — Eu preciso te dizer uma coisa. — ele sussurrou, com a boca no meu ouvido. A partir da tensão em seu corpo e voz, eu soube imediatamente que algo estava terrivelmente errado. Eu endureci, virando para estudar seu rosto. Sua estranha mudança de humor era preocupante, para dizer o mínimo. E seus olhos estavam assombrados, só de vê-los fez o meu peito apertar com medo.
  • 333. — O que foi? — Sharon Karlsson foi encontrada morta em sua casa na noite passada. Ela foi assassinada. — Sua voz era calma, mas o carro ficou em um silêncio mortal com a notícia. Eu congelei, olhando para ele, enquanto processava suas palavras. Eu estava tentando ligar para ela, para contar sobre meu pai, mas eu não tinha conseguido encontrá-la. Eu poderia ter evitado isso? Eu era a culpada? Não havia qualquer dúvida para mim que ele a tinha matado. Era uma coincidência muito grande, e eu conhecia profundamente aqueles olhos assassinos do meu pai, para saber que ele era plenamente capaz de matar novamente. Foi só um milagre que ele não tenha matado antes. No entanto, por tudo que eu sei dele, isso poderia já ter acontecido sim. — Como? — Eu finalmente perguntei. Ele passou a mão no meu cabelo, um gesto que eu achava que era para confortar tanto a si mesmo, quando a mim. — Ela levou um tiro na cabeça. Pensei na forma como a minha mãe tinha morrido, um suicídio simulado onde ela tinha 'comido a arma’. — Como minha mãe? — Eu perguntei, minha voz assustadoramente baixa. Seus olhos eram incrivelmente suaves, e infinitamente preocupados, por minha causa. — Sim, como ela. — Eu tentei dizer a ela. Eu tenho tentado falar com desde que eu descobri que ela existia, mas eu me sinto responsável. Ele é um assassino, e ele ficou livre porque eu menti por ele. Eu não sei por que, mas eu nunca imaginei que ele mataria novamente. Eu o conheço por todos esses anos, e de alguma forma isso nunca me ocorreu. Como eu pude fazer isso? Eu devia ter pensado que isso poderia acontecer novamente. — Minha voz foi dita em voz baixa, mas pareceu explodir através do silêncio atordoado do carro.
  • 334. Todos começaram a falar ao mesmo tempo. — Você não é responsável por isso. — James disse, sua voz firme, dura e cheia de dor. — Você não tinha como saber, Botão de Ouro. — Stephan disse, sua voz apaixonadamente sincera. — Por favor, não faça isso a si mesma. — Javier implorou em voz baixa. Eu ignorei suas palavras, sentindo o peso de sua morte como um fardo pesado para a minha alma. E vergonhosamente, ainda mais forte do que a culpa, era o medo. Meu pai agora, tinha matado pelo menos duas mulheres, algo que ele ameaçou fazer comigo mais vezes do que eu poderia contar. Mesmo com o estado dormente do meu cérebro com as notícias perturbadoras da morte de Sharon, o que senti mais foi um terror arrepiante que era tão profundo que eu não conseguia me lembrar de um tempo em que não tinha sido uma parte de mim. Eu compartilhei um longo olhar com James. Nos seus olhos eu vi um desamparo angustiante que espelhava o meu. Fim A história de James e Bianca continua no último livro da Trilogia Up in the Air, Grounded. Em breve.