In flight
Up in the air #1
R. K. Lilley
Sinopse:

Quando Bianca, uma reservada comissária de bordo, recebe um olhar do bil...
A tradução em tela foi efetivada pelo grupo CEL de forma a
propiciar ao leitor acesso parcial à obra, incentivando-o à
aqu...
CAPÍTULO UM
Sr. Cavendish
Minhas mãos tremiam um pouco, enquanto eu preparava os serviços de
pré-embarque dos assentos da ...
— Nós já temos cinco pessoas sentadas na primeira classe. Onde está a
minha lista de passageiros? — questionou
Eu entregue...
— Eu já ouvi falar dele! Esse cara é um bilionário! Melissa vai entrar em
erupção quando descobrir. Vamos ver o seu apoio ...
Melissa tinha sido mais do que sortuda em conseguir pegar a nossa
linha pelos próximos três meses. Era uma linha cobiçada,...
Eu estava indo muito bem, meu braço carregando a bandeja,
caminhando com firmeza, até que eu olhei para cima do chão, dire...
uma pessoa horrível e arrogante, entediado com as coisas que o resto de nós
se esforçava tanto para conseguir.
Não havia n...
— Não se desculpe, Bianca. — ele me advertiu com uma voz aveludada e
profunda. Até mesmo a voz dele era injusta. Eu cambal...
que, embora ele fosse magro e elegante, era também surpreendentemente
musculoso. A visão dos músculos duros sob a camisa f...
CAPÍTULO DOIS
Sr. Generoso
Stephan apertou minha mão calorosamente quando partimos. Ambos
amávamos o sentimento na decolag...
Era a nossa rotina habitual, ajudar os outros comissários, quando a
primeira classe estava vazia e a classe econômica com ...
cortina foi fechada de forma segura na primeira classe, e as luzes diminuíram
para quase escuridão por todo o avião.
Ele e...
— Você e Stephan estão juntos? — Ele perguntou francamente, quando
eu finalmente olhei para ele. Eu apenas pisquei por um ...
Senhor, isto foi direto. Invulgarmente assim. Ele parecia estar me
balançando dos meus caminhos normais. Eu estava acostum...
namora socialites inúteis que nunca tenham trabalhado um dia em suas vidas.
Eu queria que ele continuasse com a sua explic...
— Não, obrigada, Sr. Cavendish. — Eu me levantei em silêncio, e
caminhei de volta para a cozinha, fechando a cortina atrás...
Ele desabotoou vários botões ao longo de seu peito e estômago.
— Toque minha pele. — ele ordenou asperamente. Obedeci, uma...
para baixo, mortificada ao ver que meus mamilos endurecidos podiam ser
claramente vistos, mesmo através de três camadas qu...
— O número na parte de trás é o meu celular. Eu gostaria de ouvir você. A
qualquer hora da noite, ou dia.
Eu esperei rigid...
Eu apontei o dedo para ele.
— Nós não estamos fazendo isso de novo. Nem todo mundo precisa
namorar. Eu não interfiro em su...
mesmo quando seus olhos se abriram, e ele piscou acordado, desorientado.
Seu olhar me encontrou rapidamente, o sono deixan...
CAPÍTULO TRÊS
Sr. Enervante
A ponte que dava acesso ao desembarque fechado no aeroporto JFK1 de
Nova York era diferente do...
tivesse sido arrancada da minha própria vida ordenada e colocada no meio de
algum tipo de jogo. Um jogo com regras que eu ...
Eu segui seu olhar para ver o Sr. Cavendish esperando no balcão de café.
Ele nos deu um sorriso enigmático, acenando cordi...
meses. Nós íamos lá para almoçar ou jantar quase toda semana, quando
estávamos na cidade. Stephan tinha 90 por cento de ce...
Fazia anos, eu sabia. O mês que eu iria completar vinte e um tinha sido
divertido, e eu dei um espetáculo em algumas festa...
Ele me deu um sorriso suave, que era tudo para mim. — Esse é apenas
para uma abelhinha.
Ela bateu palmas. — Oh, oh, oh, há...
CAPÍTULO QUATRO
Sr. Magnífico
Acordei com o som do meu alarme, com entusiasmo ainda menor do
que o habitual. Eu tinha me r...
Ele sorriu para mim, balançando as sobrancelhas. — Isso vai mudar a
sua mente? Mocha grande com soja, sem bater, e uma dos...
éramos apenas nós dois. Não tínhamos nada a esconder um do outro. Era
uma das razões pelas quais nós éramos inseparáveis.
...
Nós, finalmente, entramos em acordo com uma camisa polo cinza e
azul, e bermudas cargo xadrez, que pendiam de seus quadris...
para Melvin. Uau, isto foi ousado para ele. Melvin corou um pouco e sorriu
timidamente.
— Nos surpreenda. Algo com licor. ...
Apesar de ter sido uma dose, entrou como o inferno de um soco.
Melvin nos trouxe um copo de água gelada, sem pedirmos, em ...
Stephan fez o mesmo, apertando a mão de Melvin, assim que ele
começou a se afastar. Foi um movimento surpreendentemente ou...
Melissa foi a próxima a aparecer, já olhando em volta com tédio
enquanto se aproximava de nós. Provavelmente procurando o ...
minha baixa opinião de Melissa. Não havia nenhuma maneira que ela não
tenha visto a aliança de casamento em seu dedo, se e...
Eu balancei a cabeça. — Não gosto disso. É um tipo diferente de
assustador. Eu não sei direito. Tudo o que eu sei com cert...
CAPÍTULO CINCO
Sr. Persistente
Virei quase imediatamente para encarar Stephan.
—Traidor. — eu disse a ele, minhas palavras...
pele inteira arrepiar de volta. Se eu me mexesse para trás uma polegada,
estaríamos nos tocando.
Eu virei minha cabeça um ...
dentes brancos. Ele não tinha levado isso como um insulto. Ele acenou para
mim, fazendo contato com os olhos muito firmes....
— Minha condição não é da sua conta, James. — Eu enfatizei seu nome.
Foi a primeira vez que eu usei.
Seu olhar era firme. ...
Saí antes que ela pudesse me perguntar qualquer outra coisa. James
pegou meu braço antes que eu pudesse localizá-lo.
— Voc...
Ele me puxou contra ele de repente. Eu endureci, mas ele só empurrou
meu rosto contra seu peito.
— Você é uma mulher irrit...
Eu coloquei um dedo sobre os lábios. — Shhh. É uma surpresa para o Sr.
Magnífico.
James me observava impassível, enquanto ...
James parecia um pouco surpreso. — Acabamos de nos conhecer. Ela
trabalha com você, certo?
—Então, o que vocês estavam fal...
CAPÍTULO SEIS
Sr. Perverso
Eu não tive que esperar muito tempo para descobrir seus planos. Ela
nos levou ao palco para faz...
Fiquei aliviada quando ele não veio imediatamente e me tirou do palco.
Mas o meu alívio foi de curta duração, quando eu o ...
quando ele era criança. Eu tinha sido sua única família há anos, então ele
temia a minha raiva. Ele tinha um medo irracion...
— Eu vou acabar com você. — ele respirou. — Eu vou ser o primeiro, e
eu vou te foder tão completamente que eu vou ser o úl...
Ele fungou um pouco, e eu fiquei chocada quando vi uma lágrima
deslizar pelo seu rosto quando ele olhou para seu colo.
— O...
O meu olhar ficou raivoso e afiado. — Para sua informação, eu já tomo
pílula. Tenho períodos bem difíceis, e isso ajuda a ...
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R. k. lilley up in the air 01 - in flight

  1. 1. In flight Up in the air #1 R. K. Lilley Sinopse: Quando Bianca, uma reservada comissária de bordo, recebe um olhar do bilionário proprietário de hotéis James Cavendish, ela perde toda a sua compostura duramente conquistada. Para uma garota que pode facilmente manipular uma bandeja de taças de champanhe a 35.000 pés em um salto de 8 cm, ela se encontra surpreendentemente fraca com esse primeiro encontro. Bianca, normalmente imperturbável, não consegue desviar o olhar de seus olhos azul turquesa eletrizantes. Eles mantêm um desafio, e uma promessa que ela acha impossível resistir, e ela é uma garota acostumada a dizer não. Bianca está acostumada a lidar com supermodelos e estrelas de cinema em seu trabalho como comissária de bordo da primeira classe, mas James Cavendish ganha de todos no departamento aparência. Se fosse apenas a sua aparência intimidadora, que ela acha quase irresistível, Bianca poderia ter ignorado suas atenções. Mas o que nunca lhe aconteceu, e ela tentava escapar, é daquela força dominante que ele mantém sobre ela a desde que seus olhares se cruzaram pela primeira vez, e com a promessa de prazer e dor, que ela lê em seus olhos.
  2. 2. A tradução em tela foi efetivada pelo grupo CEL de forma a propiciar ao leitor acesso parcial à obra, incentivando-o à aquisição da obra literária física ou em formato ebook. O grupo CEL tem como meta a seleção, tradução e disponibilização parcial apenas de livros sem previsão de publicação no Brasil, ausente de qualquer forma de obtenção de lucro, direto ou indireto. No intuito de preservar os direitos autorais contratuais de autores e editoras, o grupo, sem aviso prévio e quando julgar necessário, poderá cancelar o acesso e retirar o link de download dos livros cuja publicação for veiculada por editoras brasileiras. O leitor e usuário fica ciente de que o download da presente obra destina-se tão somente ao uso pessoal e privado e que deverá abster-se da postagem ou hospedagem em qualquer rede social (Orkut, Facebook, grupos), blogs ou qualquer outro site de domínio público, bem como abster-se de tornar público ou noticiar o trabalho de tradução do grupo, sem a prévia e expressa autorização do mesmo. O leitor e usuário, ao disponibilizar a obra, também responderá pela correta e lícita utilização da mesma, eximindo o grupo CEL de qualquer parceria, coautoria, ou coparticipação em eventual delito cometido por aquele que, por ato ou omissão, tentar ou concretamente utilizar da presente obra literária para obtenção de lucro direto ou indireto, nos termos do art. 184 do Código Penal Brasileiro e Lei nº 9610/1998. Abril/2013
  3. 3. CAPÍTULO UM Sr. Cavendish Minhas mãos tremiam um pouco, enquanto eu preparava os serviços de pré-embarque dos assentos da primeira classe. Meu corpo inteiro cantarolava nervosamente, enquanto eu tirava uma garrafa de champanhe da grande gaveta de gelo no fundo do meu carrinho de bebidas. Eu senti, mais do que ouvi o meu melhor amigo, Stephan, abrir a cortina da cozinha atrás de mim. —Hora do show, Abelhinha. — ele disse rapidamente. Eu o senti enfiando alguns cabelos loiros errantes para trás, em meu coque elegante. Apesar de sua agitação, eu sabia que isto era um carinho. Como estávamos partindo da nossa cidade natal, Las Vegas, eu tinha pego um ônibus da sede da nossa companhia aérea diretamente para o avião. Isto significa que temos de ignorar a segurança completamente. Sem detectores de metal, significava grampos. E grampos significava que meu cabelo loiro liso deveria se comportar direito. Mas Stephan era sempre exagerado para cima de mim. Ele era de longe, a pessoa mais carinhosa que eu já conheci. E, certamente, a única que eu permitiria me tocar, mesmo de uma forma casual. Ele tinha ganho esses direitos comigo durante muitos anos sendo meu melhor amigo. Melhor amigo e muito mais. Companheiro constante, confidente, parceiro, antigo colega de quarto, e, atualmente, o meu vizinho. Ele era também meu parceiro na maioria dos vôos. Nós éramos completamente inseparáveis. Havia momentos em que parecia que ele era mais uma extensão de mim , do que uma real pessoa apartada. Estávamos sempre tão próximos. Sim, nós somos co-dependentes um do outro, não havia dúvida, mas tínhamos sido parceiros há muitos anos para operar de outra maneira. Não havia dúvida de que ele era a pessoa mais importante na minha vida. Quando ouvia a palavra família, pensava em apenas uma pessoa, e essa pessoa era Stephan.
  4. 4. — Nós já temos cinco pessoas sentadas na primeira classe. Onde está a minha lista de passageiros? — questionou Eu entreguei a ele sem uma palavra. Eu tinha a lista de passageiros dobrada dentro do meu menu de couro. Eu já tinha olhado para ela. Era essa a razão que as minhas mãos não estavam muito firmes. Não havia outra razão para eu estar tão nervosa. Estava me preparando para um voo noturno, quase vazio, com apenas um serviço mínimo. O único desafio neste voo normalmente seria conseguir ficar acordada. — Você tem que dar uma olhada no 2D. — Stephan dizia com um suspiro exagerado, sonhador. Sua declaração, e aquele suspiro sonhador eram muito diferentes do Stephan usual, mas eu sabia muito bem o motivo da mudança nele. A razão que havia despertado algumas respostas muito diferentes das minhas normais também. — Sim, é o Sr. Cavendish. — eu disse em uma voz firme. Mãos grandes e elegantes alisaram os meus ombros, sobre o uniforme padrão, terno e colete cinza-carvão. —Parece que você o conhece. — Havia uma pergunta em sua voz. —Mmm hmm. — Eu tentei o meu melhor para parecer casual. —Ele estava no voo fretado que eu tive que trabalhar sem você na semana passada. Ele estava reunido com o CEO. Sr. Cavendish é o manda chuva do hotel. Stephan estalou os dedos atrás de mim. Eu finalmente me virei para olhar para ele, levantando uma sobrancelha. Os olhos azuis claros que eu encarei, poderiam ter pertencido ao meu próprio irmão, se eu tivesse um. Na verdade, você poderia dizer o mesmo sobre nós dois em geral. Nosso cabelo dourado loiro era quase do mesmo tom, embora o seu tivesse uma textura ondulada. Os seus eram penteados para trás, e artisticamente desciam apenas após seus ouvidos. Nós dois éramos altos e magros, embora ele me batesse por vários centímetros. Até os meus saltos não faziam diferença. Além disso, nossos traços tinham uma característica nórdica semelhante. Sim, nós poderíamos facilmente passar por irmãos. E eu certamente pensava nele como um irmão. Eu já pensava nele assim por quase uma década.
  5. 5. — Eu já ouvi falar dele! Esse cara é um bilionário! Melissa vai entrar em erupção quando descobrir. Vamos ver o seu apoio e sua bunda aqui na primeira classe, tão logo ela descubra o que temos aqui em cima! Eu tentei abafar uma risada com o visual que ele tinha pintado. E, infelizmente, ele provavelmente não estava tão longe da verdade. Melissa era uma das três aeromoças que trabalhavam na classe econômica dos 757. Nós tínhamos acabado de começar nossa nova programação, com uma nova equipe na classe econômica. Stephan e eu sempre trabalhamos juntos na primeira classe, e continuaria dessa forma, mas nossa tripulação principal mudou em poucos meses. Nossa proposta atual estava programada para durar três meses, e nós estávamos apenas começando a conhecer agora os nossos outros companheiros de voo. Estávamos todos nos dando bem, até agora. Melissa era a mais conhecida personalidade do grupo, e assim, para melhor ou pior, estávamos aprendendo tudo sobre ela primeiro. Ela era uma daquelas meninas que se tornaram comissária de bordo para satisfazer os homens. Ou, mais especificamente, para atender homens ricos. Ela era nova na companhia aérea, por isso ela ainda estava trabalhando presa na econômica. Ou, como ela falava, na favela. Ela cobiçava minha posição de atendimento na primeira classe de voo, ou mesmo a posição de Stephan como comissária de bordo. Stephan e eu iniciamos a nossa pequena parceria como comissários de voos há quatro anos, inicialmente na classe econômica, e por isso, tínhamos anos de antiguidade sobre ela. Melissa tinha começado a trabalhar como comissária de voo talvez há seis meses, o que significa que ela não poderia solicitar uma posição na primeira classe por mais seis meses. E depois, ela não seria capaz de manter uma linha na primeira classe por mais seis meses direto. Em vez disso, ela ficaria de plantão, com uma programação totalmente caótica que não iria permitir quaisquer destinos planejados. E quando ela tivesse uma linha constante, seria a pior linha disponível, com viagens curtas durante a noite, tendo que permanecer em hotéis perto do aeroporto. Desde que eu tinha conhecido varias caça-fortunas, com quem trabalhei ao longo dos anos, nenhuma dessas coisas eram propícias para um planejamento especifico ao ataque de homens ricos.
  6. 6. Melissa tinha sido mais do que sortuda em conseguir pegar a nossa linha pelos próximos três meses. Era uma linha cobiçada, com pernoites regulares semanais em Nova York. Nossa tripulação ficava hospedada em um ótimo hotel, que ficava a menos de dois quarteirões do Central Park. Era uma linha superior, e todos nós ficamos surpresos ao receber este membro júnior na nossa equipe. Mas ela ainda reclamava, muitas vezes apontando que ela foi feita apenas para a primeira classe. Suas constantes queixas já estavam começando a irritar a tripulação. Stephan deu um aperto tranquilizador em meu ombro, antes de ir até a cabine de voo para ter um breve resumo com os pilotos. Este era o principal motivo que Stephan assumiu a posição de liderança, enquanto eu tomei a posição de cozinha de primeira classe. Eu odiava lidar com os pilotos. Stephan os tratava muito bem, muitas vezes lançando que era meu namorado, quando eles demonstravam um pouco de interesse a um nível pessoal na minha direção. Metade das pessoas que trabalhamos, imaginavam que estávamos juntos. Stephan não desmentia isso. Isto era uma escolha pessoal que ele tinha feito há muito tempo, que eu entendi completamente. Ele teve um tempo difícil quando contou para seus pais sobre ser gay, e eu me sentia mais segura com ele mantendo as coisas para si mesmo, e deixando as pessoas pensarem assim sobre nós. Eu tirei a rolha da garrafa de champanhe rápida e silenciosamente, enchendo cinco copos com facilidade pela prática. Tomei respirações lentas e profundas para gerenciar meus nervos. Eu utilizava isso, quando queria administrar minha ansiedade quando ela aumentava. Eu tendia a ser uma pessoa ansiosa, embora eu escondesse isso muito bem. Eu não estava acostumada a este tipo de tensão nervosa, tão exacerbada. E a causa de hoje estava longe das minhas usuais, para dizer o mínimo. Eu entrei na galeria da primeira classe com uma explosão forçada de confiança. Se eu conseguia manter uma bandeja completa de bebidas estáveis há 35 mil pés, com saltos de até 8cm, e turbulência em uma base regular, eu certamente poderia servir algumas bebidas em terreno firme.
  7. 7. Eu estava indo muito bem, meu braço carregando a bandeja, caminhando com firmeza, até que eu olhei para cima do chão, direto nos olhos vibrantes turquesa do Sr. Cavendish. Como parecia ser um hábito dele, em nosso conhecimento tão recente, ele estava me olhando atentamente. Sua figura magra e elegante estava descansando no assento de couro creme com um tédio casual, que faltava em seus olhos. Era a intenção em seu olhar que me deixava tão malditamente nervosa? Provavelmente. Essa intenção no seu olhar parecia ter me prendido e estranhamente me cativado. Poderia também ter algo a ver com o fato de que ele era de longe, a pessoa mais atraente que eu já tinha visto. E já vi muitos. Eu tinha servido a todos os tipos. De estrelas de sabonetes, estrelas de cinema, até todos os tipos de modelos. Inferno, Stephan mesmo era, sem dúvida, um belo modelo masculino. Mas este homem era pura e simplesmente a pessoa mais impressionante que eu já tinha colocado os olhos em meus 23 anos de vida. Não era uma característica em especial que o fazia se destacar tão claramente, embora todas elas fosse impecáveis. Talvez fosse a sua tez dourada profunda, combinada com seu cabelo castanho arenoso, que descia até a altura da gola de sua camisa branca. Era uma cor castanha clara, que estava em algum lugar entre loiro e marrom, não sendo especificamente nenhum dos dois, mas de alguma atingindo um tom que era ainda mais bonito. E seu bronzeado parecia pertencer a um surfista, ou pelo menos a alguém com cabelos e olhos escuros. Mas seus olhos não eram escuros. Eles eram um turquesa brilhante e se destacavam claramente com sua coloração anormal. E eles tão malditamente penetrantes. Eu sentia como se ele soubesse coisas sobre mim com apenas um olhar, coisas que ele não poderia saber. Enquanto eu olhava para ele, congelada no lugar, ele sorriu para mim, sua expressão quase carinhosa. Sua boca parecia tão suave, enquadrando seus dentes retos brancos. Mesmo o nariz era perfeito, reto e atraente. Ele era tão incrivelmente bonito. O pensamento me ocorreu, não pela primeira vez, como era injusto que um homem seja tão devastadoramente bonito e ainda um bilionário antes dos trinta anos. Qualquer pessoa nascida tão privilegiada certamente seria uma pessoa horrível. Ele provavelmente nunca sofreu um dia em sua vida. Ele provavelmente tinha tudo tão facilmente entregue nas mãos, que devia ser
  8. 8. uma pessoa horrível e arrogante, entediado com as coisas que o resto de nós se esforçava tanto para conseguir. Não havia nenhum sinal exterior disso, mas como eu poderia ver além de sua aparência externa deslumbrante, quando eu estava tão facilmente distraída pela beleza dele? Eu rapidamente tentei escapar dessa linha de pensamento. Eu estava sendo injusta, e eu sabia disso. Eu não sabia nada sobre este homem, e eu certamente não poderia julgar sua personalidade apenas com base no que eu tinha observado até agora. Eu não tinha percebido o quão amarga havia se tornado as minhas atitudes com os que nasceram privilegiados. Minha própria educação tinha sido dura e brutal, e eu, pessoalmente, tinha experimentado um profundo nível de pobreza, mas eu não podia deixar que isso se tornasse uma desculpa para fazer um julgamento tão duro sobre alguém que não tinha feito nada, exceto ser educado comigo. Eu tinha que continuar repetindo a mim mesma que, mesmo estando irremediavelmente atraída por ele, isto não era um motivo justo. Que a atração não deveria me fazer instintivamente querer atacar. Eu engoli, tentando molhar a garganta subitamente seca. — Olá de novo, Sr. Cavendish. —Tentei acenar para ele educadamente, mas quando eu fiz isso, minha bandeja de bebida balançou precariamente. Sr. Cavendish se mexeu incrivelmente rápido, segurando minha bandeja firme sobre o assento entre nós. Eu assisti com horror absoluto, quando um pouco de champagne derramou na manga de seu paletó cinza escuro. Esse fato, sem dúvida, iria custar mais do que eu ganhei em um mês. — Eu sinto muito, Sr. Cavendish. — Minha voz estava sem fôlego e suave, o que me deixou ainda mais perturbada. Ele passou a mão livre que estava no descanso, pelo seu cabelo cor de areia. Os fios de seda pareciam ficar artisticamente fora de seu rosto. Era um cabelo de um supermodelo. Maldito.
  9. 9. — Não se desculpe, Bianca. — ele me advertiu com uma voz aveludada e profunda. Até mesmo a voz dele era injusta. Eu cambaleei ao perceber que ele se lembrou do meu nome. Ele segurou meu braço galantemente, e finalmente peguei minha bandeja, lhe falando que tinha tudo sob controle. Ele recusou minha oferta de uma taça de champanhe. Eu tardiamente me lembrei que ele não aceitava qualquer tipo de álcool. — Só um pouco de água, quando você tiver uma chance. — ele me disse, com um sorriso caloroso. Eu terminei o meu serviço de champanhe do pré-embarque. Eu tinha apenas cinco passageiros, por isso não levou muito tempo fazer isso. Eu coloquei minha bandeja no balcão da cozinha, e voltei para recolher as jaquetas e pegar os pedidos para o serviço de bordo. Quando me aproximei do Sr. Cavendish mais uma vez, ele me olhou atentamente de seu telefone, e meu coração entrou em ritmo acelerado, quando nossos olhares se encontraram novamente. — Posso levar o seu casaco, Sr. Cavendish? — Eu perguntei a ele, a minha voz continuava estranhamente sem fôlego. — Eu poderia tentar tirar o champanhe que derramou, ou apenas pendurá-lo, se quiser. Ele se levantou, tendo que entrar no corredor para fazê-lo completamente. De repente ele estava tão perto de mim, que eu engasguei. Eu estava mortificada com a minha reação a ele. Eu me orgulhava de meu profissionalismo. E minha reação à sua proximidade, definitivamente não era profissional. Eu era alta, quase 1.78m, e facilmente 1.82m agora em meus sapatos de trabalho. Mas o topo da minha cabeça alcançava apenas seu nariz. Ele devia ter pelo menos a altura de Stephan, talvez 2 ou 3 cm a mais. Eu sempre me senti um pouco estranha perto de homens mais baixos, mas com esta altura, este homem extremamente alto teve o efeito oposto. Ele me fez sentir feminina e pequena. Gostei da sensação, mas fiquei extremamente nervosa com isso. Ele tirou o paletó finamente costurado, entregando-o para mim. Ele permaneceu com uma camisa branca e fina, e uma gravata azul clara. Eu vi
  10. 10. que, embora ele fosse magro e elegante, era também surpreendentemente musculoso. A visão dos músculos duros sob a camisa fez a minha boca secar. — Basta pendurá-lo, por favor, Bianca. — ele me disse baixinho. — Sim, senhor. — murmurei em uma voz que mal reconheci. Eu terminei o meu serviço pré-embarque usual, em uma espécie de torpor, mal bloqueando todos os carrinhos na minha cozinha, antes de chegar a hora de pisar novamente na frente do Sr. Cavendish, para fazer a demonstração de segurança. Ele me observava atentamente, seu olhar nunca deixando o meu rosto. Eu não entendi o seu interesse. Seu olhar em momento algum havia deixado meu rosto. Senti que ele estava interessado em mim. Mas de que maneira? Eu não tinha ideia. Normalmente, quando os homens me vêem, seus olhos ficam passeando por todo o meu corpo, não inabalavelmente colados nos meus olhos. Minha demonstração de segurança foi excepcionalmente sem graça. Eu até me atrapalhei no momento de fazer a demonstração com a fivela do assento, por causa do meu nervosismo. Eu fui até meu assento para decolagem com uma sensação de alívio. Eu precisava de um momento de paz para retornar minha compostura. Mas não era para ser. Meu assento ficava quase perfeitamente na frente do Sr. Cavendish. Eu tive que fazer um esforço consciente para não encontrar seus olhos enquanto o avião taxiava, e depois com a decolagem.
  11. 11. CAPÍTULO DOIS Sr. Generoso Stephan apertou minha mão calorosamente quando partimos. Ambos amávamos o sentimento na decolagem. Ela representava boas coisas para nós dois. Novos lugares. Novas aventuras. Deixar as coisas ruins para trás. Envieilhe um sorriso rápido, afetuoso, antes de olhar pela janela à minha direita, evitando olhar para o Sr. Cavendish durante o máximo de tempo que eu pudesse. Finalmente, eu dei um olhar furtivo para ele, e fiquei perplexa com a mudança que vi nele. Ele estava imóvel como uma estátua agora, seus olhos positivamente glaciais. Eu segui seu olhar para onde minha mão estava ligada com a de Stephan sobre o pequeno espaço entre os nossos assentos. Me ocorreu que ele deveria estar pensando que somos um casal. Stephan e eu muitas vezes agimos dessa maneira, mesmo eu o incentivo às vezes. Todos, dos nossos amigos próximos aos amantes de Stephan sempre pensam em nós dois como um pacote só. Mas isso me deixou desconfortável, pensar que o Sr. Cavendish está fazendo essa suposição. Mesmo assim, isto não poderia justificar seu comportamento repentinamente hostil. Eu mal conhecia esse homem. Nós rapidamente atingimos 10 mil pés. Com o aviso que indicava a altitude, me levantei, e rapidamente comecei a preparar o serviço de toalhas quentes, enquanto Stephan fazia os anúncios habituais. Ele se inclinou contra meu corpo, quase me abraçando, enquanto falava no meu ouvido. — Se importa se eu for ajudar a classe econômica? Ele me perguntou. — Eles estão com todos os assentos ocupados. Eu lhe lancei um olhar intrigado. — Eu vou fazer isso depois de oferecer as toalhas quentes. É a minha vez, lembra-se?
  12. 12. Era a nossa rotina habitual, ajudar os outros comissários, quando a primeira classe estava vazia e a classe econômica com sua capacidade máxima. Nós certamente não precisamos de duas pessoas para servir cinco passageiros, que estavam provavelmente prestes a desmaiar. Mas ele tinha ajudado a cabine no último vôo, portanto ambos sabíamos que agora era a minha vez de ajudar. Ele só beijou o topo da minha cabeça, sacudindo a sua. — Eu preciso falar com Jake sobre esse relatório de incidente da semana passada, e ele já separou o carrinho de frente, para que possamos conversar enquanto trabalhamos. Boa sorte aqui. — E com isso, ele desapareceu. Eu suspirei, exasperada. Pela primeira vez, eu realmente queria trabalhar lá. Isto me daria uma pequena pausa do Sr. Magnífico na minha frente. Mas eu certamente não ia causar um barulho sobre isso, então eu teria apenas que lidar com a situação. Sr. Cavendish mal olhou para mim agora, enquanto eu lhe entregava as toalhas quentes, em seguida, recolhendo-as. Por que isso me incomoda tanto? Eu não queria me aprofundar demais nesse pensamento. Eu levei os pedidos de bebidas, e servi a primeira rodada de bebidas rapidamente. O casal na última fila da primeira classe pareciam ser bebedores pesados, mas os outros só queriam água, e claramente estavam perto de cair no sono. Eu ficaria surpresa se a maioria deles não estivesse dormindo, antes mesmo que eu terminasse o meu curto serviço. Eu levei o carrinho para fora, oferecendo queijo, bolachas, e um canapé de manjericão e azeitona. Levei menos de cinco minutos para servir a cabine inteira. Sr. Cavendish aceitou um pequeno prato de queijo com água, e o casal atrás pegou alguns itens, mas os outros dois declinaram e foram dormir, antes mesmo que estivesse de volta na cozinha. Quando eu recolhi os pratos, fiquei surpresa ao descobrir que o casal que estava bebendo coquetéis tinha adormecido. Eu tinha lido tudo errado. Eles apenas quiseram beber um pouco a mais para relaxar e conseguir dormir. Eu tinha imaginado com tanta certeza que eles estavam apenas começando. Sr. Cavendish era de repente, o único passageiro acordado na cabine. Isto me deixava um sentimento estranho, como se estivéssemos sozinhos. A
  13. 13. cortina foi fechada de forma segura na primeira classe, e as luzes diminuíram para quase escuridão por todo o avião. Ele estava trabalhando tranquilamente em seu laptop, um olhar alerta e nem perto de dormir. Será que ele vai trabalhar a noite toda? Eu me perguntava. Eu não poderia imaginá-lo chegar a Nova York e tirar um cochilo. Ele provavelmente trabalhava o tempo todo. O nosso tempo de voo eram de quatro horas e 43 minutos, e agora era o meio da noite. Algo urgente deve ter acontecido para mantê-lo trabalhando, sem nem mesmo poder tirar um breve cochilo no voo. Eu me aproximei dele, me inclinando para falar com ele calmamente, consciente dos outros passageiros adormecidos, embora todos eles estivessem na parte de trás da primeira classe, e ele estava quase na frente. — Posso pegar mais alguma coisa, senhor? Pela primeira vez, desde que tinha tirado o paletó, ele me deu toda a sua atenção. — Posso te perguntar uma coisa, Bianca? — Ele me pediu, em um tom brando com cuidado. Eu levantei minhas sobrancelhas com a questão. — Sim, senhor. Como posso ajuda-lo? Ele suspirou, indicando o assento vazio ao lado dele. — Você pode se sentar por um minuto para conversar? Olhei em volta, nervosa, sem saber o que fazer com o seu pedido. Parecia pouco profissional me sentar ao lado dele, mas ele pediu, e provavelmente seria o único a me ver fazendo isso. — Sente-se, Bianca. Todo mundo está além dos seus cuidados agora. Eu amava o jeito que ele falava meu nome. Adorava e ficava desconcertada com isso. Não era nada que eu poderia apontar especificamente, mas algo em seu tom fazia soar quase íntimo. Eu tomei uma respiração profunda e, finalmente, apenas me sentei ao lado dele. Eu inclinei um pouco em sua direção, as minhas mãos no meu colo, puxando minha saia para baixo e alisando o material cinza escuro nervosamente.
  14. 14. — Você e Stephan estão juntos? — Ele perguntou francamente, quando eu finalmente olhei para ele. Eu apenas pisquei por um momento, atordoada. Eu não esperava o seu interesse, muito menos este tipo de franqueza. Imaginei que os homens tão ocupados que não poderia mesmo tirar uma soneca em um avião, também não eram os tipos que rodeavam o assunto. — Não, senhor. — respondi, antes que eu pudesse realmente pensar sobre isso. — Nós somos melhores amigos, mas é platônico. Por que estou dizendo isso? Me perguntei, assim que as palavras saíram da minha boca. Eu assisti com um fascínio ávido, quando uma de suas mãos elegantes alcançou a minha, os dedos longos circulando meu pulso esquerdo levemente. Olhei para o rosto dele, e ele estava sorrindo agora. Meu peito subia e descia tão fortemente, que eu peguei o movimento com minha visão periférica. Meu peito era grande, até demais, me fazendo parecer desproporcional segundo meu próprio olho crítico. E, de repente, eu estava muito consciente dos meus seios pesados, subindo e caindo visivelmente. Meus mamilos estavam se apertando de uma forma agradável, junto com meu fôlego. Como se ele lesse minha mente, seu olhar viajou até o meu peito pela primeira vez que eu tenha notado. Alguns homens só olham ou falam para o meu peito, e até agora ele fez o oposto disso, o que eu tinha achado realmente refrescante. Ele levou uma mão a gravata fina que eu usava, uma simulação masculina que estava entre os meus seios, passando um dedo leve ao longo dela. Ele fez um barulho de zumbido profundo em sua garganta e, em seguida, puxou sua mão rapidamente para trás. Ele limpou a garganta suavemente. — Você está saindo com alguém? — Ele perguntou, finalmente olhando para meus olhos. Mordi o lábio e balancei a cabeça. Seu olhar foi para o movimento na minha boca. Ele me olhou com tamanha determinação, que eu não conseguia desviar o olhar. — Bom. — disse ele. Isso realmente está acontecendo? Eu pensei atordoada. — Eu suponho que você irá dormir um pouco quando chegar ao seu hotel. Que horas você vai acordar?
  15. 15. Senhor, isto foi direto. Invulgarmente assim. Ele parecia estar me balançando dos meus caminhos normais. Eu estava acostumada a suavemente descartar os homens antes que eles pudessem me perguntar diretamente. Uma tática que sempre me serviu bem. Isto sempre me salvava daqueles momentos estranhos e o orgulho da pessoa. Mas eu não conseguia usá-lo com Sr. Cavendish, no entanto. Quando ele me fazia uma pergunta, eu me sentia quase obrigada a lhe responder com sinceridade. — Eu costumo dormir por cerca de quatro horas, para que eu possa conseguir dormir também à noite. Nós temos um voo para Las Vegas no sábado de manhã. Se eu dormir por mais tempo do que isso, eu ficaria acordada a noite toda. Ele fez cálculos rápidos em sua cabeça, em seguida, perguntou. —Então, ao meio-dia? Eu balancei a cabeça, me perguntando por que eu ainda não consegui explicar que não iria sair com ele. Ou fazer qualquer das coisas que ele obviamente tinha em sua mente... — Eu vou mandar um carro buscá-la para o almoço. — ele me disse. Assim, ele não ia me convidar para sair. Ele estava aparentemente me dando ordens para sair. Por que eu estava tendo tanta dificuldade em conseguir soltar as palavras para lhe dizer não? — Você e eu precisamos conversar. — ele continuou. — Eu tenho uma proposta para você. A palavra proposta, que ele falou, atingiu o meu ouvido, me trazendo de volta. Eu balancei a cabeça, finalmente, de volta ao meu comportamento normal. — Não, Sr. Cavendish. Estou lisonjeada que você esteja interessado em mim... de alguma forma. Mas eu vou ter que recusar educadamente. Eu não namoro. Ele piscou para mim, claramente surpreendido com minha resposta. Ele ficou em silêncio por um momento, antes que falasse com diplomacia. — Na verdade eu também não namoro. Isso não era exatamente o que eu tinha em mente. Isso é bom, eu disse a mim mesma, tentando convencer o meu ego ferido. É claro que ele não iria querer namorar você. Ele provavelmente só
  16. 16. namora socialites inúteis que nunca tenham trabalhado um dia em suas vidas. Eu queria que ele continuasse com a sua explicação agora, pois certamente iria matar cada grama do interesse relutante que eu sentia por ele. — Então o que você tem em mente? — Eu perguntei a ele, minha voz mais fria agora. Seu olhar era quente, de repente, seu dedo correndo novamente ao longo da minha gravata fina. Eu tive que conter o impulso de olhar para baixo e me certificar que meus mamilos endurecendo não estavam delineados através da minha camisa e colete. —Eu acho que você e eu somos muito compatíveis. Na verdade, eu tenho certeza disso. Venha almoçar comigo hoje e eu vou lhe mostrar. Se você ainda assim não estiver interessada, eu, obviamente, a deixarei em paz. Mas eu prometo que você pode achar interessante. Vou trata-la muito bem, Bianca. Eu sou um homem "muito generoso". Eu levantei minha mão livre. Eu estava encerrando esta conversa. Eu me sentia um pouco mal, e muito excitada, e essa combinação era preocupante para mim. — Por favor, não precisa falar mais. — eu disse a ele rigidamente. — Eu não estou interessada em nada disso, acredite. Eu não sei qual a impressão que você acha que eu te passei, mas eu não sou uma espécie de caçadora de fortunas. Eu não quero a sua generosidade. Eu não quero nada de você. Temos uma menina que trabalha na parte de trás que parece mais o seu estilo. Vou mandá-la vir aqui, já que esta tão difícil para você, a ponto de oferecer dinheiro à mulheres aleatoriamente. Ou seja lá o que é que você esteja sugerindo. Mas eu posso dizer com certeza que eu não sou o tipo de garota que você está procurando. Eu tentei levantar, mas ele não liberou meu pulso. Sentei-me no assento, olhando para a mão que me mantinha em cativeiro. — Isso não é o que eu quis dizer, Bianca. Eu não quis parecer tão... indelicado. Mas eu estou muito, muito atraído por você, e eu gostaria muito de fazer algo sobre isso. — Ele sorriu para mim com uma mistura de charme e calor que era quase irresistível. — Almoce comigo, onde podemos discutir isso com tempo, e com um pouco de privacidade. — Ele soltou o meu pulso quando terminou de falar.
  17. 17. — Não, obrigada, Sr. Cavendish. — Eu me levantei em silêncio, e caminhei de volta para a cozinha, fechando a cortina atrás de mim com calma. Eu estava respirando profundamente, contando, e apenas tentando manter a minha ansiedade sob controle, quando ele varreu depois de mim. Eu abri minha boca para dizer não novamente, quando ele me beijou. Foi um beijo faminto, desesperado, e eu nunca tinha experimentado nada como isso antes. Talvez, foi por isso que eu não soube como responder. Eu só fiquei lá, cada parte do meu corpo rígido, exceto os meus lábios, que tinha suavizado automaticamente com o toque de sua boca bonita. Era tão injusto, que ele tinha isso também, esse beijo impossivelmente inebriante. Ele provavelmente era bom em absolutamente tudo, pensei com uma pontada de consternação. Sua língua varreu na minha boca, e eu gemia baixinho, apesar de mim mesmo. — Chupe a minha língua. — ele me ordenou sem mais nem menos, quando se afastou para respirar, e fiquei chocada. Eu nunca tinha feito isso. Mas eu o obedeci assim mesmo, enquanto me questionava, sugando com cuidado e, em seguida, mais duro. Ele gemeu e pressionou contra mim lentamente. Eu o sentia profundamente, meu corpo mais sensível do que eu jamais poderia me lembrar. Sua ereção pressionada em meu estômago, obviamente, me fazendo querer muito que isto se concretizasse. — Toque-me. — ele ordenou, e eu finalmente olhei para ele. Engoli em seco. — Onde? — Eu perguntei, minha voz necessitada e áspera. — Meu peito e estômago. Toque todos os lugares onde você quer ser tocada em seu próprio corpo. Eu obedeci, tocando a carne macia em torno de seus mamilos como se fossem seios, amassando-o. Eu estava assistindo a sua boca, e ele lambeu os lábios, acenando para eu ir em frente. Eu corri uma mão para baixo, nos músculos de seu abdômen. Ele era todo músculos definido, em todo lugar que eu sentia. Eu acariciei seus braços, e eles eram muito maiores e mais musculosos do que eu teria imaginado. Ele parecia tão elegante, à primeira vista, era difícil acreditar que alguém tão elegante também poderiam ser tão musculoso. Ele devia trabalhar por horas todos os dias, para alcançar este tipo de definição. Era tão intimidante. E ainda assim incrivelmente quente.
  18. 18. Ele desabotoou vários botões ao longo de seu peito e estômago. — Toque minha pele. — ele ordenou asperamente. Obedeci, uma parte de mim falando, Oh, merda, eu não posso acreditar que eu estou fazendo isso. Mas era tão natural, fazer simplesmente o que ele mandava. Eu me senti bem. Tentei encaixar as duas mãos em sua camisa, e ele puxou uma delicadamente. Eu acariciava sua pele, dura e quente. Eu não senti nenhum cabelo, e me perguntei se ele depilava. Era tão bom. Ele beijou a mão que ele segurou, colocando-a firmemente de volta em seu ombro. Vi a minha própria mão vagar por seu corpo, indo direto para sua virilha. Agarrei-o através de suas calças, de repente, e ele gemeu, arrancando minha mão rapidamente. Ele sorriu para mim, mas foi um sorriso triste, todos os dentes brancos. — Não aqui. Ainda não. A primeira vez eu quero você na minha cama. Ele deu um passo para trás, colocando uma distância segura entre nós. Ele abotoou a camisa rapidamente e ajeitou a roupa, me observando. Ele puxou o telefone fora. — Me dê o seu número. — ele me disse. Me sacudi mentalmente. O que eu estava fazendo? Eu não queria me envolver com ele. Eu sabia disso com toda certeza. Eu só não estava sentindo a minha própria certeza naquele momento particular. Eu balancei a cabeça para ele. — Não. — eu disse com firmeza. Ele parecia genuinamente surpreso com a minha resposta, e então divertido. Isso me deixou louca. Eu recuei até minha bunda bater contra a porta da aeronave. — Não estou interessada. — Meu tom era firme. Ele colocou as mãos nos bolsos, apoiando casualmente contra o balcão. Ele passou a língua sobre os dentes. Ele estava gostando disso, eu pensei, com um pouco de indignação. O pensamento de alguém dizer não para ele é tão estranho, que apenas o diverte. Sua voz era cheia de alegria, quando ele falou de novo. — Que tal um café? Isso é suficientemente neutro? Me dê o seu número e nós saímos apenas para tomar um café. Eu balancei a cabeça. — Não, obrigada. — Eu acenei para o espaço entre nós. — Eu não faço esse tipo de coisa. Eu apenas não estou interessada. Um canto de sua boca se curvou ironicamente. Seus olhos estavam em meus seios, enquanto eles subiam e caiam em agitação. Eu finalmente olhei
  19. 19. para baixo, mortificada ao ver que meus mamilos endurecidos podiam ser claramente vistos, mesmo através de três camadas que os cobriam. — Vou coloca-la sobre o meu joelho, a cada vez que você mentir para mim, Bianca. — Sua voz estava calma agora, mas com um tom afiado de perigo. Meu cérebro entrou em curto-circuito, por um momento, meu rosto caiu. Ele está brincando. Certo? Meu corpo todo ficou tenso com seu comentário, e eu sabia que era mais desejo do que horror que fez um tremor atravessar meu corpo. — Veja. Eu não gosto de nenhuma dessas coisas, por isso somos claramente incompatíveis. Ele correu um dedo longo para baixo em sua própria gravata, do jeito que ele tinha feito com a minha. — Eu não tenho certeza se isso foi uma mentira, ou se você simplesmente não sabe quão agradável "essas coisas" podem ser. Ou como você é adequada para isso. Eu posso te mostrar. Eu gostaria de mostrar isso você. Quando eu terminar com você, eu vou conhecer o seu corpo melhor do que você, e você vai me implorar por isso. Cada centímetro do seu corpo está enviando essa informação para mim, mesmo que você esteja querendo recuar. Você pode me dizer honestamente que o pensamento de se submeter a mim na cama não deixou você molhada? A questão me fez pressionar meus pés juntos, mas meu corpo traidor não iria abalar minha resolução. Ele, obviamente, sabia o que estava fazendo, sabia que botões apertar, sabia como me controlar sexualmente. Mas isso era exatamente o que eu não queria. Não era? Ele parecia ler minha mente, ou, mais provavelmente, a minha expressão. Ele sorriu. — Eu quis dizer isso sobre a surra, Bianca. E a submissão. Você vai aprender rapidamente que eu sempre falo exatamente o que quero dizer. — Por favor, deixe minha cabine, Sr. Cavendish. Eu não vou mudar de ideia. Ele puxou a carteira, sem nunca desviar o olhar para longe de mim, enquanto tirava um cartão de visita. Ele tocou a minha bochecha, descendo os dedos levemente para baixo até meu queixo, em seguida, para o meu pescoço. Eu tremia quando ele chegou na minha clavícula. Havia um pequeno bolso no meu colete, bem em cima do meu seio direito, e ele deslizou o cartão no bolso.
  20. 20. — O número na parte de trás é o meu celular. Eu gostaria de ouvir você. A qualquer hora da noite, ou dia. Eu esperei rigidamente, até que ele finalmente deixou a cabine para voltar ao seu assento. Eu ainda estava de pé, tendo respirações profundas, calmantes, quando Stephan se juntou a mim uns bons trinta minutos depois. Ele estava olhando para mim com curiosidade, enquanto fechava a cortina. — Você está bem, botão de ouro? — ele me perguntou com cuidado. Eu sorri um pouco com o ridículo apelido que ele me deu quando éramos fugitivos aos 14 anos de idade. Isto sempre me fazia sorrir, e era por isso que ele usou. Eu balancei a cabeça. Eu diria a ele sobre o fiasco do Sr. Magnífico, mas não neste momento. Ou até mesmo naquela semana. — O que você acha do Sr. Cavendish? — Ele perguntou cuidadosamente, até mesmo inocentemente. Muito inocentemente. Meus olhos se estreitaram quando eu olhei para ele. — Você foi falar com ele? Ele fez um não molengo com a cabeça comprometedor. Ele só fazia esse não molengo com a cabeça quando a resposta era um sim. — Eu acho que ele tem uma queda por você. Será que ele gostaria de te convidar para sair ou algo assim? Eu só olhei para ele. — O que ele disse para você? —Você vai sair com ele? — Ele disparou de volta. —Claro que não. Você sabe que eu não namoro. O que deu em você? Ele deu de ombros, ainda com um olhar muito inocente. — Você tem que começar em algum momento, botão de ouro. Uma mulher jovem e bonita não pode simplesmente manter 'não agora' indefinidamente. E isso não poderia ser melhor do que com esse cara. Eu tenho um bom pressentimento sobre ele. — Ele acenou com a mão na direção de Sr. Cavendish.
  21. 21. Eu apontei o dedo para ele. — Nós não estamos fazendo isso de novo. Nem todo mundo precisa namorar. Eu não interfiro em suas escolhas de vida. Você não comece a interferir com a minha. Ele ergueu as duas mãos em sinal de rendição. — Foi apenas um pequeno conselho amigável, Abelhinha. Mas eu vou parar agora. Você sabe que eu não suporto quando você está com raiva de mim. Eu estava mais do que feliz em deixar esse assunto quieto. Ele me deu um abraço apertado. — Amo você, Abelhinha. — ele murmurou contra o meu cabelo. Era apenas sua maneira de ser carinhoso. Era a forma que ele demonstrava amor e procurava conforto. Não era o meu caminho. Com nenhuma pessoa, além dele. Eu o abracei de volta. — Também te amo, Steph. — eu murmurei de volta. O resto do voo passou tão lentamente quanto eu esperava que acontecesse. Os voos noturnos não eram os meus favoritos. Eu gostava de ficar constantemente ocupada. Estes voos eram apenas sobre matar o tempo. Até o Sr. Cavendish estava cochilando, quando eu verifiquei em minha cabine. Eu o assisti dormir por um longo tempo. Assistir uma pessoa inquieta em repouso era fascinante. Talvez ele ainda fosse mais bonito ainda dormindo, sem tensão em seu rosto. Seus longos e escuros cílios grossos fazendo sombras escuras no rosto, mesmo na escuridão. Eu poderia assisti-lo dormir toda a noite. Eu admiti esse fato, para mim mesma, embora eu não gostasse. E eu querer tocá-lo, isto era ruim... Uma madeixa havia tinha caído em uma das suas bochechas. Eu queria afastá-la e esfrega-la em meus dedos. Eu pensei, com um pouco de pesar, em todas as partes dele que eu queria tocar, mas que eu nunca iria me permitir. O momento tinha passado, e eu estava determinada a seguir em frente. Me afastei desse meu devaneio ridículo, quando eu percebi que era hora de preparar a cabine para o pouso. Eu me encontrei encarando ele novamente, quando nos aproximamos da terra. Ele ainda estava dormindo, e eu não conseguia desviar o olhar,
  22. 22. mesmo quando seus olhos se abriram, e ele piscou acordado, desorientado. Seu olhar me encontrou rapidamente, o sono deixando os seus olhos, quando ele encontrou meu olhar e piscou. Eu mantive meu rosto com uma expressão neutra quando ele olhou para mim. Eventualmente, eu quebrei o olhar, olhando para Stephan. Ele estava me estudando, com um olhar estranho no rosto. — Você gosta dele. — ele sussurrou para mim, uma boa quantidade de choque em sua voz. — Não. — foi tudo o que eu disse em resposta.
  23. 23. CAPÍTULO TRÊS Sr. Enervante A ponte que dava acesso ao desembarque fechado no aeroporto JFK1 de Nova York era diferente do que havia no McCarran de Las Vegas, assim todos os passageiros saiam pela primeira porta, tendo que fazer o seu caminho através da cabine de primeira classe. Isso significava que eu tinha que correr para conseguir as jaquetas dos passageiros rapidamente, de modo que os passageiros da primeira classe não segurassem a saída do avião. Eu balancei a cabeça educadamente para o Sr. Cavendish, quando lhe entreguei o seu paletó. — Tenha um bom dia, Sr. Cavendish. Ele me deu um olhar ligeiramente irritado. — Por favor, me chame de James. — ele me repreendeu. Ele se inclinou mais perto, falando diretamente em meu ouvido. — Em privado, porém, você pode me chamar de Sr. Cavendish. — Com essa troca enervante, ele se afastou. Stephan ergueu as sobrancelhas para mim, quando eu voltei para ficar ao lado dele para acompanhar a saída dos outros passageiros. —O que ele disse para você? — Ele perguntou, obviamente curioso. — O olhar em seu rosto, e depois a sua... Eu só balancei a cabeça. — Você não quer saber. Eu acompanhei os movimentos de nossa rotina de desembarque de costume, não me sentindo completamente... como eu mesma. Ficar em torno daquele homem me fazia sentir estranha. Eu me sentia um pouco como se 1 Aeroporto de Nova Iorque
  24. 24. tivesse sido arrancada da minha própria vida ordenada e colocada no meio de algum tipo de jogo. Um jogo com regras que eu não conhecia o que era falado. E eu não tinha um quadro de referência com o qual poderia aprender essas regras. Eu me falava firmemente que estava apenas aliviada que tenha dito não a James Cavendish. Ele era demais para mim. Ele era muito experiente, muito aborrecido, muito rico. E tudo isso tinha sido suficiente para me dissuadir se eu estivesse interessada em namorar, o que eu certamente não estava. Eu nunca estive. E ele era envolvido, obviamente, em algum tipo de coisas de S & M2. Eu já tinha meus próprios demônios para lidar, e esse tipo de negócio era a última coisa que eu deveria estar interessado... Mas, ainda assim, a despeito de mim mesma, eu achei fascinante. E assustador. E emocionante. Eu sabia que era provavelmente por causa da minha infância violenta que um arrepio animado me percorreu, com a ideia de algumas das coisas que ele disse. Como me colocar sobre seu joelho... Eu sabia de inúmeras visitas a um psiquiatra, que coisas que horrorizam as pessoas na infância, também podem nos excitar quando adultos. O pensamento era decepcionante. Eu trabalhei muito duro para não ser uma vítima da minha infância. Isso tornou ainda mais importante que eu ficasse longe de alguém como James Cavendish. Demorou ainda para me convencer disso, mas quando nossas bagagens chegaram, eu sentia que estava adequadamente convencida, e então esperei pelo resto da tripulação se juntar a nós. Stephan e eu andamos na frente do nosso pequeno desfile de bordo, caminhando rapidamente através do JFK. —Mmmm, eu mataria por um café agora. Vamos pegar um no meio do caminho? — Stephan murmurou para mim quando nos aproximamos de um pequeno carrinho de café à nossa direita. Eu lhe atirei uma careta perplexa. — Você sabe que eu não prego o olho se eu tomo café, mas eu vou esperar na fila com você, enquanto você pede um. Ele deu de ombros, um pouco estranho, seus olhos atentamente sobre o balcão de café. — Não, eu acho que vou esperar para depois do cochilo. 2 Sadomasoquismo
  25. 25. Eu segui seu olhar para ver o Sr. Cavendish esperando no balcão de café. Ele nos deu um sorriso enigmático, acenando cordialmente para Stephan. Minha cabeça virou para lançar um olhar desconfiado para Stephan. Ele estava balançando a cabeça de volta para James Cavendish, sorrindo. — O que você está fazendo, Stephan? — Eu rosnei para ele, minha voz aguda baixa, para que o resto da tripulação não pudesse me ouvir. Ele franziu os lábios. Eu balancei a cabeça rigidamente quando nós passamos pelo Sr. Cavendish. Eu seria educada, mas fria. Eu penso que me comportei muito bem. — O quê? Eu não posso ser educado? — ele perguntou, seu tom de voz todo inocente. Eu não confiava de jeito nenhum naquele tom de voz. Quando eu conheci Stephan, ele era um vigarista das ruas aos 14 anos de idade, que poderia pegar a sua carteira como ninguém, com apenas uma tomada de fôlego. Ele dominava há muito tempo a arte de jogar como se fosse estúpido. Mas eu o conhecia melhor do que ninguém, e eu não seria enganada nem por um segundo. — Aquele sorriso que você compartilhou com ele foi francamente conspiratório. Diga-me o que você fez. Você lhe deu o meu número? Ele me lançou um olhar ferido. — Eu não faria isso. Fiquei aliviada. Stephan poderia patinar em torno da verdade como um profissional, mas ele nunca iria mentir para mim. Se ele disse que não deu a James meu número, eu sabia que era a verdade, então eu deixei o assunto quieto depois disso. A van que levaria a tripulação para o hotel estava cheia com a conversa animada sobre os planos para a noite. Aparentemente, todos estavam planejando sair hoje á noite, para tomar juntos algumas bebidas no bar da esquina, perto do nosso hotel. Era um bar de Karaokê durante a noite. Eu me encolhi um pouco com o pensamento. Soou um pouco alto e embaraçoso demais para o meu gosto, ou o meu humor. Mas eu levaria isto na esportiva. Era uma equipe nova, e eu odiaria ser a antissocial do grupo, quando todos eles estavam tão obviamente animados. Além disso, eu sabia que Stephan gostava de um dos bartenders naquele bar. Eles estavam rodeando um ao outro lentamente nestes dois últimos
  26. 26. meses. Nós íamos lá para almoçar ou jantar quase toda semana, quando estávamos na cidade. Stephan tinha 90 por cento de certeza que o barman estava flertando com ele, e não sendo apenas um cara amigável. Mas ele levava um longo tempo trabalhando, até realmente chamar um cara para sair. Stephan não saiu ainda do armário. Eu não sabia se ele estava pronto para isso. Mas os gays que já assumiram publicamente, não levavam na boa namoros secretos, como se estivessem fazendo algo errado. Eu sabia que Stephan também preferia namorar outros caras que ainda não saíram do armário, porque tornava mais fácil manter isso discreto. Mas isto tornou as coisas ainda mais difíceis para ele até o momento. Eu sugeri a ele que provavelmente poderia encontrar pessoas on-line mais facilmente, considerando suas limitações, mas ele nem sequer considerou isso. Ele disse que namoro on-line lhe fazia sentir mal. Ele era um pouco antiquado sobre as coisas mais estranhas. — Você está quieta, botão de ouro. — ele sussurrou em meu ouvido. Melissa estava descrevendo na van o que ela estava planejando usar naquela noite, e o que ela estava planejando cantar hoje no karaokê. Sua seleção de "Sexy Back", de Justin Timberlake não me surpreendeu em nada. —Você vai vir com a gente, para o bar, certo? — Ele me perguntou, já com um tom de argumento em sua voz. Ele pensou que eu estava pronta para tentar tirar o corpo fora. Eu não estava. O barman era o primeiro cara que ele estava interessado, desde um rompimento particularmente duro há um ano atrás, e se ele precisava de mim lá para dar apoio moral, eu estaria lá. Eu olhei para ele. Seus olhos estavam arregalados e com a expressão "Gato de Botas", sua melhor impressão para mim já. Uau, ele está pronto para mostrar as grandes armas para me levar lá hoje à noite. Eu decidi liberá-lo dessa tensão. — Eu vou. Mas você tem que jurar que não irá me fazer cantar ou dançar. Ele assentiu com seriedade, sorrindo aquele seu mais feliz sorriso de menino. — Eu te conheço muito bem. Você teria que estar muito bêbada para subir no palco. E eu não consigo me lembrar da última vez que tomou um drinque.
  27. 27. Fazia anos, eu sabia. O mês que eu iria completar vinte e um tinha sido divertido, e eu dei um espetáculo em algumas festas depois, mas eu e álcool apenas não misturamos muito bem. Era uma característica da família. Ainda assim, eu considerava tomar algumas bebidas com a tripulação. Eu estava tão malditamente tensa. Talvez, eu entrasse nessa hoje. Apenas para eu tentar relaxar por algumas horas. Eu não poderia encontrar uma boa razão para não fazer. — Talvez eu tome algumas bebidas, esta noite. — eu disse a ele. Seus olhos se arregalaram. — Verdade? — Ele era um bebedor moderado, mas ele quando bebia, se entregava ainda mais do que eu. Eu dei de ombros. — Talvez. — Ok, pintinhoooo. — disse ele, puxando o final da palavra em um longo som de ooo. Ele colocou o braço ao longo das costas do meu assento, dando um aperto no meu ombro. — Vocês dois são tão malditamente bonitos. — Melissa jorrou, quando ela viu seu gesto afetuoso. Nós dois abrimos nossos sorrisos neutros. Nós não a conhecíamos bem o suficiente para nos explicar a ela, e, francamente, eu duvidava que nós algum dia fossemos conseguir ser amigos próximos o suficiente dela para fazer isso. Eu sempre tentava dar uma chance as pessoas, mas até agora nada em Melissa me impressionou. Eu a achava uma pessoa não confiável, mas eu não tinha nada de concreto até o momento para provar isso. Embora, ela admitisse abertamente que seu objetivo na vida era encontrar um homem rico para cuidar dela. O que parecia absolutamente sombrio para mim. — E eu adoro todos esses nomes de animais que ele tem para você. Stephan lhe deu seu sorriso mais encantador. — Eu te chamo de pintinho também, se você quiser. Ela deu uma risadinha. Ela sempre ficava assim quando os pilotos estavam ao redor, uma maneira mais doce do que ela agia, se eles não estivessem presentes. — Eu acho isso adorável. Mas o meu favorito é Botão de ouro. Ouvi você chama-la assim outro dia.
  28. 28. Ele me deu um sorriso suave, que era tudo para mim. — Esse é apenas para uma abelhinha. Ela bateu palmas. — Oh, oh, oh, há uma história por trás desses apelidos de bichinhos? Adoro histórias! Meu nariz enrugou. Ela estava sendo claramente um pouco teatral hoje. Lancei um olhar para os dois pilotos que estavam assistindo a nossa interação, na primeira fila de cadeiras na enorme van. Eu estava adivinhando que ela gostava de um deles, pela forma afetada que estava agindo. O primeiro oficial era mais jovem e mais bonito do que o Capitão. Jeff, me lembrei do seu nome. Ele tinha o cabelo castanho escuro, e atraentes olhos castanhos. Ele era alto, com um corpo bem definido. Mas a minha aposta era que ela gostava do capitão, já que ele ganhava o dobro do salário de Jeff. O capitão, cujo nome eu tinha 90 por cento de certeza ser Peter, era mais velho, com cabelos grisalhos, já um pouco calvo, e uma barriga de cerveja, e olhos que nunca se desviavam para longe do peito de uma mulher. Ela reafirmou o meu palpite quase como se adivinhasse meus pensamentos, enviando ao capitão um sorriso positivamente radiante. — Você também não apenas adora histórias de amor, Peter? — Ela perguntou a ele. Ele deu a ela o que eu pensava ser um sorriso um pouco gorduroso. — Pode apostar! Stephan balançou a cabeça. — Essa história é entre mim e abelhinha. Mas, Peter, eu estou morrendo de vontade de descobrir qual a música que você vai escolher para fazer uma serenata para nós esta noite. Stephan mudou de assunto com facilidade, e com muito charme. Ele havia feito Peter rir e se recusar a cantar, desviando a conversa na direção que ele escolheu, sem esforço algum.
  29. 29. CAPÍTULO QUATRO Sr. Magnífico Acordei com o som do meu alarme, com entusiasmo ainda menor do que o habitual. Eu tinha me revirado na cama por quatro horas. Eu estava tentando conseguir dormir um pouco, para conseguir segurar até a noite, mas eu tinha falhado. Eu estaria morta nos meus pés no final da tarde, eu imaginei. Eu estava positivamente com um humor azedo, quando caminhei em direção ao banheiro no meu quarto de hotel. — Estamos prontos para treinar? — Stephan me chamou do seu quarto, quando eu retornei do banheiro. Os nossos quartos eram adjuntos, como geralmente fazíamos quando estávamos no hotel. Viemos aqui muitas vezes, e o pessoal da recepção nos conhecia bem o suficiente para organizar nossos quartos preferidos do hotel. Nós apenas mantemos a porta entre os quartos abertas. Nós tínhamos sido companheiros de quarto por anos, e só recentemente nos tornamos vizinhos de vez, por isso era um arranjo relaxado e sem esforço. Nós dois encontramos conforto na presença do outro. Minha única resposta foi um grunhido sem modos. Ele riu. — Aqueles momentos em que você não quer tanto, são os momentos em que você definitivamente deveria querer, ele me disse. Eu fiz um barulho de vômito para ele, e ele riu ainda mais. Um momento depois, ele entrou no meu quarto, já em sua roupa de ginástica e carregando uma xícara de café da minha cafeteria favorita da esquina. A visão me animou instantaneamente.
  30. 30. Ele sorriu para mim, balançando as sobrancelhas. — Isso vai mudar a sua mente? Mocha grande com soja, sem bater, e uma dose extra de café expresso. Ele fez o meu pedido sem falar comigo, e ele não precisava. Eu sabia logo que eu vi o copo, que ele sabia exatamente o que eu precisava. Eu sorri. — Você é o melhor. — É um fato. — ele concordou. Nós malhamos por cerca de uma hora. A academia do hotel era pequena e inexpressiva, com uma esteira, um aparelho elíptico3, uma bicicleta ergométrica, e alguns pesos livres. Eu fiquei no aparelho elíptico por uma hora inteira, mas Stephan esvoaçava em torno da bicicleta, para a esteira, e passou meia hora levantando pesos. Era a sua rotina normal, e eu assisti-lo me fez sentir bem, enquanto ouvia música no meu celular e malhava. Stephan tinha razão. Eu estava tão tentada a pular o treino hoje, mas tinha acabado sendo exatamente o que eu precisava. Senti que meu mundo estava bem melhor, quando nós terminamos. Pegamos um sanduíche rápido para o almoço. Era um belo dia de primavera em Nova York, e eu estava gostando de nossa caminhada ao longo da rua movimentada. — Quer comer no parque? — Eu perguntei a Stephan, enquanto esperávamos na fila de uma delicatessen local lotada. Ele acenou com a cabeça. — Com certeza. Estilo piquenique. Nós não conseguimos comer estilo piquenique. Em vez disso, estávamos lutando para encontrar um banco vazio para sentar e observar as pessoas enquanto comíamos. — O que você vai usar para ir ao bar? — Stephan me perguntou entre grandes mordidas. Comemos rápido, como se estivéssemos com medo da comida desaparecer se não terminássemos rapidamente. Nós dois comemos como crianças de rua famintas, sem fazer nenhum esforço consciente em sentido contrário. Nós não nos incomodamos em comer de forma diferente quando 3 Equipamento de ginástica, usado para simular caminhadas, corridas, percursos de bicicleta e subidas de escada.
  31. 31. éramos apenas nós dois. Não tínhamos nada a esconder um do outro. Era uma das razões pelas quais nós éramos inseparáveis. — Eunaei. — eu disse enrolada, com muita comida na minha boca. Engoli em seco, tomando um grande gole de água da garrafa reutilizável que eu levava quase que constantemente, para poupar dinheiro com água engarrafada. — Eu não sei. — eu disse mais claramente. — O tempo está bom e quente, por isso algum short e uma blusa, eu acho. Eu não me sinto confortável assim, mas eu não quero parecer uma pateta, quando eu sei que todo mundo vai se arrumar. — Eu gesticulei para minhas roupas confortáveis, top para ginastica cinza, bermuda preta e tênis verde neon que eu estava usando. — O que eu gostaria de usar é isto. Mas eu sei que você iria me encher o saco, então eu vou tentar ficar ok, eu suponho. — Você vai ter que me ajudar a escolher a minha roupa. Eu quero ficar muito quente esta noite. Acho que estou pronto para chamar Melvin para um encontro desta vez. — Stephan disse. Eu sorri. Ele havia dito a mesma coisa nas últimas três semanas, mas eu apenas concordei. Nós voltamos para nossos quartos para tomar banho e nos preparar para a noite pela frente. Nós conversamos amigavelmente quando estávamos prontos. Eu escolhi short preto com a barra levemente dobrada, e uma blusa preta e branca sem mangas, com babados floridos no pescoço. Essa era o tipo de roupa que eu mais gostava. Ela era confortável, mas feminina. Alguns brincos e os sapatos certos, e estava pronta para o que der e vier. Apenas sandálias práticas e nenhum agasalho. Eu escolhi sandálias para usar a noite com saltos não tão alto. Peguei um par de brincos de prata do pequeno saco de joias que sempre levava comigo. Eu deixei o meu cabelo solto. Apenas um grampo lateral, e ele solto até o meio das minhas costas. Eu coloquei minha maquiagem rapidamente, optei apenas por um rímel e um gloss rosa suave. Acabei ficando pronta primeiro, pois eu, particularmente, não estava muito preocupada com a minha aparência para nossa saída. Me sentei na cama de Stephan, e pacientemente o vi experimentar tudo o que tinha trazido.
  32. 32. Nós, finalmente, entramos em acordo com uma camisa polo cinza e azul, e bermudas cargo xadrez, que pendiam de seus quadris estreitos de uma forma muito atraente. Ele adotava este visual formal, muitas vezes, e eu pensei que lhe convinha. Ele parecia um anúncio ao vivo e a cores da Abercrombie Fitch4. Eu disse isso a ele. Ele riu, mas eu poderia afirmar que ele estava satisfeito com a comparação, mas era apenas a verdade. Nós chegamos ao bar um pouco antes das quatro da tarde, mas já estava um pouco animado. Não era um bar chique, apenas um pub irlandês a moda antiga, com algumas noites de karaokê por semana, mas era no coração de Manhattan e hoje é sexta feira, então eu não estava surpresa com a multidão. Stephan trabalhou sua magia, e em poucos minutos havia conseguido assentos na parte do bar onde Melvin estava trabalhando. Eu não tinha dúvida de que ele conseguiria. Ele tinha uma rara combinação de charme e carisma, e com ele as coisas pareciam sempre funcionar assim. A maioria das pessoas neste bar nunca iria encontrar um lugar em uma noite como esta, tão lotada. Nós cumprimentamos Melvin calorosamente, e ele parecia genuinamente satisfeito em nos ver. Especialmente Stephan, o que era muito bom para mim. Eu sempre me esforcei a minha maneira em tentar fazer amizade com a pessoa que Stephan estava interessado. Ele era minha única família, e era importante para mim que eu fosse amiga da pessoa que significava algo para ele. Tentei imaginar a idade de Melvin, e achei que estava por volta da nossa idade, em algum lugar em seus vinte e poucos anos. Ele era apenas muito tímido, com cerca de 1.82m, e muito magro, quase delicado. Eu não poderia adivinhar a sua genética, uma mistura de algum tipo. Sua pele era uma cor de café naturalmente pálido, seu cabelo preto cortado muito rente a cabeça. Seus olhos eram de um verde pálido. Ele era muito bonito, e tinha um sorriso muito cativante. Stephan tem muito bom gosto, pensei. — O que eu posso fazer por vocês? — Melvin teve que levantar um pouco a voz para ser ouvido acima da multidão crescente. Mordi o lábio, olhando para Stephan. Eu não tinha tomado qualquer tipo de álcool há tanto tempo que minha mente ficou em branco. Stephan apenas deu de ombros e piscou 4 Varejista de roupas americana
  33. 33. para Melvin. Uau, isto foi ousado para ele. Melvin corou um pouco e sorriu timidamente. — Nos surpreenda. Algo com licor. — Stephan disse, brincando. Melvin sorriu. — Doses ou cocktails? — Um de cada. Nos faça o seu favorito de cada um. — eu declarei. Ele saiu com um sorriso feliz para nos atender. Eu estava distraída com o som de alguma musica fora de sintonia. Estávamos longe o suficiente do local para não ficar surdos, mas perto o suficiente para ter uma visão perfeita. Isso sempre acontecia quando se estava com Stephan. Ele tinha uma vida encantada. — Eles vão começar o Karaokê tão cedo? — Eu perguntei a Stephan, surpresa. Ele deu de ombros. — Eu acho que sim. Parece muito cedo para isso, no entanto. Eles precisam nos deixar ficar um pouco mais tontos, antes de ter que ouvir isso. Eu concordei, rindo. Melvin estava de volta em pouco tempo. Ele nos fez a cada um PomTini, que estava delicioso o suficiente para que eu achasse que não poderia me embebedar. Ele também nos trouxe um tiro, que ele chamou de "surfista em ácido". Eu nunca tinha ouvido falar dele. Eu senti o cheiro, e meu nariz enrugou. Isso era forte. — O que é isso? — Eu perguntei a ele. — Jagermeister, suco de abacaxi e rum de coco. Confie em mim, é bom. Stephan sorriu para ele. — Eu confio em você. — declarou ele, e bebeu. E engasgou quando a bebida desceu. — Droga, isso é bom. Eu virei o meu. Havia apenas uma maneira de tomar uma dose, tanto quanto eu estava preocupada, esta era a maneira mais rápida. E estava muito bom, eu senti um quase instantâneo zumbido e torpor. Okaaay, pensei. Eu precisava frear. Mesmo uma dose foi um choque para o meu sistema, depois de tanto tempo sem nada.
  34. 34. Apesar de ter sido uma dose, entrou como o inferno de um soco. Melvin nos trouxe um copo de água gelada, sem pedirmos, em seguida, foi atender a multidão que não parava de crescer. Stephan teria que ficar até tarde da noite, se ele esperava alguma atenção de Melvin. O bar ficava cada vez mais cheio a cada segundo. Melvin estava extremamente ocupado, mas ainda conseguiu parar perto de nós para ter conversas curtas com Stephan a cada poucos minutos, e eu tomei isso como um sinal encorajador. Ele definitivamente estava dando a Stephan uma atenção especial, além de ser simplesmente amigável. Eu terminei o meu Pom-Tini primeiro muito rápido. — Malditos copos de martini minúsculos. — eu murmurei para Stephan, mas de alguma maneira minha voz saiu mais alto do que eu pretendia. Sim, eu definitivamente precisava retardar o meu consumo. Stephan riu de mim, terminando o seu também. Melvin imediatamente fez as recargas de martini e dos shots na nossa frente. Ok, nós, definitivamente, estamos recebendo tratamento especial. Ele balançou o dedo para nós. — Sua próxima rodada será uma nova surpresa. — Ele piscou para Stephan enquanto se afastava. Eu sorri largamente para Stephan. Ele sorriu para mim. Ele estava mais feliz do que eu o tinha visto há muito tempo, e iluminou muito meu humor vê-lo assim. Ele tinha ficado principalmente pendurado pelo seu ex de um ano atrás, e era um alívio ver que ele finalmente estava pronto para seguir em frente. — É melhor beber esta rápido. Eu quero ver a nossa surpresa que esta a caminho. — Stephan me provocou. Eu ri e virei a dose. Eu estava baixando a guarda. Eu queria nossa próxima surpresa. Stephan e eu imprudentemente aceleramos para terminar a Pom-tini. Eu apontei para ele, rindo, quando eu terminei o meu apenas um segundo à frente dele. — Eu ganhei. — disse. Com um timing perfeito, Melvin deslizou um novo shot e martini na frente de nós, assim que Stephan pousou o copo. — Um Kamikaze, e um Razzle-tini, ele nos disse, precisando quase gritar agora, com a versão horrível de "Move Like Jagger" que um grupo de três pessoas estavam cantando no palco. Eu lhe agradeci.
  35. 35. Stephan fez o mesmo, apertando a mão de Melvin, assim que ele começou a se afastar. Foi um movimento surpreendentemente ousado para Stephan. Melvin corou e sorriu para Stephan, voltando para cuidar dos clientes. Eu praticamente sorri para Stephan. — Ele está tãããããoo interessado. Você sabe disso, não é? — Eu perguntei a ele. Ele acenou com a cabeça, me olhando de repente tímido, mas muito satisfeito. — Sim, finalmente tenho certeza. Não demorou muito para que a tripulação começasse a aparecer. Brenda apareceu primeiro. Ela era uma mulher de meia-idade, em seus quarenta e poucos anos, eu imaginei. Ela era a que eu menos via na equipe, já que ela trabalha na cozinha de trás do avião, e eu trabalho na parte da frente, mas ela parecia muito agradável. Eu pensei que poderíamos facilmente ser amigas, se ficássemos um tempo juntas. Ela caminhou até nós, sorrindo. Ela tinha cortado o cabelo castanho escuro bem curto, mas que ornava perfeitamente bem com sua estrutura óssea. Ela era forte, e muito bonita. Eu sabia que ela era casada com alguns filhos adolescentes, mas eu não conheço todos os detalhes ainda. Eu fiz uma nota para lhe perguntar mais sobre sua família. Ela parecia ser uma boa mãe, com seus olhos gentis e maneira calma. Nós a cumprimentamos um pouco mais alto e ruidosamente do que era o nosso estilo, e ela riu para nós dois com bom humor. — Vocês estão aqui há um tempo, certo? Stephan insistiu que ela sentasse em sua cadeira, e ela fez isso, agradecendo-lhe com um sorriso com covinhas. — Esse rapaz é um dos últimos pilares que ainda existem de um verdadeiro cavalheiro. — disse ela para mim. Eu poderia afirmar que ela estava assumindo que ele e eu éramos um item, e eu não a corrigi. Dentro de cinco minutos, Stephan tinha conseguido outra cadeira e sentou do meu lado. Eu ri para ele. — Como você sempre consegue? — Eu perguntei, virando na direção de seu novo assento. Ele arqueou uma sobrancelha para mim. — Você deve saber melhor do que ninguém, Abelhinha. Eu trapaceio desde que eu era criança. Conseguir uma cadeira em um bar é brincadeira de criança.
  36. 36. Melissa foi a próxima a aparecer, já olhando em volta com tédio enquanto se aproximava de nós. Provavelmente procurando o capitão Peter, pensei. Ela estava em seu estilo natural, vestindo uma micro saia branca, com um top rosa justo, que fazia um tipo de conflito com seu cabelo vermelho escuro. O top era tão fino, que eu poderia afirmar duas coisas; seus peitos eram falsos, e ela não estava usando sutiã. Ela não podia ter mais do que 1.52m descalça, mas ela estava trabalhando nisso esta noite. Seus saltos brancos, cobertos com strass cravejados tinham facilmente mais de doze centímetros de altura. Ela lidou muito bem com eles, deslizando como se ela usasse saltos assim todos os dias. Pelo que eu poderia saber, ela faz. Ela tinha uma pesada camada de maquiagem, lábios vermelho brilhante e os cílios tão grosso e preto que parecia algo que você veria em um antigo modelo de pin-up. Ela era muito bonita. O que lhe faltava em bom gosto, ela mais do que compensava em beleza pura. — Ei, pessoal. — disse ela sem sorrir. Era como se ela não quisesse desperdiçar um bom sorriso conosco. — Hey, — eu disse. Brenda e Stephan a cumprimentaram também. Notei que Stephan não ofereceu a ela sua cadeira. Eu sabia que ela o irritava um pouco, sem ele ter que me dizer isso. Ela não era exatamente uma pessoa batalhadora, e ela parecia pensar que tinha mais direito do que as outras pessoas. Essas eram duas qualidades que ele e eu apenas não suportávamos. Os pilotos foram os próximos a aparecer. Eles vieram juntos. Eu não tenho certeza se eu teria reconhecido qualquer um deles sem uniforme. Eu só sabia que eles tinham chegado quando a personalidade de Melissa, de repente ficou muito animada. Stephan e eu compartilhamos um olhar rápido e afiado. Nós todos nos cumprimentos, e em seguida, Melissa conseguiu pegar o assento ao lado de Brenda. Capitão Peter estava praticamente colado no encosto da sua cadeira. Tentei não olhar. Eles não estavam sendo sutis. Os dois provavelmente iriam terminar a noite juntos. Meus olhos foram até a aliança na mão esquerda do capitão, enquanto ele a esfregava em quase toda a pele quase nua de Melissa. Ewww, pensei. Eu odiava isso. Eu não entendo porque as pessoas se casam, e em seguida, agem assim. Mas certamente confirmou ainda mais
  37. 37. minha baixa opinião de Melissa. Não havia nenhuma maneira que ela não tenha visto a aliança de casamento em seu dedo, se eu tinha visto de vários metros de distância. Inferno, ela provavelmente sentiu-o em suas costas, ele estava esfregando tão duro contra ela. Eu tomei a decisão mais fácil de apenas tentar ignorá-los durante a noite. Eles eram um difícil burburinho para matar. Notei com espanto, que o primeiro oficial, Jeff, tinha acabado de encostar em pé na minha cadeira, com o corpo inclinado para mim. Ele sorriu para mim, quando eu o olhei. Ele acenou para o copo na minha frente. — O que você está bebendo? Parece ser bom. Eu disse a ele, e ele se aproximou enquanto eu falava. Me afastei um pouco. Eu odiava quando as pessoas tentavam me tocar casualmente, e ele parecia ser o tipo que ia fazer isso. Com certeza, alguns minutos mais tarde, depois que ele havia virado sua própria dose, ele estendeu a mão, tocando uma mecha do meu cabelo. Me encolhi um pouco. — Eu amo o seu cabelo. Ele estava quase gritando por causa da multidão barulhenta. — Fica tão sensual quando você usa ele solto. Eu me afastei dele, terminando a minha atual rodada de bebidas. Sim, era oficial. Eu estava bêbada. Eu peguei Stephan e Melvin partilhando um olhar, e eu sabia exatamente o que significava. Stephan estava tentando dizer a Melvin para cortar meu álcool. Eu olhei, me inclinando mais perto dele. Eu apontei o dedo para seu peito de forma ameaçadora. — Não se atreva. Eu quase nunca bebo, e eu realmente preciso relaxar esta noite. Esta é a primeira vez em dias que eu fui capaz de relaxar e esquecer o Sr. Magnífico. Stephan parecia pronto para discutir, até que a última frase constrangedora saiu da minha boca. Mas, quando eu terminei, ele cuspiu uma risada. — Sr. Magnífico? Eu balancei a cabeça, e ele riu mais ainda. — Bem, ele é. James Cavendish é muito danado de bonito para ser real. Ele assusta a merda fora de mim. — eu confidenciei. Stephan parou de rir com isso. — Por quê? — Ele perguntou sério.
  38. 38. Eu balancei a cabeça. — Não gosto disso. É um tipo diferente de assustador. Eu não sei direito. Tudo o que eu sei com certeza é que eu preciso ficar bem longe do Sr. Magnifico. — Eu falei pausadamente a última frase de tal forma que, mesmo bêbada, eu notei isso. Os olhos de Stephan se arregalaram, enquanto olhava para um ponto acima e atrás de mim. — O que foi? — Eu perguntei a ele em um tom alto e arrogante. Sim, eu estava definitivamente bêbada. — O quê é? O Sr. Bonitão está em pé atrás de mim ou algo assim? Stephan franziu os lábios, e de repente eu tive uma sensação horrível que o que ia ver ia bater direto na minha cabeça. Eu virei minha cabeça, e olhei para cima, e para cima, até alcançar um par de olhos azuis brilhantes. — Olá, Sr. Magnífico. — eu disse em uma voz mais tranquila, mas ainda obviamente bêbada.
  39. 39. CAPÍTULO CINCO Sr. Persistente Virei quase imediatamente para encarar Stephan. —Traidor. — eu disse a ele, minhas palavras arrastadas. Ele jogou as mãos para cima, me dando o seu olhar inocente. — Eu não lhe dei o seu número nem nada. Ele perguntou se íamos sair hoje à noite. Eu apenas lhe disse onde. Nenhum dano feito. Eu abri minha boca para responder algumas palavras para ele, mas eu senti uma bochecha rígida prensar o cabelo perto da minha orelha e eu sabia que era o Sr. Magnífico. — Sr. Magnífico, não é? — ele sussurrou em meu ouvido. Eu sabia que meu corpo inteiro estava vermelho de vergonha. — Eu vou tomar isso como um elogio, mas eu tenho que dizer, é um novo. — Olá, Sr. Cavendish. — eu disse com firmeza, sem me virar. — Eu disse a você, pode me chamar de James. Ou Sr. Magnífico, se você preferir. Você pode deixar o Sr. Cavendish para quando estivermos em privado. Foi a segunda vez que ele disse isso, e eu não podia afirmar se ele estava brincando. Será que eu ainda gostaria de saber? Eu me perguntava. Não, eu disse a mim mesma com firmeza. Tentei ignorar todos por algum tempo depois disso. Com exceção de Melvin. Eu tentei pedir outra bebida, mas ele estava me ignorando. Vagamente, eu podia ouvir amigavelmente pelas minhas costas. Stephan e James conversando James não se moveu, e ele estava perto o suficiente de mim, para indicar que ele e eu estávamos juntos. Ele estava tão perto que fez a minha
  40. 40. pele inteira arrepiar de volta. Se eu me mexesse para trás uma polegada, estaríamos nos tocando. Eu virei minha cabeça um pouco, e vi que o copiloto foi forçado a se afastar de mim. Ele estava olhando entre Stephan e James, um olhar estranho em seu rosto. Ele não sabia o que fazer com a situação. Eu realmente não ligo para o que ele queria fazer. Eu estava aliviada por ele ficar com a imagem que eu não estava claramente disponível. Eu me levantei de repente, cambaleando sobre os meus pés. Eu esperava estar um pouco mais instável, mas estava muito pior do que eu pensava. Eu tive que agarrar o balcão por vários momentos, até ganhar o meu equilíbrio. — Whoa, cuidado ai, Botão de Ouro. — Stephan estava dizendo para mim. Senti um braço duro ir até a minha cintura para me apoiar, e eu sabia que não era Stephan. — Botão de Ouro? — James perguntou a ele, sua voz divertida. Olhei para Stephan, que estava parecendo um pouco envergonhado. — É um apelido antigo, de quando éramos crianças. Abelhinha terá que te contar a história algum dia. —Eu olho para frente. Será que ela bebe assim muitas vezes? — James perguntou casualmente, mas eu achava que havia uma ponta de desprezo em sua voz. Ele ainda estava apenas conversando com Stephan. Sobre mim, e na minha frente. Era muito irritante. — Todo o tempo. — eu disse em voz alta. — Esta é a primeira vez que ela toma uma bebida, desde o seu aniversário de 21 anos, Stephen disse calmamente. — Pelo menos há dois anos. A boca de James estava no meu ouvido novamente. — Você se lembra do que eu disse sobre mentir para mim? — ele advertiu suavemente. — Agora são duas vezes. Ele disse que ia me colocar sobre seu joelho. — Ele é um bastardo pervertido. — pensei bêbada. Ops, eu disse isso em voz alta. Felizmente, apenas James tinha ouvido. Ele riu, mostrando os seus
  41. 41. dentes brancos. Ele não tinha levado isso como um insulto. Ele acenou para mim, fazendo contato com os olhos muito firmes. Concordando. — Eu preciso ir ao banheiro. — eu declarei em voz alta. —Eu vou ajudá-la a chegar lá, Botão de ouro. — James disse. Stephan se levantou para ajudar, mas James acenou para ele sentar de volta. — Eu a tenho. E ele tinha. Ele passou seu braço em torno de mim, e me ajudou a andar facilmente no meio da multidão até os banheiros. — Por que você está aqui? — Perguntei-lhe sem rodeios. —Bem, eu vim aqui porque eu quero muito foder com você até que nenhum de nós possa andar. Eu quero que você tão desesperadamente, que eu não consigo ver direito. Mas já que isso não vai acontecer agora, eu vou garantir que você consiga voltar inteira até seu quarto. — Por que não vai acontecer agora? — Eu perguntei a ele. Eu sabia que era uma péssima pergunta, que implicava que eu estava desapontada que isso não estaria acontecendo, mas eu estava muito bêbada e curiosa para saber. Ele olhou para mim, sua sobrancelha levantada. — Eu não vou tocar em você enquanto estiver bêbada. Nunca. Eu apenas não faço isso. —Então você vai desistir? — Eu o desafiei, mas saiu mais como um gemido. Ele me surpreendeu com um beijo no topo da minha cabeça. — Longe disso. Eu ainda pretendo te foder completamente. Só não hoje à noite, Botão de ouro. E eu gostaria que você cuidasse, se abstendo de ficar nessas condições de novo. — Seus braços e o beijo foi suave e doce, mas suas palavras e seu tom era gelado. Que homem estranho, pensei. Como alguém poderia soar tão frio, enquanto me chama de Botão de ouro? Eu parei de repente. Nós estávamos contra a parede agora, perto do corredor que levava aos banheiros. Eu virei em seus braços, me apertando contra ele. Ele prendeu a respiração com o contato repentino. Olhei em seus olhos. Ele olhou para mim, os olhos duros. — O que foi? — Ele me perguntou bruscamente.
  42. 42. — Minha condição não é da sua conta, James. — Eu enfatizei seu nome. Foi a primeira vez que eu usei. Seu olhar era firme. — Tenho a intenção de que isso seja da minha conta. —Você não quer namorar comigo, você falou. — Eu disse a ele. Ele suspirou. — É verdade. Mas eu quero outras coisas. Eu pelo menos quero a chance de falar com você sobre o que eu quero. —Então, fale. — eu disse a ele. — Nós vamos conversar. Quando você estiver sóbria. E quando tivermos realmente alguma privacidade. Eu sacudi um dedo para ele, depois fiquei na ponta dos pés para ter certeza de que ele estava me ouvindo, enquanto eu falava diretamente em seu rosto. — Isso não soa como conversar. — Minhas palavras estavam arrastadas, e ele visivelmente se encolheu. Ele odiava quando eu estava bêbada, eu poderia afirmar isso. Ele tinha um problema realmente sério com isso. Minha mente extremamente bêbada começou a pensar em algum esquema de bêbado para usar isso a meu favor. Se ele não gosta de bêbados, eu iria lhe mostrar algum comportamento bêbado que iria fazê-lo correr para fora. Concordei com ele, me virando. Assim que saísse do banheiro, eu ia fazer ele correr para o outro lado com pressa. Eu usei o banheiro. Foi um sinal de quão bêbado que eu estava, ao ficar orgulhosa em usar com sucesso, sem fazer nenhuma bagunça. Eu estava lavando meu rosto, quando Melissa irrompeu pela porta, me olhando animada. — Quem é esse homem lindo? — ela me perguntou sem fôlego. Ela estava bem mais animada que eu já tinha visto, por saber que havia um homem que ela gostava no local. Claro, foi fácil descobrir, porque ela começou a falar daquele seu jeito característico naquele momento. Eu não tive que perguntar de quem ela estava falando. — Esse é o Sr. Magnífico. — eu disse. Eu estava tentando falar em um tom jovial, mas eu ouvi a minha voz, e sabia que soava bêbada e arrastada.
  43. 43. Saí antes que ela pudesse me perguntar qualquer outra coisa. James pegou meu braço antes que eu pudesse localizá-lo. — Você já esteve tão bêbado que você não pode se olhar nos olhos, quando você vê um espelho? — Eu perguntei a ele. Era uma pergunta séria. Eu estava realmente bêbada. Ele só olhou para mim. — Me responda, James. — Tentei insistir com ele. — Não. — ele disse imediatamente. —Dança comigo. — eu disse a ele. Tempo para operação 'Bagunça Quente'. Ele odiava bêbados. Eu ia me mostrar completamente bêbada. — Não. — ele disse com firmeza. — Tudo bem. Alguém vai dançar comigo. É só você assistir. — Sua mão apertou meu braço quando eu tentei ir embora. —Não, não. Se você tem que dançar, vai ser sozinha esta noite. Engoli em seco para ele com indignação. Eu estava momentaneamente distraída, enquanto caminhava de volta para o bar enorme e que tinha consideravelmente menos pessoas, do que tinha quando fui ao banheiro. — O qui agontezeu com todo mundo? — eu perguntei. Minha pronúncia estava cada vez mais confusa, mas eu não conseguia evitar. Eu olhei para ele. Ele apenas deu de ombros. — É tão tarde? — Eu ponderei, alcançando minha pequena bolsa de mão até o meu telefone. — Onde esta meu celular? — Eu murmurei. — Você o deixou no bar. — ele me disse. Eu comecei a virar nessa direção. Ele ficou diante de mim, segurando o meu telefone na frente do meu rosto. — Eu peguei isso para você. Eu peguei isso dele, olhando. Olhei para o rosto dela, empurrando o botão para mostrar o tempo. — Já são oito horas? Por que todo mundo esta saindo? Algo errado? Eles estão fechando? Suas respostas foram apenas um encolher de ombros. Suas mãos estavam nos bolsos. Estudei-o, de repente, percebendo como ele estava entediado e ao mesmo tempo lindo de se olhar. Me lembrei que ele tinha dito que iria apenas ficar por perto para ter certeza que eu voltasse inteira para casa. — Você não tem que ficar aqui. Eu estou bem.
  44. 44. Ele me puxou contra ele de repente. Eu endureci, mas ele só empurrou meu rosto contra seu peito. — Você é uma mulher irritante. — ele disse no meu cabelo. Eu tentei me afastar para longe dele com esse comentário, mas eu não conseguia movê-lo. — Eu ficaria feliz em levá-la de volta para seu quarto, mas eu não vou deixar você aqui, quando você está agindo assim. —Você não sabe nada sobre mim. Eu posso agir desta forma o tempo todo. — eu disse, mas as palavras foram abafadas pela sua camisa. Ele estava usando a camisa mais suave que eu já senti. De repente eu estava querendo saber o que ele estava usando. Eu percebi que ainda não tinha visto o que ele estava vestindo. Não era um terno, e eu ainda não tinha tido a oportunidade de examiná-lo. Me afastei, olhando com fascínio o seu traje casual. Sua camiseta era azul marinho com gola em V, com um pequeno bolso do lado esquerdo do peito. Bem acima do seu mamilo, pensei. Ela estava justa em seu corpo, mostrando seus músculos elegante. E era tãããoo suave. Eu comecei a correr minhas mãos sobre ela, e ele não me parou. Ele usava calça cinza casuais, com sapato azul marinho. Ele estava positivamente comestível. — Algum dia eu vou amarrá-la e provoca-la do jeito que você está me provocando agora, sem nenhuma esperança de libertação por pelo menos uma noite. — Sua voz era suave e séria. Suas palavras acalmaram minhas mãos imediatamente. Aparentemente eu não estava fazendo um grande trabalho em assustá-lo para sair fora. Ainda. Tirei meus dedos dele, enquanto me vinha uma ideia. Eu estava mais constante sobre meus pés agora, quando me afastei completamente para fora de seus braços. Apenas mais alguns minutos sem beber nada, iriam melhorar completamente o meu equilíbrio. — Eu tenho uma surpresa para você. — eu disse a ele ameaçadoramente, e segui em direção ao DJ do Karaokê. Sussurrei meu pedido ao ouvido do homem desconhecido, e ele acenou com a cabeça, atirando um olhar para James.
  45. 45. Eu coloquei um dedo sobre os lábios. — Shhh. É uma surpresa para o Sr. Magnífico. James me observava impassível, enquanto eu subia para o palco minúsculo. Surpreendentemente, não havia ninguém na fila, então eu pude entrar imediatamente. Antes de ir ao banheiro havia uma fila quase até a porta, das pessoas esperando para cantar. Agora, o lugar estava ficando mais vazio a cada segundo. Isso era bom para mim. Essa bagunça desastrosa com esse show era apenas para James Cavendish. Eu não poderia evitar. Eu comecei a rir, quando as primeiras notas de S & M veio e eu vi seus olhos se arregalarem. Eu consegui manter meu controle tempo suficiente para começar a cantar para ele , quando as palavras apareciam na tela, lhe atirando um olhar atrevido, e mesmo mexendo um pouco o corpo com a batida. Eu até me abaixei para jogar meu cabelo em uma pequena pausa na música. Oh, senhor, o que quase me jogou para fora do palco. Ele se aproximou com minha ação imprudente, como se fosse me pegar, se eu realmente caísse Eu sai um pouco fora da letra, quando Melissa apareceu e começou a conversar com ele. Será que ela realmente tem que ficar tão perto dele? Aparentemente, ela tem. Ela ainda se pressionou contra ele, enquanto falava em seu ouvido. Ele não pareceu se importar tanto, falando mais com ela agora do que me observando. Parecia ser uma conversa muito séria para duas pessoas que acabaram de conhecer. Ou será que eles se conheciam? É isso, eu decidi. Eu iria descobrir isso agora. A música ainda não tinha acabado, quando eu pisei fora do palco. James me deu um pequeno sorriso quando me aproximei. Melissa não estava lhe tocando mais, mas ainda estava demasiado perto dele. — Obrigado pela surpresa, Bianca. Eu não vou esquecer isso enquanto eu viver. — Sua voz era quente e cheia de bom humor. Caramba. Isto não tinha saído como eu esperava. — Vocês dois se conhecem? — Eu perguntei abruptamente.
  46. 46. James parecia um pouco surpreso. — Acabamos de nos conhecer. Ela trabalha com você, certo? —Então, o que vocês estavam falando? — Eu perguntei incisivamente. —Ela disse que era uma boa amigo de vocês. Eu estava perguntando a ela sobre você. Olhei para Melissa. Ela parecia um pouco irritada, mas dificilmente dissuadida. Se ela tivesse qualquer pista que James valesse a pena, ela realmente iria com tudo para cima dele. Eu brinquei com a ideia de contar a ela. Isso podia resolver toda a situação ali. Por razões que não desejava analisar, eu decidi ir contra quase imediatamente. Ela me estudou brevemente, e sua expressão se iluminou. Ela pegou minha mão, de repente, toda a menina borbulhante novamente. — Vamos, pintinho, ela me disse com carinho, me levando de volta para o DJ.
  47. 47. CAPÍTULO SEIS Sr. Perverso Eu não tive que esperar muito tempo para descobrir seus planos. Ela nos levou ao palco para fazer um dueto de uma versão de ‘Back that thing Up'. Eu, principalmente, tentei cantar a letra do rap vagamente obscena, enquanto assistia a ela com fascínio. Ela rapidamente virou sua bunda para o público, fazendo uma dança impressionante. Eu era mais do que farta no departamento de seios, e os meus eram naturais, mas ela tinha muuuuito mais material artificial no seu tronco. E eu tinha que admitir que era material artificial muito bom. E ela sabia disso muito bem. Ela jogou sorrisos por cima do ombro para a multidão, enquanto se agachou quase até o chão. Sim, ela estava firme com essa coisa de pole dance. Eu estava repetindo “Me chame papaizão quando você se libertar", quando Stephan pegou meu olhar da multidão. Ele tinha deixado o seu lugar no bar, onde estava em uma conversa íntima com Melvin. desde que eu tinha saído do banheiro. Ah, maldição. Eu os tinha interrompido com minhas travessuras. Ele havia finalmente conseguido a chance de fazer a sua jogada, e eu o havia distraído. Me senti imediatamente culpada. Ele estava me encarando com os olhos arregalados. Eu poderia dizer que ele estava pronto para me levar para casa. Ele não aprovaria a operação "Bagunça Quente", eu sabia com certeza. Ele estava agindo como meu irmão mais velho protetor por muito tempo, apenas para ficar de braços cruzados enquanto eu passava vergonha bêbada.
  48. 48. Fiquei aliviada quando ele não veio imediatamente e me tirou do palco. Mas o meu alívio foi de curta duração, quando eu o vi falando seriamente com James. James estava ouvindo atentamente, balançando a cabeça em concordância. Eu me distraí com as letras na tela, quando a batida ficou mais rápida por um momento. Eu substitui as palavras que eu não poderia dizer que começavam com N com a palavra Pintinho. Eu pensei que se encaixou muito bem na música, e estava mentalmente me parabenizando nas costas quando a música terminou. Melissa me abraçou rindo quando nós terminamos. Ela estava sem fôlego com toda a agitação da sua dança. Será que de repente ela gosta de mim? Ou foi algum tipo de benefício para conquistar James? Com o que eu sabia de Melissa, eu suspeitava que era a última, mas eu não me importava naquele momento. Eu me aproximei dos dois homens altos, que pareciam estar em uma conversa séria que eu achava positivamente ser inteiramente sobre mim. James me encarou com seus olhos arregalados. Ele parecia chocado com alguma coisa. Eu caminhei direto até Stephan e bati seu ombro com o meu. — O que você está dizendo? — Eu perguntei a ele, minha voz irritada. — Vá se sentar no bar, Stephan. Eu estou muito bem. Stephan se inclinou para mim. Ele parecia visivelmente chateado, e eu estava em alerta total. O que diabos estava acontecendo com esses dois? Ele me abraçou, falando no meu ouvido. — Por favor, não fique com raiva de mim. Eu sei que não é da minha conta e não deveria me intrometer, mas eu tinha que saber que tipo de cara que ele é. Eu acho que ele vai te tratar bem. E se ele não fizer, eu lhe disse que iria chutar a bunda bilionária dele. Eu franzi o nariz para ele. — É por isso que pensou que eu ficaria brava com você? Ele não parecia menos chateado, então eu sabia que não era isso. Ele não podia me olhar nos olhos, e ele estava tremendo um pouco. Ele odiava quando eu ficava brava com ele. Ele tinha sérios problemas com as pessoas ficando chateadas com ele e, especialmente, comigo ficando brava. Questões que se originaram de algumas coisas realmente horríveis que aconteceram
  49. 49. quando ele era criança. Eu tinha sido sua única família há anos, então ele temia a minha raiva. Ele tinha um medo irracional de que se ele realmente me deixasse irritada com ele, eu iria abandoná-lo, assim como sua família tinha feito. Eu lhe disse muitas vezes que isso nunca iria acontecer, mas ele ainda não sabia como lidar com qualquer tipo de conflito. Ele estava balançando a cabeça, e eu pude ver certo pânico em seus olhos que eu temi. Isto me fez ficar sóbrio. — O que foi? — Eu perguntei a ele. — Eu disse a ele que você era virgem. — ele sussurrou em meu ouvido. Eu enrijeci na hora. — Eu só não queria que ele te machucasse. Ou... tivesse uma impressão errada de você com o jeito que você estava agindo. Por favor, não fique brava. Eu não conseguia evitar. Eu fiquei louca instantaneamente. Eu o empurrei, apontando com o dedo no seu peito. — Vá. Voltar. Para. Seu. Assento. Ele obedeceu, fazendo uma imitação muito boa de “Charlie Brown caminhando" de volta para Melvin. Eu tinha provavelmente apenas arruinado sua noite inteira, mas ele não tinha o direito de compartilhar informações pessoais sobre mim. Especialmente com o Sr. Magnífico. Eu me virei para James, o encarando. — Então, você entendeu agora? Você pode ver que isso não vai acontecer. Meu cartão V deve ser razão mais do que suficiente para fazer alguém como você correr na outra direção. Talvez Stephan no final, tenha encontrado para mim uma solução melhor para esse estranho problema, eu percebi, mesmo enquanto eu falava. O choque já estava muito longe de seu rosto neste momento. Agora seu rosto estava cuidadosamente impassível. O vazio não chegou a atingir os olhos, no entanto. Eles estavam mais intensos do que nunca. —Venha aqui. — ele me disse. Poucos metros nos separavam. Fechei a distância antes que eu pensasse em desafiá-lo. Ele levou sua mão muito, muito cuidadosamente em meu cabelo, puxando a minha cabeça ligeiramente para trás. Ele se inclinou para o meu ouvido.
  50. 50. — Eu vou acabar com você. — ele respirou. — Eu vou ser o primeiro, e eu vou te foder tão completamente que eu vou ser o último, também. Você não vai querer qualquer outro homem depois que eu colocar minhas mãos em você. Cada centímetro de você. — Um arrepio percorreu meu corpo inteiro com suas palavras sussurradas aproximadamente. Minha testa franziu. Será que ele de alguma forma sabia que era virgem antes mesmo que Stephan falasse a ele? É por isso que ele estava me perseguindo? Será que ele tem algum fetiche estranho? — Então, você prefere virgens? — Sussurrei a questão de volta para ele. Suas sobrancelhas subiram com surpresa. — Eu nunca estive com uma, então não. Mas eu não posso dizer que estou descontente com a ideia. Na verdade, eu amo isso, que eu vou ser o primeiro. Eu não me incomodei sequer em lhe dizer que ele estava assumindo um monte de coisa ali. De repente eu estava muito cansada. Cansada o suficiente para deixar isso para lá. E nós tínhamos que acordar às cinco da manhã, para nos preparar para o voo. — Eu estou pronta para ir. — eu disse a ele. Seu rosto se iluminou imediatamente. —Ótimo. Vamos dizer a Stephan. Stephan nem sequer olhou para mim, quando nos aproximamos. — Bianca quer encerrar a noite. — disse James a Stephan. — Eu vou levá-la ao seu quarto. A que horas devo ligar o alarme? Revirei os olhos. Lá estava ele falando de mim, na minha frente novamente. — Cinco. — Stephan e eu respondemos ao mesmo tempo. Os homens se despediram cordialmente, mas Stephan em nenhum momento olhou para mim. Eu sabia que isso ia incomodá-lo durante toda a noite, se eu não lhe dissesse que ele estava perdoado. Eu avancei, beijando-o suavemente na testa. — Eu não estou brava com você. — eu disse a ele, e ele ficou surpreso que era verdade. Ele não tinha o direito de fazê-lo, mas eu sabia que ele estava apenas tentando me proteger. Este tinha sido o seu trabalho há anos, e era um trabalho que ele levava muito a sério.
  51. 51. Ele fungou um pouco, e eu fiquei chocada quando vi uma lágrima deslizar pelo seu rosto quando ele olhou para seu colo. — Obrigado. — ele disse, e eu ouvi o alívio em sua voz. Ele estava tão aliviado, que estava chorando, quando ele nunca chora. Foi assim que a minha raiva tão fortemente o afetou. — Por favor, não. — eu disse a ele. Partia meu coração vê-lo assim. Ele levantou a cabeça, e me olhou. — Eu estou bem. Realmente. Vá dormir um pouco. Eu vou ver você de manhã. — Ele sorriu e acenou para mim. Eu sorri de volta, e fomos embora. James segurou meu braço na nossa curta caminhada de volta para o hotel. Ele tinha um aperto firme na parte de trás do meu braço, logo acima do meu cotovelo. Ele parecia gostar desse local. — Stephan e eu conversamos longamente. Ele sabe que eu nunca iria tirar vantagem de você, enquanto você estiver bêbada. — James parecia sentir a necessidade de explicar isso para mim. — Se eu não soubesse que era diferente, eu imaginaria que ele era seu irmão mais velho. — ele continuou. — Há quanto tempo vocês dois estão juntos? — Ele perguntou. Eu lhe enviei um olhar de soslaio. Ele estava pescando para obter informações a meu respeito, eu poderia afirmar isso. Mas eu não ia entrar em seu jogo. Especialmente quando eu não sabia quase nada sobre ele. — Há muito tempo. — eu respondi vagamente. Isso é o máximo que ele iria descobrir. Eu já havia me recuperado consideravelmente, então ele perdeu o barco de qualquer informação descuidada que pudesse ser lançada. Especialmente desde que eu estava planejando nunca mais beber de novo. Eu já estava mortificada com algumas das minhas travessuras naquela noite, e eu nem estava completamente sóbria ainda. — Você precisa começar a tomar a pílula. — Ele abruptamente mudou de assunto, sua voz autoritária. Enviei-lhe outro olhar de lado. Esse olhar foi sobre seus modos brutos. — Meu corpo, meu negócio. — eu disse a ele rigidamente. — Quando estivermos fazendo sexo, isso vai ser o meu negócio também. E você precisa começar. Pode levar semanas ou meses antes que se torne eficaz.
  52. 52. O meu olhar ficou raivoso e afiado. — Para sua informação, eu já tomo pílula. Tenho períodos bem difíceis, e isso ajuda a torná-los mais leves. Eu já faço isso realmente desde que eu era adolescente... por motivos pessoais. Razões que nunca contaria ele. Como o fato de que Stephan e eu vivíamos em um prédio abandonado com um monte de outros moradores de rua, e eu estava com medo de ser estuprada e engravidar. Eu não tinha sido capaz de dormir por medo. Uma viagem para a clínica gratuita tinha me dado uma grande paz de espírito. Sobre o aspecto gravidez, pelo menos. — Mas você é realmente ultrajante, você sabe disso? Eu nunca concordei em fazer sexo com você. — Que razões pessoais? — ele questionou. É claro que ele daria importância total a coisa que eu estava menos disposta a falar. — Eu prefiro manter esses motivos pessoais. — Eu mostrei minha língua para ele. Sua mão apertou meu braço em uma advertência. — Você é exasperante. —Deixe-me bombardeá-lo com um monte de perguntas pessoais, e ver se você gosta. — eu respondi. — Podemos fazer uma experiência. Eu acho que essa troca poderia valer a pena para mim. Fiquei em silêncio com isso. Nós fizemos o nosso caminho para o hotel sem uma palavra. Eu acenei com a cabeça para a menina que trabalha na recepção, enquanto caminhávamos por lá. Seu nome era Sarah, e ela conhecia Stephan e eu. Nós tínhamos até saído com ela algumas vezes. Ela arregalou os olhos para mim. Provavelmente pensou que Stephan e eu fossemos um par, como muitas pessoas fazem. — Ei, Sarah, — eu chamei, sem parar. — Ei, Bianca. — ela respondeu de volta. — A segurança aqui é deplorável. — disse James quando as portas do elevador se fecharam sobre nós. Ele estava balançando a cabeça em consternação.

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