Aula 6 adolescência e relações de gênero

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Aula 6 adolescência e relações de gênero

  1. 1. Adolescência e relações de gênero
  2. 2. Sexualidade Sexualidade – dimensão mais ampla da experiência. É a forma como vamos ao encontro do outro, como nos relacionamos, como manifestamos nossos desejos, prazeres e formas de viver o masculino e o feminino. A Organização Mundial de Saúde (1975) define sexualidade como “energia que motiva a encontrar o amor, contato e intimidade e se expressa na forma de sentir, nos movimentos das pessoas e como estas se tocam e são tocadas”.
  3. 3. O conceito de Gênero: elementos teóricos <ul><li>Mulheres - seres determinados pela natureza -> determinação dos papéis de esposas e mães; </li></ul><ul><li>associação de uma outra imagem -> servir à procriação da espécie; </li></ul><ul><li>papel do sexo (fundamentalmente) - procriação (influência do Catolicismo oficial (Roma) -> sexo exercido como prazer -> pecado; </li></ul><ul><li>deveriam permanecer no espaço doméstico, da vida privada, familiar, exercendo um trabalho não remunerado, como gestoras da família; </li></ul>
  4. 4. O conceito de Gênero: elementos teóricos Desmistifica-se que a condição de mulher seja naturalista, que o fato dela ter características biológicas distintas do homem determina a sua situação de subalternidade e de inferioridade bem como o seu papel predestinado, obrigatório, para exercer a maternidade. Outros conceitos vinculados a gênero são igualmente construções socioculturais: família, infância, cuidado, maternidade.
  5. 5. O conceito de Gênero: elementos teóricos Feminismo: crítica de tais concepções; reformulação, à luz de estudos e pesquisas, do significado de Gênero como: a) homens e mulheres não são apenas “naturais” -> modos de encarar o corpo são elaborados (vida social, culturas/sociedades). Não é uma relação pré-determinada por diferenças psicológicas (homem = racionalidade; mulher = afetividade) -> indivíduos não se constituem por si sós, mas nas interações sociais.
  6. 6. O conceito de Gênero: elementos teóricos b) dimensão da vida humana, socialmente construída: identidades pessoais e sociais e relações entre homens e mulheres fazem parte da nossa vivência. c) Construção histórica (tempo, espaço), variável: não há uma identidade masculina e uma identidade feminina única, fixa e imutável, universal, válida para todos os tempos e espaços.
  7. 7. O conceito de Gênero: elementos teóricos d) modos como sociedades/grupos sociais interpretam/dão significado às diferenças entre os sexos e as relações que se estabelecem entre si. e) um conceito abrangente relacionado a vários outros elementos constitutivos das identidades de homens e mulheres (classe social, etnia, geração, religião, etc.).
  8. 8. O conceito de Gênero: elementos teóricos f) um conceito que significa relações de poder: “o acesso diferenciado dos dois gêneros aos recursos naturais, culturais e simbólicos, tanto para mulheres como para homens. O gênero, tal como é vivenciado, legitima as relações de poder e marca uma forma de valorização social e política, que transcende o próprio gênero” (GUIMARÃES, 2002, p. 19).
  9. 9. O conceito de Gênero: elementos teóricos g) conceito que serviu para classificar (e desclassificar): termos masculino e feminino. h) conceito supera a divisão (esferas) que a classificação binária do mundo (homem = espaço público; mulher = espaço privado) que se construiu nas relações sociais e socializou por muito tempo. i) possibilidade de mudança na situação de opressão: práticas sociais objetivas de relacionamentos entre homens e mulheres.
  10. 10. A Diversidade entre Homens e Mulheres como Desigualdade <ul><li>Primeira diversidade percebida (homens e mulheres): biológicas; </li></ul><ul><li>Sociedades e culturas, ao longo da História: diferentes organizações/interpretações (relações homens e mulheres); </li></ul><ul><li>Contemporaneamente – condições distintas: </li></ul><ul><li>nos países ocidentais e muçulmanos; </li></ul><ul><li>entre mulheres camponesas e as que vivem nas cidades; </li></ul><ul><li>entre mulheres das classes sociais altas/médias e das classes subalternas. </li></ul>
  11. 11. A Diversidade entre Homens e Mulheres como Desigualdade <ul><li>De modo geral (não universal): </li></ul><ul><li>diferenças sexuais - base para divisão sexual do trabalho; </li></ul><ul><li>práticas sociais - significados aos elementos masculinos/femininos; </li></ul><ul><li>masculino - associado à cultura (produzido, criado); </li></ul><ul><li>feminino - associado à natureza (já determinado pela biologia); </li></ul>
  12. 12. A Diversidade entre Homens e Mulheres como Desigualdade Práticas e representações sociais: relações de poder assimétricas entre homens e mulheres; submissão (patriarcalismo) - modelo/padrão dominante; Outras associações vinculadas ao sexo – atribuiu-se: homens - a racionalidade, o pensamento lógico, o cálculo; mulheres - a afetividade, as emoções, a intuição;
  13. 13. Dimensão cultural – o meio cultural e social exercem influências sobre os indivíduos em relação à aprendizagem e expressões da sexualidade A sociedade constrói mitos, tabus, crenças, preconceitos e representações sobre a sexualidade, que muitas vezes excluem o que há de mais rico nos seres humanos: as diferenças e diversidades. .
  14. 14. Adolescentes e jovens devem ser incentivados a respeitar as diferenças e a refletir sobre elas, evitando a reprodução de comportamentos de forma automática e acrítica. O desenvolvimento da afetividade e o da sexualidade estão intimamente relacionados: ambos são construídos pela cultura, são fatores socioculturais, ou seja, contribuem para a construção da identidade e da singularidade de cada pessoa, formam-se a partir das vivências de auto-percepção e reconhecimento do corpo,são vivências que fazem parte da vida do ser humano desde o seu nascimento e se estendem por toda a vida.
  15. 15. Trabalhar a temática afetividade e sexualidade na adolescência implica não no controle da sexualidade, na tentativa de homogeneizar essa experiência, e sim na discussão e reflexão da sexualidade como uma dimensão fundamental da vida de todos nós, ocorrendo em cada etapa da vida de forma diferenciada, nos construindo e constituindo como seres humanos. <ul><li>A sexualidade é sempre uma perspectiva histórica e sócio-cultural. </li></ul><ul><li>A sexualidade é sempre uma perspectiva de cidadania. </li></ul><ul><li>Discutir sexualidade e afetividade é ter compromisso com a diversidade seja de raça / cor, gênero, idade, orientação sexual, cultural. </li></ul><ul><li>Sexualidade e prazer devem andar de mãos dadas. </li></ul>
  16. 16. Formas de viver e pensar o masculino e o feminino - conseqüências concretas <ul><li>reforço à estrutura familiar patriarcal; </li></ul><ul><li>justificativa para acentuar os papéis sociais atribuídos a homens e mulheres; </li></ul><ul><li>educação diferenciada para meninos e meninas; </li></ul><ul><li>reprodução de papéis sociais distintos (brincadeiras “masculinas” e “femininas”); </li></ul><ul><li>escolas de 1º e 2º graus (LDB,1996) - meninas (Educação Doméstica, Trabalhos Manuais); </li></ul><ul><li>mercado de trabalho - profissões consideradas masculinas ou femininas </li></ul>
  17. 17. As lutas das mulheres por direitos Historicamente: nem todas as sociedades subalternizaram as mulheres; nem todas as mulheres se deixaram subalternizar;
  18. 18. As lutas das mulheres por direitos Reação de mulheres (abrangência coletiva): emerge com a modernidade e o Iluminismo - prometia emancipação dos seres humanos pela Razão e progresso social pelo conhecimento científico; Revolução Francesa - Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, (1789) não concretizou igualdade entre homens e mulheres (excluídas da cidadania e do poder) - reafirmava a visão masculinizante; As mulheres reagiram - referências históricas para as lutas no século XIX.
  19. 19. As lutas das mulheres por direitos Reivindicação pela participação na esfera pública, com o reconhecimento de seu direito à cidadania, mediante o acesso ao voto (movimento sufragista); Denúncias e movimentos (de orientação socialista utópica, socialista marxista e anarquista) contra a repressão às mulheres no espaço doméstico e no trabalho;
  20. 20. As lutas das mulheres por direitos Movimentos feministas: ganharam as ruas, em intensas mobilizações pelo mundo inteiro; Internacionalizaram-se desde 1975 (Conferências Mundiais); Reivindicação de políticas públicas para mulheres;
  21. 21. As lutas das mulheres por direitos As mulheres: ocupam/ampliam espaços (mercado de trabalho, funções públicas); governos/organismos internacionais – suas questões em agendas; produzem estudos/pesquisas/debates (variados campos do conhecimento); 1960-1970 - Estudos de Gênero - campos de estudo de Universidades;
  22. 22. Art. 5º - Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade...
  23. 23. No 1º dia do Governo Lula (1/01/2003) foi criada a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, status de ministério; “para desenvolver ações conjuntas com todos os Ministérios e Secretarias Especiais, tendo como desafio a incorporação das especificidades das mulheres nas políticas públicas e o estabelecimento das condições necessárias para a sua plena cidadania.”
  24. 24. <ul><li>I Plano Nacional de Políticas para as Mulheres (2005, 2006); </li></ul><ul><li>II Plano Nacional de Políticas para as Mulheres (março de 2008) - atualizando o anterior e introduzindo novas áreas estratégicas de políticas públicas para as mulheres. </li></ul>
  25. 25. “ Cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos do § 8 o do art. 226 da Constituição Federal, da Convenção sobre Formas de Discriminação contra as Mulheres e da Convenção Interamericana para a Eliminação de Todas as Formas de Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher; dispõe sobre a criação dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher; altera o Código de Processo Penal, o Código Penal e a Lei de Execução Penal; e dá outras providências.” Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340)
  26. 26. CUIDADOS DOS EDUCADORES AO TRABALHAR A TEMÁTICA AFETIVIDADE E SEXUALIDADE <ul><li>aceitar sua própria sexualidade e a dos demais; </li></ul><ul><li>acreditar e pôr em prática sentimentos e atitudes de igualdade entre os sexos; </li></ul><ul><li>respeitar diferenças individuais e socioculturais; </li></ul><ul><li>buscar superar mitos, preconceitos e tabus sexuais. </li></ul>
  27. 27. Questões atuais nas relações de gênero <ul><li>Fidelidade. </li></ul><ul><li>Submissão. </li></ul><ul><li>Transição de gênero. </li></ul><ul><li>Buscar superar mitos, preconceitos e tabus sexuais. </li></ul>

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