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  • 1. ESCATOLOGIA BÍBLICA (Clique na palavra ÍNDICE) Curso de Extensão da Andrews University 6-19/12/1976 - IPAECONTEÚDOI PARTE - A ORIGEM PROFÉTICA DA I.A.S.D.Do livro: Answers to Objections, Capítulo 10, pp. 575-594Autor: F. D. NicholEditora: Review and Herald Publishing AssociationTradução de: Siegfried KümpelII PARTE - A CONDIÇÃO HISTÓRICA DO MOVIMENTODO ADVENTODo Livro: Our Firm FoundationAutor: F. D. NicholTradução de: Siegfried KümpelIII PARTE - O PROPÓSITO MORAL DA PROFECIAAutor: L. F. WereTradução de: Siegfried KümpelIV PARTE - OS REIS QUE VÊM DO ORIENTEAutor: L. F. WereTradução de: Siegfried Kümpel
  • 2. Escatologia Bíblica 2 ÍNDICE I – A ORIGEM PROFÉTICA DA IASD......................................5 Nenhuma Nova Atitude.................................................................6 Como Resolver o Dilema..............................................................7 Exame do Primeiro Ponto.............................................................8 Dirigentes Posteriores Falam......................................................10 Exame do Segundo Ponto...........................................................13 Certas Profecias Cumpridas........................................................14 Exame do Terceiro Ponto............................................................18 Sra. White Defende os Mileritas.................................................19 Exame do Quarto Ponto..............................................................21 A Essência do Milerismo............................................................22 Para Cima na Luz Crescente.......................................................23 Ficar Firmes no Registro.............................................................24 II – A CONDIÇÃO HISTÓRICA DO MOVIMENTO DO ADVENTO..............................................................................28 As Grande Revoluções do Décimo Sexto Século.......................28 O Décimo Oitavo Século Marcado pelo Racionalismo..............30 As Escrituras Sagradas Minadas pelo Racionalismo..................31 A Idéia do Progresso Mundial.....................................................32 A Reação Contra o Domínio da Razão.......................................33 O Teólogo Schleiermacher..........................................................34 Forças Operantes à Abertura do Século Dezenove.....................35 O Movimento Milerita................................................................36 Pregação da Primeira e Segunda Mensagem..............................37 O Surgimento dos Adventistas do Sétimo Dia............................38 Ponto de Vista Restrito no Início Com Respeito à Mensagem do Terceiro Anjo.....................................................................40 A Verdadeira Medida da Tríplice Mensagem.............................41 Doutrinas e Profecias Apresentadas na Tríplice Mensagem.......42
  • 3. Escatologia Bíblica 3 A Mensagem do Segundo Anjo..................................................44 A Mensagem do Terceiro Anjo...................................................45 Tríplice Mensagem Muitas Vezes Pregada em Ambiente Limitado Demais..............................................47 Pregando a Tríplice Mensagem Mais Completamente..............48 1. A Tendência para a União das Igrejas.....................................48 O Concílio Mundial e o Segundo Advento.............................50 2. O Crescente Poderio de Roma................................................51 Conversões à Roma.................................................................52 As Palavras Proféticas da Sra. White......................................54 3. O Declínio da Liberdade.........................................................55 Nosso Exame Resumido.........................................................56 Os Dilemas dos Líderes Religiosos.........................................60 A Primeira Mensagem Angélica.............................................63 A Segunda Mensagem Angélica.............................................64 A Mensagem do Terceiro Anjo...............................................66 Proclamar o Sábado Mais Amplamente..................................68 III – O PROPÓSITO MORAL DA PROFECIA........................70 Introdução...................................................................................70 Prefácio.......................................................................................72 1 - As Escrituras Foram Dadas para Revelar a Jesus..................73 2 - Os Judeus Erraram Não Estudando As Escrituras Na Luz do Propósito Moral de Deus. Uma Advertência para Hoje.....75 2.1 - Os Judeus estudavam as Profecias, mas sem compreensão espiritual....................................................77 2.2 - Os Judeus eram literalistas rígidos..................................82 3 - A História se Repete..............................................................83 4 - Falácia Fundamental do Futurismo........................................92 5 - Mais Falhas Futurísticas........................................................94 6 - Futurismo e o Livro do Apocalipse.......................................95 7 - O Pentecostes trouxe luz sobre o propósito moral da profecia.....97
  • 4. Escatologia Bíblica 4 8 - Jesus Está Reinando Agora....................................................99 9 - Todas As Escrituras Morais Vibrantes de um Salvador Vivo................................................................102 10 - A Aplicação Individual da História da Profecia..................110 11 - Aplicando O Princípio em Conexão Com o Estudo do “Armagedom”.................................................................112 12 - O Propósito Moral das Profecias de Daniel.........................120 13 - Realidades Cristãs Reveladas nos Quadros Proféticos do Apocalipse.......................................................................124 14 - "Cristo em Vós" - A Certeza da Vitória...............................135 IV – OS REIS QUE VÊM DO ORIENTE................................147 Introdução......................................................................................147 1. A Questão Oriental - Campo Fértil para Profecias Falsas........150 Origem do Armagedom Político-Militar...................................159 O Armagedom em Relação à Turquia.......................................160 O Armagedom se Torna um Conflito Entre o Oriente e o Ocidente...........................................................................162 A Tendência de Volta aos Pontos de Vista dos Pioneiros.............................................................................167 2. Haverá Guerra entre o Oriente e o Ocidente?...........................169 3. Satanás Instigará Guerras e Lutas para Eventualmente Unir o Mundo Contra a Igreja...........................................................173 4. "Os Reis que vêm do Lado do Nascimento do Sol" - Uma Mensagem Gloriosa para a Igreja.....................177 5. Torcendo os Fatos para Enquadrar a Interpretação...................184 6. Quando Todos os Olhos Serão Dirigidos ao Oriente................190 7. Os Reis do Oriente Especialmente Mencionados.....................192 8. Conclusões Baseadas Sobre Fundamentos Falhos....................194 9. Conclusões Baseadas em Fatos Positivos.................................201
  • 5. Escatologia Bíblica 5 A ORIGEM PROFÉTICA DA IGREJA ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA Os adventistas do sétimo dia declaram que este movimento deAdvento surgiu numa época especial da história para fazer um trabalhoespecífico para Deus em cumprimento de certas profecias. Estadeclaração é a base verdadeira e histórica do apelo que fazemos a todosos homens, nos termos da segunda mensagem angélica, para "sair" e sejuntar a este movimento. À vista disto nós precisamos nos familiarizar com a história docomeço do movimento. Já em 1849 James White compreendeu estanecessidade em relação das experiências históricas da principio de 1840,que viram o surgimento do movimento do advento. Disse ele: "A fim de demonstrarmos o cumprimento da profecia, nós temos quenos referir à história. Para mostrar o cumprimento da profecia relativa aosquatro reinos universais do segundo e sétimo capítulos de Daniel, nós temosque nos referir às histórias destes reinos. Negue a história, e a profecia nãotem valor. Justamente assim com as profecias relacionadas ao movimentodo segundo advento". – Present Truth, Dezembro, 1849, pág. 46. Nós não precisamos apenas conhecer a história do início de 1840como nós conhecemos um período da história secular mas ver também amovimento Adventista do Sétimo dia no ambiente daqueles tempos. Temhavido não somente muita ignorância entre nós com relação às raízeshistóricas do Adventismo do Sétimo Dia, mas também um desejo atuanteda parte de alguns de desassociaremos do movimento do Advento doinício de 1840, que é geralmente conhecido como Milerismo. Duas razões têm produzido este desejo: Primeiro, os Mileritasmarcavam uma data para o advento, que os lançou no escárnio naqueletempo e que os tornou o objeto de ridículo desde então. Naturalmentenós desejamos escapar do ridículo neste ponto, e nós somos enfáticos ecorretos, em nossa declaração que os adventistas do sétimo dia jamaismarcaram data. Segundo, ao redor dos Mileritas formou-se um fantástico
  • 6. Escatologia Bíblica 6rol de histórias que os retrata como fanáticos loucos. E de fato nós nãoqueremos ser conhecidos como os filhos espirituais de fanáticos. Nenhuma Nova Atitude Não é somente interessante mas um fato despertador que o desejode ser desassociado do movimento de Miller que alcançou seu clímax em1844, não é nada novo. Já se manifestou quase imediatamente depois dodesapontamento de 22 de Outubro de 1844, e foi muito ativo no tempoem que Tiago White escrevia em Dezembro de 1849. O Senhor nãoviera, como esperavam, e portanto a profecia dos 2.300 diasaparentemente não se cumpriu. O resultado foi que muitos adventistasnominais começavam a negar que Deus estava ligado ao movimento de1844. Eles pois apostataram, alguns deles até aliviados por não seremmais conhecidos como pertencendo a um movimento que cometera umgrande engano teológico. Contra todos estes Tiago White trabalhou,como ele certamente tinha que fazer se ele cria que Deus inspirava omovimento do Advento. Hoje, a situação é um tanto diferente. Nós, como Adventistas doSétimo Dia, não desejamos questionar, por exemplo, a interpretaçãobásica da profecia usada pelos Mileritas em medir os limites da profeciados 2.300 dias. Nós não negamos a liderança de Deus no movimento de1844. Nós sentimos, embora alguns de nós não entendêssemosclaramente, que nós precisamos manter uma conexão precisa com omovimento de 1844 para provar que o Adventismo do Sétimo Dia surgiuem cumprimento da profecia. Mas nós muito freqüentementeprocuramos apagar, ou ao menos hesitamos em admitir, uma íntima econseqüente relação profética entre o movimento de 1844 conhecidocomo Milerismo e a Adventismo do Sétimo Dia conhecida hoje. Asrazões para isto, como já afirmamos, são o nosso embaraço pelamarcação da data dos Mileritas das histórias de atos fanáticos em queeles notoriamente caíram.
  • 7. Escatologia Bíblica 7 Assim, embora passivamente estivéssemos dispostos a admitir quens Mileritas são nossos parentes, embora não muito chegados, nós fomoshabituadas a tratá-los como parentes pobres. Como Resolver o Dilema Este dilema infeliz desaparece, e a origem genuinamente proféticada Igreja Adventista do Sétimo Dia aparece marcada, ao estabelecermosos seguintes sete pontos: 1º - Que o movimento Adventista do Sétimo Dia é um filho diretodo movimento do Advento de Guilherme Miller, geralmente conhecidocomo Milerismo. 2º - Que é necessário crer nesta relação a fim de achar umaexplicação de certas profecias na Bíblia, e para provar que a IgrejaAdventista do Sétimo Dia é de fato o último movimento de Deus nomundo. 3º - Que um estudo do Milerismo abrilhantará nossa própria fé naorigem divina e na liderança do nosso movimento Adventista do SétimoDia, e que proverá uma resposta inteiramente satisfatória às acusaçõesdifamatórias feitas pelos inimigos da verdade por um século. 4º - Que o fato de sermos descendentes do movimento Milerita nãorequer que nós subscrevamos os pontos de vista individuais que podemter sido mantidos por qualquer pregador Milerita. Nem requer que nósminimizemos a qualquer grau a significação dos ensinos distintosdesenvolvidos sob a mensagem do terceiro anjo, mas sim o contrário. 5º - Que o fato dos Mileritas, geralmente, marcarem uma certa datapara a vinda do Senhor não precisa embaraçar os adventistas do sétimodia hoje. 6º - Que a história dos excessos fanáticos pelos Mileritas são emgrande parte uma mistura de falsidade, e que autoridades eminentes noterreno da história admitem.
  • 8. Escatologia Bíblica 8 7º - Que o desapontamento de 22 de outubro de 1844, não provêbase para a acusação de que Deus daí em diante não estivesse nomovimento do Advento, e portanto não no movimento Adventista doSétimo Dia que surgiu do Despertamento do Advento de 1840. A seguinte discussão dos quatro primeiros pontos apareceuoriginalmente como um extra do The Ministry de setembro de 1944, quefoi impresso por resolução da Comissão da Conferência Geral. Exame do Primeiro Ponto Evidência suficiente para apoiar o primeiro ponto poderia seraduzido simplesmente por perguntar e responder algumas perguntassimples, como segue: - Que movimento religioso chegou ao seu clímax na América em1844? - O grande movimento da segunda vinda sob Guilherme Miller,geralmente conhecido como Milerismo. - Onde e quando o movimento Adventista do Sétimo Dia começou? - Na América em 1844. - Quem foram os primeiros adventistas observadores do sábado? - Uma companhia de Mileritas em Washington, New Hampshire. - Quem foram os primeiros dirigentes no movimento Adventista doSétimo Dia? - Sem dúvida foram James White, Sra. White e José Bates. - Qual foi o seu fundo religioso? - Tiago White fora um pregador Milerita. Ellen Harmon Whiteaceitou o Milerismo como moça, e ela, com seus pais, foi excluída daIgreja Metodista em Portland, Maine, por causa de suas convicçõesmileritas. José Bates foi um dirigente no movimento Milerita, ocupandovários cargos nas associações gerais dos Mileritas e tendo sidopresidente em uma das mais importantes destas associações.
  • 9. Escatologia Bíblica 9 - Quais foram alguns outros dos pioneiros primitivos dosadventistas do sétimo dia? - Hirã Edson e Frederick Wheeler. - Quais foram suas conexões religiosas? - Ambos estes homens, eram Mileritas. Edson foi o homem que,passando pelo campo na manhã posterior ao desapontamento, recebeu aluz sobre o santuário que Cristo entrara no santíssimo no dia 22 deoutubro. Edson, com outro irmão Milerita, estava a caminho na manhãde 23 de outubro para "encorajar alguns de nossos irmãos" após odesapontamento. - Para quem os nossos primeiros dirigentes adventistas do sétimodia trabalharam quase exclusivamente por alguns anos depois de 1844? - Para os seus associados no movimenta Milerita. Os fatos incontestáveis precedentes da história parecem sersuficientes em si para liquidar a questão de nossa origem. Mas a casatorna-se consistente quando nós ouvimos o testemunho dos própriaspioneiros adventistas do sétimo dia. Procuraram eles apagar sua relaçãocom o Milerismo para posar como alguma causa nova e diferente? Não,eles afirmavam vigorosamente que eles eram os verdadeiros sucessoresespirituais daquele movimento do segundo Advento do início de 1840.Em 1850 nós publicamos o Advent Review, o predecessor do Review andHerald. O primeiro número começa assim: "Nosso desígnio nessa revista é de animar e refrescar a verdadeirocrente, mostrando o cumprimento da profecia no trabalho maravilhoso dopassado de Deus ao chamar e separar do mundo e da igreja nominal, umpovo que está olhando para o segundo advento do querido Salvador." –Advent Review, vol. 1, pág. 1. Em outras palavras, nossos pioneiros adventistas do sétimo dianeste Advent Review estavam elogiando o assim chamado movimentoMilerita. Eles então procederam a combater aqueles "adventistas" quenegavam a direção de Deus nele:
  • 10. Escatologia Bíblica 10 "Ao recapitularmos a passado, nós citaremos muito dos escritos dosdirigentes na causa do advento (Milerismo) e demonstraremos que eles nopassado advogavam ousadamente e publicavam para a mundo, a mesmaposição, relativa ao cumprimento da profecia nos grandes movimentosdiretores do Advento em nossa experiência passada, que nós ocupamosagora; e que quando a hoste do advento esteve toda unida em 1844, elesolhavam sobre entes movimentos na mesma luz em que nós as vemos hoje,e assim demonstramos quem abandonou a fé original. – Ibid. (ênfase deles) Em vez dia procurarem apagar sua relação com o movimentoMilerita, nossos pioneiros ousadamente declaravam que eles eramaqueles que estavam mantendo a fé original. Este número da AdventReview está quase cheio com artigos de dirigentes Mileritas, reimpressosde Jornais Mileritas do começo de 1840. Dois membros da "comissãopublicadora" que publicou este Advent Review foram Tiago White e HirãEdson. A capa apresenta o que segue em tipos especiais: "O AdventReview, Contendo Testemunhos Excitantes, Escritos no Espírito Santo,por muitos das Dirigentes na causa do Segundo Advento, Mostrando SuaOrigem e Progresso Divinas". Abaixo estava uma linha da Escritura:"Chame à lembrança os Dias Passados". Dirigentes Posteriores Falam E qual é o testemunho de nossos pioneiros do Sétimo Dia nos anosque sucederam? É claro? Tiago White num editorial na Review andHerald de 1833 declarou: "Nós reconhecemos que estamos desapontados, e então nãoentendiam o evento a ocorrer no fim dos dias; porém, nós afirmamos queisto não afeta na mínima a evidência da vinda imediata de Cristo." – Reviewand Herald, 17 de fevereiro de 1853, p. 156. Nossos pioneiros jamais falavam de outros que estivessemdesapontados em 1844. Eles sempre diziam, "Nós ficamosdesapontados".
  • 11. Escatologia Bíblica 11 Um editorial da mesma pena no Review and Herald de abril de1854, anunciou: “Nós declaramos que nos mantemos na fé do advento original....Quanto às grandes doutrinas fundamentais ensinadas por Guilherme Miller,nós não vemos nenhuma razão para mudar nossas concepções... "Enquanto o Advent Review ocupa sua presente posição, deve-seesperar que suas colunas serão enriquecidas com artigos inspirados sobre osegundo advento das penas de Guilherme Miller, Litch, Fitch, Hale, Storrs, eoutros escritos já a dez ou doze anos." – pág. 101. Em 1867 o Review and Herald continha um editorial de UriasSmith que descrevia um dos objetivos para a publicação desta revistasemanal da igreja: "Um de seus objetivos especiais é uma recapitulação do grandemovimento do advento passado, isto é, o movimento antes dodesapontamento em outubro de 18441. Que adventista que participoudaquele movimento pode olhar para trás não se rejubilará de alegria, e podesenão desejar por manifestação do Espírito de Deus, em poder igual, emconexão com o trabalho agora? E coma pode uma pessoa possivelmenteentrar com algum entusiasmo sobre as novas teorias e esquemasimaginados desde 1844, que o abrigam a abandonar todo o trabalha prévioàquele tempo, ou como errôneo ou prematuro? Se Deus não esteve notrabalho então dir-nos-á qualquer adventista em que tempo Ele esteve neledesde então?... "Nós não podemos ser agradecidos demais que nós não fomosabandonados para escorregarmos do fundamento tão solidamente posto em1844 para o movimento do advento destes últimos dias... Toda a teoria doadvento que foi imaginado, que ignore o trabalho passado, é um castelo noar, uma pirâmide sem uma base, um edifício sem um fundamento." Reviewand Herald, 17 de Dezembro de 1867, pág. 8. Em 1877 o livro de Urias Smith, O Santuário, foi publicado. Nesteele declarou: "A geração presente viu um movimento religioso tal como nenhumaoutra geração jamais testemunhou; uma agitação mundial do assunto dasegunda vinda de Cristo, chamando a centena de milhares de crentes na
  • 12. Escatologia Bíblica 12doutrina. O tempo tem continuado; e sob o nome de Milerismo agora recebeo escárnio leviano das multidões descuidadas." – The Sanctuary, p. 13. "O grande movimento do advento de 1840-1844... fez parte da ordem epropósito de Deus. Ele portanto deve ainda ser um povo na terra comoresultado daquele movimento. Ele ainda deve ser uma verdade entre oshomens levando alguma relação daquele grande trabalho, e deve haveralguma explanação correta do grande desapontamento ligado com aquelemovimento". – Ibid., p. 21. Adiante na mesma obra existe um capítulo intitulado "A fé Originaldo Advento" que discute o ponto em estudo que fora debatido comintensidade entre adventistas do sétimo dia e adventistas do primeiro dia: "Os adventistas do sétimo dia são às vezes acusados como sendo ummero trato do movimento da advento, seguidores de conclusões laterais erecém-criadas pretensões. Nós declaramos, e o demonstraremos, que nóssomos os únicos que aderimos aos princípios originais de interpretaçãosobre os quais todo o movimento do advento se baseava, e que somos osúnicos que estamos seguindo aquele movimento a seus resultados econclusões lógicos". – Ibid., p. 1020. Em 1885 George I. Butler, então presidente da Associação Geral,escreveu uma série de artigos para o Review and Herald sob o títulogeral "Experiência do Advento"; Ele começou assim: "Os velhos Adventistas de 44 estão rapidamente desaparecendo. Sóum pequeno punhado permanece entre nós. A massa de nosso povo não épessoalmente conhecedor dos fatos relacionadas com o passar do tempo(em 22 de outubro de 1844). O curto período de confusão que seguiu antesdo surgimento da mensagem do terceiro anjo, e os eventos ligados com suahistória inicial. Não obstante existem fatos do mais profundo interesseligados com este período interessante, que tem uma conexão vital comnosso trabalho presente. Esta mensagem está ligada com toda aquelaexperiência por laços indissolúveis." No fim do ano de 1890 Urias Smith começou uma série deeditoriais no Review and Herald sob o título geral "A Origem e a
  • 13. Escatologia Bíblica 13História da Mensagem do Terceiro Anjo". Ele falava do "grandemovimento do advento da presente geração" "movimento que temprogredido em mais de meio século". Ele declarou que um movimentoque mantém um tão importante lugar na obra de Deus, e está destinado ase fazer sentir tão profundamente no mundo religioso, deve ter muitosincidentes interessantes ligados com seu desenvolvimento e progresso".Então ele adiciona imediatamente: "Guilherme Miller, de Law Hampton, Nova York, foi o homem que naprovidência de Deus, foi provido para dirigir neste trabalho... Não foi senãoem 1831 que ele manifestou publicamente sua opinião.. O ano de 1831 podeportanto ser estabelecido como o ano quando a primeira mensagemangélica começou a ser proclamada." – Review and Herald, 16 de dezembrode 1890, p. 7760 Este é o testemunho dos pioneiros para o primeiro meio século denosso movimento, e pode alguém, estar melhor qualificado que eles?Aquele testemunho é claro e permite somente uma conclusão. Exame do Segundo Ponto A relação dos adventistas do sétimo dia para com o movimentoMilerita torna-se ainda mais evidente, se isto fosse possível, quando nósexaminamos o segundo ponto; isto é, que nós precisamos crer numaíntima relação entre nós mesmos e o Milerismo a fim de achar umaexplicação de certas declarações proféticas e a fim de provar que omovimento Adventista do Sétimo Dia é o último movimento de Deus nomundo. Logo após 1844 alguns Adventistas do Primeiro Dia começarama duvidar da genuinidade de sua "experiência" de 1844. Nossos pioneirosadventistas do sétimo dia argüiam que fazer isto importava em removeros fatos históricos sobre os quais certas profecias dependiam como provade seu cumprimento. Tiago White disse em 1849: "Se nós negarmos a nossa santa experiência nos grandes movimentosdirigentes, no passado, tal como a proclamação do tempo em 1843 e 1844,
  • 14. Escatologia Bíblica 14então nós não podemos demonstrar o cumprimento daquelas profeciasrelacionadas àqueles movimentos. Portanto, aqueles que negaram suaexperiência passada, enquanto seguiam a Deus e a Sua Santa Palavra,negaram ou mal aplicaram uma porção da Palavra segura." – Present Truth,Dezembro de 1849. Agora, não é possível para nós hoje "negar" uma "experiência" de1844. Nós ainda não tínhamos nascido. Mas quando nós procuramos nosdesassociar daquela."experiência" não vamos nós tão longe quanto épossível para não irmos negando a "experiência" e não enfraquecemosnós a conexão entre a profecia e seu cumprimento? É um fatointeressante que uma das primeiras produções da pena de um pioneiroadventista do Sétima Dia – Marcos Quilométricos e Altos Montões doSegundo Advento, escrito por José Bates em 1847 procurou estabelecer afé do "pequeno rebanho", por mostrar o cumprimento de certas profeciasem conexão com o movimento Milerita. Diz ele: "O desígnio do autor das seguintes páginas o de fortalecer e encorajaros sinceros de coração, ao humilde povo de Deus, que esteve e ainda estão,dispostos a guardar os mandamentos de Deus e o testemunho de Jesus, demanterem Sua experiência passada, na corrente conexa dos eventosmaravilhosos e o cumprimento da profecia, que foram se desenvolvendodurante as sete pragas." - pág. 2. Certas Profecias Cumpridas Desde aquele tempo em diante os pioneiros adventistas do sétimodia procuraram mostrar a direção divina no movimento Milerita e arelação dos Adventistas da Sétima Dia para com aquele movimento porse referirem a certas profecias. 1º - A Visão de Habacuque 2:2,3. Esta foi a ordem profética de"escrever a visão, grava-a sobre tábuas" cumulada à declaração que a"visão ainda está para cumprir no tempo determinado", que "se apressapara o fim, e não falhará; se tardar, espera-o". Os mileritas criam que a
  • 15. Escatologia Bíblica 15publicação de seus mapas proféticos em 1842 cumpriram a primeiraparte deste texto. Eles criam que a passagem da primeira data marcadapara a Advento (o ano Judaico de 1843 que terminava na primavera deA.D, 1844) foi seguida pelo "tardar" da visão, e que a data final de 22 deoutubro de 1844, cumpriria a predição, "se apressa para a fim, e nãofalhará". Comentando esta profecia, Tiago White em 1850 declarou: "Se avisão não falou no outono de 1844, então ela jamais falou, e jamaisfalará". Ele firmemente acreditou que Habacuque 2:2,3 se cumpriu damaneira coma os Mileritas a pregavam. A Sra. White aplica a profecia damesma maneira. (veja Testimonies, vol. 1, p. 52; Primeiros Escritos, p.236.) 2º - A Parábola das Dez Virgens. os mileritas criam que estaparábola, que também é uma profecia, tinha a sua aplicação ecumprimento em 1844. A "demora" do noivo eles entendiam comosendo o tempo entre sua primeira expectativa da vinda de Crista (no fimdo ano Judaico de 1843, isto é, na primavera de 1844) e o verdadeirotempo do cumprimento da profecia dos 2.300 dias a 22 de Outubro de1844. Eles entenderam a declaração Escriturística, "A meia noite seouviu um clamar", de ser o sonido da verdadeira mensagem como o fimda profecia dos 2.300 dias, que começou a ser ouvida no verão de 1844.De fato as próprias palavras da parábola foram usadas: "Eis o noivo! Saíao seu encontro". Os pioneiros adventistas do sétimo dia continuavam a crer que estaparábola e profecia cumpriu-se em 1844 (veja por exemplo, O Conflitodos Séculos, pp. 393-398; Thoughts on Daniel and the Revelation, p.640.) Em sua primeira visão a Sra. White descreveu a "Luz brilhanteposta" na começo da vereda" rumo ao reino, como "o clamor da meia-noite". – Primeiros Escritos, p. 14.
  • 16. Escatologia Bíblica 16 3º - A Profecia de Apocalipse 3:1-10. Os adventistas do sétimo diatêm consistentemente tomado a posição que o movimento Mileritapreenche o cumprimento desta profecia. A igreja de Filadélfia alcançouseu clímax mo grupo "que recebeu a mensagem do advento até outonode 1844, quando "todos os corações batiam em uníssono" e "egoísmo ecobiça, foram postos de lado" – Thoughts in Daniel and the Revelation,p. 395. A porta fechada e a porta aberta daquela profecia nós entendemosque signifiquem o fechamento da porta do primeiro compartimento e aabertura da porta do segundo compartimento no santuário celestial a 22de outubro de 1844. (veja Conflito dos Séculos, p. 430). Obviamente nósnão podemos aplicar esta profecia à igreja de Filadélfia a não ser quecreiamos que o movimento Milerita de fato era de Deus e apresentavaaquele estado de "amor fraternal" requerido pelo símbolo. 4º - A Profecia de Apocalipse 10: o anjo com um pequeno livro emsua mão. Esta profecia pode ser entendida somente em termos dodesapontamento Milerita. Nossa crença denominacional é a de que adoçura da Esperança em 1844, contrastada à amargura depois dodesapontamento, cumpriu a profecia a respeito do pequeno livro ser docena boca mas amargo no ventre. A declaração, "ainda profetizes arespeito", nós entendemos como predição da pregação da mensagem doterceiro anjo. (veja Thoughts in Daniel and the Revelation, pp. 527, 528). 5º - A seqüência das três Mensagens Angélicas de Apoc. 14:6-12.Esta profecia nos amarra ao movimento Milerita de uma maneira comonenhuma outra faz. Em primeiro lugar nós mantemos que o anjo deApocalipse 10 é idêntico com a do primeiro anjo de Apocalipse 14." –Ibidem pág. 521. Em seguida nós cremos que a mensagem do primeiroanjo de Apoc. 14 teve o seu mais completo cumprimento "na pregaçãode Miller e seus as associados. (Conflito, p. 368). Nós cremosigualmente que a segunda mensagem começou a ser ouvida quando os
  • 17. Escatologia Bíblica 17pregadores Mileritas apelavam aos crentes do Advento de sair dasigrejas. (Ibid. p. 389). Nós cremos que a mensagem do terceiro anjo começou a ser ouvidalogo após o desapontamento em 1844 sob a pregação das pioneiros dosadventistas do sétimo dia. Mas nós também cremos que a terceira"seguiu-os, não para invalidá-las, mas somente para unir-se com elas". -Thoughts in Daniel and the Revelation, p. 664. Portanto nós temos realmente uma mensagem tríplice para omundo. Esta é uma só teologia Adventista do Sétimo Dia. Mas sendoque isto é assim, nós somos hoje, as pregadores de uma mensagem queconstitui o coração e a essência da pregação Milerita, adicionando-lheuma terceira mensagem e verdades relacionadas. Como poderíamos estarmais intimamente ligados com o Milerismo? Falando das três mensagensde Apocalipse 14, Tiago White disse: "A verdade e o trabalho de Deus neste movimento, começando com astrabalhos de Guilherme Miller, e alcançando a fim das provas, é ilustrado parestes três anjos... Estes anjos ilustram as três grandes divisões damovimento genuíno... "Os Adventistas da Sétimo Dia asseguram o grande movimento doAdvento (de 1844), portanto, têm utilidade para as mensagens. Eles nãopodem poupar estes elos na corrente dourada da verdade, que ligam opassado com o presente e o futuro, a mostram uma bela harmonia nogrande total. "Eu o repito. As três mensagens (angélicas) simbolizam as três partesdo movimenta genuíno." – Life Incidents, pp. 3fi6, 307. Isto está de acordo com a citação da Sra. White com respeito "astrês mensagens angélicas de Apocalipse 14. "Todos estão unidos.", eladeclara. (veja Testimonies, vol. 6, pág. 17). A inevitável conclusão disto é melhor expresso nas palavras deGeorge I. Butler. Comparando a experiência de 1844 com a nossa, elediz: "Se a experiência do advento não foi de Deus, isto não pode sar. Seaquilo foi um movimento fanático, este tem que sê-lo também. Mas se aprimeira mensagem foi um movimento profético verdadeiro, este certamente
  • 18. Escatologia Bíblica 18o é também. A mensagem dos "três anjos" constitui apenas uma série. Elesse mantêm de pé ou caem juntos." – Review and Herald, 10 de fevereiro de1885, p. 89. (veja também sua declaração sobre a interligação das trêsmensagens em Review and Herald, 14 de abril de 1185, p. 233.) A luz das fatos históricas precedentes e as declarações proféticas,certamente sã uma conclusão é possível: os adventistas do sétimo dia sãouma extensão lógica e um desenvolvimento direto do movimentoprofético levantado por Deus na América nas primeiras décadas doséculo dezenove e conhecidos geralmente como Milerismo. Exame do Terceiro Ponto Nós chegamos agora ao terceiro ponto: Que o estuda do Milerismoiluminará nossa própria fé na imagem divina e liderança do movimentoadventista da Sétimo Dia e proverá uma resposta totalmente satisfatóriaàs acusações difamatórias feitas pelas inimigas da verdade por cem anos. Como já foi citado, o Pastor Butler declarou: "Se o movimentoMilerita foi um movimento fanático, este deve sê-lo também. Mas se aprimeira mensagem foi um movimento profético, este certamente o é."Esta declaração não somente nos liga ao Milerismo; torna imperativoque saibamos a verdade a respeito do movimento. Nossos pioneirossentiram isto completamente. Isto explica porque o Review and Heraldapresentou muitos artigos pelos anos em defesa de Miller e o movimentodo Advento dos inícios de 1840. Estes artigos são militantes eespecíficos. Veja esta declaração típica de George I. Butler: "Não houve "vestimentas de ascensão" ou quaisquer loucuras...Durante a noite quando a tempo passou houve reuniões durante toda anoite. Houve uns ajuntamentos de canalha embriagados uivando alto aoredor, tornando a noite horrível. Mas os crentes oravam muito seriamente aDeus para guardá-los, protegê-los e salvá-los". – Review and Herald, 17 defevereiro de 1885, pp, 105, 106.
  • 19. Escatologia Bíblica 19 As mais ridículas e tolas histórias a respeito dos adventistas foramdisseminadas, e narradas tão confidencialmente que muitos creram nelas.Foi aí que surgiu e se originou a história das "vestimentas deascensão".... Jamais houve uma mentira mais ridícula e vergonhosa". –Ibid, 24 de fevereiro de 1885, p. 1210. A Sra. White defende os Mileritas A Sra. White freqüentemente se referiu ao reavivamento do espíritoque procedia de lembrar os dias passados do movimento do advento.Mas ela escreveu mais especificamente em defesa dos Mileritas contra asacusações de fanatismo. Ela mesmo sofrera sob estas acusações, pois elafoi uma Milerita. No Grande Conflito, começando com o capítulo 18,"Luz Para os Nossos Dias", ela devota vários capítulos à discussão deMiller e o despertamento do Advento no século 19, particularmente amovimento na América. Não há nada vago em seus escritos. Foi oseguinte que ela disse, em parte, para enfrentar a acusação de fanatismolançado contra Miller e seus associados: “Nos dias da Reforma, os inimigos desta atribuíam todos os males dofanatismo aos mesmos que estavam a trabalhar com todo o afã paracombatê-lo. Idêntico proceder adotaram os oponentes do movimentoadventista. E não contentes com torcer e exagerar os erros dos extremistase fanáticos, faziam circular boatos desfavoráveis que não tinham os maisleves traços de verdade. ... “De todos os grandes movimentos religiosos desde os dias dosapóstolos, nenhum foi mais livre de imperfeições humanas e dos enganos deSatanás do que o do outono de 1844. Mesmo hoje, depois de transcorridosmuitos anos, todos os que participaram do movimento e que permanecemfirmes na plataforma da verdade, ainda sentem a santa influência daquelaobra abençoada, e dão testemunho de que ela foi de Deus. “Miller e seus companheiros cumpriram a profecia e proclamaram amensagem que a Inspiração predissera, mas não o teriam feito se tivessemcompreendido completamente as profecias que indicavam o seu
  • 20. Escatologia Bíblica 20desapontamento e outra mensagem a ser pregada a todas as nações antesque o Senhor viesse.” – O Grande Conflito, pág. 397, 402, 405. A negativa vigorosa da Sra. White contra falsas acusações contra osMileritas está em completa harmonia com o testemunho unido de todosos pioneiros. Ela sentiu muita claramente que seria uma tolice elogiarMiller e seu trabalho como de Deus, e de afirmar que os adventistas dosétimo dia surgiram do Milerismo, sem procurar libertar a mente doleitor das loucas acusações contra os Mileritas. O que a Sra. White da experiência pessoal e através de inspiraçãopodia dizer categoricamente negando as acusações de fanatismo, nóshoje podemos dizer se quisermos tornar o tempo para examinar as fonteshistóricas. Nenhuma declaração mais certa jamais foi feita de que muitashistórias circulavam sobre Mileritas "que não tinham a mais levesemelhança da verdade". Ninguém precisa ler muito nos relatóriosoriginais sem chegar à conclusão que a mais inconsciente companhia decalúnia e engano foi feita contra os crentes do advento. Nós devíamos tersabido de antemão que havia pouca verdade nas histórias fanáticas, poisaí está a declaração devastadora da Sra. White. Mas quase dominador é opoder das rumores, insinuações, e das falsas histórias. Parecem ser tãoplausíveis. A mera repetição delas parece dar-lhes o que lhes faltavaoriginalmente, a indicação de autoridade. E, podemos muito bemconfessar – eles quase enganaram a alguns dos eleitos. Sem dúvida é conveniente que tenhamos uma resposta pronta paraestas falsas histórias. Cada enciclopédia, de fato quase cada obra dereferência, declara que nós saímos do movimento do Advento de Millerde 1840, e por inferência, se não diretamente, liga-nas com o alegadofanatismo do movimento. Mas apropriado como possa ser para nóstermos uma resposta pronta, esta não é a razão porque os Adventistasdeviam conhecer a verdade sobre o Milerismo. Existe uma razão maisimportante. Nós precisamos conhecer a verdade a respeito daquelemovimento para conservar nossos próprios pensamentos limpos e nossa
  • 21. Escatologia Bíblica 21própria fé firme na origem divina do presente movimenta do qual somosuma parte. Exame do Quarto Ponto Nós chegamos agora ao ponto quatro: o fato de sermos oriundos domovimento Milerita não requer que nós subscrevamos os pontos de vistaindividuais que podem ter sido mantidos por qualquer Milerita. Nemsequer que nós minimizamos em qualquer grau a significação dosensinos distintos desenvolvidos sob a mensagem do terceiro anjo, masantes o contrário. Seria muito errado pensar dos adventistas do sétimo dia comoestando limitados em sua ordem de doutrinas por causa de sua relaçãocom o Milerismo. Nem se exige qualquer conclusão tal pelo fato denossa conexão histórica. Um editorial no Review em 1854 torna istoclaro: “Nós não temos nenhuma idéia que Guilherme Miller possuía toda a luzem cada ponto. A vereda do justo devia brilhar mais e mais até que o diaperfeito viesse. Ele lançou torrente de luz sobre as profecias; mas o assuntodo santuário devia ser revelado ao rebanho que aguardava, no período daterceira mensagem... "Quanto às grandes doutrinas fundamentais ensinadas por GuilhermeMiller, nós não vemos razão para mudarmos nossa concepção. Nósreivindicamos toda a luz do tempo passado sobre este tema glorioso, eachamos que seja o céu. E nós alegres permitimos a providência de Deus, eao claro testemunho da Bíblia corrigir a nossa concepção sobre o santuário,e dar-nas um mais harmonioso sistema de verdades, e uma base mais firmede fé." – Review and Herald, 18 de abril, 1854, pp. 100, 101. Devia ser lembrado que Miller jantais procurou criar uma novadenominação com uma declaração de credo em toda doutrina. Antes, eleconsiderava o movimento do Advento como um apelo para estudar e crera grande verdade, a volta pessoal e breve de Cristo, no ambiente decertas profecias. O milerismo não fui uma denominação, não era
  • 22. Escatologia Bíblica 22sinônimo de um credo. O fato precisa ser conservado claro em nossasmentes. As crenças individuais dos diversos pregadores ou leigos – eleseram virtualmente de todas as persuasões religiosas – podem ter coloridoo pensar de tais pessoas, mas estas não davam ao movimento sua correal. A verdadeira cor do movimento foi a do dourado alarido da manhãdo Advento Foi um movimento do Advento – um movimento cujocaráter distinto resultava do seu ambiente profético. Nós nunca devíamosesquecer que o próprio Milerismo estava preocupado primeiro com opropósito, maneira, e tempo do advento. A Essência do Milerismo Quando o movimento chegou ao seu clímax em 1844, o chamadopara sair das igrejas tornou-se forte e claro. Este chamado serviu parafazer o Milerismo aparecer mais claramente dos outros grupos religiosos.Assim o movimento chegou a seu clímax no dia 22 de outubro de 1844,com uma grande verdade distinguindo-o, a hora do juízo de Deus àsmãos, a primeira mensagem angélica; e com um chamado separador desair da Babilônia, a segunda mensagem angélica. Qualquer coisa alémdisto não é da essência do Milerismo. Por exemplo, quando umpreeminente Milerita, George Storrs, Apresentou seu ponto de vistasobre a natureza do homem – pontos estes que tanto nós e os dirigentesdo Adventismo do primeiro dia cremos hoje – Miller e a maioria de seusassociados se opôs à doutrina tanto por serem estranhos ao singelopropósito do movimento como por serem, como pensavam, errôneos. Se mantivermos na mente este fato histórico facilmenteestabelecido que o movimento de Miller foi um grande despertamentosobre uma verdade central no ambiente de certas profecias, e portantoem cumprimento da profecia, não temos nenhuma dificuldade emcompreender como os pioneiros dos adventistas do sétimo dia podiamescrever tão claramente como o fizeram com relação de nossa conexãocom eles, enquanto ao mesmo tempo mantendo que Deus dera aos
  • 23. Escatologia Bíblica 23adventistas do sétimo dia certas verdades não entendidas nem pregadasno movimento Milerita. Nossos pioneiros adventistas do sétimo dia viamum significado no trabalho que se formava sob suas humildes pregaçõesdepois de 1844, primeiro e principalmente porque eles criam que era ocumprimento da terceira mensagem angélica – a terceira numa sérieligada divinamente. Eles viam a muito distinta doutrina do sábado dosétimo dia, por exemplo, no ambiente daquela terceira mensagemangélica, e declararam que somente naquele ambiente podia a força realda doutrina ser compreendida nestes últimos dias. Para Cima na Luz Crescente A mensagem tríplice, que começou como uma pregação fervorosadaquela única verdade central do Segundo Advento pessoal, e que emseguida chamou os homens a sair de Babilônia, assumiu sua completadimensão sob a mensagem do terceiro anjo, coma uma reforma em todosos assuntos de doutrina e vida na preparação para o Advento. Istoconcorda com o plano que Deus seguiu em todos os tempos, dirigindohomens â frente em luz crescente. O interesse despertado no estudo da Bíblia, particularmente dasprofecias, sob a mensagem do primeiro anjo, colocou os homens em umaposição ideal para Deus lhes dar iluminação. A separação das igrejas oslivrou do empecilho que tantas vezes impede os homens de aceitar novaluz, o temor do que os seus associados na igreja pensariam. Destamaneira Deus preparou homens para a mensagem do terceiro anjo.Examinando fervorosamente as Escrituras, certos que Deus os dirigia atéaí, e desejando seguir adiante em novas verdades, nossos pioneirosadventistas do sétimo dia procuraram a Deus com alto clamor e lágrimas.A Sra. White conta das muitas vezes que se reuniam para estudar aBíblia e para orar. "Às vezes toda a noite era despendida em soleneinvestigação das Escrituras, para que pudéssemos compreender a verdadepara nosso tempo". – Christian Experience and Teachings, p. 193.
  • 24. Escatologia Bíblica 24 A luz veio, a verdade desdobrou-se com tal estudo e também sob oímpeto do Espírito de Profecia, um dom dado em cumprimento daprofecia. Em breve o completo significado da mensagem do terceiro anjorompeu sabre os nossos pioneiros, e juntamente com isto veia umacompreensão de outras verdades que tinham sido ou negligenciadas oudistorcidas pelos séculos. O movimento do Advento assim desenvolveuem sua forma final para preparar um povo preparada a encontrar seuDeus. Mas, como as declarações de nossos pioneiros tornamtransparentemente claro, esta fase final do movimento do Advento paraos últimos dias foi sempre vista por eles como o desenvolvimento lógicoe profético de um trabalho começado por Deus quando Ele despertouhomens para pregar a primeira mensagem angélica. Ficai Firmes no Registro O registro histórico e o testemunho de nossos pioneiros adventistasdo sétimo dia não deixam margem a uma possível dúvida concernente anossa origem e a honorabilidade e significação profética desta origem.Nós precisamos firmarmo-nos por esse registro e testemunho. Para agirde outra maneira – dar crédito a histórias tolas sobre os Mileritas, e entãoprocurar de separar nosso movimento do Milerismo para escapar àsmanchas das histórias – desmentiria o testemunho de nossos própriospioneiros, sem dizer nada dos fatos evidentes da história. Ainda maisimportante, isto removeria dos adventistas do sétimo dia sua validaçãoprofética. É – marcar isto bem – também sujaria os bons nomes denossos pioneiros adventistas do sétimo dia – pois eles foram Mileritas,como George I. Butler disse bem: "Se aquele (movimento de Miller) foium movimento fanático esse deve sê-lo também". – Review and Herald,10 de fevereiro de 1885, p. 89. E como Urias Smith declarouenfaticamente: "Toda a teoria do Advento que foi preparada, que ignoreo trabalho passado" (do então harmonioso corpo de crentes Adventistas)"antes de 22 de outubro de 1844), é um castelo no ar, uma pirâmide sem
  • 25. Escatologia Bíblica 25base, um edifício sem um fundamento". – Ibid, 17 de Dezembro de 1867,p. 8. E o que seria senão ignorar "o trabalho passado" se procurarmosnos desassociar dele? Certamente aqui se aplica a admoestação da mensageira de Deus,que, depois de "rever nossa história passada" dos dias mileritas emdiante, declarou: "Nada temos que temer do futuro, exceto que nosesqueçamos da maneira que o Senhor nos guiou, e seus ensinos em nossahistória passada." – Life Sketches, p, 196. (Prova para apoiar os pontos cinco, seis e sete é oferecida sob"Second Advent" Objections, pp. 261-275.) Nota: Os Adventistas do Sétimo Dia e o Despertamento do Advento em Outros Países Alguém poderá perguntar: Não é verdade que o despertamento doAdvento era muito mais vasto do que o Milerismo na América, e nãodeveríamos nós colocar antes os adventistas do sétimo dia no ambientedaquele movimenta maior? Inquestionavelmente, o despertamento não seconfinou a um país. A sra. White explica isto em O Grande Conflito. Eladescreve o interesse no Advento que se desenvolveu em vários países,em maior ou menor grau, e provavelmente mais na Inglaterra que emoutros países continentais. Mas deste trabalho na Inglaterra ela escreve: “O movimento ali não tomou forma definida como na América doNorte; o tempo exato do advento não era geralmente tão ensinado.” – OGrande Conflito, p. 362. Ela acrescenta que a data de 1844 para oAdvento foi ensinado, explicando que um inglês, Robert Winter, "querecebera na América do Norte a fé do advento, voltou a seu país natalpara anunciar a vinda do Senhor", os Mileritas muitas vezes falavam dadisseminação de sua convicção profética aos vastos cantos da Terra,especialmente pela literatura. Depois de descrever a pregação doAdvento em outros países, a Sra. White continua: “A Guilherme Miller e seus cooperadores coube a pregação destaadvertência na América do Norte. Este país se tornou o centro da grande
  • 26. Escatologia Bíblica 26obra do advento. Foi aqui que a profecia da mensagem do primeiro anjo teveo cumprimento mais direto. Os escritos de Miller e seus companheiros foramlevados a países distantes.” “A mensagem do segundo anjo de Apocalipse, capítulo 14, foiprimeiramente pregada no verão de 1844, e teve naquele tempo umaaplicação mais direta às igrejas dos Estados Unidos, onde a advertência dojuízo tinha sido mais amplamente proclamada.” – Idem, 368, 389. Ainda mais, e muito importante, a pregação em outros países nãotem os detalhes históricos que calham especificamente na maioria dasdeclarações proféticas que estivemos considerando. Por exemplo, aprofecia de Habacuque 2:2,3 encontrou seu cumprimento exato somentenos eventos do movimento Milerita. O mesmo é verdadeiro da parábolae da profecia das dez virgens, o tempo da demora, o clamor da meia-noite. O focalizarem a data de 22 de outubro de 1844, como o fim daprofecia dos 2.300 dias, pertenciam ao movimento de Miller. A profeciado livro pequeno, primeiro doce depois amargo, aplica-seespecificamente ao movimento do Advento como encontrado naAmérica. Finalmente, como a Sra. White afirma, a primeira e segundamensagens angélicas encontraram seu mais completo "cumprimento" eaplicação na América. É absolutamente apropriada para nós de vermos o adventismo dosétimo dia no molde geral do despertamento do advento em váriospaíses. Se Deus é a fonte do despertamento espiritual, porque nãodeveríamos nós aguardar que Ele despertaria corações individuais emmuitos países como o fim de todo o tempo profético se aproximasse?Mas, o fato de que existe propriamente um ambiente geral para osurgimento dos adventistas do sétimo dia não diminui de qualquermaneira o fato que existe um ambiente específico para o nossosurgimento, e este ambiente é o movimento do Advento na Américachamado Milerismo. Nós sempre cremos e pregamos, como vitais para asignificação profética de nosso movimento, que ele apareceu no tempoespecífico em cumprimento de profecias específicas. Somente no
  • 27. Escatologia Bíblica 27Milerismo estão especificações precisas e completamente cumpridas.Este é o testemunho unido de nossos pioneiros adventistas do sétimo dia.
  • 28. Escatologia Bíblica 28 A CONDIÇÃO HISTÓRICA DO MOVIMENTO DO ADVENTO Através de toda a nossa história as três mensagens angélicas têmsido o centro de nossas pregações. Como Tiago White declarou: "A Verdade e o Trabalho de Deus neste movimento, começando comos trabalhos de Guilherme Miller, e alcançando o fim do período deprovação, é ilustraria por estes três anjos.... Estes anjos ilustram as trêsdivisões do movimento genuíno... "Os adventistas do sétimo dia mantêm o grande movimento do Advento(de 1844), portanto têm utilidade nas mensagens.... Eles não podem deixarde usar estes anéis na corrente dourada da cidade, que une o passado como presente e o futuro, e mostram uma linda harmonia no conjunto total. "Eu o repito, as três mensagens (angélicas), simbolizam as três fontesdo movimento genuíno." Para compreender corretamente e avaliar o movimento do Adventoe sua distinta mensagem tríplice, nós devemos estudá-la não somenteem sua relação para com o mundo todo em nosso redor mas também emrelação à espécie de mundo que o precedeu. Portanto esta referência seinicia com um relatório do período precedente ao movimento doAdventismo. As Grandes Revoluções do Décimo Sexto Século A linha divisória entre o mundo medieval e o moderno, sob o efeitoreligioso, foi a Reforma Protestante do décimo sexto século. É oacontecimento mais importante (Ellen. G. White, 55, Life Incidents,(1868, ed.), pp. 306, 307), que sem dúvida, foi a nova compreensãosobre a fonte de autoridade religiosa. Os Reformadores Protestantesdisseram que as Escrituras, não a igreja, são a fonte verdadeira. Naqueles anos de início do século ocorreu também uma revoluçãocientífica. Copérnico, conhecido como o pai da moderna astronomia, foi
  • 29. Escatologia Bíblica 29um contemporâneo de Lutero. Foi ele o primeiro homem que começouclaramente a formular a verdadeira teoria da operação dos corposcelestiais. Até aí a Terra tinha sido considerada como o centro douniverso, os homens criam que o sol, a lua e as estrelas se moviam aoredor da Terra. A primeira relação para com a teoria de Copérnico, foique ela faz com que este mundo, e o homem, parecessem muito semimportância. Os historiadores da ciência falam da revolução deCopérnico, tão grande foi o transtorno causado pelas novas idéiascientíficas. Nós veremos imediatamente que o pensamento científico,começou a influir sobre o pensamento religioso, no princípio colorindo-oe então dominando-o. Ao se iniciar o décimo sétimo século, ouviu-se a voz de Galileu, umdos fundadores da moderna ciência experimental. A idéia da experiêncianos parece tão comum, mas em seus dias era nova e revolucionária. Ométodo de estabelecer a verdade de qualquer ponto de vista, tinhaanteriormente sido por um exame de proposições filosóficas e pordeduções lógicas. Mas Galileu partiu da teoria de que o único meio deter a certeza de que uma proposição é carta, foi a de verificá-la contra asevidências dos nossos cinco sentidos . esta base primária do mundocientífico moderno aqui nos interessa porque ela gradualmente tambémveio a ser usada no âmbito religioso. A revolução religiosa não ficou confinada ao campo religioso ecientífico. Na primeira parte do décimo sétimo século viveu Descartes,pai da filosofia moderna, que rompeu com a filosofia da Idade Média,começando com a premissa maior da dúvida, em vez da fé e da crença.Desta maneira o ceticismo tornou-se dominante no campo da filosofia.Quando nos lembramos que através de todas as filosofias e da teologiado período medieval tinham estado interligadas, bem como ainda estãoentrelaçadas no pensamento católico nós podemos ver quão grande foi arevolução no mundo filosófico.
  • 30. Escatologia Bíblica 30 O Décimo Oitavo Século Marcado pelo Racionalismo A próxima grande figura que desponta na área do pensamentocientífico, foi Sir Isaac Newton, que morreu em 1727. Cabe-lhe o créditopela formulação detalhada das leis da mecânica celeste. Pela primeiravez apresentou-se em maneira formal não somente as moções de todosos corpos celestes mas também as leis para explicar estas moções. Todoo universo ficou parecido com uma vasta maquina que operasseritmicamente, nunca falhando, cada parte movendo-se em relação aoutras partes como umas rodas e eixos de uma grande máquina. Naturalmente, este quadro do universo começou imediatamente aatingir os pensamentos dos homens em toda a parte. Para os de mentecéptica, a compreensão newtoniana do universo foi usada para apoiar umuniverso sem Deus, de teoria mecânica. O décimo oitavo século viu um rápido desenvolvimento no campoda ciência experimental. Uma das marcas distintas daquele século foi oseu desencantamento do dogma e da tradição e sua exaltação da naturezae da razão humanas. Na França o Racionalismo levou os homens ao ateísmo e ao cultoda Razão, tão dramaticamente ilustrado na Revolução Francesa. Do outro lado do Canal, na Inglaterra, e mais longe ainda, naAmérica, esta luz da falsa razão não brilhou tão encantadoramente. Nospaíses de fala inglesa os homens não se tornaram ateus, mas antesdeístas. Os deístas criam que Deus era a base da origem desta terra, e detodos sobre ela. Mas eles tão completamente criam na idéia de leisnaturais irrompíveis, que eles não podiam encontrar lugar para Deus,desde que o mundo foi posto em movimento. De maneira queinventaram a idéia de um tipo de Deus dominador ausente. Deus criara omundo e então se ausentou aos recessos turvos da eternidade paracomungar consigo, deixando o mundo correr como um relógio de corda.
  • 31. Escatologia Bíblica 31 Em seus anos jovens Guilherme Miller foi afetado pelo deísmocético, até que, como ele confessou não estar bem certo se existia Deusou se existia qualquer plano ou propósito para o mundo. As Escrituras Minadas pelo Racionalismo A. exaltação da razão humana e a glorificação da natureza e das leisnaturais, que podem ser entendidas, ao menos em parte, pelaexperimentação, levou a questionar da necessidade da revelação.Certamente o Deus do deísmo não Se preocuparia em prover umarevelação. Ainda mais, é fácil de ver como homens que vieram a exaltara razão concluíram que a validade de qualquer revelação alegada devesseser medida em termos de se é razoável crer. Não há nada mais distinto na revelação das Escrituras do que aprofecia e os milagres. Ambos naturalmente foram duramente atingidospelos racionalistas. O ataque, plausível e militante, foi simplesmente deque é pouco razoável crer que eventos podiam ser preditos ou de quemilagres da Escritura podem ter ocorrido. Para os racionalistas dodécimo oitavo século o relatório bíblico dos milagres pareciam-se àshistórias maravilhosas encontradas em religiões não cristãs. Portanto,por que deviam crer os milagres relatados na Bíblia? Mantende emmente este argumento pois nós o encontraremos básico no pensar delíderes nominalmente cristãos, uns cem, ou mais anos depois. O próprio fato que a profecia e os milagres são dois dos pilaresprincipais que mantêm a doutrina da inspiração da Bíblia, significa queos racionalistas depunham uma estima baixa nas Escrituras quando elesnão a desprezavam totalmente. A principal das doutrinas bíblicas descontadas foi a de que ohomem está perdido em pecado sem esperança. Ao mesmo tempo osracionalistas começaram a concluir que nas descobertas que se fazia noambiente científico se encontrava a esperança para um mundo melhor.
  • 32. Escatologia Bíblica 32 A Idéia do Progresso Mundial Aqui nós achamos as raízes da teoria da perfectibilidade do homeme do progresso inevitável do mundo que finalmente dominaria todos oscampos de pensamento. Neste ponto o filósofo francês Rousseau,aparece, declarando que o homem é intrinsecamente bom, embora mauatualmente, e que o paradoxo se explica pelo preparo errado que amaioria dos homens recebe, e o mau ambiente em que a maior parte doshomens têm que viver. Se isto fosse a verdade, então está dentro dacapacidade do homem de soltar o bem crescente que há nele e assimproduzir para si uma salvação secular própria, através da educaçãoprópria e ambiente apropriado. Os pensamentos de Rousseau entoavam com as premissas básicasdo pensamento do século dezoito, isto é, o avanço se pode encontrarexplorando a natureza e educando a mente. Enquanto tudo isto ocorria no mundo do pensamento secular, umaidéia começou a ser promovida no mundo religioso protestante que iriafinalmente colorir todo o pensamento religioso do século posterior. Umteólogo chamado Daniel Whitby, no começo do século dezoito,estabeleceu a idéia que o mundo devia se converter antes do fim dotempo, de que haveria um milênio de crescente santidade antes doAdvento. Não levou muito tempo que esta déia da conversão do mundo eum milênio de justiça precedente ao Advento foi vastamente aceito. A doutrina de Whitby foi em muitos aspectos a contraparteespiritual da idéia secular da perfectibilidade do homem e o inevitávelprogresso do mundo. Sua doutrina também marcava uma intensaseparação do princípio protestante da interpretação literal da Bíblia, eassim preparou o caminho para maiores livres manejos das Escrituras –posteriores desatenções no manejo das Escrituras.
  • 33. Escatologia Bíblica 33 A Reação Contra o Domínio da Razão Contra o uso céptico da razão no terreno secular, e no quase igual edespido escolasticismo nas grandes igrejas do Estado, veio uma reação.No mundo religioso a reação se revelou no movimento pietista. No mundo filosófico levantou-se uma escola de pensamento quetinha seu objetivo em derrubar a supremacia da razão, que pretendia quepode ser conhecido com certeza mas o que pode ser observado eobjetivamente verificado pelos cinco sentidos. Deste desafio filosófico àrazão um escritor observou: "Agora confrontamos o novo grande clamor do idealismofilosófico, e uma de suas mais evidentes formas, que marcou a passagemde um século para outro, (do décimo oitavo ao décimo nono), e à luz doqual somente a história teológica de nosso período se torna inteligível." Este desafio ao mau domínio da razão cética foi, ao menos em parteuma tentativa de defender a religião. De fato, alguns destes filósofoseram teólogos. Mas a cura para o racionalismo que ofereciamdemonstrou ser quase tão má como a própria enfermidade, porque elapopularizou a idéia que até aí fora anátema em todos os círculosreligiosos, a idéia panteísta de Deus. Os racionalistas tinham afastado aDeus nos distantes arcanos da eternidade, quando não O aboliram. Osfilósofos procuravam trazê-Lo para perto entra vez., Mas na procura detrazê-Lo para perto eles foram ao outro extremo e fizeram-nO uma partede toda a natureza, da montanha, árvore, vale e rio. É verdade que a palavra panteísmo não é usada por esses filósofos,ou pelos teólogos que vieram gradualmente a aceitar este conceito deDeus. Em vez disso, eles falavam de um "Deus imanente." Um escritorbem descreveu a doutrina de um Deus imanente como simples "altoPanteísmo", o que significava que o Deus pessoal da Bíblia foievaporado no espírito movente e essência de toda a criação.
  • 34. Escatologia Bíblica 34 O mesmo escritor que fala deste "mais alto Panteísmo", da seguintemaneira conclui seu exame da filosofia de Immanuel Kant e dos outrosfilósofos idealistas que o seguiram: "Nós temos que perguntar se dentro desta grande, ou ao menosimponente conjuntura de idéias se possa achar lugar para o ser pessoal deDeus e o homem que contém um lugar central através do ambienteinteiro do pensamento bíblico, e sem o qual a religião cristã poderá nemexistir nem ser concebida." Esta escola filosófica não podia deixar de influir no pensamentoteológico, porque a teologia e a filosofia tinham se relacionadotradicionalmente bem, e, como já foi dito, alguns destes filósofos eramde fato teólogos. Ainda mais, os líderes nesta escola de filosofia eramalemães, e a Alemanha já era um reconhecido centro de pensamentofilosófico. Aquele país devia tomar mais e mais a liderança no campo dateologia ao iniciar-se o século dezenove. (2. H. R. Mackintosh, Types ofModern Theology, p. 19. 3. Ibid, p. 30). O Teólogo Schleiermacher Nós não podemos terminar a discussão das forças que operaram namudança dos pensamentos religiosos dos homens no século dezoito semmencionarmos mais um nome, o do teólogo alemão Schleiermacher.Dele um escritor registra bem: “Seu trabalho no fim do décimo oitavo século abriu uma nova eranão somente em teologia como um todo, mas ainda mais claramente nainterpretação científica da religião.” Ele preocupava-se em proteger a religião do racionalismo, mas elecaiu na mesma cova como os filósofos idealistas, se de fato não foipuxado para a cova para lê-los. "A luta entre o Panteísmo e crença cristãherdada durante toda a sua vida" "Nós somos deixados mais que ametade em dúvida se ele por Deus quer dizer um ser de caráterespecífico."
  • 35. Escatologia Bíblica 35 O escritor de quem acabamos de citar conta como as proposiçõespanteístas de Schleiermacher o levaram a manchar a doutrina bíblica dacriação. "As idéias assumidas do imanentismo, que dirigem sua mente...tornavam difícil para ele encontrar até um meio de valor em tais idéiascomo "criação do nada", ou a absoluta liberdade de Deus em chamar ouniverso à existência. A razão de fato é de que a doutrina da Criação,compreendida como a Bíblia a compreende, salienta aquela diferençaprecisa e a distância entre Deus e o homem que e o alvo do panteísmomístico ou especulativo abolir." Tão influente foi o pensamento deSchleiermacher que nós o encontramos afetando definidamente opensamento religioso aqui na América, um século depois, comodescobrirmos em tempo próprio. (4. Ibid, p. 31, 5: Ibid, p. 51, 6. Ibid, p.59, 7. Ibid, p. 81). Somemos agora as forçar; operantes ao mudarmos do décimooitavo ao décimo nono século: Forças Operantes à Abertura do Século Dezenove A investigação e descoberta científica foi gradualmente criado umaimpressão entre os intelectuais, e até certa parte entre o público em geral,que a ciência tem a chave para o futuro e tem a fórmula para determinaro que é a verdade. A idéia do valor e respeitabilidade inerente e potencial do homem,conjugada com a idéia filosófica do progresso mundial, estavavagarosamente tomando conta das mentes dos homens. Um exame crítico de todos os relatórios anteriores, conhecidospopularmente como alta crítica quando aplicados ao relatório bíblico,estava em caminho, embora tal crítica até aí tinha sido escassamenteaplicada às Escrituras. Em círculos religiosos e filosóficos umacompreensão imanente e mística de Deus e assim de todo o mundosobrenatural, estava começando a infetar o Cristianismo.
  • 36. Escatologia Bíblica 36 Não obstante, nenhum destes pontos de vista, tinha lá pelos 1840,mudado de qualquer maneira a compreensão de Deus e da teologia cristãque o Protestantismo em geral trouxera dos tempos da Reforma. Éverdade que o Cristianismo em geral aceitara então a idéia pós-Reformada conversão do mundo, com o seu milênio de santidade terrestreprecedente ao Advento. Sem dúvida, também, as igrejas se tornaraminconscientemente manchadas com a visão mística de Deus e osobrenatural que era mantido pelos filósofos e outros. Mas, devia-serepetir, que existe um entendimento em geral entre os historiadoreseclesiásticos que até mais ou menos a metade do século dezenove, ateologia Protestante estava essencialmente sem mudança. Isto foi porduas razões: Primeiro, leva tempo para o fermento de novas idéias de mudar aforma e o caráter de alguma cousa tão grande como o Protestantismo. Segundo, a teoria darwiniana da evolução, que parecia valorizar,coordenar, e dar significação adicional a muitas das novas idéias naciência e na filosofia, não fora ainda proclamada. O Movimento Milerita Neste momento histórico tão espiritual e intelectual significativo, omovimento do Advento começou sob a pregação de Guilherme Miller, àconsideração do que nós agora nos dedicamos. Para evitar confusão, nósdenominaremos estes primeiros poucos anos do movimento do AdventoMilerismo, para o distinguir do movimento adventista do sétimo dia,que emergiu como uma entidade distinta depois de 1844. O Movimento Milerita, embora começasse com a pregação deMiller em 1831, não se tornou um movimento bem definido até 1840.Foi então que um número de outros ministros se uniram com Miller paralevar avante um trabalho conjugado. De então até 22 de outubro de 1844,o movimento cresceu intensivamente em força, até que sua mensagemfoi ouvida através de toda a América e em terras longínquas.
  • 37. Escatologia Bíblica 37 Os oponentes teológicos do Milerismo estavam dispostos aconcordar que certas profecias bíblicas grandes se acabavam de cumprirou estavam por se cumprir, e de que uma mudança momentosa nosnegócios que o evento principal, pendente, era a vinda literal, pessoal, deCristo com juízos de fogo, pois eles criam na conversão do mundo. Omundo secular tinha de maneira mais evidente vindo a crer naperfectibilidade do homem e do progresso geral do mundo, e portantoestavam indispostos de dar ouvidos às pregações mileritas. Ainda mais, adoutrina da vinda pessoal e literal de Cristo era contrária à mística epanteísta idéia de Deus, que já ganhava um ambiente definido emcírculos intelectuais; embora não esteja claro até que ponto afetava opensamento do clero em 1940. Portanto, não é difícil ver por que apregação milerita enfrentou uma oposição tão generalizada. Pregação da Primeira e Segunda Mensagem Os Mileritas jamais deixaram de salientar o fato de que nãopregavam uma doutrina nova nem estranha, que em vez disso elesestavam recebendo a esperança e o ensino dos apóstolos e, por sua vez,dos Reformadores do décimo sexto século. Eles também declaravam quecumpriam Apoc. 4:6 e 7. Damos em seguida as palavras de um de seusmais preeminentes oradores: “Nós vemos a proclamação que foi feita, como sendo a do anjo queproclamou, „é vinda a hora de seu juízo.‟ (Apoc. 1:6 e 7). É um clamorque deve alcançar toda,s as nações; é a proclamação do „evangelhoeterno‟ ou „este evangelho do reino‟. De uma outra maneira, este clamortem ido adiante pela terra onde quer que seres humanos se encontrem, enós tivemos a oportunidade de ouvir do fato.” (itálicos supridos). Quando as igrejas quase uniformes zombavam de suas pregações,ridicularizando até a idéia da vinda literal e pessoal de Cristo, osMileritas então proclamaram: "Caída é Babilônia." Eles geralmentedeclaravam isto em termos da linguagem de Apoc. 18, e desta maneira
  • 38. Escatologia Bíblica 38foram capazes de não somente fazer um anúncio mas de transmitir umaordem: "Sai dela, povo Meu." Porém, embora fizessem a proclamação,primeiro nos termos de Apoc. 18, eles chamaram a atenção ao fato deque a mesma mensagem em essência é encontrada em Apoc. 14:8, e queé uma mensagem que segue em seguida à de Apoc. 14: 6 e 7. Em outraspalavras, eles creram que estavam proclamando o que nós descrevemoscomo a primeira e segunda mensagens angélicas. Em sua denúncia dasigrejas como Babilônia, elas tornaram central na acusação o fato de queao igrejas assumiram uma visão espiritualizada das Escrituras, e destamaneira vaporizavam a grande verdade da vinda literal de Cristo. Na controvérsia Milerita com as igrejas com respeito àespiritualização, nós encontramos em embrião, toda a controvérsiaadventista com as igrejas sobre sua espiritualização das mais literaispassagens da Escritura. Depois de 22 de outubro de 1844, o movimento próprio de Miller sedissolveu antes que qualquer questão séria fosse levantada sobre aterceira mensagem de Apocalipse 14. O Surgimento dos Adventistas do Sétimo Dia Entre os grupos mileritas divergentes e perplexos no princípio de1845, encontrava-se alguns que estavam completamente persuadidos quenão havia engano na interpretação básica da profecia, de que 1844 era ogrande ano, e que eles apenas se apegassem à sua fé e pedissem aoSenhor por luz, eles em breve veriam onde o engano particular seencontrava e poderiam continuar dali, construindo sobre os fundamentosjá postos. Este pequeno grupo, pequeno e mal definido, foi o núcleo doMovimento Adventista do Sétimo Dia. (8. Josias, Litch em AdventShield, nº 1, (1844), págs. 86 e 87). Como este pequeno grupo foi corrigido em sua compreensão dosignificado do santuário é tão bem conhecido dos Adventistas para serdiscutido aqui. Bem conhecida era também a história de como a verdade
  • 39. Escatologia Bíblica 39do sábado, o sétimo dia, foi levada ao grupo de crentes adventistas, emWashington, New Hampshire, por uma Batista do Sétimo Dia, RachelPreston. Mas o que parece não ser tão bem conhecido é de como averdade do sábado se ancorou na mensagem do terceiro anjo, e por suavez, se tornou central à pregação profética dos adventistas do sétimo dia. Em poucas palavras a história é a seguinte: Em 1846, José Bates,um dos pertencentes ao pequeno grupo original que constituía nossospais espirituais, escreveu um folheto a favor do sábado, o sétimo dia.Naquele folheto ele usa o simples e elementar argumento em favor dosábado, isto é, de que fora estabelecido na Criação, e reafirmado no Sinaipor ser incluído nos Dez Mandamentos, que são o código moral paratodos os homens em todos os tempos. Naquele mesmo folheto ele serefere rapidamente à ponta pequena de Daniel 7, que pensaria em mudaros tempos e as leis, especialmente a lei do sábado. Ele pergunta aoscrentes do Segundo Advento, o grupo para quem o folheto foipreparado, porque eles não duvidariam desta parte da profecia de Daniel,sendo que tinham tão grande confiança em todas as visões de Daniel. Na segunda edição deste folheto, publicada em janeiro de 1847,Bates expande o argumento profético pelo sábado unindo a citação deDaniel à declaração de João em Apoc. 14:9-11. Ao fazê-lo ele conseguiuduas coisas: proveu um novo argumento pelo sábado e um novoargumento contra o domingo. Ele realmente fez muito mais do que isto,quando ele e seus associados na observância do sábado logocompreenderam. Ele deu uma interpretação às palavras de João emApocalipse 14:9-11, que qualificou os remanescentes observadores dosábado do Milerismo de sair a outros crentes do Advento com o apeloque era mais ou menos assim: Todos nós durante o movimento Mileritacríamos que Deus nos proveu para pregar a mensagem do anjo de Apoc.14: 6 e 7. Todos nós oramos que Deus nos chamou também para pregar amensagem de Apocalipse 14:8. Mas por que devíamos nós estacionarcom estas duas passagens quando a Bíblia revela claramente que umaterceira seguirá? Não é esta terceira uma verdade presente e sensível para
  • 40. Escatologia Bíblica 40estes dias que seguem imediatamente a 1844, e não deveríamos crer nelae em seguida proclamá-la? Assim José Bates e seus associados apelavam aos Adventistasobservadores do domingo. Em geral suas respostas eram que nãoestavam mais certos das mensagens do primeiro e segundo anjos, eportanto como poderiam eles esperar de ter certeza sobre a terceira? Foi esta crescente atitude de descrença da parte de outrosadventistas que levaram Tiago White a afirmar: "Nós pretendemos estarna fé adventista original." Naturalmente, nossos pioneiros declaravamque outras pessoas adventistas, por causa de suas dúvidas quanto àprimeira e segunda mensagem, se não sua renúncia delas, tinham"abandonado a fé original." (No The Advent Review aquelas quatropalavras estão em grandes letras maiúsculas). É evidente, portanto, que desde o começo este movimentoadventista do sétimo dia considerou como básico e central suas crenças eas suas pregações da terceira mensagem dos anjos de Apoc. 14:6-11. Ponto de Vista Restrito no Início Com Respeito à Mensagem do Terceiro Anjo Para manter claro o relatório histórico, deveria ser lembrado depassagem que no princípio nossos antepassados espirituais consideravama primeira e a segunda mensagens como tendo sido dadas, no sentido queelas tinham sido completamente cumpridas, e assim não deviam mais seruma parte da pregação Adventista. Este ponto de vista é compreensívelao nos lembrarmos o que criam sobre três fatos importantes. 1. Eles criam que a fase investigativa do juízo, que precede oadvento de Cristo, era a fase do juízo executivo, e seria excessivamentebreve. Assim, a "hora do Seu juízo" poderia ser considerado comodescrevendo primeiro a vinda de Cristo em glória. Esta mensagem oshomens tiveram ampla oportunidade de ouvir e agir. Se não tivesse sidopregada em toda a extensão da América e nos países distantes?
  • 41. Escatologia Bíblica 41 2. A mensagem do segundo anjo era considerada como de um fatototalmente cumprido, que Babilônia caíra, e num determinado ponto dahistória, em 1844. 3. O mundo em geral tinha passado seu dia de graça, misericórdia –a porta da oportunidade estava fechada. Daí nossos antepassados espirituais criem que eles deviam focalizara terceira mensagem, e consistentemente eles criam bem no própriocomeço que eles deviam proclamar esta mensagem aos companheirosadventistas, que não estavam sob a condenação do segundo anjo, e queeram inteiramente conhecedores com o relato, alcance da primeiramensagem angélica. (9. Review and Herald, April, 18, 1844, p. 101. 10.Ibid., Aug. 1850, nº 1, p. 1). A Verdadeira Medida da Tríplice Mensagem Mas o valor e a importância da tríplice mensagem não deve sermedido apenas da parte de nossos pais, mas por um estudo das própriasmensagens, e então, por sua vez, por uma comparação das declaraçõesproféticas destas mensagens com os eventos decorridos. Não nosesqueçamos que nós cremos que as três mensagens angélicas sãodeclarações proféticas relacionadas com os eventos dos últimos dias.Portanto, os anos que decorressem proveriam prova maior oudesaprovariam as declarações que os adventistas tinham sempre feito,que as mensagens são aquelas mais necessitadas pelo mundo nos últimosdias. Em outras palavras, a pretensão do movimento adventista que foiiniciado por Deus para pregar uma mensagem diferente e muitoapropriada para as últimas horas da história terrena devia encontrar suavalidez nos eventos da história que deviam ocorrer desde o dia de nossaprimeira pregação em 1840 até a última hora da história terrestre. Deus jamais é surpreendido. Ele não espera pôr em andamento ummovimento ou a mensagem longamente após o tempo em que é preciso;antes Ele o põe em movimento para antecipar uma necessidade. Desta
  • 42. Escatologia Bíblica 42maneira, os desencadeantes eventos da história, como se enquadram namensagem profética de Deus provêem de uma validez convincente, poiseles revelam a previsão divina dAquele que deu a mensagem. Têm oseventos que se transformam desde 1844, até ao nosso tempo providoapoio às nossas predições proféticas baseadas em Apocalipse 14, e nossadeclaração que a nossa mensagem, portanto, é mais apropriada everdadeira hoje do que jamais poderia ter sido antes? Esta é plenamentea questão diante de nós, e é por isto que eu intitulei meus estudos, "ACrescente Propriedade de Tempo da Tríplice Mensagem." Doutrinas e Profecias Apresentadas na Tríplice Mensagem Não obstante, antes de eu apresentar um esboço dos anos de 1844ao presente, me permitam apresentar as doutrinas e predições proféticasque são ou explícitas ou implícitas na tríplice mensagem: 1º - Deve-se proclamar uma mensagem nos últimos dias da históriaterrestre, mensagens que não é um evangelho novo, nem uma fórmulapara salvação, mas "o evangelho eterno". Evidentemente será necessáriosalientar muito especificamente este evangelho eterno, a fim deencontrar algum item que deve se desenrolar nos últimos dias da históriaterrestre. 2º - Existe um chamado aos homens para que adorem, não a umDeus panteísta, nem um Deus evolucionista, nem um Deus místico, maso Deus Criador, os homens devam "temer a Deus... e adorar Aquele quefez os céus e a terra." Evidentemente existe a necessidade nos últimosdias para salientar uma grande verdade elementar, com respeito ànatureza, o caráter e a autoridade de Deus. 3º - Uma mensagem deve ser dada anunciando um clímax à históriada terra, e isto sem demora. Mas o clímax deve ser em juízo, rápido edecisivo, não em transição imperceptível de santidade pela conversãouniversal. Nós podemos corretamente aqui unir os juízos investigativo eexecutivo, ao considerarmos a última importância desta mensagem do
  • 43. Escatologia Bíblica 43juízo. Em outras palavras, deve haver uma grande necessidade de pregaruma verdade particular com respeito ao caráter dos eventos que estão nofim do caminho, que os homens podem saber definitivamente o que estáÀ FRENTE. Existe a necessidade de apresentar o que teólogosdescreveriam como uma escatologia finamente preparada, uma doutrinadas últimas coisas, uma doutrina do juízo e do Advento. 4º - Esta mensagem de que a hora do juízo de Deus é vinda, temimplícita em si, a mensagem que Cristo vem a segunda vez,pessoalmente, externamente e em breve. Foi somente quando homenscomeçaram a aceitar a doutrina da conversão do mundo e um milênioterrestre que eles permitiram que a doutrina da vinda literal de Cristo seapegasse em suas mentes. As Escrituras sempre uniram conjuntamente ofato de final juízo de Deus com a vinda pessoal de Cristo. Não é umaextensão sem garantia do texto dizer que a mensagem da hora do juízo étambém a mensagem da vinda literal de Cristo pela segunda vez. 5º - Mas esta mensagem do juízo que focaliza nossas mentes noclímax da história da terra também leva o nosso olhar diretamente aosantuário nos altos céus, para verificar a maneira em que o trabalhoexpiador de Cristo pelo pecado é executado. Evidentemente deve haveruma necessidade grande e crescente nos últimos dias da história da terrade trazer aos homens uma clara compreensão da realidade do pecado emostrar que nós podemos ser purificados dele. A mensagem conta com ofator tempo; ela começa em 1844. 6º - Está implicado nesta tríplice mensagem um chamado paraguardar a santa lei de Deus, pois o chamado de "temer a Deus", à vistado juízo, pode apropriadamente ser relatado em termos de Ecl. 12:13 e14: "De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus, e guarda osSeus mandamentos; porque este é o dever de todo o homem. PorqueDeus há de trazer a juízo todas as obras até as que estão escondidas, quersejam boas, quer sejam más." Aqui temos uma mensagem de explícitaobediência a uma norma moral claramente definida.
  • 44. Escatologia Bíblica 44 Esta conclusão razoável que um chamado para guardar a lei deDeus é implícita na tríplice mensagem, é reforçada pela descrição dossantos de Deus que é apresentada imediatamente seguido o anúncio datríplice mensagem: "Aqui está a perseverança dos santos, os queguardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus." Apoc. 14:12. A Mensagem do Segundo Anjo 7º - Uma mensagem deve ser dada de que as organizações religiosascaíram espiritualmente, caíram do alto nível espiritual no qual deviamandar, caíram das grandes verdades cardeais que deviam distinguir osseguidores de Cristo. Vai além dos limites desta preleção apresentar aevidência que Babilônia descreve as igrejas caídas. Este ponto eu possote como certo ao dirigir-me a um auditório adventista. Que esta queda de Babilônia é progressiva pode ser concluído dofato que a mensagem é repetida em Apoc. 18, mas com ênfase elevada enovos detalhes. Embora o primeiro e o terceiro anjo de Apoc. 14, sãomencionados como clamando em uma "alta voz", o segundo anjo não éassim descrito. Eu não salientaria este ponto, embora seja um fatointeressante que os nossos pioneiros fizeram. E, por contraste, elestambém salientaram o fato que o anjo de Apocalipse 118, tinha "grandepoder", e a terra é "iluminada por sua glória", e "ele clamou fortementecom uma voz alta." Embora Babilônia tenha caído, ela contém muitos do povo de Deus.A tarefa dos que proclamam a segunda mensagem, é a tarefa de chamarhomens para fora. Evidentemente as condições no mundo religiosodevem se desenvolver para que haja a necessidade de ressoar nos dias àfrente, um novo e mais alto clamor que nunca tenha sido feito antes:"Caiu, caiu Babilônia," "Sai dela, povo Meu."
  • 45. Escatologia Bíblica 45 A Mensagem do Terceiro Anjo 8º - Existe explícita uma advertência contra o culto dominical.Outra vez posso dizer, parenteticamente, que vai além do ambientedestas conferências mostrar que a marca da besta é o culto ao domingo.Isto eu devo poder considerar entendido ao dirigir-me a uma conferênciade ministros adventistas. 9º - Existe implícito na tríplice mensagem um chamado paraguardar o santo sábado de Deus, o que é evidente por duas razões: (1)Nós já descobrimos que existe implícito o chamado para guardar a santalei de Deus, que inclui o sábado; e, (2) se devemos advertir os homenscontra a observância do sábado errado, é evidente que a nossa mensagemnão está completa até que tenhamos apresentado a mensagem doverdadeiro sábado. 10º - A Tríplice Mensagem apresenta cinco profecias: a) Que Roma e os Estados Unidos estarão dominando. Não nosesqueçamos que em toda a discussão da terceira mensagem nós devemospensar dela em relação ao décimo terceiro capítulo de Apocalipse, pois abesta, e a imagem da besta, mencionados em Apocalipse 14:9,encontram a sua explicação no décimo terceiro capítulo. De fato, é noverso 16 daquele capítulo que nós primeiro achamos uma referência damarca da besta. Portanto, vendo a terceira mensagem angélica nofraseado do décimo terceiro capítulo, nós estamos certos ao declarar quea terceira mensagem contém uma profecia que nos últimos dias Roma eos Estados Unidos estarão dominando nos negócios mundiais. b) Que o Protestantismo estará dominando nos negócios dosEstados Unidos. c) Que o Protestantismo estará, de alguma maneira ao menos,unido. Obviamente, se o Protestantismo deve adquirir uma posiçãodominante nos negócios da nação, ele deve apresentar uma frente bemmais unida do que foi a de 1844. Naquele tempo o marco de destaque do
  • 46. Escatologia Bíblica 46Protestantismo nos Estados Unidos, como em outra parte, foi a suaqualidade divisória e guerreira. d) Que haverá uma cooperação unida entre Roma e os EstadosUnidos. Como poderia a segunda besta de Apocalipse 13 chamar oshomens a fazer uma imagem à primeira besta, que recebeu e serecuperou da ferida mortal, a não ser que houvesse um entendimentoúnico entre eles? E é da besta e de sua imagem que o terceiro anjo fala. e) Que nos últimos dias o Sábado do Sétimo Dia terá umsignificado como um sinal de aliança com Deus. O contexto claramenteo implica. Eu não creio ter passado os limites da dedução razoável daspalavras da Escritura, no que eu aqui tenho dito à medida que asdoutrinas e declarações proféticas, ou explícitas ou implícitas na tríplicemensagem. De fato, creio que estou apenas relatando a posiçãoadventista há muito tempo estabelecida e a interpretação destasmensagens. Nossos pioneiros brevemente compreenderam que a tríplicemensagem contém as proposições aqui enumeradas, o que significa queeles rapidamente que a sua primeira vaga concepção da primeira esegunda mensagem angélica como estando no passado, estava errada, aque em vez disto, o primeiro anjo é seguido pelo segundo e então peloterceiro, não no sentido mensagens completas separadas, mas antes nosentido de uma mensagem que aumenta, crescendo em volume etornando-se tríplice em caráter. Assim eles rapidamente viram que todasas três mensagens têm significado e tempo determinado até o fim dahistória da terra. Muito particularmente, eles vieram com o tempo aentender que a queda de Babilônia é progressiva, o que importava emcolocar no futuro o dia de sua completa queda ou apostasia total.
  • 47. Escatologia Bíblica 47 Tríplice Mensagem Muitas Vezes Pregada em Ambiente Limitado Demais Que esta tem sido nossa crença desde os mais primitivos temposé evidente de nossa literatura. Porém, um exame daquela literaturaatravés dos longos anos até agora, revelará, eu creio, essencialmente istocom respeito a nossas pregações das três mensagens: 1º - Nós geralmente apresentamos a mensagem do primeiro anjo emuma maneira um tanto restrita, isto é, simplesmente em apoio da doutrinado juízo investigativo, que devia começar no fim do período dos 2.300dias. 2º - Nós apresentamos a mensagem do segundo ano especialmenteem termos de queda das igrejas em 1844, e em termos de certas provasde apatia espiritual imediatamente subseqüente a isto. E eu poderiaadicionar que estas provas de apatia espiritual nos anos subseqüentes a1844, têm muitas vezes sido de um caráter vago e geral; em outraspalavras, uma espécie de acusação geral das igrejas como faltandovitalidade e vigor espiritual. De fato, nossa literatura, particularmente emdécadas recentes, parece conter relativamente pouco sobre a mensagemdo segundo anjo, comparado com o primeiro e o terceiro. Um exame dosassuntos titulares de muitos evangelistas por um número de anos temimpressionado em mim a mesma conclusão. 3º - Através dos anos nós temos apresentado inquestionavelmente aterceira mensagem angélica de maneira militante e diretamente. Porém, amaior parte de nós apresentavam-na quase exclusivamente em termossimplesmente de guardar o "sétimo dia", como a Lei de Deus manda emvez de guardar o dia como o papado manda. Agora tudo isto é bom até o ponto que alcançou, mas nestas trêsmensagens estão predições proféticas para os últimos dias, e se apregação adventista com Apoc. 14:6-11 como apoio deve tornar-se cadavez mais apropriada a nosso tempo, do que os anos que passam deviamter nos levado a dar força aumentada e largura e exatidão a nossas
  • 48. Escatologia Bíblica 48pregações destas três mensagens angélicas. Não posso escapar daconvicção, que nós não temos exposto a tríplice mensagem com aamplitude crescente que os eventos que mudam nos anos garantem. O que estes eventos que mudam têm sido, e como estãorelacionados às mensagens tríplices, eu agora vou procurar expor. Pregando a Tríplice Mensagem Mais Completamente A fim de apresentar um ambiente histórico adequado para umaavaliação da tríplice mensagem, é necessário adicionar à nossainvestigação da apostasia religiosa uma investigação de certosdesenvolvimentos dos tempos modernos. Eu penso em três que implicamno aspecto profético da tríplice mensagem: 1) a tendência para a uniãoda igreja, 2) o poder crescente Roma, 3) o declínio da liberdade nomundo. Consideremo-los em ordem: 1) A Tendência para a União da Igreja: Primeiro, a tendência para a união da igreja. As diferenças empontos de vista doutrinários eram em grande parte responsáveis pelascorporações religiosas separadas do Protestantismo. Mas quando a Bíbliacomeçou a perder seu status único como um livro inteiramente inspirado,as igrejas começaram a perder o interesse nas doutrinas. E ao diminuirtal interesse, resultou um certo tipo de tolerância entre as igrejas, umatolerância que surgiu do sentimento que não havia nada realmentemerecedor de lutas no terreno doutrinário. Com os muros doutrinárioscaindo entre as denominações, o maior dos obstáculos à união dasigrejas, caiu. Então veio a grande depressão, com dias mais escuros a seguir, paraapressar a tendência a favor da união das igrejas. Os eclesiásticoscomeçaram a apelar pela união visando assegurar para a cristandade umaforça adicional para encontrar os males ameaçadores do que começarama descrever como uma nova Idade Escura.
  • 49. Escatologia Bíblica 49 Na América, um número de organizações religiosas foramorganicamente unidas com outras organizações religiosas. O mesmotambém se materializou em outros países. Criou-se também o ConcílioFederal de Igrejas de Cristo na América, agora fundido no ConcílioNacional das Igrejas. Hoje, algumas das maiores organizações nestafederação são a exploração séria da possibilidade de uma união real detodo o Protestantismo na América. Mais recentemente se cristalizou um longo e planejado ConcílioMundial de Igrejas, que procura atingir, incluir todo o cristianismo nãoCatólico Romano. Em 1938, quando os planos para este ConcílioMundial estavam definidamente tomados, forma o órgão do ConcílioFederal das igrejas declara em editorial: "Uma nova tendência está permeando as igrejas – uma tendênciauniforme em vez de divisória. Existe uma compreensão aprofundada ao fatoque a própria natureza da igreja, como o único corpo de Cristo, requer união.Também existe a elevada compreensão que a situação do mundo queconfronta todas as igrejas hoje é um chamado de clarim pela União." De fato, tão forte foi esta "nova tendência", mesmo em 1938,quando aquele editorial foi escrito, que em janeiro do ano seguinte, numareunião da comissão provisional do Concílio Mundial, a seguinteresolução foi tomada: "O presidente fica autorizado a escrever ao Vaticano dandoinformações a respeito da formação do Concílio Mundial edemonstrando a esperança de que em vista de seus interesses comuns emopor-se ao secularismo disseminado e paganismo que houvesse aomenos alguma medida de cooperação Católico-Romana em certosaspectos do Concílio. O concílio foi finalmente criado em 1948, numa reunião impressivaque houve em Amsterdã, Holanda, à qual vieram dignitários de igrejasda maioria da cristandade não Católica Romana. A próxima de sermantida em 1954 nos Estados Unidos.
  • 50. Escatologia Bíblica 50 O Concílio Mundial e o Segundo Advento 59 – Federal Council Bulletin, Junho de 1938, pág. 4. 60 – The Christian Century, 22 de fev. de 1939, pág. 242. Uma comissão especial que tem estudado o tema para esta reuniãode 1954, entregou aos líderes da igreja um relatório preliminar. A não serque este relatório seja abandonado ou materialmente revisto, a sessãopróxima do Concílio Mundial discutirá a relação de Jesus Cristo quanto àvida da igreja no passado, no presente e no futuro. Este relatório incluiuma discussão da doutrina da segunda vinda de Cristo como a esperançado homem. Porém, embora o relatório use a frase “a vinda de Cristo”, e atéempresta as palavras de Cristo de S. Mateus 24, deixa o assunto todo dosegundo advento desastradamente fora de foco. Os construtores dorelatório confessam que eles não sabem como Cristo virá, ouprecisamente o que Ele fará pela Sua vinda, para não dizer nada sobre oestarem na completa ignorância sobre o quando Ele virá. De fato, existem alguns teólogos, particularmente nos EstadosUnidos, onde a idéia otimista de um céu terrestre ainda dormita, queestavam bem certos que o salientar o Segundo Advento marcava umpasso em retrocesso. Eles temiam que isto distrairia a mente doseclesiásticos dos problemas presentes do mundo. Alguns teólogosamericanos francamente declararam que eles não sabiam o que orelatório queria dizer quando falava de segunda vinda. Este relatório da comissão especial co Concílio Mundial das Igrejas,revela que com respeito ao Segundo Advento, o clímax do plano de Deuspara a salvação do homem, muitos teólogos sentem a necessidade doreavivamento desta doutrina, mas parecem estranhamente ignorantes aseu respeito.
  • 51. Escatologia Bíblica 51 O Crescente Poderio de Roma Examinemos agora o crescente poder de Roma. O Papado recebeuum imenso crescimento de poder como resultado da Primeira GuerraMundial. Alguém observou que o único vencedor naquela guerra foi aIgreja Católica. Antes da guerra começar havia catorze nações às quaisenviados papais eram acreditados. No fim da Primeira Guerra Mundial onúmero aumentara para trinta e dois. Para maior discussão do relatório, veja: Revista Ecumênica, janeirode 1952, págs. 161-173; abril, 1952, págs. 282-285; julho, 1952, págs.413-426. Esta revista é trimensal, publicada pelo Concílio Mundial deIgrejas. Por causa da reação por eclesiásticos americanos veja também a“Correspondence”, seção do Christian Century, nas semanasimediatamente posteriores à publicação do relatório. Em 1929, Mussolini e o secretário papal de estado assinaram umTratado Político, uma Concordata, e Acordo Financeiro, que corrigia oserros que o Papado declarava que Vítor Emanuel cometera contra eles,em 1870, e mudou o status papal da de prisioneiro do Vaticano à de umgovernante livre e soberano, o Rei da cidade do Vaticano. Alguns meses após a assinatura do Tratado, o Papa, ao falar ajornalistas católicos da Itália, descreveu o ano de 1929 como “estemomento tão histórico, tão importante, que fica entre o passado e ofuturo; que fecha o passado e abre o futuro.” Provavelmente, uma das maiores provas do poderio crescente doPapado é o crescimento da Igreja Católica na América. Os EstadosUnidos emergiram da Primeira Guerra Mundial inquestionavelmente amais poderosa nação do mundo e também a mais rica. É compreensívelque Roma deveria olhar a América como a terra da promessa. Não énecessário alistar os vários meios em que a Igreja Católica nos EstadosUnidos procurava ganhar influência e poder, para mais do que suficiente
  • 52. Escatologia Bíblica 52evidência apresente em si mesmo em toda a parte é do conhecimentogeral de todos os adventistas do sétimo dia. Eu mencionei uma amostra impressionante de evidência, a escolhade Myron C. Taylor pelo presidente Roosevelt, em 1959, como enviadoao Vaticano. Muito bem podia o Christian Century dizer em comentárioeditorial sobre a escolha: "O despacho de Mr. Taylor ao Vaticano é demau agouro à neutralidade e à liberdade religiosa nos Estados Unidos." É um fato significativo que apesar de todos os protestos doscírculos protestantes, o presidente Roosevelt, e então mais tarde opresidente Truman, combinaram manter um enviado no Vaticano. Nomomento o assunto é nebuloso, e ninguém cabe exatamente o que está namente do Presidente com respeito às futuras relações com Roma. Istotem que ficar no campo da especulação. Mas não é especulação dizer que nestes anos que atingiram aSegunda Guerra Mundial, Roma grandemente aumentou sua posição e setorna facilmente o mais estratégico centro de negócios internacionais. 62º - Citado por John La Farge, S. J., em America, jan, 4, pág. 304. 63° - 3 de janeiro de 1940, pág. 4. Conversões à Roma Uma prova única do poder de Roma é encontrada na conversão decertos intelectuais à Igreja Católica Romana. Os intelectuais de hoje sãonotórios na indiferença a toda a religião, não obstante existe um númerosuficiente de tais homens que se uniram à Igreja Católica, ano após ano evalorizam o dar-se ao assunto alguma consideração. Pode haver apenasuma pouca dúvida que uma grande razão está acima de todas comoexplicação da conversão de tais homens ao Catolicismo Romano.Thomas Huxley estava certo em sua compreensão da natureza humanaquando ele declarou que os homens anelam por alguma autoridadesegura que eles podem aceitar e que leva a um fim as seus árduas emuitas vezes admirável procura da verdade e da certeza de viver.
  • 53. Escatologia Bíblica 53 Um escritor que é um professor num colégio denominacionaldeclarou nos primeiros anos de depressão: "Para muitos estudantes, a tentativa de viver sem norma de conduta oude crença religiosa, envolve um esforço militar tão insuportável que elesestão prontos a creditar e seguir qualquer religião guia que assuma um ar decerteza. São precisamente os estudantes mais céticos que são os maisqualificados a ceder a um ataque inesperado de credulidade, pela simplesrazão que são eles que sentem a falta de certeza religiosa maisdolorosamente." O mesmo autor imediatamente acrescentou esta nota marginaliluminadora: "Mais de uma vez eu fiquei surpreso, ao terminar uma conversa comum estudante radicalmente cético, de me fazer ele uma perguntaobviamente esquisita a respeito das pretensões da Igreja Católica Romana."– Walter Marshall Norton, Theism and Modern Mood, pp. 12 e 13. O Protestantismo tão completamente abandonou os ensinosautoritários por áridas especulações que tem pouco apelo para os queprocuram certeza espiritual. Sob o título “Pregação Protestante: Pagã ouCristã?” um ministro protestante escreveu um artigo em que ele atacouseus companheiros ministros, por abandonarem as verdades eternas dareligião revelada à discussão de questões. que não podem prover auxíliopara as almas humanas. O parágrafo final de seu artigo mostra a relaçãodesta situação à questão das conversões ao Catolicismo: "Eu não tenho nenhum preconceito contra a igreja Católica Romana.Seria impossível para mim com o intelecto aceitar seus ensinos. Porém, se oCatolicismo falhar no fim, será porque os homens e mulheres, cansados dealma, se levantam dispostos a esquecer seus muitos remanescentesarcaicos do passado, e se ajoelharam diante do altar, onde para eles umaavenida as pode levar à presença de seu Deus... O católico romanocontinuamente é ensinado que sua alma exige o culto de seu Deus,enquanto que o Protestante corre entre suas igrejas para ouvir o Ver. A, queé um brilhante e popular pregador. Ele vai, com o seu irmão pagão, a fim deprender-lhe por algum tempo a seu filósofo favorito." – J. Burford Parry noThe Congregationalist, 15 jan, 1951, pág. 78.
  • 54. Escatologia Bíblica 54 As Palavras Proféticas da Sra. White Coloque ao lado, esta declaração feita pela Sra. White há muitosanos que demonstra ser profética: “Uma época de grandes trevas intelectuais demonstrou-se favorável aoêxito do papado. Provar-se-á ainda que um tempo de grande luz intelectual éigualmente favorável a seu triunfo. Nos séculos antigos, quando os homensestavam sem a Palavra de Deus e sem conhecimento da verdade, seusolhos estavam vendados, e milhares se enredavam, não vendo a cilada quelhes era armada sob os pés. Nesta geração muitos há cujos olhos se tornamofuscados pelo resplendor das especulações humanas - da "falsamentechamada ciência"; não percebem a rede e nela caem tão facilmente como seestivessem de olhos vendados. É o intuito de Deus que as faculdadesintelectuais do homem sejam tidas na conta de um dom proveniente de seuCriador, e empregadas no serviço da verdade e da justiça; mas, quando sãoacariciados o orgulho e a ambição, e os homens exaltam as suas própriasteorias acima da Palavra de Deus, pode então a inteligência causar maiordano que a ignorância. Assim a falsa ciência da atualidade que mina a fénas Escrituras Sagradas, mostrar-se-á tão bem-sucedida no preparar ocaminho para a aceitação do papado com seu formalismo aprazível, como ofez a retenção do saber ao abrir o caminho para o seu engrandecimento naIdade Média.” – O Grande Conflito, pp. 572, 573. Por séculos os cristãos têm olhado para um ou para outro de duasfontes de autoridade, a Bíblia ou a igreja, o que significa a IgrejaCatólica. A controvérsia sobre se a Bíblia ou a Igreja é a suprema autoridade,tem sido a cruz verdadeira do conflito entre Roma e o Protestantismo.Somente à medida que o Protestantismo estabeleceu a Bíblia como averdadeira voz de Deus falando a nós, tem ele sido capaz de oferecer aoshomens o que satisfaz os mais profundos desejos de suas almas, umaautoridade certa. É à luz disto que nós podemos ver a sinistra importância damoderna apostasia, que levou multidões crescentes de membros da igreja
  • 55. Escatologia Bíblica 55protestante, não dizer nada das hostes de membros sem igreja, de ver aBíblia como um misto de folclore e belas atitudes. Nós falamos muitasvezes de completar a Reforma. Seria talvez mais exato de falar emcomeçar a Reforma novamente. A contra-reforma romana na últimaparte do século XVI, para recuperar a Europa para o papado, jamais feriuo protestantismo com uma pancada tão mortal, como o faz o movimentoevolucionista moderno que começou na última parte do século IXX. Emoutras palavras, a moderna apostasia no protestantismo pavimentou ocaminho para um reavivamento do poder romano. Hoje os Estados Unidos são o poder saliente no mundo político, eRoma, no mundo religioso. Ambos têm um inimigo comum, crêem eles,no Comunismo, fato este que certamente procurará ligá-los sempre maisconjuntamente. As implicações disto tenta-nos a fazer prediçõesdetalhadas, mas eu evito profetizar. Os evidentes fatos são suficientes emsi mesmos, e assim são as profecias do Livro de Deus. A estes eu mereferirei um pouco mais tarde. O Declínio da Liberdade Vejamos agora o terceiro desenvolvimento profético importante denossos dias, o declínio da liberdade. Este declínio é o reverso da longatendência que começou no século XVIII. Foi então que novas erevolucionárias concepções da natureza do estado e os direitos dohomem individual começaram a ser largamente promovidos. Foi naúltima parte daquele século que um novo tipo de governo foiestabelecido aqui na América, e houve uma revolução na França quemarcou o começo do fim dos reis e imperadores na Europa. A tendência para a democracia e a liberdade, os direitos doindivíduo, e os direitos dos pequenos pode ser dito que chegou a umclímax na Primeira Guerra Mundial, que o Presidente Woodrow Wilsondeclarou ser uma guerra que faria o mundo seguro para a democracia.Mas aquela guerra, que trouxe tal destruição a governos longamente
  • 56. Escatologia Bíblica 56estabelecidos, pavimentou o caminho para governadores mais poderosose novos. O desmoronamento da economia das nações nos anos dedepressão, aumentados com a Segunda Guerra Mundial, criou umasituação singular de instabilidade econômica e suspeitas e temoresinternacionais. Isto por sua vez parece despertar governos centrais maisfortes, e sempre mais fortes, em certos países ao menos, e por uma loucamultiplicação de regulamentos governamentais em virtualmente todos ospaíses. De modo compreensível estes regulamentos são mais evidentesna área das compras e vendas, uma atividade central ao funcionamentode qualquer sociedade livre e vital à vida de cada cidadão. Ao mesmo tempo Roma tem sido agressiva militante onde quer quetivesse oportunidade em diferentes terras para suprir qualquer oposição àIgreja Católica. Isto tem sido mais evidente na Espanha e em outrospaíses sul-americanos. A regimentação crescente da cidadania na maioria dos países, umaregimentação crescente sujeita às vezes à necessidade econômica, àsvezes às más ambições dos ditadores, e às vezes a ambos, temevidentemente escurecido o céu da liberdade. Nós ouvimos homens falaragora da penumbra da democracia, a fim do grande dia dos direitoshumanos que despertaram tão auspiciosamente a dois séculos agora. Eestas sombras extensas têm apenas acrescido as tensões e perplexidadesno mundo da religião. Paradoxalmente, estas sombras lançam luz sobre aprofecia de Apocalipse 13, que está entrelaçada com a mensagem doterceiro anjo. Nosso Exame Resumido Vou resumir agora este exame. No mundo do pensamento religiosoe outros, a história dos últimos três séculos é a história da secularizaçãodo homem. O crescente domínio da ciência, com sua aparente habilidadede explicar todos os mistérios da vida e sua habilidade evidente de
  • 57. Escatologia Bíblica 57prover conforto e satisfação para o homem tem sido a causa real nesteprocesso secularizado. O homem tende naturalmente, em sua condição de pecado, aconfinar seu pensamento a este mundo. Se a ciência comprovou para suasatisfação que existe evidência de um mundo além, e que Deusrealmente não é necessário na explicação deste mundo, ou como umauxílio de melhorá-lo, o resultado inevitável não poderia ser outro que asecularização do homem. Então com a liderança religiosa capitulando àspremissas científicas, não havia freio para a secularização. Ainda mais,com todos os grandes centros de cultura doutrinando a juventude comidéias que, se não eram hostis ao sobrenatural, ao menos o descontavamou ignoravam-no e uma sorte secular para o homem tornou-sevirtualmente inevitável. Se eu tivesse que descrever em uma palavra os métodos do homemno vigésimo século com respeito ao sobrenatural, eu usaria a fria e durapalavra secular. Em 1948, foi publicado um volume relevante intitulado A Fé Cristãe o Secularismo. Neste livro um grupo de escritores apresenta o permeardo secularismo em todo o departamento da vida. Aqui segue o primeiroparágrafo: “O secularismo não é mais, como foi a cem anos atrás, uma revoltaintelectual contra o domínio teológico. Tornou-se a atmosfera mestra denossa cultura. O descrevê-lo é como descrever o ar ao nosso redor.Nenhuma faca teológica pode dissecá-lo; é persuasivo demais e fluido paraser capturado na rede de qualquer sistema de idéias. Nós estamos tãocompletamente ajustados a ele que não o marcamos, mas somente aquelestraços salientes de nossa cultura para a qual ele é o fundamentopermanente." O escritor adiciona imediatamente, e corretamente, "o secularismo éateísmo prático." – Leroy E. Loemker, The Nature of Secularism in theChristian Faith and Secularism, edited by J. Richar Spann, pág. 11.
  • 58. Escatologia Bíblica 58 Há apenas uns poucos meses Arnold J. Toynbee, um dos maiseminentes historiadores do presente, escreveu um artigo muito admirávelpara uma revista trimestral religiosa em que ele apresentou o que eleacreditava ser a crise real no mundo hoje. Ele declarou: “O conflito fundamentai não é político mas religioso; e a linha divisóriaentre os dois campos religiosos não é o limite político de âmbito mundialentre uma esfera russa ou americana de influência política. A linha atravessao mundo inteiro espiritual dentro de cada alma viva na terra hoje, qualquertítulo de cidadania política que lhe possa ter sido estampado sobre o seucorpo pelo acidente do nascimento. “A razão ativa porque nossas almas estão em labor espiritual hoje,resulta de a nossa geração estar tendo que lidar com uma das crises dahistória religiosa humana... “A tentação de cultuar-se a si mesmo em vez de cultuar um Deusverdadeiro agora revelado jamais deixou de preocupar o homem; e suatentação de cometer este erro intelectual e pecado espiritual jamais estevetão forte como chegou a ser durante este último século e meio.... Estaescolha fatal entre o culto a Deus e culto do homem, e não uma lutaefêmera por supremacia política entre a Rússia e a América, é o ultimo itemque desafia a todos nós em nossa geração." Isto, geralmente, descreve o homem no meado do vigésimo século.E como poderia a situação ser outra à luz das forças que operam nomundo científico, filosófico e religioso, e no educacional, de tirar arealidade de Deus e torná-Lo desnecessário na explanação da natureza, eentão vaporizá-lo em um Deus panteísta, ou de eliminá-Locompletamente. Para os que desejam ver uma exibição cortante de como este cultodo homem, este ponto de vista naturalista da vida, domina o pensamentohoje, ao menos nos grandes centros de cultura, eu submeto o volume,publicado em 1944 pela Imprensa da Universidade de Colúmbia,intitulado O Naturalismo e o Espírito Humano. Neste livro um grupo dequinze professores de colégios e universidades representando uma seção
  • 59. Escatologia Bíblica 59central dos centros de cultura na América, e estabeleceram atentamente oponto de vista antisupernaturalista sobre toda a vida. Antes de começar a era moderna, isto é, antes das grandesdescobertas da astronomia, o homem pensava que esta pequena terra erao centro do universo criado por Deus, e que ele era o objeto principal daatenção de Deus. Mas isto não lhe dava nenhum sentido de orgulho, poisele também se considerava culpado diante do grande Deus, cujo olhoatento estava fixo sobre ele. As descobertas de Copérnico, que de repenterevelaram as vastidões do universo, tinham por algum tempo um efeitodissimulador sobre o homem, pois agora ele ficou revelado como umobjeto pequeno num mundo muito pequeno, ficando a girar sobre umvasto império. Muitos homens deixaram de alargar sua idéia de Deuspara casar-se com o universo aumentado. Desta maneira elesinevitavelmente sentiram que eles não podiam ter mais a certeza que elesestavam recebendo o cuidado providencial, direto de Deus. Estesentimento de que o homem está só, vagando e insignificante, marcou ocomeço do que é conhecido como a moderna mania do homem, umamania que se tornou geral quando as igrejas começaram a ser manchadasgradativamente de pensamentos céticos. Mas os anos que passavam produziram uma estranha evolução noponto dd vista humano. Ao passar ele a dominar a natureza pelosavanços da ciência, seu sentimento de inadequação e isolamentoespiritual tendiam a ceder diante de um senso de suficiência própria. Eum pensamento cético tendeu sempre a fazer a Deus e o céu parecerirreal, a terra começou a aparecer sempre maior como o único lugar dehabitação e o próprio centro de todo o interesse do homem. Assim, ohomem gradualmente começou a sentir mais uma vez que ele habitavano centro do universo – ao menos tudo parecia incidental a esta terra.mas agora é um centro no qual o olho de Deus não está mais focalizadopara guiar o homem ao ele andar por este mundo, ou de pedir-lhe contaspor todos os seus atos, pois ele não mais crê que Deus o guia; ele nemmais crê que Deus o fez; ele evoluiu.
  • 60. Escatologia Bíblica 60 Mas ao ele andar por este mundo, o centro e a circunferência detodos os interesses da sua agora secularizada mente e espírito, ele ouvedistantes ruídos e vê lampejos de luz que cegam, as exibições dosgrandes feitos do homem, a bomba atômica. E acima do tumulto eleouve a predição que este mundo e tudo sobre ele estão provavelmentesentenciados ao aniquilamento através das tentativas mutuamentesuicidas daqueles que são levados a usar as últimas invenções destemaravilhoso século científico. A história passada não conhece nenhumparalelo a isto, nenhum ponto onde os homens coletivamente tenhamsido levados a um tão elevado ponto de independência secular de Deus,somente para se acharem de pé à margem de um abismo. O movimentoneo-ortodoxo ao qual me referi anteriormente não é grande que chegue,nem forte que chegue para alternar este quadro materialmente. Ecertamente os liberais, não importa quão castigados possam agora estar,estão inteiramente despreparados, pelas próprias pesquisas que têm, paraoferecer escape dos dilemas de nosso tempo, cada catástrofe que impede. Os Dilemas dos Líderes Religiosos Num mundo como este os dilemas da liderança religiosa modernasão muito grandes. Primeiro, perderam a fé na Bíblia e no Deus de seuspais. Agora têm que perder a fé no homem. Eles declaram que o homemera um anjo embrião, mas adora duas guerras mundiais, campos deconcentração, e a bomba atômica, revelaram os maus espíritos que ocontrolam. Os líderes religiosos abandonaram a idéia de um céu no além, comoo grande alvo da vida. Eles zombaram dos adventistas e de outros comonós, por oferecerem uma “torta nos céus dentro de um pouco”. Eles viamesta terra como um céu potencial censuravam a todos que deixavam decooperar com eles em planos legislativos e sociais, para apressar estatransformação celeste de nossa terra. Agora têm que admitir com tristezade que existe uma pequena oportunidade, se alguma, deste mundo ser
  • 61. Escatologia Bíblica 61assim transformado. Embora eles confessem que pode ser transformadoem chamas, incendiado por fogos atômicos. Eles tinham geralmente minimizado e muitas vezes abandonado oevangelho eterno, o poder de Deus para a salvação do coraçãoindividual, em favor de um evangelho social que de alguma maneirasalvaria os homens coletivamente pela melhoria de seu ambiente. Maseles acharam que o evangelho social parece não funcionar, ao menos nãoda maneira que eles anteciparam, e muitos deles agora confessam queexiste uma pequena razão para crer que os reinos deste mundo podem sertransformados no reino de Deus. Os lideres religiosos abandonaram a fé na salvação do homem,particularmente a salvação da juventude, através dos meios de um apeloevangelístico, e adotaram a teoria da salvação pela educação. O queaconteceu eles não tinham antecipado, os colégios das igrejas setornaram desesperadamente seculares, sem dizer nada das escolasestaduais. Ainda mais, uma melhor educação muitas vezes sedemonstrava, não em justiça crescente, mas em formas mais sutis de malna vida dos homens. A educação universitária demonstrou não serbarreira à entrada numa penitenciária. Os lideres religiosos removeram a ênfase das igrejas naevangelização do mundo num grande programa missionário estrangeiro,primeiro porque eles lançavam dúvidas no meio único, eficaz do planobíblico de salvação, e segundo porque eles aceitaram a ciência dasreligiões comparativas, que pareciam provar que outras religiões podiamser quase tão boas como o cristianismo. Agora lamentavelmente achamque o mundo todo de não-cristãos está permeado de idéias explosivas erevolucionárias, que criam uma ameaça a todas as coisas que a religiãocristã defendia, uma ameaça à própria vida da humanidade. Os 1íderes religiosos procuravam harmonizar todas as idéiasreligiosas com pensamentos e métodos científicos. Se as idéias nãopodiam ser harmonizadas, então as idéias deviam ser abandonadas emfavor da ciência. Agora eles lamentam descobrir que a ciência se
  • 62. Escatologia Bíblica 62enganou. Não se preocupavam em descobrir a Deus, como teólogos demente nebulosa sentimentalmente haviam declarado. A ciência não sepreocupava em descobrir a Deus, mas apenas as operações da natureza. Os líderes religiosos exaltavam a ciência como virtualmente o novoMessias, que nos devia salvar da enfermidade, prolongar nossas vidas,dar-nos controle maior sobre os elementos, e virtualmente levar-nos àterra prometida de um milênio terrestre. Agora, estão desiludidos peladescoberta que a ciência deu a guerrear seus novos limites e criou aameaça da explosão obliteração mundial. À vista destes dilemas, os lideres protestantes procuram descobrirna união das igrejas uma nova força para enfrentar a ameaça do que elesconfessam ser um novo paganismo, lutando pelo controle das mentes doshomens. Eles compreendem que a união das forças protestantes somenteé alguma coisa aquém do seu alvo ideal. Por isto eles exploram aspossibilidades de estabelecer relações mais íntimas com Roma, emboraeles tenham maiores desconfianças, contrariedades. No finalizar deste triste e desiludido recital, eu faço a maisimportante pergunta que se poderia fazer em círculos religiosos hoje:Qual é a mensagem que Deus quer que seus oradores proclamem numahora como esta? E oferecer a prova específica da verdade desta resposta,que eu repita o que eu disse quando estávamos examinando o início domovimento do Advento. Nós jamais devemos esquecer que osadventistas têm mantido sempre que as três mensagens angélicas sãodeclarações proféticas com respeito aos últimos dias. Portanto, se nossa interpretação delas é correta, estas trêsmensagens deveriam ser única e crescentemente a verdade para todos oshomens hoje, o sabor da vida para a vida ou da morte para a morte. Defato, neste mesmo ponto o movimento do Advento realmente dependepara a valorização de suas pretensões de que surgiu a fim. de trazer aoshomens uma mensagem para um tempo particular da história da terra.Examinemos estas mensagens.
  • 63. Escatologia Bíblica 63 A Primeira Mensagem Angélica Nos últimos dias "o evangelho eterno" deve ser proclamado. Quesignificado e força aquela frase adquiriu ao estudarmos a história dopensamento religioso durante o século. Num mundo em que grande parteabandonou o evangelho eterno, por abandonar a crença na queda dohomem e o sacrifício substituinte de Cristo, deve ser ouvido outra veznas últimas horas da história terrestre "o evangelho eterno". Aqueles quedevem proclamá-lo devem construir outra vez os fundamentos de muitasgerações. Eles não são os pregadores de novas a estranhas doutrinas masdo evangelho eterno. Este evangelho deve ser pregado a toda a nação, tribo, língua epovo. Num tempo em que o mundo religioso perdeu sua visão demissões estrangeiras, porque ele perdeu o caráter divino do evangelho,um movimento deve surgir para reafirmar a distinção e a supremacia damensagem cristã a todos os homens em todas as terras, e declará-la aosquatro cantos da terra. Uma mensagem deve ser proclamada para "adorar Aquele que fezos céus e a terra". Num dia em que o mundo em parte abandonou a idéiade um Deus pessoal como Criador, um grande Deus que chega paracontrolar todas as coisas, e aceitou a idéia de um Deus panteísta, ou aomenos um deus finito, misturado no processo da natureza, quando defato o mundo em grande parte abandonou o culto de Deus pelo culto dohomem, nós tomamos como nosso clamor de batalha: "Adorai Aqueleque fez os céus, a terra, e o mar, e as fontes das águas", pois "o SenhorDeus onipotente reina." Nós chamamos os homens a adorar a Deus "pois é vinda a hora doSeu juízo." Num dia em que os homens em parte perderam qualquercrença escatológica claramente definida, qualquer crença, nas últimascoisas da história terrestre, e também perderam a fé na possibilidade demelhorar este mundo; num dia em que os homens sentem que o mundoestá disparando rumo a um fim cego, explosivo, e sem sentido, quão vital
  • 64. Escatologia Bíblica 64que devesse soar a solene e significativa verdade que o destino da terraestá nas mãos de Deus e que a hora de Seu juízo é vinda, a hora do juízoinvestigativo que em breve alcançará o clímax no juízo executivo dosegundo advento. O mundo não está correndo a um fim cego e semsignificado; está se movendo sem parar para aquele fim que os santosprofetas predisseram, aquele fim quando homens estarão perante a barrado juízo de Deus para receber um galardão pelos feitos praticados nocorpo a doutrina do juízo de Deus que está dando significado à vida numtempo em que todo o significado parece ter sido afastado da vida. Num dia quando homens abandonaram amplamente as idéias dopecado, e portanto pelo trabalho intermediário de Cristo pelos pecadores,quão importante que clamemos bem alto a mensagem do serviço dosantuário, que está agora em sua fase final. É quando os homens vêem aCristo ministrando Seu sangue para 1avar, purificando a culpa dopenitente que eles podem sentir outra vez a terrível realidade do pecado eo preço que foi pago para nossa salvação. Num dia quando o mundo em geral considera todas as normasmorais como apertas as mudanças do pensar e da moral do homem, comum declínio moral é evidente, quão importante clamar bem alto queDeus virá para julgar todos os homens pela Sua santa lei, e que aquelesque permanecerem de pé nestes dias, serão aqueles que guardam osmandamentos de Deus. A Segunda Mensagem Angélica A mensagem deve proclamar "Caiu Babilônia." Quão apropriadaesta mensagem quando tudo a nosso redor prova claramente que aapostasia tem gradativamente engolfado o mundo religioso. Notem queeu uso a palavra "gradativamente". A queda de Babilônia tem sidoprogressiva. Esta é a conclusão que devemos alcançar de nosso exame dahistória religiosa, e esta é a compreensão da queda de Babilônia que aSra. White a tanto tempo atrás esclareceu ao movimento do Advento,
  • 65. Escatologia Bíblica 65quando estávamos inclinados a compreender a queda de Babilônia comotendo sido completa no começo da história do Advento. Na primeiraedição de O Grande Conflito (1888), a Sra. White escreveu: “A mensagem do segundo anjo, porém, não alcançou o completocumprimento em 1844. As igrejas experimentaram então uma queda moral,em conseqüência de recusarem a luz da mensagem do advento; mas essaqueda não foi completa. Continuando a rejeitar as verdades especiais paraeste tempo, têm elas caído mais e mais. ... Mas a obra da apostasia nãoatingiu ainda a culminância.” (O Grande Conflito, p. 389) A nova edição de 1911, também afirma que "o processo de.apostasia ainda não alcançou sua culminância." Nós sabemos que aculminância deve encontrar-se no engatilhar dos interesses protestantes ecatólicos e a colocação da marca da besta. Mas o ponto importante que aSra. White esclarece tanto é que a queda descrita pelo segundo anjo éprogressiva, para que a apostasia de 1844 aumentaria à medida que osanos decorriam. Quão verdadeiro isto se cumpriu. Porém, permiti que eu chame vossa atenção a uma diferençaevidente entre o fraseado da velha e a nova edição do The GreatControversy. Na velha edição nós lemos nesta mesma linha: "Nocapitulo 18 do Apocalipse, numa mensagem que ainda está no futuro, opovo de Deus é chamado a. sair de Babilônia." Na mesma edição,publicada em 1911, está frase reza, "em uma mensagem que ainda éfutura", foi apagada. Em outras palavras, a Sra White em 1911 declarouque a mensagem dos versos introdutórios de Apoc. 18, não é mais futura.Os adventistas sempre têm considerado a mensagem nesses primeirosversos de Apoc, 18, como a reafirmação da segunda mensagem angélica,só em tonalidade mais preponderante, como se um último apelo devesseser dado aos homens. Certamente ao olharmos atrás sobre nosso examede história religiosa notamos como a apostasia veio à exuberância naprimeira parte do século vinte, nós somos levados espontaneamente aclamar em alta voz, "Caiu, caiu Babilônia; sai dela, povo meu." Se no começo do século vinte, a queda progressiva de Babilôniatinha alcançado o ponto em que a Sra. White pôde declarar que a
  • 66. Escatologia Bíblica 66mensagem de Apocalipse 18, não está mais no futuro, nós devíamosfazer a mensagem do segundo anjo mais central à nossa pregação comonunca antes. Nós não somos pregadores de coisas fáceis. Nós temos umamensagem do juízo, bem como de salvação a proclamar aos homens. A Mensagem do Terceiro Anjo Como pregadores da tríplice mensagem, nós devemos declarar que“se qualquer homem adorar a besta e sua imagem, e receber seu sinal”,os últimos juízos de Deus virão sobre ele. Como já foi dito antes, estamensagem é uma profecia, implicada do grande poder de Roma e dosEstados Unidos, e o poder unido do Protestantismo Americano nosúltimos dias. Também, é uma profecia, com respeito a colaboração unidade Roma e dos Estados Unidos. Nós também já notamos que quandoexaminado em conjunção de Apoc. 13, é uma profecia implicada deestonteantes cortes de liberdade nos últimos momentos da terra. Agora,no tempo em que vemos estas mesmas profecias se cumprindo diante denossos olhos, nós podemos clamar com novo poder contra aquilo que é osinal, a marca desta apostasia, chegada ao clímax, a Instituição doDomingo. E, ao nós pregarmos deveríamos apresentar o domingo em sua maisampla condição como a marca da apostasia do homem em todas asidades, pois é um símbolo desse afastamento da verdadeiro Deus quecriou os céus e a terra, que distinguiu o homem caído desde os temposmais remotos. Paulo declara que os homens se afastaram do verdadeiroDeus porque O glorificavam não como Deus, mas, "adorando e servindoa criatura, em lugar do Criador " Rom. 1:25. Nos antigos tempos eracentral o culto ao sol, e então no cristianismo falsificado veio "o homemdo pecado" exaltando-se "a si mesmo sobre tudo que se chama deus" e"ostentando-se como se fosse o próprio Deus." II Tess. 2:3 e 4. Por ele odomingo pagão foi introduzido na igreja tanto como uma marca de seupoder e como um substituto para o sábado, o que sempre nos lembra que
  • 67. Escatologia Bíblica 67Deus, o Criador está cima de todos. O domingo também aparece como oúnico símbolo unificador do Protestantismo, e o Protestantismo agorafica distinto por sua negação da criação, sua diminuição de Deus, e suaexaltação do homem. O domingo pois aparece como a marcaidentificadora das religiões pagã, papal e Protestantismo, todos os que,por sua vez, têm exaltado a criatura sobre o Criador. É alto tempo para nós, salientarmos mais amplamente a segmentosProtestantes amantes da Bíblia que quando eles observam o domingo, emhonra da ressurreição, declarando que são mais cristãos do que os queguardam o sábado em honra da. criação, eles esquecem que é a criaçãocom sua perfeição, seguida pela queda do homem, que dá significado àmorte de Cristo e da ressurreição. Quando a criação é desfeita osignificado da ressurreição desaparece. Como, então, pode ser maisimportante de honrar o evento da ressurreição, do que o evento dacriação. Quanto mais importante do que o fundamento da criação sejapreservado, para não cair toda a estrutura do cristianismo, inclusive aressurreição. Estou me lembrando de uma conversa que tive com um ministrobatista quando a controvérsia fundamentalista moderna, chegou ao seuauge. Ele deplorou as divergências nas igrejas e também apostasia geral.Então ele se virou para mim, e disse: "Eu suponho que em vossa igreja,vós tendes a mesma divisão?" Eu lhe declarei que, em vez de nós termosuma divisão, nós não tínhamos sequer um começo dela. Ele olhou-meadmirado e perguntou se eu podia talvez explicá-lo. Eu respondi: "Comoseria possível um adventista dar crédito à teoria evolucionista, quandocada semana eles separam um dia inteiro como memorial dAquele quecriou os céus e a terra, como o livro de Gênesis descreve?" Ele olhou-meadmirado por um momento e então exclamou: "Eu jamais pensei nosábado dessa maneira antes."
  • 68. Escatologia Bíblica 68 Proclamar o Sábado Mais Amplamente Homens e mulheres pregadores da tríplice mensagem, é chegado otempo de ajudarmos aos homens a verem o sábado desta maneira. Échagado o tempo de proclamarmos o sábado mais completamente, comoo sinal, a marca daqueles que não têm parte na apostasia mundial, amarca dos que realmente crêem que o Senhor Deus Onipotente reina,que Ele é o Criador dos céus e da terra, e criará um coração novonaqueles que põem sua confiança nEle. Sim, a marca daqueles que crêemque este mundo não está no pulso de forças frias e sem sentido, levando-nos não sabemos para onde, mas antes que, o mundo está sob a mãodiretora de um Ser Divino que o criou, não em vão, e que virá em brevepara recrear esta terra em justiça. Quão apropriado que um dia quando a apostasia mais claramente serevela em um ataque sobre a. criação e um Deus pessoal, os céus deviamcomandar que homens sejam chamados para exaltar o memorial dacriação e o Deus da criação. É alto tempo para nós lembrarmos de maneira mais ampla quefizemos antes que a apostasia crescente da negativa da criação deu aRoma certas de suas forças únicas hoje. Pois, como já notamos, seuapelo aos homens é o apelo da certeza e afirmativa no meio de um séculocético. Em outras palavras, a apostasia do Protestantismo, fortalece asmãos de Roma. Assim a renúncia do relatório da criação, produziu umefeito duplamente mau. O Protestantismo apostatado, sob a autoridade darazão humana, lançou fora o relatório da criação. O catolicismo apóstata,sob a autoridade da tradição, levantou o domingo como uma marca de.seu poder. Assim o sábado aparece revelado como símbolo da oposiçãobíblica para as duas grandes forças de apostasia no mundo cristão, nestesúltimos dias. O sábado que guardamos é o sinal que mostramos aomundo que nós não temos parte em nenhuma apostasia; é um testemunhoque damos a todos os homens que, nossa aliança está no Deus dos tantos
  • 69. Escatologia Bíblica 69profetas e apóstolos, e que a nossa esperança está nAquele que fez oscéus e a terra. Eu vejo significado cada vez mais crescente nas palavras da Sra.White, que "ao início do tempo de angústia fomos cheios do EspíritoSanto ao sairmos para proclamar o sábado mais amplamente."(Primeiros Escritos, p. 33). Nós podemos pregar o sábado com umaplenitude que era impossível aos pioneiros lhe darem. Está na naturezada profecia em cumprimento que quando o tempo estiver à mão, amensagem de Deus pode ser vista em sua plenitude e devia ser pregadaem sua plenitude também. Nós podemos apertas concluir que se nenhuma tríplice mensagemtivesse sido especialmente escrita sobre as páginas da profecia Bíblica,alguma coisa semelhante precisaria ser proclamada hoje para enfrentar aúltima grande apostasia. Desde o começo nós como um povo,declaramos que a justificação para a existência deste movimento, residiaem nossa declaração que nós tínhamos uma mensagem especial aproclamar, a tríplice mensagem. Nós fizemos esta declaração num tempoquando nossa pregação do sábado, parecia aos homens, uma meradiscussão tola sobre dias, e quando nossa declaração sobre a. apostasiana cristandade não parecia mais que a propaganda de entusiastasproselitistas. Nós fizemos esta declaração, numa hora quando nossadeclaração do juízo vindouro parecia como se fosse os ruídos declarinistas irracionais. Mas fizemos nossa declaração, proclamando que ofuturo demonstraria verdadeiras todas as nossas predições. O tempoabaliza completamente esta declaração. Levantemo-nos e terminemos otrabalho de Deus.
  • 70. Escatologia Bíblica 70 O PROPÓSITO MORAL DA PROFECIA Introdução Os estudantes da Bíblia reconhecem a vasta importância de teremcompreensão correta, acerca destas profecias que ainda faltam cumprir-se. Como será o futuro? Podemos nós saber em que tipo de mundo nósviveremos amanhã? Ou haverá alguém amanhã? Tão discordantes são asvozes dos que pretendem saber o que as profecias da Bíblia predizem,que o homem comum é tentado a dizer, com os exilados judaicosperplexos e desesperados do cativeiro babilônico: "Já não vemos osnossos símbolos; já não há profeta, nem, entre nós, quem saiba atéquando." Sal. 74:9. Mas é a parte da fé crer que Deus está: ainda em Seu céu, emboranem tudo está bem com o mundo, e para crer que Ele deve ser revelado anós nas Sagradas Escrituras a real verdade a respeito do futuro domundo. Como podemos nós interpretar o que Ele nos deu? Os judeus há dezenove séculos possuíam tudo o que Deus tinhaentão revelado. Como eles devia, ter compreendido corretamente o queDeus proclamara. Por que fizeram eles uma tão grande vituperação arespeito de todas as profecias com respeito a seu Messias? E quando nósvemos o grande número de cristãos hodiernos adotando o mesmométodo de interpretação profética que era usado pelos fariseus, comopodemos ter qualquer confiança que estes homens sabem o que estãofazendo? É inegável que os futuristas modernos, representados por um semnúmero de Institutos Bíblicos e pela Bíblia, adotaram o mesmo extremo"literalismo" que os judeus mantinham no tempo de Cristo. Este métododiluído de interpretação profética, enviou seu verdadeiro Messias aoCalvário, e lançou-os na destruição nacional e numa segunda Diásporaaos quatro ventos. Como pode qualquer cristão de mentalidade espiritual
  • 71. Escatologia Bíblica 71seguir tais métodos de interpretação nestes dias da última crise dahumanidade? Cada estudante do assunto notou que todas as profecias, tanto doVelho Testamento como do Novo, são dadas num ambientedistintamente judaico ou Palestiniano. Mas em vez de adotar umliteralismo crasso, são inteiramente contrários a todos os muitos casos,onde interpretações de profecias do Velho Testamento, foram dadas noNovo, porque não nos perguntar quantas profecias podiam ter sido dadasao judeus com qualquer senão no ambiente da condição judaica ouPalestina? Não seria essencial que estas profecias fossem dadas emlinguagem que pareceria ser inteligível a eles, ao menos em algumsentido? Não havia realmente outro caminho consistente com o propósitodistintamente moral ou espiritual pelo qual as profecias foram dadas,Mas se nós aceitamos verdadeiras as declarações tanto de Cristo como dePaulo com respeito ao absoluto término de todos os especiais privilégiose oportunidades dos literais descendentes de Abraão, nós somosobrigados a interpretar as profecias, apesar de seus ambientes palestinos,à luz dos mais elevados valores espirituais, trazidos pelo evangelhodesde a crucificação e ressurreição de nosso Senhor. Este pequeno livro trata de todos esses problemas. Com umaprofusão de textos, e com um claro vislumbre nos princípiosfundamentais de interpretação profética, o senhor Louis Were deu-nosaqui um trabalho que merece estudo cuidadoso e contínuo. Não solveutodos os problemas; nem professa fazê-lo. Mas, nos aponta a direçãocerta. Continuemos a estudar esses assuntos tão vitais, até que o Dia raie,e a Estrela do Dia se erga para nunca mais se pôr. George MaCready Price Loma Linda, Califórnia
  • 72. Escatologia Bíblica 72 Prefácio A salvação é ensinada não somente nos Evangelhos, mas tambémnas profecias. O autor procura esclarecer a verdade vitalmenteimportante, que a verdadeira interpretação das profecias ilustra como asalvação é realizada, e também fortalece a alma para resistir ao pecado.Como a Palavra de Deus é a "servente" que, através da operação doEspírito Santo, gera a nova vida (1 Pedro 1:23), que a vida é reavivada efortalecida tantas vezes como a Palavra de Deus é lida e recebida naalma (1 Tess. 2:13). O "homem novo" (Col. 3:10, etc.), vive e cresce,"por toda a palavra que procede da boca de Deus." (Mat. 4:4; 1 Pedro2:2; 2 Pedro 3:18). Ao purificar a vida (1 Pedro 1:22), e construir a alma (Atos 20:32),o Salvador encarece a necessidade de esconder "cada palavra" das SantasEscrituras (Mat. 4:4). O inimigo incansável procura tornar ineficiente aosestudantes da Bíblia a energia vitalizante contida em certas profeciasimportantes das Sagradas Escrituras. Ele o faz por meio de interpretaçõeserrôneas. O Salvador não somente diz, "Examinai as Escrituras" (João 5:39),mas Ele também inquire: "Como lês?" (Luc. 10:26). Por interpretaçõeserrôneas é possível de "acrescentar" ou "tirar" da Palavra de Deus, contrao que somos explicitamente aconselhados (Apoc. 22:18,19). Aquele queestuda as Escrituras de maneira "aprovada por Deus," é-nos dito ser "umobreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavrada verdade." (2 Tim. 2:15). Uma compreensão verdadeira das profecias bíblicas venda o ensinoevangélico que a Presença confortadora do Salvador garante proteção elibertação de inimigos hostis; a vitória é garantida através do Espírito deDeus que em nós habita. Este livrinho é enviado com a oração, que Deus abençoe seusleitores com uma compreensão mais clara do propósito moral dasprofecias e com a certeza de que Cristo, o Rei da glória, reina no coração
  • 73. Escatologia Bíblica 73confiante e dê a vitória sobre o pecado. "Nós somos mais queconquistadores por Aquele que nos amou." (Rom. 8:37). "Cristo em vós esperança da glória." (Col. 1:27). Louis F. Were Melbourne, Victória, Austrália As Escrituras Foram Dadas para Revelar a Jesus Corretamente entendidas, as profecias são tão importantes e contêmtanto com respeito aos Evangelhos como outras porções das Escrituras.Deus inspirou os profetas a escrever as profecias das Escrituras a fim depor elas, os homens pudessem achar a salvação. A Bíblia não e um livrocomposto de porções contendo os fatos eseenciis do evangelho e outrasmenos importantes partes contendo as profecias. Satanás procuradiminuir o propésito moral das profecias, e, por falsas interpretações,rouba-lhes a sua vitalidade. As palavras introdutórias do Apocalipse informam-nosdistintamente que as profecias nesse livro maravilhoso foram dadascomo "a Revelação de Jesus cristo" (Apoc. 1:1), um estudo dosprincípios basicos sobre os quais o Apocalipse está baseado, capacita-nos a saber que todas as profecias biblicas são uma "Revelação de JesusCristo", como o Salvador daqueles que põem sua confiança nEle, comoDestruidor do mal. A interpretação de profecias que não estabelecemmais claramente a luz do Evangelho de Cristo não são inspiradas porDeus. As interpretações das profecias que não se centralizam em Jesuscomo Salvador, ou como Destruidor do mal, são indicações erradas dasEscrituras. No antigo santuário, e mais tarde no templo dos judeus, somente osque se dedi.cavam ao santo ofício do sacerdócio, eram permitidos de veras glorias maravilhosas visíveis, dentro do edifício sagrado. E somente
  • 74. Escatologia Bíblica 74aqueles cujas vidas são dedicadas a Deus são permitidos ver as belezasinternas do templo da verdade. Disse Jesus aos dirigentes judaicos:"Examinai as Escrituras, pois nelas vós pensais achar a vida eterna, e sãoelas que de mim testificam." (João 5:39). O Novo Testamento mostra como Jesus cumpriu as profecias doVelho Testamento. No desdobrar do Evangelho, o Novo Testamento usa1.500 citações de sentenças e frases das Escrituras Velho Testamento. Oprimeiro verso de São Mateus, mostra uma das principais razões paraescrever o livro de São Mateus e o Novo Testamento; isto é, paramostrar o cumprimento das profecias do Velho Testamento em Jesus eSeu trabalho de Salvação. Através de Jesus, o cumprimento das profeciasdo Velho Testamento, é garantido. (Veja 2 Cor. 1:20; Atos 15:27-37). Olivro de São Mateus contém 99 referências diretas às Escrituras do VelhoTestamento. Nove vezes ele usou a fórmula: "Para que se cumprisse"(Veja S.Mat, 1:22 e 23; 2:15, 17 e 23, etc.), e em outras vezes referiu-seao cumprimento das profecias do Velho Testamento, dizendo: "porqueassim está escrito por intermédio do profeta" (Mat. 2:5); "Então secumpriu o que foi dito por intermédio do profeta" (Mat. 27:4); "Tudoisibo, porém, aconteceu para que se cumprisse as Escrituras dosprofetas" (Mat. 26:56); "Porque está escrito" (Mat. 26:31, etc.). AssimSão Mateus ilustra o fardo dos escritores do Novo Testamento paramostrar o nascimnto, vida, ministério, morte, ressurreição de Jesus e odesenvolvimento de Sua Igreja e seu trabalho, todos cumprem asprofecias do Velho Testamento. As primeiras palavras que nós lemos no Evangelho de São Mateus,dirigem nossa mente de volta às profecias que foram dadas a Davi e aAbraão. Enquanto Salomão foi o filho que se assentou no trono de Davinos dias imediatamente seguindo à predição, as mais cumpridas e overiiadeiro cumprimento deve se cumprir por "quem é maior do queSalomão" (Mat. 12:42). A paz e a sabedoria da primeira parte do reinode Salomão, quando pessoas vieram de longe para aprenderem dele,encontram sua mais ampla aplicação em Cristo. Davi devia ter um filho
  • 75. Escatologia Bíblica 75que se assentaria no seu trono ( 2 Sam. 7:12, 13 e 16; Luc, 1:32 e 33). AAbraão foi permitido um filho que seria o canal de bençãos. Isaque foi ocumprimento imediato; mas Isaque prefigurou o cumprimento maior emJesus, que, pela Sua igreja, abençoa o mundo (Gál. 3:16 e 29; 4:28). Asprofecias Velho Testamentaes que estabeleceram a vinda dos filhos deAbraão e Davi, estão concentradas no primeiro verso de São Mateus: "Olivro da geração de Jesus Cristo, o filho de Davi, o filho de Abraão."Assim, desde o seu começo, o Novo Testamento toma as coisas doVelho Testamento e as aplica em conexão com Cristo e Seu trabalho deredenção. Cristo e Sua salvação é o tema central da Bíblia, e paraesclarecer o caminho da salvação era o único propósito pelo qual asEscrituras foram escritas. Assim como o sol, está refletido em cada umdos milhões de gotas de sereno, assim Jesus, "a luz do mundo," brilhaem cada capítulo da Bíblia. “Em toda página, seja história, preceito ou profecia, irradia nasEscrituras do Antigo Testamento a glória do Filho de Deus. Em tudo quantoencerrava de instituição divina, todo o judaísmo era uma encadeada profeciado evangelho. De Cristo „dão testemunho todos os profetas‟.” Atos 10:43.” –DTN, 211, 212. Os Judeus Erraram Não Estudando As Escrituras Na Luz do Propósito Moral de Deus. Uma Advertência para Hoje Os religionistas judeus eram mestres no conhecimento externo dasEscrituras, não obstante, com toda a sua leitura do Velho Testamento,não entendiam as jprofecias. Não somente as profecias se cumpriramabundantemente diante de seus olhos, mas eles mesmos ajudavam acumpri-las, e não obstante estavam demasiado cegos espiritualmentepara reconhecer seu cumprimento. Pedro declarout "E todos os profetas,a começar com Samuel, assim todos quantos depois falavam, tambémanunciaram estes dias." (Atos 5:24). Paulo proclamou: "E quando eles(os judeus), cumpriram tudo quanto dEle estava escrito... a promessa que
  • 76. Escatologia Bíblica 76fora feita aos pais, Deus cumpriu o mesmo a nós seus filhos, em ter Elelevantado a Jesus outra vez." Atos 15:27-55). Quando as profecias Velho Testamentaes, que os judeus conheciamtão bem, eram "lidas todo sábado," foram cumpridas tãocuidadosamente, como podiam ser tão cegos a seu cumprimento?Especialmente quando eles ingloriamente ajudaram a cumpri-las? EmAtos 15:27, nos é dito a razão: “Pois os que habitavam em JeruJalém, eas autoridades, não conhecendo a Jesus nem os ensinos dos profetas quese leêm todos ps sábados, quando o condenaram, cumpriram asprofecias." Porque não conheciam a Jesus porque não estavam bem comDeus que enviara a Jesus – eles liam mal as profecias do VelhoTestamento com respeito à vinda do Messias e o estabelecimento do Seureino. Se tivessem aceito a Jesus como seu Senhor, este lhes teria dadoliberdade do pecado, e com poder para viver uma vida pessoal devitória,teria vindo discernimento espiritual para verem o propósito moralda profecia. Um escritor, disse: “Os guias judaicos tinham estudado os ensinos dos profetas a respeitodo reino do Messias; haviam-no feito, porém, não com o sincero desejo deconhecer a verdade, mas com o desígnio de encontrar provas para apoiarsuas ambiciosas esperanças.” DTN, 212. Se tivesse havido harmonia no coração com o propósito de Deus,teria havido discernimento para entender aquele propósito. A interpretação correta das profecias relacionadas aos eventosfuturos e presentes, quando examinados, demonstrarão harmonia com aexperiência cristã presente. Quanto mais soubermos do caráter de Deus,e quanto mais nos tornamos como Ele, tanto mais estaremos qualificadosexperimentalmente a compreender as Escrituras. "Que o Deus de nossoSenhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda espírito de sabedoria ede revelação no pleno conhecimento dEle: iluminados os olhos do vossocoração." (Efés. 1:17 e 18). "Crescei na graça, e no conhecimento de
  • 77. Escatologia Bíblica 77nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo." (2 Pedro 5:18). Quanto maiscrescermos na graça, tanto maior é nosso conhecimento de nossoSalvador – conhecimento prático e experimental. “A alma que se volvepara Deus em busca de auxílio, de apoio, de poder, mediante diária efervorosa oração, terá aspirações nobres, percepções claras da verdade edo dever,” (O Maior Discurso de Cristo, p. 85). "Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procededa boca de Deus." (Mat. 4:4). Nosso Senhor copiou de Deut.8:5, ondeesta declaração é dada como a razão moral, porque Deus deu o maná aosfilhos de israel. Ele queria que eles o aplicassem pessoalmente emconexão com o Salvador. Se os judeus nos dias de nosso Senhor,experimentassem em seus corações a renovação diária do maná dos Céus– se estivessem vivendo de toda a palavra de Deus – eles teriam aceitocom prazer a aplicação espiritual do Salvador da dádiva do maná a Elemesmo. (Veja São João 6:31-66). "Muitos, portanto de Seus discipulos,quando ouviram isto, disseram: Esta é uma declaração dura; quem apode ouvir.... Desde este tempo muitos de Seus discípulos voltaramatrás, e não andavam muito com Ele). Suas vidas não estavam emharmonia com as Escrituras, por isto não O entenderam.Os judeus estudavam as profecias, mas sem compreensão espiritual Ao declinar a condição espiritual de uma igreja, mais atenção édada às partes externas da religião e menos às internas – uma casca –morta em vez de um grão vivo. Causas literais que têm sido instituídaspor causa de seu significado espiritual, perdem seu sentido espiritual, e oserviço da igreja degenera em formalismo; a letra é encarecida ao oespírito se evaporar. Assim foi na experiência do antigo Israel, e tem serepetido na experiência da Igreja Cristã. “Os judeus perderam a vida espiritual de suas cerimônias,apegando-se às formas mortas.” (DTN, 29).
  • 78. Escatologia Bíblica 78 Como um exemplo da perda da visão dos judeus, note o seguinteextrato: “Deus dissera a Moisés com referência a Suas ordenanças: „Tambémas atarás por sinal na tua mão e te serão por testeira entre os teus olhos.‟Deut. 6:8. Essas palavras têm profunda significação. À medida que aPalavra de Deus é meditada e posta em prática, o homem todo éenobrecido. Num trato justo e misericordioso, as mãos revelarão, como umselo, os princípios da lei divina. ... Os olhos, dirigidos para um nobre fito ...Pelos judeus dos dias de Cristo, porém, todas estas coisas não eramdiscernidas. O mandamento dado a Moisés fora interpretado no sentido deque os preceitos da Escritura deviam ser usados sobre o corpo. Eram,portanto, escritos em tiras de pergaminho e presos, muito ostensivamente,em torno da cabeça e dos pulsos.” (DTN, 612). Sua orgulhosa disposição de apresentar uma aparência de justiçaaos olhos de seus semelhantes, levou-os a interpretar as Escrituras deacordo. Se tivessem sido mansos e meigos de coração, eles teriampercebido a importância espiritual de Deut. 6:8. Isaias profetizara: "A glória do Senhor se manifestará, e toda acarne a verá, pois a boca do Senhor o disse. (Isa. 40:15). Mas antes davisível glória de Deus, seria manifesta por ocasião do segundo advento, agloria espiritual de Deus seria revelada no caráter e na vida do SenhorJesus, se os judeus t.ivessem apreciado a comunhão com Deus eentendido Seu caráter eles teriam discernido a glória de Deus na vida deJesus e teriam visto que o profeta falou da revelação da glória espiritualantes da glória literal de Deus ter sido revelada. A necessidade dos judeus da visão espiritual foi também ilustradapela sua cegueira ao significado da profecia em Ageu 2:7-9. Comentandosobre esta profecia, o autor de O Grande Conflito , págs. 23 e 24, diz: “Este templo (o de Salomão) foi o edifício mais magnificente que omundo já viu. Contudo o Senhor declarou ... „A glória desta última casa serámaior do que a da primeira.‟... Então foi feita a promessa de que a glóriadesta última casa seria maior do que a da anterior. Mas o segundo templonão igualou o primeiro em esplendor; tampouco foi consagrado pelos visíveis
  • 79. Escatologia Bíblica 79sinais da presença divina que o primeiro tivera. Não houve manifestação depoder sobrenatural para assinalar sua dedicação. Nenhuma nuvem de glóriafoi vista a encher o santuário recém-erigido. ... Durante séculos os judeusem vão se haviam esforçado por mostrar que a promessa de Deus feita porAgeu se cumprira; entretanto, o orgulho e a incredulidade lhes cegavam amente ao verdadeiro sentido das palavras do profeta. O segundo templo nãofoi honrado com a nuvem de glória de Jeová, mas com a presença vivadAquele em quem habita corporalmente a plenitude da divindade ... Com apresença de Cristo, e com ela somente, o segundo templo excedeu oprimeiro em glória.” Se os judeus tivessem estado bem com Deus, eles teriamreconhecido a grandeza e a glória de Deus, brilhando no caráter deCristo; eles teriam visto desta maneira o cumprimento da profecia deAgeu. Quando Jesus disse: "Pois eu vos digo: Aqui está quem é maiorque o templo." (Mat. 12:6), eles teriam reconhecido a presença de Deus,a quem somente eles pensavam maior que o templo. (Veja 2 Crôn. 618).Eles teriam visto o cumprimento da profecia de Mal. 5:1: "De repentevirá ao seu templo o Senhor." Jesus também disse: "A rainha do Sul se levantará no juízo comesta geração, e a condenará; porque veio das campinas da terra paraouvir a sabedoria de Salomão. E eis aqui está quem é maior do queSalomão." Se os judeus tivessem lido a história do Velho Testanientodireito, eles teriam visto que a história de pessoas notáveis, tais comoSalomão, estava registrado nas Escrituras para tipificar a vinda dealguém maior, mesmo o Messias a tanto tempo prometido, e quandoJesus fez estas declarações, eles teriam visto facilmente o gloriosoprivilégio que era deles. O Velho Testamento contém muitas predições com respeito aoreino do Messias. "No tempo... quando nosso Senhor apareceu, existia uma expectativageral entre os judeus da vinda do Messias, e Seu reino era chamado „omundo por vir‟, „a Jerusalém Celestial‟, „o reino dos céus‟, ou „o reino deDeus‟. Para entrar no reino era preciso tornar-se Seu discípulo. Os judeus
  • 80. Escatologia Bíblica 80tinham concepções muito erradas de sua natureza; e era necessário quenosso Senhor os corrigisse. Isto Ele faz nos ensinos de Si mesmo, e dosSeus discípulos. A natureza do reino de Deus deve ser aprendida, portanto,do Novo Testamento." (Augus Bible Handbook, pág. 205) Quando o Messias veio, "aos Seus", "os Seus não o receberam".(João 1:11). Os judeus rejeitaram a Cristo, porque sua interpretação doVelho Testamento do reino esperado, não era o que eles queriam. Seuscorações não estavam preparados para a espécie de reino que Elepregava. Disse o escritor já citado: "Alguns dos fariseus tinham vindo a Jesus, exigindo quando o reino deDeus viesse. Mais de três anos tinham decorrido, desde que João Batista,dera a mensagem, que como o chamado de trombeta soava pela terra, Oreino dos céus está aí. E ainda estes fariseus não viram indicação doestabelecimento do reino. Muitos dos que rejeitaram a João, a cada passotinham se oposto a Jesus, estavam insinuando que Sua missão falhara.Jesus respondeu: „O reino de Deus não vem com visível a aparência. Nãodirão: Ei-Lo aqui ou lá está! Porque o reino de Deus está dentre em vós. Oreino de Deus começa no coração. Não olheis aqui ou alí pois manifestaçõesde poder terrestre marcam Sua vinda.... Porque não é atendido por pompamundana, vós estais em perigo de deixar de discernir a glória de Minhamissão.‟ ” Os judeus olharam para a frente ao tempo em que, com o adventodo Messias, todas as predições com respeito à exaltação de Israel em Seureino literal, teriam o seu grande cumprimento. A natureza dupla doreino do Messias, suas naturezas espirituais não podiam compreender.Não querendo ver cada natureza dupla profetizada pelos videntes deIsrael, eles falharam em ver a verdade que a primeira fase do reino tinhaque ver com a humilhação e a batalha contra o mal interno. Cristo tinhaque sofrer antes de entrar na glória. (S. Luc. 24:25, 26 e 46; 1 Ped. 1:11)Igualmente, o "Israel" associado com Ele teria também primeiro quesofrer antes que reinassem na glória com Ele (2 Tim. 2:16; 1 Ped. 4:l)).
  • 81. Escatologia Bíblica 81 O orgulhoso coração humano gostaria de participar na glória, masnão na humilhação e o sofrimento, que são essenciais para a entrada noreino. (Atos 14:22). A primeira fase do reino do Messias é o reino dagraça, durante cujo tempo e oportunidade são oferecidos para umapreparação do coração para a glória vindoura. "Vida"é um sinônimo para "o reino de Deus" (Mar. 9:45 e 47; Mat.18:9) e no reino da graça Jesus dá vida espiritual. No reino da glória Eledá vida eterna. Cristo, pelo Seu Espírito, agora reina em todo o coraçãona terra sujeito a Ele. (Col. 1:15, 26 e 27; 3:14; 1 João 3:14; 5:11-15;João 3:3 e 7; Fil. 3:20; Heb. 12:23, margem Efes: 2:6, etc.). Este era oreino que "estava próximo". (Mat. 3:2; 4:17, etc.). Esta era a mensagembásica dos sermões de Paulo. (Veja Atos 20:25, 28:23 e 31). As profeciascom respeito ao reino do Messias, estão agora se cumprindoespiritualmente, mas alguém precisa ter aquele conhecimento espiritualdo Espírito de Cristo habitando em nós, afim de apreciarmoscompletamente seu cumprimento hoje. O falhar em ler as profecias na luz da obra de salvação de Cristo,levou os judeus a compreenderem mal as profecias que eles conheciamtão bem. A não ser que nossas interpretações das profecias revelem aCristo, nós também falharemos em assimilar seu sentido verdadeiro. Osjudeus foram levados a rejeitar a Cristo por causa de sua errôneainterpretação das profecias com respeito a Israel; eles esqueceram oupassaram pelo propósito moral das profecias – a salvação pessoal dopecado. "E chamarás Seu nome Jesus; pois Ele salvará Seu povo dosseus pecados." (Mat. 1:21). Orgulho espiritual, egoísmo e pecado emseus corações entenebreceram seu discernimento espíritual. “Ao passo que os israelitas desejavam o advento do Messias, nãotinham um reto conceito da missão que Ele vinha desempenhar. Nãobuscavam redenção do pecado, mas libertação dos romanos. ... Eles tinhamestudado as profecias, mas sem percepção espiritual. ... O orgulho lhesobscurecia a visão. Interpretavam a profecia segundo seus desejosegoístas.” (DTN, pág. 30).
  • 82. Escatologia Bíblica 82 Os judeus eram literalistas rígidos Os judeus eram rígidos literalistas na interpretação das Escrituras.Quando Jesus disse a Nicodemos, "Importa-vos nascer de novo",Nicodemos esforçou-se para entender Suas palavras literalmente, comose Jesus se referisse a um nascimento físico. Jesus, de certo se referiu aum nascimento espirituai. (Veja João 3). Quando Jesus disse: "Destruíeste santuário, e em três dias o reconstruirei. Replicaram os judeus: Emquarenta e seis anos foi edificado este santuário, e tu em três dias, olevantarás? Ele, porém, se referia ao santuário do Seu corpo." (João2:19-21). Sob a autoridade da profecia de Mat. 5:1 e 4:5, os judeusestavam esperando a Elias literalmente a voltar antes da vinda doMessias. Isto os levou à pergunta: Como poderia Jesus ser o Messiassendo que Elias andarão aparecera em pessoa (Mat. 17:10; João 1:21)?Jesus respondeu à objeção levantada pelos fariseus declarando que aprofecia de Malaquias com respeito à vinda de Elias, foi cumprida noministério de João Batista, que Elias era um tipo do Precursor. (Veja.Mat. 17:11-15). Quando Jesus disse: "Aquele que come minha carne ebebe meu snague, tem a vida eterna, Ele falava de uma relação espiritualem termos de tipo Velho Testamento. Os ouvintes judaicos de Jesus,sendo literalistas, compreenderam mal Suas palavras. O autor de ODesejado de Todas as Nações, págs. 589-591, dá o seguinte comentáriosobre este incidente no ministério terrestre do Salvador: “A mesma verdade simbolizada na cerimônia pascoal, foi ensinada naspalavras de Cristo. Mas ficaram ainda por perceber. Então os rabinosexclamaram, irados: "Como nos pode dar Este a Sua carne a comer?"Fingiram compreender-Lhe as palavras no mesmo sentido literal que lhesdera Nicodemos quando perguntara: "Como pode um homem nascer, sendovelho?" João 3:4. ... Torcendo-Lhe as palavras, esperavam indispor o povocontra Ele. Cristo não suavizou Sua simbólica representação.... Osincrédulos judeus recusaram ver nas palavras do Salvador qualquersignificação que não fosse a mais literal. Pela lei cerimonial, eram proibidos
  • 83. Escatologia Bíblica 83de provar sangue, e deram agora à linguagem de Cristo o sentido de umsacrilégio, disputando entre si sobre Suas expressões.” Os judeus eram expositores da profecia "mas sem entendimentoespiritual". Eles não estudavam as profecias à luz do propósito moral deDeus; eles não estudavam as profecias para que por elas, eles fossemfortalecidos a vencer o pecado no coração. E, não obstante, foi este opropósito ao serem elas dadas. A História se Repete De modo similar, hoje, muitos milhares de cristãos professosestudam as profecias e aplicam-nas mal da mesma maneira como ofizeram os judeus; sua interpretação das profecias concorda com osjudeus que rejeitaram a Cristo e está atualmente oposto aos ensinosplenos do Novo Testamento. Os judeus apontaram as profeciasretratando o triunfo de Israel sobre seus inimigos (tais como em Ezeq.38; 59, Joel 3; Zac. 12:14, etc.), e sentiram-se certos da proteção ebênção de Deus. Hoje, os expositores cristãos ensinam o mesmo como ofizeram os judeus com respeito àquelas profecias. Ambos não viram asqualificações espirituais requeridas por aqueles cuja vitória e bênção sãosalientados; ambos desejavam ver o propósito moral das profecias. Nos dias de nosso Senhor, quando os judeus levam a promessacontida em Jer. 51:51-57, eles aplicavam-no incondicionalmente à suanação. Um autor cujos trabalhos evidenciam uma compreensão espiritualfina, diz: “Os judeus mal interpretavam a promessa do Deus eterno favor a Israel(as palavras de Jer. 31:33 e 34, são então citadas). „Assim diz o Senhor....Se falharem estas leis fixas diante de mim (o sol, alua e as estrelas), diz oSenhor, deixará também a descendência de Israel de ser uma nação diantede mim, para sempre.‟ (Jer. 31:35-37). Os judeus consideravam suadescendência natural de Abraão como lhes dando um direito a estapromessa. Mas eles deixaram de ver as condições que o Senhor
  • 84. Escatologia Bíblica 84especificava. Antes de dar a promessa., Ele dissera, „Eu colocarei a minhalei em seu interior, e escreverei em seus corações....‟ “A um povo em cujo coração Sua lei é escrita, o favor de Deus estáassegurado.” O Novo Testamento claramente ensina que a igreja herdou todas aspromessas e bênçãos asseguradas a Israel. Aos judeus Jesus disse: “Oreino de Deus vos será tirado (Israel literal), e será entregue a um povo(Israel espiritual), que lhe produza os respectivos frutos.” (Mat. 21:43).Aqueles que produzem os “frutos do Espírito” (Gál. 5:22 e 23), novinhedo do Senhor (Mat. 21:33-43; João 15:1-11, etc.), são garantidas abênção e proteção de Deus. “Vós (a igreja) sois,... nação santa.” (1 Ped.2:9). Que a igreja é agora a nação de Israel, é mantido através do NovoTestamento. Este fato tem sido encarecido por muitos comentadoresbíblicos estimados. Nós citaremos um, representando um grau de númerode outros qie poderiam ser citados: “A Igreja cristã absorve a judaica, herda seus privilégios, e adota comsignificado mais amplo e mais nobre, sua fraseologia.... O Israel de Deus, aigreja de Cristo, toma o lugar do Israel nacional." (Ellicot‟s Commentary,Notes on Revelation, págs. 96, 125). Não pode ser salientado em demasia que esta declaração exprime oclara e freqüentemente repetido ensino do Novo Testamento, e aexplicitamente citada declaração das igrejas Protestantes e seuscomentadores. Porém elas o inimigo da verdade tem estado trabalhandoassiduamente para cegar o povo à verdadeira interpretação das Escriturasde maneira que não vejam o propósito moral das profecias que é vitalpara eles compreenderem nesta hora de destino. A crença comprovadapelo tempo na igreja, de que as profecias biblicas do Velho Testamentoencontraram seu claro cumprimento mais amplo e moral no NovoTestamento, está sendo abandonado em troca. de um relativamente novoe decididamente revolucionário ensino criando Dispensacionalismo quedeclara que estas profecias "saltam por cima" a idade da Igreja, e serão
  • 85. Escatologia Bíblica 85literalmente cumpridas num século de domínio judaico, que o seguirá.Este ensino revolucionário revisa drasticamente a interpretação do livrodo Apocalipse, e os estudantes do Apocalipse deviam considerar comoração, se sua interpretação daquele livro é influenciada pelos princípiosdo futurismo. Escrevendo e condenando este sistema de interpretação, oDr. Oswald T. Allis aponta seu erro fundamental: “O Dispensacionalismo tem sua origem num literalismo faltosoantiescriturístico que, no importante terreno da profecia, ignora o típico epreparatório caráter do Velho Testamento.... Este sistemaDispensacionalista de interpretação das Escrituras é muito popular hoje,as razões não estão muito lonçe. A interpretação literal parece tornar oestudo bíblico fácil. E também parece reverente. E argúi da seguintemaneira: „Deus deve ter dito o que Ele quer, e deve significar justamenteo que Ele disse; e o que Ele disse é para ser tomado justamente como Eleo disse, isto é, literalmente.‟ Mas o Novo Testamento torna bem claroque a interpretação literal era uma pedra de tropeço aos judeus.Escondem-lhes as mais preciosas verdades da Escritura. O templo e seuculto eram típicos do trabalho sumo-sacerdotal de Cristo (João 2:19).Mas os judeus deixaram de compreender sua aplicação dela a si mesmos,e usaram suas palavras para causar sua destruição (Mat. 26:61)... Eleveio para cumprir a lei e os profetas. Mas o cumprimento que Eleofereceu aos judeus era tão diferente de seus literais e carnais desejos eexpectação que eles enviaram seu Rei ao caivario." (A Profecia e aIgreja, págs. 256, 258). A história se repete. Os judeus anelavam um domínio terrestre etemporal. Eles pediam o cumprimento incondicional e literal dasprofecias concernentes a “Israel”, recusando-se a ver que eles perderamseu direito a eles por causa de sua falha de satisfazer as condições. Porcausa de suas falsas interpretações das profecias concernentes ao reinoprometido a Israel, os judeus rejeitaram a Cristo e Seu reino espiritual.De modo similar, hoje muitos professos cristãos, caem no mesmo erro de
  • 86. Escatologia Bíblica 86interpretação das profecias concernentes a “Israel” num sentido literal ePalestino, deixando de ver que os judeus, por sua rejeição e crucifixão deCristo, perderam todo o direito para eles. Como o sistema deinterpretação literal, e centro Palestino foi o meio de os judeus rejeitarema Cristo e Seu reino espiritual, assim, hoje o sistema da interpretaçãoliteral, e centro Palestino – O Futurismo – leva as pessoas a entender male rejeitar a mensagem última de Cristo, referem-se aos últimosacontecimentos em Seu reino espiritual de Israel. Esta mensagem éclaramente enunciada no 1ivro do Apocalipse, mas por causa de suasfrases de terminologia Velho Testamental, seu propósito presente emoral não é entendido por aqueles que seguem o sistema deinterpretação Futurística. Por causa da imagem pertencente a Israel, tão abundantementeusada no livro do Apocalipse, os futuristas dizem que é um livro quelargamente pertence ao judeu literal na Palestina. Falham emcompreender o princípio do Novo Testamento que a terminologia VelhoTestamental é agora empregada em um sentido espiritual de âmbitomundial em conexão com a igreja, é responsável por muita confusãoteológica. “Israel” é a palavra-chave que abre os problemas proféticos –especialmente aqueles do livro do Apocalipse. Somente quando serelacionam à igreja podem as profecias ser imediatamente entendidas.Muitos comentadores corretamente enfatizam que “o simbolismo doApocalipse é inteiramente e exclusivamente judaico; somente israelitasespirituais podem entender as profecias do Apocalipse”. Calcula-se queao menos 550 citações do Velho Testamento são encontradas no livro doApocalipse. O seguinte extrato do The Revelation of St. John, pelo Prof. W.Willigan, D. D., págs. 27-50, ilustram o que outros têm apontado comrespeito à natureza exclusivamente. judaica do Apocalipse: “A igreja cristã, mesmo entre os gentios, tinha sido enxertada sobre otronco de Davi. Ela tinha um interesse em Sião e Jerusalém; ela viu emBabilônia o tipo de seus inimigos; ela sentiu-se ser o verdadeiro Israel de
  • 87. Escatologia Bíblica 87Deus. Ela conhecia bem o tabernáculo e o templo, com seus pilares eincenso, seus diferentes altares, com as vestes sumo-sacerdotais, com ocandeeiro de ouro de sete braços, com a arca do concerto, com o manáescondido, e com pergaminhos escritos tanto por dentro como nas costas.Estes símbolos eram portanto intimamente adotados à sua condição, edevem ter sido compreendidos por ela com poder peculiar. “Mas o simbolismo do Apocalipse é inteira e exclusivamente judaico.Mesmo a coroa da vida no cap. 2:10, não é a coroa do vencedor dos jogosGregos, mas a coroa hebraica da realeza e gozo – a coroa do „rei Salomãocom a coroa com que sua mãe o coroou no dia do seu desposório, no dia dojúbilo do seu coração.‟ (Cant. 3:11). A „pedra branca‟, com o novo nomeescrito nele, do cap. 2:17, não é sugerido pela pedra branca que, lançadaem cortes pagãs de justiça, para dentro da caixa de jogo, exprimia o perdãode juiz do prisioneiro na corte, mas com toda a probabilidade pela placabrilhante usada pelo sumo sacerdote sobre a sua testa. E todos os bonscomentadores estão de acordo que as plamas do cap. 7:9, não são aspalmas de vencedores pagãos ou na batalha ou em jogos, mas as palmasda Festa de Tabernáculos quando, no mais alegre de todos os seus festivaisnacionais, Israel comemorou a vida de independênicia na qual ela entrou,quando ela marchou de Rameses a Sucote, e trocou suas residências noscampos quentes de tijolos do Egito, pelo ar livre do deserto, e as „câmaras‟que ela erigiu no campo aberto. Os símbolos do Apocalipse devem serjulgados com os sentimentos de um judeu, e não com os de nosso própriojuiz ou século.” Depois de apresentar outros detalhes de “Israel” no Apocalipse, oProf. Willigan continua: “Se das trombetas nós passarmos às penelas os seguintes particulareschama nossa atenção: “1) A própria menção de panelas imediatamente nos ligam, não com omundo, mas com a Igreja. As vasilhas assim denominadas não eram vias,mas panelas ou bacias, grandes ou baixas, e não estreitas e fundas. Elaseram os presentes apresentados pelos príncipes das doze tribos de Israel,para o serviço do Tabernáculo (Núm. 7), e elas eram usadas para ofertas noaltar de ouro do santuário, o incenso que tinha sido aceso por brasa do altarna corte. Eles eram instrumentos de serviço religioso, e eram peculiarmenteespecíficas, de acordo com a lei da recompensa em espécie, permeando
  • 88. Escatologia Bíblica 88todo o Apocalipse, para conter estes juízos do Todo-poderoso, que foramdesignados... para a igreja infiel... (as pragas, primeiramente, caem sobre aBabilônia espiritual – a igreja apostatada). “2) Uma semelhante observação aplica-se ao fato que, como émencionado em Apocalipse 15:6, os anjos que carregam as sete últimaspragas, saem do „templo‟ ou oráculo interno do tabernáculo do testemunhono céu, vestidos como sacerdotes, em puro linho branco e com cintos deouro. “O livro está absolutamente baseado nas memórias, nos incidentes, ospensamentos, e na linguagem do passado da igreja. A tal ponto é assim, quepode ser posto em dúvida se ela contém uma singular figura não extraída doVelho Testamento, ou uma simples sentença completa nem mais nemmenos construída de materiais da mesma fonte. Nada pode transmitir umaimpressão completa e adequada sobre o ponto, exceto o cuidadoso estadodo próprio livro neste aspecto particular de seus conteúdos.” E então ele enumera exemplos das muitas pessoas, lugares,incidentes, etc., associados com o antigo Israel e mencionadas noApocalipse. O Prof. Willigan então continua: “O grande terremoto do capítulo 16 é tirado de Ageu; o sol se tornandonegro como cabelo de pano de saco, e a lua tornando-se em sangue domesmo capítulo, de Joel; as estrelas dos céus caindo, a figueira lançandoseus figos temporãos, os céus partindo como um rolo, no mesmo capítulo,de Isaías; os gafanhotos do capítulo 9, de Joel; o ajuntamento do vinho daterra no capítulo 14, de Joel; e o pisar do lagar no mesmo capítulo, deIsaías; as asas da águia sobre a mulher é levada à proteção no deserto sãoas de Deuteronômio e Isaías, e toda a descrição da Nova Jerusalém, nocapítulo 21, é moldada sobre Ezequiel. “Se nós olharmos às várias da maiores visões, nós teremos a mesmalição ensinada a nós – do trono nos céus no capítulo 4, tendo o seupropósito em Isaías e Ezequiel; da abertura dos selos no capítulo 6, emZacarias; do da terra do mar no capítulo 13, em Daniel; do da oliveira nocapítulo 11, em Zacarias; do da medida do templo no capítulo 21, emEzequiel e Zacarias, do pequeno livro no capítulo 10, em Ezequiel. “Ou, uma vez mais, se tomarmos qualquer visão singular eexaminarmos os detalhes, nós acharemos que suas várias porções sãomuitas vezes juntadas de diferentes profetas, ou diferentes partes do mesmo
  • 89. Escatologia Bíblica 89profeta. Assim, na primeira visão do livro, do glorificado Redentor, nocapítulo 1:12-20, o candeeiro de ouro são tirados de Êxodo e Zacarias; asvestimentas até os pés, do Êxodo e Daniel; o linho dourado, de Isaías eDaniel; os cabelos como branca lã, dos mesmos dois profetas; os pés comobronze polido, de Ezequiel; a espada de dois gumes, de Isaías e Salmos; oseu rosto brilhava como o sol na sua força, de Êxodo; a queda do videntecomo morto aos pés da pessoa que lhe aparece, do Êxodo e Isaías,Ezequiel e Daniel; o pôr da mão direita de Jesus sobre o vidente, de Daniel. “É impossível alongar sem passar por todos os capítulos, verso echave do livro, que é um perfeito mosaico de passagens do VelhoTestamento, uma vez citado verbalmente, e em outra repetida em distintaalusão, agora tirado de uma cena na história judaica, e agora de dois ou trêsjuntos.... Os livros sagrados deste povo tinham sido mais do que familiarpara ele. Eles tinham penetrado todo o seu ser.... Em toda a extensão daliteratura sagrada ou religiosa não se deve encontrar em nenhuma outraparte tão perfeita fusão da redação dada a Israel, com a mente de alguémque, ou exprimisse as idéias de Israel, ou se manifestasse por meio dossímbolos supridos pela história de Israel, os mais puros e mais elevadospensamentos da fé cristã. “Se das pessoas, nós formos aos lugares, existe a mesma regra. AJerusalém e o Monte de Sião e Babilônia e o Eufrates, Sodoma e Egito,todos familiares a nós na história de Israel, têm sua parte a fim deapresentar a santidade e a felicidade dos santos, ou a vinda do juízo, ou ostransgressores dos quais os justos têm que se separar. A batalha do Har-Magedom tem indubitável referência a uma ou a outra senão ambas, dasduas batalhas ligadas no Velho Testamento na planície do Megido. (Juízes5:14; Sal. 83:4; 2 Reis 23:29) ... “Embora nada possa explicar o último ataque sobre os santos como umajuntamento de Gogue e Magogue dos quatro cantos da terra, mas o fatoque estes nomes já haviam sido consagrados a um propósito similar nasprofecias de Ezequiel. (cap. 38 e 39). (Ibid. 72 e 73).” Um comentário da Bíblia, por Bispos e outros clérigos da IgrejaAnglicana, diz a respeito de Apocalipse 20:8: “Os termos „Campo‟ e „Cidade‟ são imagens emprestadas da condiçãode Israel no deserto e na Terra Prometida. (Êxo. 14:19; Sal. 107:36).”
  • 90. Escatologia Bíblica 90 “O ênfase “Hebraico” atravessa todo o Apocalipse. Mesmo as muitaspalavras gregas, João dá um forte colorido hebraico.” Notem o seguinte extrato tirado da pena do Prof. Willigan, D.D.: “O escritor então encarece, intencionalmente o hebraico... (elehebraíza). Nada pode ser mais claro que sua declaração (Ewaldo), que aimitação do idioma hebraico no Apocalipse vai tão longe que leva a minhamudança na construção grega, tendo em vista imitar as construções dalíngua hebraica.” (Willigan’s The Revelation of St. John, pág. 260). Mencionando Apoc. 9:11, o professor declara: “Quando nós procuramos a raiz da palavra grega Apoliom ... nósdescobrimos que ela exprime o mesmo significado como em hebraico.” Urias Smith, em seu Daniel and the Revelation, pág. 479, aoscomentar sobre Apoc. 9:11, diz: “Seu nome. Em hebraico, Abadom, o destruidor; em grego, Apoliom,alguém que extermina ou destrói. Tendo dois diferentes nomes em duaslínguas, é evidente que o caráter, antes que o nome do poder, entende-seque representa... como o expresso em ambas as línguas ele é umdestruidor.” Ao descrever a destruição dos inimigos da igreja, João procuraencarecer o simbólico “lugar que em hebraico se chama Armagedom”(Apoc. 16:16). Como as qualidades do poder e não seu nome literal éexpresso no nome hebraico de Apoc. 9:11, assim é por causa dasqualidades ou do significado na língua hebraica da palavra Armagedomque é mencionada em Apoc. 16:16. O significado do Armagedom é dadopor Christopher Wordsworth: “Armagedom ou Har-Magedom é formadode duas palavras hebraicas – a primeira, Har, significa uma montanha; aoutra, em pedaços; e assim significa a Montanha de Extermínio ouMatança.” O Ellicott’s Commentary declara: “O grego é moldado pelas tendências hebraicas do escritor! ... Assim ocolorido forte hebraico é precisamente o que devemos esperar de alguém...constantemente falando sobre as esperanças e profecias Messiânicas.”
  • 91. Escatologia Bíblica 91 “A prevalência das influências hebraicas notáveis no Apocalipse,poderiam muito bem calhar com a data posterior.” “O intérprete é facilmente reconhecido pelas conjurações externas, enão dá muita atenção aos princípios éticos espirituais íntimos... Destesprincípios o principal parece ser o seguinte: (1) as passagens raízes nasprofecias do Velho Testamento têm que ser consideradas.” No The New Testament in Greek, General Epistles and Revelation,o Bispo C. Wordsworth, declara: “A dicção do livro do livro do Apocalipse é mais hebraísta do que a dequalquer outra porção do Novo Testamento. Ela adota expressõesidiomáticas hebraicas e palavras hebraicas. Ela de modo estudado evita asleis da Sintaxe Gentílica e até corteja anomalias e solecismos; elacristianiza palavras hebraicas, e sentimentos, e veste-os com vestimentaevangélica, consagra-as a Cristo. Assim, por exemplo, ela nunca usa aforma grega Hierosacluma, mas sempre emprega o hebraico Hierusalem; epor esse nome nunca designa o literal, Sião, mas a Igreja Cristã.” O Bispo C. Wordsworth, por muitas ilustrações mostra o ambientehebraico, e o seu sentimento, etc., que prevalece através do Apocalipse.Ele ainda diz: “Num espírito similar de genuína catolicidade, expandindo a mente eespiritualizando a linguagem da nação judaica, e investindo-as com a luz doEvangelho designa a Igreja Universal de Cristo sob os termos de umanomenclatura hebraica pelos nomes das Doze Tribos de Israel. Assim elaestende a compreensão do povo hebreu, e desenvolve os muros de Sião eos limites da Palestina até que incluam em seu ambiente amplo à família dahumanidade. O Apocalipse também eleva o coração e a voz da naçãohebraica até a corte da igreja glorificada. Aqui a língua hebraica soa nosolene serviço do ritual celeste, em que o coro angélico canta conosco aDeus, „Amém‟, „Aleluia‟... Ela lida de maneira similar com a profeciahebraica. É uma das características da profecia hebraica o repetir asmesmas predições em tempos diferentes. O Apocalipse procede num planosimilar.”
  • 92. Escatologia Bíblica 92 Falácia Fundamental do Futurismo O livro do Apocalipse foi escrito à igreja de Jesus Cristo. (vejaApoc. 1:11; 22:16; 2:7, 22, 29; 3:6, 13, 22, etc.), e no seu fim nossoSenhor disse: “Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos testificar estascoisas às igrejas.” (Apoc. 22:16). Porém, apesar das citações do próprioSenhor dadas no Apocalipse, e apesar dos plenos ensinos do NovoTestamento que a igreja é agora “o Israel de Deus” (Gál. 6:16, etc.), osFuturistas declaram que porque ela contém santas imagens pertencentesa “Israel”, ela lida principalmente com o judeu literal na Palestina! Para devidamente apreciar qualquer ensino, sempre é necessárioobservar cuidadosamente seus princípios básicos. Usemos a Bíblia doDr. Scofield (que fala pelo Futurismo), que nos cita o princípio básico doFuturismo: O Futurismo nega “que a Igreja é o verdadeiro Israel, e que aprevisão do Velho Testamento do reino está cumprido na Igreja.” (pág.989). Isto é, como já mostramos, a contradição direta do pleno ensino doVelho Testamento, e também o ensino comprovado pelo tempo da igrejacristã por centenas de anos. Os Futuristas ignoram as declarações clarasda Escritura que “a ira, porém, sobreveio contra eles (a nação literal deIsrael) definitivamente!. (1 Tess. 2:16); que como nação eles têm sidotão quebrados que eles “não podem mais refazer-se” (Jer. 19:11); e queCristo explicitamente lhes declarara: “o reino de Deus vos será tirado eserá entregue a um povo (a igreja, 1 Pedro 2:9), que lhe produza osrespectivos frutos.” (Mat. 21:45). Os Futuristas, que não são guiados pelo ensino do NovoTestamento, que o Israel espiritual – a igreja – tomou o lugar do Israelnacional, ainda constrói suas doutrinas e suas esperanças para o mundosobre uma crença num cumprimento Palestino e literal das profeciaspertencentes a Israel. Assim a Bíblia de Scofield, na página 1.226,comenta: “A promessa do reino de Davi, e sua semente, descrita nos
  • 93. Escatologia Bíblica 93profetas (2 Sam. 7:8-17, referências Zac. 12:8), entre o Novo Testamentoabsolutamente não mudado (Lucas 1:31-33). Mas Scofield não vê o fatoque, quando a Igreja herda tudo que pertencia a Israel (num sentidomaior), ela também herda a fraseologia do Israel nacional: As mesmaspalavras e designações se referem a ambos. Em outras publicações, oescritor deu muitos exemplos, tirados do Novo Testamento. Não existemudança na fraseologia empregada no Novo Testamento, mas, existepositivamente uma mudança com respeito ao povo a quem essasprofecias e designações agora se aplicam. No Novo Testamento, a igrejaé mencionada na linguagem empregada no Velho Testamento, comrespeito a Israel. As profecias e bênçãos que nalgum tempo se referiamao Israel Nacional, mas agora se referem a Igreja. Porque a igreja e seusinimigos, são assim descritos no Apocalipse, os Futuristas vêem apenas anação judaica literal e a Palestina nas muitas referências às coisas deIsrael, contidas no livro do Apocalipse. O Apocalipse pode serdevidamente entendido, se o propósito moral discernido, unicamentequando os eventos históricos do Velho Testamento, pessoas, nomes,números, cores, etc., são aplicados espiritualmente em relação comCristo e Sua igreja. Semelhantes à teologia judaica nos dias de Jesus, o Futurismo sebaseia, sobre uma interpretação rígida, literal da Escritura. Com respeitoa esta posição Futurista, o Dr. O. T. Allis, diz: “É a pretensão insistente de seus advogados, somente quandointerpretado literalmente, a Bíblia verdadeiramente interpretada; e elesdenunciam como espiritualizantes ou alegoristas aqueles que nãointerpretam a Bíblia com o mesmo grau de literalismo como eles fazem... aquestão da interpretação literal versus figurada é, portanto, uma que tem queser encarada desde o começo. E deve ser observado de uma vez que o itemnão pode ser afirmado como uma simples alternativa, quer literal, querfigurada. Nenhum literalista, embora exigente, toma tudo na Bíblialiteralmente. Nem o fazem os que se inclinam a um método mais figurado deinterpretação, insistem que tudo é figurado. Ambos os princípios têm o seulugar próprio e suas limitações necessárias... os mais preciosos ensinos daBíblia, são espirituais; e essas realidades espirituais e celestiais são muitas
  • 94. Escatologia Bíblica 94vezes apresentadas sob a forma de objetos terrestres e relações humanas...e coisas espirituais são mais reais e mais preciosas do que as cousasvisíveis, tangíveis, e efêmeras. Para as cousas representadas têm muitomais realidade e perfeição em si, do que as coisas pelas quais asrepresentamos. As palavras este é o meu corpo, não perdem, masganham, em significado, quando o sentido literal, é rejeitado como nãoescriturístico." (Prophecy and the Church, págs, 16-18). Mais Falhas Futurísticas A aderência ao princípio que as profecias que são formuladas emterminologia pertencente a “Israel” tem que se cumprir literalmente, emrelação literal aos judeus, adia o cumprimento em algum tempo nofuturo. Assim os Futuristas, por não poderem estas profecias serconsideradas como tendo se cumprido ainda, ou como sendo capazes documprimento neste presente século, referem o seu cumprimento paraapós o "arrebatamento" da igreja. Está além do escopo deste esboço,necessariaiente limitado, discutir o assunto em seus muitos detalhes.Porém, nós salientamos que os Futuristas ensinam que as peculiaridadesjunaicas, serão reavivadas; os sacrifícios serão novamente oferecidos.Scofield, procurou solver a dificuldade, confrontada por numerosostextos do Novo Testamento, que explicitamente ensinam que o ritualmosaico de sacrifícios e o sacerdócio Aarônico, foram abolidos, e que osistema típico Velho Testamental de expiação, acha seu cumprimento naexpiação e mediação sumo-sacerdotal do Senhor Jesus Cristo. DizScofield: “Indubitavelmente estas ofertas serão lembanças, que olham aopassado para o futuro da cruz como as ofertas sob o velho concerto, eramantecipatórias, que olhavam para o futuro tempo da cruz.” (pág. 890).Nisto, como em muitas outras ilustrações que poderiam ser dadas, nósvemos o triste resultado de seguir um sistema de interpretação que exigeque as coisas pertencentes a “Israel”, devem se cumprir, literalmente. Para o Futurismo, é uma suficiente condenação acusadora, que elerelega ao futuro o cumprimento de tais profecias como Zac. 13:1
  • 95. Escatologia Bíblica 95(“naquele dia haverá uma fonte aberta para a casa de Davi e para oshabitantes de Jerusalém, para remover o pecado e a impureza”), e Daniel9:24. O comentário Futurista é: “O dia ainda é futuro, quando uma fonteserá aberta para a iniqüdade do povo de Daniel (Zac. 13:1), e a justiçafor dispensada por eles”. Existe o princípio empregado pelos profetas bíblicos de falar deeventos de ambiente mundial que, à primeira vista parecem indicar que aPalestina deve ser o lugar de seu cumprimento. Mas um estudo maiscuidadoso revela que toda a história da salvação está sintetizada emfraseologia semelhante. Assim o todo das coisas literais locais naeconomia mosaica, predisseram eventos mundiais em conexão com aigreja cristã. (Veja 1 Cor. 10:6 e 11, margem). Esta tem sido a crença dosintérpretes protestantes por séculos e anos, como pode ser visto nostítulos da versão King James. Embora sintetizado em fraseologiaindicadora que a fonte da purificação seria literalmente em Jerusalém,mas a maioria dos cristãos aplicamam este verso como se referindo àcorrente vermelha que fluiu do Salvador por Sua morte no Calvário. Nóspodemos todos simbolicamente, ou pela fé, mergulhar nessa preciosafonte onde quer que nos localizemos literalmente na terra. O hinofamiliar de Cowper, “Existe uma fonte cheia de sangue”, deve a sua belaembora dolorosa imagem a este verso. Comparando Zac. 13:1 e Ezeq.47:1-12, nós vemos o pensamento em Zac. 13:1, que água é símbolo dapurificação e limpeza. (Veja também Ezeq. 36:25; Apoc. 7:14, etc.). Arecusa de ver a importância simbólica das Escrituras, empregam peloEspírito Santo de transmitir verdades é a base dos erros do catolicismoromano. Futurismo e o Livro do Apocalipse Como o fizeram os judeus, assim o fazem os futuristasa – elesdeixam de discernir o propósito moral presente das profeciaspertencentes a “Israel”. A terminologia Velho Testamental é empregada
  • 96. Escatologia Bíblica 96no Apocalipse, porque a igreja foi ocupar o lugar de Israel, porque aigreja é “Israel”. Deus tinha uma razão moral para dar a Jacó, o nome de “Israel” –porque seu caráter foi mudado, após uma noite de oração. (Veja Gên. 32:24-50; Osé. 12:3 e 4). Jesus é o rei de Israel (Veja S. João 1:49). E “o reide Israel”, que conhece Seus filhos, disse a Natanael (que gastara algumtempo com seu Deus em oração no segredo de uma frondosa figueira):“Eis um verdadeiro israelita em quem não há dolo.” (S. João 1:47-49).“Os restantes de Izrael” (Sof. 3:13), serão aqueles dos quais é dito: “Nasua boca não se achou engano” (Apoc. 14:5). Um verdadeiro israelita(como Jacó e Natanael, etc.), sabe por experiência o que significaderramar a alma diante de Deus, apegando-se a Ele e confiando em Seuamor e misericórdia. Somente os que assim comungam com Deus e que“não têm engano”, podem completamente compreender e aceitar amensagem do Apocalipse. O Apocalipse, pode ser compreendidosomente à luz dos tipos literais do antigo Israel. Ao ser rejeitado esteprincípio pelos futuristas, eles não podem entender o propósito moral,presente da maioria das profecias do Apocalipse. Eles aplicam-nosliteralmente em conexão com o judeu literal da Palestina. Como nadaainda aconteceu literalmente, de acordo com a sua interpretação destascoisas de “Israel”, portanto, dizem eles essas coisas devem ser futuras.Desta maneira raciocinaram os judeus nos dias de Cristo e O rejeitaram.Desta mesma maneira os Futuristas estão cegos aos cumprimentos dopresente das profecias apocalípticas e .rejeitam a mansagem vital deCristo para eles hoje. A concepção futurissta, declara que o anticristo e as profeciasrelacionadas à sua “guerra”, feita aos “santos” lida com uma pessoaainda está para aparecer, e fazer seu trabalho mortal, contra o judeuliteral na Palestina. O sistema futurista de interpretação tem sido mantidopelo papado, porque ele aponta a um anticristo militar – uma pessoaliteral – a surgir na Palestina no futuro, e assim distrai a atenção para não
  • 97. Escatologia Bíblica 97ver o papado como o anticristo – uma organização espiritual retratada noApocalipse. A questão de se o “Armagedom” é empregado em sentido literal ousimbólico, leva-nos à decisão sobre que sistema de interpretação nósusamos. O Futurismo ensina que todos os ensinos judaicos noApocalipse, são considerados literalmente – incluindo o “lugardenominado na língua hebraica, Armagedom.” “Armagedom” dizemeles, é uma batalha literal, militar, durante a qual o Senhor liberta osjudeus literais, remanescentes na Palestina, de seus inimigos nacionaisdirigidos pela besta e o falso profeta. Quando “Armagedom” éinterpretado de acordo com o princípio estabelecido no NovoTestamento, isto é, que a Igreja é agora o Israel de Deus, “Armagedom”é visto ser um conflito espiritual que envolve a igreja e os princípiosmorais que ele representa. Quando ensinado como uma batalha militar, adescrição profética do “Armagedom”, não tem propósito moral; quandoensinado em relação à destruição dos inimigos da igreja e o triunfo daigreja, ela contém um propósito moral vital. A solene advertência de Deus ccntra adorar a “besta” e “suaimagem” ou receber seu sinal, bem como tantas das profecias atraentesdo Apocalipse, perdem seu propósito moral, para hoje, quandointerpritada de acordo com o sistema futurista, que os aplica ao futuro,em relação aos judeus literais da Palestina. Aqueles que lêm estasprofecias de acordo com o futurismo, assim agem como expectadores, oucomo aqueles cuja curiosidade mental é estimulada a conhecer queeventos ocorrerão a outras pessoas que viverão na Palestina no futuro.Mas o Senhor deu estas profecias como mensagens adultas, comomensagens vitais para os Seus verdadeiros israelitas que vivem hoje.O Pentecostes Trouxe Luz Sobre o Propósito Moral da Profecia Mesmo os discípulos eram lentos no apreciar a interpretação de seuMestre das profecias sobre o reino no Velho Testamento. Eles também
  • 98. Escatologia Bíblica 98aguardavam a libertação temporal do jugo romano, e assim não estavampreparados para o seu terrível desapontamento, quando viram acrucificação de seu Senhor. Um escrtor declara: “Antes de Sua crucifixão o Salvador explicou a Seus discípulos que Eledeveria ser morto, e do túmulo ressuscitar... Mas os discípulos aguardavamlivramento temporal do jugo romano, ... As palavras de que necessitavamlembrar-se, fugiram-lhes do espírito; e, ao chegar o tempo da prova, esta osencontrou desprevenidos. A morte de Cristo destruiu-lhes tãocompletamente as esperanças, como se Ele não os houvesse advertidopreviamente.” (O Grande Conflito, 594) Se os discípulos tivessem uma compreensão correta das profecias,eles poderiam ter tido um culto de louvor, reconhecendo o cumprimentomaravilhoso da profecia na morte e ressurreição de seu Senhor. Mesmono dia da ressurreição não sabiam a verdadeira interpretação dasprofecias concernentes a Israel. Antes de Jesus se revelar aos doisdiscípulos de Emaús, Ele explicou as profecias, pois “era-lhes necessáriocompreender os testemunhos dados a respeito dEle pelos símbolos eprofecias do Antigo Testamento. Sobre estes devia estabelecer-se sua fé.Cristo não operou nenhum milagre para os convencer, mas foi Seu primeirotrabalho o explicar-lhes as Escrituras. Haviam considerado Sua morte aruína de todas as suas esperanças. Agora Ele lhes mostrou pelos profetasque ali se achava a mais vigorosa prova de sua fé. ...Os milagres de Cristosão uma prova de Sua divindade; mas uma prova mais forte ainda de queEle é o Redentor do mundo, encontra-se comparando as profecias do AntigoTestamento com a história do Novo.” (DTN, pág. 799). Idéias velhas custam a morrer, e mesmo subsequente à ressurreição,os discípulos ainda mantinham idéias errôneas com respeito aocumprimento das profecias relacionadas ao estabelecimento do reino deCristo. (Atos 1:6). Jesus lhes ordenara pregar: "Está próximo o reino doscéus" (Mat. 10:7). Mas não antes do Pentecostes, não antes de teremgasto semanas de oração e no afastamento daquelas coisas que não
  • 99. Escatologia Bíblica 99estavam em harmonia com Cristo, os discípulos realmente penetraram opropósíto moral das profecias. “Antes de deixar Seus discípulos, Cristo uma vez mais definiu anatureza de Seu reino. Trouxe-lhes à lembrança as coisas que lhes haviafalado anteriormente com relação a esse reino. Declarou-lhes que não eraSeu propósito estabelecer neste mundo um reino temporal.” (Atos dosApóstolos, pág. 30) “Por causa de seu espírito egoísta e terreno, os próprios discípulos deJesus não podiam compreender a glória espiritual que lhes buscava revelar.Não foi senão depois da ascensão de Cristo para Seu Pai, e doderramamento do Espírito Santo sobre os crentes, que os discípulosapreciaram plenamente o caráter e a missão do Salvador.” (DTN, pp. 506,507). Não foi antes do derramaamento do Espírito Santo que osdiscípulos entenderam a interpretação espiritual das profecias do VelhoTestamento referentes ao reino, depois do Pentecostes, enquantoensinava uma salvação literal e física do futuro, eles também queensinaram a salvação espiritual, era uma bênção presente. (veja 1 Ped.1:5; 1 Tess. 5:8; Rom. 13:11; Heb. 9:28; Isa. 25:9, etc.). Os discípulosnão podiam a princípio ver "a glória espiritual" do trabalho de Cristo,cumprindo as predições do Velho Testamento “por causa de seu espíritoegoísta e terreno”. Jesus Está Reinando Agora As Escrituras esclarecem que as profecias referentes ao reino doFilho de Davi, deviam cumprir-se por Sua morte e ressurreição. (VejaAtos 2:29, 32; 13:22-24; Rom. 1:4; 2 Tim. 2:8). Paulo pregou o reino deDeus e de Cristo como uma realidade de então, em que cada erente doevangelho era, e é trasladado instantaneamente. (Col. 1:12 e 13; 1 Cor.15:11; Atos 20:24 e 25, etc.). Deus tinha "levantado a Israel um
  • 100. Escatologia Bíblica 100Salvador, Jesus" (Atos 15:22 e 25; Luc. 21:10, 11, 30-32, 68-70; Atos5:30, 31). Pela operação do Espírito Santo no reino espiritual de graça doMessias, Cristo está salvando agora, redimindo Israel de "todo o povo"(Luc. 2:30-32, etc.). Esta salvação está "em Sião" (Joel. 2:32; Rom.11:26; 9:33:1 Ped. 2:4-7), a igreja, em que Jesus reina. Quando os discípulos, que ainda pensavam no cumprimento literalimediato das profecias do reino do Velho Testamento, perguntaram,"Senhor, será este o teiupo em que restauras o reino de Israel?Respondeu-lhes Jesus: Não vos compete conhecer tempos ou épocas queo Pai reservou para sua exclusiva autoridade, MAS, recebereis Poder, aodescer sobre vós o Espirito Santo" (Atos 1.:6-8). O reino literal seráestabelecido depois da era evangélica terminar o segundo advento, e otempo para este evento está escondido do homem, MAS, o cumprimentodas profecias concernentes ao reino do Messias estão se cumprindoagora pelo poder do Espírito Santo. "Porque o reino de Deus consiste,não em palavra, mas em poder." (I Cor. 4:20). Jesus reina agora! As profecias concernentes ao reino do Messiasestão se cumprindo agora! Esta era o fardo encantador dos apóstolospregando depois da descida do Espírito Santo no Pentecostes! Foi estereconhecimento do cumprimento das profecias do reino em relação àigreja que deu poder às suas pregações, e que também despertavam a irados judeus contra eles. O que os judeus consideravam como sendointeiramente no futuro, e para se cumprir literalmente em conexão com oIsrael nacional, os apóstolos pregavam como cumprindo-se na tarefa depregar o evangelho. Um estudo do Novo Testamento – dos sermões nelecontidos, ou das epístolas, etc., escritos depois de Pentecostes –claramente revelarão este fato. No dia de Pentecostes, o inspirado Pedro declarou que Jesus foielevado para assentar-se num trono; que Ele era "Tanto Senhor comoCristo" (veja Atos 2:30-36). O sermão de Pedro foi em grande parteconstituído de citações do Velho Testamento. A primeira destas é de Joel(2:28-32), e Pedro sita estes versos endereçados ao antigo Israel e aplíca-
  • 101. Escatologia Bíblica 101os a todos os que crescem em Jesus como "Tanto Senhor como Cristo","toda a carne", "todo o que chamar o nome do Senhor, será salvo." Emsua comissão aos discípulos, Jesus disse: "Toda a autoridade me foi dadano céu e na terra. Ide, portantanto e fazei discípulos de todas as nações."(Mat. 28:18 e19). Assim, o Senhor ressuscitado falou como um rei queestá para receber Seu reino, e para tomar Seu lugar à direita daMajestade no alto. São Pedro em Atos 2:33, descreve o derramamento doEspirito predito por Joel como uma demonstração do fato que Ele járecebera e está agora exercendo aquela autoridade real. Isto pode apenassignificar que Jesus entrara no Seu reino, e que este grande eventoinaugural da era da igreja deve ser considerada como cumprimento daprofecia Messiânica.. O Rei está agora exercendo Seu poder soberano.Note este detalhe nos vemos em Atos 3:16; 4:10, 30; 5:31, etc. Pedro citou o Sal. 110:1 e 2: "Disse o Senhor ao meu Senhor:Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos debaixo deteus pés. O Senhor enviará de Sião o cetro do Seu poder, dizendo:Domina entre os teus inimigos." Jesus está reinando agora no meio dosSeus "inimigos". A citação de Pedro de Joel 2:32 (veja Atos 2:21 ecompare com Joel 2:32), também mostra que desde o tempo dePentecostes, profecias do Velho Testamento concernentes a Sião,Jerusalém, a terra de Israel, etc., foram interpretadas como cumpridas emconexão com o trabalho de Cristo no evangelho. Como Jesus reina naigreja, Seu Sião espiritual ou Jerusalém, aqueles que são apresentados naprofecia de Joel (veja Joel 3), como sendo juntadas fora no vale deJosafá, para fazer guerra sobre o povo de Deus dentro de Jerusalém, temque se repetir àqueles que se opõem ao trabalho do evangelho. Estainterpretação pôs os judeus não como os favorecidos de Deus dentre deJerusalém, mas entre os que estavam do lado de fora, entre os inimigosde Deus. Tal interpretação despertou a ira dos judeus, que disseram quecriam que estas profecias se cumpriam literalmente em conexão com anação literal dos judeus.
  • 102. Escatologia Bíblica 102 Todas As Escrituras Morais Vibrantes de um Salvador Vivo No Pentecostes os discípulos de Jesus foram unidos nainterpretação de Pedro porque ele fez sua declaração "se levantou Pedro,com os onze." (Atos 2:14). Sua aplicação espiritual presente do reino dasprofecias (que os judeus aplicavam somente num sentido estritamenteliteral em relação ao futuro), formaram o Velho Testamento um livronovo e vivo para eles e seus ouvintes. Não era apenas um livro quecontinha relatórios áridos do passado, e bênçãos futuros que não tinhamrelação com o presente, mas um livro que continha um passado e umfuturo que vivia no presente – um livro vivo vibrante com mensagens deum Cristo vivo. Não somente as provas eram apresentadas pelo próprioVelho Testamento, mas o Cristo vivo por Seu Espírito sempre presenteproveu uma experiência em harmonia com a interpretação. O ensino Novo Testamental é claro que, desde a rejeição danação judaica, a igreja é agora o "Templo" em que Cristo reina pelo SeuEspírito. "O homem da iniqüdade" – o rei falso – que se assentaria "notemplo de Deus, como se fosse o próprio Deus" (2 Tes. 2:3 e 4), é oPapado dentro do templo espiritual – a igireja cristã professa. Futuristas– quer Papais ou supostamente Protestantes – aplicam essa profecia emconexão com um templo literal ainda a ser construído na Jerusalémliteral por um inimigo dos judeus literais. o Futurismo deixa de ver opropósito moral das profecias concernentes "ao tempo de Deus",mencionado em 2 Tess. 2:3 e 4, e em outras profecias templárias comodescritas em Ezeq. 40-48 e em Apocalipse 11:1. Ao aplicarem essasprofecias literalmente em relação ao futuro e à Palestina, eles deixam decompreender o propósito moral presente pelo qual. foram dados. Paulo não somente falou da igreja como sendo o "templo" deDeus, mas também de todo o indivíduo. (Efés. 2:21 e 22; 1 Cor. 3:16 e17; 6:19, etc.. O tabernáculo no deserto foi feito conforme o "modelo"celestial (Êxo. 25:9, 40). Depois de Moisés ter completado todos osdetalhes da estrutura e todos os móveis "como o Senhor mandara" (Êxo.
  • 103. Escatologia Bíblica 10340:16, 19, 21, 23, 25, 27, 29 e 31), "a glória do Senhor enchia otabernáculo." (v. 35). A mesma coisa ocorreu na dedicação no templo de Salomão. (1Reis 8:10 e 12; 2 Crôn.. 5:13, 14; 7:2). A lição espiritual é óbvia; quandonós fazemos tudo que o Senhor nos ordena fazer, nós também seremosincluídos com a glória. de Deus. O mandamento do Novo Testamento:"Enchei-vos do Espírito" (Efés.5:18), é o mesmo que conclamar-nos aobedecer a Deus em tudo, pois somente dessa maneira o Espírito deDeus inundará a alma com Sua glória. " ... o Espírito Santo, que Deusoutorgou aos que lhe obedecem." (Atos 5:32). O templo tão minuciosamente descrito em Ezeq. 40-48, tambémtem seu cumprimento presente na igreja cristã, em cada crenteindividual. Individualmente bem como coletivamente o Messias estáagora construindo Seu "templo" em que Ele agora reina com poder. (Zac.6:12, 15; 1 Cor. 3:16, 17; 6:1.9; Efés. 2:21, 22, etc.). As medidasmenores e mais exatas de cada parte do templo é experimentada poraqueles que procuram fazer somente o que está em harmonia com aDivina cana de medir. (compare Ezeq. 40:3, etc, com Apoc. 11:1). Aexperiência cristã se harmoniza com a interpretação. Todas as cenas dotemplo da Bíblia – quer recordadas na história do antigo Israel ou nasporções proféticas da Escritura – foram ecsritas para tipificar o propósitomoral de Deus, e que por eles os indivíduos pudessem achar o caminhoda salvação. Esta verdade foi claramente apontada pelo autor do livrointitulado O Desejado de Todas as Nações. Este bem conhecido escritordiz: “Desde os séculos eternos era o desígnio de Deus que todos os serescriados, desde os luminosos e santos serafins até ao homem, fossem umtemplo para morada do Criador. Devido ao pecado, a humanidade cessou deser o templo de Deus. ... Pela encarnação do Filho de Deus, porém,cumpriu-se o desígnio do Céu. Deus habita na humanidade, e mediante asalvadora graça, o coração humano se torna novamente um templo. OSenhor tinha em vista que o templo de Jerusalém fosse um testemunhocontínuo do elevado destino franqueado a toda alma.” (DTN, pág. 161).
  • 104. Escatologia Bíblica 104 “Purificando o templo dos compradores e vendilhões mundanos, Jesusanunciou Sua missão de limpar a alma da contaminação do pecado - dosdesejos terrenos, das ambições egoístas, dos maus hábitos que acorrompem.” (Ibidem). O templo magnificente de Salomão simboliza a igreja e cada crente.Com respeito à construção do templo no monte Moriá, nós lemos:"Edificava-se a casa com pedras já preparadas nas pedreiras, de maneiraque nem martelo, nem machado, nem instrumento algum de ferro seouviu na casa quando a edificava." (1 Reis 6:7). A edificação silenciosadeste templo tipificava a construção do templo espiritual de de Cristopela quieta operação do Espíirito de Deus. (veja Efés. 2:21 e 22). O autor de Profetas e Reis, pág. 36, diz: “De inexcedível beleza e inigualável esplendor era o régio edifício queSalomão e seus homens construíram a Deus e ao Seu culto. Guarnecido depedras preciosas, circundado por espaçosos átrios com magnificentes viasde acesso, revestido de cedro lavrado e ouro polido, a estrutura do templo,com suas cortinas bordadas e rico mobiliário, era apropriado emblema daigreja viva de Deus na Terra, a qual tem sido edificada através dos séculossegundo o modelo divino, com material que se tem comparado ao „ouro,prata e pedras preciosas‟, „lavradas como colunas de um palácio‟ (1 Cor.3:12; Sal. 144:12). Deste templo espiritual Cristo „é a principal pedra deesquina; no qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo noSenhor‟. Efés. 2:20 e 21.” “Por meio de Cristo deveria cumprir-se o propósito de que era umsímbolo o tabernáculo - aquela construção gloriosa, com suas paredes deouro luzente refletindo em matizes do arco-íris as cortinas bordadas dequerubins; o aroma do incenso, sempre a queimar, a invadir tudo; ossacerdotes vestidos de branco imaculado, e no profundo mistério docompartimento interior, acima do propiciatório, entre as figuras de anjosprostrados em adoração, a glória do Santíssimo. Em tudo Deus desejavaque Seu povo lesse o Seu propósito para com o ser humano.” (Educação,pág. 36)
  • 105. Escatologia Bíblica 105 “Conquanto o serviço houvesse de ser transferido do templo terrestreao celestial; embora o santuário e nosso grande Sumo Sacerdote fosseminvisíveis aos olhos humanos, todavia os discípulos não sofreriam com issonenhum detrimento. Não experimentariam nenhuma falha em suacomunhão, nem enfraquecimento de poder devido à ausência do Salvador.Enquanto Cristo ministra no santuário em cima, continua a ser, por meio deSeu Espírito, o ministro da igreja na Terra.” (DTN, 166). “Nós estamos no dia da expiação, e nós devemos trabalhar emharmonia com o trabalho de Cristo de purificar o santuário dos pecados dopovo...Aqueles que não simpatizam com Jesus em Seu trabalho nas cortescelestiais, que não purificam o templo da alma de toda corrupção.... estãojuntando com o inimigo de Deus e do homem.” (Review and Herald,21/1/1890). “Sua Igreja deve ser um templo construído segundo a semelhançadivina, e o anjo arquiteto trouxe do Céu a sua vara de ouro para medir, a fimde que cada pedra seja lavrada e ajustada pela medida divina, e polida parabrilhar como um emblema do Céu irradiando em todas as direções osrefulgentes e luminosos raios do Sol da Justiça.” (Testemunhos paraMinistros, pág. 17) Nestes extratos nós vemos aplicados os princípios que otabernáculo no deserto, o templo em Jerusalémo e o templo descrito naprofecia, simbolizava o propósito moral de Deus por Sua igreja e paratodo o individuo. Incidentes tais, como a destruição babilônica do templo de Salomão(2 Crôn. 36:17-19); sua trasladação para Babilônia dos vasospertencentes à casa de Deus (2 Crôn. 36:18; Esd. 1:7-11; Dan. 1:2), eusando-os ali no serviço de seus deuses falsos (Dan. 5:2-3); a libertaçãoe a volta do antigo Israel de seu cativeiro babilônico, e reconstrução dotemplo em ruínas e da cidade de Jerusalém, etc., estão .todos registradosnas Escrituras (Esdras, Neemias, Ageu, etc.), para um propósito moral.Embora o estudo da história sagrada seja interessante e proveitosa em simesma, não obstante a razão principal pela qual estes incidentes estão
  • 106. Escatologia Bíblica 106registrados é para que por eles nós possamos receber força espiritual:"Poís tudo quanto outrora, foi escrito para o nosso ensino, foi escrito afim de que pela paciência, e pela consolação das Escrituras, tenhamosesperança" (Rom. 15:4). Não somente podemos nós discernir aconstrução da igreja cristã e de cada crente individual na construção dotabernáculo e do templo, mas a restauração da alma afastada ou igrejacomo uma habitação de Deus possa ser vista na reconstrução erestauração do templo e seus serviços, depois de terem sido submetidos aassalto e corrupção na mão das forças de Babilônia. Um escritor quesempre tira a lição moral dos registros históricos da Escritura, diz: “A obra de restauração e reforma realizada pelos que voltaram do exíliosob a liderança de Zorobabel, Esdras e Neemias, apresenta o quadro deuma obra de restauração espiritual que deve ocorrer nos últimos dias dahistória da Terra. ... Variadas foram as experiências que tiveram nareconstrução do templo e dos muros de Jerusalém; forte foi a oposição quetiveram de enfrentar. ... “A restauração espiritual de que a obra levada a efeito nos dias deNeemias era um símbolo, é esboçada nas palavras de Isaías: „Edificarão oslugares antigamente assolados e restaurarão os de antes destruídos, erenovarão as cidades assoladas.‟ Isa. 61:4. „E os que de ti procederemedificarão os lugares antigamente assolados; e levantarás os fundamentosde geração em geração; e chamar-te-ão reparador das roturas, erestaurador de veredas para morar.‟ Isa. 58:12.” (Profetas e Reis, pág. 677). Ao descrever o chamado do povo de Deus para sair da Babiloniaespiritual, o Revelador (ele usa o mesmo princípio através doApocalipse), se refere ao propósito moral do Israel literal para sair dacidade literal de Babilônia, e sua volta a Jerusalém para reconstruir otemplo e a cidade. (veja Apoc. 18:4). Individualmente, as pessoas estãosendo agora chamados a sair de Babilônia para preparar e para restauraro verdadeiro culto a Deus. Os defeitos praticados na Idade Escura pelos babilônios espirituaisao templo espiritual e à cidade de Deus (Apoc. 11:1 e 2), está sendoreparado. Os vasos tirados da casa de Deus em Jerusalém (Dan, 1:2), e
  • 107. Escatologia Bíblica 107usados no serviço do falso sistema de culto da Babilônia satânica (Dan,1:2; 5:1-4), estão sendo restaurados na casa do culto verdadeiro. (Esdras1:1-11; S. Mat. 17:11). A reconstrução e restauração de um indivíduo eda igreja como um templo de Deus são ilustrados nesta experiência deIsrael. Conservando na mente o princípio do Novo Testamento de aplicar ahistória e a profecia Velho Testamental em conexão com o propósitomoral de Deus não somente o livro num livro vivo, que pulsa com podere propósito mas guia-nos em nossa interpretação da profecia. A Aplicação Individual da História da Profecia A interpretação do Novo Testamento das profecias do VelhoTestamento com respeito ao reino e obra do Messias é que elas seaplicam individualmente bem como coletivamente à igreja. É importanteque a aplicação individual da profecia seja considerada. Todas asprofecias bíblicas centralizam-se em Jesus, e estas, quando devidamenteentendidas, serão uma influência sobre indivíduos. Deus lida comindivíduos: "todo aquele" (S. João 3:1.6; Apoc. 22:1.7), os DezMandamentos são escritos no número singular. As promessas são "paraaquele que vencer" (Apoc. 2:7, 11, 17, 26; 3:5, 12, 21). Jesus diz: "Quemtem ouvidos (para ouvir) ouça." (Mat. 11:15). Oito vezes no ApocalipseJesus também apela ao indivíduo: "Quem tem ouvidos, que (ele) ouça."(Apoc, 2:7, 11, 17, 29; 3:6, 13, 22; 13:9). A aceitação de Cristo é umassunto pessoal. A escritura da Lei de Deus no coração é um trabalhoindividual. (2 Cor. 3:3; Sal. 4:8; Ezeq; 11:19 e 20; 36:26; Heb. 8:8-15). A libertação de Israel da servidão egípcia não somente significa alibertação da Igreja, mas do indivíduo da servidão do pecado. Apassagem segura da nação de Israel através das águas do Mar Vermelho(1 Cor. 10:1, 2, 11); os israelitas participando do Maná e bebendo daágua da rocha (1 Cor. 10:5, 4, 11); a marcha do Israel nacional através dodeserto à terra prometida (1 S. Pedro 2:11); o santuário no meio do
  • 108. Escatologia Bíblica 108campo de Israel (S. João 1:14, R.V.); os serviços diários do santuário(Heb. 13:10-15; Rom, 12:1, etc.); a purificação do santuário (1 S.João1:4); a escrita da Lei de Deus em duas tibuas de pedra (1 Cor. 3:3);o templo (S. João 2:21; 1 Cor. 3:19); os reis e os sacerdotes de Israel(Apoc. 1:6; 5:10; 20:6, etc.), são no Novo Testamento aplicados emconexão com o crente individual, bem como à igreja como um todo.Desta maneira o Senhor mostrou-nos que nossa interpretação doconteúdo das Escrituras, quer seja da história dos eventos passados nasexperiências do povo de Deus, ou concernentes a profecias do futuro,deviam ter uma mensagem presente para o indivíduo. Dessa maneira olivro vibra com uma mensajem viva de poder e autoridade; desta maneiranós também aprendemos a provar as interpretações da profecia. As bênçãos que são citadas na Palavra de Deus contendo a herançafutura dos santos, são aplicáveis ao crente de hoje. Assim, Paulo cita aIsa. 64:4, e aplica as promessas das coisas futuras como pertendentes aopresente: "O que o olho não viu, nem o ouvido ouviu, nem subiram aocoração do homem, são as coisas que Deus preparou para os que oamam. Mas Deus as revelou para nós pelo Seu Espírito." (1 Cor. 2:4,10)."Eis que Eu faço novas todas as causas" (Apoc. 21:5), é a promessa comrespeito ao reino eterno. "Eis que todas as coisas são novas" (2 Cor. 5:7),declarou Paulo daqueles "em Cristo". Em outra parte o escritor mostrapor meio de exemplos que as futuras heranças são aplicadas comorealidades espirituais presentes naqueles que estão "em Cristo". Como oseventos passado de Israel são aplicados no Novo Testamento em relaçãoa experiências presentes de indivíduos e da igreja (1 Cor. 10:6, 11,margem), e o que é futuro também é assim aplicado à Bíblia é portantoum livro vivo com mensagens para o presente. O passado e o futurotornam-se realidades presentes. As experiências de hoje, hamonizam-secom as experiências relatadas na história do antigo povo de Deus etambém se harmonizam com o que está revelado com respeito ao futurointeiramente diferente das experiências de Israel; não é alguma coisa
  • 109. Escatologia Bíblica 109inteiramente estranha às experiências futuras e eventos no reino de glóriade Deus. Com estes princípios diretores diante de nós em nosso estudo daBíblia, ela se torna um livro que vibra de significação com respeito aCristo e cada evento individual. No registro sagrado nós podemos vertambém o trabalho do Espírito Santo tanto sobre nossos caractéresdisformes; pondo em ordem o caos; luz em vez de trevas, etc.. Norelatório do dilúvio nós podemos ver também nossa libertação por meioda arca que Deus proveu. A libertação dos israelitas do Egito, vislumbranossa iibertação do pecado, o esforço de Faraó de conservar o povo deDeus prisioneiro ilustra como Satanás procura manter-nos em seu jogo.Ao procurarmos servir a Deus, Satanás procura fazer o caminho maisdifícil, bem como Faraó tornou a sorte de Israel mais difícil. Quando nósfugimos do Egito, Satanás persegue-nos para ferir-nos ou para outra veznos cativar. Nossa fé é provada no Mar Vermelho. Deus abre umcanminho de escape para nós, dos nossos inimigos. Nós chegamos àságuas. amargas que se tornaram doces somente pelo Galho (Cristo) (Zac.6:12, etc). Nós, também somos alimentados pelo maná celestial, queprecisa ser comido todo o dia; bebemos da água da vida que salta daRocha Ferida (1 Cor. 10:1-4); seremos mordidos por serpentes, mascurados por olhar a Cristo (S. João 3:14, etc.); seremos atacados porinimigos ao jornadearmos à terra prometida; venceremos os nossosinimigos ao o nosso grande Líder irterceder por nós lá em cima; teremoscomo antegozo os frutos da herança vindoura; atravessamos as friasondas do Jord.ão e entraremos principalmente eiu Canaã. No santuário e seus serviços nós vemos ilustrações claras edefinidas dos vários problemas ligados com o plano da redenção. Umcordeiro inocente e incontaminado morto por causa do pecado de umindivíduo que apresenta um quadro emocionante da morte substituinte deCristo. O quadro fraseado do abrigo do Israel através da porta respingadade sangue, enquanto o anjo da morte passa, pinta graficamente o efeitodo sangue Deus para salvar-nos da ira de Deus contra o pecado. Pelos
  • 110. Escatologia Bíblica 110quadros apresentados nas narrativas sagradas das façanhas de Salomão,nós vemos claramente ilustrações do poder do Espírito Santo em nossasvidas tirando as dificuldades e perigos de nossos inimigos espirituais.(veja Dan. 11:32; Efés. 6:10). O conflito vitorioso de Davi contra Goliasnos provê com um quadro claro do que significa viver a vida vitoriosa nopoder de Cristo. Satanás é forte demais para nos derrotar, mas comoPaulo nós podemos dizer: "Eu posso tudo por Cristo que me fortalece"(Filip. 4:13). Nós obtemos "a vitóría por nosso Senhor Jesus Cristo." (1Cor. 15:57) Os incidentes históricos registrados no Velho Tectamento provêm-nos com quadros fraseados pelos quais Deus ensina-nos verdadespresentes. Nestes nós veremos ciusas de escopo mundial: semelhançascorrespondentes no reino espiritual, que são "discernidasespiritualmen.te" (1 Cor. 2:l4). O Novo Testamento revela o princípio do discernimento de "coisasespirituais" nas narrativas históricas do Velho Testamento. Destamaneira, "Deus no-las revelou" – as coisas que Ele "prepara para aquelesque O amam.” A visão natural não discerne estas "coisas espirituais", emuitas vezes interpreta literalmente o que devia ser "discernidoespiritualmente". (veja 1 Cor. 2:6-16.). Um bem conhecido autor diz: “Indubitavelmente o nosso homem natural está a favor das assimchamados interpretações literais das profecias em questão; para o homemnatural as coisas que são vistas são as coisas reais; e para estacompreensão nós estamos dispostos a nos apegar tenazmente, apesar doclaro ensino do Novo Testamento, de que as coisas visíveis são sombrasfugitivas das coisas não vistas, as últimas sendo as realidades espirituaise eternas com que as promessas de bênçãos futuras mais têm que ver...Evidenteluente, pois, a nossa dificuldade para entender as profecias daclasse referidas acima, deve-se à nossa falta de fé, e nossa indiferençaespiritual." (The Hope of Israel, págs. 15 e 17. by P. Mauro).
  • 111. Escatologia Bíblica 111 Os judeus que ainda se agarravam tenazmente à crença de que asprofecias concernentes a Israel, devem se cumprir literalmente através danaação judaica, estavam tão cegados que não reconheceram ocumprímento destas profecias nas experiências do Messias e do Israelespiritual. Eles deixaram de lembrar que estas profecias eram paraaqueles que experiméntavam em suas vidas as coisas retratadas napalavra profética. De maneira semelhante, hoje, os modernos teólogosestão sendo cegados pela crença de um cumprimento palestino, literaldas antigas profecias dados a Israel, que eles não reconhecem ocumprimento que agora está ocorrendo. Os rios de água viva espiritual, estão agora imergindo desta igreja edeste templo individual para abençoar um mundo necessitado. (Ezeq.47:l-12; Joel 3:18; Zac. 14:8; S. João 7:37-39; 4:10-14; Apoc. 22:17). Achuva serôdia espiritual, agora, caindo e está sendo provada por milharesde cristãos em todas as partes do mundo. Sua esperiência se harmonizacom a interpretação. (Joel 2:23-29; Zac. 10:1). O ajuntamento espiritualdo povo de Deus está agora ocorrendo. (Apoc. 18:4; Isa. 11:11 e 12). Daconfusão de Babilônia eles vêem a Jerusalém, "os fundamentos da paz".Os muros de Jerusalém estão agora sendo construídos. (Isa. 60:1-11).Cada crente está seguro da Presença protetora de Deus ( Zac. 2:5). NaPessoa de Seu Santo Espírito, Jesus está agora reinando na Jerusalémespiritual. (Miq. 4:7; Joel 3:17, 21; Isa. 24:23; Ezeq. 48:35, etc.). Os queestão "em Cristo" sabem isto por uma experiência de gozo; Satanás estáagora procurando juntar suas hostes contra o Israel espiritual. (Ezeq.38:39; Joel 3: Zac. 14). O crente sincero sabe de sua experiência divinaque ele luta a boaa luta da fé contra espíritos perversos em altos lugares.Labuta melhor aquele que, manhã após manhã, visualisa o campo debatalha e se prepara para o conflito com as forças combinadas sob oestandarte de Gogue de Satã, e que manda para o campo de batalha,"com a cruz de Jesus, indo à frente". A derrota total dos inimigos dopovo de Deus são graficanente detalhadas em Ezeq. 38:39, é a garantia
  • 112. Escatologia Bíblica 112abençoada de Seu povo, que eles são recipientes de seu cuidado eproteção, e que eles irão triunfar sobre seus inimigos. "Graças, porém, a Deus que em Cristo sempre nos conduz emtriunfo" (2 Cor. 2:14). A vitória de Israel salientada em Ezeq. 38:39; Joel3; Zac. 14, tem um significado diário para o cristão quando é aplicadoem harmonia com esta experiência; mas estas experiências quandoaplicadas literalmente em relações que ainda guerrearão na Palestiria,podem não ter nenhuma significação às presentes experiências cristãs.Quando estas profecias são aplicadas ao futuro das nações do mundo,isto pode agradar a mente, mas não pode ser mensagem ao coração docristão; não pode ser de auxílio espiritual para o cristãoo em sua lutacontra as forças do mal, ordenadas contra ele. Mas, devia ser lembradoque Deus não inspírou homens a escrever profecias – especiamenteprofecias longas, tais como Ezeq. 38 e 39 – meramente para passar sobrematérias de interesse puramente mental; ele desejou que se escrevesse oquie ajudasse os cristãos em seus conflitos com as forças do ma1. Desdea rejeição da nação judaica, como povro encolhido de Deus, as profeciasconcernentes a Israel, encontraram o seu cumprimento em relação aIgreja de Deus – o Israel espiritual (Gál. 6:16, etc.). As profecias quesalientam ajuntamento de forças perversas contra "Israel" agoradescrevem a luta espiritual. "Eis que poderão suscitar contendas, masnão procederá de mim: Quem conspira contra ti, cairá diante de ti....nenhuma arma forjada contra ti, prosperará (Isa. 54:15 e 17). Em suaexperiência diária, o cristão sincero diz: "Ainda que um exército seacampe contra mim, não se atemorizará o meu coração" (Sal. 27:3). Aplicando o Princípio em Conexão Com o Estudo do “Armagedom” Aplicando o princípio da harmonia da interpretação e daexperiência cristã em conexão com a descrição do Revelador doArmagedom (Apoc. 16:12-16), nós aprendemos que, como descrição de
  • 113. Escatologia Bíblica 113uma batalha militar entre as nações da Palestina, não tem uma mensagempara o cristão em seu conflito com os poderes do mal. Quandointerpretados como o fim da grande controvérsia entre Cristo e Satanás,ela imediatamente se torna de grande interesse e utilidade ao cristão queagora está engajado numa luta com as forças do mal. A primeira de todasas promessas dadas era uma em que o Senhor prometia ao homem queEle estaria com ele no conflito com as forças do mal. (veja Gên.3:15).Na Palavra de Deus, através dos séculos nós podemos traçar odesenvolvimento daquela “guerra” ou “controvérsia”. Nós somosadmoestados a “participar dos meus sofrimentos, como bom soldado deJesus Cristo” (2 Tim. 2:3), e de combater o bom combate (1 Tim. 1:18).Pela palavra “guerra” ou “batalha” o Revelador descreve a grandecontrovérsia entre Cristo e Satanás desde o tempo em que guerreavamnos céus até o fim de todas as coisas lá no fim do milênio. (veja Apoc.12:7, 17; 13:7; 16:14, 16; 17:14; 19:19; 20:8). O propósito pelo qual aBíblia foi escrita, foi de tornar o filho de Deus sábio com respeito à“guerra” espiritual, e de dar-lhe força para combater “o bom combate dafé” (1 Tim. 6:12). Quando os profetas de Deus descrevem o conflitoespiritual que se trava entre os que servem no exército do Senhor e osque estão do lado do inimigo do Senhor, eles comparam o cristão a umsoldado, com a sua armadura, lutando com uma espada espiritual – aPalavra de Deus. (veja Efés. 6:11-17). Este conflito é tão real comoqualquer guerra entre as nações, e requer do cristão tanta paciência,perseverança, e luta contínua com em qualquer conflito internacional. O conhecimento deste ensino bíblico tem levado escritores de hinosa escrever tais hinos como: “Avante, soldados cristãos, marchando comopara guerrear”. Sob nomes como “Armagedom” e “O conflito final” oshinologistas deram à igreja cristã hinos que exprimem a interpretaçãoinspirada da figura retórica “guerra” do Apocalipse. Estes escritores dehinos divinos exprimiram a interpretação mantida pelos mais espirituaise devotados homens e mulheres de Deus. A igreja cristã perdeu o seupoder para a batalha contra o mal em proporção à sua perda da visão
  • 114. Escatologia Bíblica 114espiritual dada pela verdadeira interpretação destes quadros de “guerra”do Apocalipse. O desígnio de Satanás é o de enfraquecer a igreja porespalhar a outros falsas interpretações, que levam o povo a deixar de versua conexão própria e vital com a batalha entre as forças do bem e as domal; que eles estão do lado do Senhor em seu exército; ou do lado doinimigo do Senhor. Por ensinar que estas profecias lidam com algumaguerra material entre as nações afastadas na Palestina, pessoas sãocegadas à verdade que estes quadros de “guerra” do Apocalipse foramdados por nosso Senhor para mostrar que por nossa rejeição dEle e deSua verdade, nós, ou ficamos com Ele ou contra Ele. Se o “Armagedom” tivesse referência meramente a uma guerramilitar futura palestina não poderia ter valor espiritual presente ou futuroaos cristãos, pois ele pertenceria inteiramente ao futuro; mas como aterminação do conflito espiritual, ele tem uma mensagem definida paraos que agora estão participando nesta guerra. Se “os Reis do nascimentodo sol” se referem a poderes militares que vêm à luz profética somenteno tempo da sexta praga, e mesmo neste tempo tal informação nãoajudaria a ninguém! Mas quando “os Reis do nascimento do sol” sãointerpretados como os exércitos celestiais dirigidos por nosso SenhorJesus Cristo vindo para libertar Seu povo e para destruir Seus inimigosbabilônios, a profecia é imediatamente elevada ao plano de ser umabênção presente aos crentes no Senhor. Uma profecia de eventos militares futuros seria limitada ao temporeferido, e significaria somente isto, e não mais, sendo totalmenteindependente da experiência cristã; mas, como o escritor mostrou emuma publicação maior, as profecias concernentes a futuros eventos nogrande conflito entre as forças do bem e do mal têm uma bênçãopresente para os que estão engajados neste conflito. O Dirigente dasforças do bem, e o dirigente das forças do mal, e os princípiosenvolvidos são os mesmos através de todos os estágios do conflitoespiritual, e, como provei em minhas prévias publicações já referidas,uma descrição profética de seu estágio final, em princípio, é aplicável a
  • 115. Escatologia Bíblica 115outras partes do conflito. Depois dos mil anos mencionados em Apoc.20, os ímpios procuram derrotar os santos; mas eles procuram fazê-lo emtodos os séculos do conflito. O Senhor reinando dentro da NovaJerusalém desfaz o propósito dos iníquos e destrói os inimigos de Seupovo; mas o Senhor tem sempre reinado dentro do meio de Seu povo esempre os levou em triunfo – mesmo em face da adversidade. A experiência cristã está em harmonia com a interpretação de que“os Reis do nascimento do sol” se refere à vinda dos exércitos celestiaisdirigidos por nosso Senhor. Tendo explicado inteiramente todos os anjosdesta profecia em outras publicações, nós temos que referir o leitor a elespara detalhada consideração. Aqui, onde estamos por força restringidospelo espaço, nós confinamos nossas considerações ao que concerneparticularmente à experiência cristã e Cristo como o “nascimento dosol”. Através das Escrituras Cristo é mencionado como o “Raiar do Dia”,ou “Nascer do sol”. (veja Luc. 1:78, margem; Mal. 4:2, etc.) Declara-seque Ele é “a Luz do mundo” (João 9:5; 1:5, 9; 3:19; 8:12; 12:35, 46;Efés. 5:14; 2 Ped. 1:19; Apoc. 2:28; 22:16, etc.) Estas citações tantasvezes referidas e explícitas deviam guiar estudantes bíblicos amantes deCristo quando interpretam Apoc. 16:12. Em Apoc. 5:5 Jesus, o Filho deDavi, é declarado ser “o Leão da tribo de Judá”. Como a tribo e normasde Judá estavam “da banda do oriente, para o nascente” (Núm. 2:1-3),nós sabemos que a referência do Revelador ao “Leão da tribo de Judá”conserva diante de nós a conexão do oriente com Jesus “o Leão da tribode Judá” que guia Seu povo através das areias do deserto para a terraprometida. Nas Escrituras o Leão é empregado como símbolo da forçapara destruir nossos inimigos, e quando Jesus vem a segunda vez Ele éretratado como “o forte Redentor” (Jer. 50:34) vindo do oriente – donascimento do sol” – como Ciro (cujo nome significa “o sol”) paralibertar a Israel do cativeiro de Babilônia. (Jer. 50:33; Isa. 41:2, 25; 45:1,13; 46:11.)
  • 116. Escatologia Bíblica 116 A mesma palavra grega para “oriente” (“anatole”) é empregada emApoc. 7:2 (onde a mensagem de Cristo é apresentada como vindo do“oriente”), e Apoc. 16:12, a mesma palavra “anatole” também éempregada em Luc. 1:78, onde Jesus é chamado “o raiar do dia”, ou “osol nascente”; Zacarias declarou: “nos visitará o sol nascente das alturas,para alumiar os que jazem nas trevas e na sombra da morte, e dirigir osnossos pés pelo caminho da paz. ” (Luc. 1:78, 79) Cristo é apresentado como “a luz dos homens”, “aquela luz”, “averdadeira luz” (João 1:4, 7, 8). João declara que “Deus é luz” (1 João1:5). Tiago declara que Deus é “o Pai das luzes” (Tiago 1:17). O salmistadizia: “O Senhor Deus é um Sol” (Sal. 84:11). Isaías nos declara que“porque o Senhor será a tua luz perpétua, e teu Deus tua glória (Isa.60:20, 21). “O Senhor é minha luz” (Sal. 27:1). “E com Ele mora a luz(Dan. 2:22). Jesus veio para ser “uma luz para iluminar os gentios” (Luc.2:32). “Cristo te iluminará” (Efés. 5:14). “Vinde, caminhemos na luz doSenhor” (Isa. 2:5). E na sua luz veremos a luz” (Sal. 36:9). “Os santos naluz” (1 Ped. 2:9). A igreja evangélica é comparada a “uma mulhervestida de sol" (Apoc, 12:1). "A lei é luz” (Prov. 6:23). "Lâmpada paraos meus pés é a tua palavra e, luz para os meus caminhos" (Sal. l19:105)."A revelação das tuas palavras esclarece" (Sal. 119:130). "A vereda dosjustos é como a luz da aurora, que vai brilhando" (Prov. 4:18). Estas sãoalgumas amostras de tais expressões que encontramos por toda a Palavrade Deus. O reino de Cristo é escolhido nas Escrituras como o reino daluz (Luc. 16:8, etc.), e o reino satânico como o reino das trevas (Efés.6:12; Col. 1:13, etc.). Devia ser encarecido que a luz de Jesus, a "Luz do mundo", "o Solda Justiça", vem aos crentes como o nascimento do sol nos céusorientais, espalhando as trevas e dando luz aos que antes estiveram emtrevas, “Como a alva a sua vinda é certa" (Osé. 6:3). "Então romperá atua luz como a alva" (Isa. 58:8). “Até que o dia clareie e a estrela da alvanasça em vossos corações (2 Ped. 1:19). "Mas para vós... nasceráo sol dajustiça" (Mal. 4:2). "Eu sou a brilhante estrela da manhã" (Apoc. 22:16).
  • 117. Escatologia Bíblica 117 As bênçãos da luz do evangelho são mencionadas como vindas dooríente."Dispõe-te, resplandece, porque vem a tua luz, e a glória doSENHOR nasce sobre ti. Porque eis que as trevas cobrem a terra, e aescuridão, os povos; mas sobre ti aparece resplendente o SENHOR, e asua glória se vê sobre ti. As nações se encaminham para a tua luz, e osreis, para o resplendor que te nasceu." (Isa. 60:1-3). Sobre um mundo detrevas espirituais a luz da mensagem do evangelho está brilhando. Vindodo "Sol da justiça", vindo como o nascer do sol (Apoc. 7:1-3), sua glóriaestá sendo agora irradiada com poder crescente através da terra. Embreve a terra será "iluminada com a Sua glória" (Apoc. 18:1). Assim asEscrituras se referem à luz espiritual do evangelho vinda "do oriente" ou" do nasciniento do sol", e também se referem à glória literal de Cristovindo "do oriente" ou "do nascimento do sol" (Mat. 24:27; Apoc. 16:12). A experiência cristã se harmoniza com a interpretação que aplicaApoc. 16:12 em conexão com Cristo e sua gloriosa obra de redenção. Aluz é atualmente um raio de poder e energia. A luz evangélica é umpoder vibrante lançado pelo "sol da justiça" sobre aqueles que aprocuram. A luz é energética e fortalece o íntimio da alma. Ela penetra aalma e a atente, e estes reagem no físico e o farão bem e feliz. A luz do"sol da justiça" desce sobre corações sinceros e eleva, exalta, refina epurifica. A luz é a doadora de todas as coisas que velem. Todo o mal fogediante dela como morcegos diante do amanhecer. Todas as ameaças àhumanidade medram no escuro.Todos as produtos da luz gloriam-se naluz. A luz glorifica as cores da terra e eleva a humanidade em suaapreciação do qua é belo. A luz está sendo usada em suas muitas formasem hospitais hoje para rejuvenescer as pessoas e curar os doentes. A luzevangélica está brilhando e está curando almas doentes no pecado. Apoc. 16:12 ensina que o Doador da vida vai voltar com as hostesde luz para destruir o reino das trevas. Como o nascimento do sol é umaexperiência diária, assim o crente em Jesus sabe que os raios de "cura"do sol da justiça" (Mal. 4:2) se levantam diariamente sobre ele,
  • 118. Escatologia Bíblica 118expulsando as cada dia sua viria se harmoniza com a verdadeirainterpretação de Apoc. 16:12. Por interpretar Apoc. 16:12-16 em relaçãoa uma guerra militar futura, o propósito moral desta profecia é perdidode vista e Satanás é exaltado. A referência do Revelador ao secamento do rio Eufrates (Apoc.16:12) quando é aplicado militarmente em relação ao futuro é semsentido para os cristãos que vivem1 hoje; mas quando é aplicado, comodevera ser; em conexão com o conflito entre as forças do bem e do mal,têm uma mensagem espíritual para todo cristão hodierno. Babilônia foiconstruída sobre o Eufrates, as águas do qual deviam secar conforme aprofecia. (Jer. 50:38; 51:36; Isa. 47:27). Isto prevê o Revelador com aexpresão que ele usa em Apoc, 16:12. João conseguiu sua imaginaçãocom respeito a Babilônia espiritual das predições de Isaías da destruiçãode Babilônia espiritual por Ciro, que é um tipo de Cristo. Os tradutorescreram que o Revelador usou o secamento do rio Eufrates na tomada daantiga Babilônia para obter sua imaginação para a destruição deBabilônia espiritual, e à margem de Apoc. 16:12, eles colocaram Jer.50:38; 51:36, que predizia o secamento do rio Eufrates. E que elesconsideravam a referência aos "Reis do Oriente" como se referindo paratraz à destruição da antiga Babilônia por Ciro é evidente pelo feito queeles colocaram Isa. 41:2, 25, que predisse a vinda de alguém "doOriente", "do nascimento do sol", à margem de Apoc. 16:12. Em Isa.44:24-28; 25:1, Ciro é apresentado como um tipo do Messias. Ciroderrotando a antiga Babilônia literal, depois do secamento do Eufrates, éum tipo de Cristo derrotando a Babilônia espiritual depois do secamentodas águas perseguidoras e inundantes da moderna Babiiônia. Pelasmanifestações de sua "fúria" (Ezeq. 38:18), ou "indignação", que prendea tentativa das "multidões" assassinos babilônicos (Apoc. 17:1, 15) paradestruir o povo de Deus. É claro que as profecias de Isaías relacionadas à vinda do SalvadorTodo-poderoso de Israel para trazer em "eterna salvação" e "o mundo
  • 119. Escatologia Bíblica 119sem fim" são ligadas a Ciro, o "Ungido" (Messias") do Senhor, quedestruiu a Babilônia literal (veja Isa. 41-48). O nome "Cyras" (Ciro) significa "o sol" e Ciro em seu afã dedestruir Babilônia e libertar a Israel, tipifica a Jesus, "O sol da Justiça"(Mal. 4:2). As referências a Ciro vindo do "Oriente", "do nascimento dosol", são um jogo sobre o significado de seu nome. Existe também umjogo espiritual sobre a designação de Jesus como o "Sol da Justiça" quese levanta "com cura em suas asas". Jesus é o verdadeiro" nascimento dosol", o nascimento do sol lá do alto "veio para dar luz aos que estão emtrevas" (Luc. 1:78, margem; Isa. 9:2; 42:6, 7). Obviamente as coisas queIsaias escreveu concernentes a Ciro (Isa. 45:1, 3, 13; 46:11, etc.)tipificam a maior redenção a ser operada pelo Ciro Maior, o Maior Rei-Pastor, o "Ungido" de Deus ou " o "Messias", o Libertador do Israelespiritual. Depois de ter introduzido Ciro em Isa. 41, 42:1-7, etc., delineei aobra do "servo" de Deus – o Messias vindouro que "tiraria da prisão ocativo e do cárcere os que jazem em trevas" (Isa. 42:7). Como Ciro, o"ungido" do Senhor (Isa. 45:1), libertou a Israel (Isa.45:13), assim o CiroMaior, o "ungido" do Senhor (Isa.61:1), "proclamaria liberdade aoscativos, e a abertura da prisão aos que estão presos" (Isa.61:1). Destamaneira a obra do Messias da redenção é descrito em conexão com aprofecia concernente à obra de Ciro ao libertar a Israel do cativeirobabilônico. Mas ninguém precisa esperar até a sexta praga para Deus intervir esecar as aguas do Eufrates e trazer libertação aos que estão no cativeirobabilônico. Hoje nosso Senhor trará libertação das amarras do pecado;hoje Ele libertará Seu povo (Luc.4:18-21) e secará as águas que osprocuram engolfar. (veja Isa. 43:2; 59:19; 8:7; 28:1,2; 2 Sam. 22:5; Sal.69:1, 2, l4,15). Para ilustrar melhor o princípio de que uma real interpretação dasprofecias – particularmente aquelas que retratam os eventos finais daterra – será sempre uma revelação de Jesus Cristo como Salvador de Seu
  • 120. Escatologia Bíblica 120povo, e o Destruidor de Seus inimigos, e que também será umainfluência sobre a experiência cristã presente, mas tocaremosrapidamente no livro de Daniel. O Propósito Moral das Profecias de Daniel As profecias não foram escritas meramente como marcos miliáriospara o reino de Deus. Embora a igreja possa achar prazer em medir adistância ainda por viajar na estrada do tempo, por mostrar quantosquilômetros já forma passados e quantos ainda têm que ser passadosantes da vinda de Cristo, devíamos encarecer que este não é o maiorpropósito. A profecia de Daniel cap. 2 foi dada para ensinar que o cair e osurgir dos impérios não é o resultado dos sucessos flutuantes dosmonarcas e dos ditadores, mas resultantes da soberania de Deus (Dan.2:20, 22), que as nações são derribadas quando elas se opõem e impedemo propósito moral de Deus na terra, que por serem os homens egoístaseles não podem construir um império permanente, que Deus estabeleceráum reino composto de pessoas que aprenderam a obedecer a vontade deDeus. Em Mat. 21:44 Jesus aplica esta profecia em conexão com oindivíduo que ou aceíta ou rejeita o evangelho. Nosso Senhor nãoemprega esta profecia para declarar que o quarto dos reinos(representado pelas pernas de ferro) viera, portanto o que devia estar seaproximando, mas Ele aplicou o estabelecimento do reino de pedra – doSeu próprio reino eterno – em relação ao presente e aplicou-o à escolhamoral do indivíduo. Daniel cap. 3 mostra o conflito entre o reino de Deus e o deSatanás. O rei de Babilônia, sob a direção satânica (veja Isa. 14:4, 12),procurou frustrar o cumprimento da profecia dada por Daniel reveladano capítulo anterior. No seu esforço de procurar compelir os hebreus atransgredir a lei moral de Deus. O livro do Apocalipse aplica esseconflito moral entre a lei do rei da Babilônia e a Lei de Deus em conexão
  • 121. Escatologia Bíblica 121com o presente e em conexão com o indivíduo. O povo na Babilônialiteral devia "adorar a imagem de ouro" que nabucodonosor, o rei deBabilônia levantaria. Este fato é afirmado seis vezes (Dan. 3:5, 7, 10, 12,18); no Apodalipse a advertência de Deus contra adorar a besta e suaimagem é mencionada seis vezes (Apoc. 13:15; 14:9, 11; 16:12, 19, 20;20:4). “Se alguém adora a besta e a sua imagem." O cuidado de Deus sobre seus filhos leais é ilustrado pelo fato queEle "livrou os seus servos que confiaram nEle" (Dan. 3:28). Daniel cap. 6 revela a conspiração dos homens e demônios dedesviar as pessoas de sua aliança à lei de Deus, e a prova e o triunfo pelopoder de Deus daqueles que permanecem leais a Ele. Repito, a ênfase éposta sobre a libertação daqueles que servem a Deus"convenientemente". (Veja Dan. 6:14, 16, 20, 27). A libertação mencionada. em Dan. 12:1, não é separada das outraslibertações mencionadas antes do livro de Daniel; mas, antes, as préviaslibertações ilustram a libertação mencionada em Daniel 12:1, o propósitopara o qual a última longa profecia de Daniel foi escrita não para apontara uma suposta reunião de nações à Palestina para um “Armagedom” quenada tem que ver com o propósito moral de Deus (uma guerra entrenações não tem significaçãc moral para a própria experiência cristã).Atualmente esta profecia não diz absolutamente nada concernente a umconflito suposto entre as nações da Palestina; não diz nada concernente aum “Armagedom” militar, mas aponta à libertação da morte das mãos deBabilônia espiritual daqueles que obedeceram a Lei de Deus. O tempo de angústia mencionado em Dan. 12:1 ocorre no tempo doderramamento das sete ú1timas pragas de Apocalipse16. Quando Jesus("Míguel") Se levantou Ele cessa de mediar a favor do homem; Suaintervenção não deterá mais os ventos de angústia bem como ascomoções mundiais e aflições. Hoje Jesus intercede a favor dos queestão procurando auxílio divino no desenvolvimento do caráter. Estaprofecia nos adverte do tempo quando a obra intercessora de Jesuscessar. É para este grande e decisivo evento que Daniel 12:1 nos aponta.
  • 122. Escatologia Bíblica 122O destino eterno de toda a família humana então estará decidido. Isto écertamente uma razão moral muito solene para dar esta profecia. QuandoJesus completar seu ministério celestial as sete últimas pragas de Apoc.16 caem sobre os que rejeitarem a mensagem de Cristo. Elas cairão sobrepessoas porque elas adoravam a besta e a sua imagem (Apoc. 16:12), eporque eles planejaram a morte do povo de Deus (versos 5,6, etc.). Elascaem sobre o trono da besta e o seu reino (v. 10). Elas caem sobre"Babilônia" (v. 19). Para interpretar a sexta praga em conexão comassuntos puramente militares é distintamente fora de harmonia com opropósito moral que Deus claramente citou para enviar as pragas. Aspragas são derramadas sobre os devotos de um falso sistema de culto;sobre aqueles que adoram a besta e a sua imagem; sobre aqueles que, porseguirem aquele falso sistema de culto, são encontrados vivendo emdesobediência à santa lei de Deus. As pragas são claramentemencionadas como sendo as pragas babilônicas. (veja Apoc. 16:19; 18:4,8, 10, etc.). No primeiro capítulo de Daniel nós vemos demonstrado o fato decomer bom alimento é importante para a vida do cristão. Alimentoslimpos e sadios produzem vidas limpas e pensamentos puros. O cristãoprecisa de toda a força mental e espiritual que ele pode conceber nagrande batalha da vida. Em Daniel cap. 1, Deus mostra a conexão moralentre o alimento e a religião. Ele indica que as profecias profundas deDaniel serão melhor entendidas quando o cuidado é observado no comeros melhores alímentos existentes. Nos outros capítulos de Daniel (que neste esboço curto nós nãodiscutimos diretamente), seu propósito moral é certamente claro a todosos que estudaram adequadamente os mesmos. No cap. 4, o orgulho éhumilhado. O cap. 5 ensina as nações e indivíduos que existe um limiteao pecado e à blasfêmia além do qual não são permitidos passar. O fimda provação espiritual babilônica à qual nós somos levados em Dan,12:1, é ilustrado pelo fechamento da prova de Babilônia literalmencionado no cap. 5 de Daniel. A queda da Babilônia literal por
  • 123. Escatologia Bíblica 123exércitos do oriente (Isa. 41:2; 46:11) ocorre depois de seu tempo deprova ter terminado (Dan. 5:27-50), justamente como a queda deBabilônia espiritual por exércitos dos céus que apareceram nos céusorientais (Apoc. 16:12; 19:11-20) ocorrerá depois de sua prova terminar(Apoc. 15:6-8; 18:4-8). Nos capítulos 8 e 9 o propósito moral da profecia é manifestoconspicuamente. A ênfase está sobre o verdadeiro sistema do culto deDeus e o sistema contrafeito do culto de Satanás. Os versos 25-25 docapítulo oito apjresentam o trabalho de ambos tanto Roma pagã comopapal; as depredações de Roma pagã foram contra os judeus literais; asdepredações de Roma papal foram contra os judeus espirituais. Maisuma vez Roma pagã, que é o centro do reino satânico – a Babilôniaespiritual do livro do apocalipse – está ligado com a Babilônia antiga. Os2.300 dias de Daniel 8:14, e as 70 semanas (deste periodo de tempo) queforam cortadas e são a nação literal de Israel (Dan: 9:24) deviamcomeçar com o decreto capacitando os judeus a voltar à Palestina de seucativeiro babilônico. Os babilônios tinham destruído seu templo e suaamada cidade, Jerusalém (2 Crôn. 36:19; Dan. 9:14-16), e asprovidências de Deus os habilitaram a sair de Babilônia e voltar parareconstruir e restaurar o templo e Jerusalém e sua vida nacional. (Dan.9:25). Descontando as 70 semanas ou 490 anos, aquinhoados aos judeuscomo o seu período provatório, dos 2.300 dias ou anos, restam 1.810anos. Muitos expositores viram que esta longa profecia termina em ouperto de 1844. Mas como aplicam eles esta profecia e em que conexão? Eles aaplicam em conexão com a volta dos judeus literais à Palestina e suaeventual reabilitação nacional. Desta maneira eles perdem de vista opropósito moral da profecia em conexão com o reino espiritual presentede nosso Senhor. A saída de Babilônia pelo antigo povo de Deus éaplicado em Apoc. 18:4, em conexão com a escolha moral de pessoasque atendem o chamado de Cristo para servi-Lo e para deixar Babilôniaespiritual, o lugar do culto falso, no Novo Testamento. O "Templo" é
  • 124. Escatologia Bíblica 124aplicado em conexão com a condição moral de um grupo de pessoas (aigreja) ou de cada individuo. Assim a aplicação nacional dos eventos quetranspiram no fim da profecia dos 2.300 dias abandona a aplicação moralempregada no Novo Testamento. Hoje, o povo de Deus está saíndo daBabilônia espiritual e está voltando à Jerusalem espiritual, e estãoreparando as brechas na garede da cidade de nosso Deus, e o serviço dotemplo do culto verdadeiro está sendo reconstruido. Realidades Cristãs Reveladas nos Quadros Proféticos do Apocalipse A vida cristã é muito real, e Deus deseja auxiliar seus filhos aagarrar suas realidades. Devidamente entendido, o Apocalipse provêquadros proféticos que habilitam o cristão de visualizar as atualidades doconfIito espiritual. Um escritor declarou: “Pudesse nossa visão espiritual ser ativada, e veríamos almascurvadas sob a opressão e carregadas de aflição, oprimidas como umacarreta sob pesada carga, e prestes a perecer em desencorajamento.Veríamos anjos voando velozes em auxílio desses tentados, forçando aretroceder as legiões do mal que os sitiavam, e colocando seus pés sobrefirme plataforma. As batalhas entre os dois exércitos são tão reais como astravadas pelos exércitos deste mundo, e do resultado do conflito espiritualdependem destinos eternos.” (Profetas e Reis, p. 176). Quanto mais o cristão se lembrar que este conflito estáconstantemente sendo travado, tanto mais ele compreende o que estáocorrendo ao seu redor e em conexão com sua própria salvação, tantomais desperto, cuidadoso e preparado ele será. Satanás sempre procurafazer a realidade parecer irreal ou afastada. O invisível e eterno torna-sevago e sombrio. A urgência e a necessidade de vigilância sãoentenebrecidas por uma multidão de coisas mundanas – coisas queparecem tão reais, mas de fato não são as coisas verdadeiras. Paulodeclarou: "Não atentando nós nas cousas que se vêem, mas nas que se
  • 125. Escatologia Bíblica 125não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não vêemsão eternas." (II Cor. 4:18). Os cristãos têm que lutar contra a tendência sempre presente derelegar as realidades espirituais para trás e permitir as coisas temporaisdeste mundo esconder o eterno, as coisas não vistas. Para ajudar o cristãoa prender quadros claros sobre sua mente e para atrair deles força econforto, Deus levou os profetas a empregar imaginação colorida eatraente em suas descrições proféticas. Os educadores corretamentesalientam o valor da "educação visual", por Deus ter dotado a mente coma habilidade de visualizar o que nós lemos ou ouvimos. Ele teminspirado de tal maneira o escrito de Sua Santa Palavra que esta formauma longa galeria de quadros de palavras - "semelhanças", "similitudes","imagens". Os incidentes históricos encontrados no Velho Testamento nosprovêem quadros de palavras pelas quais Deus nos ensina as verdadesespirituais. Nelas nós veremos coisas de tamanho mundial em escopo:Semelhanças correspondentes no reino espiritual, que são"espiritualmente" discorridos (1 Cor. 2:l4). O Novo Testamento, eparticularmente o Apocalipse revela o princípio de discernimento"espiritual", "coisas espirituais" nas narrativas do Velho Testamento. Oolho natural não vê estas "coisas espirituais", e muitas vezes interpretaliteralmente o que devia ser "discernido espiritualmente." (Veja 1 Cor.2:6-16). No Velho Testamento, o candeeiro de sete lâmpadas provia a únicaluz no santuário judáico; no primeiro capítulo do apocalipse aquelecandeeiro de sete lâmpadas re resenta a experiência da igreja cristãatravés da era cristã (Apoc. 1:20 como o seu Autor divino, a igreja é "aluz do mundo" (Mat. 5:14; João 9:5). O quadro provido de um mundoem trevas somente iluminado pela igreja devia agir como um estimulantepara provocar zelo em deixar a luz do Salvador brilhar em todo o seuexplendor. Numa préwia publicação o escritor nos mostrou que oApocalipse todo emprega o princípio que as coisas do Velho Testamento
  • 126. Escatologia Bíblica 126provê imagens ao escolher coisas mundiais em conexão com nossoSenhor e sua igreja e seus inimigos. O Apocalipse é rico em quadros de palavÉas, e as vezes erros sãoconcebidos e defendidos por aqueles que interpretam literalmente todosos detalhes destas descrições gráficas, em vez de simbolicamente comodeviam ser interpretadas. Nós citamos apenas uns poucos exemplos. As doutrinas do tormento eterno e um demônio vermelho com umacauda, etc., têm sua base tomando com rígida literalidade figuras delinguagem e símbolos. (Veja Apoc. 12:3, 4; Isa. 14:9-20; Ezeq. 32:18-52; Luc. 16:19-31, etc.) Os emblemas do corpo quebrado do nosso Senhor e seu sanguederramado – o pão e o vinho usado na Ceia do Senhor – são símbolosespirituais. Por tomar literalmente as declarações de Cristo: "Este é omeu corpo... este é o meu sangue", os católicos romanos foram levadosao erro da transubstanciação. Os protestantes repudiam a idolatria daMissa por interpretarem a declaração de Cristo simbolicamente, e nãoliteralmente. O erro é muitas vezes a interpretação literal daquilo queDeus pretendia que fosse aplicado espiritualmente. Os quatro seres celestiais de Apoc. 7:1-3 não estão literalmenteestacionados nos quatro cantos da terra, com o propositò de investigar edeter os ventos literais que sopram dos quatro cantos do compasso. Éuma representação simbolica do controle de Deus, por seus ministrosangélicos dos negócios do mundo para que não detenham a terminaçãode seu trabalho na terra. "Subindo do nascente do sol" (v.2): vem uma mensagem de Cristocomo o sol vem com resplendor crescente até que a glória meridiana éalcançada. (veja Apoc. 18:1) Assim a luz deve crescer ate ao fim. Oquadro profético concernente à vinda do anjo do oriente, quatro anjossegurando os quatro ventos, e o selamento das tribos de Israel, não deveser tomado literalmente mas como uma representação simbólica daterminação do trabalho de Cristo na terra. Um bem conhecido escritordisse:
  • 127. Escatologia Bíblica 127 "Os quatro cantos da terra; e os quatro ventos da terra sãoevidentemente frases que desejam transmitir a idéia da extensão mundialdas condições que o Revelador está descrevendo. O selo do Deus vivo, eas vestes brancas, e as doze tribus também são símbolos, pois ninguémmanteria que um selo literal devia ser realmente posto sobre as cabeçasdos servos de Deus; nem que os santos literalmente lavavam suas vestesno sangue de Cristo, nem que a obra do selamento foi confinado às dozetribos literais de Israel, de quem todos os meios de identificação seperderam por muitos séculos... Muito do significado real de taispassagens da Escritura como Apoc. 7 se perde quando uma tentativa éfeita para lidar com eles literalmente. Verdades belas são reveladasnestas passatjens simbólicas, quando nós podemos definir o simbolismoque é usado." (The Worlds Finale, pp. 69-72, by A..W.Anderson.)(Enfase meu) A fim de permitir a seus filhos de abarcar a grandesa das verdadesespirituais que revigorarão e encorajarão, que irão dar atenção eimpressionarão poderosamente, Deus inspirou seus profetas a pintarquadros proféticos que farão o que Ele deseja repartir, ressaltar-se-ãocomo se estivessem acontecendo diante de nossos olhos. Auxiliaria aosleitores do Apocalipse a obter uma correta compreensão do propósitomoral do Apocalipse se fosse lembrado que a igreja é retratada como sefosse Israel habitando em Canaã e revivendo as experiências do antigoIsrael. Como a vida cristã é poderosamente ilustrada pelas experiênciastípicas do Israei literal (1 Cor. 10:1-11, margem, etc.) Assim asexperiências que sobreviriam à igreja cristã e descritas nas profecias doApocalipse são também escolhidas como se a igreja, como Israel, aindamorasse na terra santa. Muitos comentadores tem chamado a atenção aeste fato. Um "comentário sobre o Novo Testamento", publicado pela"Sociedade Promotora de Conhecimento Cristão", diz em suas notaslidando com a batalha do Armagedom:
  • 128. Escatologia Bíblica 128 "Nós precisamos lembrar que através deste livro Canaã representa alocalidade da igreja de Deus. A zona na qual os inimigos se reuniam contraCanaã terrestre era o Norte. Então das margens do Eufrates vieram osAssírios... Os Caldeus, os destruidores de Jerusalém... Nós não devemospensar aqui em qualquer grande batalha que fosse travada neste ponto certo(Megido). Isto foi para esquecer o que sempre deve ser mantido na mente,que através deste livro, Jerusalém, Sião, a Terra Santa e várias localidadesnela são símbolos da Igreja Cristã, seu santuário, ou sem inimigos... Abatalha é uma figura, muito naturalmente empregada, como as palavraspelas quais nós descrevemos a prevalência do bem sobre o mal, em que équase impossível não usar expressões emprestadas do campo de batalha –luta, derrota, triunfo, vitória, e tantas semelhantes. As visões do Apocalipsesão para o olho o que as palavras metafóricas são para os ouvidos –símbolos, idéias, não reais, quadros do que deve acontecer." Antigamente Israel era mencionado como "um povo que lhe échegado" (Sal. 148:4). O santuário e, mais tarde, o templo, a moradia deDeus, foi localizado no meio de Israel. Israel se localizou perto e aoredor do santuário, enquanto que o mundo gentílico estava longe eafastado; um povo "afastado". Este fato físico é empregado por Paulopara retratar uma verdade espiritual. Escrevendo de crentes que agorasão o Israel de Deus e aqueles não "em Cristo" como os "gentios", Paulodiz aos que tinham previamente sido classificados como "gentios":"Portanto, lembrai-vos de que outrora vós, gentios na carne... Quenaquele tempo estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel...Mas agora em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, fostesaproximados pelo sangue de Cristo... E, vindo, evangelizou paz a vósoutros, que estáveis longe, e paz também aos que estávavam perto"(Efés. 2:11-22). Assim Paulo retrata a igreja agora constituída de judeuse gentios como se fosse Israel vivendo perto de Deus. Em Jerusalém,enquanto que os descrentes são retratados como "gentios", "afastados".Jesus, o Revelador (Veja Apoc.22:16), representa a igreja como seestivesse "com Ele" no monte de Sião"(Apoc. 14:1). Em Apoc. 11:1,2 aigreja é apresentada como se fosse "o templo" e a "cidade santa". Em
  • 129. Escatologia Bíblica 129Apoc,. 14:20 a destruição dos impios é simbolisada como uvas sendopisadas num lagar "fora da cidade", a cidade certamente (até depois dos1.000 anos), é mencionada aqui como a igreja de Deus. Os 1.600estádios ou 200 milhas referem-se ao exército da Santa Oblação onde,em sua sua simbólica visão da igreja, Ezequiel relata um majestosotemplo e cidade sobre "uma muito alta montanha" "na terra de Israel".João aplica esta visão concernente à cidade, o templo e a Santa Oblaçãona "terra de Israel " em um sentido mundial. Em sua.s"Notas Sobre o Livro do Apocalipse", o Rev. A. Barnes,diz sobre a frase "E o lagar foi pisado fora da cidade": "A representação foi feita como se fosse fora da cidade; isto é,. dacidade de Jerusalém, pois isto é representado como a moradia do santo... Olagar geralmente se encontrava no vinhedo – não na cidade – e esta é arepresentação aqui. Como aparecia aos olhos de João, ele não estavadentro dou muros de nenhuma cidade, mas estava fora. E saía sangue doengenho de pisar as uvas. A representação é que lá haveria uma grandedestruição que seria bem representada pelo suco que sairia do engenho. Atéaos freios dos cavalos. Profundo, como se sangue fosse num campo dematança onde ele chegaria até aos freios dos cavalos. A idéia é, que láhaveria uma grande matança... Os inimigos da igreja seriam completa efinalmente destruídos, e que a igreja, portanto, libertada de todos os seusinimigos, seria triunfante." Estes quadros gráficos foram pintados pira animar os corações dosfiéis e para consolá-los em suas provas e perseguições. Satanásprocurando desviar os olhos dos santos da certeza que estes versoscontêm para eles que seus inimigos seriam destruídos, produz idéiaserrôneas a serem promulgadas que estes versos se referem a um conflitomilitar literal na Palestina fora da cidade de Jerusalém; que as 200milhas se referem ao cumprimento da Palestina, etc. Como os inimigos de Deus e de sua igreja não são cachos literais deuvas (veja Apoc. 14:17-20), seu ajuntamento não é um ajuntamentoliteral. Deus ordena aos anjos: "Ajunta os cachos da videira da terra (e éa videira mundial)... Então o anjo passou a sua foice na terra, e vindimou
  • 130. Escatologia Bíblica 130a videira da terra, e lançou-a no grande lagar da cólera de Deus. E o lagarfoi pisado fora da cidade. "Aqueles que são destruidos na destruição doArmagedom são referidos como perecendo "fora da cidade" – a Siãoespiritual, a Jerusalém espiritual. "Porque no monte Sião e em Jerusalémestarão os que forem salvos." (Joel 2:]2). Assim a "libertação" éassegurada aos que, atendendo ao convite de Cristo, "saem" de Babilôniaespiritual e entram na cidade espiritual de Jerusalém. A igreja é representada como estando no Monte de Sião "com" oSenhor Jesus (Apoc. 14:1). Por uma união espiritual eles estão tãoseguramente "com Ele" (Apoc. 17:l4) como se eles lá estivessemliteralmente. Quando os reis da terra – os governos da terra – "fizeremguerra contra o cordeiro" sua igreja é mencionada de estar "com Ele".(Veja Apoc. 17:12-14; 16:14-16; 19:19, 20.) Assim o ajuntamento dasnações para "fazer guerra contra o Cordeiro" e sua igreja não é umajuntamento literal no Monte de Sião na cidade literal de Jerusalém, masuma união dos elementos do reino de Satanás em ação concentradacontra a igreja do Senhor, justamente como se lá estivessem doisexércitos envolvidos: Um em Jerusalem, e o outro reunido do lado defora, no "Vale de Josafá" - o vale do juizo de Deus. O ajuntamento dasuvas amadurecidas para o lagar fora da cidade de Jerusalém e do Montede Sião e o ajuntamento de todas as nações e pessoas para lutar contraCristo e sua igreja são ambas representações simbólicas nos mesmoseventos. A colheita do mundo que é mencionada em Apoc. 14:14-20 éretratada como crescendo no "Vale de Josafá." Compare Joel 3:13 comMat. 13:38-40, e também Joel 3:13 com Apoc. 14:14-20. Ao comparar Joel 3:2, 11, 12 com S. Mat. 25:31, 33 nós vemos queJesus aplica "o vale de Josafá" e o ajuntamento de todas as nações nele,como um símbolo do juízo mundial de "todas as nações" por ocasião deseu segundo advento. A aplicação literal destes versos como umajuntamento das nações à guerra um contra o outro, esconde a grandeza ea solenidade da imaginação simbólica espelhando um quadro impressivo
  • 131. Escatologia Bíblica 131e vivo representando o grande dia de Juízo quando todas as pesãoas – asovelhas e os bodes – serão julgados e separados eternamente. As tentativas de aplicar literalmente em representações dramáticas esimbolicas estragam o quadro que o inspirado artista em palavras pintou,e cria despropósitos, que não só escondem a verdade retratada pelosímbolo, mas que às vezes leva a superstições e ao erro. Como umexemplo nós citamos Apoc. 17:14: "Pelejarão eles contra o Cordeiro, e oCordeiro os vencerá." Alguém escrevendo seriamente em defesa dos ensinos que oArmagedom pertence às nações na Palestina, depois de citar Apoc.17:14, diz: "Agora parece que quando Jesus vem como Rei dos reis eSenhor dos senhores, os dez reinos estarão em uma posição para seoporem a sua causa." Um outro verso que é citado para apoiar a crençaque as nações estão reunidas por Satanás à Palestina, e que por ocasiãoda segunda vinda de Cristo estas nações fazem guerra contra o Senhor, éApoc. 19:19: "E vi a besta e os reis da terra, com os seus exércitos,congregados para pelejarem contra aquele que estava montado no cavaloe contra o seu exército." Que loucura total imaginar um exército terrestre atacandoliteralmente o Todo-Poderoso Filho de Deus e as hostes dos céus nosegundo advento! O segundo advento será a ocasião de umademonstração maior do poder Onipotente do que é humanamenteconcebível. O fulgor da vinda de Cristo destrói os ímpios (2 Tes. 2:8)Quando os céus se abrem como é mencionado em Apoc. 19:11, em vezde besta e os exércitos da terra (Apoc. 19:19, 20) guerrear contra o Reidos reis e Seu exército celestial, eles fogem de terror da glória doSenhor, clamando aos montes para escondê-los "da face daquele que seassenta no trono, e da ira do Cordeiro." (Apoc. 6:15-17). Deve-se notar que nestes versos o Revelador, como em Apoc.19:11-19, descreve o mesmo grande dia do Senhor, a mesma aberturados céus, os mesmos "Reis da terra, e os poderosos, e os homens ricos, eos capitães, e os homens ricos, e os comandantes, e os valentes, e todo
  • 132. Escatologia Bíblica 132escravo, e todos os homens livres." Portanto é óbvio que o ajuntamentode "a besta, e os reis da terra e seus exércitos" "a fazer guerra contraaquele que se assenta no cavalo, contra seu exército" não pode demaneira alguma referir-se a um ajuntamento literal das nações noMegido para literalmente lutar contra o Senhar por ocasião de seusegundo advento, pois "todos os homens" –"todo o servo e todo ohomem livre" – não vão estar literalmente em Megido. Entendido, porém, simbolicamente, nós vemos que os não salvos detodo o mundo são representações como se eles todos servissem comodivisões sob o estandarte de Satanás. O Revelador distintamente declaraque neste grande exército que ele simbolicamente descreve como sendo"ajuntados" são "todos os homens, tanto livres como presos, tantopequenos como grandes." (Apoc. 19:17, 18). Quando o Senhor, em seusegundo advento, destrói a todos os não regenerados, emborasimbolicamente apresentados com exércitos ajuntados e destruídosconjuntamente, pois literamente eles são destruidos pelo Senhor em todoo mundo. "Os que o Senhor entregar à morte naquele dia, se estenderãode uma a outra extremidade da terra" (Jer: 25:55). Assim o ajuntamentode "todas as aves que voam" para comer a carne de "todos os homens"(Apoc. 19:17, 18) não pode ser uma reunião literal dos pássaros para aterra literal de Israel, pois "todos os homens" serão destuídos peloSenhor "de uma parte da terra até à outra parte da terra". João consegueesta imaginação da ignomínia e a totalidade da destruição dos inimigosde Deus da profecia concernente a Gogue e seu exército.(veja Ezeq.39:1, 17-20). Isto mostra que a profecia de Ezequiel (caps. 38, 39) deveser entendida como simbólica apresentação do conflito mundial quetermina na final destruição dos que servem sob o estandarte de Satanás.Em Apocalipse 20:8, 9 nós temos a interpretação do Senhor sobre aprofeçia de Ezequiel com relação às multidões no exército de Gogue –são as multidões enganadas por Satanas: os inimigos de nosso Senhor. Em Salmo 45:3-7 o conflito espiritual do Senhor é apresentadosimbolicamente. Em Heb. 1:8, 9 estes versos são aplicados a nosso
  • 133. Escatologia Bíblica 133Senhor. A mesma descrição simbólica é empregada em Apoc. 19:11-114, para salientar a volta do Senhor para completar sua guerra contra omal por destruir aqueles que justamente previamente procuraramperseguir e destruir o povo de Deus. A descrição do Revelador da vinda de Jesus com "os exércitos" doscéus para fazer "guerra" contra a besta e os exércitos da terra obviamentepretende ser entendido simbolicamente. Montará Jesus literalmente um"cavalo branco" vindo dos céus? (Apoc. 19:11). O Reveladorpreviamente o pintara em sua segunda vinda "sentado numa nuvem, comuma foice em sua mão." (Apoc. 14:14-16). Irão todos os milhõesmultiplicados de anjos literalmente "montar sobre cavalos brancos"?(Apoc. 19:14). Virá uma "espada afiada" literalmente "de sua boca"? (v.15). A "espada afiada" do Senhor é sua palavra. (Heb. 4:12; Ef. 6:17).Virá Ele literalmente "vestido com um manto tinto de sangue? Pisará Eleentão literalmente "o lagar de vinho"? (Apoc. 19:13, 15). Convidará umanjo literalmente "todas as aves que voam" para vir "à ceia do grandeDeus" para "comer a carne dos reis, a carne dos comandantes, a carnedos poderosos, e a carne dos cavalos, e seus cavaleiros, e a carne detodos os homens"? (Apoc. 19:17, 18). "E vi a besta e os reis da terra,com os seus exércitos." Não serão literalmente "congregados parapelejarem contra aquele que estava montado no cavalo, e contra o seuexército." (Apoc. 19:19). Nosso Senhor Jesus, o Revelador (Apoc.22:16), simbolicamente retrata o conflito mundial espiritual. Todo oesforço de literalizar esta apresentação simbólica esconde o propósitomoral que Ele queria retratar. Um escritor cristão vastamente lido, salientando a necessidade deobservar o caráter simbólico do Apocalipse, diz: "Este livro (o Apocalipse) exige estudo profundo e de coração, para nãoser interpretado de acordo com as idéias dos homens, e não se dê falsaconstrução à palavra santa do Senhor, que em seus símbolos e figuras tantosignifica para nós... No Apocalipse as coisas profundas de Deus são aapresentadas."
  • 134. Escatologia Bíblica 134 De acordo com o princípio enunciado, este mesmo autor muitasvezes aplicou simbolicamente, em conexão com a grande controvérsiaentre Cristo e Satanás, as mesmas passagens das Escrituras que nósestivemos considerando. Salientando graficamente o conflito entre asforças do bem e do mal, em harmonia com o jue nós mostramos ser acorreta interpretação de passagem da "guerra" simbólica apresentada noApocalípse, este autor popular diz: "Eu vi dois exércitos em conflito terrível. Um exército era dirigido porestandartes que levavam a insígnia do mundo; o outro era dirigido peloestandarte manchado de sangue do Príncipe Emanuel... Companhia apóscompanhia do exército do Senhor juntou-se ao inimigo, e tribo após tribo dasfileiras do inimigo juntou-se com o povo observador dos mandamentos deDeus... A batalha enfureceu-se. A vitória se alternava de lado a lado... OCapitão de nossa salvação estava ordenando a batalha, e enviando auxílio aseus soldados. Seu poder foi poderosamente demonstrado... Ele dirigiu-os àfrente passo a passo, conquistando e para conquistar. "Finalmente a vitória foi ganha, o exército que seguia o estandarte coma incrição, „os mandamentos de Deus, e a fé de Jesus (Apoc. 14:12),triunfou gloriosamente... Agora a igreja é militante... Mas o dia virá em que abatalha tera sido travada, a vitória ganha. Mas a igreja precisa e irá lutarcontra inimigos visíveis e invisíveis... Os homens se confederam para opor-se ao Senhor das hostes. Estas confederações continuarão até que Cristo ...vestir as vestimentas de vingança." (Testimonies, vol. 8, pp.41, 42). Aqueles que "saem"de Babilônia (Apoc. 18:4) e são congregadospara estar com Cristo "no monte de Sião" têm "o selo de Deus em suastestas." (veja Apoc. 7:1-4; 14:1). Aqueles que se congregarem para"fazer guerra contra o Cordeiro... e os que estão com Ele" (Apoc. 17:l4;19:19) têm "a marca da besta" em sua testa ou em sua mão (Veja Apoc.13:16, 17; 14:9-11; 19:20) Tão vital é para os vivos nesta grande hora dedestino compreender claramente os itens em jogo, tão importantes são asverdades que o Senhor apresentou no Apocalipse que Ele lança quadrosvivos e simbólicos na tela da profecia a fim de chamar e manter aatenção.. Mas ao interpretar estes quadros literalmente com referência a
  • 135. Escatologia Bíblica 135Palestina (elas são dadas num ambiente palestino, pois a igreja éreresentada como se estivesse com Cristo no Monte de Sião, etc.),Satanás leva as importantes mensagens de Cristo no Apocalipse aperderem seu sentido e sua vitalidade. “Cristo em Vós” – A Certeza da Vitória Não existe verdade mais necessária nem mais confortante ensinadanas Escrituras do que a que nosso Senhor Jesus Cristo reina no coraçãode cada crente. A frequência com que este sublime fato é afirmado noNovo Testamento deixa certamente imprimir-nos com sua grandeimportância. O apóstolo Paulo, cujo conhecimento extenso do VelhoTestamento e cuja especial instrução sob o Professor divino (Veja Gál.1:12; Efés. 3:3, etc.) deu-lhe uma interpretação clara como cristal dasprofecias com respeito ao Senhor reinando no meio de Seu povo Israel,triunfantemente ensinou que o Senhor Jesus reina no coração de cadacrente, bem como no corpo da igreja. Ele afirmou que estavaespecialmente dotado de sabedoria "para dar pleno cumprimento àpalavra de Deus; o mistério que estivera oculto dos séculos e dasgerações; agora todavia se manifestou aos seus santos; aos quais Deusquis dar a conhecer qual seja a riqueza da glória deste mistério entre osgentios, isto é, Cristo em vós, a esperança da glória" (Col. 1:25-27). As profecias do Velho Testamento declaram que Deus – "o Santode Israel" – reina "em Sião" e que por sua presença e poder os inimigosde Israel serão derrotados e Israel triunfará gloriosamente sobre eles.(Veja Sal. 2:1-9; Joel 2:1, 15, 32; 3:16, 17, 21; Obad. 17; Miq. 4:2,7;Ezeq. 39:7, etc.). Isaías declarou:"Pois virá como torrente impetuosa,impelida pelo Espírito do Senhor e virá o Radentor a Sião e aos de Jacóque se converteram diz o Senhor." (Isa. 59:19, 20). Notem a aplicaçãoinspirada de Paulo deste verso em conexão com os "gentios" –"separadosda comunidade de Israel" (Efés. 2:12) – que, por sua recepção de Cristocomo Senhor, então se tornam membros do "Israel de Deus" (Gál. 6:16)
  • 136. Escatologia Bíblica 136sendo "não mais estranhos e estrangeiros, mas concidadãos dos santos eda casa de Deus" (Efés. 2:19). Paulo ensinou que o verdadeiro Israel deDeus será composto de judeus livres do pecado e gentios: "E assim todoo Israel será salvo, como está escrito: Viá de Sião o Libertador, Eleapartará de Jacó as impiedades. Esta é a minha aliança com eles quandoeu tirar os seus pecados" (Rom. 11:26, 27). Sob as provisões do novoconcerto, Deus prometeu "que pisará aos pés as nossas iniqüidades"(Miq. 7:19), de "tirar as nossas tendências ao pecado". Por Deus nãoquerer forçar a vontade, nós devemos cooperar com Ele entregando onosso coração a Ele em uma entrega diária. Assim, dia a dia, o Senhorescreve sua santa lei sobre os nosos corações, como tão graciosamenteprometeu fazer. (Jer. 31:31-34; Heb. 8:8-12). Nós aprendemos a dizercomo o salmista: "Quanto amo a tua lei? É a minha meditação todo odia" (Sal. 119:97). "o pão nosso de cada dia nos dá hoje " (Mat. 6:11). Edizia (Jesus) a todos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue,dia a dia tome a sua cruz e siga-me" (Luc. 9:25). "Dia a dia morro”" (1Cor. 15:31). "Levando sempre no corpo o morrer de Jesus para quetambém a sua vida se manifeste em nosso corpo.... Contudo o nossohomem interior se renova dia a dia" (2 Cor. 4:10-16). O maior problema no mundo é, e tem sido desde o aparecimento dopecado, o de nossa vitória pessoal e diária sobre o pecado. Um escritorde hinos exprimiu a grande necessidadade do homem: "E ninguém, óSenhor, tem perfeito descanso; Pois ninguém é livrre completamente dopecado; E os que alegremente te servem melhor, estão cônscios mais domal interno." O cristianismo é mais que boas novas de que Deus perdoa o pecado;e também proclama que Deus promete poder, diariamente, para vencer opecado. Um outro escritor de hinos exprimiu o desejo do coração sinceropor esta "dupla" ou "perfeita cura": "Seja do pecado a perfeita cura,salva-me de sua culpa e poder". O pecado pode ser vencido. Somente por Cristo habitando nocoração e este é o grande tema sobre o qual o apóstolo Paulo
  • 137. Escatologia Bíblica 137freqüentemente se demora. Em seu capítulo "muito mais" (Rom. 5) eledeclara com eloquência ardente: "Logo, muito mais agora, sendojustificados pelo seu sangue, seremos salvos seremos salvos por Ele daira. Porque se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deusmediante a morte de seu filho, muito mais, estando já reconciliados,seremos salvos por sua vida; ... muito mais os que recebem a abundânciada graça e o dom da justiça, reinarão em vida por meio de uma só, asaber, Jesus Cristo... mas onde abundou o pecado, superabundou a graça:a fim de que, como o pecado reinou pela morte, assim também reinasse agraça pela justiça para a vida eterna mediante Jesus Cristo nosso Senhor"(Rom. 5:9, 21). O pecado levou o homem a uma condição de escravidão da qual elejamais se pode escapar. Nascendo com uma natureza pecaminosa eimpossível para o homem cessar de pecar (Jer. 13:23; 17:9, etc.) Masuma vida livre do pecado é assegurada a todos os que permitem a Jesusreinar sobre o trono do coração. O pecado, como um poderoso tirano,reina sobre o coração e arrastará o homem abaixo para a eternadestruição, mas Jesus salvará do pecado a todo que põe sua confiançanEle. O pecado é poderoso, porém "muito moior" força é dada ao crentepara "reinar na vida por Jesus Cristo". "Muito mais, sendo reconciliados,seremos salvos por sua vida" vivida no coração. Com Cristo vivendo ereinando sobre o coração, a vitória sobre o pecado é assegurada. EmRomanos 6, Paulo continua a encarecer este ensino essencial deliberdade do pecado através de Cristo habitando em nós. Eu vez dopecado reinando no coração (Rom. 6:12), o crente tem a Cristo reinandono coração e dando-lhe liberdade do poder do pecado (vs. 11, 12-22).Depois de descrever a batalha contra o mal e o anelo da alma sincera porsantidade (Rom. 7), Paulo então apresenta o segredo da santificação – oEspírito de Cristo que habita nele – Ele diz: "Porque a lei de Espírito davida em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte... se de fato oEspírito de Deus habita em vós... se, porém, Cristo está em vós... oEspírito é vida por causa da justiça. Se habita em vós o Espírito daquEle
  • 138. Escatologia Bíblica 138que ressuscitou a Jesus dentre os mortos", esse mesmo que ressuscitou aCristo Jesus dentre os mortos,"vivificará" também os vossos corposmortais, por meio de seu Espírito que em vós habita." (Rom. 8:2-11). A vitória sobre o pecado é assegurada através da habitação do vivo,vibrante poder do Espírito de Cristo, que vivifica o corpo mortal que dápoder para resistir o mal. Tendo demonstrado que crentes judeus egentios igualmente participam destes privilégios, Paulo então aplica emconexão com a vitória cristã sobre o ecado, a profecia de Isaías da vindado Redentor a Sião, a volta "da transgressão de Jacó," e o fazer o inimigofugir. As profecias do Velho Testamento com respeito ao Sennor reinandoem Sião e a vitória de Seu povo, não devem ser entendidas como estandoseparados da história da salvação do pecado, pois a salvação do pecado éo propósito pelo qual eles foram escritos. Esta interpretação dasprofecias do Velho Testamento, foi sem dúvida entendida por algunsdevotos israelitas em tempos passados, mas desde o dia de Pentecostes, oEspírito Santo tornou-se abundantemente claro. Paulo, em particular,recebeu revelações especiais para tornar c]aa..as estas cousas aos gentiose para os "santos": Aos quais Deus quis dar a conhecer qual seja ariqueza da glória deste mistério entre os gentios, isto é, Cristo em vós, aesperança da glória" (Col.1:26, 27). Em seu Greek Dictionary of the New Testament, o Dr. Strong dizconcernente a"Sião": "Figuradamente a igreja (militante ou triunfante)."Importantes derivativos do hebraico para "Sião" são dadas como: "deresplandecer de longe e é, de ser eminente; também de ser permanente...Força, vitória". Cada crente em Cristo pode saber por experiência pessoal opresente glorioso cumprimento das profecias do Velho Testamento comrespeito a do Reino do Senhor "em Sião", pois do Reina. do Senhor Jesussobre o coração virá "força" para viver uma vida de "vitória". A vitória sobre o pecado pelo poder da habitação de Cristo nele é "aesperança da glória". E Espírito da verdade... Ele habita convosco e
  • 139. Escatologia Bíblica 139estará em vós... e Eu em vós ... e Meu Pai o amará e nós viremos a ele, efaremos nele morada" (João 14:17-23). "Acaso não sabeis que o vossocorpo é o santuário do Espírito Santo que está em vós?" (1 Cor. 6:19)."Deus está em vós" (1 Cor. 14:25). "Jesus Cristo está em vós" (2 Cor.13:5). "Vos sois de Deus... e o vencestes: que maior é aquele que está emvós, do que o que está no mundo" (1 João 4:4). "Fortalecidos com opoder, mediante o seu Espírito no homem interior; e assim habite Cristonos vossos corações pela fé" (Efés. 3:16, 17). "Estou crucificado comCristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esteviver que agora tenho na carne, vivo pela fé no filho de Deus" (Gál.2:19, 20). Nas palavras do hino "Vive a tua vida dentro de mim," Frances R.Havergal, lindamente exprimiu o segredo da vitória pessoal sobre opecado: Vive a tua vida dentro de mim, Ó Jesus Rei dos reis! Sê tu, tu mesmo a resposta A todo o meu inquirir; Vive a tua vida dentro de mim, Em tudo o que teu caminhar Em, o médio transparente Tua glória possa irradiar. O templo foi entregue, E purificado do pecado; Que o teu Shekiná brilhe Agora brilhe muito de dentro. Em outro hino ela escreveu: Toma meu coração, é teu próprio; Ele será teu trono real.
  • 140. Escatologia Bíblica 140 Em Heb. 12:22 nós lemos: "Mas tendes chegado ao monte de Sião,e à cidade do Deus vivo, à Jerusalém celestial, e a incontáveis hostes deanjos, e à universal assembléia e igreja dos primogênitos" Sião é ummonte celestial cujo nome significa iluminado pelo sol, e é a cidade doDeus vivo. As expressões "Monte de Sião" e "a celestial Jerusalém", nãosomente se referem a futura capital gloriosa do reino do Messias daTerra renovada (Apoc. 21:22), mas elas se referem ao presente lugar dehabitação e trono do Senhor Jesus em Sua igreja e em cada crente.Aqueles que aceitam a Jesus como o seu Senhor e Salvador entram "naJerusalém celestial", e enquanto forem fiéis aos mandamentos de Deus(Apoc. 22:14) eles estão salvos e seguros como se estivessem numcastelo forte. Esta imagem expressiva é muitas vezes apresentada nas Escrituras.Isaías diz: "Naquele dia se entoará este cântico na terra de Judá: Temosuma cidade forte: Deus lhe põe a salvação por muros e baluartes. Abrivós as portas, para que entre a nação justa, que guarda a fidelidade. Tu,Senhor, conservarás em perfeita paz aquele cujo propósito é firme;porque ele confia em ti". (Isa. 26:1-5). Nestas palavras inspiradas oprofeta evangélico afirmou-nos que as portas para esta "cidade forte" sãoabertas a todos os que observam a verdade, e que aqueles que seenquadram (se retratam) (veja margem, v.5) como sendo resguardadosdentro dos "muros e muralhas de salvação" apontadas por Deus, serãoconservados em perfeita paz." Lemos outra vez da pena de Isaías: "Mas aos seus muros chamarásalvação e às tuas portas louvor... mas o Senhor será a tua luz perpétua, eo teu Deus a tua glória." (Isa. 60:18-20). O salmista diz: "Abre-me asportas da justiça: Entrarei por elas e renderei graças ao Senhor. Esta é aporta do Senhor, por ela entrarão os justos. Render-te-ei graças porqueme acudiste e foste a minha salvação." (Sal. 118:19-21). "Torre forte é onome do Senhor, à qual os justos se acolhem e está seguro" (Prov.18:10). "Ó meu Deus, o meu rochedo, a minha cidadela, o meulibertador... Ele é o meu escudo... Minha alta torre, é o meu refúgio, meu
  • 141. Escatologia Bíblica 141Salvador; ó Deus; da vioiencia tu me salvas... Fiel é a torre da minhasalvação" (2 Sam. 22:3, 51). Veja também Sal. 18:2; 144:2, etc... Este quadro de um indivíduo ou da igreja habitando seguro dentrodos poderosos muros de uma fortaleza impugnável e levada paraencorajadora imaginação do livro do Apocalipse onde a grande luta entreas forças do bem e do mal é tão graficamente e tão realisticamenteretratada que alguns, não discernindo o propósito moral do simbolismoempregado, pensam que uma guerra militar é nela descrita. A melhor maneira para se decorar alguma causa é de reduzir a umsímbolo aquilo que queremos memorizar, e pela lei da associação aquelesímbolo traz à mente tudo o que está associado com ela. Os símbolosapresentam verdades nas formas mais informativas e mais atraentes.Verdades poderosas são assim condensadas e tornam-se simples e claras.Por esta razão o grande Mestre apresenta os ensinos vitais do Apocalipseem forma simbólica. Insiste-se com o leitor para cultivar o quadro simbólico da almacomo uma fortaleza: Quando rodeado e assaltado por muitos inimigos –orgulho, egoísmo, inveja, ciúme, avareza, e pensamentos negros enegativos, etc., procurando obter uma entrada na cidadela da alma, oescuro invasor é reprimido e a vitória é ganha pelo Rei Jesus – a luz eDoador de luz – morando no interior. Para inculcar este pensamento nasmentes de seus filhos, e para habilitá-los para apanhar estes fatos desalvação existentes da alma, é o propósito moral pelo qual o Senhorinspirou a João para apresentar os quadros simbólicos do Apocalipse:Eles apresentam realidades cristãs. Um autor muito lido, que consistentemente aplica as figuras doApocalípse como descritivo da grande controvérsia entre Cristo eSatanás, emprega as mesmas figuras bíblicas que tem nos apresentadoensinos que a vitória individual sobre o pecado depende do Cristo quevive em nós. “Quando a alma se rende inteiramente a Cristo, novo poder toma possedo coração. Opera-se uma mudança que o homem não pode absolutamente
  • 142. Escatologia Bíblica 142operar por si mesmo. É uma obra sobrenatural introduzindo um sobrenaturalelemento na natureza humana. A alma que se rende a Cristo, torna-se Suafortaleza, mantida por Ele num revoltoso mundo, e é Seu desígnio quenenhuma autoridade seja aí conhecida senão a Sua. Uma alma assimguardada pelos seres celestes, é inexpugnável aos assaltos de Satanás. ...A única defesa contra o mal, é Cristo habitar no coração mediante a fé emSua justiça.” (DTN, 324). Em outro livro, este escritor emprega a mesma figura em descrevero poder da igreja a resistir os assaltos de seus inimigos: “A igreja é o instrumento de Deus para a proclamação da verdade ... ese ela for leal ao Senhor, obediente a todos os Seus mandamentos, nelahabitará a excelência da graça divina. Se for fiel a sua missão, se honrar aoSenhor Deus de Israel, não haverá poder capaz de a ela se opor.” (Atos dosApóstolos, 600). Indivíduo e igreja são comparados a "uma cidade edificada sobreum monte" (Mat. 5:14), a igreja cristi e os crentes individuais sãorepresentados na profecia de Ezequiel (cap. 40 e 48) como um temploconstruido sobre "uma mui alta montanha." Jesus disse: "Sobre estapedra edificarei a minha igreja e as portas do inferno não prevalecerãocontra ela " (A rocha: Ele mesmo, a Rocha dos séculos") (Mat. 16:18). ONovo Testamento ensina que a igreja é agora a Sião de Deus, sua cidadea Jerusalém, e que profecias com respeito aos inimigos serem destruídosquando atacando Jerusalém e o povo de Deus tem o seu propósito moralem relação à vitória de cada crente individual em Cristo e da igreja comoum todo. No livro do Apocalipse a tempestade central dos séculos é a cidadede Jerusalém, o nome da qual significa "Fundamentos de Paz")Jerusalém, a cidadade do "Príncipe da Paz" para eatender corretamente oApocalipse, Jerusalém deve ser interpretada como o centro de batalhaentre o bem e o mal. No Velho Testamento, Jerusalém foi o centro doIsrael nacional, e muitos dos inimigos do Israel nacional veio contraJerusalém – a cidade da "paz". Embora os inimigos estivessem de fora, a
  • 143. Escatologia Bíblica 143paz reinou dentro da cidade quando Israel era fiel. Nisto nós vemostipificada a igreja como um todo, e também cada indivíduo. Pela suaaliança para com o Deus de Israel, a igreja e o indivíduo cristãos setornaram o centro de ataque pelos inimigos que são excitados à "guerra"contra o Santo Filho de Deus no íntimo. Mas, enquanto os inimigosespirituais se congregam fora dos muros da "cidade santa" (Apoc. 11:2,etc.), o coração está em paz com Deus. Os inimigos do povo de Deus que literalmente se congregaram aoredor atacava a antiga cidade literal de "paz" de Israel são trazidos àfigura espiritual do Apocalipse como tipos dos inimigos queespiritualmente se congregam ao redor para atacar a cidade espiritual. OApocalipse leva esta representação adiante até o fim do mistério; entãotodos os inimigos literais ressuscitados do antigo Israel e todos osinimigos da igreja vão unir-se literalmente ao redor da cidade literal(Apoc. 20:8, 9) em que reina o visível Filho de Deus, destruidor do mal,que fazem "guerra" contra Ele e Seu povo . Em Joel 2:32, a libertaçãodos inimigos que estão fora da cidade é garantida aos "remanescentes"dentro de Jerusalém. "Pois no monte de Sião e em Jerusalém haverálibertação, como o Senhor disse, e no remanescente a quem ele chamar." Como já vimos, foi esta profecia que Pedro, em seu discurso cheiodo Espírito, cita no dia de Pentecoste e aplica-o em conexão com asalvação pelo Rei Jesus, que é "tanto Senhor como Cristo". Detalhes sãoapresentados do Velho Testamento onde o Israel nacional encontroulibertação dentro de Jerusaléim pelo poder de Deus (veja 2 Reis 18:17-37; 19:1-37; Isa. 37:32-36, etc). No fim do milênio quando os inimigosde Deus e de seu povo se congregam para atacar "o acampamento dossantos," "a cidade amada" (Apoc. 20:8, 9), eles são destruídos pelo podertodo-poderoso do "Rei da Justiça", o Senhor Jesus Cristo que reinadentro. Todos os nomes próprios, lugares e designações do Apocalipseempregados num sentido simbólico até a descrição do Revelador dasanta cidade – a Nova Jerusalém – no fim do milênio. Assim o Senhor
  • 144. Escatologia Bíblica 144mostra o princípio a ser usado em "dividir corretamente" o Apocalipse eoutras partes das Santas Escrituras. O milênio é a linha divisória entre aaplicação do espiritual e a aplicação do literal, justamente como a cruzterminou o sistema literal, o nacional, o típico, e introduziu o período daaplicação antitípica, espiritual ou eclesiástica. O Apocalipse claramenterevela a tríplice aplicação dos reis de Israel, mas como nós lidamos comeste tema em outro livro, nós não o dividiremos mais aqui. Como a história do antigo Israel é aplicada no Novo Testamentocomo os tipos ou os símbolos que salientam as experiências da igreja ecomo a igreja é representada como tendo ocupado o lugar do Israelnacional até a sua posição geográfica na Palestina, assim, no Apocalipseo Senhor descreveu de experiências de hoje de sua igreja em termossimbólicos. Embora combatida por muitos inimigos a igreja, "no montede Sião" (Apoc. 14:20; Ezeq. 40:2; 447:1; 43:12, etc.). Como umafortaleza poderosa, impregnável aos assaltos do inimigo, será mais quevencedores, por meio daquele que nos amou (Rom. 8:37)."Graças a Deusque nos da a vitória por meioo de nosso Senhor Jesus Cristo" (1 Cor.15:57). A grande controvérsia entre as forças do bem e do mal sobre aobediência à lei de Deus, culminará no "Conflito Final". Para revelarvivamente essa batalha espiritual é o propósito moral pelo qual osquadros gráficos simbólicos foram dados no Apocalipse. ADENDUM – Um Ligeiro esboço A crença que o "Armagedm" será um conflito militar na Palestina éuma parte do sistema futurístico que é baseado sobre uma aplicaçãoliteral das crenças do antigo Israel em contraste à aplicação espiritual doNovo Testamento em relação para com a igreja. Os erros do catolicismoromano são baseados sobre a aplicação literal das coisas do Israelnacional. Os futuristas protestantes poderão apreciar indevidamente sua
  • 145. Escatologia Bíblica 145interpretação da profecia estando cheia dos erros do catolicismo romano;mas eles têm o mesmo fundamento.O futurismo tem sido defendido pelocatolicismo romano por causa de sua força potente contra o verdadeiroprotestantismo. O Dr. E. G. Ginneess, em seu "O fim Aproximado do Século", pp.100, 101 escreve sobre a perspectiva futurista: "Em sua forma presente, porém, pode se dizer que se originou no fimdo século dezesseis, com o jesuíta Ribeira, que, movido como alcazar, paralivrar o Papado do estigma lançado sobre ele pela interpretação Protestante,procurou fazer assim por referi-los ao futuro distante... Por um períodoconsiderável esta perspectiva ficou confinada aos Romanistas (ênfase doautor) e foi refutado por várias obras protestantes magistrais". A igreja Católica Romana justifica seus edifícios ornamentais e seuritual, etc., apontando as causas literais do antigo Israel. (Veja seuQuestion Box, pp, 188, 189; Keenans Cataclism, pp, 193 – 212, etc.) O seguinte curto esboço pretende transmitir "muito em pouco" e deprovocar o leitor a estudar mais os princípios fundamentais dainterpretação.“O mistério da piedade” “O mistério da iniqüidade”Aplicação espiritual das coisas de Aplicação literal das coisas deIsrael IsraelTemplo – Igreja TemploSacerdotes – na terra, todos os crentes SacerdotesIncenso – Oração (Sal. 147:2; IncensoApoc. 5:8Cruz – negação própria diária Cruz(Luc. 9:23Luz no templo = Bíblia (Sal. Candeeiros (Velas)119:105; 2 Cor. 4:4)Pão – Palavra de Deus (João 6:27-68 Pão – Hóstia
  • 146. Escatologia Bíblica 146Água – Esp. Santo operando pelaPalavra de Deus (Tit. 3:5; Ef. 5:26)Fogo em que escória é queimada: Purgatório1) Trabalho do E. Santo (Mat. 3:11; Isa. 4:4; 1 Ped. 1:7; 4:12)2) Obediência à verdade purifica (1 Ped. 1:22)Rei: Cristo - Invisível (1 Tim. 1:17) Papa - Cabeça visívelEspírito Santo - Invisível Papa: Suposto representante deRepresentante (João 14:17) CristoTrono em cada coração (Rom. Trono visível em Roma5:17-27) (Apoc. 16:10; 17:18)Reino - Espiritual - os libertos do Reino literal: Poder Políticopecado (Col. 1:13)Guerra - Guerra Espiritual; Guerra - Conflito militar naConflito Mundial. (1 Tim. 6:12) Palestina.Paz - paz espiritual - Deus + alma. Paz - "Paz militar".Inimigos "gentios", "pagãos", os que "Pagãos", "Gentios" - Naçõesnão são israelitas (Efés. 2:11,12; literais Oriente da Palestina.Apoc. 11:2) em qualquer parte domundoIsrael - Igreja em todo o mundo Israel - uns poucos judeus literais(Gál. 6:16; Apoc. 7:1-4). na Palestina.Israel atacado por inimigos Israel atacado por inimigos - naçõesespirituais (Ez. 38, 39; Joel 3; Zac. literais, para atacar literalmente14; Apoc. 14:1,20; 16:12-16; 17:14) judeus literias na Palestina.Ensina que o Anticristo é um líder Ensina que Anticristo é um líderespiritual: uma igreja falsa que faz militar; uma pessoa a dominar“guerra aos santos” (Apoc. 13:7). judeus cristãos na Palestina.Tempo simbólico (Dan. 7:25; Apoc. Tempo literal (3 ½ anos literais),11:2; 12:6; 13:5) afetando a igreja. afetando judeus literais na Palestina.
  • 147. Escatologia Bíblica 147 OS REIS QUE VÊM DO ORIENTE Introdução Todas as profecias dos últimos dias graficamente retratam oconflito final e a necessidade para que a igreja esteja completamentepreparada para a mais terrível luta de toda a história. O Espírito deProfecia declara: “Diante de nós está uma crise terrível. As vidas de muitos se apagarãonas trevas". (Watchman, 2 de abril de 1906). “A grande controvérsia entre o bem e o mal há de assumir proporçõescada vez maiores até o seu final desenlace. ... E toda habilidade e astúciasatânicas adquiridas, toda a crueldade desenvolvida nessa luta de longosséculos, serão empregadas contra o povo de Deus no conflito final.” (GC,pág. 7) “A mais vívida descrição não pode atingir a grandeza daquela prova.Naquele tempo de provações, toda alma deverá por si mesma estar em péperante Deus.” (GC, pág. 622). “Ao aproximar-se a tempestade, uma classe numerosa que temprofessado fé na mensagem do terceiro anjo, ... abandona sua posição,passando para as fileiras do adversário.” (GC, pág. 608). “Logo o povo de Deus será provado por ardentes provas, e a grandeproporção dos que agora parecem genuínos e verdadeiros, demonstrar-se-ámetal vil. Em vez de se fortalecerem e confirmarem com a oposição, asameaças e abusos, tomarão covardemente o lado dos oponentes. ...Permanecer em defesa da verdade e justiça quando a maioria nosabandona, ferir as batalhas do Senhor quando são poucos os campeões –essa será nossa prova.” (Testemunhos Seletos, vol. 2, p. 31). Somente uma classe de adventistas permanecerá firme através daluta tremenda vindoura – aqueles que aprenderam como se “vestir com a
  • 148. Escatologia Bíblica 148couraça da justiça de Cristo”. A serva do Senhor escreveu: “Vestidoscom as armaduras da justiça de Cristo, a igreja deve entrar no conflitofinal". (PR., pág. 725). Portanto, é imperativo que todos os filhos deDeus, aprendam pessoalmente como obter e por esta “armadura dajustiça de Cristo”. Todas as profecias dos últimos dias encarecem esteitem, porém a mais impressionante de todas elas, é que apresenta osegredo de conhecer, como obter esta "armadura da justiça de Cristo", éa mensagem pessoal do Senhor à Sua igreja nessa profecia doArmagedom. (Apoc. 16: 12-16, etc.). É por causa disto, que a mensagemespecial de Deus a seu povo remanescente, adverte o povo de Deus arespeito de seu perigo iminente, e como podem estar preparados paraenfrentá-lo, que Satanás introduziu tanta confusão e desentendimento arespeito de profecia que saliente a arregimentação das forças do grandedia do Deus Todo-poderoso. O secamento das águas do Eufrates pela 6ª.praga e a vinda dos Reis do nascimento do sol. O ponto principal damensagem pessoal do Senhor a seu povo remanescente, pois Ele é oRevelador, veja Apoc. 22:16; CS., pág. 342), com respeito aoArmagedom vindouro é um apelo para que seu povo se "vista comarmadura de sua justiça", antes de terminar o tempo de provação. Estude Apoc. 16:15, que é citado pelo Espírito de Profecia, comreferência ao fim do tempo de provas, e da necessidade de ser "vestidocom a armadura da justiça de Cristo (PJ., 319; DTN, págs. 635, 636). Portanto, como o próprio Senhor encareceu o assunto da justiçapela fé em Sua mensagem do Armagedom, toda a consideração dequalquer aspecto daquela mensagem separada do tema da justificaçãopela fé, é apenas uma patética perversão da profecia. Quando estudada àluz do tema vital da justificação pela fé, o esboço profético relativo àvinda dos Reis do Nascimento do Sol, torna-se um dos maisencorajadores e mais estimulantes de todos os assuntos escatológicos. A interpretação que aplica os Reis do Nascimento do Sol, às naçõesdo oriente não têm aplicação sobre o assunto da justificação pela fé e porcausa deste fato só é assim revelada como um assunto falso para com a
  • 149. Escatologia Bíblica 149verdade que nosso Senhor Jesus apresentou em seu livro Apocalipse. Umgrande número de professores, líderes de Biblia e estudantes entre osAdventistas do Sétimo Dia, não crê na interpretação que aplicaApocalípse 16:12 às assim chamadas nações “pagãs” do “Oriente”. Em julho de 1950 um questionário foi entregue diante de umareunião na Pacific Union College, Angwin, Califórnia, USA., derepresentantes dos departamentos teológicos de todos os nossos colégiosna América do Norte, a fim de perguntar aos professores de Bíbliapresentes a respeito de assuntos como os Reis do Nascimento do Sol,Armagedom, etc. As informações obtidas por aquele Questionário foimuito animador, pois ele revelou uma unanimidade marcante entrenossos líderes e professores de Bíblia. Para nosso objetivo presente, vaiser suficiente dar a resposta a duas perguntas feitas no Questionário.Quando perguntadas quantos criam que “Armagedom” e uma batalhaentre as nações do Oriente e do Ocidente. “NENHUM respondeuafirmativamente. A mesma unânime resposta negativa foi obtida para apergunta: “São os reis do oriente poderes terrestres?” A maioria disseque cria que os “reis do Oriente são Cristo como Rei dos Reis e Senhordos Senhores, e aqueles que estão com Ele”. (Apoc. 17:14)”. Estes fatos deviam ser conhecidos entre o povo de Deus,particularmente na Austrália, onde tem havido um considerável super-ênfase sobre a errônea interpretação de que os “reis do nascimento dosol” se refere às nações “pagãs” do “Oriente”. Desafortunadamente, emalgumas de nossas reuniões evangélicas e pelo rádio, a interpretaçãoerrada ainda está sendo apresentada como se fosse o único ensino"ortodoxo" aceito pelos Adventistas do Sétimo Dia. Porém, seráclaramente visível das respostas ao Questionário feito no Concílio deprofessores de Bíblia de Colégios em1950 que o ensino que declara osReis do Nascimento do Sol de serem as assim chamadas nações "pagãs"do oriente, e o Armagedom de ser uma batalha entre as nações doOriente e do Ocidente era unimemente rejeitado pelos Professores deBíblia dos Colégios que estiveram reunidos em Concílio naquele tempo.
  • 150. Escatologia Bíblica 150 A fim de ventilar algumas das razões por que tantos professoresadventistas do sétimo dia e estudantes das Sagradas Letras não criam enão podiam crer que os Reis do Nascimento do Sol que são lançados emgrande projeção nos delineamentos proféticos na poderosa hora climáticase referem às nações orientais da Terra, mas sim referem-se à vinda dosexircitos dos Céus para libertar o povo de Deus e para destruir seusopressores babilônicos, este livro foi escrito. Louis F. Were “Toda a verdade é certa, e nada mais está certo; e todo aquele queesconde a verdade, ou a detém do homem, por experiência, ou é umcovarde ou um criminoso, ou ambas as cousas.” Max Müller. A Questão Oriental – Campo Fértil para Profecias Falsas Muitas falsas predições resultam da Questão Oriental. Sim,muitoadventista do sétimo dia, leal, tem feito falsas predicões devido à suacrença na Questão Oriental. Nesse único propósito ao nos referirmos aeste fato, queremos destacar a causa , a fim de podermos aproveitar hojepelos enganos de ontem. Seria difícil depender de uma interpretaçãoprofética mais desacreditada pelo desenrolar dos eventos que a QuestãoOriental. Por três quartos de século, desde que foi introduzido noMovimento do Advento, tem sido fértil como produtor de falsasprofecias. No princípio, e pouco depois de sua introdução no Movimento doAdvento por Urias Smith, a Questão Oriental compreendeu-se referir aassuntos pertencertes à Turquia, e ao Próximo Oriente sendo seu atualmaior encontecimento, ênfase, entre nós do longínquo Oriente é deorigem mais recente. A Questão Oriental não é parte de nossas crenças originais mantidaspelos nossos pioneiros – pelo contrário, é a contrafação de seus ensinos.O ponto de vista domininacional do Armagedom foi salientado primeiro
  • 151. Escatologia Bíblica 151por Tiago White num editorial do Review and Herald, de 21 de janeirode 1862: “A grande batalha nao será entre nação e nação, mas entre aterra e o Céu.” Este foi o ensino deste povo do Advento, quando o anjode Deus comissionou a serva do Senhor a escrever: “Disse o meu anjoassistente: „Ai de quem mover um bloco ou mexer num alfinete dessasmensagens.‟ ” (PE, 258). Este ensino foi também incluído na mensagemprincipal do Espírito de Profecia que cita: “É tão certo que nós temos averdade como é que Deus vive". (4T., 595). Na divisão Australiana tem sido declarado que “os Reis do Oriente”referem-se às nações do Oriente. Isto, definitivamente não foi um“bloco” ou um “alfinete” da mensagem mencionada nos extratos acimada Sra. E. G. White, pois esta interpretação errônea veio a nós muitosanos depois dessas declarações terem sido feitas. A declaração emPrimeiros Escritos, pág. 258, foi certamente feita logo no Movimento doAdvento. Isto se encontrou em Testimonies, vol. 4 (4T, 595) e foipublicado em 1881. Apena dirigida escreveu a 27 de novembro de 1883: “Os grandes marcos de estrada que nós passamos, são irremovíveis..Estes pilares de verdade estão firmes como os montes eternos, imóveisapesar de todos os esforços combinados dos homens com os de Satanás esuas hostes.” (Review & Herald, 27 de novembro de 1883). “As verdades que nos foram dadas depois de passar o tempo de 1844,são tão certas e imutáveis como quando o Senhor no-las deu como respostaa nossas sérias orações... Nós sabemos que o que nós aceitamos é averdade” (Ms 32, 1886) “Nenhum alfinete será removido daquilo que o Senhor estabeleceu ...onde encontraremos segurança a não ser que seja nas verdades que oSenhor nos deu pelos últimos „cinquenta anos‟.” (E. G. White, Review &Herald, 25 de maio de 1905). Estas declarações de confiança e certeza dadas pela serva do Senhorreferem-se àquelas verdades dadas a este povo nos dias iniciais domovimento adventista, e usá-las (como tem sido feito para apoiar oensino que declarava que um conflito militar entre o Oriente e o
  • 152. Escatologia Bíblica 152Ocidente é retratado em Apocalipse 16:12-16 é um flagrante mau usodas palavras inspiradas, pois este ensino surgiu em nosso meio em anosmuito recentes, muito depois destas palavras terem sido escritas. “Nósnos devemos estabelecer na fé, à luz da verdade a nós em nossaexperiência inicial.” (Early Writings, 302) Aqueles entre nós cujas mentes foram condicionadas porpropaganda falsa (que apresenta somente seu ponto de vista – o errado),e contínua repetição (que alguns parecem tornar uma apresesentaçãocorreta), surpreender-se-ão ao aprender que antes da morte de UriasSmith em 1903, a idéia de um conflito entre o Oriente e o Ocidenterelacionado de qualquer jeito ao Armagedom, nunca apareceu naliteratura da irgeja. “Ao apresentar um exame escolástico da „oripem do ArmagedomPolítico-Militar‟, o Pastor Raymond F. Cottrell também dizia “doisnovos conceitos com respeito ao Armagedom foram introduzidossubsequentemente a sua (de Urias Smith) morte, isto é a idéia doArmagedom ser um conflito essencialmente político-militar, e aquelepelo qual as nações do extremo oriente se tornaram os „Reis do Oriente‟da profecia. Nenhuma destas considerações parecem sequer ter ocorridoa Urias Smith.” Como estas idéias “nunca apareceram na literatura da igreja antesde 1903, elas possivelmente não podem ser incluídas nas declaraçõesfeitas pela serva do Senhor, que declarou: „Ai de quem mover um blocoou mexer num alfinete dessas mensagens.‟ (PE, 258). „É tão certo quenós temos a verdade como é que Deus vive‟. (4T., 595) „As verdadesdadas a nós depois de passar o tempo em 1844‟ (Ms 32, 1896); „verdadesque o Senhor deu pelos últimos cinqüenta anos‟. (Review & Herald,25/5/1905). Os pioneiros descobriram a verdade da mensagem de Deus nosúltimos dias por intensivo estudo bíblico e fervorosas orações. Como nosé dito pela serva do Senhor:
  • 153. Escatologia Bíblica 153 “Muitos de nosso povo não compreendem quão firmemente ofundamento de nossa fe foi estabelecido. Meu marido, o Pastor José Bates,Papai Pierce, o Pastor Edson, e outros que foram inteligentes, nobres everdadeiros, estavam entre os que, após o passar do tempo em 1844,procuraram a verdade como a tesouros escondidos. Eu me encontrava comeles, e estudávamos e orávamos fervorosamente. Muitas vezes ficamos atétarde da noite, e às vezes a noite toda, orando por luz e estudando aPalavra. Vez após vez estes irmãos se reuniam para estudar a Bíblia parasaberem seu significado, e estarem preparados a ensiná-la com poder.Quando chegavam ao ponto em seu estudo, diziam: „Nós nada maispodemos fazer‟, o Espírito de Deus descia sobre mim, eu era arrebatada emvisão, e me era concediada uma clara explicação das passagens queestivemos estudando, com instruções de como devíamos trabalhar eensimar eficientemente. Uma linha da verdade estendendo-se daquelaépoca até o tempo em que entrarmos na cidade de Deus foi claramentedemarcada perante mim, e transmiti a outros a a instrução que o Senhor mehavia dado.” (Special Testemonies, séries B. nº 2, págs. 56 e 57). Uma declaração semelhante é dada em Obreiros Evangélicos, pág.302: “Por vezes noites inteiras eram consagradas à pesquisa das Escrituras,a pedir fervorosamente a Deus Sua guia. Juntavam-se para esse fim gruposde homens e mulheres pios. O poder de Deus vinha sobre mim, e eu erahabilitada a definir claramente o que era verdade ou erro. “Ao serem assim estabelecidos os pontos de nossa fé, nossos pés secolocavam sobre um firme fundamento. Aceitávamos a verdade ponto porponto, sob a demonstração do Espírito Santo. Eu era arrebatada em visão, eeram-me feitas explanações.” Nenhuma Questão Oriental, nenhum Armagedom militar destessérios e longos períodos de estudo da Bíblia, e pedido por luz dos céus.Pelo contrário, o Armagedom foi visto como “não entre nação e nacão”mas entre terra e Céu." Assim, a luz da verdade veio ao dirigir o Senhoros pioneiros a comparar Escritura com Escritura, tornando a Bíblia seupróprio expositor.
  • 154. Escatologia Bíblica 154 Contudo, o princípio divino e de confiança de acertar ainterpretação da Palavra profética estabelecida pelos pioneiros damensagem não foi o método infalível permanentemente usado entre nós,pois Urias Smith, que aceitou a. mensagem quando jovem de vinte anosde idade no ano de 1852, devia estabelecer uma modalidade permitindoque eventos correntes influíssem na interpretação da profecia. Estejovem não participou a rude experiência cristã e profundo estudo daBíblia dos primitivos pioneiros. Embora usasse uma pena sábia, eleconfiou muito num intensivo estudo da exegese protestante anteriorcomo é evidente através de seu livro. Compreensão Pioneira sobreDaniel Onze e o Armagedom, pág. 11, Raymond F. Cottrell diz de UriasSmith: “Perto do fim de sua vida ele expressou a um amigo íntimo tristezapor não ter encontrado tempo para um estudo contínuo e profundo daprofecia por causa de seus deveres como editor da Review, e acrescentouque outros depois dele teriam o agradável privilégio de descobrir novos raiosde luz que tinham escapado da sua própria procurar.” Porque certos assuntos políticos com respeito à Turquia, Rússia,ctc. eram assuntos vivos do dia, ele foi levado a achar nestes eventosnacionais sinais do sejundo advento, que, pensava ele, pareciamCUMPRIMENTOS das profecias dos últimos dias. Não pelo processo decomparar Escritura com Escritura decidiu ele que a Turquia era o Rei doNorte, pois por este processo ninguém poderia chegar à sua conclusão.Mas porque a queda da Turquia parecia iminente, isto é, para ele pareciaser o cumprimento de Daniel 11:45. Este sistema de permitir que relatórios da jornais ou eventos atuaisdeterminassem a interpretação da profecia foi uma estranha separação dométodo empregado pelos pioneiros e o Espírito de Profecia, pois elesconfiavam exclusivamente na Bíblia para sua exposição. Tiago White eoutros pioneiros comparando Escritura com Escritura, não adivinhamapenas que o poder a que se referia Daniel 11 era o papado, pois esta éuma conclusão a que se pode chegar quando se ua as Escrituras para seexplicarem a si mesmas. Naquele tempo, porém, o papado parecia estar
  • 155. Escatologia Bíblica 155morto – por isso Urias Smith escreveu: “Na tentativa que alguns fazemde introduzir aqui o papado está evidentemente tão afastado do alvo quesua consideração não precisa deter-nos” (Daniel and Revelation, edição1881, pág. 283). Os anos que passaram vindicaram a posição mantida pelospioneiros, inclusive Tiago White, pois o papado hoje tem alcançadograndes alturas de influência entre as nações. Alegremo-nosimensamente pelo fato de muitos de nossos intelectuais, dirigentespensadores e peritos, estudantes da Bíblia hoje comparam as Escriturascom as Escrituras como fizeram nossos pioneiros e assim nós agoraveremos que o papado e não a Turquia é o poder representado nosúltimos versos de Daniel 11. Admitindo que eventos correntes explicassem a Bíblia, Urias Smithescreveu a respeito da escreveu da desfalecente Turquia: “Todos osolhos agora estão postos com interesse para a Turquia; e a unânimeopinião dos estadistas é de que a Turquia está destinada em breve a serexpulsa da Europa... A ocupação do Egito pelos ingleses no presente ano(1883), é outro passo em direção ao inevitável resultado, e forneceu omovimento que o INDEPENDENTE, de Nova Iorque, se aventura achamar „o começo do fim‟.... Desta maneira toda a evidência vemdemonstrar que o Turco deverá em breve deixar a Europa.... pode serapenas uns poucos meses” (edição, 1881, págs. 289, 298). Pelo que hojese vê, tudo isto resultou em serem apenas palavras vãs. De fato, muitaspáginas na velha edição são umas tantas páginas preenchidas com masaplicações de eventos correntes que não ocorreram de acordo com aexpectativa de nosso culto irmão. Estas páginas são testemunhas mudasda irregularidade da interpretação profética de acordo com fasespresentes e passageiras de política, uma lição que alguns de nossos atuaisexpositores ainda precisam lembrar. Tiago White ficou perplexo quando observou a tendência depermitir acontecimentos correntes influir a interpretação pessoal daprofecia, tendentes a afastar da posição que ele estabelecera por estudo
  • 156. Escatologia Bíblica 156bíblico paciente, com muita oração. Ele escreveu um editorial no Reviewde 29 de novembro de 1977, alguns anos apos Urias Smith ter mudadode sua própria posição original, substituindo a Turquia por Roma. Raymond F. Cotrell, afirma: “Tiago White escreveu aconselhando cuidado na interpretação deprofeciis não cumpridas e achou Urias Smith „removendo as normas‟fielmente estabelecidas no Movimento do Advento. Este artigo não deixadúvidas de que a posição que torna Roma o poder de Dan. 11:45 e de Apoc.16:12, se tinha „completamente estabelecido‟ como um marco no Movimentodo Advento, antes daqueles tempos, e que ele foi mantido pelos pioneirosdesta mensagem, sem exceção, desde os dias de Guilherme Miller, até aomenos 1863.” Nova referência foi feita ao editorial de Tiago White na Review andHerald, de 29 de novembro de 1977, na Conferência da Bíblia de 1952 –veja Our Firm Foundation, vol. 2, pág. 696. Tiago White salienta que seestudássemos a Bíblia corretamente e vivêssemos “tão perto de Deuscomo deveríamos”, nós estaríamos em condições de “compreender o queo Senhor revelou”. Continua ele declarando “Mas em exposição deprofecias ainda não cumpridas, onde a história não está escrita, oestudante deveria apresentar sua proposta não com demasiada certezapara não suceder encontrar-se navegando no campo da imaginação. Asconclusões tomadas sobre a Questão Oriental, são baseadas sobreprofecias que ainda não tiveram cumprimento. Aqui nós devíamos pisarsuavemente e chegar a conclusões cuidadosamente, para não nosencontrarmos removendo os marcos miliaários bem estabelecidos noMovimento do Advento. Pode dizer-se que existe totalmente um acordogeral sobre este assunto, e que todos os olhos estão postos em relação àguerra. agora em progresso entre a Turquia e a Rússia, como ocumprimento daquela porção da profecia da qual será dada geralconfirmação brevemente neste alto clamor e terminação de nossamensanem. Mas qual será o resultado desta conclusão positiva emprofecias não cumpridas se as coisas não se materializarem como muito
  • 157. Escatologia Bíblica 157confiadamente predetas é uma questão séria.... Aqueles que examinam aQuestio Orieantal, certamente se desapontarão. O Pastor Tiago White sabia que Urias Smith estava seguindoprincípios errados, permitindo que acontecimentos correntes no mundopolíco influíssem em sua interpretação das profecias dos últimos dias eele sabia que os acontecimentos não ocorreriam como. Urias Smith tãoconfiadamente pensava que ocorreriam. Os eventos subjacentesaprovaram a sabedoria das palavras do Pastor White, e revelam ser umprincípio errado permitir que reportagens de jornais e de eventoscorrentes influam na interpretação da profecia, como no caso de UriasSmith, naquela hora. Nós citamos outra vez do trabalho infomativo de Raymond F.Cotrell “Pontos de Vista Pioneiros sobre Daniel Onze e o Armagedom",pág. 6: “Alguns fatos citados neste artigo são vitais a uma compreensão doassunto então estudado. Tiago White firmemente acreditava que Romafosse a potência de Daniel 11:45 e estabeleceu isto como um dos marcosmiliários firmemente estabelecidos no Movimento do Advento. UriasSmith e uma maioria dos líderes, que estavam em concordância geralcom ele, foram encontradas removendo os marcos miliários. Positivos econfiados em sua crença de que a guerra agora em progresso entre aTurquia e a Rússia era o cumprimento daquela porção da profecia, elesofereceram este conflito como evidência primária em aproio do novoponto de vista, esperando que dentro de muito pouco tempo ele dariagrande confirmação de fé no rápido alto clamor e a terminação de nossamensagem. A rapidez com que este evento seria cumprido e expressopor Urias Smith da seguinte maneira: Todos os olhos agora estãodirigidos com interesse à Turquia; e a unânime opinião dos estadistas éque a Turquia está destinada em breve ser removida da Europa... o quepode ser em poucos meses. “Na mente de Tiago White a questão vital era a validade do novométodo pelo qual a história corrente era usada para interpretar profecia
  • 158. Escatologia Bíblica 158em substanciar posições já determinadas na base da evidência daEscritura. Ele defendia a Bíblia como seu próprio expositor, insistindono uso de passagens da Escritura claramente compeendidas e explicaporções paralelas que não estivessem tão claras. ... Não acreditando quea guerra de então fosse o cumprimento de Daniel 11:45 – ele chegará aseu fim – era portanto para ele uma questão importante qual seria oefeito desta certeza em profecias não cumpridas se as coisas nãoocorressem como tão certamente esperava! Ele temia que em vez de umagrande confirmação da mensagem o resultado não seria nada mais queoutro desapontamento. Tendo já passado por uma tal experiência ele nãoantecipava outra com prazer. Como a história nos relata; foi Tiago Whitee não Urias Smith que demonstrou estar certo: a Turquia não chegou aoseu fim, nem foi ela jamais até agora expulsa da Europa. O fenômeno admirável é que desde as não cumpridas profecias deUrias Smith o mesmo tipo de fracassos de predizer o cumprimento defuturos acontecimentos nacionais, tem sido experimentado por aquelesde nossos expositores que baseavam seus prognósticos semelhantementena crença de Dan. 11:45, Apoc. 16:12-16, escolhem uma guerra militarentre as nações. Toda a crise internacional que surge foi declarada serum positivo cumpridor do cataclista Armagedônico em breve porvir. Que alguém ainda hoje tivesse confiança nesta interpretação depoisdo relato repleto e minucioso das falsas profecias lançadas pelo caminhode nossa história Adventista por mais de trêes quartos de século indicaquão tenazmente a mente humana se apega à crença que é baseadaparcialmente sobre uma passagem da Bíblia mais o apego humano dele aeventos políticos atuais. Enquanto o texto está na Bíblia e o evento estáocorrendo no mundo, somente a imaginação do homem os liga entre si.A mente não influída do homem é enganada a pensar que está lidandocom fatos, mas o fato que deve ser estabelecido é se um número depassagens na Bíblia, colabora na interpretação feita a uma passagem quese supõe estar-se cumpindo no mundo.
  • 159. Escatologia Bíblica 159 Origem do Armagedom Político-Militar Em sua sábia apresentação da origem e desenvolvimento entre nósda "Idéia do Armagedom político-militar", o Pastor Raymond F. Cottrelldiz: “Embora o conceito de Urias Smith da parte da Turquia tenha semantido substancialmente sem mudança através dos anos, dois novosconceitos com respeito ao Armagedom foram introduzidos após sua morte,como seja a idéia do Armagedom sendo essencialmente um conflito político-militar, e aquele pelo qual as nações do Extremo Oriente se tornaram os"reis do oriente" da profecia. Nenhum destes pontos de vista parece sequerter ocorrido a Urias Smith, por razões que se tornarão óbvias. “A tensão mundial aumentada e a corrida dos armamentos queprecedeu a Primeira Guerra Mundial levou muitos adventistas a pensarcomo sendo ela o Armagedom bíblico. Já em 1903 um escritor falou noReview dos esspíritos maus que estão instigando as nações para a guerra ejuntando o mundo todo para o Armagedom. Agora é evidente, certamente,que os membros de uma união religiosa tríplice, nada tiveram sequer departicipar com nacões líderes, na Primeira Guerra Mundial, é que o conflitode modo algum foi o Armagedom da profecia; mas um pouco mais tarde omesmo escritor comentou que muitos dos que conhecem, o pulso dosacontecimentos internacionais, vêem bem na frente de nós um conflitomundial, que eles descrevem como o Armagedom das nações... os homensde negócios vêem o ajuntamento das nações para um conflito iminente. Apalavra certa da profecia diz que é a reunião para a batalha do último grandedia. Aquilo que os profetas de Deus a séculos estão descrevendo, osmodernos jornalistas e estadistas testificam. Com pressa ráãpida o mundoestá se lançando no grande Armagedom.” Depois de citar declarações que apareceram no Review declarandoque as hostilidades que se aproximam da I Guerra Mundial feriam ocumprimento das profecias com respeito ao Armagedom, o irmaoCottrell faz a seguinte observação: “Note bem que a corrida armamental precedente à I GuerraMundial, foi considerada pelo jornalismo popular como sendo uma
  • 160. Escatologia Bíblica 160preparação para o „Armagedom‟ – I Guerra Mundial. Sem oferecerevidência escriturística que estes preparos de qualquer maneiradiretamente relacionados ao Armagedom bíblico, esta maneira de pensarda parte de escritores seculares foi adotada e aplicada por nossosescritores e povo, ao Armagedom da profecia... Desta maneira, antes deseu início, a I Guerra Mundial foi definida como e inequivocamenteidentificada com o Armagedom da profecia. Um cuidadoso estudo detodos os artigos sobre este assunto durante a década anterior à I GuerraMundial, revela o fato que nenhum esforço foi feito para provar estasuposta relação da própria Bíblia. A idéia de que o conflito queameaçava pudesse ser de alguma maneira relacionado ao Armagedom daBíbblia foi ou assumido ou emprestado exclusivamente de fontesseculaes... Este procedimento da parte de escritores indubitavelmentebem intencionados, constitui um afastamento distinto do princípioestabelecido de que a Bíblia deve ser seu próprio intérprete. Eventoscorrentes não predizem e não podem de si mesmos interpretar a profecia;eles podem ser usados legitimamente somente para confirmar umainterpretação já devidamente estabelecida sobre a autoridade da própriaInnspiração. O Armagedom em Relação à Turquia Na literatura da igreja, como em nossos jornais, o Armagedom foicompreendido a seguir imediatamente após a espera da remoção dacapital da Turquia de Constantinopla a Jerusalém. “As Escrituras indicam que eventualmente a sede do governo seráremovida à gloriosa santa montanha entre os mares, referindo-seevidentemente a Jerusalém... Sugeriu-se que se a Turquia entrasse naPrimeira Guerra Mundial, então esta (I Guerra Mundial) seria o primeiroestágio da batalha do Armagedom. Com a entrada da Turquia no conflito, aInglaterra sem dúvida retirou sua secular oposição a uma invasão russa daTurquia e a tomada de Constantinopla; com esta falta de apoio foiconsiderado ter a Turquia chegado a seu fim, com ninguém para ajudar: O
  • 161. Escatologia Bíblica 161Império otomano na Europa em breve será.apenas uma lembrança... Porquase quarenta anos o escritor tem olhado com intenso interesse osmovimentos no Próximo Oriente com referência ao cumprimento daspredições relacionadas com a Questão Oriental, e rejubila-se pela claraevidência que o último passo, o último ato do drama, está às mãos... Mas,como com Urias Smith um meio século antes, esta idéia foi reflexo depensamento secular. Um artigo no Review citado integralmente do New YorkTimes intitulado „O Homem Doente do Oriente está morrendo enfim‟,afirmava com respeito à I Guerra Mundial, que aparentemente o fim doImpério Turco está às mãos!... “O interesse na Turrquia, reavivou-se com a I Guerra Mundial,novamente levou influentes evangelistas a dar positiva e séria expressão àopinião de que o homem enfermo do Oriente, estava para ser afastado daEuropa... Os eventos, certamente, vindicaram a sabedoria do conselho dadopelos líderes de Washington, pois a Turquia não foi retirada da Europa, suacapital não foi transferida a Jerusalém (e agora parece que não o pode ser),e a I Guerra Mundial não se tornou Armagedom como tantos tinhamconfiadamente esperado.” Pela adoção do princípio falso de permitir opiniões pupulares eeventos correntes parecerem interpretar as Escrituras, antes de aderir àprática dos pioneiros de compaear Escritura com Escritura e assimaceitando a verdade mesmo que seja contrário à opinião popular, UriasSmith levou a muitos de seus sucessores a segui-lo, e, com ele,padronizar muitas falsas predições que se supunha serem as declaraçõesdas profecias. Desde seus dias a vereda do Advento foi literalmentepromiscuída por predições abandonadas, desaprovadas e falsas. Cansariao leitor se continuássemos em grande escala apresentar qualquer coisacomo uma idéia adequada das falsas profecias que surgiram dainterpretação política e militar, de tais profecias como Dan. 11:45; Apoc.16:12-16. Porém, nós continuamos citando o resumo do Pastor R.F.Cottrell, da origem, e desenvolvimento do Armagedom militar entre nós.À pag. 16, ele diz:
  • 162. Escatologia Bíblica 162 O Armagedom se Torna um Conflito Entre o Oriente e o Ocidente “Antes da morte de Urias Smith em 1903, a idéia de um conflitoentre o Oriente e o Ocidente estar de alguma maneira relacionado com oArmagedom, jamais aparecera na literatura da igreja; mas no Review de22 de outubro daquele ano, um artigo sobre „O Ajuntamento doArmagedom‟, falava de uma colisão entre a Rússia e a Inglaterra pelodomínio da Ásia .... Não foi senão em1913, porém, que o conceito doArmazedom ser um conflito entre o Oriente e o Ocidente foi encontradoclara e enfaticamenta afirmado no Review... Durante e pouco depois daPrimeira Guerra Mundial, uma série de livros por Lothrop Stoddardtratando do „perigo amarelo‟ e „a crescente maré da cor‟ tornou-se leiturapopular, aparentemente substanciada pelo rápido e crescente poder doJapão e o despertamento de outros povos orientais. Ênfasedenominacional sobre um Armagedom Oriente-Ocidente entre as duasGuerras Mundiais, foi decisivamente influenciado por estes e parecidoslivros, a ponto que o título deles foi usado por ao menos um escritor nadiscussão do tópico. (C.B. Haynes, No Raiar do Armagedom, edicão de1946, pag. 55, usa as expressões „perigo amarelo‟ e „a crescente maré dacoor‟, claramente indicando a influência destes livros). Presumindo-se deser o cumprimendo do Apoc. 16:12-14, o desenvolar no Extremo-Orienteera dado grande publicidade na literatura da igreja e também dos púlpitos– alguns até declaravam que o Japão é mencionado na Bíblianominalmente. Com a II Guerra Mundial, esta fase de interpretação seeclipsou, de fato, e um artigo no Ministry ENFATICAMENTE negouque o Japão tenha qualquer ligação com os „reis do oriente‟ (vejaAndrew N. Nelson, „o Japão e os reis do oriente‟, The Ministry, vol. 19,nº 7, de junho de 1946, pág, 10). Durante a Guerra foram feitasdeclarações publicas por alguns indivíduos no sentido de que ela nãocessaria antes do holocausto do próprio Armagedom, rompeasse sobre aterra. Vale a pena lembrar que declarações semelhantes tinham sidofeitas a respeito das guerras de Napoleão, a respeito dos conflitos
  • 163. Escatologia Bíblica 163balcânicos de 1820, a respeito da Guerra Civil, a rcspeito da II GuerraMundial, e agora já estão sendo feitas em antecipação à III GuerraMundial. Talvez, a cautela estaria outra vez em ordem. “Ninguem negaria a realidade de sérios problemas no ExtremoOriente, e possivelmente até guerra total entre o Oriente e o Ocidente. Aquestão é, com que autoridade escriturística e por que princípios válidosde interpretação, pode esta tendência da história contemporânea serligada ao Armagcdom da Bíblia? Este conceito, emprestadoexclusivamente de fontes seculares, alcançou seu clímax nas publicaçõesda igreja entre 1931 e 1937, iluminada pela invasão japonesa daManchúria no ano anterior e o começo da Guerra Sino-Japonesa noposterior. Este ponto de vista agora poucas vezes aparece impresso,certamente e por óbvias razões, mas ainda continua a figurar como coisaimportante no pensar a falar de muitos indivíduos que erroneamenteconsideram ser a posição de Urias Smith e dos primitivos pioneiros.” “O autor tem a certeza que o leitor concordará com ele, de que averdade devia ser citada em ordem de esclarecer mal entendidos entre opovo de Deus, pois alguns pensavam que a lealdade para com amensagem do Advento e a fé dos pioneiros requer deles que creiam queas profecias do Armagedom salientam uma guerra entre o Oriente e oOcidente. Como foi mencionado nas citações anteriores, Urias Smith nãoensinou esta doutrina; tais conceitos são de data relativamente recenteentre nós, sendo adições do século vinte. E tais conceitos são perversõesestranhas da crença dos pioneiros de que o Armagedom deve ser umaguerra „entre a terra e o céu‟. Não é tempo de esclarecer a posição quantoa quem foi leal e quem foi desleal aos ensinos dos pioneiros e do Espíritode Profecia? Aqueles que ficaram fiéis aos ensinos comprovados pelotempo do Movimento do Advento foram classificados como herejes,com os que ensinam erros, que se desviaram dos „antigos‟ marcosmiliários, etc. , enquanto que outros que ensinam as edições do vigésimoséculo, que são perversões dos ensinos originais da denominação,proclamam a sua ortodoxia! Que estranho espetáculo, de fato!
  • 164. Escatologia Bíblica 164 Depois do início da II Guerra Mundial, nossos irmãos naAustrália na campanha mundial a favor da circulação das quatro revistasmissionárias, preparavam duas das quatro revistas para mostrar que osjaponeses eram os reis do Oriente. Uns declaravam: “O Japão é semdúvida identificado com a profecia do Apoc. 16, dirigido pelos espíritosdo diabo, e operando maravilhas.” A outra confiadamente declarou que oJapão era „os reis do oriente‟ e o poder que certamente marcharia ao rioEufrates. Ela escrevia: “somente o Japão no próximo futuro estaria numaposição de ser um sério contendor de qualquer preço a ser arrancado deum poder ocidental. E por mais estranho que pareça, a linguagem doprofeta de Deus parece indicar que é a ela que ele se refere... Emrecentes meses os acontecimentos no Extremo Oriente moveram-serapidamente numa direção que indicaria que finalmente os reis doOriente estão movendo-se em direção do encontro da profecia – o rioEufrates... Leitor, nossa revisão dos acontecimentos internacionaisrevelam que o palco está rapidamente sendo arranjado para as últimasprofecias da Palavra de Deus se cumprirem... Todo o oriente está emchamas. Os reis do nascimento do sol (Japão), com confiança ilimitadaem seu destino divino, estão desafiando toda a interferência ocidental nasQuestões Asiáticas... diante de nossos olhos o último ato do drama estáse desenrolando rapidamente." Guiados unicamente por impulso humano e qualquer eventonacional estava ocorrendo naquele tempo, este escritor se referia a "estaprofecia que se curmpre", " rapidamente se desdobram", testemunho queilustra quanta imaginacão entrava na interpretação militarista deApoc.16:12-16 pois os Reis do Oriente não estão escalados na profeciade fazerem seu trabalho indicado até depois da 6ª praga ter sidoderramada! Que os ensinos programados nas revistas apenas referidas, nãoestavam em harmonia com a Bíblia, que eles são o resultado de seguirprincípios errados de interpretação, meramente adivinhações superficiaisà influência da Palavra Profética, está demonstrado pelo fato de que o
  • 165. Escatologia Bíblica 165Japão foi derrotado pelas forças ocidentais, alguns dos mesmosexpositores que estavam tão confiados durante o período de poder militarjaponês que o Japão (na revista missionária da igreja citada acima, foidisseminada aos milhares pela Austrália, as palavras usadas eram,“somente o Japão”), era „os reis do oriente‟, foram deixadas de usar taisdeclaracões, quando o Japão foi derrotado e, sem admitir seus errosprévios, procedessem com igual eqüanimidade e certeza para daclaraçãoque a Rússia ou a China ou ambas são os reis do oriente referidos naprofecia. Isto demonstra que eles não estudaram a Bíblia para verificar oque ela diz, com respeito aos reis do oriente, mas elas apenas se apegama qualquer poder no Oriente que é militarmente forte e agressivo, esomente da história corrente eles pensam que a dascobriram que são osreis do oriente. Mas, à medida que este ensino imaginário seja – puraadivinhação – a parte mais triste é que tais expositores superficiaisdevem se tornar hostis paraa com aqueles que procuram na Bíblia paraachar nela os ensinos do Senhor sobre os reis do oriente, – denominando-os de herejes ou apóstatas dos ensinos do Movimento do Advento que,de fato, é precisamcnte o contrário. Há alguns anos, para citar uma outra ilustração de como falsasprofecias surgem de interpretaçõcs errôneas das profecias doArmagedom, problemas surgiram entre a Prússia e a Bretanha sobre asfontes de óleo. Então, parecia até que haveria problemas. Num artigoespecial no Sinais dos Tempos, de 9 da julho de 1951, o Editor declarouque “Daniel o profeta... detalhou os desenvolvimentos políticos deprojeção com respeito ao Oriente Médio.” Ele também afirmou que aRússia estava cumprindo as profecias de Dan. 11:44, ao instigar seusagentes na Pérsia. Ele escreveu:”Isto é precisamente o que a Rússia estáfazendo. É justamente o que a profecia diz que ela faria. „Agora ossenhores têm a última oportunidade para afastar os bretões da Pérsia‟,exclama uma voz de rádio da fronteira soviética... Todo despacho daImprensa Associada Australiana em Teerã devia exclamar alto o fato deque já não há mais muito tempo. A diferença admirável de professos
  • 166. Escatologia Bíblica 166cristãos e pessoas do mundo também podem apenas ser compreendidaspor ou um desrespeito, ou uma completa ignorância das profeciasimportantes a problemas reinantes no presente mundo.” O resultado aeste episódio foi que a Pérsia e a Bretanha resolveram suas dificuldadessobre as fontes de óleo, e cabogramas presentes declaram que os Pérsasvermelhos foram derrotados. Se o editor se tivesse apegado aos ensinosoriginais dos pioneiros do Movimento do Advento, ele não teria sidolevado ao engano de saltar para uma conclusão errada. O problema de pregadores apresentando suas própriasinterpretações particulares, foi mencionado na. Conferência Bíblica(1952), pelo Pastor A.V. Olson. Ele disse: "Creio ser muito apropriado lançar uma palavra de advertência contra operigo de ceder à tentação de demorar-se em fictícias interpretaçõesparticulares ou predições pessoais. Conscientemente ou inconscientcmente,muitos de nós podem ter errado neste ponto. Há anos atrás, eu ouvi poracaso um dos nossos ministros, que freqüentemente escrevia artigos sobrea questão Turca, dizer a um grupo de obreiros: „Eu jamais escreveria outroartigo sobre este assunto para a imprensa pública, porque cada vez que eudigo o que o Turco irá fazer, ele me torna um tolo por fazer alguma coisainteiramente diferente.‟ Por suas errôneas interpretações e predições nãocomprovadas, este obreiro criara embaraço tanto para si mesmo como paraa igreja. “Este homem não foi ò único a cometer tais enganos. Bem me lembrode como durante a primeira guerra mundial nós fomos certificados, à basede uma interpretação gozada de um texto obscuro, de que no fim da guerr,quando a Conferência de paz se reunisse, o papa de Roma se encontrariaassentado à cabeceira da mesa do concílio como presidente. Porém, o queaconteceu, quando a mesa de paz se reuniu não havia papa na cadeira. Elenem estava presente. Desde o rompimento da última guerra mundial eu ouviuma porção de sermões sobre a Rússia na Profecia. Todos eles foramdesapontadores. Eles beberam demais sabor das especulações einterpretações de textos obscuros.” (Our Firm Foundation, vol. 2, pág. 547).
  • 167. Escatologia Bíblica 167 Ao condenar o ensino de que o Armagedom se refere a umaguerra militar na Palestina, o Pastor Paul K. Friewirt, em seu "Vales daBíblia", págs. 86 e 87, e publicado pela Voice of Prophecy (EUA), diz: “No sentido bíblico, porém, esta palavra (Armagedom), não se refere aqualquer evento tal (isto.é, ao conflito universal esperado entre os homens).Em vez disso tem que ver com a tentativa infantil do homem de declararguerra contra seu Criador... O fato de que o termo „Armagedom‟ é simbólicoda última luta contra a humanidade e Deus foi acreditado pelo povo de Deusantigamente... É tanto mais lamentável, portanto, que pensamtantossuperficiais e descuidados tenham dado um quadro tão distorcido dosignificado do Armagedom.” E assim, nos poderíamos prosseguir para demonstar como porabandono do sistema de interpretação de compaarar Escritura comEscritura para achar o significado das designações proféticas, nós somoslevados por eventos corrrentes e populares a fazer profecias falsas efazendo especulações humanas, e enganando-nos a nós mesmos e aoutros de que estas concepções são de fato os ensinos atuais da Bíblia. A Palavra do Deus Vivo diz: "Sabe que quando esse profeta falarem nome do Senhor, e a palavra dele se não cumprir, nem suceder, comoprofetizou, esta é palavra que o Senhor não disse: em soberba a falou otal profeta: não tenhas temor dele." (Deut. 18:22). Ao terminar este capítulo, nós citamos outra vez do esboçoinformativo escrito por Raymond F. Cottrell. À página 20 ele diz: A Tendência de Volta aos Pontos de Vista dos Pioneiros “A ascendência do partido militar no Japão durante 1930:particularmente a invasão da Mandchúria em 1931, o começo da GuerraSino-Japonesa em 1937, e a política pan-asiática que estes movimentosmilitares representavam, refletiu-se na literatura da igreja,particularmente na revista Signs, em que o Armagedom foi comumenteligado com eventos correntes no Oriente. Por um tempo este aspecto de
  • 168. Escatologia Bíblica 168intepretação praticamente eclipsou todos os outros, tanto na literatura daigreja e do púlpito. Alguns ministros de reputação e experiênciainequivocamente afirmavam que a II Guerra Mundial, era o Armagedomporque o Japão estaca comissionado contra o Ocidente, ou que setornaria no Armagedom sem uma cessação de hostilidades. “Esta ênfase exagerada sobre um Armagedom Oriental despertouo interesse de muitos ministros, especialmente professores de Bíblia deColégios, com o resultado da que começando a vinte anos atrás elescomeçaram a examinar as Escrituras para descobrir se as coisas que elesliam e ouviam eram assim. Seguindo sãos princípios de interpretaçãoprofética, especialmente tornando a Bíblia sua própria expositora e comreferência a nenhuma outra parte senão o Espírito de Profecia, eles foramincapazes de encontrar evidência a favor das posições popularmentetomadas. Os que se ocuparam neste estudo no princípio não seaperceberam do ponto de vista dos pioneiros nem do fato de quenumerosos outros simultaneamente estudaram o mesmo problema.Eventualmente o problema todo se esclareceu para eles, tantohistoricamente como exegeticamente, até que no Concílio de Professoresde Bíblia que seguiu à sessão da Conferência Geral em 1950 umquestionário incluindo vários tópicos sobre os quais houvera diferençasde opinião, revelaram o fato que os professores de Bíblia em todos osColégios da América do Norte, estão agora em completo acordo uns comos outros sobre o rei do norte e do Armagedom, e com os pioneiros daMensagem do Advento também. (L.H. Hartin, editor, Relatório dosProfessores de Colégio no Congresso Bíblico, 1950, pág. 53). “Deveria ser destacado que aqueles que agora mantêm o ponto devista dos pionneiros foram uma vez firmes proponentes do ponto de vistatradicional de Urias Smith (com mais adições do vigésimo século), masque o estudo direto e possoal da Bíblia e do Espírito de Profeciasozinhos, os convenceram da necessidade de fazer uma mudança em suamaneira de pensar. Com o desejo de alcançar a verdade de preferência amanter opiniões preconcebidas, eles redescobriram o ponto de vista dos
  • 169. Escatologia Bíblica 169pioneiros, experimentaram-nos sob a autoridade da Inspiração, e osacharam plenamente vindicados. Merece ser notado que enquanto de umlado todos os que agora mantêm o ponto de vista pioneiro foram antes„tradicionalistas‟, nenhum ser vivo tem, depois de compreender e exporo ponto de vista dos pioneiros, voltado ao ponto de vista tradicional. Istoé significativo. Parece que aqueles que ainda mantêm o ponto de vistatradicionalista aasim agem, em grande parte na crença que lealdade paracom a Mensagem do Advento e a fé dos pioneiros o requer deles, e nafalta de estudo pessoal sob a base de princípios sãos de exegese.” Haverá Guerra entre o Oriente e o Ocidente? Nós podemos estar certos, que haverá guerras entre os homensaté Jesus, o Príncipe da paz, tiver domínio universal. Quando pediram anosso Senhor sinais de Sua vinda e do fim do mundo, Ele respondeu: “E,certamente, ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; vede, não vosassusteis, porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim.Porquanto se levantará nação contra nação, reino contra reino.” (Mat.24:6 e 7). Existiriam guerras pelos anos a fora. Antes de vir o fim, asguerras aumentariam em gigantes conflitos, envolvendo não somentenações mas reinos inteiros. "Tudo isto é o princípio da dores," disse oSalvador (v. 8). Em Mensagem do Evangelho de São Marcos 13:7 e 8,nós lemos: "A palavra no original retrata as dores de uma mulher departo" "O começo das tristezas, ou dores de parto" aumentarão emintensidade até o reino do Messias nascer. Em harmonia com a predição,as guerras têm atingido um círculo cada vez maior, e o futuro poderáconter um conflito mais terrível do que já se manifestou. A serva do Senhor escreveu: “O mundo está agitado pelo espírito de guerra. Em breve as cenas deproblemas ou dificuldades mencionadas nas profecias ocorrerão.” (9T. 14). “O espírito de guerra está agitando as nações de uma parte da terraaté a outra.” (9T,17).
  • 170. Escatologia Bíblica 170 “Agrada muito a sua satânica majestade ver carnificina e matançasobre a terra. Ele posta em ver os pobres soldados serem cortados comocapim.” (1T, 366). “Satanás se deleita na guerra... É seu objetivo de incitar as nações aguerrearem uma contra a outra, porque ele assim pode distrair as mentes dotempo de preparacão, de permanecer no dia de Deus.” (GC, 589). Estas citacões demonstram que haverá guerra até ao fim, e elasserão incitadas por §atanás até ele ser destruído. Se os discípulos podiamdiscutir ao lado do Principe e Autor da paz com respeito a quem seria omaior no reino da igreia, não haverá posssibilidade de o mundo estar empaz por muito tempo, na , presenca do Autor da guerra e derramamentode sangue. Não existe profecia bíblica que declare de que haverá guerraentre o Oriente e o Ocidente, nem há qualquer reconhecimento nasEscrituras de tais desiqnajões como o Orientc e o Ocidente no mundopolítico; tais termos são puramente da um caráter mundano. Expositores de profecia não são profetas, embora, como temosmostrado, por muitas décadas houve expositores da profecias dosúltimos dias que assumiram o papel profético através de suas falsasinterpretações destas profecias. Em várias ocasiões nossos pregadores eexpositores das profecias dos últimos dias fizeram predições que oseventos subseqüentes demonstraram seream falsas, mostrando destamaneira que foram guiados por princípios errados de interpretação. O que é que tornou estas profecias tão desvalidas? A falsa crençaque tais passagens como Apoc. 16:12-16, Dan. 44:45, Joel 3, etc.,salientam uma reunião de nações na Palestina para uma guerra política.Não é isto que pretendem estas profecias. É esta uma falsa concepçãomilitar destas profecias que tem sido responsável por muita especulaçãopolítica quanto à suposta ligação das nações pela batalha vindoura doArmagedom. Existe uma certa fascinação que agrada aos sentidos"naturais", em mover nacões sobre a mesa de xadrez das deduçõeshumanas, ao procurar descobrir os detalhes da final batalha das naçõcs
  • 171. Escatologia Bíblica 171do Armagedom! Este ensino sem base escriturística levou homens aprofetizar como as coisas se desenrolariam a fim de cumprir suasinterpretações falsas destas profecias. À medida que passam os anosestas predições, uma a uma, têm sido, e serão provadas falsa. Semdúvida alguma, a maioria dos leitores destas linhas se lembrarão mais doque uma destas desafortunadas tentativas de ler nas profecias o que Deusali não colocou. Um exame desapaixonado da causa destas falsas predições, quetrarão especulações políticas, revelarão que elas são o fruto das teoriasconcernentes ao suposto alinhamento das nações pela batalha errada do"Armagedom". A Palavra de Deus, devidamente entendida, não registrauma reuunião de nações no Megido, em Jerusalém, ou em qualquer outrolugar específico e literal para a guerra, ou para qualquer outro propósitoem conexão com o "Armagedom" – até o fim do milênio, quando os nãosalvos literamente se reúnam ao redor da literal Nova Jerusalém como ésalientado em Apoc. 20. Como no passado, a Palestina pode outra vez ser uma parte deum campo de batalha para nações em contenda. Porém, quaisquerguerras que possam ser feridas na Paltestina, elas não serão o"Armagedom" de Apoc. 16:12-16. Todas as teorias que se baseiam sobreuma reunião literal de nações na Palestina, para um conflito em supostocumprimento de Apoc. 16:12-16, seriam demonstradas falsas, pelamarcha dos acontecimentos, pois tais crenças são baseadas sobre umatotal má compreensão da Palavra de Deus e são concepções errôneas dasprofecias nelas envolvidas. As profecias salientam as lutas da igreja, e as profecias que sãomal interpretadas em relação a um suposto ajuntamento de nações naPalestina são retratos gráficos do conflito entre as forças do bem e domal. Nas Escrituras, a igreja de Jesus Cristo é sempre salientada comohabitando na Palestina, sobre “os montes de Israel", e todas estasprofecias que salientam uma reunião das nações àquela terra devem serentendidas somente como uma descrição das forças satânicas, dirigidas
  • 172. Escatologia Bíblica 172por espíritos maus contra o povo de Deus. Quando estas profecias sãoassim entendidas, vem à alma, fluindo uma onda de compreensão, dealegria, de satisfação, ao conhecer que Deus ama Sua Igreja que aparecetão grande em Sua Santa Santa Palavra. A igreja é o obietivo de Seucuidado supremo. Aqueles que O amam e servem são o objeto central detodas as profecias que foram mal interpretadas militarmente. O Espírito de Profecia declarou que as profecias seriam “melhorentendidas” e que uma coisa sobressairia conspicuamente daquela“melhor” compreensão – “que a conexão entre Deus e Seu povo é íntimae decidia.” (T.M., 114). Esta é a grande verdade que é imediatamentereconhecida desde que são abandonadas as falsas interpretações de queas profecias dos últimos dias de um poderoso conflito perntencem aassuntos militares.Quando estas profecias são vistas à luz do grandeconflito entre as forças do bem e do mal, em que a igreja é a figuracentral, vê-se a grande importância daquelas profecias para o povo deDeus, e desta maneira se revela o amor de Deus por Seu povo. Em seuamor para com Sua igreja, o Senhor Jesus claramenta delineia suas lutascom os poderes da terra e nestas profecias Ele mostra como as naçõestodas se unirão para atacar Sua igreja e como, através da Suaintervenção; seus inimigos serão destruídos e Seu povo será vitorioso. Este é o glorioso ensino daquelas profecias que têm sido malinterpretadas em relacão a assuntos militares; e para esconder da igrejaas maravilhosas mensagens dados pelo nosso Senhor para o conforto edireção de Sua igreja é que Satanás levou a ser espalhada a interpretaçãomilitar destas profecias, salientando as lutas e a vitória da igreja de Jesus. Ninguém sabe o que as nações, militarmente, farão no futuro.Condições políticas têm mudado, e o quem parecia certo de terminar nabatalha do "Armagedom", não aconteceu como erroneamente foraprofetizado. As condições políticas presentes também podem mudar, eespecialmente à luz da tantas falhas do passado de expositorespredizendo falsamente, alguém seria louco hoje de arriscar umaadvinhação quanto ao que pode ou não suceder entre as nações do
  • 173. Escatologia Bíblica 173mundo. Que guerras vão em geral existir até ao fim do tempo nóspodemos estar certos, mas de todas as coisas específicas com respeito àsvárias nações somente Deus realmente sabe. O que as nações farão emconeixão com o conflito entre a verdade e o erro nós somos plena einteiramente informados pela revelação divina. Satanás Instigará Guerras e Lutas para Eventualmente Unir o Mundo Contra a Igreja Com respeito aos súditos de Satanás e serva do Senhor escreveu: “Os súditos sujeitos a Satanás estão unidos, ativos e fiéis a umobjetivo. E embora eles odeiem e guerreiem uns com os outros, nãoobstante eles aproveitam cada oportunidade para avançar seu interessecomum. Mas o Granda Comandante nos Céus e na Terra tem limitado opodar de Satanás. ( 1 T., 346). “O mundo está cheio de tempestade, guerra e diferença. Mas sob umacabeça – o poder papal – o povo se unirá para se opor a Deus na pessoa deSuas testemunhas.” (7 T., 182). Deste e de outros extratos nós aprendemos que é o propósito deSatanás unir suas forças contra a igreja (veja também 5 T., 449; 6 T., 18).Ele iniciará guerras entre os seus próprios súditos e então culpará a igrejapelas lutas que afligem as nações do mundo. Como nos é dito no Espíritoda Profecia: “E então o grande enganador persuadirá os homens de que os queservem a Deus estão motivando esses males. A classe que provocou odescontentamento do Céu atribuirá todas as suas inquietações àqueles cujaobediência aos mandamentos de Deus é perpétua reprovação aostransgressores. Declarar-se-á que os homens estão ofendendo a Deus pelaviolação do descanso dominical; que este pecado acarretou calamidadesque não cessarão antes que a observância do domingo seja estritamenteimposta; e que os que apresentam os requisitos do quarto mandamento,destruindo assim a reverência pelo domingo, são perturbadores do povo,impedindo a sua restauração ao favor divino e à prosperidade temporal....
  • 174. Escatologia Bíblica 174 “Os que honram o sábado bíblico serão denunciados como inimigos dalei e da ordem, como que a derribar as restrições morais da sociedade,causando anarquia e corrupção, e atraindo os juízos de Deus sobre a Terra.”(G.C., 590, 592). Descrevendo as cenas a serem executadas depois da prova terminara serva do Senhor diz: “Satanás mergulhará então os habitantes da Terra em uma grandeangústia final. Ao cessarem os anjos de Deus de conter os ventosimpetuosos das paixões humanas, ficarão às soltas todos os elementos decontenda. O mundo inteiro se envolverá em ruína mais terrível do que a quesobreveio a Jerusalém na antiguidade. ... “Os que honram a lei de Deus têm sido acusados de acarretar juízossobre o mundo, e serão considerados como a causa das terríveisconvulsões da natureza, da contenda e carnificina entre os homens, coisasque estão enchendo a Terra de pavor.” (G.C., 614). “Eu vi a espada, a fome, pestilência e grande confusão na Terra. Osímpios achavam que tínhamos acarretado juízos sobre eles, e se levantarame tomaram conselho para desembaraçar a Terra de nós, supondo que assimo mal seria contido.” (PE., 34) “Quando Deus ordenar aos anjos soltar os ventos, haverá tal cena delutas que pena alguma pode descrever.” (6 T., 408). “Lutas, guerras, derramento de sangue, com fome e pestilência,imperavam em toda a parte.” (1 T., 268, 355 e 356). “Em breve terríveis lutas se levantarão entre as nações – lutas que nãocessarão até Jesus voltar... os juízos de Deus estão na terra. As guerras erumores de guerras, a destruição por fopo, e enchentes, dizem claramenteque o tempo de luta, que aumentará até o fim, está muito perto.” (R. & H., 24de novembro de 1904).
  • 175. Escatologia Bíblica 175 Satanás instiga as nações para a guerra como um instrumento deseu programa; faz parte de seus esquemas para distrair a atenção dopovo, a ocupar seu tempo para não se prepararem para o fim da prova. “Satanás deleita-se na guerra... É seu objetivo incitar as nações àguerra umas contra as outras; pois pode assim desviar o espírito do povo daobra de preparo para estar em pé no dia de Deus.” (G.C., 589). Satanás também usa guerras como um meio de despertar omundo a odiar a igreja remanescente. A serva do Senhor diz: “O mundo todo há de ser instigado à inimizade contra os adventistas dosétimo dia... É desígnio de Satanás fazer com que eles sejam exterminadosda Terra, a fim de que não seja contestada sua supremacia no mundo.”(T.M., 37). A mão restritiva de Deus impede o grande adversário deprecipitar bem maiores problemas e guerras até que o povo de Deusesteja pronto para o que se realizar. Mas tão rápido quanto a providênciade Deus permite a Satanás trazer maiores males sobre o mundo, o iníquolevantará fricção e dificuldades entre as nações. Nós somos instruídos a“compreender o progresso dos eventos no ordenar as nações para oconflito final da grande controvérsia.” (8 T, 307). O inimigo não somente desperta guerras a ocorrerem justamenteem todas as nações inesperadamente, mas ele planeja despertá-las emlugares melhor calculados a trazer grande miséria ao mundo a fim de queo mundo, sendo levado a dificuldades e perigos ainda não conhecidos,possa mais rapidamente ser levado a odiar o povo de Deus e planejar suadestruição. Que eventualmente a mão restritiva de Deus será levantada afim de permitir a Satanás trazer as cenas finais é claramrante citado: “E então o grande enganador persuadirá os homens de que os queservem a Deus estão motivando esses males. ... “Enquanto Satanás procura destruir os que honram a lei de Deus, farácom que sejam acusados como violadores da lei, como homens que estãodesonrando a Deus e acarretando juízos sobre o mundo. ...
  • 176. Escatologia Bíblica 176 “Os que honram o sábado bíblico serão denunciados como inimigos dalei e da ordem, como que a derribar as restrições morais da sociedade,causando anarquia e corrupção, e atraindo os juízos de Deus sobre a Terra.... “.. serão considerados como a causa das terríveis convulsões danatureza, da contenda e carnificina entre os homens, coisas que estãoenchendo a Terra de pavor.” (G.C., 590, 591, 592, 614). Desta maneira Satanás une os poderes da terra a tomar a açãodrástica de decidir a destruição do povo de Deus. Eventualmente Satanásterá de tal maneira dirigido o mundo, que “finalmente um decretouniversal denunciará estes como merecedores de morte”. (PR, 512).“Haverá, nos diferentes países, um movimento simultâneo com o fim dedestruí-los.” (G.C., 635). Assim podemos ter a certeza que as nacõestanto do Oriente como do Ocidente irão algum dia e por um pouco detempo ao menos, dar-se as mãos no persepuir o povo de Deus, aoestabelecerem leis dominicais e por concordar com a “lei universal” demorte feita contra eles. Ao termos informações com respeito ao advento de guerrasgerais e lutas entre os homens nós não temos nenhuma profecia que nosdiga se haverá ou não uma guerra entria o Oriente e o Ocidente. Nósestamos informados, porém, de que o período de unaminidade entre asnacões do mundo, hora em que todos concordarão em destruir o povo deDeus, terminará abruptamente, pois Deus intervém para salvar Seu povoremanescente. Então, haverá confusão mundial e matança entre todas asnações e povos do mundo. Daquele tempo, o fim do reino terrestre deSatanás, Deus diz: “... farei abalar o céu e a terra; derrubarei o trono dosreinos, e destruirei a força dos reinos das nações... os cavalos e os seuscavaleiros cairão, um pela espada do outro [de seu irmão]”. (Ageu 2:21 e22). Em vários lugares nas Escrituras o mesmo quadro é apresentado(veja Zac. 14:13; Juízes 7:22; 1 Sam. 14:20; 2 Crôn. 20:23; Ezeq. 38:21).
  • 177. Escatologia Bíblica 177 “As espadas que deveriam matar o povo de Deus, são agoraempregadas para exterminar os seus inimigos. Por toda parte há contenda emorticínio. ... “A obra de destruição se inicia entre os que professaram ser osguardas espirituais do povo. Os falsos vigias são os primeiros a cair.Ninguém há de quem se compadecer ou a quem poupar.” (G.C., 656). Este terrível trabalho uiniversal de matança, estará em açãoquando Jesus voltar a fim de trazer libertação eterna e alegria para o Seupovo; então Ele destrói o “remanescent” dos perdidos com o poder deSua palavra. Veja Apoc. 19:21. “Os Reis que vêm do Lado do Nascimento do Sol” – Uma Mensagem Gloriosa para a Igreja Uma das mais gloriosas mensagens contidas nas SagradasEscrituras encontra-se em Apoc. 16:12. Esta profecia com respeito aos“reis que vêm do lado do nascimento do sol” (RA), é de máximaimportância; é uma mensagem que foi enviada para animar o coração detodos os crentes, e particularman.te o povo remanescente, para dissipartoda a escuridão e para trazer a luz dos Céus, e para dar força, coragem eiluminacão ao povo de Deus. Tocando apenas um pouco neste assunto, nós também lançaremosuma análise desafiadora da interpretação que foi dada por alguns denossos evangelistas e escritores. E nós dizemos de uma maneira bondosae precisa que esta profecia não temi nada, absolutamente nada,diretamentc que ver com as assim chamadas nações “pagãs” do Oriente –tal concepção está inteiramente fora de harmonia com a exegeseverdadeira de Apoc. 16:12. Para interpretar “os Reis do sol” como sereferindo a nacoões existentes no Oriente do Eufrates ou de Jarusalém, éinteepretar mal completamente uma das mais inspiradoras profecias emtoda a Bíblia, reduzindo o sublime ao ridículo, explicando as coisas dosCéus por sabedoria mundana.
  • 178. Escatologia Bíblica 178 Primeiro, onde se encontra um verso que substancie o ensino de queos “Reis do nascimento do sol” são os “pagãos”? A expressão “donascimento do sol” já foi mencionada em Apoc. 7:2 com referência aosurgimento da Mensagem de Deus nos últimos dias da reforma dosábado. Devemos por isto concluir que esta mensagem veio aos “pagãos”da China, Japão, etc.? O seguinte extrato, que é realmente uma explicação de Apoc. 7:2,dá às palavras faladas pela irmã White em uma visão em casa do irmãoOtis Nichols, perto de Dorchester, Mass., em 18 de novembro de 1848.Ela disse: “Ele, (Deus) estava bem satisfeito quando a Sua lei começou aaparecer com força. Esta verdade (a verdade do Sábado), levanta-se e estácrescendo, cada vez mais forte. É o selo! Está surgindo! Levanta-se, vindado nascimento do sol, como o sol, a princípio frio, torna-se mais quente, eenvia seus raios. Quando a verdade se levantou, houve apenas pouca luznela; mas está crescendo. Oh, o poder destes reinos!” – “Questão sobre aMensagem de Selamento", por J.N. Loughboroug, pág. 15. No livro do Apocalipse, do qual o nosso infinitamente sábioSenhor Jesus é o Autor (Apoc. 22:16; C.S., 32), cada palavra é compostana estrutura daquele Livro com sabedoria superior e cuidado. Como estefato impressionou aqueles que lhe davam o mais cuidadoso estudo!Como, então, poderíamos ser tão cuidadosos ou cegos em nossacompreensão a respeito dela e pretender que enquanto em Apoc. 7:2 “donascimento do sol” signifique dos Céus, exatamente a mesma designaçãoem Apoc. 16:12 signifique nações cujas terras estão ao oriente doEufrates ou Jerusalém? Isto é pior do que adivinhação cega, pois é lançarde lado presunçosamente o que o Senhor já tornou claro em Apoc. 7:2 afim de enquandrar uma consideração especulativa de caráter puramentemundano em nossa compreensão de Apoc. 16:12. Não existe umapartícula de evidência bíblica para apoiar que “os Reis do nascimento dosol”, se referem aos pagãos do oriente de Jerusalém. Eu desafio qualquerum entre nós a produzir evidências bíblicas definidas para tal ensino.
  • 179. Escatologia Bíblica 179Para declarar que os “pagãos” de Joel 3, sejam os mesmos que “Os Reisdo nascimento do sol”, não é apenas imaginação gratuita, mas estáclaramente em contradição ao ensino expresso do Espírito de Profeciaque estas (nações “gentílicas”, “pagãs”), são o povo que persegue aigreja remanescente “no conflito final” sobre o sábado - PE, 283, 284. Cristo disse que qualquer pessoa que não é membro de Sua igrejaé “um pagão” (Mat. 18:17). A prevação de Paulo entre os pagãos,mencionada em Gál. 1:16, é apresentada em Gál. 2:9 em contraste comoutros discípulos pregando entre o professo povo de Deus. A palavra“pagão” encontra-se 143 vezes no Velho Testamento, e jamais se refereaos chineses, japoneses, russos, etc. Sete vezes a palavra “pagão” é usadano NovoTestamento (A.V.) mas nenhuma destas Escrituras aplica-sediretamente aos chineses, japoneses, etc. A palavra “gentios” em Joel 3:9, parte da mesma palavra originalcomo “nacões” e “pagãos” e o próprio contexto revela que estaproclamação “santificai guerra” (marpem), refere-se aos esforços unidosde todas as nações do mundo para destruir os “remanescentes”mencionados em Joel 2:32, sob o emblema de uma guerra santa. NossoSenhor Se refere à profecia de Joel que trata as “nações”, os “pagãos”,quando Ele descreve como, por ocasião de Sua segunda vinda, “todas asnações serão reunidas perante Ele: Ele separará uns dos outros... Asovelhas à Sua mão direita, e os bodes àesquerda.” (Mat. 25:31 e 34),comparado com Joel 3:12). Ele aplica a profecia com respeito aos“pagãos” ao povo do mundo inteiro. Sabemos nós mais do que nossoSenhor? Fiquemos com os Seus ensinos. Em Efésios 2:11 e 12, nós temos a inspirada definição da palavra“gentios” ou “pagãos” – aqueles que são “separados da comunidade deIsrael”. Em Apocalipse 11:2 a palavra “gentios” ou “pagãos”, refere-se àIgreja Papal em sua perseguição à “Israel” de Deus durante a IdadeMédia. Com estas definições dadas por Deus e tão precisamente dadas,nós vemos facilmente que os “gentios” ou os “pagãos” no VelhoTestamento eram os inimigos de Deus e do Seu povo; no Novo
  • 180. Escatologia Bíblica 180Testamento eles são os inimigos espirituais do Israel espiritual. Asexpressões “pagãos‟ e “gentios” nunca foram nas Escrituras aplicadas aoJapão, à China, à Rússia, ou a qualqueer outra nação especificamente aooriente da Palestina. Certamente nenhum expositor temente a Deusousará expor a Palavra Sagrada em desafio da luz tão claramente dada.Aquela interpretação que declara que “os Reis do nascimento do sol”sejam as nações do oriente está sem uma passagem escriturística paraapoiá-la, e está condenada pelas Escrituras e pelo Espírito de Profecia – epelo senso comum. Aquele ensino errado vem sob a categoria de“interpretação particular” (2 Ped. 1:20), contra a qual somosespecificamente aconselhados. Nós devemos comparar Escritura comEscritura, e não acomodar um texto à terminologia do uso moderno. Aqueles que ousam tornar o “pagão” de Joel 3 como umareferência a “os Reis do nascimento do Sol” (Apoc. 16:12), estãoconfundindo duas designacões inteiramente diferentes. Os “pagãos” ou“gentios” de Joel 3, são aplicados pelo Espírito de Profecia aos inimigosdo Israel espiritual e não têm nenhuma referência direta a nações dooriente de Jerusalém. Os “pagãos” ou “gentios” de Joel 3 são os inimigosdo povo de Deus; “os Reis do nascimento do sol” de Apoc. 16:12, são oslibertadores do povo de Deus e os inimigos de Babilônia, e deste fatonão pode haver dúvida, e comentadores sem nenhuma idéia.preconcebida livremente declaram ser este o caso. Note o seguinte comentário de Apoc. 16:12 da “Nova Edição deTipo Maior, Crítica e Explanatória Sobre Toda a Bíblia”, de RobertJamieson, D.D., A.R. Fausset, A.M., David Brown D.D. : “Os reis da Terra que são terrestres (v. 14), estão em contraste aosReis do oriente, que são celestiais.” Observe o comententário sobre Apoc. 16:12 de ChristopherWordsworth, D.D., sábio devoto espiritual: “E, como o grande rio, o rio Eufrates, a glória e o orgulho de Babilônia,se tornou um caminho para Ciro e seu exército vitorioso quando ele sitiou acidade... E assim o secamento do Eufrates espiritual preparará o caminho
  • 181. Escatologia Bíblica 181para os Reis do oriente (Apoc. 16:12, comp. Isa. 44:27 e 28; jer. 50:38;51:36), isto é, para Jesus Cristo e para Seus filhos da Luz, que são soldadosfiéis, e que são galardoados de particular ao esplendor real do PoderosoConquistador, o Rei da Glória, que é o Raiar do Dia lá dos altos – a Luz doMundo – o sol da Justiça, com cura em Suas asas (Luc. 1:78; João 8:12;Mal. 4:2). Que todos que lêem estas linhas participem daquela companhiabendita através de Jesus Cristo, nosso Senhor! Amém!” – MiscellaniesLiterary and Religious, Vol. I, pp. 437, 438. O The Pulpit Commentary declara com respeito a Apoc. 16:12: “Os Reis do Oriente estão certamente colocados do lado de Deus.Muitos escritores vêem alusão a Cristo a Seus santos. O sol é umafrequente figura de Cristo nas Escrituras (cf. Mal. 4:2, Zac. 3:8, 6:12, LXX,Luc. 1:78, também Apoc. 7:2; 12:1; 22:16). Os Reis do Oriente podem desta,mcaneira ser identificados com os exércitos de Apoc. 19:11-16." T.W. Christie, B.A., em seu “O Livro do Apocalipse” (p. 273), diz:“O oriente está sempre ligado a Cristo e Seus filhos. (1 Ped. 1:19; Apoc.22:16; Mal. 4:2; Isa. 60:20)” Em seu "O Livro do Apocalipse", pág. 269, W. Willigan, D.D.,comenta sobre Apoc. 16:12-16: “Nós também encontramos em Apoc. 7:2, a expressão “do nascente dosol”, e lá é aplicado à região da qual o anjo vem, pelo qual o povo de Deus éselado. Num livro tão cuidadosamente escrito como o Apocalipse, não setorna fácil pensar de inimigos anti-cristãos, vindos de uma região descritanos mesmos termos. Estes reis do nascimento do sol não são preditosserem uma parte dos „Reis de toda a terra habitada‟ imediatamentemencionados depois. Eles são de fato distintos deles. O „preparo docaminho‟ liga-se com o pensamento dAquele cujo caminho foi preparadopela vinda do Batista. O tipo de secamento das águas de um rio nos leva devolta, tanto nos escritos históricos como proféticos do Velho Testamento,aos meios pelos quais o Todo-Poderoso consegue a libertação de Seu povo”
  • 182. Escatologia Bíblica 182 Um dos mais famosos sábios e escritores do Movimento doAdvento, designado o “deão dos escritores adventistas do sétimo dia”,George McCready Price, M.A, diz: “Parece razoável que os „reis do oriente‟ devam ser antagonistas dos„reis do mundo inteiro‟, pois estão sob o controle de espíritos maus, eportanto os anteriores devem ser os que estão ao lado do Senhor, e devemser os que são usados para a destruição dos inimigos espiritualmentedirigidos.” Um outro proeminente sábio e escritor do Movimento do Advento,S.H. Lindt, em sua brochura, "Os Reis do Oriente", declara: “Os Reis do Oriente são apresentados em oposição aos reis da terraem Apoc. 16, indicando que eles são um grupo separado e distinto e nãopodem ser considerados uma parte deste mundo, porque os reis da terrna ede todo o mundo estão incluídos nas palavras do verso 14. Neste mesmo esboço, o irmão Lindt também diz: “O Hebraico do Velho Testamento tem uma palavra para nascimentodo sol que é um sinônimo da palavra grega reeferida acima. Esta palavrahebraica, ocorre no Velho Testamento num total de setenta e três vezes, e,como o seu sinônimo grego é usado em narrativas literais freqüentementeonde seu significado é o oriente, ou o nascimento do sol. A palavra hebraicaé pronunciada mitzrach. Também é usada algumas vezes em profeciasimbólica, e em tais casos é aplicada a Cristo bem a como a palavra gregano Novo Testamento. Dois versos escolhidos ilustram este fato e podem serencontrados em Isa. 41, versos 2 a 25, onde o homem justo do oriente, ou„do nascer do sol‟, não podea ser outro senão o próprio Cristo.” A fim de que o povo de Deus na Austrália possa entender quãovasta entre os nossos professores de Bíblia e sábios, é a crença de que osReis do Oriente referem-se aos exércitos dos Céus, dirigidos por nossoSenhor Jesus, eu citarei de outro documento, intitulado “ComentáriosSobre a Sexta e Sétima Pragas", de G.F. Wolfkill, a quem tive o prazerde encontrar no Pacific Union College, em 1950. Em seu escrito, o irmãoWolfkill diz:
  • 183. Escatologia Bíblica 183 “No meu escrito sobre o Armagedom, sugeriu-se que Cristo e oscomandantes de Seus exércitos nos Céus são os „Reis do Oriente‟, referidosem Apoc. 16:12. Desde que aquele escrito foi feito, alguns outros escritostratando dos assuntos dos últimos dias, têm dado uma interpretaçãosemelhante aos „Reis do Oriente‟. É o propósito deste documento apresentarde maneira curta mais evidência mantendo o ponto de vista que Cristo eSeus seguidores são os „Reis do Oriente‟. Todos que desejam fazer umestudo mais extenso deste assunto são convidados a ler os „Reis do Oriente:Um Estudo Histórico‟, de Raymond F. Cottrell.” Depois de citar de Primeiros Escritos, págs. 281, 286, 53 e 54,mostrando que o Senhor Jesus, os anjos e os santos usam coroas comoreis, o irmão Wolfkill diz: “Os exércitos dos céus sob o comando do Rei dos reis, virá à terra paralutar „a batalha do grande dia do Deus Todo-Poderoso‟. Esta é a batalha doArmagedom. „A batalha do Armagedom em breve será lutada. Aquele emcujas vestes está escrito o nome, Rei dos reis, e Senhor dos senhores,dirigirá em breve os exércitos dos céus.‟ (6 T., 406)... O primeiro visívelaparecimento do Rei dos reis com os exércitos dos céus será visto nooriente como uma pequena nuvem negra. „Surge logo no Oriente umapequena nuvem negra ... Jesus, na nuvem, avança como poderosovencedor. ... E seguiram-nO os exércitos no Céu. (G.C., 640, 641). „Vi umanuvem flamejante aproximar-se de onde Jesus estava. Então Jesus despiudespiu Suas vestes sacerdotais e pôs Suas vestes reais, e ocupou o Seulugar na nuvem negra que foi o sinal do Filho do Homem. Enquanto a nuvempassava do Santíssimo para o oriente, o que levou vários dias, a sinagogade Satanás adorava prostrada aos pés dos santos.‟ (E. White, To The LittleRemnant Scattered Abroad, 6/04/1846). Aos pequenos Remanescentesespalhadps alhures, 6 de abril de 1846, tambám no Day-Star, 24 de marçode 1846. Nesta sublime apresentação está descrita a volta dos „reis dooriente de Apoc, 16:12.” Depois de apresentar evidências escriturísticas e do Espírito deProfecia, o irmão Wolfkill conclui seu escrito, dizendo: “Certamenteentão, os reis do Oriente de Apoc. 16:12, não podem ser outro senãoCristo com os comandantcis dos exércitos dos céus.”
  • 184. Escatologia Bíblica 184 Torcendo os Fatos para Enquadrar a Interpretação Nenhum texto pode ser apresentado para apoiar a declaração que“os reis do oriente” “são nações asiáticas que se encontrem ao oriente daPalestina, as nações pagãs, as raças de cor” Não existe uma Escritura quediga que nas profecias dos últimos dias o “oriente” deve ser entendidocomo sendo “oriente” da terra literal da Palestina; nenhum texto paraapoiar a assunção de que estes “Reis do Oriente" são de “cor” ou são“pagãos”; nenhum texto paraa apoiar o pensamento de que “os Reis doOriente” jamais estivessem dormindo e seriam “finalmente acordados”.Que negação para esta tão animada mensagem para o remanescente povode Deus. A fim de impressionar o povo com a certeza de sua interpretaçãoprofética de que o povo oriental são só reis do oriente, algunsevangelistas fazem uso inexcusável da palavra “pagão” na profecia deJoel 3. Dizem eles, embora estejam sem um texto para apoiar suaafirmação, que estes “pgãos” da profecia de Joel são os mesmos que osreis do oriente, e, para dar peso às suas palavras, salientam ocomportamento como de “pagãos” destes orientais. Um resumo de um discurso evangelístico reza: “O oriental tem umavisão diferente – a ambição e crcnç,a – quase completamente destituídosdos grandes princípios cristãos. O seu conceito da vida humana é inferiorao nosso (do Ocidente); os direitos humanos são poucos einvariavelmente ignorados. A moral e uma palavra estranha para eles.” Não obstante muitos destes orientais ficaram profundamentechocados quando viram pela primeira vez a baixa norma humana,mostrada em filmes do “Ocidente”. Nós seríamos bem menos superioresem nosso egotismo “Ocidental”, que penetrou na interpretação daPalavra imparcial do Deus vivo, da ler, o seguinte extrato tirado doMelbourne Herald, 25/10/1955: “O Governo Indiano hoje publicou um plano de proibir o álcool excetopara estrangeiros, bebendo em particular – dentro de 2 anos e meio. Um
  • 185. Escatologia Bíblica 185relatório por uma comissão inquiridora de proibição, acusou os ingleses deespalharem o hábito de beber. O relatório disse: Seria errado dizer quebebidas alcoólicas foram introduzidas neste país pelos ingleses, mas o seuuso foi aumentado pelo hábito do inglês habitual. O plano propunha quecomo o primeiro passo, todos os bebedores visíveis, deviam pararimediatamente banindo licores em hotéis, bares, restaurantes, clubes, etodas as reuniões sociais. Turistas e visitantes estrangeiros conseguiriamlicor em quartos separados nos hotéis. As embaixadas cooperariam nãoservindo álcool em recepções públicas freqüentadas por indianos. Em abrilde 1958, todo o uso de licor, com exceção de estrangeiros em particularseria banido completamente. O governo não decidiu se aceitaria o plano. AConstituição Indiana já estipula que a proibição deva ser introduzida. Acomissão devia decidir sobre o quando e o como. Quatro dos 29 Estados –Nadhra, Bombaim, Madras e Saurashtra – Têm a proibição. Nove outros têmáreas secas ou dias secos. Mais ou menos 36% da população está afetadapela proibição.” Não só quanto ao licor que o “Ocidente” estabelecera um mauexemppo para o “Oriente”, pois qualquer pessoa apenas precisa ler ahistória para saber como os povos oritantais têm sofrido às mãos dosrepresentantes da assim chamada “civilização cristã”. A fim de obter um julgamento equilibrado com respeito a paísesnão europeus, seria prudente observar as condições atuais a seremencontradas em alguns destes assim chamados países “pagãos”. Nóscitamos outra vez, do Review & Herald (3 de novembro de 1955), “Bagdad – Filmes que animam todo o ato criminoso, o vício, o tráfico dedrogas ou qualquer outra atividade ilegal, serão banidos por autoridades doIraque. A comissão de censura de filmes pediu às agências de filmesestrangeiros e aos donos dos cinemas aqui, a cooperar não importando oumostrando tais filmes. Tais filmes, a comissão explica, estão criando airresponsbilidade entre os jovens e animando-os a seguir o exemplo dosheróis de filmes de bandidos. „Cortes juvenis‟, uma circular da comissãomenciona, desde o seu estabelecimento em 1952, acharam que em quase85% dos seus casos jovens ofensores, cometeram seus crimes, eaxatamente nas maneiras dos filmes americanos de bandidos.”
  • 186. Escatologia Bíblica 186 Certamente o vasto exército de criminosos que perpetram suasnefastas atividadas nos Estados Unidos, para citar um exemplo domundo Ocidentaç, são tão menecedores do apelido de “pagãos”, como osão os pecadores em terras orientais. Não é tão certo hoje com muitos no cristianismo como nos dias danação judaica a respeito da qual lemos: “Entre aqueles a quem os judeus classificavam de pagãos,encontravam-se homens que possuíam melhor compreensão das profeciasda Escritura relativas ao Messias, do que os mestres de Israel.” (DTN, 33). O "Ocidente com seu terrível lagar de sangue em duas grandesguerras, causando destruição tão tremenda de vida e propriedade, com amanifastação da crueldade diabólica e sofrimento, não tem nada a seenvaidecer em superioridade sobre os milhões multiplicados de orientaisque não exibiram tão completos anticristianismos. O “Oriente”, noprincípio chocado com as propensões guerreiras do “Ocidente”, agoraestá seguindo o exemplo do “Ocidente”, aprendendo a arte da guerramoderna. O “Oriente” também seguirá ao “Ocidente”, em despertar anação contra o povo de Deus, por sua lealdade aos mandamentos deDeus. Como já nos é dito no Espírito de Profecia: “Nações estrangeirasseguirão o exemplo dos Estados Unidos.Embora ela lidere, não obstantea mesma crise virá sobre o nosso povo em todas as partes domundo."(6T, pág.395). “O povo de todos os países do globo serãolevados a seguir seu exemplo.” (6T, pág. 18). Quando interpretamos profecias como a de Joel 3, não deveriamosser influenciados pelo egotismo ocidental mas deveríamos manter-nospelo que e claramente revelado na Palavra de Deus. Como já mostramosos “pagãos” de Joel se referem àqueles que são “inimigos” do povo deDeus em todos os países do mundo, um exército vasto dirigido peloslíderes apóstatas da cristandade. A profecia de Joel descreve como opovo do mundo – “ocidente” e “oriente” – serão levados a fazer guerracontra o povo de Deus. O Espírito de Profecia aponta-nos o fim do
  • 187. Escatologia Bíblica 187conflito sobre a observância das leis de Jeová, diz: "Durante o dia e anoite, seu choro não cessou (Lucas 18:7 e 8; Apoc. 14:14 e 15). Eu ouviestas palavras: „Liberta-nos dos pagãos ao nosso redor‟.” (1T, 183).Então descrevendo a libertação do povo de Deus dos “pagãos”, a servado Senhor dizi "O seu cativeiro (veja Joel 3: 1), foi mudado... os seusinimigos, os pagãos ao redor deles, caíram como homens mortos. Elesnão puderam enfrentar a luz que brilhou sobre os libertos, os santos."(1T, pág. 184). Veja também P.E.,págs. 283 e 284. Assim a serva de Deus não somente cita Joel 3:11 e 12, comrespeito aos “pagãos” em redor “da igreja remanescente”, mas eladeclara que ouviu o povo de Deus citando esta passagem de Joel em suasorações a Deus pelo seu livramento, destes “pagãos em redor”. Destamaneira mostra que o povo de Deus precisa aprender a verdadeirainterpretação desta profecia de Joel e não mais ser enganados por umafalsa interpretação das profecias que retratam, não conflitos militares,mas a grande luta entre as forças do bem e do mal. É alguma cousa muito perigosa interpretar de maneira errônea asEscrituras – nós estamos lidando com matéria de vida eterna ou morteeterna. “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para arepreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que ohomem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boaobra.” (2 Tim.3:16 e 17). Deus não cria mundos em vão, nem dá Ele umatão maravilhosa profecia como a do livro de Joel em vão – Ele o deupara que Seu povo possa saber de sua presciência ao descrever a lutafinal das forças satânicas contra Seu povo leal, para que eles possamaprender dEle o Seu amor por eles e da Sua bem-aventurada declaraçãode que Ele os fará vencer sobre os seus inimigos. Como não deveentristecer-se o coração de Deus ao ver Seus professos servosapresentando a um mundo necessitado uma interpretação falsa, quesomente pode alimentar a vaidade daqueles do ocidente, umainterpretação falsa que esconde o ensino glorioso da justiça pela fé que éa essência exata de todas as profecias dos últimos dias.
  • 188. Escatologia Bíblica 188 Devia ser grave causa de reflexão, lembrar que a serva do Senhordeclarou: “Ao aproximar-se a tempestade, uma classe numerosa que temprofessado fé na mensagem do terceiro anjo... abandona sua posição,passando para as fileiras da oposição ... e, em vindo a prova, estão prontosa escolher o lado fácil, popular. Homens de talento e maneiras agradáveis,que se haviam já regozijado na verdade, empregam sua capacidade emenganar e transviar as almas. Tornam-se os piores inimigos de seus antigosirmãos.” (GC, pág. 608). Como a serva do Senhor declarou definitivamente que os “pagãos”são os “inimigos” da igreja remanescente e no trecho que acabamos dedar também cita “uma classe numerosa ... passando para as fileiras daoposição” que “homens de talento e maneiras agradáveis... tornam-se ospiores inimigos de seus antigos irmãos”, nós assim aprendemos quemembros apóstatas da igreja remanescente então serão contados entre os“pagãos”. Como o Senhor nos deu estas profecias visando fortalecer Seupovo para o conflito final e, como nós vimos, aqueles que suportam aprova vindoura de força com os poderes das trevas usam a profecia deJoel 3, quando oram por libertação de “seus nimigos, os pagãos em redordeles”, nós podemos concluir que aqueles que de propósito ou pormundanismo continuam a interpretar esta profecia até o fim em relaçãoao oriente, estarão de fato entre “os pagãos” daquela profecia. Foi deuma maneira semelhante que os sacerdotes judaicos, através de suainterpretação, que eles desta maneira interpretaram erroneamente. Comojá disse o apostolo Paulo: “Pois os que habitavam em Jerusalém e as suasautoridades, não conhecendo a Jesus nem os seus ensinos dos profetasque se lêem todos os sábados, quando o condenavam, cumpriram asprofecias.” (Atos 13:27). Num espírito de bondade e caridade cristã, o escritor deste esboçogostaria de recapiturar algumas coisas com respeito às inexatidõesempregadas quando procuram preencher as concepções errôneas daPalavra profética de Deus. O convite de um dos nossos sinceros
  • 189. Escatologia Bíblica 189evangelistas diz: “1400.000.000 de Asiáticos Acordados – e Prontos paraMarchar” Este número deve incluir todos os bebês, os meninos emeninas, os homens velhos e mulheres, os doentes, aflitos e os enfermos,bem como os milhões de asiáticos doentes de guerra, cujo objetivoprincipal na vida é de obter suficiente alimento para se manterem vivos.Eles não pensam em marchar para parte alguma – certamente não paramarchar sobre milhares de milhas através de grandes cordilheiras demontanhas e de rios até chegarem à Palestina, onde esta propagandadeclara que eles lutarão contra o Ocidente. Não existe uma passagemescriturística para apoiar este ensino. O efeito de anúncios tão pomposos, que fazem declaraçõesinverídicas, é prejudicial na mente de homens pensantes e mulheres queimediatamente ponderam quanto tempo levaria para organizar esteprodigioso número para uma tal marcha, por que marcharam, etc. Quãotriste que tais anúncios pretendam que estas loucas afirmações estejambaseadas na profecia bíblical não seria muito melhor se o povoconvidado para vir e ouvir a respeito do glorioso Redentor que é “ocaminho, a verdade e a vida”, e que através das Escrituras é declaradoser “o sol nascente das alturas” (Luc. 1:78); “o Sol da Justiça”, trazendo“salvação nas suas asas” (Mal. 4:2); o Rei, o Filho de Davi, que declaraque Ele e “a brilhante estrela da manhã” (nascimento do sol - Dr. Strong)(Apoc. 22:16). Outro convite (pago pelos nossos dízimos – portanto de nossaresponsabilidade), circulado por nossos obreiros, diz em tipos nítidos:“Todos os olhos ao Oriente”, o que não é a verdade, pois a metade dapopulação está no Oriente e não pode ser convidado a olhar para oOriente. E quão incongruente para pregadores e escritores que vivem naAustrália, Nova Zelândia, etc. usar tais palavras quando eles desejam queseus auditórios ou leitores a olharem diretamente ao norte ou ao noroesteaos países que eles classificam como sendo Oriente! Não é escriturísticodizer que “Oriente” signifique Oriente de Jerusalém, pois “oriente” émencionado em Apoc.7:2, quando descreve a mensagem que vem dos
  • 190. Escatologia Bíblica 190Céus. Desde a rejeição da nação judaica nenhum profeta jamais fez umaprofecia baseada geograficamente sobre a cidade literal de Jerusalém. Quando Todos os Olhos Serão Dirigidos ao Oriente Virá o tempo quando “todos os olhos” serão voltados “ao oriente” eisto será por ocasião da segunda vinda de Cristo. A serva do Senhorescreveu com respeito a este importante acontecimento, dizendo: “Logo nossos olhares foram dirigidos ao oriente, pois aparecera umanuvenzinha ... a qual todos nós soubemos ser o sinal do Filho do homem.Todos nós em silêncio solene olhávamos a nuvem que se aproximava e setornava mais e mais clara e esplendente, até converter-se numa grandenuvem branca.” (PE, 15 e 16). A serva do Senhor novamente atraiu nossa atenção a este fato emGC., pág. 640. Nós somos positivamente informados que “ostestemunhos escritos devem dar nova luz, mas impressionar vividamentesobre o coração as verdades de inspiração já dadas... verdades adicionaisnão são dadas; mas Deus através dos Testemunhos simplificou asgrandes verdades já dadas.” (S.T., pág. 665). Por isto a Bíbliadefinitivamente ensina que a vinda de Cristo será vista nos céusorientais, que, certamente, é plenamente ensinado em muitas Escrituras,tais como Ezeq. 43:1-4; Mat.24:27; Apoc. 16:12; 22:16 e 20; etc. Que Jesus virá pelos céus orientais aparece muitas vezes bem claroem muitos lugares através da Bíblia. Aqueles que não estudaram a Bíbliacom este pensamento na mente se surprcenderiam ao apreender a grandequantidade de luz que está à disposição sobre este assunto. O que nós demos neste pequeno esboço é suficiente para nossopropósito; para mais confirmação sobre este assunto importante, o leitoré convidado a ver minhas outras publicações em que eu dei maisdetalhes sobre o assunto. Todos os versos que ensinam a segunda vindade Jesus – cada vigésimo quinto verso em média no Novo Testamento,
  • 191. Escatologia Bíblica 191devem ser entendidos à luz de Cristo ser visto voltar no Oriente. Porexemplo, em Apoc. 1:7, nós somos informados: “Eis que vem com asnuvens; e todo olho O verá, até os que O traspassaram; e todas as tribosda terra se lamementarão sobre Ele.” Esta nuvem, a serva do Senhordeclara, será vista no “Oriente”. Jesus, quando declara que Sua vindaserá “como o relâmpago que vem do oriente”, também disse: "Entãoaparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; todos os povos da terra selamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céucom poder e grande glória.” (Mat. 24:27, 31) Aqui nós somos definitivamente ensinados por nosso Senhor, queEle virá a aparecer nos ceus orientais. No princípio aparecerá umapequena nuvem no oriente; esta nuvem se torna moior e mais gloriosa àmedida que Ele se aproxima da terra. Então é que “todos os olhos” serãodirigidos ao “oriente”, tanto dos santos como dos pecadores. Esta é agloriosa verdade que Satanás procura esconder pelo ensino que todos osolhos serão agora dirigidos aos países pagãos, em cumprimento supostode Apoc.16:12. Mas Apoc. 16:12, não nos aponta às terras pagãs masaporta-nos à volta de nosso Senhor Jesus, “a Luz do Mundo”, o “Sol daJustiça”, o “Despertar do sol lá dos altos”, que dirigirá “os ejércitos doscéus” contra “os exércitos da terra”. É isto o que nos é retratado emApoc. 16:12, como podemos ver comparando com Apoc. 19:11-21. Os “reis do nascimento do sol” são apresentados em contraste com“os reis do mundo inteiro” (Apoc. 16:14). Os comentadores, inclusivesábios adventistas do sétimo dia, têm apontado este fato. No quadro doRevelador deste último conflito, Ele (Jesus, o Revelador), descreve doisexércitos, e somente dois: “os reis do mundo inteiro” (Apoc. 16:14) e “osReis do nascimento do sol” (v. 12). "Os Reis do nascimento do sol” sãoapresentados como vindos para “fazer guerra”, (Apoc. 19:11) contra “osreis do mundo inteiro”. Em Apoc. 19:11-21, onde a vinda de Cristo é tãograficamente apresentada, Ele é apresentado como dirigindo “osexércitos que estão nos céus”, vindos a “fazer guerra” contra “asnações”, os exércitos da “besta e dos reis da terra”. Como Sua vinda é
  • 192. Escatologia Bíblica 192plenamente declaada de ser “do nascimento do sol”, “o oriente”, entãoApoc. 19:11-21, repete o que é apresentado em Apoc. 16:12-16 : “osexércitos dos Céus”, vindos dos céus orientais – “do nascimento do sol”– para “fazer guerra” contra “os reis do mundo inteiro”. Este fato étambém em geral aceito entre comentadores livres, não contaminados,inclusive um número de nossos pioneiros peritos e professores de Biblia. Os Reis do Oriente Especialmente Mencionados Em sua conferência irradiada (julho de 1955) – “Multidões da Ásiaacordai!” – o orador da Voz da Profecia declarou: "Em sua vívidadescrição das cenas finais da terra, o profeta do Novo Testamento, Joãoo revelador, especialmente menciona os reis do oriente." É verdade que"os Reis do nascimento do sol" são "especialmente mencionados". Maseste fato está contra a idéia de que a designação "os Reis do oriente"refere-se aos "pagãos" da Ásia. Através da apresentação gráfica doRevelador dos atores no grande drama no conflito final, começando comApoc. 12 e continuando ate Apoc. 20, os únicos poderes descritos são abesta e o falso profeta e "os reis da terra" que estabelecem a "marca dabesta" (Apoc.19:19 e 20). "Os reis da terra" são o mesmo que o "dragão"mencionado em Apoc. 16:12, como facilmente se verá quando umacomparação é feita com Apoc.12:17; 16:13 e 14; 17:12-14; 19:19 e 20. OEspírito de Profecia claramente diz que "os reis" que estabelecem amarca da besta são o "dragão" – veja T.M, págs. 39 e 62. O Senhor, em Seu quadro apocalíptico, é muito cuidadoso aosalientar o triste, mas importante fato de que o conflito final que envolvea igreja remanescente em perigos tão mortais e ameadaça de extinção,será precipitada por nações professamente cristãs – cristandade –levando o mundo a estabelecer leis dominicais sob pena de morte aosdiscordantes. Estes são os poderes terrestres que são "especialmentemencionados" na profecia, e é inteiramente incorreto dizer que os"pagãos”, "os povos do oriente" que são "especialmente mencionados".
  • 193. Escatologia Bíblica 193 Em Apoc. 19:11-21, que é a passagem paralela à de Apoc. 16:12-16, nada pe dito a respeito dos "pagãos" (como entendido por aquelesque aplicam mal aquele termo para significar o povo da Ásia), poisnaquele quadro gráfico os poderes que são especialmente mencionadossão "a besta, e o falso profeta" e seus "exércitos" que estabeleceram "amarca da besta". Isto é, a ira de Deus vai cair muito pesadamente sobreos que professavam ser Seu povo, mas que deram sua força a Satanás,indo contra a lei de Deus, perseguindo Seu povo leal, e ameaçando matá-los por sua obediência a Seus mandamentos. Se os "pagãos" devessem ser "especialmente mencionados" ostornaria de maior importância, e sobre eles especialmente devia cair a irade Deus; mas isto não está em harmonia com o princípio tão claramentemencionado na Bíblia de que o Senhor julga de acordo com a quantidadede luz que alguém recebe. O "Ocidente" dirigirá o "Oriente" a se rebelarcontra a mensagem do Sábado de Deus. Então, outra vez, é óbvio que "os Reis do nascente do sol" não sepodem referir aos asiáticos, pois estes já estão incluídos na designação"os reis da terra e de todo o mundo." Tendo declarado que "os reis domundo inteiro" estão envolvidos neste conflito final, seria redundânciamencionar os assim chamados "pagãos" metade do mundo já incluídos.Mas não existe nenhum problema de fato quando "os Reis do despertardo sol", são "especialmente mencionados" como "os exércitos dos céus"vindos a fazer guerra contra "os reis do mundo inteiro" Isto se harmoniza com os ensinos de nossos pioneiros, que podemser expressos nas palavras de Tiago White em um editorial no TheAdvent Review and Sabbath Herald, de 21 de janeiro de 1962, intitulado:"Pensamentos sobre a Grande Batalha". Ele escreveu: "A grande batalhanão é entre nação e nação, mas entre a terra e os céus." É de certo a verdade que "os Reis do nascimento do sol" – "osexércitos dos céus" vindos da terra da luz – são "especialmentemencionados", o que indica sua importância ao povo de Deus, pois é umprincípio fundamental da exegese escriturística que nações e poderes são
  • 194. Escatologia Bíblica 194trazidos à profecia bíblica, somente ao se referirem ao povo de Deus.Portanto, "os Reis do nascimento do sol" são "especialmentemencionados" por causa de sua importância para com o povo de Deus, oque é uma razão dentre muitas porque eles não se podiam referir aos"pagãos". Conclusões Baseadas Sobre Fundamentos Falhos Não é verdade, como é mencionado por um esboço baseado nacrença que "os Reis do nascimento do sol" referem-se aos "pagãos" ou"raças de cor", que "o clímax da profecia" é.alcançado" na descriçãodada em Apoc. 16:13 e 14, pois o Revelador usa as palavras "eu vi" (v.13), depois de ter apresentado o seu clímax (v. 12), e então procede paralidar com os eventos que levam aquele clímax. Portanto, o clímax daprofecia é Apoc. 16:12, a vinda de nosso Senhor com Seus exércitoscelestiais para destruir as forças do mundo na destruição do Armagedom,a palavra que no Hebraico significa, "o monte da destruição" Para reforçar a atenção e para dar peso à declaração que "os reis do"oriente" referem-se às "nações pagãs" que estão programadas a marcharatravés da Palestina, de acordo com a errônea interpretação de Apoc.16:12-16, alguns de nossos evangelistas estão convictos ao falar sobreeste assunto, "com certeza e autoridade", por causa de seus "muitos anosde de residência em países orientais", uma maneira de pensar usada poraqueles que crêem na volta de judeus à Palestina, e que retornam daquelepaís, declarando que as profecias se estão cumprindo lá, em relação aoIsrael literal e da Palestina literal, e que a sua palavra devia serconsiderada porque eles estiveram na Palestina, e viram o cumprimento.Aqueles que são guiados por certos princípios bíblicos de interpretação anão têm necessidade de ir a qualquer para saber o que o Senhor revelouem Sua Palavra. Os cientistas procuram elos perdidos e evidências que apóiem ahipótese evolucionista muitas vezes interpretam o que vêem à luz de
  • 195. Escatologia Bíblica 195certas idéias preconcebidas antes de descobrir seus "achados".Semelhantemente, aqueles que entretêm idéias quer politicas, científicasou religiosas, lêem no que vêem a evidência da idéia que tiveram antesde terem visto seus achados – eles interpretam mal os fatos.Semelhantemente, os que residem por algum tempo em terras orientaisou fazem uma visita ali e verificam um estado de desassossego em certasseções daqueles países, se apegam a tal desassossego como provapositiva de que aqueles povos estão se aprontando para marchar aPalestina – "indício de uma tendência ocidental", "o oriente deve semover para o ocidente" – citações que não têm base em fatos sólidos. Épuramente um fragmento da imaginação humana baseada sobre umainterpretação errônea de Apoc. 16:12-16. Aconteceu um dia destes recentemente que na mesma semana emque um de nossos evangelistas estava tratando do assunto de "Todos osolhos estão voltados ao Oriente", que ele fez declarações como alguémque residira um número de anos em países orientais, e que aquelasdeclarações não estavam em harmonia com duas autoridades mundiaissobre os países orientais, que também fizeram declarações na mesmasemana. Nosso evangelista, certamente ansiava persuadir seu auditóriopara a sua interpretação de Apoc. 16-12, enquanto que os doiscomentadores políticos eminentes estavam apenas dando sua opinião.desapaixonada, sobre as condições atuais existentes e a ambição políticados paises orientais. Convites e sinopses que tenho peeante mim ao escrever, sugeremque o oriente todo está contra o ocidente, coisa que não é certa, poisexistem muitas pessoas vivendo nos países orientais que procuram acharum acordo comum com o ocidente para viver em paz conjuntamente.Muitas das pessoas que vivem no oriente estão agradecidas pelo auxílioque lhes foi dado pelo ocidente, e alguns procuram estabelecer umestado pacífico entre o Oriente e o Ocidente. Muitos milhões através doOriente almejam apenas uma existência pacífica de plantar alimentos eachar abrigo para suas famílias. Mesmo de recente data nações orientais
  • 196. Escatologia Bíblica 196têm lutado pela paz, às vezes em contraste com o mais beligeranteocidente. Doutra maneira, certas nações da Ásia têm ajudado o ocidente. Quando a questão da proposta da mudança de calandário surgiuperante a comissão das Nações Unidas, algumas das nações orientaisresolveram matar a proposta reforma. Nas conversas Afro-Asiáticas dePaz havia evidências de uma divisão entre nações orientais, em suaatitude para com o ocidente. Um jornalista declarou: "A Índia, o segundomais populoso Estado da Ásia, tem um plano de seis anos para atrairviajantes brancos para verem pessoalmente o que está acontecendo ali...Idéias semelhantes estão avivando outros países da Ásia. Certos Estadosque achavam o vinho do nacionalismo pesado capaz de entenebrecer oseu sentido sobre o que seria o melhor para eles, estão começando acompreender que eles não vivem só para si mesmos” (Advertiser). Alguns dos países asiáticos reconhecem que o muito atacadonacionalismo lhes trouxe benefícios que eles transmitirão, já preparadosde antemão, para o governo próprio. Tengku Abdul Rahman, primeiroministro do novo governo eleito da Malaia, declarou que a Malaia,quando, em quatro anos, ela alcançar seu alvo de governo próprio,intende permanecer dentro do Commonwealth Britânico. Se isto ocorrernão decidirá a interpretação de Apoc.12, pois a interpretação daquela,bem como de todo verso da Bíblia é dada nas Escrituras mesmo. Estesacontecimentos políticos presentes, são apresentados para ilustrar asfalhas tantas vezes usadas para apoiar a interpretação de que "os Reis donascimento do sol" são as "raças de cor" que se supõe estavam unidascontra o ocidente. Mr. Malcolm MacDonald, até a pouco Comissionador Geral inglêsna Ásia Sul-Oriental, e agora o Alto Comissionador inglês na Índia,recentemente disse: "Uma das mais marcantes provas de amizadeestabelecida entre os povos diferentes, é a de que quando romperam umavelha associação com a Inglaterra, eles rapidamente entraram numa novaassociação de forma diferente. O que aconteceu na Índia é um exemploclássico disto"
  • 197. Escatologia Bíblica 197 Na hora em que escrevo, os resultados vieram às nossas mãos comrespeito a eleições que houve no Camboja para a sua AssembléiaNacional, de acordo com o entendimento de Genebra do último ano, quetermina a guerra Indo-Chinesa de oito anos. Um representante doMinistério do Interior cambojano declara: "Uma verdadeira ondaanticomunista, tem passado pelo Camboja." Isto segue logo após oscalcanhares de uma audaz advertência vastamente circulada por um dosnossos evangelistas com respeito "a marcha vermelha - inspirada dehomens famintos" no Oriente: O Oriente unido contra o Ocidente! O seguinte extrato de um artigo num jornal de Melbournerecentemente serviria para ilustrar a necessidade de nossos evangelistasde se manterem à frente dos acontecimentos no Oriente e não declararemcegamente, em devoção a uma teoria falsa, de que o Oriente está unidocontra o ocidente em suposto cumprimento de Apoc. 16:12, pois, alémda interpretação errônea envolvida, existe tamhém a questão de aparecercomo inexato no terreno da história contemporânea. O artigomencionado diz: "Seria um erro grave considerar todos os acontecimentos recentes nospaíses do Sul-oriente Asiático como inimigos dos interesses australianos euma ameaça à nossa maneira de viver. Existe a tendência de olhar para aonda crescente de nacionalismo como evidência de progresso inexorável afavor da comunização da Ásia. Existe palha no vento hoje que sugere que talna realidade não é o fato de que uma completa independência de. espíritoestá se levantando como um novo item da cena asiática. Tal palha é a vitóriaeleitoral no Camboja do Partido Popular Socialista Comunitário, dirigido pelojovem ex-rei Norodom, que é dedicado a finalizar a corrupção e a intrigapolitica e reforma da Constituição. A eleição foi uma derrota esmagadorapara todos os outros partidos inclusive o Comunista, que não ganhava umlugar... Mas se uma pequena comunidade asiática pode nestes diasdemonstrar uma frente corajosa ao colosso comunista chinês justamenteatravés da fronteira; e se países como o Sião, Burna, e Indonésia – semmácula de colonialismo – estão em condições de demonstrar um zelo pelademocrática reforma como uma frente contra uma ameaça intensacomunista, a esperança ainda permanece que uma grande parte da Ásia
  • 198. Escatologia Bíblica 198S.E., permanecerá livre e independente, os sinais estão aí; e a chama daesperança está crescendo." (Advertiser, 22/09/1955). Outro de nossos evangelistas, falando sobre o assunto do "Oriente eOcidente", e procurando impressionar o povo que o Oriente já estavapraticamente unido contra o Ocidente em suposto cumprimento de Apoc.16:12, disse: "O Mediterrâneo hoje de noite é o limite do Oriente e doOcidente. O caminho para o Oriente está pronto para a marcha dos Reisdo nascimento do sol." Isto, porém, é imaginação fraseológica poéticaque não se harmoniza com os fatos, pois as nações orientais não têm oplano nem propósito de marchar para o Ocidente da Palestina. Nãodeveríamos manipular fatos para se enquadrarem com algumainterpretação tola das Escrituras. Este evangelista declarou: "O oriente semoverá para o ocidente. Este evento assustador está no futuro." Esteevento assusta pela sua errônea interpretação de Apoc,16:12. Ele prevêeste evento prodigioso do oriente se mover para o ocidente em suaimaginação, pois não há nada que ocorra no presente para indicar que oOriente está se movimentando para o Ocidente, e ele também admite queo evento é futuro! É um procedimento muito enganador apontar aofuturo pelo comprimento de alguma profecia permitindo a imaginação deaplicar o futuro cumprimento como se estivesse cumprindo hoje –criando um quadro do futuro e fazendo uma errada interpretação aplica-se aos acontecimentos de hoje. Durante a II Guerra Mundial, quando o Japão estava nos altos deseus sucessos, um escritor em uma de nossas revistas se referiu a "Estecumprimento profético". Ele pensava que as atividades marciaisjaponesas e a tendência de guerra já indicavam que os japoneses como osreis do oriente, estavam em caminho ao rio Eufrates, que o Japão jáentão cumpria as profecias. Não obstante Apoc. 16:12, claramente citaque os Reis do oriente não aparecem na cena profética até depois doderramamento da 6ª praga! Portanto, era mera especulação, puraimaginação, deligar através da antecipação os feitos da máquina de
  • 199. Escatologia Bíblica 199guerra japonesa com o que a profecia diz que ocorrerá após a 6ª pragatenha sido derramada. Foi puramente um jogo de imaginação quetransferiu o que fora conjurado ao quadro apresentado pela profecia deApoc. 16:12, fazendo aparecer estar se cumprindo durante a II GuerraMundial. Mas isto ilustra quão impossível e para qualquer expositoraplicar Apoc. 16:12 (e passagens paralelas) em conexão com algumanação ou nações de hoje ou em qualquer tempo antes do derramamentoda 6ª praga, pois esta profecia não diz uma palavra com respeito ao queos reis do oriente farão antes daquele tempo. Aos que aplicam Apoc. 16:12 a acontecimentos de hoje lêem ouvêem naquela profecia alguma coisa que lá não está. Naquela profecianão existe a menor sugestão de coisa alguma feita pelos reis do orienteANTES do derramamento da 6ª praga, de maneira que é fútil citar aqueleverso com referência ao que está transpirando hoje. O escritor cujo artigode guerra é mencionado acima salientou em seu artigo "O oriente emChamas", que aparece no The Signs of the Times (31 de outubro de1955): "As. seguintes profecias da Palavra de Deus parecem estarencontrando o seu cumprimento no presente tempo. Dan. 11:44; Apoc,16:12." (versos citados). Certamente é muito confuso e duvidosodeclarar que a profecia, que o Senhor diz que se cumprira depois doderramamento da 6ª praga, esteja agora se "cumprindo no presentetempo". A aplicação do escritor de Dan. 11:44 a acontecimentos políticospresentes no oriente em grande parte diferem das que foram dadas porGeorge Mac Cready Price em seu livro The Greatest of the Prophets. ANew Commentary on the Book of Daniel, págs. 316 e 317, que reza: "Muitos estão inclinados a interpretar a primeira parte deste textoliteralmente e aplicá-lo aos eventos contemporâneos. A má aplicação daprofecia a eventos contemporâneos tem sido sempre um engano comummaior do que o que resultou de experimentar interpretar a profecia deantemão. Porque, poderá ser difícil de explicar; mas a história dos séculosmostra que assim sempre foi. Não somente o ponto de vista pessoal resultaem viciar o resultado, mas a aberração cromática do preconceito de massa
  • 200. Escatologia Bíblica 200tende a lançar tanto a profecia e os eventos contemporâneos fora do foco,de maneira que o povo a nada ver em sua perspectiva. "Eu creio que todos concordam que os muitos a quem este poder ímpioirá destruir e completamente a desfazer, deve ser o verdadeiro povo deDeus e não alguma força militar opositora. Também é interessante emextremo notar que de acordo com alguns sábios hebreus, a expressão aquiimplica alguma coisa como um univarsal boicote ou ilegalidade, uma idéiaque facilmente será entendida pela maioria de nossos leitores, à luz deApoc. 13:17 e muitas afirmações no Grande Conflito e em outras partes." Quando interpretadas militarmente, ninguém pode possivelmentesaber o que os Reis do Oriente de Apoc. 16:12, farão antes do tempo da6ª praga pois a profecia nos dá o menor indício de qualquer coisa queeles farão antes disto. Porém, quando nós permitimos que a Bíblia seinterprete a si mesma, nós podemos saber que “os exércitos dos céus”estão fazendo agora o que farão tambémdepois da 6ª praga – eles lutarãosempre contra as forças do mal e sempre engajados em proteger a igrejacomprada com o sangue de Jesus Cristo. A serva do Senhor diz: "São João escreve: Eu vi e ouvi a voz dos anjos ao redor do trono,os anjos estavam unidos no trabalho dAquele que quebrará os selos etomará o livro, quatro anjos poderosos detêm os poderes desta terra atéque os servos da Deus estejam selados em suas testas. As nações domundo estão desejosas de conflito, mas estão sendo detidas pelos anjos.Quando esta força detantora for removida, virá um tempo de luta eangústia. Instrumentos mortais da guerra serão inventados. Vasos, comuma carga viva, serão enfurnados em grande profundidade. Todos os quenão têm o espírito da verdade se unirão sob a liderança de agênciassatànicas. Mas eles devem ser mantidos os controle até que venha otempo para a grande batalha do Armagedom. "Anjos estão segurando o mundo, recusando a Satanás o seuprotesto de supremacia, feito por causa da grande multidão de aderentes.Nós não ouvimos as vozes, nós não vemos com a visão natural o
  • 201. Escatologia Bíblica 201trabalho destes anjos, mas as suas mãos estão ligadas ao redor do mundo.Com vigilância desperta eles estão conservando os exércitos de Satanás àmargem, até que o se]amento do povo da Deus seja completado. "Os ministros de Jeová, os anjos têm capacidade e poder e grandeforça, sendo comissionados a sair dos céus a ministrar a Seu povo. A elesé dado o trabalho de manter atrás as. forças irritadas que desceremrugindo como um leão, procurando a quem possa devorar. O Senhor éum refúgio a todos os que depõem sua confiança nEle. Ele lhes ordena ase esconder nEle por um pequeno tempo somente, até que a indignaçãotenha passado. Ele em breve sairá de Seu lugar para punir o mundo porsua iniqüidade. Então a terra mostrará seu sangue e não mais cobrirá seusmortos." (E.G. White, Carta 79-1900, de maio de 1900). Conclusões Baseadas em Fatos Positivos O tempo virá quando muitos mais entre nós se recusarão ainterpretar "os reis do nascimento do sol", em relação às nações doOriente. Nada poderia ser mais certo do que adventistas leais, sinceros etementes a Deus voltarem novamente aos ensinos dos pioneiros doMovimento Adventista e crer que Apoc. 16:12-16, não se refere a umaguerra militar. Com Tiago Whité, e outros pioneiros, será declarado entrenós francamente: "A grande batalha não é entre nação e nação; mas entrea terra a os céus" Então, este grande fato não será considerado comoheresia mas como a verdade de Deus. Onde a crença. existe que "os reis do nascimento do sol" se refereaos asiáticos aí também existe uma apreciação aérea da grandeza damensagem da reforma do sibado – de que é um chamado do Criador atodo o mundo a se definir pelos Seus mandamentos e não para seralistados entre os que são enganados à desobediência pelas enganos deSatanás. O Senhor classifica o mundo em apenas duas classes: “os santose os pecadores, os convertidos e os não convertidos.” (TM., pág. 87)."Existem apenas duas classes no mundo hoje, e somente duas classes
  • 202. Escatologia Bíblica 202serão reconhecidas no Juízo.” (PJ., 283). O mundo inteiro estaráeventualmente do lado de Satanás, com exceção da igreja remanescente.Veja GC., pág. 618; P.R., pág. 587. Então as três secções que formamBabilônia serão unidas (até certo grau ao menos) como um até ao tempodo derramamento da 6ª praga – esta união das forças de Babilônia éencarecida em Apoc. 17:12, 13 e 17 e neste estado unido eles "fazem.guerra ao Cordeiro". (Apoc. 17:14; 16:13 e14). Esta unidade é quebradapelo derramamento da 6ª praga – compare Apoc. 16:19; 17:16 e 17,quando mortandade fratricida interna de âmbito mundial romperá. Destamaneira nenhuma provisão é feita na profecia para o Ocidente e oOriente, de cristãos professos e os "pagãos" – todos os não salvos sãoclassificados na profecia sob o termo Babilônia. Enquanto idéias erradas foram mantidas com respeito aos reis dooriente, se raferindo a asiáticos e tanto tempo crenças contraditóriasserão mantidas com respeito à consumação da própria mensagem.Aqueles que crêem. que os reis do oriente se referem a asiáticos, e Apoc.16:12.-16 retrata um conflito militar entre os povos do Oriente e oCristianismo do Ocidente não podem crer as mais claras declarações daBíblia e do Espírito de Profecia de que leis dominicais serão reforçadasem todos os países do mundo – inclusive a China, Rússia., Japão e EUAe todas as nações orientais. Quão completamante fora de harmonia como resto de nossos ensinos sobre a terceira mansagem angélica comrespeito à vinda dos juízos de Deus sobre o mundo todo por sua contínuaviolação de Sua lei! Esta mensagem declara qua o mundo todo deve acoitar ou rejeitar averdade do sábado ou receber o selo de Deus ou a marca da besta.Certamunte é óbvio que nações "pagãs" como tais não reforçarão odomingo cristão. E, não obstante, o Espírito de Profecia claramente dizque "cada país do globo" vai reforçar as leis dominicais. As naçõesasiáticas se juntarão ao Ocidante no reforçamento da marca da besta – aBíblia e o Espírito de Profecia ambos declaram-no nos mais amplostermos. "Grandes mudanças em breve terão lugar em nosso mundo,e os
  • 203. Escatologia Bíblica 203movimentos finais serão rápidos" (9T, 11). As Escrituras não esclarecemque a providência do Senhor impede o mundo de unir~se inteiramentesob o controle de Satanás até que o povo de Deus esteja pronto no queresultará quando isto ocorrer. Que loucura, porém, interpretar asprofecias relativas ao conflito final à luz do estado dividido do mundohoje e interpretando aquelas profecias como se o Oriente e o Ocidenteainda estará dividido até ao tempo da 6ª praga quando a guerra militarmal interpretada do Armagedom entre o Oriente e o Ocidentesupostamente será travada. Que tolice construir as suas idéias sobre oque ocorrerá por ocasião da 6ª praga sobre o fato de o oriente e oocidente estarem divididos hoje, quando o Espírito de Profeciaclaramente diz que “grandes mudanças em breve terão lugar em nossomundo” que Satanás unirá todas as suas forças em todo o mundo em seuataque sobre o povo de Deus. Certamente não existe verdade proféticamais claramente feita na Bíblia do que, que as profecias salientando “oconflito final” descrevem os reis da terra e de todo o mundo – Ocidente eOriente – todos unidos por fora, enfim – na guerra contra Cristo e Suaigreja (Apoc. 16:13~16; 17:10-14; 19:11-21). A natureza niundial da Mensagem de Deus dos últimos dias éclaramente apresentada em Mateus 24:14; 28:19; Apoc. 7:1-3; 10:2118;1, etc. Repetidas vezes a serva do Senhor encareceu: “Deus nos temdado uma mensagem para todo o mundo.” (3T, pág. 388). "João a vê (amensagem), aumentada em força e poder até que a terra toda sejailuminada com sua glória." (5 T., pág. 383). As mensagens e advertências de Apoc. 7:1-3; 14:6-12, etc. devemser proclamadas "em todo o mundo... "a todas as nações; "a terra toda"deve ser “iluminada com sua glória”. (Apoc. 18:1) inclusive paísesatualmente governados por comunistas “sem Deus” ou os “pagãos”. Jáocorreram grandes mudanças na economia política das nações, e oEspírito de Profecia nos informou que "grandes mudanças" ainda terãolugar que aprussarão o mundo à sua hora climática antes da provaçãoterminar. A serva do Senhor claramente declarou que "a questão do
  • 204. Escatologia Bíblica 204sábado deve ser o assunto no grande conflito final em que todo o mundoterá uma parte." (6T, 352). Apesar de o mundo hoje estar politicamenta dividido nas nações do"Ocidente" e as do "Oriente", é bem claro na Bíblia e no Espírito deProfecia que a grande mudança ocorrerá e as nações no "Oriente"também participarão no estabelecimento da marca da besta. O mundonão continuará dividido entre "ocidente" e "oriente" desde agora até aotempo da 6ª praga, quando, como alguns afirmam, o "Ocidente" e"Oriente" se encontrarão em batalha mortal na Palestina. Tal concepçãoestá completamente contra a mais clara luz que nos diz o oposto. Comopoderia o “oriente” continuar como no presente sob a direção decomunistas “sem Deus”, ou dos "pagãos", e ainda. as profecias secumprirem que distintamente declaram que "todo mundo" deveadmirar~se "após a basta", que "todos os que habitam a terra aadorarão"? O terceiro anjo adverte contra o "o culto da besta e de suaimagem", uma mensagem de âmbito mundial que não está confinada àsnações do "ocidente". Citações das Escrituras e do Espírito dc Profecia declaraminequivocamente que a advertência contra o “culto da besta e suaimagem” deve ir, e irá a todo o mundo – inclusive à Rússia, à China, etc.Assim será facilmente visto que uma crença na magnitude da terceiramensagem angélica, uma crença que ela é mundial em escopo,automaticamente afasta a idéia de que o mundo permanecerá dividídoentre "Ocidente" e "Oriente", até a 6ª praga..É impossivel acreditar que omundo vai permanecer dividido como no presente entre "Ocidente" e"Oriente", até a 6ª praga, a ao mesmo tempo acreditar que a Mensagemde Deus dos últimos dias, salientando a exaltação do poder papal entre asnações do mundo e o resultante perigo e ameaça de morte do povo deDeus “em todas as partes do mundo”, sobre o sábado – bem antes dotempo da 6ª praga.
  • 205. Escatologia Bíblica 205 Observe as seguintes declarações explícitas do Espírito de Profecia: "A questão do sábado será o assunto no grande conflito final em quetodo o mundo terá uma parte." (6T., 352). "Em breve a última prova virá a todos os habitantes da terra. Naquelaocasião (isto é, antes da provação terminar), decisões rápidas serão feitas."(9T, 149). "Em breve todos os habitantes da terra terão feito suas decisões, ou afavor ou contra o governo dos céus." (7T, 141). O contexto se refere à"substituição do...domingo em lugar do sábado bíblico". "Como a América, a terra da liberdade religiosa, se unirá com o papadono forçar a consciência e compelir homens a honrarem o sábado falso, opovo de todo o país no globo será levado a segui~ seu exemplo." (6To 18). "Nações estrangeiras seguirão o exemplo dos Estados Unidos. Emboraela lidere, não obstante a mesma crise virá sobre nosso povo em todas aspartes do mundo." (6T. 395). "A substituição da lei de Deus pelas leis dos homens, a exaltação, porautoridade meramente humana, do domingo em lugar do sábado bíblico, é oúltimo ato do drama. Quando esta substituição se tornar universal, Deus Serevelará... Ele sairá de Seu lugar para punir os habitantes do mundo... Embreve todos os habitantes da terra terão decidido seu lado, ou a favor oucontra o governo dos céus." (7T. 141). Seria impossível usar palavras para fazer uma declaração mais clarado que estas declarações do Espírito de Profecia de que "todo o mundo","todos os habitantes da terra" "todo o país no globo", "todas as partes domundo", seguirão o exemlo dos Estados Unidos "em obrigar aconsciência e compelirem aos homens a honrar o falso sábado". Nãopaderá produzir nada senão confusão ou até desastre aqueles que lançamde lado estas as mais claras citações com respeito ao "conflito final" e oestado de unidade externa que existirá entre as forças do mal que se
  • 206. Escatologia Bíblica 206opõem ao povo de Deus em "todas as partes do mundo", em "cada paísdo globo", e em lugar mantêm sua própria "interpretação particular"daquilo que resultará sob a 6ª praga baseado sobre a presente designaçãopolítica do Ocidente e do Oriente. Que os expositores das profecias que revelam o conflito finalpermaneçam leais e firmes ao que tão claramente foi revelado, e que nãose deixem influir por pelo grande inimigo das almas que odeia aapresentação da verdadeira interpretação de que os Reis do nascimentodo sol salientam a vinda dos "exércitos do Céu" (Apoc. 19:11,14,19), dedestruir as forças de Babilônia em todo mundo. Cristãos devotos se alegrarão por saber que foi o Senhor Jesus queprometeu a Seu povo em Apoc. 16:12, que Ele derramará Seus juízossobre a perseguidora Babilônia sobre o Eufrates; que Ele, "o nascimentodo sol" lá dos altos, “o Sol da Justiça”, Se levantaria “com cura em Suasasas”, curando-os de todas as suas enfermidades e trazendo para eles oamanhecer do dia da eternidade.