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Introdução       O estudo de bacias hidrográficas é uma escala de análise natural e sistêmica, quebaseado na abordagem amb...
permite relacionar a litologia da bacia com as áreas ocupadas. E a terceira etapa, contoucom abordagem direta a partir da ...
47°48`W). Estando a primeira na porção média da bacia e a segunda próxima a foz do rioSorocaba.        A precipitação médi...
Gráfico 04 - Médias mensais de chuva em Sorocaba no período de 1950 a 1964. Fonte: FERREIRA &DANIEL, 2003.Gráfico 05- Médi...
De acordo com Monteiro (1973), podemos observar que o clima é controlado pormassas tropicais e polares (climas zonais). Cl...
Considerações Finais       A precipitação da região da bacia do rio Sorocaba apresenta um ciclo anual commaiores índices p...
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  1. 1. III Seminário de Pesquisa da APA Itupararanga:Água e Saneamento, desafios à conservação28 e 29 de Novembro de 2012Sorocaba – SP Interpretação dos Aspectos Hidroclimáticos no Médio Sorocaba e sua Influência na Dinâmica do Relevo bacia do Ribeirão Cubatão, Serra de São Francisco-SP 1 Marcos Dias Morais (Universidade Federal de São Carlos – Campus Sorocaba) Graduando de Licenciatura em Geografia na Universidade Federal de São Carlos marcos.geoufscar@yahoo.com ² Emerson Martins Arruda (Universidade Federal de São Carlos – Campus Sorocaba) Prof. Dr. Adjunto do Curso de Geografia, Universidade Federal de São Carlos emersongeo@ufscar.brResumoA organização de dados hidroclimáticos da Bacia do Rio Sorocaba nos permitecompreender a dinâmica climática do contato entre os compartimentos geomorfológicos doPlanalto Atlântico e da Depressão Periférica Paulista, a partir deste levantamento seráestudado a influência desta dinâmica climática no relevo da bacia hidrográfica do RibeirãoCubatão, que sofre influência destes dois domínios morfológicos. Esta pesquisa buscaráinterpretar os aspectos físicos por meio do Método Sistêmico, que considera a dinâmica dosrecursos naturais para compreender a configuração da paisagem.Palavras-chave: Bacia Hidrográfica, Hidrografia, Climatologia.
  2. 2. Introdução O estudo de bacias hidrográficas é uma escala de análise natural e sistêmica, quebaseado na abordagem ambiental estudado pela ciência Geográfica pressupõe analisar apaisagem, configurada pela inter-relação dos elementos naturais. A Bacia do Rio Sorocaba apresenta potencialidades de abastecimento de água eprodução de energia na região do município de Sorocaba, que se destaca economicamente,compreender os aspectos hidroclimáticos é de grande relevância para contribuir com oplanejamento e execução de políticas públicas, uma vez que algumas comunidades sofremanualmente com as cheias e inundações do Rio Sorocaba. A bacia hidrográfica do Ribeirão Cubatão, se localiza no município de Votorantim,sudeste do estado de São Paulo, sendo um tributário do Rio Sorocaba. O Ribeirão Cubatãoencontra-se no setor chamado por Ab Sáber (1952) como fall line paulista, caracterizado porseqüência topográfica entre a superfície do Planalto Atlântico e a Depressão PeriféricaPaulista. A alta taxa de precipitação pluviométrica regional e o relevo com camadas litológicasdobradas, típica do contato do Planalto com a Depressão influenciaram na alta densidadede drenagem e na sucessão de quedas e cachoeiras que fomentou a instalação depequenas usinas hidrelétricas, definindo assim, os primeiros núcleos urbanos nesta região.ObjetivoCompreender a dinâmica hidroclimática da bacia hidrográfica do Rio Sorocaba ecorrelacionar esses aspectos climáticos, resultantes das inter-relações dos elementosnaturais com a dinâmica do relevo da bacia hidrográfica do Ribeirão Cubatão, Serra deFrancisco, SP.Método e Metodologia A metodologia foi desenvolvida pautando-se na Abordagem Sistêmica, que analisa adinâmica da paisagem inter-relacionando os aspectos naturais, sendo dividida em trêsetapas: a primeira indireta com a revisão bibliográfica e a organização de documentoscartográficos já existentes; na segunda ocorreu a análise de imagens de satélite e aelaboração de Mapas Temáticos, como a Base Topográfica, destacando as curvas deníveis, extraído a partir extraído da base SRTM (Shuttle Radar Topography Mission), oMapa Hipsométrico, com destaque para as formas do relevo, elaborado por meio das curvasde nível, o Mapa de Declividade, realizado com o uso da ferramenta slope, e o MapaGeológico, feito a partir da base fornecida pelo site do Serviço Geológico do Brasil, que
  3. 3. permite relacionar a litologia da bacia com as áreas ocupadas. E a terceira etapa, contoucom abordagem direta a partir da realização de trabalhos de campo.Resultados e Discussões O rio Sorocaba localiza-se na porção sudeste do estado de São Paulo, e é o afluentemais importante da margem esquerda do Médio Tiete, possui padrão dendrítico, cominterflúvios elevados, vales entalhados e densidade de drenagem elevada. Ascaracterísticas hidroclimáticas e endógenas estão diretamente associadas á forma dorelevo, suas nascentes no Planalto Atlântico apresentam médias pluviométricas maiselevadas, e a porcentagem de declividade das vertentes são maiores (Mapa 01),destacando setores de maior energia para dispersão dos fluxos hídricos, estes aspectosestão diretamente associados à maior erosão destas áreas. O contrário ocorre naDepressão Periférica, onde as médias pluviométricas são menores, em comparação á áreasde Planalto, pois a Depressão possui menor densidade hídrica, menor porcentagem dedeclividade e consecutivamente menor índice de erosão em condições naturais. O clima predominante na UGRHI 10 (Unidade de Gerenciamento dos RecursosHídricos) do rio Sorocaba e Médio Tietê se dividem em três: quase toda UGRHI apresentaclima úmido quente com inverno seco; os municípios de Ibiúna e Piedade possuem climaquente úmido sem estação seca; e o município de São Roque se destaca pelo climatemperado úmido sem estação seca, segundo SINISGALLI e CARVALHO (2010). Segundo Nímer (1979) as massas de ar que mais influenciam as condiçõesclimáticas no estado de São Paulo são: mEc (Massa Equatorial Continental), que se formasobre o continente aquecido, atuando ventos fracos, sobretudo no verão; mTa (MassaTropical Atlântica), forma-se na região marítima quente do Atlântico Sul, recebendo muitocalor e umidade na superfície; e mP (Massas Polares), que originam-se na zonasubantártica, estas massas não possuem subsidência, o que permite a distribuição, emaltitude, do valor e umidade colhidos na superfície quente do mar, aumentados a medidaque a massa caminha para o Trópico, e em virtude de sua temperatura baixa, chuvas dediferentes intensidades apontam sua passagem. A análise apontada pelo estudo de FERNANDES, NOLASCO e MORTATTI (2010),que consiste no acompanhamento de índices pluviométricos de 1984 a 2008, em duasestações distintas na Bacia do Rio Sorocaba, a estação Iperó e Entre Rios. Os gráficos abaixo foram caracterizado a partir de dados diários fornecidos peloCentro Tecnológico de Hidráulica e Recursos Hídricos (Maria Laura – informação pessoalem 11 mar 2009 para as estações Iperó (23°01`S, 47°41` W) e Entre Rios (23°01`S,
  4. 4. 47°48`W). Estando a primeira na porção média da bacia e a segunda próxima a foz do rioSorocaba. A precipitação média anual de 1984 á 2008 foi de 1246,3 mm, sendo agosto o mêsmais seco com 34,8 mm, e janeiro o mais chuvoso com 239,8 mm (Gráfico 01). A vazãomédia anual no mesmo período foi de 63, 1 m³s ‫ ,¹־‬sendo fevereiro o mês com maior vazãomédia com 122,1 m³s ‫ ,¹־‬e setembro com a menor com 37,5 m³s ‫( ¹־‬Gráfico 02). Gráfico 01- Precipitação Média Mensal Gráfico 02- Médias mensais de vazão na na estação Iperó de 1984 á 2008. Fonte: bacia do rio Sorocaba de 1984 a 2008. FERNANDES, NOLASCO e MORTATTI Fonte: FERNANDES, NOLASCO e (2010). MORTATTI (2010). Nestes outros quatro gráficos podemos observar a distribuição pluviométrica nomunicípio de Sorocaba:Gráfico 03- Totais mensais de Chuva em Sorocaba de 1993 a 2000. Fonte: FERREIRA & DANIEL,2003.
  5. 5. Gráfico 04 - Médias mensais de chuva em Sorocaba no período de 1950 a 1964. Fonte: FERREIRA &DANIEL, 2003.Gráfico 05- Médias mensais de chuva em Sorocaba de 1993 a 2000. Fonte: Ferreira & Daniel, 2003.Gráfico 06- Totais anuais de chuva em Sorocaba de 1950 a 2000. Fonte: Ferreira e Daniel, 2003.
  6. 6. De acordo com Monteiro (1973), podemos observar que o clima é controlado pormassas tropicais e polares (climas zonais). Clima úmido da face oriental e subtropical docontinente dominado por massas tropicais. As características climáticas da bacia do RioSorocaba podem ser analisadas a partir de diferentes escalas; uma relacionada ao contextomais amplo vinculado à ação das massas de ar, e outra de âmbito regional e local,associada aos aspectos topográficos da área em questão. Uma questão interessante que tem sido observada na área, mas que necessita deestudos complementares mais aprofundados refere-se à coleta de dados de pluviometria noalto da Serra de São Francisco, em seu setor escarpado, bem como na área relacionada àmoraria vinculada ao Grupo São Roque. Tal projeção de atividade futura, se faz necessáriopara identificar de forma coerente as reais interferências da Serra na determinação demicroclimas na área de estudos. Aspectos das diferentes declividades, como podem ser identificados no Mapa 01,mostram a complexidade de inclinações que certamente interferem na dinâmica pluvial efluvial.
  7. 7. Considerações Finais A precipitação da região da bacia do rio Sorocaba apresenta um ciclo anual commaiores índices pluviométricos em dezembro, janeiro e fevereiro (verão), e menores emjunho, julho e agosto (inverno). O clima predominante na Unidade de Gerenciamento doMédio Tietê e rio Sorocaba se divide em três: clima úmido quente com inverno secopredominante em quase toda UGRHI 10, clima quente úmido sem estação seca nosmunicípios de Ibiúna e Piedade e clima temperado úmido sem estação seca município deSão Roque. A área apresenta predomínio de chuvas no verão e estiagem no inverno. Podemos verificar que o clima da área de estudo é influenciado pelas diferentesaltitudes das províncias geomorfológicas, pois o Planalto Atlântico apresenta maiorinfluência da mTa, que recebe umidade marítica; e também da mP, que não sofresubsidência e atua diretamente na queda da temperatura no Planalto Atlântico. Nesta conjunção o Ribeirão Cubatão é forte dissecação, apresentando maiorpluviosidade e escoamento pluvial, que associados a geometria das vertentes e ao mosaicode setores impermeabilizados de áreas em processo de urbanização, contribui nodesenvolvimento de erosão na área, que foi ocupada a partir de um planejamento precário,que expõe a população ali residente às áreas com risco de inundação, movimentos demassas, colapsos de solo, e dentre outros. Conseqüentemente constatou-se que grande parte dos eventos de inundação queocorrem na área da baixa bacia está relacionada ao assoreamento dos canais porsedimentos erodidos da Serra de Inhaíba e da Serra de São Francisco, como também pelosentulhos carregados ao longo das vertentes.Referências BibliográficasAB’SÁBER, A. N. Geomorfologia de uma linha de quedas apalachiana típica do Estado deSão Paulo. Anuário da Faculdade de Filosofia “Sedes Sapientiae” da Pontifícia UniversidadeCatólica de São Paulo, São Paulo, v. 11, p. 111-138, 1952.CARVALHO, J. SINISGALLI, P. A. Médio Tietê. Universidade de São Paulo – USP.Disponível: http://www.usp.br/procam/govagua/mediotiete. Acesso em 20 out. 2010.FAVERO, O. A. Paisagem e sustentabilidade na Bacia Hidrográfica do Rio Sorocaba (SP).276 p. Tese de Doutorado em Geografia Humana. Universidade de São Paulo, São Paulo,2007.
  8. 8. FERNANDES, A. N. NOLASCO, M. B. MORTATTI, J. Estimativa do escoamento superficialrápido e sua carga em suspensão com a aplicação do modelo de separação de hidrogramascom filtros numéricos: Bacia do rio Sorocaba – SP. Revista Geociências, São Paulo, v. 29,n. 1, p. 49 - 57, 2010.FERREIRA, J. C. DANIEL, L. A. Análise de 47 anos de chuva em Sorocaba. Semana deTecnologia da Fatec – SP, Sorocaba. Trabalho de Estudo Ambiental desenvolvido no NEPAda Fatec Sorocaba. Faculdade de Tecnologia de Sorocaba – CEETESP. Núcleo de estudose pesquisas ambientais – NEPA. Departamento de ensino geral, São Paulo, 2003. 6 p.FREITAS, N. P. MARAGON, S. H. O comitê de bacias hidrográficas do rio Sorocaba eMédio Tietê. Simpósio Internacional sobre gestão de recursos hídricos. Gramado - RS,1998. 6 p.MARTINELLI, M. Clima do Estado de São Paulo. Disponível: http://confins.revues.org/6348.Acesso em 16 dez. 2010.TAVARES, R. O clima de Sorocaba – SP: Aspectos Regionais, locais e urbanos. (p. 115 –143). In: SANT’ ANNA NETO, J. L. Os Climas das Cidades Brasileiras. Presidente Prudente,2002.NIMER, E. Circulação Atmosférica do Brasil. Climatologia do Brasil. Instituto Brasileiro deGeografia e Estatística. Rio de Janeiro, 1979, 422p.TONELLO, K. C. FARIA L. C. A experiência do CBH-STM no pagamento por serviçosambientais. Anais do Seminário de recursos hídricos da bacia hidrográfica do Paraíba doSul: Recuperação de áreas degradadas, serviço ambientais e sustentabilidade, n. II, 2009,Taubaté. p. 351-356.TARCITANI, F. C. BARRELLA, W. Conhecimento etnoictiológico dos pescadoresdesportivos do trecho superior da bacia do rio Sorocaba. Revista Eletrônica de Biologia.Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Campus Sorocaba, v. 2, p. 11-28, 2009.

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