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As habitações e as questões de cidadania

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Apresentam-se neste artigo algumas considerações sobre as Habitações e as questões associadas à Cidadania.

Apresentam-se neste artigo algumas considerações sobre as Habitações e as questões associadas à Cidadania.


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  • 1. Antonio Fernando de Araújo Navarro Pereira As habitações e as questões de cidadania: projetos cidadãos Trabalho da disciplina de Engenharia Civil do Programa de Doutorado em Engenharia Civil da Universidade Federal Fluminense Prof. Orlando Longo, D. Sc. UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE 2009 1 de 35 As habitações e as questões de cidadania: projetos cidadãos
  • 2. SUMÁRIO 1 – Introdução............................................................................................................ 4 2 - Formulação da situação problema.......................................................................... 4 3 – Objetivos............................................................................................................... 8 4 – Metodologia.......................................................................................................... 9 5 - Revisão bibliográfica.............................................................................................. 9 5.1 – Materiais com menores custos.................................................................... 9 5.2 – Projetos com menores custos......................................................................14 6 – Estudo de Caso......................................................................................................17 7 - Conclusões.............................................................................................................27 8 – Bibliografia............................................................................................................29 2 de 35 As habitações e as questões de cidadania: projetos cidadãos
  • 3. As habitações e as questões de cidadania: projetos cidadãos Resumo Trata-se neste artigo das questões relativas à cidadania, aplicadas a projetos de habitações residenciais para população de baixa renda, apresentando-se alternativas de projetos e materiais e um estudo de caso, onde essas questões foram abordadas, desde a fase de planejamento do empreendimento até a entrega do imóvel aos compradores. Palavras-chave: Habitações populares, Cidadania, Projetos Cidadãos Abstract This article of the questions concerning citizenship applied residential housing projects for low-income, presenting alternative projects and materials and a case study, where these issues were discussed, from the planning phase of joint venture onto the delivery of property buyers. Keywords: Popular housing projects, citizenship, citizens projects. 3 de 35 As habitações e as questões de cidadania: projetos cidadãos
  • 4. 1. INTRODUÇÃO Passa a ser comum observar-se em localidades nas periferias das cidades, onde vive a população de menor renda, pelo menos em tese, habitações mais modestas e em maior número que as demais habitações. Por outro lado, em ambientes onde predomina uma população de maior renda observam-se habitações de melhor padrão. Essas associações visuais, em primeiro lugar nos remetem à associação de habitações simples com população de baixa renda, e habitações de melhor acabamento construtivo com população de classe média, por fim, terminam por fazer com que habitações simples e desprovidas que qualquer esmero tendam a ser ocupadas por pessoas de menor renda, sendo o inverso, habitações mais bem desenvolvidas e planejadas ocupadas por pessoas de maior renda também uma realidade. Essa mesma associação de idéias se verifica no tamanho das residências; as maiores ocupadas por população mais abastada e as menores por população menos favorecida financeiramente. Neste artigo apresentam-se algumas considerações a esse respeito, demonstrando que esses conceitos nem sempre podem estar corretos e que as habitações ditas populares não precisam ser necessariamente construções frágeis ou de menor impacto visual. Também são apresentadas tecnologias e processos inovadores de terminam por baratear os custos das habitações e como um adequado projeto é importante para a racionalização dos custos das construções. Após essas informações apresenta-se um estudo de caso, com um projeto desenvolvido para populações de menor renda e com melhor acabamento construtivo, e com melhor padrão visual. Afora isso, essas habitações foram projetadas para um custo menor e maior produtividade de construção, com a entrega de um bloco, constituído por duas habitações geminadas, com aproximadamente 50m2 de área construída sendo entregues em no máximo 30 dias, inteiramente concluídas. 2. FORMULAÇÃO DA SITUAÇÃO-PROBLEMA A baixa qualidade das habitações populares sempre foi um fato que chamava à atenção de todos, não só em função da precariedade das mesmas como também pelas condições de conforto e de dignidade oferecidas, e mesmo de cidadania. Essas habitações, algumas vezes construídas em locais inapropriados eram sempre as primeiras a ruírem nas ocorrências de tormentas naturais. As reconstruções se davam nos mesmos locais ou nas 4 de 35 As habitações e as questões de cidadania: projetos cidadãos
  • 5. proximidades do local original, propiciando que mais tormentas as atingissem com facilidade. Não se está falando de simples construções, mas sim de famílias desabrigadas que perdiam os poucos pertences acumulados ao longo dos tempos. Falar-se em cidadania quando as cenas eram uma flagrante constatação do oposto, isso apresentado a milhões de telespectadores todos os anos não era apropriado. As tormentas causadas por fortes chuvas que atingiram o Estado de Santa Catarina levaram de roldão milhares de casas, deixando seus moradores à mercê da caridade dos cidadãos, que se cotizando em ações coletivas enviavam seus donativos para a reconstrução de novas moradias. Nessas horas brotam idéias inovadoras, como: ... vamos empregar pneus velhos nas fundações, ... ; ... vamos criar um ambiente mais confortável inserindo garrafas PET nas paredes, ... . Ora, está se falando de seres humanos desassistidos que precisam ser abrigados do tempo e continuar suas vidas em um ritmo normal. Não que as propostas não pudessem ser boas, mas será esse o momento de se tentar novas tecnologias ainda não testadas e que possam assegurar que aquelas famílias não voltem a ter os mesmos problemas? Os conceitos de cidadania quase sempre convergem para a definição do indivíduo cidadão. Em uma linguagem mais simples é o indivíduo capaz, produtivo, ao qual são atribuídas obrigações e concedidas benesses ou direitos. Para que isso ocorra o indivíduo precisa fazer parte de um grupo homogêneo ligado por objetivo comum, que pode ser o habitante da cidade, do estado, ou, enfim, da pátria, nesse exemplo associando a cidadania à nacionalidade. Em qualquer desses casos se associa o fato desse Ser estar, viver e sentir-se em um ambiente igualitário, onde seus direitos e deveres sejam similares ou idênticos aos concedidos e praticados pelos demais. Assim, o conceito de cidadania pode estar vinculado ao de liberdade, igualdade e fraternidade, símbolo do movimento que derrubou a monarquia francesa no século XVIII, substituindo os burgueses pelo povo, alçando o povo ao poder, dando-lhe o status de cidadão. Essa onda que se iniciou na França foi lentamente se espalhando pelo resto do mundo, com os conceitos se embaralhando qual novelo de lã solto ao chão. Segundo Pinsky & Pinsky em História da Cidadania (2003), ser cidadão é ter direito à vida, à liberdade, à propriedade, à igualdade perante a lei: é, em resumo, ter direitos civis. É também participar no destino da sociedade, votar, ser votado, ter direitos políticos. Os direitos civis e políticos não asseguram a democracia sem os direitos sociais, aqueles que 5 de 35 As habitações e as questões de cidadania: projetos cidadãos
  • 6. garantem a participação do indivíduo na riqueza coletiva: o direito à educação, ao trabalho, ao salário justo, à saúde, a uma velhice tranqüila. Exercer a cidadania plena é ter direitos civis, políticos e sociais, fruto de um longo processo histórico que levou a sociedade ocidental a conquistar parte desses direitos. Cidadania não é uma definição estanque, mas um conceito histórico, o que significa que seu sentido varia no tempo e no espaço. É muito diferente ser cidadão na Alemanha, nos Estados Unidos ou no Brasil (para não falar dos países em que a palavra é tabu), não apenas pelas regras que definem quem é ou não titular da cidadania (por direito territorial ou de sangue), mas também pelos direitos e deveres distintos que caracterizam o cidadão em cada um dos Estados-nacionais contemporâneos. Mesmo dentro de cada Estado-nacional o conceito e a prática da cidadania vêm se alterando ao longo dos últimos duzentos ou trezentos anos. Isso ocorre tanto em relação a uma abertura maior ou menor do estatuto de cidadão para sua população (por exemplo, pela maior ou menor incorporação dos imigrantes à cidadania), ao grau de participação política de diferentes grupos (o voto da mulher, do analfabeto), quanto aos direitos sociais, à proteção social oferecida pelos Estados aos que dela necessitam. Esses conceitos muitas vezes são atropelados por uma série de circunstâncias quase sempre associadas a fatores econômico-financeiros, que terminam por criar castas, como os cidadãos de 1ª classe, de 2ª classe e por aí segue. Há países onde a cidadania é extremada e vista com uma ponta de orgulho: ... sou cidadão do país X ... De outra feita, ser cidadão de um país, longe de trazer o orgulho representa um estigma, pois naquele país específico não há direitos assegurados a ninguém, ou melhor, a quase ninguém. A partir do momento em que os títulos – rótulos, são atribuídos os padrões, concessões e tudo o mais são radicalmente alterados. Em um país com os contrastes como o nosso Brasil e um território imenso, a pobreza muda de cor, de sotaque e de cara de acordo com a região. A casa de madeira pobre existente no sul passa a ser aconchegante ou “bonitinha” em outras regiões. Não se questionando aqui a “dignidade”. 6 de 35 As habitações e as questões de cidadania: projetos cidadãos
  • 7. Em uma vinculação com as construções, há habitações populares ou sociais que abrigam famílias menos abastadas, shoppings populares freqüentados pela população de menor renda, ruas populares, como a 23 de Maio (São Paulo) ou SAARA (Rio de Janeiro) que oferecem produtos mais baratos. Na associação, vinculam-se as classes sociais ao poder de compra que essas podem exercer, adquirindo produtos que estejam mais próximos de suas realidades econômico-financeiras. Consegue-se entender mas não compreender que os cidadãos de 3ª, 4ª e 5ª classes precisem sobreviver em habitações que não ofereçam nenhum tipo de conforto ou de qualidade, pois foram aquelas que “seu dinheiro conseguiu adquirir”. Essas mesmas pessoas não “moram mal” porque querem. Não necessariamente sobem o morro para ali edificar suas moradias porque o local é mais aprazível. Fazem-no porque suas condições financeiras não conseguem adquirir melhores imóveis. Aqui, propositalmente associa-se “melhores imóveis” à questão da pobreza. Por não terem os recursos necessários os projetos são desenvolvidos na mesa da cozinha pelo marido e mulher, essas algumas vezes, onde os espaços para os cômodos são aqueles delimitados pelo “fio de arame farpado” que traça os limites do terreno. Foram observadas habitações com três cômodos: no primeiro, com 1m2 ficava o banheiro, ou melhor, um orifício no chão com 1m de profundidade, empregado pela família para suas necessidades fisiológicas. O segundo cômodo, de 2m2 era destinado à cozinha, ou a um pequeno armário com duas prateleiras e uma velha cuba de uma antiga pia, apoiada por duas travessas de madeira. Por fim, um grande salão de aproximadamente 3m x 3m onde ficava uma cama construída por caixotes de madeira cobertos por um lençol onde se abrigavam o pai, mãe e 5 filhos. O pai trabalhava recolhendo materiais na rua para vender, como pequenos pedaços de metal, papelão e latas de alumínio. A mãe, ainda nova, ficava tomando conta dos 5 filhos e com uma gravidez pronunciada. Isso tudo ocorrendo a 15km do centro de uma metrópole brasileira, como poderia ocorrer em qualquer periferia de qualquer cidade brasileira. Falar em cidadania nessa situação talvez não fosse adequado. Como citado anteriormente, não se questionando os méritos e eventuais vantagens, lê-se sobre propostas de habitações que empregam pneus nas fundações e garrafas PET nas 7 de 35 As habitações e as questões de cidadania: projetos cidadãos
  • 8. paredes, em construções ditas ecológicas, com o pretexto de oferecer conforto térmico ou edificações mais baratas, mas, não se menciona o fato de que nessas o lixo das sociedades de maior posse passa a ser escondido no concreto, o dito lixo inconveniente. Será essa uma ação cidadã? O que a família poderá perceber ao residir nesse tipo de habitação, sem ser adequadamente informada dos benefícios auferidos? Como os filhos poderão reagir, se confrontados com os seus colegas no colégio? As propostas, tanto arquitetônicas quanto do emprego de materiais deve considerar as questões de constrangimentos futuros, que terminam por ocorrer. Contrariamente ao yin e yang não se posicionam a pobreza e a riqueza em pólos opostos para se defender o conceito apresentado. Muitos questionam o fato de que os cidadãos da enésima categoria social não têm como pagar os custos de uma construção voltada para os das categorias superiores, pois seus componentes são quase sempre mais caros. Um piso de porcelanato é mais caro do que um piso de cimento pintado de vermelhão, certo? Não necessariamente isso é verdade. Custos costumam estar associados à produção, volume, produtividade, insumos, impostos, encargos e todo o mais. Se as placas de porcelanato são feitas em maior quantidade e se a produtividade também é maior talvez seus custos não fossem tão elevados. Assim, aquele que tem um piso cimentado com vermelhão talvez pudesse por algumas placas em sua casa. Por que uma habitação popular deve ter uma cara de “pobre”? e uma mansão uma “cara” de rico? Aí entre em cena a questão dos padrões, que podem ser visuais, arquitetônicos e outros. Uma simples parede pintada de cor mais viva pode transformar um ambiente. Um telhado com um caimento mais pronunciado pode valorizar um projeto. Assim associa-se a arquitetura e o urbanismo ao tema das habitações e as questões de cidadania. 3. OBJETIVOS Busca-se neste artigo traçar um paralelo entre as construções, representadas por obras residenciais e os seus modelos e as classes sociais, e demonstrar, ao final, que esse paralelo é um paradigma que pode ser revisto, pois a qualidade pode caminhar lado a lado com os padrões construtivos das edificações, independentemente das classes sociais que as adquiram. Também se pretende apresentar uma relação entre os custos de uma habitação com um padrão simples, edificada através de métodos tradicionais e com a introdução de novas tecnologias. 8 de 35 As habitações e as questões de cidadania: projetos cidadãos
  • 9. Também se busca apresentar que por mais que os projetos sejam simples e os materiais empregados em uma edificação dita popular mais baratas, consegue-se manter um padrão de dignidade compatível com os conceitos de cidadania, objetivo maior do artigo, ao associar as habitações e as questões de cidadania. 4. METODOLOGIA A metodologia empregada abrange a revisão bibliográfica contemplando as questões e a apresentação de um estudo de caso, aplicado em Santa Catarina, no município de Navegantes, em um projeto de habitações populares. 5. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA Materiais com menores custos: Muitos têm sido os projetos utilizando materiais recicláveis ou resíduos de processos, compactados para a transformação em blocos de alvenaria, misturados à argamassa para o concreto armado, ou servindo de base para as fundações. Ressalta-se que são projetos interessantes e que podem servir para a redução dos resíduos gerados por essas indústrias e, por conseguinte, preservar o meio ambiente. Todavia, deve-se levar em consideração os impactos a médio e longo prazo que os componentes desses resíduos podem causar à saúde dos moradores, como no caso das areias empregadas na fabricação de moldes para a fundição ou escórias de aciaria. A proposta do Tijolo Ecológico, disponível no endereço eletrônico citado, surgiu em função de pressões ambientais pela redução do emprego da lenha no cozimento dos tijolos (http://www.new-ventures.org/UserFiles/File/Enterprise%20Portfolio/Tijolo%20ecologico%20%20New%20Ventures%20Finalist.pdf, acesso em 26-06-2009, às 14:52). Assim, pela proposta as ditas agressões ambientais seriam atenuadas, como justificado pelo autor: · Proporcionar redução de custos na construção civil. · Apresentar um produto economicamente viável com redução de custos da ordem de 40% (quarenta por cento) do total, incluindo dispensa de reboque na parede, argamassa e pintura, além da redução do custo unitário do Tijolo Ecológico. Em uma comparação em função dos custos de produção o autor chega aos seguintes números: 9 de 35 As habitações e as questões de cidadania: projetos cidadãos
  • 10. Produto Tijolo convencional Tijolo ecológico Custo por milheiro R$ 230,00 R$ 180,00 Como justificativa para a redução dos impactos ambientais com o emprego da lenha para o cozimento do produto são apresentadas as seguintes considerações: Para o cozimento de um milheiro são consumidos de 1,5m3 a 1,8m3 de lenha Consumo de tijolos por casa popular: equivalente a 5 mil tijolos, o que totaliza um consumo de aproximadamente 9,0m3 de lenha. Como uma árvore de médio porte cortada para essa finalidade gera 1,0m3 de lenha, evita-se o corte de 9 árvores por cada casa construída. Uma segunda proposta é a da utilização de concreto auto-adensável em estruturas de edifícios com custos inferiores ao concreto convencional (http://www.realmixconcreto.com.br/downloads/Nova_Tecnica_Concreto_Auto_Adensavel.pdf ) (...) o uso do CAA traz vários benefícios: redução de custos, melhoria da qualidade das estruturas de concreto, diminuição de desperdícios, melhoria das condições de trabalho no canteiro de obras, redução da poluição e preservação do meio ambiente. O CAA é uma nova técnica que veio para ficar no mercado, pois uma vez compatibilizados os aspectos de produção, dosagem e custos não existem razões para se continuar utilizando o concreto convencional. (...) Esse tipo de argamassa possui melhor trabalhabilidade, facilitando o lançamento da mesma e aumentando a rapidez da conclusão dos serviços. Bonin & Amorim (2006), no volume 6 da Coleção HABITARE, da Associação Nacional de Tecnologia do Ambiente Construído – ANTAC, que trata da Inovação Tecnológica na Construção Habitacional, apresentam uma série de projetos desenvolvidos com o apoio daquele órgão, como: O projeto Desenvolvimento de tecnologia para fabricação de telhas de fibrocimento, realizado sob a coordenação do Prof. Holmer Savastano Júnior, teve por objetivo o desenvolvimento de uma nova tecnologia de produção de telhas de cimento reforçado com fibras de celulose e fibras sintéticas, utilizando o processo Hatschek modificado. Realizado em parceria com duas empresas de capital e tecnologia nacionais já presentes no mercado brasileiro, o projeto respondeu a uma demanda por uma nova tecnologia de produção de componentes de fibrocimento isentos de fibras de amianto, 10 de 35 As habitações e as questões de cidadania: projetos cidadãos
  • 11. reconhecidas como nocivas à saúde humana. No relato dos resultados do projeto são descritos aspectos da formulação do compósito fibroso, da caracterização e seleção das fibras e da matriz cimentícia, da determinação das propriedades mecânicas, físicas e microestruturais do novo material e da comprovação do desempenho de componentes produzidos com o compósito. Embora não estejam detalhados neste relato publicado na Coletânea, são mencionadas pelos autores como presentes no escopo do projeto a formação de mão-de-obra qualificada para o setor produtivo e a assessoria tecnológica para a adaptação de uma linha industrial de produção utilizando o novo compósito desenvolvido. O projeto Desenvolvimento de componentes de edificações em fibra de sisalargamassa a serem produzidos de forma autogestionária, realizado sob a coordenação da Prof.ª Suely da Silva Guimarães, teve por objetivo a pesquisa e a transferência de tecnologia para a utilização de compósitos de matrizes de argamassa reforçados com fibras de sisal na produção autogestionária de componentes para edificações, drenagem e irrigação. Neste projeto foi retomada pela Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares da Universidade Estadual da Bahia (ITCP-UNEB) uma linha de pesquisa desenvolvida pelo CEPED na década de 80 a partir da demanda de uma cooperativa popular, a Cooperativa de Produção dos Jovens da Região do Sisal (COOPERJOVENS). O relato dos resultados obtidos pelo projeto mostra alguns aspectos do processo de mobilização da cooperativa, da pesquisa de componentes com potencial de comercialização no mercado regional e da pesquisa para a melhoria das propriedades do compósito e para o desenvolvimento dos componentes. O projeto Sistema STELLA/UFSC: Avaliação e desenvolvimento de sistema construtivo em madeira de reflorestamento voltado para programas de habitação social, realizado sob a coordenação da Prof.ª Carolina Palermo Szucs, teve por objetivo a avaliação e o desenvolvimento de proposta construtiva em madeira de reflorestamento para a produção de habitações de interesse social. O projeto utilizou como referência o Sistema Stella Casa Pronta, produzido pela empresa Batistella e colocado no mercado para uma população de renda média a alta, procurando o seu barateamento sem perda de qualidade. No relato dos resultados obtidos são descritas as etapas para a produção de um protótipo de habitação com componentes de madeira de reflorestamento, construído dentro do Campus da UFSC com o sistema estudado no projeto. Um resumo das avaliações realizadas sobre o protótipo construído é apresentado abordando aspectos do desempenho do espaço construído e do 11 de 35 As habitações e as questões de cidadania: projetos cidadãos
  • 12. processo de construção dos seguintes subsistemas: piso, parede, entrepiso, telhado, instalações elétricas e instalações hidráulicas. O projeto Pesquisa e desenvolvimento de processos construtivos industrializados em cerâmica estrutural, realizado sob a coordenação do Prof. Humberto Ramos Roman, teve por objetivo oferecer ao mercado soluções construtivas otimizadas na forma de painéis cerâmicos pré-moldados, com a finalidade de contribuir para a melhoria da qualidade, redução dos desperdícios e custos, e aumento de produtividade e competitividade, tanto para o setor de produção de componentes cerâmicos quanto para o setor de construção. O relato apresenta uma descrição geral da tecnologia de pré-fabricação de painéis cerâmicos planos e curvos para a construção de paredes e coberturas de edificações, apontando suas vantagens potenciais, seguida da descrição de detalhes técnicos do projeto de um protótipo projetado e construído dentro do Campus da UFSC com essa tecnologia. Nesta descrição do protótipo são comentadas características do canteiro de produção dos painéis cerâmicos, e fotograficamente ilustrados detalhes da fabricação, movimentação, armazenamento e montagem dos painéis. O projeto Alvenaria estrutural com blocos estruturais cerâmicos, realizado sob a coordenação do Prof. Paulo de Tarso Cronemberger Mendes, teve por objetivo introduzir, na construção civil do Piauí, componentes estruturais cerâmicos para serem empregados na produção de conjuntos habitacionais e casas populares em alvenaria estrutural. Com base em uma parceria firmada com o Sindicato da Indústria Cerâmica do Estado do Piauí, o projeto utilizou resultados anteriores de caracterização dos produtos cerâmicos comercializados na região e dos processos produtivos onde eles eram empregados. O relato descreve inovações introduzidas na fabricação de blocos estruturais cerâmicos, a realização de cursos de qualificação de mão-de-obra na produção de alvenaria estrutural e a construção de protótipos de demonstração para o meio técnico local das características da tecnologia. Também são apresentados resultados do controle tecnológico realizado sobre blocos cerâmicos estruturais e sobre prismas de alvenaria produzidos com estes blocos em diferentes canteiros de obras que demonstram a assimilação da inovação tecnológica pelo mercado local. O projeto Construção de habitações de interesse social, realizado sob a coordenação do Prof. José Mario Doleys Soares, teve por objetivo a construção de um protótipo de demonstração de cada uma das quatro tipologias definidas em estudo anterior 12 de 35 As habitações e as questões de cidadania: projetos cidadãos
  • 13. sobre as características de conjuntos habitacionais construídos nas principais cidades das sete regiões que compõem o Estado do Rio Grande do Sul. O relato do projeto descreve os aspectos de racionalidade e compatibilidade com a tradição material regional associadas à escolha da utilização da alvenaria cerâmica estrutural como tecnologia construtiva, e é justificada a escolha da produção dos protótipos em regime de mutirão para demonstrar a viabilidade e as vantagens da tecnologia nesta forma de produção. Embora a avaliação das unidades construídas ainda esteja em desenvolvimento, é apresentada a discussão de uma série de detalhes construtivos interferentes na qualidade das habitações, assim como aspectos da documentação técnica produzida para orientar a construção. O projeto Desenvolvimento de terminologia e codificação de materiais e serviços para construção, realizado sob a coordenação do Prof. Sergio Roberto Leusin de Amorim, teve por objetivo o desenvolvimento de uma terminologia e de um sistema de codificação de materiais e serviços para construção, oferecendo uma base segura para o desenvolvimento de sistemas de apoio à gestão da produção, em especial para a gestão do conhecimento na construção. O relato do projeto apresenta uma justificativa da realização de estudos de terminologia e classificação dos materiais, serviços e equipamentos utilizados na indústria da construção como uma etapa fundamental para a consolidação do domínio técnico nesta área de conhecimento, visando a facilitar a comunicação e, por conseqüência, o comércio e o controle da qualidade na produção. A partir da apresentação dos conceitos básicos adotados nos estudos desenvolvidos no projeto é descrita uma proposta de estrutura de classificação para os objetos relacionados com a produção do ambiente construído, e também um esquema de codificação dos objetos de forma coerente com esta estrutura de classificação. O projeto Aproveitamento de cinzas residuais de mineração em construção, realizado sob a coordenação da Prof.ª Janaíde Cavalcante Rocha, teve por objetivo desenvolver tecnologias apropriadas para reciclagem e aproveitamento de cinzas pesadas provenientes da queima do carvão mineral em usinas termelétricas e cinzas de casca de arroz empregadas como combustível em usinas beneficiadoras, para uso na produção de concretos usinados, argamassas e artefatos pré-moldados de concreto. Infelizmente, a coordenadora do projeto declinou do convite para relatar, nesta Coletânea, os resultados obtidos no estudo realizado. 13 de 35 As habitações e as questões de cidadania: projetos cidadãos
  • 14. Projetos com menores custos: Um projeto é um detalhamento de uma idéia de modo que essa seja executada de acordo com o imaginado. Em um projeto deve-se avaliar as questões de ampliação das construções no futuro, quando essas são iniciadas sem que se tenha recursos suficientes para a conclusão, deve-se também identificar os prováveis locais onde ficarão os móveis e a partir daí definir os pontos de luz, definir as dimensões das janelas para que os cômodos não fiquem muito escuros e quentes ou úmidos, e outros fatores mais. Um bom projeto é um forte indutor de redução de custos nas construções e de aumento de satisfação dos usuários. Segundo Couto & Couto (2007) A sociedade está cada vez mais consciente da importância da qualidade em todos os sectores de atividade, em particular no sector da construção. Essa tomada de consciência tenderá a traduzir-se, numa valorização do fator qualidade como critério de seleção dos fornecedores de produtos e serviços deste sector, dentre os quais sobressaem os edifícios. Apenas cerca de 3% dos custos totais envolvidos pela construção e exploração de um edifício correspondem à concepção, projeto e fiscalização. No entanto, a qualidade do projeto é primordial para a redução dos custos ao longo da vida útil do edifício. Hoje, reconhece-se que a falta de qualidade dos projetos se traduz, frequentemente, em descontrolo dos custos das obras e reduzida durabilidade. Estudos em diversos países, onde o controlo de projeto é mais apertado, concluíram que 40 a 50% dos custos necessários para a reabilitação das construções novas afetadas por defeitos dizem respeito a situações originadas por erros ou por omissões de projeto. Estes e outros estudos no mercado internacional comprovam que a melhoria de qualidade dos projetos influencia de forma drástica o custo total do investimento. Desta forma, para além da racionalização dos custos imediatos da obra (fase de construção), a necessidade de rever e melhorar a qualidade dos projetos coloca-se, também, em termos dos custos de manutenção. Nesse sentido, neste trabalho, faz-se uma abordagem aos novos desafios e exigências que os projetos enfrentam e identificam-se as principais causas da falta de qualidade das construções com origem na fase de projeto e que posteriormente se refletem no descontrolo dos custos de manutenção dos edifícios. Apresentam-se também linhas de conduta com vista a minorar a ocorrência e impacto desses problemas e referem-se as vantagens de investir na revisão do projeto ou “peer review”, um conceito já solidamente implantado com sucesso noutros países. 14 de 35 As habitações e as questões de cidadania: projetos cidadãos
  • 15. Greven & Baldauf (2007) Introdução à coordenação modular da construção no Brasil: uma abordagem atualizada, da Coleção HABITARE, da Associação Nacional de Tecnologia do Ambiente Construído – ANTAC, quando tratam da questão modular, alternativa que se apresenta para as construções de habitações populares, assentadas em um terreno normalmente disponibilizado pela administração pública e normalmente escassos para maiores empreendimentos, assim se manifestam. Deve-se levar em consideração que a proposta do projeto é bem simples. Se um dos aspectos importantes no barateamento dos custos é o da padronização, ou modulação, por que se adotar um padrão? Em outro ponto, a partir do momento que se padronizam as áreas e dimensões pode se partir para o próximo passo que é o da produção seriada. Assim, produzindo-se maiores quantidades dos mesmos produtos consegue-se um produto final mais barato. Além disso, com a padronização reduzem-se os naturais desperdícios, que sempre foram um dos calcanhares de Aquiles da indústria da construção, por estarem esses em patamares elevados. O pedreiro prepara a concretagem da laje; o bombeiro hidráulico abre-a para a instalação das tubulações de água e esgoto; o eletricista abre-a também para a instalação dos conduítes e caixas de passagem. A cada “quebradeira” disparam os custos. A proposição de Greven & Baldauf (2007) é a seguinte: Estudos desenvolvidos por vários setores da indústria e da academia buscam definir as necessidades e as soluções para a cadeia da construção civil no Brasil. Esses trabalhos mostram que há problemas em todos os elos. O setor de insumos necessita melhorar a produtividade e a qualidade além de aumentar o valor agregado. A cadeia produtiva busca aumentar a produtividade, reduzir o custo dos insumos e, ao mesmo tempo, estar em conformidade com as normas vigentes. Enquanto isso o consumidor final anseia por edificações de melhor qualidade e menor preço. Uma das formas de atingir os objetivos acima é a busca da racionalização e industrialização da construção, de tal maneira que a construção de edificações possa aplicar efetivamente as melhores práticas tanto no projeto como na produção. Edificações projetadas não mais com o paradigma da produção em massa, mas em sintonia com o pensamento atual em sistemas de produção, a customização em massa. Em suma, procura-se permitir que o usuário possa efetivamente escolher o habitat que melhor se aproxima de seus anseios individuais e, ao mesmo tempo, possibilitar um processo de projeto e produção com baixos níveis de perdas. Para que isso seja possível, é imprescindível, entre outras coisas, que os 15 de 35 As habitações e as questões de cidadania: projetos cidadãos
  • 16. insumos estejam em conformidade com as normas e que estas contemplem os conceitos de Coordenação Modular. Além disso, esses conceitos devem ser incorporados nas práticas dos outros membros da cadeia produtiva: os projetistas e os construtores. O Brasil foi um dos primeiros países do mundo a aprovar uma norma de Coordenação Modular decimétrica (módulo de 10cm), a NB-25R, em 1950. Nos anos 70 e início dos 80, o Banco Nacional da Habitação (BNH) patrocinou diversos estudos que destacaram a implementação da Coordenação Modular na construção como ferramenta importante para a racionalização. Essa filosofia teve grande expansão até o início da década de 70, começando a dar sinais de queda gradual a partir do seu final, intensificando-se com a recessão de meados da década de 80. Apesar das quase três dezenas de normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) sobre Coordenação Modular, vigentes há mais de 30 anos, essas raramente são utilizadas pelo meio técnico, seja pelos projetistas, seja pelos produtores de insumos para a construção civil. No princípio, a normalização não interessou ao setor da construção civil, que estava direcionado às classes mais privilegiadas. Além disso, a década de 70 também correspondeu à produção maciça de habitações de interesse social, que apresentava a característica oposta ao carecer de uma solução tecnológica que exprimisse a racionalização construtiva e a redução de custos. A tecnologia era precária e fez com que o tema Coordenação Modular fosse relacionado pejorativamente com as construções econômicas de baixa qualidade. Atualmente, a necessidade de redução de custos e de aumento da produtividade faz com que processos de racionalização e compatibilização construtiva e dimensional voltem a ser considerados. Poucos objetivos foram alcançados, mesmo com toda a promoção para a racionalização da construção. O fato é que, hoje, a indústria da construção civil apresenta-se como um setor de caráter heterogêneo em relação à sua produção, marcada, de um lado, por obras com um alto índice de produtividade e, de outro, por obras artesanais com altos índices de desperdício associados à baixa produtividade. Para que a construção civil torne-se apta a desempenhar o papel a que é exigida pela realidade moderna, é necessário que esteja capacitada a produzir edificações que, além de respeitarem condições indispensáveis – como habitabilidade, funcionalidade, durabilidade, 16 de 35 As habitações e as questões de cidadania: projetos cidadãos
  • 17. segurança e acabamento –, também apresentem características relacionadas à produtividade, construtividade, baixo custo e desempenho ambiental, quesitos de grande importância, que atualmente representam um desafio para os profissionais da área. As questões econômicas dizem respeito à redução de custos em várias etapas do processo construtivo quando do uso da Coordenação Modular. Essa redução de custos ocorre seja por otimização do uso da matériaprima, seja pela agilidade no processo de decisão de projeto ou compra dos componentes, seja por aumento da produtividade, seja por diminuição das perdas. 6. ESTUDO DE CASO O estudo de caso apresenta um projeto habitacional de casas populares, desenvolvido no segundo semestre de 2001 em Santa Catarina, na localidade de Porto das Balsas, no Município de Navegantes, vizinho ao de Itajaí, caracterizado por blocos de construções com duas habitações geminadas por bloco. Características da Localidade: A localidade, Porto das Balsas, escolhida para a implantação do empreendimento dista aproximadamente 10km do centro da cidade de Itajaí, do outro lado do canal navegável que separa os dois municípios, onde o meio de locomoção mais empregado pela população é o ferryboat. No bairro vive uma população de baixa renda, principalmente porque os terrenos à época eram mais baratos do que os demais em outras localidades, além do fato das pessoas estarem mais próximas do centro de Itajaí, que apresentava melhores condições de empregabilidade. Porém esse bairro, por estar mais distante da sede do município de Navegantes tinha uma baixa estrutura urbana. Assim, através de um projeto que se apresentava mais atraente em termos de custos, as possibilidades de venda dos imóveis foram maiores. Como atrativo adicional, obteve-se financiamento bancário através da Caixa Econômica Federal, com custo financeiro menor, por se tratar de construção habitacional de baixa renda. O folder distribuído para a divulgação do empreendimento é o apresentado a seguir, onde foram omitidos os telefones e endereço da empresa que comercializava o empreendimento. 17 de 35 As habitações e as questões de cidadania: projetos cidadãos
  • 18. Aspectos desfavoráveis ao desenvolvimento do projeto: No início das pesquisas para a implantação do empreendimento foram observados alguns aspectos desfavoráveis ao projeto, que, de certa maneira, contribuíram para a implantação de alterações conceituais e de projeto. As principais foram: · Pequeno desnível entre o terreno e o nível médio do canal; · Terreno com baixa capacidade de compactação, inviabilizando a opção por fundação direta em sapatas ou baldrames; · Lençol d’água raso, prejudicando a drenagem do sistema de esgotamento sanitário, caracterizado por filtro, fossa e sumidouro; · Proximidade do mar e ambiente úmido podendo causar danos precoces nas argamassas de revestimento da alvenaria. Características do projeto: a) Resumo do Contrato 18 de 35 As habitações e as questões de cidadania: projetos cidadãos
  • 19. O projeto foi anotado no CREA de Santa Catarina, com ART no 1923402-0, emitida para o profissional Antonio Fernando de Araújo Navarro Pereira, CREA/SC (visto) 58.802-1 [CREA original no 42.758-D-RJ], com o seguinte resumo do contrato: Contrato de prestação de serviços referentes à Execução de um condomínio residencial composto por 96 casas geminadas de 2 dormitórios com área individual de 49,12m2 , estando inclusos neste contrato os projetos arquitetônicos, hidrossanitário, elétrico, rede de drenagem, rede de esgoto, rede de água, sistema de tratamento de efluentes e pavimentação. No lançamento inicial foram construídos 4 blocos, ou 8 residências geminadas, duas por bloco, comercializadas em aproximadamente 35 dias. b) Acompanhamento das atividades Pelas peculiaridades do projeto, do local e da forma de comercialização a empresa preparou uma das casas para ali estabelecer seu escritório local e possibilitar a visitação pelos clientes. Durante essas visitas os potenciais clientes eram entrevistados, com perguntas abertas e pré-formatadas, registradas em formulários específicos. As atividades eram acompanhadas constantemente pela equipe do empreendedor. No texto a seguir, extraído de uma ata de reunião de 13/09/2001 pode ser observado (excluídos os nomes dos participantes): (...) b) Obra Navegantes: Orçamento – Deverá ser definido o orçamento da construção das casas. Em princípio os orçamentos serão por bloco de duas casas, contemplando todos os custos envolvidos, acrescidos do custo de mão-de-obra e de materiais. Os responsáveis pelo assunto serão: Engº Navarro, Sr. A [empreiteiro] e Sr. B [comprador da empresa]. Kit Casa – O Engº Navarro e Sr. B [comprador da empresa] ficarão responsáveis pelo desenvolvimento do Kit Casa, abrangendo não só a obra de Navegantes como também todos os projetos que venham a empregar a mesma tecnologia e projeto. O Sr. A [empreiteiro] irá apoiar a elaboração do trabalho por já ter todos os custos envolvidos. Registro de Funcionários – Em função de problemas com Sindicato e legais todos os funcionários da obra deverão ser registrados. (Em visita à obra após a realização desta reunião o Empreiteiro informou que estará apresentando nova proposta de custos de mão-de-obra para 19 de 35 As habitações e as questões de cidadania: projetos cidadãos
  • 20. a conclusão dos serviços das 8 casas, e para a construção de novas casas. O assunto será avaliado em reunião marcada para o dia 14 pelos Senhores: A, B , ... (...) c) Quantitativo de materiais empregados O quantitativo de materiais empregados na construção de cada bloco (conjunto de duas casas geminadas) é o apresentado a seguir: Área construída por bloco: 98,24 m2 – Área construída individual: 49,12 m2 FUNDAÇÃO Radier Concreto 18,0 MPA Tela Q-92 Impermeabilização com NeutroL ESTRUTURA Aço CA-50 para canaletas e pilaretes 1/4" 12m Arame recozido ALVENARIA ESTRUTURAL Tijolo 11 x 12 x 24,5 Tijolo 11 x 12 x 24,5 1/2 Canaletas 11 x 12 x 24,5 COBERTURA Laje pre-moldada para forro Aço CA-50 para cobertura 4,2 mm 12m Escoramento (escoras de eucalipto) Concreto FCK 18,0 MPA Sarrafo para telha -2,5 x 5,0 Testeira 2,5 x 20 Telhas Pontaletes 5 x 5 Goivas 1/2 telha Arame recozido Laje pre-moldada para bwc Concreto para laje bwc ESQUADRIAS Esquadria madeira - janelas e portas Janela- 1,5 x 1,20 Janela- 1,0 x 1,0 Janela basculante – 40 x 60 Vistas para janelas -5 cm Porta externa- 80 x 210 Porta interna- 70 x 210 Porta interna- 60 x 210 Vidro liso 3mm Puxadores para janelas M3 M2 GL 17,00 147,00 1,00 BR KG 30,00 1,00 PÇ PÇ PÇ 7.200,00 500,00 400,00 M2 BR PÇ M3 ML ML PÇ ML PÇ PÇ KG M2 M3 126,00 56,00 100,00 6,50 450,00 53,00 2.170,00 30,00 37,00 28,00 5,00 3,12 0,20 UN UN UN ML UN UN UN M2 UN 6,00 2,00 2,00 88,80 4,00 4,00 2,00 9,48 6,00 20 de 35 As habitações e as questões de cidadania: projetos cidadãos
  • 21. Trinco para janela de correr-cozinha Ferrolho para basculante REVESTIMENTO TETO E PAREDES Reboco nos tetos Revestimento cerâmico Azulejo para cozinha e bwc Piso cerâmico 30 x 30 cm Rejunte para piso Rejunte para azulejo Argamassa MUROS Bloco de concreto 10 x 19 x 40 Bloco de concreto 15 x 19 x 40 FILTRO, FOSSA E SUMIDOURO Tijolo 06 furos 10 x 15 x 20 Cimento Areia média Cal Brita 04 Brita 01 Laje pré-moldada Aço CA-50 para cobertura 4,2 mm 12 metros DIVERSOS Cimento Cimento muro Cimento estrutura e alvenaria estrutural Cimento reboco teto e paredes Areia Areia média muro Brita Tábua de pinus Cal hidratada UN UN 2,00 2,00 M3 1,88 M2 M2 KG KG KG 60,00 99,00 50,00 25,00 600,00 UN UN 680,00 140,00 PÇ KG M3 KG M3 M3 M2 BR 1.100,00 200,00 2,00 40,00 3,00 0,50 6,00 11,00 KG KG KG M3 M3 M3 M3 KG 225,00 300,00 500,00 2,50 1,20 0,20 2,00 200,00 Aspectos inovadores: · Adoção de blocos com duas casas geminadas; · Emprego de uma placa de radier abrangendo a totalidade das duas casas, com espessura de 12cm, e com dimensões que superavam as construções em 40cm, de maneira a criar uma calçada externa, possibilitando maior limpeza ao redor, além de ampliar a distribuição das cargas sobre o terreno, com baixa capacidade de carga; · Emprego de tela soldada como ferragem do radier, facilitando a montagem; · Substituição das lajes tradicionais por laje inclinada com o mesmo caimento do telhado; 21 de 35 As habitações e as questões de cidadania: projetos cidadãos
  • 22. · Eliminação de estrutura de madeira para o apoio das telhas, passando essas a serem fixadas sobre a laje através de arame. Para a montagem das telhas foram deixadas sobre a superfície da laje filetes de argamassa de 2 x 2, em substituição às ripas; · Redução da área de circulação interna para apenas 1m2; · Integração da cozinha com a sala, reduzindo paredes internas; · Emprego de tijolos cerâmicos estruturais da Bossi, que forneceu os blocos com as mesmas características para a montagem das vergas e contravergas. O fabricante forneceu também ½ tijolo para o fechamento das paredes; · Eliminação de estruturas convencionais de pilares e vigas, com o preenchimento de concreto no interior dos blocos cerâmicos e adição de ferragem longitudinal; · Eliminação do emboço e reboco, substituídos pela aplicação de verniz de poliuretano sobre os tijolos com o preparo das superfícies por lixagem simples. Essas inovações possibilitaram uma redução dos custos de mão-de-obra e de materiais, facilitando a comercialização das unidades, além de reduzir os tempos de construção. Problemas observados ao longo da construção: Os principais problemas observados ao longo da construção foram os apresentados a seguir, solucionados ao longo da obra: · Excesso de umidade ambiente que prejudicava a aplicação do verniz sobre os blocos cerâmicos; · Aparecimento de manchas devido ao cimento na superfície dos blocos; · Elevação do nível do canal acima do normal, fazendo com que fosse elevada a camada de aterro e a alteração no projeto do esgotamento sanitário; · Necessidade de tratamento prévio das madeiras das portas, janelas e rodapés em função da umidade ambiente; · Substituição dos arames deixados na laje para prender as telhas, substituindo-os por outro de maior diâmetro e qualidade; · Dificuldade no fornecimento de materiais em função das dificuldades de transporte pelo ferryboat; · Dificuldade de armazenamento de materiais, obrigando às compras e entregas serem parceladas, para o emprego semanal. 22 de 35 As habitações e as questões de cidadania: projetos cidadãos
  • 23. Acompanhamento dos prazos e insumos: O descritivo dos valores de construção de cada bloco é apresentado a seguir, segregado por etapa do projeto, com a descrição das atividades, os valores relativos a materiais e mão-deobra, o somatório desses valores e o peso de cada um desses tópicos sobre o total do ítem: Item 1 1.1 1.2 1.3 1.4 DISCRIMINAÇÃO PRELIMINARES LEGALIZACAO E APROVACAO DOS PROJETOS UN VB VB PROJETOS (ELÉTRICOS/HIDRAULICO/ ARQUITETONICO) LIGAÇÃO DE ÁGUA E LUZ TX TX CONSUMO DE AGUA E LUZ DURANTE A CONSTRUÇÃO QDE 1,00 1,00 1,00 1,00 Material Preço UN. Sub-total 10,00 50,00 70,00 70,00 70,00 TOTAL DO ITEM 01 Item 2 2.1 DISCRIMINAÇÃO TRABALHOS EM TERRA ATERRO E COMPACTAÇÃO UN M3 QDE 100,00 Material Preço UN. Sub-total 6,35 TOTAL DO ITEM 02 Item 3 3.1 3.1.1 3.1.2 3.1.3 DISCRIMINAÇÃO UN QDE MÃO-DE-OBRA Preço UN. Sub-total % 10,00 50,00 10,00 50,00 7,69 38,46 60,00 70,00 130,00 53,85 1,01 MÃO-DE-OBRA Preço UN. Sub-total 635,00 635,00 Material Preço UN. Sub-total Preço total MAT + MO Preço total MAT + MO 635,00 635,00 MÃO-DE-OBRA Preço UN. Sub-total Preço total MAT + MO % 100,00 4,95 % FUNDAÇÃO RADIER CONCRETO FCK 18,0 MPA TELA Q-92 IMPERMEABILIZAÇÃO COM NEUTROL M3 M2 GL 17,00 147,00 1,00 118,00 2,37 10,50 TOTAL DO ITEM 03 Item DISCRIMINAÇÃO UN 4 BR AÇO CA-50 PARA CANALETAS E PILARETES 1/4" 12 m Material Preço UN. Sub-total 2.006,00 348,39 10,50 2.364,89 MÃO-DE-OBRA Preço UN. Sub-total Preço total MAT + MO 84,82 14,73 0,44 18,43 % ESTRUTURA 4.1 4.2 QDE 2.006,00 348,39 10,50 2.364,89 ARAME RECOZIDO KG 30,00 2,00 4,10 2,26 TOTAL DO ITEM 04 Item 5 5.1 5.2 5.3 DISCRIMINAÇÃO ALVENARIA ESTRUTURAL TIJOLO 11X12X24,5 TIJOLO 11X12X24,5 1/2 CANALETAS 11X12X24,5 UN PÇ PÇ PÇ QDE 7.200,00 500,00 400,00 Material Preço UN. Sub-total 0,274 0,219 0,219 TOTAL DO ITEM 05 Item 6 6.1 6.1.1 6.1.2 6.1.3 6.1.4 6.1.5 6.1.6 6.1.7 6.1.8 6.1.9 DISCRIMINAÇÃO UN QDE 123,00 4,52 127,52 123,00 4,52 127,52 MÃO-DE-OBRA Preço UN. Sub-total 1.972,80 109,50 87,60 2.169,90 Material Preço UN. Sub-total Preço total MAT + MO 1.972,80 109,50 87,60 2.169,90 MÃO-DE-OBRA Preço UN. Sub-total Preço total MAT + MO 96,46 3,54 0,99 % 90,92 5,05 4,04 16,91 % COBERTURA LAJE PRE-MOLDADA PARA FORRO M2 AÇO CA-50 PARA COBERTURA 4,2 MM 12 METROSBR ESCORAMENTO (ESCORAS DE EUCALIPTO) CONCRETO FCK 18,0 MPA TELHAS GOIVAS 1/2 TELHA ARAME RECOZIDO LAJE PRE-MOLDADA PARA BWC CONCRETO PARA LAJE BWC TOTAL DO ITEM 06 PÇ M3 PÇ PÇ PÇ KG M2 M3 126,00 65,00 100,00 5,00 2.170,00 37,00 28,00 3,00 3,12 0,20 6,70 2,14 1,30 123,00 0,28 0,80 0,80 2,26 6,70 123,00 844,20 139,10 130,00 615,00 607,60 29,60 22,40 6,78 20,90 24,60 2.440,18 844,20 139,10 130,00 615,00 607,60 29,60 22,40 6,78 20,90 24,60 2.440,18 34,60 5,70 5,33 25,20 24,90 1,21 0,92 0,28 0,86 1,01 19,01 23 de 35 As habitações e as questões de cidadania: projetos cidadãos
  • 24. Item DISCRIMINAÇÃO 7 7.1 7.1.1 7.1.2 7.1.3 7.1.4 7.1.5 7.1.6 7.2 7.3 7.4 7.5 UN QDE Material Preço UN. Sub-total MÃO-DE-OBRA Preço UN. Sub-total Preço total MAT + MO % ESQUADRIAS ESQUADRIA MADEIRA - JANELAS E PORTAS JANELA- 1,5X1,20 JANELA- 1,0X1,0 JANELA BASCULANTE- 40X60 PORTA EXTERNA- 80X210 PORTA INTERNA- 70X210 PORTA INTERNA- 60X210 VIDRO LISO 3MM PUXADORES PARA JANELAS TRINCO PARA JANELA DE CORRER-COZINHA FERROLHO PARA BASCULANTE UN UN UN UN UN UN M2 UN UN UN 6,00 2,00 2,00 4,00 4,00 2,00 9,48 6,00 2,00 2,00 45,00 34,00 9,00 77,50 48,00 48,00 17,93 3,70 1,70 0,72 TOTAL DO ITEM 07 Item 8 8.1 8.2 8.2.1 8.2.2 8.3 8.4 8.5 DISCRIMINAÇÃO REVESTIMENTO TETO E PAREDES REBOCO NOS TETOS UN QDE 270,00 68,00 18,00 310,00 192,00 96,00 170,00 22,20 3,40 1,44 1.151,04 Material Preço UN. Sub-total 270,00 68,00 18,00 310,00 192,00 96,00 170,00 22,20 3,40 1,44 1.151,04 MÃO-DE-OBRA Preço UN. Sub-total Preço total MAT + MO 23,46 5,91 1,56 26,93 16,68 8,34 14,77 1,93 0,30 0,13 8,97 % M3 1,88 52,00 97,76 97,76 9,78 M2 M2 KG KG KG 58,00 102,00 50,00 30,00 600,00 4,10 4,60 0,97 0,97 0,195 237,80 469,20 48,50 29,10 117,00 999,36 237,80 469,20 48,50 29,10 117,00 999,36 23,80 46,95 4,85 2,91 11,71 7,79 REVESTIMENTO CERÂMICO AZULEJO PARA COZINHA E BWC PISO CERÂMICO 30X30 CM REJUNTE PARA PISO REJUNTE PARA AZULEJO ARGAMASSA TOTAL DO ITEM 08 Item DISCRIMINAÇÃO 9 9.1 9.2 BLOCO DE CONCRETO 10X19X40 UN QDE Material Preço UN. Sub-total MÃO-DE-OBRA Preço UN. Sub-total Preço total MAT + MO % MUROS BLOCO DE CONCRETO 15X19X40 UN UN 750,00 160,00 0,45 0,47 TOTAL DO ITEM 09 Item 10. 10.1 10.2 10.3 10.4 10.5 10.6 10.7 10.8 DISCRIMINAÇÃO FILTRO, FOSSA E SUMIDOURO UN PÇ KG M3 AREIA MÉDIA KG CAL M3 BRITA 04 BRITA 01 M3 M2 LAJE PRÉ-MOLDADA AÇO CA-50 PARA COBERTURA 4,2 MM 12 METROSBR T O T A L D O I T E M 10 TIJOLO 06 FUROS 10X15X20 CIMENTO QDE 1.000,00 200,00 2,00 40,00 3,00 0,50 6,00 11,00 337,50 75,20 412,70 Material Preço UN. Sub-total 0,085 0,25 15,00 0,12 25,00 20,00 6,70 2,14 85,00 50,00 30,00 4,80 75,00 10,00 40,20 23,54 318,54 337,50 75,20 412,70 MÃO-DE-OBRA Preço UN. Sub-total Preço total MAT + MO 85,00 50,00 30,00 4,80 75,00 10,00 40,20 23,54 318,54 81,78 18,22 3,22 % 26,68 15,70 9,42 1,51 23,54 3,14 12,62 7,39 2,48 24 de 35 As habitações e as questões de cidadania: projetos cidadãos
  • 25. Item 11. 11.1 11.1.1 11.1.2 11.1.3 11.1.4 11.1.5 11.1.6 11.1.7 11.1.8 11.1.9 11.1.10 11.1.11 11.1.12 11.1.13 11.1.14 11.1.15 11.2 11.2.1 11.2.2 11.2.3 11.2.4 11.2.5 11.2.6 11.2.7 11.2.8 11.2.9 11.2.10 11.2.11 11.2.12 11.2.13 11.2.14 11.2.15 DISCRIMINAÇÃO INSTALAÇÃO ELÉTRICA PADRÃO ARMAÇÃO 1X1 C/ 01 ROLDANA ARMAÇÃO 4X1 C/ 04 ROLDANAS POSTE 7 MTS. CONCRETO CINTA DE ALUMÍNIO ELETRODUTO 3/4" CURVA 180.º 3/4" BUCHA ARRUELA 3/4" CAIXA MONOFÁSICA CAIXA PARA ATERRAMENTO CONJ. ABRAÇADEIRAS PARA CX. MONOFÁSICA DISJUNTOR 30A HASTE TERRA LUVA 3/4" PARAFUSO PARA POSTE PIMENTÃO UN PÇ PÇ PÇ PÇ BR PÇ PAR PÇ PÇ CJ PÇ BR PÇ PÇ PÇ QDE Material Preço UN. Sub-total 12. 12.1 12.1.1 12.1.2 12.1.3 12.1.4 12.1.5 12.1.6 12.1.7 12.1.8 12.1.9 12.1.10 12.1.11 12.1.12 12.1.13 12.1.14 12.1.15 12.1.16 12.1.17 12.1.18 12.1.19 12.1.20 12.1.21 12.1.22 12.1.23 12.1.24 12.1.25 12.2 12.2.1 12.2.2 12.2.3 12.2.4 12.2.5 12.2.6 12.2.7 12.2.8 12.2.9 12.2.10 12.2.11 12.2.12 12.2.13 12.2.14 Preço total MAT + MO % 1,00 1,00 1,00 4,00 4,00 6,00 7,00 2,00 1,00 2,00 2,00 1,00 6,00 6,00 4,00 3,50 10,20 95,00 0,70 1,33 0,37 0,21 12,00 7,50 2,46 2,90 5,40 0,16 1,35 0,97 3,50 10,20 95,00 2,80 5,32 2,22 1,47 24,00 7,50 4,92 5,80 5,40 0,96 8,10 3,88 3,50 10,20 95,00 2,80 5,32 2,22 1,47 24,00 7,50 4,92 5,80 5,40 0,96 8,10 3,88 0,85 2,49 23,15 0,68 1,30 0,54 0,36 5,85 1,83 1,20 1,41 1,32 0,23 1,97 0,95 2,00 1,00 2,00 2,00 22,00 2,00 34,00 14,00 2,00 2,00 3,00 100,00 200,00 200,00 4,00 4,20 1,84 1,97 2,50 1,06 1,57 0,10 0,29 2,90 2,90 6,90 0,125 0,197 0,45 0,52 8,40 1,84 3,94 5,00 23,32 3,14 3,40 4,06 5,80 5,80 20,70 12,50 39,40 90,00 2,08 410,45 8,40 1,84 3,94 5,00 23,32 3,14 3,40 4,06 5,80 5,80 20,70 12,50 39,40 90,00 2,08 410,45 2,05 0,45 0,96 1,22 5,68 0,77 0,83 0,99 1,41 1,41 5,04 3,05 9,60 21,93 0,51 3,20 INST. ELÉTRICA DO BLOCO CAIXA PARA 03 DISJUNTORES FITA ISOLANTE 20 METROS INTERRUPTOR DUPLO INTERRUPTOR DUPLO + TOMADA TOMADAS INTERRUPTOR + TOMADA CX. DE LUZ 2X4" CX. DE LUZ 4X4" TETO DISJUNTOR 15A DISJUNTOR 20A CORRUGADO 3/4" 50 MTS FIO SÓLIDO 1,5 MM FIO SÓLIDO 2,5 MM FIO SÓLIDO 6,0 MM PLACA CEGA 2X4" PÇ RL PÇ PÇ PÇ PÇ PÇ PÇ PÇ PÇ RL M M M PÇ T O T A L D O I T E M 11 Item MÃO-DE-OBRA Preço UN. Sub-total DISCRIMINAÇÃO INSTALAÇÃO HIDRÁULICA ÁGUA REGISTRO 3/4" GAVETA REGISTRO 3/4" PRESSÃO TEE 25MM X 1/2" AZUL JOELHO 25MM X 3/4" AZUL JOELHO 25MM X 1/2" AZUL TEE 25MM JOELHO 25MM CURVAS 25MM ADAPT. C/ FLANGE 25MM X 3/4" ADAPT. C/ FLANGE 32MM X 1" REGISTRO PLÁSTICO 25 MM ESFERA CAIXA D'ÁGUA 250 LITROS FIBROCIMENTO JOELHO 32MM ADAPTADOR 25MM X 3/4" LUVA 25MM X 3/4" AZUL ADESIVO 175GR C/ PINCEL TIGRE TUBO 25MM 6 METROS TUBO 32MM 6 METROS LUVA 25MM CONJUNTO SANITÁRIO (PIA, COLUNA E BACIO) CAIXA DESCARGA ACOPLADA AKROS VÁLVULA CROMADA PARA LAVATÓRIO TORNEIRA BÓIA 3/4" FITA VEDAROSCA JOELHO 25MM 45.º UN QDE Material Preço UN. Sub-total MÃO-DE-OBRA Preço UN. Sub-total Preço total MAT + MO % PÇ PÇ PÇ PÇ PÇ PÇ PÇ PÇ PÇ PÇ PÇ PÇ PÇ PÇ PÇ TB TB TB PÇ CJ CJ PÇ PÇ PÇ PÇ 2,00 2,00 2,00 4,00 6,00 12,00 15,00 6,00 6,00 2,00 2,00 2,00 4,00 6,00 2,00 2,00 4,00 1,00 10,00 2,00 2,00 2,00 2,00 4,00 10,00 10,50 8,50 2,23 1,40 1,61 0,23 0,15 0,60 2,51 4,18 4,00 39,00 0,43 0,15 1,51 2,49 5,35 12,35 0,15 69,00 22,09 2,70 2,58 0,62 0,20 21,00 17,00 4,46 5,60 9,66 2,76 2,25 3,60 15,06 8,36 8,00 78,00 1,72 0,90 3,02 4,98 21,40 12,35 1,50 138,00 44,18 5,40 5,16 2,48 2,00 21,00 17,00 4,46 5,60 9,66 2,76 2,25 3,60 15,06 8,36 8,00 78,00 1,72 0,90 3,02 4,98 21,40 12,35 1,50 138,00 44,18 5,40 5,16 2,48 2,00 3,37 2,73 0,72 0,90 1,55 0,44 0,36 0,58 2,42 1,34 1,28 12,52 0,28 0,14 0,48 0,80 3,43 1,98 0,24 22,14 7,09 0,87 0,83 0,40 0,32 PÇ PÇ PÇ PÇ PÇ PÇ TB TB TB TB PÇ PÇ PÇ PÇ 2,00 2,00 8,00 8,00 2,00 2,00 1,00 1,00 1,00 1,00 2,00 2,00 2,00 2,00 13,42 17,13 0,51 0,35 10,70 2,78 19,73 48,00 7,10 13,14 4,50 0,35 2,50 3,40 26,84 34,26 4,08 2,80 21,40 5,56 19,73 48,00 7,10 13,14 9,00 0,70 5,00 6,80 623,25 26,84 34,26 4,08 2,80 21,40 5,56 19,73 48,00 7,10 13,14 9,00 0,70 5,00 6,80 623,25 4,31 5,50 0,65 0,45 3,43 0,89 3,17 7,70 1,14 2,11 1,44 0,11 0,80 1,09 4,86 ESGOTO TEE 150MM ESGOTO JOELHO 150MM ESGOTO JOELHO 50MM ESGOTO JOELHO 40MM ESGOTO CAP 150 MM ESGOTO CAP 100 MM ESGOTO TUBO 100 MM ESGOTO 6 METROS TUBO 150 MM ESGOTO 6 METROS TUBO 40 MM ESGOTO 6 METROS TUBO 50 MM ESGOTO 6 METROS CAIXA SIFONADA 150X150X50MM JOELHO 40MM 45.º ESGOTO PROLONGAMENTO CX. SIFONADA 150MM TEE 100X50MM ESGOTO T O T A L D O I T E M 12 25 de 35 As habitações e as questões de cidadania: projetos cidadãos
  • 26. Item DISCRIMINAÇÃO 13. 13.1 13.2 13.3 13.4 13.5 13.6 13.7 13.8 TINTA LATEX PAREDES E TETO UN QDE Material Preço UN. Sub-total MÃO-DE-OBRA Preço UN. Sub-total Preço total MAT + MO % PINTURA FUNDO A ÓLEO PARA MADEIRA ZWINCRIL BX 1020 SOLVENTE LIXA 80/120 ESMALTE SINTÉTICO SELADOR ACRÍLICO ÁCIDO MURIÁTICO L L L L M L L L 36,00 14,40 18,00 3,00 6,00 14,40 18,00 10,00 1,75 4,10 8,90 2,48 1,70 4,94 1,94 1,00 T O T A L D O I T E M 13 Item 14. 14.1 14.1.1 14.1.2 14.1.3 14.2 14.2.1 14.2.2 14.3 14.4 14.5 DISCRIMINAÇÃO UN QDE 63,00 59,04 160,20 7,44 10,20 71,14 34,92 10,00 415,94 Material Preço UN. Sub-total 63,00 59,04 160,20 7,44 10,20 71,14 34,92 10,00 415,94 MÃO-DE-OBRA Preço UN. Sub-total 15,15 14,19 38,52 1,79 2,45 17,10 8,40 2,40 3,24 Preço total MAT + MO % DIVERSOS CIMENTO KG KG 225,00 300,00 500,00 0,25 0,25 0,25 56,25 75,00 125,00 56,25 75,00 125,00 8,86 11,81 19,68 M3 M3 M3 M3 KG CIMENTO MURO 2,50 1,20 0,20 2,00 200,00 17,00 17,00 20,00 144,00 0,12 42,50 20,40 4,00 288,00 24,00 635,15 42,50 20,40 4,00 288,00 24,00 635,15 12.833,92 6,69 3,21 0,63 45,34 3,78 4,95 100,00 KG CIMENTO ESTRUTURA E ALVENARIA ESTRUTURAL CIMENTO REBOCO TETO E PAREDES AREIA AREIA FINA AREIA MÉDIA MURO BRITA TÁBUA DE PINUS CAL HIDRATADA T O T A L D O I T E M 14 TOTAL GERAL O cronograma físico da obra, considerado por bloco é o seguinte, incluindo-se não só os dias de serviços despendidos na execução de cada uma das atividades, como também o efetivo de pessoal para a execução das atividades. Em uma situação com a maior coincidência de atividades, a equipe máxima para a construção de um bloco com duas residências foi de 7 pessoas, incluindo o encarregado das atividades. O tempo máximo de execução, desde a limpeza do terreno até a limpeza da obra para a entrega aos compradores foi de 30 dias. A casa era entregue com a instalação da água e da luz já em funcionamento e no nome dos compradores, representando esse um grande diferencial no atendimento aos clientes: Cronograma físico - Obra Navegantes - para cada bloco de duas casas Atividades Prazo de execução de cada etapa dos serviços (em dias) Quantidade de operários Serventes 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Qde Limpeza/preparação do terreno Fundação (radier) Instalação hidráulica Alvenaria Instalação de esgoto Instalação elétrica Fossa/filtro/sumidouro Muro externo Laje de cobertura Telhado Reboco da laje Instalação de portas e janelas impermeabilização/rejunte Pintura Ligação de água Ligação de Luz Limpeza da obra e terreno 2 2 0 2 0 0 2 2 2 2 2 1 2 0 0 0 1 R$/d 32,00 32,00 0,00 32,00 0,00 32,00 32,00 32,00 32,00 32,00 32,00 32,00 32,00 0,00 0,00 0,00 32,00 Pedreiros R$/d Qde 0 1 0 2 0 0 1 1 2 2 1 1 0 0 0 0 0 Eletricista R$/d Qde 0 60,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00 1 60,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00 1 60,00 0 0,00 0 0 1 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 Qde 53,00 53,00 0,00 53,00 0,00 0,00 53,00 53,00 53,00 53,00 53,00 53,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Total Encanador R$/d 60,00 0,00 60,00 0,00 60,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 60,00 0,00 0,00 Custo ariação V Pintor Encarregado R$/d Qde R$/d Qde 0 53,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00 1 53,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 1 0 1 0 0 0 0 1 1 0 0 0 1 0 0 0 53,00 53,00 0,00 53,00 0,00 0,00 0,00 0,00 53,00 53,00 0,00 0,00 0,00 53,00 0,00 0,00 0,00 MO (*) 7.883,00 Diferenciais apresentados: · Imóvel entregue com instalações de água e luz em funcionamento; · Entrega de caderno com as plantas e as instruções para a operação das instalações do imóvel juntamente com as chaves; 26 de 35 As habitações e as questões de cidadania: projetos cidadãos % 128,00 510,00 120,00 3.345,00 120,00 120,00 351,00 351,00 892,00 669,00 181,00 85,00 64,00 795,00 60,00 60,00 32,00
  • 27. · Entrega ao cliente do compromisso de qualidade fornecido pela construtora e um questionário onde podem ser indicados os problemas observados e as considerações e elogios, se desejável; · Entrega das chaves através de documento onde é evidenciado a vistoria do imóvel pelo cliente; · A construtora desenvolveu uma série de procedimentos e instruções, como apresentado nos anexos: Anexo 1 – Check list parcial de recebimento de materiais Anexo 2 – Lista Mestra de procedimentos adotados pela construtora Anexo 3 – Caderno de procedimentos de execução de serviços controlados 7. CONCLUSÕES Um dos aspectos mais estudados pela gerência da construtora foi o fato do lançamento ter sido um sucesso, com a comercialização dos quatro blocos em aproximadamente 35 dias. Por que ocorreu esse sucesso de vendas, em um momento com grandes incertezas econômicas, mercado retraído pela elevação do dollar e baixo nível de turismo, já que o país onde vinha o maior número de turistas, Argentina, estava atravessando um momento de crise? Várias foram as causas. Em primeiro lugar, desde a concepção do projeto, à fase de construção e a entrega das obras sempre se teve como elemento fundamental a questão da cidadania. Mesmo em se tratando de imóveis de baixo custo houve uma grande preocupação para que o projeto oferecesse todo o conforto aos moradores. Desta maneira passaram a ser adotadas as seguintes premissas: A adoção de uma laje inclinada, incorporada ao telhado, propiciando que a altura mínima do piso à laje, junto à porta de entrada fosse de 230cm e, na linha de cumieira fosse de 450cm. Isso possibilitava uma ventilação interna adequada, com a residência sempre ventilada. O posicionamento das janelas favorecia a ventilação natural. Incorporação ao radier de uma calçada a toda a volta do imóvel, mantendo o entorno sempre limpo, mesmo em época de chuvas fortes. 27 de 35 As habitações e as questões de cidadania: projetos cidadãos
  • 28. Integração da cozinha à sala, com a inserção de um detalhe arquitetônico diferenciando os ambientes, através de azulejos em apenas duas paredes na cozinha. Criação de uma varanda à frente da porta da sala e de uma área de serviço à frente da porta da cozinha, possibilitando uma noção de maior amplidão dos espaços, com as portas abertas. Posicionamento dos blocos de modo que um morador de um dos blocos não tivesse a visão franca da residência mais próxima. Além da manutenção da privacidade houve um ganho adicional com a circulação das correntes de vento entre os blocos. Todos os blocos foram construídos com alvenaria de blocos cerâmicos revestidos de verniz, dando-lhes uma aparência moderna e atraente. O fundo da laje incorporada ao telhado foi pintada em cores claras, sobre um chapisco interior, único revestimento adotado, afora o verniz na alvenaria e dos azulejos em parte da cozinha e no banheiro. O menor quarto foi dimensionado com 9m2. Permitindo que uma família média pudesse ter o necessário conforto. Nesses cômodos a definição do posicionamento das portas e janelas levou em consideração a possibilidade de uma parede de meios comprimento para um armário. Tanto a cozinha quanto o banheiro foram entregues com as peças instaladas e as torneiras e registros já posicionados e em funcionamento. A busca pelo atendimento aos anseios dos compradores, pessoas de baixa renda, o respeito às suas opiniões, através de entrevistas ocorridas antes do lançamento do empreendimento, durante a construção e após a entrega das obras foi importante para a comercialização dos imóveis, inclusive porque perceberam que suas sugestões passaram a ser incorporadas ao projeto. Por fim, deve-se enfatizar a transparência das ações, com as obras abertas e franqueadas às visitas. O comprador podia acompanhar a evolução de sua construção diariamente. Os moradores das vizinhanças acompanhavam cada passo da construção. 28 de 35 As habitações e as questões de cidadania: projetos cidadãos
  • 29. A questão da cidadania é importante nesses processos. A reação das pessoas quando percebem que são importantes e consideradas altera substancialmente o relacionamento com a construtora, facilitando bastante a solução dos vários problemas que podem ocorrer durante a construção. O fato de a construção ser “mais barata” não significa que o produto final tenha baixa qualidade e que o comprador não seja importante. Há inúmeros exemplos onde se consegue reduzir os custos e aumentar a produtividade através de ações bem simples, que começam com: · Renegociação com os fornecedores; · Redução das margens de lucro; · Busca dos materiais de menor custo, mantendo-se a qualidade dos mesmos; · Elaboração de adequados projetos, que contemplem a racionalização dos serviços. Somente com a revisão dos conceitos e a quebra de paradigmas é que irá se atender ao objetivo maior, de atender desigualmente os desiguais, tratando-os com respeito e observando as questões de cidadania. Somente assim poder-se-á integrar as habitações e as questões de cidadania. 8. BIBLIOGRAFIA ALDAUF, A. S. F. Contribuição à implementação da coordenação modular da construção no Brasil. 146 f. Dissertação (Mestrado em Engenharia) - Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2004. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 5706: Coordenação Modular da construção: procedimento. Rio de Janeiro, 1977. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 5725: Ajustes modulares e tolerâncias: procedimento. Rio de Janeiro, 1982. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Síntese da Coordenação Modular. Rio de Janeiro, [1975]. BANCO NACIONAL DA HABITAÇÃO; CENTRO BRASILEIRO DA CONSTRUÇÃO BOUWCENTRUM. Plano da Coordenação Modular da Construção. BNH/CBC, 1. etapa, 20 jan. 1970. 29 de 35 As habitações e as questões de cidadania: projetos cidadãos
  • 30. BANCO NACIONAL DA HABITAÇÃO; INSTITUTO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E GERENCIAL. Coordenação modular da construção. Rio de Janeiro: BNH/IDEG, 1976. BANCO NACIONAL DA HABITAÇÃO; INSTITUTO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E GERENCIAL. Elementos para a avaliação do impacto da racionalização e da Coordenação Modular na indústria de materiais de construção. Rio de Janeiro: BNH/IDEG, jul. 1978. BANCO NACIONAL DA HABITAÇÃO; INSTITUTO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E GERENCIAL. A Coordenação Modular da construção: síntese para divulgação. Rio de Janeiro: BNH/IDEG, jan. 1980. BIERMANN, V. et al. Teoría de la arquitectura: del renacimiento a la actualidad. Köln: Taschen, 2003. BRUNA, P. J. V. Arquitetura, industrialização e desenvolvimento. São Paulo: Perspectiva, 1976. BUSSAT, P. Die Modulordnung im Hochbau. Stuttgart: Karl Krämer, 1963. CAMPOS, M. L. A. A organização de unidades do conhecimento em hiperdocumentos: o modelo conceitual como um espaço comunicacional para realização da autoria. 2001b. Tese (Doutorado em Ciência da Informação) - CNPq/IBICT, Universidade Federal do Rio de Janeiro/ECO, Rio de Janeiro, 2001b. Disponível em: < http://www.conexaorio.com/biti/tertulia/tertulia.htm>. Acesso em: 14 mar. 2003. CAPORIONI; GARLATTI; TENCA-MONTINI. La coordinación modular. Barcelona: GG, 1971. CENTRO BRASILEIRO DA CONSTRUÇÃO BOUWCENTRUM. Noticiário da Noticiário da Noticiário da Coordenação Modular. São Paulo: BNH/CBC, n. 1, dez. 1969. CENTRO BRASILEIRO DA CONSTRUÇÃO BOUWCENTRUM. Coordenação Modular. São Paulo: BNH/CBC, n. 2, jan. 1970a. CENTRO BRASILEIRO DA CONSTRUÇÃO BOUWCENTRUM. Coordenação Modular. São Paulo: BNH/CBC, n. 12-13, nov./dez. 1970b. CENTRO BRASILEIRO DA CONSTRUÇÃO BOUWCENTRUM. Plano de implantação da Coordenação Modular. BNH/CBC, 1. fase, 2. etapa, 3. volume, 1970c CIB. CIB Master List of Headings for the Arrangement and Presentation of Information in Technical Documents for Design and Construction. CIB Report. Publication 18:1993. Council 30 de 35 As habitações e as questões de cidadania: projetos cidadãos
  • 31. Directive 89/106/CE. (1988). European Construction Products Directive, 1993. Disponível em: <http://europa.eu.int/comm/enterprise/construction/internal/cpd/cpd.htm>. Acesso em: 14 mar. 2003. CORVACHO, H.; SOUSA, H.; COSTA, J. M. et al. O Projecto CIC-NET: rede de cooperação estratégica entre empresas do processo de construção. Porto: Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, Departamento de Engenharia Civil, 2002. 31 de 35 As habitações e as questões de cidadania: projetos cidadãos
  • 32. Anexo 1 Check list [parcial] de materiais aplicado no recebimento dos mesmos pela construtora e no recebimento no canteiro de obras Materiais e/ou insumos Aço para concreto armado Arames Argamassa de assentamento Argamassa de reboco Argamassa de rejunte q q q q q q q q q q q q q q q q q q q q q q q q q q q q q q q q q q q q q q q Azulejos cerâmicos q q q q q q q q q q q q Bloco cerâmico estrutural q q q q q q q q q Lista de verificação conformidade com a requisição, fornecedor, quantidade, bitola, procedência, aspecto de corrosão, acondicionamento sobre toras de madeira conformidade com a requisição, fornecedor, quantidade, bitola, procedência, aspecto de corrosão, acondicionamento em prateleiras conformidade com a requisição, fornecedor, volume, granulometria, procedência, validade, forma de acondicionamento em masseiras, tempo de descanso da argamassa conformidade com a requisição, fornecedor, volume, granulometria, procedência, validade, forma de acondicionamento em masseiras, tempo de descanso da argamassa conformidade com a requisição, fornecedor, volume, granulometria, procedência, validade, embalagem, forma de acondicionamento em sacos, tempo de descanso da argamassa conformidade com a requisição, fornecedor, quantidade, dimensões, formas geométricas, tonalidades rugosidade, imperfeições da superfície, procedência, integridade da embalagem, sinais de deterioração das embalagens, sinais de danos ao produto, formas de acondicionamento em caixas de papelão sobre estrados conformidade com a requisição, fornecedor, quantidade, dimensões que não podem variar mais de que 3 mm, formas geométricas, tonalidades, procedência, percentual de danos/quebras inferiores a 1%, forma de acondicionamento sobre piso nivelado 32 de 35 As habitações e as questões de cidadania: projetos cidadãos
  • 33. Anexo 2 Lista mestra de procedimentos adotados pela construtora Nº 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. 15. 16. 17. Nº da Norma PQ 01 PQ 01 PQ 01 PQ 01 PQ 01 PQ 01 PQ 01 PQ 01 PQ 01 PQ 01 PQ 01 PQ 01 PQ 01 PQ 01 PQ 01 PQ 01 PQ 01 18. PQ 01 19. PQ 01 20. 21. 22. 23. 24. 25. 26. 27. 28. 29. 30. 31. 32. 33. PQ 01 MQ 01 MQ 01 MQ 01 MQ 01 MQ 01 MQ 01 MQ 01 MQ 01 MQ 01 MQ 01 MQ 01 MQ 01 MQ 01 34. MQ 01 35. MQ 01 36. 37. 38. 39. 40. 41. 42. 43. 44. MQ 01 MQ 01 MQ 01 MQ 01 MQ 01 MQ/MA 03/07 MQ/MA 03/08 MQ/MA 03/09 MQ/MA 03/10 Título Folha Política da Qualidade - Capa Política da Qualidade - Selo do PBQP - H Política da Qualidade - Termo de Adesão Política da Qualidade - Carta de prorrogação Política da Qualidade - Apresentação da MS Política da Qualidade - Política da Qualidade Política da Qualidade - Comprometimento da MS com a Política da Qualidade Política da Qualidade - Introdução parte A Política da Qualidade - Introdução parte B Política da Qualidade - Objetivos da Mendes Sibara Política da Qualidade - Indicadores da Qualidade Política da Qualidade - Comitê da Qualidade Política da Qualidade - Ata de reunião do Comitê da Qualidade Política da Qualidade - Administração e Controle do Sistema da Qualidade Política da Qualidade - Análise Crítica pela Administração Política da Qualidade - Análise Crítica do Sistema da Qualidade Política da Qualidade – Treinamento - Treinamento Comportamental, Operacional Política da Qualidade – Treinamento - Registro da atividade de treinamento Política da Qualidade – Treinamento - Planejamento das atividades de treinamento Política da Qualidade – Treinamento - Solicitação de Assistência Educacional Manual da Qualidade – Capa Manual da Qualidade – Índice Manual da Qualidade – Apresentação Manual da Qualidade – Referências Manual da Qualidade - Objetivo do Manual Manual da Qualidade - Organograma da Mendes Sibara Manual da Qualidade - Objetivos macro dos cargos Manual da Qualidade - Responsabilidades e Atribuições Manual da Qualidade - Organograma da Obra Manual da Qualidade - Responsabilidade da Administração Manual da Qualidade - Contratos - Análise Crítica de Contrato Manual da Qualidade - Contratos - Contrato de fornecimento de mão-de-obra Manual da Qualidade - Contratos - Contrato de fornecimento de materiais e insumos Manual da Qualidade - Contratos - Rotina de Contratação de Empreiteiros Manual da Qualidade - Materiais - Aquisição, cadastramento de fornecedores e verificação do produto adquirido Manual da Qualidade - Materiais - Qualificação de fornecedores de materiais Manual da Qualidade - Materiais - Relatório de Tomada de Preços Manual da Qualidade - Materiais - Requisição de Material Manual da Qualidade - Materiais - Pedido de Compras Manual da Qualidade - Materiais - Recebimento de Materiais Manual da Qualidade - Materiais - Controle de Produtos fornecidos pelo Cliente Manual da Qualidade - Materiais - Inspeção e Ensaios Manual da Qualidade - Materiais - Controle de produto não-conforme Manual da Qualidade - Materiais - Materiais obrigatoriamente controlados 33 de 35 As habitações e as questões de cidadania: projetos cidadãos
  • 34. 45. MQ/MA 03/11 Manual da Qualidade - Materiais - Identificação e rastreabilidade de produtos 46. MQ/NO 04/01 Manual da Qualidade - Normas de Obra - Planejamento e administração / controle de processos 47. MQ/NO 04/02 Manual da Qualidade- Normas de Obra - Controle de projeto 48. MQ/NO 04/03 Manual da Qualidade - Normas de Obra - Ata de reunião do Comitê de Análise de Projeto 49. MQ/NO 04/04 Manual da Qualidade - Normas de Obra - Serviços obrigatoriamente controlados 50. MQ/NO 04/05 Manual da Qualidade - Normas de Obra - Procedimentos para os serviços obrigatoriamente controlados 51. MQ/NO 04/06 Manual da Qualidade - Normas de Obra - Uso de Instalações – Banheiro 52. MQ/NO 04/07 Manual da Qualidade - Normas de Obra - Uso de Instalações – Depósito de Material 53. MQ/NO 04/08 Manual da Qualidade - Normas de Obra - Uso de Instalações – Refeitório 54. MQ/NO 04/09 Manual da Qualidade - Normas de Obra - Uso de Instalações – Vestiário 55. MQ/NO 04/10 Manual da Qualidade - Normas de Obra - Utilização de Uniformes 56. MQ/NO 04/11 Manual da Qualidade – Procedimentos - Rotina de Admissão de funcionários 57. MQ/NO 04/12 Manual da Qualidade – Procedimentos - Rotina de Demissão de funcionários 58. MQ/NO 04/13 Manual da Qualidade – Procedimentos - Termo de entrega das chaves 59. MQ/NO 04/14 Manual da Qualidade – Procedimentos - Manual de entrega das chaves 60. MQ/NO 04/15 Manual da Qualidade - Procedimentos - Termo de compromisso de entrega da obra 61. MQ/AU 05/01 Manual da Qualidade - Auditoria - Auditorias Internas da Qualidade 62. MQ/AU 05/02 Manual da Qualidade - Auditoria - Avaliação de Auditores do Sistema da Qualidade 63. MQ/AU 05/03 Manual da Qualidade - Auditoria - Lista de pendências 64. MQ/AU 05/04 Manual da Qualidade - Auditoria - Memorando de transmissão de documentos 65. MQ/AU 05/05 Manual da Qualidade - Auditoria - Circular de comentários 66. MQ/AU 05/06 Manual da Qualidade - Auditoria - Controle de documentos e dados 67. MQ/AU 05/07 Manual da Qualidade - Auditoria - Controle de registros da Qualidade 68. MQ/AU 05/08 Manual da Qualidade - Auditoria - Ação corretiva e ação preventiva 69. MQ/AU 05/09 Manual da Qualidade - Auditoria - Controle de documentos emitidos 70. MQ/AU 05/10 Manual da Qualidade - Auditoria - Controle de revisão de documentos do sistema da qualidade 71. MQ/AU 05/11 Manual da Qualidade - Auditoria - Rotina de revisão de documentos 72. MQ/AU 05/12 Manual da Qualidade - Auditoria - Formulário de sugestões 73. MQ/AU 05/13 Manual da Qualidade - Auditoria - Relatório de não-conformidade Elaboração: Rubrica AFANP Revisão: Rubrica Aprovação: Rubrica LAM 34 de 35 As habitações e as questões de cidadania: projetos cidadãos
  • 35. Anexo 3 Caderno de Procedimentos de execução de serviços controlados Aprovação: 11/03/02 Substitui Datada De: 00/00/00 DIRETORIA, GERÊNCIA ADMINISTRATIVA, GERÊNCIA TÉCNICA, COMPRAS, QUALIDADE, Aplicação GERÊNCIA DE OBRAS RESIDENCIAIS, GERÊNCIA DE OBRAS ESPECIAIS, GERÊNCIA DE OBRAS PREDIAIS, PROJETOS. 1. SUMÁRIO: Aplicação:35 Diretoria, Gerência Administrativa, Gerência Técnica, Compras, Qualidade, Gerência de Obras Residenciais, Gerência de Obras Especiais, Gerência de Obras Prediais, Projetos35 1. Sumário:35 2. Objetivo:Erro! Indicador não definido. 3. Normas e/ou documentos complementares:Erro! Indicador não definido. 4. Definições: Erro! Indicador não definido. 5. Condições Gerais: Erro! Indicador não definido. 5.1. Conscientização dos funcionários:Erro! Indicador não definido. 5.2. Execução e controle dos processos:Erro! Indicador não definido. 5.2.1. Serviços obrigatoriamente controlados:Erro! Indicador não definido. 5.2.2. Projeto básico:Erro! Indicador não definido. a) Locação de obra:Erro! Indicador não definido. b) Limpeza do terreno:Erro! Indicador não definido. c) Marcação do terreno:Erro! Indicador não definido. d) Escavação do terreno:Erro! Indicador não definido. e) Execução das fundações:Erro! Indicador não definido. f) Execução das formas:Erro! Indicador não definido. g) Montagem das armaduras:Erro! Indicador não definido. h) Concretagem das peças estruturais:Erro! Indicador não definido. i) Execução de alvenarias não estruturais e de divisória leve:Erro! Indicador não definido. j) Execução de alvenarias estrutural:Erro! Indicador não definido. k) Execução de revestimento interno de área seca:Erro! Indicador não definido. l) Execução de revestimento interno de área úmida:Erro! Indicador não definido. m) Execução de revestimento externo:Erro! Indicador não definido. n) Execução de contrapiso: Erro! Indicador não definido. o) Execução de revestimento de piso interno de área seca: p) Execução de revestimento de piso interno de área úmida: q) Execução de revestimento de piso externo: r) Execução de forro: s) Execução de impermeabilização: t) Execução de cobertura de telhado: u) Colocação de batentes e portas: v) Colocação de janelas: x) Pintura interna e externa: y) Execução de Instalações elétricas: z) Execução de Instalações hidro-sanitárias: Z.1. Instalação Sanitária: Z.2. Instalação Hidráulica: 6. Padrões aplicáveis: 35 de 35 As habitações e as questões de cidadania: projetos cidadãos