Treinamento Toxcologia industrial

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Treinamento Toxcologia industrial

  1. 1. TOXICOLOGIA OCUPACIONAL
  2. 2. Toxicologia Ocupacional <ul><li>A toxicologia ocupacional é um ramo da toxicologia, voltada para o estudo da interação entre o homem e as substâncias químicas presentes em seu ambiente de trabalho. </li></ul>
  3. 3. HISTÓRICO <ul><li>Hipocrates (460-375 a.C.) descreveu o quadro clínico do saturnismo em um mineiro </li></ul>
  4. 4. HISTÓRICO <ul><li>Plínio o velho(23-79d.C.) </li></ul><ul><li>Descreve em seu livro ´´De Historia Naturallis`` o aspecto de alguns escravos que observou nas minas de chumbo e mercúrio. </li></ul>
  5. 5. HISTÓRICO <ul><li>Ellenborg (1440-1499) Relatou os riscos da aurivessaria (exposição aos vapores dos metais) </li></ul>
  6. 6. HISTÓRICO <ul><li>Agrícola (1495–1555) doenças dos mineiros e fundidores </li></ul>
  7. 7. HISTÓRICO <ul><li>Paracelsus (1493–1541) doenças dos mineiros e fundidores </li></ul><ul><li>Introduz o conceito de dose –resposta </li></ul>
  8. 8. HISTÓRICO <ul><li>Bernardino Ramazzini (1633-1714) Pai da medicina do trabalho. Publicou em Módena´´ De Morbis Artificum Diatriba `` Descreve mais de 50 ocupações da época com suas doenças características </li></ul>
  9. 9. HISTÓRICO <ul><li>Percival Pott (1713-1788) Estabeleceu nexo entre limpar chaminés, função exercida por crianças, e câncer escrotal (3,4-benzopireno). </li></ul>
  10. 10. A toxicologia ocupacional está baseada num tripé <ul><li>Monitorização biológica </li></ul><ul><li>(controle da exposição através de índices biológicos e dos efeitos lesivos no organismo através de exames laboratoriais ) </li></ul><ul><li>Monitorização do ambiente laboral (identificação de substâncias e sua quantificação) </li></ul><ul><li>Controle médico: Avaliação clínica, diagnóstico e tratamento </li></ul>
  11. 11. Exemplos de substancias que exigem controle ocupacional (na legislação brasileira NR7) <ul><li>Anilina, Arsênico, Cádmio, Chumbo Inorgânico, Chumbo Tetraetila, Cromo Hexavalente, Diclorometano, Dimetilformamida, Dissulfeto de Carbono, Ésteres Organofosforados e Carbamatos, Estireno, Etil-Benzeno, Fenol, Flúor ou Fluoretos, Mercúrio Inorgânico, Metanol, Metil-Etil-Cetona, Monóxido de Carbono, N-Hexano, Nitrobenzeno, Pentaclorofenol, Tetracloroetileno, Tolueno, Tricloroetano, Tricloroetileno, Xileno. </li></ul>
  12. 12. Agentes relevantes nas intoxicações ocupacionais <ul><li>Inalantes (gases e poeiras) </li></ul><ul><li>Metais </li></ul><ul><li>Hidrocarbonetos </li></ul>
  13. 13. Classificação dos gases Gases de ação irritante intensa moderada leve Sulfúricos Aldeídos, Flúor Amoníacos acroleína Cloro e derivados Arsina ozônio Brometo e cloreto de metila Vapores nitroso Gases Asfixiantes Monóxido de carbono Dióxido de carbono Cianetos e derivados
  14. 14. Intoxicação por gases asfixiantes <ul><li>São dois tipos: </li></ul><ul><li>Inertes: aqueles que apenas substituem o oxigênio atmosférico. Ex N 2 </li></ul><ul><li>Gases que além de substituir o oxigênio ainda interagem com o organismo causando alterações nos mecanismos de transporte sanguíneo do oxigênio ou na respiração celular. </li></ul>
  15. 15. Gases irritantes <ul><li>São substâncias que podem levar a inflamação tecidual e são percebidos pelo homem em concentrações baixas </li></ul><ul><li>Distinção entre irritante e corrosiva depende: </li></ul><ul><ul><ul><li>natureza da substância, concentração, viscosidade, molaridade, potencial de oxidação e redução, complexo de afinidade a pontes bivalentes </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Ação: oxidação, redução, irritante alcalino, intoxicação protoplástica, irritante ácido, denaturante, irritante hidrocarboneto </li></ul></ul></ul>
  16. 16. Gases irritantes <ul><li>EFEITOS CLÍNICOS </li></ul><ul><ul><li>Inalação: cefaléia, secura/insensibilidade nasal, hemorragia, edema de glote, esôfago ou pulmão </li></ul></ul><ul><ul><li>Respiratório: taquipnéia, sibilos, tosse , infiltrado pulmonar. </li></ul></ul><ul><ul><li>SDRVA (síndrome disfuncional reativa das vias aéreas) </li></ul></ul>
  17. 17. AMÔNIA <ul><li>Gás incolor, alcalino, irritante. </li></ul><ul><li>Fontes: fabricação de fertilizantes (80%), combustão de lã, seda, melamina e nailon. </li></ul><ul><li>Odor pungente a 30 ppm, irritação ocular e nasal a 50 ppm, disfunção pulmonar a 1000 ppm, risco de morte > 1500 ppm. </li></ul>
  18. 18. AMÔNIA <ul><li>QUADRO CLÍNICO </li></ul><ul><li>Exposição leve a moderada: dor de cabeça, tosse, broncoespasmo, náuseas, vômitos, dor faríngea e retrofaríngea, conjuntivite. </li></ul><ul><li>Inalação severa: laringoespasmo, obstrução de vias aéreas (estridor, rouquidão) e edema pulmonar </li></ul><ul><li>Hiperreatividade brônquica </li></ul>
  19. 19. CLORETO DE HIDROGÊNIO (HCl) <ul><li>Gás incolor utilizado na industria química, domissaniantes, corantes, plásticos, galvanoplastia. </li></ul><ul><li>TWA 5 ppm(2001) TWC = 2 ppm; irritação faríngea a 15 ppm, laringoespasmo e edema pulmonar a 100 ppm. </li></ul>
  20. 20. CLORETO DE HIDROGÊNIO (HCl) <ul><li>QUADRO CLÍNICO </li></ul><ul><li>Lesões em 1 a 6 horas </li></ul><ul><ul><li>Irritação conjuntival, lesões de córnea e queimadura de pele </li></ul></ul><ul><ul><li>sintomas respiratórios baixos: dor retrosternal, dispnéia e edema pulmonar </li></ul></ul>
  21. 21. FLUORETO DE HIDROGÊNIO (HF) <ul><li>Irritante direto de pele e corrosivo </li></ul><ul><ul><li>Primeiro estágio: liberação de hidrogênio com desidratação e necrose coagulativa </li></ul></ul><ul><ul><li>Segundo estágio: lenta necrose secundária com penetração ion fluoreto e complexação com cálcio. </li></ul></ul><ul><li>Depleção de cálcio ionizável - hipocalcemia. </li></ul>
  22. 22. FLUORETO DE HIDROGÊNIO (HF) <ul><li>QUADRO CLÍNICO </li></ul><ul><ul><li>queimadura de olhos e garganta, lacrimejamento e tosse, traqueobronquite e edema pulmonar </li></ul></ul><ul><ul><li>crônica- fluorose, neoformação óssea de coluna lombar e pélvica </li></ul></ul><ul><ul><li>hipocalcemia grave, taquicardia ventricular e necrose miocárdica. </li></ul></ul>
  23. 23. DIÓXIDO DE ENXOFRE (SO 2 ) <ul><li>Incolor, altamente solúvel em água </li></ul><ul><li>Odor pungente </li></ul><ul><ul><li>3 ppm: facilmente detectável pelo odor </li></ul></ul><ul><ul><li>6-12 ppm: irritação nasal e de garganta </li></ul></ul><ul><ul><li>20 ppm : irritação de olhos, hemorragias nasais, </li></ul></ul><ul><ul><li>50-100 ppm: exposição máxima tolerável de 30 a 60 minutos </li></ul></ul><ul><ul><li>400-500 ppm: perigo imediato de vida </li></ul></ul>
  24. 24. DIÓXIDO DE ENXOFRE (SO 2 ) <ul><li>Utilizado na produção de ac. Sulfúrico, como desinfetante, alvejante, industria do papel, industria de conservantes de alimentos (vinho) </li></ul><ul><li>Quadro clínico </li></ul><ul><ul><li>irritação do trato respiratório </li></ul></ul><ul><ul><li>doença obstrutiva crônica (DPOC), asma, doença arteriocoronariana </li></ul></ul>
  25. 25. ACROLEÍNA (H 2 C=CHCHO) <ul><li>Irritante direto da membrana mucosa das vias aéreas superiores Concentração de 1 ppm já causa irritação. </li></ul><ul><li>Odor pungente. </li></ul><ul><li>Fonte: combustão de madeira, papel, algodão, produtos do petróleo , industrialização de plásticos. </li></ul><ul><li>Lacrimejamento, intensa irritação respiratória; edema pulmonar tardio. </li></ul>
  26. 26. ALDEÍDOS (R-HC=O) <ul><li>Líquidos voláteis, com exceção do formaldeido. São lipossolúveis, com lesão direta da membrana celular (fração lipídica) </li></ul><ul><li>Utilizados na indústria de fertilizantes, de resinas, borracha, couro, cosméticos, domissaniantes, têxtil, . </li></ul><ul><li>Dermatite de contato, irritação de conjuntivas e córnea </li></ul><ul><li>Traqueobronquite, broncoespasmo e edema pulmonar. </li></ul>
  27. 27. OZÔNIO <ul><li>Ocorre naturalmente como resultante de tempestades elétricas, com maior concentração na estratosfera. </li></ul><ul><li>É produzido no processo de solda elétrica e outros equipamentos que geram arco voltaico. Utilizado como desinfetante do ar e da água, sínteses orgânicas, e branqueamento de tecidos </li></ul>
  28. 28. OZÔNIO <ul><li>QUADRO CLÍNICO </li></ul><ul><ul><li>Irritação conjuntival, bronquite, piora de DPOC </li></ul></ul><ul><ul><li>Possível aumento da incidência de doenças pulmonares agudas e crônicas, de mutações e da fetotoxicidade </li></ul></ul><ul><li>Sinais de irritação respiratória com 0.3 ppm </li></ul>
  29. 29. MONÓXIDO de CARBONO <ul><li>Gás não irritante, incolor e inodoro, presente na atmosfera a 0.001% (10 ppm) </li></ul><ul><li>Níveis ambientais de 50, 100 e 200 ppm produzem concentrações sanguíneas de 8, 16 e 30 %, respectivamente. </li></ul><ul><li>Emitido na combustão incompleta de materiais orgânicos (gasolina, carvão, gás...) presente na indústria siderúrgica, petroquímica. </li></ul>
  30. 30. MONÓXIDO de CARBONO <ul><li>QUADRO CLÍNICO NA INTOXICAÇÃO </li></ul><ul><li>o quadro clínico se correlaciona mal com os níveis sanguíneos </li></ul><ul><ul><li>leve: HbCO=10-30% - cefaléia temporal, dispnéia aos esforços, tontura. </li></ul></ul><ul><ul><li>moderada:HbCO=30-50% - cefaléia intensa, fraqueza, tontura, náuseas, vômitos, síncopes, taquicardia e taquipnéia. </li></ul></ul><ul><ul><li>grave:HbCO=50-80% - síncopes, convulsão, coma, alterações cardiovasculares, falência respirat. e morte </li></ul></ul>
  31. 31. MONÓXIDO de CARBONO <ul><li>QUADRO CLÍNICO </li></ul><ul><li>Cardíacos: alteração da repolarização, arritmias, infarto agudo </li></ul><ul><li>Pulmonares: broncoconstrição, edema pulmonar </li></ul><ul><li>Psiquiátricos:alteração da personalidade e memória </li></ul><ul><li>Neurológicos: apatia, mutismo, sínd. Parkinson, desmielinização, </li></ul><ul><li>Renais: oligúria, proteinúria, insuf. renal. </li></ul>
  32. 32. MONÓXIDO de CARBONO <ul><li>TRATAMENTO </li></ul><ul><li>Oxigênio 100% por máscara aberta. </li></ul><ul><li>Câmara hiperbárica. </li></ul><ul><li>SEQUELAS </li></ul><ul><li>São graves e elevadas (8 a 14%). </li></ul><ul><li>Podem ter apresentação tardia, temporária ou permanente. </li></ul>
  33. 33. Bissulfeto de Carbono <ul><li>Gás incolor, volátil com cheiro de repolho decomposto. </li></ul><ul><li>Fontes: usado na indústria de rayon, também como fumigante, solvente e inseticida. </li></ul><ul><li>TWA= 1ppm. </li></ul><ul><li>Exposição causa acometimento do sistema nervosos com relatos de paresias, psicoses, neuropatia periférica permanente após 10 anos; Tem efeitos aterogênicos (>infarto em 5.6 x) e diabetogênicos . </li></ul>
  34. 34. Bissulfeto de Carbono <ul><li>Quadro Clínico </li></ul><ul><li>Pele: eritema, dor, vesiculação e queimadura </li></ul><ul><li>Inalatória-faringite, náuseas, vômitos, tontura, fádiga, cefaléia, distúrbios de comportamento, agitação, delírio, alucinações, convulsões, coma e morte. </li></ul>
  35. 35. CIANETO <ul><li>Gás ou líquido (HCN) -ácido prússico </li></ul><ul><li>Fontes: </li></ul><ul><ul><li>Industriais: extração de metais preciosos, produção de borracha sintética, douração (pintura eletrostática), manufatura de plásticos, rodenticidas, inseticidas e processos laboratoriais. </li></ul></ul><ul><ul><li>Combustão - plásticos,seda e lã. Cigarro. </li></ul></ul>
  36. 36. CIANETO <ul><li>Fisiopatologia </li></ul><ul><ul><li>Bioquímica: inibição do heme da citocromo oxidase a-a 3 (Fe 3+ ). </li></ul></ul><ul><li>Aguda: afeta o SNC, taquipnéia e bradicardia. </li></ul><ul><li>Crônica: distúrbios neurológicos, como ataxia, ambliopia, atrofia do nervo ótico (doença de Leber). </li></ul>
  37. 37. CIANETO <ul><li>Quadro Clínico Agudo </li></ul><ul><li>Inalação: eritema, cefaléia, taquipnéia e tontura em 30 segundos, evoluindo para respiração irregular, coma, convulsões e morte em 10 minutos. </li></ul><ul><li>Oral: mesmo sintomas, porém mais lento. A ausência de cianose com depressão respiratória sugere cianeto. Sangue venoso semelhante ao arterial </li></ul>
  38. 38. CIANETO <ul><li>SNA- os sintomas iniciais são sensação de leveza, taquipnéia, náusea, vômitos, sufocação, confusão, agitação e ansiedade. Ocorre taquipnéia seguida de depressão respiratória. Evolui para estupor, coma, convulsões, midríase fixa e morte. </li></ul><ul><li>Cardiovascular- a taquicardia inicial evolui para bradicardia, disrritmia, hipotensão e choque. Pode ocorrer edema pulmonar. </li></ul><ul><li>Acidose metabólica </li></ul>
  39. 39. CIANETO <ul><li>Crônica e Subaguda </li></ul><ul><li>Ocupacional - cefaléia, tontura, náuseas e vômitos. </li></ul><ul><li>Sintomas podem persistir por meses após a exposição. </li></ul><ul><li>Tabaco - uso intenso com deficiência de vit. B 12 leva a ambliopia. </li></ul>
  40. 40. CIANETO <ul><li>Tratamento Clássico: </li></ul><ul><li>Cascata kit Lilly (USA) </li></ul><ul><ul><li>Nitrito de sódio (3%): 300 mg ou 10 mL E.V. em crianças - 0.33 mL/kg </li></ul></ul><ul><ul><li>Tiosulfato de sódio (25%): 12.5 g ou 50 mL E.V. em crianças - 1.65 mL/kg </li></ul></ul><ul><ul><li>Azul de metileno (1%): 1-2 mL/ kg E.V. </li></ul></ul><ul><li>Tratamento com Hidroxocobalamina (vit. B 12 ) – dose de 5 g ou 50 mg/kg (França) </li></ul><ul><li>EDTA-Co (Kelocyanor) Disponível na Europa, Israel e Austrália </li></ul>
  41. 41. Sulfeto de Hidrogênio (H 2 S) <ul><li>Gás incolor, odor de ovo podre ou peixe </li></ul><ul><li>Causa importante de morte súbita no trabalho. </li></ul><ul><li>Fontes: depósito de peixe,produção de gás ou petróleo, vulcanização, esgotos. </li></ul><ul><li>Odor detectável a 0.3 ppm, paralisia olfativa a 100-150 ppm, sintomas graves a 500 ppm e a >700 ppm pode ser fatal. </li></ul>
  42. 42. Sulfeto de Hidrogênio (H 2 S) <ul><li>Sintomas Agudos </li></ul><ul><li>Irritação conjuntival e do trato respiratório. </li></ul><ul><li>Depressão do SNC, letargia, nistagmo e coma. </li></ul><ul><li>Cardíacos: disrritmia, depressão do miocárdio, alterações da repolarização. </li></ul><ul><li>Respiratórios: dispnéia, pneumonia, bronquite, edema pulmonar.(>1000ppm morte) </li></ul><ul><li>Crônicos: <50 ppm sintomas inespecíficos </li></ul><ul><li>( responsável por 9 obitos numa refinaria) </li></ul>
  43. 43. Pneumopatias Ocupacionais <ul><li>Asma ocupacional </li></ul><ul><ul><li>Definição :Obstrução reversível das vias aéreas causado por inalantes no ambiente de trabalho. Em todo o mundo é estimado que 2 a 15 % de todos os casos de asma em adultos, tem origem ocupacional </li></ul></ul><ul><ul><li>Síndromes específicas: </li></ul></ul><ul><ul><li>-Bissinose (fibras de algodão) </li></ul></ul><ul><ul><li>-SDRVA </li></ul></ul>
  44. 44. SDRVA (síndrome disfuncional reativa das vias aéreas) <ul><li>início em 24 horas após exposição </li></ul><ul><li>teste positivo a metacolina </li></ul><ul><li>persistência de sintomas respiratórios e hiperreatividade respiratória por mais de 3 meses </li></ul><ul><li>sintomas simulando asma, com tosse, chiado e dispnéia </li></ul><ul><li>edema pulmonar </li></ul><ul><li>Dentre os agentes mais frequentemente incriminados podemos citar: di-isocianato, cloro, ácido sulfúrico, inalação de fumaça, ácido fosfórico, ácido hidroclórico, amônia. </li></ul>
  45. 45. Pneumopatias Ocupacionais <ul><li>Pneumonite por hipersensibilidade (alveolite alérgica extrínseca) </li></ul><ul><li>Vários antígenos de alto peso molecular (bacterianos, fúngicos e protéicos) ex: Bagaçose -> cana mofada -> Thermoactinomyces viridis </li></ul>
  46. 46. Pneumoconioses ocupacionais <ul><li>Silicose </li></ul><ul><li>Asbestose </li></ul><ul><li>Dos trabalhadores de carvão </li></ul><ul><li>Por poeiras mistas (sílica ou asbestos) </li></ul><ul><li>Beriliose </li></ul><ul><li>Metais duros (W, Ti, Ta, Nb, Vn )+ Co </li></ul><ul><li>Benignas (baritose, Siderose, Estanose) </li></ul><ul><li>Manganês </li></ul>
  47. 47. Febre por Vapor Metálico <ul><li>Causada por inalação de óxidos metálicos: antimônio, alumínio, arsênico, cádmio, cobalto, ferro, chumbo, magnésio, manganês, mercúrio, níquel, selênio, prata, estanho e zinco. </li></ul><ul><li>Sintomas: início após 4-8 horas, durando 12-48 horas, com sede, calafrios, febre elevada, tosse, sudorese, mialgias, dispnéia e náuseas. </li></ul><ul><li>O mercúrio e o cádmio podem provocar traqueobronquite e SARA. </li></ul>
  48. 48. Metais <ul><li>Os metais de relevância toxicológica ocupacional são: Mercúrio, Chumbo, Níquel, Arsênico, Cádmio, Cromo, Alumínio, Antimônio , Berílio , Boro , Cobalto , Cobre , Flúor , Manganês , Níquel , Selênio , Vanádio, Zinco </li></ul>
  49. 49. Mercúrio <ul><li>Os compostos mercuriais foram utilizados amplamente na medicina, principalmente no tratamento de enfermidades infecciosas e como anti-sépticos. Atualmente as principais fontes contaminantes são de origem profissional. </li></ul>
  50. 50. Mercúrio <ul><li>Fontes contaminantes </li></ul><ul><li>Das diferentes atividades laborais se destacam: mineradora, eletrolise, acumuladores elétricos, fabricação de instrumentos de precisão, restaurações dentais, laboratórios, pinturas, agricultura, produto farmacêuticos, explosivos,, espumas de poliuretano, trabalhos de joalheria, etc. </li></ul><ul><li>Mercúrio metálico absorção pulmonar </li></ul><ul><li>Mercúrio inorgânico ingestão </li></ul>
  51. 51. Mercúrio: quadro clínico <ul><li>Agudo </li></ul><ul><li>gastroenterite aguda, estomatites e colites ulcero-hemorrágica, insuficiência renal aguda (mais comum inorgânico),choque. Febre diminuição da visão </li></ul><ul><li>erupção morbiliforme . </li></ul><ul><li>edema agudo de pulmão </li></ul>
  52. 52. Mercurio: quadro clínico <ul><li>Crônico </li></ul><ul><li>Gengivite, salivação e estomatite </li></ul><ul><li>Tremores </li></ul><ul><li>Alteração comportamental </li></ul><ul><li>Disfunção renal </li></ul>
  53. 53. Níquel <ul><li>Usado na fabricação de aços, fitas magnéticas, catalisador de óleos e gorduras, produtos dentários , cunhagem de moedas, galvanização, catalisador na industria do petróleo, plásticos e borracha. </li></ul><ul><li>Um dos produtos mais sensibilizantes conhecidos. </li></ul>
  54. 54. Níquel <ul><li>Dermatites, conjuntivites, asma brônquica </li></ul>
  55. 55. Chumbo <ul><li>As atividades de trabalho de maior risco são as fusões primárias e secundárias dos minerais, fabricação e degradação de baterias, de plásticos (estearato de chumbo),de tintas, munições, cristais, metais polidos e refinados, fabricação e uso de pinturas, fabricação e/ou utilização de esmaltes para cerâmicas, impressão etc. </li></ul><ul><li>Dos diferentes riscos ocupacionais com o chumbo destaca-se o cozimento e armazenamento de alimentos e bebidas em recipientes de cerâmica vitrilada, ingestão de bebidas alcoólicas de destilação ilícita fabricadas em materiais chumbados, ingesta de vinhos tratados com arseniato de chumbo o com acetato de chumbo como antifermentativo, águas de consumo canalizadas através de canaletas de chumbo, ingestão de plantas medicinais </li></ul>
  56. 56. Chumbo <ul><li>O chumbo tem grande afinidade por grupos sulfidrilíco(R-SH), imidazol, amino, carboxílico e fosfato, e como conseqüência é verificada uma forte união às membranas biológicas, proteínas e numerosas vias metabólicas como a fosforilação oxidativa e a síntese da hemoglobina </li></ul>
  57. 58. Rx Abdominal Linha de Burton
  58. 59. Cromo <ul><li>Os compostos de cromo são amplamente utilizados na metalurgia, indústria processadora de cromita, aços inoxidáveis, industrias galvânicas, curtumes, indústria têxtil e em diversos pigmentos; também se encontra como impureza do cimento </li></ul><ul><li>São encontrados como CrII (bivalente) Cr III ( trivalente) e Cr VI (hexavalente) a mais tóxica . </li></ul>
  59. 60. Cromo <ul><li>Quadro clínico: </li></ul><ul><li>Dermatites agudas podendo manifestar-se com descoloração amarelada. </li></ul><ul><li>Ingestão aguda: colapso circulatório, choque. </li></ul><ul><li>Pneumoconiose, edema pulmonar, asma e bronquite </li></ul>
  60. 61. Cromo <ul><li>Ulcerações e perfuração do septo nasal. </li></ul><ul><li>Insuficiência renal </li></ul><ul><li>Anemia e trombocitopenia </li></ul><ul><li>Ulcerações e hemorragia do trato gastrointestinal </li></ul><ul><li>hepatite </li></ul>
  61. 62. Arsênico <ul><li>Problema de saúde publica em paises do 3º mundo: fontes de água estão contaminadas com arsênico </li></ul><ul><li>Usado na metalurgia, industria do vidro, pigmentos, industria elétrica, antigamente usado como raticida </li></ul><ul><li>Sua toxicidade relaciona-se com inibição de enzimas sulfidrílicas e desacoplamento da cadeia respiratória </li></ul>
  62. 63. Arsênico <ul><li>Quadro clínico: </li></ul><ul><li>Linhas de Aldrich-Mees nas unhas após 5 a 6 semanas da ingestão aguda </li></ul><ul><li>Câncer de pele , fígado, bexiga, rins e cólon. </li></ul>
  63. 64. Lesões na pele devido ao Arsênico <ul><li>Hiperqueratose (intoxicação crônica) </li></ul><ul><li>Carcinoma </li></ul>
  64. 65. Tratamento das intoxicações por metais <ul><li>Geralmente se baseia em tratamento de suporte, afastamento da fonte e quando indicado uso de quelantes </li></ul><ul><li>Succimer (DMSA ou dimercaptosuccínico)-Uso: quelante oral de metais - chumbo, mercúrio, arsênico. É superior a EDTA-Ca </li></ul><ul><li>Unithiol (DMPS ou dimercaptopropano-sulfônico)- Uso: quelante oral de metais - mercúrio, arsênico, chumbo </li></ul>
  65. 66. Hidrocarbonetos <ul><li>Subdividem-se em </li></ul><ul><li>Alifáticos: cadeia longa, saturados e insaturados ex querosene, lubrificantes, nafta, gasolina. Sua toxicidade varia com a via de exposição a volatilidade e viscosidade intrínsecas, produzindo graus variados de pneumonite química, distúrbios gastrointestinais, hepatotoxicidade, cardiotoxicidade, depressão SNC, dermatites </li></ul>
  66. 67. Hidrocarbonetos <ul><li>Aromáticos : contém anel benzênico ex benzeno tolueno, xileno e anilina : </li></ul><ul><li>Benzeno tem toxicidade aguda semelhante aos hidrocarbonetos porém adiciona efeitos sobre o sistema hematológico: anemia, anemia aplástica, leucopenia, trombocitopenia, pancitopenia. Leucemia linfóide crônica e leucemia mielomonocítica são relacionadas com exposição prévia (latência de 5-15 a) </li></ul>
  67. 68. Hidrocarbonetos <ul><li>Presente em pequena porcentagem na gasolina, coqueria, solvente na indústria de plástico, borracha, tintas, produção de cola </li></ul><ul><li>Xileno : solvente de tintas e borracha, medicamentos e pesticidas </li></ul><ul><li>Tolueno : solvente para tintas, componente de colas, materia prima do TNT, corantes, gasolina </li></ul><ul><li>Anilina (aminobenzeno): Intermediario na fabricação de corantes e pigmentos. Causa methemoglobinemia </li></ul>
  68. 69. Referências <ul><li>Rene Mendes, Patologia do trabalho, 2ª edição, atheneu 2002 </li></ul><ul><li>Richard C. Dart, The 5 Minute Toxicology Consult, lippincot 2000 </li></ul><ul><li>Matthew J Ellenhorn, Medical Toxicology, Elsevier 1988 </li></ul>

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