Treinamento Toxcologia industrial
Upcoming SlideShare
Loading in...5
×
 

Treinamento Toxcologia industrial

on

  • 6,044 views

 

Statistics

Views

Total Views
6,044
Views on SlideShare
6,044
Embed Views
0

Actions

Likes
2
Downloads
136
Comments
0

0 Embeds 0

No embeds

Accessibility

Categories

Upload Details

Uploaded via as Microsoft PowerPoint

Usage Rights

© All Rights Reserved

Report content

Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
  • Full Name Full Name Comment goes here.
    Are you sure you want to
    Your message goes here
    Processing…
Post Comment
Edit your comment

Treinamento Toxcologia industrial Treinamento Toxcologia industrial Presentation Transcript

  • TOXICOLOGIA OCUPACIONAL
  • Toxicologia Ocupacional
    • A toxicologia ocupacional é um ramo da toxicologia, voltada para o estudo da interação entre o homem e as substâncias químicas presentes em seu ambiente de trabalho.
  • HISTÓRICO
    • Hipocrates (460-375 a.C.) descreveu o quadro clínico do saturnismo em um mineiro
  • HISTÓRICO
    • Plínio o velho(23-79d.C.)
    • Descreve em seu livro ´´De Historia Naturallis`` o aspecto de alguns escravos que observou nas minas de chumbo e mercúrio.
  • HISTÓRICO
    • Ellenborg (1440-1499) Relatou os riscos da aurivessaria (exposição aos vapores dos metais)
  • HISTÓRICO
    • Agrícola (1495–1555) doenças dos mineiros e fundidores
  • HISTÓRICO
    • Paracelsus (1493–1541) doenças dos mineiros e fundidores
    • Introduz o conceito de dose –resposta
  • HISTÓRICO
    • Bernardino Ramazzini (1633-1714) Pai da medicina do trabalho. Publicou em Módena´´ De Morbis Artificum Diatriba `` Descreve mais de 50 ocupações da época com suas doenças características
  • HISTÓRICO
    • Percival Pott (1713-1788) Estabeleceu nexo entre limpar chaminés, função exercida por crianças, e câncer escrotal (3,4-benzopireno).
  • A toxicologia ocupacional está baseada num tripé
    • Monitorização biológica
    • (controle da exposição através de índices biológicos e dos efeitos lesivos no organismo através de exames laboratoriais )
    • Monitorização do ambiente laboral (identificação de substâncias e sua quantificação)
    • Controle médico: Avaliação clínica, diagnóstico e tratamento
  • Exemplos de substancias que exigem controle ocupacional (na legislação brasileira NR7)
    • Anilina, Arsênico, Cádmio, Chumbo Inorgânico, Chumbo Tetraetila, Cromo Hexavalente, Diclorometano, Dimetilformamida, Dissulfeto de Carbono, Ésteres Organofosforados e Carbamatos, Estireno, Etil-Benzeno, Fenol, Flúor ou Fluoretos, Mercúrio Inorgânico, Metanol, Metil-Etil-Cetona, Monóxido de Carbono, N-Hexano, Nitrobenzeno, Pentaclorofenol, Tetracloroetileno, Tolueno, Tricloroetano, Tricloroetileno, Xileno.
  • Agentes relevantes nas intoxicações ocupacionais
    • Inalantes (gases e poeiras)
    • Metais
    • Hidrocarbonetos
  • Classificação dos gases Gases de ação irritante intensa moderada leve Sulfúricos Aldeídos, Flúor Amoníacos acroleína Cloro e derivados Arsina ozônio Brometo e cloreto de metila Vapores nitroso Gases Asfixiantes Monóxido de carbono Dióxido de carbono Cianetos e derivados
  • Intoxicação por gases asfixiantes
    • São dois tipos:
    • Inertes: aqueles que apenas substituem o oxigênio atmosférico. Ex N 2
    • Gases que além de substituir o oxigênio ainda interagem com o organismo causando alterações nos mecanismos de transporte sanguíneo do oxigênio ou na respiração celular.
  • Gases irritantes
    • São substâncias que podem levar a inflamação tecidual e são percebidos pelo homem em concentrações baixas
    • Distinção entre irritante e corrosiva depende:
        • natureza da substância, concentração, viscosidade, molaridade, potencial de oxidação e redução, complexo de afinidade a pontes bivalentes
        • Ação: oxidação, redução, irritante alcalino, intoxicação protoplástica, irritante ácido, denaturante, irritante hidrocarboneto
  • Gases irritantes
    • EFEITOS CLÍNICOS
      • Inalação: cefaléia, secura/insensibilidade nasal, hemorragia, edema de glote, esôfago ou pulmão
      • Respiratório: taquipnéia, sibilos, tosse , infiltrado pulmonar.
      • SDRVA (síndrome disfuncional reativa das vias aéreas)
  • AMÔNIA
    • Gás incolor, alcalino, irritante.
    • Fontes: fabricação de fertilizantes (80%), combustão de lã, seda, melamina e nailon.
    • Odor pungente a 30 ppm, irritação ocular e nasal a 50 ppm, disfunção pulmonar a 1000 ppm, risco de morte > 1500 ppm.
  • AMÔNIA
    • QUADRO CLÍNICO
    • Exposição leve a moderada: dor de cabeça, tosse, broncoespasmo, náuseas, vômitos, dor faríngea e retrofaríngea, conjuntivite.
    • Inalação severa: laringoespasmo, obstrução de vias aéreas (estridor, rouquidão) e edema pulmonar
    • Hiperreatividade brônquica
  • CLORETO DE HIDROGÊNIO (HCl)
    • Gás incolor utilizado na industria química, domissaniantes, corantes, plásticos, galvanoplastia.
    • TWA 5 ppm(2001) TWC = 2 ppm; irritação faríngea a 15 ppm, laringoespasmo e edema pulmonar a 100 ppm.
  • CLORETO DE HIDROGÊNIO (HCl)
    • QUADRO CLÍNICO
    • Lesões em 1 a 6 horas
      • Irritação conjuntival, lesões de córnea e queimadura de pele
      • sintomas respiratórios baixos: dor retrosternal, dispnéia e edema pulmonar
  • FLUORETO DE HIDROGÊNIO (HF)
    • Irritante direto de pele e corrosivo
      • Primeiro estágio: liberação de hidrogênio com desidratação e necrose coagulativa
      • Segundo estágio: lenta necrose secundária com penetração ion fluoreto e complexação com cálcio.
    • Depleção de cálcio ionizável - hipocalcemia.
  • FLUORETO DE HIDROGÊNIO (HF)
    • QUADRO CLÍNICO
      • queimadura de olhos e garganta, lacrimejamento e tosse, traqueobronquite e edema pulmonar
      • crônica- fluorose, neoformação óssea de coluna lombar e pélvica
      • hipocalcemia grave, taquicardia ventricular e necrose miocárdica.
  • DIÓXIDO DE ENXOFRE (SO 2 )
    • Incolor, altamente solúvel em água
    • Odor pungente
      • 3 ppm: facilmente detectável pelo odor
      • 6-12 ppm: irritação nasal e de garganta
      • 20 ppm : irritação de olhos, hemorragias nasais,
      • 50-100 ppm: exposição máxima tolerável de 30 a 60 minutos
      • 400-500 ppm: perigo imediato de vida
  • DIÓXIDO DE ENXOFRE (SO 2 )
    • Utilizado na produção de ac. Sulfúrico, como desinfetante, alvejante, industria do papel, industria de conservantes de alimentos (vinho)
    • Quadro clínico
      • irritação do trato respiratório
      • doença obstrutiva crônica (DPOC), asma, doença arteriocoronariana
  • ACROLEÍNA (H 2 C=CHCHO)
    • Irritante direto da membrana mucosa das vias aéreas superiores Concentração de 1 ppm já causa irritação.
    • Odor pungente.
    • Fonte: combustão de madeira, papel, algodão, produtos do petróleo , industrialização de plásticos.
    • Lacrimejamento, intensa irritação respiratória; edema pulmonar tardio.
  • ALDEÍDOS (R-HC=O)
    • Líquidos voláteis, com exceção do formaldeido. São lipossolúveis, com lesão direta da membrana celular (fração lipídica)
    • Utilizados na indústria de fertilizantes, de resinas, borracha, couro, cosméticos, domissaniantes, têxtil, .
    • Dermatite de contato, irritação de conjuntivas e córnea
    • Traqueobronquite, broncoespasmo e edema pulmonar.
  • OZÔNIO
    • Ocorre naturalmente como resultante de tempestades elétricas, com maior concentração na estratosfera.
    • É produzido no processo de solda elétrica e outros equipamentos que geram arco voltaico. Utilizado como desinfetante do ar e da água, sínteses orgânicas, e branqueamento de tecidos
  • OZÔNIO
    • QUADRO CLÍNICO
      • Irritação conjuntival, bronquite, piora de DPOC
      • Possível aumento da incidência de doenças pulmonares agudas e crônicas, de mutações e da fetotoxicidade
    • Sinais de irritação respiratória com 0.3 ppm
  • MONÓXIDO de CARBONO
    • Gás não irritante, incolor e inodoro, presente na atmosfera a 0.001% (10 ppm)
    • Níveis ambientais de 50, 100 e 200 ppm produzem concentrações sanguíneas de 8, 16 e 30 %, respectivamente.
    • Emitido na combustão incompleta de materiais orgânicos (gasolina, carvão, gás...) presente na indústria siderúrgica, petroquímica.
  • MONÓXIDO de CARBONO
    • QUADRO CLÍNICO NA INTOXICAÇÃO
    • o quadro clínico se correlaciona mal com os níveis sanguíneos
      • leve: HbCO=10-30% - cefaléia temporal, dispnéia aos esforços, tontura.
      • moderada:HbCO=30-50% - cefaléia intensa, fraqueza, tontura, náuseas, vômitos, síncopes, taquicardia e taquipnéia.
      • grave:HbCO=50-80% - síncopes, convulsão, coma, alterações cardiovasculares, falência respirat. e morte
  • MONÓXIDO de CARBONO
    • QUADRO CLÍNICO
    • Cardíacos: alteração da repolarização, arritmias, infarto agudo
    • Pulmonares: broncoconstrição, edema pulmonar
    • Psiquiátricos:alteração da personalidade e memória
    • Neurológicos: apatia, mutismo, sínd. Parkinson, desmielinização,
    • Renais: oligúria, proteinúria, insuf. renal.
  • MONÓXIDO de CARBONO
    • TRATAMENTO
    • Oxigênio 100% por máscara aberta.
    • Câmara hiperbárica.
    • SEQUELAS
    • São graves e elevadas (8 a 14%).
    • Podem ter apresentação tardia, temporária ou permanente.
  • Bissulfeto de Carbono
    • Gás incolor, volátil com cheiro de repolho decomposto.
    • Fontes: usado na indústria de rayon, também como fumigante, solvente e inseticida.
    • TWA= 1ppm.
    • Exposição causa acometimento do sistema nervosos com relatos de paresias, psicoses, neuropatia periférica permanente após 10 anos; Tem efeitos aterogênicos (>infarto em 5.6 x) e diabetogênicos .
  • Bissulfeto de Carbono
    • Quadro Clínico
    • Pele: eritema, dor, vesiculação e queimadura
    • Inalatória-faringite, náuseas, vômitos, tontura, fádiga, cefaléia, distúrbios de comportamento, agitação, delírio, alucinações, convulsões, coma e morte.
  • CIANETO
    • Gás ou líquido (HCN) -ácido prússico
    • Fontes:
      • Industriais: extração de metais preciosos, produção de borracha sintética, douração (pintura eletrostática), manufatura de plásticos, rodenticidas, inseticidas e processos laboratoriais.
      • Combustão - plásticos,seda e lã. Cigarro.
  • CIANETO
    • Fisiopatologia
      • Bioquímica: inibição do heme da citocromo oxidase a-a 3 (Fe 3+ ).
    • Aguda: afeta o SNC, taquipnéia e bradicardia.
    • Crônica: distúrbios neurológicos, como ataxia, ambliopia, atrofia do nervo ótico (doença de Leber).
  • CIANETO
    • Quadro Clínico Agudo
    • Inalação: eritema, cefaléia, taquipnéia e tontura em 30 segundos, evoluindo para respiração irregular, coma, convulsões e morte em 10 minutos.
    • Oral: mesmo sintomas, porém mais lento. A ausência de cianose com depressão respiratória sugere cianeto. Sangue venoso semelhante ao arterial
  • CIANETO
    • SNA- os sintomas iniciais são sensação de leveza, taquipnéia, náusea, vômitos, sufocação, confusão, agitação e ansiedade. Ocorre taquipnéia seguida de depressão respiratória. Evolui para estupor, coma, convulsões, midríase fixa e morte.
    • Cardiovascular- a taquicardia inicial evolui para bradicardia, disrritmia, hipotensão e choque. Pode ocorrer edema pulmonar.
    • Acidose metabólica
  • CIANETO
    • Crônica e Subaguda
    • Ocupacional - cefaléia, tontura, náuseas e vômitos.
    • Sintomas podem persistir por meses após a exposição.
    • Tabaco - uso intenso com deficiência de vit. B 12 leva a ambliopia.
  • CIANETO
    • Tratamento Clássico:
    • Cascata kit Lilly (USA)
      • Nitrito de sódio (3%): 300 mg ou 10 mL E.V. em crianças - 0.33 mL/kg
      • Tiosulfato de sódio (25%): 12.5 g ou 50 mL E.V. em crianças - 1.65 mL/kg
      • Azul de metileno (1%): 1-2 mL/ kg E.V.
    • Tratamento com Hidroxocobalamina (vit. B 12 ) – dose de 5 g ou 50 mg/kg (França)
    • EDTA-Co (Kelocyanor) Disponível na Europa, Israel e Austrália
  • Sulfeto de Hidrogênio (H 2 S)
    • Gás incolor, odor de ovo podre ou peixe
    • Causa importante de morte súbita no trabalho.
    • Fontes: depósito de peixe,produção de gás ou petróleo, vulcanização, esgotos.
    • Odor detectável a 0.3 ppm, paralisia olfativa a 100-150 ppm, sintomas graves a 500 ppm e a >700 ppm pode ser fatal.
  • Sulfeto de Hidrogênio (H 2 S)
    • Sintomas Agudos
    • Irritação conjuntival e do trato respiratório.
    • Depressão do SNC, letargia, nistagmo e coma.
    • Cardíacos: disrritmia, depressão do miocárdio, alterações da repolarização.
    • Respiratórios: dispnéia, pneumonia, bronquite, edema pulmonar.(>1000ppm morte)
    • Crônicos: <50 ppm sintomas inespecíficos
    • ( responsável por 9 obitos numa refinaria)
  • Pneumopatias Ocupacionais
    • Asma ocupacional
      • Definição :Obstrução reversível das vias aéreas causado por inalantes no ambiente de trabalho. Em todo o mundo é estimado que 2 a 15 % de todos os casos de asma em adultos, tem origem ocupacional
      • Síndromes específicas:
      • -Bissinose (fibras de algodão)
      • -SDRVA
  • SDRVA (síndrome disfuncional reativa das vias aéreas)
    • início em 24 horas após exposição
    • teste positivo a metacolina
    • persistência de sintomas respiratórios e hiperreatividade respiratória por mais de 3 meses
    • sintomas simulando asma, com tosse, chiado e dispnéia
    • edema pulmonar
    • Dentre os agentes mais frequentemente incriminados podemos citar: di-isocianato, cloro, ácido sulfúrico, inalação de fumaça, ácido fosfórico, ácido hidroclórico, amônia.
  • Pneumopatias Ocupacionais
    • Pneumonite por hipersensibilidade (alveolite alérgica extrínseca)
    • Vários antígenos de alto peso molecular (bacterianos, fúngicos e protéicos) ex: Bagaçose -> cana mofada -> Thermoactinomyces viridis
  • Pneumoconioses ocupacionais
    • Silicose
    • Asbestose
    • Dos trabalhadores de carvão
    • Por poeiras mistas (sílica ou asbestos)
    • Beriliose
    • Metais duros (W, Ti, Ta, Nb, Vn )+ Co
    • Benignas (baritose, Siderose, Estanose)
    • Manganês
  • Febre por Vapor Metálico
    • Causada por inalação de óxidos metálicos: antimônio, alumínio, arsênico, cádmio, cobalto, ferro, chumbo, magnésio, manganês, mercúrio, níquel, selênio, prata, estanho e zinco.
    • Sintomas: início após 4-8 horas, durando 12-48 horas, com sede, calafrios, febre elevada, tosse, sudorese, mialgias, dispnéia e náuseas.
    • O mercúrio e o cádmio podem provocar traqueobronquite e SARA.
  • Metais
    • Os metais de relevância toxicológica ocupacional são: Mercúrio, Chumbo, Níquel, Arsênico, Cádmio, Cromo, Alumínio, Antimônio , Berílio , Boro , Cobalto , Cobre , Flúor , Manganês , Níquel , Selênio , Vanádio, Zinco
  • Mercúrio
    • Os compostos mercuriais foram utilizados amplamente na medicina, principalmente no tratamento de enfermidades infecciosas e como anti-sépticos. Atualmente as principais fontes contaminantes são de origem profissional.
  • Mercúrio
    • Fontes contaminantes
    • Das diferentes atividades laborais se destacam: mineradora, eletrolise, acumuladores elétricos, fabricação de instrumentos de precisão, restaurações dentais, laboratórios, pinturas, agricultura, produto farmacêuticos, explosivos,, espumas de poliuretano, trabalhos de joalheria, etc.
    • Mercúrio metálico absorção pulmonar
    • Mercúrio inorgânico ingestão
  • Mercúrio: quadro clínico
    • Agudo
    • gastroenterite aguda, estomatites e colites ulcero-hemorrágica, insuficiência renal aguda (mais comum inorgânico),choque. Febre diminuição da visão
    • erupção morbiliforme .
    • edema agudo de pulmão
  • Mercurio: quadro clínico
    • Crônico
    • Gengivite, salivação e estomatite
    • Tremores
    • Alteração comportamental
    • Disfunção renal
  • Níquel
    • Usado na fabricação de aços, fitas magnéticas, catalisador de óleos e gorduras, produtos dentários , cunhagem de moedas, galvanização, catalisador na industria do petróleo, plásticos e borracha.
    • Um dos produtos mais sensibilizantes conhecidos.
  • Níquel
    • Dermatites, conjuntivites, asma brônquica
  • Chumbo
    • As atividades de trabalho de maior risco são as fusões primárias e secundárias dos minerais, fabricação e degradação de baterias, de plásticos (estearato de chumbo),de tintas, munições, cristais, metais polidos e refinados, fabricação e uso de pinturas, fabricação e/ou utilização de esmaltes para cerâmicas, impressão etc.
    • Dos diferentes riscos ocupacionais com o chumbo destaca-se o cozimento e armazenamento de alimentos e bebidas em recipientes de cerâmica vitrilada, ingestão de bebidas alcoólicas de destilação ilícita fabricadas em materiais chumbados, ingesta de vinhos tratados com arseniato de chumbo o com acetato de chumbo como antifermentativo, águas de consumo canalizadas através de canaletas de chumbo, ingestão de plantas medicinais
  • Chumbo
    • O chumbo tem grande afinidade por grupos sulfidrilíco(R-SH), imidazol, amino, carboxílico e fosfato, e como conseqüência é verificada uma forte união às membranas biológicas, proteínas e numerosas vias metabólicas como a fosforilação oxidativa e a síntese da hemoglobina
  •  
  • Rx Abdominal Linha de Burton
  • Cromo
    • Os compostos de cromo são amplamente utilizados na metalurgia, indústria processadora de cromita, aços inoxidáveis, industrias galvânicas, curtumes, indústria têxtil e em diversos pigmentos; também se encontra como impureza do cimento
    • São encontrados como CrII (bivalente) Cr III ( trivalente) e Cr VI (hexavalente) a mais tóxica .
  • Cromo
    • Quadro clínico:
    • Dermatites agudas podendo manifestar-se com descoloração amarelada.
    • Ingestão aguda: colapso circulatório, choque.
    • Pneumoconiose, edema pulmonar, asma e bronquite
  • Cromo
    • Ulcerações e perfuração do septo nasal.
    • Insuficiência renal
    • Anemia e trombocitopenia
    • Ulcerações e hemorragia do trato gastrointestinal
    • hepatite
  • Arsênico
    • Problema de saúde publica em paises do 3º mundo: fontes de água estão contaminadas com arsênico
    • Usado na metalurgia, industria do vidro, pigmentos, industria elétrica, antigamente usado como raticida
    • Sua toxicidade relaciona-se com inibição de enzimas sulfidrílicas e desacoplamento da cadeia respiratória
  • Arsênico
    • Quadro clínico:
    • Linhas de Aldrich-Mees nas unhas após 5 a 6 semanas da ingestão aguda
    • Câncer de pele , fígado, bexiga, rins e cólon.
  • Lesões na pele devido ao Arsênico
    • Hiperqueratose (intoxicação crônica)
    • Carcinoma
  • Tratamento das intoxicações por metais
    • Geralmente se baseia em tratamento de suporte, afastamento da fonte e quando indicado uso de quelantes
    • Succimer (DMSA ou dimercaptosuccínico)-Uso: quelante oral de metais - chumbo, mercúrio, arsênico. É superior a EDTA-Ca
    • Unithiol (DMPS ou dimercaptopropano-sulfônico)- Uso: quelante oral de metais - mercúrio, arsênico, chumbo
  • Hidrocarbonetos
    • Subdividem-se em
    • Alifáticos: cadeia longa, saturados e insaturados ex querosene, lubrificantes, nafta, gasolina. Sua toxicidade varia com a via de exposição a volatilidade e viscosidade intrínsecas, produzindo graus variados de pneumonite química, distúrbios gastrointestinais, hepatotoxicidade, cardiotoxicidade, depressão SNC, dermatites
  • Hidrocarbonetos
    • Aromáticos : contém anel benzênico ex benzeno tolueno, xileno e anilina :
    • Benzeno tem toxicidade aguda semelhante aos hidrocarbonetos porém adiciona efeitos sobre o sistema hematológico: anemia, anemia aplástica, leucopenia, trombocitopenia, pancitopenia. Leucemia linfóide crônica e leucemia mielomonocítica são relacionadas com exposição prévia (latência de 5-15 a)
  • Hidrocarbonetos
    • Presente em pequena porcentagem na gasolina, coqueria, solvente na indústria de plástico, borracha, tintas, produção de cola
    • Xileno : solvente de tintas e borracha, medicamentos e pesticidas
    • Tolueno : solvente para tintas, componente de colas, materia prima do TNT, corantes, gasolina
    • Anilina (aminobenzeno): Intermediario na fabricação de corantes e pigmentos. Causa methemoglobinemia
  • Referências
    • Rene Mendes, Patologia do trabalho, 2ª edição, atheneu 2002
    • Richard C. Dart, The 5 Minute Toxicology Consult, lippincot 2000
    • Matthew J Ellenhorn, Medical Toxicology, Elsevier 1988