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De malungo pra malungo

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  • 1. De malungo pra malungo...Acho necessário que uma resposta seja dada ao meu ex-companheiro de DCE e de manifestaçõesGustavo Ramos Badaró, o Badaró. Sem inocências... “de malungo pra malungo” E é justamente na hora em que os acontecimentos recebem tantos olhares, críticas,comentários, elogios, ambição... que é quando eles, por mais paradoxal que possa parecer,recebem menos atenção!QUEM TE VIU...Conheci Gustavo Badaró antes de entrar na UFES, por volta de 2002.Badaró era próximo do PT, embora não tivesse sua atuação pautada no partido. Nessa época elejá possuía um longo chão percorrido na UFES e já havia acumulado muitas histórias e mitos aoredor de seu nome.Em 2004 nós montamos uma chapa para as eleições do DCE da UFES. A chapa tinha comointegrantes, além de nós, Ruy, Ana Paula, Marcos Vinícius Podestá, Chakal, Grazi, Diego, Java,Vacari, Vinícius Mansur, Carol da PSI e outras figuras. Dois dos membros da comissão eleitoral,que eu me recordo, (de um total de 3) eram Luis Cláudio Kleim e Martinho Freitas Salomão.A nossa chapa possuía um forte conteúdo contestador da ordem. Nossa linha criticavaenfaticamente o governo Lula (pela esquerda) e seu projeto atrasado para a educação. Atuamosjuntos nessa gestão de 2004, Badaró era coordenação geral do DCE, eu era diretor de"Movimentos Sociais".Em 2005, mais uma eleição, dessa vez, entretanto, montamos chapas diferentes. Badaróorganizou a chapa AUTONOMIA ESTUDANTIL, que tinha um conteúdoautonomista/anarquista. Criticava as organizações partidárias e as entidades formais domovimento estudantil. Eu, do meu lado, participei da chapa PRA TRANSFORMAR O TÉDIOEM MELODIA, que mais uma vez apontava críticas aos governos e o projeto educacional queentrava goela abaixo das universidades federais. Os militantes partidários de nossa chapa faziamparte da ruptura que o PT sofreu nesse ano: Eu, Danilo Bicalho, Ana Paula, Camila Valadão,Samanta, Kelly...Essa foi uma das eleições mais tumultuadas da história da UFES, com inúmeras ocorrências nasurnas por motivos esdrúxulos. Na apuração foi revelada uma fraude que prejudicouenormemente a chapa PRA TRANSFORMAR O TÉDIO EM MELODIA numa das urnas maiscentrais para nós, a do curso de pedagogia.
  • 2. Logo após o processo eleitoral, explodiram as manifestações vitoriosas de 2005 pela redução dapassagem. Tanto o grupo “Autonomia Estudantil” quanto o grupo da chapa “Pra Transformar”,estiveram frontalmente envolvidos na organização, mobilização e nas ações de 2005. Por issome surpreendeu, entre várias outras coisas, que uma das críticas que Gustavo Badaró faça aoatual movimento seja a respeito do fechamento de rua.Outra crítica que Gustavo Badaró faz, é a de que, segundo ele, o movimento não procura odiálogo.Sabem quantas vezes negociamos com o governo em 2005? NENHUMA.Sabem quantas reivindicações haviam em nossa carta? Se houvesse pelo menos uma carta,haveria uma: Redução da passagem... só... não importando como e nem se seria possível talreivindicação.Em A Gazeta do dia 07/06/2011, um artigo do professor Roberto Simões reforça que omovimento buscava o diálogo desde abril. E desde abril avisava “Vitória vai parar” e emnenhum momento o governo, que tem se demonstrado falho nas negociações, ainda segundo oprofessor Roberto Simões, procurou os manifestantes.O movimento de 2005 foi um encontrão! Badaró deve se lembrar que não tínhamos plataformapolítica e as lideranças das “organizações políticas” e “desorganizações políticas” foram pegascom as calças na mão. Não tínhamos debate e nem argumentação. Nosso principal argumentoera o de que seria o segundo aumento do ano, e que aquilo era uma sacanagem!Em 2005 nós fechamos as ruas todos os dias, completamente! Fechamos a rua com o mesmoBadaró que diz hoje que a sociedade fica prejudicada com manifestações. Lógico, a sociedadefica prejudicada com e sem elas, eu completaria! Com um discurso APELATIVO, ALARMISTA ESENSACIONALISTA do tipo “uma criança doente precisa chegar ao hospital”, ele acredita queestá revelando um grande segredo das ciências sociais.Voltando mais uma vez à 2005, quando fomos pela primeira vez na terceira ponte, fomos com oobjetivo de fechar o acesso dos carros a Vila Velha, como havia sido feito tempos antes emFlorianópolis, em uma manifestação. Foi então que um funcionário da Rodosol chamou ocomando de organização para uma conversa. Na conversa ele propôs que abríssemos ascancelas, ao invés de fechá-las. A organização precisou fazer uma reunião para se discutir, poisnão havia consenso,Parecia que nos queriam "engabelar".
  • 3. Gustavo Badaró foi um dos maiores freqüentadores do carro de som da manifestação, sedestacando como uma das diversas lideranças. Sempre com um discurso e uma práticaanarquista, libertária, radical. E não estamos falando de um adolescente que estavaamadurecendo suas opiniões, mas sim de um militante estudantil provado, com anos e anos deatuação no DCE e nos conselhos durante sua graduação.Depois de 2005, o movimento de reivindicação sobre transporte, através do MPL,principalmente, começou a se aprofundar no debate de mobilidade urbana, tarifa zero e outrasquestões. Nesse período, Badaró já havia se afastado do protagonismo do movimento....QUEM TE VÊDepois de concluir sua graduação, Badaró se filiou ao PSB, partido do governo. Essainformaçãonão desqualifica as críticas de Badaró, o que as desqualificam sãoalgumas mentiras que ele contou, seja deliberadamente ou por falta de informação sobre oque está acontecendo no interior do movimento. Prefiro acreditar que tenha errado por falta deinformação! Entretanto, essa informação é importante, pois LOCALIZA o centro gravitacionale o mérito de um texto que criminaliza o movimento de rua e aponta o PSOL, e o Gustavo deBiase, como figura "culpada" de tal "crime". Um texto que chama lideranças de "irresponsáveis"por fecharem rua. A importância dessa informação consiste em que, para pessoas comenvolvimento direto no resultado disso tudo, e com muito interesse de que essas manifestaçõesacabem, é conveniente dizer que: “só são irresponsáveis manifestações que fecham ruas,quando é contra o governo de quem escreve a matéria!” Quando é contra o governo de outro, aivale fazer!Diferentemente dos textos que costumava escrever durante sua graduação, nos tempos demovimento estudantil, recheados de personalidade, radicalismo anarquista e vocabulário anti-partidário, nesse texto, Badaró copia o editorial de A Tribuna e A Gazeta e se apropria dosmesmos argumentos da “A Tribuna” da sexta-feira dia 03. O conteúdo conservador do texto doBadaró está à direita dos jornais de circulação de massa, que estão se retratando desde a últimasexta-feira, em que mais de 4.000 pessoas foram às ruas. Badaró e poucos outros, mantiveram otom criminalizador do movimento e das lideranças.Em seu texto Badaró faz diversas críticas apócrifas ao movimento. Vou enumerá-las:1) “Não existem entidades legitimando”: o DCE da UFES, o grêmio do colégio Elsa Lemosde São Pedro e, a partir de segunda feira, a própria UNE e o grêmio do IFES, aprovando emassembléia a posição que derrotou o Fábio Lúcio, com um massacre da base revoltada com o
  • 4. posicionamento declarado pelo grêmio nos jornais na sexta feira 03/06/2011. A UNEdesautorizou a antiga nota (que eu ainda nem li) e redigiu uma nova nota.2) "Nunca quiseram dialogar e nem enviaram carta": De janeiro para cá já produzimos3 cartas de reivindicações diante das negativas do governo estadual, diferentemente de 2005,movimento em que ele fez parte, que não elaborou nenhuma carta. Elaboramos propostas queforam classificadas como “relevantes” até pela mídia (TV Capixaba e A Gazeta impressa).3) Em quase todo o seu texto, Badaró insiste que NÃO foi tentado diálogo. Pois bem. Dedezembro até hoje, fizemos 3 ou 4 reuniões com o secretário de transportes Fábio Damasceno, apresidente da CETURB Denise Cadete e o secretário da Casa Civil, Cicilioti. Nos reunimos com oVice Governador duas vezes,protocolamos oficialmente duas cartas de reivindicações que foramnegadas, nos reunimos outras 2 vezes depois de quinta feira. Nos reunimos com o presidente daAssembléia Legislativa Rodrigo Chamoun. Em todas as vezes fomos com intenção de ouvir eapresentar propostas... dispostos a ceder e consensuar. MAS NÃO HOUVE NEM UMPASSO DADO PELO GOVERNO... NEM MESMO A REUNIÃO COM OGOVERNADOR FOI ATENDIDA. Todas as negativas do governo estão expressas no jornal AGazeta do dia 07/06/2011. Não podemos deixar de perguntar que dialogo é esse, GustavoRamos Badaró? Essa é a famosa negociação CARACU, em que o governo entra com a cara e osestudantes entram com o resto?O Badaró pode dizer o que quiser, não tem problemas e ninguém vai brigar por isso. Mas averdade mesmo é essa aí.Não fomos recebidos pelo governador Renato Casagrande. O governador sequer concedeu umaentrevista aos jornais sobre o que está havendo. Estava ocupado recebendo o time do SãoMateus, campeão do vergonhoso, corrupto e mentiroso CAMPEONATO CAPIXABA DEFUTEBOL.O segundo momento de suas críticas irresponsáveis, Badaró elege como inimigo o PSOL.Não vou perder muito tempo tentando explicar que Heloísa Helena não está assim tãopreocupada em manipular uma manifestações de estudantes em Vitória. Levantarei apenasalgumas questões:Quem tem mais “capital moral” se é que isso existe? Quem merece ter palavra maisconsiderada? O PSOL ou o Badaró? O PSOL que abre mão de sua viabilidade eleitoralvoluntariamente para provar a sociedade quem nem todos, na política, se misturam com osruins, ou o Badaró que abandonou as teses de Malatesta e Bakunin em troca do reformismo
  • 5. PSBista? O PSOL que não aceita esse código florestal dos madeireiros, não aceitou o Palocci, ouo Badaró do PSB, que se dizia anarquista quando estudava na UFES para atrair bobo para suaschapas de DCE? O PSOL que sempre, em todas as ocasiões, se colocou ao lado de TODAS asmanifestações populares tendo ou não líderes, entidades representativas e CNPJs falando emnome de SERES HUMANOS. O PSOL que manteve sempre sua coerência de apoiarmanifestações, ou o Badaró, que depois que se filiou ao PSB decidiu ser militante contrapasseatas de ruas em Vitória, Egito, França, Líbia, Venezuela e etc?É triste ver que uma figura interessante, que inclusive são importantes para a subjetividadepolítica das universidades federais, joga no lixo toda a sua história por tão pouco. Hoje todas aspessoas que ainda confiavam nele na UFES estão chocadas com tal posicionamento.Posicionamento de defesa governista mesmo depois da chuva de bombas sobre a UFES.E o que mais me deixou estarrecido, foi que: como um sujeito tão esperto como Badaró, queconheci de perto e admirei por muitas qualidades, entre elas, a esperteza e inteligência,confirmou tudo o que denunciávamos ao seu respeito para a UFES em apenas duaspaginazinhas de um textozinho chinfrim em que a maior parte foi copiada da matéria de ATribuna do dia 03/06/2011. Como ele foi trouxa o suficiente para provar para todo mundo queestávamos certos, escrevendo um texto que ninguém dará crédito e que não representa nadaalém das opiniões de uma pessoa isolada filiada ao partido do governador.Badaró, cá entre nós... Você seguiria a vida muito melhor sem deixar essa mancha na suahistória.

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