Grupo Frigol          FRIGOL S.A.           C.N.P.J/MF nº 68.067.446/0001-77  FRIGOL ADMINISTRAÇÃO E PARTICIPAÇÕES LTDA   ...
Plano de Recuperação Judicial consoante a LEI nº 11.101/2005em atendimento ao seu artigo 53, para apresentação nos autos d...
SUMÁRIO1.       Considerações Iniciais ............................................................................. 4 2. ...
1. Considerações IniciaisEste documento foi elaborado com o propósito de abranger e estabelecer osprincipais termos do Pla...
2. Histórico e Apresentação da EmpresaO início da história do FRIGORÍFICO OLIVEIRA - FRIGOL se deu em Março de 1970,quando...
Naquele mesmo ano, fruto da prosperidade do negócio, o Grupo adquiriu o prédioarrendado em 1990. Com o mesmo espírito empr...
Nesta época a empresa ampliou sua capacidade de abate para 1000 (um mil)bois/dia para atender a crescente demanda.O cresci...
Em 2002 os principais índices que tratam do mercado de boi davam conta de umaumento expressivo no rebanho nacional e o mer...
eram animadoras, mais um ano de resultados bem positivos. A partir do segundosemestre de 2008 ocorreu o grande revés finan...
2.1 Estrutura Organizacional2.1.1 MissãoProduzir soluções que superem as expectativas de nossos clientes, com produtosecol...
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Frigol Lençóis Paulista - SP em 2002.Frigol Lençóis Paulista - SP em 2005.Plano de Recuperação Judicial | GRUPO FRIGOL   |...
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2.2 Relevância Sócio-EconômicaO GRUPO FRIGOL possui grande relevância sócio-econômica para os municípios deLençóis Paulist...
2.3 Relevância Sócio Ambiental   As atividades do GRUPO FRIGOL, bem como da maioria do agronegócio brasileiro,   sempre fo...
M Monitoramento mensal da ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE EFLUENTES   A ETE-FRIGOL tem seu efluente final coletado mensalmente e...
2.4 SustentabilidadeO GRUPO FRIGOL está entre as grandes organizações brasileiras, destacando-sepela evolução empresarial ...
2.5 RastreabilidadeRastreabilidade é o processo que permite assegurar ao consumidor o histórico deprocedência e, consequen...
do SIF (Serviço de Inspeção Federal – Ministério da Agricultura) doestabelecimento de abate e a data de abate.2.6 S.I.F. (...
qualidade da água controlada, banheiros e vestiários com separação masculino efeminino afastados do bloco industrial, etc....
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3. Organização do Plano de Recuperação3.1 Motivos Para o Pedido de Recuperação JudicialComo grande parte das empresas naci...
empresa. A empresa foi obrigada a buscar, cada vez mais, recursos junto aosbancos a fim de honrar os seus compromissos cot...
3.2 Quadro de Credores do Grupo Frigol.O quadro de Credores apresentado abaixo, já expressa algumas alterações na listada ...
3.3 Plano de Reestruturação OperacionalApós o pedido de recuperação judicial, o GRUPO FRIGOL, através de sua Diretoria,des...
 Fortalecimento organizacional e da responsabilidade estratégica de tomada         de decisão para alcançar metas e asseg...
3.4 Cenário Econômico e Mercadológico3.4.1 Mercado Setorial – Premissas, Desempenho Retroativo e      Projeções3.4.1.1 Pre...
O processo de nacionalização dos frigoríficos, iniciado nos anos 70, e o decrescimento da capacidade, nos anos posteriores...
noventa) milhões de cabeças, que vem em contínuo crescimento e temapresentado bons avanços nos índices de produtividade. O...
Em 2008 o Brasil liderou o ranking dos maiores exportadores de carne bovina nomundo, somando o volume de 2,2 milhões de to...
Conforme a EMBRAPA o mapa do consumo de carne bovina no Brasil segue asdiferenças das rendas per capta existentes nas dive...
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O avanço da tecnologia no campo da genética, e da nutrição animal, aliados aodesenvolvimento de novos métodos de administr...
O País se tornou credor internacional, ao contrário do que ocorreu em outrasépocas de crise internacional, o Brasil não de...
4. Etapa Quantitativa4.1 Análise do Desempenho Econômico-FinanceiroAbaixo estão demonstrados resumidamente o desempenho ec...
4.1.1.2 AnáliseAs dificuldades enfrentadas pelo Grupo FRIGOL nos últimos anos estão realçadasno DRE- Demonstração de Resul...
ingresso de nova linha de longo prazo mudaria por completo o perfil doendividamento da empresa e a rentabilidade.No entant...
4.2 Projeções do Desempenho Econômico-FinanceiroAs projeções financeiras foram desenvolvidas assumindo-se o crescimento do...
 O volume projetado está totalmente de acordo com a capacidade         operacional da empresa, demandando apenas possívei...
4.2.1.2 Projeção           RECEITAS                         ANO1      ANO2     ANO3       ANO4       ANO5       ANO6      ...
Gráfico ilustrativo da projeção de receitasPlano de Recuperação Judicial | GRUPO FRIGOL                                   ...
4.2.2 Projeção de Resultados4.2.2.1 PremissasAs seguintes premissas foram adotadas na projeção de resultado econômico-fina...
 Outra premissa é que os valores de Depreciação inclusos na projeção serão        totalmente reinvestidos na empresa como...
4.2.2.2 ProjeçãoA seguir projeção de resultado econômico-financeiro, com base nos volumes previstos, receitas projetadas e...
4.2.2.3 AnáliseCom base nos resultados projetados é possível destacar:      Como o custo dos produtos vendidos e as despe...
5. Proposta de                                 pagamento   aos   credores    da   RecuperaçãoA premissa adotada para a pro...
recursos (Créditos Tributários e/ou Novos Financiamentos) com valor mínimo deR$ 16 milhões, conforme demonstrado nas proje...
5.2.1 Credores FornecedoresAos Credores Fornecedores, que detém créditos inferiores ou iguais a R$10.000,00 (dez mil reais...
destas instituições têm demonstrado grande interesse nesta operação, que     pode chegar a um montante de R$ 25.000.000,00...
A título de juros e atualização monetária, será pago aos Credores Fornecedores3% (três por cento) ao ano, começando a inci...
A título de juros e atualização monetária, será pago aos Credores Financeiros 2%(dois por cento) ao ano, começando a incid...
5.3.2 Aceleração de Pagamento aos Credores FinanceirosOs Credores Financeiros inscritos na recuperação judicial que se pro...
proposto poderá reduzir para até 30% (trinta por cento), sendo calculada         esta redução de forma proporcional ao din...
como os Encargos Financeiros recolhidos junto ao Banco Central. A         proposta consiste em pagamentos mensais, sendo o...
(ii) Se a receita efetivamente realizada for superior à projetada, então poderá              ocorrer o pagamento total aos...
6. Créditos Contingentes - Impugnações de Crédito e     AcordosOs créditos listados na Relação de Credores do Administrado...
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  1. 1. Grupo Frigol FRIGOL S.A. C.N.P.J/MF nº 68.067.446/0001-77 FRIGOL ADMINISTRAÇÃO E PARTICIPAÇÕES LTDA C.N.P.J/MF nº 01.372.335/0001-01
  2. 2. Plano de Recuperação Judicial consoante a LEI nº 11.101/2005em atendimento ao seu artigo 53, para apresentação nos autos doProcesso nº: 319.01.2010.005460-0, em trâmite na 2ª VaraJudicial - Fórum de Lençóis Paulista/SP elaborado por ErimarAdministração e Consultoria de Empresas S/S Ltda.
  3. 3. SUMÁRIO1.  Considerações Iniciais ............................................................................. 4 2.  Histórico e Apresentação da Empresa ................................................... 5 2.1  ESTRUTURA ORGANIZACIONAL .......................................................................................... 10 2.1.1  MISSÃO ..................................................................................................................... 10 2.1.2  VISÃO ....................................................................................................................... 10 2.1.3  VALORES E CRENÇAS ................................................................................................ 10 2.1.4  INFORMAÇÕES SOBRE A ESTRUTURA .......................................................................... 10 2.2  RELEVÂNCIA SÓCIO-ECONÔMICA ...................................................................................... 15 2.3  RELEVÂNCIA SÓCIO AMBIENTAL ........................................................................................ 16 2.4  SUSTENTABILIDADE .......................................................................................................... 18 2.5  RASTREABILIDADE ............................................................................................................ 19 2.6  S.I.F. (SERVIÇO DE INSPEÇÃO FEDERAL) .......................................................................... 20 2.7  PRODUTOS COMERCIALIZADOS ......................................................................................... 21 3.  Organização do Plano de Recuperação................................................ 27 3.1  MOTIVOS PARA O PEDIDO DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL ...................................................... 27 3.2  QUADRO DE CREDORES DO GRUPO FRIGOL. ..................................................................... 29 O QUADRO DE CREDORES APRESENTADO ABAIXO, JÁ EXPRESSA ALGUMAS ALTERAÇÕES NA LISTA DARECUPERANDA QUE ESTARÃO EXPOSTAS NA LISTA DO ADMINISTRADOR JUDICIAL A SER PUBLICADA. .. 29 3.3  PLANO DE REESTRUTURAÇÃO OPERACIONAL..................................................................... 30 3.3.1  ÁREA COMERCIAL ...................................................................................................... 30 3.3.2  ÁREA ADMINISTRATIVA ............................................................................................... 30 3.3.3  ÁREA FINANCEIRA...................................................................................................... 31 3.3.4  ÁREA OPERACIONAL .................................................................................................. 31 3.4  CENÁRIO ECONÔMICO E MERCADOLÓGICO ........................................................................ 32 3.4.1  MERCADO SETORIAL – PREMISSAS, DESEMPENHO RETROATIVO E PROJEÇÕES ............ 32 3.4.1.1  Premissas ......................................................................................................................... 32 3.4.1.2  Desempenho Retroativo ................................................................................................... 33 3.4.1.3  Projeções .......................................................................................................................... 36 3.4.2  PERSPECTIVAS ECONÔMICAS – BRASIL....................................................................... 38 4.  Etapa Quantitativa .................................................................................. 40 4.1  ANÁLISE DO DESEMPENHO ECONÔMICO-FINANCEIRO......................................................... 40 4.1.1  DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO (DRE) .............................................. 40 4.1.1.1  Dados ............................................................................................................................... 40 4.1.1.2  Análise .............................................................................................................................. 41 4.2  PROJEÇÕES DO DESEMPENHO ECONÔMICO-FINANCEIRO ................................................... 43 4.2.1  PROJEÇÃO DAS RECEITAS .......................................................................................... 43 4.2.1.1  Premissas ......................................................................................................................... 43 4.2.1.2  Projeção ........................................................................................................................... 45 4.2.1.3  Análise .............................................................................................................................. 45 4.2.2  PROJEÇÃO DE RESULTADOS....................................................................................... 47 4.2.2.1  Premissas ......................................................................................................................... 47 4.2.2.2  Projeção ........................................................................................................................... 49 4.2.2.3  Análise .............................................................................................................................. 50 5.  Proposta de pagamento aos credores da Recuperação ..................... 51 5.1  CLASSE I: CREDORES TRABALHISTAS ................................................................................ 51 5.2  CLASSES II E III - CREDORES COM GARANTIA REAL E QUIROGRAFÁRIOS ............................. 52 5.2.1  CREDORES FORNECEDORES ...................................................................................... 53 5.2.2  CREDORES FINANCEIROS ........................................................................................... 55 5.3  ACELERAÇÃO DE PAGAMENTO .......................................................................................... 56 5.3.1  ACELERAÇÃO DE PAGAMENTO CREDORES FORNECEDORES ........................................ 56 5.3.2  ACELERAÇÃO DE PAGAMENTO AOS CREDORES FINANCEIROS ...................................... 57 5.4  CREDORES DE ADIANTAMENTO DE CONTRATO DE CAMBIO - ACC ....................................... 58 5.5  FIXAÇÃO DO PRAZO DE PAGAMENTO ................................................................................. 59 6.  Créditos Contingentes - Impugnações de Crédito e Acordos ............ 61 7.  Baixa dos Protestos ............................................................................... 62 8.  Venda de Ativos ...................................................................................... 64 9.  Forma de Pagamento aos Credores ..................................................... 65 10.  Nova Assembleia Geral de Credores .................................................... 66 11.  Análise de Viabilidade da Proposta de Pagamento ............................. 67 12.  Considerações Finais - Resumo ........................................................... 68 13.  Nota de Esclarecimento ......................................................................... 70 14.  Conclusão ............................................................................................... 71 15.  Laudo de Avaliação de Bens Imobilizados........................................... 73 Plano de Recuperação Judicial | GRUPO FRIGOL
  4. 4. 1. Considerações IniciaisEste documento foi elaborado com o propósito de abranger e estabelecer osprincipais termos do Plano de Recuperação Judicial, proposto sob a égide da Leide Recuperação Judicial, Extrajudicial e Falência do Empresário e da SociedadeEmpresária (Lei nº. 11.101, de 09 de Fevereiro de 2005 - “Lei de Recuperação deEmpresas”), do GRUPO FRIGOL formado pelas empresas FRIGOL S/A. e FRIGOLADMINISTRAÇÃO E PARTICIPAÇÕES LTDA., ambas em Recuperação Judicial.O GRUPO FRIGOL possui administração central exercida pelos sócios, tem sede naRua Dr. Gabriel de Oliveira Rocha, 704, Lençóis Paulista - SP, requereu em 30 deJulho de 2010 o benefício legal da Recuperação Judicial, com fulcro nos artigos 47e seguintes da Lei 11.101/05, tendo seu processo sido distribuído na 2ª VaraJudicial – Fórum de Lençóis Paulista - SP sob nº 319.01.2010.005460-0 na mesmadata, e o deferimento do processamento da recuperação judicial ocorreu em 17 deAgosto de 2010 pelo Exmo Sr. Dr. Mário Ramos dos Santos, com adisponibilização de tal decisão no Diário da Justiça do Tribunal de Justiça doEstado de São Paulo no dia 19 de Agosto de 2010. Para a elaboração do Plano deRecuperação, objeto deste documento, foi contratada a empresa ERIMARAdministração e Consultoria de Empresas S/S Ltda., localizada na RuaVergueiro, 1855 - conj. 41 - CEP 04101-000 - São Paulo - SP. O plano oraapresentado propõe condições especiais para pagamento das obrigações vencidasou vincendas e demonstra a viabilidade econômico-financeira da empresa, bemcomo a compatibilidade entre a proposta de pagamento aos Credores e a geraçãodos recursos financeiros no prazo proposto, consoante os artigos 50, 53 e 54 daLei 11.101/2005.Plano de Recuperação Judicial | GRUPO FRIGOL |4
  5. 5. 2. Histórico e Apresentação da EmpresaO início da história do FRIGORÍFICO OLIVEIRA - FRIGOL se deu em Março de 1970,quando o Patriarca da Família Oliveira o Sr. Luis Gonzaga de Oliveira resolveumudar-se com a família para a cidade de Lençóis Paulista – SP, onde em umaatitude corajosa e empreendedora decidiu trocar o único bem que possuía – umcaminhão Mercedes Benz 1111 - por um açougue na Rua Quinze de Novembro, noCentro de Lençóis Paulista. Levou os três filhos mais velhos; Djalma, Durval eDorival para trabalhar no novo e promissor negócio. Depois de passados cincoanos a família já possuía mais quatro açougues – um para cada filho e nestemesmo ano entrou para o negócio mais um filho, o Décio.O sucesso do negócio era crescente e em 1983 abriram um Supermercado nacidade e um matadouro de suínos no sítio da família. A demanda pelos produtosoferecidos, até então, pelo pequeno matadouro era bem maior do que a oferta, e,em 1986 inauguraram o primeiro frigorífico no distrito industrial de Lençóis Paulistadedicado ao abate de suínos.Em 1990, com o crescimento do negócio, foi arrendado o frigorífico onde éatualmente o endereço administrativo da empresa para abate de bois. Na épocaeste frigorífico tinha a capacidade de abate de 200 (duzentos) bois/dia. Nestemesmo ano o Sr. Luiz Gonzaga decidiu afastar-se dos negócios deixando a cargode seus filhos a administração do empreendimento.O ano de 1992 foi marcante para a família Oliveira, pois em 22 de Maioefetivamente nascia o GRUPO FRIGOL onde os irmãos Djalma, Dorival, Durval,Décio e o cunhado do Djalma, o Benedito, davam mais um passo ousadomantendo o mesmo espírito empreendedor cunhado pelo Sr. Luiz Gonzaga.Plano de Recuperação Judicial | GRUPO FRIGOL |5
  6. 6. Naquele mesmo ano, fruto da prosperidade do negócio, o Grupo adquiriu o prédioarrendado em 1990. Com o mesmo espírito empreendedor e a visão deoportunidade, o Grupo iniciou reforma visando a ampliação das instalações e suacapacidade produtiva, passando então a abater 450 (quatrocentos e cinquenta)bois/dia.O Grupo Frigol de forma sistemática crescia a cada ano. A visão voltada para ocrescimento da empresa e a percepção de mercado faziam com que os sóciosreinvestissem no negócio constantemente de forma a fortalecê-lo, propiciando abusca por novas fronteiras. No ano de 1994 a empresa continuava sua expansãoaproveitando-se da organização alcançada e do bom momento que a economianacional atravessava, influenciada pelo novo plano econômico o da criação danova moeda, o Real. O Plano Real, como vários outros, vinham com a proposta decontrolar a inflação, diminuir a taxa básica de juros e fortalecer a moeda nacional.Como na edição de outros planos a insegurança pairava no mercado. Em poucotempo o Plano Real, frutos da competência na implantação e sua consistência,trouxe a confiança de se haver conquistado (finalmente) uma moeda forte. Ainflação, vilã por décadas, estava controlada e os juros estacionados empatamares inferiores. Assim, com a nova moeda, o Brasil iniciou uma nova fase emsua história. A população em geral passou a ter a possibilidade de planejar amédio e longo prazo. A inflação debelada propiciou um aumento natural no poderaquisitivo da população, pois, até então, a correção aplicada aos salários erasistematicamente inferior ao real custo da inflação. A carne pode ser inserida nocardápio diário de mais brasileiros aumentando de forma considerável o volume deconsumo deste produto no país.Plano de Recuperação Judicial | GRUPO FRIGOL |6
  7. 7. Nesta época a empresa ampliou sua capacidade de abate para 1000 (um mil)bois/dia para atender a crescente demanda.O crescimento orgânico da empresa era significativo e criava novas necessidades.Para administrar os negócios do GRUPO FRIGOL, em 7 de agosto de 1996, foiconstituída a FRIGOL ADMINISTRAÇÃO E PARTICIPAÇÃO LTDA..O espírito empreendedor que sempre norteou o GRUPO FRIGOL mostrava-sepresente, a empresa já atuava nos principais mercados brasileiros tendo suamarca vinculada a históricos de qualidade e eficiência na distribuição. Como jáhavia acontecido com outros frigoríficos nacionais a empresa iniciou, em 1999, seuprocesso de internacionalização exportando seus produtos para vários países. Seuprimeiro mercado internacional foi o Egito, logo passou a exportar também paragrande parte dos países da União Européia, se incorporaram também ao seu rol declientes países como Rússia, China, Angola, África do Sul e Cabo Verde. Oprocesso de expansão internacional passava por incorporação de novos clientesem diferentes países a cada mês; nesse caminho passaram a ser destino dosprodutos do Grupo Frigol países como Arábia Saudita, Emirados Árabes, Kuait,Líbano, Líbia, Peru, Geórgia, Namíbia, Ilhas Mauricius, Serra Leoa e outros.Em 2009 visando à facilidade no escoamento de sua produção no mercado internoo GRUPO FRIGOL instalou no Bairro Jaguaré na cidade de São Paulo um Centro deDistribuição. Este CD está localizado em ponto estratégico próximo as MarginaisPinheiros e Tietê que são duas importantes vias da cidade e que dão acesso àsprincipais estradas do Estado de São Paulo. Estão alocados nesta unidade mais80 (oitenta) funcionários.Plano de Recuperação Judicial | GRUPO FRIGOL |7
  8. 8. Em 2002 os principais índices que tratam do mercado de boi davam conta de umaumento expressivo no rebanho nacional e o mercado do boi sinalizava crescentedemanda e melhores preços de matéria prima. Estes fatores, macroeconômicosforam decisivos para a decisão da empresa de instalar uma planta em Água Azuldo Norte, cidade localizada no Estado do Pará há mais de 600 Km da capitalBelém. O iniciou das atividades desta unidade mudou a vida de 600 (seiscentas)famílias da região, criando uma nova realidade destaque ao fato de que o GRUPOFRIGOL é a empresa de maior relevância da cidade. Esta unidade entrou emfuncionamento em 2004 com capacidade de abate de 800 (oitocentos) bois/dia eatualmente esta capacidade já é de 1400 (um mil e quatrocentos) bois/dias. Destaunidade também são exportados produtos para a Rússia, Venezuela e Países daÁfrica e Ásia.No ano de 2009, visando melhora de rentabilidade visto que o preço da matériaprima bovina, no Estado de Rondônia era um dos mais baixos do Brasil, havendotambém um abundância de matéria prima eis que muitas plantas frigoríficas,naquela época estavam paralisadas, instalou-se no Município de Pimenta Buenoem uma planta arrendada com capacidade de abate de 250 (duzentos e cinquenta)bois/dia.Com o passar dos anos e a consolidação das atividades do GRUPO FRIGOL nomercado interno e externo já colocavam a empresa entre os dez maioresfrigoríficos do Brasil. Com toda esta estrutura a empresa chegou a gerar 1.500 (ummil e quinhentos) empregos diretos e mais de 3.000 (três mil) indiretos.O iniciou de 2008 dava sinais de que o modelo de negócio escolhido pelo GrupoFrigol era acertado e as previsões dos resultados previstos no orçamento anualPlano de Recuperação Judicial | GRUPO FRIGOL |8
  9. 9. eram animadoras, mais um ano de resultados bem positivos. A partir do segundosemestre de 2008 ocorreu o grande revés financeiro da empresa, que, com aeclosão da crise financeira mundial, viu elevar-se o custo financeiro de suasoperações - notadamente em razão das elevadas taxas de juros em suasoperações no mercado - além da abrupta queda no consumo interno e externo.Outro aspecto relevante - fruto da eclosão da crise financeira mundial em setembrode 2008 - foi a política adotada pelos bancos que aumentaram a restrição aoscréditos, marcada basicamente pela não renovação de vários contratos, queanteriormente eram renovados com facilidade. Este fato resultou em uma drásticaredução do capital de giro, acompanhada de um grande incremento nas taxas dejuros praticadas.Durante os anos de 2009 e 2010 o GRUPO FRIGOL tentou por diversas alternativasretomar suas atividades aos níveis de outrora, mas os reflexos da crise de 2008foram muito fortes, a demanda e rentabilidade não retomaram o ritmo necessáriopara que a empresa pudesse continuar operando como no passado e equacionar opassivo gerado durante a crise.Apesar de todo o ocorrido nestes últimos anos, o GRUPO FRIGOL acredita sertransitória sua atual situação e tem a certeza de que esse estado de dificuldadefinanceira é passageiro, visto já terem sido tomadas medidas administrativas,comerciais e operacionais necessárias para equilibrar a receita/caixa, como adiminuição do seu quadro funcional e cortes drásticos em despesas/custos.Plano de Recuperação Judicial | GRUPO FRIGOL |9
  10. 10. 2.1 Estrutura Organizacional2.1.1 MissãoProduzir soluções que superem as expectativas de nossos clientes, com produtosecologicamente corretos, gerando oportunidade para a empresa, com uma equipede colaboradores qualificados, motivados e conscientes da integração para o bemestar social.2.1.2 VisãoSer referência no ramo em que atuamos em todo o mundo, buscandoaprimoramento contínuo e inovando sempre.2.1.3 Valores e Crenças  Respeito e priorização das expectativas dos clientes (satisfação do cliente);  Ética profissional;  Qualidade;  Humildade nos relacionamentos;2.1.4 Informações Sobre a EstruturaO GRUPO FRIGOL é formado por capital 100% (cem por cento) nacional. Sua sedeadministrativa/industrial funciona em uma área construída de 16.000 (dezesseismil) metros quadrados e possui capacidade para abater 1000 (um mil) bois/dia naRua Dr. Gabriel de Oliveira Rocha, 704 no município de Lençóis Paulista – SP.Possui também uma planta em Água Azul do Norte – PA, em uma área construídade 15.000 (quinze mil) metros quadrados, com capacidade para abater 1400 (umPlano de Recuperação Judicial | GRUPO FRIGOL | 10
  11. 11. mil e quatrocentos) bois/dia, responsável por abastecer as regiões Nordeste eSudeste do Brasil, além do mercado exterior. Sua terceira planta de abate fica emPimenta Bueno - RO, com capacidade de abate de 250 (duzentos e cinquenta)bois/dia. No Município de São Paulo a empresa possui um escritório comerciallocalizado na Rua São Benedito, 509 e também possui um Centro de Distribuiçãono bairro do Jaguaré, em um local estratégico próximo às marginais Pinheiros eTietê facilitando o escoamento de sua produção responsável por abastecer omercado da grande São Paulo, litoral, Vale do Paraíba e Vale do Ribeira.A seguir fotos de algumas unidades e sua evolução histórica:Frigol Lençóis Paulista - SP em 1992.Plano de Recuperação Judicial | GRUPO FRIGOL | 11
  12. 12. Frigol Lençóis Paulista - SP em 2002.Frigol Lençóis Paulista - SP em 2005.Plano de Recuperação Judicial | GRUPO FRIGOL | 12
  13. 13. Frigol Lençóis Paulista - SP em 2010.Frigol Água Azul do Norte – PA 2005Plano de Recuperação Judicial | GRUPO FRIGOL | 13
  14. 14. Frigol Água Azul do Norte – PA 2007Plano de Recuperação Judicial | GRUPO FRIGOL | 14
  15. 15. 2.2 Relevância Sócio-EconômicaO GRUPO FRIGOL possui grande relevância sócio-econômica para os municípios deLençóis Paulista - SP, Água Azul do Norte - PA e Pimenta Bueno – RO, fato esteque pode ser comprovado por seu quadro de funcionários, onde chegou aempregar mais de 1.500 (um mil e quinhentos) colaboradores diretos e mais de3.000 (três mil) colaboradores indiretos.Todas as plantas do GRUPO FRIGOL tem grande relevância e ajudam a girar aeconomia das regiões onde atuam, porém a planta de Água Azul do Norte no Parárevolucionou a vida dos moradores daquela cidade, pois se trata da empresa demaior relevância da região gerando empregos e melhoria na qualidade de vida dapopulação.Aos funcionários são oferecidos: refeição, assistência médica e odontológica, cestabásica, incentivo ao estudo através de um subsídio de 30% (trinta por cento), alémde convênios com farmácias da região onde seus funcionários têm 13% (treze porcento) de desconto na compra de medicamentos.O GRUPO FRIGOL cumpre regularmente com todos os acordos coletivosintermediados pelo Sindicato. O valor médio de salário por funcionário é de R$1.282,40 (um mil, duzentos e oitenta e dois reais e quarenta centavos) semconsiderar encargos sociais. O tempo médio de “casa” considerando oscolaboradores de todos os setores é de aproximadamente 5 (cinco) anos, o índicede turn over - considerado excelente - é de apenas 3% (três por cento).Atualmente, o valor total da folha de pagamento é dividido em 78% (setenta e oitopor cento) para o setor industrial, 20% (vinte por cento) para o setor administrativoe 2% (dois por cento) para o setor comercial.Plano de Recuperação Judicial | GRUPO FRIGOL | 15
  16. 16. 2.3 Relevância Sócio Ambiental As atividades do GRUPO FRIGOL, bem como da maioria do agronegócio brasileiro, sempre foram desenvolvidas com respeito às questões de sustentabilidade (ambiental, econômica e social). Com este conceito, em suas unidades, o GRUPO FRIGOL já desenvolve projetos ambientalmente corretos, visando não só a redução dos impactos, mas também a geração de energias alternativas. Vejamos alguns exemplos já implantados: PRRUA – Plano de redução e reutilização no uso de água Mediante verificações periódicas, a utilização de água em cada setor industrial é monitorada por técnicos que têm como missão desenvolver ações corretivas para diminuir seu consumo, bem como para, após processo regular, reutilizá-la em setores secundários do processo produtivo. Descarte de resíduos sólidos recicláveis Todo ano é elaborado o “inventário de resíduos sólidos” que descreve quais as empresas responsáveis pela coleta e descarte final dos resíduos. Todas as empresas são cadastradas e licenciadas pela CETESB (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo). Descarte de resíduos sólidos perigosos (CLASSE 1) Dentro do inventário de resíduos sólidos existe um item a parte onde é descrito o destino dado aos resíduos classe 1 gerados pela empresa. Pela geração de tais resíduos como: Lâmpadas Fluorescentes, Resíduos Ambulatoriais, a empresa é cadastrada e certificada pela CETESB, pela geração e descarte adequado dos mesmos. Plano de Recuperação Judicial | GRUPO FRIGOL | 16
  17. 17. M Monitoramento mensal da ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE EFLUENTES A ETE-FRIGOL tem seu efluente final coletado mensalmente e levado para análise em laboratório credenciado pelo Ministério do Meio Ambiente. Fabricação de compostos agrícolas através dos resíduos do pré-tratamento da Estação de Tratamento de Efluentes. Os resíduos orgânicos obtidos através do pré-tratamento dos efluentes são transformados em fertilizantes orgânicos. Fabricação de Biodiesel de origem animal. Os resíduos do processamento da carne (gordura, retalhos de carne, ossos, etc..) são encaminhados através de veículos cuidadosamente monitorados até a fábrica de biodiesel, onde são fabricados cerca de 40.000 (quarenta mil) litros de bicombustível por dia (gordura animal). Uso de madeira regulamentada A empresa é regulamentada pelo DEPRN (Departamento Estadual de Proteção dos Recursos Naturais) para utilizar madeira na geração de vapor e energia. Controle de emissão de fumaça veicular Monitoramento mensal da frota de caminhões próprios e prestadores de serviço. Os veículos não enquadrados na legislação ambiental vigente são afastados para readequação. Controle de emissão de fumaça preta da caldeira Monitoramento diário da emissão de fumaça da caldeira. Quando ocorre desconformidades em relação ao lançamento da fumaça o responsável pelo setor é convocado para avaliar e corrigir a causa. Plano de Recuperação Judicial | GRUPO FRIGOL | 17
  18. 18. 2.4 SustentabilidadeO GRUPO FRIGOL está entre as grandes organizações brasileiras, destacando-sepela evolução empresarial no ramo frigorífico e pela acentuada participação nomercado de carnes bovinas. Em suas plantas, a empresa produz cortes especiaise maturados dentro dos mais modernos processos de industrialização e dasrigorosas normas sanitárias. Tudo isso, para colocar diariamente a máximaqualidade em carnes na mesa de milhões de consumidores, no Brasil e no Mundo.Chegou a processar 150 (cento e cinquenta) mil toneladas de carne por ano e oscortes são distribuídos em todo o território nacional e exportados para diversospaíses. Desta maneira o GRUPO FRIGOL se revela uma empresa moderna, queinveste constantemente em novas tecnologias que promovem eficiência naprodução de cortes bovinos e qualidade de vida para os colaboradores.Sintonizada com a sustentabilidade do planeta, a empresa participa ativamente deprojetos socioambientais em todo o país e apóia projetos de diversas ONG’svisando sempre à preservação do meio ambiente.Além do respeito aos parceiros e consumidores, o GRUPO FRIGOL é umaorganização que valoriza a formação humana. Prova disso é o estreito laço deamizade que mantém com as comunidades em que está inserido, prestigiandoeventos que promovam o bem-estar e lazer das pessoas.Plano de Recuperação Judicial | GRUPO FRIGOL | 18
  19. 19. 2.5 RastreabilidadeRastreabilidade é o processo que permite assegurar ao consumidor o histórico deprocedência e, consequentemente, oferecer segurança em relação ao produto queestá sendo adquirido.O processo de rastreabilidade do GRUPO FRIGOL começa na compra de gado,buscando adquirir animais oriundos de boas práticas sanitárias e de manejo. Todoo transporte é realizado de forma a atender as práticas de abate humanitário. Obem-estar animal é garantido no transporte da propriedade ao frigorífico, esta éuma das prioridades do Grupo. No frigorífico as práticas de abate humanitáriocontinuam. Todos os procedimentos precedentes ao abate são realizados combase nos critérios de abate humanitário. Através dos procedimentos derastreabilidade do GRUPO FRIGOL é possível conhecer a procedência (dados doprodutor) com as informações contidas na embalagem do produto final ou ocaminho inverso, chegar até um produto final partindo dos dados da procedênciade cada animal. Em outras palavras, a rastreabilidade está presente em todas asfases da produção.Para que o processo permita a rastreabilidade reversa através de uma embalagem,as caixas, como exemplo as referentes à produção com vistas à União Européia,contém o “traceability code” no rótulo. Trata-se de uma expressão, em inglês, quesignifica código de rastreabilidade que contém varias informações entre elas o Nº.Plano de Recuperação Judicial | GRUPO FRIGOL | 19
  20. 20. do SIF (Serviço de Inspeção Federal – Ministério da Agricultura) doestabelecimento de abate e a data de abate.2.6 S.I.F. (Serviço de Inspeção Federal)O S.I.F. - Serviço de Inspeção Federal - é um órgão do Ministério da Agricultura,subordinado ao DIPOA - Departamento de Inspeção de Produtos de OrigemAnimal - que tem por objetivo normatizar e autorizar a produção e comercializaçãode todos os alimentos de origem animal (carne, leite, ovos, laticínios, pescados eprodutos apícolas) no Brasil. É a autoridade máxima nestes assuntos. E nenhumaempresa poderia vender fora do seu estado de origem, ou mesmo exportar casonão tenha o direito de portar o carimbo do S.I.F.Para que se tenha o carimbo do S.I.F., é necessário cumprir com uma série deexigências:A começar pela própria sede da indústria (afastamento de 50 (cinquenta) metrosda via pública, pé dilúvio mínimo, azulejos em todas as paredes, telas contrainsetos, uma sala para cada atividade, previsão de um fluxo linear de produção,Plano de Recuperação Judicial | GRUPO FRIGOL | 20
  21. 21. qualidade da água controlada, banheiros e vestiários com separação masculino efeminino afastados do bloco industrial, etc.), o sistema e os equipamentosapropriados (tudo em aço inoxidável) para o beneficiamento das matérias-primas, ocontrole de qualidade, os uniformes e procedimentos higiênicos dos funcionários eaté mesmo os dizeres da rotulagem, além de uma série de outras exigências: tudoisso para justificar o slogan: "Garantia de Pureza."Participam do processo produtivo do GRUPO FRIGOL 17 (dezessete) funcionários doS.I.F., incluindo um médico veterinário, garantindo assim a excelente e qualidadedos produtos FRIGOL.2.7 Produtos ComercializadosA matéria prima que resulta nos cortes especiais e maturados FRIGOL éproveniente de rebanhos ultra-selecionados. São animais criados naturalmente nopasto, seguindo os mais exigentes padrões fitossanitários.O GRUPO FRIGOL comercializa uma grande mix de produtos para atender todos ostipos de clientes, conforme demonstrado a seguir:Plano de Recuperação Judicial | GRUPO FRIGOL | 21
  22. 22. Plano de Recuperação Judicial | GRUPO FRIGOL | 22
  23. 23. Plano de Recuperação Judicial | GRUPO FRIGOL | 23
  24. 24. Plano de Recuperação Judicial | GRUPO FRIGOL | 24
  25. 25. Plano de Recuperação Judicial | GRUPO FRIGOL | 25
  26. 26. Plano de Recuperação Judicial | GRUPO FRIGOL | 26
  27. 27. 3. Organização do Plano de Recuperação3.1 Motivos Para o Pedido de Recuperação JudicialComo grande parte das empresas nacionais, o GRUPO FRIGOL teve seus problemasagravados a partir do segundo semestre do ano de 2008 com a eclosão da crisefinanceira mundial.Devido a esta crise o preço de sua matéria-prima (boi) registrou uma altaacentuada, em contra partida o volume de exportações brasileiras caiu em torno de30% (trinta por cento) prejudicando de forma avassaladora os frigoríficos.A queda das exportações motivou a queda do preço da carne no mercado interno,pois havia um excesso de produto acabado nos estoques das empresas do setor.Deste modo as empresas em uma atitude de recuperar o negócio mudaram aestratégia e focaram nos consumidores domésticos. Todavia esta queda nospreços reduziu ainda mais a margem de lucro no setor.Com a redução de crédito e aumento nas taxas de juros, o GRUPO FRIGOL ocupoua totalidade dos limites de crédito concedidos por seus parceiros financeiros,chegando a uma preocupante situação de falta de liquidez. A escassez de crédito,os atrasos nos pagamentos de seus credores e o crescente custo financeiro sesobrepuseram, levando ao risco de conduzir a empresa a consequenteinadimplência e a restrição total de seus créditos, com graves reflexos em suaatividade operacional, contaminada pelo custo das dívidas de curto prazo.O pós crise 2008 trouxe ao GRUPO FRIGOL uma situação muito diferente áexperimentada até então. A combinação de baixas vendas, diminuição demargens, escassez de recursos e altas taxas de juros comprometeu o caixa daPlano de Recuperação Judicial | GRUPO FRIGOL | 27
  28. 28. empresa. A empresa foi obrigada a buscar, cada vez mais, recursos junto aosbancos a fim de honrar os seus compromissos cotidianos e poder proceder áreestruturação necessária para a retomada dos lucros. Os custos doendividamento acabaram por reduzir a capacidade de reação da empresa, quesentiu com particular intensidade os problemas oriundos da crise financeiramundial.Apesar de todo o exposto, o GRUPO FRIGOL acredita ser transitória sua atualsituação e tem a certeza de que esse estado de dificuldade financeira épassageiro, visto já terem sido tomadas medidas administrativas, comerciais eoperacionais necessárias para equilibrar a receita/caixa. As medidas, drásticas,abrangeram toda a empresa destaque a diminuição do seu quadro funcional e oscortes importantes em despesas/custos.Plano de Recuperação Judicial | GRUPO FRIGOL | 28
  29. 29. 3.2 Quadro de Credores do Grupo Frigol.O quadro de Credores apresentado abaixo, já expressa algumas alterações na listada Recuperanda que estarão expostas na lista do administrador judicial a serpublicada. COMPOSIÇÃO POR TIPO DE CREDORCredores Trabalhistas 4.427.588,49Credores Com Garantia Real 31.016.223,37Credores Quirografários 108.784.061,31Total do Quadro de Credores 144.227.873,17Valores em Reais (R$) GRÁFICO DE REPRESENTATIVIDADE POR CLASSE DE CREDORESPlano de Recuperação Judicial | GRUPO FRIGOL | 29
  30. 30. 3.3 Plano de Reestruturação OperacionalApós o pedido de recuperação judicial, o GRUPO FRIGOL, através de sua Diretoria,desenvolveu um plano de reestruturação financeiro-operacional visando àlucratividade necessária para permitir a liquidação de seus débitos e a manutençãode sua viabilidade no médio e longo prazos, o que depende não só da solução daatual situação de endividamento, mas também e fundamentalmente, da melhoriade sua capacidade de geração de caixa. As medidas identificadas no Plano deReestruturação Financeiro-Operacional estão incorporadas a um planejamentopara o período de 10 (dez) anos e estão fundamentadas nas seguintes decisõesestratégicas:3.3.1 Área Comercial  Reestruturação de políticas comerciais;  Plano orçamentário de vendas ao final de cada mês, com atualizações semanais;  Plano de ação para realização de parcerias estratégicas;  Reformulação da política comercial em relação às margens/rentabilidade;  Basear a liderança da empresa em parcerias estratégicas.3.3.2 Área Administrativa  Programa de redução do quadro funcional e de gasto com pessoal e horas extras e redução de despesas fixas;  Fortalecimento da política de recursos humanos para que contemple: plano de carreira baseado em resultado, melhorias no processo de seleção, treinamento e valorização social e profissional dos colaboradores internos visando à redução do turn over e dos custos de pessoal;Plano de Recuperação Judicial | GRUPO FRIGOL | 30
  31. 31.  Fortalecimento organizacional e da responsabilidade estratégica de tomada de decisão para alcançar metas e assegurar a aderência das ações aos planos;  Formar as novas diretrizes de administração e dar suporte à área comercial através de uma análise SWOT (Strenghts-forças, Weaknesses-fraquezas, Opportunities-oportunidades e Threats-ameaças);  Reorganização do organograma da empresa para novo modelo e consoante com o projeto de reorganização administrativa.  Instituição da Governança Corporativa formada por um Conselho Administrativo e Diretorias Executivas;3.3.3 Área Financeira  Busca de novas linhas de créditos menos onerosas e mais adequadas;  Renegociação de tarifas bancárias;  Renegociação do passivo não sujeito aos efeitos da Recuperação Judicial de forma a equacionar a entrada de receitas e o pagamento dos acordos conforme seu fluxo de caixa;  Implantação de relatórios gerenciais para análise de resultados econômicos e financeiros.  Fornecer base sustentável a todas as decisões estratégicas;3.3.4 Área Operacional  Plano de redução dos custos fixos para melhoria da margem operacional, bem como redução de custos, mediante análise de processos, para melhoria da margem de contribuição;Plano de Recuperação Judicial | GRUPO FRIGOL | 31
  32. 32. 3.4 Cenário Econômico e Mercadológico3.4.1 Mercado Setorial – Premissas, Desempenho Retroativo e Projeções3.4.1.1 PremissasA carne bovina brasileira conquistou no mercado internacional posição dedestaque e respeitabilidade. O grande desafio para a cadeia do agronegócio debovinos do Brasil é agregar valor ao produto fazendo com que não sejacomercializado como uma simples commodity. É sabido também, que desafioainda maior é manter o Brasil como um dos lideres desse mercado.A solução de alguns problemas da pecuária brasileira passa, necessariamente,pela organização da cadeia produtiva e pelas melhorias nas práticas de manejoaplicadas pelo setor, dentre outras. Conhecer a pecuária de corte, as opções, osmétodos que auxiliem sua melhoria e seu crescimento sustentável, sãoresponsabilidades das inúmeras indústrias frigoríficas espalhadas pelo país, afirmaa ABIEC (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes).O consumo de carne pelos seres humanos, acredita-se que tenha sido iniciadoentre 1 milhão e meio de anos atrás, isso trouxe uma grande vantagem em relaçãoàs dietas vegetarianas que existiam na época: uma dieta rica em gordura,proteínas e ferro.No Brasil, os pioneiros da atividade pecuarista foram os senhores da Casa daTorre, localizada na Bahia, utilizando como vaqueiros, muitas vezes, mão-de-obraindígena. Porém, com uma grande seca que atingiu o Nordeste, e a descoberta deminerais preciosos em Minas Gerais no final do século XVIII, o pólo pecuaristabrasileiro transferiu-se para as regiões Sudeste e Sul, mais especificamente paraSão Paulo e Rio Grande do Sul.Plano de Recuperação Judicial | GRUPO FRIGOL | 32
  33. 33. O processo de nacionalização dos frigoríficos, iniciado nos anos 70, e o decrescimento da capacidade, nos anos posteriores, foram feitos de maneira poucoorganizada. No Estado de São Paulo, por exemplo, a indústria cresceuaproximadamente 245% (duzentos e quarenta e cinco por cento) entre o início dadécada de 70 e os dias atuais. Além disso, essa indústria se deslocou quase queintegralmente para o interior do Estado, explica a EMBRAPA (Empresa Brasileirade Pesquisa Agropecuária). Já na década de 90, o setor brasileiro de carnestornou-se mais profissionalizado, adotou técnicas modernas de produção eredobrou os cuidados com a saúde dos animais. Dessa forma o Brasil se colocouentre os principais fornecedores mundiais de proteína animal no último ano doséculo XX.A competitividade e até mesmo a sobrevivência da indústria da carne bovina nomercado está intimamente associada a sua eficiência em gerenciar a qualidade, oque se traduz na segurança do cliente ao consumir os produtos, contribuindo paraa satisfação de suas exigências e na redução de custos de perdas e refugos.3.4.1.2 Desempenho RetroativoO agronegócio brasileiro é responsável por cerca de 1/3 do Produto Interno Bruto(PIB) do Brasil, empregando 38% (trinta e oito por cento) da mão de obra e sendoresponsável por 36% (trinta e seis por cento) das nossas exportações. É o setormais importante da economia brasileira.O rebanho bovino brasileiro é composto por cerca de 80% (oitenta por cento) deanimais de raças zebuínas (Bos indicus) e de 20% (vinte por cento) de raçastaurinas (Bos taurus) conforme a ABIEC, e totalizam acerca de 190 (cento ePlano de Recuperação Judicial | GRUPO FRIGOL | 33
  34. 34. noventa) milhões de cabeças, que vem em contínuo crescimento e temapresentado bons avanços nos índices de produtividade. O custo de produção dobovino brasileiro situa-se dentre os mais baixos do mundo, o que traz uma grandevantagem competitiva. Isso faz o Brasil ser um dos quatro maiores produtoresmundiais de carne bovina, segundo a ABIEC, ocupando o segundo lugar com9.180 milhões de ton. ficando 2.636 milhões de ton. atrás do primeiro colocado,que é os Estados Unidos. Conforme também, a mesma fonte, os Estados Unidos,União Européia, Brasil, e a China são os quatro maiores consumidores de carnebovina, seguindo esta ordem.Tabela de desempenho 2007 – 2009 – Produção mundial de carne bovina: PAÍS 2007 2008 2009 EUA 12.096 12.163 11.816 Brasil 9.297 9.000 9.180 União Européia 8.188 8.090 8.000 China 6.132 6.132 5.764 Argentina 3.300 3.150 3.200 Índia 2.413 2.525 2.660 Austrália 2.172 2.159 2.100 México 1.600 1.600 1.625 Canadá 1.278 1.288 1.300 Rússia 1.370 1.315 1.280 Paquistão 1.113 1.168 1.226 Outros 9.392 9.436 8.876 TOTAL 58.351 58.026 57.027 Fonte: ABIEC (milhões de toneladas)Plano de Recuperação Judicial | GRUPO FRIGOL | 34
  35. 35. Em 2008 o Brasil liderou o ranking dos maiores exportadores de carne bovina nomundo, somando o volume de 2,2 milhões de toneladas e receita cambial de US$5,3 bilhões. Estes valores representaram uma participação de 28% (vinte e oito porcento) do comércio internacional, exportando para mais de 170 (cento e setenta)países nos cinco continentes.No ano de 2008, conforme os dados da ABRAFRIGO (Associação Brasileira deFrigoríficos) as exportações brasileiras se mantiveram no topo do ranking mundialdos países que mais exportam carne bovina e alcançaram 1.384.527 ton. de carnee derivados de bovinos, com uma média mensal 115.337 ton., em valores reais oacumulado do ano foi de US$ 5.326.112.065 valor que caiu 23 % (vinte e trêspontos percentuais) no ano seguinte. Em 2009 o Brasil exportou sua maiorquantidade para a Rússia, em torno de 334.000 toneladas representando quaseUS$ 1.000.000.000,00 (um bilhão) de dólares americanos em divisas. No rankingbrasileiro de exportações de carne, além do pais russo, temos Hong Kong, Irã eEgito como principais destinatários desse tipo de produto. Os Estados Unidos daAmérica, maior produtor mundial de carne, figura como sétimo colocado nessa listadas exportações brasileiras.A Indústria frigorífica brasileira, especialmente de carne bovina, reúne mais de 130empresas. Estas empresas estão distribuídas em todo o território brasileiro.Destas, 77 plantas são reunidas através da Associação Brasileira das IndústriasExportadoras de Carnes – ABIEC, do total, aproximadamente 16 empresas, as demaior porte, juntas são responsáveis pela exportação de mais de 500 mil toneladasde carnes industrializadas/ano.Plano de Recuperação Judicial | GRUPO FRIGOL | 35
  36. 36. Conforme a EMBRAPA o mapa do consumo de carne bovina no Brasil segue asdiferenças das rendas per capta existentes nas diversas camadas sociais do país.As pessoas de renda mais elevada possuem taxas de consumo semelhantes àsdos maiores consumidores do mundo, mais de 50 kg/hab./ano, enquanto apopulação de baixa renda já apresenta consumo de terceiro mundo, com menos de10 kg/hab./ano. A disponibilidade interna situa-se em torno de 34 kg/hab./ano,compensando as diferenças existentes entre as camadas superiores e inferiores dapopulação. O crescimento do mercado interno passa obrigatoriamente pelamelhoria da renda, ou ainda pelo fornecimento destes produtos por preçosmenores.A bovinocultura de corte é a maior parcela do agronegócio brasileiro, ela gerafaturamento em torno de mais de R$ 50 bilhões/ano e oferece cerca de 7,5 milhõesde empregos.Nas últimas décadas as indústrias frigoríficas se atualizaram e começaram ainvestir na capacitação dos seus colaboradores, focando o cumprimento de normasque são internacionalmente reconhecidas. Assim, os frigoríficos brasileirosimplantaram programas voltados para as Boas Práticas de Fabricação, osProcedimentos Padrão de Higiene Operacional, entre outros que alavancaram aqualidade dos produtos nacionais.3.4.1.3 ProjeçõesA demanda interna e o mercado externo estão puxando os preços das carnes.Internamente, o aumento de renda é um dos principais fatores dessa sustentação eno caso da carne bovina, há também a redução na oferta de gado.A produção nacional de carnes (bovina, suína e de frango) deverá suprir, até 2020,44,5% do mercado mundial, ou seja, praticamente a metade do mercadoPlano de Recuperação Judicial | GRUPO FRIGOL | 36
  37. 37. internacional será abastecido pelo Brasil, segundo projeções do Ministério daAgricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), isso, relativo aos cenários deprodução, a participação no mercado e as exportações.Assessoria de Gestão Estratégica (AGE) mostra ainda que, no ano de 2010, aparticipação brasileira nas exportações mundiais de carne bovina, suína e defrango será de 37,4%. Um crescimento de 0,71% ao ano para alcançar asprojeções de 2020. Já a relação entre o comércio internacional e as exportaçõesbrasileiras em 2019/2020, mostra que as vendas de carne bovina representarão30,3% da pauta de exportação, contra os 25% atuais.Conforme a mesma fonte, o Brasil, em 2010 exportará 25% a mais de carne bovinaem relação a 2009. Segundo os dados do Ministério, o salto será de 420 miltoneladas, o que totalizará 2,11 milhões toneladas. A projeção é otimista ecomparada com a divulgada pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos(USDA), eles prevêem um aumento de 20% nas exportações brasileiras desteproduto em 2010.Gráfico de desempenho 2009/2010 – 2019/2020 – Produção mundial de carnebovina:Plano de Recuperação Judicial | GRUPO FRIGOL | 37
  38. 38. O avanço da tecnologia no campo da genética, e da nutrição animal, aliados aodesenvolvimento de novos métodos de administração e controle sobre o rebanhobovino, alterou de maneira definitiva os parâmetros de eficiência da pecuária decorte bovino mundial ao longo das décadas. O reflexo deste aprimoramento noambiente das propriedades rurais, que se verifica principalmente na melhora dosíndices de produtividade média dos rebanhos, também traz como consequênciamudanças na geografia do mercado mundial da carne e seus derivados.3.4.2 Perspectivas Econômicas – BrasilO Brasil se apresenta mundialmente como uma economia sólida e estável quesuperou rapidamente a pior crise internacional dos últimos 80 anos. Este é oretrato econômico do Brasil de hoje. O novo modelo de desenvolvimento adotadopelo governo brasileiro ajudou a reduzir consideravelmente os impactos negativosda instabilidade financeira que abalou o mercado mundial. Nos últimos anos, apolítica econômica do Governo Federal, responsável pela criação de milhões deempregos, combinada à política social de transferência de renda, produziu umcírculo virtuoso de crescimento. Tudo isso ajudou no fortalecimento do mercadointerno, fazendo com que as empresas sintam-se estimuladas a investirem emprodução e fiquem menos expostas às oscilações do mercado internacional. Ocompromisso com os fundamentos econômicos também contribuiu na proteçãocontra crises internacionais e deixou o país menos vulnerável.O Brasil tem apresentado ritmo de crescimento superior a média mundial nosúltimos anos. A superação dos efeitos da crise econômica também está abrindooportunidades para o País, que provou ser possível adotar um modelo dedesenvolvimento econômico baseado no mercado interno e na redução dasdesigualdades sociais.Plano de Recuperação Judicial | GRUPO FRIGOL | 38
  39. 39. O País se tornou credor internacional, ao contrário do que ocorreu em outrasépocas de crise internacional, o Brasil não depende mais da entrada de dinheiro doexterior para honrar seus compromissos. Desde 2008, pela primeira vez nahistória, o País dispõe de mais dólares do que seria preciso para pagar toda a suadívida externa.Plano de Recuperação Judicial | GRUPO FRIGOL | 39
  40. 40. 4. Etapa Quantitativa4.1 Análise do Desempenho Econômico-FinanceiroAbaixo estão demonstrados resumidamente o desempenho econômico do gruponos 3 últimos anos e os 7 (sete) primeiros meses de 2010, correspondente aoperíodo anterior ao pedido de recuperação judicial, dados estes que se encontramanexados aos autos, de acordo com artigo 51 da Lei 11.101/2005.4.1.1 Demonstração do Resultado do Exercício (DRE)4.1.1.1 Dados DEMONSTRATIVO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO Grupo Frigol ESPECIAL EM 30 DE  EXERCÍCIO 2007 2008 2009 JULHO DE 2010 (R$) AV% (R$) AV% (R$) AV% (R$) AV%RECEITA OPERACIONAL BRUTA               362.192 100,00%           423.282 100,00%           463.654 100,00%           374.957 100,00%(‐) DEDUÇÕES DE VENDAS                (54.772) ‐15,12%            (85.479) ‐20,19%            (68.845) ‐14,85%            (22.534) ‐6,01%(=) RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA               307.420 84,88%           337.803 79,81%           394.809 85,15%           352.423 93,99%(‐) CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS              (257.332) ‐71,05%          (297.288) ‐70,23%          (341.223) ‐73,59%          (341.870) ‐91,18%(=) LUCRO BRUTO                 50.088 13,83%              40.515 9,57%              53.586 11,56%             10.553 2,81%(‐) DESPESAS OPERACIONAIS                (44.041) ‐12,16%            (67.673) ‐15,99%            (36.562) ‐7,89%          (103.080) ‐27,49%(=) RESULTADO ANTES DA CSLL E IRPJ                    6.047 1,67%            (27.158) ‐6,42%              17.024 3,67%            (92.527) ‐24,68%(‐) CSLL E IRPJ                  (2.212) ‐0,61%                8.167 1,93%               (3.291) ‐0,71%             13.899 3,71%(=) RESULTADO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO                    3.835 1,06%            (18.991) ‐4,49%              13.733 2,96%            (78.628) ‐20,97%Valores em milhares de Reais (R$) Gráfico Comparativo – Receita Bruta X Resultado LíquidoPlano de Recuperação Judicial | GRUPO FRIGOL | 40
  41. 41. 4.1.1.2 AnáliseAs dificuldades enfrentadas pelo Grupo FRIGOL nos últimos anos estão realçadasno DRE- Demonstração de Resultados apresentado nos quadros acima.No exercício de 2007 o faturamento apresentado foi de R$ 362,1, os custos dosprodutos vendidos representaram 71,05%, as despesas operacionaisrepresentaram pouco mais de 12% e o resultado líquido foi positivo em 1,06% dareceita bruta, com valor absoluto de R$ 3,83 milhões.No exercício de 2008 o faturamento teve aumento de quase 17%, chegando a R$423,2 milhões. Porém, devido a crise financeira mundial do segundo semestredaquele ano, o resultado líquido apresentou prejuízo de R$ 18,99 milhões,representando 4,49% da receita bruta. Neste ano as despesas operacionaisrepresentaram praticamente 16% da receita bruta, quase 4 pontos percentuais amais do que o ano anterior, impulsionada pelas despesas financeiras.O ano de 2009 foi a retomada, o faturamento mais uma vez apresentoucrescimento, desta vez de quase 10%, atingindo R$ 463,6 milhões. Os problemasdo ano anterior foram momentaneamente equacionados, as despesas operacionaissomaram 7,89% da receita bruta. Os custos dos produtos vendidos tiveram alta de3,36 pontos percentuais, registrando 73,59% da receita bruta. Mesmo com essaalta, o resultado líquido foi positivo, gerando lucro de mais de R$ 13 milhões, ou2,96% da receita bruta.Com esta retomada no ano de 2009, várias instituições financeiras, principalmenteoficiais, passaram a estudar e acenar positivamente para novas linhas de créditode longo prazo, fato este que seria essencial para o projeto apresentado eis que oPlano de Recuperação Judicial | GRUPO FRIGOL | 41
  42. 42. ingresso de nova linha de longo prazo mudaria por completo o perfil doendividamento da empresa e a rentabilidade.No entanto, sempre que os projetos de investimentos eram apresentados para asinstituições, em especial comitês de créditos, empresa do mesmo segmentopediam recuperação judicial, fato este que demandava novo estudo de viabilidadepara os projetos, acarretando alterações nestes (v.g. novas garantias). Tal situaçãoperdurou até o dia 30 de julho de 2010 (data do pedido de recuperação). Até estafatídica data o GRUPO FRIGOL não tinha intenção de pedir recuperação judicial.No exercício encerrado especialmente em 30 de Julho de 2010, refletindo toda acrise do setor, o resultado apresentado foi o pior de todos os períodos. Com omercado em baixa, os preços de venda da carne caíram rapidamente, fazendocom que o custo dos produtos vendidos representasse mais de 91% da receitabruta. Diante de um faturamento de quase 375 milhões, o prejuízo foi de R$ 78,6milhões, ou 20,97% da receita bruta. Outras contas que contribuíram para oresultado negativo foram as despesas operacionais, que somaram 27,49% dareceita bruta, alta de quase 20 pontos percentuais em relação ao ano anterior,impulsionada novamente pelas despesas financeiras.Caso a empresa não encontre condições favoráveis de prazo para concretizar umaprofunda mudança no perfil de sua dívida, bem como, re-planejar toda suaoperação, reduzindo custos (principalmente financeiro) e assim tornando-secompetitiva novamente, essa situação de dificuldade econômico-financeira tende aagravar-se a cada ano.Plano de Recuperação Judicial | GRUPO FRIGOL | 42
  43. 43. 4.2 Projeções do Desempenho Econômico-FinanceiroAs projeções financeiras foram desenvolvidas assumindo-se o crescimento domercado, limitando o faturamento a capacidade produtiva do Grupo. Os efeitos dasmedidas de melhoria, incluídos no resultado operacional e financeiro, foramcalculados com base em estimativas realistas. Para elaborar o Plano deRecuperação e estimar os resultados operacionais para o período de recuperação,foram utilizadas diversas informações fornecidas pelo Grupo. Com base nestasinformações foram identificadas diversas medidas para melhorar o desempenhooperacional. A identificação e quantificação destas medidas foram realizadasvisando à viabilidade do Grupo FRIGOL.4.2.1 Projeção das Receitas4.2.1.1 PremissasPara a projeção do volume de receita bruta nos 10 (dez) anos contemplados noplano, foram consideradas as seguintes premissas:  A estratégia adotada foi realista, prevendo-se que nos quatro primeiros anos ocorra um crescimento gradual no volume de vendas até ser atingindo a capacidade total de produção do Grupo, mantendo assim fixo o valor de faturamento até o décimo ano;  A base para a projeção da receita foi o planejamento comercial da empresa que vem sendo executado desde o pedido de recuperação judicial, bem como a expectativa do valor de mercado de seus produtos;Plano de Recuperação Judicial | GRUPO FRIGOL | 43
  44. 44.  O volume projetado está totalmente de acordo com a capacidade operacional da empresa, demandando apenas possíveis contratações de mão-de-obra e arrendamento de nova planta industrial, que estão previstas no custo dos produtos vendidos nas projeções de resultado econômico- financeiro;  O preço de venda projetado não contempla o efeito inflacionário. Por ser uma projeção de longo prazo, torna-se inviável estimar este indicador de modo adequado, sendo assim, consideram-se os preços projetados a valor presente, pressupondo que os efeitos inflacionários sobre os custos e despesas serão repassados aos preços de venda projetados para garantir as margens projetadas.Plano de Recuperação Judicial | GRUPO FRIGOL | 44
  45. 45. 4.2.1.2 Projeção RECEITAS ANO1 ANO2 ANO3 ANO4 ANO5 ANO6 ANO7 ANO8 ANO9 ANO10 TOTALCarne Suína  29,78 36,65 45,81 45,81 45,81 45,81 45,81 45,81 45,81 45,81 432,90 Carne Bovina SP  296,76 310,56 310,56 310,56 310,56 310,56 310,56 310,56 310,56 310,56 3.091,78 Carne Bovina PA  262,77 275,00 336,11 397,22 397,22 397,22 397,22 397,22 397,22 397,22 3.654,38 Carne Bovina Arrend. Nova Planta  ‐ 61,11 213,89 244,44 244,44 244,44 244,44 244,44 244,44 244,44 1.986,08 Aproveitamento Bovino SP  33,25 34,80 34,80 34,80 34,80 34,80 34,80 34,80 34,80 34,80 346,43 Aproveitamento Bovino PA  33,25 42,53 69,59 81,19 81,19 81,19 81,19 81,19 81,19 81,19 713,73 Aproveitamento Suíno  0,49 0,61 0,76 0,76 0,76 0,76 0,76 0,76 0,76 0,76 7,20 Total Geral  656,30 761,25 1.011,51 1.114,78 1.114,78 1.114,78 1.114,78 1.114,78 1.114,78 1.114,78 10.232,49 Valores em milhões de Reais (R$)4.2.1.3 AnálisePara o primeiro ano da recuperação judicial foi projetado um volume de R$ 656,3 milhões de faturamento o que corresponde aR$ 54,7 milhões de média mensal. O crescimento real projetado em termos monetários é de 16% no primeiro ano, a receitasegue crescendo até o 4º ano, estabilizando-se em R$ 1.114,7 milhões até o 10º ano. Conforme informado nas premissas, ovolume projetado está totalmente de acordo com a capacidade operacional da empresa, demandando apenas possíveiscontratações de mão-de-obra e arrendamento de nova planta industrial, que estão previstas no custo dos produtos vendidos nasprojeções de resultado econômico-financeiro. Plano de Recuperação Judicial | GRUPO FRIGOL | 45
  46. 46. Gráfico ilustrativo da projeção de receitasPlano de Recuperação Judicial | GRUPO FRIGOL | 46
  47. 47. 4.2.2 Projeção de Resultados4.2.2.1 PremissasAs seguintes premissas foram adotadas na projeção de resultado econômico-financeiro:  Foi utilizado o Sistema Tributário Normal com apuração de Lucro Real sendo consideradas assim, as respectivas alíquotas de cada imposto incidente para as projeções de resultados. Este Sistema Tributário é o adotado pelo Grupo FRIGOL no momento da elaboração deste Plano de Recuperação;  Os Custos dos Produtos Vendidos foram projetados com base em valores atuais, líquidos de todos os impostos creditáveis. Este grupo de custos varia proporcionalmente ao faturamento projetado;  As Despesas Comerciais foram projetadas de acordo com o histórico que a empresa apresentou em 2008 e 2009, além da redução proposta nas medidas de melhoria;  As Despesas Fixas projetadas terão um pequeno aumento no decorrer dos períodos, pois mesmo sendo fixas por característica, na realidade, o aumento no volume de vendas demandará alguns aumentos para comportar o novo nível de atividade, porém, tais custos já consideram as reduções ocorridas a partir das medidas adotadas e previstas no Plano de Recuperação;Plano de Recuperação Judicial | GRUPO FRIGOL | 47
  48. 48.  Outra premissa é que os valores de Depreciação inclusos na projeção serão totalmente reinvestidos na empresa como forma de manutenção da atual capacidade instalada e partir do quinto ano haverá também a destinação de recursos para renovação do parque industrial;  A sobra de caixa projetada em cada ano da projeção será destinada para a recomposição do Capital de Giro da empresa e para o pagamento dos débitos não sujeitos aos efeitos da recuperação judicial, reduzindo assim além das despesas financeiras, o passivo total da empresa;  A projeção não contempla efeitos inflacionários, pelos mesmos motivos explanados na projeção da receita. A premissa adotada é de que todo efeito inflacionário será repassado ao preço de venda projetado quando ocorrer, mantendo a rentabilidade projetada, bem como, a geração de caixa e a capacidade de pagamento resultante;  O ano 1 da projeção considera os 12 meses subsequentes a data da publicação no Diário Oficial Eletrônico do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo da decisão de homologação do Plano de Recuperação Judicial e consequente concessão da recuperação do Grupo em todo Plano esta data será indicada como “Data Inicial”;  Todas as projeções foram feitas em um cenário realista.Plano de Recuperação Judicial | GRUPO FRIGOL | 48
  49. 49. 4.2.2.2 ProjeçãoA seguir projeção de resultado econômico-financeiro, com base nos volumes previstos, receitas projetadas e nas premissasadotadas: Demonstração de Resultados ANO1 ANO2 ANO3 ANO4 ANO5 ANO6 ANO7 ANO8 ANO9 ANO10   TOTAL Receita Bruta de Vendas 656,3 761,25 1.011,51 1.114,78 1.114,78 1.114,78 1.114,78 1.114,78 1.114,78 1.114,78   10.232,49   Deduções/abatimentos 6,56 7,61 10,12 11,15 11,15 11,15 11,15 11,15 11,15 11,15   102,32   Impostos 32,03 39,07 57,36 64,74 64,74 64,74 64,74 64,74 64,74 64,74   581,63 Receita Líquida 617,71 714,56 944,04 1.038,89 1.038,89 1.038,89 1.038,89 1.038,89 1.038,89 1.038,89    9.548,53   Custo dos Produtos Vendidos 546,41 628,87 827,29 908,18 908,18 908,18 908,18 908,18 908,18 908,18   8.359,80   Despesas Variáveis de Venda 28,24 33,54 47,4 53,31 53,31 53,31 53,31 53,31 53,31 53,31   482,34 Lucro Bruto 43,06 52,15 69,35 77,4 77,4 77,4 77,4 77,4 77,4 77,4    706,39   Despesas Administrativas e Comerciais 12,22 13,39 16,03 17,01 17,01 17,01 17,01 17,01 17,01 17,01   160,75   Despesas Financeiras 9,81 11,18 22,82 23,40 22,33 18,98 13,16 6,37 0,19 0,10 128,34 Lucro Antes do IR/CSLL 21,04 27,58 30,49 36,99 38,06 41,41 47,23 54,02 60,20 60,29 417,31 (-)IRPJ e C.S.L.L. 5,76 7,56 8,36 10,14 10,44 11,36 12,96 14,82 16,52 16,55 114,46 Lucro Líquido 15,28 20,03 22,14 26,85 27,62 30,05 34,27 39,20 43,68 43,75 302,85 Novos Recursos 41,00 - - - - - - - - -   41,00   Créditos Tributários 16,00 - - - - - - - - -   16,00   Novos Financiamentos 25,00 - - - - - - - - -   25,00 Credores RJ Trabalhistas 4,43 - - - - - - - - -    4,43 Credores RJ Garantia Real e Quirografários 35,12 12,08 12,84 4,56 4,56 4,56 4,56 4,56 4,56 4,56    91,94    Credores Fornecedores até R$10mil 1,32 - - - - - - - - -    1,32    Credores Fornecedores até R$20mil 3,05 - - - - - - - - -    3,05    Credores Fornecedores Acima de R$20mil 30,75 12,08 12,84 - - - - - - -    55,66    Credores Financeiros - - - 4,56 4,56 4,56 4,56 4,56 4,56 4,56   31,91 Débitos não sujeitos a RJ 3,15 4,38 10,64 18,11 19,48 13,03 7,69 8,78 0,91 0,91    87,06    Amortização Novos Financiamentos - - 3,75 4,35 5,04 5,85 6,78 7,87 - -    33,64    Amortização Empréstimos 0,45 2,65 5,3 5,91 6,58 - - - - -    20,89    Passivo Tributário 1,59 1,59 1,59 1,59 1,59 0,91 0,91 0,91 0,91 0,91    12,47    ACC/ACE - - - 6,27 6,27 6,27 - - - -    18,81    Leasing/Finame 1,12 0,14 - - - - - - - -    1,26 Renovação do Parque Industrial - - - - 3,00 3,00 3,00 3,00 3,00 3,00   18,00 Recomposição de Capital de Giro 13,58 3,57 (1,34) 4,18 0,59 9,47 19,03 22,86 35,21 35,28 142,42Valores em milhões de Reais (R$) Plano de Recuperação Judicial | GRUPO FRIGOL | 49
  50. 50. 4.2.2.3 AnáliseCom base nos resultados projetados é possível destacar: Como o custo dos produtos vendidos e as despesas variáveis de venda são variáveis de acordo com as receitas geradas, mesmo com o incremento no volume de vendas, o lucro bruto projetado se manterá estável durante todos os períodos, perfazendo uma média de 6,9% perante a receita bruta projetada; Mesmo com algumas elevações nos gastos fixos, em virtude do aumento do nível de atividade, o efeito da alavancagem operacional é favorável, a ponto de reduzir os custos fixos em termos percentuais, dessa forma, o lucro operacional inicia em 3,20% da receita bruta projetada no primeiro ano, chegando a 5,36% da receita bruta projetada no ano 10; Conforme a projeção, o lucro líquido apurado ao final de cada ano é suficiente para o pagamento da proposta aos credores e ao cumprimento do pagamento do passivo tributário. Desta forma, fica demonstrada a viabilidade da superação da situação de crise econômico-financeira do GRUPO FRIGOL, permitindo que seja mantida a fonte produtora do emprego dos trabalhadores e os interesses dos credores, promovendo assim a preservação da empresa, sua função social e o estímulo à atividade econômica.Plano de Recuperação Judicial | GRUPO FRIGOL | 50
  51. 51. 5. Proposta de pagamento aos credores da RecuperaçãoA premissa adotada para a proposta de pagamento da dívida é a de que ospercentuais aplicados sobre as receitas obtidas terão que obrigatoriamente serrespeitados conforme proposto. Para tanto, se faz necessário que a proposta sejacondizente com a capacidade de pagamento demonstrada pelas projeçõeseconômico-financeiras, sob pena de inviabilizar o processo de recuperação.Com o intuito de privilegiar o pagamento aos Credores submetidos à recuperação,até o pagamento integral destes, a empresa não poderá distribuir ou constituirreserva para pagamento de lucros aos seus sócios.Para todas as propostas apresentadas, a data utilizada de base para contagemdos prazos de pagamentos será a data de publicação no Diário da JustiçaEletrônico do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo da decisão dehomologação do Plano de Recuperação Judicial e consequente concessão darecuperação das empresas do GRUPO FRIGOL¸ que neste documento será tratadacomo “Data Inicial”.Entende-se para fins desta proposta como receita líquida o faturamento brutoapurado no período, deduzido de devoluções, abatimentos e impostos sobrevendas tais como: ICMS, PIS, COFINS, etc.5.1 Classe I: Credores TrabalhistasOs Credores Trabalhistas que possuem multas rescisórias receberão os créditosprovenientes destas multas em até 30 dias após a “Data Inicial”. O saldoremanescente será pago em até 30 dias após a entrada em caixa de novosPlano de Recuperação Judicial | GRUPO FRIGOL | 51
  52. 52. recursos (Créditos Tributários e/ou Novos Financiamentos) com valor mínimo deR$ 16 milhões, conforme demonstrado nas projeções do item 4.2.2.2.Caso não haja a entrada destes novos recursos no prazo de 12 meses após a“Data Inicial”, o saldo será pago em 12 (doze) parcelas iguais, mensais econsecutivas, sendo a primeira parcela paga imediatamente após o vencimento doprazo de 12 (doze) meses após a “Data Inicial”.A título de juros e atualização monetária, será pago aos Credores Trabalhistas 2%(dois por cento) ao ano, começando a incidir a partir da “Data Inicial”.Ressalte-se que, caso haja a inclusão de algum credor Trabalhista sujeito aosefeitos da Recuperação Judicial ao longo do período da projeção, o mesmo serápago em até 24 meses após a inscrição da dívida no processo.5.2 Classes II e III - Credores com Garantia Real e QuirografáriosPara os fins desta proposta, as classes de Credores com Garantia Real eQuirografários foram divididas em 2 grupos: Credores Fornecedores e CredoresFinanceiros, onde para cada grupo haverá uma proposta de pagamento distinta.No grupo de Credores Fornecedores estão inclusos todos os pecuaristas,suinocultores, prestadores de serviços e demais fornecedores que não seenquadrem como instituições financeiras.No grupo de Credores Financeiros estão inclusas as instituições financeiras comobancos e factorings, pessoas físicas que possuem créditos derivados de contratosde mútuo e empresas ligadas ao Grupo.Plano de Recuperação Judicial | GRUPO FRIGOL | 52
  53. 53. 5.2.1 Credores FornecedoresAos Credores Fornecedores, que detém créditos inferiores ou iguais a R$10.000,00 (dez mil reais), o pagamento será realizado de forma integral em até 30(trinta) dias após a “Data Inicial”. Desta forma, serão quitados 517 (quinhentos edezessete) credores, representando cerca de 38% (trinta e oito por cento) daquantidade total de Credores com Garantia Real e Quirografários.Aos Credores Fornecedores que detém créditos superiores a R$ 10.000,00 (dezmil reais) e inferiores ou iguais a R$ 20.000,00 (vinte mil reais), o pagamento serárealizado em 6 (seis) parcelas mensais iguais e consecutivas, vencendo a primeiraem 30 (trinta) dias após a “Data Inicial”. Desta forma, serão quitados mais 199credores, representando cerca de 15% (quinze por cento) da quantidade total deCredores com Garantia Real e Quirografários.Aos Credores Fornecedores que detém créditos superiores a R$ 20.000,00 (vintemil reais) a proposta de pagamento passa pela concretização de algumaspremissas:a) As empresas do GRUPO FRIGOL possuem créditos tributários junto a Fazenda Estadual de São Paulo, que montam uma quantia aproximada de R$ 20.000.000,00 (vinte milhões de reais). Tais créditos, depois de auditados e fiscalizados pela Fazenda Estadual, serão vendidos, gerando um caixa de aproximadamente R$ 16.000.000,00 (dezesseis milhões de reais).b) Desde o pedido de recuperação judicial o GRUPO FRIGOL vem buscando junto a instituições financeiras, fundos de investimentos e investidores nacionais e internacionais, novos recursos para capitalização de seu negócio. AlgumasPlano de Recuperação Judicial | GRUPO FRIGOL | 53
  54. 54. destas instituições têm demonstrado grande interesse nesta operação, que pode chegar a um montante de R$ 25.000.000,00 (vinte e cinco milhões de reais).O GRUPO FRIGOL propõe aos Credores Fornecedores com créditos superiores a R$20.000,00 (vinte mil reais) que caso haja entrada destes novos recursos, sejadestinado 75% (setenta e cinco por cento) do valor a estes credores em até 30(trinta) dias após a entrada dos mesmos em seu caixa.O saldo remanescente será pago com 12 (doze) meses de carência da “DataInicial” em parcelas semestrais, através da destinação de 1,69% da receita líquidarealizada nos 6 (seis) meses anteriores ao pagamento. O primeiro pagamentoacontecerá até o 10° (décimo) dia útil subsequente ao período de carência e osdemais sucessivamente a este. O GRUPO FRIGOL garante a estes credores umaparcela mínima de 50% (cinquenta por cento) da projetada, caso o faturamentonão ocorra conforme o esperado.Conforme as projeções, o saldo remanescente será pago em 24 (vinte e quatro)meses após o período de carência. Se considerarmos a data de liberação dosnovos recursos como a vista, temos um prazo médio de pagamento a estescredores de aproximadamente 16 (dezesseis) meses.Caso dentro de 12 (doze) meses após a “Data Inicial” os pagamentos destinadosaos Credores, oriundos dos valores arrecadados conforme os itens "a" e "b", sejaminferiores a 30% do montante total devido, a amortização da dívida se dará em 6(seis) parcelas semestrais, iguais e consecutivas.Plano de Recuperação Judicial | GRUPO FRIGOL | 54
  55. 55. A título de juros e atualização monetária, será pago aos Credores Fornecedores3% (três por cento) ao ano, começando a incidir a partir da “Data Inicial”. Ospagamentos desses valores ocorrerão semestralmente.5.2.2 Credores FinanceirosA proposta de pagamento aos Credores Financeiros consiste na aplicação de umdeságio de 60% (sessenta por cento) sobre a dívida e pagamentos anuais, atravésda destinação de um percentual a ser aplicado sobre a receita líquida realizada nos12 meses anteriores ao pagamento.O primeiro pagamento ocorrerá no 10° (décimo) dia útil subsequente ao período decarência de 48 (quarenta e oito) meses, a contar da “Data Inicial”. Os demaispagamentos ocorrerão sucessivamente ao primeiro, até a liquidação total da dívidaque, conforme a projeção do item 4.2.2.2, ocorrerá no 10° (décimo) ano.Assim, o primeiro pagamento ocorrerá através da aplicação do percentual propostosobre a receita líquida realizada entre o 37° (trigésimo sétimo) e o 48°(quadragésimo oitavo) meses posteriores a “Data Inicial”.Os percentuais propostos (arredondados para duas casas decimais), bem como areceita líquida projetada estão expostos no quadro a seguir: RECEITA LÍQUIDA  PERCENTUAL  PAGAMENTO  ANO  (R$)  PROPOSTO  PROJETADO (R$)              ANO 1  617.711.716 0,00%  ‐  ANO 2  714.563.407 0,00%  ‐  ANO 3  944.039.467 0,00%  ‐  ANO 4  1.038.887.507 0,44%  4.558.122  ANO 5  1.038.887.507 0,44%  4.558.122  ANO 6  1.038.887.507 0,44%  4.558.122  ANO 7  1.038.887.507 0,44%  4.558.122  ANO 8  1.038.887.507 0,44%  4.558.122  ANO 9  1.038.887.507 0,44%  4.558.122  ANO 10  1.038.887.507 0,44%  4.558.122          TOTAL  31.906.857 Plano de Recuperação Judicial | GRUPO FRIGOL | 55
  56. 56. A título de juros e atualização monetária, será pago aos Credores Financeiros 2%(dois por cento) ao ano, começando a incidir a partir da “Data Inicial”. Ospagamentos desses valores ocorrerão anualmente, inclusive durante o período decarência.5.3 Aceleração de PagamentoNo intuito de proporcionar aceleração ao pagamento dos Credores e liquidar commaior brevidade seu passivo, o GRUPO FRIGOL propõe duas formas de amortizaçãoacelerada, uma para os Credores Fornecedores Estratégicos (Pecuaristas eSuinocultores) e outra para os Credores Instituições Financeiras.5.3.1 Aceleração de Pagamento Credores FornecedoresA proposta de aceleração de pagamento aos Credores Fornecedores Estratégicosincidirá sobre as compras realizadas pelo GRUPO FRIGOL a partir da “Data Inicial”.Durante os 12 meses subsequentes a esta data, a cada compra realizada seráacrescido 1% sobre o valor total da fatura, que será pago a título de amortizaçãoacelerada do passivo inscrito no processo de Recuperação Judicial, até que hajasua liquidação.A partir do 13º (décimo terceiro) mês após a “Data Inicial”, a cada compra realizadaserá acrescido 2% sobre o valor total da fatura, que será pago a título deamortização acelerada do passivo inscrito no processo de Recuperação Judicial,até que haja sua liquidação.O pagamento deste percentual adicional sobre as novas compras que liquidará opassivo inscrito na recuperação judicial antecipadamente será calculado sobre ascompras realizadas nos 2 (dois) meses anteriores ao pagamento. O primeiropagamento ocorrerá no 10° (décimo) dia útil subsequente ao segundo mês contadoa partir da “Data Inicial”, sendo os seguintes bimestralmente após o primeiro.Plano de Recuperação Judicial | GRUPO FRIGOL | 56
  57. 57. 5.3.2 Aceleração de Pagamento aos Credores FinanceirosOs Credores Financeiros inscritos na recuperação judicial que se propuserem anegociar com o GRUPO FRIGOL, viabilizando através de novos empréstimos apossibilidade da empresa conquistar maior espaço no mercado, recompor seucapital de giro, podendo expandir sua atuação e representatividade, usando seupotencial para realizar mais negócios, melhorando inclusive os índices previstosnas projeções, passarão a receber, segundo as regras deste item, um percentualadicional destes novos recursos, conforme a seguir:  Os montantes das tranches a serem fornecidas através de empréstimo/fomento terão seu valor definido a um mínimo estipulado entre as partes;  Estes novos recursos serão remunerados por CDI (Certificados de Depósito Interbancário) mais 0,2% ao mês;  Os novos empréstimos/fomentos realizados terão carência mínima para amortização do principal de 12 (doze) meses da data do contrato. Durante este período serão pagos a atualização monetária e os juros ao final de cada 30 (trinta) dias a partir da data de assinatura do contrato;  Após o período inicial da carência, as amortizações serão realizadas em um prazo mínimo de 48 (quarenta e oito) meses, iniciando-se o primeiro pagamento da parcela de amortização 30 (trinta) dias após o vencimento do prazo de 12 (doze) meses da contratação do empréstimo;  Aos Credores que aderirem a esta clausula de aceleração de pagamento o deságio sobre os créditos inscritos no processo de Recuperação JudicialPlano de Recuperação Judicial | GRUPO FRIGOL | 57
  58. 58. proposto poderá reduzir para até 30% (trinta por cento), sendo calculada esta redução de forma proporcional ao dinheiro novo ofertado em relação a dívida inscrita na Recuperação Judicial, da seguinte maneira: Se o credor fornecer dinheiro novo no montante superior ou igual ao de sua dívida inscrita na RJ, seu deságio cai para 30%, se fornecer metade do valor inscrito na RJ seu deságio cai para 45%, esta metodologia de cálculo será aplicada para qualquer valor emprestado;  Para a amortização do passivo da recuperação judicial existente no quadro geral de credores referente ao credor que se habilitar para participar desta cláusula de amortização acelerada, será pago 10% (dez por cento) do valor do dinheiro novo, limitado ao valor do crédito inscrito na Recuperação Judicial;  Toda a destinação e utilização de recursos deverão ser acompanhadas pelo credor que participar desta proposta através das demonstrações contábeis apresentadas pelo GRUPO FRIGOL.5.4 Credores de Adiantamento de Contrato de Cambio - ACCPara os credores detentores de créditos provenientes de Adiantamentos deContrato de Cambio - ACC que aderirem a esta proposta de pagamento, aproposta esta dividida em dois grupos: os Credores com Contratos de Cambiobaixados e os que ainda estão em posição, a saber: 1) ACC(s) Baixados – O GRUPO FRIGOL reconhece, para aqueles credores que aderirem a esta proposta, a dívida gerada em Reais tanto para a baixa do contrato de cambioPlano de Recuperação Judicial | GRUPO FRIGOL | 58
  59. 59. como os Encargos Financeiros recolhidos junto ao Banco Central. A proposta consiste em pagamentos mensais, sendo o primeiro pagamento realizado no 10° (décimo) dia útil subsequente ao término de um período de carência de 36 (trinta e seis) meses a contar da “Data Inicial” em 36 (trinta e seis) parcelas iguais, mensais e consecutivas, com correção monetária pela TR + 1% a.a. 2) ACC(s) Em posição – O GRUPO FRIGOL reconhece, para aqueles credores que aderirem a esta proposta, a divida ainda em US$ (dólares americanos). A proposta consiste em pagamentos mensais, sendo o primeiro pagamento realizado no 10° (décimo) dia útil subsequente ao término de um período de carência de 36 (trinta e seis) meses a contar da “Data Inicial” em 36 (trinta e seis) parcelas iguais, mensais e consecutivas com correção monetária pela Libor. Durante o período de carência os Contratos serão performados (renovados) anualmente através de exportações da própria empresa.5.5 Fixação do Prazo de PagamentoPara os Credores com Garantia Real, Credores Quirografários Financeiros eCredores Quirografários Fornecedores com créditos acima de R$ 20.000,00 (vintemil reais) a proposta prevê a destinação de um percentual da receita líquidarealizada pelo GRUPO FRIGOL. Logo, (i) Se a receita realizada for igual à projetada, então, ao final do 10º (décimo) ano, o passivo total sujeito à recuperação judicial atualizado terá sido pago na integralidade aos credores;Plano de Recuperação Judicial | GRUPO FRIGOL | 59
  60. 60. (ii) Se a receita efetivamente realizada for superior à projetada, então poderá ocorrer o pagamento total aos credores em um prazo inferior aos 10 (dez) anos projetados; e (iii)Se a receita efetivamente realizada ficar aquém da estimada, haverá um saldo remanescente ao final do 10º (décimo) ano, sobre o qual outorgam os credores sobre ele remissão em favor do GRUPO FRIGOL e seus co- obrigados, equivalendo os pagamentos até então realizados na quitação do passivo total sujeito à Recuperação Judicial, estendendo-se a quitação às garantias reais e fidejussórias prestadas.Vale ressaltar, que durante o período acima mencionado os Credores receberão ospercentuais estipulados, sendo certo que ao final do período dar-se-á em qualquerdas hipóteses acima (i, ii e iii) a quitação integral das obrigações do GRUPO FRIGOLatinentes ao passivo sujeito à recuperação judicial, considerando-se saldadastodas as dívidas, para nada mais reclamarem os credores contra elas ou seuscoobrigados.Plano de Recuperação Judicial | GRUPO FRIGOL | 60
  61. 61. 6. Créditos Contingentes - Impugnações de Crédito e AcordosOs créditos listados na Relação de Credores do Administrador Judicial poderão sermodificados, e novos créditos poderão ser incluídos no Quadro Geral de Credores,em razão do julgamento dos incidentes de habilitação, divergências, ouimpugnação de créditos ou acordos.Se novos créditos forem incluídos no Quadro Geral de Credores, conforme previstoacima, receberão seus pagamentos nas mesmas condições e formas depagamentos estabelecidos neste Plano, de acordo com a classificação que lhes foiatribuída, sem direito aos rateios de pagamentos eventualmente já realizados.Plano de Recuperação Judicial | GRUPO FRIGOL | 61

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