Carlos Clemente Cerri

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Na quarta-feira (02/12) foi realizado em São Paulo, o 17º Fórum da ABAG (Associação Brasileira de Agribusiness), como o tema: Copenhague e o Agronegócio Brasileiro.

O encontro teve como objetivo debater as principais ameaças e oportunidades para o Brasil na 15ª Conferência das Partes (COP-15) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima, de 7 a 18 de dezembro em Copenhague, na Dinamarca. Para debater todas as questões que envolvem clima foram convidados Marcos Sawaya Jank, presidente da Unica - União das Indústrias de Cana-de-açúcar, Paulo Moutinho do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia - IPAM e Carlos Clemente Cerri, professor do Centro de Energia Nuclear na Agricultura - USP.

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Carlos Clemente Cerri

  1. 1. Emissões de gases do efeito estufa no Brasil: opções de mitigação pela agricultura, pecuária e silvicultura agricultura Carlos Clemente Cerri 
  2. 2. PLANO DE APRESENTAÇÃO PLANO DE APRESENTAÇÃO Inventário das emissões de GEE no Brasil (1990‐2005) Inventário das emissões de GEE no Brasil (1990 2005) Opções de mitigação pç g ç Redução do desmatamento Pecuária Reflorestamento Agricultura Considerações finais Considerações finais
  3. 3. CO2
  4. 4. CH4
  5. 5. N2O
  6. 6. Potencial de aquecimento global CO2 Equivalente CO2 CH4 N2O 1 kg CH4 = 23 kg CO2eq 1 kg N O = 296 kg CO 1 k N2O 296 k CO2eq  1 23 296 Equivalente C q 1 kg C‐CH4 = 8.4 kg Ceq 1 kg N‐N O = 126.9 kg Ceq  1 kg N‐N2O = 126 9 kg Ceq
  7. 7. PLANO DE APRESENTAÇÃO PLANO DE APRESENTAÇÃO Inventário das emissões de GEE no Brasil (1990‐2005) Inventário das emissões de GEE no Brasil (1990 2005) Opções de mitigação pç g ç Redução do desmatamento Pecuária Reflorestamento Agricultura Considerações finais Considerações finais
  8. 8. Inventário brasileiro das emissões antrópicas  por fontes e remoções por sumidouros de GEE por fontes e remoções por sumidouros de GEE 6 setores de atividades ENERGIA PROCESSOS USO DE SOLVENTES  INDUSTRIAIS OUTROS PRODUTOS AGROPECUÁRIA MUDANÇAS NO USO DA  TRATAMENTO  TERRA E FLORESTAS DE RESÍDUOS
  9. 9. 6 setores de atividades ENERGIA PROCESSOS USO DE SOLVENTES INDUSTRIAIS OUTROS PRODUTOS MUDANÇAS NO USO DA Ç TRATAMENTO AGROPECUÁRIA TERRA E FLORESTAS DE RESÍDUOS
  10. 10. AGROPECUÁRIA Fermentação entérica Queima de resíduos Manejo de dejetos Cultivo de arroz Solos agrícolas
  11. 11. Emissões e remoções de GEE pelos  solos agrícolas l í l Solos agrícolas Decomposição MOS  Decomposição MOS  Calagem Animais em pastagem Esterco (solos minerais) (solos orgânicos) Volatilização e subseqüente Lixiviação e escoamento Fertilizantes sintéticos Fixação biológica N ç g Resíduos de colheita Deposição atmosférica de N Deposição atmosférica de N superficial de N s perficial de N
  12. 12. 6 setores de atividades ENERGIA PROCESSOS USO DE SOLVENTES INDUSTRIAIS OUTROS PRODUTOS MUDANÇAS NO USO DA Ç TRATAMENTO AGROPECUÁRIA TERRA E FLORESTAS DE RESÍDUOS
  13. 13. Vegetação Conversão de Abandono de Mudanças nos florestas em terras manejadas estoques de florestas outros usos plantadas (reflorestamento) Emissão (+) Remoção (-) Emissão líquida (emissão total – remoção)
  14. 14. Apresentada em Novembro 2004, referindo‐se, porém à situação de 1994
  15. 15. Participação dos principais sub-setores no ano de 1994 Conversão de florestas e cerrados CH4 N2O 993 Mt CO2-eq Combustão de combustíveis fósseis Fermentação entérica 240 Mt CO2-eq 197 Mt CO2-eq CO2- Solos 148 Mt CO2-eq CO2- 56,3% 13,6% 11,3% 8,4%
  16. 16. Fonte de dados Fonte de dados Dados de 2000-2005
  17. 17. Distribuição das emissões no Brasil em 2005 1100 1000 CO2 900 14% % CH4 800 8% N2O Mt CO2 eq 700 78% 600 500 400 300 200 100 0 Energia Processos Agricultura Mudança de Resíduos industriais uso da terra e desmatamento 16,7% 1,7% 22,0% 58,4% 1,2% 66,5% 4,3% 13,8% 12,2% 3,2%
  18. 18. Variação nas emissões de GEE entre 1994 e 2005 Variação nas emissões de GEE entre 1994 e 2005 1750 11,7% 1500 6,5% Mt CO2-eq 1250 M O 1000 1994 2005 750 26,6% 26 6% 500 250 0 Agricultura g Mudança de uso Emissão total da terra e Reflorestamento
  19. 19. Participação de cada fonte no sub‐setor Agricultura 2005 Solos agrícolas Fermentação 41,3 53,1 entérica Mt CO2 eq. Queima de resíduos no campo 1,0 1,2 3,4 Manejo de dejetos 369 467 Cultivo de arroz Agricultura 1994 Solos agrícolas Fermentação 1994 40,0 53,3 entérica 2005 Queima de resíduos no campo 1,4 1,6 , 3,8 Manejo de dejetos , j j Cultivo de arroz
  20. 20. Participação dos principais sub-setores no ano de 2005 Conversão de florestas e campinas CH4 N2O 1074 Mt CO2-eq Combustão de combustíveis fósseis Fermentação entérica 347 Mt CO2-eq 248 Mt CO2-eq CO2- Solos 192 Mt CO2-eq CO2- 51,9% 16,8% 12,0% 9,3%
  21. 21. 1994 → 2005 % AUMENTO +8.1% +44.4% +26.1% +30.7% Conversão de florestas e campinas CH4 N2O 1074 Mt CO2-eq Combustão de combustíveis fósseis Fermentação entérica 347 Mt CO2-eq 248 Mt CO2-eq CO2- Solos 192 Mt CO2-eq CO2- 51,9% 16,8% 12,0% 9,3%
  22. 22. PLANO DE APRESENTAÇÃO PLANO DE APRESENTAÇÃO Inventário das emissões de GEE no Brasil (1990‐2005) Inventário das emissões de GEE no Brasil (1990 2005) Opções de mitigação pç g ç Redução do desmatamento Pecuária Reflorestamento Agricultura Considerações finais Considerações finais
  23. 23. PLANO DE APRESENTAÇÃO PLANO DE APRESENTAÇÃO Inventário das emissões de GEE no Brasil (1990‐2005) Inventário das emissões de GEE no Brasil (1990 2005) Opções de mitigação pç g ç Redução do desmatamento Pecuária Reflorestamento Agricultura Considerações finais Considerações finais
  24. 24. 30000 25000 20000 1996-2005 reference 15000 -40% 10000 -80% -30% 5000 -30% -30% 0 90 91 92 93 94 95 96 97 98 99 00 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 Taxas de desmatamento (barras) e níveis de redução (linhas) para os quadriênios propostos pelo Plano Nacional de Mudanças Climáticas (Brasil, 2008) em relação à linha de bases 1996‐2005.
  25. 25. Ações internacionais ções te ac o a s Aumentar a fixação ç Reduzir as emissões Agronegócio
  26. 26. PLANO DE APRESENTAÇÃO PLANO DE APRESENTAÇÃO Inventário das emissões de GEE no Brasil (1990‐2005) Inventário das emissões de GEE no Brasil (1990 2005) Opções de mitigação pç g ç Redução do desmatamento Pecuária Reflorestamento Agricultura Considerações finais Considerações finais
  27. 27. Opções de mitigação pela PECUÁRIA Medidas de manejo e Redução das emissões pelos  recuperação de pastagens dejetos no confinamento Mt CO Mt CO2‐eq 229‐ 229‐458 33‐ 33‐86 Cerri 2009
  28. 28. PLANO DE APRESENTAÇÃO PLANO DE APRESENTAÇÃO Inventário das emissões de GEE no Brasil (1990‐2005) Inventário das emissões de GEE no Brasil (1990 2005) Opções de mitigação O õ d ii ã Pecuária Reflorestamento Agricultura Considerações finais
  29. 29. Eucalipto E li t Pinho Pi h Fonte Ano Fixado Emitido Fixado Emitido Mt CO Mt CO2‐eq Biomassa aérea 2010 7,9 ‐ 1,9 ‐ e subterrânea 2020 105,4 ‐ 25,8 ‐ 2010 0,5 ‐ ‐0,1 ‐ Solo ‐ ‐ 2020 0,7 ‐1,6 2010 ‐ 1,7 ‐ 0,3 Calcário ‐ ‐ 2020 4,3 0,5 Fertilizante  2010 ‐ 0,1 ‐ 0,0 00 nitrogenado  2020 ‐ 0,2 ‐ 0,0 Combustível  2010 ‐ 0,2 ‐ 0,0 00 fóssil 2020 ‐ 0,4 ‐ 0,1 Balanço 2010‐ 2010‐2020 574,3 574 3 130,9 130 9 705
  30. 30. PLANO DE APRESENTAÇÃO PLANO DE APRESENTAÇÃO Inventário das emissões de GEE no Brasil (1990‐2005) Inventário das emissões de GEE no Brasil (1990 2005) Opções de mitigação O õ d ii ã Pecuária Reflorestamento Agricultura Considerações finais
  31. 31. Opções de mitigação pela AGRICULTURA Plantio direto Cultivo de arroz Colheita da cana Biocombustíveis Cerri 2009
  32. 32. Plantio convencional versus plantio direto Sistema Sistema convencional co ve c o Plantio Direto GEE Redução da emissão Decomposição de Mineralização Resíduos COS Decréscimo do Aumento do estoque de C do solo estoque de C solo Acúmulo de C do solo
  33. 33. Substituição do preparo convencional pelo plantio direto Crescimento da substituição = 1,1 milhões ha ano‐1 Sequestro = 0,5 t C ha ano‐1 q , Mt CO2‐ Mt CO2‐eq 69‐ 69‐277 Taxa líquida de  SOC N 2O CH 4 Maquinário q fixação de CO fi ã d CO2‐eq ‐1 ‐1 ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐ Mg CO 2‐eq. ha ano ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐ Plantio direto ‐1.98 0.477 ‐0.035 0.048 Preparo convencional ‐ 0.315 ‐0.038 0.141 Taxas líquidas ‐1.98 0.162 0.002 ‐0.093 1.91 ‐
  34. 34. Cultivo do arroz C lti d Inundado Sequeiro q 25 Mitigação em Mt CO2‐eq
  35. 35. Sequestro de carbono no solo (cana‐de‐açúcar) S d b l ( d ú ) 375‐ 375‐579 Mitigação em Mt CO2‐eq Mt CO
  36. 36. Biocombustiveis Etanol de cana Biodiesel Oleaginosas Sebo bovino
  37. 37. Mitigação em Mt CO2‐eq Mt CO CO2 N2O CO2 Ceq CH4 FOTOSSÍNTESE BC EMISSÕES NÃO FÓSSEIS EMISSÕES FÓSSEIS 582‐1 057 582‐1.057 BIOCHAR NON-FOSSIL NON FOSSIL EMISSIONS FOSSIL EMISSIONS FASE ETANOL INDUSTRIAL BAGAÇO EXCEDENTE ELETRICIDADE EXCEDENTE SOIL C TORTA DE FILTRO 153‐ 153‐283 VINHAÇA FASE AGRÍCOLA
  38. 38. Biodiesel
  39. 39. Culturas oleaginosas para produção de biodiesel  soja girassol canola mamona dendê Produtividade (kg ha-1) ( g 3.000 1.500 2.500 1.500 20.000 Prod ção de óleo (L ha-1 ano-1) Produção 540 630 1.250 705 4.000 cana coco jatropha aleurites omphalea TEP ha-1 (tonelada equivalente petróleo) 1.35 3.05 2.0 1.85 - 1 TEP = 42 x 109 J = 11630 KWh Fonte: Business Week, 2006
  40. 40. Produtos obtidos da soja Óleo Grãos Farelo Biodiesel
  41. 41. Biodiesel produzido a partir do sebo animal 1 animal  15 kg de sebo bovino  12 L Biodiesel
  42. 42. Biocombustiveis Etanol de cana Et ld Biodiesel Bi di l Oleaginosas 93‐ 93‐98 Sebo bovino Mitigação em Mt CO2‐eq Mt CO
  43. 43. Período Atividade 2010‐2020 2020 Pecuária Efeito do tamanho do rebanho 229‐458 31‐62 Mitigações técnicas adicionais 33‐86 6‐11 Reflorestamento 52 1.000 52‐1 000 5 100 5‐100 Agricultura Expansão do plantio direto 69‐277 11‐46 Cultivo do arroz 25 2,5 Colheita da cana Colheita da cana 375 579 375‐579 16 28 16‐28 BIoenergia Etanol de cana 582‐1.057 68‐133 Cogeração do bagaço 153‐283 26‐50 Biodiesel 93‐98 11‐12 TOTAL 1.612 ‐ 1.612 ‐3.916 178‐445 178‐
  44. 44. PLANO DE APRESENTAÇÃO PLANO DE APRESENTAÇÃO Inventário das emissões de GEE no Brasil (1990‐2005) Inventário das emissões de GEE no Brasil (1990 2005) Opções de mitigação pç g ç Redução do desmatamento Pecuária Reflorestamento Agricultura Considerações finais Considerações finais
  45. 45. Expansão estimada em área (106 ha) para os próximos 10 anos Soja S j Milho Milh Outros O t 5 5 1 Cana Oleaginosas ~ 20 Mha 4,1 2,6 Reflorestamento Como associar o agronegócio á  4,1 expansão e à sustentabilidade ?  MAPA, 2007 www.sbs.org.br
  46. 46. Expansão agrícola  2007 ‐ 2018 Pasture 20 million ha 20 million ha Pasture 172 million ha Pastagem 152 milhões ha Expansão 20 milhões ha Agricultura 78 milhões ha Vegetação nativa g ç MAPA, 2007
  47. 47. Pasture Expansion Pasture 20 million ha 20 million ha 48 milhões ha Expansão para  produção de  Pastagem carne 152 milhões ha Expansão 20 milhões ha Agricultura 78 milhões ha Vegetação nativa g ç MAPA, 2007
  48. 48. AÇÕES PARA O SETOR AGROPECUÁRIO Recuperação/ Melhoramento Integração Confinamento reforma de g genético Lavoura-pecuária pastagens
  49. 49. Emissões de gases do efeito estufa no Brasil: opções de mitigação pela agricultura, pecuária e silvicultura agricultura Carlos Clemente Cerri 

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