SOCIEDADE DE ENSINO SUPERIOR DE ALAGOAS – SESAL                  FACULDADE DE ALAGOAS – FALCURSO DE ADMINISTRAÇÃO DE EMPRE...
A PECUÁRIA DE CORTE BRASILEIRA E O DESENVOLVIMENTO DAS EXPORTAÇÕES DE CARNE BOVINA: CASO GRUPO JBS-FRIBOI                 ...
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AGRADECIMENTOSAo corpo docente da Faculdade de Alagoas, em especial do curso de ComércioExterior.Ao meu orientador e amigo...
“Tudo tem seu tempo até certas manifestações mais vigorosas e originais entram.        Em voga ou saem da moda. Mas, a sab...
RESUMOO Brasil, entre tantos outros países que desenvolvem a cadeia produtiva da carnebovina, tem se preocupado nesse proc...
SILVA, André A Pecuária de Corte Brasileira e o desenvolvimento dasexportações de carne bovina. Caso Grupo JBS-Friboi. Tra...
LISTA DE FIGURASFigura 1-Gado Nelore e sua chegada ao Brasil........................................................27Figu...
LISTA DE TABELASTabela 1- Rebanho bovino brasileiro..........................................................................
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLASABIEC – Associação Brasileira de Indústrias Exportadoras de Carne.APEX-BRASIL – Agência de P...
SUMÁRIOINTRODUÇÃO............................................................................................................
4.2.2 CARNES IN NATURA, INDUSTRIALIZADAS E EM CONSERVA DO GRUPOJBS-FRIBOI ...................................................
INTRODUÇÃO                   A carne é o alimento que vem acompanhando a evolução daespécie humana desde a época de seus p...
demais regiões brasileiras e criaram uma nova maneira de se fazeragronegócio. Uma agropecuária que busca alternativas de c...
prevenção de doenças que podem comprometer o desenvolvimento do gadonacional até a rastreabilidade dos animais e a certifi...
CAPITULO 1. A PECUÁRIA DE CORTE BRASILEIRA1.1    HISTÓRICO      A pecuária de corte no Brasil teve o inicio de suas ativid...
Somente entre os séculos XVII e XIX é que houve um verdadeiro “boom”no crescimento de animais vindos do continente europeu...
1.2    PRINCIPAIS REGIÕES DA BOVINOCULTURA DE CORTE   NO BRASIL      A extensão territorial do Brasil é um dos principais ...
Devemos ressaltar que apesar desses estados se destacarem napecuária brasileira os demais estados brasileiros são de grand...
Isso tem resultado num crescimento da pecuária em regiões como Norte eNordeste.                   Outro fator de extrema i...
REBANHO BOVINO BRASILEIRO                                                Brazilian Cattle Herds By State Regiões       199...
1.3    PRINCIPAIS RAÇAS BOVINAS DE CORTE DA PECUÁRIA   NACIONAL      Como o gado brasileiro a cada ano cresce mais, a vari...
Existem as raças de origem europeia, as taurinas, se adaptam a um climamais ameno como o clima dos estados do Rio Grande d...
por possuírem características essenciais para a carne consumida pelo mercadointerno e por compradores exigentes espalhados...
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condições tropicais brasileiras, possuindo assim a capacidade de aproveitaralimentos grosseiros em sua alimentação diária....
padronização dessas carcaças otimiza a estrutura das indústrias e agregavalores aos cortes. Ver Figura 1,a seguir.        ...
CAPÍTULO 2. A QUALIDADE DA CARNE BOVINA BRASILEIRA      Hoje somos o maior exportador de carne bovina existente no mercado...
suplementação alimentar em pastos e o confinamento em pequenasproporções ajudam na competitividade.       Também é através...
Consumidores do mundo inteiro estão preocupados com a qualidade queo produto exportado possui, e se tratando de um produto...
Através da rastreabilidade a cadeia produtiva que se estabelece nacriação, processo e consumo de carne bovina torna o proc...
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exportada. Hoje Paises da União Européia querem identificar por exemplo acausa primária de um eventual problema sanitário ...
estabelecido para que todo rebanho do Brasil esteja inserido até dezembro de2007.     A Instrução Normativa nº. 1, trata d...
O SIRB sistema de informação que pertence a Planejar Informática eCertificação Ltda., com sede em Porto Alegre, Rio Grande...
produtor . Antes do desmame o pecuarista deve solicitar a visita de um técnicodo sistema para validar os dados coletados p...
Observamos hoje no mercado internacional uma acentuada                    procura por carne ecologicamente produzida. Na A...
divulgação deste tipo de informação, o impacto causado pela doença da “vacalouca” na Inglaterra e os seus desdobramentos a...
freqüência de todas as crianças da fazenda matriculados em uma escola,respeito às leis trabalhistas e jamais permitir o tr...
Os principais fatores que decorrem para o sucesso da pecuária orgânicaestão inseridos na tecnologia desenvolvida nos proce...
Esses fatores são de grande importância para a sustentabilidade dapropriedade reforçando a ideia de que na produção orgâni...
O manejo do rebanho deve ser feito em instalações (estábulos)adequadas ao conforto e saúde dos animais, acesso facilitado ...
A pecuária orgânica está em expansão no Brasil e no mundo cabe aoGoverno investir nos criadores e o Brasil despertar para ...
internacional, análise dos dados estatísticos, catálogos de empresasconcorrentes, acesso a jornais, revistas e periódicos ...
brasileiros através da Agência de Promoção de Exportações do Brasil – APEX– BRASIL, que auxilia os empresários brasileiros...
A participação de frigoríficos em feiras internacionais tem reforçado aindamais a imagem da carne bovina brasileira no ext...
A participação em feiras de nível internacional levou a AssociaçãoBrasileira de Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC) j...
Todos os meios de comunicação são de extrema importância para apromoção comercial da carne bovina brasileira no exterior, ...
A obtenção de informações sobre mercados também pode ser adquiridaatravés da internet, que é uma fonte rica de dados sobre...
CAPITULO 3. O CRESCIMENTO DAS EXPORTAÇÕES DECARNES BOVINAS BRASILEIRA.     O Brasil assume a primeira posição nas exportaç...
O agronegócio representa para o Brasil uma das atividades mais rentáveisexistentes e um dos principais setores em crescime...
andam tão quanto o Brasil que a cada ano supera ainda mais suas exportaçõesdeixando os integrantes desta cadeia cada vez m...
As conquistas adquiridas são uma resposta do engajamento de criadorese seus colaboradores na busca de uma qualidade de rec...
As inovações nas fazendas como a aquisição de “softwares” que auxiliamna gestão do pecuarista garante um planejamento bem ...
Ano    Exportação      var.%     Importação      var.%      Saldo        var.%1997       59.418          -        125.419 ...
mesa do consumidor com preços competitivos, mas a logística, a tributaçãointerna, os subsídios de alguns países concorrent...
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apenasnaescolhadotransportecomotambémnascondiç
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logística de transportes, problemas como falta de rodovias em estado favorávelao tráfego de veículos, a falta de infraestr...
Nos frigoríficos a logística de transporte vai desde a descarga do gado emsuas unidades de processamento para serem abatid...
A febre aftosa representa uma importante ameaça para o bem                       estar da população, devido ao seu impacto...
grandes. As propriedades que têm animais doentes são interditadas e asexportações da carne e dos produtos derivados torna-...
geralmente apresentam lesões cardíacas irrecuperáveis bem como perda dastetas nas fêmeas, ocasionando ao pecuarista perda ...
Silva, andré a pecuária de corte brasileira e o desenvolvimento das exportações de carne bovina   caso grupo jbs-friboi.
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Silva, andré a pecuária de corte brasileira e o desenvolvimento das exportações de carne bovina caso grupo jbs-friboi.

  1. 1. SOCIEDADE DE ENSINO SUPERIOR DE ALAGOAS – SESAL FACULDADE DE ALAGOAS – FALCURSO DE ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS COM HABILITAÇÃO EM COMÉRCIO EXTERIOR ANDRÉ DOS SANTOS SILVA A PECUÁRIA DE CORTE BRASILEIRA E O DESENVOLVIMENTO DAS EXPORTAÇÕES DE CARNE BOVINA: CASO GRUPO JBS-FRIBOI MACEIÓ - AL 2006 ANDRÉ DOS SANTOS SILVA
  2. 2. A PECUÁRIA DE CORTE BRASILEIRA E O DESENVOLVIMENTO DAS EXPORTAÇÕES DE CARNE BOVINA: CASO GRUPO JBS-FRIBOI Monografia apresentada à Faculdade de Alagoas – FAL, como requisito parcial para a obtenção do grau de Administrador de Empresas com Habilitação em Comércio Exterior. ORIENTADOR: Prof. Esp. Breno Ferreira de Araújo MACEIÓ - AL 2006 ANDRÉ DOS SANTOS SILVA
  3. 3. A PECUÁRIA DE CORTE BRASILEIRA E O DESENVOLVIMENTO DAS EXPORTAÇÕES DE CARNE BOVINA: CASO GRUPO JBS-FRIBOI Monografia apresentada à Faculdade de Alagoas como requisito parcial para a obtenção do grau de Administrador de Empresas com Habilitação em Comércio Exterior. Aprovada em: ____/____/____. BANCA EXAMINADORA ____________________________________ Prof. Esp. Breno Ferreira de Araújo Professor Orientador ____________________________________ Prof. Esp. Emídio José Bezerra de Morais Examinador ____________________________________ Prof.ª. Ms. Valéria Pedrosa de Lima Examinadora
  4. 4. AGRADECIMENTOSAo corpo docente da Faculdade de Alagoas, em especial do curso de ComércioExterior.Ao meu orientador e amigo, Prof. Esp. Breno Ferreira de Araújo, que tanto me ajudoupara que hoje eu tivesse conhecimentos que dignificam minha graduação.Ao querido amigo Prof. Esp. Emídio José Bezerra de Morais por sua amizade eatenção ao meu trabalho.À Prof.ª. Ms. Valéria Pedrosa de Lima por ter dado sua atenção e seu carinho com omeu trabalho.Ao Prof. Pitágora Pereira pelas palavras de incentivo dados em sala de aula para quehoje eu concretize esse trabalho acadêmico.Ao empresário e amigo José Batista Júnior que com sua história empreendedorachamou minha atenção para a capacidade de conquistar e ser bom naquilo que se faz.Aos meus amigos (as) em geral e aos mais presentes nesses anos acadêmicos comoAdriana Nogueira, Andreza Baclyze, Paulo Sérgio e Rafael VenceslauAos amigos Éder Antunes e Gabriel Leonel pelo apoio dado a esse trabalhoacadêmico.Aos amigos do curso de Administração com habilitação em Comércio Exterior quetanto me acolheram e mostraram o verdadeiro sentido de ser eu mesmo.A empresária e amiga Sonia Delfino por ter me mostrado que poderia conseguir muitomais nesses últimos anos e tornar-me o profissional que hoje sou.Ao amigo Otinho, da Fluminense Representações por sua atenção a meu trabalho.
  5. 5. “Tudo tem seu tempo até certas manifestações mais vigorosas e originais entram. Em voga ou saem da moda. Mas, a sabedoria tem uma vantagem: é eterna”. Baltasar GracíanSILVA, André A Pecuária de Corte Brasileira e o desenvolvimento dasexportações de carne bovina: Caso Grupo JBS-Friboi. Trabalho de conclusãoapresentado à Sociedade de Ensino Superior de Alagoas – SESAL. Maceió, 2006.
  6. 6. RESUMOO Brasil, entre tantos outros países que desenvolvem a cadeia produtiva da carnebovina, tem se preocupado nesse processo de forma planejada estrategicamente, egraças a isso conquista consumidores do mundo inteiro. Mostrando sua capacidadeinovadora de fazer agronegócio, focado na utilização de recursos naturais etecnológicos que aumentam ainda mais a rentabilidade do criador e de toda a cadeia.O cruzamento de raças, pecuária orgânica, técnicas de engorda do rebanho, queresulta no abate precoce de novilhos, tudo isso mostra a visão atual da pecuárianacional que está estruturada em pilares que traduzem esse crescimento:planejamento, tecnologia e compromisso com o consumidor final. Tudo isso tornanosso produto reconhecido por sua qualidade, aumentando cada vez mais nossacompetitividade internacional. O resultado desses investimentos está nas exportaçõesque a cada ano aumentam, como as do Grupo JBS-FRIBOI que apresentam aomundo um Brasil onde a atividade de pecuária de corte se fortalece cada vez mais.Palavras-chave: Pecuária de corte, Crescimento, Exportação de carne bovina.
  7. 7. SILVA, André A Pecuária de Corte Brasileira e o desenvolvimento dasexportações de carne bovina. Caso Grupo JBS-Friboi. Trabalho de conclusãoapresentado à Sociedade de Ensino Superior de Alagoas – SESAL. Maceio, 2006. ABSTRACTBrazil, between many other countries that develop the beef´s productive chain, hasconcerned itself in this process with a strategically planed form, and thankful to this,has conquering consumers of the entire world, showing his innovative capacity of doingagribusiness, focus on the utilization of technological and natural resources thatincreases even more the rentability of the creator and of all the chain. The crossing ofraces, organic livestock farming, flock´s fatting technioques, that results in a earlycounts of caves, showing the present vision of the national livestock farming that isstructured in pikes that translates that growth: planning, technology and commitmentwith the final consumer. Everything makes our product recognized by its quality,increasing more and more our international competitiveness. The result of thoseinvestments is in the exportations that, each year increases, just like the ones of theJBS-FRIBOI´s Group, that shows the world a Brazil where the cut livestock farmingactivity is fortified more and more.Keyworks: Cattle of cut, Growth, Exportation of bovine meat.
  8. 8. LISTA DE FIGURASFigura 1-Gado Nelore e sua chegada ao Brasil........................................................27Figura 2- Vista geral do sistema de produção orgânica ...........................................40Figura 3- Animais em pasto manejado dentro dos princípios de produção orgânica –................................................................................................................................. 42Figura 4 -Gráfico : Exportações brasileiras de carne bovina, segundo a agregação –De valor 1997-2005................................................................................................. 52Figura 5 -Caminhão transportando animais para abate .......................................... 58Figura 6 -Carne bovina: risco de contaminação ...................................................... 63Figura 7 -Logomarca do Grupo Friboi Ltda ..............................................................65Figura 8- 1º Hambúrguer orgânico do Brasil ............................................................75
  9. 9. LISTA DE TABELASTabela 1- Rebanho bovino brasileiro.........................................................................22Tabela 2- Comércio exterior de carne bovina resfriada e congelada em toneladas –Brasil 1997-2005 .....................................................................................................55
  10. 10. LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLASABIEC – Associação Brasileira de Indústrias Exportadoras de Carne.APEX-BRASIL – Agência de Promoção às ExportaçõesDAS – Secretaria da Defesa AgropecuáriaEMBRAPA – Empresa Brasileira de Pesquisa AgropecuáriaFEICORTE – Feira Internacional da Cadeia Produtiva da CarneMAPA – Ministério da Agricultura , Pecuária e AbastecimentoMDIC – Ministério do Desenvolvimento, Indústria e ComércioSIC – Serviço de Informação da CarneSIF – Serviço de Inspeção FederalSIRB – Sistema Integrado de Rastreabilidade BovinaSISBOV – Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação Bovina e Bubalina
  11. 11. SUMÁRIOINTRODUÇÃO...........................................................................................................14CAPÍTULO 1– A PECUÁRIA DE CORTE BRASILEIRA............................................171.1 HISTÓRICO..........................................................................................................171.2 PRINCIPAIS REGIÕES DA BOVINOCULTURA DE CORTE NO BRASIL.............191.3 PRINCIPAIS RAÇAS BOVINAS DE CORTE DA PECUÁRIA NACIONAL.............231.4 NELORE : A RAÇA DOS PASTOS BRASILEIROS E SUAS CARACTERÍSTICAS....................................................................................................................................25CAPÍTULO 2 – A QUALIDADE DA CARNE BOVINA BRASILEIRA..........................282.1 O PASTO BRASILEIRO E SUA IMPORTÂNCIA NA QUALIDADE DA CARNE.....282.2 A RASTREABILIDADE DO GADO E SUA IMPORTÂNCIA NOS MERCADOS.....292.3 A PECUÁRIA ORGÂNICA...................................................................................362.4 A IMPORTÂNCIA DA PROMOÇÃO COMERCIAL PARA A CARNE BOVINABRASILEIRA E OS FRIGORÍFICOS NO MERCADO INTERNACIONAL ...................43CAPÍTULO 3 – O CRESCIMENTO DAS EXPORTAÇÕES DE CARNE BOVINA ......503.1 OS ENTRAVES ENFRENTADOS PELOS FRIGORÍFICOS DE CARNE BOVINABRASILEIRA..............................................................................................................553.1.1 A LOGÍSTICA DOS FRIGORÍFICOS EXPORTADORES DO BRASIL................563.1.2 A FEBRE AFTOSA ...........................................................................................593.1.3 A DOENÇA DA VACA LOCA ...........................................................................62CAPÍTULO 4 – ESTUDO DE CASO.........................................................................644.1 GRUPO JBS-FRIBOI LTDA.................................................................................644.2 DIVISÃO AGROPECUÁRIA, CARNES E TRANSPORTES DO GRUPO JBS-FRIBOI.......................................................................................................................664.2.1 AGROPECUÁRIA DO GRUPO JBS-FRIBOI....................................................66
  12. 12. 4.2.2 CARNES IN NATURA, INDUSTRIALIZADAS E EM CONSERVA DO GRUPOJBS-FRIBOI ...............................................................................................................694.2.3 TRANSPORTES DO GRUPO JBS-FRIBOI, UMA CONQUISTA LOGÍSTICAPARA ATENDER MERCADO NACIONAL EINTERNACIONAL............................................................................................................................................................................................................................................694.3 A QUALIDADE DA CARNE EXPORTADA PELO GRUPO JBS-FRIBOI................704.4 O CRESCIMENTO EXTERNO GRUPO JBS-FRIBOI .........................................734.5 ORGANIC BEEF, A CARNE DO FRIBOI QUE É “ESPECIAL PORNATUREZA”...............................................................................................................74CONCLUSÃO ...........................................................................................................77REFERÊNCIAS ........................................................................................................79
  13. 13. INTRODUÇÃO A carne é o alimento que vem acompanhando a evolução daespécie humana desde a época de seus primórdios. O homem que antes eravegetariano passou a experimentar a carne e a incrementou definitivamente emseus hábitos alimentares ao longo dos anos. Os primeiros nacos de carne consumidos pelo homem foram“in natura” o que por sua vez levava a espécie humana primitiva a degustarqualquer animal que cruzasse à sua frente, visto que a iguaria já haviaconquistado seu paladar. O presente trabalho visa mostrar a pecuaristas, empresáriosde vários setores, principalmente aqueles ligados à cadeia produtiva da carne,estudantes e amantes da carne e sua atividade de produção, os fatores queenvolvem a pecuária nacional desde a sua inserção no Brasil até seudesenvolvimento que culminou com o sucesso das exportações . Os recursos naturais disponíveis como água potável,extensão territorial para criação de bovinos aliados à aplicação deinvestimentos tecnológicos e estudos focados na rentabilidade de pecuaristas efrigoríficos fortaleceu a pecuária nacional. As regiões Sudeste e Centro-Oeste despontaram comograndes protagonistas na criação de bovinos e organizaram de formaestratégica suas atividades garantindo um potencial diferenciado diante das
  14. 14. demais regiões brasileiras e criaram uma nova maneira de se fazeragronegócio. Uma agropecuária que busca alternativas de crescimento efavorece o desenvolvimento regional com reconhecimento nacional einternacional. O país usa de estudos genéticos e origina novas raças apartir de cruzamentos genéticos das raças já existentes e trazidas de outrospaíses através de empresas de pesquisa governamentais como a EmpresaBrasileira de Pesquisa Agropecuária - EMBRAPA. Medidas de sanidade têm sido fortalecidas através de apoiodo Governo Federal e criadores na busca de proteger os rebanhos contradoenças que venham a impedir a competitividade e a posição de destaque quehoje nos confere, rastreabilidade de animais e certificação tem sido adotadopor cada criador no sentido de criar um histórico de cada animal a ser abatido. A imagem do gado nacional tem sido respeitada porcompradores do mundo inteiro e a carne brasileira hoje é reconhecida comoum produto saudável e de qualidade insuperável. No Capítulo I, a pecuária nacional é contada desde a suainiciação em terras brasileiras até seu desenvolvimento nas regiões Norte,Nordeste, Sudeste, Sul e Centro-Oeste, como também seus melhoramentosgenéticos com destaque para a raça Nelore, conhecida como a maior raçacomercial do Brasil. No Capítulo II, a qualidade da carne brasileira é analisadadesde a preocupação dos criadores com questões sanitárias como a
  15. 15. prevenção de doenças que podem comprometer o desenvolvimento do gadonacional até a rastreabilidade dos animais e a certificação de cada um deles.Essa qualidade é reconhecida internacionalmente e a promoção comercial dacarne brasileira desponta como diferencial que garante o crescimento dasexportações assim como a criação de novos produtos reconhecidosinternacionalmente como a produção de carne orgânica. No Capítulo III, o crescimento das exportações da carnebrasileira é abordado de forma clara e apresenta a preocupação que se deveter para garantir esse crescimento focando objetivos no fortalecimento dacadeia como um todo, não esquecendo da logística como um dos grandesgargalos do agronegócio brasileiro assim como a análise minuciosa dasdoenças bovinas. O Capítulo IV, reforça todo o conteúdo trabalhado noscapítulos anteriores demonstrando um caso de sucesso do maior frigoríficoexportador nacional . O Grupo JBS-FRIBOI que aliado a um planejamentoestratégico bem projetado junto a uma gestão eficiente que estuda mercados,qualidade e fortalecimento de colaboradores, clientes, acionistas e oconsumidor final lhe garante hoje mais de 120 países que apreciam a carnebrasileira espalhada nos 5 continentes.
  16. 16. CAPITULO 1. A PECUÁRIA DE CORTE BRASILEIRA1.1 HISTÓRICO A pecuária de corte no Brasil teve o inicio de suas atividades logo noperíodo colonial século XVI, momento em que foram trazidos os primeirosrebanhos de Cabo Verde nas expedições de exploração que eram realizadaspelo território nacional. Os primeiros registros desta introdução foramrealizados onde hoje se localiza o estado da Bahia. Já no século XVII, apresença de outros animais era registrada na capitania de São Vicente. A atividade de tração para movimentação dos moinhos nos engenhos decana-de-açúcar era onde estava localizada a força do rebanho daquela época,além de servir de transporte e alimentação dos escravos. Através dodesenvolvimento açucareiro houve expansão de novas terras e o processo deinteriorização teve seu inicio dando origem assim a um crescimento marcantedos rebanhos nas regiões onde hoje se encontram os estados de Goiás, MinasGerais, Pernambuco e Maranhão. Na região Sul do país, mais precisamente no atual estado do Rio Grandedo Sul, se desenvolveu a atividade pecuária baseada no uso de pastagemnativa para alimentação do gado.
  17. 17. Somente entre os séculos XVII e XIX é que houve um verdadeiro “boom”no crescimento de animais vindos do continente europeu que logo seadaptaram às regiões sulistas do país. O gado zebuíno foi introduzido no Brasilno século XIX e logo adquiriu uma boa adaptação nas regiões Sudeste eCentro-Oeste, fazendo do Brasil assim até os dias de hoje o maior criador derebanho comercial zebuíno do planeta. O gado brasileiro sempre se alimentou de pasto verde o que por sua vezfoi diretamente influenciado pela introdução de gramíneas do gêneroBraquiárias que mais tarde garantiriam o sucesso da bovinocultura brasileira. Mesmo regiões com solo em estado de precariedade fértil para criaçãode animais bovinos, como o presente nos estados de Minas Gerais, São Pauloe Goiás, conseguiram, graças às braquiárias, ser introduzidos na história desucesso da pecuária nacional. Logo após as duas guerras mundiais, no século XX, o rumo da pecuárialevou o Brasil a despertar a consciência de que um país rico em extensão deterras e um pasto de dar inveja em muitas potências econômicas poderia setransformar num dos maiores fornecedores de carne bovina do mundo. Com ajuda de programas de incentivos, inclusive financeiros, por parte dapolítica do Estado foram criados meios que levaria o gado zebuíno e abranquiária para regiões como o Norte e o Centro-Oeste que logo mais setornariam zonas denominadas como de expansão da agropecuária brasileira.
  18. 18. 1.2 PRINCIPAIS REGIÕES DA BOVINOCULTURA DE CORTE NO BRASIL A extensão territorial do Brasil é um dos principais fatores que contribuipara a criação do gado em várias regiões, sendo sua dimensão diferenciada deregião para região. Graças a essa extensão para se adquirir dados precisos sobre o realtamanho do rebanho brasileiro das raças existentes nos pastos espalhadospelo país é algo difícil, uma vez que estas informações seriam mais precisas sehouvesse uma regionalização precisa da pecuária nacional. O que assegura, mesmo que parcialmente, os dados das principaisregiões de bovinocultura no país é fruto de um trabalho fundamentado embases de uma regionalização parcial. Em destaque encontra-se o Estado doMato Grosso do Sul e logo depois é de grande expressão também na pecuárianacional a participação dos estados de Minas Gerais e Mato Grosso. Não existe uma regionalização oficial da pecuária nacional. De acordo com um trabalho realizado pelos pesquisadores da Embrapa, Zenith João Arruda e Yoshihiko Sugai (1994), foi-se estabelecido bases de uma regionalização a qual identifica 44 regiões de produção de pecuária bovina: cinco no Noroeste do país, cinco no Norte, nove no Nordeste, onze no Centro-Oeste, nove no Sudeste e cinco no Sul”. (SISTEMA DE INFORMAÇÃO DA CARNE, 2003).
  19. 19. Devemos ressaltar que apesar desses estados se destacarem napecuária brasileira os demais estados brasileiros são de grande importânciapara a criação de rebanho, quando enfrentamos qualquer problema que venhaa provocar embargo à carne brasileira. Se isso ocorrer em algum dessesestados de grande participação estaremos comprometidos na competitividadedo cenário global de exportação de carnes, uma vez que nossos principaiscompradores partem do principio de que um foco de febre aftosa no MatoGrosso é motivo de embargo à carne vinda de qualquer canto do país mesmoque seja de uma área não afetada. Cada região possui sua importância no papel do país exportador de carnebovina, o trabalho de planejamento em controle da sanidade e o planejamentode políticas que incrementam a criação de um rebanho sadio são prioridades. A participação de cada estado brasileiro é primordial para o sucesso dasexportações no mercado internacional, visto que concorrentes como EstadosUnidos, Austrália, Argentina e Uruguai trabalham de forma acirrada pelaconquista da posição privilegiada como hoje confere ao Brasil. Apesar da grande participação de regiões como a Centro-Oeste, Sul eSudeste o crescimento da produção de grãos tem sido elevados nos últimosanos levando os pecuaristas a procurarem regiões fronteiras onde as terras seencontram em preço mais baixo.
  20. 20. Isso tem resultado num crescimento da pecuária em regiões como Norte eNordeste. Outro fator de extrema importância é o avanço da agricultura sobre as áreas de pastagens nestes dois últimos anos. Isso pode ser explicado basicamente pela boa perspectiva, principalmente para os grãos, para os anos que se seguem. Isso pode ser observado como o rebanho, em número, vem se comportando não só em crescimento total (apenas de 0,03% sobre 2002), mas também entre as regiões pecuárias. Em outras palavras, o rebanho diminuiu nas regiões Centro-Oeste (-0,09%), Sul (-1,13%), Sudeste (-0,65%) e cresceu na região Nordeste (0,33%) e principalmente na região Norte (2,34%)”. (SISTEMA DE INFORMAÇÃO DA CARNE, 2003).Na Tabela 1, a seguir, é possível avaliar o rebanho brasileiro no período de1995 a 2004. Efetivo por estado e por “cabeças”
  21. 21. REBANHO BOVINO BRASILEIRO Brazilian Cattle Herds By State Regiões 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004**NORTE 17.406.208 17.877.893 18.483.192 19.215.590 19.912.045 20.795.868 21.804.516 22.873.981 23.516.208 23.930.299RO 3.906.273 4.059.232 4.184.958 4.345.825 4.536.653 4.801.066 5.075.053 5.347.232 5.472.292 5.482.115AC 847.126 890.225 929.479 971.209 1.009.948 1.045.396 1.094.946 1.150.938 1.204.188 1.254.378AM 739.140 753.126 773.955 799.633 824.626 855.555 916.660 979.495 1.039.185 1.094.893RR 414.482 420.308 427.893 439.606 448.280 457.711 472.658 490.820 507.957 512.448PA 6.180.179 6.307.262 6.626.332 6.959.706 7.396.938 7.875.186 8.406.025 8.916.456 9.272.183 9.627.654AP 63.764 63.187 62.196 62.511 63.837 67.217 69.924 74.032 79.143 83.106TO 5.255.243 5.384.553 5.478.379 5.637.101 5.631.763 5.693.737 5.769.250 5.915.008 5.941.260 5.875.705NORDESTE 23.240.704 22.710.264 22.355.740 22.040.813 22.618.472 23.551.183 24.552.913 25.022.829 25.025.664 25.278.878MA 3.945.687 3.869.281 3.834.361 3.778.114 3.900.120 4.055.182 4.226.688 4.361.712 4.433.905 4.477.060PI 1.670.754 1.630.852 1.588.806 1.553.190 1.582.146 1.645.073 1.721.497 1.788.991 1.834.213 1.873.761CE 2.495.221 2.407.788 2.318.182 2.244.067 2.281.287 2.348.577 2.410.172 2.414.444 2.379.950 2.414.249RN 963.448 952.261 941.553 933.991 955.333 991.242 1.015.276 1.009.452 988.529 986.586PB 1.382.328 1.355.011 1.322.189 1.293.477 1.318.748 1.374.884 1.439.328 1.457.883 1.450.254 1.454.837PE 1.935.049 1.955.122 1.880.319 1.823.833 1.846.123 1.875.227 1.984.789 2.014.366 1.994.617 1.996.262AL 973.659 949.545 927.975 910.190 924.647 954.575 974.248 976.465 963.204 962.238SE 951.169 927.183 901.032 886.316 916.708 952.491 979.339 972.439 946.773 953.088BA 8.923.389 8.663.220 8.641.322 8.617.636 8.893.359 9.353.932 9.801.575 10.027.077 10.034.219 10.160.798SUDESTE 36.294.318 35.796.513 35.535.162 35.972.084 35.444.731 35.447.256 35.623.072 35.858.049 35.535.754 34.840.961MG 20.143.138 19.931.634 20.018.111 20.269.464 19.820.883 19.900.163 20.206.390 20.443.015 20.307.126 19.922.779ES 1.787.212 1.733.004 1.712.971 1.748.654 1.742.929 1.734.259 1.717.743 1.714.530 1.687.331 1.655.887RJ 1.824.986 1.788.914 1.779.224 1.789.726 1.761.579 1.758.794 1.767.692 1.790.112 1.820.074 1.872.466SP 12.538.983 12.342.961 12.024.856 12.164.240 12.119.339 12.054.040 11.931.247 11.910.392 11.721.223 11.389.829SUL 26.257.516 25.731.479 25.280.709 25.237.400 25.342.767 25.489.765 25.783.299 25.932.798 25.496.089 24.729.895PR 9.871.035 9.650.718 9.465.215 9.382.976 9.438.913 9.428.940 9.535.100 9.593.705 9.448.977 9.154.773SC 3.131.265 3.055.197 3.023.263 2.945.925 2.915.573 2.948.805 3.018.226 3.072.990 3.049.609 2.983.546RS 13.255.216 13.025.564 12.792.231 12.908.499 12.988.282 13.112.020 13.229.974 13.266.103 12.997.504 12.591.575C.OESTE 50.859.431 50.718.860 51.112.573 52.646.773 53.309.696 55.095.312 56.011.527 57.565.053 57.448.804 56.051.331MS 19.941.653 19.556.304 19.295.641 19.639.594 19.982.019 21.146.685 21.154.718 21.077.008 20.450.484 19.509.548MT 14.275.196 14.839.499 15.648.178 16.525.968 16.906.990 17.575.165 18.431.279 19.688.432 20.337.174 20.250.424GO 16.553.542 16.237.660 16.084.715 16.397.042 16.337.314 16.283.628 16.334.547 16.708.053 16.569.773 16.201.034DF 89.040 85.397 84.040 84.169 83.372 89.835 90.983 91.560 91.373 90.325BRASIL 154.058.176 152.835.009 152.767.377 155.112.661 156.627.711 160.379.385 163.775.328 167.252.710 167.022.519 164.831.365Fonte: FNP Consultoria(Estimativa) * Efetivo do Rebanho existente em 31 de dezembro de cada ano. ** ProjeçãoAs informações já refletem os resultados do Censo Agropecuário do IBGE de 1995/1996 com os dados ajustadosnos últimos 10 anos.
  22. 22. 1.3 PRINCIPAIS RAÇAS BOVINAS DE CORTE DA PECUÁRIA NACIONAL Como o gado brasileiro a cada ano cresce mais, a variedade de raçasexistentes nos pastos é enorme. A raça mais representativa no Brasil é azebuína, com destaque para a Nelore. Anos e anos de seleção desta raçarenderam ao Brasil o direito de tornar-se exemplo de desenvolvimento destematerial genético. Entre as raças zebuínas importantes do Brasil, também está a raça Gir,que logo após ter sido cruzada com uma raça holandesa originou uma raçahíbrida de aptidão voltada pra produção de carne e leite que se denominaGirolando. As raças Guzerá e Brahman após terem sido cruzadas com outrasraças deram origem às raças Santa Gerturdes, Braford e Barngus. Um dos fatores cruciais que levou os criadores brasileiros a adaptarem araça zebuína no Brasil foi sua capacidade de se adaptarem a lugares rústicos ecom clima em condições tropicais, típico do Brasil e por possuírem grandecapacidade de aproveitar alimentos grosseiros. As raças zebuínas apresentam um rendimento da carcaça bem menor eprecocidade sexual bem menor diferente das raças taurinas existentes comgrande expressão na região Sul do país, além dessas vantagens produz umacarne mais magra, pelo fato de serem adaptáveis a regiões com sistemas deprodução extensivos de baixo custo.
  23. 23. Existem as raças de origem europeia, as taurinas, se adaptam a um climamais ameno como o clima dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina eParaná. Nesses estados destacam-se as raças Hereford, Aberdeen, Angus,Charolesa, Marchigiana, Chianina, Simental, Caracu, Limousin e outras. A produtividade existente nas raças de origem taurinas com a rusticidadedas raças zebuínas foi submetida a cruzamentos genéticos que geraram novasadaptações raciais como a Canchin (raça brasileira originada a partir docruzamento da raça Charolesa com a Nelore), Santa Gertrudes (raça que seoriginou a partir da raça taurina Shorthorn e a zebuína Brahman) e Brangus(cruzamento da taurina Angus com a zebuína Brahman). Existem ainda as chamadas raças sintéticas que surgem como umaresposta à demanda de novas necessidades de produção, adaptação e demercado, são obtidas a partir do cruzamento de inúmeras raças comaprimoramento através de seleção. Assim como as demais raças fica difícilsaber números precisos do rebanho das raças sintéticas existentes no Brasil,uma vez que os dados da pecuária do país são desatualizados segundo oInstituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a não ser as associaçõesde criadores que possuem controle apenas sobre os nascimentos de animaisregistrados. Apesar desta grande quantidade de raças e seus variados cruzamentosraciais existentes no país muitos frigoríficos optam por animais da raça nelore
  24. 24. por possuírem características essenciais para a carne consumida pelo mercadointerno e por compradores exigentes espalhados pelo mundo inteiro. Isso garantiu à raça seu destaque no mercado internacional como sendo araça mais importante dos pastos brasileiro e responsável pelo sucesso denossas exportações que a cada ano vem aumentando, garantindo ao Brasil oprimeiro lugar no “ranking” dos grandes exportadores de carne bovina.1.4 NELORE: A RAÇA DOS PASTOS BRASILEIROS E SUAS CARACTERÍSTICAS. A Nelore, maior raça de zebuínos existente no Brasil, chegou em meadosde 1868 em Salvador na Bahia e cerca de 10 anos depois o suíço ManoelUbelhal Lemgruber, criador do Rio de Janeiro, depois de conhecer o nelore emum zoológico de Hamburgo, na Alemanha encomendou um casal para o Brasil,depois em 1883 o mesmo senhor Lemgruber fez mais duas importações daraça dando origem a uma linhagem de grande conhecimento. Joaquim Carlos Travassos em 1907, muito engajado no processo deintrodução de zebuínos no Brasil logo após a chegada de um lote de animaisda Índia fizera uma previsão da importância do nelore no Brasil: O i m p o r t
  25. 25. adorconseguiu,destavez,adquirirtambémalgunsrepro
  26. 26. dutoresdanotávelraçaNeloreouOngole,quemaistard
  27. 27. e,quandotivermosumaseleçãointeligente,desenvolvid
  28. 28. astodassuasboasqualidadespoderáserconsideradaa
  29. 29. m e l h o r r a ç a p a r a o s p a i s e s t r o p i c a i s . Em um país tropical como o Brasil era necessário uma raça de zebuínoque se adapta-se às mudanças climáticas, logo os criadores perceberam que oNelore, zebuíno da espécie indicus era um animal que conseguia superar asadversidades do clima e geografia brasileira como regiões geográficas nãototalmente planas, rochosas, clima seco, frio enfim era o animal ideal para asperspectivas do criador, o Nelore teve e tem uma adaptação muito boa às
  30. 30. condições tropicais brasileiras, possuindo assim a capacidade de aproveitaralimentos grosseiros em sua alimentação diária. A capacidade do animal de resistência aos parasitas também é um fatorimportante para sua criação, uma vez que seus pêlos impedem e dificultampenetração de insetos pequenos na pele e conseqüentemente fixação. A peledo Nelore quando exposta ao calor produz uma secreção oleosa que dificulta aação de insetos sugadores, seus pêlos também ajudam o processo de trocacom o meio ambiente. Graças às suas glândulas sudoríparas o Nelore possui uma resistênciaforte ao calor o que lhes confere uma grande diferença das demais raças paracriação em regiões expostas ao grave problema da seca como as regiõesNorte e Nordeste. Dentre as raças de criação de corte existentes no Brasil o Nelore sedestaca por suas características que se enquadram melhor nos padrões domercado como porte médio, ossadura fina, leve, porosa e menor proporção decabeça, patas e vísceras resultando excelente rendimento para processosindustriais. A precocidade dos animais garantem à carcaça distribuição homogênea dacobertura de gordura, o que valoriza a carcaça no mercado, a cobertura ajudaa evitar que quando resfriada a carne, ocorra o encurtamento das fibras, a
  31. 31. padronização dessas carcaças otimiza a estrutura das indústrias e agregavalores aos cortes. Ver Figura 1,a seguir. Figura 1 : Gado Nelore e sua chegada ao Brasil Fonte: www.nelore.org.br A tendência do consumidor mundial hoje é para as carnes magras e acarne Nelore tem como características principais o sabor e seu baixo teor degordura.
  32. 32. CAPÍTULO 2. A QUALIDADE DA CARNE BOVINA BRASILEIRA Hoje somos o maior exportador de carne bovina existente no mercadomundial, apesar do consumo de carne brasileira não ser tão grande nomercado interno nossa qualidade é reconhecida por brasileiros e consumidoresdos mais variados países . Em tempos de competitividade, medidas e recursos disponíveis queelevem a qualidade do produto devem ser bem explorados a fim de quecontribuam para aumentar o valor do produto a ser exportado ou consumido nomercado doméstico. A qualidade da carne brasileira hoje é possível graças à disposição derecursos naturais disponíveis aos nossos criadores e técnicas demelhoramento na criação, como cruzamento de raças, rastreabilidade dosanimais, certificação, uma boa gestão de medidas sanitárias, cooperação doMinistério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), junto comcriadores, associações e a Agência de Promoção Comercial às Exportações(APEX –BRASIL).2.1 O PASTO BRASILEIRO E SUA IMPORTÂNCIA NAQUALIDADE DA CARNE As pastagens são de extrema importância para a composição nutritiva dacarne, especialmente para o animal de cria, não esquecendo que a
  33. 33. suplementação alimentar em pastos e o confinamento em pequenasproporções ajudam na competitividade. Também é através da pastagem que a maior fonte de nutrientes selocaliza para os animais sendo assim de grande importância para odesenvolvimento de um rebanho sadio. Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias(EMBRAPA), das pastagens que mais se cultivam no Brasil 80 a 90% são decapins do gênero braquiárias, conhecidas como pasto de pisoteio. Asbraquiárias, assim como o gado, Nelore, são resistentes às condiçõesclimáticas do Brasil, desfavoráveis e imprevistas como geadas, secas e calorintenso. Conhecido como “boi verde” nosso rebanho tem conquistado admiraçãode consumidores globais, uma vez que grandes criadores mundiais comoAustrália e Estados Unidos estão habituados com práticas de confinamento dosanimais, já nossos rebanhos são criados em pastos extensos além de porçõesde suplementos minerais que resulta numa carne com qualidade respeitadapelos consumidores que se tornam cada vez mais exigentes.2.2 A RASTREABILIDADE DO GADO E SUA IMPORTÂNCIANOS MERCADOS
  34. 34. Consumidores do mundo inteiro estão preocupados com a qualidade queo produto exportado possui, e se tratando de um produto de origem animalesses cuidados se tornam mais importantes, visto que a saúde do consumidoré que está em questão. Vemos surtos de doenças, como a gripe aviária,levantar embargos à carne de frango por exemplo, e a população parar deconsumir o produto por medo de doenças epidemiológicas. Com a carnebovina não é diferente: os cuidados de rastreabilidade aumentam o valor doproduto pela tecnologia aplicada e nos torna mais competitivos uma vez quesurtos de febre aftosa têm ocorrido em rebanhos de grandes concorrentes. A grande preocupação hoje é o consumidor final do produto, a grandepropaganda seja ela no mercado interno ou externo é a qualidade que oproduto vai apresentar na mesa do consumidor. Não devemos esquecer que como os países consumidores do mercadoexterno nos avaliam de forma regionalizada, um foco de febre aftosa ou dedoença da vaca louca já é um bom motivo para embargar nossa carne deforma geral e dar início a grandes perdas de mercado. Para correr atrás das perdas que tivemos com embargos à nossa carnebovina com relação a doenças como Vaca Louca, Febre Aftosa e outras énecessário o planejamento dos gestores públicos em políticas bemestruturadas em medidas sanitárias e adoção de métodos que possamidentificar o animal desde seu nascimento até seu processamento e consumona mesa dos consumidores.
  35. 35. Através da rastreabilidade a cadeia produtiva que se estabelece nacriação, processo e consumo de carne bovina torna o processo maistransparente e competitivo diante de outros países concorrentes. Oenvolvimento abrange todos e consequentemente passa a existir um certocompromisso no que diz respeito ao planejamento sanitário dos rebanhos paraque não ocorra o que há alguns anos atrás custou ao Brasil perdassignificativas no âmbito do mercado internacional. Analisando em forma de cadeia a rastreabilidade podemos dizer que oprodutor a usa como umas das ferramentas principais de uma gestão maiseficiente com resultados satisfatórios, o governo garante a sanidade e aqualidade do produto tanto internamente quanto externamente, as empresasficam garantidas de estarem oferecendo um produto com íntegra qualidade ecertificação e o consumidor final a segurança de adquirir um produto comqualidade e certificação de origem o que rende ao produto maior aceitação nomercado. Internacionalmente a rastreabilidade tem sido uma das grandesexigências feita pelos mercados compradores de carne., consequentemente opaís que não atender a esta imposição feita por compradores certamentedeixará de competir no mercado externo deixando o espaço para outros paísesconcorrentes .
  36. 36. Arastreabilidadeéoprimeiropassoparaatenderas
  37. 37. novasdemandasdosconsumidoresdomundotodo,queset
  38. 38. ornamcadavezmaisexigentequantoàqualidadeeàino
  39. 39. cuidadedosalimentos.Onúmeroúnicodentrodosistema
  40. 40. decontrolenacionaleaidentificaçãoindividualdos
  41. 41. animaispormarcaafogo,portatuagem,porbrincooup
  42. 42. ormicrochipsésomenteaprimeiraetapadoprocessode
  43. 43. rastreabilidade.Asuaimplantação,porém,estávarian
  44. 44. dodepaísparapaís,deacordocomoshábitosalimenta
  45. 45. resdosconsumidoresecomasuaclassificaçãonomerca
  46. 46. domundialcomoimportadorouexportador.Tambémsãodi
  47. 47. ferentesasrazõespelasquaisosindivíduos,asempres
  48. 48. aseosgovernosestãoexigindoaimplantaçãodemecani
  49. 49. smosquetêmumobjetivoúnicofundamental:asegurança
  50. 50. alimentardapopulação.(SISTEMADEINFORMAÇÃODACARN
  51. 51. E , 2 0 0 3 ) Para atender a demanda dos consumidores internacionais arastreabilidade tem se tornado de grande importância no que se diz respeito aqualidade da carne uma vez que ela processa as etapas de identificação,registro e monitoramento individualmente de todos os bovinos nascidos nomercado doméstico ou importados além de agregar valor ao produto uma vezque produto rastreado reflete mais atenção a todos os processos que envolvema cadeia da atividade pecuária desde o animal antes da porteira da fazenda atéo prato do consumidor. Segundo BEZERRA, (2001, p.43), Hoje, a carne exportada segue ummodelo de rotulagem com informações sobre a procedência (no caso, o país) ,endereço e localização do abatedouro , carimbo de inspeção do Serviço deInspeção Federal - SIF, tipo de produto (carne resfriada com osso,porexemplo), tipo de corte (filé etc.), data de abate, prazo de validade, sexo doanimal, idade etc., com os quais é possível delimitar o grupo de fornecedores. A rastreabilidade de carne bovina nas exportações tornou-se umaexigência dos mercados internacionais, através da rastreabilidade os paísescompradores da carne bovina brasileira terão acesso a informações sobre oanimal desde sua cria, engorda e processamento o que individualiza cadaprocesso e deixa nítido a rigorosidade com relação a sanidade da carne
  52. 52. exportada. Hoje Paises da União Européia querem identificar por exemplo acausa primária de um eventual problema sanitário constatado num corteexportado para alguns de seus países membros. A União Européia exigiu de seus países exportadores de carne arastreabilidade da carne até a data limite de janeiro de 2001 porém, o Brasilpediu uma nova data para se adequar às normas de rastreamento. Segundo o Boletim Agropecuário da Universidade Federal de Lavras(UFLA), localizada em Minas Gerais em 09 de Janeiro de 2002 através daInstrução Normativa nº. 01 do Ministério da Agricultura, Pecuária eAbastecimento foram instituídos o Sistema Brasileiro de Identificação eCertificação de Origem Bovina e Bubalina (SISBOV), através desta medida seinicia a rastreabilidade no Brasil. Dentro da cadeia produtiva, alguns setores, como frigoríficos e pontos de comercialização, já estão identificando seus produtos como meio de rastrear e dar mais confiabilidade ao que é fornecido. Várias outras ações e avaliações para garantir sabor, qualidade e vantagens financeiras para o país já estão acontecendo. A rastreabilidade oficial do governo visa também a ampliar esses cuidados para dentro da propriedade onde nasce o produto, para também agregar ganhos financeiros ao produtor que fornecerá uma carne de melhor qualidade, comprovadamente desde a sua origem (UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS, 2002). Gerenciado pela Secretaria da Defesa Agropecuária (DAS), o SISBOVexpede instruções complementares necessárias para a implantação dosistema. As ações são executadas por entidades certificadoras sendo que aadesão a este sistema será voluntária, porém um cronograma já fora
  53. 53. estabelecido para que todo rebanho do Brasil esteja inserido até dezembro de2007. A Instrução Normativa nº. 1, trata da questão de marcação do animal daseguinte maneira: o pecuarista pode optar por marcação do animal portatuagem a fogo ou aplicação de dispositivos internos ou externos queidentificam e monitoram individualmente cada animal (brincos, chips eletrônicosauriculares, ruminais, umbilicais etc.) lembrando que estes devem estaraprovados e autorizados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária eAbastecimento. Segundo este mesmo boletim agropecuário da UniversidadeFederal de Lavras, os pecuaristas tiveram que se adaptar À realidade darastreabilidade por prazos determinados pelo mercado europeu, conformeabaixo: 1. Junho de 2002 - Propriedades que exportam para a União Européia; 2. Dezembro de 2003 - Exportadores para outros países; 3. Dezembro de 2005 - Todas nos estados livres de febre aftosa ou em processo de declaração 4. Dezembro de 2007 – Todas as demais propriedades. Essa implantação do sistema deve ganhar maior rapidez quando foramcredenciadas empresas como a Embrapa e entidades que poderão fazer acertificação da origem dos animais como o Grupo Planejar que oferece oSistema Integrado de Rastreabilidade Bovina - SIRB.
  54. 54. O SIRB sistema de informação que pertence a Planejar Informática eCertificação Ltda., com sede em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil servecomo ferramenta de rastreabilidade para os pecuaristas que querem adequar-se às exigências da Comunidade Econômica Europeia que desde 2002 sóimporta carne rastreada. As exigências feitas pelo SISBOV, são plenamente atendidas pelo SIRB,o que garante ao pecuarista a certeza de participar de um sistema que ofereceas condições de cumprimento das etapas que cercam o processo decertificação de origem. Para utilização do SIRB o pecuarista deve estar munido de recursos quefacilitam o manejo do programa seja através de sindicatos rurais oucomputadores ligados à internet. O sistema permite a identificação individual decada animal e seu respectivo controle desde o nascimento até o abateregistrando as ocorrências existentes. São fornecidos brincos dos “Kits” de Identificação que seguem as normasda Comunidade Econômica Europeia, gravados a laser e com uma numeraçãosequencial. O rastreamento pode ser desde o nascimento do animal, Rastreabilidadede Origem ou ao passo que os animais são inscritos no SIRB em outras etapasde suas vidas, Rastreabilidade Parcial. Na Rastreabilidade de Origem opecuarista num prazo de até 30 dias deve identificar o animal nascido,anotando seu dia de nascimento, sexo e número de brinco na planilha do
  55. 55. produtor . Antes do desmame o pecuarista deve solicitar a visita de um técnicodo sistema para validar os dados coletados pelo criador. O técnico informa aoSIRB os dados da visita e inclui os dados do animal no sistema o que resultana rastreabilidade. Daí então todas as ocorrências realizadas como venda,transferência, ocorrências nutricionais e sanitárias estarão registradas. A sanidade da carne bovina hoje está mais em evidência do que nuncae cabe aos pecuaristas se adequarem às normas de rastreabilidade usufruindoassim de maior qualidade de seus rebanhos, garantindo maior satisfação àsunidades de processamento e o maior beneficiado de todo este processo dequalidade, o consumidor. Toda essa qualidade da carne nacional elevou a imagem no exteriorapesar de todos os entraves enfrentados e deu início ao processo de inovaçãona busca de novos mercados como a carne orgânica bovina que desperta ointeresse de consumidores internacionais.2.3 A PECUÁRIA ORGÂNICA A realidade da pecuária hoje busca inovar acompanhando os avanços datecnologia em vários aspectos até a concretização da responsabilidadeambiental que se encontra em evidência na cabeça do consumidor do mundointeiro.
  56. 56. Observamos hoje no mercado internacional uma acentuada procura por carne ecologicamente produzida. Na Argentina milhares de hectares de campo já estão dedicados a este tipo de produção, em especial para o mercado europeu, o que permite supor que também no Brasil existe um mercado potencial para carne certificada como oriunda de produção orgânica (CRIAR E PLANTAR, 1998). Muito se tem falado em gestão focada na preservação do meio ambientee consequentemente a preocupação na continuidade do bem-estar dapopulação. Reforçando assim a responsabilidade socioambiental, as empresastêm se engajado em projetos que visam o desenvolvimento sustentável, e nabovinocultura não é diferente, o criador através do sistema orgânico deprodução adota tecnologias que usam de forma sustentável os recursosprodutivos, preservando e ampliando a biodiversidade do ecossistema local,conservação do solo, da água e do ar. Tudo isso é possível graças à eliminação de insumos artificiais tóxicos,como os agrotóxicos, uso da manipulação genética e qualquer outra substânciaque venha a prejudicar a população ou o meio ambiente. Isso demonstra queas tendências que envolvem o pecuarista atualmente não são diferentes dasque regem as grandes empresas processadoras de carne bovina. Segundo informações do “site” Criar e Plantar (www.criareplantar.com.br),entre os principais fatores que contribuíram e contribuem para o aumento daprocura por alimentos orgânicos, podemos citar: o aumento do conhecimentocientífico dos efeitos dos agrotóxicos e medicamentos no ser humano, noanimal e no meio ambiente, de formas alternativas de produção e a maior
  57. 57. divulgação deste tipo de informação, o impacto causado pela doença da “vacalouca” na Inglaterra e os seus desdobramentos a nível mundial e a granderejeição em relação aos produtos agrícolas transgênicos. Hoje não precisa apenas ser um grande pecuarista, mas, um pecuaristacom olhos voltados para as tendências que norteiam as ações dos gestores. Omercado é competitivo e os nichos de mercado estão ai para seremconquistados, cabe ao pecuarista adaptar-se às exigências que as unidades deprocessamento conseguem assimilar e correr atrás das adaptações. A gestão ambiental e logo a preocupação dos agentes da cadeia deprodução de carne bovina com a responsabilidade socioambiental aumentaainda mais nossa competitividade no mercado internacional, onde oscompradores visam a preocupação que os fornecedores têm em preservar omeio ambiente e sua preocupação com o bem estar da população que estainserida neste contexto. A visão da pecuária orgânica deve ter uma natureza holística, entendendoque o ambiente como um todo onde está se dando a produção animal é parteintrínseca desta e afeta o resultado, logo esta só será orgânica se estiver emharmonia com o referido ambiente. Aspectos sociais também estão inseridos no contexto, pois a fazenda quepretende aderir ao sistema de produção orgânica de carne segue as normastécnicas de uma empresa certificada junto ao Poder Público que exige a
  58. 58. freqüência de todas as crianças da fazenda matriculados em uma escola,respeito às leis trabalhistas e jamais permitir o trabalho infantil em suaspropriedades. No Brasil, graças à sua grande extensão territorial e a grande diversidadede pastos junto com os animais criados com adaptação tem garantido umgrande potencial para atender às exigências dos organismos internacionais,tornando-se assim o maior produtor e exportador de carne bovina orgânica domundo. O consumo de carne orgânica tem crescido a cada ano, seja em paísesdesenvolvidos ou em desenvolvimento, aumentando assim as perspectivas deconquista do mercado interno e externo, isso impulsiona o Brasil a conquistaresses mercados consumidores. A sociedade, nos países mais desenvolvidos e mais recentemente nos países em desenvolvimento, como o Brasil, tem cada vez mais buscado consumir alimentos orgânicos. No Brasil, a demanda por orgânicos tem crescido 10% ao ano. Mundialmente, a procura por esses produtos tem aumentado entre 20 e 30%. Este crescimento foi impulsionado, principalmente, pelo fato dos preços dos produtos orgânicos no mercado serem, em média, 30% mais elevados do que aqueles dos produtos convencionais. (SISTEMA DE INFORMAÇÃO DA CARNE, 1998).
  59. 59. Os principais fatores que decorrem para o sucesso da pecuária orgânicaestão inseridos na tecnologia desenvolvida nos processos dos sistemasagroecológicos (orgânicos), pastagens e controle de proliferação de pragas edoenças. O solo é de grande importância para o inicio dos processos, pois éatravés dele que a pastagem terá sua composição nutritiva garantida o querenderá ao animal maior capacidade de atender aos requisitos do abatimentofuturo. Veja a seguir, na figura 2. Figura 2 Vista Geral do sistema de produção orgânica. Fonte: www.sic.org.br A qualidade é aliada ao equilíbrio da fertilidade do solo como amanutenção dos níveis de matéria orgânica, promoção da atividade biológica,reciclagem de nutrientes e intervenção controlada sem destruição de recursonatural.
  60. 60. Esses fatores são de grande importância para a sustentabilidade dapropriedade reforçando a ideia de que na produção orgânica a saúde animalestá diretamente ligada à saúde do solo. O pasto do “boi orgânico” não recebe a presença de qualquer agrotóxicoou composto orgânico e é adubado a partir do esterco depositado pelo próprioanimal no pasto o que garante a ausência de substâncias que venham acomprometer a saúde dos consumidores. Os medicamentos utilizados são homeopáticos, usam a fitoterapia eacumputura contra parasitas, são proibidos os antibióticos, porém a vacinacontra a febre-aftosa é obrigatória, uma vez que o governo federal com relaçãoa vacinas que garantem a sanidade do rebanho trabalha de forma acirrada emcada região brasileira junto a criadores .Veja abaixo, na figura 3. Figura 3. Animais em pasto manejado dentro dos princípios de produção orgânica Fonte: www.sic.org.br
  61. 61. O manejo do rebanho deve ser feito em instalações (estábulos)adequadas ao conforto e saúde dos animais, acesso facilitado à água epastagem, além de um espaço adequado para a movimentação. O número dosanimais também deve ser analisado pelo criador, pois uma superlotação podeafetar os padrões comportamentais. Em síntese, a qualidade de vida do animal tem profunda relação com a possibilidade de o animal adoecer. Assim, um animal que é confinado com grande concentração de indivíduos, espaço limitado para locomoção, sem possibilidade de expressar seus modos naturais de comportamento, fica profundamente perturbado, sujeito a manifestações de estresse e sistema imunológico. Como qualquer individuo nessas condições, os animais ficam mais propensos a doenças. Além de ajudar no equilíbrio técnico e ecológico da propriedade, a produção animal contribui eficazmente na geração de renda. (CRIAR E PLANTAR, 1998). O transporte desses animais deve ser realizado com totalresponsabilidade evitando qualquer brutalidade ao animal e o abatedouro deveestar o mais próximo possível das propriedades considerando também umtempo de descanso para os animais que devem ser insensibilizados antes deabatidos. Segundo informações do site Sistema de Informação da Carne (SIC), otransporte e abate desses animais deve ser o mais calmo e apropriado possívele o deslocamento do animal até o abatedouro não pode exceder oito horas.Caso isso ocorra ele poderá apresentar justificativas e esclarecer o que seráfeito para minimizar o estresse no animal.
  62. 62. A pecuária orgânica está em expansão no Brasil e no mundo cabe aoGoverno investir nos criadores e o Brasil despertar para esse nicho de mercadoque cresce e requer a atenção de todos que estão envolvidos na pecuária decorte nacional.2.4 A IMPORTÂNCIA DA PROMOÇÃO COMERCIAL PARA ACARNE BOVINA BRASILEIRA E OS FRIGORÍFICOS NOMERCADO INTERNACIONAL. Na conquista de mercados internacionais não importa somente ser umgrande líder em um segmento seja ele de “commodities” ou de produtos comalto valor agregado. É necessário o planejamento estratégico para alcançar deforma audaciosa e competitiva o mercado a ser explorado. A comercializaçãode bens e serviços atualmente se processa em ambientes complexos einstáveis o que requer maior conhecimento do mercado onde o produto seráinserido. É importante uma análise minuciosa da situação interna da empresa e osfatores externos que interagem com ela, que por sua vez são importantes nacompetitividade do produto ou serviço que será destinado ao exterior, e quepode interferir no sucesso das exportações: sejam as tarifas, cotas,regulamentações sanitárias ou de segurança, enfim todos esses fatores queimpulsionam o acesso ao mercado devem ser avaliados. Traçar informações dos países onde se deseja exportar, levantamento deacordos, leis e regulamentação para exportação de carnes no mercado
  63. 63. internacional, análise dos dados estatísticos, catálogos de empresasconcorrentes, acesso a jornais, revistas e periódicos também é essencial paramaior conhecimento do mercado aonde se deseja atuar. Com estas análisesficam mais perceptíveis ao exportador quais as oportunidades de negócio queele pode encontrar nesse competitivo mercado de exportação de carne bovina. Esses dados são importantes para que o exportador consiga ter alcance aquais são os países concorrentes, identificação de clientes com potencial decompras e o conhecimento de logística e distribuição. Quando o exportador consegue o acesso a esses dados e planeja deforma estratégica sua inserção no mercado é a hora de investir em seupotencial para conquistar novos compradores e garantir sua consolidação nomercado externo e fortalecimento de sua empresa no mercado nacional einternacional através de boas medidas de promoção comercial. O comércio exterior brasileiro de carne bovina nos últimos anos vemvivenciando momentos de grandes vitórias, e isto impulsionam cada vez maisos frigoríficos, associações de criadores e de indústrias de exportação de carnebovina a investirem cada vez mais em ações de caráter promocional que visamaumentar ainda mais a participação no mercado internacional de carne bovina. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC),têm participado de cada processo desse crescimento como sendo o principalresponsável pela atual estrutura administrativa do comércio exterior brasileirocriando meios de promoção, distribuição e divulgação da imagem dos produtos
  64. 64. brasileiros através da Agência de Promoção de Exportações do Brasil – APEX– BRASIL, que auxilia os empresários brasileiros através de projetos depolíticas promocionais no exterior. Através da APEX-BRASIL a participação em feiras internacionais, missõesinternacionais, projetos compradores e vendedores, têm crescido a cada anotornando nossos produtos conhecidos internacionalmente não só pelo preçocompetitivo mas, pela qualidade que eles apresentam nos tornando grandesconcorrentes no mercado internacional. No mercado de exportações de carnesbovina vários frigoríficos brasileiros têm participado de feiras internacionais dealimentos, “workshops”, palestras, missões comerciais e churrascos regados acaipirinha em vários cantos do mundo. As feiras internacionais são encaradas pelos frigoríficos brasileiros comouma das principais preocupações para aquele que quer promover seu produtono exterior. Através dessas participações pode-se constatar o mercado em queestá inserido o produto, a aceitação dos compradores, o fortalecimento damarca, a análise de outras empresas concorrentes e seus diferenciais, além daoportunidade de concretização de novos contratos de venda com compradoresem potencial. As feiras comerciais constituem em oportunidade de aproveitamento ótimo em relação custo/beneficio, se a empresa planejar cuidadosamente sua participação no mercado pretendido. Para isso, é necessário fazer um levantamento minucioso das variáveis que podem conduzir a uma tomada de decisão adequada. (EXPORT NEWS, 2001).
  65. 65. A participação de frigoríficos em feiras internacionais tem reforçado aindamais a imagem da carne bovina brasileira no exterior. A ANUGA, maior feirainternacional de alimentos que ocorre na Alemanha tem contado com aparticipação de vários frigoríficos brasileiros em seus “stands” de expositores. Segundo a ANUGA na edição de 2005 que aconteceu em Colônia, naAlemanha, durante os dias 08 a 12 de Outubro além da APEX-BRASIL quetambém promoveu os produtos brasileiros na área de alimentação tambémparticiparam os frigoríficos Friboi Ltda, Bertin Ltda, Frigorífico Margen Ltda,Frigorífico Mercosul Ltda, Marfrig Ltda dentre outros. A participação em feiras de nível nacional também é importante para osfrigoríficos, pois através delas é perceptível a competitividade dos concorrentesinternos, seus projetos de melhoramento genético, avaliação de rebanhos dosfrigoríficos concorrentes, investimentos, participação no mercado interno eexterno, inovação e catálogo de produtos. Na Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne - FEICORTE,realizada nos dias 20 a 24 de Junho de 2006 no Centro de ExposiçõesImigrantes em São Paulo, criadores, indústrias de processamento,pesquisadores e universitários tiveram acesso a informações sobre pecuária decorte nacional, palestras por pesquisadores renomados nas áreas de zootecniae agronomia sobre melhoramento genético e leilões, além da participação dosmaiores frigoríficos exportadores do país.
  66. 66. A participação em feiras de nível internacional levou a AssociaçãoBrasileira de Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC) junto com a APEX-BRASIL a criarem um selo de qualidade, o “Brazilian Beef” queinternacionalmente hoje reflete a qualidade que a carne brasileira conquistoupelo mundo inteiro. As associações comerciais também têm seu papel importante napromoção comercial da carne bovina, através de “workshops”, churrascos,jantares e palestras. As associações comerciais como a Associação Brasileirade Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), destacam a qualidade da carnebovina brasileira, seus diferenciais diante dos concorrentes existentes nomercado, além de facilitar a comunicação entre o Ministério da Agricultura e oassociado. No mês de Setembro do ano de 2006 uma outra feira internacional provouo gosto da carne brasileira: foi a WORLD FOOD MOSCOU que aconteceu nosdias 26 a 29 de Setembro e contou com participação de associados da ABIECem parceria com a APEX-BRASIL. Segundo a ABIEC, os principais frigoríficos associados participaram nosdias 22 a 26 de Outubro de 2006 da Feira Internacional de Alimentos, SIAL-PARIS que ocorreu em Paris na França numa parceria entre associados e aAPEX-BRASIL, os frigoríficos apresentaram seus produtos num estande daassociação a compradores de vários países.
  67. 67. Todos os meios de comunicação são de extrema importância para apromoção comercial da carne bovina brasileira no exterior, porém o que maistem se destacado na divulgação é a “internet”. Através dela os frigoríficos têm colocado à disposição de compradores domundo inteiro seu institucional, produtos, segmentos de atuação e contato comseus clientes dos mais diversos continentes. Isso faz deste meio decomunicação uma arma eficiente na busca de competitividade na exposição daqualidade dos produtos, estrutura, o comprometimento com a responsabilidadesocioambiental, a disponibilidade de produtos, a consolidação da marca econquista da fidelidade de novos compradores. A internet representa uma chave para troca de informações e desenvolvimento do comércio eletrônico. Para alcançar mercados globais pela internet, as empresas devem adotar uma estratégia de negócios sólida, combinada com a flexibilidade de questionar as práticas tradicionais. Este é o desafio real para as empresas que se utilizam da internet, independente de onde estejam localizadas. (EXPORT NEWS, 2001). A globalização levou os frigoríficos a correrem atrás de canais decomunicação que aumentassem sua capacidade de divulgação de qualidade epromoção pelo mundo e a rede mundial de computadores ajudou comeficiência nesse processo.
  68. 68. A obtenção de informações sobre mercados também pode ser adquiridaatravés da internet, que é uma fonte rica de dados sobre clientes, mercados eprincipalmente os concorrentes dos frigoríficos espalhados pelo mundo inteiro. Catálogos e “Folders”, exemplos de exportação indireta, também sãograndes veículos usados na promoção comercial, pois através deles oscompradores terão acesso a dados do frigorífico, os produtos que ele vende, osbenefícios e as características que diferenciam o produto ofertado por eles,além de informações sobre seus principais fornecedores ou clientes que porsua vez deixam a imagem da empresa mais segura diante de novosconsumidores no mercado internacional.
  69. 69. CAPITULO 3. O CRESCIMENTO DAS EXPORTAÇÕES DECARNES BOVINAS BRASILEIRA. O Brasil assume a primeira posição nas exportações de carne bovina nomundo e demonstra para os concorrentes internacionais sua capacidade deprodução e abate que se concentra em seus pastos, seu rebanho melhoradogeneticamente e na modernização que os frigoríficos nacionais assumiram nosúltimos anos, adquirindo maquinário de alta tecnologia e investindo em mão-de-obra especializada em agronegócios, mais precisamente em pecuária decorte e genética. A realidade do país hoje é uma potência em fazer agronegócios nomercado de carnes e o resultado disto está nos índices de crescimento dasexportações que a cada ano se superam. O agronegócio brasileiro se tornou nos últimos anos um grande atrativo no setor mundial de produção de alimentos. Com um produto Interno Bruto de 2004, em U$S 154,91537 bilhões, referente à participação da agropecuária - segundo a Confederação Nacional da Agricultura-CNA, (2005) e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo -CEPEA/USP, (2005), setores do agronegócio nacional como o complexo de carnes e soja, vem desempenhando papeis importantes na pauta de exportações do país e injetando novos dividendos para a balança comercial. (REVISTA ELETRÔNICA DE VETERINÁRIA, 2005)
  70. 70. O agronegócio representa para o Brasil uma das atividades mais rentáveisexistentes e um dos principais setores em crescimento do país, refletindo assima sua importância para os mercados externos e tornando o país uma potênciareconhecida internacionalmente. Para chegar nessa realidade muitas áreasforam reestruturadas e os componentes da cadeia produtiva desde o criador,unidades de processamento e consumidor foram peças fundamentais nahistória dessa mudança do quadro no agronegócio nacional. Para nos tornarmos competitivos aumentamos a qualidade da carne, aquantidade de produção, investimos em segurança alimentar, sanidade,qualidade das carcaças, rastreabilidade dos animais, bovinocultura emsistemas de caráter não agressivo à saúde humana ou ao meio ambiente,participação do Governo Federal na fiscalização das fazendas para contençãoda Febre-Aftosa e demais doenças que acometem o gado e promoçãocomercial acirrada da carne brasileira no exterior elevando ainda mais nossacompetitividade. A pecuária de corte no Brasil hoje representa bem mais que criadores degado em fazendas espalhadas pelo interior do Brasil. Com a atual realidade apecuária passou a ser uma atividade para gestores que devem planejar deforma eficiente cada processo que envolve sua produção, caso contrário oprocesso de comercialização tanto interna como externamente ficará suspenso,isso se praticado legalmente. Os grandes concorrentes do mercado internacional do agronegócio comoEUA, Austrália, Índia, Nova Zelândia, Argentina, Canadá, Rússia, Japão,México,Coréia, apesar de apresentarem grandes expectativas de produção não
  71. 71. andam tão quanto o Brasil que a cada ano supera ainda mais suas exportaçõesdeixando os integrantes desta cadeia cada vez mais otimistas com a atualsituação de maior exportador de carne bovina brasileira, segundo dados doMDIC.Veja na figura 4, abaixo: Figura 4. Exportações brasileiras de carne bovina, segundo a agregação de valor, 1997-2005. Fonte: elaborado pelo IEA a partir de dados básicos do SECEX/MDIC. Com as exigências dos consumidores, atualmente, o Brasil teve quemodificar-se radicalmente nas últimas décadas para assumir a posição atualque lhe confere. Estamos em uma cadeia produtiva e para adquirirmos umbom desempenho seja ele nacional ou internacional devemos estar atentos acada ferramenta que envolve este complexo processo. As mudanças ocorridas são frutos das exigências dos consumidoresespalhados pelo mundo inteiro que consomem nossa carne, e não devem serencaradas como um aumento da complexidade de produção mas como umaoportunidade de abertura de mercado e conquista de novos consumidores.
  72. 72. As conquistas adquiridas são uma resposta do engajamento de criadorese seus colaboradores na busca de uma qualidade de reconhecimento da carnenacional, porém deve-se estar atento a possíveis eventualidades como focosde febre-aftosa que comprometem não só a região onde fora detectada o focomas o país como um todo acarretando perda de mercado para concorrentesuma vez que estamos inseridos numa cadeia e qualquer eventualidade nesseprocesso pode comprometer todo andamento rentável da produção. A pecuária de corte é o segmento no setor de carne em que a integração formal entre empresas rurais e agroindústria é menos avançada. Questões estruturais e históricas da produção nesse setor dificultam esta integração. Entretanto, a importância do relacionamento mais eficiente entre os componentes deste complexo de produção pode ser comprovada pelos efeitos sentidos por todos os elementos da cadeia na questão, por exemplo, da febre aftosa. A impossibilidade de exportação em certas regiões penaliza desde os fabricantes de ração, passando pelos produtores chegando até aos setores de transporte e embalagem, ou seja, este problema que ocorre em propriedades rurais diminui a rentabilidade de praticamente toda a cadeia de produção. (REVISTA ELETRÔNICA DE VETERINÁRIA, 2005) O crescimento das exportações está diretamente ligado à preocupaçãoque se tem com o fluxo desta cadeia produtiva, a gerência dos insumos, aobtenção de investimentos tecnológicos na pecuária, como o melhoramentogenético. O gado que antes passava quatro anos para estar com a carcaçapronta para abate hoje com as tecnologias adotadas com apenas 2 anos jápode ser abatido garantindo redução de custos com o animal, carcaça boa deabate e uma quantidade de carne proveitosa para o consumidor que se tornamais exigente.
  73. 73. As inovações nas fazendas como a aquisição de “softwares” que auxiliamna gestão do pecuarista garante um planejamento bem estrutura daquilo queocorre dentro das porteiras, obtenção de um rebanho com maior qualidade decarcaça garante ao pecuarista destaque diante das unidades deprocessamento, que são os frigoríficos. Atualmente até concurso de carcaçasentre fazendeiros que abastecem grandes frigoríficos estão ocorrendo nocentro-oeste do Brasil. Parcerias estão sendo firmadas entre pecuaristas e frigoríficos paraviabilizar maiores contratos entre criador e abatedor. Como todos se encontramem uma cadeia produtiva a cooperação entre eles torna a atividade maisrentável e é isto que vem ocorrendo em vários cantos do país. O crescimento da carne bovina congelada e resfriada também temcrescido de forma eficiente durante os últimos anos conforme mostra a tabela2, abaixo.
  74. 74. Ano Exportação var.% Importação var.% Saldo var.%1997 59.418 - 125.419 - -66.001 -1998 93.277 56,98 92.029 -26,62 1.248 101,891999 169.310 81,51 56.626 -38,47 112.684 8.930,132000 215.651 27,37 70.293 24,14 145.358 29,002001 400.832 85,87 34.613 -50,76 366.220 151,942002 466.377 16,35 63.266 82,78 403.111 10,072003 671.424 43,97 52.205 -17,48 619.220 53,612004 992.623 47,84 44.263 -15,21 948.360 53,152005 1.151.419 16,00 42.324 -4,38 1.109.095 16,95 Tabela 2 - Comércio exterior de carne bovina resfriada e congelada, em toneladas, Brasil, 1997- 2005 Fonte: elaborado pelo IEA a partir de dados básicos do SECEX/MDIC.3.1 OS ENTRAVES ENFRENTADOS PELOS FRIGORÍFICOSEXPORTADORES DE CARNE BOVINA BRASILEIRA. Apesar de todo o sucesso das exportações brasileiras de carne bovina,graças ao engajamento de todos os envolvidos na cadeia de produção dacarne de corte, existem gargalos que precisam ser administrados com bastanteagilidade e estratégias para que a posição ocupada atualmente pelo país nãovenha a ser tomada por outros concorrentes. O Governo tenta viabilizar o agronegócio, o pecuarista se organiza emcooperativas para se fortalecer e as unidades de processamento criamparcerias entre pecuaristas para que o produto final chegue com qualidade na
  75. 75. mesa do consumidor com preços competitivos, mas a logística, a tributaçãointerna, os subsídios de alguns países concorrentes, as quotas decomercialização, a sanidade animal como o controle acirrado de focos da VacaLouca e a Febre aftosa precisam ser estudados com objetividade pelospecuaristas e Governo Federal, agentes importantes da cadeia de produção,para que nossa capacidade de competir seja resguardada e garantida pormuitos anos , garantindo rentabilidade e geração de divisas para o Brasil.3.1.1 A LOGÍSTICA DOS FRIGORÍFICOS EXPORTADORES DOBRASIL. Um dos maiores entraves enfrentado pelo Brasil na continuidade deposição privilegiada nas exportações de carne bovina depende essencialmentedos canais de escoamento dessa produção. As estradas que levam o produtoao porto e sua infraestrutura desempenha um papel de extrema importância noprocesso de exportação. N a l o g í s t i c a d e c a
  76. 76. rnebovina,devemsernotadasascaracterísticaspartic
  77. 77. ularesdoproduto,querequeremcritériosrigorososnão
  78. 78. apenasnaescolhadotransportecomotambémnascondiç
  79. 79. õesdamovimentação.Alémdisso,existeaquestãodotr
  80. 80. ansportedaindústriaatéosportosdeexportação,evid
  81. 81. enciandoaimportânciadalogísticanacadeia,poisaq
  82. 82. ualidadedotransporteinterferediretamentenoproduto
  83. 83. final.Anecessidadedeumalogísticaeficienteévisí
  84. 84. veltantoparaogadotransportadoempéquantoparao
  85. 85. jáabatidoemcaminhõesrefrigerados.(INSTITUTODEECO
  86. 86. N O M I A A G R Í C O L A , 2 0 0 5 ) Os frigoríficos conseguiram enxergar que dentro da cadeia produtivatodos são responsáveis pela rentabilidade do negócio em que estão envolvidose a criação de estratégias que visam fortalecer ainda mais cada processodessa cadeia é de extrema importância para a continuidade do sucesso tantono mercado interno quanto no externo. Mesmo com o engajamento de cada peça do processo da cadeiaprodutiva ainda existem gargalos que dificultam o contínuo sucesso dasexportações brasileiras como a infraestrutura existente no país para odeslocamento da carne, seja a exportada ou a comercializada no mercadointerno se deparam com uma falta de estrutura acarretando aumento de custose perda de competitividade. Ou seja, assim como qualquer outro segmento do agronegócio brasileiro apecuária de corte sofre com falta de infraestrutura e consequentemente
  87. 87. logística de transportes, problemas como falta de rodovias em estado favorávelao tráfego de veículos, a falta de infraestrutura dos portos para cargas queprecisam ser refrigeradas e falta de contêineres são problemas que interferemde forma direta na produção e na qualidade da carne exportada. Veja figura 5,abaixo: Figura 5. Caminhão transportando animais para abate Fonte: Grupo Independência Alimentos, 2005. Na logística realizada pela cadeia que produz carne bovina, se devemlevar em consideração as características do produto transportado que segueregimes criteriosos de qualidade que vai desde o caminho do gado aofrigorífico e dos frigoríficos aos portos onde serão escoadas as carnes para osconsumidores espalhados pelo mundo inteiro, a qualidade do transporteinterfere na integridade do produto inteiro. A necessidade de um bomtransporte é importante tanto para o gado em pé nos carros até os frigoríficosquanto para o transporte dos cortes em caminhões refrigerados.
  88. 88. Nos frigoríficos a logística de transporte vai desde a descarga do gado emsuas unidades de processamento para serem abatidos até seu deslocamentoao mercado interno ou externo preservando sua maciez e suculência. Para garantir sua posição de destaque pelo mundo os frigoríficos sereestruturaram e hoje tentam derrubar os obstáculos existentes para aexportação de carne bovina. Quanto mais próximo o abatedouro estiver dofrigorífico menor é o estresse do gado facilitando a obtenção de carnes nosmoldes exigidos pelos consumidores internacionais, ressaltando que quantomais o transporte desses animais é demorado maior será a perda de peso deleacarretando maximização de prejuízos para o pecuarista e abatedor. Na logística das exportações de carne bovina nacional os frigoríficos estãoatuando como agentes capacitadores, viabilizando saídas para que ocrescimento dure mais anos, investindo em frotas de carretas frigorificadas earmazéns focados na cadeia de frios que se instalam em portos e facilita oescoamento.3.1.2 A FEBRE AFTOSA Os focos da doença representam para o Brasil perda de mercado e baixana competitividade adquirida através dos preços e da qualidade que o produtonacional adquiriu ao longo dos anos pelo mundo.
  89. 89. A febre aftosa representa uma importante ameaça para o bem estar da população, devido ao seu impacto sobre a economia nacional de diversos países, onde o comércio com o exterior e estabilidade, dependem diretamente da confiabilidade dos alimentos de origem animal, que devem ser oriundos de animais isentos desta enfermidade, demonstrando a estreita relação que existe entre saúde pública, o ambiente e o bem estar socioeconômico. (SISTEMA DE INFORMAÇÃO DA CARNE, 1999). Em vários estados brasileiros a campanha de vacinação de bovinos,suínos, ovinos e caprinos está sendo divulgada com rigor pelo Governo Federale Estadual a fim de conter os focos da doença que são consideradosverdadeiras catástrofes para criadores e principalmente exportadores do país.Como os países compradores de carne bovina brasileira em sua maioriaanalisam o mercado brasileiro de carne bovina de forma generalizada, qualquerfoco da doença já põe em risco todo o trabalho de exportação de carne dopaís. A febre aftosa é considerada uma doença altamente contagiosa queatinge animais de casco fendido, sejam eles bovinos, caprinos, ovinos ousuínos e dá-se em todas as idades, independente do sexo do animal, raça eclima. O vírus é vinculado pelo ar, pela água e alimentos, apesar de sersensível ao calor e à luz. A doença é produzida por pelo menos seis tipos devírus classificados como A, O,C,SAT-1,SAT-2 e SAT-3, sendo que os trêsúltimos foram isolados na África e os demais apresentam ampla disseminação. O principal problema deste entrave para a pecuária de corte nacional nãoestá somente focada na morte dos animais , mas principalmente nos prejuízosde ordem econômica que atingem os pecuaristas, desde os pequenos aos
  90. 90. grandes. As propriedades que têm animais doentes são interditadas e asexportações da carne e dos produtos derivados torna-se difícil. A doençatambém provoca aborto nos animais e infertilidade. Os animais que contraem a doença podem adquirir com facilidade outrasdoenças por conta da fraqueza que apresentam. Sendo uma doençaextremamente infecciosa o vírus se instala principalmente nos líquidos dasvesículas que se formam na língua do animal e nos tecidos moles em torno desuas unhas. O sangue também apresenta uma grande quantidade do vírus nosanimais contagiados. O poder do vírus é destruidor, ele pode passar da baba do animal parapastos, alojamentos e lugares onde ele passar comprometendo todo orebanho. Pode ter resistência durante meses em carcaças congeladas ,principalmente medula óssea. O vírus ainda pode durar tempos na forragemensilada, farinha de ossos, couros e fardos de feno. O animal infectado pela doença apresenta febre, diminuição de apetite e otêm dificuldade de se locomover por conta do aparecimento de vesículas quese rompem e dão origem a aftas na língua, lábios, gengivas e entre o cascoque logo depois se rompem e expelem um liquido transparente ou turvo. Aprodução de leite cai nas fêmeas e a produtividade também. A saliva aumenta e fios de baba caem de sua boca, a mortalidade dadoença é baixa nos adultos e grande nos jovens, quando sobrevivem
  91. 91. geralmente apresentam lesões cardíacas irrecuperáveis bem como perda dastetas nas fêmeas, ocasionando ao pecuarista perda de produção . A vacina de febre aftosa acontece de 6 em 6 meses, a partir do 3º mês deidade do animal e garante ao rebanho a continuidade de produtividade efortalecimento da cadeia produtiva como um todo e do país que controla suasanidade e não perde mercado. Cada embargo à carne brasileira bovina exportada reflete ao país perdasconsideráveis de mercado que atrasa nosso crescimento e reduz acompetitividade no mercado internacional. O Governo tem se engajado nocontrole dos animais seja através de campanhas de vacinação, com palestrasaos pecuaristas e fiscalização dos rebanhos espalhados por todos os estadosfederativos.3.1.3 A DOENÇA DA VACA LOCA No mês de fevereiro de 2001 o governo canadense acusou o Brasil defocos da doença da vaca louca o que por sua vez embargou a exportação dacarne comprometendo a imagem do produto no mercado internacional issorendeu ao Brasil perdas irreversíveis no setor. Mas na verdade eram interesses políticos que estavam por trás dessesembargos, uma vez que a doença da vaca louca em terras brasileiras nuncafora detectada.

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