Profª Mª. Andreia Regina Moura Mendes      atenasregina@yahoo.com.br
 Possibilidade de parar o tempo Gravação e reprodução das imagens do mundo que    nos cerca   Documento histórico   Ar...
 “(...)   a manifestação democrática          de uma arte    aristocrática”. Ernst Haas.   Contexto de aparecimento da f...
 A fotografia coloca o homem na posição de    espectador.   A imagem não está limitada pela barreira dos idiomas    ou d...
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 “A palavra é racional, dissertativa, prolixa. A imagem, emocional, sintética, direta. A palavra pode expor com clareza u...
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 “A melhor imagem, aquela que transmite com mais eficiência uma ideia, uma emoção ou o conteúdo de um tema, não é, necess...
 Período: Segunda metade do século XIX com a  revolução industrial e a invenção da fotografia e  do cinema. Surgimento c...
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 Ambos atuam num mesmo processo de observação    científica.   O surgimento ocorre na mesma época, durante a expansão   ...
 O cinema enquanto instrumental de observação científica e análise    científica.   Preocupação com povos particularment...
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 Os antropólogos culturalistas Margareth Mead e Gregory Bateson realizaram valiosos registros sobre o modo de vida balinê...
 “Em geral, Bateson está interessado também em todo o campo da ‘comunicação’ fantástica, não tanto no dos ‘problemas form...
 Bronislaw        Malinowski é        considerado o        criador do método        do trabalho de        campo, seus    ...
 Franz Boas  pesquisando entre os  Inuit realizou  documentários curtos  com os nativos  registrando suas danças  e festa...
 Redefinição da     Antropologia Visual para uma  Antropologia da comunicação visual. Segundo CANEVASSI (2001), “ (...) ...
 Terence Turner desenvolve pesquisas junto aos Caiapós (Kayapó) nas quais os recursos visuais são explorados pelos própri...
 Os xavantes do Vale do        Xingu desenvolvem        projetos de produção        visual e discutem seus        pontos ...
 A Antropologia Visual é um terreno fértil para as  ações afirmativas e a prática do relativismo  cultural. O processo d...
 “Por tudo isso, a comunicação visual marca o tempo da mudança ideológica, de acordo com módulos perceptivos novos e vinc...
 BENJAMIN,        Walter. Obras escolhidas. Magia e    técnica, arte e política. São Paulo: Brasiliense, 1996.   CANEVAC...
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Palestra antropologia visual

  1. 1. Profª Mª. Andreia Regina Moura Mendes atenasregina@yahoo.com.br
  2. 2.  Possibilidade de parar o tempo Gravação e reprodução das imagens do mundo que nos cerca Documento histórico Arte Prova irrefutável de uma verdade qualquer Possibilidade mágica de preservar algo valioso Uma linguagem Miniaturas da vida Ilusão de ótica atenasregina@yahoo.com.br
  3. 3.  “(...) a manifestação democrática de uma arte aristocrática”. Ernst Haas. Contexto de aparecimento da fotografia: industrialização do século XIX. Fotografia e cinema como formas industriais da imagem. Os aspectos democratizantes da fotografia . Diferença entre a pintura e a fotografia: engajamento e denúncia. “Eram imagens cruas, que pela simples existência impunham alguma providência, imagens que clamavam contra um estado de coisas que não se podia mais fingir não ver”. KUBRUSLY (2001, p. 11). atenasregina@yahoo.com.br
  4. 4.  A fotografia coloca o homem na posição de espectador. A imagem não está limitada pela barreira dos idiomas ou da alfabetização. Reduz a realidade em apenas duas dimensões. Perfeita perspectiva numa superfície plana. Fidelidade absoluta das imagens da câmara escura. Identidade de aparência com a realidade. A imagem identifica uma individualidade, alguém que personifica as ideias. atenasregina@yahoo.com.br
  5. 5. atenasregina@yahoo.com.br
  6. 6. atenasregina@yahoo.com.br
  7. 7. atenasregina@yahoo.com.br
  8. 8. atenasregina@yahoo.com.br
  9. 9.  “A palavra é racional, dissertativa, prolixa. A imagem, emocional, sintética, direta. A palavra pode expor com clareza uma ideia, conceituar com precisão. A imagem é de natureza mais onírica (incluindo-se aí os pesadelos), mais ilógica e nebulosa. É insubstituível para transmitir, num relance, toda a emoção de um evento, mas falha ao tentar analisá-lo”.KUBRUSLY(2006, p. 76). atenasregina@yahoo.com.br
  10. 10. atenasregina@yahoo.com.br
  11. 11. atenasregina@yahoo.com.br
  12. 12.  “A melhor imagem, aquela que transmite com mais eficiência uma ideia, uma emoção ou o conteúdo de um tema, não é, necessariamente, a que contém o máximo de informação verbalizável”. KUBRUSLY (2006, p. 68). atenasregina@yahoo.com.br
  13. 13.  Período: Segunda metade do século XIX com a revolução industrial e a invenção da fotografia e do cinema. Surgimento como auxiliar das pesquisas de campo, como também de registro e documentação de grupos étnicos e práticas culturais ameaçadas de desaparecimento pelo avanço da política neocolonial. No princípio, garantia a objetividade do olhar do antropólogo diante de outros povos e costumes. atenasregina@yahoo.com.br
  14. 14.  “Com a fotografia, o valor de culto começa a recuar, em todas as frentes (...). Porém, quando o homem se retira da fotografia, o valor da exposição supera pela primeira vez o valor de culto. (...) Com Atget, as fotos se transformam em autos no processo da história. Nisso está sua significação política latente.” BENJAMIM (1996, p. 174). atenasregina@yahoo.com.br
  15. 15.  Ambos atuam num mesmo processo de observação científica. O surgimento ocorre na mesma época, durante a expansão industrial e diante de uma atitude mais analítica perante os fatos científicos. No século XIX o objeto de observação tanto do cinema e da antropologia era o “outro”, o tipo “exótico”, a realidade distante. Ao longo do século XX ocorreram diversas reestruturações a partir das dinâmicas sócio-históricas que influenciaram o posicionamento da antropologia visual e do cinema diante dos modelos globais. “As tendências visualizantes do discurso antropológico abririam também o caminho à representação cinematográfica das culturas”. RIBEIRO (2005). atenasregina@yahoo.com.br
  16. 16.  O cinema enquanto instrumental de observação científica e análise científica. Preocupação com povos particularmente distantes e culturas singulares. Representação cinematográfica das culturas, carregada de interpretações subjetivas. Ambivalência: instrumento de exibição do outro e por outro lado, relação com a ciência e a cultura. A globalização e a sociedade pós-moderna são concretizadas no cinema. Inovações técnicas e ideológicas:  Escola Soviética (1920) Cinema Direto (1960) Crise dos modelos de representação (1980) atenasregina@yahoo.com.br
  17. 17.  Divisão das sociedades em observadas (fotografadas, estudadas, cinematografadas) e observadoras (fotografam, estudam, produzem filmes). Com a reprodutibilidade técnica, a apreensão do outro seja a partir da fotografia ou do cinema, passa a servir, na maioria das vezes, aos interesses econômicos e políticos de determinados grupos. atenasregina@yahoo.com.br
  18. 18.  Os antropólogos culturalistas Margareth Mead e Gregory Bateson realizaram valiosos registros sobre o modo de vida balinês e documentaram diversos aspectos do cotidiano dos seus habitantes. atenasregina@yahoo.com.br
  19. 19.  “Em geral, Bateson está interessado também em todo o campo da ‘comunicação’ fantástica, não tanto no dos ‘problemas formais implícitos na existência simultânea de níveis múltiplos de mensagens, na apresentação ‘fantástica’ da realidade.” CANEVACCI (2001, p. 48) atenasregina@yahoo.com.br
  20. 20.  Bronislaw Malinowski é considerado o criador do método do trabalho de campo, seus registros visuais no Pacífico Sul enriquecem a sua etnologia.atenasregina@yahoo.com.br
  21. 21.  Franz Boas pesquisando entre os Inuit realizou documentários curtos com os nativos registrando suas danças e festas. A fotografia foi outro recurso bastante utilizado em todas as temporadas de trabalho de campo feitas por Boas. atenasregina@yahoo.com.br
  22. 22.  Redefinição da Antropologia Visual para uma Antropologia da comunicação visual. Segundo CANEVASSI (2001), “ (...) o visual leva a multiplicar as tramas da comunicação dentro de suas respectivas culturas”. Os nativos negam-se o papel de simples objetos observados e participam ativamente da renovação da antropologia visual apresentando os seus próprios pontos de vista a partir de suas dinâmicas sociais. A Antropologia Visual é usada como recurso de afirmação identitária e reconhecimento cultural pelos povos nativos. atenasregina@yahoo.com.br
  23. 23.  Terence Turner desenvolve pesquisas junto aos Caiapós (Kayapó) nas quais os recursos visuais são explorados pelos próprios nativos,dando outros significados para as suas práticas, diferentes dos sentidos dados pelo antropólogo. atenasregina@yahoo.com.br
  24. 24.  Os xavantes do Vale do Xingu desenvolvem projetos de produção visual e discutem seus pontos de vista a partir de uma visão que elaboram de si mesmos e das suas especificidades culturais. Acima imagem do documentário Etenhiritipá.atenasregina@yahoo.com.br
  25. 25.  A Antropologia Visual é um terreno fértil para as ações afirmativas e a prática do relativismo cultural. O processo de emergências étnicas vem beneficiando-se das tecnologias visuais para apresentar seus projetos de reforço identitário. Segundo CANEVASSI (2001), os nativos recusam serem vistos enquanto objetos museificados e catalogados, apontando mudanças na visão de si e dos outros. atenasregina@yahoo.com.br
  26. 26.  “Por tudo isso, a comunicação visual marca o tempo da mudança ideológica, de acordo com módulos perceptivos novos e vinculantes, cujos canais e mensagens conectam o indivíduo particular, o ambiente cultural e simbólico, os meios reproduzíveis numa estrutura comunicacional mental unitária e imanente. A cultura visual mais geral caracteriza-se ecologicamente por uma circularidade contínua entre o nível tecnológico e o nível aural.”CANEVACCI (2001, p.49). atenasregina@yahoo.com.br
  27. 27.  BENJAMIN, Walter. Obras escolhidas. Magia e técnica, arte e política. São Paulo: Brasiliense, 1996. CANEVACCI, Massimo. Antropologia da comunicação visual. Rio de Janeiro: DP & A, 2001. GEERTZ, Clifford. A interpretação das culturas. Rio de Janeiro: LTC, 1989. KUBRUSLY, Cláudio A. O que é fotografia. São Paulo: Brasiliense, 2006. RIBEIRO, José da Silva. Antropologia visual, práticas antigas e novas perspectivas de investigação. In: Revista de Antropologia. São Paulo: USP, 2005. v. 48 nº2. atenasregina@yahoo.com.br

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