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Conceitos e termos das religiões de sociedades pequenas
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Conceitos e termos das religiões de sociedades pequenas

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Conceitos e definições sobre aspectos rituais e espirituais das religiões de pequenas sociedades.

Conceitos e definições sobre aspectos rituais e espirituais das religiões de pequenas sociedades.

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Transcript

  • 1. Conceitos e termos das religiões de sociedades pequenas
    Docente
    Andreia Regina Moura Mendes
    Historiadora e antropóloga.
    atenasregina@yahoo.com.br
  • 2. AMULETO
    • (em latim, amuletum >Defesa, Magia de; em grego, phylakterion, meio de proteção, garantia de segurança). Aquilo que leva sobre o peito, em torno do pescoço, sobre o corpo (por isso em grego, enkolpion, periamma) como proteção permanente contra os males. Os gestos e as palavras representados em figuras e textos relativos à magia de defesa, principalmente elementos e figuras fortes, levando pedras preciosas, plantas, pêlo de animais, ossos, falas, oncha. Também ornamentos (anéis, pulseiras, pequenas luas) são, originalmente, amuletos.
    MANFRED, Lurker. Dicionário de Simbologia.
  • 3. Tipos diferentes de amuletos
  • 4. ANIMISMO
    • “Crença em seres espirituais”, segundo definição do etnólogo inglês E. B. Tylor. Em sentido amplo, o termo indica o conjunto de crenças pertinente a um princípio superior (força vital, alma) que existe nos lugares e objetos. Essa força vital subsiste nos locais e objetos, trazendo, em decorrência, a ordem e o cerne da transmigração das almas. Animais, árvores e pedras dispõem dessa peculiaridade. Para os primitivos, a alma pode ser transportada por algum tempo, retornando depois à sua morada habitual.
    AZEVEDO, Antonio Carlos do Amaral. Dicionário Histórico de religiões.
  • 5. TOTEMISMO
    A simbologia da maioria dos povos primitivos é fortemente influenciada pelo totemismo. Por totemismo (ototeman= parentesco, clã, entre os índios ojibwa, Canada) entende-se, de modo geral, a ligação da coletividade ou de uma pessoa a animal ou a vegetal, trazendo consigo determinados rituais e tabus. No âmbito africano e norte-americano, fenômenos d natureza (relâmpago, trovão, granizo e arco-íris) também se transformam em totens, freqüentemente simbolizados por animais.
    Dicionário de simbologia
  • 6. Totem do povo haidaBritish Columbia. Canadá
    Museu de Londres
  • 7. TABU
    Vocábulo de origem polinésia, usado pela primeira vez, ouvido e divulgado pelo navegante britânico James Cook (1728-1779) no decorrer de expedições feitas no oceano Pacífico, onde foi morto pelos indígenas nas ilhas Sandwich (Havaí). A palavra “tabu” significaa o “que é subtraído ao uso corrente”, “pôr de lado”, “afastar”; um animal, uma pessoa, ou qualquer objeto que não se deve ou não se pode abater ou tocar é tabu. Essa proibição não se baseia em justificações explicáveis; a violação do interdito não está inscrita em nenhum código ou lei mas apresenta características de uma calamidade. Nas religiões primitivas, o tabu exprime uma noção de pecado ou de medo; infringir o tabu significa perturbar a ordem e se expor às piores punições. Em muitas civilizações, os cadáveres são tabu. Alguns antropólogos veem no tabu a origem da moral.
    Dicionário de religiões
  • 8. FETICHE
    (por. Feitiço = bruxaria, magia). Na Idade Média, em Portugal este conceito era aplicado a objetos de devoção, usados como amuletos. Em antigos relatos de viagem portugueses, especialmente sobre a África, o fetiche é expressão usada para todos os objetos que poderiam ser associados pelos europeus com as assim chamadas “figuras de ídolos”. Os fetiches são geralmente representações de homens ou animais e obtêm o seu poder mágico das substâncias mágicas transmitidas por um feiticeiro (pedras, garras, dentes, pêlos, etc.), colocadas geralmente em recipiente fechado, diante da barriga ou sobre a cabeça. No Zaire meridional são muitas vezes pintados com tinta vermelha (símbolo do sangue e da força vital).
    Dicionário de simbologia
  • 9. SACRIFÍCIO
    Oferta de um presente à divindade (ou – não tão relevante para a simbologia – aos antepassados), a forma principal de manifestação do Culto. Na crendice popular corresponde muitas vezes à idéia de do ut des (“dou para que dês”), mas é, para além disso, a entrega simbólica da própria pessoa por meio da oferenda do sacrifício, imaginando como detentora de força, acompanhada da esperança de início de uma profusão de bênçãos de Deus para o homem.
    Em seu sentido mais profundo, através do sacrifício o mundo é renovado ou salvo (pense no significado da morte de sacrifício de Jesus), assim, como se vê, em inúmeras mitologias, onde o mundo surgiu somente depois do sacrifício de um ser primordial (-> Homem Primordial).
  • 10. RITOS DE PASSAGEM
    Termo cunhado em 1909 pelo etnólogo francês Arnold Van Gennep. Os ritos de passagem referem-se às analogias estruturais dos costumes em torno de nascimento -> Iniciação, casamento (->Noivado), morte, etc.; seu objetivo comum é assegurar a passagem de uma pessoa para um novo estágio na vida, associado à idéia da -> Purificação. Os ritos de passagem baseiam-se na concepção de que o homem precisa atravessar o estágio da morte para poder renascer de forma nova. Os vários estágios dos ritos mostram, em todos os lugares, uma semelhança notável: exclusão dos não-iniciados, isolamento do candidato, celebração de uma festa, vestidura e unção, atribuição de um novo nome, luta simbólica entre as forças da vida e da morte, etc.
    Dicionário de simbologia
  • 11. XAMÃ
    Um xamã é um homem dotado de poderes sobrenaturais, que pode entrar em contato com o mundo transcendental graças a capacidades especiais da alma e do espírito. Os principais portadores de símbolos são aves (sobretudo a águia), bem como o trovão, relâmpago e chuva. A associação entre águia e tempestade é muito freqüente. A ave, que se atira dos céus sobre a terra, traz o relâmpago, o trovão ou é ambas as coisas, como, o pássaro-trovão das tribos indígenas norte-americanas.
    Dicionário de simbologia
  • 12. MÁSCARA
    O costume de usar máscaras, passível de comprovação desde a época das pinturas rupestres até o carnaval de hoje, baseia-se na tentativa de passar do mundo subjetivo para o mundo objetivo, apoderar-se das forças de determinados seres por meio de sua representação ou de proteger o próprio eu das forças ameaçadoras pelo ocultamento, disfarce ou intimidação. O ser humano esconde atrás da máscara sua impotência e espera, ao mesmo tempo, superar-se a si mesmo por meio dela. Freqüentemente a transformação exterior obtida pelo mascaramento objetiva uma mudança interior (na iniciação e nas sociedades secretas).
    Dicionário de simbologia
  • 13. MAGIA
    É de interesse para a simbologia porque nela torna-se ativo um estilo de pensamento que vivencia uma ação metafórica como sendo eficaz sem mecanismo causal. Ela é a manifestação prática de uma postura espiritual, na qual um “como aqui, também lá” é sentido de modo suficientemente forçoso para não se deduzir apenas correspondências maiores a partir de detalhes observados no meio ambiente e com o auxílio das disciplinas da arte adivinhatória, mas que deve colocar o mágico na posição de poder interferir ativamente no ciclo universal e influenciar o natural e o sobrenatural com a ajuda de uma técnica tradicional.
    Dicionário de simbologia
  • 14. O funcionamento destes procedimentos altamente irracionais jamais é questionado nas culturas primitivas, pois parte-se da premissa de que uma determinada ação provoca uma imitação no círculo maior do mágico: os ritos mágicos de imagens, que devem causar a morte de animais de caça, quando as suas imagens são transpassadas por flechas, ou que uma pessoa sofra quando sua imagem de cera é picada ou segurada sobre o fogo, com base numa Simpatia (literalmente “sofrer junto”) não passível de definição.
  • 15. A natureza da magia difere basicamente daquela da religião, apesar de tanto numa como noutra ser vivenciado um âmbito sobrenatural como realidade (sendo que na prática, também nos atos religiosos, e nos ritos de sacrifícios, não é raro o intuito da realização e conseqüente dos desejos sem uma verdadeira postura devocional interior). Normalmente, o sentimento de uma pessoa que reza é diferente daquele do mágico, que procura manipular tanto a natureza como o sobrenatural.