ARCADISMO 1768  - 1836 OBRAS (POÉTICAS) CLÁUDIO MANUEL DA COSTA
CONTEXTO HISTÓRICO <ul><li>A Europa passa por uma importante transformação cultural que leva à decadência do pensamento ba...
<ul><li>O Espírito das Leis  de Montesquieu e a  Enciclopédia  de Diderot, Montesquieu e Voltaire impulsionaram o desenvol...
<ul><li>A nobreza e o clero, com seus ideais retrógrados, caíram em descrédito. </li></ul><ul><li>A burguesia voltou-se pa...
<ul><li>O Iluminismo espalhou-se pela Europa. </li></ul><ul><li>O Marquês de Pombal, em nome da revolução cultural,expulso...
<ul><li>Animada cena da vida cortesã </li></ul>Grandes mudanças na sociedade colonial brasileira com a descoberta do ouro ...
<ul><li>Rio de Janeiro e Minas Gerais destacaram-se como centros de relevância política, econômica, social e cultural. </l...
CARACTERÍSTICAS <ul><li>BUSCA da SIMPLICIDADE </li></ul><ul><li>VERDADE – RAZÃO - SIMPLICIDADE </li></ul>
<ul><li>O Inutilia Truncat </li></ul><ul><li>O aurea mediocritas </li></ul><ul><li>O Carpe Diem </li></ul><ul><li>O Locus ...
O locus amoenus <ul><li>Como na literatura clássica, a natureza adquire um sentido de simplicidade, harmonia e verdade. </...
<ul><li>Enquanto pasta alegre o manso gado, </li></ul><ul><li>minha bela Marília, nos sentemos </li></ul><ul><li>à sombra ...
<ul><li>Essa literatura, porém, não surge da vivência direta da natureza. </li></ul><ul><li>A poesia campestre do Arcadism...
<ul><li>Em lugar de igrejas e palácios solenes são construídas casas graciosas e belos jardins. </li></ul><ul><li>Preferem...
<ul><li>Condena-se toda ousadia, extravagância, exacerbação das emoções. </li></ul><ul><li>Festas galantes,cenas campestre...
IMITAÇÃO DOS CLÁSSICOS <ul><li>Só a imitação dos clássicos asseguraria a vitalidade, o racionalismo e a simplicidade da ma...
<ul><li>Pintam, Marília, os poetas </li></ul><ul><li>a um menino vendado, </li></ul><ul><li>com uma aljava de setas,  </li...
A AUSÊNCIA DE SUBJETIVIDADE <ul><li>A constante e obrigatória utilização de imagens clássicas tradicionais acaba sedimenta...
AUTORES <ul><li>Cláudio Manuel da Costa </li></ul><ul><li>Racionalmente um árcade, emotivamente um barroco. </li></ul><ul>...
<ul><li>A montanha mineira, a penha, a pedra, o penhasco afloram a todo momento em seus poemas como símbolos de um mundo q...
<ul><li>A desolada angústia de alguém em busca do objeto de sua paixão: </li></ul><ul><li>“  Nise? Nise? Onde estás? Aonde...
<ul><li>Vale-se de antíteses para registrar os seus conflitos pessoais:  </li></ul><ul><li>Destes penhascos fez a natureza...
<ul><li>A visão pungente  das relações amorosas: </li></ul>Aqui, onde não geme, nem murmura Zéfiro brando em fúnebre arvor...
Tomás Antônio Gonzaga <ul><li>Marília de Dirceu – obra lírica </li></ul><ul><li>Texto árcade por excelência ou obra de dim...
<ul><li>O Aurea Mediocritas </li></ul><ul><li>O ser herói, Marília, não consiste  </li></ul><ul><li>Em queimar os impérios...
Texto confessional <ul><li>Quando em meu mal pondero, </li></ul><ul><li>Então mais vivamente te diviso: </li></ul><ul><li>...
A expressão sentimental vale-se de alegorias mitológicas e das regras do amor galante .   <ul><li>Tu, Marília, agora vendo...
Atrevimentos eróticos surpreendentes <ul><li>Ornemos nossas testas com as flores,  E façamos de feno um brando leito;  Pre...
Cartas Chilenas <ul><li>Critilo escreve para Doroteu. </li></ul><ul><li>O objetivo é criticar os desmandos e a prepotência...
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  1. 1. ARCADISMO 1768 - 1836 OBRAS (POÉTICAS) CLÁUDIO MANUEL DA COSTA
  2. 2. CONTEXTO HISTÓRICO <ul><li>A Europa passa por uma importante transformação cultural que leva à decadência do pensamento barroco. </li></ul><ul><li>A burguesia francesa e inglesa, impulsionada pelo controle do comércio ultramarino, cresceu, dominando a economia do Estado. </li></ul>
  3. 3. <ul><li>O Espírito das Leis de Montesquieu e a Enciclopédia de Diderot, Montesquieu e Voltaire impulsionaram o desenvolvimento das ciências,valorizando a razão como agente propulsor do progresso social e cultural </li></ul>Século XVIII – A Idade da Razão
  4. 4. <ul><li>A nobreza e o clero, com seus ideais retrógrados, caíram em descrédito. </li></ul><ul><li>A burguesia voltou-se para as questões mundanas e simples. </li></ul><ul><li>A arte caracterizou-se pela volta à simplicidade clássica. </li></ul>
  5. 5. <ul><li>O Iluminismo espalhou-se pela Europa. </li></ul><ul><li>O Marquês de Pombal, em nome da revolução cultural,expulsou os padres jesuítas do Brasil em 1759. </li></ul><ul><li>O ensino tornou-se leigo, fundaram-se escolas e academias. </li></ul>
  6. 6. <ul><li>Animada cena da vida cortesã </li></ul>Grandes mudanças na sociedade colonial brasileira com a descoberta do ouro em Minas Gerais. Formam-se cidades. O ouro parece ser suficiente para todos. Enriquece os mineiros, os comerciantes, os tropeiros e, acima de tudo, o reino português.
  7. 7. <ul><li>Rio de Janeiro e Minas Gerais destacaram-se como centros de relevância política, econômica, social e cultural. </li></ul><ul><li>A Independência Norte Americana e a Revolução francesa influenciaram para o crescente sentimento nativista e para o descontentamento reinante na região das minas. </li></ul>
  8. 8. CARACTERÍSTICAS <ul><li>BUSCA da SIMPLICIDADE </li></ul><ul><li>VERDADE – RAZÃO - SIMPLICIDADE </li></ul>
  9. 9. <ul><li>O Inutilia Truncat </li></ul><ul><li>O aurea mediocritas </li></ul><ul><li>O Carpe Diem </li></ul><ul><li>O Locus Amoenus </li></ul>
  10. 10. O locus amoenus <ul><li>Como na literatura clássica, a natureza adquire um sentido de simplicidade, harmonia e verdade. </li></ul><ul><li>O Bucolismo (integração serena entre o indivíduo e a paisagem física) torna-se um imperativo social </li></ul>
  11. 11. <ul><li>Enquanto pasta alegre o manso gado, </li></ul><ul><li>minha bela Marília, nos sentemos </li></ul><ul><li>à sombra deste cedro levantado. </li></ul><ul><li>Um pouco meditemos </li></ul><ul><li>na regular beleza, </li></ul><ul><li>Que em tudo quanto vive nos descobre </li></ul><ul><li>a sábia natureza </li></ul>
  12. 12. <ul><li>Essa literatura, porém, não surge da vivência direta da natureza. </li></ul><ul><li>A poesia campestre do Arcadismo é meramente uma convenção poética a que todo escritor da época deve se submeter. </li></ul><ul><li>Não devemos cobrar dos árcades realismo do cenário e sim atentar para os sentimentos e idéias que surgem a partir dele. </li></ul>
  13. 13. <ul><li>Em lugar de igrejas e palácios solenes são construídas casas graciosas e belos jardins. </li></ul><ul><li>Preferem-se materiais mais simples em lugar do bronze, ouro e mármore. </li></ul><ul><li>As cores são agora mais suaves: pastel, verde, rosa. </li></ul><ul><li>Ao pomposo prefere-se o íntimo, o simples. </li></ul>
  14. 14. <ul><li>Condena-se toda ousadia, extravagância, exacerbação das emoções. </li></ul><ul><li>Festas galantes,cenas campestres e referências pastoris constituem o seu universo temático. </li></ul><ul><li>Os neoclássicos retornam às fontes da antiguidade que definiam a poesia como cópia da natureza. </li></ul>Uma atmosfera de frivolidade e leve erotismo
  15. 15. IMITAÇÃO DOS CLÁSSICOS <ul><li>Só a imitação dos clássicos asseguraria a vitalidade, o racionalismo e a simplicidade da manifestação literária: </li></ul><ul><li>A natureza é a dos poetas clássicos: Virgílio, Teócrito. </li></ul><ul><li>Usa-se a mitologia clássica. </li></ul>
  16. 16. <ul><li>Pintam, Marília, os poetas </li></ul><ul><li>a um menino vendado, </li></ul><ul><li>com uma aljava de setas, </li></ul><ul><li>arco empunhado na mão; </li></ul><ul><li>ligeiras asas nos ombros, </li></ul><ul><li>o terno corpo despido, </li></ul><ul><li>e de Amor ou de Cupido </li></ul><ul><li>são os nomes que lhe dão. </li></ul>
  17. 17. A AUSÊNCIA DE SUBJETIVIDADE <ul><li>A constante e obrigatória utilização de imagens clássicas tradicionais acaba sedimentando uma poesia despersonalizada. </li></ul><ul><li>O escritor não anda com o próprio eu. Adota pseudônimos. </li></ul>
  18. 18. AUTORES <ul><li>Cláudio Manuel da Costa </li></ul><ul><li>Racionalmente um árcade, emotivamente um barroco. </li></ul><ul><li>Obras Poéticas – Obra lírica </li></ul><ul><li>Vila Rica – Obra épica </li></ul>
  19. 19. <ul><li>A montanha mineira, a penha, a pedra, o penhasco afloram a todo momento em seus poemas como símbolos de um mundo que ele não pode esquecer </li></ul><ul><li>Os seus temas são quase sempre barrocos: </li></ul><ul><li>O desencanto com a vida </li></ul><ul><li>A brevidade dolorosa do amor </li></ul><ul><li>A rapidez com que os sentimentos passam </li></ul>
  20. 20. <ul><li>A desolada angústia de alguém em busca do objeto de sua paixão: </li></ul><ul><li>“ Nise? Nise? Onde estás? Aonde espera </li></ul><ul><li>Achar-te uma alma que por ti suspira ” </li></ul><ul><li>.......................................................... </li></ul><ul><li>Nem ao menos o eco me responde! </li></ul><ul><li>Ah! Como é certa a minha desventura! </li></ul><ul><li>Nise? Nise? Onde estás? aonde?aonde? </li></ul>
  21. 21. <ul><li>Vale-se de antíteses para registrar os seus conflitos pessoais: </li></ul><ul><li>Destes penhascos fez a natureza </li></ul><ul><li>O berço em que nasci! Oh, quem cuidara </li></ul><ul><li>Que entre penhas tão duras se criara </li></ul><ul><li>Uma alma terna, um peito sem dureza! </li></ul>
  22. 22. <ul><li>A visão pungente das relações amorosas: </li></ul>Aqui, onde não geme, nem murmura Zéfiro brando em fúnebre arvoredo, Sentado sobre o tosco de um penedo Chorava Fido a sua desventura. Às lágrimas, a penha enternecida Um rio fecundou, donde manava D'ânsia mortal a cópia derretida; A natureza em ambos se mudava; Abalava-se a penha comovida; Fido, estátua de dor, se congelava.
  23. 23. Tomás Antônio Gonzaga <ul><li>Marília de Dirceu – obra lírica </li></ul><ul><li>Texto árcade por excelência ou obra de dimensão pré-romântica? </li></ul><ul><li>Cartas Chilenas – obra satírica </li></ul>
  24. 24. <ul><li>O Aurea Mediocritas </li></ul><ul><li>O ser herói, Marília, não consiste </li></ul><ul><li>Em queimar os impérios: move a guerra, </li></ul><ul><li>Espalha o sangue humano, </li></ul><ul><li>E despovoa a terra </li></ul><ul><li>Também o mau tirano. </li></ul><ul><li>Consiste o ser herói em viver justo: </li></ul><ul><li>E tanto pode ser herói o pobre, </li></ul><ul><li>Como o maior Augusto. </li></ul>
  25. 25. Texto confessional <ul><li>Quando em meu mal pondero, </li></ul><ul><li>Então mais vivamente te diviso: </li></ul><ul><li>Vejo o teu rosto e escuto </li></ul><ul><li>A tua voz e riso. </li></ul><ul><li>Movo ligeiro para o vulto dos passos; </li></ul><ul><li>Eu beijo a tíbia luz em vez de face, </li></ul><ul><li>E aperto sobre o peito em vão os braços . </li></ul>
  26. 26. A expressão sentimental vale-se de alegorias mitológicas e das regras do amor galante . <ul><li>Tu, Marília, agora vendo </li></ul><ul><li>Do Amor o lindo retrato </li></ul><ul><li>Contigo estarás dizendo </li></ul><ul><li>Que é este o retrato teu. </li></ul><ul><li>Sim, Marília, a cópia é tua, </li></ul><ul><li>Que Cupido é Deus suposto: </li></ul><ul><li>Se há Cupido, é só teu rosto </li></ul><ul><li>Que ele foi quem me venceu . </li></ul>
  27. 27. Atrevimentos eróticos surpreendentes <ul><li>Ornemos nossas testas com as flores, E façamos de feno um brando leito; Prendamo-nos, Marília, em laço estreito, </li></ul><ul><li>Gozemos do prazer de sãos amores. </li></ul><ul><li>Sobre as nossas cabeças, </li></ul><ul><li>Sem que o possam deter, o tempo corre </li></ul>
  28. 28. Cartas Chilenas <ul><li>Critilo escreve para Doroteu. </li></ul><ul><li>O objetivo é criticar os desmandos e a prepotência de Cunha Meneses, governador de Minas. </li></ul>

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