Sound Forge 6.0: Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs - 3ª Edição.
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Sound Forge 6.0: Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs - 3ª Edição.

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Autores: André Campos Machado, Luciano V. Lima, Sandra F. de O. Lima. ...

Autores: André Campos Machado, Luciano V. Lima, Sandra F. de O. Lima.

Resenha:
Este livro detalha o processo de gravação de áudio digital e o processo de masterização final das músicas para gravação de CDs (filtros, efeitos finais, equalização de timbres e normalização homogênea de volume). Foi mantida a mesma estrutura do livro da versão 5, e foram acrescidas a cada capítulo as novas potencialidades, conforme aplicabilidade. O conteúdo está totalmente revisado e atualizado, tornando-se ainda mais atraente. Os conceitos aqui apresentados são aplicáveis a versões anteriores do software, tais como as versões 4 e 5, bem como a qualquer programa de gravação de áudio digital em que os conceitos básicos de engenharia de som aplicados ao tema são exigidos.

ISBN: 8571949336 | Páginas: 224

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Sound Forge 6.0: Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs - 3ª Edição. Document Transcript

  • 1. Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs 1
  • 2. Seja Nosso Parceiro no Combate à Cópia IlegalA cópia ilegal é crime. Ao efetuá-la, o infrator estará cometendo um grave erro,que é inibir a produção de obras literárias, prejudicando profissionais que serãoatingidos pelo crime praticado.Junte-se a nós nesta corrente contra a pirataria. Diga não à cópia ilegal. Seu Cadastro é muito Importante para NósAo preencher e remeter a ficha de cadastro constante no final desta publicação,você passará a receber, automaticamente, informações sobre nossos lança-mentos em sua área de preferência.Conhecendo melhor nossos leitores e suas preferências, vamos produzir títulosque atendam suas necessidades.Obrigado pela sua escolha. Fale Conosco!Eventuais problemas referentes ao conteúdo deste livro serão encaminhadosao(s) respectivo(s) autor(es) para esclarecimento, excetuando-se as dúvidas quedizem respeito a pacotes de softwares, as quais sugerimos que sejamencaminhadas aos distribuidores e revendedores desses produtos, que estãohabilitados a prestar todos os esclarecimentos.Os problemas só podem ser enviados por:1. E-mail: producao@erica.com.br2. Fax: (11) 6197.40603. Carta: Rua São Gil, 159 - Tatuapé - CEP 03401-030 - São Paulo - SP2 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 3. André Campos Machado Luciano Vieira Lima Sandra Fernandes de Oliveira Lima Ano: 2005 2004 2003 2002 Edição: 9 8 7 6 5 4 3 2 1 Editora Érica Ltda. Conselho Editorial: Diretor Editorial: Antonio Marco Vicari Cipelli Diretor Comercial: Paulo Roberto Alves Diretor de Publicidade: Waldir João Sandrini Editoração: Érica Regina Antonio Pagano Capa: Maurício S. de França Desenhos: Pedro Paulo Vieira Herruzo Revisão Interna: Maurício S. de França Revisão Gramatical: Marlene Teresa Santin Alves Revisão e Coordenação: Rosana Arruda da SilvaSound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs 3
  • 4. Copyright © 2002 da Editora Érica Ltda.Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Machado, André Campos Computação musical: Sound Forge 6.0: Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs / André Campos Machado, Luciano Vieira Lima, Sandra Fernandes de Oliveira Lima. -- São Paulo, Érica, 2002. (computação Musical) Bibliografia ISBN: 85-7194-933-6 1. Música - Programas de computador. 2. Música por computador. 3. Som - Gravação e reprodução. 4. Sound Forge 6.0 (Programa de Computador). I. Lima, Luciano Vieira. II. Lima, Sandra Fernandes de Oliveira. III. Título. IV. Título: Restauração de sons de LPs e gravação de CDs. V. Série. 02-5657 CDD - 781-3453Índices para Catálogo Sistemático:1. Sound Forge 6.0: Programas: Computação Musical 781.3453Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo,especialmente por sistemas gráficos, microfílmicos, fotográficos, reprográficos, fonográficos, videográficos,internet, e-books. Vedada a memorização e/ou recuperação total ou parcial em qualquer sistema deprocessamento de dados e a inclusão de qualquer parte da obra em qualquer programa juscibernético. Essasproibições aplicam-se também às características gráficas da obra e à sua editoração. A violação dos direitosautorais é punível como crime (art. 184 e parágrafos, do Código Penal, cf. Lei no 6.895, de 17.12.80) com penade prisão e multa, conjuntamente com busca e apreensão e indenizações diversas (artigos 102, 103 parágrafoúnico, 104, 105, 106 e 107 itens 1, 2 e 3 da Lei no 9.610, de 19/06/98, Lei dos Direitos Autorais). Eventuaiserratas estarão disponíveis no site da Editora Érica para download.Os Autores e a Editora acreditam que todas as informações aqui apresentadas estão corretas e podem serutilizadas para qualquer fim legal. Entretanto, não existe qualquer garantia, explícita ou implícita, de que ouso de tais informações conduzirá sempre ao resultado desejado. Os nomes de sites e empresas, porventuramencionados, foram utilizados apenas para ilustrar os exemplos, não tendo vínculo algum com o livro, nãogarantindo a sua existência nem divulgação."Algumas imagens utilizadas neste livro foram obtidas a partir do CorelDRAW 7, 8 e 9 e da Coleção do MasterClips/MasterPhotos© da IMSI, 1985 Francisco Blvd. East, San Rafael, CA 94901-5506, USA." Editora Érica Ltda. Rua São Gil, 159 - Tatuapé CEP: 03401-030 - São Paulo - SP Fone: (11) 295-3066 - Fax: (11) 6197-4060 Site: www.editoraerica.com.br4 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 5. &Fabricante Produto: Sound Forge 6.0 Fabricante: Sonic Foundry, lnc Site: http://www.sonicfoundry.com O software Sound Forge é distribuído no Brasil pela Quanta Music & Technology. Quanta Music & Technology Av. João Erbolato, 377 - Jd. Chapadão CEP 13066-640 - Campinas - SP Tel. Vendas: 088-55-4644 Tel: (19) 3741-4646 Fax: (55) 19 3741-4643 Site: www.quanta.com.br Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs 5
  • 6. Requisitos Mínimos deHardware e de Software & ♦ Processador 200 MHz ou superior; ♦ 32 MB de RAM; ♦ 25 MB de espaço livre em hard disk; ♦ Drive de CD-ROM para instação; ♦ Placa de Som Sound Blaster ou compatível; ♦ Windows 98SE, Me, 2000 ou XP; ♦ DirectX 8 ou superior; ♦ Internet Explorer 5.0 ou superior; ♦ Sound Forge 6.0. ♦ Plug-in Sonic Fondry Noise Reduction DX 2.06 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 7. &Dedicatória Aos nossos alunos de ontem, hoje e amanhã, motivadores do nosso trabalho. A Deus, Senhor de todas as coisas e, portanto, senhor de todos os nossos desenvolvimentos. Deus é para mim um escudo, Ele, que salva os corações retos. Salmos: 7,11 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs 7
  • 8. &Agradecimentos Ao Edson Simão pela ajuda em capturar as janelas dos programas e pelas dicas de como resolver os problemas de editoração gráfica. À direção do Conservatório Estadual de Música Cora Pavan Capparelli, em especial à Mônica Debs Diniz Recife e Vera Lúcia Santos Vilela, que nos incentivou e proporcionou o desenvolvimento da Informática Musical na escola. À Marília Mazzaro pelo apoio durante todo o processo de elaboração do livro. Os autores8 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 9. Sobre os Autores & André Campos Machado (andrecampos@triang.com.br) Mestre em Ciências, Área de Concentração, Processamento da In- formação, pelo programa de Pós-Graduação em Engenharia Elé- trica, Mestrado e Doutorado da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Especialista em Música pelo Departamento de Música e Artes Cênicas da UFU. Licenciado em Educação Artística, Habilita- ção em Música, Instrumento Violão, pela UFU. Professor de Violão do Conservatório Estadual de Música Cora Pavan Capparelli de Uberlândia desde 1983 e Oficina de Multimeios (Informática Musi- cal) desde 1995. No período de agosto de 2000 a agosto de 2001, foi professor do Curso de Especialização em Música do Século XX, do Departamento de Música da UFU, ministrando as disciplinas Educação Musical e Tecnologia e Editoração Musical. Luciano Vieira Lima (vieira@ufu.br) Professor da Faculdade de Engenharia Elétrica, de Computação e da Música (especialização) da Universidade Federal de Uberlândia. Tra- balha há mais de seis anos com Computação Musical e orienta atualmente teses de mestrado e de doutorado em Engenharia de Computação e Computação Musical. Fez seu doutorado na Poli-USP em sistemas inteligentes autônomos de composição musical por computador baseada em estilo, na qual criou um sistema que extrai o estilo automaticamente de qualquer autor e recria no computador um sistema compositor que compõe músicas inéditas com estilo semelhante ao dos autores originais. Sandra Fernandes de Oliveira Lima (dreams@quantica.com.br) Especialista em Computação Musical e Artista Plástica formada pela Universidade Federal de Uberlândia. Trabalha com Computer Music, computação gráfica, animação digital e educação à distância a mais de 5 anos, ministrando cursos e prestando serviços em ambas as áreas. Possui vários trabalhos e cursos em CDROMs multimídia interativos. Leciona atualmente, também, flauta transversal no Conservatório Estadual de Música de Araguari-MG. Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs 9
  • 10. Sobre o Material Disponívelna Internet &O material disponível na Internet contém as respostas dos exercícios do livroem formato RTF. É necessário apenas um editor de texto para visualizar estearquivo. respostas.exe — 29 KBProcedimento para DownloadAcesse o site da Editora Érica Ltda.: www.editoraerica.com.br. A transferênciado arquivo disponível pode ser feita de duas formas: ♦ Por meio do módulo pesquisa. Localize o livro desejado, digitando palavras-chaves (nome do livro ou do autor). Aparecerão os dados do livro e o arquivo para download, então dê um clique sobre o arquivo executável que será transferido. ♦ Por meio do botão “Download”. Na página principal do site, clique no item “Download”. Será exibido um campo, no qual devem ser digitadas palavras-chaves (nome do livro ou do autor). Serão exibidos o nome do livro e o arquivo para download. Dê um clique sobre o arquivo executável que será transferido.Procedimento para DescompactaçãoPrimeiro passo: após ter transferido o arquivo, verifique o diretório em que seencontra e dê um duplo-clique sobre ele. Será exibida uma tela do programaWINZIP SELF-EXTRACTOR que conduzirá você ao processo de descompacta-ção. Abaixo do Unzip To Folder, existe um campo que indica o destino doarquivo que será copiado para o disco rígido do seu computador.C:SoundForgeSegundo passo: prossiga com a instalação, clicando no botão Unzip, o qual seencarrega de descompactar o arquivo. Logo abaixo dessa tela, aparece a barra destatus a qual monitora o processo para que você acompanhe. Após o término,outra tela de informação surgirá, indicando que o arquivo foi descompactadocom sucesso e está no diretório criado. Para sair dessa tela, clique no botão OK.Para finalizar o programa WINZIP SELF-EXTRACTOR, clique no botão Close.10 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 11. &Prefácio Quando se fala em restaurar o som de LPs, gravar CDs, eliminar ruídos de gravações, logo se imagina um grande estúdio, cheio de computadores, mesas de som e aparelhagens complicadas, e a maioria dos mortais não tem a mínima idéia para que servem tantos botões, faders, sliders, conectores e chaves. Hoje em dia é possível fazer todos esses trabalhos de restauração e masterização de audiodigital utilizando-se apenas de uma aparelhagem de som ligada a um computador que possua um bom software de edição e tratamento de áudio. É claro que se a aparelhagem de som for muito ruim e o computador possuir poucos recursos, pode ser que a qualidade esperada não seja alcançada, mas, mesmo assim, com as dicas deste livro você conseguirá realizar um bom trabalho. Foi pensando em ajudar os que desejam montar o seu estúdio caseiro que resolvemos escrever este livro. Ele foi baseado no livro anterior, o Sound Forge 5.0, onde acrescentamos novos temas como Plug-Ins DirectX e MIDI e WAVE, no qual aprofundando um pouco mais sobre o tema, já abordado anteriormente. Os novos recursos importantes que foram acrescentados na versão do Sound Forge 6.0 são: edição rápida e não destrutiva, suporte a arquivos de 32/64-bit, zoom de até 24:1, Plug-ins DirectX customizados, possibilidade de importar arquivos QuickTime, MPEG-1&2 e Windows Media, e também suporte para arquivos de 4 GB ou maiores, entre outros tantos novos recursos. Nele você pode contar com um material específico, em uma linguagem simples e didática, com todas as informações necessárias para o aprendizado do programa e das técnicas e conceitos de gravação audiodigital. André Campos Machado Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs 11
  • 12. &Apresentação Este trabalho é, antes de tudo, uma poderosa ferramenta didática para qualquer nível de conhecimento que um usuário possua sobre o Sound Forge e Windows, ministrando-lhe o conhecimento do software de maneira simples, clara e objetiva, tendo como objetivo a restauração de LPs, gravação de CDs, criação de play-backs e masterização de trilhas e músicas com qualidade profissional. Assim, de forma resumida, são apresentados: 1. Ferramentas para gravação e tratamento de áudio; 2. Técnicas de restauração de LPs; 3. Ferramentas para gravação de CD; 4. Mixagem, efeitos e masterização de áudio; 5. Plug-ins DirectX; 6. Protocolo dos arquivos WAVE; 7. Conceitos sobre gravação e reprodução audiodigital. Enfim, sua imaginação é o limite, e o limite... bom... está muito além de sua imaginação... !!! Os autores12 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 13. &Índice AnalíticoCapítulo 1 - Apresentação do Sound Forge 6.0 .................................................... 17 1.1. Sound Forge 6.0....................................................................................... 17 1.2. Sobre a Instalação do Sound Forge 6.0 .................................................. 18 1.3. Abrindo o Sound Forge 6.0..................................................................... 18 1.4. Sair do Sound Forge 6.0.......................................................................... 19 1.5. Sair do Windows 95, 98 ou ME .............................................................. 20 1.6. Salvar ....................................................................................................... 21 1.7. Salvar como MP3... .................................................................................. 22 1.8. Abrir um Arquivo Existente ................................................................... 23 1.9. O Ambiente de Trabalho do Sound Forge ............................................. 24 1.9.1. Barra de Títulos .......................................................................... 25 1.9.2. Barra de Menus........................................................................... 25 1.9.3. Barra de Ferramentas Standard .................................................. 25 1.9.4. Barra de Ferramentas Transport................................................. 26 1.9.5. Régua de Níveis de Reprodução (Play Meters) ......................... 26 1.9.6. Janela de Dados.......................................................................... 26 1.10. Habilitar ou Desabilitar as Barras de Ferramentas ................................. 27 1.11. Diferenças Básicas entre Áudio e MIDI ................................................. 28 1.12. Exercícios ................................................................................................. 28Capítulo 2 - Gravando no Sound Forge 6.0........................................................... 29 2.1. Configurando a Placa de Som para Gravação........................................ 29 2.2. Gravando uma Música do CD................................................................. 32 2.3. Gravando por meio do Microfone .......................................................... 34 2.4. Gravando do Vinil ou Fita Cassete ......................................................... 39 2.5. Exercícios ................................................................................................. 44Capítulo 3 - Ferramentas Básicas ........................................................................... 45 3.1. Comandos mais Usados . ........................................................................ 45 3.2. Zoom ....................................................................................................... 45 3.2.1. Zoom - Mouse............................................................................. 46 3.2.2. Zoom - Teclado .......................................................................... 46 3.3. Métodos de Seleção ............................................................................... 47 3.3.1. Selecionar Todo o Arquivo ........................................................ 47 3.3.2. Selecionar um Trecho Utilizando o Mouse ............................... 47 3.3.3. Selecionar um Trecho Utilizando o Teclado ............................. 47 3.3.4. Selecionar com Precisão............................................................. 47 3.4. Inserir Marcadores .................................................................................. 49 3.5. Copiar e Colar 1 ..................................................................................... 49 3.6. Copiar e Colar 2 ..................................................................................... 50 3.7. Converter Mono em Stereo e Vice-Versa .............................................. 53 3.8. Inserir Silêncio ........................................................................................ 54 3.9. Mudar a Taxa de Amostragem ............................................................... 55 3.10. Exercícios ................................................................................................. 56 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs 13
  • 14. Capítulo 4 - Ferramentas Avançadas......................................................................57 4.1. Equalizar a Música ...................................................................................57 4.2. Crescendo (Fade In) ................................................................................59 4.3. Decrescendo (Fade Out) ........................................................................62 4.4. Ajustando a Música para um Tempo Predeterminado ..........................65 4.5. Transposição ...........................................................................................66 4.6. Mixar Eventos .........................................................................................68 4.7. Exercícios .................................................................................................70Capítulo 5 - Alterando o Volume ............................................................................71 5.1. Volume ....................................................................................................71 5.2. Normalização ..........................................................................................72 5.2.1. Normalizar pelo Pico (Peak Level).............................................73 5.2.2. Normalizar pela Média - Average RMS Power...........................75 5.2.3. Normalizar pela Média com Precisão.........................................76 5.2.4. Normalização Baseada em Outro Arquivo ou Seleção .............79 5.2.5. Salvando seus Próprios Presets de Normalização .....................80 5.3. Exercícios .................................................................................................82Capítulo 6 - Efeitos ....................................................................................................83 6.1. Reverb . ....................................................................................................83 6.1.1. Reverb - Configurações Predefinidas .........................................84 6.1.2. Reverb - Configurando ...............................................................85 6.1.3. Reverb - Salvando as Configurações..........................................87 6.1.4. Reverb - Restaurando o Padrão..................................................88 6.2. Chorus .....................................................................................................89 6.2.1. Chorus - Configurações Predefinidas.........................................89 6.2.2. Chorus - Configurando ...............................................................90 6.2.3. Chorus - Salvando as Configurações..........................................93 6.2.4. Chorus - Restaurando o Padrão .................................................94 6.3. Delay ...... .................................................................................................95 6.3.1. Delay - Configurações Predefinidas ...........................................95 6.3.2. Delay - Configurando .................................................................96 6.3.3. Delay - Salvando as Configurações............................................98 6.3.4. Delay - Restaurando o Padrão....................................................99 6.4. Pan - Criando Efeitos Panorâmicos Graficamente..................................99 6.4.1. Pan - Configurações Predefinidas ............................................100 6.4.2. Pan - Configurando...................................................................101 6.4.3. Pan - Salvando as Configurações ............................................. 103 6.5. Exercícios ............................................................................................... 103Capítulo 7 - Plug-Ins DirectX ................................................................................. 105 7.1. Organizando um Diretório de Favoritos conforme Escolha do Usuário. ..................................................................................................105 7.2. Organizando um Diretório de Favoritos de Acordo com seu Fabricante...............................................................................................107 7.3. Removendo Plug-Ins do Diretório Favoritos ........................................ 108 7.4. Criando Novos Subdiretórios para os Plug-Ins..................................... 109 7.5. Exercícios ............................................................................................... 11014 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 15. Capítulo 8 - Restauração: Obtendo o Melhor de seu Áudio ............................. 111 8.1. Retirar o Nível DC de um Arquivo . ..................................................... 112 8.1.1. Retirar o Nível DC Automaticamente ....................................... 113 8.1.2. Retirar o Nível DC com Precisão.............................................. 114 8.2. Eliminando Ruídos . .............................................................................. 116 8.2.1. Eliminando Ruídos - Configurações Predefinidas ................... 117 8.2.2. Eliminando Ruídos Simplificadamente..................................... 118 8.2.3. Eliminando Ruídos - Personalizando ....................................... 119 8.2.4. Filtros x Redutor de Ruídos...................................................... 124 8.2.5. Eliminando Ruídos - Noiseprint ............................................... 125 8.2.5.1. Capturando o Noiseprint ............................................. 125 8.2.5.2. Eliminando Ruídos por meio da Envoltória de Pontos .......................................................................... 129 8.2.5.3. Menu Pop-up da Janela Noiseprint ............................. 136 8.3. Restaurando o Sinal Saturado . ............................................................. 138 8.3.1. Restaurando o Sinal Saturado - Configurações Predefinidas .. 139 8.3.2. Restaurando o Sinal Saturado - Personalizando ...................... 140 8.4. Exercícios ............................................................................................... 142Capítulo 9 - Restaurando o Som de Discos de Vinil e Fitas Cassetes.............. 143 9.1. Eliminando Clicks e Crakles . ............................................................... 143 9.1.1. Eliminando Clicks e Crakles Automaticamente ....................... 144 9.1.2. Eliminando Clicks e Crakles Manualmente.............................. 145 9.2. Restaurando o Som de Discos de Vinil. ............................................... 147 9.2.1. Restaurando o Som de Discos de Vinil Automaticamente...... 147 9.2.2. Restaurando o Som de Discos de Vinil Manualmente ............ 148 9.2.3. Restaurando o Som de Discos de Vinil - Salvando as Configurações........................................................................... 150 9.3. Exercícios ............................................................................................... 150Capítulo 10 - Notas Musicais e Timbre ................................................................ 151 10.1. Notas Musicais . ..................................................................................... 151 10.1.1. Semitom .................................................................................... 151 10.2. Timbre ................................................................................................... 153 10.2.1. Conjunto das Parciais Harmônicas do Sinal Sonoro ............... 154 10.2.2. Envelope Sonoro ...................................................................... 155 10.3. Exercícios ............................................................................................... 156Capítulo 11 - Sinal e Ruído..................................................................................... 157 11.1. Som ..... .................................................................................................. 157 11.2. Exemplos do Processo de Formação do Som ...................................... 158 11.3. Sinal e Ruído ......................................................................................... 159 11.4. Definindo Sinal e Ruído ....................................................................... 160 11.5. Ruídos de Ambiente ............................................................................. 160 11.6. Ruídos que não Dependem do Ambiente e do Isolamento Acústico ... 160 11.7. Ruídos que Podem Ser Eliminados pelo Noise Reduction ................. 161 11.8. Analisando o Nível Máximo de Ruído da Gravação ........................... 161 11.9. Relação Sinal/Ruído ............................................................................. 164 11.10. Decibéis (dB) ........................................................................................ 167 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs 15
  • 16. 11.11. Limite Mínimo da Audição de um Ruído ............................................ 168 11.12. Amplificando ou Atenuando o Sinal de Áudio em dB .............................. 171 11.12.1. Atenuação ............................................................................... 172 11.12.2. Amplificação ...........................................................................173 11.13. Gravação com Boa Relação Sinal/Ruído .............................................173 11.14. Sinal de Áudio e Seu Espectro de Freqüências ................................... 174 11.14.1. Análise de Espectro ................................................................175 11.14.2. Espectro do Sinal .................................................................... 176 11.14.3. Sintetizando Formas de Onda ................................................ 176 11.14.4. Analisando o Espectro de Sinais ............................................178 11.15. Taxa de Amostragem Ideal para Gravação ......................................... 182 11.15.1. Taxa de Amostragem e Resolução em Bits (Quantização) ...183 11.15.2. Quantização - Resolução em Bits ...........................................183 11.16. Espectro e Eliminação de Ruídos ........................................................187 11.17. Exercícios ............................................................................................... 187Capítulo 12 - Sinal DC, AC e sua Ação nos Alto-falantes................................... 189 12.1. Sinal (Nível) DC e Sinal AC ................................................................ 189 12.1.1. Sinal DC ....................................................................................189 12.1.2. Sinal AC .....................................................................................189 12.1.3. Aplicações dos Sinais DC e AC ................................................190 12.1.4. Visualizando os Sinais DC ........................................................ 190 12.1.5. Sinal Puramente AC (sem nível DC) ........................................192 12.1.6. Sinal com Nível DC ................................................................... 192 12.1.7. Som Original e Saturado ........................................................... 193 12.1.8. Concluindo Sinal DC e AC .......................................................193 12.2. Identificando a Existência de Nível DC no Sinal ................................ 193 12.2.1. Sinal com Nível DC....................................................................194 12.2.2. Sinal sem Nível DC ....................................................................194 12.2.3. Sinal Saturado pelo Nível DC .................................................... 195 12.3. Alto-falantes .......................................................................................... 195 12.3.1. Nível DC e Sua Ação nos Alto-falantes .................................... 196 12.4. Exercícios ............................................................................................... 198Capítulo 13 - MIDI e WAVE: Aprofundando o Tema.......................................... 199 13.1. O Arquivo WAVE...................................................................................199 13.2. Arquivos no Formato WAVE ................................................................. 208 13.2.1. Taxa de Amostragem ................................................................ 208 13.2.2. Número de Canais ....................................................................209 13.2.3. Quantização - Resolução em Bits.............................................209 13.2.4. Tamanho do Arquivo .............................................................. 211 13.3. Cabeçalho do Arquivo WAVE ...............................................................211 13.4. O Procotolo WAVE................................................................................ 211 13.5. Exercícios ............................................................................................... 212Apêndice A - Sistemas de Numeração .................................................................. 213 A.1. Uma Breve Abordagem .........................................................................213 A.2. Conversão entre o Sistema Decimal e o Binário.................................. 213 A.3. Conclusões Relevantes sobre Conversão entre as Bases Binária e Decimal ...............................................................................................21516 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 17. Apresentação do Sound Forge 6.0 011.1. Sound Forge 6.0 O Sound Forge é um dos progra-mas de edição e masterização de áudio di-gital mais populares e amigáveis da atua-lidade. Ele possui recursos de fácil manu-seio, permitindo ao usuário produzir trabalhos com qualidade de um estúdio degravação profissional a custo bem acessível. Esta versão não apresentamodificações perceptíveis e significativas quanto à interface e volume de novasferramentas (poucos acréscimos) em tela. Apesar disto, houve uma melhorasensível das existentes nas versões anteriores. Elas foram substituídas por seusequivalentes plug-ins DirectX, os quais permitem um preview em tempo real epossuem um processamento mais rápido. O Sound Forge foi desenvolvido com um objetivo específico de ediçãode áudio digital. Ele possui ferramentas muito poderosas para manipulação deáudio, por isso tem sido bastante utilizado por profissionais de grandes estúdiosde gravação, pesquisadores de computação musical, técnicos de emissoras derádio, sonoplastas e profissionais das diversas áreas de manipulação e trata-mento de áudio digital. Seu bom funcionamento está diretamente ligado às características dehardware do computador em que é instalado. Quanto mais eficiente o desem-penho de seu PC, mais facilidade e velocidade você vai encontrar durante oprocessamento de seus arquivos de áudio. Além de trabalhar com vários formatos de áudio digital, o Sound Forgetrabalha também com edição de sons para samplers, edições de áudio paravídeos digitais, etc. Este livro trata das principais ferramentas do Sound Forge utilizadas nagravação e edição de arquivos Wave, numa descrição objetiva e didática. Apresentação do Sound Forge 6.0 17
  • 18. 1.2. Sobre a Instalação do Sound Forge 6.0 Sound Forge é um produto da Sonic Foundry, empresa que possui umasérie de softwares e aplicativos para profissionais que trabalham com áudio eMIDI. O pacote de instalação básico do Sound Forge 6.0 é composto por umgrupo de ferramentas e aplicativos extremamente eficientes. A empresadisponibiliza alguns aplicativos opcionais para trabalhar dentro do ambienteSound Forge, que são conhecidos como plug-ins. São ferramentas com altopoder de processamento em tempo real. Um plug-in permite ao profissional uma completa previsão dos resultadosda edição. Existem plug-ins de Reverber, Chorus, Equalizadores, etc. Ao instalarum plug-in, ele automaticamente fará parte do ambiente de trabalho do SoundForge. Os autores deste livro pressupõem que você já tenha uma versão doSound Forge 6.0 instalada em seu PC. Por isso, o conteúdo do livro já partediretamente para a descrição do software e suas ferramentas. Considera-setambém que o leitor tenha uma noção básica de Windows 95 ou superior.1.3. Abrindo o Sound Forge 6.01. Clique em Iniciar, da barra de tarefas do Windows.2. Deslize o mouse até Programas.3. Deslize o mouse até o programa Sonic Foundry / Sound Forge 6.0.4. Uma lista com vários itens do programa aparece. Clique em Sound Forge 6.0 para entrar no programa. 3º Deslize o mouse até aqui e mova-o para direita. 4º Clique aqui para entrar no 2º Deslize o mouse Sound Forge. até aqui e mova-o para direita. 1º Clique aqui.5. A tela de trabalho inicial do Sound Forge abre-se:18 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 19. 1.4. Sair do Sound Forge 6.01. Pressione a tecla Alt no teclado do computador e, mantendo-a pressionada, pressione a tecla F4, localizada na parte superior do teclado.2. Outras opções: ♦ Clique com o botão esquerdo do mouse no botão de controle Fechar, localizado no canto superior direito da tela. Clique aqui. ♦ Ative o menu File e clique em Exit. Clique aqui. Apresentação do Sound Forge 6.0 19
  • 20. 1.5. Sair do Windows 95, 98 ou ME1. Clique no menu Iniciar, localizado na parte inferior esquerda do monitor.2. Clique em Desligar. Clique aqui.3. A janela Desligar o Windows se abre: Clique aqui.4. Clique na opção Desligar o computador.5. Clique em OK.6. Se o Windows for Windows ME, abre-se a seguinte janela: Clique aqui.7. Clique em OK.20 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 21. 1.6. Salvar Quando você trabalha com um computador, usa uma variedade deprogramas para criar diferentes tipos de documento e fazer diversos tipos detrabalho. Toda informação em um computador é armazenada em arquivos. Àmedida que for trabalhando, você vai criando vários arquivos e organizando empastas (cada pasta pode ter um ou mais arquivos). Essas pastas sãoarmazenadas em um disco rígido, parecido com um enorme arquivo deescritório, dentro do seu computador. À medida que você necessitar e aqualquer hora, você pode usar, pesquisar, modificar, acrescentar, gerenciar,salvar, etc. os arquivos que se encontram no seu disco rígido. Suas pastas também podem ser armazenadas (salvas) em discos flexíveis(disquetes ). Gravações em disquetes ( ) são denominadas também decópias de segurança ou backup, usadas para garantir a integridade dosarquivos, no caso de uma falha (energia elétrica, raio, vírus no computador emesmo um erro cometido, inadvertidamente, que possa comprometer, danificarou fazer desaparecer os dados armazenados). Disquetes ( ) também oferecem a facilidade de permitir que as grava-ções sejam transportadas, utilizadas e manipuladas em outros computadores. Amúsica é gravada como um arquivo no computador. Assim, para salvar um arquivo no Sound Forge 6.0, devemos observar osseguintes passos:1. Ative o menu File.2. Clique em Save ou use o atalho CTRL+S. Clique aqui. Clique aqui.3. A janela Salvar como se abre1:1 A janela Salvar como só será aberta na primeira vez que salvar o arquivo. Se desejar mudar o nome do arquivo, deve clicar em Save As. Apresentação do Sound Forge 6.0 21
  • 22. Escolha aqui o diretório em que a música será salva. Escreva o no- me da música aqui. Escolha aqui o tipo de arquivo que deseja salvar.4. No item Salvar escolha em qual diretório o arquivo será salvo.5. No item Nome do arquivo escreva o nome da música.6. No item Salvar com o tipo escolha em qual tipo de arquivo deseja salvar a música criada. Ex.: Wave, Quick Time, Real Time, Windows Media, MP3, etc.7. Clique no botão Salvar .1.7. Salvar como MP31. Siga os passos do item anterior até o número 5.2. No item Salvar com o tipo, escolha a opção: MP3 Audio (*.mp3).3. No item Template, escolha a qualidade desejada, sendo que a qualidade de CD é 128Kbps. Vale lembrar que quanto maior a qualidade, maior ficará o tamanho do arquivo em Bytes. Qualidade de CD.22 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 23. 1.8. Abrir um Arquivo Existente1. Ative o menu File. Clique aqui.2. Clique em Open (Ctrl+O). Clique aqui.3. Outra opção é clicar no ícone Open, localizado na Barra de Ferramen- tas Standard. Clique aqui.4. A janela Abrir aparece: Procure o diretório aqui. Escolha o arquivo aqui. Clique Escolha o ti- aqui. po de arqui- vo aqui. Abrir só para leitura.5. No item Arquivos do Tipo, escolha o tipo de arquivo que deseja abrir. Se desejar abrir um arquivo Wave, escolha a opção Wave (Microsoft)(*.wav).6. No item Examinar, procure o diretório em que a música se encontra. Apresentação do Sound Forge 6.0 23
  • 24. 7. Logo abaixo aparece o nome dos arquivos disponíveis no diretório deter- minado. Clique sobre o arquivo desejado. Você pode selecionar vários arquivos Wave, de forma que eles sejam abertos de uma só vez na tela de trabalho do Sound Forge. Basta manter a tecla Ctrl do teclado de seu computador apertada, enquanto você seleciona os arquivos com o mouse. Ao clicar no botão Abrir, cada arquivo selecionado abre-se em uma janela de dados específica.8. Selecionando o item Open as read-only, você possibilita que os arquivos sejam abertos apenas para leitura, isto é, nenhuma alteração pode ser feita nos dados de áudio do(s) arquivo(s) aberto(s). Isto é útil quando se deseja apenas reproduzir ou copiar trechos sem, contanto, correr o risco de um acidente de edição que possa comprometer os dados de áudio. Caso você selecione esta opção antes de abrir um arquivo, todos os comandos de edição de áudio do Sound Forge tornam-se inabilitados.9. Selecionando a opção Auto Play, o arquivo escolhido será reproduzido automaticamente, não precisando abri-lo.10. Após escolher o arquivo desejado, clique sobre o botão Abrir.1.9. O Ambiente de Trabalho do Sound Forge Barra de títulos. Barra de menus. Barra de ferramentas Standard. Barra de ferramentas Transport. Janela de Dados. Régua de níveis de reprodução. Tamanho da amostragem. Canal Mono ou Stereo. Taxa de amostragem. Comprimento do arquivo.24 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 25. 1.9.1. Barra de Títulos Mostra o nome de um arquivo aberto caso ele esteja maximizado na áreade trabalho. Nome do arquivo.1.9.2. Barra de Menus Por meio de um menu acessa-se uma ferramenta ou opção do SoundForge. A barra de menus contém todos os menus do Sound Forge e, portanto,todas as ferramentas e opções de edição dele. O conteúdo da barra de menuspode mudar caso haja ou não arquivos abertos na área de trabalho. A figuraseguinte representa a barra de menus quando nenhum arquivo de áudio estiveraberto na área de trabalho: Para acessar as opções existentes em um menu, basta clicar com o mousesobre ele, ou então usar o atalho ALT+Letra Sublinhada.1.9.3. Barra de Ferramentas Standard Barra de ferramentas são atalhos que facilitam o acesso a uma ferramenta.As ferramentas sempre podem ser encontradas num dos menus da barra demenus. Numa barra de ferramentas, as ferramentas de edição são representadaspor ícones. O que você necessita é se familiarizar com os ícones, pois assim oacesso a uma ferramenta torna-se muito mais rápido. A Barra de Ferramentas Standard é talvez a mais usada de todas, poisnela estão as opções de abrir, salvar e criar um novo arquivo, além dasferramentas de cópia, mixer, lápis, etc. Salvar Salvar como Reproduzir conteúdo da área de Abrir arquivo Recortar transferência. Lápis ação Copiar Repetir ação Colar Mixar Refazer ação Criar um arquivo novo Desfazer Apresentação do Sound Forge 6.0 25
  • 26. 1.9.4. Barra de Ferramentas Transport Nela estão as opções relacionadas com a reprodução de arquivos e naqual se encontra o atalho para a janela Record, responsável pela gravação deáudio do Sound Forge. Pára a Toca em reprodução. loop. Pausa Coloca o cursor no Abre a janela início do arquivo. Record para iniciar uma gravação. Vai para o fim do arquivo. Reproduz todo o arquivo. Avança Retrocede Reproduz As barras de ferramentas podem ser reposicionadas conforme se queira Observação na tela de trabalho do Sound Forge. Existem várias outras barras de ferramentas que podem ser abertas à medida que for necessário. O usuário pode configurar a área de trabalho como bem desejar.1.9.5. Régua de Níveis de Reprodução(Play Meters) Mostra o nível de áudio durante a repro- Topo da réguadução de um arquivo. Varia de —Inf (inaudível) de níveis.até 0 dB (limite da distorção do áudio). A partesuperior da régua de níveis mostra o maiornível de áudio atingido durante a reproduçãode um arquivo. Na figura ao lado o topo darégua está em —1,4 dB.1.9.6. Janela de Dados Como o próprio nome diz, nela ficam os dados a serem manipuladospelo Sound Forge. Ela possui várias características e opções que facilitam amanipulação dos dados. Destacaremos as opções básicas para que você possase familiarizar com essa janela.26 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 27. Régua de Refe- rência em dB. Cursor Canal esquerdo (L) Canal direito (R) Aumenta o Zoom. Diminui o Zoom. Posiciona o Cursor Abre janela de seleção1.10. Habilitar ou Desabilitar as Barras de Ferramentas As barras de ferramentas são atalhos muito úteis quando se deseja exe-cutar algum comando sem necessitar entrar nas opções disponíveis nos menus.Elas podem ser configuradas de acordo com a necessidade de cada usuário.Para configurá-las, devem-se acompanhar os seguintes passos:1. Ative o menu View e clique em Toolbars.2. A janela Preferences se abre na aba Toolbars.Clique aqui. Selecione aClique aqui. barra de ferramentas desejada. Clique aqui. Apresentação do Sound Forge 6.0 27
  • 28. 3. Clique no quadradinho vazio para marcar a barra de ferramentas que deseja habilitar.4. Clique no botão OK.1.11. Diferenças Básicas entre Áudio e MIDI A maioria dos profissionais que trabalha com gravação de áudio digital temcerta dificuldade para entender os processos de gravação e edição de MIDI(Musical Instrument Digital Interface - Interface Digital para InstrumentosMusicais). Ocorre que os dois princípios são totalmente diferentes. No caso de um sinal de áudio gravado digitalmente de um instrumentoacústico, o que se faz é amostrar (capturar) discretamente vários pontos da formade onda gerada pelo instrumento e armazená-los em uma memória interna doequipa-mento ou computador. Sendo assim, surgem as famosas taxas deamostragem e as teorias de quantos pontos devem ser capturados de umadeterminada forma de onda para que possamos reproduzi-la, processá-la e editá--la posteriormente. Para entender o que é taxa de amostragem, um CD utiliza 44.100 pontospor segundo, ou seja, 44,1KHz, o rádio 22,05 KHz e a telefonia utiliza 11,025KHz. As teorias e ferramentas nesta área culminaram nos métodos clássicos eeficientes adotados atualmente por todos os profissionais de software. Aamostragem adequada para cada tipo de sinal garante a qualidade da reproduçãoe identificação do timbre, volume e dinâmica dos instrumentos gravados. Na gravação MIDI não existe amostragem para gravar ou editar umarquivo de música neste formato. MIDI é um protocolo de comunicação padrãoentre dispositivos os quais podem trocar mensagens de como se deve executaruma música, utilizando para isto seqüenciadores e módulos de timbres. Sendoassim, em um arquivo MIDI não se grava música nenhuma, apenas ainformação de como um dispositivo MIDI dotado de um módulo de timbresdeve executar uma determinada obra musical. Desta forma, os responsáveis pela qualidade do timbre do instrumentoreproduzido são o módulo timbral e o arquivo MIDI gravado. Uma placa desom do tipo Sound Blaster ou compatível possui internamente um módulotimbral. Módulos timbrais de fabricantes diferentes reproduzirão a músicagravada com a mesma dinâmica, mas com timbres diferentes, ou seja, o pianodo módulo da Roland é diferente do piano do módulo da Sound Blaster.1.12. Exercícios1. Em quais formatos é possível salvar um arquivo no Sound Forge 6.0?2. Ao salvar como MP3 qual é a qualidade de CD?28 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 29. Gravando no Sound Forge 6.0 022.1. Configurando a Placa de Som para Gravação1. Clique duas vezes no ícone do volume , localizado na Barra de Tarefas do Windows, ao lado do Relógio. Clique aqui.2. A janela Controle de Reprodução ou Controle de Volume2 é aberta: Clique aqui.3. Ative o menu Opções.4. Clique em Propriedades.2 Em algumas placas do Windows, em vez do nome da barra ser Controle de Reprodução vem escrito Controle de Volume. Gravando no Sound Forge 6.0 29
  • 30. Clique aqui.5. A janela Propriedades é aberta: Clique aqui. Selecione os itens para gravação.6. Clique em Gravação.7. No item Mostrar os seguintes controles de volume, selecione na área branca logo abaixo os itens que deseja ativar para gravações, por exemplo: CD de áudio, Line In, Microfone, e clique em OK.8. A janela Controle de Gravação é aberta: Selecione o quadradinho para habilitar.9. Habilite a opção que deseja usar para gravar: CD de áudio, Line In, Microfone (em algumas placas esta opção precisa estar selecionada para funcionar e em outras, precisa estar desmarcada, portanto atenção). Neste caso deve-se selecionar o (quadradinho) em branco.30 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 31. 10. Regule o volume para a gravação da opção escolhida.11. Ative novamente menu Opções.12. Clique em Propriedades. Clique aqui. Clique aqui.13. A janela Propriedades é aberta: Clique aqui. Selecione os itens para gravação.14. Clique em Reprodução.15. No item Mostrar os seguintes controles de volume, selecione na área branca logo abaixo, os itens que deseja ativar para ouvir, por exemplo: CD de Áudio, Som Wave, Line In, Microfone, e clique em OK.16. A janela Controle de Reprodução da placa de som se abre: Gravando no Sound Forge 6.0 31
  • 32. 17. Regule o volume da opção habilitada na janela de gravação, ou seja, o dispositivo que será usado para gravar.18. Feche ou minimize a janela Controle de Reprodução. Lembre-se que nessa janela regula-se o volume do som que será Observação ouvido, e não o que está sendo gravado. Se o volume da gravação ficar baixo, deve-se aumentá-lo na janela Controle de Gravação e não na janela Controle de Reprodução.2.2. Gravando uma Música do CD Muitas vezes quando compramos um CD ou pegamos emprestado comalgum amigo, nem sempre gostamos de todas as faixas. O Sound Forgepermite-nos gravar as faixas de que gostamos no nosso computador, no qualpodemos armazenar uma seleção das músicas preferidas do CD. Feito isto,pode-se gravar um CD com esta seleção. Para gravar um arquivo de um CD, em primeiro lugar deve-se configurara placa de som para gravar a partir da Unidade de CD, de acordo com o item2.1 Configurando a Placa de Som para Gravação.1. Insira o CD no Drive de CD-ROM.2. Abra o Sound Forge.3. Ative o menu File.4. Clique em Extract Audio from CD.32 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 33. Clique aqui. Clique aqui.5. A janela Extract Audio from CD é aberta: Escolha o Clique Drive de aqui. CD aqui. Selecione a música aqui. Clique aqui para ouvir a música.6. Se você possuir mais de um Drive de CD, escolha o que deseja gravar no item Drive.7. Clique no botão Play caso deseje ouvir a música antes de gravá-la. Para parar a execução, clique no botão Stop que aparecerá no lugar do Play.8. Selecione a música que deseja gravar clicando sobre a faixa desejada. Para selecionar mais de uma música, basta segurar a tecla Ctrl enquanto clica sobre as demais faixas do CD.9. Clique em OK.10. A janela Extract Audio from CD fecha-se, passando a ser mostrado na janela de trabalho o processo de extração da música. Veja na figura seguinte. Gravando no Sound Forge 6.0 33
  • 34. Processo de gravação em 50%2.3. Gravando por meio do Microfone1. Conecte um microfone à placa de som de seu computador. Caso você tenha mais de uma placa instalada, verifique qual delas o Sound Forge está utilizando e conecte o microfone na entrada de microfone da respectiva placa. Para saber que placa de som o Sound Forge está utilizando para Observação gravar, ative o menu Options da barra de menus do Sound Forge e, em seguida, o submenu Preferences. Veja na janela Preferences a placa que está selecionada no item Record da guia Wave.2. Configure a Placa de Som para a gravação por meio do microfone, de acordo com o item 2.1 Configurando a Placa de Som para Gravação.34 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 35. 3. Abra o Sound Forge e ative o menu Special da barra de menus. Clique em Transport e depois em Record. Caso não haja um arquivo em branco aberto, uma nova janela de dados com os atributos da última gravação realizada é criada na área de trabalho. Menu ativo sem arquivo em branco. Clique aqui.4. Outra opção é clicar no botão Record localizado na barra de ferramen- tas Transport, ou também utilizar o atalho Ctrl+R. Clique aqui.5. A janela Record é aberta: Atributos Clique aqui. VUs Clique aqui. Clique aqui. Clique aqui para gravar. Gravando no Sound Forge 6.0 35
  • 36. 6. Os atributos de gravação aparecem na parte superior esquerda da caixa Record, em Recording attributes. Na figura anterior os atributos de gra- vação são: ♦ Taxa de amostragem: 44.100Hz; ♦ Tamanho da amostragem: 16 bits; ♦ Número de canais: Stereo. Observação Não se preocupe com estes termos por enquanto, pois serão melhor especificados em seguida.7. Clique no botão New, localizado na parte superior direita da caixa Record, para criar uma nova janela de dados com atributos personalizados. Clique aqui. Atributos8. A janela New Window é aberta: Taxa de amostragem. Tamanho da amostragem. Quantidade de canais9. No item Sample rate, escolha a Taxa de Amostragem: ♦ 11.025 Hz: padrão geralmente usado para qualidade de telefone; ♦ 22.050 Hz: padrão geralmente usado para qualidade de rádio; ♦ 44.100 Hz: padrão geralmente usado para qualidade de CD; ♦ 32.000 Hz: proporciona bons resultados para fins auditivos, com quan- tidade superior ao padrão de rádio e telefone e inferior ao de CD.Informações Avançadas Deve ser esclarecido que a taxa de amostragem ideal para determinadagravação não está presa aos termos qualidade de CD, rádio ou telefone, comodescrito anteriormente. O valor ideal para a taxa de amostragem de uma36 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 37. gravação pode ser estimado caso se conheça a mais alta freqüência existente noarquivo a ser gravado. Por exemplo, se você estiver gravando uma música constituída apenas devozes humanas, uma taxa de amostragem de 22.050 Hz é mais do quesuficiente para armazenar todas as freqüências audíveis existentes no arquivo,visto que a voz humana normal não consegue atingir freqüências em torno de11.000 Hz. Portanto, para este caso, podemos dizer que a taxa de 22.050 Hzproporciona qualidade de CD. Quanto maior a taxa de amostragem, maior número de freqüênciasagudas o arquivo a ser gravado pode conter e, em contrapartida, maior espaçoo arquivo ocupa no seu disco rígido. O ouvido humano não consegue perceberqualidades sonoras cuja taxa de amostragem seja superior a 44.100 Hz. Por issotaxas acima de 44.100 Hz raramente são utilizadas. Logo, para fins auditivos,torna-se inútil a escolha de uma taxa de amostragem de gravação superior a44.100 Hz.10. No item Bit-depth, escolha o Tamanho da Amostragem: ♦ 8 bits: baixa qualidade, equivalente à qualidade usada em rádio ou telefone; ♦ 16 bits: alta qualidade, equivalente à qualidade usada em CD.11. No item Channels escolha a quantidade de canais que terá seu arquivo. Recomendamos escolher Stereo, ou seja, a gravação possuirá dois canais, sendo um esquerdo e o outro direito.12. Clique em OK para fechar a janela New Window e voltar à janela Record.13. Uma nova janela de dados é então gerada na tela de trabalho do Sound Forge. A janela criada conterá as configurações escolhidas na caixa New Window. Observação Caso os atributos mostrados inicialmente no alto da janela Record sejam os que serão usados para a gravação, os itens de 7 a 13 não são necessários. Pode-se, portanto, saltar do item 6 para o 14.14. Selecione o item Monitor para habilitar a Régua de Níveis de Gravação (VUs). Você pode utilizar a régua de níveis para monitorar os níveis de uma gravação, e com isto acompanhar a gravação, certificando que em nenhum instante o nível máximo de sinal cause distorção. Caso algum trecho do arquivo ultrapasse 0 dB, o resultado obtido é a distorção do som no respectivo trecho. O ideal, na prática, é que o nível de gravação nunca alcance 0 dB, mas esteja próximo, em torno de —6 dB, pois caso você queira processar o arquivo com alguma ferramenta de efeito como reverber, que geralmente Gravando no Sound Forge 6.0 37
  • 38. eleva o nível do arquivo de um ou dois decibéis, você garante que o arquivo não irá saturar. Você pode também visualizar o nível de ruído gerado pela placa, pelo microfone, ou outra fonte de gravação, antes de começar uma gravação. No instante em que você habilita o item Monitor, a régua de níveis mostra o nível de ruído captado pelo sistema. O topo da régua de níveis armazena o nível máximo de sinal captado pelo Sound Forge a partir do instante em que o Monitor é selecionado. Assim, se nenhum arquivo está sendo reproduzido, o único nível de sinal existente é o ruído do sistema que será somado ao arquivo de som quando você iniciar a gravação. Acima do Monitor fica o botão Reset. Clicando nesse botão, você "zera", ou melhor, reinicializa em -inf o valor do topo da régua de níveis. Toda vez que você for realizar uma nova gravação num arquivo recentemente gravado, clique em Reset para "zerar" os níveis anteriormente armaze- nados. Régua de níveis de Clique aqui. gravação (VUs). Clique aqui.15. Selecione a opção DC adjust para minimizar automaticamente qualquer nível DC gerado pela placa de som durante o processo de gravação. Por melhor que seja a placa de aquisição de áudio usada, sempre haverá uma pequena quantia de nível DC sendo gerada durante uma gravação. O item DC adjust tenta minimizar essa quantia.16. Clique no botão Calibrate para que o Sound Forge ajuste o nível DC gerado pela placa para o menor possível. Sempre que você for realizar uma gravação, deve calibrar o nível DC antes de iniciá-la. O botão Calibrate so- mente estará disponível se o item DC adjust estiver selecionado. Abaixo do botão Calibrate aparecem os valores de nível DC calculado. Serão dois va- lores se estiver gravando um arquivo estéreo e um se o arquivo for mono. Veja na figura seguinte um exemplo de calibragem para gravação de um arquivo estéreo. O termo Left mostra o valor do nível DC calculado para o canal esquerdo e Right para o canal direito: Níveis DC cal- culados para os dois canais.38 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 39. 17. Clique no botão Record para iniciar a gravação com o microfone.18. Cante, fale ou toque perto do microfone. Após clicar no botão Record , deixar gravar cerca de três segundos de Observação silêncio antes de começar a cantar, falar ou tocar no microfone. Nesse intervalo ficam armazenados os ruídos da placa, do microfone, do som ambiente, etc., assim como o nível DC gerado pela placa de som.19. Quando quiser parar a gravação, clique no botão Stop que é o mesmo do Record (ao lado da palavra Prepare). Feito isto você pode desli- gar o microfone (se seu microfone tiver esta opção). Se você desligar o microfone antes, ficará um ruído de desligar. Se isto ocorrer, não se preo- cupe, pois você pode retirar o ruído posteriormente.20. Clique no botão Close, localizado na parte superior direita da caixa Record, para fechá-la. Clique aqui.21. Para ouvir o arquivo gravado, clique no botão play da janela de dados do arquivo gravado ou, então, clique no botão play da barra de ferramentas Transport. Clique aqui. Clique aqui.2.4. Gravando do Vinil ou da Fita Cassete1. Para gravar uma música de um vinil ou de fita cassete, em primeiro lugar deve-se Configurar a Placa de Som para gravar a partir do Line In (Entrada de Linha), de acordo com o item 2.1 Configurando a Placa de Som para Gravação. Gravando no Sound Forge 6.0 39
  • 40. 2. Conecte o aparelho de som da seguinte forma ao computador: ligue o Auxiliar Out do aparelho de som ao Line In da placa de som do computador.3. Coloque o vinil ou a fita cassete no aparelho de som.4. Abra o Sound Forge e ative o menu Special da barra de menus, clique em Transport e depois em Record. Menu ativo com arquivo Clique aqui. em branco.5. Outra opção é clicar no botão Record localizado na barra de ferramentas Transport, ou também utilizar o atalho Ctrl+R. Clique aqui.6. A janela Record é aberta:40 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 41. Atributos VUs Clique aqui. Clique aqui. Clique aqui para gravar. Clique aqui.7. Os atributos de gravação aparecem na parte superior esquerda da caixa Record, em Recording attributes. Na figura anterior os atributos de grava- ção são os seguintes: ♦ Taxa de amostragem: 44.100 Hz; ♦ Tamanho da amostragem: 16 bits; ♦ Número de canais: Stereo. Observação Não se preocupe com estes termos por enquanto, porque eles serão melhor especificados em seguida.8. Clique no botão New, localizado na parte superior direita da caixa Record, para criar uma nova janela de dados com atributos personalizados.Atributos Clique aqui.9. A janela New Window se abre: Taxa de amostragem Tamanho da amostragem Quantidade de canais Gravando no Sound Forge 6.0 41
  • 42. 10. No item Sample rate, escolha a Taxa de Amostragem: ♦ 11.025 Hz: padrão geralmente usado para qualidade de telefone; ♦ 22.050 Hz: padrão geralmente usado para qualidade de rádio; ♦ 44.100 Hz: padrão geralmente usado para qualidade de CD; ♦ 32.000 Hz: proporciona bons resultados para fins auditivos, com quan- tidade superior ao padrão de rádio e telefone e inferior ao de CD.Informações Avançadas Deve ser esclarecido que a taxa de amostragem ideal para determinadagravação não está presa aos termos qualidade de CD, rádio ou telefone, comodescrito anteriormente. O valor ideal para a taxa de amostragem de gravação podeser estimado caso se conheça a mais alta freqüência existente no arquivo a sergravado. Por exemplo, se você estiver gravando uma música constituída apenas devozes humanas, uma taxa de amostragem de 22.050 Hz é mais do que suficientepara armazenar todas as freqüências audíveis existentes no arquivo, visto que avoz humana normal não consegue atingir freqüências em torno de 11.000 Hz.Portanto, para este caso, podemos dizer que a taxa de 22.050 Hz proporcionaqualidade de CD. Quanto maior a taxa de amostragem, maior número de freqüências agudaso arquivo a ser gravado pode conter e, em contrapartida, maior espaço ocupa oarquivo no seu disco rígido. O ouvido humano não consegue perceber quali-dades sonoras cuja taxa de amostragem seja superior a 44.100 Hz. Por isso taxasacima de 44.100 Hz raramente são utilizadas. Logo, para fins auditivos, torna-seinútil a escolha de uma taxa de amostragem de gravação superior a 44.100 Hz.11. No item Bit-depth, escolha o Tamanho da Amostragem: ♦ 8 bits: baixa qualidade, equivalente à qualidade usada em rádio ou telefone; ♦ 16 bits: alta qualidade, equivalente à qualidade usada em CD.12. No item Channels escolha a quantidade de canais que terá seu arquivo. Recomendamos escolher Stereo, ou seja, a gravação possuirá dois canais, sendo um esquerdo e o outro direito.13. Clique em OK para fechar a janela New Window e voltar à janela Record.14. Uma nova janela de dados é então criada na área de trabalho do Sound Forge. A janela conterá as configurações no item 13. Observação Caso os atributos mostrados inicialmente no alto da janela Record sejam os que serão usados para a gravação, os itens de 8 a 14 não são necessários. Pode-se, portanto, saltar do item 6 para o 15.42 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 43. 15. Selecione o item Monitor para habilitar a Régua de Níveis de Gravação (Vus). Você pode utilizar a régua de níveis para monitorar os níveis de uma gravação, e com isto acompanhar a gravação, certificando que em nenhum instante o nível máximo de sinal cause distorção. Caso algum trecho do arquivo ultrapasse 0 dB, o resultado obtido é a distorção do som no res- pectivo trecho. O ideal, na prática, é que o nível de gravação nunca alcance 0dB, mas esteja próximo, em torno de —6dB, pois caso você queira processar o arqui- vo com alguma ferramenta de efeito como reverber, que geralmente eleva o nível do arquivo de um ou dois decibéis, você garante que o arquivo não irá saturar. Você pode também visualizar o nível de ruído gerado pela placa, pelo microfone, etc. antes de começar uma gravação. No instante em que você habilita o item Monitor, a régua de níveis mostra o nível de ruído captado pelo sistema. O topo da régua de níveis armazena o máximo nível de sinal captado pelo Sound Forge a partir do instante em que o Monitor é selecionado. Assim, se nenhum arquivo está sendo reproduzido, o único nível de sinal existente é o ruído do sistema que será somado ao arquivo de som quando você iniciar a gravação. Acima do Monitor fica o botão Reset. Clicando nesse botão, você "zera", ou melhor, reinicializa em -inf o valor do topo da régua de níveis. Toda vez que você for realizar uma nova gravação num arquivo recentemente gravado, clique em Reset para "zerar" os níveis anteriormente armazenados. Régua de níveis Clique aqui. de gravação (Vus). Clique aqui.16. Selecione a opção DC adjust para minimizar automaticamente qualquer nível DC gerado pela placa de som durante o processo de gravação. Por melhor que seja a placa de aquisição de áudio usada, sempre haverá uma pequena quantia de nível DC sendo gerada durante uma gravação. O item DC adjust tenta minimizar essa quantia.17. Clique no botão Calibrate para que o Sound Forge ajuste o nível DC gera- do pela placa para o menor possível. Sempre que você for realizar uma gra- vação, deve calibrar o nível DC antes de iniciá-la. O botão Calibrate somente estará disponível se o item DC adjust estiver selecionado. Abaixo do botão Calibrate aparecem os valores de nível DC calculado. Serão dois valores se estiver gravando um arquivo estéreo e um valor se o arquivo for mono. Gravando no Sound Forge 6.0 43
  • 44. Veja na figura seguinte um exemplo de calibragem para gravação de um arquivo estéreo. O termo Left mostra o valor do nível DC calculado para o canal esquerdo e Right para o canal direito: Níveis DC cal- culados para os dois canais.18. Clique no botão Record para iniciar a gravação do vinil ou da fita-cassete.19. Coloque o vinil ou a fita cassete para tocar.20. Quando quiser parar a gravação, clique no botão Stop que é o mesmo do Record (ao lado da palavra Prepare). Feito isto você pode desligar o aparelho do Vinil ou o reprodutor da Fita cassete.21. Clique no botão Close, localizado na parte superior direita da caixa Record, para fechá-la. Clique aqui.22. Para ouvir o arquivo gravado, clique no botão play da janela de dados do arquivo gravado, ou então clique no botão play da barra de ferramentas Transport. Clique aqui. Clique aqui.2.5. Exercícios1. Em qual menu está localizada a opção Extract Audio from CD?2. Qual a Taxa de Amostragem desejada para se gravar com qualidade de CD?44 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 45. Ferramentas Básicas 033.1. Comandos mais Usados1. Setas do teclado do computador: ♦ Seta para Direita: Move o cursor para a Direita. ♦ Seta para Esquerda: Move o cursor para a Esquerda. Cursor para Cursor para a esquerda. a direita.2. Tecla Home: Posiciona o cursor no Início da Tela.3. Ctrl + Home: Posiciona o cursor no Início da Música.4. Tecla End: Posiciona o cursor no Fim da Tela.5. Ctrl + End: Posiciona o cursor no Fim da Música.6. Tecla Page Up: Move o cursor para a Esquerda.7. Tecla Page Down: Move o cursor para a Direita.8. Barra de Espaço: Play (tocar) e Stop (parar).9. Enter: Pausa.3.2. Zoom Para realizar a edição da música, na maioria das vezes é preciso aumentaro Zoom para que se tenha uma visão mais precisa do trecho a ser editado. Ferramentas Básicas 45
  • 46. Muitas vezes tem-se uma falsa visão do início de um evento, fato que só éresolvido quando se aumenta a imagem em grandes proporções utilizando oZoom. Veja o exemplo: Sem Zoom Com Zoom Cursor Cursor Início do Início do evento evento Pode não parecer, mas o cursor encontra-se na mesma posição, ou seja,00:00:05:224. Acontece que sem o Zoom tem-se a falsa idéia de que o cursorestá no início do evento. Existem duas maneiras de aumentar ou diminuir oZoom: com o mouse e com o teclado.3.2.1. Zoom - Mouse1. Aumentar o Zoom: clique no ícone da 1ª lupa (Zoom In), localizado no canto inferior direito da tela, para maximizar a área de trabalho na posição do cursor.2. Diminuir o Zoom: clique no ícone da 2ª lupa (Zoom Out), localizado no canto inferior direito da tela, para minimizar a área de trabalho na posição do cursor. Aumentar Diminuir o Zoom. o Zoom.3.2.2. Zoom - Teclado1. Aumentar o Zoom: pressione a seta direcional do teclado para cima para maximizar a área de trabalho na posição do cursor.2. Diminuir o Zoom: pressione a seta direcional do teclado para baixo para minimizar a área de trabalho na posição do cursor. Zoom In Zoom Out46 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 47. 3.3. Métodos de Seleção Em um programa de computador, é comum a necessidade de selecionardeterminado trecho musical ou mesmo a música toda para que se possaexecutar determinada função. O Sound Forge possibilita ao usuário váriasmaneiras de seleção.3.3.1. Selecionar Todo o Arquivo Use o atalho Ctrl+A, ou também clique duas vezes sobre o arquivo nocentro da tela para selecioná-lo, tomando cuidado para não clicar somente nocanal direito ou esquerdo.3.3.2. Selecionar um Trecho Utilizando o Mouse Clique com o botão esquerdo do mouse sobre o lugar desejado e semsoltá-lo, arraste até encobrir o trecho desejado com uma área em preto.3.3.3. Selecionar um Trecho Utilizando o Teclado Posicione o cursor no lugar desejado, segure a tecla Shift e pressione atecla direcional para direita ou esquerda. Outra opção é segurar a tecla Shift epressionar as teclas Page Up ou Page Down.3.3.4. Selecionar com Precisão1. Clique com o botão direito do mouse sobre a música.2. Um menu Pop-up é aberto: Clique aqui.3. Clique com o botão esquerdo do mouse em Selection. Ferramentas Básicas 47
  • 48. 4. Outra opção é clicar duas vezes sobre o campo abaixo do botão de zoom, localizado na parte inferior direita da tela: Clique duas vezes aqui.5. A janela Set Selection é aberta: Início Fim Ouvir Comprimento Canal6. No item Start, escreva o início do trecho que será selecionado, da seguinte maneira: ♦ hr: hora ♦ mn: minuto ♦ sc: segundo ♦ xxx: milissegundo7. No item End, escreva o fim do trecho que será selecionado, obedecendo ao mesmo critério do item anterior. Exemplo: Start: 00:00:10:834 End: 00:00:39:032 Observação Ao digitar os valores de início e final do trecho a ser selecionado, o campo Length é preenchido automaticamente, indicando o compri- mento total do trecho.8. No item Channel, escolha qual canal deseja selecionar: Left (esquerdo), Right (direito) ou Both (os dois).9. Se desejar ouvir o trecho selecionado, clique no botão Play. Para parar, clique no botão Stop que aparece no lugar do Play.10. Clique em OK.48 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 49. 3.4. Inserir Marcadores Os marcadores são muito úteis, pois facilitam a localização de trechosimportantes para serem editados. Devem ser inseridos em lugares como o inícioda execução do solo da flauta, ou onde termina a introdução, etc.1. Ao localizar o início do trecho em que se deseja inserir o Marcador, pressione a tecla M do teclado do Início do Fim do computador. Um Marcador é Marcador Marcador inserido na música.2. Localize o final do trecho e pres- sione também a tecla M, delimi- tando assim o campo total a ser editado.3. Para selecionar o trecho entre os Marcadores, basta clicar duas vezes dentro da área demarcada.4. Para excluir um Marcador, clique com o botão direito sobre ele (setinha vermelha). Atenção! Ao posicionar o mouse sobre a seta do marcador, ele se transforma em uma mão.5. Um menu Pop-up é aberto: Clique aqui.6. Clique em Delete.3.5. Copiar e Colar 1 Esta função é muito útil para copiar um determinado trecho da músicaque já foi gravado anteriormente e colocá-lo em outro lugar. Portanto, não énecessário gravá-lo novamente. Basta copiar esse trecho para o local dedestino, dentro do mesmo arquivo ou de outro, de acordo com a necessidadedo momento.1. Selecione o trecho que deseja copiar.2. Tecle Ctrl+C para copiar. Outra opção é ativar o menu Edit e clicar em Copy. Ferramentas Básicas 49
  • 50. Clique aqui. Clique aqui.3. Posicione o cursor no lugar em que deseja colar e tecle Ctrl+V. Outra opção é ativar o menu Edit e clicar em Paste. Clique aqui. Clique aqui.3.6. Copiar e Colar 2 Ao gravar um LP (Vinil) ou músicas de fita cassete sem interrupção, elasconstituirão apenas um arquivo de áudio. Se desejar separá-las para podergravar em áudio (trilhas) separadas, o recurso de copiar e colar será uma boaferramenta para isto, ou seja, você copia o trecho de áudio contendo uma dasmúsicas e cola em outro arquivo. Se forem várias músicas, ao executar estafunção de acordo com o item 3.5 pode ser um pouco cansativo. Vamos veruma outra forma que, ao nosso ver, facilita este tipo de tarefa (você podeescolher a que achar melhor).1. Abra o arquivo original, do qual deseja separar as faixas do disco.2. Use o atalho Ctrl+N para criar um arquivo em branco para poder colar a faixa copiada. A janela New Window é aberta:50 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 51. Taxa de amostragem Tamanho da Clique aqui. amostragem Quantidade de canais3. Escolha as mesmas definições do arquivo original e clique em OK.4. Ative o menu Window e clique no nome do arquivo original, no nos- Clique aqui. so caso "Livro do Sound Forge".5. Ative novamente o menu Window Clique aqui. e clique em Tile Vertically para colocar os dois arquivos lado a lado na vertical.6. Observe que as duas janelas agora ficaram lado a lado. Clique, segure e arraste aqui.7. No arquivo original, selecione a faixa que deseja copiar para o outro arquivo. Ferramentas Básicas 51
  • 52. 8. Clique com o botão esquerdo do mouse sobre o trecho selecionado e sem soltá-lo, arraste-o para a nova janela ao lado e solte o botão do mouse.9. Neste momento a janela Mix3 é aberta: Clique aqui.10. Não precisa mexer em nada. Basta clicar no botão OK. Observe que a faixa agora foi transferida para a nova janela. Trecho novo.11. Salve o novo arquivo e feche a janela.12. Faça novamente todos os passos para as demais faixas do LP.3 Para saber mais sobre esta janela, leia o item 4.6 Mixar Eventos do Capítulo Ferramentas Avançadas.52 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 53. 3.7. Converter Mono em Stereo e Vice-Versa Clique aqui. Clique aqui.1. Ative o menu Process e clique em Channel Convert.2. A janela Channel Convert é aberta: Clique aqui. Clique aqui. Esquerdo Direito3. No item Output channels escolha Mono ou Stereo.4. No item New left channel escolha o volume do canal Esquerdo.5. No item New right channel escolha o volume do canal Direito.6. Clique em OK. Ao converter Stereo em Mono, deve-se reduzir o volume4 dos dois Observação canais em 50% para evitar que o sinal Mono convertido fique saturado. Isto acontece principalmente quando o sinal Stereo estiver normalizado5 (próximo de 0 dB6).4 Leia o Capítulo sobre Volume.5 Leia o Capítulo sobre Normalização. Ferramentas Básicas 53
  • 54. 3.8. Inserir Silêncio Pode parecer estranho inserir silêncio em uma música, mas este recursopode ser usado, por exemplo, para separar trechos da música ou até mesmopara deixar totalmente em silêncio os segundos que antecedem a música.1. Posicione o cursor no lugar desejado.2. Ative o menu Process.3. Clique em Insert Silence. Clique aqui. Clique aqui.4. A janela Insert Silence é aberta: Digite aqui a Posição duração do silêncio.5. No item Insert (hr:mn:sc.xxx), digite a duração do silêncio da seguinte maneira: ♦ hr: hora ♦ sc: segundo ♦ mn: minuto ♦ xxx: milissegundo6. No item at, escolha a posição em que deseja inserir o silêncio:6 Leia o Capítulo sobre Decibéis - dB.54 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 55. ♦ Cursor: na posição do cursor; ♦ Star of file: no início do arquivo; ♦ End of file: no fim do arquivo.7. Clique em OK.3.9. Mudar a Taxa de Amostragem Clique aqui.1. Ative o menu Process.2. Clique em Resample.3. A janela Resample se abre: Clique aqui. Escolha a nova taxa de amostragem aqui. Ou então digite a nova taxa aqui.4. No item Preset, escolha a nova taxa de amostragem: 44.100, 22.050, 11.025, etc.5. Outra opção é digitar a nova taxa de amostragem desejada no item New sample rate.6. Selecione o item Apply an anti-alias filter during resample para minimizar as perdas durante a mudança de uma taxa de amostragem maior para uma menor.7. Clique em OK. Ferramentas Básicas 55
  • 56. 3.10. Exercícios1. Para inserir um Marcador, qual letra deverá ser pressionada no teclado do computador?2. Em qual menu está localizado a opção Insert Silence?56 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 57. Ferramentas Avançadas 044.1. Equalizar a Música Ao gravar uma música, é muito comum que ela fique mais grave ou maisaguda do que o desejado, principalmente se a gravação não foi feita por umamesa de som. Para minimizar este problema, o Sound Forge possui váriasferramentas que permitem ao usuário equalizar a música. Vamos ver emseguida uma dessas ferramentas.1. Ative o menu Process.2. Deslize o mouse até EQ. Deslize-o para a direita e clique em Graphic. Clique aqui. Clique aqui. Deslize o mouse até aqui.3. A janela Graphic EQ é aberta: Ferramentas Avançadas 57
  • 58. Clique Clique Clique aqui. aqui. aqui.4. Esta janela é muito completa, sendo dividida em três modelos de equalização. Ela abre-se inicialmente no modelo de Envelope Sonoro.5. Para regular a janela Graphic EQ - Envelope, basta clicar sobre a linha horizontal que se encontra em 0dB, na posição desejada, e movê-la para cima ou para baixo para regular os graves, médios e agudos.6. Em cada lugar que se clica, a linha passa a exibir um quadradinho para facilitar a manipulação. Veja no exemplo em seguida: Zera a equalização.7. Para zerar a equalização, basta clicar no botão Reset.8. Quando terminar, clique em OK.9. O segundo modelo da janela Graphic EQ é o 10 Band. Para ativá-lo, clique no item 10 Band localizado na parte inferior da janela.58 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 59. 10. A janela Graphic EQ modifica-se, passando a exibir um modelo de equalização com dez controles deslizantes. Clique aqui. Grave Agudo Zera a equalização Clique aqui. Médio11. Para regular a janela Graphic EQ - 10 Band, basta clicar sobre os controles deslizantes e movê-los para cima ou para baixo para regular o grave, médio e agudo. ♦ Grave nos controles de 28 Hz a 113Hz; ♦ Médio nos controles de 225 Hz a 1,8 KHz; ♦ Agudo nos controles de 3,6 KHz a 15 KHz.12. Para zerar a equalização, basta clicar no botão Reset.13. Quando terminar, clique em OK.14. O terceiro modelo da janela Graphic EQ é o 20 Band. Para ativá-lo, clique no item 20 Band localizado na parte inferior da janela. Essa janela é parecida com a 10 Band. Em vez de exibir dez controles deslizantes, ela apresenta vinte.4.2. Crescendo (Fade In) Este recurso é muito útil quando se deseja um efeito de Crescendo, ouseja, começar o som com baixa intensidade e ir aumentado-o gradativamenteaté alcançar a intensidade original do trecho desejado.1. Selecione o trecho em que deseja o efeito de Crescendo (Fade In). Veja o item 3.3 Métodos de Seleção. Ferramentas Avançadas 59
  • 60. 2. Ative o menu Process.3. Deslize o mouse até Fade.4. Deslize o mouse para a direita e clique em In.5. Procedendo desta forma, o Sound Forge acrescenta automaticamente o Crescendo sem um controle do usuário. Clique aqui. Clique aqui. Deslize o mouse até aqui.6. Outra opção é deslizar o mouse até Fade e clicar em Graphic após selecionar o trecho em que se deseja o efeito de Crescendo (Fade In). Clique aqui. Clique aqui. Deslize o mouse até aqui.7. A janela Graphic Fade é aberta.8. Em Show wave, escolha a opção logo abaixo de [None] para que você possa visualizar a onda sonora. No exemplo acima a opção é Mix channels para dois canais. Para um canal a opção seria Mono source.60 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 61. Clique aqui. Clique aqui. Clique aqui. Clique aqui.9. Deslize o Mouse até o canto superior Esquerdo em que existe um Quadradinho.10. O Mouse se transforma em uma Mão. Clique no Quadradinho Superior Esquerdo e arraste-o até a posição em que se deseja iniciar o Crescendo.11. Se desejar, faça o mesmo com o Quadradinho Superior Direito para determinar o final do Crescendo. Clique Fim aqui. Início12. Organize todos os pontos desejados, ou seja, clique em cima da linha no ponto (ou pontos) que quiser e posicione-a como desejar. Ferramentas Avançadas 61
  • 62. 13. Clique em OK. Trecho Trecho com original. Fade In.4.3. Decrescendo (Fade Out) Este recurso é muito útil quando se deseja um efeito de Diminuendo, ouseja, começar o som com alta intensidade e ir diminuindo gradativamente atéalcançar a intensidade original do trecho desejado, ou então até ficar mudo.1. Selecione o trecho em que deseja o efeito de Decrescendo (Fade Out). Veja o item 3.3 Métodos de Seleção.2. Ative o menu Process.3. Deslize o mouse até Fade. Deslize o mouse para a direita e clique em Out. Clique aqui. Clique aqui. Deslize o mouse até aqui.4. Desta forma o Sound Forge acrescenta o Decrescendo automaticamente sem um controle do usuário.62 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 63. 5. Outra opção é deslizar o mouse até Fade e clicar em Graphic após selecionar o trecho desejado. Clique aqui. Clique aqui. Deslize o mouse até aqui.6. A janela Graphic Fade é aberta: Clique aqui. Clique aqui. Clique aqui. Clique aqui.7. Em Show wave, escolha a opção logo abaixo de [None] para que você possa visualizar a onda sonora. No exemplo acima a opção é Mix channels, para dois canais. Para um canal a opção seria Mono source.8. Deslize o Mouse até o canto superior Direito em que existe um Quadra- dinho.9. O Mouse se transforma em uma Mão. Clique no Quadradinho Superior Direito e arraste-o até a posição em que deseja terminar o Decrescendo. Ferramentas Avançadas 63
  • 64. 10. Se desejar, faça o mesmo com o Quadradinho Superior Esquerdo para determinar o início do Decrescendo. Clique aqui. Início Fim11. Organize todos os pontos desejados, ou seja, clique em cima da linha no ponto (ou pontos) que quiser e posicione-a como desejar.12. Clique em OK. Trecho Trecho com original Fade out.64 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 65. 4.4. Ajustando a Música para um TempoPredeterminado O Sound Forge possui uma ferramenta (Time Stretch) muito útil paraprofissionais de estúdio na criação de spots, jingles e fundos musicais quenecessitam de um tempo exato na duração. Assim, você pode utilizar um trechomusical que possui um tempo aproximado ao que você deseja e convertê-lo notempo exato na sua produção comercial.1. Ative o menu Process.2. Clique em Time Stretch. Clique aqui. Clique aqui.3. A janela Time Stretch é aberta: Digite o tempo aqui. Clique aqui. Clique aqui.4. No item Input format, escolha a opção Time (hr:mn:sc.xxx).5. No item Final Time, digite o novo tempo desejado da seguinte maneira: Ferramentas Avançadas 65
  • 66. ♦ hr: hora ♦ mn: minuto ♦ sc: segundo ♦ xxx: milissegundo6. Clique em OK.4.5. Transposição Este recurso é muito útil quando se deseja mudar o tom de algumasmúsicas ou trechos da música. O Sound Forge oferece duas maneiras básicasde transposição: por semitons e por microafinação. A transposição por semitonspermite ao usuário mudar para o intervalo musical desejado, podendo assimtransformar, por exemplo, uma voz masculina em voz feminina ou vice-versa.Deve-se usar este recurso com moderação, pois o resultado não fica muito bommusicalmente falando, mas como efeito é muito interessante. A transposição por microafinação é muito útil quando ocorrer, nagravação, a desafinação de um trecho ou nota. Não é necessário gravarnovamente o trecho desafinado; basta achar o local exato em que se encontraa(s) nota(s) desafinada e ir aplicando o recurso de microafinação até que a notaalcance a altura correta.1. Selecione o trecho que deseja transpor; caso contrário, a transposição será feita em toda a música.2. Ative o menu Effects.3. Deslize o mouse até Pitch.4. Deslize o mouse para a direita e clique em Shift. Clique aqui. Deslize o mouse Clique aqui. até aqui.5. A janela Pitch Shift é aberta:66 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 67. Digite o intervalo a Clique aqui ser trans- e arraste. posto aqui. Digite o Clique aqui intervalo a e arraste. ser trans- posto aqui. Clique aqui. Clique aqui para ouvir. Clique aqui.6. Transpondo em intervalos de Semitons: no item Semitones to shift pitch by (-50 to 50), digite a quantidade de semitons que deseja transpor, sendo que valores negativos transpõem em intervalos descendentes e valores positivos em intervalos ascendentes. Se o usuário preferir, pode utilizar a barra de rolagem logo abaixo para definir o intervalo desejado. Para tal, deve-se clicar sobre ela e sem soltar o botão esquerdo do mouse, arrastá-la para a esquerda ou direita até encontrar o intervalo desejado.7. Transpondo por meio de microafinação: no item Cents to shift pitch by (-100.0 to 100.0), digite um intervalo entre -100.0 e 100.0 para fazer a regulagem de microafinação. Para ter certeza que o intervalo é o que se deseja transpor, basta clicar sobre o botão Preview. Para ouvir o trecho sem a transposição, selecione o item Bypass e clique novamente sobre o botão Preview. Assim, como no item anterior, o usuário pode também definir o intervalo a ser transposto por meio da barra de rolagem logo abaixo dos dizeres Cents to shift pitch by (-100.0 to 100.0).8. No item Accuracy, defina a exatidão do processo de transposição em uma escala de 1 a 3, sendo que quanto maior o número escolhido, maior será o tempo gasto para a realização do processo.9. Selecione o item Apply an anti-alias filter during pitch shift para que o Sound Forge aplique um filtro para tentar minimizar as perdas durante o processo de transposição. Ferramentas Avançadas 67
  • 68. 10. Selecione a opção Preserve duration para que o arquivo mantenha a mesma duração (hora, minuto, segundo e milissegundo) e não aumente nem diminua a velocidade de execução7.11. Após terminar, clique em OK.4.6. Mixar Eventos Este recurso é muito útil quando se deseja, por exemplo, criar umapropaganda ou locução, em que a voz da pessoa é ouvida juntamente com umfundo musical. Vamos tomar este caso como exemplo.1. Grave a locução e a música que ficará como fundo em arquivos separados. Observe que os dois arquivos precisam possuir a mesma taxa de amos- tragem.2. Abra o arquivo da música que ficará como fundo musical.3. Selecione um trecho ou todo o arquivo (veja o item métodos de seleção) e copie (use o atalho Ctrl + C).4. Abra o outro arquivo, ou seja, o da locução.5. Posicione o cursor no lugar onde a música de fundo deve começar a tocar.6. Ative o menu Edit.7. Deslize o mouse até Paste Special.8. Deslize o mouse para a direita e clique em Mix. Clique aqui. Deslize o Clique aqui. mouse até aqui.7 Os itens 9 e 10 só aparecerão em negrito na tela para serem marcados quando a barra de rolagem do item 6 for utilizada.68 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 69. 9. A janela Mix se abre: Arquivo inicial Volume Volume Arquivo de destino10. No item Sourse Clipboard está o arquivo inicial, o que foi copiado para a memória do computador com o atalho Ctrl+C (a música que ficará de fundo).11. No item Destination está o arquivo de destino, ou seja, a locução.12. Regule o volume dos dois itens Sourse Clipboard e Destination. Para isso basta clicar no controle deslizante do item desejado e sem soltar o botão esquerdo do mouse, arraste-o para cima ou para baixo para aumentar ou diminuir o volume.13. Clique no Preview para ouvir o resultado da mixagem antes de clicar no botão OK. Caso o resultado não seja o desejado, mude novamente os volumes até encontrar a combinação que você pretende.14. Selecione o item Pré/Post-fade destination edges (0 to 5 secs) para criar o efeito de Fade in no início do trecho e Fade out no final. Para isso é só digitar o tamanho do Fade in ou Fade out entre 0 e 5 segundos. Fade in. Fade out.15. Clique em OK. Ferramentas Avançadas 69
  • 70. 4.7. Exercícios1. Como é chamado o recurso de edição onde o som começa com baixa intensidade e vai aumentado gradativamente?2. A ferramenta Time Stretch é utilizada para que?70 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 71. Alterando o Volume 055.1. Volume Este recurso é usado para aumentaro volume da música quando ela for Clique aqui.gravada com um volume baixo, ou então,quando a gravação original não possuir ovolume desejado. Clique aqui.1. Ative o menu Process.2. Clique em Volume.3. A janela Volume é aberta: Clique aqui. Escolha o volume aqui.4. No item Gain, escolha valores acima de 100% para Aumentar o Volume e valores abaixo de 100% para Diminuir o Volume.5. Clique em OK. Alterando o Volume 71
  • 72. 5.2. Normalização A ferramenta do Sound Forge que possibilita aumentar o volume de umarquivo de som sem saturá-lo ("clipping") chama-se Normalize. Ela examinaminuciosamente a forma de onda do arquivo e aplica um determinado ganhoespecificado, aumentando ou diminuindo, assim, o nível sonoro do arquivo. Aferramenta é geralmente empregada no sentido de aumentar o nível sonoro doarquivo e não diminuir. A normalização é muito utilizada nas etapas de mixa-gem e pré-masterização de gravações realizadas em estúdios. Normalize geralmente é aplicada em trechos de um arquivo de som,quando se deseja igualar os níveis sonoros, ou quando se deseja produzir umefeito de dinâmica musical, aumentando o volume de alguns trechos sonoros ediminuindo o volume de outros. A aplicação mais freqüente de Normalize ocorre durante o processo demixagem, em que os níveis de diversos arquivos são comparados e, emseguida, nivelados. No entanto, há uma outra aplicação para Normalize que éelevar os níveis de gravações que estão muito abaixo do padrão recomendado:de -6 dB. A ferramenta oferece três possibilidades de normalização: ♦ Normalizar pelo pico (Peak level); ♦ Normalizar pela média (Average RMS power); ♦ Normalização baseada em outro arquivo ou seleção efetuada. Caso você deseje aplicar a ferramenta em um trecho de arquivo, orespectivo trecho deve ser selecionado antes da aplicação da ferramenta. Casoqueira todo o arquivo, não há necessidade de selecioná-lo, pois Normalizeautomaticamente processará todo o arquivo.1. Abra o Sound Forge. Abra o arqui- vo que deseja normalizar. Clique aqui.2. Selecione o trecho que deseja normalizar; caso contrário, todo o arquivo será processado.3. Ative o menu Process. Clique aqui.4. Clique em Normalize.5. A janela Normalize é aberta.72 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 73. Clique aqui. Escolha o padrão aqui.6. Uma forma precisa de normalizar todos os arquivos de modo a manter um padrão é utilizar programações preestabelecidas. O Sound Forge disponibi- liza inicialmente quatro Presets (pré-programações). Para acessar as confi- gurações predefinidas pelo programa, deve-se clicar no item Preset, no alto da janela.7. Clique em uma das seguintes configurações: ♦ Maximize peak value: Para normalizar automaticamente pelo valor de pico; ♦ Speech: Para sinais com predomínio de falas e locuções (pode possuir uma música de fundo com baixo volume); ♦ Music: Para sinais de música; ♦ Very loud: Para obter sinais com potência elevada (alto nível de volume, mesmo que a dinâmica seja comprometida - ideal para músicas do tipo house, tecno, etc.).8. Clique em OK.5.2.1. Normalizar pelo Pico (Peak Level) Normalizar pelo valor de pico significa procurar o maior nível de sinalexistente no arquivo e aumentar (ou reduzir) os valores de volume de todo oarquivo da diferença entre esse valor encontrado e o valor estipulado para anormalização. Como exemplo, suponha que o maior valor de pico do sinal seja -12dB.Se escolhermos normalizar para -5 dB, o volume de todo o arquivo será incre-mentado de 7dB (diferença entre o valor de pico e a meta para normalização =-5 - (-12) = -5 +12 = 7dB). Para utilizar esta ferramenta, acompanhe os seguin-tes passos:1. Abra o Sound Forge. Abra o arquivo que deseja normalizar.2. Selecione o trecho que deseja normalizar; caso contrário, todo o arquivo será processado.3. Ative o menu Process.4. Clique em Normalize. Alterando o Volume 73
  • 74. Clique aqui. Clique aqui.5. A janela Normalize é aberta: Clique aqui. Arraste aqui. Clique aqui.6. Selecione o item Peak level. Esta opção habilita os controles de norma- lização por pico e toma como referência para processamento o valor de pico mostrado em Scan Levels.7. Clique no botão Scan Levels para encontrar o maior pico e o valor RMS presentes no arquivo ou trecho selecionado. Esta opção varre todo o arquivo ou trecho em busca desses valores. Os valores são então exibidos abaixo do botão Scan Levels nos itens "Peak" (pico) e "RMS" (valor RMS). Se, antes de clicar nesse botão, houver um asterisco na frente dos números calculados, significa que os valores não estão atualizados, isto é, são o resultado do último processamento realizado. Assim, quando você clicar em Scan Levels, um novo cálculo é realizado e os valores são atualizados.8. No item Normalize to (-60 to 0 dB) arraste o Fader para determinar o nível para o qual o arquivo será normalizado. Por exemplo, se o pico "Peak" for de -10 dB e você colocar o cursor em -3 dB, significa que você74 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 75. está aumentando o nível de seu arquivo de 7dB. Em outras palavras, está aumentando o volume de seu arquivo. Observação Clique com o botão esquerdo do mouse sobre o "botão de ajuste" e, em seguida, use as setas e do teclado do seu computador para ajustes finos.9. Clique no botão Preview e olhe a régua de níveis do Sound Forge para verificar o resultado obtido.10. Clique em OK.5.2.2. Normalizar pela Média - Average RMS power Esta opção permite ao usuário obter um arquivo comníveis de volume mais homogêneos, evitando efeitos desa-gradáveis similares a uma pessoa estar se movimentando(afastando-se e aproximando) enquanto fala.1. Abra o Sound Forge. Abra o ar- Clique aqui. quivo que deseja normalizar.2. Selecione o trecho desejado; caso contrário, a normalização ocorrerá na música toda. Clique aqui.3. Ative o menu Process.4. Clique em Normalize.5. A janela Normalize é aberta: Clique aqui. Arraste aqui. Clique aqui. Alterando o Volume 75
  • 76. 5. Selecione o item Average RMS power (loudness) . Esta opção habilita os controles de normalização pela média e toma como referência para processamento o valor RMS mostrado em Scan Levels.6. Clique no botão Scan Levels para encontrar o maior pico e o valor RMS presentes no arquivo ou trecho selecionado. Esta opção varre todo o arquivo ou trecho em busca desses valores. Os valores são então exibidos abaixo do botão Scan Levels nos itens "Peak" (pico) e "RMS" (valor RMS). Se, antes de clicar nesse botão, houver um asterisco na frente dos números calculados, significa que os valores não estão atualizados, isto é, são o resultado do último processamento realizado. Assim, quando você clicar em Scan Levels , um novo cálculo é realizado e os valores são atualizados. O valor RMS obtido é útil para o ajuste de Normalize to.7. Após calcular o novo valor RMS, clique no botão OK. Não é aconselhável normalizar pela média com valores superiores a -6 dB (50%)8. Valores superiores podem com- Observação prometer a qualidade do sinal, eliminando toda a dinâmica dele e, até mesmo clipar o sinal. Sugestão: Para normalizar a 0dB, depois de normalizar pela média, normalize pelo valor de pico.5.2.3. Normalizar pela Média com Precisão O Sound Forge permite que você escolha o que deseja incluir no cálculoda média para obter uma normalização mais adequada ao seu sinal. Mais umavez, este é um trabalho para os artistas e profissionais em nível avançado.Existem várias possibilidades para você personalizar seu trabalho e obter omelhor produto com esse programa. A princípio pode achar estupidez ter tantasopções, visto que bastaria a melhor delas para satisfazer as necessidades dequalquer usuário. Realmente existe uma opção melhor do que a outra, mas uma nem sem-pre garante o melhor trabalho. Talvez com sua experiência e conhecimentosvocê possa realizar um trabalho artesanal melhor. Por outro lado, a melhor es-colha é a que demanda mais processamento pelo computador, o que, paragrandes arquivos ou para aplicação da ferramenta a um lote grande de arqui-vos, demandaria um tempo excessivamente longo.8 Ver item sobre Decibéis.76 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 77. 1. Siga todos os passos do item anterior (5.2.2. Normalizar Média - Average RMS power).2. O item Ignore below permite um controle de qual parcela do sinal será incluída no cálculo da média. Isto evita que regiões de silêncio mascarem o nível médio do sinal. Vamos exemplificar antes de continuar a explicação. Imagine calcular a média de quatro notas de uma prova. As notas são: 6,8, 10 e 4. A média é a soma das notas dividida pela quantidade de notas, ouseja, (6+8+10+4)/4 = 7. Portanto, temos que a média é 7. Imagine agora quequatro alunos faltaram e, portanto, tiraram zero. Agora, a média, se levado emconta os alunos que faltaram, será (6+8+10+4+0+0+0+0)/4 = 3,5. Veja que estevalor calculado não expressa o conhecimento real dos alunos a respeito dotema, já que a metade dos alunos não foi avaliada. O exemplo dado é bem similar ao que estamos mostrando neste item. Aocalcular o valor médio do sinal de áudio, devemos levar em consideraçãoapenas valores significativos do sinal (regiões de silêncio, ou de baixaintensidade, não deveriam contar, a não ser que você julgue relevantes). Assim,cabe ao profissional decidir quais são os valores que devem ser incluídos namédia. Qualquer sinal abaixo do valor estipulado será desconsiderado no cálculoda média. Escolha um valor um pouco acima do que você considera ser aregião de silêncio de seu áudio. Se você escolher colocar o cursor em -Inf, todo o arquivo sonoro seráutilizado (esta é uma medida utilizada pela maioria dos usuários que des-conhece a utilidade e importância dessa ferramenta). Por outro lado, se vocêescolher um valor elevado (como valores superiores a -10 ou -6 dB (50%)),existirá uma boa chance de o valor médio ser inferior a ele e nenhumanormalização ocorrerá. Este é um motivo pelo qual é aconselhável utilizar oScan Levels para conhecer o valor médio do sinal e procedercorretamente aos ajustes.3. Configure os itens: ♦ Attack time: Esta opção permite que você escolha se mudanças radicais de volume serão ou não incluídas na média. Isto evita que picos de sinal expúrios sejam incluídos na média. Normalmente um sinal não sofre variações bruscas de intensidade. Novamente é você quem deve decidir o que irá aceitar ou não como sendo um pico indesejável. Observe que instrumentos de sopro têm ataques mais velozes, os de Alterando o Volume 77
  • 78. corda menos, etc. Como o computador não consegue discriminar timbres em um arquivo de áudio (por enquanto), você é o especialista que deve treiná-lo para fazer um trabalho correto. Assim, valores baixos de ataque tendem a ignorar picos rápidos de volume de sinal no cálculo da média. ♦ Release time: Esta opção serve para o usuário informar ao computador o quanto de material sonoro deve ser incluído quando o sinal cair bruscamente (o contrário do valor de pico no attack time). Quanto menor for o valor do release time, mais áudio será incluído no cálculo da média, ou seja, um Release pequeno captura curtas quedas de sinal; Releases grandes só pegam variações lentas de sinal. ♦ Use equal loudness contour: O ouvido humano normalmente escuta mais as freqüências médias do que as freqüências graves e as freqüências agudas da faixa sonora audível. Utilizando esta opção, essa ferramenta calcula a média do sinal proporcionalmente às freqüências existentes no sinal, compensando as altas e baixas freqüências.4. Se o sinal clipar (saturar) durante a nor- malização, deve-se escolher uma das seguintes opções: ♦ Apply dynamic compression: Conforme já foi visto, a máxima amplitude de sinal trabalhado é 0 dB (um padrão internacional para que todos os equipamentos possam reproduzir o áudio sem ajustes perso- nalizados). Esta opção limita todos os picos do sinal em 0 dB, utilizando attacks e releases predeterminados para minimizar distorções, garan- tindo um resultado com boa amplitude de áudio (loud), mantendo a clareza e suavidade do sinal. Esta é uma boa escolha para quem não tem muita prática em gravação áudio digital. ♦ Normalize peak value to 0 dB: Esta é uma opção mais simplificada para evitar saturação na normalização. O que ela faz é elevar o volume ao valor máximo, no caso 0 dB, conforme parâmetros estipulados pelo usuário, sem que ocorra saturação. Se o usuário escolher um valor de normalização inferior a 0 dB, esta opção é limitada para atingir tal valor. Ou seja, esta opção somente garante uma não-saturação. Na anterior, todo um processo de compressão é utilizado no tratamento do sinal resultante. ♦ Ignore (saturate): Esta opção permite que a saturação ocorra. Desta forma, evite utilizá-la se não tiver certeza que a saturação não irá ocorrer. ♦ Stop processing: Esta é a opção que os artistas devem utilizar. Assim, quando a configuração escolhida for causar saturação no sinal, o pro- cesso de normalização é interrompido e uma janela é aberta, notificando78 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 79. a clipagem e o valor excedente ocorrido. Veja a figura com o exemplo de janela de clipagem. Clique aqui5. Clique em OK.5.2.4. Normalização Baseada em Outro Arquivo ou Seleção1. Abra o arquivo desejado. Clique aqui.2. Selecione o trecho de referência para a normalização.3. Ative o menu Process.4. Clique na opção Normalize. Clique aqui.5. A janela Normalize é aberta.6. Clique no botão Scan Levels.7. Feche a janela Normalizar clicando no botão de cancelar . NÃO CLIQUE NO BOTÃO OK! Você não quer normalizar esse trecho, apenas quer utilizá-lo como referência para normalizar outro trecho. Clique aqui. Alterando o Volume 79
  • 80. Clique aqui.8. Abra o arquivo que deseja norma- lizar. Se já estiver aberto, selecione o trecho que deseja normalizar (caso não seja o arquivo inteiro). Clique aqui.9. No menu Process, ative novamente a ferramenta Normalize.10. Na janela Normalize, selecione a opção Use current scan level (até que enfim a estamos utilizando). Isto fará com que a ferramenta de normalizar utilize o último Scan Level realizado, no caso, o realizado no arquivo de referência. A normalização ocorrerá conforme os parâmetros que você colocar e a opção que escolher para normalizar (pico ou RMS). Clique aqui.11. Após realizar a configuração da normalização, clique no botão OK.5.2.5. Salvando seus Próprios Presets de Normalização1. O processo é muito simples. Basta configurar adequadamente a forma como deseja normalizar um determinado arquivo. A figura seguinte mostra um exemplo de normalização para gravação de Preset. Clique aqui.80 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 81. 2. Clique no botão Save As.3. A janela Save Preset é aberta para que você dê nome ao seu preset criado: Digite o nome do Preset aqui.4. Clique em OK para salvar o Preset. Ao fazer isto, ele já estará incluído na caixa de opções de Presets. Agora é só utilizar quando desejar. Veja na figura seguinte.5.3. Exercícios1. Quais são as três possibilidades de normalização?2. Em qual menu está localizada a opção Normalize? Alterando o Volume 81
  • 82. &Anotações________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________82 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 83. Efeitos 066.1. Reverb O Reverb é um efeito utilizado quando se deseja acrescentar ao som asensação de que ele foi gravado em um ambiente diferente daquele em querealmente foi. Normalmente, grava-se o som em um estúdio à prova de som(sem acústica), causando uma sensação de “secura” no som, tornando-o irreal.Isto é feito para que não sejam capturados ruídos durante a gravação,aumentando, dessa forma, a qualidade do produto final. Assim, feita a gravação “seca”, pode-se, por meio de um Reverber (oequipamento ou programa que produz o reverb), simular qualquer tipo deambiente, de tal forma que o resultado sonoro parecerá ao ouvinte que o somfoi gravado ao vivo no ambiente escolhido. De uma forma grosseira, podemos até mesmo gravar uma música em umquarto qualquer e fazer com que pareça tê-la gravado em uma sala de concerto.Fica então a cargo do engenheiro de som utilizar os recursos disponíveis noSound Forge para simular seu ambiente desejado. Quando um som é gerado em uma sala acústica (espa-ço acústico), você primeiro ouve o som frontal emitido e, emseguida, uma sucessão rápida de ecos, que são reflexões embaixo volume do som emitido, como na figura ao lado. Esses ecos acumulam-se com o passar do tempo e, então, o que vocêouve é uma combinação de milhares de ecos que vão decaindo suavemente emintensidade. A este efeito dá-se o nome de Reverb ou Reverberação. OReverb é o efeito que nos dá uma noção, por meio da audição, das dimensõesde determinado espaço acústico. Os primeiros ecos que ouvimos após o som Efeitos 83
  • 84. original chegar ao ouvido são chamados reflexões iniciais (early reflections) dosom original. O acúmulo dessas reflexões iniciais, no decorrer do tempo, é oresponsável pelo efeito Reverb ou Reverberação.6.1.1. Reverb - Configurações Predefinidas O Sound Forge possui diversas combinações de Reverb, que facilitammuito o trabalho do usuário. Para acessar as configurações predefinidas peloprograma, devem-se acompanhar os seguintes passos:1. Selecione o trecho em que será colocado o efeito; caso contrário, ele será colocado em toda a música.2. Ative o menu Effects.3. Clique em Reverb. Clique aqui. Clique aqui.4. A janela Reverb é aberta: Clique aqui. Escolha aqui o tipo de Reverb.84 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 85. 5. A forma mais simples de configurar um bom Reverber é utilizar uma configuração padrão já testada pelos desenvolvedores do Sound Forge. As configurações já preestabelecidas são os Presets. Ao escolher um Preset, você não precisa modificar mais nenhum parâmetro da janela. Por este motivo, aconselhamos realizar apenas pequenas modificações nos presets dos reverbs para eles não perderem a sua característica. Assim, clique no item Preset no alto da janela e escolha um que melhor lhe pareça se adequar ao seu projeto.6. Clique em OK.6.1.2. Reverb - Configurando1. Selecione o trecho em que será colo- cado o efeito; caso contrário, ele será Clique aqui. colocado em toda a música.2. Ative o menu Effects e clique em Reverb.3. A janela Reverb é aberta: Clique aqui. Regule ma- nualmente aqui. Quantidade de reflexões. Tamanho do Reverb. Tempo de início do Reverb.4. Mude os comandos definidos em seguida: Efeitos 85
  • 86. ♦ Dry out: arraste o Fader para determinar o quanto do sinal original (sem reverb) será somado ao sinal de saída processado. O valor de 0 dB indica que o sinal não processado pelo reverber (o original) será totalmente mixado ao sinal processado (com reverber). Valores menores incluirão menos sinal não proces- sado ao resultado final. Para ter uma noção em por- centagem de quanto equivale aumentar ou diminuir em dBs, veja o capítulo 10, item 12 em diante. Reco- mendamos colocar o cursor em 0 dB para a maioria dos casos. ♦ Reverb out: arraste o Fader para determinar o quan- to do sinal com reverb será somado ao sinal de saída. Você pode escolher 0 dB e estará acrescentando o máximo de reverber a ser somado ao sinal original. Valores menores somarão menos sinal processado pelo reverber. Aconselhamos realizar esta escolha enquanto escuta o preview. ♦ Early out: arraste o Fader para determinar o nível das reflexões iniciais (pré-reverb) a ser misturado ao sinal processado, definidas no item Early reflections style. As reflexões primeiras do sinal original pos- suem um pequenino atraso em relação a ele. Com o cursor em 0 dB todas as reflexões primeiras refor- çadas serão misturadas com o sinal resultante do pro- cessamento. Valores menores incluirão menos refle- xões iniciais. ♦ Early reflections style: escolha na lista a quantidade de reflexões iniciais desejada. Existem dez opções disponíveis, cada uma tendo forte influência no ta- manho do espaço acústico percebido. Você pode re- forçar, por exemplo, os primeiros 36 microssegundos dessas reflexões ou os primeiros 6 microssegundos. ♦ Decay time: arraste o Slider para especificar a dis- tância que o som deve percorrer no ambiente (em segundos) em que ocorrerá o Reverb. Salas peque- nas têm um Decay time menor que 1 segundo. Valores acima de 3 segundos representam o reverb de salas razoavelmente grandes. Um valor em torno de 5 segundos equivale ao reverb de um ginásio poliesportivo.86 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 87. ♦ Pre-delay: arraste o Slider para especificar o tempo decorrido entre o som inicial original e o tempo em que o Reverb será somado a ele. Quanto maior o tempo de Pre-delay, mais tempo demorará o Reverber a ser somado ao sinal original. ♦ Attenuate bass frequencies below: com esse ajuste você pode remover as baixas freqüências na reverberação. Freqüências muito graves em um Reverb resultam em um som "turvo", distorcido. Para utilizar este item, você escolhe uma freqüência cujo valor esteja entre 10 e 5000 Hz e todas as freqüências abaixo dela serão eliminadas. Você pode digitar a freqüência desejada ou arrastar o Slider para escolher o valor de freqüência desejado. ♦ Attenuate high frequencies above: você também pode remover altas freqüências na reverberação. Freqüências muito altas em um reverber resultam em um som aberto demais. Para usar este item, você escolhe uma freqüência entre 100 e 15000 Hz e todas a freqüências acima dela serão eliminadas. Você pode digitar a freqüência desejada ou arrastar o Slider para escolher o valor de freqüência desejado.5. Para ouvir o efeito antes de clicar no botão OK, deve-se clicar no botão Preview. Para ouvir o som sem o Reverb, selecione o item Bypass e clique novamente sobre o botão Preview.6. Clique em OK.6.1.3. Reverb - Salvando as Configurações Imagine que você esteja gravando várias faixas de um disco e devido àscaracterísticas específicas de cada faixa você usou diferentes configurações deReverb. No entanto, você gostaria de utilizar uma determinada configuraçãonovamente, pois a nova faixa possui as mesmas características de uma outra jágravada. Para salvar então uma configuração, faça o seguinte:1. Após configurar a janela de Reverb da maneira desejada, clique no botão Save As que se encontra na mesma janela configurada.2. A janela Save Preset é aberta: Efeitos 87
  • 88. Digite o nome aqui.3. Em New preset name digite um nome para o efeito de Reverb criado ou modificado por você e clique em OK.4. Observe que seu efeito passa a fazer parte dos padrões predefinidos pre- sentes no item Preset. Portanto, para utilizá-lo novamente, basta abrir o novo arquivo e escolher o Preset criado. Efeito criado6.1.4. Reverb - Restaurando o Padrão Muitas vezes fazemos diversas experiências até encontrar a configuraçãode um efeito desejado, porém gostaríamos que ao finalizar tal tarefa o SoundForge voltasse a janela de Reverb ao modo como foi previamente instalada.Para voltar à configuração padrão da janela Reverb, faça o seguinte:1. Clique com o botão direito do mouse em uma área vazia da janela de Reverb. Clique com o botão direito aqui.88 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 89. 2. Um menu pop-up é aberto.3. Clique em Reset All com o botão esquerdo do mouse. Clique aqui.4. Observe que a configuração padrão retorna.6.2. Chorus O efeito Chorus cria uma cópia do arquivo original, sujeita a um peque-no atraso de tempo, a uma pequena variação de tom e mistura o resultado aoarquivo original. O sinal resultante dá a você a impressão de existirem duasfontes sonoras reproduzindo o mesmo som simultaneamente. Quando oChorus cria e mistura vários atrasos, a sensação é que vários sons iguais estãosendo reproduzidos ao mesmo tempo. O efeito simula as discrepâncias em pitch9 e tempo que ocorremnaturalmente quando duas ou mais pessoas tentam tocar ou cantar a mesmamúsica ao mesmo tempo. Por isso o Chorus é também conhecido como efeitode "coro", pois simula um coral cantando ou tocando a mesma melodia.6.2.1. Chorus - Configurações Predefinidas O Sound Forge possui diversas combinações de Chorus, o que facilitamuito o trabalho do usuário. Para acessar as configurações predefinidas peloprograma, devem-se observar os seguintes passos:1. Selecione o trecho em que será colocado o efeito; caso contrário, Clique aqui. ele será colocado em todo o trecho. Clique aqui.2. Ative o menu Effects.3. Clique em Chorus.4. A janela Chorus é aberta:9 Altura, freqüência. Efeitos 89
  • 90. Clique aqui. Escolha aqui o tipo de Chorus.5. Clique no item Preset no alto da janela.6. Clique sobre o tipo de Chorus desejado.7. Clique em OK.6.2.2. Chorus - Configurando1. Selecione o trecho no qual será colocado o efeito; caso contrário, ele será colocado em toda a música.2. Ative o menu Effects.3. Clique em Chorus. Clique aqui. Clique aqui.4. A janela Chorus é aberta:90 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 91. Regule aqui. Sinal re- processado Tempo de demora Tempo de modulação Profundidade da modulação5. Mude os comandos definidos em seguida: ♦ Input gain: arraste o Fader para determinar o ganho que é aplicado ao sinal antes de processar. Com o cursor em 0 dB (100%) o sinal inicial não se altera. Em outras palavras, o nível do sinal após o processamento será o mesmo do sinal inicial, para determinar o quanto do sinal original (sem reverb) será somado ao sinal de saída processado. Valores menores incluirão menos sinal não processado ao resultado final. Para ter uma noção em porcentagem de quanto equivale aumentar ou diminuir em dBs, veja o capítulo 11, item 12 em diante. ♦ Dry out: arraste o Fader para determinar o quanto do sinal original (sem Chorus) será somado ao sinal de saída processado. Com o cursor em 0 dB (100%), todo o sinal que não possui Chorus (sinal original) será somado ao sinal processado. Com o cursor em —inf, todo o sinal que não foi processado com Chorus (sinal original) será eliminado. Valores menores incluirão menos sinal não processado ao resultado final. Para ter uma noção em porcentagem de quanto equivale aumentar ou diminuir em dBs, veja o capítulo 11, item 12 em diante. Recomendamos colocar o cursor em 100% (0 dB) para a maioria dos casos. Efeitos 91
  • 92. ♦ Chorus out: arraste o Fader para determinar o quanto do sinal com Chorus será somado ao sinal de saída. Você pode escolher entre -inf (todo o sinal sem Chorus) até 0 dB (100%) (Chorus em todo o sinal). ♦ Invert the chorus phase: selecionando esta op- ção, a fase do sinal do Chorus é invertida em 180 graus antes de ser mixado com o resultado final do processamento. Em alguns casos isso pode criar efeitos que acentuam o resultado sonoro. ♦ Invert the feedback phase: selecionando esta opção, a fase do feedback é invertida em 180 graus antes de ser acrescentado ao sinal de chorus. Isto pode causar um efeito sutil no som final. ♦ Chorus size: arraste o Slider para determinar a quantidade de tempos que o arquivo ou trecho selecionado será processado com o algoritmo de Chorus. O valor padrão usado pelo Sound Forge é 3. Recomendamos deixar o cursor ajustado para esse valor. ♦ Feedback: arraste o Slider para especificar a porcentagem do sinal com Chorus que se deseja reprocessar. ♦ Chorus out delay: arraste o Slider para selecionar o tempo de atraso que será acrescentado ao sinal processado. ♦ Modulation rate: arraste o Slider para determinar a freqüência em que variará periodicamente o atraso (delay) do sinal processado. Escolha valores de 0.3 a 1 Hz para modulações sutis. Valores mais altos produzirão efeitos mais intensos. ♦ Modulation depth: arraste o Slider para determinar a profundidade da modulação, ou seja, o quanto de atraso será modulado, ou melhor, o quanto ele variará em torno do seu valor inicial.92 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 93. ♦ Attenuate high frequencies above: determina a freqüência de corte a partir da qual os valores de freqüências superiores a ela serão atenuados após o processamento. Você pode digitar a freqüência desejada ou arrastar o Slider para escolher o valor de freqüência desejado. Para isso acontecer, você deve marcar a opção Attenuate high frequencies above.6. Para ouvir o efeito antes de clicar no botão OK, deve-se clicar no botão Preview. Para ouvir o som sem o Chorus, selecione o item Bypass e clique novamente sobre o botão Preview.7. Clique em OK.6.2.3. Chorus - Salvando as Configurações Imagine que você esteja gravando várias faixas de um disco e devido àscaracterísticas específicas de cada faixa, você usou diferentes configurações deChorus. No entanto, você gostaria de utilizar uma determinada configuraçãonovamente, pois a nova faixa possui as mesmas características de uma outra jágravada. Para salvar então uma configuração, faça o seguinte:1. Após configurar a janela de Chorus da maneira desejada, clique no botão Save As que se encontra nesta mesma janela.2. A janela Save Preset é aberta: Digite o nome aqui.3. Em New preset name digite um nome para o efeito de Chorus criado ou modificado por você.4. Clique em OK.5. Observe que o seu efeito passa a fazer parte dos padrões predefinidos presentes no item Preset. Portanto, para utilizá-lo novamente, basta abrir o novo arquivo e escolher o Preset criado. Efeitos 93
  • 94. Efeito criado.6.2.4. Chorus - Restaurando o Padrão Muitas vezes fazemos diversas experiências até encontrar a configuraçãode um efeito desejado, porém gostaríamos que ao finalizar tal tarefa o SoundForge voltasse a janela de Chorus ao modo como foi previamente instalado.Para voltar à configuração padrão da janela Chorus, faça o seguinte:1. Clique com o botão direito do mouse em uma área vazia da janela. Clique com o botão direito aqui.2. Um menu pop up se abre: Clique aqui.3. Clique em Reset All com o botão esquerdo do mouse.4. Observe que a configuração padrão retorna.94 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 95. 6.3. Delay O Delay é conseguido mediante a combinação do som original com elemesmo, sendo que um deles possuirá um atraso preestabelecido em relação aooutro, simulando um eco ou ainda um efeito de cânone. Dependendo dotempo programado, esse efeito pode simular de um simples reverb a ecosmúltiplos, os quais são atenuados até sua extinção. É um efeito muito utilizadoem vozes, podendo ser aplicado também em instrumentos. É o equivalente àcâmara de eco utilizada pelas bandas ou estúdios. O Sound Forge oferece doistipos de Delay: Multi-Tap e Simple. Abordaremos como exemplo o Simple.6.3.1. Delay - Configurações Predefinidas O Sound Forge possui diversas combinações de Delay, que facilitammuito o trabalho do usuário. Para acessar as configurações predefinidas peloprograma, devem-se observar os seguintes passos:1. Selecione o trecho em que será colocado o efeito; caso contrário, ele será colocado em toda a música.2. Ative o menu Effects.3. Deslize o mouse até Delay/Echo.4. Deslize o mouse para a direita e clique em Simple. Clique aqui. Clique aqui. Deslize o mouse até aqui.5. A janela Simple Delay é aberta.6. Clique no item Preset no alto da janela.7. Clique sobre o tipo de Delay desejado. Efeitos 95
  • 96. Clique aqui. Escolha aqui o tipo de Delay.8. Clique em OK.6.3.2. Delay - Configurando1. Selecione o trecho em que será colocado o efeito; caso contrário, ele será colocado em toda a música.2. Ative o menu Effects.3. Deslize o mouse até Delay/Echo.4. Deslize o mouse para a direita e clique em Simple. Clique aqui. Clique aqui. Deslize o mouse até aqui.5. A janela Simple Delay é aberta:96 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 97. Regule manual- mente aqui. Intervalo entre os sinais. Tamanho do Delay.6. Mude os comandos definidos em seguida: ♦ Dry out: arraste o Fader para determinar o quanto do sinal original (sem Delay) será somado ao sinal de saída proces- sado. Com o cursor em -inf, todo sinal que não foi proces- sado com Delay (sinal original) será eliminado. Nesse caso, você ouve como resultado apenas o sinal que contém Delay. Com o cursor em 0 dB (100%), todo o sinal que não possui Delay será somado com a quantidade que possui. Valores menores incluirão menos sinal não processado ao resultado final. Para ter uma noção em porcentagem de quanto equivale aumentar ou diminuir em dBs, veja o capítulo 11, item 12 em diante. Recomendamos colocar o cursor em 100% (0dB) para a maioria dos casos. ♦ Delay out: arraste o Fader para determinar o quanto do sinal com Delay será somado ao sinal de saída. Você pode escolher valores entre -inf (todo o sinal sem Delay) até 0 dB (100%) (Delay em todo o sinal). Valores menores incluirão menos sinal não processado ao resultado final. ♦ Delay Time: arraste o Slider para determinar o intervalo em segundos entre um eco e seu próximo. Se o item Multiple delays (Feedback) estiver selecionado, ecos subseqüentes também acontecerão. Efeitos 97
  • 98. ♦ Decay time: para ativá-lo, deve-se selecionar o item Multiple delays (Feedback). Feito isto arraste o Slider para especificar a quantidade desejada de Delay, ou seja, o quanto durará cada eco. ♦ Multiple delays: selecione o item para ativar e arrastar o Slider do Decay time. Deve-se ativá-lo para produzir ecos múltiplos que se enfraquecerão gradualmente conforme o Decay time escolhido; caso contrário, será criado um único eco.7. Para ouvir o efeito, antes de clicar no botão OK, deve-se clicar no botão Preview. Para ouvir o som sem o Delay, selecione o item Bypass e clique novamente sobre o botão Preview.8. Após configurar o Delay, clique em OK.6.3.3. Delay - Salvando as Configurações Imagine que você esteja gravando várias faixas de um disco e devido àscaracterísticas específicas de cada faixa, você usou diferentes configurações deDelay. No entanto, você gostaria de utilizar uma determinada configuraçãonovamente, pois a nova faixa possui as mesmas características de uma outra jágravada. Para salvar então uma configuração, faça o seguinte:1. Após configurar a janela de Delay da maneira desejada, clique no botão Save As que se encontra nesta mesma janela.2. A janela Save Preset se abre: Digite o nome aqui.3. Em New preset name digite um nome para o efeito de Delay criado ou modificado por você.4. Clique em OK.5. Observe que o seu efeito passa a fazer parte dos padrões predefinidos presentes no item Preset. Portanto, para utilizá-lo novamente, basta abrir o novo arquivo e escolher o Preset criado.98 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 99. Efeito criado.6.3.4. Delay - Restaurando o Padrão Muitas vezes fazemos diversas experiências até encontrar a configuraçãode um efeito desejado, porém gostaríamos que ao finalizar tal tarefa o SoundForge voltasse a janela de Delay ao modo como foi previamente instalada.Para voltar à configuração padrão da janela Delay, faça o seguinte:1. Clique com o botão direito do mouse em uma área vazia da janela. Clique com o botão direito aqui.2. Um menu pop-up se abre: Clique aqui.3. Clique em Reset All com o botão esquerdo do mouse.4. Observe que a configuração padrão retorna.6.4. Pan - Criando Efeitos Panorâmicos Graficamente O Sound Forge possui uma ferramenta que permite criar efeitos panorâ-micos em arquivos estéreos de forma gráfica, facilitando muito o trabalho. Efeitos 99
  • 100. 6.4.1. Pan - Configurações Predefinidas O Sound Forge possui diversas combinações de Pan, que facilitammuito o trabalho do usuário. Para acessar as configurações predefinidas peloprograma, observe os seguintes passos: Clique aqui.1. Selecione o trecho em que deseja criar o Pan; caso contrário, o efeito será colocado em toda a música.2. Ative o menu Process. Clique aqui.3. Clique em Pan/Expand.4. A janela Pan/Expand é aberta: Clique aqui. Escolha aqui o tipo de Pan.5. Clique no item Preset no alto da janela.6. Clique sobre o tipo de Pan desejado.7. Ao lado de Show wave escolha a forma de onda que deseja ver, ou seja, a do canal esquerdo (Left channel), a do canal direito (Right channel) ou mixado (Mix channels). Clique aqui. Clique aqui.8. Clique em OK.9. Veja o exemplo do Right to left (exponential).100 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 101. Left Right10. Veja agora como ficou o arquivo Wave. Antes Depois6.4.2. Pan - Configurando Clique aqui.1. Selecione o trecho em que deseja criar o Pan; caso contrário, o efeito será colocado em toda a música.2. Ative o menu Process. Clique aqui.3. Clique em Pan/Expand. Efeitos 101
  • 102. 4. A janela Pan/Expand é aberta: Clique aqui. Clique aqui. Clique aqui.5. Deslize o Mouse até a linha horizontal no centro da tela.6. O Mouse se transforma em uma Mão. Clique e arraste o mouse até a posição desejada.7. Para regular a janela Pan/Expand, basta clicar sobre a linha horizontal que se encontra no Centro (Center), na posição desejada, e movê-la para cima ou para baixo para regular o efeito panorâmico.8. Em cada lugar que se clica, a linha passa a exibir um quadradinho para facilitar a manipulação. Veja no exemplo em seguida: Novo envelope de pontos.9. Para zerar a equalização, basta clicar no botão Reset Envelope.10. Quando terminar, clique em OK.102 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 103. 6.4.3. Pan - Salvando as Configurações Imagine que você esteja gravando várias faixas de um disco e devido àscaracterísticas específicas de cada faixa, você usou diferentes configurações dePan. No entanto, você gostaria de utilizar uma determinada configuraçãonovamente, pois a nova faixa possui as mesmas características de uma outra jágravada. Para salvar então uma configuração, faça o seguinte:1. Após configurar a janela de Pan/Expand da maneira desejada, clique no botão Save As.2. A janela Save Preset se abre: Digite o nome aqui.3. Em New preset name digite um nome para o efeito de Pan criado ou modificado por você.4. Clique em OK.5. Observe que o seu efeito passa a fazer parte dos padrões predefinidos presentes no item Preset. Portanto, para utilizá-lo novamente, basta abrir o novo arquivo e escolher o Preset criado. Clique aqui. Efeito criado6.5. Exercícios1. Qual efeito pode ser usado para simular um ambiente diferente do utilizado para a gravação?2. Qual efeito é conseguido mediante a combinação do som original com ele mesmo? Efeitos 103
  • 104. &Anotações________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________104 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 105. Plug-Ins DirectX 77.1. Organizando um Diretório de Favoritos conformeEscolha do Usuário Nas versões anteriores do Sound Forge, ele identificava todos osPlug-Ins DiretcX existentes no seu computador, mesmo de outros programas,e disponibilizava-os em vários menus DirectX. Esta não era uma boa opçãodevido a dificultar a identificação e localização do plug-in desejado. Por outrolado, nem todos os plug-ins localizados pelo Sound Forge funcionavamadequadamente nesta plataforma. O Sound Forge 6 trouxe uma novidade no tocante a permitir que vocêescolha quais plug-ins DirectX constarão no respectivo menu. Vamos ver comomontar esse menu com seus plug-ins favoritos.1. Inicialmente, o menu de plug-ins DX Favorites apresenta as seguintes opções:2. A primeira permite que você organize quais plug-ins deseja utilizar. Assim, se você tiver uma quantidade muito grande de plu-ins, não vai precisar procurá-los toda hora, portanto clique na opção Organize.3. Ao fazer isto, uma janela semelhante a explorar é aberta contendo um diretório Plug-Ins com dois subdiretórios: DirectX e DX Favorites: Plug-Ins DirectX 105
  • 106. 4. No subdiretório Plug-Ins estão todos os plug-ins DirectX que o Sound Forge encontrou no seu computador (no nosso caso, 133 plug-ins10).5. Para colocar os plug-ins desejados no diretório favoritos, basta selecionar os desejados e clicar com o botão direito do mouse sobre um deles. Ao fazer isto, um menu é aberto com a opção de acrescentar os arquivos nos DX Favoritos.6. Clique na opção Add to Favorites para que os plug-ins selecionados sejam acrescidos aos DX Favorites. Ao fazer isto, se você clicar no subdiretório DX Favorites, verá que os plug-ins selecionados fazem parte dele agora.10 Nem todos os plug-ins DX funcionam no Sound Forge. Alguns só funcionam para o programa ao qual foram criados.106 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 107. 7. Ao fazer isto, quando acessar novamente o menu DX Favorites, ele estará modificado segundo sua escolha.8. Você pode preferir separar os plug-ins por programa de origem. Se este for o caso, vá para o item seguinte.7.2. Organizando um Diretório de Favoritos de Acordocom seu Fabricante Você pode desejar organizar os plug-ins separando-os por fabricante ouprograma de origem. Isto é simples de fazer. Para tanto, acompanhe os seguin-tes passos:1. Se você já modificou alguma vez, como é o caso do item anterior, ao ativar o menu DX Favorites, ele estará modificado segundo sua escolha.2. Caso seja a primeira vez, ao ativar o menu DX Favorites, ele apresentará as seguintes opções:3. Em ambos os casos, clique na opção: Recreate by Plug-In-Name. Ao fazer isto, uma janela de advertência é aberta, como segue: Plug-Ins DirectX 107
  • 108. 4. Esta advertência está informando que todos os plug-ins serão removidos do subdiretório DX Favorites (não se preocupe, eles continuarão no diretório DirectX). Clique no botão Sim.5. Ao fazer isto e ativando novamente o menu DX Favorites, você terá os plug-ins separados conforme o programa de origem (primeira palavra en- contrada no plug-in). Os plug-ins que não pertencerem a um programa diferente específico ficarão separados (fora de um diretório).7.3. Removendo Plug-Ins do Diretório Favoritos1. Para remover um plug-in ou grupo de plug-ins, basta acessar o diretório DX Favorites e clicar na opção Organize. Ao fazer isto, a janela do explorar plug-ins é aberta, como segue:2. Para acessar o diretório DX Favorites, basta clicar duas vezes com o botão esquerdo do mouse com o cursor posicionado sobre ele. Ao fazer isto, esse diretório é aberto, como segue:108 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 109. 3. Para apagar, por exemplo, o diretório do Cakewalk, basta selecioná-lo e apertar a tecla delete do teclado do computador ou clicando com o botão direito do mouse com o cursor do mouse posicionado em cima do nome do diretório. Feito isto, clique na opção delete.4. Ao fazer isto, o diretório (folder) é eliminado.7.4. Criando Novos Subdiretórios para os Plug-Ins Você pode desejar criar diretórios específicos para seus plug-ins favoritos.O Sound Forge permite isto. Para tanto, observe as seguintes instruções:1. Acesse o diretório favoritos, conforme já visto nos itens anteriores. Vamos supor que a configuração atual seja a do item anterior (Removendo plug- -ins do Diretório Favoritos).2. Selecione o diretório no qual deseja criar novo folder (pasta ou sub- diretório), no caso, o DX Favorites.3. Clique com o botão direito do mouse com o cursor em cima do nome desse diretório. Plug-Ins DirectX 109
  • 110. 4. Clique na opção New Folder. Um novo diretório (Folder) é disponibili- zado.5. Dê um nome a este folder e pressione a tecla ENTER.6. Pronto, agora é só copiar plug-ins de uma pasta e colar na pasta criada, da mesma forma que se faz no Explorer do Windows.7.5. Exercícios1. O diretório de Plug-ins (favoritos) pode ser organizado de 2 maneiras. Quais são elas?110 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 111. Restauração: Obtendo o Melhor de Seu Áudio 08 O objetivo deste capítulo é permitir que o leitor, o profissional de áudio,possa utilizar o Sound Forge para tornar o som gravado digitalmente o maislimpo possível, sem com isto perder a qualidade timbral e acústica do som ori-ginal. O processo de edição, inserção de efeitos e masterização digital é limpo,sem interferências e inserção de ruídos, mas, infelizmente, o processo de grava-ção não é. Para capturar o som e armazená-lo em um sistema digital, a gravação estásusceptível a receber e incorporar ao sinal uma gama significativa de ruídosindesejáveis oriundos dos equipamentos envolvidos. Quanto menos profissionalfor o sistema, mais interferências e ruídos serão incorporados ao sinal de áudiogravado. Por outro lado, muitas vezes já possuímos um som gravado em fita casse-te, em disco de vinil ou mesmo em CD, cuja qualidade não atende a nossasexpectativas, portanto carece de significativos melhoramentos. Nessa hora oSound Forge mostra todo o seu poder, permitindo que sistemas caseiros e a-madores possibilitem ao profissional gerar produtos de alta qualidade. Assim, vamos nos preocupar, neste capítulo, em solucionar os problemasmais típicos os quais o profissional da área enfrenta no dia-a-dia. Existem duas situações possíveis quando você resolve utilizar o SoundForge para edição: ♦ Você ainda não possui o arquivo de áudio, portanto necessita gravá- -lo e processá-lo da melhor maneira possível; ♦ Você já possui um arquivo de áudio em uma mídia qualquer (CD, fi- ta cassete, disco de vinil, arquivo wave, mp3, etc.) e necessita tratá-lo para obter o melhor resultado possível. Em linhas gerais, para obter uma boa gravação, você deve seguir crono-logicamente algumas etapas: Restauração: Obtendo o Melhor de Seu Áudio 111
  • 112. 1. Abra um arquivo novo e escolha a Taxa de Amostragem, Resolução de bits e Número de Canais que melhor se adaptem ao áudio a ser gravado;2. Grave o sinal de áudio com a melhor relação Sinal/Ruído possível;3. Elimine o nível DC do sinal gravado;4. Remova picos de saturação que porventura ocorrerem;5. Elimine ruídos que porventura o sistema de gravação inserir no arquivo gravado. Aplique os efeitos, filtros, equalize, etc.;6. Normalize o sinal pela média e depois pelo valor de pico a 0 dB;7. Grave o resultado obtido no formato de saída desejado. Esta é uma dica simplificada, uma "receita de bolo" de como obter umbom resultado de uma gravação utilizando apenas sete passos simples.8.1. Retirar o Nível DC de um Arquivo Antes de o levarmos à loucura falando sobre detalhes excessivamentetécnicos, utilizando uma linguagem destinada a engenheiros eletrônicos e desom, é interessante que o leitor entenda os motivos de se desejar eliminar osníveis DC de um sinal de áudio. Para tanto, deveríamos iniciar nossa explicaçãofornecendo subsídios para que o leitor pudesse navegar em praias tranqüilasem um tema que parece ser simples, mas que se reveste de conceitos relevan-tes e importantes. Assim, um entendimento mínimo de como e por que eliminar níveis DCde um sinal passa pelo entendimento do que é o som, como é formado e comoele é percebido pelo ouvido humano. De posse desse conhecimento, o próxi-mo passo é conhecer o dispositivo eletromecânico responsável por transmitiraos nossos ouvidos o resultado sonoro do áudio trabalhado, ou seja, o alto--falante. Devido à relevância de tais conceitos, não apenas para este tópico, e paranão cansar aqueles que já conhecem o tema, aconselhamos que você leia oscapítulos 11 e 12, que tratam mais profundamente a teoria necessária. Para aqueles que optaram por não ler os capítulos aconselhados, redefi-nimos em seguida, simplificadamente, o que é o nível DC e o porquê de elimi-ná-lo do sinal de áudio a ser trabalhado. O nível DC é um sinal que se mistura ao sinal de áudio oriundo da fontede alimentação dos circuitos eletrônicos da placa de som, do computador e, emalguns casos, do microfone utilizado. Esse sinal, dependendo de sua amplitude,pode saturar o sinal de áudio e também dificultar ao alto-falante a reproduçãoadequada do arquivo sonoro.112 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 113. 8.1.1. Retirar o Nível DC Automaticamente Esta opção resolve a maioria dos casos e produz resultados bastante satis-fatórios.1. Abra o Sound Forge.2. Abra o arquivo do qual deseja eliminar o nível DC.3. Selecione o trecho do qual deseja retirar o nível DC. Se você não selecio- nar um trecho, a ferramenta será aplicada automaticamente em todo o arquivo. Se você gravou vários trechos em um mesmo arquivo, recomen- damos selecionar cada trecho independentemente e aplicar a ferramenta. Agora, se sua gravação foi realizada sem interrupções, não é necessário seleções de trechos independentes, pois a ferramenta será aplicada em todo o arquivo automaticamente, como dito anteriormente. Clique aqui. Clique aqui.4. Ative o menu Process.5. Clique em DC Offset.6. A janela DC Offset é aberta: Clique aqui. Clique aqui.7. Clique em Automatically detect and remove. Esta opção permite que o Sound Forge detecte e remova automaticamente o nível DC presente no arquivo. Recomendamos esta opção para a maioria dos usuários, pois ela é muito rápida, conseguindo um excelente resultado. Ao clicar no botão OK, primeiro a ferramenta varre todo o arquivo ou trecho selecionado, obtém os valores de nível DC para cada um dos canais (caso o arquivo seja estéreo) Restauração: Obtendo o Melhor de Seu Áudio 113
  • 114. e calcula a média desses valores. Em seguida aplica, automaticamente, valo- res de nível que cancelam os valores médios calculados. O valor médio de nível DC desejado para um arquivo é zero.8. Selecione a opção Compute DC offset from first 5 seconds only. Esta ferramenta procura o nível DC apenas nos 5 segundos iniciais do arquivo. Esta opção existe porque é um bom costume, ao se gravar um áudio qual- quer, deixar alguns segundos de silêncio gravados. Nesse "silêncio" estará contido todo o nível DC produzido pela placa de gravação, bem como os ruídos que não pertencem ao sinal a ser gravado. Caso você não selecione esta opção, o Sound Forge analisa todo o arquivo de som e computará um valor médio de nível DC para ser retirado. Reco- mendamos selecionar Compute DC offset from first 5 seconds only para a maioria dos casos. Você não deve selecionar esta opção apenas quando as ferramentas Mute, Insert Silence, Fade-In tiverem sido aplicadas no início do arquivo de som, ou quando o arquivo não tiver silêncio de gravação.9. Clique em OK.8.1.2. Retirar o Nível DC com Precisão1. Abra o Sound Forge.2. Abra o arquivo do qual deseja eliminar o nível DC.3. Selecione o trecho do qual deseja retirar o nível DC. Se você não sele- cionar um trecho, a ferramenta será aplicada, automaticamente, em todo o arquivo. Se você gravou vários trechos em um mesmo arquivo, recomen- damos selecionar cada trecho independentemente e aplicar a ferramenta. Agora, se sua gravação foi realizada sem interrupções, não é necessário se- leções de trechos independentes, pois a ferramenta será aplicada em todo o arquivo automaticamente, como dito anteriormente. Clique aqui. Clique aqui.4. Ative o menu Process.5. Clique em DC Offset.114 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 115. 6. A janela DC Offset é aberta: Clique aqui. Digite o valor com o sinal trocado aqui.7. Clique em Adjust DC Offset by (-32,768 to 32,767). Esta opção per- Clique aqui. mite que se estipule o quanto do nível DC você deseja retirar. Para isso, de- ve-se descobrir o quanto de nível DC o arquivo ou trecho possui. Veja os procedimentos em seguida.8. Feche a janela DC Offset, clicando no botão Cancel. Clique aqui.9. Ative o menu Tools.10. Clique em Statistics.11. A janela Statistics é aberta: Valores encontrados12. Anote os valores que estiverem na frente de Average value (DC offset), que correspondem ao valor médio de nível DC calculado para o arquivo ou trecho selecionado. Se o arquivo for estéreo, serão dois valores, um para Restauração: Obtendo o Melhor de Seu Áudio 115
  • 116. o canal esquerdo (Left channel) e outro para o canal direito (Rigth channel). Os valores de nível DC a serem anotados são os que estão fora do parênte- ses. Neste caso 7 para o esquerdo e 7 para o direito.13. Clique em OK para fechar a janela Statistics.14. O nível DC calculado para um arquivo deve ser eliminado para cada canal ou trecho de canal independentemente. Assim, selecione o trecho de um determinado canal, ou todo o canal caso tenha aplicado Statistics em todo o arquivo. Em seguida abra novamente a janela DC offset, como descrito anteriormente.15. Clique na opção Adjust DC offset by (32,768 to 32,767) e no espaço à frente digite, com sinal trocado, o valor do nível DC anotado para o canal que atualmente estiver selecionado. Por exemplo, se o valor de nível DC calculado para o canal esquerdo foi 7 e você estiver eliminando nível DC do respectivo canal, então deve digitar -7 para que o nível DC seja zerado.16. Clique em OK.17. Faça tudo novamente para o outro canal ou trecho do canal. Observação Habitue-se a retirar o nível DC de um arquivo de áudio imediata- mente após sua gravação, antes de processá-lo com qualquer outra ferramenta de edição.8.2. Eliminando Ruídos Esta é uma opção para "hobistas" ou para profissionais que estão semtempo e querem mostrar um demo de seu trabalho. Apesar de muitas vezespromover bons resultados, soluções automáticas nem sempre serão a melhoropção para qualquer trabalho. Vamos apresentar como tratar o áudio por in-termédio do Plug-in Sonic Fondry Noise Reduction DX 2.0, portanto vocêdeve instalá-lo para acompanhar as explicações deste capítulo. Eliminar ruídos de um sinal é uma providência a ser tomada antes de a-plicar efeitos, equalizar, normalizar, editar e masterizar o sinal de áudio. Antesde adentrarmos na redução ou eliminação de um ruído, devemos entender ediferenciar ruído de sinal e obter uma boa relação entre eles. Para isto aconse-lhamos que você olhe o capítulo 10. Resumidamente, podemos conceituar sinal e ruído da seguinte forma: ♦ Sinal: é o som que desejamos trabalhar e reproduzir. ♦ Ruído: é todo sinal indesejado associado ao sinal de áudio.116 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 117. 8.2.1. Eliminando Ruídos - Configurações Predefinidas O Noise Reduction disponibiliza inicialmente alguns ajustes dos parâme-tros da janela pré-programados de forma que o usuário não tenha que se preo-cupar com o que fazer. Se você é este usuário, observe os seguintes passos:1. Ative o menu DX Favorites (organizado por nome: Recreate by Plug in Name).2. Clique na opção Sonic Foundry - Noise Reduction. Clique aqui.3. A janela Sonic Foundry Noise Reduction é aberta. Clique aqui. Escolha um modelo aqui.4. Clique na barra Preset.5. Se você possui um computador lento (com velocidade igual ou inferior a 233 MHz), a opção automática que melhor lhe convém é a Default for slow computers (250 ms auto-capture). Nesta configuração basta clicar em OK para que o Noise Reduction faça todo o trabalho para você. Antes de clicar em OK, verifique se o resultado lhe agrada, clicando no botão Preview. Caso não lhe agrade, escolha a opção Default for slow computers a qual disponibiliza os ajustes manuais.6. Se você possui uma máquina rápida (algo superior a 500 MHz), a melhor opção automática é Default for fast computers (250 ms auto-capture). Novamente, antes de clicar em OK, verifique se o resultado lhe agrada, cli- cando no botão Preview. Caso não lhe agrade, escolha a opção Default for fast computers a qual disponibiliza os ajustes manuais. Restauração: Obtendo o Melhor de Seu Áudio 117
  • 118. 7. Após escolher o Preset desejado, clique no botão OK.8. Você pode criar seus próprios Presets. Para tanto, após configurar todos os parâmetros e antes de clicar em OK, clique no botão Save as.9. A janela Save Preset é aberta.10. Dê um nome ao seu Preset.11. Quando quiser utilizá-lo novamente, basta clicar no campo de Preset da janela Noise Reduction e selecioná-lo.8.2.2. Eliminando Ruídos Simplificadamente1. Selecione um trecho que possua ruído e do qual você deseja ver tal ruído eliminado. Se não selecionar nenhum trecho, o Sound Forge retira o ruído na música toda, o que, muitas vezes, pode não ser o desejado.2. Ative o menu DX Favorites (organizado por nome: Recreate by Plug in Name).3. Clique na opção Sonic Foundry - Noise Reduction. Clique aqui. Clique aqui.4. A janela Sonic Foundry Noise Reduction é aberta, como segue:118 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 119. Escolha um valor entre 05 e 35 dB. Clique aqui.5. No item Reduce noise by (off to 100 dB), escolha um valor entre 05 e 35 dB. Se você escolher valores superiores a estes, o som resultante do áu- dio soa metalizado. Isto se dá devido à eliminação excessiva de sinais de al- ta freqüência presentes no espectro de sinal do áudio. Se você detectou um ruído, por exemplo, de -40 dB, conseguirá uma resposta melhor se eliminar 20 dB de ruído e repetir o processo para mais 20 dB do que utilizar o redu- tor com eliminação de 40 dB de uma só vez.6. Selecione a opção Automatic capture timeout e escolha um valor entre 0,45 e 5 segundos.7. Clique no botão Preview para ouvir o resultado antes de clicar no botão OK.8. Clique em OK. Observação Ruídos abaixo de -70 dB não precisam ser eliminados, pois são perfei- tamente aceitáveis.8.2.3. Eliminando Ruídos - Personalizando Para configurar os controles básicos de redução de ruído, acompanhe osseguintes passos:1. Ative o menu DX Favorites (organizado por nome: Recreate by Plug in Name).2. Clique na opção Sonic Foundry - Noise Reduction. Restauração: Obtendo o Melhor de Seu Áudio 119
  • 120. Clique aqui. Clique aqui.3. A janela Sonic Foundry Noise Reduction é aberta.4. É hora de definir os valores dos controles. Veja quais são: ♦ Reduce noise by (Off to 100 dB): Valor em dB a ser aplicado à redu- ção do ruído. Este é o slider de controle da redução de ganho aplicada ao barulho. Assim, conforme visto no capítulo 10 sobre sinal e ruído, uma redução de 20 db provoca uma atenuação no ruído em 90% (-20 dB). O valor aconselhado para uma redução sem efeitos colaterais é algo entre 10 e 20 dB, principalmente quando utilizamos o modo de redução de ruído simplificado, mostrado logo a seguir, ou na configu- ração automática para máquinas lentas. É sempre melhor eliminar ruídos com tal faixa de valor, amostrá-lo no- vamente e repetir o processo até que o resultado lhe agrade. Desta for- ma você evita que o sinal de áudio seja sensivelmente modificado pela eliminação de ruídos.120 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 121. ♦ Noise bias (dB) -20 dB a 20 dB: Esse slider controla o nível de rejeição de ruído. Ele permite que o usuário faça um ajuste fino de quanto ruído será eliminado. Funciona de forma semelhante a mover a envoltória de pontos do Noiseprint para cima ou para baixo. Apesar de o ajuste do slider em 0 dB ser eficiente para a maioria dos casos, o fabricante suge- re mudar este valor entre -6 dB e 6 dB para que o resultado seja o me- lhor possível. Você pode alterar esses valores enquanto o Preview esti- ver rodando e escolher o melhor deles. Valores acima de 0 dB fazem com que o Noise Reduction tire ainda mais ruído do arquivo. Conseqüentemente, valores abaixo de 0 dB fa- zem com que o Noise Reduction retire menos ruído do que o progra- mado. Assim, valores muitos baixos implicarão na não-retirada do ruído existente.Observação Como o Noise bias e o Reduce noise by são independentes, reco- mendamos que você faça os ajustes neles enquanto escuta o Preview para encontrar um ponto cuja qualidade lhe agrade. Não utilize o Noise bias com valores pequenos (menores que -6 dB) quando utilizar redução de ruído no modo 0. Ao fazer isto, podem sur- gir uns gorjeios no resultado sonoro do áudio. ♦ Reduction Type (Modo 0, Modo 1, Modo 2 ou Modo 3): Essa janela drop down possui quatro algoritmos diferentes para redução de ruídos. Geralmente o modo 2 atende bem à maioria dos casos. Dizemos geral- mente porque sempre existirá uma condição fora dos padrões normal- mente encontrados em situações típicas do dia-a-dia do profissional de áudio. Esta é mais uma opção para os artistas da área que gostam de testar várias opções antes de concluir qual a melhor forma de tratar seu sinal. Todos os modos utilizam o Noiseprint para determinar a elimina- ção do ruído, mas cada um utiliza um algoritmo ligeiramente diferente. Assim, como cada áudio gravado possui, também, características dife- rentes, aconselhamos que você testes todos os modos e, ao mesmo tem- po, modifique o Noise bias e o Reduce noise by até encontrar o me- lhor ajuste. Não se desespere se modos diferentes não pareça causarem nenhuma diferença. Quando isto acontecer, escolha qualquer um deles. Modo 0: Este modo é excelente quando os ruídos são de baixa intensi- dade. Entretanto, ele é mais susceptível a causar flange (sons como falar com bolhas) e outros efeitos como o de metalização do sinal audível quanto se utiliza uma grande redução em dB ou um valor de Noise Restauração: Obtendo o Melhor de Seu Áudio 121
  • 122. bias baixo. Este modo utiliza o mesmo algoritmo da versão original do Noise reduction. Modo 1: é similar ao modo 0. A diferença é que ele elimina menos ruí- do do que o modo zero, e assim causa menos efeitos colaterais no sinal de áudio do arquivo ao eliminar o ruído dele. Modo 2: é o modo padrão. Ele reduz ainda menos ruído do que o mo- do 1 e, conseqüentemente, do que o modo 0. Desta forma, ele produz ainda menos efeitos colaterais no arquivo sonoro. Modo 3: é o que menos causa efeito colateral, causando um resultado mais natural no áudio resultante da eliminação do ruído. Por outro lado, em alguns casos, pouco ruído é eliminado. Como se pode ver, os modos variam na quantidade de ruído que será eliminada do áudio. Cada sinal permitirá que mais ou menos ruído seja retirado sem que o sinal original seja alterado significativamente. Não existe uma receita de bolo de qual modo esco- lher. Talvez com o tempo e muita experiência você adquira um felling de qual combinação de modo, bi- as e reduce utilizar a cada tipo de sinal. ♦ Attack Speed (1 to 100): Determina quão rapidamente o algoritmo do Noise reduction reagirá em regiões sem ruído em que, de repente, ele aparece. Valores pequenos (resposta lenta) podem remover (não consi- derar) mudanças bruscas no sinal original (transientes rápidos). Por ou- tro lado, valores elevados (respostas rápidas) podem causar cliques ou outros ruídos quando o sinal tiver regiões com ataques rápidos de sinal. Novamente, você deve testar vários valores enquanto escuta o Preview para escolher a opção que mais lhe agrade. Aconselha-se utilizar o valor default (padrão) de 50 para a maioria dos casos. Quando utilizar um número superior a 2.048 pontos para a FFT, valores maiores de Attack speed geralmente produzem um melhor resultado. ♦ Release Speed (1 to 100): Este comando determina quão rápido o al- goritmo do Noise reduction reagirá em regiões ruidosas, em que, de repente, o ruído deixa de existir. Valores elevados para a velocidade de release (desligamento, liberação) podem fazer com que o algoritmo cor- te finalizações de sinais em regiões de queda gradual (fade out). Aconselha-se utilizar o valor default (padrão) de 50 para a maioria dos casos. Quando utilizar um número superior a 2.048 pontos para a FFT, valores maiores de Release speed geralmente produzem um melhor re- sultado.122 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 123. ♦ High-shelf start frequency (500 t0 15,000 Hz): Geralmente, após a e- liminação de ruídos, o som resultante perde em brilho, ou seja, as altas freqüências são atenuadas. Ao ativar esse filtro, esta opção, você estará dando um reforço para as altas freqüências, compensando a perda delas na eliminação do ruído. O valor escolhido para esse filtro, após habili- tado, indica a freqüência a partir da qual o algoritmo deve reforçar. Ao selecionar o campo do High-shelf start Frequency, o sistema disponi- biliza um novo slider logo abaixo dele, o qual permite ao profissional escolher o ganho que deve ser dado à faixa de freqüência escolhida. Os valores de ganho vão de -20 dB (redução) a 20 dB (amplificação). ♦ High-shelf gain (-20 to 20 dB): Esta opção só fica ativa quando a op- ção High-shelf start frequency estiver selecionada. Ela é usada para determinar o valor da amplificação ou atenuação de altas freqüências no algoritmo de redução de ruídos. ♦ FFT Size (128 to 16.384): FFT = Fast Fourrier Transform (Transformada Rápida de Fourrier). Essa transformada é a ferramenta utilizada pelo Noise Reduction e pelo Sound Forge para determinar o espectro de um sinal. Quanto maior o número de pontos utilizado para a análise, melhor, mais preciso, será o resultado do espectro obtido. Para fazer a análise do sinal, ela não é feita em todo ele, pois demandaria um tempo excessivo de cálculo e um grande número de pontos a ser processado. A solução para agilizar o processo é pegar trecho por trecho do sinal desejado até cobri-lo. Esta técnica é denominada windowing ou jane- lamento. Esse janelamento determina a precisão da análise de freqüên- cias do Noiseprint. Assim, FFT Size determina o número de pon- tos, de amostras, do sinal que será levado em conta no cálculo do espectro do ruído (Noi- seprint). Um número de pontos de 2.048 é suficiente para a maioria dos casos, permi- tindo um processamento mais rápido. Valores maiores (máximo de 16.384 pontos) deman- darão mais tempo de processamento (nada que seja realmente significativo para as má- quinas de hoje acima de 800 MHz).Observação Cada vez que alterar o número de pontos, você deve recapturar o Noiseprint. Restauração: Obtendo o Melhor de Seu Áudio 123
  • 124. ♦ Overlap (67% to 90%): Este controle determina como o janelamento deve ocorrer. Ele indica o grau de sobreposição de janelas, ou seja, uma janela seguinte pega parte da janela anterior para uma análise mais pre- cisa, sem transições bruscas. Quanto menor o Overlap, menos sobrepo- sição existirá entre janelas, diminuindo o número de cálculos utilizados na captura do Noiseprint. Por outro lado, um valor maior indica um maior número de janelas, mas garante uma análise mais precisa. Novamente a escolha recai na velocidade com que você deseja ver os resultados de seu trabalho. Valores de Overlap acima de 75% resultam em um longo processo de espera. Neste caso, se você não possuir bas- tante tempo e/ou uma supermáquina, não ultrapasse esse valor, o qual é plenamente satisfatório para a maioria das situações. ♦ Keep residual output: Esta opção permite que você escute o que re- almente está eliminando com o Noise Reduction. Ao selecioná-la e cli- car em preview, em vez de escutar o sinal com o ruído eliminado, o sistema mostra apenas o ruído que está eliminando. Desta forma, se vo- cê escutar sinal junto com o ruído, pode ter certeza que está eliminando um pouco do áudio que deveria ser preservado. Neste caso, modifique alguns parâmetros já apresentados até que escute apenas ruído com esta opção ativada.5. Após configurar a janela da melhor maneira, clique no botão Preview para ouvir o resultado antes de clicar no botão OK.6. Após terminar, clique em OK para aplicar o recurso de restauração do ruí- do.8.2.4. Filtros x Redutor de Ruídos O que diferencia os filtros passa-faixa, passa-alta e passa-baixa do plug-innoise reduction? Se formos olhar o que cada um faz, ou seja, reduzir a ampli-tude de determinadas freqüências de um dado sinal, em nada difere um dooutro. A diferença está na forma como cada um realiza esta tarefa. Assim, umfiltro elimina faixas de freqüências do espectro do sinal de acordo com valoresde amplitude preestabelecidos pelo usuário. Com base nesses valores, o filtroelimina do áudio as freqüências com as intensidades programadas. Isto poderesultar em uma sensível modificação do timbre dos instrumentos e sons exis-tentes no arquivo sonoro. O plug-in redutor de ruídos também faz isto, ou seja,elimina freqüências com intensidades preestabelecidas.124 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 125. A diferença entre as duas ações é que na ferramenta de redução de ruído,o sistema faz uma análise do espectro do ruído existente no arquivo sonoro(Noiseprint) e elimina do arquivo apenas as freqüências com respectivas am-plitudes existentes no espectro do ruído. Assim, se o ruído for constante emtodo o arquivo (motivo pelo qual incentivamos o profissional a conhecer e re-gistrar o ruído de seu sistema), apenas o ruído será eliminado do áudio, man-tendo as características timbrais do sinal em questão. Se aplicarmos o Noise Reduction para retirar mais ruído do que existeno sinal, o valor excedente requerido implicará na eliminação, também, de umaparcela do sinal. Assim, se utilizado corretamente, o Sound Forge conseguedistinguir sinal de ruído e eliminá-lo adequadamente.8.2.5. Eliminando Ruídos - Noiseprint Noiseprint é uma "fotografia" do espectro do sinal do ruído. Conhe-cendo o Noiseprint, é possível escolher se deseja eliminar todas as freqüênciasdo espectro do ruído, ou se deseja eliminar apenas algumas parciais. Decidir oque será retirado do ruído é uma característica avançada, ideal para usuáriosque já possuam experiência no processo automático. Observação A análise do Noiseprint permite ao profissional conhecer os níveis máximos de ruídos existentes e assim saber exatamente qual nível de ruído retirar, evitando também retirar faixas do espectro do sinal. Não se preocupe, pois neste item abordaremos as duas formas de utilizaro Noiseprint: automaticamente e de forma personalizada. A escolha, portanto, de quais freqüências manter no ruído e que níveis deamplitude devem ser eliminados não é uma tarefa trivial e, desta forma, quasenão é utilizada pela maioria dos usuários. O que se pode afirmar é que ela ébastante útil em várias situações, como quando se está trabalhando em trilhas debateria, em que o som do chimbal muitas vezes é eliminado parcialmente naeliminação dos ruídos. Assim, mantendo as parciais do espetro do ruído coinci-dentes com as do chimbal, estamos preservando-o. Só o tempo e a experiência profissional de cada um determinarão o quefazer em cada caso. 8.2.5.1. Capturando o Noiseprint A primeira providência para eliminar precisamente ruídos do sinal é co-nhecer bem o ruído existente, ou seja, conhecer seu espectro de sinal, isto é, asfreqüências existentes nele com respectivas amplitudes. Para isto, observe osseguintes passos: Restauração: Obtendo o Melhor de Seu Áudio 125
  • 126. 1. Marque a região que contenha o ruído que deseja eliminar. Geralmente é escolhida a região de silêncio no começo ou no fim do arquivo gravado.2. Ative o menu DX Favorites (organizado por nome: Recreate by Plug-in Name).3. Clique na opção Sonic Foundry - Noise Reduction. Clique aqui. Clique aqui.4. A janela Sonic Foundry Noise Reduction é aberta. Clique aqui. Clique aqui.5. Clique na opção Capture noiseprint e ative a janela de captura do Noise- print.6. A janela de captura do Noiseprint é aberta.126 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 127. Clique aqui.7. Para capturar o Noiseprint, clique no botão Preview e aguarde até que o sistema faça a análise do sinal e discrimine seu espectro. Quando ele termi- na esta etapa, o espectro é mostrado no grid da janela. O espectro do sinal é mostrado conforme taxa de amostragem escolhida para o arquivo quando ele foi gravado.8. Note que o resultado obtido é um espetro de sinal em um gráfico em que temos a freqüência na horizontal e a amplitude em dB na vertical. Assim, não será necessário eliminar qualquer freqüência que possua amplitude in- ferior a -70 dB, já que tais valores não são significativos à audição humana. Restauração: Obtendo o Melhor de Seu Áudio 127
  • 128. 9. Observe que o espectro está envolto por vários pequenos quadradinhos. À união desses quadradinhos damos o nome de envelope de pontos cuja quantidade é definida no campo Fit size . A quantida- de de pontos do envelope é significativa para o resultado obtido na redu- ção do ruído. O sistema constrói o envelope de pontos um pouco acima do valor médio do ruído (uns 3 dBs acima da curva média). Observação Todas as freqüências que estiverem abaixo do envelope de pontos serão eliminadas; conseqüentemente, todas as que estiverem abaixo não o serão.10. Como configuração básica, o sistema mostra o espectro do sinal do ruído pelo seu valor médio. Caso deseje ver o valor de pico de cada freqüência, basta clicar no campo de escolha entre valor de pico (Peak) e valor médio (Average). Observe que na opção Peak, o pico do sinal muitas vezes ultra- passa a envoltória de pontos. Os valores que ultrapassam não serão elimi- nados, ou seja, o ruído é eliminado pela média. Para eliminar esses picos, deve-se mudar a envoltória de lugar.11. O controle da envoltória é útil para que seja possível controlar quanto do sinal será afetado na eliminação do ruído. Existem casos em que gostaría- mos apenas de eliminar ruídos de alta freqüência. Nestes casos, basta ape- nas colocar a envoltória de pontos abaixo do espectro de ruído para as fre- qüências que não desejamos eliminar e deixar a envoltória de pontos bem acima das freqüências que desejamos eliminar. O exemplo seguinte faz com que apenas ruídos abaixo de 8720 Hz sejam eliminados. Para enfatizar esta ocorrência, escolhemos uma redução de 70 dB de ruído nas regiões sele- cionadas (o que não é uma decisão usual).128 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 129. 8.2.5.2. Eliminando Ruídos por meio da Envoltória de Pontos1. Vamos utilizar um arquivo com apenas ruído.2. Ative o menu DX Favorites (organizado por nome: Recreate by Plug in Name).3. Clique na opção Sonic Foundry - Noise Reduction. Clique aqui. Clique aqui.4. A janela Sonic Foundry Noise Reduction é aberta. Envoltória de pontos. Quantidade de pontos. Restauração: Obtendo o Melhor de Seu Áudio 129
  • 130. 5. Capture o Noiseprint com, por exemplo, 64 pontos.6. O primeiro passo é selecionar o espetro na faixa de freqüência que deseja manter, ou seja, que você não quer eliminar. Vamos, por exemplo, manter as freqüências abaixo de 6.891 Hz e eliminar os ruídos apenas acima deste valor. A seleção é feita da seguinte forma: ♦ Coloque o cursor do mouse no cruzamento da linha zero dB com a co- luna da freqüência desejada, no caso 6.891 Hz. ♦ Aperte o botão esquerdo nesse ponto e arraste o cursor do mouse até o cruzamento da linha -120 dB com a coluna 0 Hz. Estes pontos ficarão em vermelho.7. Desloque a seleção para baixo do espectro do sinal de ruído. Para isto, a- companhe os seguintes passos: Envoltória movida.130 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 131. ♦ Coloque o cursor na região dos pontos selecionados até que ele vire uma mãozinha. ♦ Clique com o botão esquerdo nesse ponto e arraste a envoltória de pon- tos para baixo o máximo possível.8. Observe que a envoltória dos pontos (quadradinhos) foi deslocada para baixo.119. O segundo passo é selecionar a região de espectro que deseja eliminar, ou seja, acima de 6.891 Hz.10. A seleção é feita da seguinte forma: ♦ Coloque o cursor do mouse no cruzamento da linha zero dB com a co- luna da freqüência desejada, no caso 6.891 Hz. ♦ Aperte o botão esquerdo nesse ponto e arraste o cursor do mouse até o cruzamento da linha -120 dB com a última coluna, no caso 11.025 Hz.11. Mude a opção de visualização do espectro do ruído para Peak (valor de pico). Você verá que muitos picos ultrapassarão a envoltória de pontos, o que é normal. Para garantir que serão eliminados, devemos deslocar a en- voltória de pontos acima desses picos. A figura seguinte mostra a janela com a opção valor de pico (Peak). Valor de pico superior à en- voltória. Clique com o botão direito aqui.11 Toda a envoltória de pontos abaixo da envoltória do espectro do sinal não é eliminada pelo Noise Reduction. Restauração: Obtendo o Melhor de Seu Áudio 131
  • 132. 12. Para uma melhor visualização e um trabalho mais preciso, aconselhamos ampliar a região selecionada. Isto é feito da seguinte forma: ♦ Clique com o botão direito numa área da janela sem sinal. ♦ Um menu Pop-up é aberto. Clique aqui. ♦ Clique na opção Zoom Selection.13. A janela se modifica, passando a exibir apenas a região selecionada.14. Existem duas maneiras de excluir os ruídos da região selecionada: 14.1. Movimentando toda a envoltória de pontos: desloque toda a região selecionada acima dos valores de pico, conforme explicado anterior- mente. O resultado é mostrado na figura seguinte.132 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 133. Envoltória de pontos movida. Note que a envoltória não acompanha o espectro do ruído fielmente. Isto implica que, além do ruído, um pouco do sinal para essa faixa de freqüência também será eliminado. Isto acontece devido à elimi- nação de ruídos ser feita pela envoltória de pontos e não pelo espec- tro do ruído.14.2. Movimentando ponto a ponto da envoltória: esta opção garante uma melhor precisão na eliminação do ruído. Com ela podemos construir uma envoltória que seja mais fiel ao espectro do ruído na região que desejamos eliminar. Para isto observe os seguintes passos: ♦ Clique com o botão direito numa área da janela sem sinal. Clique aqui. ♦ Um menu Pop-up é aberto. ♦ Clique na opção Reset Selection, eliminando assim a seleção dos pontos, permitindo movimentá-los individualmente. ♦ Para mover um ponto da envoltória, basta colocar o cursor no ponto desejado e, quando o cursor se transformar em uma mão- zinha, aperte o botão esquerdo do mouse sobre ele, arraste-o até o ponto desejado e solte o botão. Movimente desta forma todos os pontos necessários de modo que a envoltória de pontos seja a mais fiel ao espectro possível. A janela do item 10, trabalhada ponto a ponto, fica da seguinte maneira: Restauração: Obtendo o Melhor de Seu Áudio 133
  • 134. ♦ Neste processo é possível eliminar pontos de onde julgar neces- sário ou acrescentá-los. Para criar pontos, basta clicar sobre a linha no local desejado com o botão esquerdo do mouse. Para excluir pontos, clique com o botão direito sobre o ponto (quadradinho) desejado.15. Clique no botão OK para aplicar a redução e fechar a janela do Noise Reduction.16. Para ver o resultado, entre novamente no plug-in Noise Reduction e re- capture o Noiseprint para a mesma região. Você verá que o ruído se man- teve na região escolhida e na outra ele foi sensivelmente eliminado. É importante esclarecer que não é o ruído representado por seu espectro de freqüências que será eliminado do arquivo de áudio, e sim o espectro for- mado pela envoltória de pontos criada pelo sistema e modificada por você. Assim, quanto mais precisa for essa envoltória, ou seja, quanto mais ela se parecer com o espectro do ruído, melhor será o resultado obtido. Desta forma, quanto maior for o número de pontos da envoltória, mais ela será coincidente com o espectro do sinal. Antes de iniciar o exemplo, vamos ver algumas observações pertinentes: ♦ A escolha do Fit size define o quanto de ruído e de sinal será eliminado do arquivo sonoro ao se aplicar o Noise Reduction. Dependendo da sua escolha, você pode, indesejavelmente, retirar freqüências do sinal origi- nal que modificarão o timbre da voz ou do instrumento existente no ar- quivo. Lembre-se que o timbre é formado pelo somatório de diversas fre- qüências e é esse timbre que diferencia um instrumento musical de outro, uma voz de outra.134 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 135. ♦ O modo como o timbre é formado é único para cada pessoa ou instru- mento. Desta forma, se você retirar uma parcela significativa dessas fre- qüências do sinal quando for eliminar o ruído, estará comprometendo o resultado esperado, ou seja, você terá um sinal sem ruído, mas sem qua- lidade. Sendo assim, você deve estar consciente do que está fazendo an- tes de retirar o ruído do arquivo. Para entender melhor o que ocorre com uma má escolha do Fit size, va-mos adotar dois pontos para o contorno do sinal (ruído), conforme figura se-guinte: Restauração: Obtendo o Melhor de Seu Áudio 135
  • 136. A figura mostra o espectro do ruído (região 1) e a envoltória com doispontos abrangendo as regiões 2 e 1. O que podemos afirmar, em uma primeiraanálise, é que nem todo o espectro de freqüência do ruído é significativo, jáque a partir de 4.135 Hz (marcado no gráfico) a amplitude do ruído é menorque -90 dB (inaudível até para os ouvidos mais exigentes). O Noise Reduction elimina todas as freqüências com respectivas ampli-tudes que estiverem abaixo da envoltória. Quando utilizamos dois pontos, queé o caso deste exemplo, a envoltória é uma reta (região 2). Se utilizarmos aconfiguração mostrada na figura, o Sound Forge (o Noise Reduction) eliminado sinal (do áudio em questão) todas as freqüências abaixo da reta da envoltó-ria de acordo com o valor especificado por você na redução do ruído. Isto sig-nifica que, praticamente não existindo ruído após 4.135 Hz, o noise retira fre-qüências de voz e instrumentos que existirem no arquivo sonoro em questão.Sendo assim, os timbres das vozes e instrumentos que possuírem tais freqüên-cias serão sensivelmente alterados. Partindo desta análise e deste exemplo, concluímos que o número depontos da envoltória é relevante e deve ser levado em consideração. 8.2.5.3. Menu Pop-up da Janela Noiseprint Ao clicar com o botão direito do mouse no Grid da janela do Noise-print, um menu pop-up é aberto, conforme a figura seguinte: Menu pop up Clique aqui.136 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 137. O significado de cada comando é mostrado na tabela seguinte:Zoom Selection: Após selecionada uma região de pontos, clicando nesta opção o sistema vai ampliá-la para facilitar sua visua- lização.Zoom Out Full: Esta opção restitui a janela sem zoom, mostrando todo o espectro do ruído.Grab/Pan: Esta opção só é disponibilizada quando você tiver uma região ampliada. Neste caso, como a região ampliada ocupa toda a janela, esta ferramenta permite que você desloque o espectro ampliado para a esquerda ou para a direita de forma que você possa visualizar outras regiões do espectro.Normalize dB: Esta opção permite que você veja o espectro em tela cheia. Assim, se o maior ruído for de -50 dB, o sistema passa a mostrar o gráfico apenas entre -120 dB e 50 dB, ampliando o espectro e envoltória de pontos para uma melhor visualização.Add Point: Esta opção faz com que um novo ponto seja criado no lugar em que você clicou na janela para ativar Add Point. Um procedimento mais controlável é ampliar a envoltória de pontos e clicar com o botão esquerdo do mouse em cima da linha no ponto em que deseja inserir um ponto novo.Reset Selection: Desfaz a seleção que estiver ativada.Select All Ctrl+A: Esta opção seleciona toda a envoltória de pontos.Logarithmic: Esta opção mostra o gráfico do espectro de forma logarít- mica. De outra forma, o gráfico é mostrado linearmente.Line Graph: Esta é uma das formas de mostrar o gráfico do espectro do sinal. Com esta opção, o gráfico será formado por uma linha fina. Line Graph Line Graph Ampliado Restauração: Obtendo o Melhor de Seu Áudio 137
  • 138. Bar Graph: Nesta opção o gráfico é mostrado em forma de barras, permitindo visualizar a freqüência exata do espectro. Bar Graph Bar Graph AmpliadoFiled Graph: Esta visualização corresponde à Line Graph preenchida. Não aconselhamos esta opção, pois alguns drivers de placa de vídeo não a mostrarem corretamente. Filed Graph Filed Graph Ampliado8.3. Restaurando o Sinal Saturado Este item se preocupa em mostrar como restaurar um sinal que possuaclipagens em alguns pontos. Estando de posse do arquivo de áudio aberto ougravado no Sound Forge, a primeira providência é verificar se ele não clipou(saturou). Caso tenha ocorrido clipagem, o ideal é gravar novamente o áudioem questão. Se esta medida não for possível de ser realizada, como, por exemplo, nocaso de os músicos da banda já não se encontrarem no estúdio, só resta umasolução que é utilizar uma ferramenta de restauração dedicada a este fim. Estaferramenta existe e vem associada ao plug-in Sonic Fondry Noise ReductionDX 2.0, a qual, depois de instalado o plug-in corretamente, se aloca no menuDirectX com o nome de Sonic Foundry Clipped Peak Restoration.138 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 139. 8.3.1. Restaurando o Sinal Saturado - ConfiguraçõesPredefinidas Quando ocorre saturação (clipagem) no sinal de áudio, ampliando com alupa, fica achatado no ponto de clipagem, acarretando ruídos e distorção nosom produzido. Esta ferramenta procura eliminar da melhor maneira possível aclipagem ocorrida de tal forma que o sinal resultante não apresente distorçõesou cliques audíveis. Observação Esta ferramenta só funciona para pequenas clipagens. Quanto o sinal está fortemente distorcido, ela pouco ajuda no processo. Neste caso, você terá que refazer a gravação. Sinal clipado Sinal restaurado O Sound Forge já vem com diversos Presets, facilitando muito o traba-lho do usuário. Para acessar as configurações predefinidas pelo programa, a-companhe os seguintes passos:1. Ative o menu DX Favorites (organizado por nome: Recreate by Plug in Name).2. Clique na opção Sonic Foundry - Clipped Peak Restoration. Clique aqui. Clique aqui.3. A janela Sonic Foundry Clipped Peak Restoration é aberta: Restauração: Obtendo o Melhor de Seu Áudio 139
  • 140. Clique aqui. Escolha um modelo de restauração aqui.4. Clique no item Preset, no alto da janela. Esta ferramenta possui alguns va- lores predeterminados de restauração que atendem bem à maioria dos ca- sos. Clique sobre uma das opções: ♦ — 3 dB with limiter: elimina a clipagem e reduz todo o áudio (ou região selecionada) em 3 dB, aplicando uma compressão no volume de tal forma a prevenir novos clipes. ♦ — 6 dB with limiter: elimina a clipagem e reduz todo o áudio (ou regi- ão selecionada) em 6 dB, aplicando uma compressão no volume de tal forma a prevenir novos clipes. ♦ Default all parameters: restaura os parâmetros iniciais de fábrica, que equivalem a — 3 dB with limiter sem Enable Post-Limiter e Crossfa- de edges selecionados.5. Clique no botão OK para aplicar a ferramenta.8.3.2. Restaurando o Sinal Saturado - Personalizando1. Ative o menu DX Favorites (organizado por nome: Recreate by Plug-in Name).2. Clique na opção Sonic Foundry - Clipped Peak Restoration. Clique aqui. Clique aqui.3. A janela Sonic Foundry Clipped Peak Restoration é aberta:140 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 141. 4. Mude os comandos definidos em seguida: ♦ Attenuation: arraste o Slider para atenuar o sinal e dar uma margem de trabalho na reconstrução dos picos clipados. ♦ Limiting: clique no botão Preview para que você possa testar as configurações da janela antes. O resultado será mostrado no indicador de clipagem Limiting. ♦ Enable Post-Limiter: clicando no quadrinho em branco, você não precisa presetar nenhuma atenuação. Esta ação já garante uma margem de trabalho para o reconstrutor de picos. Esta seleção provoca uma compressão do sinal, evitando futuras clipagens. ♦ Crossfade edges: clicando no quadrinho em branco, você garante uma suavização nas bordas da região clipada de tal forma a evitar cliques o- riundos do processo de restauração. Esta opção,quando selecionada, permite que pequenas regiões de clipagem sejam restauradas com uma qualidade melhor, facilitando o trabalho artístico artesanal dos grandes mestres.5. Após configurar a janela da melhor maneira, clique em OK. Restauração: Obtendo o Melhor de Seu Áudio 141
  • 142. 8.4. Exercícios1. Resumidamente o que quer dizer Nível DC?2. Qual Plug-in deve ser instalado para que se possa eliminar ruídos?142 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 143. Restaurando o Som de Discos de Vinil e Fitas Cassetes 09 Utilizando as ferramentas de redução de ruído apresentadas no capítulo8, você pode perfeitamente restaurar o som de qualquer mídia. Infelizmenteesta é uma tarefa demorada e demanda uma boa sensibilidade artística e muitoconhecimento técnico. Foi pensando nisto que o pessoal da Sonic Foundryincluiu no plug-in do Noise reduction duas ferramentas muito úteis parafacilitar a vida de quem quer restaurar sons de discos de vinil. Neste capítulo vamos abordar como obter os melhores resultados em taisrestaurações utilizando estas ferramentas, portanto você deve instalar o plug-inSonic Foundry Noise Reduction DX 2.0 para acompanhar os próximospassos.9.1. Eliminando Clicks e Crakles Um click é um som trincado; um crackle é umsom de crepitar. Obter o melhor resultado ajustando osdiversos parâmetros (logo veremos cada um) não é umatarefa fácil. Desta forma, o Click and Crackle Removaldisponibiliza inicialmente seis Presets para o usuário.Experimente cada um deles. Se o resultado lhe agradar,não precisa fazer mais nada. Caso contrário, você teráque realizar o trabalho manualmente. A figura ao ladomostra um sinal que possui tipicamente clicks ecrackles. Repare que é bem fácil detectar a existênciadeles. O plug-in de remoção foi desenvolvido para eli-minar esses picos de curta duração. Outros ruídos de- Cliques evem ser eliminados pelo Noise Reduction. crackles. Restaurando o Som de Discos de Vinil e Fitas Cassetes 143
  • 144. 9.1.1. Eliminando Clicks e Crakles Automaticamente1. Selecione um trecho do qual deseja retirar os Clicks; caso contrário, o Sound Forge vai procurá-los automaticamente e eliminá-los da música em lugares que você pode não achar conveniente.2. Ative o menu DX Favorites configurado como Recreate by Plug-In Name (se não o fez, faça agora, basta clicar nesta opção e clicar Yes para tudo).3. Clique em Click and Crackle Removal. Clique aqui. Clique aqui.4. A janela Sonic Foundry Click and Crackle Removal é aberta: Clique aqui.5. Clique no campo de Preset para abrir o menu de opções. Clique aqui. Escolha um modelo aqui.6. Escolha um dos Presets e clique em Preview. Se o resultado não lhe agradar, selecione outro Preset e repita o procedimento. De uma forma geral, o preset Click Removal 2 é o indicado para a maioria dos casos se você tiver uma máquina com velocidade superior a 200 MHz. Se ao realizar o Preview o som começar a gaguejar, utilize o Preset Click Removal 1.144 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 145. 7. Se nenhum Preset lhe agradar, você deve ajustar os parâmetros manual- mente. Para facilitar, escolha o Preset que melhor lhe agradou e comece a modificar os comandos a partir dele.8. Ao terminar, clique em Ok.9.1.2. Eliminando Clicks e Crakles Manualmente1. Selecione um trecho do qual deseja retirar os Clicks; caso contrário, o Sound Forge vai procurá-los automaticamente e eliminá-los da música em lugares que você pode não achar convenientes.2. Ative o menu DX Favorites configurado como Recreate by Plug-In Name (se não o fez, faça agora, basta clicar nesta opção e clicar Yes para tudo).3. Clique em Click and Crackle Removal. Clique aqui. Clique aqui.4. A janela Sonic Foundry Click and Crackle Removal é aberta:5. Ajuste os valores de cada campo para obter o melhor resultado. A seguir, mostraremos o significado de cada um. ♦ Sensitivity (1 to 20): Esta opção determina o quão sensível será o algoritmo aos clicks e crackles do sinal. Com valores abaixo de 10 so- mente os clicks e crackles proeminentes serão eliminados. Entre 10 e 17, Restaurando o Som de Discos de Vinil e Fitas Cassetes 145
  • 146. pequenos clicks também serão eliminados. Acima de 17, praticamente qualquer click e crackle será eliminado. Escolha os valores escutando um Preview para saber o que está fazendo. ♦ Click shape (1 to 8): Esta opção permite ao usuário escolher o tipo de click que deve ser detectado. Valores entre 4 e 6 quase sempre identi- ficam os clicks e crackles normalmente existentes em sons de discos de vinil. Valores acima de 6 permitem a identificação de pequenos clicks de alta frequência (pulsos mais estreitos). Valores abaixo de 4 permitem a identificação de clicks de baixa freqüência (pulsos mais largos). ♦ Max click size (0.1 to 3.0): Esta opção permite a definição do maior pulso que será detectado pelo algoritmo como sendo um click ou crackle. Na maioria dos casos, o valor limite de 3 milissegundos é repre- sentativo para clicks e crackles normais. Pequenos valores de ajuste fazem com que o sistema só elimine clicks e crackles de curta duração. Este é um bom procedimento quando no sinal de áudio existirem sons de instrumento de bateria, os quais produzem pulsos de poucos milis- segundos. Um valor de Max click size igual a 1 milissegundo previne que o sistema elimine rápidos ataques de bateria nos pratos e caixas. Quando você utiliza valores baixos (menor que 2 milissegundos), o sistema, antes de eliminar os clicks, divide o sinal em partes de ruído e de sinal, aplicando o algoritmo apenas onde há sinal. Esta escolha deve ser feita para quem tem máquinas mais velozes do que 200 MHz. Mes- mo assim, como o algoritmo produzirá um trabalho intenso, é possível que você não consiga escutar o resultado no Preview enquanto o plug- in trabalha. ♦ Noise level: High - São utilizados para máquinas lentas. Para esses valores o sistema não se preocupa em separar sinal de ruído. Com esse valor o sistema, entretanto, pode causar efeitos colaterais em freqüên- cias mais graves do espectro do sinal. Medium e Lo - Nestas opções, para máquinas mais velozes do que 200 MHz, o algoritmo separa regiões de ruído de regiões de áudio, removendo os clicks apenas da região de áudio. Estas opções produzem menos efeitos colaterais (Lo menos que Medium).146 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 147. ♦ Remove low frequency rumble: Ao habilitar esta opção, freqüências abaixo de 30 Hz serão removidas do sinal. Esta atitude facilita ao algorit- mo de remoção detectar os clicks e crackles mais eficientemente. Se para você este fator de corte não for significativo, deixe-o sempre ativado. ♦ Keep residual output: Ao habilitar esta opção, somente o som que está sendo removido fica audível. Isto permite ao usuário determinar quão preciso está sendo o algoritmo na detecção dos clicks e crackles e, tam- bém, se ele não está removendo partes do sinal que você deseja manter.6. Para retirar a quantidade correta, devem-se escolher os valores adequados para cada comando e clicar no botão Preview para ver o resultado que irá obter. Ativando e desativando Bypass, você pode comparar o resultado com o arquivo original.7. Quando estiver satisfeito com o trabalho, clique em Ok.9.2. Restaurando o Som de Discos de Vinil Para os amantes da simplicidade e do pouco esforço, a Sonic Foundrydesenvolveu uma ferramenta poderosa para, sozinha, permitir a restauração dossons dos discos de vinil. Ela não consegue resolver todos os problemas, mas,na maioria dos casos em que isto acontece, ela serve como um bom pré--processamento para utilização de outras ferramentas, tais como o Noisereduction e o Click and crackle removal. Tenha em mente que nenhuma restauração será perfeita. Se você limpardemais os clicks e ruídos, fatalmente seu áudio perderá o brilho e algumasnuances que diferenciam os instrumentos musicais acústicos dos eletrônicos.Assim, procure não abusar da ferramenta de restauração para eliminar todos osriscos e chiados. Procure tornar o resultado o mais agradável possível, preser-vando a qualidade e os timbres dos instrumentos de seu áudio original.9.2.1. Restaurando o Som de Discos de Vinil Automaticamente Esta opção resolve a maioria dos casos e produz resultados bastantesatisfatórios.1. Abra o arquivo contendo o áudio do disco de vinil que você deseja restaurar.2. Ative o menu DX Favorites configurado como Recreate by Plug-In Name (se não o fez, faça agora, basta clicar nesta opção e clicar Yes para tudo). Restaurando o Som de Discos de Vinil e Fitas Cassetes 147
  • 148. 3. Clique na opção Vinyl Restoration. Clique aqui. Clique aqui.4. A janela do Sonic Foundry Vinyl Restoration é aberta: Clique aqui. Clique aqui.5. Escolha o Preset e clique em Preview para ouvir o resultado.6. Ao terminar, clique em OK.9.2.2. Restaurando o Som de Discos de Vinil Manualmente O Vinyl Restoration possui seis opções de controle. A seguir, vamos vero que cada uma faz e como configurá-las: ♦ Click removal amount (1 to 20): Esse Slider controla a quantidade de clicks e pops que serão removidos do áudio no tocante à sua duração (sua largura de pulso). Se escolhermos o valor igual a 1, isto significa que apenas clicks com pulsos largos serão eliminados. Por outro lado, um valor de 20 significa que tanto pulsos largos quanto estreitos (transientes) serão detectados e eliminados. A regra geral, que se aplica à maioria dos casos, é que valores inferio- res a 3 fazem com que o algoritmo de restauração quase nunca detecte clicks, já que clicks geralmente são de curta duração. Valores acima de 18, por outro lado, identificam clicks inexistentes. Assim, a escolha do valor deve normalmente ficar entre 3 e 18 na maioria dos casos.148 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 149. ♦ Reduce noise by (Off to 100): Este comando controla a quantidade de ruído que deve ser eliminada do sinal. Um valor igual a 0 indica que ne- nhum ruído deve ser eliminado. A escolha do valor igual a 100 indica que o algoritmo deve eliminar o máximo de ruído que conseguir detectar. O ideal é utilizar valores entre 6 e 20 dB. Valores dentro desta faixa evitam que o áudio seja prejudicado, ou seja, que freqüências do sinal musical sejam afetadas. É importante ressaltar que a eliminação do ruído de fundo depende dos valores escolhidos para Affect frequencies above e com amplitudes abaixo do Noise floor value, os quais serão vistos logo em seguida.♦ Affect frequencies above (100 to 10,000 Hz): Este comando deter- mina ao algoritmo qual faixa de freqüência será afetada na eliminação de ruídos. Se o resultado do Preview mostrar uma queda significativa do brilho do som, isto indica que freqüências do espectro mais elevadas estão significativamente sendo eliminadas. Neste caso, a solução é diminuir o valor escolhido ou modificar os valores do Reduce noise by setting e/ou o Noise floor.♦ Attack speed (1 to 20): O Attack speed determina quão rapidamente o algoritmo do Noise reducition reagirá em regiões sem ruído em que, de repente, ele aparece. Valores pequenos (resposta lenta) podem remover (não considerar) mudanças bruscas no sinal original (transientes rápi- dos). Por outro lado, valores elevados (respostas rápidas) podem causar cliques ou outros ruídos quando o sinal tiver regiões com ataques rápidos de sinal. Você deve testar vários valores enquanto escuta o Preview para escolher a opção que mais lhe agrade.♦ Release speed (1 to 20): Este comando determina quão rápido o algoritmo do Noise reduction reagirá em regiões ruidosas em que, de repente, o ruído deixa de existir. Valores elevados para a velocidade de release (desligamento, liberação) podem fazer com que o algoritmo corte finalizações de sinais em regiões de queda gradual (fade out).♦ Noise floor (-Inf. to -40 dB): Este comando determina o nível mínimo de sinal que pode ser considerado como ruído. Na maioria dos casos, valores entre -60 dB e -90 dB. Restaurando o Som de Discos de Vinil e Fitas Cassetes 149
  • 150. 9.2.3. Restaurando o Som de Discos de Vinil - Salvando asConfigurações Imagine que você esteja gravando várias faixas de um disco e devido àscaracterísticas específicas de cada faixa você usou diferentes configurações derestauração. No entanto, você gostaria de utilizar uma determinada configura-ção novamente, pois a nova faixa possui as mesmas características de umaoutra já gravada. Para salvar então uma configuração, faça o seguinte:1. Após configurar a janela de Sonic Foundry Vinyl Restoration da maneira desejada, clique no botão Save As.2. A janela Save Preset se abre: Digite o nome aqui.3. Em New preset name digite um nome para a nova configuração criada ou modificada por você. Clique em OK.4. Observe que a nova configuração passa a fazer parte dos padrões predefinidos presentes no item Preset. Portanto, para utilizá-lo novamente, basta abrir o novo arquivo e escolher o Preset criado. Clique aqui. Clique aqui. Se após a restauração do áudio do vinil ainda persistirem ruídos indese-jáveis, utilize o plug-in Noise Reduction para melhorar o resultado desejado.Se você é uma pessoa que possui paciência e uma boa dose de arte, aconse-lhamos escolher um Reduce noise by igual a 0, o que implica em nenhumaretirada de ruído, e trabalhar a eliminação dele utilizando o Noise Reduction.O resultado, sem dúvida alguma, será muito melhor.9.3. Exercícios1. A ferramenta Click and Crackle Removal possui quantos Presets?2. Qual é a ferramenta utilizada para restaurar Vinil?150 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 151. Notas Musicais e Timbre 10 A notação musical tradicional (CPN - Commom Practice Notation) é umatentativa de reproduzir, de uma forma gráfica, um conjunto de eventos contí-nuos no tempo.10.1. Notas Musicais Nota musical é definida pelo número de repetições de uma forma deonda do espectro sonoro audível em um segundo. Musicalmente falando, é umsinal gráfico que representa a altura e a duração dos sons musicais. O número de repetições de uma forma de onda por segundo é definidocomo freqüência do sinal, que é dada em Hertz (Hz).10.1.1. Semitom A relação entre a freqüência de uma nota musical e a próxima nota naescala temperada12 é denominada de semitom. Matematicamente, a distânciaem freqüência entre semitons é dada por: 1 12 12 2 =2 ≈ 1,0594630943512 A escala temperada é a utilizada no mundo ocidental. Ela possui doze nomes de notas: dó, dó# (ou réb), ré,ré # (ou mib), mi, fá, fá# (ou solb), sol, sol# (ou láb), lá, lá# (ou sib) e si. Notas Musicais e Timbre 151
  • 152. Como exemplo, podemos calcular a freqüência da nota Lá# partindo dafreqüência conhecida da nota Lá utilizada como diapasão (padrão de afinaçãodos instrumentos temperados). Assim, se a nota diapasão Lá é igual a 440 Hz, temos que o Lá# é igual a440 x 1,05946309435 = 446,164 Hz. A figura seguinte ilustra um teclado de piano com as nomenclaturasutilizadas para grafar as notas musicais. Em que: Lá = A, Si = B, Dó = C, Ré = D, Mi = E, Fá = F e Sol = G As notas musicais se repetem a cada doze notas. A cada conjunto de dozenotas denominamos de uma oitava. Assim, a cada oitava acima, a freqüência deuma dada nota musical dobra e, descendo uma oitava, a freqüência da mesmanota cai pela metade. Isto pode ser demonstrado pela forma de calcular asfreqüências da escala temperada mostrada anteriormente. Sem querer cansar o leitor com cálculos matemáticos complicados, ademonstração de como isto ocorre é simples. Veja só: partindo de umadeterminada freqüência de uma nota musical, a próxima nota será calculadatomando como base o valor da freqüência dessa nota multiplicado por1,05946309435 (ou por 21/12 se preferir). Para calcular a freqüência de uma nota uma oitava acima (a mesma notasó que mais aguda), deve-se repetir o processo de multiplicação doze vezes, ouseja:NotaFinal = NotaInicial x 21/12 x 21/12 x 21/12 x 21/12 x 21/12 x 21/12 x 21/12 x 21/12 x 21/12 x 21/12 x 21/12 x21/12 Observação Da matemática temos que para multiplicação de valores de mesma base (no caso, a base é 2), conserva-se a base e somam-se os expoentes (no caso, o expoente é 1/12). (12 x 1/12) NotaFinal = NotaInicial x 2 (12/12) NotaFinal = NotaInicial x 2 1 NotaFinal = NotaInicial x 2 NotaFinal = NotaInicial x 2. Ou seja: A NotaFinal (uma oitava acima) é igual a duas vezes aNotaInicial.152 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 153. Vimos, portanto, que a nota musical uma oitava acima de qualquer notapossui sua freqüência multiplicada por dois13. De forma análoga, uma nota umaoitava abaixo possui a metade de sua freqüência14. Assim, se a nota Lá diapasão possui uma freqüência de 440 Hz, a nota Láuma oitava acima possui uma freqüência de 880 Hz e uma oitava abaixo possuifreqüência de 220 Hz. A figura seguinte ilustra um teclado de piano com as notas Lá em váriasoitavas. A figura seguinte mostra em destaque uma oitava musical, no piano, comas duas nomenclaturas mais usuais com respectivos sustenidos e bemóis15 .10.2. Timbre Muitas pessoas confundem a nota musical com seu timbre. Notas etimbres representam fenômenos completamente diferentes. Observe que aoouvir uma música qualquer, você consegue distinguir a linha melódica execu-tada por diferentes instrumentos musicais, mesmo aqueles de mesma família,como é o caso do piano e cravo, do violão e guitarra elétrica e da flauta doce ea flauta transversal.13 Você pode, também, utilizar uma calculadora para verificar esta conta. Basta multiplicar a freqüência da nota por 1,0594631, 12 vezes.14 É importante conhecer estas particularidades, já que este tópico pretende mostrar como modificar a síntese de um timbre, o qual reproduzirá as referidas notas musicais.15 # (sustenido) eleva a nota um semitom, ou seja, uma nota acima da nota de mesmo nome, e b (bemol) abaixa a nota um semitom, ou seja, uma nota abaixo da nota de mesmo nome. Notas Musicais e Timbre 153
  • 154. Em várias situações é comum ter cada um desses instrumentos tocando amesma nota musical, ou seja, uma mesma freqüência sonora. Mesmo assim,conseguimos perceber todos os instrumentos. Concluímos, portanto, que ape-nas a freqüência da nota musical não é um dos parâmetros que permitem aoouvido humano distinguir os instrumentos musicais de uma dada música. As-sim, devem existir outros parâmetros que permitem ao ouvido humano separar,distinguir as notas musicais de cada instrumento musical de uma determinadamúsica. Esses novos parâmetros existem e podem ser qualificados, quantizados emodificados. Eles dependem basicamente dos aspectos construtivos (formato,volume) e dos materiais utilizados para construção dos instrumentos musicais(verniz, madeira, metais, tipos de corda, palheta, etc.). Eletronicamente, pode-mos modelar as características acústicas desses instrumentos simulando seusformantes16. Estes fatores definem o que chamamos de TIMBRE. Simplifica-damente podemos resumir estes fatores em dois, sendo eles:10.2.1. Conjunto das Parciais Harmônicas17 do Sinal Sonoro Praticamente todo timbre (o oboé é uma das exceções) possui umafreqüência predominante que indica a nota musical que ele está reproduzindo.A esta freqüência predominante definimos como freqüência fundamental danota musical do timbre. O instrumento gera outras freqüências de amplitudemenor que se somam à freqüência da nota. Esse somatório de freqüências é umaspecto relevante na modificação do timbre dos instrumentos. Essas freqüências extras são denominadas de freqüências harmônicas, asquais são múltiplas da freqüência fundamental. Assim, quando estamos eqüali-zando uma música, eliminando ruídos, etc., estamos, ao mesmo tempo, modifi-cando seu conteúdo harmônico, principalmente ao filtrarmos ruídos de média ealta freqüências. Ao fazermos isto, podemos perceber facilmente a modificaçãodo timbre do instrumento original. Ao cortarmos as altas freqüências, o som dos instrumentos passa a soarmais "metalizado" e sintetizado. Como exemplo desta afirmação, se cortarmosas freqüências das notas de uma flauta transversal acima de 12.000 Hz,perderemos a percepção do sopro produzido pelo intérprete. Isto faz com queo som seja mais puro, mas o torna irreal, artificial, mais eletrônico.16 Formantes, de uma forma simplista, são os fatores que formam o som, tais como: caixa de ressonância, verniz, palheta, material utilizado, etc.17 Harmônicos são freqüências múltiplas da freqüência da nota musical.154 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 155. 10.2.2. Envelope Sonoro O envelope sonoro de uma nota musical de um determinado timbretambém muda de um instrumento para o outro. Ele também depende deaspectos construtivos do instrumento e das características da execução deles.Assim, temos instrumentos que após a nota ser tocada demoram mais tempoque outros para parar de soar; temos instrumentos cujo som começa mais baixoe aumenta lentamente; com outros ocorre o inverso, enfim, possuem particu-laridades que acabam por determinar, juntamente com as harmônicas, o timbredo instrumento. De uma forma geral, podemos definir estas características comoenvelope sonoro que é composto de: ADSR - Attack, Decay, Sustain eRelease. ♦ Ataque: Tempo no qual o volume do som atinge seu valor máximo ao ser executada uma nota musical nele. ♦ Decaimento: Tempo no qual o volume máximo volta a níveis normais. ♦ Sustentação: Tempo no qual o valor normal do volume é mantido estável. ♦ Término (Release): Tempo em que o volume passa da condição normal para mudo. A figura seguinte ilustra três exemplos de instrumentos acústicos com asregiões de ADSR. Envelopes sonoros da nota Lá 440 Hz. Devido à natureza quase periódica do som dos instrumentos musicaismelódicos, que é o caso dos exemplos, seus sons podem ser descritos comoum somatório de um número finito de ondas senoidais, mas, como não sãoperfeitamente periódicos, as amplitudes de freqüências de cada harmônicopodem variar temporalmente e de forma independente umas das outras. Cadainstrumento possui um envelope sonoro característico não só nos transientes deADSR, como também na altura (freqüência) do som emitido. Assim, cada notade um instrumento acústico possui um conteúdo harmônico diferente. Uma boasíntese eletrônica de instrumentos musicais deve levar isto em consideração. Resumindo: temos que o conteúdo harmônico (espectro de freqüências)e o envelope sonoro das notas musicais emitidas por um instrumento musicalqualquer definem seu padrão timbral que o caracteriza. O timbre de uma nota Notas Musicais e Timbre 155
  • 156. em um determinado instrumento é dado pela amplitude relativa de parciais(freqüências harmônicas) específicas. Como exemplo, temos que em umclarinete acústico real, os harmônicos ímpares têm amplitude relativa maior queos pares, enquanto no violino acontece o inverso.10.3. Exercícios1. O número de repetições de uma forma de onda por segundo é definido como?2. O que significa ADSR?156 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 157. Sinal e Ruído 11 Antes de entender o que seja sinal e ruído, é importante conceituar som esua formação.11.1. Som É o movimento organizado de moléculas ou pressão do ar causada porum meio vibrante o qual provoca uma sensação auditiva. Quando um corpo se move para frente e para trás em um meio quepossua moléculas, por exemplo, de ar, em uma determinada faixa de veloci-dade, ele produz uma onda de moléculas que produz um efeito físico perce-bido pelo ouvido, o qual é denominado de onda sonora. Essas ondas, portanto, em uma faixa restrita de velocidade, causam noouvido humano e nos animais uma sensação denominada por nós de som. Fora da faixa audível, as ondas sonoras continuam a existir, mas não sãoconscientemente percebidas pelo ouvido humano18. Apesar disto, elas podemser percebidas por outros animais ou até mesmo sentidas pelo nossoorganismo, podendo até causar mal-estar, sangramentos nasais ou, até mesmo,não causar sensação nenhuma. Os efeitos do som dependerão da velocidade(freqüência) e da potência sonora (volume) com que o som é transmitido. Além dos malefícios desses sons em faixas inaudíveis (e até em faixasaudíveis), eles também são utilizados em equipamentos médicos (ultra-som),em processos de cura e em várias outras áreas tecnológicas.18 Cada animal, e o homem é um, percebe o som em determinadas e diferentes faixas de freqüên- cias e intensidades. Sinal e Ruído 157
  • 158. Não se preocupe, pois vamos ver alguns exemplos esclarecedores quetornem estas poucas e traumatizantes linhas mais digeríveis e, quem sabe, atéinteressantes.11.2. Exemplos do Processo de Formação do SomExperimento 1: O que foi dito pode ser observado com o auxílio, por exemplo, de umventilador. Arranje um e siga este procedimento: 1. Ligue o ventilador. 2. Altere a sua velocidade. 3. Observe que a cada velocidade de rotação você perceberá um som. Quanto mais lenta for a rotação dele, mais grave será o som percebido; quanto mais rápido, mais agudo19 (esta expe- riência depende da potência de seu ventilador).Experimento 2: Amarre uma borracha (certifique que amarrou de forma segura) na pontade um cordão com uns 50 cm de comprimento. 1. Comece a girar o cordão cada vez mais rápido (cuidado para não atingir ninguém). 2. Ao atingir uma determinada velocidade, você começará a perceber um som cada vez mais agudo, quanto maior a velocidade de rotação. Zuuiimm !!!Analisando os dois experimentos:1. Esses sons são percebidos porque um corpo está se movimentando periodicamente a uma certa velocidade, vibrando o ar ao seu redor.2. Quando o movimento alternante e repetitivo atinge determinadas veloci- dades (denominaremos daqui por diante de freqüência), nosso ouvido co- meça a transmitir uma sensação que denominamos de som.19 Este efeito pode ser observado em aeroportos quando se ligam as turbinas de um avião a jato.158 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 159. 3. Se você efetuar esta experiência em um local que não possua moléculas para vibrar, o som não será gerado. Isto pode ser comprovado no vácuo (ausência de ar). Assim, basta virar um astronauta para realizar com sucesso esta experiência, já que no espaço entre os corpos celestes predomina o vácuo. Esta afirmação pode parecer, a princípio, não ser verdade, já que os filmes de ficção científica insistem em mostrar sons de extrema potência e qualidade produzidos pelas naves e pelos tiros executados por estas no espaço (no espaço não existem ar e, portanto, som). Este é um absurdo com o qual temos que conviver. O ser humano é também capaz de produzir sons (pela boca) através davibração de suas cordas vocais. Nós possuímos um complexo sistema decontrole das vibrações de nossas cordas vocais, que permite imitar sonscomplexos e variados.Experimento 3: Vamos agora utilizar o ventilador e o homem com suas cordas vocaispara comprovarmos a transmissão do som através do movimento das moléculasexistentes no ar.1. Ligue o ventilador em uma determinada velocidade.2. Afaste-se dele e cante ou fale continuamente alguma coisa.3. Aproxime-se gradativamente e frontalmente dele, continuando a produzir o som do item 2. Você verá que ele começa a ser distorcido. Isto ocorre por- que o ventilador está desorganizando, distorcendo o movimento das molé- culas de ar movimentadas por sua corda vocal e misturando o som produ- zido por ele ao produzido por você. Você pode até utilizar este efeito para gravar algumas músicas utilizando uma voz mais metalizada. Experimente. Notamos que as condições do meio alteram o resultado sonoro. Aconse-lhamos uma leitura sobre alto-falantes para entender finalmente como é oprocesso da reprodução desse som eletromecanicamente. Vamos agora apren-der a reconhecer sinal e ruído.11.3. Sinal e Ruído É muito importante saber diferenciar sinal de ruído e manter uma relaçãosinal/ruído suficientemente elevada de tal forma que se possa tratar um sinal deáudio com a melhor fidelidade e qualidade possíveis. Este tópico procura tornarsimples estes conceitos e capacitar o profissional a manipulá-los com seguran-ça: o sinal e o ruído. Separar sinal de ruído é semelhante à parábola do joio e do trigo.Quando os dois estão do mesmo tamanho, é praticamente impossível distingui--los; portanto, ao eliminar o joio, podemos estar, sem perceber, eliminando Sinal e Ruído 159
  • 160. trigo ao mesmo tempo. Para eliminar o joio do trigo, devemos deixar que elecresça e se diferencie do trigo. No caso do áudio, não conseguimos separar o ruído do sinal, mas,mesmo assim, podemos eliminá-lo quando o volume de ruído for bem inferiorao volume do áudio. A solução é deixar o sinal de áudio suficientemente maisforte (com mais volume) do que o ruído para que possamos diferenciar,quantizar e eliminar os ruídos.11.4. Definindo Sinal e Ruído Simplificadamente podemos conceituar sinal e ruído da seguinte forma: ♦ Sinal: é o som que desejamos gravar, trabalhar e reproduzir. ♦ Ruído: é todo som indesejado associado ao sinal de áudio.11.5. Ruídos de Ambiente ♦ Uma conversa que vaza na gravação pode ser considerada um ruído; ♦ O som da respiração de um locutor; ♦ Um latido; ♦ Uma sirene; ♦ Demais sons correlatos também. Este tipo de ruído, ou seja, sons externos ao ambiente de gravação,devem ser eliminados com a utilização de um local de gravação que isole seusistema deles, como, por exemplo, os populares aquários20.11.6. Ruídos que não Dependem do Ambiente e doIsolamento Acústico ♦ Ruído gerado pelo microfone; ♦ Ruído gerado nos cabos e conectores das placas e sistema; ♦ Ruído do sistema alimentador de energia do estúdio; ♦ Ruído das fontes de alimentação do computador e placas de aquisição;20 Aquário é um local acusticamente isolado de forma a impedir que sons externos a ele sejam captados pelos instrumentos (microfones,...) utilizados no local de gravação.160 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 161. ♦ Outros ruídos correlatos; ♦ Estes tipos de ruído, por melhor que seja o seu estúdio, sempre exis- tem e devem ser eliminados por meio de programas especialistas destinados a este fim. Assim, assegure-se de possuir uma versão atualizada dos plug-ins que constantemente são melhorados, tornando cada vez mais o processo de eliminação de ruídos uma ação automá- tica, que pouco dependa do conhecimento técnico mais profundo do operador do estúdio (em situações mais comuns, é claro).11.7. Ruídos que Podem Ser Eliminados pelo NoiseReduction21 ♦ O ruído que vamos, posteriormente, aprender a eliminar do sinal22 é aquele provocado pelo próprio sistema de gravação e pelo sistema energético alimentador (ruídos de respiração também são facilmente eliminados). ♦ Este tipo de ruído é misturado (somado) ao sinal de áudio por meio dos circuitos eletrônicos de seu computador, da placa de som, dos equipamentos eletrônicos utilizados, da rede de alimentação de energia, etc. ♦ Nestes casos, não há providências acústicas ou técnicas de locução que evitem que ocorram. ♦ Os ruídos causados por esses equipamentos não possuem qualquer significado, acrescentando ao áudio chiados, zumbidos, roncos, etc.11.8. Analisando o Nível Máximo de Ruído da Gravação Descobrir o quanto de ruído sua placa de som, seu computador e omicrofone (ou outro instrumento) estão inserindo em uma gravação de áudio émuito simples e imprescindível. Para tanto, acompanhe os seguintes passos:1. Caso esteja utilizando um microfone, conecte-o na placa de som (pode ser também uma guitarra, gravador, etc.).2. Deixe o microfone ligado (caso tenha botão de liga e desliga) e abafe-o com um pano para que não capte nenhum som externo. Coloque o volume de entrada do microfone no mixer de seu computador para 70% do valor máximo.21 Sonic Fondry Noise Reduction DX 2.0.22 Veja o item: Eliminando ruídos. Sinal e Ruído 161
  • 162. 3. Se for um gravador ou guitarra, coloque no volume zero. Se eles estiverem conectados na entrada line in (aconselhado nestes casos), coloque o volume do mixer de seu computador, para line in, em 70%.4. Se estiver gravando direto de um CD, o procedimento é o mesmo.5. Abra um novo arquivo no Sound Forge e ponha-o para gravar por uns 5 segundos, utilizando inicialmente um microfone. Clique aqui para abrir um novo arquivo.6. Escolha Sample rate de 44.100, Bit-depth de 16 e Channel Stereo.7. Configure a Placa de Som para a gravação por meio do Microfone (veja o item: Gravando com o microfone).8. Se preferir, pode abrir um arquivo novo para gravação clicando no botão Record localizado na barra de ferramentas Transport. Clique aqui.9. Ao fazer isto, a janela Record é aberta. Clique aqui.10. Clique no botão New, localizado na parte superior direita da caixa Record, para criar uma nova janela de dados com atributos personalizados. Clique aqui. Atributos162 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 163. 11. A janela New Window é aberta: Taxa de amostragem. Tamanho da amostragem. Quantidade de canais.12. Escolha Sample rate de 44.100, Bit-depth de 16 e Channel Stereo.13. Clique em OK.14. Volta-se à janela Record. Selecione a opção DC adjust e clique no botão Calibrate para minimizar automaticamente qualquer nível DC gerado pela placa de som durante o processo de gravação.15. Clique no botão Record para iniciar a gravação com o Microfone.16. Cante, fale ou toque ao microfone por 5 segundos.17. Quando quiser parar a gravação, clique no botão Stop.18. Clique no botão Close, localizado na parte superior da janela Record.19. Com este procedimento você acabou de gravar o ruído produzido pelo seu sistema de gravação. Isto ocorreu porque não havia nenhum sinal sendo gravado (os volumes dos equipamentos estavam zerados e o microfone abafado). O resultado da gravação, portanto, é o ruído total produzido pelo sistema de gravação (computador, placas, microfone, etc.).20. Salve esse arquivo para posterior consulta, quando necessário for.21. No diretório escolhido (crie um especialmente para isto), dê um nome ao arquivo, como, por exemplo: ruído_com_microfone.wav. Desta forma será fácil lembrar o que contém o arquivo.22. Pronto! Você já possui uma amostra total de ruído produzido pelo sistema utilizando um determinado microfone.23. Zere o medidor de nível de sinal (Play Meters) clicando no valor que ele marca logo abaixo da janela do medidor. Sinal e Ruído 163
  • 164. 24. Reproduza o trecho selecionado e observe os níveis do ruído na régua do medidor enquanto o ruído é reproduzido. Na parte Pico máximo superior da régua fica armazenada a maior amplitude (valor) de ruído do trecho, em Clique aqui unidades de decibéis. No exemplo ao lado (nos dois o valor máximo do ruído foi de 25,5 dB valores) para negativos no canal direito e de 21,3 dB zerar o negativos (-21,3) no canal esquerdo. medidor.25. Feito isto, já conhecemos o nível de ruído.26. Neste momento já estamos prontos para entrar com o sinal e ajustar o volume dele para obter uma boa relação sinal/ruído.27. Repita o processo para os outros equipa- mentos que você normalmente utiliza, co- mo o CD Player, etc.28. Neste momento já estamos quase prontos para entrar com o sinal e ajustar o seu volume para obtermos uma boa relação sinal/ruído. Assim, após conhecer o valor do ruído de seu sistema, você pode utilizá-lo para garantir uma boa relação sinal/ruído na gravação de seu áudio.11.9. Relação Sinal/Ruído Ter uma boa relação sinal/ruído significa que devemos possuir umaamplitude de sinal significativamente superior à amplitude do ruído. Vamos, aseguir, analisar três figuras:1. Uma figura contendo ruído causado por uma placa de áudio de baixa qualidade (bastante ruidosa).164 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 165. 2. Figura contendo apenas sinal.3. Figura com sinal e ruído. Sinal Ruído ♦ Observe o quão diferente é um sinal de áudio em relação ao sinal de ruído. O sinal de áudio possui uma envoltória devido à informação que contém, bastante diferente da envoltória de um sinal contendo apenas ruído produzido pelos circuitos eletrônicos23. Um sinal que contém alguma informação possui uma envoltória com amplitudes variadas, conforme pode ser visto na figura seguinte.23 Este é chamado de ruído branco. Sinal e Ruído 165
  • 166. ♦ Observe que na figura que contém apenas ruído a envoltória é praticamente duas retas paralelas. Na figura seguinte você pode reparar que grande parcela da envoltória é constante. No início do exemplo estas retas não são paralelas. Ocorreu que no início do arquivo gravado temos dois ruídos sobrepostos: o ruído causado pelo sistema e um ruído causado pelo som produzido por uma breve e fraca respiração do locutor. Sabemos isto porque nós o produzimos. Não existe forma de reconhecer tal fato apenas visualizando o sinal, mesmo que o profis- sional tenha bastante experiência. Respiração Ruído do e ruído do sistema. sistema. O motivo de se desejar possuir uma boa relação sinal/ruído é para quepossamos identificar e eliminar o ruído sem que haja perda significativa dosinal. Uma boa providência é adotar um nível de sinal pelo menos com 20 dB amais do que o do ruído24. Neste momento devem surgir ao leitor duas perguntas, dois questio-namentos:24 Ver anexo sobre decibéis (dB).166 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 167. ♦ O que é dB? ♦ Como conhecer a amplitude do ruído antes de iniciar a gravação para que possamos ajustar o nível de gravação do sinal e obter uma boa relação sinal/ruído?11.10. Decibéis (dB) Este é um assunto que envolve logaritmos e cálculos matemáticos depouco interesse para a maioria dos usuários e profissionais de áudio. Infeliz-mente tal profissional não consegue efetuar nenhum trabalho em áudio se nãotiver uma noção do que é o decibel e sua unidade, o dB. Realizadas experiências com vários profissionais, concluímos ser melhordar ao leitor uma noção física e prática do que é o decibel, em vez de mas-sacrá-lo com complexas teorias matemáticas. Você deve se acostumar com estaunidade de medida de som (o decibel) da mesma forma que se acostumou comas unidades de medidas do tipo quilo, centímetro, Km/h, etc. Assim, sedissermos que um carro passou a 50 Km/h e o outro a 1500 Km/h, sabemosque o primeiro passou relativamente devagar e o segundo teria que ser umavião supersônico25 para atingir tal velocidade. Assim, temos a idéia de queuma velocidade de 1500 Km/h para um carro é algo improvável, mesmo nãosendo um físico habilidoso. Dizer que uma pessoa tem um pé de 2 metrossugere a qualquer leigo (você não precisa ser um especialista em pés) que istoé um absurdo. Nós temos a capacidade de tal julgamento e compreendemos essasnoções de medida porque aprendemos a conviver com elas. Por outro lado, sedissermos que um navio está viajando a 200 nós (nós é uma medida náutica develocidade), para muitos dos leitores esta informação não produz uma noção seo navio está navegando com alta ou baixa velocidade. Se dissermos que o pesode uma criança de cinco anos é de 40 libras, também, neste caso, nãopossuímos uma noção se este valor é muito ou é pouco para o peso de umacriança de cinco anos. Isto se dá porque não estamos acostumados a trabalharcom tais unidades de medida. Este é o caso da unidade decibel. Se tivéssemossido acostumados a conviver com tais grandezas desde criança, hoje nãoteríamos qualquer dificuldade em trabalhar com elas. Desta forma, vamos analisar esta unidade de medida de potência sonora,o decibel, de forma a obtermos uma noção física e prática dele, sem nospreocuparmos com a matemática envolvida. Vejamos: ♦ Se dissermos que temos um ruído de -12 dB (como é o caso da figura exemplo), será que é muito ou pouco?25 1500 Km/h equivale a aproximadamente 417 m/s. A velocidade do som no ar é de 340 m/s. Sinal e Ruído 167
  • 168. ♦ Se amplificarmos o sinal de 20 dB, a sensação sonora obtida deste incremento será quantas vezes maior que a sensação original? Isto é muito ou pouco? Estas são boas perguntas, as quais demandam uma certa experiência doleitor.11.11. Limite Mínimo da Audição de um Ruído Vamos iniciar nossa análise dos decibéis assimilando o conceito de qual éo limite mínimo de ruído que o ouvido de um ser humano comum consegueperceber. Bom, podemos afirmar que qualquer ruído abaixo (inferior) de 70 dBé praticamente inaudível para a maioria dos ouvintes, principalmente paraaqueles que já foram a concertos de Rock heavy metal ou que gostam deescutar música no volume máximo utilizando fones de ouvido. O sinal negativo na frente de um número pode ser encarado como umadiminuição do valor deste. Assim, quanto maior for um número negativo,menor será o valor que ele representa. Como exemplo, vamos analisar um caso simples. Imagine que você tenhaduas dívidas:1. Você deve a alguém 20 reais. Isto indica que você tem -20 reais, ou seja, faltam 20 reais para quitar suas dívidas.2. Imagine agora que você deve 40 reais. Isto indica que você tem -40 reais, ou seja, faltam 40 reais para quitar suas dívidas. Observe que quem tem -20 reais tem mais dinheiro do que quem possui-40 reais, ou seja, no primeiro caso faltam apenas 20 reais para que essa pessoapague suas dívidas e, no segundo caso, faltam 40 reais para quitá-la. No caso do ruído, o mesmo acontece. Quem possui um ruído de -12 dBpossui bem mais ruído do que quem possui -40 dB. Para ouvidos mais apurados e exigentes, ruídos abaixo de -90 dB sãosuficientemente pequenos para satisfazer todos. As figuras seguintes mostram arquivos com valores diferentes de ruídos.O leitor pode comprovar os valores dos ruídos em ordem decrescente deintensidade. Você pode ver que à medida que o valor negativo aumenta, o sinaldiminui, conforme explicado anteriormente.168 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 169. Observe que na última janela, a do ruído de -71,2 dB, apesar de não seenxergar o ruído, ele existe. Isto significa que sempre devemos analisar aexistência do ruído, mesmo que visualmente ele não seja percebido. No exemplo seguinte ilustramos o que foi dito. Na primeira figura temosum sinal em cuja área de silêncio, aparentemente, o áudio não possui ruído. Naoutra figura temos o mesmo sinal normalizado26, ou seja, amplificado paratransmissão a 0 dB (o valor máximo permitido para os sinais, de tal forma queeles não fiquem distorcidos ou soem saturados quando executados porqualquer equipamento). A seguir, veja uma figura contendo região de silêncio sem ruído visual-mente aparente. Figura com o sinal normalizado, em que o ruído também sofre amplificação com a normalização.26 Ver item: Normalizando o sinal. Sinal e Ruído 169
  • 170. Ao normalizar o sinal, o ruído sofre também uma amplificação, passando,no exemplo dado, de -52,9 dB para -31,9 dB. Com este valor o ruído, além deser perfeitamente audível, já passa a ser visível. Aqueles que ainda não entenderam o dB (decibel), esperamos que notópico seguinte: Amplificando ou atenuando o sinal de áudio em dB, oassunto torne-se mais claro ou, pelo menos, mais aceitável. Para tranqüilizá-lo, garantimos que com algumas horas de trabalho deestúdio você se habitua com esta unidade facilmente. Assim, se amostrarmos um ruído cuja amplitude esteja abaixo27 de -70 ou-90 dB, tentar eliminá-lo é uma tarefa desnecessária e indesejável, já que vamossempre eliminar um pouco de sinal quando eliminamos ruídos. Voltando à figura com um ruído de -12 dB, notamos que ele está pelomenos 58 dB superior ao limite mínimo de nossa percepção auditiva. No item seguinte: Amplificando ou atenuando o sinal de áudio emdB, veremos que 20 dB a mais de sinal significa um aumento de dez vezesnele. Imagine, então, o que 58 dB a mais de ruído significaria ao ser somado aosinal! Assim, temos uma resposta afirmativa à pergunta se -12 dB é um valor deruído significativo. Este valor é bastante relevante e de difícil eliminação. Aotentarmos eliminá-lo de um arquivo que contenha um sinal de áudio, fatal-mente causaremos uma perda significativa da qualidade do áudio resultante. Vamos agora analisar as amplificações e atenuações em dBs, de forma atermos um sentimento melhor desta unidade quando comparada a valoresporcentuais do sinal.27 Entenda que abaixo para um número negativo equivale a ter um valor numérico maior após o sinal de subtração, ou seja, -100 dB é menor que -90 dB.170 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 171. 11.12. Amplificando ou Atenuando o Sinal de Áudio em dB Adquirir uma noção de amplificação ou atenuação de um sinal em dBsleva um pouco de tempo e algumas boas horas de trabalho. Um modo de ace-lerarmos o aprendizado é utilizar o próprio Sound Forge para dar uma noçãode tais valores. Podemos afirmar que os incrementos ou decrementos em dBs não sãolineares. Isto quer dizer que se aumentarmos o sinal em 10 dBs, não significaque aumentando 20 dBs em vez de 10 dBs teríamos como resultado o dobro doefeito (o que normalmente era de esperar). Dizemos que dB é uma grandezanão-linear e, como tal, não segue as regras da linearidade, não permitindoutilizar as tão populares regras de três utilizadas na maioria de nossos cálculos. Esta característica de não-linearidade torna ainda mais difícil a aquisiçãode uma boa noção desta grandeza28. Será esta unidade de medida uma ação louca de teóricos sado-masoquistas? A resposta é não! O motivo de utilizar uma escala não-linear é porque o ouvido humanotambém se comporta desta maneira. Dobrar a potência de um sinal não implicaem dobrar a sensação auditiva do som percebido por nossos ouvidos. Estesconceitos são relevantes, mas um pouco indigestos para aqueles que apenasquerem utilizar com segurança os recursos do Sound Forge. Para ficar mais agradável e mais fácil de utilizar esta unidade de medida,vamos ver alguns valores predeterminados de amplificação e atenuação em dBe seus correspondentes valores porcentuais. Para utilizar o Sound Forge para fazer a conversão de dB em porcen-tagem, acompanhe os seguintes passos:1. Entre no Sound Forge.2. Abra um arquivo qualquer que contenha algum som já gravado ou grave um novo (se você apenas abrir um arquivo novo, sem nada gravado, os passos seguintes não vão funcionar.).3. Ative o menu Process e clique na opção Volume.4. A janela Volume é aberta:28 As figuras que logo serão apresentadas vão mostrar isto com detalhes. Sinal e Ruído 171
  • 172. Observe que 0 dB Slider equivale a 100%, ou seja, o sinal sem atenuação ou amplificação.5. Para amplificar, aumentar o volume, devemos mover o Slider para cima.6. Para atenuar, diminuir o volume, devemos mover o Slider para baixo.11.12.1. Atenuação O valor 0 dB indica que o sinal não está sendo amplificado ou atenuado.Valores negativos atenuam o sinal e valores positivos amplificam o sinal. A seguir, temos uma figura com vários valores de atenuação utilizando ocontrole de ganho de volume do Sound Forge. Observamos, portanto, que uma atenuação de 20 dB (valor = -20 dB)reduz o sinal a 10% (um décimo) de seu valor, o que é uma redução signifi-cativa. Note que um valor de -60 dB reduz o sinal a 0,10 % (um milésimo) deseu valor inicial.172 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 173. 11.12.2. Amplificação Na figura seguinte temos vários valores de amplificação. Observe que umganho de 20 dBs amplifica o sinal em 1000 % (dez vezes mais), assim comovimos que uma atenuação de 20 dB atenuava o sinal também em dez vezes. Observe que 12 dBs a mais em um sinal aumenta-o em quatro vezes (400%).11.13. Gravação com Boa Relação Sinal/Ruído De posse dos arquivos de ruído já gravados, tendo conhecimento dosvalores dos ruídos produzidos pelo sistema completo de gravação e enten-dendo o que é uma boa relação sinal/ruído, já estamos aptos a gravar o sinalde áudio desejado. Neste momento já estamos prontos para entrar com o sinal e ajustar o seuvolume para obtermos uma boa relação sinal/ruído. Para isto, observe osseguintes itens:1. Se for gravar do microfone, desabafe-o, zere o medidor de nível e comece a cantar ou falar da forma como irá gravar.2. No caso de ser outro equipamento, ajuste o volume de gravação do mixer correspondente para 80% e ajuste o volume de seu equipamento até obter uma boa relação sinal/ruído. Sinal e Ruído 173
  • 174. 3. Para obter esta boa relação, ajuste o controle de volume de forma que, ao gravar um sinal, o pico registrado no Play Meter e a maior porção do nível do sinal de áudio fiquem pelo menos 20 dBs acima do valor obtido na gravação do ruído29 (acima de -19 dBs). Cuidado para não saturar o sinal. Quando isto acontece, o Play Meter escreve a palavra Clip e aparece nele uma marca em vermelho.4. Ajustado o nível da gravação, você está pronto para gravar e eliminar o ruído do sinal gravado, desde que já possua o plug-in Noise Reduction. A versão que vamos explicar futuramente é a Sonic Foundry Noise Reduction DX v2.0 que, além da ferramenta usual de eliminação de ruídos, possui mais três ferramentas interessantes: Restauração de Vinil, Remoção de Clicks e Clakes (úteis também para restauração de discos de vinil) e Remoção de Picos Clipados (saturação). Esse plug-in trabalha com as ferramentas do DirectX. Desta forma, ele é compatível com qualquer programa de áudio que trabalhe com DirectX, como: Cubase, Cakewalk, CoolEdit, etc.5. Grave o sinal de áudio em um arquivo para, posteriormente, retirar os ruídos existentes, equalizar, etc. Veja como fazer isto nos itens disponi- bilizados neste livro para tal fim. Não vamos ainda abordar a eliminação de ruídos porque ainda falta umconceito muito importante, sem o qual podemos eliminar indesejavelmentepartes do sinal de áudio junto com o ruído. É bastante comum ocorrer aeliminação, por exemplo, do som do chimbal de uma bateria quando elimi-namos sinais ruidosos. O conceito teórico que permite amenizar este problemae dar um conhecimento mais profundo sobre sinal de áudio é a análise do seuconteúdo espectral de freqüências.11.14. Sinal de Áudio e Seu Espectro de Freqüências Você deve ter reparado que toda vez que vai gravar tem que escolheralguns parâmetros do arquivo para iniciar o processo, tais como: ♦ Sample rate - Freqüência de amostragem; ♦ Bit-depth - Número de bits de resolução; ♦ Channel - Tipo de canal: estéreo ou mono. A princípio, bastaria dizer que para ter uma qualidade de CD devem-seutilizar no mínimo 44.100 KHz de Sample rate e 16 bit-depth. Isto é bastante29 Como o valor é negativo, quanto menor o número, maior seu valor. Assim, -19 dBs é maior que -29 dBs. O valor máximo do sinal é 0 dB.Uma boa gravação mantém seus níveis perto de 0dB para se obter uma boa reprodução. Isto será visto com detalhes em Normalização.174 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 175. cômodo, mas não explica os motivos da existência de várias outras possibili-dades para escolha de taxa de amostragem e número de bits. Alguns dos leitores devem estar se questionando, e com razão, se nãoseria suficiente utilizar a melhor qualidade possível para gravar qualquer tipode som para qualquer que seja a aplicação. Realmente isto seria o ideal e evitaria muitos problemas para profissionaiscom pouco conhecimento teórico de gravação digital. Ocorre que a escolha de tais parâmetros depende da velocidade de suamáquina (computador e periféricos), da quantidade de memória que ela possuie do dispositivo que irá reproduzir o áudio por você trabalhado (rádio, TV,CDPlayer, gravador, etc.). Assim, para cada caso você terá que escolher a melhor opção que seadapte à ocasião, mesmo que não seja a ideal. Em áudio devemos fazer omelhor possível, pois o ideal é apenas uma utopia limitada por impossibilidadespráticas. Se você julga já conhecer bem o tema, tente responder com segurança àseguinte pergunta: O resultado sonoro de um áudio com um som de uma banda tocandoficaria melhor com sample rate de 22.050 Hz e 16 bit-depth ou com sample ratede 44.100 Hz com 8 bit-depth? Não vale responder: 44.100 Hz com 16 bit-depth, o que realmente seria amelhor opção. Esta pergunta foi elaborada com a pretensão de provocar umaauto-avaliação dos próprios conhecimentos pelo leitor. Para responder a esta pergunta, nada melhor que "ver" para crer eentender. Assim, faça uma gravação no Sound Forge de um trecho de umamesma música nestas duas configurações e julgue você mesmo o resultado. Esperamos que no final de nossas explicações você possa avaliar eresponder a esta e outras perguntas similares sem precisar "escutar para crer".11.14.1. Análise de Espectro Para quem entende o mínimo de música, é de conhecimento geral que ossons produzidos por instrumentos musicais e pela voz humana possuemfreqüências que permitem identificar as notas musicais que estão sendoproduzidas. Assim, a nota lá diapasão30 (a nota que serve de base para afinartodos os instrumentos musicais) possui uma freqüência de 440 Hertz31 (440 Hz).30 Ver o item Notas Musicais e Timbre para entender melhor o que são e como são formados.31 Hertz significa repetições por segundo. Sinal e Ruído 175
  • 176. Cada instrumento musical, por sua vez, possui uma característica que odiferencia dos outros. A esta característica denominamos de Timbre, ou seja, aforma de onda do sinal produzido pelo instrumento. A repetição desta forma deonda em um período de um segundo (Hertz) é o que denominamos defreqüência, que nos dá a sensação da nota musical produzida pelo instrumento.Esta característica, o timbre, permite escutar dois ou mais instrumentosexecutando a mesma nota musical e diferenciar, discriminar, os instrumentosparticipantes do processo32.11.14.2. Espectro do Sinal No item Notas Musicais e Timbres, dizemos que toda nota musical possuiuma freqüência fundamental que identifica a nota que está sendo reproduzidae, somado a ela, um conjunto de outras freqüências de menor amplitude queajuda a caracterizar o timbre do instrumento que a produziu. A este conjuntoformado pela freqüência fundamental do sinal e pelas freqüências harmônicasassociadas a ela denominamos de Espectro do Sinal. Podemos concluir que se eliminarmos ou modificarmos uma dasfreqüências de um determinado Espectro de Sinal, estaremos alterando o timbredele e, conseqüentemente, descaracterizando o som original. Escolher umafreqüência de amostragem e uma resolução (número de Bits - Bit-depth) corretaé fundamental para que mantenhamos o conteúdo espectral do sinal original.Desta forma, quando formos reproduzir esse sinal trabalhado, ele será reconhe-cido e apreciado, mesmo por especialistas. Para quem está cansado de escutar que os discos de vinil possuem maisqualidade sonora que os CDs, os passos seguintes procuram justificar e desmis-tificar tal afirmativa.11.14.3. Sintetizando Formas de Onda1. Entre no Sound Forge.2. Crie um arquivo novo contendo um sinal ou abra um existente.3. Neste exemplo sugerimos criar, sintetizar uma forma de onda, como, por exemplo, uma onda triangular de 110 Hz e um arquivo de um segundo, o que equivale a criar uma onda triangular cuja freqüência é a nota33 Lá 2.4. Abra um arquivo novo.32 Esta característica é ainda um atributo dos seres vivos. Ainda não é possível discriminar os instrumentos em um arquivo de áudio utilizando computadores. Existe um estudo de pesquisadores em Inteligência Artificial, da Universidade Federal de Uberlândia, que buscam, nos próximos anos, resolver definitivamente este problema.33 Ver item: Notas Musicais e Timbre.176 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 177. 5. Escolha a taxa de amostragem, o número de bits por amostra e o tipo de canal, como o exemplo da figura seguinte.6. Ative o menu Tools, clique na opção Syntesis e na opção, por exemplo, Simple. Clique aqui. Clique aqui. Clique aqui.7. Ao clicar em Simple, uma janela é aberta. No item Waveform shape escolha o tipo de onda desejado.8. A onda é criada conforme a figura seguinte. Sinal e Ruído 177
  • 178. 11.14.4. Analisando o Espectro de Sinais A ferramenta Spectrum Analysis, localizada no menu Tools, atualmentevem incorporada ao Sound Forge 6.0 (ela era um plug-in nas versõesanteriores). Ela permite a decomposição do sinal na sua freqüência fundamentale demais freqüências associadas. Para fazer isto, o sistema utiliza uma poderosaferramenta matemática inicialmente desenvolvida por Fourrier e aperfeiçoadapor outros grandes matemáticos. Esta ferramenta também é utilizada na eliminação de ruídos em queencontramos um parâmetro FFT que significa Fast Fourrier Transform, quepermite rapidamente conhecer o espectro de um sinal (daí o nome Fast =rápido). Assim, quando dizemos fazer uma análise de Fourrier de um sinal,estamos nos referindo a conhecer as freqüências que o compõem. Para analisar um sinal computacionalmente, devemos armazená-lo namemória do computador para depois trabalhá-lo. A armazenagem do sinal passa por um processo denominado amostra-gem. É nesta hora que entra a escolha da taxa de amostragem e do número debits que se responsabilizarão por criar uma imagem do sinal dentro docomputador. Antes de massacrá-lo com mais teorias, vamos dar uma pausa e ver aferramenta trabalhando. Fourrier (o matemático que criou ferramentas paraanalisar o espectro de um sinal) disse e provou que todo sinal é composto deuma onda senoidal cuja freqüência é a mesma do sinal (seja ele qual for)somada com várias outras ondas senoidais de freqüência múltipla da primeira.À primeira onda damos o nome de fundamental e às demais de harmônicas. Vamos utilizar o analisador de espectro disponível no Sound Forge paraanalisar essa onda triangular para comprovar o que foi dito.1. Ative o menu Tools2. Clique na opção Spectrum Analysis.178 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 179. Clique aqui. Clique aqui.3. Ao fazer isto, o sistema automaticamente analisa o arquivo inteiro, a menos que você tenha marcado uma região específica. Neste caso, a análise seria dessa região apenas. Veja a análise de espectro de uma parte do sinal. Para ampliar a janela de espectro, clique aqui.4. Para ampliar a janela, clique no ícone de maximizar, conforme mostrado na figura. A janela maximizada fica da seguinte forma: Sinal e Ruído 179
  • 180. 5. No eixo horizontal temos as freqüências do espectro e no eixo vertical sua amplitude em dB. Lembre-se que toda amplitude abaixo de -70 dBs é praticamente inaudível para a maioria das pessoas. Assim, freqüências com amplitude superior a 3.689 Hz, deste sinal, apesar de existirem, não são perceptíveis ao ouvido humano. Verifique que ampliamos o último valor do eixo horizontal de freqüências que mostra a maior freqüência analisada pelo Spectrum Analysis. Existe um motivo para a análise até este valor, que se deve a outro mate- mático, Nyquist, o qual propôs e provou que para analisar um espectro com precisão, precisamos de uma taxa de amostragem igual ao dobro da maior freqüência que desejamos conhecer. No caso do exemplo, escolhemos uma taxa de amostragem de 22.050 Hz. Portanto, pela taxa proposta por Nyquist, a maior freqüência que a ferramenta matemática desenvolvida por Fourrier consegue analisar com precisão é a metade deste valor. A metade de 22.050 Hz é 11.025 Hz, valor este coincidente com o maior valor mostrado no espectro. Observação Taxa de Amostragem = 22.050 Hz Taxa de Nyquist: Maior Freqüência analisada = Taxa de Amostragem /2 Maior Freqüência analisada = 22.050 Hz/2 = 11.025 Hz6. Para estudar melhor o resultado da análise do espectro, a ferramenta disponibiliza outras formas de visualização. Assim, ative o menu Display da janela do Spectrum Analysis e clique na opção Bar Graph. Clique aqui. Clique aqui.7. A figura fica do seguinte modo:180 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 181. 8. Para melhorar ainda a visualização, vamos ampliar um pequeno trecho do espectro. Para isto, marque uma região do espectro utilizando o mouse. Região selecionada.9. Ao ampliar a região, a janela fica da seguinte forma: Sinal e Ruído 181
  • 182. 10. Verifique os picos (valores máximos de cada freqüência do espectro). No trecho ampliado temos quatro picos de freqüência, a saber: ♦ o primeiro pico (freqüência fundamental) em 110 Hz (valor da freqüên- cia do sinal); ♦ o segundo em 330 Hz (três vezes o valor da freqüência fundamental) - denominamos de terceira harmônica; ♦ o terceiro pico em 550 Hz (cinco vezes o valor da freqüência fundamental) - denominamos de quinta harmônica; ♦ o quarto pico em 770 Hz (sete vezes o valor da freqüência fundamental) - denominamos de sétima harmônica. Assim, podemos comprovar a teoria de Fourrier, ou seja, a análise provouque o sinal possui uma freqüência fundamental cujo valor é o mesmo do sinale freqüências múltiplas desta fundamental com amplitudes inferiores a ela(comprove observando os valores de amplitude no gráfico). Conhecer o espectro do sinal é de suma importância quando vamosequalizar o áudio, amplificando e filtrando algumas freqüências. Tendo conhe-cimento de quais freqüências estão presentes no sinal, podemos controlá-lascom precisão e qualidade.11.15. Taxa de Amostragem Ideal para Gravação A taxa de amostragem está intimamente ligada à faixa de freqüência queo ser humano normal é capaz de escutar. A freqüência máxima que um serhumano normal consegue escutar (se tiver uma boa audição) é de 20.000 Hz.182 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 183. Pela taxa de Nyquist, para que o sistema reproduza bem todas as fre-qüências audíveis, devemos garantir que os sinais e seus harmônicos sejamcapturados com qualidade até esta freqüência limite (20.000 Hz). Para istodevemos ter uma taxa de amostragem igual ao dobro desta freqüência. Como odobro de 20.000 Hz (20 K34Hz) é 40.000 Hz (40 KHz), dizemos que estamosgravando com qualidade de CD quando utilizamos uma freqüência acima de40.000 Hz, no caso, 44.100 Hz, que garante que ouvidos supersensíveis possamouvir freqüências com qualidade de até 22.050 Hz. Assim, a taxa de amostragem é escolhida conforme o sinal que estamosamostrando (gravando) e conforme a faixa de freqüência que se deseja ouvir.Os limites das freqüências audíveis estão entre 20 Hz e 22 KHz35. Comercialmente, as principais taxas de amostragem são as seguintes: ♦ 11.025 Hz: padrão geralmente utilizado para qualidade de telefone; ♦ 22.050 Hz: padrão geralmente utilizado para qualidade de rádio; ♦ 44.100 Hz: padrão geralmente utilizado para qualidade de CD; ♦ 32.000 Hz: proporciona bons resultados para fins auditivos, com quan- tidade superior ao padrão de rádio e telefone e inferior ao de CD.11.15.1. Taxa de Amostragem e Resolução em Bits (Quantização) A teoria agora se torna um pouco mais complexa. Não basta entender eaceitar como verdade o que os matemáticos afirmam. Necessitamos um poucomais de teoria para entender a resolução em bits, a começar pelo conceito doque é um bit. Para tanto, dedicamos um item especial denominado Sistema deNumeração Binário o qual deve ser lido antes de prosseguir a leitura destetópico. Caso você já tenha conhecimento do sistema binário e seus bits,continue a leitura. De posse do conhecimento do sistema binário e seus bits, vamos pegaruma pequena amostra do sinal triangular criado por nós e supor que ele estásendo produzido por um instrumento acústico qualquer. Nosso objetivo é gravar e armazená-lo na memória do computador. Esteprocesso se chama Digitalização do sinal, ou seja, transformar o sinal acústico(denominado analógico) em um sinal digital (valores binários).11.15.2. Quantização - Resolução em Bits A quantização é um item tão importante quanto a taxa de amostragempara garantir a fidelidade com que o sinal será armazenado no computador e,34 1K = 1000 => 20 KHz = 20 x 1000 Hz = 20.000 Hz.35 Este é o motivo de a taxa de amostragem de gravação dos CDs musicais ser de 44.100 Hz. Sinal e Ruído 183
  • 184. posteriormente, ser reproduzido. Ela indica quantos bits serão utilizados pararepresentar cada ponto do sinal de áudio que será digitalizado36 em cadainstante da amostragem. A quantização responde à seguinte questão: ♦ Como garantir que cada ponto digitalizado reproduza com fidelidade o valor analógico inicial? Vamos agora analisar o conceito e os problemas resultantes da quanti-zação. Dado o sinal analógico da figura seguinte, adotou-se inicialmente umaresolução de 2 bits para representá-lo digitalmente e uma taxa de amostragemde 8 pontos por período do sinal (nosso sinal será apenas uma pequenaparcela do sinal triangular). A próxima figura mostra o sinal a ser digitalizado e os pontos digita-lizados do sinal analógico. Sinal analógico Pontos amostrados Sinal digitalizado Reprodução do sinal digitalizado36 Digitalizar é o processo de converter um sinal analógico em digital, ou seja, converter um valor em um conjunto de bits que o represente.184 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 185. O gráfico que contém o sinal analógico apresenta uma linha retainclinada (uma parcela do sinal com onda triangular) a qual teve seus pontosamostrados digitalizados (quantizados). O sinal posteriormente reproduzido é mostrado na figura na parte inferiordireita. Note que em nada se parece com o segmento de reta do sinalanalógico. Um dos problemas desta péssima reprodução é que pontos diferentes daamostragem obtiveram um mesmo valor ao serem digitalizados. O ideal é quepontos com valores diferentes no sinal original obtenham valores diferentes nadigitalização, o que não ocorreu neste exemplo37. Esta figura mostra a digitalização de oito amostras a serem quantizadaspor uma resolução de dois bits (quatro valores possíveis: 00,01,10,11). Estes valores, ao serem armazenados pelo computador, serão utilizadospara a reconstituição do sinal posteriormente (conversão digital-analógica), aqual é mostrada na parte inferior direita da figura. Pode-se perceber que não há nem semelhança visual entre o sinal ori-ginal e o reconstituído. Isto aconteceu devido aos pontos terem sido registradoscom uma baixa resolução (dois bits), portanto existiram poucos valores bináriosdistintos para representar os valores reais amostrados. Neste caso, o aumentoda taxa de amostragem pouco contribuirá para uma melhor fidelidade naamostragem do sinal. O aumento da resolução, do número de bits, melhorariasignificativamente o sinal digitalizado. Para visualizar melhor o que foi dito, vamos mudar a resolução para 3bits, obtendo, assim, novos valores para os pontos do sinal digitalizado. 0 000 1 001 2 001 3 010 4 011 5 100 6 100 7 110 Pontos amostrados Pontos digitalizados37 Como exemplo, os pontos 2, 3 e 4, ao serem quantizados, obtiveram o mesmo valor, ou seja, 01. Sinal e Ruído 185
  • 186. Observe que a reprodução já está mais parecida com o sinal de entrada.Novamente, se aumentarmos o número de bits, obteremos uma melhorquantização, ou seja, valores distintos para cada ponto amostrado. Resumindo, a taxa de amostragem baseada em Nyquist garante aamostragem das freqüências desejadas no sinal digitalizado. O número de bitsda quantização garante uma boa resolução do sinal, ou seja, um sinal menosdistorcido, por isso mais fiel ao sinal original. Assim, voltemos à pergunta inicial:O resultado sonoro de um áudio com um som de uma banda tocando ficaria melhorcom sample rate de 22.050 Hz e 16 Bit-depth ou com sample rate de 44.100 Hz com 8Bit-depth? A resposta é que com uma taxa de amostragem de 22.050 Hz nós sóteríamos a percepção com qualidade de freqüências até 11.025 Hz, suficientepara voz humana, mas não para os instrumentos musicais. Por outro lado, umaresolução de 16 bits garante uma melhor fidelidade no sinal amostrado. No caso de termos uma taxa de amostragem de 44.100 Hz, teríamos umaboa reprodução de freqüências até 22.050 Hz, suficiente para cobrir toda a faixaauditiva humana, mas, por outro lado, uma resolução de 8 bits tornaria o sinalamostrado bem distorcido em relação ao sinal original. A resposta, portanto, é que teríamos um resultado melhor com 22.050 Hze 16 bits do que com 44.100 Hz e 8 bits. No primeiro caso as freqüências agudas seriam prejudicadas, mas o sinalsoaria limpo. No caso de 8 bits de resolução, o sinal sairia chiado, dando a impressãode que possui ruídos. Esta é uma sensação enganosa e fácil de ser comprovada. Se analisarmosuma região de silêncio, ou se mandarmos o plug-in Noise Reduction eliminarautomaticamente ruídos, mesmo assim a reprodução soaria ruidosa. Isto indicaque o chiado é um ruído de quantização e não um ruído propriamente dito.186 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 187. 11.16. Espectro e Eliminação de Ruídos O conhecimento do espectro do sinal permite personalizar o processo deeliminação de ruídos sem prejudicar o resultado sonoro do sinal de áudiotrabalhado. Um processamento inadequado pode eliminar o som de instru-mentos mais agudos, tais como: um chimbal da bateria, a respiração de ummúsico em seu instrumento de sopro, o som do dedilhado em um violão, etc. É devido a um processamento inadequado do sinal que muitas pessoasafirmam que um disco de vinil possui uma qualidade sonora superior ao cor-respondente em CD, apesar dos chiados e cliques existentes nele. Realmente o processo de gravação em vinil não passa por uma digitali-zação e, assim, todo o sinal é gravado fielmente no vinil. Por outro lado, pode--se obter uma qualidade sonora do vinil nos aspectos de timbres, etc., com umaqualidade de pureza que eles nunca vão conseguir. Para isto, o profissionaldeve conhecer os conceitos aqui mostrados e apresentados de uma forma maisamena e evitar processos de masterização automáticos. Cada efeito ou ação efetuada no arquivo digitalizado deve ser cuidado-samente estudada para obter os melhores resultados. Daí para frente, é pura arte e muita tecnologia.11.17. Exercícios1. Defina Sinal e Ruído.2. Defina Espectro do Sinal. Sinal e Ruído 187
  • 188. &Anotações________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________188 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 189. Sinal DC, AC e sua Ação nos Alto-falantes 1212.1. Sinal (Nível) DC e Sinal AC Existem dois tipos básicos de sinal no tocante aos efeitos que causam equanto aos fenômenos físicos envolvidos e as leis que os regem.12.1.1. Sinal DC Sinal DC (corrente contínua - do inglês Direct Current - corrente direta).Exemplo de fontes DC: Bateria Pilhas12.1.2. Sinal AC Sinal AC (corrente alternada - do inglês Alternate Current). Exemplo defontes AC: ♦ sinais de áudio; ♦ sistemas de alimentação de energia das cidades, casas e indústrias. Sinal DC, AC e sua Ação nos Alto-falantes 189
  • 190. 12.1.3. Aplicações dos Sinais DC e AC ♦ DC: uma das aplicações do sinal DC é o fornecimento de energia para os circuitos eletrônicos de seu computador, placa de som, teclado, etc. ♦ AC: além de várias outras aplicações já citadas, um sinal de áudio é caracteristicamente AC. Os sinais DC não são desejáveis quando associados ao sinal de áudio(AC), pois eles causam perda da qualidade do sinal e saturação do som nareprodução do áudio pelos alto-falantes. Sendo assim, esses sinais DC, denomi-nados aqui de nível DC, devem ser eliminados dos sinais de áudio.12.1.4. Visualizando os Sinais DC A figura seguinte mostra um sinal puramente DC, ou seja, um sinal quesempre está acima ou abaixo do eixo de referência, mesmo que não seja total-mente contínuo38 (que não varia, ou pouco varia sua amplitude com o tempo). DC puro Eixo de referência. Sinal DC puro.38 Sinal que possui riple (ondulação), ou seja, uma leve parcela de sinal AC sobreposto.190 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 191. DC com Riple. Sinal DC com riple. ♦ Estes são exemplos de sinais DC os quais podem ser identificados por estarem acima do eixo de referência. ♦ Se o sinal DC for somado a um sinal de áudio alternado, esse sinal será deslocado do eixo de referência do valor apresentado no nível DC, podendo levar o sinal à saturação, como logo será visto. ♦ Os sinais DC apresentados poderiam estar abaixo do eixo de referência. Nesse caso, se somados a um sinal AC, ele se deslocaria para baixo do eixo de referência. ♦ Por melhor que seja sua placa de áudio, ela sempre acrescentará um nível DC ao sinal gravado. Em certos casos esse nível DC é despre- zável39 por ser de pequena intensidade. Nível DC Negativo. Nível DC Positivo. ♦ O nível DC em um arquivo nem sempre possui o mesmo valor ao longo de toda sua extensão, portanto é possível encontrar diferentes valores positivos e negativos ao longo de um arquivo de som. Este não é um fato comum, mas pode acontecer, principalmente se houver a sobrepo- sição de um sinal de uma onda quadrada de baixa freqüência associada a ele, oriundo de outro equipamento qualquer. A figura anterior ilustra o que foi dito. Para entender melhor as explicações fornecidas, vamos observar um sinal de áudio senoidal puro.39 Muitas pessoas confundem algo desprezável com algo desprezível. Não existe nada desprezível. Você é quem tem que avaliar o que pode ser desprezado. Sinal DC, AC e sua Ação nos Alto-falantes 191
  • 192. 12.1.5. Sinal Puramente AC (sem nível DC) Simetria. No sinal sem nível DC, a forma de onda é simétrica ao eixo de referência.Veja os traços no sinal (coincidentes com o eixo de referência) que foramdesenhados para destacar a simetria do sinal. No sinal puramente AC, simétrico,estes traços deveriam coincidir com o eixo de referência.12.1.6. Sinal com Nível DC Assimetria. ♦ Em um sinal que possui nível DC, a forma de onda não é simétrica ao eixo de referência. Ela está mais acima ou mais abaixo desse eixo. ♦ Na figura anterior, você pode reparar que os níveis acima do eixo de referência são maiores que os abaixo do eixo, o que, para uma onda senoidal, deveriam ser os mesmos. ♦ Além da fidelidade e qualidade sonora dos dois sons (com e sem nível DC), a diferença maior aconteceria se considerássemos que as linhas de simetria superiores e inferiores da figura representassem os níveis máximos sonoros que o sistema consegue reproduzir. Neste caso, notamos que o sinal acima do eixo de referência ultrapassa em vários momentos os níveis máximos. ♦ Quando isto acontece, dizemos que o sinal está saturado (clipado) e, assim, ele será modificado pela clipagem do sinal no nível máximo. As próximas figuras ilustram as ondas original e saturada pelo nível DC.192 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 193. 12.1.7. Som Original e Saturado Original. Níveis máximos. Saturado. Quando o sinal atinge o valor máximo, ele é limitado a este valor.12.1.8. Concluindo Sinal DC e AC ♦ Quando um sinal de áudio possui nível DC, na melhor das hipóteses ele perde fidelidade e qualidade sonora na reprodução, impedindo que o alto-falante vibre adequadamente. ♦ Na pior das hipóteses, além dessas perdas, o sinal será distorcido, apresentando resultados desagradáveis até mesmo para pessoas pou- co exigentes. ♦ Eliminar, portanto, o nível DC de um sinal de áudio é utilizar uma fer- ramenta que torne esse sinal simétrico em relação à referência dada. Você pode ter dificuldade em visualizar o nível DC para alguns casos degravação quando estiver utilizando boas placas de som ou quando o sinal nãopossuir regiões de silêncio. Mesmo assim, utilize a ferramenta do Sound Forgepara eliminar um possível nível DC (capítulo 8), pois o resultado sonoro serásempre melhor.12.2. Identificando a Existência de Nível DC no Sinal Você pode descobrir se o sinal possui um nível DC, observando o sinalgravado em uma região de silêncio que possua um ruído de baixa intensidade.Se essa região não estiver simétrica à referência, ou seja, estiver um pouco mais Sinal DC, AC e sua Ação nos Alto-falantes 193
  • 194. acima ou abaixo do eixo de referência, isto indica que o sinal possui nível DC,portanto ele deve ser eliminado. A figura seguinte mostra uma janela do Sound Forge com o eixo dereferência e os valores limites de sinal. Nível máximo positivo (superior). Nível de referência. Nível máximo negativo (inferior). As três figuras apresentadas em seguida mostram um sinal, ora com nívelDC, ora sem nível DC e, concluindo, o mesmo sinal saturado por um elevadonível DC.12.2.1. Sinal com Nível DC A forma de onda de um sinal que possui nível DC não é simétrica ao eixode referência. Ela está mais para cima ou mais para baixo desse eixo. É maisfácil observar isto em áreas que possuam ruído e com volume reduzido, confor-me figura seguinte. Sinal acima do eixo de referência.12.2.2. Sinal sem Nível DC No sinal sem nível DC, a forma de onda é simétrica ao eixo de referência.É mais fácil observar isto em áreas com volume reduzido, conforme figuraanterior.194 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 195. Sinal simétrico ao eixo de referência.12.2.3. Sinal Saturado pelo Nível DC Em placas de pior qualidade, pode-se obter até mesmo a saturação dosinal. Sinal saturado. Nível DC elevado.12.3. Alto-falantes O alto-falante é o dispositivo eletromecânico responsável por transmitiraos nossos ouvidos o resultado sonoro de um sinal de áudio. A figura seguintemostra o alto-falante com suas partes elementares. Conforme já explicado no capítulo 11, um som audível é a sensação pro-vocada em nossos ouvidos pelo movimento alternante de um objeto ou umasuperfície qualquer em um meio (ar, água, etc.) com uma determinada freqüên-cia. Dito isto, o alto-falante deve provocar o mesmo efeito físico para repro-duzir os sons por nós gravados ou criados eletronicamente. O elemento físico(a superfície) existente no alto-falante responsável pelo movimento vibratóriodas moléculas do meio é o cone, uma membrana flexível que é movimentadapara frente e para trás por uma bobina eletromagnética localizada no centro Sinal DC, AC e sua Ação nos Alto-falantes 195
  • 196. dele. Essa bobina eletromagnética, por sua vez, é movimentada por um sinalelétrico. Bobina. Ímã. Cone. O sinal elétrico é uma cópia fiel da onda sonora a ser reproduzida, o qualé gerado por um equipamento adequado qualquer (CD Player, rádio, amplifi-cador, televisão, etc.). Quando o cone do alto-falante vibra, movimentando-se para frente e paratrás a determinadas freqüências, ele movimenta as moléculas do ar, produzindosons que são cópias do sinal elétrico aplicado na bobina do alto-falante.Quanto mais sensível for a bobina do alto-falante e quanto melhor for o cone,melhor e mais fiel ao som original será a resposta sonora do alto-falante. Existem cones de diversos tamanhos, cada um destinado a reproduzirmelhor uma determinada faixa de freqüências de som. Assim, quanto maior foro cone do alto-falante (woofers), melhor será sua resposta para os sons graves;analogamente, quanto menor for o cone do alto-falante (twitters), melhor serásua resposta aos sons agudos.12.3.1. Nível DC e Sua Ação nos Alto-falantes Se o cone do alto-falante (recomendamos ver o item sobre alto-falantes)não se mover, ou mover inadequadamente em relação ao sinal aplicado à suabobina, o som resultante soará distorcido e com baixa qualidade. Assim, paraque o alto-falante produza um som, que é o resultado da alternância de movi-mentos do cone que movimenta as moléculas do ar, ele necessita que o sinalsonoro aplicado na bobina do alto-falante também seja alternado (uma cópiafiel do som desejado).O problema196 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 197. Ocorre que os circuitos eletrônicos das placas de som e do computadorutilizam uma fonte de energia interna para o funcionamento de seus circuitos.Essa energia produz um sinal que se mistura ao sinal de áudio a ser gravadopelo seu computador. Essa fonte de energia é um sinal contínuo (não varia suaamplitude com o tempo) que, se aplicado ao alto-falante, fará com que elefique mais rígido e não vibre adequadamente. A esse sinal, a essa fonte deenergia, damos o nome de Sinal DC, que significa: Direct Current (correntedireta ou, do português, corrente contínua). Esse sinal pode ser misturado ao sinal de áudio com um nível variado,dependendo da qualidade da placa de som de seu computador. Quanto melhora placa, menos nível DC será misturado ao sinal de áudio, portanto melhor seráa qualidade.Experiência 1 Vamos fazer uma experiência para você comprovar e entender como estetipo de sinal, o sinal DC, se comporta ao ser aplicado a um alto-falante.1. Pegue seu alto-falante e tenha em mãos uma bateria de 9 Volts.2. Outra opção é levar o alto-falante para perto da bateria40 de seu carro. Importante Não ligue o alto-falante em uma tomada41 de energia de sua casa, porque a voltagem é elevada para ele. Você pode queimá-lo e ainda acarretar acidentes pessoais graves. Errado!!3. Conecte o alto-falante aos pólos da bateria (tanto faz a polaridade). Você escutará uns roncos e uns chiados e logo após um silêncio. Correto!40 A bateria e as pilhas são exemplos de fontes de energia DC.41 Além disto, a tomada é uma fonte de energia AC - alternada. Sinal DC, AC e sua Ação nos Alto-falantes 197
  • 198. 4. Repita a experiência, conectando e desconectando o alto-falante, e observe o cone dele. Você verá que ele se movimenta e mesmo na fase do silêncio, o cone ficará tencionado (ou para dentro ou para fora). Isto significa que, se associado ao sinal de áudio alternado existir um sinal DC, o sinal de áudio pode não conseguir vibrar corretamente o cone do alto-falante e, conseqüentemente, o sinal pode soar distorcido42 ou saturado.5. Faça agora a mesma análise observando o funcionamento de um alto- -falante ligado a um aparelho de som qualquer.6. Escolha uma música do tipo techno, rap ou house com um som pesado de bateria e baixo, de preferência. Encoste a mão no cone (sem danificá-lo) e sinta o seu movimento vibratório43. Observe, também, que você modifica o som quando impede que elevibre livremente (ele fica mais embaçado, já que principalmente os agudos nãovão vibrar corretamente44).12.4. Exercícios1. Defina Sinal DC e Sinal AC.2. Qual é o dispositivo eletromecânico responsável por transmitir aos nossos ouvidos o resultado sonoro de um sinal de áudio?42 Isto depende do valor do nível DC existente no sinal e da amplitude do sinal de áudio.43 No caso de músicas com altos níveis de graves, você nem precisa colocar a mão no alto-falante. Dá para ver as pancadas com as quais os graves fazem vibrar o cone do alto-falante.44 Com base nesta definição, dizemos que os agudos dão brilho ao som. Os graves, por sua vez, dão presença.198 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 199. MIDI e WAVE: Aprofundando o Tema 1313.1. O Arquivo WAVE A maioria dos profissionais em gravação de áudio digital, que manipulamessencialmente arquivos WAVE, tem certa dificuldade para entender os pro-cessos de gravação e edição de arquivos MIDI. Ocorre que os dois sistemas derepresentações digitais para música apresentam filosofia metodológicas deimplementação totalmente diferentes entre si. No arquivo WAVE, o áudio é digitalizado e cada ponto do sinal sonoro éamostrado e quantizado, obtendo-se, assim, um arquivo digital que discretiza osom original sem perda significativa da qualidade sonora durante a suareprodução. Desta forma, a qualidade obtida na discretização do sinal de áudiodepende do conversor A/D utilizado e da taxa de amostragem dos dados,obedecendo ao critério definido por Nyquist46, que estabelece: a taxa deamostragem deve ser o dobro da maior freqüência significativa do sinal a serreproduzido. Devido ao tipo de aquisição, o sinal de áudio ocupa bastanteespaço na hora de armazená-lo no computador. O arquivo MIDI é um protocolo de comunicação padrão entre dispo-sitivos eletrônicos, os quais podem trocar mensagens de como a música deveser reproduzida pelos seqüenciadores e módulos de timbres. O arquivo MIDI,portanto, não armazena uma cópia do sinal de áudio digitalizado, mas apenasas informações de como um dispositivo MIDI dotado de um módulo de timbresdeve executar uma determinada música. Desta forma, o responsável pela qualidade do timbre do instrumentoreproduzido é o módulo timbral e não do arquivo MIDI gravado. Uma placa de46 Nyquist provou que a taxa de amostragem de um sinal deverá ser duas vezes o valor da maior freqüência que se deseja reproduzir. MIDI e Wave: Aprofundando o Tema 199
  • 200. som do tipo Sound Blaster ou compatível possui internamente um módulotimbral ou um sistema de reprodução de timbres armazenado em memória.Módulos timbrais de fabricantes diferentes reproduzirão a música gravada coma mesma dinâmica, mas com timbres diferentes.47 Além da significativa redução do espaço de memória necessário pararegistrar a mesma música, existem outras vantagens de trabalhar com MIDI enão com arquivos WAVE. Uma das principais, do ponto de vista de um músico,é que o protocolo do arquivo MIDI traz consigo todas as informações dodomínio musical, necessárias para um músico ou programa computacional rea-lizar futuras análises da música em questão. Dentre estas informações podem-secitar: fórmula de compasso, unidade de tempo, armadura de clave, andamento,instrumento, as notas musicais existentes, lirismo, nome da música e outrasinformações relevantes. Os problemas de construir sistemas computacionais dedicados à análise ereconhecimento dos eventos músicas, baseando-se em arquivos de áudio, sãoos seguintes: ♦ Como separar os instrumentos e seus respectivos eventos, já que eles estão registrados em uma única forma de onda? ♦ Caso fosse possível separar os instrumentos, como extrair os parâme- tros musicais, já que eles não estão disponibilizados explicitamente na música? Isto, sem dúvida alguma, é uma tarefa ainda difícil e desacreditada porqualquer profissional que reconheça as dificuldades a serem enfrentadas. Os exemplos seguintes visam tornar claro as dificuldades citadas anterior-mente. Para tanto, serão mostrados arquivos sonoros em formato WAVE,contendo ora sinal de uma nota musical tocada no violão, ora uma nota musicaltocada no piano e, concluindo, as duas notas simultaneamente. Ao analisar o exemplo das notas mixadas, o leitor pode concluir o quãodifícil é a tarefa de reconhecer a existência de dois instrumentos diferentestocando a mesma nota musical, já que os períodos delas são idênticos. Aomesmo tempo, a cada exemplo, pode-se observar a sensível redução do códigogerado pelos arquivos MIDI.47 Como exemplo, o piano do módulo da Roland é diferente da Yamaha, Korg, etc.200 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 201. Exemplo 1: Forma de onda da nota musical lá 5 em formato WAVE, tocada pelo instrumento piano. Amplitude Tempo Forma de onda. Freqüência Espectro do sinal. Hexadecimal ASCII Arquivo WAVE do Sinal - 1/15 do arquivo WAVE gerado pela nota Lá 5. MIDI e Wave: Aprofundando o Tema 201
  • 202. Hexadecimal ASCII Instrumento Piano SMF do Piano tocando a nota Lá5 (hexadecimal). Ambos os arquivos deste exemplo retratam a partitura da figura seguinte.Ressalta-se que, no caso do arquivo WAVE, as informações notadas nela nãoestão presentes e, no arquivo MIDI, estão, inclusive o instrumento que estátocando é o piano (ver linha 5 da figura anterior no código ASCII: Grand Piano). Partitura do piano tocando a nota Lá5.Exemplo 2: Forma de onda da nota musical lá 5 em formato WAVE, tocada pelo instrumento violão. Amplitude Tempo Forma de onda. Freqüência Espectro do sinal.202 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 203. Hexadecimal ASCII Arquivo WAVE do Sinal - 1/15 do arquivo WAVE gerado pela nota Lá 5. Hexadecimal ASCII Instrumento Violão SMF do violão tocando a nota Lá5. Ambos os arquivos deste exemplo retratam a partitura da figura seguinte. Partitura do violão tocando a nota Lá548.48 O violão é um instrumento transpositor de oitava, portanto esta nota soa uma oitava abaixo. MIDI e Wave: Aprofundando o Tema 203
  • 204. Exemplo 3: Forma de onda da nota musical lá 5 em formato WAVE, tocada simultaneamente pelos instrumentos piano e violão. Amplitude Tempo Forma de onda. Freqüência Espectro do sinal. Hexadecimal ASCII Arquivo WAVE do sinal - 1/15 do arquivo WAVE gerado pela nota Lá 5.204 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 205. Hexadecimal ASCII Instrumento Violão Instrumento Piano SMF do violão e piano tocando a nota Lá5. Ambos os arquivos deste exemplo retratam a partitura da figura seguinte. Partitura do violão e piano tocando a nota Lá5. O exemplo 3 ilustra a forma de onda da nota lá 5, executada simulta-neamente pelo piano e violão, com seu respectivo espectro. A simples análiseespectral dos sinais não permite reconhecer, com segurança, qual instrumentoestá tocando, mas apenas que a nota lá 5 está sendo executada, não sendopossível quantizar por quantos instrumentos. O estado atual da arte se foca, aindaque com um reconhecimento mais básico, ou seja, reconhecer a freqüência danota que está tocando49, já que, mesmo afinados, os instrumentos acústicos nãotocam exatamente a mesma freqüência. Já existem sistemas razoáveis de conversão áudio-MIDI, mas ocorre queeles não são eficientes e, o pouco que acertam, não possuem nenhum compro-misso timbral. Reconhecer mesmo apenas as notas musicais de um único instru-mento musical é uma tarefa cujas expectativas ainda estão sendo depositadas emteses de doutorado e grupos de pesquisas, como é o caso da UFU, que prome-tem para 2002 uma solução polifônica e monotimbral. A solução de interpretaçãode uma música por meio de um arquivo de áudio é algo bem complexo, princi-palmente devido ao fato de não se conhecer com precisão as notas musicais quelá estão representadas, muito menos seus timbres, ou seja, seus instrumentos.49 Autoscore, Finale, Sibelius, Wave to MIDI. MIDI e Wave: Aprofundando o Tema 205
  • 206. A aquisição da melodia por meio de uma partitura é uma tarefa bem maisplausível, ou seja, mais fácil de ser realizada, apesar de inexistente. Diz-se maisfácil devido ao fato de já se ter, na partitura, os instrumentos (timbres) separa-dos um a um, com a informação das notas tocadas por cada um e a separaçãodos compassos em tempos corretos. Porém, esta solução exige que um músicoexperiente extraía as informações necessárias dela e as converta em um formatoque o computador consiga interpretar corretamente. O exemplo seguinte ilustra o que foi dito. É apresentado um trecho damúsica “De mais ninguém” de Marisa Monte e Arnaldo Antunes, em que alémde vários instrumentos, aparece, também, a partitura do cantor com a letra. Ummúsico, mesmo sem grandes qualificações, pode extrair as informações neces-sárias à análise musical. Já, em um arquivo sonoro da mesma música, nemsempre uma pessoa com bom ouvido e audição consegue sequer entender oque o cantor está cantando. Partitura de um trecho da música De mais ninguém. Esta mesma partitura é representada em seguida em arquivo Wave. Aanálise espectral e o arquivo hexadecimal dela pouco ou nada contribuem parao reconhecimento dos instrumentos, da melodia e da letra da música. Amplitude Tempo Formas de onda.206 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 207. Freqüência Espectro do sinal. Hexadecimal ASCII Arquivo WAVE do sinal - 1/15 do arquivo WAVE de dois compassos da música. O arquivo MIDI é a melhor solução entre o conhecimento musical e ummodelo computacional mais aderente ao programador. Nele são registradas to-das as informações desejadas, de forma semelhante à notada em uma partitura.Veja esta mesma música em arquivo MIDI padrão (SMF). Pode até parecer muito mais difícil interpretar e realizar a análise dese-jada. Esta tarefa não é difícil, apesar de trabalhosa, já que existe um protocolopadrão bem definido, permitindo o registro das informações musicais neste tipode arquivo. Na 9ª linha da figura seguinte, a seqüência de código: 90 48 40 8600 80 48 00 significa que se deve ativar (90) a nota dó da sexta oitava (48) comvolume igual a 72 (40H) e que ela deve ser desativada (80 48 00) após umdeterminado tempo (86 00). Na 7ª linha está registrado o instrumento para ocanal 1 (C0) que é Voz de Coral (35). De igual forma, vários outros detalhes dapartitura e da música estão registrados nesse arquivo. MIDI e Wave: Aprofundando o Tema 207
  • 208. Hexadecimal ASCII Violão Nylon Voz de coral Instrumento 35H - Voz de coral. Flauta Violão aço SMF de um trecho da música De mais ninguém.13.2. Arquivos no Formato WAVE Um arquivo no formato WAVE possui um cabeçalho o qual fornecealgumas informações dele. As principais são: ♦ Taxa (freqüência) de amostragem; ♦ Número de canais; ♦ Quantização - resolução em bits; ♦ Tamanho do arquivo em bytes.13.2.1. Taxa de Amostragem A taxa de amostragem é um dos parâmetros que definem a qualidade deuma gravação digital. Quanto maior a taxa de amostragem, maior é a fidelidadeque o sinal gravado terá em relação ao som original. Essa taxa de amostragem,para atender aos limites da audição humana, não necessita exceder 44.100 Hz,de acordo com os critérios definidos por Nyquist, já que os limites dasfreqüências audíveis estão entre 20 Hz e 22 KHz50. Por este motivo, para a gra-50 Este é o motivo de a taxa de amostragem de gravação dos CDs musicais ser de 44.100 Hz.208 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 209. vação da voz humana a taxa de amostragem necessária é de apenas 22.000 Hz,já que a extensão normal do homem vai 30 Hz a 10.000 Hz. Comercialmente, as principais taxas de amostragem são as seguintes: ♦ 11.025 Hz: padrão geralmente utilizado para qualidade de telefone; ♦ 22.050 Hz: padrão geralmente utilizado para qualidade de rádio; ♦ 44.100 Hz: padrão geralmente utilizado para qualidade de CD. ♦ 32.000 Hz: proporciona bons resultados para fins auditivos, com quan- tidade superior ao padrão de rádio e telefone, e inferior ao de CD.13.2.2. Número de Canais Apesar de existirem sistemas de reprodução quadrifônicos, bem como ou-tras configurações utilizadas em equipamentos sofisticados, os arquivos WAVEpermitem, atualmente51, dois tipos de configuração de canais: ♦ 1 canal - Monofônico; ♦ 2 canais - Estereofônicos.13.2.3. Quantização - Resolução em Bits A quantização é um item tão importante quanto a taxa de amostragempara garantir a fidelidade com que o sinal será armazenado no computador e,posteriormente, ser reproduzido. Ela indica quantos bits serão utilizados pararepresentar cada ponto do sinal de áudio que será digitalizado52 em cada ins-tante da amostragem. A quantização responde à seguinte questão: Como garan-tir que cada ponto digitalizado reproduza com fidelidade o valor analógicoinicial? A seguir, será ilustrado o conceito e os problemas resultantes da quan-tização. Dado o sinal analógico da figura 1, adotou-se uma resolução de 2 bitspara representá-lo digitalmente e 8 pontos por período do sinal (supondo queo sinal desta figura representa um período do sinal total). A figura 2 mostra areprodução do sinal digitalizado em sinal analógico.51 Já está prevista a expansão destas possibilidades, já que o protocolo possui dois bytes para esta informação.52 Digitalizar é o processo de converter um sinal analógico em digital, ou seja, converter um valor em um conjunto de bits que o represente. MIDI e Wave: Aprofundando o Tema 209
  • 210. Figura 1 - Sinal analógico. Figura 2 - Pontos amostrados. Figura 3 - Sinal digitalizado. Figura 4 - Reprodução do sinal digitalizado. O gráfico da figura 2 apresenta uma linha reta inclinada a qual teve seuspontos amostrados digitalizados (quantizados). O ideal seria que cada ponto daamostragem obtivesse um valor distinto ao ser digitalizado, o que não ocor-reu53, para manter a fidelidade do sinal. A figura 2 mostra, assim, a digitalizaçãode oito amostras a serem quantizadas por uma resolução de dois bits (quatrovalores possíveis). Esses valores, ao serem armazenados pelo computador,serão utilizados para a reconstituição do sinal posteriormente (conversãodigital-analógica), a qual é mostrada na figura 3. Pode-se perceber que não há nem semelhança visual entre o sinal ori-ginal e o reconstituído. Isto se deu devido aos pontos terem sido registradoscom uma baixa resolução (dois bits) e, portanto, havia poucos valores bináriosdistintos para representar os valores reais amostrados. Neste caso, o aumentoda taxa de amostragem pouco contribuirá para uma melhor fidelidade naamostragem do sinal. O aumento da resolução melhoraria significativamente osinal digitalizado.53 Como exemplo, os pontos 2, 3 e 4, ao serem quantizados, obtiveram o mesmo valor.210 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 211. A partir de uma determinada resolução (definida pela taxa de Nyquist),ter-se-ia, também, de aumentar a taxa de amostragem. Portanto, a quantizaçãosozinha não garante a qualidade da digitalização do sinal. A finalidade dareprodução é dada pelo binômio taxa de amostragem e quantização.13.2.4. Tamanho do Arquivo Este item indica quantos bytes de dados possui o arquivo, incluindo osdados do cabeçalho.13.3. Cabeçalho do Arquivo WAVE As placas de som e os programas que trabalharão os sinais digitalizadosprecisam conhecer algumas características do protocolo WAVE antes de editá--los ou executá-los, além dos conceitos já apresentados. ♦ nos arquivos mono e 8 bits por amostra (um Byte) - cada amostra digitalizada ocupa um byte, os quais são armazenados nos arquivos seqüencialmente, ou seja, um após o outro; ♦ nos arquivos mono e 16 bits por amostra (dois Bytes), o byte mais significativo estará em primeiro lugar e o byte menos significativo estará em segundo lugar; ♦ nos arquivos estéreos e 8 bits por amostra, o primeiro byte refere-se ao canal direito e o segundo byte refere-se ao canal esquerdo e assim sucessivamente; ♦ nos arquivos estéreos e 16 bits por amostra, os dois primeiros bytes referem-se ao canal direito e os próximos dois bytes referem-se ao canal esquerdo54.13.4. O Protocolo WAVE Wave :: Cabeçalho Dados Cabeçalho :: RIFF Tamanho WAVEfmt Estrutura Canais TxAmost. Tmedia Qminima Nbits Mark SizeData54 Para cada canal o primeiro byte refere-se ao byte mais significativo e segundo refere-se ao byte menos significativo. MIDI e Wave: Aprofundando o Tema 211
  • 212. 4 Bytes (0 - 3). Código Hexadecimal da string "RIFF"RIFF :: (52 49 46 46)Tamanho :: 4 Bytes (4 - 7). Tamanho total do arquivo 4 Bytes (8 - 15). Código Hexadecimal da string "WAVEfmt"WAVEfmt :: (57 41 56 45 66 6D 74 20) 2 Bytes (20-21) - Tipo de Estrutura. PCMEstrutura :: (Pulse Code Modulation - Modulação de Código de Pulso) 2 Bytes (22 - 23). Quantidade de Canais.Canais :: - 01: Monofônico - 02: Estereofônico 4 Bytes (24 - 27). Taxa de Amostragem para PCM: 5000 Hz, 11025 Hz, 22050 Hz, 44100 Hz. Comercialmente as principais taxas de amostragem são as seguintes: - 11.025 Hz: padrão geralmente utilizado para qualidade de telefone; - 22.050 Hz: padrão geralmente utilizado para qualidade deTxAmostragem :: rádio; - 44.100 Hz: padrão geralmente utilizado para qualidade de CD. - 32.000 Hz: proporciona bons resultados para fins auditivos, com quantidade superior ao padrão de rádio e telefone, e inferior ao de CD.Tmedia :: 4 Bytes (28 - 31). Taxa Média de Transferência. 2 Bytes (32 - 33). Quantidade mínima de bytes utilizados para representar uma amostra. Para PCM: é o número de bytes utilizado para representar uma amostra simples, incluindo os dados para ambos canais, caso seja no formato estéreo.Qminima :: - 8 bits mono: 01, - 8 bits estéreo: 02. - 16 bits mono: 02, - 16 bits estéreo: 04. 2 Bytes (34 - 35). Número de bits por amostra.Nbits :: 08: oito bits 16: dezesseis bits 4 Bytes (36 - 39). Código Hexadecimal da string “data” (64 61Mark :: 74 61).SizeData :: 4 Bytes (40 - 43). Número de bytes de dados a serem lidos.Dados :: Bytes13.5. Exercícios1. Quem definiu que a taxa de amostragem de um sinal deverá ser duas vezes o valor da maior freqüência que se deseja reproduzir.212 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 213. Sistemas de Numeração AA.1. Uma Breve Abordagem Os computadores trabalham internamente com um sistema de numeraçãodiferente do que estamos acostumados. Assim, enquanto representamos onúmero oito no sistema decimal pelo símbolo 8, o computador representa-opelo grupo de símbolos 1000. Este sistema de numeração utilizado pelo compu-tador é denominado de sistema binário, ou seja, possui dois símbolos. Cada umdesses símbolos denominamos de bit, assim como cada símbolo do sistemadecimal denominamos de dígito. Para trabalhar com este sistema, o computador possui uma álgebra todaespecial denominada Álgebra de Boole ou Álgebra Binária, a qual leva o nomede seu criador, o matemático inglês George Boole. Esta álgebra, diferente daálgebra decimal com dez símbolos (0,1,2,3,4,5,6,7,8,9), a qual normalmenteutilizamos, possui apenas dois símbolos: o símbolo 0 e o símbolo 1 pararealizar suas operações. Essas operações são bem conhecidas pelos profis-sionais de engenharia e informática, mas pouco conhecidas pelos profissionaisde áudio. Este conhecimento servirá de base para que o leitor possa entender oprocesso de amostragem e digitalização de um sinal de áudio visto no itemTaxa de Amostragem e Resolução em Bits (Quantização).A.2. Conversão entre o Sistema Decimal e o Binário Em primeiro lugar, para que se possa entender como trabalhar comnúmeros em outras bases, além da base 10, vamos tecer uma breve descriçãode como convertê-los da base 10 para a base 2 e da base 2 para a base 10. Istoé muito simples. Observe: Sistemas de Numeração 213
  • 214. A lei de formação dos números na base 2 segue o mesmo raciocínioutilizado na base 10, ou seja:Base 10 O dígito menos significativo (da unidade) possui o seu valor (de 0 a 9)multiplicado por 100 (1), o da casa das dezenas possui seu valor multiplicadopor 101(10), o da casa das centenas multiplicado por 102 (100) e assim pordiante, cada vez aumentando o expoente da base 10. Exemplo: Dado o número 945310, escrevê-lo em uma tabela na forma depotências de 10.Resposta: 945310= 9 x 103 + 4 x 102 + 5 x 101 + 3 x 100. Colocando 945310em forma de tabela, temos: x 103 x 102 x 101 x 100 9 4 5 3Base 2 O bit menos significativo possui o seu valor (0 ou 1) multiplicado por 20(1), o próximo possui seu valor multiplicado por 21 (2) e assim por diante, cadavez aumentando o expoente da base 2. Exemplo 1: Dado o número 10102, escrevê-lo em uma tabela em formade potências de 2 e determinar seu valor na base 10. Colocando 10102 em forma de tabela, temos: x 23 (=8) x 22 (=4) x 21 (=2) x 20 (=1) 1 0 1 0 Convertendo para a base 10, temos que: 10102= 1 x 23 + 0 x 22 + 1 x 21 + 0 x 20 = 1010. Exemplo 2: Dado o número 11102,escrevê-lo em uma tabela em forma depotências de 2 e determinar seu valor na base 10. Colocando 11102 em forma de tabela, temos: x 23 (=8) x 22 (=4) x 21 (=2) x 20 (=1) 1 1 1 0214 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 215. Convertendo para a base 10, temos que: 11102= 1 x 23+ 1 x 22+ 1 x 21+ 0 x 20 = 8+4+2+0 =1410A.3. Conclusões Relevantes sobre Conversão entre asBases Binária e Decimal Você notou que o processo para converter binário em decimal é simples.Basta montar a tabela com as potências binárias, colocar o bit 1 nas casas quesomadas totalizam o número decimal desejado e 0 nas que não foram utilizadas. Vamos ver como elaborar um algoritmo que lhe permite implementar estaconversão por meio de um programa de computador.1. Inicia-se colocando o bit 1 na primeira potência binária que for menor ou igual ao valor decimal que se deseja converter.2. Se o valor da potência for igual ao valor que se deseja converter, basta colocar zeros em todas as potências com expoentes menores que a potência que recebeu o bit 1. Caso contrário, veja o exemplo 2, o qual converte números que não são potências exatas de dois. Exemplo 1: Suponha que se deseja converter o número decimal 1610 embinário. Deve-se colocar o bit 1 na casa da potência 24 (que vale 1610). Istoindica que a conversão acabou e devemos colocar bits 0 em todas as casas compotências menores que 24. A tabela seguinte mostra o que foi dito: x 24 ( = 16 ) x 23 (=8) x 22 (=4) x 21 (=2) x 20 (=1) 1 0 0 0 0 Assim, 1610 = 100002 . Exemplo 2: Converter 910 em binário. Nove (9) não pode ser escritocomo uma potência exata de 2. Neste caso, deve-se fazer o seguinte:1. Colocar um bit 1 na casa da primeira potência de 2 menor que 910, ou seja, 23. x 24 ( = 16 ) x 23 (=8) x 22 (=4) x 21 (=2) x 20 (=1) 12. Deve-se subtrair 910 de 810 (23), obtendo o resultado: 110. Novamente deve- -se procurar a potência de 2 que seja igual ou inferior a este valor restante, Sistemas de Numeração 215
  • 216. 110. Assim, encontra-se 20 que é exatamente igual a 110. Conforme foi explicado, devemos agora colocar um bit 1 também nesta casa. x 24 ( = 16 ) x 23 (=8) x 22 (=4) x 21 (=2) x 20 (=1) 1 13. Como já foi completado o valor desejado, 910, encerra-se a conversão, colocando zero em todas as casas que não receberam um bit 1. x 24 ( = 16 ) x 23 (=8) x 22 (=4) x 21 (=2) x 20 (=1) 1 0 0 14. Obtém-se então que 910 = 10012.216 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 217. &Índice Remissivo FFT........................................122, 123, 178 Formantes.............................................154A Fourrier.................................178, 180, 182ADSR .................................................... 155 Freqüência...........151, 152, 153, 154, 155,Aplicações dos Sinais DC e AC .......... 190 157, 158, 175, 176, 178, 180, 182, 183Arquivos MIDI................................................ 199 WAVE ............................................. 199 GAttack ................................................... 155 Gravando por meio do Microfone .......34 Gravando uma música do CD ..............32Bbinário.......................................... 213, 215 Ibit ................................ 213, 214, 215, 216 Input gain...............................................91C LCabeçalho do Arquivo WAVE ............ 211 Line In ................................. 30, 31, 39, 40Calibrate........................................... 38, 43Chorus out ............................................. 92Configurando a Placa de Som.............. 29 MControle de Reprodução....................... 29 Masterização.................................111, 187 Microfone ............... 30, 31, 34, 38, 39, 43,D 160, 161, 162, 163, 173 MIDI..................................................18, 28dB......... 166, 168, 170, 171, 173, 174, 180 Mix....................................................68, 69DC adjust ............................................... 38 Modulation .............................................92Decay ................................................... 155 MP3 .........................................................22Decay time....................................... 86, 98Delay out ............................................... 97Disquetes ............................................... 21 NDry out....................................... 86, 91, 97 Nível DC.....................................38, 39, 43 Noiseprint............121, 123, 124, 125, 126,E 130, 134, 136 Normalize .......... 72, 73, 74, 75, 76, 79, 80Early out................................................. 86 Nota ......................................................151Early reflections style ............................ 86 musical............................................151Effects.......................84, 85, 89, 90, 95, 96 Número de Canais ...............................112Envelope Sonoro................................... 58 Nyquist .................................180, 183, 186EQ .............................................. 57, 58, 59 OF Overlap.................................................124Fader ....................................86, 91, 92, 97 Índice Remissivo 217
  • 218. P Simple .............................................. 95, 96 Sinal AC ............................................... 189Pan..........................99, 100, 101, 102, 103 Sinal DC ............................................... 189phase ......................................................92 Slider ................86, 87, 92, 93, 97, 98, 148Pitch..................................................66, 89 Sound Blaster ........................................ 28Plug-ins.............................................17, 18 Statistics........................................ 115, 116 DiretcX ............................................105 Sustain.................................................. 155Pre-delay ................................................87Protocolo WAVE ..................................211 TQ Tamanho da Amostragem .................... 37 Taxa de Amostragem .................... 36, 112Quick Time ............................................22 Timbre.................. 153, 154, 155, 175, 176 Toolbars ................................................. 27R VReal Time ...............................................22Régua de Níveis de Gravação...............37 Vinil...................................... 147, 148, 150Release..................................................155 Vinyl Restoration ......................... 148, 150Resample ................................................55 Volume .........29, 30, 31, 32, 71, 157, 160,Resolução de bits.................................112 161, 162, 164, 168, 172, 173, 174Reverb out..............................................86 WS Wave .......................................... 17, 22, 24Semitom........................................151, 153 Windows Media .................................... 22218 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs
  • 219. &Referências Bibliográficas BROHN, M., et al. Sound Forge, Noise Reduction and Spectrum Analysis. Sonic Foundry, 2001. IFEACHOR, E. C., JERVIS, B. W. Digital Signal Processing: A practical aproach. UK: Addison-Wesley, 1993. MACHADO, A. C. Tradutor de Arquivos MIDI para Texto Utilizando Linguagem Funcional CLEAN (Dissertação de Mestrado). Uberlândia: UFU, 2001. MACHADO, A. C.; et al. Encore 4.2.1 & Band-in-a-Box 10: Arranjo, Seqüenciamento e Editoração de Partituras. São Paulo: Érica, 2001. ______. Finale 2001: Arranjo e Editoração de Partituras. São Paulo: Érica, 2001. MACHADO, A. C.; LIMA, L. V. Sound Forge 5.0: Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs. São Paulo: Érica, 2002. MACHADO, A. C.; LIMA, L. V; OLIVEIRA, D. C. Computer Music: Sound Forge 5.0. São Paulo: Playmusic., v.46, p. 7-9, 2001. MACHADO, A. C.; LIMA, L. V; PINTO, M. M. Cakewalk 9: Arranjo Seqüenciamento e Editoração de Partituras. São Paulo: Érica, 2001. ______. Cakewalk Sonar 2.0: Seqüenciamento e Técnicas de Estúdio Audiodigital. São Paulo: Érica, 2002. PROAKIS, J. G., MANOLAKIS, D. G. Introduction to Digital Signal Processing. New York: Macmillian, 1988. Índice Remissivo 219
  • 220. &Marcas Registradas Sound Forge é marca registrada da Sonic Foundry, Inc. Windows 95, 98 e ME são marcas registradas da Microsoft Corporation. Todos os demais nomes registrados, marcas registradas ou direitos de uso citados nesse livro pertencem aos seus respectivos proprie- tários.220 Sound Forge 6.0 - Restauração de Sons de LPs e Gravação de CDs