Cakewalk 9: Arranjo, Seqüenciamento e Editoração de Partituras - 2ª Edição.
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Autores: André Campos Machado, Luciano Vieira Lima, Marília Mazzaro Pinto. ...

Autores: André Campos Machado, Luciano Vieira Lima, Marília Mazzaro Pinto.

Resenha:
O Cakewalk é considerado um dos melhores softwares para seqüenciamento de áudio e MIDI do mercado. Com ele é possível criar e editar arranjos no formato MIDI e WAV. Este livro possui uma forte conotação didática, permitindo ao usuário um aprendizado simples e eficiente. Nele estão detalhados os principais tópicos utilizados pelos profissionais na editoração de partituras, bem como as ferramentas de arranjo e seqüenciamento de trilhas de áudio e MIDI. O livro foi escrito de uma forma, em que os tópicos são independentes, procurando resolver as principais necessidades para execução de uma tarefa. Cada item, como, por exemplo, a equalização do arranjo, independe da leitura dos demais para ser concretizado.

ISBN: 8571948070 | Páginas: 262

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  • Eu já toco teclado a mais de um ano e venho acompanhando alguns caras que ensina a tocar teclado no youtube são bem legais mesmos, essas dicas tambem foram muito boas, a pouco tempo conheci um curso eu acho que mais pessoas aqui já conhece, gostei bastante, o curso é esse:http://j.mp/auladeteclado
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Cakewalk 9: Arranjo, Seqüenciamento e Editoração de Partituras - 2ª Edição. Cakewalk 9: Arranjo, Seqüenciamento e Editoração de Partituras - 2ª Edição. Document Transcript

  • Computação Musical - Cakewalk 9 1
  • Seja Nosso Parceiro no Combate à Cópia IlegalA cópia ilegal é crime. Ao efetuá-la, o infrator estará cometendo um grave erro,que é inibir a produção de obras literárias, prejudicando profissionais que serãoatingidos pelo crime praticado.Junte-se a nós nesta corrente contra a pirataria. Diga não à cópia ilegal. Seu Cadastro é muito Importante para NósAo preencher e remeter a ficha de cadastro constante no final desta publicação,cuja postagem será paga pela Editora Érica, bastando depositá-la em qualquercaixa de correio, você passará a receber, automaticamente, informações sobrenossos lançamentos em sua área de preferência.Conhecendo melhor nossos leitores e suas preferências, vamos produzir títulosque atendam suas necessidades.Obrigado pela sua escolha. Fale Conosco!Eventuais dúvidas referentes ao conteúdo deste livro serão encaminhadas ao(s)respectivo(s) autor(es) para esclarecimento, excetuando-se as dúvidas quedizem respeito a pacotes de softwares, as quais sugerimos que sejamencaminhadas aos distribuidores e revendedores desses produtos, que estãohabilitados a prestar todos os esclarecimentos.As dúvidas só podem ser enviadas por:1. E-mail: producao@erica.com.br2. Fax: (11) 217.40603. Carta: Rua São Gil, 159 - Tatuapé - CEP 03401-030 - São Paulo - SP VISITE EM NOSSO SITE O GRUPO ÉRICA NEWS2 Computação Musical - Cakewalk 9
  • André Campos Machado Luciano Vieira Lima Marília Mazzaro Pinto Ano: 2004 2003 2002 2001 Edição: 9 8 7 6 5 4 3 2 1 Editora Érica Ltda.Conselho Editorial:Diretor Editorial: Antonio Marco Vicari CipelliDiretor Comercial: Paulo Roberto AlvesDiretor de Publicidade: Waldir João SandriniAvaliação Técnica: Fausto de PaschoalEditoração: Érica Regina Antonio PaganoCapa: Maurício S. de FrançaDesenhos: Pedro Paulo Vieira HerruzoRevisão Interna: Graziela M. L. GonçalvesRevisão Gramatical: Marlene Teresa Santin AlvesRevisão e Coordenação: Rosana Arruda da Silva Computação Musical - Cakewalk 9 3 View slide
  • Copyright © 2001 da Editora Érica Ltda. Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Machado, André Campos, 1965 - Computação musical: Cakewalk 9: arranjo, seqüenciamento e editoração de partituras / André Campos Machado, Luciano Vieira Lima, Marília Mazzaro Pinto. -- São Paulo: Érica, 2001. Bibliografia ISBN: 85-7194-807-0 1. Cakewalk 9 2. Música - Programas de computador. 3. Música por computador. 4. Partituras musicais. I. Machado, André Campos, 1965 - II. Lima, Luciano Vieira, 1960 - III. Pinto, Marília Mazzaro, 1965 - IV. Título. 01-3395 CDD - 781-3453 Índices para Catálogo Sistemático: 1. Música: Composição: Programas de computador 781.3453 2. Partituras musicais: Editoração: Programas de computador 781.3453Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo,especialmente por sistemas gráficos, microfílmicos, fotográficos, reprográficos, fonográficos,videográficos, internet, e-books. Vedada a memorização e/ou recuperação total ou parcial em qualquersistema de processamento de dados e a inclusão de qualquer parte da obra em qualquer programajuscibernético. Essas proibições aplicam-se também às características gráficas da obra e à suaeditoração. A violação dos direitos autorais é punível como crime (art. 184 e parágrafos, do Código Penal,cf. Lei no 6.895, de 17.12.80) com pena de prisão e multa, conjuntamente com busca e apreensão eindenizações diversas (artigos 102, 103 parágrafo único, 104, 105, 106 e 107 itens 1, 2 e 3 da Lei no 9.610,de 19/06/98, Lei dos Direitos Autorais).Os Autores e a Editora acreditam que todas as informações aqui apresentadas estão corretas e podem serutilizadas para qualquer fim legal. Entretanto, não existe qualquer garantia, explícita ou implícita, deque o uso de tais informações conduzirá sempre ao resultado desejado. Os nomes de sites e empresas,porventura mencionados, foram utilizados apenas para ilustrar os exemplos, não tendo vínculo algumcom o livro, não garantindo a sua existência nem divulgação.“Algumas imagens utilizadas neste livro foram obtidas a partir do CorelDRAW 7, 8 e 9 e da Coleção doMasterClips/ MasterPhotos© da IMSI, 1985 Francisco Blvd. East, San Rafael, CA 94901-5506, USA.” Editora Érica Ltda. Rua São Gil, 159 - Tatuapé CEP: 03401-030 - São Paulo - SP Fone: (11) 295-3066 - Fax: (11) 217-4060 Site: www.erica.com.br4 Computação Musical - Cakewalk 9 View slide
  • &Fabricantes Produto: Cakewalk 9 Fabricante: Twelve Tone Systems, Inc. http://www.cakewalk.com/ Tel: (888) 225-3925 ou 800-887-6434 Fax: (617) 441-7887 O software Cakewalk é distribuído no Brasil pela Quanta Music & Technology e revendidos por várias empresas. Quanta Music & Technology Av. João Erbolato, 377 - Jd. Chapadão CEP 13066-640 - Campinas - SP Tel. Vendas: 0800-55-4644 Tel: (019) 3741 - 4644 Fax (019) 3741 - 4643 Computação Musical - Cakewalk 9 5
  • Requisitos Mínimos deHardware e de Software & ♦ Pentium 133 ou superior; ♦ 326 MB de RAM; ♦ 20 MB de espaço livre em hard disk; ♦ Placa de Som Sound Blaster ou compatível; ♦ Impressora laser ou jato de tinta; ♦ Windows 98 ou superior; ♦ DirectX 7 ou superior; ♦ Cakewalk 9.6 Computação Musical - Cakewalk 9
  • &Dedicatória A Deus, senhor de toda criatura, portanto de todos os seus desenvolvimentos. Aos nossos alunos de ontem, hoje e amanhã, motivadores do nosso trabalho. Por essas palavras ele indicava com que morte Simão havia de glorificar a Deus. E falando assim, acrescentou: “Segue-me”. João: 21,19 Computação Musical - Cakewalk 9 7
  • &Agradecimentos Ao Edson Simão pela ajuda em capturar as janelas dos programas e pelas dicas de como resolver os problemas de editoração gráfica. À direção do Conservatório Estadual de Música Cora Pavan Capparelli, em especial à Mônica Debs Diniz Recife e Vera Lúcia Santos Vilela, que nos incentivou e proporcionou o desenvolvi- mento da Informática Musical na escola. Aos artistas gráficos Priscila Pereira de Melo, Luiz Fernando Rodrigues Pereira e Sandra Fernandes de Oliveira Lima, pelo traba- lho competente que nos têm prestado em todos os produtos desen- volvidos por nosso grupo. Os autores8 Computação Musical - Cakewalk 9
  • Sobre os Autores & André Campos Machado (andrecampos@triang.com.br) Formado em Música, instrumento Violão e Especialização em música pela Universidade Federal de Uberlândia. Professor do Conservatório Estadual de Música Cora Pavan Capparelli de Uberlândia, onde ministra aulas de violão desde 1983 e de Computação Musical há 6 anos. É integrante do Corpo Docente do Curso de Especialização em Música do Século XX da Universidade Federal de Uberlândia. Está concluindo o mestrado em manipulação de arquivos MIDI e harmonização automática de músicas por computador no Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Uberlândia. Luciano Vieira Lima (vieira@ufu.br) Professor da Faculdade de Engenharia Elétrica, de Computação e da Música (especialização) da Universidade Federal de Uberlândia. Trabalha a mais de 6 anos com Computação Musical e Orienta atualmente mestrado e doutorado em Engenharia de Computação e Computação Musical. Fez seu doutorado na Poli-USP em sistemas inteligentes autônomos de composição musical por computador baseada em estilo onde criou um sistema que extrai o estilo automaticamente de qualquer autor e recria no computador um sistema compositor que compõe músicas inéditas com estilo semelhante ao dos autores originais. Marília Mazzaro Pinto (mariliamazzaro@triang.com.br) Professora de Computação Musical desde 1998 do Conservatório Estadual de Música Cora Pavan Capparelli de Uberlândia, onde atualmente exerce a função de Vice-Diretora. Graduanda no curso Educação Artística Habilitação em Música, da Universidade Federal de Uberlândia. Computação Musical - Cakewalk 9 9
  • Sobre o Material Disponível naInternet &O material disponível no site da Editora Érica (www.erica.com.br) contémalguns arranjos e seqüenciamentos feitos no Cakewalk.É necessário que você tenha instalado em sua máquina os mesmos requisitosdescritos na página Requisitos Mínimos de Hardware e de Software. Cakewalk.exe - 391 kbProcedimento para DownloadAcesse a home page da Editora Érica Ltda.: www.erica.com.br. A transferênciados arquivos disponíveis pode ser feita de duas formas:Por meio do módulo pesquisa. Localize o livro desejado, digitando palavras- chaves (nome do livro ou dos autores). Aparecerão os dados do livro e o arquivo para download, então dê um clique sobre o arquivo executável. Logo após, o arquivo será transferido.Por meio do botão “Download”. Clicando nesse botão, localizado no canto superior da tela de nosso site, surgirá uma listagem de livros. Localize o livro desejado (no caso: Computação Musical: Cakewalk 9) e dê um clique no arquivo executável. Então, o arquivo será transferido.Procedimento para DescompactaçãoPrimeiro passo: após ter transferido o arquivo, verifique o diretório em que seencontra e dê um duplo-clique sobre ele. Aparecerá uma tela do programaWINZIP SELF-EXTRACTOR que conduzirá você ao processo de descompactação.Abaixo do Unzip To Folder, existe um campo que indica o destino dos arquivosque serão copiados para o disco rígido do seu computador. C:Computação MusicalSegundo passo: prossiga com a instalação, clicando no botão Unzip, o qual seencarregará de descompactar os arquivos. Logo abaixo dessa tela, aparecerá abarra de status a qual monitora o processo para que você acompanhe. Após otérmino, outra tela de informação surgirá, indicando que os arquivos foramdescompactados com sucesso e estão no diretório criado. Para sair dessa tela,clique no botão OK. Para finalizar o programa WINZIP SELF-EXTRACTOR,clique no botão Close.10 Computação Musical - Cakewalk 9
  • &PrefácioA minha primeira experiência com um software musical foi no ConservatórioEstadual de Música Cora Pavan Capparelli, Uberlândia - MG, em uma palestrasobre o software editor de partituras Encore, no final de 1994. Naquela épocative literalmente de assistir a grande parte da palestra com um binóculo, poishavia somente um computador para todos os presentes. Como músico eu fiqueiencantado ao ver como poderia enriquecer meu trabalho com programas decomputador dedicados à música.Ver uma palestra não era o único contado que, a partir daquele momento, eugostaria de ter. Foi então que me questionei: onde iria encontrar mais informa-ções a respeito de Computação Musical, e, o mais importante, quem deveriaprocurar.Foi nesta época que conheci o Prof. Dr. Luciano Vieira Lima, professor doDepartamento de Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Uberlândia.Ele montou um projeto com o objetivo de difundir a Computação Musical pelosConservatórios do Triângulo Mineiro e, é claro, também no Conservatório emque ainda sou professor. Pronto! Encontrei neste momento quem estavaprocurando, ou seja, a pessoa que poderia me integrar de uma forma maisprofunda ao universo da Computação Musical.O primeiro software que ele nos apresentou, digo nós porque foi para umgrupo de vinte professores, foi o Musicator 1.03 (muitos outros se sucederam).A partir deste momento eu criei o Curso de Computação Musical doConservatório Estadual de Música Cora Pavan Capparelli, de Uberlândia, que,em 2001, já está no seu 6º ano sem interrupções.Para atender à carência de material específico sobre os programas utilizados nocurso, nós montamos apostilas que hoje se transformaram em livros publicadospela Editora Érica. É muito bom ver o trabalho concluído e saber que a partirdeste momento os novos interessados em Computação Musical não precisarãomais descobrir os segredos dos programas sozinhos. Poderão contar com ummaterial específico, em uma linguagem simples e didática, com todas asinformações necessárias para o aprendizado dos programas.O trabalho que hoje editamos pela Érica está, sem dúvida alguma, realizando umsonho antigo. Espero que possamos realizar alguns dos seus sonhos e encontrá-lo em vários outros livros. Aproveite bem o livro sobre do Cakewalk 9.Nele você encontrará exclarecimento de muitas dúvidas sobre como fazerarranjos, editorar partituras, seqüenciar músicas e algumas técnicas de estúdiodigital. André Campos Machado Computação Musical - Cakewalk 9 11
  • &Apresentação O presente trabalho é, antes de tudo, uma poderosa ferramenta didática para qualquer nível de conhecimento que um usuário possua Cakewalk e Windows, ministrando-lhe o conhecimento do software de maneira simples, clara e objetiva, tendo como fim a edição de partituras, gravação, edição e seqüenciamento áudio- MIDI, criação de play-backs e masterização de trilhas e músicas com qualidade profissional. Assim, de forma resumida, são apresentados: 1. Editoração de partituras: notas, claves, armaduras de claves, lirismo, seqüenciamento, dinâmica e todas as ferramentas normalmente utilizadas pelo músico em tarefas editoração e impressão de partituras. 2. Ferramentas para gravação tratamento de áudio e MIDI 3. Mixagem, efeitos e masterização áudio e MIDI. 4. Sintetização e modificação de timbres, criação de estilos para os teclados da família PSR da Yamaha. 5. Criação de spots e jingles e seqüências rápidas. Alguns tópicos, como o capítulo * e o apêndice B foram extraídos do livro Computação Musical - Encore 4.2.1 & Band-in-a-Box 10. Enfim, sua imaginação é o limite e o limite .... bom ... está muito além de sua imaginação ... !!! Os autores12 Computação Musical - Cakewalk 9
  • &Índice AnalíticoCapítulo 1 - Apresentação do o Cakewalk Pro Áudio 9.0............................. 19 1.1. Cakewalk Pro Áudio 9.0 .................................................................... 19 1.2. Trabalhando com o Windows 95, 98 ou ME .................................... 19 1.3. Sair do Cakewalk Pro Áudio 9.0 ....................................................... 21 1.4. Sair do Windows 95, 98 ou ME ......................................................... 21 1.5. Salvar .................................................................................................. 22 1.6. Abrir um Arquivo Existente ............................................................... 24 1.7. MIDI Formatos 0 e 1 ......................................................................... 25 1.8. A Diferença entre Track e Canal ...................................................... 26 1.9. Diferenças Básicas entre Áudio e MIDI ............................................ 26 1.10. Iniciando o Cakewalk Pro Áudio 9.0 ................................................ 27 1.11. Função dos Botões da Janela Cakewalk Quick Start ...................... 28 1.12. A Interface Principal - Janela Track................................................... 29 1.12.1. Conhecendo a Janela Track ................................................. 29 1.13. Outras Janelas ................................................................................... 30 1.13.1. Piano Roll .............................................................................. 31 1.13.2. Event List ................................................................................ 31 1.13.3. Staff......................................................................................... 31 1.13.4. Áudio ..................................................................................... 32 1.13.5. Lyrics ..................................................................................... 32 1.13.6. Studio Ware (Panel) .............................................................. 32 1.13.7. Console ................................................................................. 33 1.14. Habilitar ou Desabilitar as Barras de Ferramentas .......................... 33Capítulo 2 - Formatando a Música ................................................................... 35 2.1. Escolher um Arquivo Novo ............................................................... 35 2.2. Fórmula de Compasso ....................................................................... 36 2.3. Escolher a Tonalidade (Armadura de Clave) .................................... 37 2.4. Mudar as Medidas de Tempo Musical............................................... 38 2.5. Mudar as Medidas de Tempo Cronológico....................................... 39 2.6. Mudar o Andamento .......................................................................... 40 2.7. Nome do Instrumento ....................................................................... 41 2.8. Transpor Somente o Som ................................................................. 41 2.9. Escolher ou Mudar o Canal .............................................................. 42 2.10. Escolher ou Mudar o Instrumento..................................................... 43 Computação Musical - Cakewalk 9 13
  • 2.11. Volume dos Instrumentos ................................................................ 44 2.12. Alterando o Balanço do Estéreo - Pan ............................................. 44Capítulo 3 - Gravando MIDI Com o Cakewalk .............................................. 47 3.1. Configurando o Metrônomo ............................................................. 47 3.2. Posicionar o Cursor Usando o Teclado do Computador ................ 49 3.3. Posicionar o Cursor Usando a Toolbar Position ............................. 49 3.4. Configurar a Placa de Som - MIDI ................................................... 49 3.5. Gravação em Tempo Real - Teclado MIDI ...................................... 53 3.6. Piano Virtual ...................................................................................... 56Capítulo 4 - Ferramentas Úteis ......................................................................... 57 4.1. Selecionar Todo o Track.................................................................... 57 4.2. Selecionar Compassos da Música...................................................... 57 4.3. Selecionar Tempos da Música .......................................................... 59 4.4. Copiar e Colar um Trecho da Música .............................................. 60 4.5. Mover um Trecho da Música ............................................................ 61 4.6. Criar Clips .......................................................................................... 61 4.7. Crescendo e Decrescendo ................................................................ 63 4.8. Ralentando ........................................................................................ 64 4.9. Transpor 1 ......................................................................................... 66 4.10. Transpor 2 ......................................................................................... 67 4.11. Ajustando a Música Para um Tempo Predeterminado .................... 69 4.11.1. Alterando a Duração da Música ............................................ 70 4.11.2. Mantendo o Metrônomo e Alterando as Figuras Musicais... 71 4.12. Marcadores ......................................................................................... 73 4.12.1. Inserir Marcadores ................................................................. 74 4.12.2. Editar Marcadores .................................................................. 75Capítulo 5 - Partitura e Letra............................................................................. 77 5.1. Visualizar a Partitura .......................................................................... 77 5.2. Escrever a Melodia Usando o Mouse................................................ 77 5.3. Selecionar Compassos........................................................................ 79 5.4. Copiar e Colar Compassos................................................................. 79 5.5. Ouvir as Notas da Partitura................................................................ 80 5.6. Cifras ................................................................................................... 80 5.7. Letra de Música .................................................................................. 83 5.8. Letra de Música - Extensão da Palavra ............................................ 83 5.9. Letra de Música - Elisão .................................................................... 84 5.10. Título, Compositor, Arranjo e Editoração ........................................ 84 5.11. Imprimir a Partitura ........................................................................... 8514 Computação Musical - Cakewalk 9
  • Capítulo 6 - Gravando Áudio Com o Cakewalk ............................................. 87 6.1. Configurar a Placa de Som - Wave, Microfone ou Line In .............. 87 6.2. Gravar o MIDI em Formato Wav....................................................... 90 6.3. Gravação em Tempo Real - Microfone ou Line In .......................... 92 6.4. Salvar Wave em um Arquivo Separado............................................. 95 6.5. Equalizar o Áudio ............................................................................. 96 6.6. Fade In (Crescendo) ou Fade Out (Decrescendo) .......................... 99 6.7. Normalizar ....................................................................................... 100Capítulo 7 - Janela Piano Roll ........................................................................ 103 7.1. Conhecendo a Janela Piano Roll .................................................... 103 7.2. Função dos Ícones da Barra de Ferramentas ................................ 104 7.3. Visualizar Mais de um Track .......................................................... 105 7.4. Inserindo Notas ............................................................................... 106 7.4.1. Inserindo Notas - Snap to Grid Desativado........................ 107 7.4.2. Inserindo Notas - Move To Ativado.................................... 108 7.4.3. Inserindo Notas - Move By Ativado.................................... 110 7.5. Movendo Notas ............................................................................... 110 7.5.1. Movendo Notas - Snap to Grid Desativado ........................ 110 7.5.2. Movendo Notas - Move To Ativado .................................... 111 7.5.3. Movendo Notas - Move By Ativado .................................... 113 7.5.4. Movendo Notas - Com Precisão Numérica ........................ 115 7.6. Alterando a Altura - Pitch ............................................................... 117 7.6.1. Alterando a Altura da Nota (Pitch) Graficamente ............. 118 7.6.2. Alterando a Altura da Nota (Pitch) Numericamente ......... 119 7.7. Alterando a Intensidade (Velocity) ................................................ 119 7.8. Alterando a Duração da Nota ......................................................... 120 7.8.1. Alterando a Duração da Nota - Snap to Grid Desativado.. 120 7.8.2. Alterando a Duração da Nota - Move To Ativado ............ 121 7.8.3. Alterando a Duração da Nota - Move By Ativado ............ 123 7.8.4. Alterando a Duração da Nota - Numericamente ............... 125 7.9. Alterando o Canal da Nota ............................................................. 127 7.10. Abrindo a Janela de Controle de Dinâmica (Control Pane) ......... 127 7.10.1. Alterando o Volume da Nota - Velocity ............................ 131 7.10.2. Alterando Pich-bend das Notas - Wheel ........................... 132 7.10.3. Alterando o Volume do Track - Crescendo e Decrescendo ....................................................................... 134 7.10.4. Alterando o Balanço do Estéreo - Track Pan .................... 136 Computação Musical - Cakewalk 9 15
  • Capítulo 8 - Percussão e Bateria .................................................................... 139 8.1. Gravação em Tempo Real ............................................................... 139 8.2. Gravação na Janela Piano Roll ....................................................... 143Capítulo 9 - Janela Event List ......................................................................... 147 9.1. Conhecendo a Janela Event List ..................................................... 147 9.2. Visualizar Mais de Um Track .......................................................... 149 9.3. Para Que Serve a Janela Event List? ............................................... 149 9.4. Evento e Seus Parâmetros .............................................................. 149 9.5. Editar um Evento ............................................................................ 151 9.6. Visualizando Todos os Eventos de Todos os Tracks na Ordem Que Ocorrem .................................................................................. 157 9.7. Analisando Todos os Tracks Que Possuam Eventos .................... 159 9.8. Deletando (Eliminado) Eventos ..................................................... 160 9.9. Exemplos Com Outros Eventos Além de Nota .............................. 161Capítulo 10 - Equalização e Efeitos MIDI e Áudio ...................................... 163 10.1. Equalização - Janela Track ............................................................. 163 10.2. Equalização - StudioWare ................................................................ 165 10.3. Equalização - Janela Console ......................................................... 167 10.4. Efeitos - MIDI .................................................................................. 171 10.5. Efeitos - Áudio ................................................................................ 172 10.5.1. Reverb ................................................................................. 173 10.5.2. Chorus ................................................................................. 175 10.5.3. Delay / Echo ....................................................................... 178Capítulo 11 - Criando Estilos Para Teclados ............................................... 181 11.1. Marcadores Que Devem Ser Inseridos .......................................... 181 11.2. Criando um Estilo com os Devidos Marcadores ........................... 182Capítulo 12 - Editando um Timbre Existente ............................................. 187 12.1. Notas Musicais ................................................................................. 187 12.2. Tabela de Notas e Freqüências Produzidas Por Equipamentos Midi .............................................................................................. 189 12.3. Timbre ............................................................................................. 191 12.3.1. O Conjunto das Parciais Harmônicas do Sinal Sonoro ..... 191 12.3.2. O Envelope Sonoro ............................................................ 192 12.4. Alterando o timbre de instrumentos MIDI utilizando controladores de envelope e conteúdo harmônico ...................... 193 12.5. Controladores (Control Change) .................................................... 19416 Computação Musical - Cakewalk 9
  • 12.6. Inserindo controladores na janela Event List para obter uma modificação timbral ................................................................ 195Capítulo 13 - MIDI ............................................................................................ 197 13.1. O Nascimento do MIDI ................................................................. 197 13.2. MIDI e Computadores ................................................................... 199 13.3. O Que é MIDI................................................................................ 200 13.4. MIDI Ports ...................................................................................... 201 13.5. Conexão Entre Dispositivos MIDI Utilizando os Ports Midi In, Midi Out e Midi Thru ................................................................... 202 13.6. O Que Pode Ser Feito com MIDI ................................................. 206 13.7. Como São Gravadas as Músicas MIDI Nos Teclados, Seqüenciadores e Computadores? ............................................... 206 13.8. Standard MIDI File (SMF) .............................................................. 207 13.8.1. O Músico e a Partitura ...................................................... 208 13.8.2. Músico Utilizando um Teclado MIDI................................ 208 13.8.3. ppq..................................................................................... 209 13.8.4. Delta Time ......................................................................... 210 13.8.5. Analisando Arquivos MIDI SMF........................................ 214 13.9. Tabela de Instrumentos General MIDI ......................................... 221 13.10. Tabela General MIDI dos Instrumentos de Percussão 1 ............ 222 13.11. Tabela General MIDI dos Instrumentos de Percussão 2 ............ 222 13.12. Tabela de Freqüências das Notas Musicais ................................. 223 13.13. Mensagens de Voz (Channel Voice Messages) ............................ 224 13.14. Mensagens de Modo (Channel Mode Messages) ......................... 225 13.15. Controles (Control Change) .......................................................... 225 13.16. Mensagens Comuns de Sistema (System Common Messages) .... 226 13.17. Mensagens de Sistema em Tempo Real (System Real Time)....... 227 13.18. Mensagens Exclusivas de Sistemas (System Exclusive Messages) ....................................................................................... 227 13.19. Computadores e Teclados Interligados ........................................ 228Capítulo 14 - Conceitos e Notação Musical................................................... 229 14.1. Notas Musicais .............................................................................. 229 14.2. Figuras Musicais ............................................................................ 231 14.3. Acidentes Musicais ....................................................................... 232 14.4. Claves Musicais ............................................................................. 232 14.4.1. Distribuição das Notas na Clave de Sol e de Fá ............. 233 14.5. Fórmula de Compasso (Time Signature) ..................................... 233 14.6. Armadura de Clave (Key Signature) ............................................ 234 Computação Musical - Cakewalk 9 17
  • 14.7. Tonalidade Maior ......................................................................... 235 14.8. Acorde ........................................................................................... 236 14.8.1. Cifras ................................................................................. 237 14.9. Intervalos ...................................................................................... 237 14.10. Tonalidades Menores ................................................................... 239 14.10.1. Escala Menor Natural ..................................................... 239 14.10.2. Escala Menor Harmônica ............................................... 239 14.10.3. Escala Menor Melódica .................................................. 239Apêndice A - Sistemas de Numeração ........................................................... 241 A.1. Uma Breve Abordagem ................................................................... 241 A.2. Conversão entre o Sistema (base) Decimal e Outros Sistemas (bases) de Numeração ..................................................................... 241 A.3. Conclusões Relevantes Sobre Conversão Entre as Bases Binária e Decimal ......................................................................................... 244 A.3.1. Exemplos Adicionais ........................................................... 245 A.4. Operações Matemáticas Fundamentais na Base 2 .......................... 246 A.4.1. Soma e Subtração ................................................................ 246 A.4.2. Multiplicação e Divisão ....................................................... 24818 Computação Musical - Cakewalk 9
  • Apresentação do Cakewalk Pro Áudio 9.0 011.1. Cakewalk Pro Áudio 9.0 Um programa é um conjunto detalhado de instruções lógicas para o com-putador, instruindo-o a realizar uma tarefa específica ou um grupo de tarefasrelacionadas. Portanto, para que o programa Cakewalk Pro Áudio 9.0 forWindows funcione, deve, como o próprio nome indica, estar no ambienteWindows, que é um sistema operacional em ambiente gráfico, ou seja, em vezde precisar digitar comandos, como no DOS, o Windows apresenta janelas (daío nome Windows) e ícones (símbolos) que, ao serem clicados com o mouse,executam automaticamente programas e dão acesso a várias funçõesimportantes por meio de Caixas de Diálogo.1.2. Trabalhando com o Windows 95, 98 ou ME De acordo com a figura, observe os seguintes passos:1. Clique em Iniciar.2. Deslize o mouse até Programas.3. Deslize o mouse até o programa Cakewalk Pro Áudio.4. Uma lista com vários itens do programa aparece.5. Clique em Cakewalk Pro Áudio para entrar no programa. Apresentação do Cakewalk Pro Áudio 9.0 19
  • 3º Deslize o mouse até aqui e mova-o para direita. 4º Clique aqui para entrar no Cakewalk 2º Deslize o mouse até aqui e mova-o para direita. 1º Clique aqui. No monitor aparecerá a tela inicial do programa:20 Computação Musical - Cakewalk 9
  • 1.3. Sair do Cakewalk Pro Áudio 9.01. Clique no botão Close.2. Pressione a tecla Alt no teclado do computador e, mantendo-a pressionada, pressione a tecla F4 , localizada na parte superior do teclado.3. Outras opções: ♦ Clique com o botão esquerdo do mouse no botão de controle Fechar, localizado no canto superior direito da tela. Clique aqui. ♦ Ative o menu File e clique em Exit. Clique aqui.1.4. Sair do Windows 95, 98 ou ME1. Clique no menu Iniciar, localizado na parte inferior esquerda do monitor.2. Clique em Desligar. Clique aqui. Apresentação do Cakewalk Pro Áudio 9.0 21
  • 3. A janela Desligar o Windows se abre: Clique aqui.4. Clique na opção Desligar o computador.5. Clique em OK.6. Espere a mensagem: Seu computador já pode ser desligado com segurança, para desligar o computador.1.5. Salvar Quando você trabalha com um computador, usa uma variedade deprogramas para criar diferentes tipos de documento e fazer diversos tipos detrabalho. Toda informação em um computador é armazenada em arquivos. Àmedida que for trabalhando, você vai criando vários arquivos e organizando empastas (cada pasta pode ter um ou mais arquivos). Essas pastas sãoarmazenadas em um disco rígido, parecido com um enorme arquivo deescritório dentro do seu computador, no qual você pode, na medida de suanecessidade e a qualquer hora, usar, pesquisar, modificar, acrescentar,gerenciar, salvar, etc. os arquivos que você criou (salvou). Suas pastas também podem ser armazenadas (salvas) em discos flexíveis(disquetes ). Gravações em disquetes ( ) são denominadas também decópias de segurança ou backup, usadas para garantir a integridade dosarquivos, no caso de uma falha (energia elétrica, raio, vírus no computador emesmo um erro cometido, inadvertidamente, que possa comprometer, danificarou fazer desaparecer os dados armazenados). Disquetes ( ) também oferecema facilidade de permitir que as gravações sejam transportadas, utilizadas emanipuladas em outros computadores. A música é gravada como um arquivono computador. Assim, para salvar um arquivo no Cakewalk Pro Áudio 9.0, devemosobservar os seguintes passos:1. Ative o menu File.2. Clique em Save, ou use o atalho CTRL+S.22 Computação Musical - Cakewalk 9
  • Clique aqui.3. A janela Salvar como se abre:4. No item Salvar em escolha em qual diretório o arquivo será salvo.5. No item Nome do arquivo escreva o nome da música.6. No item Salvar como o tipo escolha em qual tipo de arquivo se deseja salvar a música criada: ♦ Normal (WRK): Formato próprio e exclusivo do Cakewalk. Ao salvar uma música, utilize sempre este formato, mesmo que ela contenha trilhas de áudio digital, além das trilhas de MIDI. Porém, o formato WRK do Cakewalk Pro Áudio contém somente a localização dos arquivos de áudio WAV e não o arquivo propriamente dito. Caso seja necessário salvar a música em disquete, e ela contenha seqüências de áudio, não use este formato e sim o Bundle. ♦ Cakewalk 3.0 (WRK): Formato próprio e exclusivo do Cakewalk usado pela versão 3.0 e anteriores para Windows. Use este formato somente quando for salvar uma música para ser executada em uma versão mais antiga do Cakewalk Professional for Windows. Apresentação do Cakewalk Pro Áudio 9.0 23
  • ♦ Template (TPL): Formato próprio e exclusivo do Cakewalk usado para armazenar situações básicas iniciais (templates: Modelo) para seqüências MIDI. Não use este formato para outras finalidades. ♦ Bundle (BUN): Formato próprio e exclusivo do Cakewalk. Deve ser usado somente quando se quiser salvar músicas para exportar para outro computador (rodando o Cakewalk). O formato BUN incorpora no mesmo arquivo as informações das trilhas de MIDI e de Áudio digital (o formato WRK não contém os dados de áudio, mas apenas a localização dos arquivos WAV, armazenados no diretório WAVEDATA). O arquivo do tipo BUN, portanto, contém todas as informações pertinentes à música (MIDI e Áudio) e pode ser copiado ou movido para qualquer diretório ou unidade de disco. ♦ MIDI (Format 0): Todos os instrumentos são salvos em um único track. ♦ MIDI (Format 1): Todos os instrumentos são salvos em tracks separados. ♦ RIFF MIDI File (RMI): Formato adotado por alguns aplicativos de multimídia para armazenamento de dados MIDI.7. Clique no botão Salvar .1.6. Abrir um Arquivo Existente1. Ative o menu File.2. Clique em Open (Ctrl+O). Clique aqui.3. Outra opção é clicar no botão Open localizado na barra de ferramentas Standard. Clique aqui.4. A janela Abrir aparece:24 Computação Musical - Cakewalk 9
  • Procure o di- Escolha o ar- retório aqui. quivo aqui. Clique aqui. Escolha o tipo de arquivo aqui.5. No item Arquivos do Tipo, escolha o tipo de arquivo que deseja abrir. Se desejar abrir um arquivo MIDI, escolha a opção MIDI File.6. No item Examinar, procure o diretório em que a música se encontra.7. Logo abaixo aparecerá o nome dos arquivos disponíveis no diretório determinado. Clique sobre o arquivo desejado.8. Clique sobre o botão Abrir .1.7. MIDI Formatos 0 e 1 Qualquer formato permite a reprodução fiel de uma música gravada, ouseja, toca todos os dezesseis canais, independente do número de tracks quepossua. No caso do MIDI formato 0, ao salvar uma música com 256 tracks, porexemplo, ele grava apenas dezesseis, agrupando todos os tracks com mesmocanal em apenas um. Isto acontece porque o formato 0 possui apenas um track. O formato 0 foi criado para os seqüenciadores e teclados poderemreproduzir simultaneamente todos os instrumentos utilizados. Daí a explicaçãode haver apenas um track. O MIDI formato 1 possui mais de um track. Assim, o programa grava amúsica em tantos tracks quantos foram criados. Se um teclado ou seqüenciadorfosse tocar um arquivo MIDI formato 1, não se esqueça que em cada tracktemos apenas um instrumento, ele tocaria um track de cada vez, ou seja, primeirotocaria a flauta, depois o violino, separadamente, já que o seqüenciadorconsegue tocar apenas um track de cada vez. Desta forma o usuário nãoescutaria toda a banda ou orquestra. Assim, quando o Cakewalk for reproduziruma música, ele sempre a transforma em um track só, tipo o formato 0. Isto éfeito internamente sem que o usuário veja ou tome conhecimento. Apresentação do Cakewalk Pro Áudio 9.0 25
  • 1.8. A Diferença entre Track e Canal Um canal MIDI equivale, para uma televisão, a um canal dela. Assim, umatelevisão comum, sem o recurso de assistir a mais de um canal simultâneo, com16 canais, permite ao telespectador assistir a 16 canais diferentes, mas nunca aomesmo tempo. Cada canal passa apenas uma programação, ou seja, se eleestiver sintonizado na Rede Globo, não dá para assistir ao SBT ao mesmotempo. Se o telespectador possuir mais de uma televisão, poderá assistir a maisde uma emissora ao mesmo tempo. Um track equivale a uma televisão, ou seja,se tiver mais de um track (televisão), pode-se assistir a várias emissoras aomesmo tempo. O Cakewalk versão 9.0 possui 256 tracks. Ocorre que osistema de track do Cakewalk equivale a uma televisão com o recurso deassistir a mais de um canal ao mesmo tempo. Ora, se só existem 16 canais MIDI, o que adianta ter 256 tracks? Ocorreque música é diferente de TV, ou seja, para que ter duas televisões sintonizadasno mesmo programa? Em música, um programa equivale a um instrumento, eneste caso, pode-se ter uma música com mais de uma flauta tocando vozesdiferentes, e pode ser que o usuário queira gravá-las em tracks diferentes para,posteriormente, mudar o instrumento, transpor ou mudar o volume de apenasuma das vozes da flauta. Gravando todas as flautas em um só track, elas seriamreproduzidas com fidelidade, mas o usuário não poderia alterar apenas um dosinstrumentos. Cada flauta pode ser colocada no mesmo canal, só que em tracksdiferentes. Isto não impede que o usuário coloque cada flauta em canaisdiferentes, caso tenha algum sobrando. O Cakewalk possibilita ainda mudar de instrumento no mesmo track.Ex.: Um track começa tocando violino, e no compasso 25 muda-se oinstrumento para saxofone. Isto é possível graças a uma ferramenta MIDIdenominada PROGRAM CHANGE (mudança de programa, ou seja, mudançade instrumento). Utilizando tal ferramenta, ao escolher um compasso ou notaqualquer, pode-se provocar uma mudança de instrumento a partir dele ou dela.Ao ser feito isto, o canal que começou com violino, ao atingir o pontoselecionado, muda para o novo instrumento escolhido.1.9. Diferenças Básicas entre Áudio e MIDI A maioria dos profissionais em gravação de áudio digital tem certadificuldade para entender os processos de gravação e edição de MIDI (MusicalInstrument Digital Interface - Interface Digital para Instrumentos Musicais). Oque ocorre é que os dois princípios são totalmente diferentes. No caso de umsinal de áudio gravado digitalmente de um instrumento acústico, o que se faz éamostrar (capturar) discretamente vários pontos da forma de onda gerada peloinstrumento e armazená-los em uma memória interna do equipamento oucomputador. Sendo assim, surgem as famosas taxas de amostragem e as teoriasde quantos pontos devem ser capturados de uma determinada forma de ondapara que possamos reproduzi-la, processá-la e editá-la posteriormente.26 Computação Musical - Cakewalk 9
  • Para entender o que é taxa de amostragem, um CD utiliza 44.100 pontospor segundo (44,1KHz), o rádio 22,05 KHz e a telefonia utiliza 11,025 KHz. Asteorias e ferramentas nesta área culminaram nos métodos clássicos e eficientesadotados atualmente por todos os profissionais de software. A amostragemadequada para cada tipo de sinal garante a qualidade da reprodução eidentificação do timbre, volume e dinâmica dos instrumentos gravados. Nagravação MIDI não existe amostragem para gravar ou editar um arquivo demúsica neste formato. MIDI é um protocolo de comunicação padrão entredispositivos os quais podem trocar mensagens de como se deve executar umamúsica, utilizando para isto seqüenciadores e módulos de timbres. Sendo assim,em um arquivo MIDI não se grava música nenhuma, apenas a informação decomo um dispositivo MIDI dotado de um módulo de timbres deverá executaruma determinada obra musical. Desta forma, o responsável pela qualidade do timbre do instrumentoreproduzido é o módulo timbral e o do arquivo MIDI gravado. Uma placa desom tipo Sound Blaster ou compatível possui internamente um módulo timbral.Módulos timbrais de fabricantes diferentes reproduzirão a música gravada coma mesma dinâmica, mas com timbres diferentes, ou seja, o piano do módulo daRoland é diferente do piano do módulo da Sound Blaster.1.10. Iniciando o Cakewalk Pro Áudio 9.0 Ao entrar no Cakewalk Pro Áudio 9.0, encontra-se a seguinte interface: Apresentação do Cakewalk Pro Áudio 9.0 27
  • Porém, a janela ativa é a Cakewalk Quick Start.1.11. Função dos Botões da Janela Cakewalk Quick Start Open Project: Abre um arquivo existente. Open a Recent Project: Abre um dos arquivos mais recentes, sendo possível escolhê-lo. Clique na área em branco logo abaixo do item Open a Recent Project e selecionando o arquivo desejado. Obs.: lembre-se que após selecione o arquivo desejado, deve-se clicar no botão Open a Recent Project. Create a New Project: Cria um novo arquivo, escolhendo o desejado nas várias opções da janela New Project File. Learn more about Cakewalk: Abre a janela de ajuda. Podem-se também ignorar todas as opções e clicar no botão Close, paracontinuar trabalhando em um arquivo em branco já aberto pelo programa. A tela inicial que aparece no Cakewalk é chamada de Track. Lembre-seque o Cakewalk possui 256 tracks. Em cada track pode-se gravar uminstrumento MIDI ou áudio.28 Computação Musical - Cakewalk 9
  • 1.12. A Interface Principal - Janela Track Barra de Barra de Barra de Controles do título menu Ferramentas programa Barra de Rolamento Janela Track Scroll Lock Barra de Barra de desligado Rolamento Rolamento Num Lock ativado Mute Caps Lock desativado desativado Barra de Solo desa- Espaço li- Status tivado vre no HD Rec desa- tivado1.12.1. Conhecendo a Janela Track Por meio da janela Track é possível executar quase todas as funçõespresentes no Cakewalk, como, por exemplo: mudar o volume de um track,colocar efeitos, mudar o canal MIDI de um instrumento, mudar o timbre,transpor, etc. Vamos ver agora para que servem as colunas presentes na JanelaTrack. Apresentação do Cakewalk Pro Áudio 9.0 29
  • É usado para escrever o Nome do instrumento. Este campo aceita até 128 caracteres. Define o status do track. Quando está sendo usado track habilitado, passa a ser exibido assim: (Mudo, Solo, Record). É usado para definir a Fonte de Gravação, ou seja, se ela será de arquivos MIDI ou Áudio. É usado para executar Transposição em semitons. É usado para alterar a Intensidade das notas do Track. É usado para inserir Efeitos, como Chorus, Delay, Reverb, etc. É usado para Adiantar ou Atrasar as notas. É usado para definir a Porta de Saída da placa de som. Define qual será o Canal MIDI usado pelo track. Define qual será o Banco de Timbres usado para a gravação. É usado para escolher o instrumento. É usado para alterar o Volume do canal. É usado para definir o Stereo da música, ou seja, os valores de esquerdo e direito do track. Mostra a Quantidade de eventos do track. O Cakewalk Pro Áudio 9.0, além da janela Track, possui várias janelasde trabalho. Todas podem ser acessadas pelo menu View. As principais janelassão:1.13. Outras Janelas Alguns comandos ficariam um pouco complicados se manipuladossomente na janela track. Para facilitar o trabalho, foram acrescentadas outrasjanelas.30 Computação Musical - Cakewalk 9
  • 1.13.1. Piano Roll1.13.2. Event List1.13.3. Staff Apresentação do Cakewalk Pro Áudio 9.0 31
  • 1.13.4. Áudio1.13.5. Lyrics1.13.6. Studio Ware (Panel)32 Computação Musical - Cakewalk 9
  • 1.13.7. Console Observação Estas janelas serão abordadas com detalhes nos itens que as utilizam.1.14. Habilitar ou Desabilitar as Barras de Ferramentas1. Ative o menu View e clique em Toolbars. Clique aqui. Apresentação do Cakewalk Pro Áudio 9.0 33
  • 2. A janela Toolbars se abre:3. Clique no quadradinho vazio para marcar a barra de ferramentas que deseja habilitar.4. Clique no quadradinho marcado para desmarcar a barra de ferramentas que deseja desabilitar.5. Clique no botão Close.6. Outra opção é clicar com o botão direito do mouse sobre as Barras de Ferramentas habilitadas.7. Abre-se um menu de opções com todas as Barras de Ferramentas disponíveis no programa.8. Clique sobre o nome da Barra de Ferramenta desejada para habilitá-la ou desabilitá-la.34 Computação Musical - Cakewalk 9
  • Formatando a Música 022.1. Escolher um Arquivo Novo1. Ative o menu File.2. Clique em New. Tipo de arquivo.3. Outra opção é clicar no botão New, localizado na Barra de Ferramentas Standard. Clique aqui.4. Na área em branco, escolha o tipo de arquivo desejado entre os modelos (template) disponíveis.5. Clique em Ok. Formatando a Música 35
  • 2.2. Fórmula de Compasso1. Ative o menu Insert.2. Clique em Meter/Key Change.... Clique aqui.3. A janela Meter/Key Signature se abre: Digitar o com- passo inicial aqui. Digitar o nume- rador da fórmu- Digitar o denomi- la de compasso. nador da fórmula de compasso.4. No item At Measure , digite o número do compasso inicial para a nova Fórmula de Compasso, ou clique nos botões do lado direito.5. No item Meter | Beats per Measure: , digite o Numerador da Fórmula de Compasso, ou clique nos botões do lado direito.6. No item Meter | Beat Value:, clique sobre . A janela modifi- ca-se como na figura ao lado. Para escolher o Denominador da Fórmula de Compasso (número representativo de cada figura musical), clique 1 para a semibreve, 2 para a mínima, 4 para a semínima, 8 para colcheia, 16 para semicolcheia e 32 para a fusa.7. Clique em OK.8. Outra opção é clicar no botão Meter/Key view, localizado na Barra de Ferramentas View (caso a barra de ferramentas View não esteja ativa, consulte o item: Habilitar ou desabilitar as Barras de Ferramentas).36 Computação Musical - Cakewalk 9
  • Clique aqui.9. A janela Meter/Key se abre: Clique aqui para inse- Clique aqui para rir uma nova fórmula mudar a fórmula de compasso. de compasso. Esta linha indica a presença de apenas Botão de deletar fór- uma fórmula de com- mulas de compasso passo na música, ini- (Meter/Key). Neste ciando no compasso 1 exemplo, ele está de- e a tonalidade dela é sativado por possuir Dó Maior (1 4/4 C). apenas uma fórmula de compasso.10. Clique no botão Insert Meter Key, para inserir uma nova Fórmula de Compasso, ou clique no botão Change Meter Key, para mudar a fórmula de compasso.11. A janela Meter/Key Signature se abre. Siga os passos vistos anteriormente nos itens de nos 4 a 7.2.3. Escolher a Tonalidade (Armadura de Clave)1. Ative o menu Insert e clique em Meter/Key Change.... Clique aqui.2. A janela Meter/Key Signature se abre: Formatando a Música 37
  • Clique aqui.3. No item Key Signature clique sobre a área em branco logo abaixo de Key Signature e escolha a Tonalidade (clique sobre ela) desejada entre as disponíveis.4. Clique em Ok.2.4. Mudar as Medidas de Tempo Musical O Cakewalk trabalha com duas formas de tempo, sendo o tempomusical e o tempo cronológico. A menor unidade de tempo musical para oCakewalk é chamada de Tick. O Cakewalk usa como medida a quantidadede Ticks per Quarter Note, ou seja, a quantidade de Ticks divididos por umasemínima. Ao escolher, por exemplo, 120 Ticks per Quarter Note, significadividir internamente cada semínima em 120 pedacinhos. Esta divisão garanteuma maior fidelidade em uma gravação em tempo real. Ao escolher, por exemplo, 48 ticks por semínima, isto indica que umacolcheia terá 24 ticks, uma semicolcheia 12, uma fusa 6 e uma semifusa 3. Comeste tick, o sistema não consegue capturar performances acima de semifusa, jáque o sistema só trabalha com tempos inteiros. Se o instrumentista for maisveloz que isto, o sistema aproximará todas as notas mais rápidas para asemifusa mais próxima. A quantidade de Ticks per Quarter Note pode sermudada da seguinte maneira:1. Ative o menu Options e clique em Project. Clique aqui.38 Computação Musical - Cakewalk 9
  • 2. A janela Project Options se abre: Default3. No item Ticks per quarter-note, escolher um valor entre 48 a 480 ticks por semínima (Ticks per quarter-note). O valor Default é 120. Quanto mais alta for a resolução, mais fiel será o armazenamento dos eventos MIDI na hora de seqüenciar uma música.4. Clique em Ok.2.5. Mudar as Medidas de Tempo Cronológico O Cakewalk pode representar o tempo cronológico em quatro formatosdiferentes, que são os usados pelo padrão de codificação de tempo SMPTE.Todos os quatro usam a representação em hh:mm:ss:ff, que indica o tempocronológico em horas, minutos, segundos e frames (quadros). O número dequadros por segundo varia de acordo com o formato, que pode ser mudado daseguinte maneira:1. Ative o menu Options e clique em Project. Clique aqui. Formatando a Música 39
  • 2. A janela Project Options se abre: Selecione este.3. No item SMPTE/MTC Format, escolha: 24 Frame: Usado em filmes. 25 Frames Usado em vídeo europeu. Usado em vídeo NTSC preto e branco e na maioria 30 Frames Non-drop: dos aplicativos de áudio. 30 Drop-Frames: Raramente usado no Brasil.4. Clique em OK.2.6. Mudar o Andamento1. Ative o menu Insert e clique em Tempo Change. Clique aqui.40 Computação Musical - Cakewalk 9
  • 2. A janela Tempo se abre: Digite aqui o novo andamento.3. No item Tempo, digite o Andamento desejado.4. Clique em OK.5. Outra opção bem mais fácil é digitar o novo Andamento no campo destinado a ele na Barra de Ferramentas Tempo. Digite aqui o novo andamento.2.7. Nome do Instrumento1. Vá para a janela Track.2. Clique no campo Name da trilha em que se deseja colocar o nome. Escreva o nome aqui.3. Escreva o nome normalmente e pressione a tecla Enter do teclado do computador.2.8. Transpor Somente o Som1. Vá para a janela Track.2. Clique no campo Key+ da trilha em que deseja Transpor o som. Formatando a Música 41
  • Clique aqui3. Pressione a tecla + do teclado numérico do computador para transpor o som de semitom em semitom acima, e a tecla — para transpor de semitom em semitom para baixo. Cuidado, este recurso bagunça toda a partitura.4. Pressione a tecla Enter do teclado do computador.5. Outra opção é clicar duas vezes no campo Key+ ou então pressionar a tecla Enter do teclado do computador. O campo Key+ modifica-se da seguinte forma: Clique aqui.6. Clique nos botões do lado direito para transpor.2.9. Escolher ou Mudar o Canal É muito importante definir em qual canal os instrumentos devem ficar.Devem-se colocar os instrumentos iguais no mesmo canal e instrumentosdiferentes em canais diferentes.1. Vá para a janela Track.2. Clique no campo Chn da trilha em que deseja mudar o canal. Digite aqui o canal desejado.3. Digite o número do canal desejado e pressione a tecla Enter do teclado do computador.42 Computação Musical - Cakewalk 9
  • Observação Os canais devem ser de 1 a 16, sendo que o canal 10 só pode ser usado para percussão.2.10. Escolher ou Mudar o Instrumento A grande vantagem de trabalhar com instrumentos MIDI é que aqualquer momento eles podem ser mudados até conseguir encontrar osmelhores instrumentos para a música.1. Vá para a janela Track.2. Clique no campo Patch da trilha em que deseja mudar o instrumento.3. Digite o número do instrumento desejado de acordo com a tabela General MIDI. Se você não souber os números de cor, clique então duas vezes. Clique aqui.4. A janela Track Properties se abre: Clique aqui.5. No item Patch, clique sobre a área com a palavra None, ficando a janela Track Properties da seguinte maneira: Formatando a Música 43
  • Clique aqui para escolher o instrumento.6. Escolha o instrumento desejado clicando sobre ele.7. Clique em OK.2.11. Aumentar ou Diminuir o Volume dos Instrumentos1. Vá para a janela Track.2. Clique no campo Vol da trilha em que deseja aumentar ou diminuir o volume do instrumento. Digite aqui o volume desejado3. Digite um valor entre 0 (zero) e 127, sendo que 0 (zero) será mudo e 127, o volume máximo.4. Pressione a tecla Enter do teclado do computador.2.12. Alterando o Balanço do Estéreo - Pan1. Vá para a janela Track.44 Computação Musical - Cakewalk 9
  • 2. Clique no campo Pan da trilha em que deseja criar o efeito de Estéreo. Clique aqui3. Digitar o valor 0 significa que todo o som será reproduzido nas caixas de alto-falante ligadas no canal esquerdo da placa de som.4. Digitar o valor 127 significa que todo o som será reproduzido nas caixas do canal direito.5. Valores entre 64 e 127 farão com que o som saia tanto no canal esquerdo quanto no canal direito, só que sairá mais forte no canal direito. Mais forte quanto maior for o valor.6. Valores entre 0 e 64 farão com que o som saia tanto no canal esquerdo quanto no canal direito, só que sairá mais forte no canal esquerdo, ou seja, será mais forte quanto menor for o valor.7. Pressione a tecla Enter do teclado do computador. Formatando a Música 45
  • Anotações &_____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________46 Computação Musical - Cakewalk 9
  • Gravando MIDI com o Cakewalk 033.1. Configurando o Metrônomo1. Ative o menu Options e clique em Project. Clique aqui.2. A janela Project Options se abre: Clique aqui. Gravando MIDI com o Cakewalk 47
  • 3. Clique na aba Metronome.4. A janela Project Options fica assim: Metrônomo durante a música. Quantidade Metrônomo de compassos durante a em branco. gravação.5. Selecione o quadradinho Playback, para habilitar o metrônomo e ouvi- lo durante a execução da música.6. Selecione o quadradinho Recording, para habilitar o metrônomo e ouvi-lo durante a gravação em Tempo Real.7. No item , digite quantos compassos em branco o metrônomo deve contar antes de iniciar a Gravação, ou clique nos botões do lado direito. Obs.: O item Measures tem que estar marcado.8. Clique em OK.9. Outra opção é clicar no botão Metronome settings, localizado na Barra de Ferramentas Metronome (caso a barra de ferramentas Metronome não esteja ativa, consultar o item Habilitar ou desabilitar as Barras de Ferramentas). Quantidade de compassos em Clique aqui branco. Metrônomo du- Metrônomo du- rante a gravação. rante a música.10. Siga os passos vistos anteriormente nos itens de nos 5 a 9.48 Computação Musical - Cakewalk 9
  • 3.2. Posicionar o Cursor Usando o Teclado doComputador1. Para mover o cursor para o início da música: Ctrl+Home, ou W.2. Para mover o cursor para o fim da música: Ctrl+End.3. Para mover o cursor para o início do compasso seguinte: Ctrl+PgDn.4. Para mover o cursor para o início do compasso anterior: Ctrl+PgUp.3.3. Posicionar o Cursor Usando a Toolbar Position Digite aqui o número dos Digite aqui compassos Digite aqui o tempo. o Tick. Ex.: 1º tempo, 2º, etc.3.4. Configurar a Placa de Som - MIDI1. Clique duas vezes no ícone do volume , localizado na Barra de Tarefas do Windows, ao lado do Relógio. Clique aqui.2. A janela Controle de Reprodução se abre: Clique aqui. Gravando MIDI com o Cakewalk 49
  • 3. Ative o menu Opções.4. Clique em Propriedades. Clique aqui.5. A janela Propriedades se abre: Clique aqui. Selecione os itens para gravação.6. Clique em Gravação.7. No item Mostrar os seguintes controles de volume, selecione na área branca logo abaixo os itens que deseja ativar para gravações, por exemplo: Controle de Volume, Som Wave, MIDI, Áudio de CD, Line in, Microfone, etc. Clique em Ok.8. A janela Controle de gravação se abre:50 Computação Musical - Cakewalk 9
  • 9. Habilite a opção MIDI (Em algumas placas esta opção precisa estar selecionada para funcionar e em outras precisa estar desmarcada, portanto atenção.).10. Regule o volume para a gravação da opção escolhida.11. Ative novamente menu Opções e clique em Propriedades. Clique aqui.12. A janela Propriedades se abre: Clique aqui. Selecione os itens para gravação.13. Clique em Reprodução.14. No item Mostrar os seguintes controles de volume, selecione na área branca logo abaixo os itens que deseja ativar para ouvir, por exemplo: Controle de Reprodução, Som Wave, MIDI, Áudio de CD, Line in, Microfone, etc.15. Clique em Ok.16. A janela Controle de Reprodução da placa de som se abre: Gravando MIDI com o Cakewalk 51
  • 17. Regule o volume da opção habilitada na gravação, ou seja, do dispositivo que será usado para gravar. Lembre-se que nessa janela regula-se o volume do som que será Observação ouvido, e não o que está sendo gravado. Se o volume da gravação ficar baixo, deve-se aumentá-lo na janela Controle de Gravação e não na janela Controle de Reprodução.18. Feche a janela Controle de Reprodução.19. Abra o Cakewalk.20. Ative o menu Options e clique em MIDI Devices. Clique aqui.21. A janela MIDI Ports se abre:52 Computação Musical - Cakewalk 9
  • 22. No item Input Ports (entrada), escolha o dispositivo de entrada da Placa de Som que o Cakewalk usará para fazer a gravação por meio de um instrumento MIDI.23. No item Output Ports (saída), escolha o dispositivo de saída da Placa de Som que o Cakewalk usará para reproduzir a música.24. Clique em Ok.3.5. Gravação em Tempo Real - Teclado MIDI1. Configure a placa de som de acordo com o item 3.4, lembrando-se de habilitar na janela de Controle de Gravação a opção MIDI.2. Na janela Track, ative o track vazio que deseja usar para gravar (clique sobre ele). Clique aqui.3. Posicione o cursor no lugar em que se deseja deseja iniciar a gravação. Caso deseje gravar do início da música, clique no botão Rewind, na barra de ferramentas Transport, ou pressione a tecla W, ou ainda use o atalho CTRL+Home. Clique aqui para voltar ao início da música. Gravando MIDI com o Cakewalk 53
  • 4. Clique duas vezes no campo Source da trilha em que se deseja gravar: Clique aqui.5. A janela Track Properties se abre: Entrada MIDI. Canal MIDI. Saída MIDI. Escolha o instrumento.6. No item Source, escolha a entrada da interface MIDI pela qual será feita a gravação.7. No item Port, escolha a saída da interface MIDI.8. No item Channel, escolha um canal de MIDI. Lembre-se que existem 16 canais MIDI e o canal 10 é usado para os instrumentos de percussão.9. No item Patch, escolha o instrumento MIDI desejado.10. Clique em OK.11. Volta-se à janela Track. Entre os campos Name e Sourse, surgem três campos com as seguintes letras: Armado para Mudo gravação. Solo12. Clique sobre a letra R.54 Computação Musical - Cakewalk 9
  • 13. Configure o Metrônomo para determinar quantos compassos em branco se deseja antes de iniciar a Gravação.14. Ative o menu Realtime e clique em Record. Clique aqui15. Outra opção é pressionar a tecla R do teclado do computador. Pode-se também clicar no botão Record localizado na Barra de Ferramentas Transport: Clique aqui para iniciar a gravação.16. Espere os compassos em branco determinados anteriormente e toque livremente em um instrumento MIDI qualquer. Ex.: Teclado, Guitarra, Flauta (todos instrumentos MIDI).17. Para parar a gravação, clique no botão Record ou pressione novamente a tecla R, ou ainda a Barra de Espaço. Gravando MIDI com o Cakewalk 55
  • 3.6. Piano Virtual O piano virtual é uma alternativa para quem não possui um instrumentoMIDI conectado ao computador. Trata-se de um teclado imaginário oferecidopelo programa, em que as teclas do teclado do computador passam a serusadas como se fossem de um teclado MIDI.1. Ative o menu Tools.2. Clique em Virtual Piano, ou use o atalho CTRL+K.3. A janela Virtual Piano se abre:4. Use as teclas do teclado do computador para tocar. Interpretando o desenho acima, temos:5. Usar as teclas direcionais (setas) do teclado do computador para mudar as oitavas do teclado virtual:6. Configure e grave a música de acordo com o item Gravação em Tempo Real - Teclado MIDI.56 Computação Musical - Cakewalk 9
  • Ferramentas Úteis 044.1. Selecionar Todo o Track1. Vá para a janela Track.2. Clique sobre no número que fica à esquerda do campo Name, ou clique sobre os eventos criados. Clique aqui. Clique aqui.4.2. Selecionar Compassos da Música1. Vá para a janela Track.2. Clique com o botão direito do mouse sobre o botão Grid, localizado no lado direito do rodapé da janela Track: Clique aqui. Ferramentas Úteis 57
  • 3. A janela Snap to Grid se abre: Clique aqui.4. Clique sobre o item Measure (compasso).5. Clique em OK.6. Volta-se à janela Track.7. Segure a tecla Alt do teclado do computador e clique sobre o compasso desejado. Compasso selecionado.8. Para selecionar vários compassos, basta segurar a tecla Alt, clicar sobre o compasso desejado, e sem soltar o mouse, arrastá-lo até o compasso de destino. Compassos selecionados.9. Note que os compassos selecionados ficam um pouco mais escuros que os demais.58 Computação Musical — Cakewalk 9
  • 4.3. Selecionar Tempos da Música1. Vá para a janela Track.2. Clique com o botão direito do mouse sobre o botão Grid, localizado no lado direito do rodapé da janela Track: Clique aqui.3. A janela Snap to Grid se abre: Clique aqui.4. Escolha a figura desejada. Exemplo: Quarter (Semínima). ♦ Whole: Semibreve. ♦ Half: Mínima. ♦ Half Triplet: Quiáltera de Mínima. ♦ Quarter: Semínima. ♦ Quarter Triplet: Quiáltera de Semínima. ♦ Eighth: Colcheia. ♦ Eighth Triplet: Quiáltera de Colcheia. ♦ Sixteenth: Semicolcheia. ♦ Sixteenth Triplet: Quiáltera de Semicolcheia. ♦ 32nd: Fusa. ♦ 32nd Triplet: Quiáltera de Fusa.5. Clique em OK. Ferramentas Úteis 59
  • 6. Volta-se à janela Track.7. Segure a tecla Alt e clique sobre o tempo desejado no compasso escolhido.8. Escolhendo a definição de uma semínima (quarter), ao selecionar o 3º tempo do primeiro compasso, a janela track ficaria da seguinte forma: 3º tempo selecionado.9. Para selecionar vários tempos, basta segurar a tecla Alt, clicar sobre o tempo desejado e, sem soltar o mouse, arrastá-lo até o tempo de destino.10. Veja como ficaria com a definição de semínima (quarter) ao selecionar o 2º e o 3º tempos do primeiro compasso: 2º e 3º tempos selecionados.11. Note que os tempos selecionados ficam um pouco mais escuros que os demais.4.4. Copiar e Colar um Trecho da Música Esta função é muito útil para copiar um determinado trecho de uminstrumento que já foi gravado anteriormente para outro lugar. Portanto, não énecessário gravá-lo novamente; basta copiar esse trecho para o local de destino.1. Selecione o trecho desejado.2. Segure a tecla Ctrl, clique sobre o trecho selecionado e arraste-o para o lugar de destino.3. A janela Drag and Drop Options se abre.4. Clique em OK.60 Computação Musical — Cakewalk 9
  • 4.5. Mover um Trecho da Música1. Selecione o trecho desejado.2. Clique sobre o trecho selecionado e arraste-o para o lugar de destino.3. A janela Drag and Drop Options se abre:4. Clique em OK.4.6. Criar Clips Quando se está copiando um determinado trecho que será utilizado emvários outros lugares da música, é aconselhável transformá-lo em Clips, poisquando se modifica algum evento de um Clip qualquer, o Cakewalk automati-camente atualiza todos os demais, facilitando muito o trabalho a ser feito. Paratransformar, portanto, algum trecho em Clip, devem ser observados osseguintes passos:1. Selecione o trecho desejado. Ferramentas Úteis 61
  • 2. Ative o menu Edit e clique em Create Clips. Clique aqui.3. Outra solução é clicar com o botão direito do mouse sobre o trecho selecionado. Abre-se um menu com várias opções (menu Pop-up); escolha a opção Create Clips. Clique aqui.62 Computação Musical — Cakewalk 9
  • 4. Os Clips também podem ser criados durante a ação de copiar e colar, quando a janela Drag and Drop Options se abre: Clique aqui.5. Marque a opção Copy Entire Clips as Linked Clips.6. Clique em OK.4.7. Crescendo e Decrescendo1. Vá para a janela Track.2. Selecione o trecho do qual deseja aumentar ou diminuir a intensidade.3. Clique com o botão direito do mouse sobre o trecho selecionado.4. Um menu com várias opções se abre (menu pop-up): Deslize o mou- se até aqui. Clique aqui. Clique aqui. Ferramentas Úteis 63
  • 5. Clique no item MIDI Effects.6. Deslize o mouse para a direita até Cakewalk FX.7. Deslize o mouse para a direita e clique em Velocity....8. A janela Velocity se abre: Digite aqui o valor final. Digite aqui o valor inicial.9. No item Change gradualy from, escolha valores crescentes para criar o efeito de Crescendo e valores decrescentes para criar o efeito de Decrescendo. Porém, os valores não podem ultrapassar 127. Exemplo: Digitar o valor 20 no campo esquerdo e 100 no campo direito significa que o trecho selecionado vai aumentar o volume do valor 20 ao 100, criando assim um efeito de Crescendo. Para criar o efeito de Decrescendo, deve- se fazer o contrário. Ex.: Digitar o valor 100 no campo esquerdo e 20 no campo direito significa que o trecho selecionado vai diminuir o volume do valor 100 ao 20, criando assim um efeito de Decrescendo.10. Clique em OK.4.8. Ralentando1. Posicione o cursor no início do trecho que se deseja criar o efeito de Ralentando.2. Ative o menu Insert.3. Clique em Tempo Change.64 Computação Musical — Cakewalk 9
  • Clique aqui.4. Outra opção é clicar no botão Insert Tempo localizado na Barra de Ferramentas Tempo. Clique aqui para mudar o andamento.5. A janela Tempo se abre: Digite aqui o novo andamento. Digite o número do compasso, o tempo e o tick. Clique aqui.6. Selecione a opção Insert a New Tempo.7. No item Starting at Time, digite o número do Compasso, o Tempo e o Tick em que inicia o novo Andamento.8. Clique em OK.9. Execute estes passos nos tempos necessários para criar o efeito de Ralentado.10. Ao terminar o trecho em que ocorre o Ralentando, lembre-se de seguir os passos anteriores para retornar ao Andamento inicial.11. Outra opção de Ralentando bem mais fácil porém sem o controle de passo a passo é utilizar a janela Tempo. Para tal ative o menu View e clique em Tempo. Ferramentas Úteis 65
  • Clique aqui12. A janela Tempo, se abre:13. Observe que no centro da janela encontra-se uma linha em rosa, posicionada de acordo com o Andamento do compasso visualizado. Neste caso o Andamento é 100.14. Clique no ícone Line, localizado na Barra de Ferramentas da janela Tempo. Clique aqui15. Clique sobre a linha rosa no compasso que se deseja iniciar o Ralentando e sem soltar o botão esquerdo do mouse, arraste-o para direita e para baixo até o fim do trecho desejado. A inclinação da reta desenhada determinará a intensidade do Ralentando.66 Computação Musical — Cakewalk 9
  • 16. Para aumentar o Andamento, basta desenhar uma reta com subindo.4.9. Transpor 11. Selecione o Track do instrumento que deseja transpor.2. Ative o menu Edit e clique em Transpose.... Clique aqui3. A janela Transpose se abre: Ferramentas Úteis 67
  • Digitar quantos Selecionar aqui tons ou semitons para transpor em serão transpostos. intervalos de tons.4. No item Amount, digite quantos semitons deseja transpor.5. Para transpor em intervalos diatônicos (notas pertencentes à tonalidade), deve-se selecionar a opção Diatonic Math. Exemplo: Ao digitar 5 no item Amount, estando a opção Diatonic Math desmarcada, se a música estiver em Dó Maior, será transposta para Fá Maior. Caso a opção Diatonic Math esteja selecionada, a música será transposta para Lá Eólio, ou seja, a música continua em Dó Maior, porém começa com a nota Lá.6. Clique em OK. Este tipo de transposição não muda a Armadura de Clave. As notas são transpostas para a nova tonalidade, mantendo a armadura original. Os acidentes da nova tonalidade aparecem como acidentes ocorrentes. Caso Observação seja necessário mudar a Armadura de Clave, deve-se mudá-la de acordo com o item Escolher a Tonalidade. Ao transpor os instrumentos de uma música, deve-se lembrar que a Bateria não pode ser transposta, pois ao mudar uma nota da pauta da Bateria, conseqüentemente muda- se o instrumento a ser tocado, visto que cada nota representa um instrumento diferente.4.10. Transpor 21. Clique com o botão direito do mouse sobre o track do instrumento que deseja transpor, no campo localizado à direita da tela em que são mostrados os eventos criados. Clique com o botão direito do mouse aqui.2. Um menu com várias opções se abre (menu pop-up).3. Clique no item MIDI Effects.68 Computação Musical — Cakewalk 9
  • 4. Deslize o mouse para a direita até Cakewalk FX.5. Deslize o mouse para a direita e clique em Transpose. Deslize o mou- se até aqui. Clique aqui. Clique aqui.6. A janela Transpose se abre.7. No item Transposition Method, selecione a opção Interval para transpor em intervalos de semitons.8. No item Offset, digite quantos semitons deseja transpor.9. Para transpor em intervalos de diatônicos (notas pertencentes à tonalidade), deve-se selecionar a opção Diatonic. Transpor semitons. Diatônico Digite aqui o intervalo. Ferramentas Úteis 69
  • 10. Cada opção escolhida no item Transposition Method modifica ligeira-mente a janela Transpose. Veja como fica com o item Key/Scale selecionado.11. Clique em OK. O item Transpor 2 não muda a Armadura de Clave. As notas são transpostas para a nova tonalidade, mantendo a armadura original. Os acidentes da nova tonalidade aparecem como acidentes ocorrentes. Observação Caso seja necessário mudar a Armadura de Clave, deve-se mudá-la de acordo com o item Escolher a Tonalidade. Ao transpor os instrumentos de uma música, deve-se lembrar que a Bateria não pode ser transposta, pois ao mudar uma nota da pauta da Bateria, conseqüentemente muda-se o instrumento a ser tocado, visto que cada nota representa um instrumento diferente.4.11. Ajustando a Música Para um TempoPredeterminado O Cakewalk possui uma ferramenta (Fit to Time) muito útil paraprofissionais de estúdio na criação de spots, jingles e fundos musicais quenecessitam de um tempo exato de duração. Assim, você pode pegar qualquertrecho musical de um arquivo MIDI ou de qualquer outro formato doCakewalk e convertê-lo nos tempos exatos desejados na sua produçãocomercial. Para fazer isto, existem duas possibilidades:1. Manter as figuras musicais (a duração em Ticks do tempo de cada nota) e ajustar manualmente o metrônomo até conseguir o tempo desejado.2. Manter o tempo do cronômetro e modificar os eventos das notas (Duration e Time). A primeira opção é a mais atrativa, já que você mantém inalterada apartitura musical e modifica apenas seu andamento para obter o resultadodesejado. A segunda opção modifica sensivelmente a partitura inicial, princi-palmente quando a redução ou alongamento do tempo possui valores que nãosejam múltiplos da unidade de tempo musical (metade, dobro, 1/4, etc.).70 Computação Musical — Cakewalk 9
  • 4.11.1. Alterando a Duração da Música1. Abra o arquivo com o trecho musical desejado.2. Copie e cole o trecho que será utilizado como fundo, em um arquivo novo.3. Vá para a janela do Track e selecione todos os tracks existentes.4. Ative o menu Edit e clique em Fit to Time.5. A janela Fit to Time se abre.6. Clique no botão Format e escolha modo HMSF (Hour, Minute, Second e Frame). Clique aqui. Clique aqui.7. A janela Fit to Time não indica em qual modo está, ou seja, o formato HMSF ou o MBT (Measure, Beat e Tick); portanto, atenção ao escolher o formato. Veja na figura seguinte como fica a janela nos dois formatos existentes: Clique aqui. HMSF MBT Ferramentas Úteis 71
  • 8. Selecione a opção Tempo Map.9. Clique em Ok. Você pode se questionar que seria possível fazer a mesma coisa apenasalterando o tempo de metrônomo. Realmente pode, só que terá muito maistrabalho para encontrar o tempo exato, pois seria necessário tocar a músicavárias vezes alterando o metrônomo até encontrar o tempo desejado.4.11.2. Mantendo o Metrônomo e Alterando as Figuras Musicais Esta opção permite a mudança da duração do trecho musical escolhidopercentualmente. Assim, um valor de 200% estica o trecho duas vezes e 50%reduz à metade. Para fazer isto, existem duas possibilidades: ♦ Mudar a duração de execução do trecho escolhido ♦ Mudar apenas a duração das notas (opção utilizada para produzir o efeito de estacato na execução sem alterar a partitura, para porcen- tagens menores de 100%) A primeira opção é a mais indicada, visto que o desejado é mudar aduração de um trecho e não criar o efeito de estacato.1. Abra o arquivo com o trecho musical desejado2. Copie e cole o trecho que será utilizado como fundo, em um arquivo novo.3. Vá para a janela do Track.4. Selecione todos os tracks existentes.5. Ative o menu Edit e clique em Length. Clique aqui.72 Computação Musical — Cakewalk 9
  • 6. A janela Length se abre: Início da nota. Duração7. Selecione os itens: ♦ Start Time: para modificar o instante inicial da nota conforme porcentagem solicitada. ♦ Duration: para modificar a duração da nota, conforme porcentagem solicitada. Observação Para reduzir o tempo de execução do trecho, ative as duas opções. Ao escolher apenas a opção Start Time, as notas mantêm a duração e sóse deslocam no tempo. Desta forma, as notas passam a se sobrepor. Ao escolher apenas a opção Duration, provoca-se o efeito de estacatopara valores percentuais menores que 100% e sobreposição em algumas notaspara valores superiores a 100%.8. Clique em Ok. Tanto na ferramenta Fit to Time como length o sistema disponibiliza aopção Stretch audio. Ela permite que o áudio também sofra as mesmas modi-ficações temporais. Utilize esta opção apenas quando modificar o Start Time eDuration. A qualidade sonora da redução e incremento do tempo do áudio écompatível com bons programas exclusivos para áudio, como o Sound Forge. Você pode estar se questionando: Por que não deixar sempre ativada aopção do áudio? Bom, existem casos em que isto não é interessante: ♦ Você tem uma música como trilha sonora e uma locução. Muitas vezes você quer adequar o tempo da música ao tempo da locução. Nestes casos, você deve deixar a opção de áudio desativada. ♦ O intérprete de um dos instrumentos MIDI gravado errou a entrada ou atravessou algum ritmo de um ou mais compassos. Neste caso, basta consertar esse instrumento e manter a voz e demais instrumentos inalterados. Ferramentas Úteis 73
  • Observação O áudio pode ser alongado no máximo 400% ou reduzido até 25%.4.12. Marcadores Os marcadores são muito úteis. No capítulo veremos uma aplicaçãointeressante e útil dos marcadores na criação de estilos musicais para tecladoseletrônicos da Yamaha linha PSR. De uma forma geral, os marcadores facilitama localização de trechos importantes de sua música. O Cakewalk possui umabarra de ferramentas especiais para trabalhar com marcadores.Mostra listas de Insere marcadores.marcas existentesno arquivo, masnão permite Volta para Avança para pró-edição. o marcador ximo marcador. anterior.4.12.1. Inserir Marcadores1. Ative o menu Insert e clique em Marker.... Clique aqui.2. Outra opção é clicar no botão Insert Marker, localizado na Barra de Ferramentas Marker. Ou ainda usar o atalho F11. Caso Barra de Ferramentas Marker não esteja ativa, consulte o item Habilitar ou Desabilitar as Barras de Ferramentas no capítulo 1. Clique aqui.3. A janela Marker se abre:74 Computação Musical — Cakewalk 9
  • 4. No item Name, escreva o nome do marcador desejado.5. No item Time, determine o ponto em que deseja inserir o marcador. Você pode escolher o formato MBT ou HMSF1.6. O Marcador é acrescentado. Veja o exemplo de inclusão do marcador Dreams no início do terceiro compasso. Para isto foi escolhido MBT = 3:01:000 (compasso 3, primeiro tempo, tick 0). Marcador4.12.2. Editar Marcadores1. Ative o menu View e clique em Markers. Clique aqui.2. Outra opção é clicar no botão View Marker, localizado na Barra de Ferramentas Marker. Caso a Barra de Ferramentas Marker não esteja1 MBT = Measure, Beat e Tick. HMSF = Hour, Minute, Second e Frame. Ferramentas Úteis 75
  • ativa, consulte o item Habilitar ou Desabilitar as Barras de Ferramentas no capítulo 1. Clique aqui.3. A janela Edit Markers se abre: Marcadores inseridos.4. Clique sobre o Marcador para alternar entre eles.5. Para Deletar um marcador, clique sobre ele e pressione a tecla delete do teclado do computador, ou então clique sobre o ícone Delete Marker.6. Para Editar um marcador, ou seja, mudar de nome ou lugar, clique no botão Change Markers Properties.7. Para Fechar (lock) ou Abrir (unlock) o marcador para SMPTE, clique no botão Lock or Unlock Marker.8. Para inserir um novo marcador, além das opções já mostradas anteriormente, basta clicar no botão Insert Maker.9. Para sair da janela Edit Markers, use o atalho Ctrl+F4 ou então clique com o botão esquerdo do mouse no botão de controle Fechar, localizado no canto superior direito da tela. Clique aqui.76 Computação Musical — Cakewalk 9
  • Partitura e Letra 055.1. Visualizar a Partitura1. Selecione o Track desejado.2. Ative o menu View e clique em Staff, ou clique com o botão direito do mouse sobre o Track desejado e escolha Staff.3. A janela Staff se abre. Barra de rola- Barra de rola- gem horizontal. gem vertical.4. Utilize as Barras de Rolagem Vertical e Horizontal para navegar pela janela da partitura.5. Para voltar à janela Track, deve-se fechar a janela Staff ou então pressionar Ctrl+F6.5.2. Escrever a Melodia Usando o Mouse1. Selecione o Track desejado. Partitura e Letra 77
  • 2. Ative o menu View e clique em Staff, ou clique com o botão direito do mouse sobre o Track desejado e escolha Staff.3. A janela Staff se abre. Nota Compasso, Tempo e Tick.4. Clique no ícone (Draw), localizado no alto da janela Staff.5. Clique na figura desejada (semibreve, mínima, semínima, etc.), localizada abaixo do ícone Draw.6. Para escrever as Notas desejadas, basta clicar na altura da nota que deseja escrever e ela será grafada na partitura. Para ter certeza da altura da nota que será escrita, observe o seu nome ao lado do botão P (Pedal), em que será mostrado o Compasso, o Tempo e o Tick em que o Cursor está. E ao lado o nome da nota.7. À medida que as notas vão sendo inseridas na pauta, o compasso vai preenchendo e os ritmos vão sendo automaticamente modificados, de acordo com o lugar em que se clica o mouse. Por exemplo: para inserir duas colcheias, no segundo tempo, deve-se clicar no ícone da colcheia.8. Primeiro clique no 2º tempo do compasso 2. Fica: 1:02:000.9. Depois clique na metade do 2º tempo do compasso 2. Fica: 1:02:060 (se o Tick Per Quarter Note for 120. Se o TPQ for 240, será 1:02:120). Para ter certeza de clicar no tempo certo, deve-se guiar pelo Tempo e o Tick em que o mouse se encontra, por meio do mostrador descrito no item 6. 1º (1:02:000) 2º (1:02:060)78 Computação Musical - Cakewalk 9
  • 10. Para escrever Quiálteras, basta clicar na figura desejada e logo depois no ícone (Triplet). O Cakewalk escreve três notas iguais, sendo que o usuário precisa movê-las para a altura correta, bastando para isto clicar sobre a nota e arrastá-la até à altura desejada.11. Para escrever Notas Pontuadas, basta clicar na figura desejada e logo depois no ícone (Dotted).12. Para Apagar as Notas, basta clicar no ícone (Erase) e sobre a nota que deseja apagar. Para apagar várias notas ao mesmo tempo, basta clicar e segurar o botão esquerdo do mouse e arrastá-lo sobre as cabeças das notas restantes.5.3. Selecionar Compassos1. Clique sobre o ícone (Select).2. Clique acima e à esquerda do compasso que deseja selecionar e, sem soltar o botão esquerdo do mouse, arraste-o até cobrir todo o compasso com um quadrado.3. A notas selecionadas ficam cor-de-rosa.5.4. Copiar e Colar Compassos1. Selecione os compassos desejados (como no item Selecionar Compassos).2. Segure a tecla Ctrl.3. Clique sobre a 1ª nota do compasso selecionado e arraste-a para o compasso desejado. Colocando o mouse na mesma altura e posição da nota de origem, ou seja, se a nota for Mi e estiver na metade do 1º tempo, deve- se arrastá-la para o compasso seguinte, posicionando o mouse na nota Mi e metade do 1º tempo.4. A janela Dag and Drop Options se abre.5. Clique em OK. Partitura e Letra 79
  • 5.5. Ouvir as Notas da Partitura1. Clique sobre o ícone (Scrub).2. Clique sobre a nota que deseja ouvir.3. Para ouvir várias notas, basta clicar sobre a 1ª nota e, sem soltar o botão esquerdo do mouse, arrastá-lo sobre as demais notas.5.6. Cifras1. Selecione o Track desejado.2. Ative o menu View e clique em Staff, ou clique com o botão direito do mouse sobre o Track desejado e escolha Staff.3. A janela Staff se abre. Chord80 Computação Musical - Cakewalk 9
  • 4. Clique no ícone (Draw) e depois no (Chord), localizado no alto da janela Staff.5. Clique acima da nota em que o acorde deve ficar.6. Será inserido o acorde mais recente. Caso ainda não tenha sido inserido nenhum acorde, o acorde inicial é C.7. Para mudar ou editar o acorde, deve-se clicar com o botão direito do mouse sobre o acorde desejado.8. A janela Chord Properties se abre. Acorde Grid9. No item Name, digite o acorde desejado, ou clique na seta ao lado e escolha-o na lista existente. Ao escolher o acorde, aparecerá o Grid (Fret, Bracinho) do violão. Para não inserir o Grid, deve-se clicar no botão Remove Grid.10. O mesmo acorde pode ser feito em vários lugares do braço do violão. Para escolher o tipo de acorde desejado, deve-se escolher no item Name uma das várias opções para cada acorde. Por exemplo: Para Dó Maior, o programa oferece várias possibilidades: Partitura e Letra 81
  • Tipo de Tipo de Acorde. Acorde.11. Para criar um novo Grid, deve-se clicar no botão New Grid.12. Um Grid vazio aparece na área em branco: New Grid. Marcar as notas do Acorde.13. Clique nos lugares em que os dedos devem ficar para marcar com as boli- nhas pretas.14. Após escolher ou criar o acorde desejado,clique em OK.82 Computação Musical - Cakewalk 9
  • 5.7. Letra de Música1. Selecione o Track desejado.2. Ative o menu View.3. Clique em Lyrics.4. A janela Lyrics se abre: Clique aqui.5. Clique no início da linha pontilhada.6. Escreva a letra da música, separando as sílabas por hífen (-) e as palavras por espaço. O Cakewalk encarrega-se de colocar a letra da música embaixo das notas na janela Staff (partitura).5.8. Letra de Música - Extensão da Palavra Ao escrever a letra de uma música, muitas vezes uma única sílaba é usadapara cantar várias notas. Para fazer isto, devem ser observados os seguintespassos:1. Escrever a letra da música normalmente, como no item Letra de Música.2. Ao encontrar uma situação em que ocorra a Extensão da palavra, escrever a sílaba normalmente e colocar um hífen para cada nota prolongada. Ex.: É - - - Bom. Na Partitura: Partitura e Letra 83
  • 5.9. Letra de Música - Elisão Muitas vezes, ao cantar uma música, acontece de duas sílabas se unirempara cantarem uma única nota. Estes casos são chamados de Elisão. Pode-seescrevê-las emendado ou então deixando um espaço entre as sílabas, que é amaneira correta. Na música Felicidade, de Lupicínio Rodrigues, acontece aseguinte situação: “Felicidade foi-se embora e a saudade no meu peito....”.Porém, para que o Cakewalk obedeça duas sílabas em uma nota, devem-seobservar os seguintes passos:1. Escreva a letra da música normalmente, como no item Letra de música.2. Ao encontrar uma situação em que ocorra a Elisão, escreva a primeira sílaba normalmente.3. Segure a tecla Alt e digite 0160 no teclado numérico da direita. Observa- ção: A tecla Num Lock tem que estar ativa.4. Solte a tecla Alt. O cursor se move um pouco para a direita, porém não muda de nota. Deve-se então escrever a segunda sílaba.5.10. Título, Compositor, Arranjo e Editoração Esta função deve ser usada principalmente quando se desejar imprimir apartitura do arquivo Midi. Quando não se deseja imprimi-la, não é uma funçãoobrigatória.1. Ative o menu File.2. Clique em Info.3. A janela Info se abre:84 Computação Musical - Cakewalk 9
  • 4. Nos itens: ♦ Title: Escreva o Título. ♦ Subtitle: Escreva o Subtítulo. ♦ Instructions: Escreva o Arranjo, Adaptação, etc. ♦ Author: Escreva o Compositor. ♦ Copyright: Escreva a Editoração.5. Feche a janela.5.11. Imprimir a Partitura1. Coloque o Título, Compositor, etc.2. Selecione os Tracks em que deseja imprimir a partitura.3. Vá para a janela Staff.4. Ative o menu File e clique em Print Preview, para visualizar como a partitura ficará.5. A janela Print Preview se abre: Clique aqui.6. Clique no botão Configure.7. A janela Staff View Print Configure se abre: Partitura e Letra 85
  • Escolha a por- centagem aqui.8. Escolha entre as opções entre 0 e 8, sendo que a partitura começa em tamanho normal na opção 0 e vai reduzindo um pouco a cada número escolhido.9. Se a opção escolhida não suportar a quantidade de sistemas por página, aparecerá a janela seguinte:10. Deve-se fechar a janela de aviso, escolher outra opção e clicar em OK.86 Computação Musical - Cakewalk 9
  • Gravando Áudio com o Cakewalk 066.1. Configurar a Placa de Som - Wave, Microfone ouLine In1. Clique duas vezes no ícone do volume , localizado na Barra de Tarefas do Windows, ao lado do Relógio. Clique aqui.2. A janela Controle de Reprodução se abre: Clique aqui.3. Ative o menu Opções e clique em Propriedades. Clique aqui. Gravando Áudio com o Cakewalk 87
  • 4. A janela Propriedades se abre: Clique aqui. Selecione os itens para gravação.5. Clique em Gravação.6. No item Mostrar os seguintes controles de volume, selecione na área branca logo abaixo os itens que deseja ativar para gravações, por exemplo: MIDI, CD de áudio, Line In, Microfone, Som Wave, etc. Clique em Ok.7. A janela Controle de Gravação se abre:8. Habilite a opção Line In, Microfone ou Som Wave (Em algumas placas esta opção precisa estar selecionada para funcionar e em outras, precisa estar desmarcada, portanto atenção.).9. Regule o volume para a gravação da opção escolhida.10. Ative novamente menu Opções e clique em Propriedades. Clique aqui.88 Computação Musical - Cakewalk 9
  • 11. A janela Propriedades se abre: Clique aqui. Selecione os itens para gravação.12. Clique em Reprodução.13. No item Mostrar os seguintes controles de volume, selecione na área branca logo abaixo os itens que deseja ativar para ouvir, por exemplo: Controle de Reprodução, Som Wave, MIDI, Áudio de CD, Line in, Microfone, etc. Clique em Ok.14. A janela Controle de Reprodução da placa de som se abre:15. Regule o volume da opção habilitada na gravação, ou seja, do dispositivo que será usado para gravar.16. Feche a janela Controle de Reprodução. Lembre-se que nessa janela regula-se o volume do som que será Observação ouvido, e não o que está sendo gravado. Se o volume da gravação ficar baixo, deve-se aumentá-lo na janela Controle de Gravação e não na janela Controle de Reprodução. Gravando Áudio com o Cakewalk 89
  • 6.2. Gravar o MIDI em Formato Wav Ao contrário de arquivos MIDI, os arquivos WAV reproduzem o somexatamente como ele foi gerado, independente do tipo de placa de som, docomputador ou do software que o tocará. Este tipo de arquivo também éutilizado para a gravação em CD, podendo desta forma ser tocado em qualquertoca-CD comum. Este processo de transformação de arquivos MIDI em WAVchama-se Renderização. Acompanhe então os seguintes passos para Rende-rizar os seus arquivos MIDI:1. Configure a placa de som de acordo com o item 6.1, lembrando-se de habilitar na janela de Controle de Gravação a opção Som wave.2. Abra o Cakewalk e o arquivo MIDI que deseja Renderizar. Clique aqui.3. Posicione o cursor onde deseja iniciar a gravação. Caso deseje gravar do início da música, clique no botão Rewind, na barra de ferramentas Transport, ou pressione a tecla W, ou ainda use o atalho CTRL+Home. Clique aqui para voltar ao início da música.4. Clique duas vezes no campo Sourse de um track vazio. A janela Track Properties se abre.5. No item como Source, escolha uma das entradas Left, Right ou Stereo da placa de som, por meio da qual será feita a gravação de áudio.6. No item como Port, escolha a porta Wave da placa de som.7. Não é preciso escolher o Channel (Canal) numa gravação de áudio.8. Não é preciso escolher o Patch (Timbre) numa gravação de áudio.9. Clique em Ok.90 Computação Musical - Cakewalk 9
  • Clique aqui para escolher Left, Right ou Stereo. Escolha a porta Wave.10. Volta-se à janela Track. Entre os campos Name e Sourse existem três campos com as seguintes letras: M - S - R. Armado para Mudo gravação. Solo11. Clique sobre a letra R.12. Desabilite a execução do Metrônomo durante a gravação. Para tal clique no ícone Metronome during record, localizado na Barra de Ferramentas Metronome. Clique aqui.13. Ative o menu Realtime e clique em Record. Clique aqui. Gravando Áudio com o Cakewalk 91
  • 14. Outra opção é pressionar a tecla R no teclado do computador, ou ainda clicar no botão Record localizado na Barra de Ferramentas Transport: Clique aqui para iniciar a gravação.15. Neste momento a música será executada ao mesmo tempo que é gravada (renderizada) no track escolhido.16. Para parar a gravação, clique no botão Record ou pressione novamente a tecla R , ou também a Barra de Espaço.17. Observe que o arquivo foi renderizado no track escolhido. Arquivo renderizado.6.3. Gravação em Tempo Real - Microfone ou Line In1. Configure a placa de som de acordo com o item 6.1, lembrando-se de habilitar na janela de Controle de Gravação a opção Microfone ou Line In.2. Abra o Cakewalk.3. Na janela Track, ative o track vazio que deseja usar para gravar (clique sobre ele). Clique aqui.92 Computação Musical - Cakewalk 9
  • 4. Posicione o cursor no lugar em que deseja iniciar a gravação. Caso deseje gravar do início da música, clique no botão Rewind, na barra de ferramentas Transport, ou pressione a tecla W, ou ainda use o atalho CTRL+Home. Clique aqui para voltar ao início da música.5. Clique duas vezes no campo Source da trilha em que se deseja gravar: Clique aqui.6. A janela Track Properties se abre: Clique aqui para escolher Left, Right ou Stereo. Escolha a porta Wave.7. No item como Source, escolha uma das entradas Left, Right ou Stereo da placa de som, por meio da qual será feita a gravação de áudio.8. No item como Port, escolha a porta Wave da placa de som.9. Não é preciso escolher o Channel (Canal) numa gravação de áudio.10. Não é preciso escolher o Patch (Timbre) numa gravação de áudio.11. Clique em OK.12. Volta-se à janela Track. Entre os campos Name e Sourse existem três campos com as seguintes letras: M - S - R. Gravando Áudio com o Cakewalk 93
  • Mudo Armado para gravação. Solo13. Clique sobre a letra R.14. Configure o Metrônomo para determinar quantos compassos em branco deseja antes de iniciar a Gravação. Para tal clique no ícone Count in, localizado na Barra de Ferramentas Metronome. Clique aqui.15. Digite a quantidade de compassos em braço desejada e pressione a tecla Enter do teclado do computador.16. Ative o menu Realtime e clique em Record. Clique aqui.17. Outra opção é pressionar a tecla R, no teclado do computador, ou ainda clicar no botão Record localizado na Barra de Ferramentas Transport: Clique aqui para iniciar a gravação.18. Espere os compassos em branco determinados anteriormente e cante ou toque livremente um instrumento qualquer. Exemplo: Violino, Flauta, Violão, Piano, etc.19. Para parar a gravação, clique no botão Record ou pressione novamente a tecla R , ou também a Barra de Espaço.94 Computação Musical - Cakewalk 9
  • 6.4. Salvar Wave em um Arquivo Separado1. Abra o arquivo que contenha o track de Áudio.2. Ative o menu Tools, deslize o mouse até Mixdown Audio e clique em Export to File(s). Clique aqui.3. A janela Mixdown Audio / Export to File(s) se abre.4. Nos itens: ♦ Examinar: Defina o diretório em que o arquivo será salvo. ♦ Nome do Arquivo: Digite o nome do arquivo. ♦ Arquivos do Tipo: Escolha o formato do arquivo (WAV, RA, WMA, MP3).5. Clique em Export. Observação Dependendo do formato escolhido, o Cakewalk abre uma outra janela para definir as configurações específicas do formato escolhido. Gravando Áudio com o Cakewalk 95
  • Defina o dire- tório aqui. Nome da música. Formato do arquivo.6.5. Equalizar o Áudio1. Selecione o Track que contenha a trilha de Áudio (clique sobre ele). Clique aqui.2. Ative o menu View.3. Clique em Audio.96 Computação Musical - Cakewalk 9
  • Clique aqui.4. Outra opção é clicar no ícone Audio localizado na Barra de Ferramentas View. Clique aqui.5. A janela Audio se abre: Clique com o botão direito aqui.6. Clique com o botão direito do mouse sobre o Track de Áudio.7. Abre-se um menu Pop-Up com várias opções. Gravando Áudio com o Cakewalk 97
  • Clique aqui.8. Clique em Graphic EQ.9. A janela Graphic EQ se abre.10. Regule: ♦ Graves nos controles de 32 a 130Hz. ♦ Médios nos controles de 260Hz as 2K. ♦ Agudos nos controles de 4 KHz a 16.5 K. Grave Médio Agudo11. Clique em OK.98 Computação Musical - Cakewalk 9
  • 6.6. Fade In (Crescendo) ou Fade Out (Decrescendo) Fade In ou Crescendo é o ato de aumentar a intensidade de umtrecho musical gradativamente. Fade Out ou Decrescendo é o ato de diminuir a intensidade de umtrecho musical gradativamente. Clique aqui.1. Selecione o trecho do Track de Áudio em que se deseja fazer o Fade In.2. Ative o menu View e clique em Audio.3. Outra opção é clicar no ícone Audio localizado na Barra de Ferramentas View. Clique aqui.4. A janela Audio se abre: Clique com o botão direito aqui.5. Clique com o botão direito do mouse sobre o trecho selecionado.6. Abre-se um menu Pop-Up com várias opções. Gravando Áudio com o Cakewalk 99
  • Clique aqui.7. Clique em Fade.8. A janela Fade / Envelope se abre: Escolher aqui o tipo de Fade In desejado.9. No item Name, escolha Exponential Fade In ou Linear Fade In.10. Clique em OK.6.7. Normalizar Normalizar é um dos recursos utilizados para aumentar o volume damúsica sem saturá-la, ou seja, este comando examina minuciosamente a formade onda do arquivo e aplica um determinado ganho, principalmente em algunstrechos em que o volume ficou mais baixo que o normal.100 Computação Musical - Cakewalk 9
  • 1. Selecione o trecho do Track de Áudio que deseja Normalizar.2. Ative o menu View e clique em Áudio. Clique aqui.3. Outra opção é clicar no ícone Audio localizado na Barra de Ferramentas View. Clique aqui.4. A janela Audio se abre: Clique com o botão direito aqui.5. Clique com o botão direito do mouse sobre o trecho selecionado.6. Abre-se um menu Pop-Up com várias opções. Gravando Áudio com o Cakewalk 101
  • Clique aqui.7. Clique em Normalize.8. O Cakewalk demora alguns segundos para normalizar o arquivo. Se sua máquina for mais antiga, tenha paciência e espere um pouco mais.9. Observe que o volume do arquivo aumentou sensivelmente. Track normalizado.102 Computação Musical - Cakewalk 9
  • Janela Piano Roll 077.1. Conhecendo a Janela Piano Roll1. Ative o menu View e clique no comando Piano Roll. Clique aqui. Clique aqui.2. Outra opção é clicar com o botão direito do mouse sobre o Track e clicar sobre Piano Roll, ou ainda clique sobre o ícone Piano Roll View localizado na Barra de Ferramentas View. Clique aqui.3. A janela Piano Roll se abre: Janela Piano Roll 103
  • Número dos compassos Compassos4. Esta janela apresenta um Teclado no lado esquerdo e um Quadriculado ao lado direito, dividido em colunas com uma numeração ao alto. Cada número de cada coluna representa um compasso e cada quadrinho na mesma linha entre dois números representa o tempo de uma semínima. No exemplo da figura, portanto, temos quatro semínimas por compasso, ou seja, a fórmula de compasso é 4/4. Se desejar modificá-la, consulte o item Fórmula de Compasso.5. Logo abaixo da barra de títulos encontra-se a Barra de Ferramentas com os comandos existentes na janela.6. Para ativar o ícone desejado, basta clicar sobre ele.7.2. Função dos Ícones da Barra de Ferramentas Select. Usado para selecionar os eventos da janela. Draw. Usado para escrever as notas. Draw Line. Também usado para escrever notas. Eraser. Usado para apagar as notas. Scrub. Usado para ouvir as notas. Barra de Figuras. Usada para escrever as notas. Snap to Grid. Altera as configurações na edição de notas. Pick Tracks. Usado para selecionar ou alterar os Tracks. Show/Hide Tracks. Mostra ou oculta o Track Pane. All Tracks. Mostra todos os Tracks selecionados. No Tracks. Desabilita a visualização dos Tracks. Invert Tracks. Inverte os Tracks.104 Computação Musical - Cakewalk 9
  • 7.3. Visualizar mais de um Track1. Na janela Piano Roll, habilite o botão Show/hide Tracks, localizado na Barra de Ferramentas. Para isto clique sobre o botão ou pressione a tecla H como atalho. Clique aqui.2. Observe que, ao habilitar este botão, aparecerá o Track Pane. Track Pane.3. Clique sobre a seta dupla do botão Pick Tracks. Clique aqui.4. A janela Pick Tracks se abre: Clique aqui.5. Com a tecla Shift do teclado do computador pressionada, clique nos Tracks desejados. Janela Piano Roll 105
  • 6. Clique em OK.7. Observe que do lado direito da janela Piano Roll aparecerá uma lista com os Tracks selecionados. No exemplo foram selecionados três Tracks. Tracks selecionados.8. Para ativar o Track desejado, basta clicar sobre a Área Cinza do lado direito do número do Track2, ou se ele tiver um nome, clique sobre ele. Clique aqui.9. Para facilitar a visualização de apenas um Track (caso tenha selecionado mais de um), podem-se ocultar os Tracks que desejar. Para isto, basta clicar sobre o quadradinho colorido do Track que deseja desabilitar. Clique aqui.7.4. Inserindo Notas É possível inserir notas na janela Piano Roll de três maneiras: com obotão Snap to Grid desabilitado, com o Snap to Grid habilitado e a opção MoveTo selecionada e por último com o Snap to Grid habilitado e a opção Move Byselecionada.2 Cada Track possui uma cor diferente, possibilitando visualizar mais de um Track simultaneamente na janela Piano Roll.106 Computação Musical - Cakewalk 9
  • 7.4.1. Inserindo Notas - Snap to Grid Desativado1. Desabilite o botão Snap to Grid, localizado na Barra de Ferramentas. Para desabilitá-lo, basta clicar em seu ícone, verificando que ele fique em alto relevo. Habilitado Desabilitado2. Clique no ícone Draw (Lápis), localizado no lado esquerdo da Barra de Ferramentas. Clique aqui.3. Escolha a figura musical que se deseja inserir. Figuras4. Finalmente, para inserir a nota, posicione o cursor do mouse sobre o tempo do compasso desejado, verifique no Teclado Musical a Altura da nota que deseja inserir e dê um clique com o botão esquerdo. Notas inseridas5. Para ouvir as notas, basta clicar no botão Play, localizado na Barra de Ferramentas Transport, ou apertar a barra de espaço do teclado de seu computador. Para parar, pressione novamente na barra de espaço ou clique no botão Stop. Janela Piano Roll 107
  • Stop Play6. Observe que com este tipo de escrita, as notas são inseridas exatamente na posição em que são clicadas, portanto deve-se ter cuidado para inserir as notas; caso contrário, elas podem ficar um pouco deslocadas em relação aos tempos da música.7.4.2. Inserindo Notas - Move To Ativado1. Clique no ícone Draw (Lápis), localizado no lado esquerdo da Barra de Ferramentas. Clique aqui.2. Escolha a figura musical que deseja inserir. Figuras3. Clique com o botão direito do mouse no ícone Snap to Grid, localizado no lado direito da Barra de ferramentas. Clique aqui.4. A janela Snap to Grid se abre:108 Computação Musical - Cakewalk 9
  • 5. Selecione a opção Move To. Clique aqui.6. Escolha a resolução desejada entre as figuras musicais disponíveis. Quando o botão Snap to Grid está ativado, ele obedece às configurações definidas na janela Sanp to Grid. Agora as notas só podem ser inseridas em posições predefinidas na janela. Assim, ao escolher o tempo de uma semínima nessa janela3, ao clicar com o botão esquerdo do mouse para inserir a nota, ela será colocada no tempo da semínima mais próxima do clique. Se for outra figura, a nota será colocada no tempo da figura mais próxima. ♦ Measure: Compasso. ♦ Whole: Semibreve. ♦ Half: Mínima. ♦ Half Triplet: Quiáltera de Mínima. ♦ Quarter: Semínima. ♦ Quarter Triplet: Quiáltera de Semínima. ♦ Eighth: Colcheia. ♦ Eighth Triplet: Quiáltera de Colcheia. ♦ Sixteenth: Semicolcheia. ♦ Sixteenth Triplet: Quiáltera de Semicolcheia. ♦ 32nd: Fusa. ♦ 32nd Triplet: Quiáltera de Fusa.7. Clique em OK.Exemplo 1: Figura Mínima e resolução Semínima(Quarter) na janela Snap to Grid: Observe que as notas foram inseridas no 1ºcompasso e aproximadas para o tempo da Semínimamais próxima. Neste tipo de configuração, portanto,as notas sempre serão aproximadas para a próximaSemínima. Foram inseridas notas no 1º, 2º e 3ºtempos.3 Não confunda com a figura escolhida no item 2. Janela Piano Roll 109
  • Exemplo 2: Figura Mínima e resolução Mínima(Half) na janela Snap to Grid: Observe que as novas notas foram inseridas no2º compasso e aproximadas para o tempo da Mínimamais próxima. Neste tipo de configuração, portanto,as notas sempre serão aproximadas para a próximaMínima. Com a figura da Mínima (Half) selecionadana janela Snap to Grid, não tem como inserir, porexemplo, uma mínima no 2º tempo. Foram inseridasnotas no 1º e 3º tempos.7.4.3. Inserindo Notas - Move By Ativado Esta configuração obedece aos mesmos procedimentos do item 7.4.1, ouseja, funciona como se o botão Snap to Grid estivesse desabilitado. Portanto,todas as explicações do referido item também se aplicam a este.7.5. Movendo Notas É possível mover notas na janela Piano Roll de quatro maneiras: com obotão Snap to Grid desabilitado, com o Snap to Grid habilitado e a opção MoveTo selecionada, com o Snap to Grid habilitado e a opção Move By selecionadae por último movendo com precisão numérica.7.5.1. Movendo Notas - Snap to Grid Desativado1. Desabilite o botão Snap to Grid, localizado na Barra de Ferramentas. Para desabilitá-lo, basta clicar em seu ícone, verificando que ele fique em alto relevo. Habilitado Desabilitado2. Clique no ícone Draw (Lápis), localizado no lado esquerdo da Barra de Ferramentas. Clique aqui.3. Posicione o mouse sobre a extremidade esquerda da nota até o lápis se transformar em uma seta dupla. Aperte (clicar sem soltar) o botão esquerdo do mouse e arraste-o até a posição desejada. No exemplo seguinte a nota110 Computação Musical - Cakewalk 9
  • será movida um pouco para a esquerda, ficando entre o tempo 2 e 3. Lembre-se que a linha azul marca o início do compasso. Nota movida.4. Com o botão Snap to Grid desabilitado, a nota pode ser movida para qualquer posição, ou seja, não obedece a nenhuma configuração.7.5.2. Movendo Notas - Move To Ativado1. Clique no ícone Draw (Lápis), localizado no lado esquerdo da Barra de Ferramentas. Clique aqui.2. Clique com o botão direito do mouse no ícone Snap to Grid, localizado no lado direito da Barra de ferramentas. Clique aqui.3. A janela Snap to Grid se abre: Janela Piano Roll 111
  • 4. Selecione a opção Move To. Clique aqui.5. Escolha a resolução desejada entre as figuras musicais disponíveis. Quando o botão Snap to Grid está ativado, ele obedece às configurações definidas na janela Sanp to Grid. Agora as notas só podem ser movidas em posições predefinidas na janela. Assim, ao escolher o tempo de uma semínima nessa janela, a nota será movida para a semínima mais próxima. Se for outra figura, a nota será movida para o tempo dessa figura. ♦ Measure: Compasso. ♦ Whole: Semibreve. ♦ Half: Mínima. ♦ Half Triplet: Quiáltera de Mínima. ♦ Quarter: Semínima. ♦ Quarter Triplet: Quiáltera de Semínima. ♦ Eighth: Colcheia. ♦ Eighth Triplet: Quiáltera de Colcheia. ♦ Sixteenth: Semicolcheia. ♦ Sixteenth Triplet: Quiáltera de Semicolcheia. ♦ 32nd: Fusa. ♦ 32nd Triplet: Quiáltera de Fusa.6. Clique em OK.7. Posicione o mouse sobre a extremidade esquerda da nota até o lápis se transformar em uma seta dupla. Aperte (clicar sem soltar) o botão esquer- do do mouse e arraste-o até a posição desejada. No exemplo seguinte a nota será movida para a esquerda e será aproximada para o início do 2º tempo, visto ser esta a posição da semínima mais próxima. Lembre-se que a linha azul marca o início do compasso.Exemplo 1: Figura Mínima e resolução Semínima (Quarter) na janelaSnap to Grid: Observe que a nota estava começando no 3º tempo e foi movida para oinício do 2º tempo, ou seja, para a semínima mais próxima.112 Computação Musical - Cakewalk 9
  • Nota movida.Exemplo 2: Figura Mínima e resolução Mínima (Half) na janela Snap toGrid: Observe que a nota estava começando no 3º tempo e foi movida para oinício do 1º tempo, ou seja, para a mínima mais próxima.8. Lembrando então que quando o botão Move To está selecionado, a nota sempre será movida para o tempo da figura escolhida na janela Snap to Grid. Nota movida.7.5.3. Movendo Notas - Move By Ativado1. Clique no ícone Draw (Lápis), localizado no lado esquerdo da Barra de Ferramentas. Clique aqui.2. Clique com o botão direito do mouse no ícone Snap to Grid, localizado no lado direito da Barra de ferramentas. Clique aqui.3. A janela Snap to Grid se abre: Janela Piano Roll 113
  • 4. Selecione a opção Move By. Clique aqui.5. Escolha a resolução desejada entre as figuras musicais disponíveis. Quando o botão Snap to Grid está ativado, ele obedece às configurações definidas na janela Sanp to Grid. Agora as notas só podem ser movidas em posições predefinidas na janela. Assim, ao escolher o tempo de uma semínima nessa janela, a nota será movida no intervalo de uma semínima, ou seja, ela se move o valor da figura escolhida. ♦ Measure: Compasso. ♦ Whole: Semibreve. ♦ Half: Mínima. ♦ Half Triplet: Quiáltera de Mínima. ♦ Quarter: Semínima. ♦ Quarter Triplet: Quiáltera de Semínima. ♦ Eighth: Colcheia. ♦ Eighth Triplet: Quiáltera de Colcheia. ♦ Sixteenth: Semicolcheia. ♦ Sixteenth Triplet: Quiáltera de Semicolcheia. ♦ 32nd: Fusa. ♦ 32nd Triplet: Quiáltera de Fusa.6. Clique em OK.114 Computação Musical - Cakewalk 9
  • Exemplo 1: Figura Mínima e resolução Semínima (Quarter) na janelaSnap to Grid: Observe que a nota estava começando na metade do 2º tempo e foimovida para a metade do 1º tempo, movendo-se no intervalo de umasemínima. Nota movidaExemplo 2: Figura Mínima e resolução Mínima (Half) na janela Snap toGrid: Observe que a nota estava começando na metade do 2º tempo e foimovida para a metade do 4º tempo do compasso anterior, movendo-se nointervalo de uma mínima.7.5.4. Movendo Notas - com Precisão Numérica1. Clique com o botão direito do mouse sobre a nota que deseja mover.2. A janela Note Properties se abre: Digite aqui. Janela Piano Roll 115
  • 3. No item Time, digitar o Compasso (Measure), Tempo (Beat) e o Tick4 para o qual a nota será movida. Como exemplo vamos mover a nota G5 na figura seguinte, o intervalo de uma mínima para direita. Note que ela está no compasso 1, no tempo 01 e no Tick 000 (Time = 1:0:000). A partitura seguinte juntamente com a janela do piano roll ajudam a ilustrar. Exemplo 1: Inicialmente — Time = 1:01:000.4. Digite Time = 1:03:000 e clique em OK. Observe que a nota continua no compasso 1, mas no 3º tempo, ou seja, Time = 1:03:000.5. Vamos ver um exemplo em que devemos alterar, também, os Ticks. Vamos partir da nota movida no exemplo anterior e movimentá-la uma semínima pontuada para frente. Neste caso, a nota se move do compasso 1, 3º tempo, para o compasso 1, metade do 4º tempo Time = 1:04:060, ou seja, o tempo de uma semínima mais uma colcheia (60). Se preferir, fica mais fácil mover a nota diretamente uma semínima e uma colcheia para frente sem se preo-4 Tick = ppq = Pulse Per Quarter Note. Ver anexo MIDI. Por simplicidade, analise que um Tick de 120 equivale a uma semínima, portanto uma colcheia vale 60, uma semicolcheia 30, uma mínima 240, .....116 Computação Musical - Cakewalk 9
  • cupar com o compasso e o tempo em que ela vai ficar. Para isto, some ao Tick da nota o valor em Ticks do movimento desejado. No presente caso, uma semínia (120) + uma colcheia (60) = 180. Como inicialmente Time = 1:03:000, basta somar 180 ao Tick dela (que é 000), 0 + 180 = 180. Ficando então Time = 1:03:180. Ao abrir a janela Note Properties novamente, você verá que a nota possui Time = 1:04:060. Experimente fazer este tipo de alteração para vários valores de Ticks.6. Clique em OK. Exemplo 1: Inicialmente — Time = 1:03:000. Ao somar 180 ao Tick, Time = 1:03:180, muda para Time = 1:04:060.7.6. Alterando a Altura - Pitch Muitas vezes, ao tocar uma música, pode acontecer de ela estar ritmica-mente correta, mas algumas notas estarem erradas. Não é preciso gravar tudonovamente; basta alterar somente a altura das notas que estiverem erradas. Janela Piano Roll 117
  • 7.6.1. Alterando a Altura da Nota (Pitch) graficamente1. Clique no ícone Draw (Lápis), localizado no lado esquerdo da Barra de Ferramentas. Clique aqui.2. Posicione o mouse sobre a metade da nota até o lápis se transformar em uma seta dupla. Aperte (clicar sem soltar) o botão esquerdo do mouse e arraste-o para cima ou para baixo até encontrar a nova nota desejada5. Inicialmente — Time = 1:03:000 (G5). Após mover: Time = 1:03:000 (E5).5 Enquanto você movimenta a nota, o Cakewalk toca as modificações automaticamente.118 Computação Musical - Cakewalk 9
  • 7.6.2. Alterando a Altura da Nota (Pitch) numericamente1. Clique com o botão direito do mouse sobre a nota desejada2. A janela Note Properties se abre: Clique aqui.3. No campo Pitch, clique nas setas (+ e -) à direita do campo para escolher a nota desejada ou digite-a dentro do campo. Digite a nota desejada. Clique + ou -.7.7. Alterando a Intensidade (Velocity) Volume em MIDI é o mesmo que velocidade. Já foi demonstrado porpesquisadores que a velocidade com que um músico aperta uma tecla de umteclado musical ou com que toca em uma corda de violão é proporcional aovolume produzido por este ato. Assim, intensidade do Volume é igual à Velo-cidade (Velocity).1. Clique com o botão direito do mouse sobre a nota desejada.2. A janela Note Properties se abre. Janela Piano Roll 119
  • 3. No campo Velocity, clique nas setas (+ e -) à direita do campo para escolher a intensidade desejada ou digite-a dentro do campo. A intensidade varia de 0 a 127, em que 0 é mudo e 127, o máximo do volume. Digite o volume Clique + ou -. desejado.7.8. Alterando a Duração da Nota Muitas vezes, ao tocar um trecho musical, algumas notas não ficam com aduração que deveriam ficar. Algumas ficam com valores menores que odesejado e outras maiores. Isto se dá devido ao fato de, ao tocar, o intérpretenão segu-rar o dedo sobre as notas os seus tempos completos. Calma, nemsempre isto quer dizer que ele errou, pois se as notas forem tocadas sempreperfeitamente corretas, a música fica muito certinha e, é claro, fica feia. Porém,em alguns casos, o intérprete realmente errou a duração. Para corrigir o tempoda nota errada, não é necessário tocar o trecho novamente; basta alterar o seuvalor, a sua duração.7.8.1. Alterando a Duração da Nota - Snap to Grid Desativado1. Desabilite o botão Snap to Grid, localizado na Barra de Ferramentas. Para desabilitá-lo, basta clicar em seu ícone, verificando que ele fique em alto relevo. Habilitado Desabilitado2. Clique no ícone Draw (Lápis), localizado no lado esquerdo da Barra de Ferramentas. Clique aqui.3. Posicione o mouse sobre a extremidade direita da nota até o lápis se transformar em uma seta dupla. Clique então sobre a extremidade direita e sem soltar o botão do mouse, arraste-o até conseguir a duração desejada. Inicialmente:120 Computação Musical - Cakewalk 9
  • Após aumentar a duração:7.8.2. Alterando a Duração da Nota - Move To Ativado1. Clique no ícone Draw (Lápis), localizado no lado esquerdo da Barra de Ferramentas. Clique aqui.2. Clique com o botão direito do mouse no ícone Snap to Grid, localizado no lado direito da Barra de ferramentas. Clique aqui.3. A janela Snap to Grid se abre: Janela Piano Roll 121
  • 4. Selecione a opção Move To. Clique aqui.5. Escolha a resolução desejada entre as figuras musicais disponíveis. Quando o botão Snap to Grid está ativado, ele obedece às configurações definidas na janela Sanp to Grid. Agora a duração das notas só pode ser alterada em múltiplos da figura escolhida como resolução. O novo tempo da nota é aproximado para a figura mais próxima. ♦ Measure: Compasso. ♦ Whole: Semibreve. ♦ Half: Mínima. ♦ Half Triplet: Quiáltera de Mínima. ♦ Quarter: Semínima. ♦ Quarter Triplet: Quiáltera de Semínima. ♦ Eighth: Colcheia. ♦ Eighth Triplet: Quiáltera de Colcheia. ♦ Sixteenth: Semicolcheia. ♦ Sixteenth Triplet: Quiáltera de Semicolcheia. ♦ 32nd: Fusa. ♦ 32nd Triplet: Quiáltera de Fusa.6. Clique em OK.122 Computação Musical - Cakewalk 9
  • 7. Posicione o mouse sobre a extremidade direita da nota até o lápis se transformar em uma seta dupla. Clique então sobre a extremidade direita e sem soltar o botão do mouse, arraste-o até conseguir a duração desejada. Inicialmente: Após aumentar a duração em uma semínima (Quarter):7.8.3. Alterando a Duração da Nota - Move By Ativado1. Clique no ícone Draw (Lápis), localizado no lado esquerdo da Barra de Ferramentas. Clique aqui.2. Clique com o botão direito do mouse no ícone Snap to Grid, localizado no lado direito da Barra de ferramentas. Janela Piano Roll 123
  • Clique aqui.3. A janela Snap to Grid se abre:4. Selecione a opção Move By. Clique aqui.5. Escolha a resolução desejada entre as figuras musicais disponíveis. Quando o botão Snap to Grid está ativado, ele obedece às configurações definidas na janela Sanp to Grid. Agora a duração das notas só pode ser alterada em múltiplos da figura escolhida como resolução. Ela aumenta ou diminui seu valor em tempos inteiros da figura escolhida no Snap to Grid. ♦ Measure: Compasso. ♦ Whole: Semibreve. ♦ Half: Mínima. ♦ Half Triplet: Quiáltera de Mínima. ♦ Quarter: Semínima. ♦ Quarter Triplet: Quiáltera de Semínima. ♦ Eighth: Colcheia. ♦ Eighth Triplet: Quiáltera de Colcheia. ♦ Sixteenth: Semicolcheia. ♦ Sixteenth Triplet: Quiáltera de Semicolcheia.124 Computação Musical - Cakewalk 9
  • ♦ 32nd: Fusa. ♦ 32nd Triplet: Quiáltera de Fusa.6. Clique em OK.7. Posicione o mouse sobre a extremidade direita da nota até o lápis se transformar em uma seta dupla. Clique então sobre a extremidade direita e sem soltar o botão do mouse, arraste-o até conseguir a duração desejada.8. O resultado final é muito parecido com a opção Move To, portanto o exemplo anterior se aplica também a este item.7.8.4. Alterando a Duração da Nota numericamente Esta opção independe da configuração da janela Snap to Grid. As modi-ficações obedecem fielmente aos valores digitados nos campos disponibilizadosna Janela Note Properties1. Na janela Piano Roll, clique com o botão direito do mouse sobre a nota desejada. Clique com o botão direito sobre a nota.2. A janela Note Properties se abre.3. No item Duration (duração), altere-a colo- cando o número de Ticks6 que a figura musical final deve possuir no campo disponibilizado. O Cakewalk possui 120 como TPQ Default. No exemplo seguinte, a duração é (Duration = 2:000), ou seja, dois tempos de semínima. Se no campo Duration o usuário alterar o valor para 240 e clicar OK, a nota não modifica a duração, pois duas semínimas equivalem a um Tick de 240 (120+120). Para aumentar a nota de uma colcheia, por exemplo, basta somar 60 ao valor de 240, resultando em 300.6 Olhar nota de rodapé nº 3. Janela Piano Roll 125
  • Nova duração.4. O mesmo pode ser feito alterando a duração para (Duration = 2:060), ou seja, duas semínimas e uma colcheia (60), ficando a janela Note Properties da seguinte forma: Nova duração.5. Para alterar para quatro semínimas e uma semicolcheia, basta digitar no campo Duration o valor 4:030, ou seja, Duration=4:030.126 Computação Musical - Cakewalk 9
  • 7.9. Alterando o Canal da Nota1. Na janela Piano Roll, clique com o botão direito do mouse sobre a nota desejada. Clique com o botão direito sobre a nota.2. A janela Note Properties se abre: Escolha o canal.3. No campo Channel escolha um dos dezesseis canais disponíveis7, lembrando, é claro, que o canal 10 destina-se aos instrumentos de Percussão.7.10. Abrindo a Janela de Controle de Dinâmica (ControlPane) A janela de controle de dinâmica, Control Pane, inicialmente está escon-dida do usuário. É uma subjanela da janela do Piano Roll. Ela permite aousuário controlar graficamente a dinâmica da música. Para torná-la visível,acompanhe os seguintes passos:1. Ative o menu View e clique no comando Piano Roll.7 Ver anexo MIDI. Janela Piano Roll 127
  • Clique aqui. Clique aqui.2. Outra opção é clicar com o botão direito do mouse sobre o Track e clicar sobre Piano Roll, ou ainda clique sobre o ícone Piano Roll View localizado na Barra de Ferramentas View. Clique aqui.3. A janela Piano Roll se abre:4. Logo abaixo da barra de títulos encontra-se a Barra de Ferramentas com os comandos existentes na janela.5. Escolha os Tracks dos quais deseja alterar a Dinâmica. Para isto clique sobre a seta dupla do botão Pick Tracks.128 Computação Musical - Cakewalk 9
  • Clique aqui.6. A janela Pick Tracks se abre: Clique aqui.7. Com a tecla Shift do teclado do computador pressionada, clique nos Tracks desejados.8. Clique em OK.9. Observe que do lado direito da janela Piano Roll aparecerá uma lista com os Tracks selecionados. No exemplo foram selecionados três Tracks. Tracks selecionados.10. Para ativar o Track desejado, basta clicar sobre a Área Cinza do lado direito do número do Track, ou se ele tiver um nome, clique sobre ele. Clique aqui. Janela Piano Roll 129
  • 11. Para facilitar a visualização de apenas um Track (caso tenha selecionado mais de um), podem-se ocultar os Clique aqui. Tracks que desejar. Para isto, basta clicar sobre o quadradinho colorido do Track que deseja desabilitar.12. Coloque o cursor do mouse no meio da janela do Piano Roll e vá abaixando até atingir a borda inferior da janela até que o cursor do mouse se modifique para uma barra com uma seta para cima e outra para baixo. Deslize o mou- se até aqui.13. Neste momento, aperte o botão esquerdo do mouse e, sem soltar, levante o cursor.14. A janela Control Pane é aberta logo abaixo da janela do Piano Roll, na qual é possível modificar a dinâmica de uma nota ou de um conjunto de notas de um determinado track. Control Pane.130 Computação Musical - Cakewalk 9
  • 15. A janela Control Pane possui várias opções, das quais serão abordadas as mais comuns: volume das notas, pitch-bend, controles (volume do track e estéreo).7.10.1. Alterando o Volume das Notas - Velocity1. Ative a janela do Piano Roll e torne visível a janela Control Pane (item 7.10).2. Na barra de ferramentas da janela do Piano Roll, escolha a opção Velocity. Escolher aqui.3. Clique no ícone Draw (Lápis), localizado no lado esquerdo da Barra de Ferramentas. Clique aqui.4. No lado esquerdo da janela de controle, aparece uma régua graduada com valores de 0 a 127. O valor 0 quer dizer mudo, 64 volume médio e 127 volume máximo. Régua5. Escolha o Track desejado; basta clicar sobre a Área Cinza do lado direito do número do Track, ou se ele tiver um nome, clique sobre ele. Janela Piano Roll 131
  • Clique aqui.6. Na janela de controle, desenhe a forma gráfica em que deseja alterar o volume de cada nota8 do seguinte modo: ♦ Para diminuir o volume, por exemplo, posicione o mouse do lado esquerdo e no alto. ♦ Aperte (clicar sem soltar) o botão esquerdo do mouse e arraste-o para direita e para baixo até a posição desejada. Notas alteradas.7. Observe que na janela anterior o volume foi mudado somente no track 1 que estava ativo. Para editar os demais tracks, eles precisam primeiro ser ativados para depois sofrerem alteração nos volumes.7.10.2. Alterando o Pitch-bend9 das Notas - Wheel1. Ative a janela do Piano Roll e torne visível a janela Control Pane (item 7.10).2. Na barra de ferramentas da janela do Piano Roll, escolha a opção Wheel.8 Com esta ação o volume da música não muda conforme o gráfico desenhado, mas apenas o volume por nota. Assim, enquanto a nota estiver soando, seu volume não é alterado.9 Pitch-bend = variação da afinação de uma nota.132 Computação Musical - Cakewalk 9
  • Escolher aqui.3. Clique no ícone Draw (Lápis), localizado no lado esquerdo da Barra de Ferramentas. Clique aqui.4. No lado esquerdo da janela de controle, aparece uma régua graduada com valores de —8192 a 8192, sendo que 0 é o valor central. Abaixo de 0 a nota muda a afinação para baixo e valores acima de 0 a nota muda a afinação para cima, criando desta forma o efeito de Pitch-bend (Wheel). Régua5. Escolha o Track desejado. Basta clicar sobre a Área Cinza do lado direito do número do Track, ou se ele tiver um nome, clique sobre ele. Clique aqui.6. Na janela de controle, desenhe a forma gráfica que deseja alterar o Pitch- -bend (Wheel) do trecho da seguinte forma: Janela Piano Roll 133
  • ♦ Aperte (clicar sem soltar) o botão esquerdo do mouse e arraste-o para cima e para baixo até a posição desejada. Wheel criado.7.10.3. Alterando o Volume do Track - Crescendo eDecrescendo Esta opção permite ao usuário fazer um Crescendo e Decrescendo noTrack, permitindo assim variar o volume de um trecho gradativamente. Édiferente da opção Velocity que altera o volume apenas da nota. Crescendo é o ato de aumentar a intensidade de um trecho musicalgradativamente. Decrescendo é o ato de diminuir a intensidade de um trecho musicalgradativamente.1. Ative a janela do Piano Roll e torne visível a janela Control Pane (item 7.10).2. Na Barra de Ferramentas da janela do Piano Roll, escolha a opção Control. Escolher aqui.3. Do lado direito da opção Control ativa-se um novo campo.4. Clique na seta à direita desse campo e escolha (clique) a opção Track Volume.134 Computação Musical - Cakewalk 9
  • 5. Do lado direito da opção Track Volume escolha o canal em que deseja criar o efeito de Crescendo e Decrescendo. Se o efeito for para todos os canais, escolha a opção All Channel. Control Canal Track Volume Régua6. Clique no ícone Draw (Lápis), localizado no lado esquerdo da Barra de Ferramentas. Clique aqui.7. Escolha o Track desejado. Basta clicar sobre a Área Cinza do lado direito do número do Track, ou se ele tiver um nome, clique sobre ele. Clique aqui.8. No lado esquerdo da janela de controle aparece uma régua graduada com valores de 0 a 127. O valor 0 quer dizer mudo, 64 volume médio e 127 volume máximo.9. Na janela de controle, desenhe a forma gráfica ascendente para fazer o Crescendo. Aperte (clicar sem soltar) o botão esquerdo do mouse e arraste-o para direita e para cima até a posição desejada.10. Para o Decrescendo, proceda da forma inversa, ou seja, aperte (clicar sem soltar) o botão esquerdo do mouse e arraste-o para direita e para baixo até a posição desejada. Janela Piano Roll 135
  • Control Canal Track Volume Decrescendo Crescendo7.10.4. Alterando o Balanço do Estéreo - Track Pan1. Ative a janela do Piano Roll e torne visível a janela Control Pane (item 7.10).2. Na Barra de Ferramentas da janela do Piano Roll, escolha a opção Control. Escolher aqui.3. Do lado direito da opção Control ativa-se um novo campo. Clique na seta à direita desse campo e escolha (clique) a opção Track Pan. Track Pan Régua4. Escolha o Track desejado. Basta clicar sobre a Área Cinza do lado direito do número do Track, ou se ele tiver um nome, clique sobre ele.136 Computação Musical - Cakewalk 9
  • Clique aqui.5. Clique no ícone Draw (Lápis), localizado no lado esquerdo da Barra de Ferramentas. Clique aqui.6. No lado esquerdo da janela de controle aparece uma régua graduada com valores de 0 a 127. Na ação Pan, esses valores serão utilizados, também, para o controle esquerdo-direito do estéreo. Para criar o efeito do Pan, devem-se observar os seguintes passos: ♦ Fazer uma reta no valor 0, significando que todo o som será reproduzi- do nas caixas de alto-falante ligadas no canal esquerdo da placa de som. ♦ Fazer uma reta no valor 127, pois todo o som será reproduzido nas caixas do canal direito. ♦ Valores entre 64 e 127 farão com que o som saia tanto no canal esquer- do quanto no canal direito, só que sairá mais forte no canal direito. Mais forte quanto maior for o valor. ♦ Valores entre 0 e 64 farão com que o som saia tanto no canal esquerdo quanto no canal direito, só que sairá mais forte no canal esquerdo, ou seja, será mais forte quanto menor for o valor.7. Na janela de controle, desenhe a forma gráfica em que deseja alterar o Track Pan. Track Pan Régua Janela Piano Roll 137
  • 8. Na figura anterior as notas do Track 1 iniciam-se do lado esquerdo e passam para o direito, e as notas do Track 2 fazem o inverso, ou seja, começam do lado direito e passam para o esquerdo.138 Computação Musical - Cakewalk 9
  • Percussão e Bateria 08 Para editar seus padrões rítmicos, você pode proceder de duas maneiras: ♦ Gravando em Tempo Real por meio de um instrumento MIDI; ♦ Pela janela Piano Roll.8.1. Gravação em Tempo Real Este tipo de gravação é feito tocando as notas correspondentes a cadainstrumento de percussão em um instrumento MIDI qualquer, durante aexecução da música. Este tipo de escrita é mais rápido para quem domina umintrumento MIDI como o Teclado.1. Abra o arquivo MIDI no qual deseja colocar o ritmo, ou então use um arquivo em branco.2. Configure a placa de som de acordo com o item 3.4 Configurar a Placa de Som — MIDI do capítulo 3, lembrando-se de habilitar na janela de Controle de Gravação a opção MIDI.3. Escolha um Track em que deseja gravar a Percussão ou a Bateira (clique sobre ele). Clique aqui. Percussão e Bateria 139
  • 4. Posicione o cursor no lugar em que se deseja iniciar a gravação.5. Caso deseje gravar do início da música, clique no botão Rewind, na barra de ferramentas Transport, ou pressione a tecla W, ou ainda use o atalho CTRL+Home. Clique aqui para voltar ao início da música.6. Clique duas vezes no campo Source da trilha em que deseja gravar: Clique aqui.7. A janela Track Properties se abre: Entrada MIDI. Canal 10 Saída MIDI. Escolha o instrumento.8. No item Source, escolha a entrada da interface MIDI pela qual será feita a gravação.9. No item Port, escolha a saída da interface MIDI.10. No item Channel, escolha o Canal 10. Percussão e Bateria são sempre canal 10.11. Clique em OK.12. Volta-se à janela Track.140 Computação Musical - Cakewalk 9
  • Campos ativados13. Entre os campos Name e Sourse, surgem três campos com as seguintes letras: Armado para Mudo gravação Solo14. Clique sobre a letra R.15. Configure o Metrônomo para determinar quantos compassos em branco se deseja antes de iniciar a Gravação.16. Ative o menu Realtime.17. Clique em Record. Clique aqui.18. Outra opção é pressionar a tecla R do tecalado do computador. Pode-se também clicar no botão Record localizado na Barra de Ferramentas Transport: Clique aqui para iniciar a gravação. Percussão e Bateria 141
  • 19. Espere os compassos em branco determinados anteriormente e toque livremente em um instrumento MIDI qualquer. Ex.: Teclado, Guitarra, Flauta (todos instrumentos MIDI).20. Para interromper a gravação, clique no botão Record ou pressione novamente a tecla R, ou ainda a Barra de Espaço no teclado do computador.21. Verifique na tabela seguinte quais notas correspondem aos instrumentos desejados. Cada nota representa um instrumento diferente, ou seja, o Si2 é o Acoustic Bass Drum, o Do3 é o Bass Drum 1, o Ré4 é o Mute High Conga, etc. 35=Si2=Acoustic Bass Drum 58=Lá#4=Vibrastrap 36=Dó3=Bass Drum 1 59=Si4=Ride Cymbal 2 37=Dó#3=Side Kick 60=Dó4=High Bongo 38=Ré3=Acoustic Snare 61=Dó#4=Low Bongo 39=Ré#3=Hand Clap 62=Ré4=Mute High Conga 40=Mi3=Electric Snare 63=Ré#4=Open High Conga 41=Fá3=Low Floor Tom 64=Mi4=Low Conga 42=Fá#3=Closed High-Hat 65=Fá4=High Timbale 43=Sol3=High Floor Tom 66=Fá#4=Low Timbale 44=Sol#3=Pedal High Hat 67=Sol4=High Agogo 45=Lá3=Low Tom 68=Sol#4=Low Agogo142 Computação Musical - Cakewalk 9
  • 46=Lá#3=Open High Hat 69=Lá4=Cabasa 47=Si3=Low-Mid Tom 70=Lá#4=Maracas 48=Dó4=High-Mid Tom 71=Si4=Short Whistle 49=Dó#4=Crash Cymbal 1 72=Dó5=Long Whistle 50=Ré4=High Tom 73=Dó#5=Short Guiro 51=Ré#4=Ride Cymbal 1 74=Ré5=Claves 52=Mi4=Chinese Cymbal 75=Ré#5=High Wood Block 53=Fá4=Ride Bell 76=Mi5=Low Wood Block 54=Fá#4=Tambourine 77=Fá5=Mute Cuica 55=Sol4=Splash Cymbal 78=Fá#5=Open Cuica 56=Sol#4=Cowbell 79=Sol5=Mute Triangle 57=Lá4=Crash Cymbal 2 80=Sol#5=Open Triangle Observação Para o Cakewalk, o dó central do piano é o dó 5, e o lá do diapasão (440Hz) também é o lá 5.8.2. Gravação na Janela Piano Roll1. Abra o arquivo MIDI no qual deseja colocar o ritmo, ou então use um arquivo em branco.2. Escolha um Track em que deseja gravar a Percussão (clique sobre ele). Track Digite escolhido 10 aqui.3. No campo Chn (Channel), digite o nº 10 e pressione a tecla Enter do teaclado do computador, para escolher canal. Percussão e Bateria são sempre canal 10.4. Posicione o cursor no lugar em que deseja iniciar a gravação. Caso deseje gravar do início da música, clique no botão Rewind, na barra de ferramentas Transport, ou pressione a tecla W, ou ainda use o atalho CTRL+Home. Clique aqui para voltar ao início da música. Percussão e Bateria 143
  • Clique aqui.7. Outra opção é clicar com o botão direito do mouse sobre o Track e clicar sobre Piano Roll, ou ainda clique sobre o ícone Piano Roll View localizado na Barra de Ferramentas View. Clique aqui.8. A janela Piano Roll se abre: Número dos compassos Teclado Compassos9. Esta janela apresenta um Teclado no lado esquerdo e um Quadriculado ao lado direito, dividido em colunas com uma numeração ao alto. Cada número de cada coluna representa um compasso e cada quadrinho na mesma linha entre dois números representa o tempo de uma semínima. No exemplo da figura, portanto, temos quatro semínimas por compasso, ou seja, a fórmula de compasso é 4/4. Se desejar modificá-la, consulte o item Fórmula de Compasso.144 Computação Musical - Cakewalk 9
  • 10. Clique com o botão direito do mouse sobre o Teclado localizado no lado esquerdo da janela Piano Roll.11. A janela Note Names se abre: Clique aqui Clique aqui12. Clique na opção Use the Assigned Instrument Settings.13. Clique no botão Configure.14. A janela Assign Instruments se abre: Clique aqui.15. Selecione a opção General MIDI Drums, no lado direito da janela.16. Clique em OK.17. Volta-se à janela Note Names.18. Clique na opção Use these Note Instead.19. Um campo abaixo desta opção é ativado; clique sobre a área branca. Percussão e Bateria 145
  • Clique aqui Escolha o tipo de percussão20. Escolha o tipo de percussão desejado. No nosso caso General MIDI Drums.21. Clique em OK.22. Volta-se à janela Piano Roll.23. Note que no lugar do Teclado agora aparece o nome dos Instrumentos de Percussão.24. Insira as notas desejadas de acordo com o que já foi explicado no Capítulo 7 Janela Piano Roll. Instrumentos de Percussão.146 Computação Musical - Cakewalk 9
  • Janela Event List 099.1. Conhecendo a Janela Event List1. Ative o menu View e clique no comando Event List. Clique aqui. Clique aqui.2. Outra opção é clicar com o botão direito do mouse sobre o Track e clicar sobre Event List, ou ainda clique sobre o ícone Event List View localizado na Barra de Ferramentas View. Clique aqui. Janela Event List 147
  • 3. A janela Event List se abre: Colunas Barra de Ferramentas4. Como não existe nenhuma música gravada, a janela Event List está vazia.5. Logo abaxio da Barra de Títulos, encontra-se a Barra de Ferramentas.6. Para ativar o ícone desejado, basta clicar sobre ele.7. A janela Event List possui algumas colunas Fixas: Colunas ♦ Trk: Número do Track. ♦ HMSF: Posição temporal do evento em horas, minutos, segundos e quadro (Hours : Minutes : Seconds : Frames). Esta forma de mostrar a posição do evento no track é utilizada por usuários que trabalham com vídeo e áudio juntos. O número de quadros por segundo utilizado neste padrão é 30. Assim, a cada 30 quadros andamos um segundo no tempo. Este formato é chamado de SMPTE. ♦ MBT: Posição temporal do evento em compasso, batida e tick (ppq), ou seja: Compasso (Measure), tempo(batida) do compasso (Beat) e a posição no tempo (Tick). Este tipo é chamado de formato musical. ♦ Ch: Número do Canal (não confundir com número do Track10). ♦ Kind: Tipo de Evento. ♦ Data: O evento a ser manipulado.8. Os eventos são criados, editados, manipulados na área em branco logo abaixo das colunas.10 Você pode ter vários tracks com o mesmo canal. É o caso de um grupo de violões em que você pode ocupar um canal para o timbre de violão, mas pode gravar cada violão em tracks separados. Isto facilita a edição e a manipulação dos eventos.148 Computação Musical - Cakewalk 9
  • 9.2. Visualizar mais de um Track1. Na janela Event List, clique sobre a seta dupla do botão Pick Tracks localizado na Barra de Ferramentas. Clique aqui2. A janela Pick Tracks se abre: Clique aqui.3. Com a tecla Shift do teclado do computador pressionada, clique nos Tracks desejados.4. Clique em OK.9.3. Para Que serve a janela Event List? Ela permite ao usuário verificar cada evento11 MIDI ocorrido em todos ostracks da música, bem como alterar e editá-los. Esta é uma janela normalmenteutilizada por usuários mais avançados que entendem um pouco de MIDI, deseu protocolo e de seus eventos. Nessa janela podemos acrescentar, editar ouretirar eventos já inseridos em outras janelas ou em arquivos SMFs abertos parareprodução e/ou edição.9.4. Eventos e Seus Parâmetros Os eventos normalmente são manipulados na janela Event List. Antes deeditar tais eventos e os respectivos parâmetros, vamos conhecer os maisusuais:11 Evento MIDI — Comandos de ativação de notas musicais, mudança de instrumento, volume, pitch bend, .....Ver anexo MIDI, item Eventos e seus parâmetros. Janela Event List 149
  • Nome do Tipo do evento Parâmetros do evento evento 1. Pitch (MIDI key number): Nota musical. 2. MIDI channel (1-16): Canal MIDI. MIDI note: Nota 3. Velocity (0-127): Volume da nota. Note MIDI 4. Duration (beats:ticks, or simply simply ticks): Duração da nota em semínimas e ticks ou apenas ticks. 1. Pitch (MIDI key number): Nota musical. MIDI key aftertouch: KeyAft 2. MIDI channel (1-16): Canal MIDI. Pressão na tecla 3. Pressure Amount (0-127): Pressão na tecla. 1. Controller Number12 (0-127): Número do MIDI controller controle. Control change: Mudança de 2. MIDI Channel (1-16): Número do canal controle MIDI MIDI. 3. Controller value (0-127): Valor do controle. 1. Bank select method: Método de seleção do banco. MIDI patch change: 2. bank number: Número do banco. Patch Mudança de banco e 3. number or name of the patch: Número ou instrumento nome dos instrumentos. 4. MIDI channel (1-16): Número do canal MIDI. MIDI channel after 1. Pressure amount (0-127): Pressão na tecla. ChanAft touch: Liberação da 2. MIDI channel (1-16): Número do canal tecla apertada MIDI. MIDI pitch wheel Wheel position (-8192 to 8191): Posição da position: Posição da Wheel alavanca (ou roda) de pitch bend . O valor alavanca de pitch central (normal ou desativado) é igual a 0. bend13. Text Text: Texto Text: Texto Lyric Lyric: Lirismo Text: Texto. Palavras ou silábico. Staff view chord Chord Nome do acorde. Symbol: Acorde Staff view expression Expression Texto com as marcas de expressão. marking Staff view dynamics 1. Crescendos e Decrescendos. Hairpin marking 2. Duração.12 Número do controle: ver o tipo dos controles no capítulo sobre MIDI.13 Essa alavança é normalmente utilizada para o controle do pitch bend, mas pode ser utilizada para outro tipo de controle.150 Computação Musical - Cakewalk 9
  • Nome do Tipo do evento Parâmetros do evento evento 1. Name: Nome.Wave Digital audio wave: 2. Velocity (0-127): Volume.Audio Áudio Digital 3. Number of samples: Amostragem. Windows Media Control InterfaceMCIcmd (MCI) Command: Texto de comandos MCI. Comandos MCI Registered Parameter 1. Número do parâmetro (0-16383).RPN Number: Parâmetros 2. Valor do parâmetro (0-16383). registrados. 3. Canal MIDI (1-16). Non-registered 1. Número do parâmetro (0-16383). Parameter Number:NRPN Parâmetros não 2. Valor do parâmetro (0-16383). registrados 3. Canal MIDI (1-16). System Exclusive data bank:Sysx Bank Mensagem exclusiva Banco de números entre 0 - 0255 de banco System Exclusive data message:Sysx Data Mensagem exclusiva Mensagem com até 255 bytes de dadosObservações sobre os eventos e seus comandos:1. Um parâmetro de Canal na janela Track pode forçar o sistema a tocar em um canal diferente do especificado na janela Event List. Assim, quando for alterar um Canal na janela Event List, faça-o também na janela Track.2. As marcas de pedal colocadas na janela Staff são mostradas na janela Event List como um evento de controle3. Nem todos os teclados obedecem aos eventos de key aftertouch e channel aftertouch. Verifique o manual de seu equipamento para ver se ele suporta esses comandos. Caso não suporte, não se preocupe, nada acontecerá de desagradável, apenas este evento será desconsiderado durante a execução da música.9.5. Editar um Evento1. Para visualizar os eventos editados, primeiro abra a janela Piano Roll. Para isto ative o menu View e clique no comando Piano Roll. Janela Event List 151
  • Clique aqui. Clique aqui.2. Outra opção é clicar com o botão direito do mouse sobre o Track e clicar sobre Piano Roll, ou ainda clique sobre o ícone Piano Roll View localizado na Barra de Ferramentas View. Clique aqui.3. A janela Piano Roll se abre.4. Abra a janela Event List. Para isto ative o menu View.5. Clique no comando Event List. Clique aqui. Clique aqui.152 Computação Musical - Cakewalk 9
  • 6. Outra opção é clicar com o botão direito do mouse sobre o Track e clicar sobre Event List, ou ainda clique sobre o ícone Event List View localizado na Barra de Ferramentas View. Clique aqui.7. A janela Event List se abre: Barra de Ferramentas Colunas8. Clique sobre a seta dupla do botão Pick Tracks localizado na Barra de Ferramentas. Clique aqui.9. A janela Pick Tracks se abre: Clique aqui.10. Escolha14 em qual track você deseja inserir ou editar um evento.11. Ajuste a janela Event List em cima da janela Piano Roll de tal forma que você possa ver as duas na tela, conforme exemplo seguinte:14 Você pode escolher mais de um track. Para isto, com a tecla shift apertada, clique nos tracks desejados. Janela Event List 153
  • Clique aqui.12. Clique no botão Insert Event [I]. Ao fazer isto, a janela sofre uma modificação, ou seja, uma linha é acrescentada à janela. Dê dois cliques Dê dois aqui para editar cliques para a canal. editar a nota.13. Como Defaut, o Cakewalk insere um evento Nota (Kind = Note). Vamos agora modificar o Pith da nota. Para isto, dê dois cliques na coluna Data. Ao fazer isto, um campo de edição é aberto para você editar. Coloque, por exemplo, a nota G5.14. Para ver essa nota na janela Piano Roll, ative o canal 2 no Piano Roll clicando no ícone Pick Tracks dela e escolhendo o canal 2.15. Para mudar o canal para 2 dê dois cliques rápidos na coluna de edição de canal. Você pode modificar o canal clicando nas setas + e — do lado direito do campo de edição do canal, ou digitando o canal desejado no respectivo campo. Canal 216. Para mudar a nota, clique nas setas + ou — no lado direito do campo aberto. Clique em + até achar a nota G5 ou digite diretamente G5 no campo.154 Computação Musical - Cakewalk 9
  • Nota17. As duas colunas depois da data são para colocar os parâmetros complementares exigidos pelo envento de nota. A primeira coluna é para editar o volume da nota e a última para colocar a duração 2. Volume Duração18. Dê dois cliques na primeira coluna após Data e coloque o volume 64. Para isto, dê dois cliques nesse campo e digite o valor desejado. Clique aqui.19. Dê dois cliques no campo da segunda coluna e coloque a duração da nota em ticks. Para colocar um valor equivalente a uma mínima15, utiliza-se o valor de 240 ticks (uma semínima vale 120). Ao entrar com este valor, o sistema o modifica para 2:000, ou seja, duas semínimas e zero ticks. Se fôssemos colocar o tempo de uma semínima pontuada, seria de 180 ticks. Ao entrar com este valor o sistema devolveria 1:060, ou seja, uma semínima mais o tempo de uma colcheia (60). Digite aqui.15 A duração da nota é dada em ticks ou número de semínimas seguido de dois pontos e do número de ticks restantes. Como o número de ticks escolhido inicialmente para uma semínima é 120, uma semínima vale 240 ticks. Janela Event List 155
  • 20. Você pode mudar a nota editada, por exemplo, para o segundo tempo do compasso. Para isto, clique no campo MBT e mude o valor de 1:01:000 para 1:02:000, ou seja, compasso 1, segundo tempo e zero ticks de deslocamento. Digite aqui.21. Para inserir uma nova linha, clique na linha de baixo da já criada (um quadradinho vermelho aparece), clique no ícone Insert Event e a nova linha é criada. Nova linha Clique aqui.22. Para mudar o evento da nova linha, se desejado for, clique duas vezes no campo Kind (após o número do canal).23. Ao fazer isto, a janela Kind of Event é aberta para que você escolha o evento a ser editado.24. Escolha o evento desejado clicando sobre ele.25. Clique em Ok.156 Computação Musical - Cakewalk 9
  • 9.6. Visualizando todos os eventos de todos os tracksna ordem em que ocorrem Para isto, vamos adotar o exemplo dado na janela Piano Roll a seguir:1. Abra a janela Event List. Para isto ative o menu View.2. Clique no comando Event List. Clique aqui. Clique aqui.3. Outra opção é clicar com o botão direito do mouse sobre o Track e clicar sobre Event List, ou ainda clique sobre o ícone Event List localizado na Barra de Ferramentas View. Clique aqui. Janela Event List 157
  • 4. A janela Event List se abre. Ajuste a janela Event List em cima da janela Piano Roll de tal forma que seja possível ver as duas na tela. Neste momento aparecerá na janela Event List o track ativo, no caso o track 2.5. Clique no ícone Pick Tracks localizado na Barra de Ferramentas. Clique aqui.6. A janela Pick Tracks se abre: Tracks com eventos. Tracks em branco.7. Com a tecla Shift do teclado do computador pressionada, clique em todos os tracks existentes16 (que possuam eventos) na música em questão.8. Na janela Event List aparecem todos os eventos em ordem de ocorrência.16 Os tracks em que estiver escrito blank são sem eventos. Os que possuem eventos são os que não tiverem nada escrito, ou então o nome já foi inserido previamente.158 Computação Musical - Cakewalk 9
  • Track 3 Pick Tracks Track 2 Track 1 Você pode perceber que, apesar de termos três tracks com eventos, elesestão utilizando o mesmo canal. Se desejado, você pode alterar e colocar cadatrack em um canal independente.9.7. Analisando todos os tracks que possuam eventos Na figura seguinte, temos:1. Na primeirra linha, coluna MBT - 1:01:000, que no início17 (1:01:000) do primeiro tempo (1:01:000) do primeiro compasso (1:01:000) a nota G#5 do canal 1, track 1, foi ativada com um volume 100 e duração de duas semínimas completas18 (2:000).17 Sabemos que está no início do tempo quando o número de ticks é 0.18 Sabemos que são semínimas completas porque o número de ticks após o sinal de “:” é 0. Janela Event List 159
  • 2. Na segunda linha temos que no mesmo instante (MBT - 1:01:000) outra nota, E5, do track 3, também do canal 1, foi ativada com volume 64 e duração de 4 semínimas completas (4:000).3. Na terceira linha , coluna MBT - 1:02:000, que no início19 (1:01:000) do segundo tempo (1:02:000) do primeiro compasso (1:02:000) a nota F#5 do canal 1, track 1, foi ativada com um volume 100 e duração de duas semínimas completas (2:000).4. Na quarta linha, no mesmo instante da nota anterior, coluna MBT: 1:02:000, temos que no início (1:02:000) do segundo tempo (1:02:000) do primeiro compasso (1:02:000) a nota Bb5 do canal 1, track 2, foi ativada com um volume 100 e duração de duas semínimas completas (2:000).5. Este raciocínio segue para as demais linhas e respectivos eventos de notas...9.8. Deletando (Eliminando) eventos1. Ative o menu View e clique no comando Event List. Clique aqui. Clique aqui.2. Outra opção é clicar com o botão direito do mouse sobre o Track e clicar sobre Event List, ou ainda clique sobre o ícone Event List View localizado na Barra de Ferramentas View. Clique aqui.19 Sabemos que está no início do tempo quando o número de ticks após o sinal de “:” é 0.160 Computação Musical - Cakewalk 9
  • 3. A janela Event List se abre:4. Selecione a linha do evento que deseja eliminar. Para isto, basta dar um clique (e apenas um) em qualquer coluna, como, por exemplo, a terceira linha contendo a nota F#5 do track 1, no segundo tempo do compasso 1. Clique aqui5. Aperte a tecla Delete do teclado do computador e essa linha será eliminada juntamente com o evento, no caso a nota F#5. A nota F#5 foi eliminada.9.9. Exemplos com outros eventos Além de nota1. Evento Controle de volume. Janela Event List 161
  • Evento controle de volume no track 1. 94 832. Podemos notar que, ao fazermos um gráfico de dinâmica de volume (um decrescendo) no track 1, o sistema incluiu no Event List uma série de eventos para gradativamente descrescer o volume inicial de 94 para 83.3. Note, também, que apenas o volume das notas do track 1 foi afetado, mesmo pertencendo ao mesmo canal das notas dos tracks 2 e 3.4. Evento Controle de volume e Whell (pitch bend). Evento Whell no track 2. Evento Whell no track 2.5. No exemplo anterior mostramos o evento controle e volume no track 1. A este exemplo foi acrescido o evento Whell (pitch bend) no track 2.6. Verifique que, mesmo não existindo notas no instante do evento, ele é registrado. Isto é feito para o caso de o usuário acrescentar notas nesse track no tempo em que esse evento está ativo.162 Computação Musical - Cakewalk 9
  • Equalização e Efeitos MIDI e Áudio 10 Ao gravar os arranjos MIDI e Áudio, nem sempre eles possuem umvolume equilibrado, ou seja, o piano e a bateria ficaram mais fortes do quedeveriam e a voz do cantor ficou um pouco baixa. Isto pode ser corrigido comos recursos de equalização do Cakewalk. A equalização da música pode serfeita de várias maneiras, porém veremos as três principais por meio das janelasTrack, StudioWare e Console. Como exemplo utilizaremos a Toccata paraquatro violões de Calimerio Soares, composta em 1989.10.1. Equalização - Janela Track A equalização na janela Track pode ser feita em dois campos distintos: ♦ Coluna Vel+ (Velocity): Nesse campo você pode alterar a intensidade das notas do Track. ♦ Coluna Vol (Volume): Nesse campo você pode alterar a intensidade das notas do Canal. Você deve estar se perguntando qual seria a diferença. No nossoexemplo, os quatro violões foram colocados em Tracks separados e em canaisdistintos. Neste caso tanto faz. Você pode aumentar o Velocity ou o Volume,mas se os Tracks estivessem todos no mesmo canal e você aumentasse ovolume de um Track, automaticamente estaria aumentando também o volumedos outros, pois o controle de volume obedece ao comando do canal,aumentado ou diminuindo o volume de todos os tracks do mesmo canal. Nestecaso então, quando os tracks estão no mesmo canal, você deve utilizar ocampo Vel+ para alterar o volume dos tracks individualmente. Para alterar o Velocity dos tracks, acompanhe os seguintes passos:1. Vá para a janela Track. Equalização e Efeitos MIDI e Áudio 163
  • 2. Abra o arquivo que se deseja Equalizar. Velocity3. Clique no campo Vel+ do Track.4. Digite o Velocity desejado, sendo que -127 é mudo, 0 o volume médio e 127 o valor máximo.5. Pressione a tecla Enter do teclado do computador.6. Digite o Velocity para os demais tracks.7. Veja a janela track após os novos valores: Velocity alterado.8. Observe que o Violão 1 possui Velocity = 120, o Violão 2 = 50, o Violão 3 = 20 e o Violão 4 = -10. Para alterar o Volume dos tracks, veja os seguintes passos:1. Clique no campo Vol do Track.2. Digite o Volume desejado, sendo que 0 é mudo, 64 o volume médio e 127 o valor máximo.3. Pressione a tecla Enter do teclado do computador.4. Digite o Volume para os demais tracks.5. Veja na janela track após os novos valores:164 Computação Musical - Cakewalk 9
  • Volumes alterados.6. Note que os volumes dos tracks foram alterados. O Violão 1 possui Volume = 127, o Violão 2 = 100, o Violão 3 = 100 e o Violão 4 = 90.7. O fato de mudar o volume geral do track não implica em desfazer das dinâmicas originalmente inseridas em cada track. Acontece que o volume é alterado gradativamente, mantendo as proporções de volume das dinâmicas.10.2. Equalização - Janela StudioWare O StudioWare é uma janela muito parecida com as mesas de somutilizadas em estúdios de gravação. Nela você encontra, além de Fadersdeslizantes e knobs rotativos, diversas ferramentas para construir seu própriopainel. Neste capítulo abordaremos somente a parte referente à equalização enão à programação dos painéis. O número de tracks presente na janela depende do número de tracks sele-cionado, ou seja, se selecionarmos cinco tracks aparecerão cinco tracks, se selecio-narmos um track, aparecerá apenas um. Na janela StudioWare modificaremosapenas o Volume e não mais o Velocity, portanto, atenção, os instrumentos queestiverem no mesmo canal sofrerão a mesma alteração de volume.1. Abra o arquivo que deseja Equalizar na janela Track.2. Selecione os Tracks que deseja-se equalizar. Para isto segure a tecla Ctrl ou Shift e clique sobre o seu número dos tracks que deseja abrir na janela StudioWare. Equalização e Efeitos MIDI e Áudio 165
  • 3. Ative o menu View e clique em StudioWare. Clique aqui.4. Outra opção é clicar no botão StudioWare, localizado na Barra de Ferramentas View. Clique aqui.5. A janela StudioWare se abre:166 Computação Musical - Cakewalk 9
  • 6. Conhecendo a janela StudioWare: Snapshot: Quando está ativo, ele registra em um determinado ponto cronológico da música todas as configurações do Painel. Para ativá-lo, basta clicar sobre ele. Record: Quando está ativo, ele grava todas as alterações do painel, ou seja, se durante a música você alterar o volume várias vezes, ele grava esta informação no arquivo e durante a execução ele reproduz. Para ativá-lo, basta clicar sobre ele. Update: Grava os movimentos dos controles no momento em que ocorrem. Para ativá-lo, basta clicar sobre ele. Save: Salva o Painel. Para ativá-lo, basta clicar sobre ele. Design: Altera o painel para o modo de programação, em que é possível criar novos componentes para inserir no painel ativo. Para ativá-lo, basta clicar sobre ele. Botão Mute: Quando está ativo, deixa o track mudo. Knob Chorus: É usado para inserir o efeito Chorus no track. Por ser um controle rotativo, basta clicar sobre ele e movimentar o mouse para cima, para baixo, para esquerda ou direita até encontrar a intensidade do efeito desejada. Knob Reverb: É usado para inserir o efeito Reverb no track. Por ser um controle rotativo, basta clicar sobre ele e movimentar o mouse para cima, para baixo, para esquerda ou direita até encontrar a intensidade do efeito desejada. Knob Pan: É usado para alterar o balanço de esquerdo e direito para conseguir o efeito de estéreo. Por ser um controle rotativo, basta clicar sobre ele e movimentar o mouse para cima, para baixo, para esquerda ou direita até encontrar o balanço desejado. Fader Volume: É usado para alterar o volume do track. É um controle de fácil utilização. Basta clicar sobre ele e movimentar o mouse para cima e para baixo para aumentar ou diminuir o volume.7. Lembre-se de salvar o arquivo para registrar as modificações feitas no StudioWare.10.3. Equalização - Janela Console O Console é parecido com a janela StudioWare, com muitos recursossemelhantes, porém é muito mais complexo porque possui mais informações. Equalização e Efeitos MIDI e Áudio 167
  • Mas o fato de possuir mais componentes não a torna mais difícil de manusear,pois também se parece muito com as mesas de som dos estúdios de gravação.1. Abra o arquivo que deseja Equalizar.2. Ative o menu View e clique em Console.3. Outra opção é clicar no botão Console, localizado na Barra de Ferramentas View. Clique aqui.4. A janela Console se abre:168 Computação Musical - Cakewalk 9
  • 5. Conhecendo a janela Console: Value: Este campo mostra o valor do item que está sendo manipulado. Por exemplo, o valor do Volume, Chorus, etc. Module Manager: É usado para configurar o Console, ou seja, determinar quais serão os componentes ativos ou não. Record Meters: Quando está ativo, mostra o nível de entrada durante a gravação de áudio. Playback Meters: Quando está ativo, mostra o nível de áudio durante a execução. Peaks: Quando está ativo, desabilita o Playback Meters e mostra somente o nível do áudio quando ele atinge o pico. Record Automation: Quando está ativo, ele grava todas as alterações do Console, ou seja, se durante a música você alterar o volume várias vezes, ele grava esta informação no arquivo e durante a execução ele reproduz. Snapshot: Quando está ativo, ele registra em um determinado ponto cronológico da música todas as configurações do painel. Para ativá-lo, basta clicar sobre ele. Update: Grava os movimentos dos controles no momento em que ocorrem. Para ativá-lo, basta clicar sobre ele. Chorus: É usado para inserir o efeito Chorus no track. Por ser um controle deslizante, basta clicar sobre ele e movimentar o mouse para a esquerda ou direita até encontrar a intensidade do efeito Equalização e Efeitos MIDI e Áudio 169
  • desejada. Reverb: É usado para inserir o efeito Reverb no track. Por ser um controle deslizante, basta clicar sobre ele e movimentar o mouse para a esquerda ou direita até encontrar a intensidade do efeito desejada. Define o status do track. Mudo, Solo, Record. É usado para alterar o balanço de esquerdo e direito para conseguir o efeito de estéreo. Por ser um controle deslizante, basta clicar sobre ele e movimentar o mouse para a esquerda ou direita até encontrar o balanço desejado. Volume: É usado para alterar o Volume do track. É um controle de fácil utilização. Basta clicar sobre ele e movimentar o mouse para cima e para baixo para aumentar ou diminuir o volume. Nome do track Efeitos em tempo real Porta de Saída Canal Banco de Timbres Instrumento MIDI Fonte de Gravação: MIDI ou Áudio.6. Lembre-se de salvar o arquivo para registrar as modificações feitas no Console.170 Computação Musical - Cakewalk 9
  • 10.4. Efeitos - MIDI Além dos efeitos de Chorus e Reverb, presentes nas janelas StudioWaree Console, ainda é possível inserir outros. Para tal acompanhe os seguintespassos:1. Abra o arquivo que deseja inserir Efeitos na janela Track.2. Selecione os tracks em que deseja o efeito. Para isto segure a tecla Ctrl ou Shift e clique sobre o número dos tracks.3. Ative o menu Edit, deslize o mouse até MIDI Effects, mova-o para a direita até Cakewalk FX e clique sobre o Efeito desejado. Efeitos MIDI disponíveis.4. Outra opção é clicar com o botão direito do mouse sobre o track selecionado. Equalização e Efeitos MIDI e Áudio 171
  • 1. Um menu Pop-up com várias opções se abre. Deslize o mouse até MIDI Effects, mova-o para a direita até Cakewalk FX e clique sobre o Efeito desejado: Efeitos MIDI disponíveis.5. Cada efeito escolhido abre uma janela de configurações. Escolha as configurações desejadas e feche a janela.10.5. Efeitos - Áudio Além dos efeitos de Chorus e Reverb, presentes nas janelas StudioWaree Console, ainda é possível inserir uma quantidade muito grande de outrosefeitos. Eles estão classificados em três grupos: ♦ Cakewalk: FX Chorus, FX Delay, FX EQ, FX Flanger, FX Parametric EQ, FX Pitch Shifter, FX Reverb, FX Time/Pitch Stretch, FX, etc. ♦ CFX: 2 band EQ, Chorus, Delay/Echo, Flanger, Reverb. ♦ Sonic Foundry: Acoustic Mirror, Amplitude Modulation, Chorus, Click and Crackle Removal, Clipped Restoration, Distortion, Flange/Wah-wah, Gapper/Snipper, Reverb, Noise Reduction, Vibrato, Vinyl Restoration, etc. Vamos ver como inserir, por exemplo, alguns efeitos CFX. Para isto vejaos seguintes passos:172 Computação Musical - Cakewalk 9
  • 10.5.1. Reverb O Reverb é um efeito utilizado quando se deseja passar uma sensação deambiente no som gravado, ou seja, a música pode ser gravada em um quartocomum de uma casa e ficar parecendo que a gravação aconteceu em uma salade concerto. Pode parecer estranho, mas alguns efeitos disponíveis noCakewalk podem realmente passar a sensação de ambiente, o que é ótimo,pois nem todos os músicos possuem um espaço adequado para realizar suasgravações. O ideal seria que as gravações fossem feitas em um estúdioprofissional de gravação, ou então em uma bela sala de concertos com umaacústica maravilhosa. Infelizmente isto nem sempre é possível. Fica então acargo do engenheiro de som usar os recursos disponíveis no Cakewalk paracontornar este problema. Quando um som é gerado em uma sala acústica(espaço acústico), você primeiro ouve o som frontal emitidoe, em seguida, uma sucessão rápida de ecos, que sãoreflexões em baixo volume do som emitido, como na figuraao lado. Esses ecos acumulam-se com o passar do tempo, e então o que vocêouve é uma combinação de milhares de ecos que vão decaindo suavemente emintensidade. A este efeito dá-se o nome de Reverber ou reverberação. OReverber é o efeito que nos indica, por meio da audição, as dimensões dedeterminado espaço acústico. Os primeiros ecos que ouvimos após o somoriginal chegar ao ouvido são chamados reflexões “primeiras” do som original.O acúmulo dessas reflexões primeiras, no decorrer do tempo, é o responsávelpelo Reverber ou reverberação.1. Abra o arquivo que contenha o track de Áudio que deseja inserir Reverb na janela Track. Clique aqui para sele- cionar. Clique aqui para sele- cionar.2. Selecione o track de Áudio em que deseja colocar o Reverb. Para isto clique sobre o seu número localizado à esquerda ou então sobre o evento da gravação do lado direito. Equalização e Efeitos MIDI e Áudio 173
  • 3. Ative o menu Edit, deslize o mouse até Audio Effects, mova-o para a direita até CFX e clique Reverb. Clique aqui.4. Outra opção é clicar com o botão direito do mouse sobre o track selecionado. Um menu Pop-up com várias opções se abre. Deslize o mouse até Audio Effects, mova-o para a direita até CFX e clique Reverb. Clique aqui.174 Computação Musical - Cakewalk 9
  • 5. A janela Reverb se abre: Tipo de Reverb. Regular o efeito. Tipo de reflexão.6. No item Preset, escolha um dos tipos de Reverb (Arena, Club, Concert, Jazz Club, etc.).7. No item Decay Time: determine a amplitude do Reverb. Salas pequenas têm um Decay Time menor que 1 segundo. Valores acima de 3 segundos representam o reverber de salas razoavelmente grandes. Um valor em torno de 5 segundos equivale ao reverber de um ginásio poliesportivo.8. Nos itens Dry Mix e Wet Mix: regule a quantidade de sinal não processado que vai se misturar com a quantidade processada com reverber.9. No item Early Reflections, escolha o tipo de reflexão.10. Clique em OK.10.5.2. Chorus O efeito Chorus cria uma cópia do arquivo original, sujeita a um pequenoatraso de tempo, a uma pequena variação de tom e mistura o resultado aoarquivo original. O sinal resultante misturado dá a você a impressão deexistirem duas fontes sonoras reproduzindo o mesmo som ao mesmo tempo.Perceba que isso é o que ocorre na prática quando duas pessoas tentamreproduzir um mesmo som ao mesmo tempo com instrumentos idênticos.Quando o chorus cria e mistura vários atrasos, a sensação é a de que váriossons iguais estão sendo reproduzidos ao mesmo tempo. O efeito simula as discrepâncias em pitch e tempo que ocorremnaturalmente quando duas ou mais pessoas tentam tocar ou cantar a mesmamúsica ao mesmo tempo. Por isso o chorus é também conhecido como efeitode “coro”, pois simula um coral cantando ou tocando a mesma melodia. Equalização e Efeitos MIDI e Áudio 175
  • 1. Abra o arquivo que contenha o track de Áudio que deseja inserir Chorus na janela Track. Clique aqui para sele- cionar. Clique aqui para sele- cionar.2. Selecione o track de Áudio em que deseja colocar o Chorus. Para isto clique sobre o seu número localizado à esquerda ou então sobre o evento da gravação do lado direito.3. Ative o menu Edit, deslize o mouse até Audio Effects, mova-o para a direita até CFX e clique em Chorus. Clique aqui.4. Outra opção é clicar com o botão direito do mouse sobre o track selecionado. Um menu Pop-up com várias opções se abre. Deslize o mouse até Audio Effects, mova-o para a direita até CFX e clique em Chorus.176 Computação Musical - Cakewalk 9
  • Clique aqui.5. A janela Chorus se abre: Tipo de Chorus. Regular o efeito. Intensidade do Chorus.6. No item Preset, escolha os tipos de Chorus (Chorus Slight Flange, Deep Chorus Gtr, etc.).7. Nos itens Delay time, Dry Mix e Wet Mix, regule o efeito desejado, de maneira que não estoure.8. Nos item Feedback Mix, escolha a intensidade entre 0 e 100%.9. Clique em OK. Equalização e Efeitos MIDI e Áudio 177
  • 10.5.3. Delay / Echo O Delay é um efeito muito utilizado em vozes, podendo ser aplicadotambém em instrumentos. Este efeito transmite a sensação de eco. É oequivalente à câmara de eco utilizada pelas bandas ou estúdios.1. Abra o arquivo que contenha o track de Áudio que deseja inserir Delay/Echo na janela Track. Clique aqui para sele- cionar. Clique aqui para sele- cionar.2. Selecione o track de Áudio em que deseja colocar o Delay/Echo. Para isto clique sobre o seu número localizado à esquerda ou então sobre o evento da gravação do lado direito.3. Ative o menu Edit, deslize o mouse até Audio Effects, mova-o para a direita até CFX e clique Delay/Echo. Clique aqui.178 Computação Musical - Cakewalk 9
  • 4. Outra opção é clicar com o botão direito do mouse sobre o track selecionado. Um menu Pop-up com várias opções se abre. Deslize o mouse até Audio Effects, mova-o para a direita até CFX e clique Delay/Echo. Clique aqui.5. A janela Delay / Echo se abre: Tipo de Delay. Regular o efeito. Intensidade do Delay.6. No item Preset, escolha os tipos de Delay (120 bpm Delay 98 bpm Delay, Fast 4-Tap Delay, etc.). Equalização e Efeitos MIDI e Áudio 179
  • 7. Nos itens Delay time, Dry Mix e Wet Mix, regule o efeito desejado, de maneira que não estoure.8. Nos item Feedback Mix, escolha a intensidade entre 0 e 100%.9. Clique em OK.180 Computação Musical - Cakewalk 9
  • Criando Estilos para Teclados 11 Criar estilos para teclados é um processo relativamente simples, mas quedemanda o conhecimento de como internamente são escritos os arquivos decada fabricante e modelo. Neste capítulo vamos mostrar como construirarquivos de estilos para teclados da Yamaha da linha PSR. O leitor verá queeste processo é fácil de ser realizado com o Cakewalk, podendo expandir osconceitos apresentados para implementar estilos de qualquer outra marca. Paracomeçar, tenha em mente que um estilo deve possuir basicamente: umaIntrodução, um Arranjo Padrão A, um Arranjo Padrão B, uma virada deBateria e uma Finalização. Para facilitar a montagem do estilo, primeiro criearquivos que contenham os trechos musicais que darão origem à introdução,viradas, etc. Antes de salvá-los, coloque-os na tonalidade de dó maior. Você não precisa criar todos os itens descritos, mas, se criá-los, monte-osobedecendo a uma seqüência predeterminada. Cada trecho da seqüência devepossuir um marcador que a identifique. Isto deve ser feito para que seu estilocriado seja compatível com todos os teclados superiores ao PSR 620.11.1. Marcadores Que Devem Ser Inseridos Vamos ver quais são esses marcadores e o que eles informam ao teclado.Posteriormente vamos ver como inseri-los no Cakewalk nos lugaresadequados. ♦ SFF1: Obrigatório no 1º compasso (vazio). ♦ SInt: Obrigatório no 2º compasso (vazio). ♦ Intro A: Opcional - faz uma introdução e vai para o padrão “A”. ♦ Intro B: Opcional - faz uma introdução e vai para o padrão “B”. Criando Estilos para Teclados 181
  • ♦ Main A: Opcional - Toca as progressões de Acordes do padrão “A”. ♦ Main B: Opcional - Toca as progressões de Acordes do padrão “B”. ♦ Fill In AA: Opcional - Repica a bateria e continua no padrão “A”. ♦ Fill In AB: Opcional - Repica a bateria e muda para o padrão “B”. ♦ Fill In BB: Opcional - Repica a bateria e continua no padrão “B”. ♦ Fill In BA: Opcional - Repica a bateria e muda para o padrão “A”. ♦ Ending A: Opcional - estando no padrão “A”, finaliza. ♦ Ending B: Opcional - estando no padrão “B “, finaliza. Observação Os nomes dos marcadores devem ser escritos conforme estiverem no texto, obedecendo às letras maiúsculas e minúsculas.11.2. Criando um Estilo com os Devidos Marcadores1. Abra um arquivo novo (Ctrl+N).2. Crie inicialmente dois compassos vazios para colocar os Marcadores SFF1 e SInt.3. Para inserir e editar os Marcadores, consulte o item 4.12 Marcadores, capítulo 4. De uma forma simples, pressione a tecla F11 no teclado do computador e insira o nome do marcador desejado no tempo certo.4. Abra um novo arquivo contendo o trecho escolhido para Introdução. Instrumentos Bateria182 Computação Musical - Cakewalk 9
  • 5. Verifique que a Bateria está no Canal 10 e os Instrumentos nos Canais 1,2,3 e 4.6. Renomeie o canal da bateria, o canal 10 para o canal 921. Para isto basta clicar no campo Chn, digitar 9 e pressionar a tecla Enter. Neste exemplo, o track continuou a ser o 10, mas o canal mudou para 922.7. Renomeie também os canais dos instrumentos do trecho escolhido para canais de 10 a 16 (da mesma forma que renomeou o canal 10).8. Canais inferiores a 9 não serão lidos pelo teclado23. Note, portanto, que você tem até sete canais, ou seja, até sete instrumentos diferentes para fazer seu arranjo.9. Copie os compassos modificados (selecione e use o atalho Ctrl+C).10. A janela Copy se abre.11. Clique em OK.12. Volte para o arquivo de estilo que está construindo, posicione o cursor no compasso 3 (3:01:000) e cole (Ctrl+V) a seleção escolhida como introdução dele a partir do início do terceiro compasso.21 Exigência dos teclados PSR22 Se você tiver dúvida sobre a diferença entre track e canal, consulte o item 1.8 A diferença entre Track e Canal no capítulo 1.23 Você pode ter mais tracks utilizando o mesmo canal e, conseqüentemente, o mesmo instrumento, tal como: um quarteto de cordas, um dueto de flautas, etc. Criando Estilos para Teclados 183
  • Clique aqui.13. Ao pressionar a tecla Enter, o arquivo de estilo se modifica, como segue:14. Insira o marcador de Introdução no início do compasso 3. O marcador deve possuir o nome Intro A. Para isto, aperte a tecla F11 do teclado do computador, digite o nome Intro A (Não esqueça o espaço antes de A) no campo Name e ajuste o tempo para 3:01:000. Nome Tempo15. Clique em OK.16. A janela se modifica com o Label (o marcador) Intro A colocado no lugar determinado.184 Computação Musical - Cakewalk 9
  • Marcador17. Repita os itens de 3 a 10 até que tenham sido inseridos todos os trechos do estilo que deseja editar.18. Ao terminar, salve o arquivo como MIDI format 0. Para isto, ative o menu File e escolha a opção Save as. Clique aqui.19. A janela Save As se abre: Criando Estilos para Teclados 185
  • 20. No item Nome do arquivo, escreva o nome do arquivo desejado, no exemplo: Estilo1.21. No item Salvar como o tipo, escolha a opção MIDI Format 0.22. No item Salvar em, escolha o diretório em que o arquivo será salvo.23. Clique em Salvar.24. Vá para o Windows Explorer.25. Renomeie o arquivo criado para a extensão “.sty” no lugar de “.mid”. No caso do exemplo da figura anterior, renomeie “Estilo1.mid” para “Estilo1.sty”. Estes estilos podem ser criados a partir de um arquivo MIDI qualquer.Sendo assim, você pode converter o estilo de qualquer teclado existente para alinha PSR. Para tal ato existem duas possibilidades: ♦ O teclado possui unidade de disquete. ♦ O teclado não possui unidade de disquete, mas possui conexão MIDI (MIDI OUT).Caso 1 - Teclado com unidade de gravação de disquete Você pode criar um novo estilo a partir de um arquivo MIDI existente,salvo no disquete pelo seu teclado. Assim, basta utilizar um compasso para aVariação A, outro para Variação B, outro para as Viradas de Bateria, outropara Introdução, etc. Lembre-se de colocar os trechos na tonalidade de DóMaior.Caso 2 - O teclado não possui unidade de disquete, mas possui conexãoMIDI (MIDI OUT): Neste caso, conecte seu computador no teclado, conforme capítulo 13 -MIDI. Coloque o Cakewalk para gravar e dispare a música do teclado a qualservirá como base do estilo.186 Computação Musical - Cakewalk 9
  • Editando um Timbre Existente 12 Tenha em mente que para modificar um timbre de um instrumento MIDI, omódulo ou placa MIDI que você possui deve permitir tais modificações. Algumasplacas da Sound Blaster, principalmente as que possuem memória extra paraarmazenar timbres criados pelo usuário, bem como a maioria dos módulos timbraisprofissionais, permitem tais alterações. Estas modificações podem ser feitas noCakewalk utilizando controladores normais e controladores especiais (NRPN) quepodem ser trabalhados na janela Event List. A alteração de todo timbre exige um conhecimento mais profundo, porparte do usuário, de engenharia de som (processamento e análise de sinais eprotocolo MIDI). Mesmo assim, para aqueles que não possuem tal conheci-mento, é possível realizar boas sínteses utilizando algumas “receitas de bolo” eum bom ouvido. Com o tempo a experiência triunfa e o usuário consegueatingir a maioria de seus objetivos. Antes de entrarmos na modificação do timbre de um instrumento, vamostecer uma recordação para os que já sabem, e um resumo para quem nuncaviu, de alguns conceitos relevantes. Vamos, primeiramente, conceituar o que éuma nota musical, ou seja, o objeto sonoro a ser manipulado pelo timbre.12.1. Notas Musicais Nota musical é definida, de uma forma simplificada, pelo número derepetições de uma forma de onda do espectro sonoro audível em um segundo. O número de repetições de uma forma de onda por segundo é definidocomo freqüência do sinal e é dado em Hertz (Hz). Editando um Timbre Existente 187
  • A relação entre a freqüência de uma nota musical e a próxima nota naescala temperada23 é dada por: 12 2 = 21 12 ≈ 1,05946309435 Como exemplo, podemos calcular a freqüência da nota Lá# partindo dafreqüência conhecida da nota Lá utilizada como diapasão (padrão de afinaçãodos instrumentos temperados). Assim, se a nota diapasão Lá é igual a 440 Hz, temos que o Lá# é igual a440 x 1,05946309435 = 446,164Hz. A figura seguinte ilustra um teclado de piano com as nomenclaturas maisutilizadas para grafar as notas musicais. Em que: Lá = A, Si = B, Dó = C, Ré = D, Mi = E, Fá = F e Sol = G As notas musicais se repetem a cada doze notas. Cada conjunto de dozenotas denominamos de uma oitava. Assim, a cada oitava acima a freqüência deuma dada nota musical dobra e, descendo uma oitava, a freqüência da mesmanota cai pela metade. Isto pode ser demonstrado pela forma de calcular asfreqüências da escala temperada mostrada anteriormente. Sem querer cansar oleitor com cálculos matemáticos complicados, a demonstração de como istoocorre é simples. Veja só: partindo de uma determinada freqüência de umanota musical, a próxima nota será calculada tomando como base o valor dafreqüência dessa nota multiplicado por 1,05946309435 (ou por 21/12 se preferir).Para calcular a freqüência de uma nota uma oitava acima (a mesma nota só quemais aguda), devemos repetir o processo de multiplicação doze vezes, ou seja:NotaFinal =NotaInicial x 21/12 x 21/12 x 21/12 x 21/12 x 21/12 x 21/12 x 21/12 x 21/12 x 21/12 x 21/12 x 21/12 x 21/12=NotaInicial x 2(12 x 1/12) = NotaInicial x 2(12/12) =NotaInicial x 21 = NotaInicial x 2. Ou seja: A NotaFinal (uma oitava acima) é igual a duas vezes a NotaInicial.23 A escala temperada é a utilizada no mundo ocidental. Ela possui doze nomes de notas: dó, dó#(ou réb), ré,ré#(ou mib), mi, fá, fá#(ou solb), sol, sol#(ou láb), lá, lá#(ou sib) e si..188 Computação Musical - Cakewalk 9
  • Vimos, assim, que a nota musical uma oitava acima de qualquer notapossuirá sua freqüência multiplicada por dois. De forma análoga, uma notauma oitava abaixo possui a metade de sua freqüência24. A figura seguinte ilustra o que foi dito. Resumindo, a cada oitava as notas se repetem emnome, mas com freqüências diferentes. A figura ao lado mostra em destaque uma oitavamusical, no piano, com as duas nomenclaturas maisusuais com os respectivos sustenidos e bemóis25. O padrão MIDI permite a reprodução de 128notas musicais, o suficiente para abranger toda aextensão26 dos instrumentos musicais mais conhecidos,inclusive a voz humana.12.2. Tabela de Notas e Freqüências Produzidas porEquipamentos MIDI Nota Freqüência Nota Freqüência Nota Freqüência Dó 0 = 8.175799 Hz Sol# 0 = 12.97827 Hz Mi 1 = 20.60172 Hz Dó# 0 = 8.661957 Hz Lá 0 = 13.75 Hz Fá 1 = 21.82676 Hz Ré 0 = 9.177024 Hz Lá# 0 = 14.56762 Hz Fá# 1 = 23.12465 Hz Ré# 0 = 9.722718 Hz Si 0 = 15.43385 Hz Sol 1 = 24.49971 Hz Mi 0 = 10.30086 Hz Dó 1 = 16.3516 Hz Sol# 1 = 25.95654 Hz Fá 0 = 10.91338 Hz Dó# 1 = 17.32391 Hz Lá 1 = 27.5 Hz Fá# 0 = 11.56233 Hz Ré 1 = 18.35405 Hz Lá# 1 = 29.13524 Hz Sol 0 = 12.24986 Hz Ré# 1 = 19.44544 Hz Si 1 = 30.86771 Hz24 É importante conhecer estas particularidades, já que este tópico pretende mostrar como modificar a síntese de um timbre, o qual reproduzirá as referidas notas musicais.25 Quando a nota possui #, significa que ela está localizada meio-tom acima da nota de mesmo nome, e b significa meio-tom abaixo da nota de mesmo nome.26 Extensão: conjunto de notas musicais que um determinado instrumento consegue reproduzir Editando um Timbre Existente 189
  • Nota Freqüência Nota Freqüência Nota FreqüênciaDó 2 = 32.7032 Hz Si 4 = 246.9417 Hz Lá# 7 = 1864.655 HzDó# 2 = 34.64783 Hz Dó 5 = 261.6256 Hz Si 7 = 1975.533 HzRé 2 = 36.7081 Hz Dó# 5 = 277.1826 Hz Dó 8 = 2093.005 HzRé# 2 = 38.89087 Hz Ré 5 = 293.6648 Hz Dó# 8 = 2217.461 HzMi 2 = 41.20344 Hz Ré# 5 = 311.127 Hz Ré 8 = 2349.318 HzFá 2 = 43.65353 Hz Mi 5 = 329.6276 Hz Ré# 8 = 2489.016 HzFá# 2 = 46.2493 Hz Fá 5 = 349.2282 Hz Mi 8 = 2637.02 HzSol 2 = 48.99943 Hz Fá# 5 = 369.9944 Hz Fá 8 = 2793.826 HzSol# 2 = 51.91309 Hz Sol 5 = 391.9954 Hz Fá# 8 = 2959.955 HzLá 2 = 55 Hz Sol# 5 = 415.3047 Hz Sol 8 = 3135.963 HzLá# 2 = 58.27047 Hz Lá 5 = 440 Hz Sol# 8 = 3322.438 HzSi 2 = 61.73541 Hz Lá# 5 = 466.1638 Hz Lá 8 = 3520 HzDó 3 = 65.40639 Hz Si 5 = 493.8833 Hz Lá# 8 = 3729.31 HzDó# 3 = 69.29566 Hz Dó 6 = 523.2511 Hz Si 8 = 3951.066 HzRé 3 = 73.41619 Hz Dó# 6 = 554.3653 Hz Dó 9 = 4186.009 HzRé# 3 = 77.78175 Hz Ré 6 = 587.3295 Hz Dó# 9 = 4434.922 HzMi 3 = 82.40689 Hz Ré# 6 = 622.254 Hz Ré 9 = 4698.636 HzFá 3 = 87.30706 Hz Mi 6 = 659.2551 Hz Ré# 9 = 4978.032 HzFá# 3 = 92.49861 Hz Fá 6 = 698.4565 Hz Mi 9 = 5274.041 HzSol 3 = 97.99886 Hz Fá# 6 = 739.9888 Hz Fá 9 = 5587.652 HzSol# 3 = 103.8262 Hz Sol 6 = 783.9909 Hz Fá# 9 = 5919.911 HzLá 3 = 110 Hz Sol# 6 = 830.6094 Hz Sol 9 = 6271.927 HzLá# 3 = 116.5409 Hz Lá 6 = 880 Hz Sol# 9 = 6644.875 HzSi 3 = 123.4708 Hz Lá# 6 = 932.3275 Hz Lá 9 = 7040 HzDó 4 = 130.8128 Hz Si 6 = 987.7666 Hz Lá# 9 = 7458.62 HzDó# 4 = 138.5913 Hz Dó 7 = 1046.502 Hz Si 9 = 7902.133 HzRé 4 = 146.8324 Hz Dó# 7 = 1108.731 Hz Dó 10 = 8372.018 HzRé# 4 = 155.5635 Hz Ré 7 = 1174.659 Hz Dó#10 = 8869.844 HzMi 4 = 164.8138 Hz Ré# 7 = 1244.508 Hz Ré 10 = 9397.273 HzFá 4 = 174.6141 Hz Mi 7 = 1318.51 Hz Ré# 10 = 9956.063 HzFá# 4 = 184.9972 Hz Fá 7 = 1396.913 Hz Mi 10 = 10548.08 HzSol 4 = 195.9977 Hz Fá# 7 = 1479.978 Hz Fá 10 = 11175.3 HzSol# 4 = 207.6523 Hz Sol 7 = 1567.982 Hz Fá# 10 = 11839.82 HzLá 4 = 220 Hz Sol# 7 = 1661.219 Hz Sol 10 = 12543.85 HzLá# 4 = 233.0819 Hz Lá 7 = 1760 Hz190 Computação Musical - Cakewalk 9
  • 12.3. Timbre Muitas pessoas confundem a nota musical com seu timbre. Notas etimbres representam fenômenos completamente diferentes. Observe que, aoouvir uma música qualquer, você consegue distinguir a linha melódicaexecutada por diferentes instrumentos musicais, mesmo aqueles de mesmafamília, como é o caso do piano e cravo, do violão e guitarra elétrica e da flautadoce e a flauta transversal. Em várias situações, é comum ter cada um destes instrumentos tocando amesma nota musical, ou seja, uma mesma freqüência sonora. Mesmo assim,conseguimos perceber todos os instrumentos. Concluímos, portanto, queapenas a freqüência da nota musical não é um dos parâmetros que permita aoouvido humano distinguir os instrumentos musicais de uma dada música.Assim, devem existir outros parâmetros que permitam ao ouvido humanoseparar, distinguir as notas musicais de cada instrumento musical de umadeterminada música. Esses novos parâmetros existem e podem ser qualificados, quantizados emodificados. Eles dependem basicamente dos aspectos construtivos (formato,volume) e dos materiais utilizados para construção dos instrumentos musicais(verniz, madeira, metais, tipos de cordas, palheta, etc.). Eletronicamente,podemos modelar as características acústicas desses instrumentos simulandoseus formantes27. Estes fatores definem o que chamamos de TIMBRE.Simplificadamente, podemos resumir estes fatores em dois:12.3.1. O Conjunto das Parciais Harmônicas28 do Sinal Sonoro Praticamente, todo timbre (o oboé é uma das exceções) possui umafreqüência predominante que indica a nota musical que ele está reproduzindo.Essa freqüência predominante definimos como freqüência fundamental da notamusical do timbre. Somadas a essa freqüência fundamental (a freqüência danota), o instrumento gera outras freqüências de amplitude menor que sesomam à freqüência da nota. O somatório de freqüências é aspecto relevantena modificação do timbre dos instrumentos. Essas freqüências extras são denominadas de freqüências harmônicas, asquais são múltiplas da freqüência fundamental. Assim, quando estamosequalizando uma música, eliminando ruídos, etc., estamos, ao mesmo tempo,modificando seu conteúdo harmônico, principalmente ao filtrarmos ruídos demédia e alta freqüências. Ao fazermos isto, podemos perceber facilmente amodificação do timbre do instrumento original.27 Formantes - De uma forma simplista, formantes são os fatores que formam o som, tais como: caixa de ressonância, verniz, palheta, material utilizado, etc.28 Harmônicos - Freqüências múltiplas da freqüência da nota musical. Editando um Timbre Existente 191
  • Ao cortarmos as altas freqüências, o som dos instrumentos passa a soarmais “metalizado” e sintetizado. Como exemplo desta afirmação, se cortarmosas freqüências das notas de uma flauta transversal acima de 12.000Hz,perderemos a percepção do sopro produzido pelo intérprete. Isto faz com queo som seja mais puro, mas o torna irreal, artificial, mais eletrônico.12.3.2. O Envelope Sonoro O envelope sonoro de uma nota musical de um determinado timbretambém muda de um instrumento para o outro. Ele também depende deaspectos construtivos do instrumento e das características da execução dele.Assim, temos instrumentos que após a nota ser tocada demoram mais tempoque outros para parar de soar. Temos instrumentos cujo som começa maisbaixo e aumenta lentamente, com outros ocorre o inverso, enfim, possuemparticularidades que acabam por determinar, juntamente com as harmônicas, otimbre do instrumento. De uma forma geral, podemos definir estas caracte-rísticas por envelope sonoro. O envelope sonoro é composto de: ADSR -Attack, Decay, Sustain e Release. ♦ Ataque: Tempo no qual o volume do som atinge seu valor máximo ao ser executada uma nota musical nele. ♦ Decaimento: Tempo no qual o volume máximo volta a níveis normais. ♦ Sustentação: Tempo no qual o valor normal do volume é mantido es- tável. ♦ Término (Release): Tempo em que o volume passa da condição normal para mudo. A figura seguinte ilustra três exemplos de instrumentos acústicos com asregiões de ADSR.192 Computação Musical - Cakewalk 9
  • Devido à natureza quase periódica do som dos instrumentos musicaismelódicos, o que é o caso dos exemplos, seus sons podem ser descritos comoum somatório de um número finito de ondas senoidais, mas, como não sãoperfeitamente periódicos, as amplitudes de freqüência de cada harmônicopodem variar temporalmente e de forma independente umas das outras. Cadainstrumento possui um envelope sonoro característico não só nos transientes deADSR, como também na altura (freqüência) do som emitido. Assim, cada notade um instrumento acústico possui um conteúdo harmônico diferente. Uma boasíntese eletrônica de instrumentos musicais deve levar isto em consideração. Resumindo: temos que o conteúdo harmônico (espectro de freqüências)e o envelope sonoro das notas musicais emitidas por um instrumento musicalqualquer definem seu padrão timbral que o caracteriza. O timbre de uma notaem um determinado instrumento é dado pela amplitude relativa de parciais(freqüências harmônicas) específicos. Como exemplo, temos que em umclarinete acústico real, os harmônicos ímpares têm amplitude relativa maior queos pares, enquanto no violino acontece o inverso.12.4. Alterando o Timbre de Instrumentos MIDIUtilizando Controladores de Envelope e ConteúdoHarmônico Como já foi mencionado, existem vários fatores que determinam aqualidade timbral de um instrumento musical. ♦ O primeiro deles é o envelope, ou seja, o ataque da nota (o começo da produção sonora da nota), e a forma como a nota se comporta após ser iniciada. Se o envelope é distorcido por qualquer que seja o motivo, torna-se praticamente impossível reconhecer o instrumento que produziu o som. ♦ O segundo fator é o espectro de freqüências de cada nota. Vários sintetizadores, placas e módulos timbrais aceitam mensagens MIDIde controle que permitem o ajuste do envelope do som originalmentesintetizado. Para armazenar os timbres em arquivos wave (veja o item 6.2 GravarMIDI em Formato Wav no capítulo 6), você deve ter uma placa de som no seucomputador. Assim, o som ressintetizado no módulo pode ser gravado comoáudio em uma das trilhas do Cakewalk. Veja a tabela de controladores para efeitos de som e envelope seguinte: Editando um Timbre Existente 193
  • 12.5. Controladores (Control Change) Número Descrição do Controle 0 Seleção de Banco de Programas - MSB (Bank Select) 1 Roda/Alavanca de Modulação - MSB (Modulation Wheel) 2 Controle por Sopro - MSB (Breath Controller) 3 Não definido 4 Pedal MSB (Foot Controller) 5 Tempo do Portamento - MSB (Portamento Time) 6 Entrada de Dados - MSB (Data Entry) 7 Volume Principal - MSB (Main Volume) 8 Equilíbrio - MSB (Balance) 9 Não definido 10 Pan - MSB (Pan) 11 Controle de Expressão - MSB (Expression Controller) 12 Effect Control 1 13 Effect Control 2 14 - 15 Não definidos 16 - 19 Controles de uso Geral 1 a 4 - MSB (General Purpose) 20 - 31 Não definidos 32 - 63 LSB dos Controles 1 a 31 64 Pedal de Sustain (Sustain/Damper Pedal) 65 Liga/Desliga Portamento (Portamento On/Off) 66 Pedal de Sostenuto (Sostenuto Pedal) 67 Pedal Abafador (Soft Pedal) 68 Pedal de Legato 69 Pedal de Sustain 2 (Hold 2) 70 Controle de som 1 (Sound Variation) 71 Controle de som 2 (Timbre/Harmonic Content) 72 Controle de som 3 (Release Time) Controles de 73 Controle de som 4 (Attack Time) envelope 74 Controle de som 5 (Brightness) 75 - 79 Controles de som 6 - 10 (ainda não determinados) 80 - 83 Controles de Uso Geral 5 a 8 (General Purpose) 84 Controle de portamento 85 - 90 Não definidos 91 Intensidade do Reverb (Ext. Effect Depth) 92 Profundidade do Tremolo (Tremolo Depth) 93 Profundidade do Chorus (Chorus Depth) 94 Profundidade do Batimento (Celeste Detune Depth) 95 Profundidade do Phaser (Phaser Depth) 96 Incremento (Data Increment) 97 Decremento (Data Decrement) 98 Número de Parâmetro - LSB (Parameter Number) 99 Número de Parâmetro - MSB (Parameter Number) 100 Número de Parâmetro - LSB (Parameter Number) 101 Número de Parâmetro - MSB (Parameter Number) 102 - 119 Não definidos 120 - 127 Reservados para as Mensagens de Modo194 Computação Musical - Cakewalk 9
  • 12.6. Inserindo Controladores na Janela Event List paraObter uma Modificação Timbral1. Ative o menu View. Clique aqui.2. Clique no comando Event List. Clique aqui.3. Outra opção é clicar com o botão direito do mouse sobre o Track e clicar sobre Event List, ou ainda clique sobre o ícone Event List View localizado na Barra de Ferramentas View. Clique aqui.4. A janela Event List se abre: Clique aqui.5. Insira uma linha de evento, clicando no botão Insert Event [I].6. Clique duas vezes na linha inserida na coluna Kind.7. A janela Kind of Event se abre.8. Escolha o evento Text para colocar comentários (este é um procedimento útil para, no futuro, você lembrar de detalhes da síntese).9. Clique em OK. Editando um Timbre Existente 195
  • Clique aqui.10. Insira quantas linhas forem necessárias.11. Para colocar comentários, clique duas vezes na coluna Data na linha desejada.12. Para entrar com controladores de portamento, pedal, chorus, etc., clique novamente duas vezes na coluna Kind.13. Ao abrir a janela Kind of Event, clique na opção Controler.14. Entre com o controle desejado, conforme tabela anterior. Estão disponíveis para download vários exemplos de síntese e aprimora-mento acústico dos instrumentos sintetizados de módulos comerciais. Neletemos trechos de peças, como da Cavalleria Rusticana, Siegfried, e um exemplode síntese de alguns instrumentos, tais como: Oboé, Clarinete, Fagote, Violinos,Franch Horn e Piano. O arquivo é nrpns.wrk. Veja a janela Track desse arquivo.196 Computação Musical - Cakewalk 9
  • MIDI 13 Muitas vezes um usuário mais avançado em seqüenciamento MIDI (Musi-cal Interface Digital Instruments) necessita de um conhecimento mais profundo.Normalmente utilizamos os programas aplicativos, tal como o Encore, sementender realmente o que o computador faz internamente quando inserimosuma nota em um pentagrama, mudamos o instrumento, o metrônomo, a arma-dura de clave, a fórmula de compasso e demais parâmetros de uma música. A experiência com vários alunos de cursos de especialização, mestrado,doutorado e demais pesquisas mostra-nos que um entendimento maior do quevenha ser MIDI facilita a utilização dos programas existentes e a compreensãodos programas que ainda não tivemos a oportunidade de aprender. Este capítulo, portanto, aborda os conceitos fundamentais de MIDI ecomo são gravadas as músicas (seqüências) em SMF (Standard MIDI Files), ouseja, em arquivos MIDI padrão. O leitor poderá aquilatar o quanto de trabalhoexigiu e quais as dificuldades enfrentadas pelos programadores que disponi-bilzaram no mercado os programas de editoração e seqüenciamento musicalque hoje utilizamos com tanta simplicidade. Boa leitura!13.1. O Nascimento do MIDI O MIDI nasceu da necessidade de interligar vários sintetizadores30 deforma que todos pudessem ser controlados por apenas um músico.30 Instrumento capaz de reproduzir e criar timbres de instrumentos musicais, inclusive de voz humana. Midi 197
  • Isto, a princípio, pode parecer estranho nos dias de hoje, já que os sinteti-zadores atuais simulam orquestras inteiras executadas por um único tecladista ousequencer31. O mesmo não ocorria na década de 70. Tais sintetizadores normal-mente eram monotimbrais32 e monofônicos33. Assim, para que um mesmo tecla-dista pudesse tocar sozinho vários sintetizadores, cada um reproduzindo o somde um instrumento, gerou-se a necessidade de interligá-los. Esta tarefa não seria em si muito difícil de ser concretizada se o instru-mentista utilizasse sintetizadores da mesma marca. Bastaria ao fabricante dispo-nibilizar nos sintetizadores um terminal para interconexão com outros sintetiza-dores. Algums fabricantes chegaram até a implementar esta idéia. O que ocor-ria, e ainda ocorre, é que um músico nem sempre se satisfaz com os timbresgerados por um fabricante apenas. Nestes casos, eles compram várias marcasdiferentes que, como tais, possuem circuitos eletrônicos que exigem especia-listas em eletrônica para interconectá-los.31 Sequencer - equipamento que sincroniza e reproduz vários timbres de instrumentos musicais ao mesmo tempo. Muito utilizado para reproduzir playbacks de músicas MIDI.32 Monotimbral - sintetizadores que conseguem reproduzir apenas um instrumento (um timbre) de cada vez.33 Monofônico - sintetizador que consegue reproduzir apenas uma freqüência (nota musical) de cada vez.198 Computação Musical - Cakewalk 9
  • Para resolver este problema de comunicação, no início dos anos 80, trêsgrandes fabricantes (Sequential Circuits, Roland Corporation e Oberheim Elec-tronics) se encontraram na mostra de junho de 1981, da National Association ofMusic Merchants (NAMM) onde decidiram criar uma interface de comunicaçãopadrão que fosse seguida por todos os fabricantes de equipamentos musicais,de forma que qualquer sintetizador ou equipamento futuramente desenvolvidopudesse se comunicar com outro, sem que fosse necessário qualquer modifi-cação. Neste momento surgiu a idéia do padrão de comunicação MIDI e dainterface USI (Universal Synthesizer Interface) os quais foram apresentados aopúblico na mostra do NAMM de junho 1982. Em janeiro de 1983, a NAMMpublicou a MIDI Specification 1.0 (Especificação MIDI 1.0) contendo todos osdetalhes do protocolo34 MIDI e da interface de comunicação. Esta especificaçãofoi tão bem elaborada que até hoje é válida e utilizada por todos (poucosacréscimos foram feitos ao padrão desde sua criação).13.2. MIDI e Computadores Com a evolução dos computadores pessoais (Mac, Amiga, PC,...), odesejo e a necessidade de utilizar o computador como sequencer e comoassistente à editoração de partituras surgiram como evolução natural doprotocolo MIDI. Tendo em vista tais potencialidades, em 1984 a Roland Corporation lan-çou no mercado uma placa de interface MIDI para computadores, denominadaMPU401. Inicialmente alguns fabricantes passaram a utilizar essa interface, taiscomo: Amiga e Mac. Só por volta de 1987, os PCs da IBM tiveram o privilégiode conhecê-la e utilizá-la nos processos de automação musical. Com a utiliza-34 Protocolo - linguagem de comunicação. Uma ferramenta que permite duas pessoas ou dois dispositivos se comunicarem (Ex. inglês, português, música....MIDI). Midi 199
  • ção de computadores neste processo de interligação de equipamentos por meiode MIDI, houve um crescimento muito grande na qualidade e nas opções queos músicos e gravadoras passaram a usufruir a partir deste momento. Existematualmente no mercado centenas de marcas e modelos de placa de somequivalentes à MPU401. A Sound Blaster é bastante conhecida e possui váriosmodelos, variando sua polifonia35 em: 16, 32, 64 e 128 vozes.13.3. O Que é MIDI MIDI significa: Musical Instrument Digital Interface, ou seja, InterfaceDigital para Instrumentos Musicais. É um conjunto de especificações padrãoutilizado por fabricantes de instrumentos eletrônicos musicais, ou não, o qualpermite que instrumentos de fabricantes diferentes possam ser interligados comtotal compatibilidade. ♦ Interface MIDI: Equipamento ou placa de computador que permite dois sistemas ou equipamentos diferentes se comunicarem de conectores padrões. ♦ Mensagem MIDI: São mensagens enviadas entre equipamentos MIDI por meio das interfaces adequadas. Essas mensagens podem ser de notas musicais ou comandos específicos de configuração de cada equipamento. As mensagens (eventos) musicais mais simples que po- dem ser transmitidas ou recebidas pelas interfaces MIDI são: ativação e desati-vação de notas. ♦ Dispositivo MIDI: É todo dispositivo capaz de receber, enviar e in- terpretar o padrão MIDI. Os mais comuns, encontrados atualmente, são os sintetizadores, baterias eletrônicas, módulos de som e compu- tadores dotados de interface MIDI. ♦ Cabos MIDI: Um cabo MIDI é composto de três fios, sendo um para enviar mensagens, outro para receber e outro (uma malha condutora) utilizado como referência para interligação dos circuitos eletrônicos entre dois equipamentos MIDI. ♦ Conectores MIDI: São conectores tipo DIN de 5 pinos, comumen- temente utilizados em equipamentos de áudio. Para ligação no cabo MIDI são utilizados apenas 3 destes pinos (os pinos 2, 4 e 5). Os pinos 4 e 5 são conectados ao par de fios e o pino 2 é ligado à malha condutora. Para evitar interferências, é aconselhável utilizar cabos com comprimento máximo de 1,6m. Bons cabos MIDI podem chegar até a 5m. Acima desta metragem não se garante que a informação enviada será recebida corretamente.35 Polifonia - capacidade de um sintetizador reproduzir, ao mesmo tempo, mais de uma nota musical. O número de vozes de um sintetizador (módulo de som timbral) define a polifonia.200 Computação Musical - Cakewalk 9
  • 13.4. MIDI Ports Existem três lugares possíveis paraconectar os cabos MIDI em um equipamentoMIDI. Esses lugares são denominados MIDIPORT. São eles: ♦ MIDI IN: Esse port recebe a informação vinda de outro dispositivo MIDI. Ele apenas recebe informações; não é capaz de enviá-las. ♦ MIDI OUT: Esse port se encarrega de enviar mensagens de um dis- positivo MIDI para outro. Ele só envia mensagens; não é capaz de recebê-las. ♦ MIDI TRHU: Esse port retransmite a mensagem recibida no port MIDI IN, ou seja, funciona como uma extensão, uma cópia, da entrada MIDI IN. Assim, MIDI THRU é um port de saída. Não confunda o port MIDI THRU com o port MIDI OUT. No MIDI OUT são enviadas as mensagens do seu equipamento MIDI, no MIDI THRU Observação são enviadas as mensagens recebidas no MIDI IN. As informações caminham por um cabo MIDI em apenas uma direção. Um único port MIDI pode apenas receber ou transmitir informações, nunca ambas as funções. Midi 201
  • 13.5. Conexão entre Dispositivos MIDI Utilizando osPorts MIDI IN, MIDI OUT e MIDI THRU Com exceção dos computadores, todos os dispositivos MIDI são interli-gados por meio dos cabos MIDI padrão já apresentados anteriormente. Aligação é simples; basta conectar o MIDI IN de um equipamento no MIDI OUTdo outro. Ao fafzer isto, o equipamento que tiver seu port MIDI OUT ligado noMIDI IN do outro passa a controlá-lo também. Veja a ligação: O dispositivo MIDI 1 controla o dispositivo MIDI 2. Um mesmo dispositivo pode, também, controlar vários dispositivos. Énesta hora que entra em ação o port MIDI THRU. Devido a atrasos de propa-gação das mensagens recebidas pelo MIDI IN e repassadas para o MIDI THRU,existe um limite de ligação de no máximo seis dispositivos que podem sercontrolados em cascata por um mesmo dispositivo MIDI. Veja essa ligaçãoesquematizada: O dispositivo 1 envia a mensagem para o dispositivo 2 por meio doport MIDI OUT que a recebe no port MIDI IN, retransmitindo-a para odispositivo 3 por meio do port MIDI THRU. O dispositivo 3 repete a ação dodispositivo 2 e assim sucessivamente até que a mensagem seja recebida peloport MIDI IN do dispositivo 6. Desta forma, cada dispositivo pode executarsua ação sem controlar nenhum dos outros, já que o port MIDI OUT dosdispositivos 2, 3, 4, 5 e 6 não estão ligados a nenhum outro equipamento.Apenas o dispositivo 1 controlará todos os demais e a si mesmo. O computador, como já foi dito anteriormente, não pode ser conectado aoutros dispositivos MIDI diretamente com um cabo MIDI. Assim, deve-seadquirir uma placa de interface MIDI (por exemplo, uma Sound Blaster) a qualpossui um cabo MIDI próprio com um conector extra denominado DB15(conector do tipo DB com 15 pinos) normalmente utilizado para conexão dejoysticks para jogos de computador.202 Computação Musical - Cakewalk 9
  • Conector Macho DB15. Assim, um cabo MIDI dessas interfaces possui, normalmente, um conectorDB15 fêmea para ligar o cabo MIDI ao conecor DB15 macho da placa, umconector DB15 macho para ligar no joystick e dois conectores DIN5 para osports MIDI IN e MIDI OUT (alguns possuem, também, mais um cabo comconector DIN5 para o port MIDI THRU). Conectores MIDI para Computador. Para interligar um dispositivo MIDI (como, por exemplo, um teclado) auma placa de som de um computador, é necessário um cabo MIDI comconectores DIN5 em uma extremidade e um conector DB-15 na outra. Paracontrolarmos um teclado via computador, conectamos, finalmente, o port MIDIOUT do computador ao port MIDI IN do teclado. A conexão do teclado MIDIcom o computador fica da seguinte maneira: Vamos agora observar uma figura esquemática contendo a interligação deum computador e outros cinco dispositivos MIDI quaisquer: Midi 203
  • A princípio, esta ligação pode parecer um tanto estranha. O objetivo éfazer com que o leitor entenda como interligar vários dispositivos, utilizando osports MIDI IN, MIDI OUT e MIDI THRU, e observar o que ocorre quandofazemos isto. Para tornar esta tarefa um pouco mais fácil e agradável, vamosanalisar em separado cada dispositivo e identificar qual ele controla e por qualele é controlado.Qual Controla Qual? Para um dispositivo controlar outro, ele deve ter seu port MIDI OUT co-nectado ao port MIDI IN de um equipamento, ou ter seu MIDI OUT retrans-mitido por um port MIDI THRU.1. O computador Como podemos observar na figura, o computador tem o seu port MIDIOUT ligado ao port MIDI IN do dispositivo 1; portanto, ele controla odispositivo 1. Por sua vez, o port MIDI THRU do dispositivo 1 está ligado aoport MIDI IN do dispositivo 2. Como o MIDI THRU possui uma cópia fiel daentrada MIDI IN do dispositivo 1 que está conectado ao port MIDI OUT docomputador, isto indica que o computudor também controla, além de simesmo, o dispositivo 2.2. O dispositivo 1 Como podemos observar, o MIDI OUT dodispositivo 1 está conectado ao MIDI IN dodispositivo 4 e é retransmitido pelo MIDI THRUdo dispositivo 4 para o MIDI IN do dispositivo5. Assim, o dispositivo 1 está controlando, alémde si mesmo, o dispositivo 4 e o dispositivo 5.204 Computação Musical - Cakewalk 9
  • 3. O dispositivo 2 Como podemos observar, o port MIDI OUT dodispositivo 2 não está conectado a nenhum outrodispositivo. Portanto, ele não controla ninguém além de simesmo.4. O dispositivo 3 Pelo mesmo motivo mostrado no dispositivo 2, odispositivo 3 também não controla ninguém além delemesmo.5. O dispositivo 4 Pelo mesmo motivo anterior, o dispositivo 4 nãocontrola ninguém além de si mesmo.6. O dispositivo 5 O dispositivo 5 tem o seu port MIDI OUT ligado no MIDI IN dodispositivo 3, e possui seu comando retransmitido ao port MIDI IN docomputador por meio de seu port MIDI THRU. Isto indica que o dispositivo5 controla, além de si mesmo, o dispositivo 3 e o computador. Podemos, portanto, resumir o que foi analisado na seguinte tabela: DISPOSITIVO CONTROLA É CONTROLADO POR computador dispositivo 1 e dispositivo 2 dispositivo 3 dispositivo 1 dispositivo 4 e dispositivo 5 computador dispositivo 2 ninguém computador dispositivo 3 ninguém dispositivo 5 dispositivo 4 ninguém dispositivo 1 dispositivo 5 dispositivo 3 e o computador Midi 205
  • Concluímos que, com um pouco de prática, interligar equipamentos MIDIpor meio de seus ports não é uma tarefa tão difícil quando à primeira vistapode parecer.13.6. O Que Pode ser Feito com MIDI? A utilização mais comum do padrão MIDI é a sincronização das notasproduzidas pelos sintetizadores na reprodução de uma música. Este processo édenominado de seqüenciamento. Por meio de um teclado controlador ou deum computador, pode-se selecionar em cada instrumento o som desejado e acada instante da execução da música em questão, por meio desse teclado,selecionar o instrumento adequado a cada trecho musical, sem que seja neces-sário estar trocando de lugar e teclados a todo o tempo. Além do processo de seqüenciamento de músicas, MIDI facilita osprocessos de gravação e edição de músicas. Neste processo, como, por exem-plo, a edição de uma partitura musical, MIDI envia o código das notas tocadasdurante uma execução, as quais são armazenadas conjuntamente com suascaracterísticas de volume, duração e freqüência. Caso alguma nota esteja errada devido a uma execução errônea, bastaalterar o código da tecla apertada ou algum outro parâmetro e tudo bem.Assim, pode alterar o tempo em que um determinado ritmo foi executado etranspor as tonalidades das músicas com extrema facilidade. Estas tarefas sãobastante árduas, quando não impossíveis de ser realizadas em sistemas conven-cionais. O padrão MIDI permitiu que se transformasse os computadores emestúdios de gravação caseiros de excelente qualidade, trazendo uma economiasem par para os profissionais da área, bem como tornando popular essa arterestrita a poucos antes de sua existência. Assim, os computadores são transfor-mados em gravadores multicanais, seqüenciadores e editores de partituras deexcelente qualidade e de fácil manipulação, sem que, com isto, percam suafinalidade para a qual foram anteriormente destinados.13.7. Como são Gravadas as Músicas MIDI nosTeclados, Seqüenciadores e Computadores? Bom, para entender isto, devemos inicialmente ter em mente que umnovo padrão teve que ser criado, ou seja, uma nova linguagem, um protocolo,foi criado para que todos os dispositivos MIDI pudessem entender os dados (amúsica) gravados por eles. Se cada fabricante utilizasse uma forma particular para armazenar asmúsicas, apenas eles conseguiriam lê-las. Seria como se um japonês escrevesse206 Computação Musical - Cakewalk 9
  • uma carta para um brasileiro que não entendesse japonês. Neste caso ele nãoconseguiria entender o que o primeiro estaria querendo lhe dizer. Assim surgi-ram os padrões, os formatos SMF (Standard MIDI Files). Inicialmente os SMF formato 0 utilizados pelos teclados e seqüencia-dores e, posteriormente, os SMF formato 1 utilizados principalmente peloseditores de notação musical pelos computadores. Qualquer um desses formatospermite a reprodução fiel de uma música gravada. Ou seja, toca todos osdezesseis canais MIDI36, independente do número de tracks37 que possua. No caso do MIDI formato 0, ao salvar uma música com 256 tracks, porexemplo, ele grava apenas dezesseis, agrupando todos os tracks que possuíremo mesmo instrumento (mesmo canal MIDI) em apenas um. Isto aconteceporque o formato 0 possui apenas um track de gravação. O formato 0 foi criadopara os seqüenciadores e teclados poderem reproduzir facilmente e simulta-neamente todos os instrumentos utilizados. Daí a explicação de se ter apenasum track. O MIDI formato 1 possui mais de um track, assim, o programa gravaa música em tantos tracks quantos forem criados.13.8. Standard MIDI File (SMF) Os arquivos SMF vêm ganhando cada vez mais espaço em aplicativosmultiMIDIa, principalmente naqueles em que se exige um alto grau deportabilidade e compactação de dados. Assim, com alguns poucos Kbytes dememória podemos armazenar vários minutos de música que poderão serreproduzidas por qualquer equipamento MIDI, independendo do fabricante, jáque SMF é um padrão internacionalmente aceito. Por outro lado, muitas vezes um profissional de música deseja implemen-tar programas dedicados a automatizar alguma tarefa que não possa ser reali-zada por um software já existente. Podemos citar, como exemplo, a implemen-tação de um programa de análise ou composição musical automática baseadaem parâmetros e restrições impostas pelo usuário. Como não existe esseprograma, alguém deverá criá-lo, e, para tanto, deverá conhecer a estrutura dosSMFs. Para que se possa entender como é essa estrutura, deve-se, primeira-mente, entender o que fazem os SMFs. Eles registram as ações executadas porum intérprete qualquer. Assim, quando um instrumentista pressiona uma teclaem um teclado ou controlador MIDI, o módulo de som associado a ele deve36 Canais MIDI - cada módulo de som MIDI possui apenas dezesseis canais, ou seja, pode reproduzir no máximo 16 timbres(instrumentos musicais) ao mesmo tempo. Se um equipamento MIDI possuir mais de dezesseis canais, isto indica que ele possui mais de um módulo de som MIDI internamente.37 Tracks - pistas de gravação. Um programa pode utilizar quantos tracks desejar, podendo repetir um mesmo instrumento musical em mais de um track. Isto é muito utilizado no seqüenciamento de uma bateria em que cada instrumento dela é gravado em um track à parte. Midi 207
  • executar esta ação, tocando a nota correspondente enquanto o instrumentistamantiver essa nota pressionada. O arquivo MIDI (SMF) deve produzir o mesmo efeito quando for lido porum sequenciador. Ele deve simular as mesmas ações efetuadas pelo instrume-ntista, enviando os eventos ao módulo de som ou outro equipamento MIDIassociado, como se eles estivessem ocorrendo naquele momento. Desta forma,os arquivos MIDI SMF nada mais são do que registros digitais dos eventosexecutados por um músico em um controlador MIDI qualquer. Sendo assim,quando o arquivo MIDI for reproduzido, ele deve mandar seqüencialmente oseventos registrados, indicando quando esses eventos devem ocorrer e quantotempo devem durar.13.8.1. O Músico e a Partitura Ao escrever uma partitura, o músico já sabe previamente qual nota desejagrafar e qual sua duração. Observando a partitura, nota-se que não existe umsímbolo que indique com precisão qual é o volume, a intensidade sonora comque essa nota deve ser executada. Pode-se escrever embaixo da notafortíssimo, mezzo forte, piano, mezzo piano, mas estas descrições são subje-tivas, ou seja, cada intérprete executará um fortíssimo ou qualquer outro sinalde dinâmica diferente de outro. Um ponto forte do padrão MIDI é que ele registra com precisão o tempode duração da nota (e não sua figura musical) e o volume executado pelointérprete. A seguir, veremos com mais detalhes como isto é feito.13.8.2. Músico Utilizando um Teclado MIDI Quando um interprete pressiona uma tecla de seu teclado musical, eleenvia uma mensagem MIDI para o processador do teclado (ou para umcomputador), informando qual nota foi pressionada e qual foi o seu volume.Como ele está iniciando uma execução da nota, o computador não tem comoadivinhar a sua duração (na maioria das vezes, nem o intérprete sabe, como,por exemplo, no caso de estar compondo uma música). Esse valor (a duraçãoda nota) só será conhecido pelo computador (ou processador do teclado),quando o intérprete tirar o dedo da tecla (parar de pressioná-la). Ao tirar odedo da tecla, o teclado envia ao processador (ou computador) uma mensageminformando que deve desativar a respectiva nota.208 Computação Musical - Cakewalk 9
  • Esta seqüência de comandos (ativar nota e desativar nota) é armazenadapelo sistema de forma que ele possa reproduzir a música gravada com precisão,quando o arquivo gerado for lido por qualquer dispositivo MIDI. Após esteprocesso ser concluído é que o teclado MIDI ou computador pode finalmentesaber qual foi o valor da nota executada. A figura seguinte ilustra o que foi dito: Pode-se perceber que este procedimento difere bastante da grafia de umanota musical em uma partitura. Ao grafar uma partitura, desenhamos a notadesejada por meio de uma figura musical correspondente. Ao olharmos paraela, sabemos qual é sua duração em relação às outras e ao metrônomo. Noarquivo MIDI gravado temos uma informação de que a nota foi ativada, logoapós temos a informação do tempo que ela permaneceu pressionada, seguidada informação de desativar nota. Desta forma, o arquivo MIDI, para executar oato de tocar uma nota musical com determinada duração, segue três etapas: 1. Enviar mensagem de Ativar Nota. 2. Enviar mensagem com a duração dela. 3. Enviar mensagem de Desativar Nota. Para armazenar estas durações, foi criado no padrão MIDI uma estruturachamada de Delta-Time. Os Delta-Times são calculados tomando como basea duração de uma semínima. Assim, a máquina MIDI cria internamente umaunidade de tempo que define quantos pulsos (batidas) de seu relógio equiva-lerá ao tempo de uma semínima. Pulsos por semínima é denominação dadapelo padrão MIDI de ppq (pulses per quarter-note). Conhecendo o valor dappq adotada, podemos calcular os Delta-Times de cada nota executada.13.8.3. ppq ppq, como já afirmado, quer dizer pulses per quarter-note (pulsos porsemínima), ou seja, em quantas partes (pulsos) será dividida uma semínima. Ovalor máximo de uma ppq (adotado pela maioria dos programas) é 480 (oFinalle utiliza valores bem maiores). A ppq é um indicativo da precisão comque uma nota musical foi ou será gravada em um arquivo MIDI. Por exemplo: Midi 209
  • ♦ Um ppq = 2 indica que temos uma precisão de captura igual a uma colcheia (duas colcheias = uma semínima → ppq = 2 = 2 colcheias por semínima). ♦ Assim, para termos uma precisão de uma semicolcheia, teremos que ter ppq = 4, ou seja, 4 semicolcheias por semínima. Concluímos que: ♦ Se o ppq = 1 → precisão (captura) de semínimas ♦ Se o ppq = 2 → precisão (captura) de colcheias ♦ Se o ppq = 4 → precisão (captura) de semicolcheias ♦ Se o ppq = 8 → precisão (captura) de fusas ♦ Se o ppq = 16 → precisão (captura) de semifusas ♦ Se o ppq = 32 → precisão (captura) de quartifusas Como podemos perceber, uma ppq de 480 é uma precisão realmenteboa, ou seja, de 1/480 de uma semínima.13.8.4. Delta Time Delta-time e ppq representam a mesma grandeza. A diferença é queppq utiliza os oito bits38 de um byte para representar o tempo de uma nota e odelta-time apenas sete. Assim, necessitamos criar uma regra de conversão deppq para delta-time e vice-versa. Para entender o que são bits e bytes, etambém para entender o restante deste texto, leia com atenção o Anexo“Sistemas de Numeração” o qual contém a teoria e exemplos do sistema denumeração binário, necessários ao bom entendimento deste texto. No mínimo,38 Bit — pode assumir apenas dois valores: o 0 e o 1. Um byte é um conjunto de 8 bits.210 Computação Musical - Cakewalk 9
  • esta leitura servirá para você dar ainda mais valor às pessoas que criaram osprogramas que você utiliza para editoração e seqüenciamento MIDI. Para entender melhor a conversão de ppq em Delta-Time, em primeirolugar precisamos saber o porquê da criação dos Delta-Times e o motivo deeles não utilizarem os oito bits do byte (apenas sete). Em primeiro lugar,observemos que o tempo das notas será armazenado pelo computador ouprocessador dos equipamentos MIDI em forma de bytes. A questão é: Como saber quantos bytes definirão o tempo de uma nota? Será que apenas um byte é o bastante? Para responder a estas duas perguntas, vamos adotar um ppq = 48010 = 1E0H(ver o Anexo “Sistemas de Numeração”). O maior valor que um byte poderepresentar é quando todos os seus bits forem iguais a 1, ou seja, 25510. Desta forma, o maior Delta-Time que podemos representar com um byteseria 255. Podemos ver que com este valor não conseguimos representar sequero tempo de uma semínima (para uma ppq de 480). Como representar valores maiores que o do exemplo e, também, como osistema (computador ou teclado) pode saber que o Delta-Time será represen-tado com mais de um byte? Este problema foi solucionado utilizando o bit mais significativo39 de cadabyte do Delta-Time para informar ao sistema (computador ou teclado) dequantos bytes será formado o presente delta-time. Ao utilizar esse oitavo bitcomo sinalizador, passa-se a só utilizar sete bits para armazenar a contagem emcada byte. Veja como isto funciona por meio do exemplo da representação deuma semínima cujo ppq vale 480: Já é de nosso conhecimento que um byte apenas não é suficiente pararepresentar ppq maior que o máximo valor de contagem com sete bits (127).Vamos, portanto, utilizar dois bytes para armazenar a contagem do ppq.Lembre-se que só vamos utilizar sete bits de cada byte. Na conclusão veremoso que fazer com o oitavo bit. Vamos colocar as potências de 2 equivalentes emcasa binária, agrupando os dois bytes, já que eles vão formar um úniconúmero.39 O bit mais significativo de um byte é o oitavot, ou seja, o bit mais à esquerda do byte. Midi 211
  • Assim, 480 convertido em binário é igual a 256 + 128 + 64 + 32. Devemoscolocar, portanto, bits 1 nas respectivas casas e 0 nas demais, ou seja: Como completar os bits da oitava casa (os bits mais significativos de cadabyte)? No byte mais significativo devemos informar que o Delta-Time éformado por mais de um byte, desta forma, coloca-se um bit 1 na oitava casadeste byte. Este bit indica ao sistema (computador ou teclado) que existe maisum byte no Delta-Time. Veja a seguir: No segundo byte, se houvesse mais um byte para o delta-time, devería-mos também colocar o bit mais significativo igual a 1. Como neste caso opróximo byte é o último, ou seja, o delta-time não terá mais nenhum byte, estebit deve ser 0. Veja a seguir:212 Computação Musical - Cakewalk 9
  • Agora, de posse dos dois bytes completos, basta ler o valor final econvertê-lo em hexadecimal. Para tanto, esqueça agora as potências de 2 eanalise cada byte em separado. Veja como: Para converter binário em hexadecimal, você deve converter cada 4 bitsde cada byte em hexadecimal, conforme a tabela seguinte: Assim, uma ppq de 480 equivale a um delta time com dois bytes cujovalor em hexadecimal é igual a 83 60. ♦ Com este exemplo concluímos que a maior ppq que podemos escrever com um byte é 7FH =12710 (o maior valor que podemos grafar com sete bits), já que, neste caso, o oitavo bit deve ser zero. Então, delta-time com um byte, o oitavo bit deve ser zero, o que indica que o delta-time só possui um byte (este byte). ♦ Podemos concluir, também, que a maior ppq que podemos grafar com dois bytes é 16.383, com um delta-time = FF 7F, conforme a tabela seguinte: 16.383 = 8182 + 4086 + 2048 + 1024 + 512 + 256 + 128 + 64 + 32 +16 + 8 + 4 + 2 + 1 Esta ppq convertida em delta-time é FF 7F. ♦ Com três bytes temos que o maior valor de ppq é de 2.097.151, com um delta-time de FF FF 7FH. ♦ Com quatro bytes (este é o número máximo de bytes que o delta-time pode ter) temos um ppq de 268.435.455 cujo maior valor de delta- -time é FF FF FF 7FH. Midi 213
  • De posse desta explicação, vamos observar um novo exemplo deconversão de ppq em delta-time, para o tempo de uma colcheia. Novamentevamos adotar um ppq = 480 pulsos. Isto significa que uma colcheia (metade deuma semínima) terá 240 pulsos. Novamente, podemos constatar que comapenas um byte não conseguiremos representar o valor de uma colcheia(máximo valor de um byte = 127). Como 240 é menor que 16.383 (maior valorde uma ppq com 2 bytes), temos que dois bytes são suficientes pararepresentar tal colcheia. Assim, o delta-time de uma colcheia (240 pulsos) será: Ou seja: 240 = 128 + 64 + 32 + 16. Assim, o delta-time fica: Ou seja, o delta-time de 24010 = 81 70H.13.8.5. Analisando Arquivos MIDI SMFEstrutura de um Standard MIDI File (SMF) <Header Chunck> <Track Chunck>1. Header Chunk <Header Chunk> = <chunk type> <length> <format> <ntrks> <division> <chunk type> 4 bytes = Mthd = 4D546864 <length> <comprimento do cabeçalho> 4 bytes = número de bytes dos dados do cabeçalho = 2 bytes do <format> + 2 bytes do <ntrks> + 2 bytes do <division> = 6 = 00000006 <format> 2 bytes = formato MIDI = 0000 = formato zero 0001 = formato um 0010 = formato dois214 Computação Musical - Cakewalk 9
  • <ntrks> 2 bytes = número de tracks. No formato zero, o valor é sempre 1. No formato 1, tem-se um track para cada canal MIDI mais um para o setup da música (metrônomo, armadura de clave, instrumento por canal, etc.). <division> 2 bytes. Determina o tipo de delta-time. Se o bit mais sig- nificativo for 0, os delta-times serão do tipo ppq (pulsos por semínima -quarter note-); se for 1, serão do tipo SMPTE (tipo de sincronismo utilizado em filmes).Exemplo de Header Chunck padrão <Header Chunck> = 4D546864 00000006 0000 0001 0060 Mthd length =6 formato 0 no. de tracks = 1 ppq = 60Hexa = 96 pulsos por semínima2. Track Chunck: <Track Chunck> = <chunck type> <length> <MTrk event> <chunck type> 4 bytes = MTrk = 4D54726B <length> 4 bytes. É a soma de todos os bytes após ele, incluindo os 3 bytes de fim de track (FF2F00). <MTrk event> = <delta-time> <event> <delta-time> 1 a 4 bytes. Indica quanto tempo o dispositivo, que está lendo e executando o arquivo MIDI, deve esperar para iniciar a execução do evento que o segue. <event> => <MIDI event> | <sysex event> | <meta-event> <MIDI event> Qualquer mensagem de canal, ou seja, eventos de notas e os controles aplicados a elas. O primeiro evento do MTrk, após o delta-time correspondente, sempre deve ser um byte de evento de status (com o bit mais significativo igual a 1), seguido de byte de dados (bit mais significativo igual a 0). Quando os dados que seguem o byte de status utilizam o mesmo status, pode-se apenas colocar um único byte de status para todos os bytes de dados que o seguem. <sysex event> Evento utilizado para mandar mensagens exclusivas para um determinado equipamento. Midi 215
  • <sysex event>= F0 <length> <bytes a serem transmitidos> <length> Número de bytes transmitido na mensagem exclusiva de sistema. <bytesa serem transmitidos> Deve terminar com o byte F7 Hexa. <meta-event> Eventos não-MIDI contendo informações úteis, e necessá- rios para os equipamentos que executarão os eventos MIDI. Um metaevento inicia-se com o byte FF. Os equipamentos que não reconhecem todos os tipos de metaeventos devem ignorá-los sem emitir mensagem de erro. Para que isto seja possível, o equipamento deverá pelo menos reconhecer o tamanho do metaevento para que possa ignorá-lo e seguir com a leitura do arquivo. Os metaeventos cancelam qualquer running status, bem como não podem utilizar running status para novos metaeventos. Todos os arquivos MIDI devem pelo menos especificar e reconhecer os metaeventos de Tempo e Time Signature (vistos a seguir). FF <type> <length> <text> <type> 1 byte.Alguns Tipos de Metaeventos: FF 51 Set Tempo. <length > 3 Fornece o tempo, em microssegundos, por semínima (por batida) em três bytes. Esse valor é obtido por meio do tempo do metrônomo (o número de batidas - semínimas - por minuto). Exemplos: 1. Para metrônomo de 96 semínimas/minuto - FF51 03 098968 2. Para metrônomo de 100 semínimas/minuto - FF51 03 0927C0 3. Para metrônomo de 120 semínimas/minuto - FF51 03 07A120 Como calcular o tempo em microssegundos? Tempo em microssegundos = 60/Metrônomo ou: Metrônomo = 60/Tempo em microssegundos216 Computação Musical - Cakewalk 9
  • Exemplos de cálculo:1. Para o tempo do exemplo1, temos: 098968 (hexa) = 625.000 microssegundos ou 0,625 segundos O tempo do metrônomo é de 60/0,625 = 96 semínimas(batidas)/mi- nuto.2. Para o tempo do exemplo2, temos: 0927C0 (hexa) = 600.000 microssegundos ou 0,6 segundos O tempo do metrônomo é de 60/0.6 = 100 semínimas(batidas)/mi- nuto.3. Para o tempo do exemplo3, temos: 07 A120(hexa) = 500.000 microssegundos ou 0,5 segundos O número de batidas por segundo é 1 sobre o tempo de cada batida. Para se ter por minuto, basta multiplicar este valor por 60, o que eqüivale dividir 60 pelo metrônomo, conforme dado no exemplo. O tempo do metrônomo é 1 sobre o tempo em minutos, assim, para se ter o tempo em minutos, basta multiplicar o resultado de 1 sobre o tempo em segundos por 60, o que equivale a dividir 60 pelo tempo, conforme dado no exemplo.FF 58 Time Signature.<length> 4. Expresso em 4 bytes: nn dd cc bb. nn Numerador, dd Potência de 2 do denominador, cc Número de MIDI clocks no metrônomo por semínima (Unidade de tempo do metônomo no compasso, ou seja, semínima = 2410 (18H) ) bb Número de fusas por unidade de tempo.Exemplos:1. Fórmula de compasso 6/8 ppq 96 e metrônomo 96. FF58 04 0603 Fórmula de compasso 6/23 = 6/8.2. Fórmula de compasso 6/8 ppq 144 metrônomo 100. FF58 04 0603 Fórmula de compasso 6/23 = 6/8. Midi 217
  • FF 59 Key Signature. <length > 2. Expresso em 2 bytes: sf e mi. sf -7 7 flats (bemóis) -1 1 flat 0 0 flats ou sharps (dó maior ou lá menor) 1 1 sharp (sustenidos) mi 7 7sharps 0 maior 1 menor Exemplos: 1. FF59 ppq 96 metrônomo 96 FF59 02 01 00 sf = 01 sustenidos Tonalidade SOL Maior ou MI MENOR mi = 00 maior Tonalidade SOL MAIOR FF 2F Fim de track <length > 0. Exemplo: FF2F00 FF 01 Texto <lenght> Variável de acordo com o tamanho do texto (em bytes, contando os espaços). Sugere-se utilizar caracteres existentes em ASCII para uma melhor intercambialidade. FF 04 Nome de Instrumento <length> Variável de acordo com o tamanho do nome do instrumento. FF 05 Lirismo <lenght> Variável de acordo com a sílaba do lirismo a ser grafado na nota atual. Geralmente, cada sílaba deve ser separada da palavra para ser colocada no tempo do evento atual (no caso uma nota). FF 06 Marker <length > Variável (comprimento do número de bytes do que se deseja escrever)218 Computação Musical - Cakewalk 9
  • Observação No formato 0 é normalmente utilizado para colocar o nome da música.Exemplo de um Standard MIDI File (SMF) Dada a partitura: Violão t = 96 O SMF correspondente e discriminado passo a passo é: 4D 54 68 64 MThd 00 00 00 06 Seguem 6 bytes 00 00 Formato 0 00 01 1 track 00 60 ppq = 96 (60 Hexa) 4D 54 72 6B MTrk 00 00 00 23 Seguem 35 bytes (23 Hexa) 00 Delta-time = 0 FF 58 Time Signature 04 Seguem 4 bytes 04 02 Fórmula de compasso = 4/4 18 Unidade de tempo do metrônomo — semínima 08 8 fusas por unidade de tempo. 00 Delta-time = 0 FF 59 Key Signature 02 Seguem 2 bytes 00 sf=0 zero acidentes (dó maior ou lá menor) 00 mi=0 tom maior, portanto dó maior. 00 delta-time = 0 FF 51 Set Tempo 03 seguem 3 bytes 09 89 68 Tempo de 098968 Hexa = 625.000 microssegundos Metrônomo de 96 batidas (semínimas) por minuto 00 Delta-time = 0 Midi 219
  • C0 Byte de status C= Program Change - escolha do instrumento, 0 canal 1 18 Vigésimo quarto instrumento (18 Hexa) = violão 00 delta-time = 0 90 Byte de status. 9 ativar nota, 0 canal 1 3C Byte de dados. 3C nota dó (dó central dó5) 64 Byte de dados. 64 força Meso Piano 17 Delta time = 23 (17 Hexa) = tempo de uma semicolcheia = 96/4 = 24 (de 0 a 23 tem-se 24 tempos). Semínima = 95, colcheia = 23, semicolcheia = 17, ... 3C Byte de dados com o mesmo status anterior (90). 3C=dó5 00 Força, volume =0 (eqüivale ao comando de desativar nota) 00 Delta-time = 0 FF 2F 00 Fim de track Exemplo 2: Dada a partitura: Violão t = 96 O SMF correspondente é:4D 54 68 64 00 00 00 06 00 00 00 01 00 60 4D 54 72 6B 00 00 0020 00 FF 58 04 04 02 18 08 00 FF 59 02 00 00 00 FF 51 03 09 27C0 00 90 3C 64 60 3C 00 00 FF 2F 00 Exemplo 3: Dada a partitura: Viola t= 96 O SMF correspondente é:4D 54 68 64 00 00 00 06 00 00 00 01 00 60 4D 54 72 6B 00 00 0020 00 FF 58 04 04 02 18 08 00 FF 59 02 00 00 00 FF 51 03 09 27C0 30 90 3C 64 30 3C 00 00 FF 2F 00220 Computação Musical - Cakewalk 9
  • 13.9. Tabela de Instrumentos General MIDI(Os números vão de 0 a 127.)0=Acoustic Grand Piano 43=Contrabass 86=Lead 7 (fifths)1=Bright Acoustic Piano 44=Tremelo Strings 87=Lead 8 (bass + lead)2=Electric Grand Piano 45=Pizzicato Strings 88=Pad 1 (new age)3=Honky-tonk Piano 46=Orchestral Harp 89=Pad 2 (warm)4=Rhodes Piano 47=Timpani 90=Pad 3 (polysynth)5=Chorused Piano 48=String Ensemble 1 91=Pad 4 (choir)6=Harpsichord 49=String Ensemble 2 92=Pad 5 (bowed)7=Clavinet 50=SynthStrings 1 93=Pad 6 (metallic)8=Celesta 51=SynthStrings 2 94=Pad 7 (halo)9=Glockenspiel 52=Choir Aahs 95=Pad 8 (sweep)10=Music Box 53=Voice Oohs 96=FX 1 (rain)11=Vibraphone 54=Synth Voice 97=FX 2 (soundtrack)12=Marimba 55=Orchestra Hit 98=FX 3 (crystal)13=Xylophone 56=Trumpet 99=FX 4 (atmosphere)14=Tubular Bells 57=Trombone 100=FX 5 (brightness)15=Dulcimer 58=Tuba 101=FX 6 (goblins)16=Hammond Organ 59=Muted Trumpet 102=FX 7 (echoes)17=Percussive Organ 60=French Horn 103=FX 8 (sci-fi)18=Rock Organ 61=Brass Section19=Church Organ 62=Synth Brass 1 104=Sitar20=Reed Organ 63=Synth Brass 2 105=Banjo21=Accordion 64=Soprano Sax 106=Shamisen22=Harmonica 65=Alto Sax 107=Koto23=Tango Accordion 66=Tenor Sax 108=Kalimba24=Acoustic Guitar (nylon) 67=Baritone Sax 109=Bagpipe25=Acoustic Guitar (steel) 68=Oboe 110=Fiddle26=Electric Guitar (jazz) 69=English Horn 111=Shanai27=Electric Guitar (clean) 70=Bassoon 112=Tinkle Bell28=Electric Guitar (muted) 71=Clarinet 113=Agogo29=Overdriven Guitar 72=Piccolo 114=Steel Drums30=Distortion Guitar 73=Flute 115=Woodblock31=Guitar Harmonics 74=Recorder 116=Taiko Drum32=Acoustic Bass 75=Pan Flute 117=Melodic Tom33=Electric Bass (finger) 76=Bottle Blow 118=Synth Drum34=Electric Bass (pick) 77=Shakuhachi 119=Reverse Cymbal35=Fretless Bass 78=Whistle 120=Guitar Fret Noise36=Slap Bass 1 79=Ocarina 121=Breath Noise37=Slap Bass 2 80=Lead 1 (square) 122=Seashore38=Synth Bass 1 81=Lead 2 (sawtooth) 123=Bird Tweet39=Synth Bass 2 82=Lead 3 (calliope lead) 124=Telephone Ring40=Violin 83=Lead 4 (chiff lead) 125=Helicopter41=Viola 84=Lead 5 (charang) 126=Applause42=Cello 85=Lead 6 (voice) 127=Gunshot MIDI 221
  • 13.10. Tabela General MIDI dos Instrumentos dePercussão 1 (O C3 - C central do piano = é o nº 60)35=Acoustic Bass Drum 51=Ride Cymbal 1 67=High Agogo36=Bass Drum 1 52=Chinese Cymbal 68=Low Agogo37=Side Kick 53=Ride Bell 69=Cabasa38=Acoustic Snare 54=Tambourine 70=Maracas39=Hand Clap 55=Splash Cymbal 71=Short Whistle40=Electric Snare 56=Cowbell 72=Long Whistle41=Low Floor Tom 57=Crash Cymbal 2 73=Short Guiro42=Closed High-Hat 58=Vibrastrap 74=Claves43=High Floor Tom 59=Ride Cymbal 2 75=High Wood Block44=Pedal High Hat 60=High Bongo 76=Low Wood Block45=Low Tom 61=Low Bongo 77=Mute Cuica46=Open High Hat 62=Mute High Conga 78=Open Cuica47=Low-Mid Tom 63=Open High Conga 79=Mute Triangle48=High-Mid Tom 64=Low Conga 80=Open Triangle49=Crash Cymbal 1 65=High Timbale50=High Tom 66=Low Timbale13.11. Tabela General MIDI dos Instrumentos dePercussão 235=Si2=Acoustic Bass Drum 58=Lá#4=Vibrastrap36=Dó3=Bass Drum 1 59=Si4=Ride Cymbal 237=Dó#3=Side Kick 60=Dó4=High Bongo38=Ré3=Acoustic Snare 61=Dó#4=Low Bongo39=Ré#3=Hand Clap 62=Ré4=Mute High Conga40=Mi3=Electric Snare 63=Ré#4=Open High Conga41=Fá3=Low Floor Tom 64=Mi4=Low Conga42=Fá#3=Closed High-Hat 65=Fá4=High Timbale43=Sol3=High Floor Tom 66=Fá#4=Low Timbale44=Sol#3=Pedal High Hat 67=Sol4=High Agogo222 Computação Musical - Cakewalk 9
  • 45=Lá3=Low Tom 68=Sol#4=Low Agogo46=Lá#3=Open High Hat 69=Lá4=Cabasa47=Si3=Low-Mid Tom 70=Lá#4=Maracas48=Dó4=High-Mid Tom 71=Si4=Short Whistle49=Dó#4=Crash Cymbal 1 72=Dó5=Long Whistle50=Ré4=High Tom 73=Dó#5=Short Guiro51=Ré#4=Ride Cymbal 1 74=Ré5=Claves52=Mi4=Chinese Cymbal 75=Ré#5=High Wood Block53=Fá4=Ride Bell 76=Mi5=Low Wood Block54=Fá#4=Tambourine 77=Fá5=Mute Cuica55=Sol4=Splash Cymbal 78=Fá#5=Open Cuica56=Sol#4=Cowbell 79=Sol5=Mute Triangle57=Lá4=Crash Cymbal 2 80=Sol#5=Open Triangle13.12. Tabela de Freqüências das Notas Musicais Nota Freqüência Nota Freqüência Nota FreqüênciaDó 0 = 8.175799 Hz Lá 1 = 27.5 Hz Fá# 3 = 92.49861 HzDó# 0 = 8.661957 Hz Lá# 1 = 29.13524 Hz Sol 3 = 97.99886 HzRé 0 = 9.177024 Hz Si 1 = 30.86771 Hz Sol# 3 = 103.8262 HzRé# 0 = 9.722718 Hz Dó 2 = 32.7032 Hz Lá 3 = 110 HzMi 0 = 10.30086 Hz Dó# 2 = 34.64783 Hz Lá# 3 = 116.5409 HzFá 0 = 10.91338 Hz Ré 2 = 36.7081 Hz Si 3 = 123.4708 HzFá# 0 = 11.56233 Hz Ré# 2 = 38.89087 Hz Dó 4 = 130.8128 HzSol 0 = 12.24986 Hz Mi 2 = 41.20344 Hz Dó# 4 = 138.5913 HzSol# 0 = 12.97827 Hz Fá 2 = 43.65353 Hz Ré 4 = 146.8324 HzLá 0 = 13.75 Hz Fá# 2 = 46.2493 Hz Ré# 4 = 155.5635 HzLá# 0 = 14.56762 Hz Sol 2 = 48.99943 Hz Mi 4 = 164.8138 HzSi 0 = 15.43385 Hz Sol# 2 = 51.91309 Hz Fá 4 = 174.6141 HzDó 1 = 16.3516 Hz Lá 2 = 55 Hz Fá# 4 = 184.9972 HzDó# 1 = 17.32391 Hz Lá# 2 = 58.27047 Hz Sol 4 = 195.9977 HzRé 1 = 18.35405 Hz Si 2 = 61.73541 Hz Sol# 4 = 207.6523 HzRé# 1 = 19.44544 Hz Dó 3 = 65.40639 Hz Lá 4 = 220 HzMi 1 = 20.60172 Hz Dó# 3 = 69.29566 Hz Lá# 4 = 233.0819 HzFá 1 = 21.82676 Hz Ré 3 = 73.41619 Hz Si 4 = 246.9417 HzFá# 1 = 23.12465 Hz Ré# 3 = 77.78175 Hz Dó 5 = 261.6256 HzSol 1 = 24.49971 Hz Mi 3 = 82.40689 Hz Dó# 5 = 277.1826 HzSol# 1 = 25.95654 Hz Fá 3 = 87.30706 Hz Ré 5 = 293.6648 Hz MIDI 223
  • Nota Freqüência Nota Freqüência Nota FreqüênciaRé# 5 = 311.127 Hz Dó# 7 = 1108.731 Hz Si 8 = 3951.066 HzMi 5 = 329.6276 Hz Ré 7 = 1174.659 Hz Dó 9 = 4186.009 HzFá 5 = 349.2282 Hz Ré# 7 = 1244.508 Hz Dó# 9 = 4434.922 HzFá# 5 = 369.9944 Hz Mi 7 = 1318.51 Hz Ré 9 = 4698.636 HzSol 5 = 391.9954 Hz Fá 7 = 1396.913 Hz Ré# 9 = 4978.032 HzSol# 5 = 415.3047 Hz Fá# 7 = 1479.978 Hz Mi 9 = 5274.041 HzLá 5 = 440 Hz Sol 7 = 1567.982 Hz Fá 9 = 5587.652 HzLá# 5 = 466.1638 Hz Sol# 7 = 1661.219 Hz Fá# 9 = 5919.911 HzSi 5 = 493.8833 Hz Lá 7 = 1760 Hz Sol 9 = 6271.927 HzDó 6 = 523.2511 Hz Lá# 7 = 1864.655 Hz Sol# 9 = 6644.875 HzDó# 6 = 554.3653 Hz Si 7 = 1975.533 Hz Lá 9 = 7040 HzRé 6 = 587.3295 Hz Dó 8 = 2093.005 Hz Lá# 9 = 7458.62 HzRé# 6 = 622.254 Hz Dó# 8 = 2217.461 Hz Si 9 = 7902.133 HzMi 6 = 659.2551 Hz Ré 8 = 2349.318 Hz Dó 10 = 8372.018 HzFá 6 = 698.4565 Hz Ré# 8 = 2489.016 Hz Dó#10 = 8869.844 HzFá# 6 = 739.9888 Hz Mi 8 = 2637.02 Hz Ré 10 = 9397.273 HzSol 6 = 783.9909 Hz Fá 8 = 2793.826 Hz Ré# 10 = 9956.063 HzSol# 6 = 830.6094 Hz Fá# 8 = 2959.955 Hz Mi 10 = 10548.08 HzLá 6 = 880 Hz Sol 8 = 3135.963 Hz Fá 10 = 11175.3 HzLá# 6 = 932.3275 Hz Sol# 8 = 3322.438 Hz Fá# 10 = 11839.82 HzSi 6 = 987.7666 Hz Lá 8 = 3520 Hz Sol 10 = 12543.85 HzDó 7 = 1046.502 Hz Lá# 8 = 3729.31 Hz13.13. Mensagens de Voz (Channel Voice Messages) Byte de Status Byte de Dados Descrição 0kkkkkkk Nota Desativada (Note Off) 1000nnnn 0vvvvvvv 0vvvvvvv = veloc. que a tecla é solta Nota Ativada (Note On) 0kkkkkkk 1001nnnn 0vvvvvvv = veloc. que a tecla é abaixada 0vvvvvvv 0vvvvvvv = 0 --> Nota Desativada 0kkkkkkk Pressão na Tecla (Polyph. Aftertouch) 1010nnnn 0vvvvvvv 0vvvvvvv = valor da pressão Controle (Control Change) 0ccccccc 0ccccccc = número do controle (0 a 121) 1011nnnn 0vvvvvvv 0vvvvvvv = valor do controle 0ccccccc = 122 a 127224 Computação Musical - Cakewalk 9
  • Byte de Status Byte de Dados Descrição Mudança de Programa (Program Change) 1100nnnn 0ppppppp 0ppppppp = número do programa (0 a 127) Pressão no Teclado (Channel Aftertouch) 1101nnnn 0vvvvvvv 0vvvvvvv = valor da pressão Variação do Pitch Bend (Pitch Bend Change) 1110nnnn 0ggggggg Primeiro byte de dados é a parte menos signi- 0hhhhhhh ficativa (LSB), e o segundo byte de dados é a parte mais significativa (MSB) (Vide Nota 10)13.14. Mensagens de Modo (Channel Mode Messages) Byte de Status Byte de Dados Descrição Controle Local (Local Control) 01111010 1011nnnn 0vvvvvvv=0: desliga Controle Local 0vvvvvv 0vvvvvvv=127: liga Controle Local 01111011 1011nnnn Solta Todas as Teclas (All Notes Off) 00000000 01111100 Desativa Modo Omni (Omni Off) 1011nnnn 00000000 (e solta todas as teclas) 01111101 Ativa Modo Omni (Omni On) 1011nnnn 00000000 (e solta todas as teclas) Ativa Modo Monofonico (Mono Mode) (e solta todas as teclas) 01111110 1011nnnn 0vvvvvv é o número de canais 0vvvvvvv 0vvvvvv=0:o número de canais é igual ao número de vozes do receptor. 01111111 Ativa Modo Polifonico (Poly Mode) 1011nnnn 00000000 (e solta todas as teclas)13.15. Controles (Control Change) Número Descrição do Controle 0 Seleção de Banco de Programas - MSB (Bank Select) 1 Roda/Alavanca de Modulação - MSB (Modulation Wheel) 2 Controle por Sopro - MSB (Breath Controller) 3 Não definido 4 Pedal MSB (Foot Controller) 5 Tempo do Portamento - MSB (Portamento Time) 6 Entrada de Dados - MSB (Data Entry) 7 Volume Principal - MSB (Main Volume) 8 Equilíbrio - MSB (Balance) Midi 225
  • Número Descrição do Controle 9 Não definido 10 Pan - MSB (Pan) 11 Controle de Expressão - MSB (Expression Controller) 12 Effect Control 1 13 Effect Control 2 14 - 15 Não definidos 16 - 19 Controles de uso Geral 1 a 4 - MSB (General Purpose) 20 - 31 Não definidos 32 - 63 LSB dos Controles 1 a 31 64 Pedal de Sustain (Sustain/Damper Pedal) 65 Liga/Desliga Portamento (Portamento On/Off) 66 Pedal de Sostenuto (Sostenuto Pedal) 67 Pedal Abafador (Soft Pedal) 68 Pedal de Legato 69 Pedal de Sustain 2 (Hold 2) 70 Controle de som 1 (Sound Variation) 71 Controle de som 2 (Timbre/Harmonic Content) 72 Controle de som 3 (Release Time) 73 Controle de som 4 (Attack Time) 74 Controle de som 5 (Brightness) 75 - 79 Controles de som 6 - 10 (ainda não determinados) 80 - 83 Controles de Uso Geral 5 a 8 (General Purpose) 84 Controle de portamento 85 - 90 Não definidos 91 Intensidade do Reverb (Ext. Effect Depth) 92 Profundidade do Tremolo (Tremolo Depth) 93 Profundidade do Chorus (Chorus Depth) 94 Profundidade do Batimento (Celeste Detune Depth) 95 Profundidade do Phaser (Phaser Depth) 96 Incremento (Data Increment) 97 Decremento (Data Decrement) 98 Número de Parâmetro - LSB (Parameter Number) 99 Número de Parâmetro - MSB (Parameter Number) 100 Número de Parâmetro - LSB (Parameter Number) 101 Número de Parâmetro - MSB (Parameter Number) 102 - 119 Não definidos 120 - 127 Reservados para as Mensagens de Modo13.16. Mensagens Comuns de Sistema (System CommonMessages) Byte de Status Byte de Dados Descrição 11110001 0nnndddd Reservada para MIDI Time Code (MTC) Ponteiro de Seq. (Song Position Pointer) 0ggggggg 11110010 0ggggggg=parte menos significativa (LSB) 0hhhhhhh 0hhhhhh=parte mais significativa (MSB)226 Computação Musical - Cakewalk 9
  • Byte de Status Byte de Dados Descrição Seletor de Seqüência (Song Select) 11110011 0sssssss 0sssssss=número da seqüência 11110100 - Não definido 11110101 - Não definido 11110110 - Requisita Afinação (Tune Request) 11110111 - Fim de Mensagem Exclusiva13.17. Mensagens de Sistema em Tempo Real (SystemReal Time) Byte de Status Byte de Dados Descrição 11111000 - Clock de MIDI (Timing Clock) 11111001 - Não definido 11111010 - Iniciar (Start) 11111011 - Continuar (Continue) 11111100 - Parar (Stop) 11111101 - Não definido 11111110 - Sensor de Atividade (Active Sensing) 11111111 - Reset (Reset)13.18. Mensagens Exclusivas de Sistemas (SystemExclusive Messages) Byte de Status Byte de Dados Descrição Transferência de Dados (Bulk Dump) 0zzzzzzz 0zzzzzzz=identificação 11110000 : Pode ser inserido aqui qualquer número de bytes, : para qualquer propósito, desde que tenham sempre o bit mais significativo igual a zero. 11110111 - Fim de Mensagem Exclusiva (EOX) Midi 227
  • 13.19. Computadores e Teclados Interligados Um computador e um teclado Um computador e dois teclados Computador, teclado e o módulo de Som228 Computação Musical - Cakewalk 9
  • Conceitos e Notação Musical 14 Este capítulo não tem como objetivo abranger todo o conhecimento dateoria musical, pois para isto existem inúmeros livros específicos sobre oassunto. Decidimos apresentar aqui os principais conceitos fundamentais paraexplicar o funcionamento de uma máquina MIDI e os formatos utilizados porela para transmitir e executar músicas seqüenciadas (produzidas por uminstrumento eletrônico). A notação musical tradicional (CPN — Commom Practice Notation) é umatentativa de reproduzir, de uma forma gráfica, um conjunto de eventoscontínuos no tempo. Esta tentativa faz com que, quando um sistema automáticode reprodução de música, baseado nesta forma gráfica, for executar umamúsica, o resultado seja parecido com uma música executada por uma caixinhade música. Tal fato é amenizado colocando alguns comentários nas partituras,dando uma noção de como a dinâmica dela deve ser executada, ou seja, oquanto se deve afastar dos eventos notados em partitura para alcançarmos umresultado mais próximo do original. Desta forma, expressões como fortíssimo,allegro, etc. são normalmente utilizadas pelos músicos nessas notações.14.1. Notas Musicais Nota musical é definida pelo número de repetições de uma forma deonda do espectro sonoro audível em um segundo. Musicalmente falando, é umsinal gráfico que representa a altura e a duração dos sons musicais. O número de repetições de uma forma de onda por segundo é definidocomo freqüência do sinal, que é dada em Hertz (Hz). A relação entre a freqüência de uma nota musical e a próxima nota naescala temperada é dada por: Conceitos e Notação Musical 229
  • 12 2 = 21 12 ≈ 1,05946309435 Como exemplo, podemos calcular a freqüência da nota Lá# partindo dafreqüência conhecida da nota Lá utilizada como diapasão (padrão de afinaçãodos instrumentos temperados). Assim, se a nota diapasão Lá é igual a 440 Hz, temos que o Lá# é igual a440 x 1,05946309435 = 446,164Hz. A figura seguinte ilustra um teclado de piano com as nomenclaturasutilizadas para grafar as notas musicais. Em que: Lá = A, Si = B, Dó = C, Ré = D, Mi = E, Fá = F e Sol = G Como podemos, ver esse piano tem como mais grave (do lado esquerdo)a nota Lá, que denominaremos de Lá1. A nota mais aguda é a nota Dó9.Denominamos de tessitura do instrumento a extensão das notas que eleconsegue reproduzir. Assim, a tessitura de um piano normal vai da nota Lá1 ànota Dó9. As notas musicais são: Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá e Si. Só que entre estasnotas existem outras e os seus nomes podem mudar da seguinte maneira:começando pela nota Dó, a próxima pode ser a nota Do# (Dó sustenido) ou anota Reb (Ré Bemol), ou seja, a nota intermediária pode ter o nome da notaanterior acrescida do símbolo # (Sustenido), ou o nome da nota posterioracrescida do símbolo b (Bemol). Seguindo este raciocínio, encontraremos 12 notas musicais: Dó, Dó# ouRéb, Ré, Ré# ou Mib, Mi, Fá, Fá# ou Solb, Sol, Sol# ou Láb, Lá, Lá# ou Sib, Si.A partir deste ponto as notas vão se repetindo, mudando apenas a suafreqüência. Note, porém, que não apareceu a nota Mi#, pois esta é nota Fá, Fábé a nota Mi, Si# é a nota Dó e Dób é a nota Si. Ao conjunto das doze notas,principais e intermediárias, denominamos de oitava. Assim, a cada oitava acimaa freqüência de uma dada nota musical dobra e, descendo uma oitava, afreqüência da mesma nota cai pela metade. A figura seguinte ilustra o que foidito.230 Computação Musical - Cakewalk 9
  • Resumindo, quando a nota possui # (sustenido),significa que ela está localizada meio-tom acima danota de mesmo nome, e b (bemol) significa meio-tomabaixo da nota de mesmo nome. Ao lado temos uma figura mostrando emdestaque uma oitava musical, no piano, com as duasnomenclaturas com os respectivos bemóis esustenidos.14.2. Figuras Musicais Cada nota musical pode soar um certo intervalo de tempo. Em umanotação musical, os tempos de cada nota são múltiplos uns dos outros. Assim,podemos apresentar esta relação conforme tabela seguinte: Figura e Nome em Nome em Valor Código Pausa Português Inglês Proporcional 1 Semibreve Hole Note 1 2 Mínima Half Note ½ 4 Semínima Quarter Note ¼ 1 8 Colcheia Eigth Note /8 1 16 Semicolcheia 16th Note /16 1 32 Fusa 32th Note /32 1 64 Semifusa 64th Note /64 Conceitos e Notação Musical 231
  • 14.3. Acidentes Musicais Também chamados de alterações musicais, pois alteram a nota em suaposição original. Símbolo Nome Efeito Sustenido Eleva a nota meio-tom. Dobrado Equivale a dois sustenidos, ou seja, eleva a Sustenido nota um tom. Bemol Abaixa a nota meio-tom. Equivale a dois bemóis, ou seja, abaixa a Dobrado Bemol nota um tom. Bequadro Anula o efeito dos demais acidentes. Se na frente de uma nota colocarmos um ponto, istosignifica que o valor da nota é aumentado pela metade. Assim,uma semínima pontuada ( .) possui o valor de uma semínimamais uma colcheia. A figura ao lado ilustra o que foi dito.14.4. Claves Musicais São símbolos colocados na extremidade esquerda da pauta, queservem para determinar o nome e a altura das notas correspondentes a cadauma das linhas e espaços da pauta. As claves são as seguintes: Símbolo Nome Função Clave de Sol Usada para instrumentos agudos. Clave de Fá Usada para instrumentos graves. Usada para instrumentos de sons Clave de Dó intermediários agudos. Clave de Percussão Usada para instrumentos de percussão. Existem diferentes claves para facilitar a leitura musical nos diversos instru-mentos existentes. O violino, por exemplo, usa a clave de sol; já o violoncelo, aclave de fá. O piano possui uma particularidade em relação às claves. Para abrangertodas as notas do piano, são necessárias duas claves: clave de Sol e clave de Fá.232 Computação Musical - Cakewalk 9
  • 14.4.1. Distribuição das Notas na Clave de Sol e de Fá Pode-se perceber que o Sol5 e o Fá4 estão escritos na linha em quecomeçam os desenhos das Claves. Na linha em que o desenho da clave inicia,localiza-se a nota que levará o nome da clave. Se a clave de sol começa na 2ªlinha, logo a nota localizada na 2ª linha é a nota sol. As linhas suplementaresservem para escrever as notas que estão localizadas acima ou abaixo dopentagrama. Assim, em vez de mais uma linha, tem-se um tracinho.14.5. Fórmula de Compasso (Time Signature) Entende-se por compasso a medida musical usada para dividir umamúsica em fragmentos de igual duração. Os compassos podem possuir diversostipos de divisão, que são representadas por números parecidos com fraçõesmatemáticas. 2/4, 3/4, 6/8, 9/8, etc., que são as fórmulas de compasso. Fórmula de compasso, portanto, são os dois números localizados à direitada Armadura de Clave, que servem para indicar a maneira como o compassoserá preenchido. Fórmula de Compasso Clave de Sol Armadura de Clave Os compassos dividem-se basicamente em duas categorias: simples ecomposto. Se o número superior for 2, 3 ou 4, então o compasso será simples.Mas se o número superior for 6, 9 ou 12, então o compasso será composto.Exemplos de Compassos Simples No compasso simples o número superior indica a quantidade de notasque cabe em um compasso, e o número inferior indica o código da figura Conceitos e Notação Musical 233
  • musical, ou também chamada de unidade de tempo. Por exemplo: 2/4 querdizer que são necessárias duas figuras de código 4 (semínima, ou quarter note)para preencher o compasso.Exemplos de Compassos Compostos No compasso composto o número superior indica a quantidade de notasque cabe em um compasso, e o número inferior indica o tipo de figura musical,porém não indica a unidade de tempo. Por exemplo: 6/8 quer dizer que sãonecessárias seis figuras do tipo 8 (colcheia, ou eighth note) para preencher ocompasso.14.6. Armadura de Clave (Key Signature) É um conjunto de acidentes (# e b), colocados logo após a clave, tendocomo finalidade indicar a tonalidade da música. Esses acidentes obedecem auma ordem. Veja o exemplo seguinte:234 Computação Musical - Cakewalk 9
  • Esses acidentes indicam que todas as notas da música que coincidam como acidente grafado na armadura serão ou bemóis ou sustenidos, seja qual forsua altura (freqüência da nota), salvo indicação ao contrário cancelando oacidente. Isto evita a poluição de acidentes na notação musical. A figura anterior mostra uma armadura de clave com acidentes nas notasFá, Dó e Sol. Isto indica que todas as notas Fá, Dó e Sol do pentagrama, sejaqual for sua altura, serão Fá#, Dó# e Sol#. Mas se alguma nota for precedida dosímbolo de bequadro ( ), será uma nota natural. Neste exemplo a 2ª nota do 3ºcompasso é um Dó natural (sem acidente).14.7. Tonalidade Maior As escalas possuem 7 notas, que serão aqui localizadas no campo cinza.Para montar as escalas Maiores, basta colocar as notas nas posições indicadasno campo cinza. 1ª 1ª#/2ªb 2ª 2ª#/3ªb 3ª 4ª 4ª#/5ªb 5ª 5ª#/6ªb 6ª 6ª#/7ªb 7ª Montando a escala de Dó Maior, ou seja, começando a colocar notas nasposições indicadas em negrito a partir da nota Dó, teremos o seguinte: Conceitos e Notação Musical 235
  • Dó M (Dó Maior) Dó Ré Mi Fá Sol Lá Si Mi M (Mi Maior) Mi Fá# Sol# Lá Si Dó# Ré# Sol M (Sol Maior) Sol Lá Si Dó Ré Mi Fá#14.8. Acorde Acorde é um conjunto de no mínimo três notas, formado com a 1ª, 3ª e5ª notas de cada escala, podendo ser acrescido ou não das outras notas daescala. Montando acordes de três notas sobre cada nota da escala de DoM,teremos o que é chamado de Campo Harmônico de Dó Maior, ficando osacordes da seguinte maneira: 1ª nota: Dó 3ª nota: Mi 5ª nota: Sol = acorde de Dó maior 1ª nota: Ré 3ª nota: Fá 5ª nota: Lá = acorde de Ré menor 1ª nota: Mi 3ª nota: Sol 5ª nota: Si = acorde de Mi menor 1ª nota: Fá 3ª nota: Lá 5ª nota: Dó = acorde de Fá maior 1ª nota: Sol 3ª nota: Si 5ª nota: Ré = acorde de Sol maior 1ª nota: Lá 3ª nota: Dó 5ª nota: Mi = acorde de Lá menor 1ª nota: Si 3ª nota: Re 5ª nota: Fá = acorde de Si diminuto Bem, como foi visto anteriormente, montar os acordes é bastante simples.Resta, porém, classificá-los para saber que acorde é Maior, Menor, Diminuto,Aumentado, etc. Tipo de 1ª nota da 3ª nota da escala 5ª nota da escala acorde escala Maior 1ª nota 4 semitons acima da 1ª nota 3 semitons acima da 3ª nota menor 1ª nota 3 semitons acima da 1ª nota 4 semitons acima da 3ª nota Diminuto 1ª nota 3 semitons acima da 1ª nota 3 semitons acima da 3ª notaAumentado 1ª nota 4 semitons acima da 1ª nota 4 semitons acima da 3ª nota236 Computação Musical - Cakewalk 9
  • Cuidado para não misturar as tonalidades que possuem # com as que Observação possuem b. Das tonalidades maiores que possuem b, a única que não leva um b no nome é Fá Maior. E a única que não tem nenhum # nem b é a tonalidade de Dó Maior. Os acordes são representados também por abreviações chamadas decifras que possuem várias combinações para poder representar todos ospossíveis acordes. Veja em seguida um resumo desta classificação.14.8.1. Cifras ♦ A = Lá Maior ♦ M = Maior ♦ B = Si Maior ♦ m = menor ♦ C = Dó Maior ♦ 7 = com sétima ♦ D = Ré Maior ♦ º = diminuto ♦ E = Mi Maior ♦ # = Sustenido ♦ F = Fá Maior ♦ b = bemol ♦ G = Sol Maior Exemplos: ♦ A7 = Lá com sétima ♦ Bº = Sí Diminuto ♦ Am7 = Lá menor com sétima ♦ F#m = Fá Sustenido menor ♦ G7M = Sol com Sétima Maior ♦ Eb = Mi Bemol Maior Outras abreviações: ♦ M = Maior ♦ dim. ou d, ou º = diminuto ♦ m = Menor ♦ # = Sustenido ♦ aum. ou a = Aumentado ♦ b = Bemol14.9. Intervalos O intervalo é a relação entre dois sons, podendo ser: simples oucomposto, ascendente ou descendente, melódico ou harmônico.1. Simples: não ultrapassa uma oitava. 2. Composto: ultrapassa uma oitava. Conceitos e Notação Musical 237
  • 3. Ascendente: o 1º som é mais grave 4. Descendente: o 1º som é mais que o 2º. agudo que o 2º.5. Melódico: sons consecutivos. 6. Harmônico: sons simultâneos.Classificação dos intervalos usando como referência a escala de Dó Maior. Como foi visto, na escala de Dó Maior encontramos os seguintesintervalos: 2ªM, 3ªM, 4ªJ, 5ªJ, 6ªM, 7ªM, 8ªJ (todos em relação à tônica I grau).Vamos partir destes intervalos para encontrar os demais, ficando da seguintemaneira: ♦ M — 1 st. = m ♦ m — 1 st. = dim. ♦ M + 1 st. = aum. ♦ J + 1 st. = aum. ♦ m + 1 st. = M ♦ J — 1 st. = dim. Abreviações: ♦ M = Maior ♦ m — 1 st. = dim. ♦ m = Menor ♦ J + 1 st. = aum. ♦ aum. = Aumentado ♦ J — 1 st. = dim ♦ dim. = Diminuto Resumindo: ♦ 2ª m = 1/2 tom ♦ 5ª J = 3 tons e 1/2 ♦ 2ª M = 1 tom ♦ 5ª aum. ou 6ª m = 4 tons ♦ 3ª m = 1 tom e 1/2 ♦ 6ª M ou 7ª dim. = 4 tons e 1/2 ♦ 3ª M = 2 tons ♦ 7ª m = 5 tons ♦ 4ª J = 2 tons e 1/2 ♦ 7ª M = 5 tons e 1/2 ♦ 4ª aum. ou 5ª dim. = 3 tons238 Computação Musical - Cakewalk 9
  • 14.10. Tonalidades Menores As escalas possuem 7 notas, que serão aqui localizadas no campo cinza.Para montar as escalas Menores, basta colocar as notas nas posições indicadasno campo cinza.14.10.1. Escala Menor Natural 1ª 1ª#/2ªb 2ª 3ª 3ª#/4ªb 4ª 4ª#/5ªb 5ª 6ª 6ª#/7ªb 7ª 7ª# Montando a escala de Lám natural, ou seja, começando a colocar notasnas posições indicadas em negrito a partir da nota Lá, teremos o seguinte: Lám (Lá menor - Natural) Lá Si Dó Ré Mi Fá Sol Sim (Si menor - Natural) Si Dó# Ré Mi Fá# Sol Lá14.10.2. Escala Menor Harmônica A escala menor harmônica possui a 7ª nota elevada meio-tom. 1ª 1ª#/2ªb 2ª 3ª 3ª#/4ªb 4ª 4ª#/5ªb 5ª 6ª 6ª#7ªb 7ª 7ª# Lám (Lá menor - Harmônica) Lá Si Dó Ré Mi Fá Sol# Sim (Si menor - Harmônica) Si Dó# Ré Mi Fá# Sol Lá#14.10.3. Escala Menor Melódica A escala Menor Melódica possui a 6ª e a 7ª notas elevadas meio-tom. 1ª 1ª#/2ªb 2ª 3ª 3ª#/4b 4ª 4#/4b 5ª 6ª 6ª# 7ª 7ª# Conceitos e Notação Musical 239
  • Lám (Lá menor - Melódica) Lá Si Dó Ré Mi Fá# Sol# Sim (Si menor - Melódica) Si Dó Ré Mi Fá# Sol# Lá# Os acordes de quatro notas montados sobre as notas das escalas são osseguintes: Tipo de Menor Menor Menor Maior Acorde Natural Harmônica Melódica 1ª nota 7M m7 m7M m7M 2ª nota m7 m7(b5) m7(b5) m7 3ª nota m7 7M 7M(#5) 7M(#5) 4ª nota 7M m7 m7 7 5ª nota 7 m7 7 7 6ª nota m7 7M 7M m7(b5) 7ª nota m7(b5) 7 Dim m7(b5) Observação As notas da escala também podem ser chamadas de graus, sendo representados por algarismos romanos, ou seja, 1ª nota I (1º grau), 2ª nota II (2º grau)...., 5ª nota V (5º grau), etc. Os acordes podem começar com qualquer nota do seu grupo de notassem no entanto mudar o seu nome (com exceção dos acordes diminutos que,ao mudar a nota mais grave, esta passa a dar o nome do acorde). Quando istoacontecer, o acorde será nomeado da seguinte maneira: C7M possui as notas:do, mi, sol, si. Se ele começasse, por exemplo, com a nota mi, mas tivessetodas as outras notas do acorde de C7M, o acorde iria se chamar C7M/E,indicando que a nota E localizada depois da barra / passou a ser a nota maisgrave do acorde. Lê-se Do com 7ª Maior e Mi no baixo. Logo, o acordecontinua com o mesmo nome, mudando apenas a nota mais grave, ou seja, anota que fica depois da barra / . Não importa qual seja o Campo Harmônico, porque os acordesobedecem a uma ordem de prioridade: ♦ O mais importante é o 1º grau, ou seja, o acorde formado sobre a 1ª nota da escala. ♦ Em 2º lugar está o 5º grau, ou seja, o acorde formado sobre a 5ª nota da escala. ♦ Em 3º lugar está o 4º grau, ou seja, o acorde formado sobre a 4ª nota da escala.240 Computação Musical - Cakewalk 9
  • Sistemas de Numeração AA.1. Uma Breve Abordagem Para que o leitor possa entender o padrão MIDI e os Standard MIDI Files,é necessário conhecer os sistemas de numeração utilizados pelos processadorese computadores. O ser humano trabalha com o sistema de numeração decimal.O computador trabalha com o sistema de numeração binário. A literatura trataas mensagens MIDI no sistema de numeração hexadecimal. Sendo assim, esteanexo se preocupa em fornecer as devidas informações para que o leitor possa“navegar em águas mais tranqüilas” quando for adentrar no universo do padrãoMIDI.A.2. Conversão entre o Sistema (Base) Decimal eOutros Sistemas (Bases) de Numeração Em primeiro lugar, para que se possa entender como trabalhar comnúmeros em outras bases, além da base 10, vamos tecer uma breve descriçãode como convertê-los da base 10 para a base 2 e da base dois para a base 10.Isto é muito simples. Observe: A lei de formação dos números na base dois segue o mesmo raciocínioutilizado na base 10, ou seja:Base 10 O dígito menos significativo (da unidade) possui o seu valor (de 0 a 9)multiplicado por 100 (1), o da casa das dezenas possui seu valor multiplicadopor 101(10), o da casa das centenas multiplicado por 102 (100) e assim pordiante, cada vez aumentando o expoente da base 10. Sistemas de Numeração 241
  • Exemplo: Dado o número 945310, escrevê-lo em uma tabela na forma de potênciasde 10.Resposta: 945310= 9 x 103 + 4 x 102 + 5 x 101 + 3 x 100. Colocando 945310em forma de tabela, temos: x 103 x 102 x 101 x 100 9 4 5 3Base 2 O bit menos significativo possui o seu valor (0 ou 1) multiplicado por 20(1). O próximo possui seu valor multiplicado por 21 (2) e assim por diante, cadavez aumentando o expoente da base 2. Exemplo 1: Dado o número 10102 escrevê-lo em uma tabela em forma de potênciasde 2 e determinar seu valor na base 10. Colocando 10102 em forma de tabela, temos: x 23 (=8) x 22 (=4) x 21 (=2) x 20 (=1) 1 0 1 0 Convertendo para a base 10, temos que: 10102= 1 x 23 + 0 x 22 + 1 x 21 + 0 x 20 = 1010. Exemplo 2: Dado o número 11102,escrevê-lo em uma tabela em forma de potênciasde 2 e determinar seu valor na base 10. Colocando 11102 em forma de tabela, temos: x 23 (=8) x 22 (=4) x 21 (=2) x 20 (=1) 1 1 1 0 Convertendo para a base 10, temos que: 11102= 1 x 23+ 1 x 22+ 1 x 21+ 0 x 20 = 8+4+2+0 =1410242 Computação Musical - Cakewalk 9
  • Base N O número menos significativo possui o seu valor (de 0 a N-1)multiplicado por N0, o próximo possui seu valor multiplicado por N1 e assimpor diante, cada vez aumentando o expoente da base N. Exemplo: Dado o número N3N2N1N0 , convertê-lo para decimal e colocá-lo em formade tabela de potências de N. N3, N2, N1 e N0 são números da base N. Assim, temos que: N3N2N1N0 = N3x N + N2 x N2+N1 x N1+N0 x N0 = ?10 . O valor de ? depende da base N. Esta é 3uma forma simples de converter qualquer base em decimal. Colocando N3N2N1N0 em forma de tabela, temos: x N3 x N2 x N1 x N0 N3 N2 N1 N0Base 16 Hexadecimal - símbolos decimais mais seis símbolos do alfabeto. Base dezesseis, N = 16 (dígitos de 0 a 9 + caracteres de A a F). Como sóconhecemos dez símbolos para representar números, ao utilizar a base 16encontramos o problema de ter que complementar símbolos a estes dez jáexistentes. Daí surgiu o sistema hexadecimal, ou seja, os dez símbolos dosistema decimal (de 0 a 9), acrescentando seis símbolos do alfabeto (de A a F).Assim, temos que: A = 10; B=11; C=12; D=13; E=14 e F=15. Exemplo: Dado o número 7D416 , convertê-lo em decimal. Temos que: 7D416= 7x162 + Dx161 + 4x160 = 7x256 + 13x16 + 4x1 = 183010, Colocando 7D416 em forma de tabela, temos: x 163 x 162 x 161 x 160 0 7 13 (13=D) 4 Sistemas de Numeração 243
  • A.3. Conclusões Relevantes Sobre Conversão Entre asBases Binária e Decimal Você notou que o processo para converter binário em decimal é simples.Basta montar a tabela com as potências binárias, colocar o bit 1 nas casas quesomadas totalizam o número decimal desejado e 0 nas que não foram utilizadas. Vamos ver como elaborar um algoritmo que permite você implementaresta conversão por meio de um programa de computador.1. Inicia-se colocando o bit 1 na primeira potência binária que for menor ou igual ao valor decimal que se deseja converter.2. Se o valor da potência for igual ao valor que se deseja converter, basta colocar zeros em todas as potências com expoentes menores que a potência que recebeu o bit 1. Caso contrário, veja o exemplo 2, o qual converte números que não são potências exatas de dois. Exemplo 1: Suponha que se deseje converter o número decimal 1610 em binário.Deve-se colocar o bit 1 na casa da potência 24 (que vale 1610). Isto indica que aconversão acabou e que devemos colocar bits 0 em todas as casas compotências menores que 24. A tabela seguinte torna o que foi dito: x 24 ( = 16 ) x 23 (=8) x 22 (=4) x 21 (=2) x 20 (=1) 1 0 0 0 0 Assim, 1610 = 100002 . Exemplo 2: Converter 910 em binário. Nove (9) não pode ser escrito como umapotência exata de 2. Neste caso, deve-se fazer o seguinte:1. Colocar um bit 1 na casa da primeira potência de 2 menor que 910, ou seja 23. x 24 ( = 16 ) x 23 (=8) x 22 (=4) x 21 (=2) x 20 (=1) 12. Deve-se subtrair 910 de 810 (23), obtendo o resultado: 110. Novamente deve- se procurar a potência de dois que seja igual ou inferior a este valor restante, 110. Assim, encontra-se 20 que é exatamente igual a 110. Conforme foi explicado, devemos agora colocar um bit 1 também nesta casa.244 Computação Musical - Cakewalk 9
  • x 24 ( = 16 ) x 23 (=8) x 22 (=4) x 21 (=2) x 20 (=1) 1 13. Como já foi completado o valor desejado, 910, encerra-se a conversão, colocando zero em todas as casas que não receberam um bit 1. x 24 ( = 16 ) x 23 (=8) x 22 (=4) x 21 (=2) x 20 (=1) 1 0 0 14. Obtém-se, então que 910 = 10012.A.3.1. Exemplos Adicionais1. O número binário 0101 equivale a 0x23 + 1x22 + 0x21 + 1x20, que é o mesmo que: 0 + 4 + 0 + 1 = 5. Assim, 01012=510 Colocando em forma de tabela, tem-se: 23 = 8 22 = 4 21 = 2 20 = 1 0 1 0 12. O número binário 1101 equivale a 1x23 + 1x22 + 0x21 + 1x20, que é igual a 8 + 4 + 0 + 1 = 13. Colocando em forma de tabela, tem-se: 23 = 8 22 = 4 21 = 2 20 = 1 1 1 0 13. Vamos ver como escrever o número 3 em binário. Para isto, basta colocar o bit 1 nas casas da tabela que, se somadas, nos dão este valor. No caso, 3 = 2 +1, assim, colocamos o bit 1 na casa de 21 e na casa de 20, nas casas restantes coloca-se 0. Colocando em forma de tabela, tem-se: 23 = 8 22 = 4 21 = 2 20 = 1 0 0 1 14. Vamos converter o número 14. Colocando em forma de tabela, tem-se: 23 = 8 22 = 4 21 = 2 20 = 1 1 1 1 0 Sistemas de Numeração 245
  • A.4. Operações Matemáticas Fundamentais na Base 2A.4.1. Soma e Subtração Na base10, quando vamos somar um número a outro, fazemos oseguinte: Exemplo 1: 7 + 2 = ? 7 O que se deseja fazer com esta operação é pegar o segundo símbolo da base10 após o símbolo 7. +2 9 Temos os seguintes símbolos: 0-1-2-3-4-5-6-7-8-9 Estamos no 7 9 é o segundo símbolo após o 7 Concluímos que a resposta de 7 + 2 é 9. Assim, 4+3=7, 6+2=8, ... Exemplo 2: E quanto é 9 + 1? 9 Bom, notamos que não existe nenhum símbolo após o 9, como então pegar o próximo símbolo? Simples; começa-se a pegar + 1 novamente o primeiro símbolo, ou seja, o símbolo 0. Ao fazermos isto, devemos informar que já percorremos uma vez todos os 10 símbolos da base, no caso a base 10. Daí surge o famoso ´vai um´ que somamos ao símbolo mais à esquerda, a casa das dezenas. Essa casa indica quantos grupos de 10 símbolos foram percorridos. A casa das centenas indica quantos grupos de 10 símbolos já foram percorridos e assim sucessivamente. Concluímos, portanto, que 9 + 1 na base 10 é 0 e vai 1 (1 grupo de dez símbolos), ou seja, é 10. Exemplificando, temos: 0-1-2-3-4-5-6-7-8-9 0-1-2-3-4-5-6-7-8-9 Estamos no 9 O próximo símbolo é o 0 novamente. Concluímos que a resposta de 9+1 é 10.246 Computação Musical - Cakewalk 9
  • Exemplo 3: 8+3=? 8 O que se deseja fazer com esta operação é pegar o Terceiro símbolo da base10 após o símbolo 8. +3 11 Concluímos não existir. Só conseguimos encontrar um símbolo após ooito. Isto indica que completamos um conjunto de 10 símbolos e devemoscomeçar outro. Assim, a resposta é termos um conjunto completo de 10símbolos e paramos no segundo símbolo, o símbolo 1 (o primeiro símbolo dabase10 é o 0) do novo grupo de dez símbolos. A resposta, portanto, é 11. Um conjunto Um símbolo após o 8 completo de e mais dois símbolos 10 símbolos. a partir do 0. Observação A subtração realiza um processo análogo. Na base2, quando vamos somar um número a outro, fazemos da mesmaforma que na base10, só que em vez de termos 10 símbolos, temos apenas 2. Exemplo 1: 0 + 1 = ? 0 O que se deseja fazer com esta operação é pegar o primeiro símbolo da base2 após o símbolo 0. +1 1 Concluímos que a resposta é 1. Assim, 0+0=0, 0+1=1, 1+0=1. E quanto é 1+1 na base2? Sistemas de Numeração 247
  • Exemplo 2: 1 + 1 = ? 1 O que se deseja fazer com esta operação é pegar o primeiro símbolo da base2 após o símbolo 1. +1 10 Concluímos não existir. Isto indica que completamos um conjunto dedois símbolos e devemos começar outro. Assim, a resposta é temos umconjunto completo de dois símbolos e paramos no primeiro símbolo, o símbolo0, do novo grupo de dois símbolos. A resposta, portanto, é 10. Um conjunto Um símbolo completo de após o 1. 2 símbolos. Exemplo 3: 1011 + 1 = ? 11 O que se deseja fazer com esta operação é pegar o primeiro 1011 símbolo da base2 após o símbolo 1. +1 1100 1 + 1 = 0 e vai 1 1 + 1 = 0 e vai 1 1+0=1 1 + nada = 1A.4.2. Multiplicação e DivisãoBase 10 Multiplicação: quando vamos multiplicar um número por dez, bastaacrescentarmos um zero à direita dele ou andar com a vírgula uma casa para adireita.248 Computação Musical - Cakewalk 9
  • Exemplo: 2 x 10 = 20; 23,45 x 10 = 234,5. Para multiplicar por cem (102), basta acrescentar dois zeros à direita donúmero ou andar com a vírgula duas casas à direita, por mil (103) três e assimpor diante. Divisão: quando vamos dividir um número por dez, basta cortarmos umzero à direita do número ou andar com a vírgula uma casa para a esquerda. Exemplo: 20 : 10 = 2; 234,5 : 10 = 23,45 Para dividir por cem (102), basta eliminar dois zeros à direita ou andarcom a vírgula duas casas à esquerda no número, por mil (103) três e assim pordiante.Base 2 A operação é similar, ou seja, quando vamos multiplicar um número por2, basta acrescentarmos um zero à sua direita ou andar com a vírgula uma casapara a esquerda. Observação 210 = 102 Exemplo 1: 101 x 10 = 1010 5 2 10 Exemplo 2: 110 : 10 = 11 6 2 3 Exemplo 3: 1101 : 100 = 110,1 13 4 6,5 0,12 = 2-1 = 0,510 10 Sistemas de Numeração 249
  • Anotações &_____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________250 Computação Musical - Cakewalk 9
  • &Glossário8th ou Eighth (note): Colcheia16th (note): Semicolcheia32th (note): Fusa64th (note): SemifusaAA: letra que representa a nota Lá nas nomenclaturas alemã e inglesa.Acidente: nome genérico dado aos sinais utilizados para alterar a altura de uma nota.Os mais comuns são o sustenido, o bemol e o bequadro.Acompanhamento: conjunto de sons que, subordinado a uma parte principal, servede sustentação harmônica e rítmica, como, por exemplo, a parte executada pelaorquestra paralelamente ao solista.Acorde: conjunto simultâneo de sons diferentes, dispostos de acordo com regrasharmônicas preestabelecidas. Tem como base a tríade, que, por sua vez, se funda sobrea noção de tonalidade.Add: adicionar, somar.Afretando: é o ato de aumentar o andamento de um trecho musical gradativamente.Aftertouch: ato de exercer pressão com os dedos sobre uma tecla do instrumento,após ela já estar abaixada; pode ser individual (polyphonic) ou global (channel).Alt: tecla de controle do computador.Alteração de Precaução: usado para lembrar ao intérprete que a nota em questãovoltou a ter os acidentes originais da Armadura de Clave.Altura: posição no pentagrama em que a nota será colocada.Anacruse: nota ou notas que precedem o primeiro tempo forte de um compasso.Andamento: grau de lentidão ou de celeridade do trecho musical, indicado pornomenclaturas tradicionais, em língua italiana.Apogiatura: ornamento representado por uma ou duas pequeninas notas ou, ainda,por sinais gráficos que precedem a nota musical, da qual subtraem o próprio valor e aacentuação.Armadura: conjunto de acidentes colocado no início de uma partitura musical, ao ladoda clave, indicando a tonalidade a que pertence a obra.Arpejo: (do italiano arpeggio) execução rápida e sucessiva das notas de um acorde.Arquivo: bloco de dados armazenado em disco magnético.Arranjo: modificação de uma composição, feita com algumas liberdades.Assign: designer, endereçar.BB: letra que representa a nota Si nas nomenclaturas alemã e inglesa.Backspace: tecla do teclado do computador.Bank: banco (de timbres).Bar: compasso.Bass: graves, clave de fá; baixo. Glossário 251
  • Bass Drum: bumbo.Bateria: conjunto de instrumentos de percussão, seja no âmbito da orquestra, seja nogrupo musical.Beam: travessão, bandeirolas nas figuras de colcheias e menores.Beat: tempo musical.Bemol: acidente utilizado para abaixar a altura de uma nota em meio tom. Aparece aolado da nota ou na armadura de clave.Bequadro: acidente utilizado para anular o efeito de um sustenido ou de um bemol,reconduzindo a nota ao seu estado natural.Bit: dígito (algarismo) binário; pode ter valor 0 ou 1.Blank: branco, vazio.Boot: dar partida no computador.Breve: figura da notação musical, atualmente em desuso, cujo valor corresponde a duassemibreves.Buffer: região temporária de memória.Button: botão.Byte: medida de capacidade de memória; um byte tem oito bits.CC: letra que representa a nota Dó nas nomenclaturas alemã e inglesa.Change: alteração, mudança.Channel: canal.Chord: acorde.Chorus: coro, estrofe; efeito de chorus (dobra do som).Clap: palmas.Clave: (do latim clavis, chave) sinal colocado no princípio da pauta musical, paraindicar altura dos sons representados pelas notas que nela se inscrevem. Há oito claves,das quais a maioria é empregada para o bel canto, sendo somente duas usadas para opiano.Click: batida do metrônomo; ato de clicar o mouse.Clipboard: área de transferência no Windows.Clef: clave.Clock: relógio; temporizador.CLS: Chase Lock Sync, tipo de sinal de sincronização, usado pelas interfaces MusicQuest.Coda: palavra italiana para representar a finalização de uma música.Colcheia: figura da notação musical cujo valor equivale a 1/8 da semibreve. Érepresentada por um ponto preto, uma haste e uma bandeirinha.Colchete: haste usada para unir várias notas .Combo: conjunto musical.Control Change: evento MIDI que determina alteração de controles (volume, pan,modulation, etc.).Copy: copiar.Count-In: contagem introdutória antes de a música começar.Crash Cymbal: prato de ataque.Crescendo: é o ato de aumentar a intensidade de um trecho musical gradativamente.252 Computação Musical - Cakewalk 9
  • Ctrl: tecla de controle do computador.Cut: cortar, tirar, extrair eventos da seqüência.DD: letra que representa a nota Ré nas nomenclaturas alemã e inglesa.Decrescendo: diminuição progressiva da intensidade sonora. Indicada geralmente naspartituras pela abreviatura decres., ou por um ângulo agudo cujo vértice está apontadopara a direita.Default: padrão inicial.Delete: ato de eliminar, apagar.Diminuendo: é o ato de diminuir a intensidade de um trecho musical gradativamente.Dinâmica: variação da intensidade sonora de uma execução, indicada por meio depalavras em italiano (forte, piano, etc.) suas respectivas abreviaturas (f, p, etc.) ou,ainda, sinais gráficos.Dotted Note: nota pontuada, que vale uma figura e meia.Down: abaixo.Drag: arrastar (usando o mouse).Drive: unidade de disquete.Driver: rotina de software que interliga o aplicativo com o hardware.Dropout: perda de sinal de sincronismo.Drum Kit: conjunto da bateria.Drums: bateria, percussão.EE: letra que representa a nota Mi nas nomenclaturas alemã e inglesa.Edição: processo de trabalhar um sinal gravado seja ele de áudio ou MIDI. Ex.:promover cortes, cópia de trechos, repetições, etc.Edit: editar, alterar eventos.Enarmonia: notas de nomes diferentes, mas de sons iguais.End: fim.Ending: finalização.Enter: tecla de controle do computador.Erase: apagar.Escala: sucessão de sons de alturas diferentes que representam a base de um sistemamusical.Esc: tecla de controle do computador.Escape: o mesmo que Esc.Event: evento MIDI (Ex: tocar note, pressionar pedal, variar volume, pan, etc.).FF: letra que representa a nota Fá nas nomenclaturas alemã e inglesa.Fader: controle deslizante, normalmente usado pare controlar volume do som.Figuras musicais: Semibreve, Mínima, Semínima, Colcheia, Semicolcheia, Fusa e Semifusa.File: arquivo.Fill: encher, preencher.Fill-in: virada de bateria. Glossário 253
  • Filter: filtro, filtrar determinados eventos ou valores.Flat: plano, suave; bemol (b). Denominação de bemol na língua inglesa.Forte: termo italiano utilizado pelos compositores, a partir do séc. XVIII, para indicarmaior intensidade do som. Em geral, empregam-se as abreviaturas f(forte) ,ff ou fff(fortíssimo), ou, ainda mf (mezzo forte = meio forte).Fórmula de Compasso: dois números que indicam a unidade de tempo e o númerode tempos do compasso. É escrita logo após a Armadura de Clave.Frame: quadro, unidade mínima de tempo em vídeo.GG: letra que representa a nota Sol nas nomenclaturas alemã e inglesa.Glissando: execução rápida de uma sucessão de notas.GM: padrão General MIDI.Gravação: processo de armazenar um sinal de áudio (uma música, um instrumento) ouMIDI em uma memória de computador, fita cassete, etc.GS: padrão General Synthesizer (Roland).Guitar: violão, guitarra.HH: letra que representa a nota Si nas nomenclaturas alemã.Half (note): mínima.Hard - Disk: disco rígido.Help: ajuda.Hi-Hat: contratempo da bateria.Highlight: (texto) realçado.Horns: sopros, metais.IIn: input; entrada (de dados ou de sinal)Instrumentos Musicais: aparelhos construídos para a produção de sons musicais. Sãoclassificados em:♦ de cordas, tocadas com arco;♦ de cordas, dedilhadas;♦ de cordas, com percussão e teclado;♦ de sopro, sem palheta;♦ de sopro, com palheta;♦ de percussão, com sons determinados, sons indeterminados ou de teclado e tubos sonoros;♦ polífonos, que são as diversas espécies de órgãos.A família dos instrumentos musicais é, contudo, de maior amplitude, compreendendovários de música popular, cujo ingresso no campo da música erudita é crescente.Intervalo: distância entre duas notas de altura e número de vibrações diferentes. Podese dar no acorde (intervalo harmônico) ou em seqüência (intervalo melódico). Quantoà sua natureza, classifica-se em justo, maior, menor, aumentado e diminuto. Adenominação dos intervalos se faz numericamente (terça, quarta, quinta, etc), de acordocom os diferentes graus da escala.Intro: introdução.254 Computação Musical - Cakewalk 9
  • JJukebox: repertório de músicas.Jump: Saltar.Justo: intervalo existente no 4º, 5º e 8º graus da Escala Maior.KKey: tecla, chave; tom, tonalidade.Keyboard: teclado em inglêsKey Signature: tonalidade.Key Velocity: intensidade com que se abaixa uma tecla.Kick (drum): bumbo.LLead: líder; solo.Ligadura de Prolongamento: usada para prolongar o som das notas.Load: carregar (do disco).Low: abaixo.Lower: inferior.Lyrics: letra das músicas.MMapping: mapeamento, redirecionamento de sinais.Marker: marcador.Measure: compasso.Melody: melodia.Melodia: sucessão ascendente e descendente de sons a intervalos e alturas variáveis,formando um fraseado. Tem o tema e o motivo como elementos essenciais; é insepa-rável do ritmo que lhe imprime a acentuação. Desenvolve-se linear e horizontalmente,opondo-se à verticalidade e simultaneidade harmônica do acorde. Da superposição devárias melodias, surgiu a polifonia, que se submete às regras do contraponto. Nocantochão as melodias, rigorosamente homofônicas, estavam estreitamente vinculadasao texto. Na Renascença e Barroco, a melodia foi essencialmente polifônica. NoRomantismo, Wagner deu ênfase à diversidade de timbres, abrindo caminhos para amelodia de timbres de Schoenberg e Webern, que caracteriza as composições dasegunda metade do século XX.Merge: misturar eventos MIDI, preservando sua cronologia e seus conteúdos.Meter: métrica, indicação de compasso.Metrônomo: instrumento usado para marcar o andamento da música.Módulo Timbral: o mesmo que módulo de som. Existem vários tipos de módulos tim-brais. Dos mais baratos e populares são os encontrados nas placas de som dos compu-tadores multimídia. Por outro lado, existem módulos bem mais sofisticados, como é ocaso do Sound Canvas SC88 da Roland Corporation. Outros fabricantes, tais como: aYamaha, Korg, Kawai, Solton, etc., também fornecem módulos relativamente bons. Ummódulo timbral é um equipamento que possui internamente vários timbres de instru-mentos os quais podem ser acionados por um seqüenciador ou qualquer equipamentoMIDI. Cada instrumento musical possui um determinado timbre que o diferencia dos Glossário 255
  • outros. Uma nota lá de um piano e uma nota lá de um violão possuem a mesma fre-qüência. O que diferencia o som emitido por cada uma é o seu timbre, ou seja, a formade onda de cada sinal produzido pelo instrumento. Existem módulos monotimbrais emultitimbrais. Veja a definição neste glossário.Mouse: designação dada ao dispositivo do computador, que possibilita mover o cursore efetuar comandos sem o teclado.MTC: MIDI Time Code, implementação do SMPTE no formato MIDI.Multitimbralidade: é a capacidade de um módulo ou placa de som de poder tocarmais de um timbre diferente ao mesmo tempo. Como exemplo, podemos citar acapacidade de um módulo tocar uma peça completa de orquestra ou de uma banda.Nestes casos é necessário que muitos instrumentos soem ao mesmo tempo. Existemmódulos que possuem, por exemplo, 127 timbres diferentes, como é o caso do GR9 daRoland (pedaleira MIDI para guitarras). Apesar de ter vários timbres (127), ele só conse-gue tocar um timbre de cada vez (monotimbralidade), assim, é o ideal para ser utilizadocom uma guitarra MIDI (ou acoplado a um captador GK2A), mas não dá para utilizarcomo módulo de som de um seqüenciador. Não confunda multitimbralidade compolifonia (ver o termo no glossário).NNotação musical: sistema de escrita por meio de sinais convencionados, algarismos,letras e palavras que servem para indicar altura, duração e intensidade do som, ou,ainda, transmitir informações sobre o andamento e a interpretação da peça. A notaçãomoderna foi sistematizada por Guido DArezzo, no século XI, a partir do Neuma medie-val. Os principais sinais dispostos na pauta são as claves e as notas. Estas, em númerode sete, indicam a altura e a duração do som. A duração varia conforme a figura comque ela se apresenta: semibreve, mínima semínima, colcheia semicolcheia, fusa,semifusa. Nesta ordem, cada figura vale o dobro da seguinte. A altura da nota édeterminada pela posição que ocupa na pauta e pelos acidentes. Os algarismos, colo-cados ao lado da clave, indicam a divisão do compasso em tempos. As letras e palavras,em italiano, utilizadas pelos compositores a partir do século XVIII, servem para indicar,respectivamente, a dinâmica do som e o andamento e interpretação. Atualmente, estãosendo criados novos sinais para a música aleatória.OOboé: instrumento de sopro de palheta dupla da família das madeiras.Offset: margem inicial, compensação.Oitava: intervalo de sete graus, oitava nota da escala diatônica. De consonânciaperfeita, a nota superior da oitava possui exatamente o dobro de número de vibraçõesda inferior, confundindo-se, portanto, facilmente com o uníssono.Out: output; saída (de dados ou de sinal).Overwrite: escrever novos dados, apagando o conteúdo anterior.PPaleta: barra de Ferramentas contendo recursos de edição do programa.Pan: posição no estéreo.Partitura: forma de escrita simultânea de todas as vozes e instrumentos que compõemuma obra musical. Numa peça sinfônica, os instrumentos ficam dispostos da seguintemaneira: na parte superior, os instrumentos de madeira; ao centro, os de metal e depercussão; na parte inferior, as cordas. Num mesmo grupo, os instrumentos de vozmais aguda ficam acima dos demais.256 Computação Musical - Cakewalk 9
  • Paste: colar, inserir, recolocar eventos na seqüência.Patch: programa de som, timbre.Pattern: padrão melódico ou de ritmo, com um ou mais compassos.Pausa: sinal gráfico colocado sobre a pausa para indicar a ausência ou a interrupção dosom. Sua forma varia de acordo com o valor da figura que representa.Pauta: cinco linhas horizontais e paralelas sobre as quais ficam dispostos os sinais danotação musical. Surgiu no século X e seu uso foi sistematizado por Guido DArezzo,no século seguinte. É também chamada de pentagrama.Play: reproduzir, executar.Pizzicato: pinçado com o dedo ou cancelado por arco (Violino, Viola, etc.).Piano: instrumento de teclado ou indicação de dinâmica para suave.Playback: reproduzir, executar.Polifonia: é a capacidade de um módulo timbral de conseguir tocar mais de uma notamusical ao mesmo tempo. Assim, um módulo pode ter uma polifonia de 64 notas. Istoindica que o módulo pode tocar (soar) ao mesmo tempo 64 notas musicais. Nãoconfunda tocar com soar. Assim, enquanto uma nota estiver soando, você não podeutilizar toda a polifonia. Isto vai depender do pedal de sustain estar acionado e daduração da nota.Polirritmia: uso simultâneo de ritmos diferentes numa mesma peça musical. Emboracaracterística da música contemporânea, encontram-se exemplos célebres na músicabarroca e mesmo medieval.Politonalidade: uso simultâneo de duas ou mais tonalidades superpostas numa mesmacomposição. É uma técnica comum na música do século XX, encontrando-se muitosexemplos na obra de D. Milhaud. Ao emprego de duas tonalidades dá-se também onome de bitonalidade.Ponto de Aumento: colocado à direita da figura musical, aumenta o seu valor nametade.Port: porta de entrada/saída de dados; SMPTE.Presto: relativo ao Andamento musical. Muito depressa.Processamento: o ato de acrescentar efeitos em um sinal gravado, tais como:eliminação de ruídos, adicionar efeitos, equalizar, mudar tonalidade, etc.Program Change: evento MIDI que determine um número de programa de som(patch).Protocolo (de comunicação): forma de comunicação entre dois dispositivos quaisquer.Esse protocolo garante que quem está recebendo a informação entenda o que foienviado. Exemplo: As linguagens, como português e inglês, podem ser encaradas comoum tipo rudimentar de protocolo. Se uma pessoa não conhece o inglês, ela nãoentenderá nada do que outra pessoa disser nesta língua. Um protocolo padrão, como é ocaso do MIDI, é uma forma de comunicação que todo mundo entende.QQuantize: quantizar, ajustar a ocorrência das notas para os tempos predeterminados.Quarter-Note: semínima.Quiáltera: grupo de três ou mais notas de igual valor executadas no mesmo tempo emque seriam tocadas as notas relativas àquele tempo. É representada por um númerocolocado acima das notas. Glossário 257
  • RRalentando: é o ato de diminuir o andamento de um trecho musical gradativamente.RAM: memória de escrita e leitura.ROM: memória de leitura.Real - Time: tempo real, simultâneo.Real - Time Recording: gravação do que está sendo tocado.Record: gravar; registrar.Render MIDI to WAV: processo de transformação de arquivos MIDI em WAV.Replace: substituir.Reset: restaurar.Rest: pause de note.Reverb: efeito de reverberação.Rewind: retornar ao início da música.Ride Cymbal: prato de condução.Rim-Shot: aro da caixa da bateria.Ritmo: sucessão regular de tempos fortes e fracos, cuja função é estruturar uma obramusical. Tem existência independente, podendo prescindir da melodia. Na músicaocidental, os ritmos mais comuns são 2/4, 3/4 e 4/4 com 2, 3 e 4 acentos numcompasso respectivamente.Roll: rolar.Row: linha, fileira.SSave: salvar (no disco).Scrap Buffer: área de memória para descarte de eventos.Screen: tela do monitor de vídeo.Semitom: o menor intervalo utilizado na música ocidental até o início do século XX eque corresponde a 1/12 da oitava. No sistema temperado, dois semitons formam umtom.Setting: ajuste.Set Up: ajuste, configuração,Sharp: sustenido (#); denominação de sustenido na língua inglesa.Shift: deslocar; tecla alternativa do computador.Shortcut (key): tecla de atalho.Sintetizador: instrumento eletrônico que permite a produção e a modificação do sompor meio do controle de várias de suas propriedades: altura, intensidade e duração.Possui uma série de dispositivos eletrônicos por meio dos quais podem-se obter timbresde diversos instrumentos e outros que lhe são próprios. Foi criado na década de 1960para solucionar as dificuldades práticas enfrentadas pelos compositores de músicaeletrônica.Slur: ligadura.SMPTE: padrão adotado pela Society of Motion Picture and Television Engineering parasincronização de dispositivos de vídeo, cinema e áudio.Snap: resolução de movimento.Snare (drum): caixa, tarol.258 Computação Musical - Cakewalk 9
  • Som: vibração acústica capaz de despertar uma sensação auditiva. No plano dapercepção, caracteriza-se pela intensidade, altura e timbre, ligados às propriedadesfísicas da vibração acústica (nível, freqüência e espectro). O som musical é o que pro-vém de um corpo que, periodicamente, tendo um efeito estético, distingue-se do ruído.Sound Card: placa de som.Source: fonte, origem.Space-Bar: tecla (barra) de espaço do computador.Staccato: termo em italiano que indica que os sons devem ser executadosseparadamente um dos outros, ou seja, de maneira destacada.Staff: pauta, pentagrama.Step: passo.Step Recording: gravação passo a passo.Strength: força, intensidade.Strings: orquestra de cordas.Striping: gravar em fita magnética uma trilha com codificação de tempo.Style: estilo (musical).Sustenido: acidente musical que eleva a nota em um semitom.Sync: sincronismo; permite que um equipamento acompanhe com precisão oandamento de outro.TTarget: alvo, destino.Tecla: pequena alavanca existente nos instrumentos de teclado que, acionada pelodedo, provoca mecanicamente um som.Teclado: conjunto de teclas. Diz-se dos instrumentos que possuem teclas.Teclado Virtual: teclado imaginário criado pelo programa para facilitar o uso doprograma para pessoas que dominam conceitos básicos sobre o teclado.Template: quadro básico criado para ser usado como padrão.Tempo: é a unidade de duração determinada para dividir simetricamente a frasemusical. É uma parte do compasso.Thru: MIDI Thru; porta de saída de dados MlDI que ecoa os dados que entram pelaporta MIDI In.Tick: menor unidade de tempo de um seqüenciador; no Cakewalk, o padrão é 1 tick =1/120 de semínima.Tie: ligadura de note.Timbre: qualidade do som que permite distinguir sons de mesma altura produzidospor diferentes vozes ou instrumentos. A variedade de timbres depende do número edas intensidades dos diferentes harmônicos, bem como, na voz humana, da maneiracomo é emitido o som.Time Signature: indicação da métrica de compasso. Exemplo: 3/4, 4/4.Timebase: base de tempo; referência mínima usada para temporização e cronologia deeventos.Title: título da música.Tom1: denominação do intervalo entre dois graus conjuntos da escala diatônica,formado por dois semitons. O termo designa, também, o sistema ordenado dos sonsque formam uma escala, sendo, nesse sentido, tomado como sinônimo de tonalidade. Glossário 259
  • Tom2: tom-tom.Tonalidade: técnica de composição que se baseia num centro tonal harmônico.Sistema básico da música ocidental desde o século XVII até princípios do século XX, atonalidade está centrada na tônica, que assume um papel polarizador - ponto derepouso de toda a tensão da obra. A tonalidade pode ser maior ou menor, dependendoda escala sobre a qual a obra é construída: se a tônica for a nota dó, a tonalidade seefetua no plano do dó, maior ou menor. Os princípios da música tonal estão compre-endidos nas noções de harmonia e contraponto.Tools: ferramentas, recursos.Track: trilha, área da memória contendo eventos da seqüência.Transcrição: adaptação de uma peça musical, originalmente composta para determi-nados instrumentos, de tal forma que se preste à interpretação de outros instrumentosou vozes.Treble: agudos, clave de sol.Trêmulo: repetição rápida de um mesmo som ou de um mesmo grupo de sons.Trinado: ornamento, que no fim do século XVII, passou a ser empregado no final deuma cadência. Característico, sobretudo, da música do período barroco, consiste naarticulação rápida e alternada de duas notas consecutivas.Triplet: tercina, quiáltera de três.Tuplet: quiáltera.Type: tipo; digitar, escrever.UUníssono: execução simultânea de uma mesma nota ou melodia por váriosinstrumentos ou por várias vozes. As notas podem estar na mesma altura ou a umadistância de uma ou mais oitavas. O uníssono caracteriza o cantochão.Up: acima.Upper: superior.User: usuário.VVoz1: a multitimbralidade é muitas vezes referenciada como o número de vozes que uminstrumento reproduz ao mesmo tempo, assim, vozes e timbres são considerados comosinônimo na maioria dos equipamentos MIDI.Voz2: musicalmente, cada uma das partes de uma composição.WWeight: peso.Wheel: rode; normalmente e a denominação do pitch-bender wheel ou do modulationwheel, geralmente controles rotativos que atuam sobre a afinação e sobre o vibratorespectivamenteWhistle: assovio, apito.Whole (note): semibreve.Window: janela.Worksheet: área de trabalho.260 Computação Musical - Cakewalk 9
  • &Referências Bibliográficas BENNETT, R. Elementos Básicos da Música. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1990. BOOM, Michael. Music Through MIDI: Using MIDI to create your own electronic music system. Microsoft PRESS, Washington, 1987. LACERDA, O. Compêndio de Teoria Elementar da Música. São Paulo: Ricordi Brasileira, 1961. MACHADO, A. C.; et al.. Encore 4.2.1 & Band-in-a-Box 10: Arranjo, Seqüenciamento e Editoração de Partituras. São Paulo: Érica, 2001. MACHADO, A. C.; LIMA, L. V; PINTO, M. M. Finale 2001: Arranjo e Editoração de Partituras. São Paulo: Érica, 2001. MED, B. Teoria da Música. Distrito Federal: Thesaurus, 1980. MIDI Detailed Specification 1.0. International MIDI Association, 1983, 1991, 1994. RATTON, M. Criação de música e sons por computador: uma abordagem prática para a utilização do computador em aplicações musicais. Rio de Janeiro: Campus, 1995. ________. Guia Rápido para o Band-in-a-Box. Rio de Janeiro: Informus, 1998. ZAMACOIS, Joaquín. Teoria de la música. Barcelona: Editorial Labor, S.A.,v1, 1982.Sugestão de Leitura MACHADO, A. C. et al. Computação Musical: Encore 4.2.1 & Band-in-a-Box 10: Arranjo, Seqüenciamento e Editoração de Partituras. São Paulo: Érica, 2001. MACHADO, A. C.; LIMA, L. V.; PINTO, M. M. Computação Musi- cal: Finale 2001: Arranjo e Editoração de Partituras. São Paulo: Érica, 2001. TSCHICK, W.; DE PASCHOAL, F. Encore Básico: curso de notação musical. São Paulo: Érica, 1997. Glossário 261
  • &Marcas Registradas Cakewalk é marca registrada Twelve Tone Systems, Inc. Windows 95, Windows 98 são marcas registradas da Microsoft Corporation. Todos os demais nomes registrados, marcas registradas ou direitos de uso citados nesse livro pertencem aos seus respectivos proprie- tários.262 Computação Musical - Cakewalk 9