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Seminário virtual informática e sociedade

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  • 1. Seminário Virtual Informática e SociedadeSeminário Virtual Informática e SociedadeSeminário Virtual Informática e SociedadeSeminário Virtual Informática e Sociedade Allan José Alves Magalhães Andréa Amaral Franco Pinto Cintia Souza Sena dos Santos Fabrício Curvello Gomes Gisele Rodrigues Martins Juliana Ribeiro Peçanha Lillian de Menezes Teixeira Marcelo Magalhães Barbosa Renzo Verresch Mannarino Rodrigo Santos Pereira Roselane Cristina de Andrade Tatyany Gonçalves Silva Pereira Vinícius Santiago Martins
  • 2. Seminário Virtual Informática e SociedadeSeminário Virtual Informática e SociedadeSeminário Virtual Informática e SociedadeSeminário Virtual Informática e Sociedade 1. Apresentação 2. Os Quatro Pilares para a Educação do Século XXI 3. Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro 4. Arquitetura Pedagógica Baseada em Ação Didática Contextualizada 5. Estratégias e Políticas Educacionais 6. Referências
  • 3. 1. Apresentação1. Apresentação1. Apresentação1. Apresentação “Compreender o mundo de hoje dentro“Compreender o mundo de hoje dentro“Compreender o mundo de hoje dentro“Compreender o mundo de hoje dentro da perspectiva do pensamentoda perspectiva do pensamentoda perspectiva do pensamentoda perspectiva do pensamento complexo é uma necessidade decomplexo é uma necessidade decomplexo é uma necessidade decomplexo é uma necessidade de qualquer indivíduo em busca de suaqualquer indivíduo em busca de suaqualquer indivíduo em busca de suaqualquer indivíduo em busca de sua cidadania e um dever de todocidadania e um dever de todocidadania e um dever de todocidadania e um dever de todo educador do século XXI”.educador do século XXI”.educador do século XXI”.educador do século XXI”. 21 08 1321 08 1321 08 1321 08 13
  • 4. As tecnologias da informação e da comunicação que possibilitam o acesso ao ciberespaço (1) ampliam exponencialmente o universo de informações disponíveis, alterando de forma muito rápida e intensa a sociedade, a ciência, a economia, a religião, a política, a educação, enfim, todos os campos de criação e atuação humanas. Estas mudanças rápidas e constantes exigem competências, ou seja, conhecimentos, habilidades e atitudes, para atuar neste mundo globalizado, pautado pelo pensamento complexo, onde somente uma atuação crítica pode levar ao pleno exercício da cidadania. Cientes deste cenário facilmente constatamos que a educação atual tem um enorme desafio a vencer. Em 1999 a UNESCO, em seu papel de antever problemas educacionais de ordem global e identificar soluções compartilháveis, promoveu análises e estudos publicando o Relatório da Comissão Internacional sobre a Educação do Século XXI coordenado por Jacques Delors, que, por sua vez solicitou ao filósofo Edgar Morin reflexões para sistematizar esta educação do “futuro”, originando o livro “Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro”. (1) O ciberespaço é o mais novo local de "disponibilização" de informações possibilitado pelas novas tecnologias. Uma nova mídia que absorve todas as outras e oferece recursos inimagináveis, há algumas décadas. Trata-se de um espaço que ainda não se conhece completamente, cheio de desafios e incertezas, tanto na sua práxis, quanto em suas formulações filosófico e teóricas. Um espaço aberto, virtual, fluido, navegável. Um espaço que se constrói em cima de sistemas, e, por esse mesmo fato, é também o sistema do caos, como Lévy (2000) o caracteriza. Em http://www.dgz.org.br/jun07/Art_03.htm acessada em 17/08/2013.
  • 5. O “Relatório Delors” estabeleceu quatro pilares para a educação no Séc. XXI: • Aprender a Ser • Aprender a Conhecer • Aprender a Fazer • Aprender a Viver Juntos Morin elenca em os “Sete Saberes” as seguintes questões: • As Cegueiras do Conhecimento: o Erro e a Ilusão • Os Princípios do Conhecimento Pertinente • Ensinar a Condição Humana • Ensinar a Identidade Terrena • Enfrentar as Incertezas • Ensinar a Compreensão • A Ética do Gênero Humano
  • 6. Podemos pensar na seguinte estrutura paraPodemos pensar na seguinte estrutura paraPodemos pensar na seguinte estrutura paraPodemos pensar na seguinte estrutura para CCCCOMPREENDER O MUNDO DE HOJEOMPREENDER O MUNDO DE HOJEOMPREENDER O MUNDO DE HOJEOMPREENDER O MUNDO DE HOJE DENTRO DAS PESPECTIVA DO PENSAMENTO COMPLEXO:DENTRO DAS PESPECTIVA DO PENSAMENTO COMPLEXO:DENTRO DAS PESPECTIVA DO PENSAMENTO COMPLEXO:DENTRO DAS PESPECTIVA DO PENSAMENTO COMPLEXO: AÇÃO DIDÁTICA CONTEXTUALIZADA PILARES SABERES CONSENSO CONHECIMENTO RELEVANTE PROMOVE SE CONSTITUI SE ORGANIZA
  • 7. Um grande DESAFIO se estabelece:Um grande DESAFIO se estabelece:Um grande DESAFIO se estabelece:Um grande DESAFIO se estabelece: COMO DESENVOLVER UMA ARQUITETURA PEDAGÓGICA BASEADA EM AÇÃO DIDÁTICA CONTEXTUALIZADA Este Seminário Virtual busca construir propostas que viabilizem uma ação didática contextualizada tornando esta intenção realidade a partir do estudo e análise do Relatório Delors e dos Setes Saberes de Morin, tendo como produto a elaboração de um Documento Proposta com ações estratégicas e políticas educacionais que possibilitem o fortalecimento do papel do professor em um mundo globalizado e complexo mediado pelas tecnologias.
  • 8. (2) Em http://pt.wikipedia.org/wiki/Quatro_Pilares_da_Educa%C3%A7%C3%A3o . Acessada em 17/08/2013. Jacques Delors No relatório, editado sob a forma do livro: "Educação: Um Tesouro a Descobrir", organizado por Jacques Delors em 1999, se propõe uma educação direcionada para os quatro tipos fundamentais de educação eleitos como os quatro pilares fundamentais da educação: Aprender a Ser, Aprender a Conhecer, Aprender a Fazer e Aprender a Viver Juntos. (2) 2. Os Quatro Pilares da Educação para o Séc. XXI2. Os Quatro Pilares da Educação para o Séc. XXI2. Os Quatro Pilares da Educação para o Séc. XXI2. Os Quatro Pilares da Educação para o Séc. XXI
  • 9. Aprender a ...Aprender a ...Aprender a ...Aprender a ... SerSerSerSer ConhecerConhecerConhecerConhecer FazerFazerFazerFazer Viver JuntosViver JuntosViver JuntosViver Juntos Pilares da Educação para o Século XXIPilares da Educação para o Século XXIPilares da Educação para o Século XXIPilares da Educação para o Século XXI http://www.youtube.com/watch?v=ktTOxaZOtmM
  • 10. SerSerSerSer Aprender a ser é adquirir competências para conciliar situações novas e inesperadas num mundo em constante transição onde as informações chegam muito rapidamente. É trabalhar também aspectos sociais e intelectuais, criatividade e valores, caminhando para a elaboração da própria história. É concorrer para a interação, desenvolver o interesse pelo trabalho colaborativo em grupo e compreender a diversidade de seus componentes. É trabalhar para ter a personalidade melhor desenvolvida, a ponto de agir com cada vez maior capacidade de autonomia, de discernimento e de responsabilidade pessoal. É não negligenciar nenhuma potencialidade (memória, raciocínio, sentido estético, capacidade física, aptidão para comunicar-se, etc.), pois todas concorrem para a formação do ser.
  • 11. ConhecerConhecerConhecerConhecer Aprender a conhecer é sentir prazer no ato de descobrir, construir e reconstruir o conhecimento. É compreender que o processo de aprendizagem nunca está acabado, é estar preparado para aprender com todas as oportunidades oferecidas pela vida. É ser autônomo, curioso, criativo, reflexivo e ter visão crítica e analítica. É saber trabalhar a incerteza em todas as áreas do conhecimento.
  • 12. FazerFazerFazerFazer Aprender a fazer é desenvolver competências pessoais de forma a acompanhar as evoluções pelas quais a sociedade vem passando atendendo assim, as exigências de vida e do mundo do trabalho. É estar estimulado a buscar e construir o próprio conhecimento. No contexto da Educação Básica O objetivo principal é incentivar e desenvolver o trabalho em equipe estimulando a cooperação, a solidariedade e o respeito. Desenvolver o espírito cooperativo e de humildade na reelaboração conceitual e nas trocas são valores necessários ao trabalho coletivo. Ter iniciativa e intuição, gostar de uma certa dose de risco, saber comunicar-se, resolver conflitos e ser flexível são competências que precisam ser desenvolvidas desde muito cedo. No contexto da Educação Profissional Valoriza-se menos a ideia de que a qualificação profissional é uma coisa única, para se considerar mais a importância do desenvolvimento das competências profissionais. Assim, o saber técnico (conhecimento) se torna parte de um conjunto de outros fatores que são considerados para o desenvolvimento profissional. Dessa forma o conhecimento passa a ser visto como um fator a ser desenvolvido junto com as habilidades e conjugado com as atitudes. Assim, a tríade Conhecimento, Habilidade e Atitude forma o conceito de competência profissional. De acordo com o segmento profissional cada fator terá um determinado peso. Em segmentos industriais com atividades com foco de habilidades motoras (solda, mergulho, etc.) o peso da habilidade será elemento fundamental para esse profissional, assim como para um segmento que exija mais as atividades teóricas (administração, logística, etc.) o conhecimento será mais valorizado. As atitudes do indivíduo estarão presentes em ambas as situações.
  • 13. Viver JuntosViver JuntosViver JuntosViver Juntos Aprender a viver juntos é conviver em harmonia. É desenvolver a percepção do outro. É participar de projetos comuns, é sentir prazer no esforço comum. É ter interesse e reconhecer o valor do trabalho coletivo. É compreender a riqueza da diversidade e a complementariedade da diferença. É gerenciar conflitos. É reconhecer na colaboração a melhor forma de atuar no mundo.
  • 14. (3) Em http://www.conteudoescola.com.br/resenhas/89-resenha-os-sete-saberes-necessarios-a-educacao-do-futuro-edgar-morin. Acessada em 17/08/2013. Edgar Morin 3. Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro3. Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro3. Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro3. Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro Os sete saberes indispensáveis, enunciados por Morin, são eixos e, ao mesmo tempo, caminhos que se abrem a todos os que pensam e fazem educação e que estão preocupados com o futuro das crianças e adolescentes. (3) http://www.youtube.com/watch?v=Ta8M5ii06zs http://www.youtube.com/watch?v=xoB4RcBgnEE
  • 15. Ensinar a Condição HumanaEnsinar a Condição HumanaEnsinar a Condição HumanaEnsinar a Condição Humana Enfrentar as IncertezasEnfrentar as IncertezasEnfrentar as IncertezasEnfrentar as Incertezas Ensinar a CompreensãoEnsinar a CompreensãoEnsinar a CompreensãoEnsinar a Compreensão A Ética do Gênero HumanoA Ética do Gênero HumanoA Ética do Gênero HumanoA Ética do Gênero Humano SABERES TRABALHADOS PELO GRUPO B
  • 16. Ensinar a Condição HumanaEnsinar a Condição HumanaEnsinar a Condição HumanaEnsinar a Condição Humana Os Princípios do Conhecimento PertinenteOs Princípios do Conhecimento PertinenteOs Princípios do Conhecimento PertinenteOs Princípios do Conhecimento Pertinente Ensinar a Identidade terrenaEnsinar a Identidade terrenaEnsinar a Identidade terrenaEnsinar a Identidade terrena As Cegueiras do Conhecimento: O Erro e a IlusãoAs Cegueiras do Conhecimento: O Erro e a IlusãoAs Cegueiras do Conhecimento: O Erro e a IlusãoAs Cegueiras do Conhecimento: O Erro e a Ilusão SABERES TRABALHADOS PELO GRUPO A
  • 17. A Ética do Gênero HumanoA Ética do Gênero HumanoA Ética do Gênero HumanoA Ética do Gênero Humano O que forma uma sociedade é a interação entre indivíduos da mesma espécie, que vivem juntos e cooperam entre si. Morin estabelece a tríade indivíduo – sociedade – espécie como inseparáveis, em que dos desenvolvimentos individuais, comunitários e da espécie humana como um todo, surge a consciência. A partir dessa tríade, que forma um círculo, já que não se tem nenhuma das partes como início, meio ou fim, e sim como um complemento uma da outra temos a antropoética, que compreende o modo de vida através do pensamento humano, porém em concomitância com a incerteza. Como diz Morin “conhecer e pensar não significa chegar à verdade absolutamente certa, mas sim dialogar com a incerteza”. Os problemas da moral e da ética diferem da cultura e da natureza humana. Existe um aspecto individual, outro social e outro genético, de espécie. Algo como uma trindade em que as terminações são ligadas: a antropoética. Cabe ao ser humano desenvolver, ao mesmo tempo, a ética e a autonomia pessoal (responsabilidades pessoais), além de desenvolver a participação social (responsabilidades sociais), ou seja, a nossa participação no gênero humano, pois compartilhamos um destino comum. Tudo deve estar integrado para permitir uma mudança de pensamento, isto é, para que transforme a concepção fragmentada e dividida do mundo, que impede a visão total da realidade. Essa visão fragmentada faz com que os problemas permaneçam invisíveis para muitos. E hoje que o planeta já está, ao mesmo tempo, unido e fragmentado, começa a se desenvolver uma ética do gênero humano, para que possamos superar esse estado de caos.
  • 18. Ensinar a Condição HumanaEnsinar a Condição HumanaEnsinar a Condição HumanaEnsinar a Condição Humana Ensinar a condição humana compreende todos os saberes vivenciados diariamente, que, muitas das vezes, são incompreensíveis. Compreende saber-se parte da humanidade. É necessário que os educadores compreendam e reconheçam o valor dos saberes necessários para a educação para que sejam trabalhados processo educativo. Não é o conhecimento baseado em regras e informações que deve ser ensinado, mas sim experiências e vivências que possam nortear toda a vida. O conhecimento precisa ser contextualizado para fazer sentido, para ecoar no estudante, para ter significado e desta forma, poder efetivamente ser denominado conhecimento próprio do saber humano.
  • 19. Enfrentar as IncertezasEnfrentar as IncertezasEnfrentar as IncertezasEnfrentar as Incertezas “É preciso aprender a navegar em um oceano de incertezas em meio a arquipélagos de certezas”. (Morin) Isso significa desenvolver no aluno um olhar crítico e investigativo sobre os conceitos estabelecidos como verdades, em que tudo parece definitivo e conclusivo. Provocar a dúvida de forma a gerar o questionamento, promover a ruptura de conhecimentos finalizados e da certeza levando a novas descobertas. A educação precisa despertar a interrogação nos alunos. Como a incerteza é um sentimento presente em nossa vida constantemente, a educação precisa investir na aptidão para trabalhar com o inesperado, reformular conceitos e resolver problemas. A humanidade vem presenciando em diversos campos do conhecimento, uma ruptura da certeza provocada por imprevistos ou pelo aguçar da curiosidade humana gerando transformações, necessidade de novas investigações, do repensar de conceitos que até aquele momento eram tidos como definitivos. O conhecimento é resultado da leitura e interpretação da realidade que nem sempre contempla todos os aspectos na sua plenitude. A mesma incerteza que leva o homem a evolução, que permite o aperfeiçoamento das pesquisas com a presença das tecnologias em todos os campos do conhecimento, torna o conhecimento frágil.
  • 20. Ensinar a CompreensãoEnsinar a CompreensãoEnsinar a CompreensãoEnsinar a Compreensão O homem precisa compreender a si mesmo e quem está ao seu redor, pois, quando as diferenças são compreendidas a mente se abre à possibilidades e transforma as individualidades e grandes diversidades dos seres em preciosas contribuições para a sua constituição. A educação deve trabalhar o desenvolvimento da compreensão a fim de estimular esta mudança de mentalidade para que as relações humanas não cheguem ao estado de conflito por conta de particularidades, para que as diferenças se complementem e não se excluam, para que a visão se amplie gerando sempre algo maior, mais intenso, mais duradouro.
  • 21. 4. Arquitetura Pedagógica4. Arquitetura Pedagógica4. Arquitetura Pedagógica4. Arquitetura Pedagógica Baseada em Ação Didática Contextualizada.Baseada em Ação Didática Contextualizada.Baseada em Ação Didática Contextualizada.Baseada em Ação Didática Contextualizada.
  • 22. Alinhando Conceitos... Contextualização na Educação,Contextualização na Educação,Contextualização na Educação,Contextualização na Educação, de forma geral, é o ato de vincular o conhecimento à sua origem e à sua aplicação. A ideia de contextualização entrou em pauta com a reforma do ensino médio, a partir da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), de 1996, que orienta para a compreensão dos conhecimentos para uso cotidiano. Tem origem nas diretrizes que estão definidas nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), que são guias para orientar a escola e os professores na aplicação do novo modelo. De acordo com esses documentos, orienta-se para uma organização curricular que, entre outras coisas, trate os conteúdos de ensino de modo contextualizado, aproveitando sempre as relações entre conteúdos e contexto para dar significado ao aprendido, estimular o protagonismo do aluno e estimulá-lo a ter autonomia intelectual. Portanto, o novo currículo, segundo orientação do Ministério da Educação (MEC), está estruturado sobre os eixos da interdisciplinaridade e da contextualização, sendo que esta última vai exigir que “todo conhecimento tenha como ponto de partida a experiência do estudante, o contexto onde está inserido e onde ele vai atuar como trabalhador, cidadão, um agente ativo de sua comunidade”. A contextualização também pode ser entendida como um tipo de interdisciplinaridade, na medida em que aponta para o tratamento de certos conteúdos como contexto de outros. A ideia da contextualização requer a intervenção do estudante em todo o processo de aprendizagem, fazendo as conexões entre os conhecimentos. De acordo com o MEC, “esse aluno que estará na vanguarda não será nunca um expectador, um acumulador de conhecimentos, mas um agente transformador de si mesmo e do mundo”. Trabalhando contextos que tenham significado para o aluno e possam mobilizá-lo a aprender, num processo ativo, em que ele é protagonista, acredita-se que o aluno tenha um envolvimento não só intelectual mas também afetivo. Isso, de acordo com o novo currículo, seria educar para a vida. AAAArquiteturas Pedagógicas,rquiteturas Pedagógicas,rquiteturas Pedagógicas,rquiteturas Pedagógicas, partindo da concepção elaborada por Carvalho, Nevado e Menezes (2007, p.39), podem ser compreendidas como “estruturas de aprendizagem realizadas a partir da confluência de diferentes componentes: abordagem pedagógica, software, Internet, inteligência artificial, educação a distância, concepção de tempo e espaço”. Ou seja, são combinados os recursos tecnológicos com a visão pedagógica, sendo esta conjunção o elemento que fundamenta a arquitetura pedagógica. Para os autores (2005; 2007), pressupõe-se que as arquiteturas pedagógicas são viabilizadas pela convergência entre os paradigmas epistemológicos e as estratégias pedagógicas, acolhendo, assim, uma possibilidade de releitura dessas, demonstrando-se, mais receptivas à aprendizagem. Em http://www.nuted.ufrgs.br/arquead/aps.html acessado em 21/08/2013. Em http://www.educabrasil.com.br/eb/dic/dicionario.asp?id=55 acessado em 21/08/2013.
  • 23. Arquitetura Pedagógica Baseada em Ação Didática ContextualizadaArquitetura Pedagógica Baseada em Ação Didática ContextualizadaArquitetura Pedagógica Baseada em Ação Didática ContextualizadaArquitetura Pedagógica Baseada em Ação Didática Contextualizada Integrar recursos tecnológicos e visão pedagógica significa usar a tecnologia a serviço da educação e enxergar na tecnologia uma outra forma de ensinar e aprender. Uma ação didática contextualizada deve conceber a aprendizagem de modo a promover a compreensão dos conhecimentos para uso cotidiano dos aprendentes, estabelecendo um vínculo entre a origem e a aplicação do conhecimento. A organização curricular deve tratar os conteúdos de ensino de modo contextualizado, para tal, as tecnologias têm recursos que podem ampliar as possibilidades de aproveitar as relações entre conteúdos e contexto para dar significado ao aprendido, estimular o protagonismo do aluno e estimulá-lo a ter autonomia intelectual. As diferentes formas, fontes e recursos de informações disponíveis no ciberespaço podem enriquecer tanto a aprendizagem individualizada quanto colaborativa, ampliando a sala de aula no tempo (pois vai muito além do horário escolar, considerando o tempo presente e para além deste, possibilita “visitas” ao passado e ao futuro) e no espaço (pois extrapola os muros da escola, podendo chegar a qualquer lugar do mundo).
  • 24. Arquitetura Pedagógica Baseada em Ação Didática ContextualizadaArquitetura Pedagógica Baseada em Ação Didática ContextualizadaArquitetura Pedagógica Baseada em Ação Didática ContextualizadaArquitetura Pedagógica Baseada em Ação Didática Contextualizada Contextualizar pressupõe que “todo conhecimento tenha como ponto de partida a experiência do estudante, o contexto onde está inserido e onde ele vai atuar como trabalhador, cidadão, um agente ativo de sua comunidade”. Ponto de partida e não ponto de chegada. Tecnologias, em geral, potencializam a participação, ampliam as relações, favorecem reflexões, apresentam diversidade, abrigam conceitos e opiniões divergentes, possibilitam associações, etc. Não que seja o único meio, mas a tecnologia é instrumento poderoso, fonte de informação e recurso potencializador que municia, a quem dela faz uso. Somente com uma visão ampliada e reflexiva é possível atuar como um “agente transformador de si mesmo e do mundo”. Para tal é necessário uma ação didática contextualizada que parta do local para o global, do específico para o geral, do pessoal para o social, do simples para o complexo... “Trabalhando contextos que tenham significado para o aluno e possam mobilizá-lo a aprender, num processo ativo, em que ele é protagonista, acredita-se que o aluno tenha um envolvimento não só intelectual mas também afetivo. Isso, de acordo com o novo currículo, seria educar para a vida. Enfim, tecnologias podem ser usadas para despertar atitudes de mobilização e de engajamento; sentimentos de pertencimento e conhecimento; de forma a favorecer o protagonismo, traduzindo-se em vez e voz para os indivíduos.
  • 25. 5. Estratégias e Políticas Educacionais que5. Estratégias e Políticas Educacionais que5. Estratégias e Políticas Educacionais que5. Estratégias e Políticas Educacionais que Podem Fortalecer o Papel do Professor em um MundoPodem Fortalecer o Papel do Professor em um MundoPodem Fortalecer o Papel do Professor em um MundoPodem Fortalecer o Papel do Professor em um Mundo Globalizado e Complexo, Mediado pelas TecnologiasGlobalizado e Complexo, Mediado pelas TecnologiasGlobalizado e Complexo, Mediado pelas TecnologiasGlobalizado e Complexo, Mediado pelas Tecnologias
  • 26. Em um mundo globalizado e complexo, mediado pelas tecnologias o papel da educação, como um todo, e o papel do professor, em particular, precisam ser repensandos, revolucionados, reinventados buscando a eficiência (fazer corretamente) e a eficácia (fazer a coisa certa) rumo à efetividade (fazer o que tem que ser feito da maneira correta de se fazer). O que é o certo? Para quem é correto? O que tem que ser feito?O que é o certo? Para quem é correto? O que tem que ser feito?O que é o certo? Para quem é correto? O que tem que ser feito?O que é o certo? Para quem é correto? O que tem que ser feito? “Os Quatro Pilares da Educação para o Século XXI” de Jacques Delors e “Os Sete Saberes Necessários para Educação do Futuro” de Edgar Morin analisam estas questões e apontam caminhos na direção da formação integral do homem, no contexto de sua condição de eterno aprendiz, de construtor de si mesmo, de ser reflexivo e atuante no mundo, concorrendo para sua própria felicidade e para o surgimento de uma sociedade mais justa, democrática, responsável, sustentável, diversificada... Mas como?Mas como?Mas como?Mas como? Ainda não sabemos, mas abraçamos o desafio de sugerir ações estratégicas e políticas educacionais que, minimamente, fortaleçam o papel do professor. Segue...Segue...Segue...Segue...
  • 27. Ações estratégicas e Políticas EducacionaisAções estratégicas e Políticas EducacionaisAções estratégicas e Políticas EducacionaisAções estratégicas e Políticas Educacionais Promover uma discussão ampla e aprofundada sobre as tecnologias nas esferas públicas de educação, a ponto de tornar mais evidenciado, na Lei de Diretrizes e Bases da Educação, o uso das tecnologias no processo de ensino-aprendizagem. Instituir políticas públicas que garantam acesso mais democrático e igualitário às tecnologias educacionais, tanto para alunos como professores, considerando não só a aquisição de equipamentos, mas também o acesso à internet. Transitar no ciberespaço é o que realmente garante a inserção no universo digital. Adequar o currículo da Educação Básica. Morin cita a importância do ensino por disciplina, mas condena a falta de contextualização que há entre elas. Para que isso ocorra é necessário que, no processo de ensino, haja estímulo para fazer uma conexão do todo com as partes e vice versa. Promover um currículo mais voltado para o suporte das tecnologias no ambiente escolar. Reestruturar o currículo de formação do professor redirecionando o olhar para as tecnologias, possibilitando a reflexão e a ampliação de estratégias de ensino. Promover formações continuadas na área de tecnologias educacionais.
  • 28. Proporcionar formações contínuas ligadas ao avanço tecnológico-científico dos recursos e tecnologias educacionais. Desenvolver programas de incentivo à pesquisas nas áreas de educação e tecnologias visando a incorporação de práticas assertivas com impacto positivo na aprendizagem. Articular ações pedagógicas com incorporação das tecnologias da informação e comunicação e mídias, de modo a possibilitar a atuação do professor como mediador, favorecendo a criação de um ambiente de aprendizagem colaborativa em todos os níveis. Buscar a reformulação e organização do Projeto Político Pedagógico da escola de forma a incorporar as TIC e mídias no processo de construção do conhecimento. Contemplar um planejamento pedagógico que utilize as inúmeras possibilidades de presença das tecnologias no dia a dia da sala de aula, a fim de aguçar a curiosidade, interesse e motivação dos alunos. Incentivar a prática da pesquisa, pelo professor, para a utilização das tecnologias como suporte ao desenvolvimento das competências, de forma a favorecer o pensamento crítico e criativo do aluno nos diversos campos do conhecimento. Favorecer a autonomia, criatividade e ampliação de conhecimento (pesquisas, investigações, descobertas) com o auxílio das tecnologias.
  • 29. Investir o professor como o autor dos processos de construção do conhecimento, de modo a transformar a sala de aula num espaço prazeroso de investigação e experimentação, criando oportunidades para que o aluno possa descrever, refletir e depurar seus pensamentos e ações. Construir uma escola democrática, pois uma escola que exercita a gestão democrática tem maior possibilidade de atender com imparcialidade as demandas sociais. Estabelecer uma gestão que vislumbre o uso das tecnologias, no dia a dia escolar, de forma efetiva, viabilizando os recursos necessários para o bom trabalho do professor. Elaborar propostas pedagógicas voltadas para comunicação, adequadas a todos os envolvidos, possibilitando transformarem-se em colaboradores do processo educacional. Respeitar as diversidades, considerando as diferentes linguagens, culturas e ideologias existentes. Desenvolver a capacidade de alunos e professores em trabalhar com o inesperado, reformulando conceitos e resolvendo problemas. Desenvolver no aluno um olhar crítico e investigativo sobre os conceitos estabelecidos, em que tudo parece definitivo e conclusivo, provocando a dúvida de forma a gerar o questionamento, a ruptura de conhecimentos finalizados e da certeza levando a novas descobertas.
  • 30. Incentivar o trabalho interdisciplinar e a colaboração entre professores, de modo a favorecer, facilitar e enriquecer o processo ensino-aprendizagem. Zelar pela aprendizagem dos alunos, razão maior da educação, não deve nunca estar em “segundo plano” sob o risco da escola não cumprir sua missão. Cuidar do ambiente escolar em todos os seus aspectos (mobiliário, ventilação, iluminação, organização, limpeza, equipamentos, materiais, funcionalidade, acolhida, estética, etc.). Equipar escolas com recursos tecnológicos educacionais necessários, manter suporte necessário para a atualização dos recursos. Apoiar ativamente os profissionais da educação nas decisões de políticas públicas como parte integrante e responsável pelas transições a serem incrementadas. Valorizar o professor e sua formação, remunerando-o de forma digna. Implementar plano de carreira e proporcionar boas condições de trabalho para o professor.
  • 31. Para onde estamos indo?Para onde estamos indo?Para onde estamos indo?Para onde estamos indo?
  • 32. 6. Referências6. Referências6. Referências6. Referências http://www.youtube.com/watch?v=xoB4RcBgnEE http://www.youtube.com/watch?v=ktTOxaZOtmM http://www2.ufpa.br/ensinofts/artigo3/setesaberes.pdf http://www.educacional.com.br/articulistas/outrosEducacao_artigo.asp?artigo=artigo0056 http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=14470 http://www.educacional.com.br/articulistas/outrosEducacao_artigo.asp?artigo=artigo0056 http://educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/edgar-morin-307906.shtml# http://pt.wikipedia.org/wiki/Quatro_Pilares_da_Educa%C3%A7%C3%A3o http://www.conteudoescola.com.br/resenhas/89-resenha-os-sete-saberes-necessarios-a-educacao-do-futuro-edgar-morin http://professoretecnologias.blogspot.com.br/2010/06/midia-novas-praticas-de-ensino-no-mundo.html http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/midia-novas-praticas-de-ensino-no-mundo-globalizado/14354/ http://peadportfolio156767.blogspot.com.br/2010/01/o-que-e-arquiteturas-pedagogicas.html http://www.nuted.ufrgs.br/arquead/aps.html http://www.educabrasil.com.br/eb/dic/dicionario.asp?id=55