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Teorias fonologicas
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Teorias fonologicas

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  • O Modelo Estruturalista do desenvolvimento fonológico, defendido por Jakobson (1941), aponta o caráter universal das regularidades na ordem do desenvolvimento. Essa regularidade é baseada em uma hierarquia universal de leis estruturais. Ele defende a idéia de que a criança, na aquisição dos sons, adquire oposições e contrastes, e não sons individuais. O caráter universal do processo de aquisição da linguagem também foi defendido pela Teoria Cognitiva, representada por Chomsky (CHOMSKY; HALLE, 1968). O modelo cognitivo, apesar de ressaltar o papel ativo e criativo da criança nesse processo, não desconsidera as tendências fonéticas universais que regem a aquisição do sistema fonológico. Partindo do princípio de que a criança constrói seu sistema fonológico ativamente, formulando hipóteses manifestadas pelos processos fonológicos e de suas reestruturações mediante o contato com o sistema-alvo, a criança vai adquirindo pistas que facilitam seu desenvolvimento fonológico. Para que realize assimilações que tornem os segmentos mais próximos e mais parecidos, a criança começa a fazer generalizações no uso dos fonemas, através de traços comuns e traços distintivos. A partir dos contrastes presentes nas mais diferentes línguas, foi proposta a teoria dos traços distintivos, na tentativa de construir uma teoria fonológica universal (JAKOBSON; FANT, HALLE, 1952; CHOMSKY; HALLE, 1968). Mas, vale a pena esclarecer que esta teoria não deixa de enfatizar as diferenças individuais e, de certo modo, vem para complementar o modelo estruturalista. A teoria da Fonologia Natural tenta quebrar o ideal de universalidade, considerando as características gerais do desenvolvimento fonológico e apontando a possibilidade de variação individual, tanto no domínio segmental, quanto no domínio prosódico ou supra-segmental (STAMPE, 1973). A criança começa a usar estratégias, como uma tentativa de adequar as realizações do sistema-alvo ao seu sistema fonológico. Esse é o grande salto da Teoria da Fonologia Natural – o estudo dos processos fonológicos (STAMPE, 1973). Stampe (1973) foi o pioneiro no estudo dos processos fonológicos. Lamprecht (2004) se refere aos processos fonológicos como estratégias de reparo. Segundo ela, as crianças as adotam para facilitar a realização do sistema-alvo ao seu sistema fonológico. Elas substituem segmentos ou estruturas silábicas que ainda não dominam por aqueles que já adquiriram. Dentre os processos mais comuns, na aquisição fonológica normal, podem ser citados os de estruturação silábica e os de substituição, no nível silábico e segmental

Teorias fonologicas Presentation Transcript

  • 1. TEORIAS FONOLÓGICAS [email_address]
  • 2. MODELOS TEÓRICOS
    • MODELOS LINEARES OU SEGMENTAIS
    • Fala = combinação linear de segmentos ou conjunto de traços distintivos, com uma relação de um-para-um entre segmentos e matrizes de traços, com limites morfológicos e sintáticos.
    • MODELOS NÃO-LINEARES
    • Os traços são dispostos hierarquicamente em diferentes “ tiers ”. Podem estender-se além ou aquém de um segmento, ligar-se a mais de uma unidade, funcionar isoladamente ou em conjuntos solidários.
    • BISOL (2005)
  • 3. Fonologia Gerativa Standard
    • Chomsky e Halle (1968) - Sound Pattern of English. (SPE)
    • ‘ Estrutura subjacente’ (/S/)
    • ‘ Estrutura de superfície’ ([z])
    Regra: ‘ Antes de C [+voz]’
  • 4. Fonologia Gerativa Standard
    • Quais elementos fazem parte do sistema fonológico de uma língua.
    • Como se ‘gera’ uma determinada sequência fônica.
    • Como estão organizados os segmentos fonológicos e qual a representação das operações que subjazem à produção de um dado som ou sequência fônica.
  • 5.
    • Todo falante tem uma informação fonológica que congrega duas formas diferentes das unidades lexicais da língua:
      • uma representação fonológica, mais abstrata, subjacente, que só contém informação distintiva, e que estabelece a relação dos sons com significado;
      • uma representação fonética, que indica como a palavra é realizada, que isola as propriedades articulatórias e acústicas dos sons para a realização e a decodificação do sinal da fala.
      • N. fonético (escalas físicas)
      • Traços distintivos [sonoro]
      • N. fonológico (marcadores
      • classificatórios)
      • [+sonoro] ou [-sonoro]
  • 6. Teoria dos traços distintivos
    • Modelo Estruturalista  caráter universal das regularidades.
    • Regularidade - hierarquia universal de leis estruturais.
    • A criança adquire oposições e contrastes, e não sons individuais.
    • Adquire os contrastes que diferenciam as consoantes oclusivas das nasais (papai/mamãe) antes dos contrastes que diferenciam as fricativas e as líquidas.
  • 7.
    • Para que realize assimilações que tornem os segmentos mais próximos e mais parecidos, a criança começa a fazer generalizações no uso dos fonemas, através de traços comuns e traços distintivos.
  • 8.
    • Parte do nível fonológico para o fonético
    •   /  [‘  ]  [‘  ]
    • Regras fonológicas – ambiente, contexto
    • Classes naturais
  • 9.
    • Classes naturais, matriz fonológica e regras fonológicas
  • 10.
    • Chomsky e Halle, 1968: análises fonológicas passaram a utilizar como unidade mínima os traços distintivos.
    • Isso permitiu determinar as várias etapas do processo de aquisição, agrupar os segmentos em classes naturais e verificar que os segmentos que integram uma mesma classe apresentam um funcionamento muito semelhante.
  • 11.
    • Traços distintivos  propriedades mínimas de caráter acústico ou articulatório que de forma coocorrente constituem os sons da língua.
    • /k/ /g/
    • [+consonantal] [+consonantal]
    • [-coronal] [-coronal]
    • [-contínuo] [-contínuo]
    • [+posterior] [+posterior]
    • [-nasal] [-nasal]
    • [-sonoro] [+sonoro]
  • 12. Traços distintivos Quando aprendemos uma L2, somos surdos psiquicamente a todo o que não é distintivo na língua. Somos surdos funcionais. Cada língua caracteriza-se pelas oposições distintivas que definemseus sons. PERCEBER as oposições distintivas.
  • 13.
    • Traços de classes principais:
    • Silábico
    • Consonantal
    • Soante
  • 14.
    • Traços de cavidade:
    • Coronal
    • Anterior
    • Arredondado
    • Nasal
    • Lateral
    • Alto
    • Baixo
    • Posterior
  • 15.
    • Traços de modo de articulação:
    • Contínuo
    • Metástase retardada
    • Tenso
  • 16.
    • Traços da fonte:
    • Sonoro
    • Estridente
  • 17.  
  • 18.
    • NOÇÃO DE CLASSES NATURAIS
    • REDUNDÂNCIA
    • DOS TRAÇOS AOS PROCESSOS FONOLÓGICOS
  • 19.
    • Regularidades  regras que se aplicam a classes naturais
    • t d t,d
    • -soante -soante -soante
    • -contínuo -contínuo -contínuo
    • +coronal +coronal +coronal
    • +anterior +anterior +anterior
    • -met. ret. -met. ret. -met. ret.
    • -sonoro +sonoro
  • 20. Teoria da Fonologia Natural
    • Stampe (1973): processos = simplificações
    • Operações mentais inatas, universais e naturais
    • sabe – tabi
    • blusa – buza
    • lapis - lapi
  • 21.
    • No entanto, em casos como:
    • Vidro  vidu ~ viduru ~ virdu
    • Trator  tator ~ tarator ~ tartor
    • (redução de encontro ~ epêntese ~ metátese)
    • Evitar a sequência de duas consoantes
  • 22.
      • Lamprecht (2004)  estratégias de reparo.
    • As crianças substituem segmentos ou estruturas silábicas que ainda não dominam por aqueles que já adquiriram.
    Processos fonológicos
  • 23. Stampe (1973) Teixeira (1988) Hernandorena (1990) Yavas et al. (1990) Lamprecht (2004) Processos fonológicos
  • 24.
    • Processos de estruturação silábica (nível silábico):
    Epêntese brabo   Não realização da sílaba dormindo   Metátese verde   Apagamento de líquida inicial roda   Apagamento de líq. intervocálica borboleta   Reduplicação geléia   Apagamento de líquida final carne   Apagamento da fricativa final ônibus   Apagamento de síl. átonas bicicleta   Redução do encontro blusa  
  • 25. No nível Segmental: Não realização do segmento em onset simples sabonete   Substituição de não-lateral por lateral buraco   Semivocalização de líquidas cenoura   Posteriorização Sapato   Anteriorização queijo   Plosivisação Suco   Desvozeamento de obstruintes abre  
  • 26. Fonologia pós-SPE
    • Ainda processos que ‘geram’ determinadas sequências.
      • Fonologia autossegmental (1)
      • Geometria de graços (2) Fonologia métrica e prosódica (3)
  • 27. Dois modelos, duas funç ões
    • Geometria de traços
    • Modelo que pretende simular a organizaç ão das representações sonoras/fonémicas da língua (C e V).
    Representaç ão autossegmental Modelo que pretende representar os processos fonol ógicos que ocorrem numa dada l íngua (nasalização, assimilação, etc.)
  • 28. Fonologia autossegmental
    • Domínios de aplicação distribuídos em vários níveis autônomos mas inter-relacionados.
    • acento
    • sílaba
    • segmento
    • traço
  • 29. Geometria de traços e autossegmental - qual a ligaç ão?
    • A Fonologia autossegmental serve-se do modelo de organizaç ão da geometria de traços.
  • 30. Geometria de traços
    • Integrada na concepção autossegmental (níveis fonológicos autônomos mas inter-dependentes).
    • Os segmentos fonológicos são constituídos por uma estrutura interna organizada hierarquicamente .
    • Há traços que funcionam em conjunto ( assimilação de /s/, p.ex. ).
  • 31. Geometria de traços
    • Traços  hierarquia (árvore);
    • Clements (1985, 1991);
    • A hierarquia obedece a critérios específicos (nível de constrição);
    • Os traços estão em camadas e agrupados em nós classe (no final de 1 nó classe está um traço terminal).
    • Os nós dependem diretamente da raiz (o lugar que os traços mais importantes ocuparão, no topo);
    • A raiz está ligada a uma posição de esqueleto , que corresponde a uma unidade abstracta de tempo.
  • 32.
    • A estrutura arbórea possibilita expressar a naturalidade dos processos fonológicos que ocorrem nas línguas do mundo, atendendo ao princípio de que as regras fonológicas constituem uma única operação, seja de desligamento de uma linha de associação ou de espraiamento de um traço.
    • Conseqüentemente, a estrutura apresenta, sob o mesmo nó de classe, traços que funcionam solidariamente em processos. Portanto, os nós têm razão de existir quando há comprovação de que os traços que estão sob o domínio funcionam como uma unidade em regras.
  • 33.
    • X
    • R
    • B C
    • D E F G
    • a b c d e f g h
    Fiada do esqueleto Fiada da raiz N ós de classe N ós de classe N ós terminais
  • 34. A representaç ão das consoantes
    • Raiz [conson ântico ]
    • [soante]
    • Lar íngeo [lateral] [nasal] Cavidade Oral
    • [vozeado] PAC [contínuo]
    • Labial Coronal Dorsal
    • [anterior] [recuado]
  • 35. Representaç ão das vogais
    • Raiz [conson ântico ]
    • [soante]
    • Lar íngeo [lateral] [nasal] Cavidade Oral
    • [vozeado] Vocálico [contínuo]
    • PAV Altura
    • Labial Dorsal [alto] [baixo]
    • [arredondado] [recuado]
  • 36.  
  • 37.
    • Assimilação - espraiamento de traços de um nó de classe para outro, ou de um traço para outro nó.
    • [r] [i]
    • raiz raiz
    • Laríngeo Laríngeo
    • [+sonoro] Cavidade Oral [+sonoro] [-nasal] Cavidade Oral
    • [-nasal]
    • Ponto de C [+contínuo] Ponto de V Abertura
    • [+coronal]
    • [+anterior] [-labial] [+coronal] [-dorsal] [-aberto]
    + soante + aproximante - vocóide + soante + aproximante + vocóide
  • 38. Análise por restrições - OT
    • Constraint-based approach
    • Considera que o input e o output são mediados por um conjunto de restrições e não de regras, e que as etapas do desenvolvimento fonológico são vistas como o processo de aquisição da hierarquia de restrições que configuram a sua língua materna (PRINCE e SMOLENSKY, 1993; MCCARTHY E PRINCE,1993; ARCHANGELI E LANGENDOEN, 1997).
  • 39.
    • Todas as manifestações fonéticas são resultado do ranqueamento de restrições, não como resultado da aplicação de regras. Não há, portanto, estágios intermediários entre input e output.
    • A gramática na OT são as restrições universais ranqueadas em uma determinada hierarquia.
  • 40.
    • GU  restrições universais  ranqueamento/hierarquizadas, a depender de cada língua, podendo ser violadas .
    • Serial = a criança aprende das regras da língua
    • OT = a criança aprende a hierarquia das restrições
    • Formas de output tendem a ser geradas pelo conflito entre restrições de marcação e restrições de fidelidade
  • 41. Princípios básicos da OT:
    • (1) Universalidade , que afirma a existência de restrições fornecidas pela Gramática Universal (revelando-se, portanto, um modelo gerativo);
    • (2) Violabilidade , as restrições são violáveis, porém tais violações são mínimas;
    • (3) Hierarquização ou ranqueamento , as restrições são hierarquizadas com base nas linguas particulares. A noção de violação mínima é definida em termos desse ranqueamento;
    • (4) Inclusividade , candidatos a output -ótimo são avaliados segundo tal hierarquia;
    • (5) Paralelismo , o output é calculado tendo por base a hierarquia inteira e todos os candidatos.
  • 42.
    • Restrições de marcação
    • (a) sílabas têm de ser abertas (NOCODA)
    • (b) sílabas devem ter ataques (ONSET)
    • (c) sílabas não podem ter margens complexas (*COMPLEX).
    • De fidelidade
    • (i) MAX-IO (MAXimalidade Input - Output ): não apague
    • (ii) DEP-IO (DEPendência Input - Output ): não insira
    • (iii) IDEN(F): não mude os traços
    • (iv) LIN (Linearidade): não inverta
  • 43.
    • INPUT
    G E N Cand.a Cand.b Candi.c Cand.d … E V A L *! *! [d] *! [c] *! *! [b] * [a] R1 >> R2 >> R3 /input/
  • 44.
    • A fonologia da criança passa a ter o mesmo modelo e o mesmo quadro de restrições da do adulto. Esse enfoque diferencia-se da TFN de Stampe (1973), pois a criança não precisa mais suprimir processos, deixar de aplicar determinadas regras, ou, ao contrário, aplicar certas regras para que sua fonologia atinja a forma alvo.
  • 45.
    • Adquirir uma língua  ranquear restrições que compõem a GU.
    • Ranqueamento gradual
    • As diferentes hierarquias apresentadas pela criança correspondem aos diferentes estágios de desenvolvimento.
    • Demoção de restrições
  • 46.
    • Demoção  deslocar uma restrição para uma posição mais baixa na hierarquia, implicando uma operação de reordenamento de restrições.
    • Hierarquia inicial = H0 {R1, R2, R3, R4}
    • Hierarquia inicial = H0 {M}>>{F}
    • O aprendiz sabe qual é o alvo, mas ainda não sabe a hierarquia para chegar até lá.
    Algoritmo de aprendizagem
  • 47. Tableau para evitação de coda na aquisição da fonologia *! *! [’tli.gu] *! [’tri.gu] *  [’ti.gu] MAX No complex onset IDENT Input /trigo/ *! [ka.’ra.ni] *  [’ka.ni] *! [’kah.ni] MAX Nocoda DEP-IO Input /kaRne/
  • 48.  
  • 49.  
  • 50.
    • Um caso de substituição de líquidas:
    *  ‘ ka.lu *! ‘ kau *! ‘ ka.ru IDENT-IO (lateral) MAX-IO *[-lateral] /karo/
  • 51.
    • Um caso de anteriorização de palatais:
    *[+anterior]     IDENT-IO MAX-IO *[-anterior] /  /
  • 52. FUNDAMENTOS PARA ANÁLISE FONOLÓGICA
  • 53. COLETA DE DADOS
    • Instrumentos
    • Repetição
    • Nomeação
    • Fala espontânea
    • ABFW, AFC, ERT...
    • Gravação
    • Transcrição na folha de registro
  • 54. AFC - YAVAS
  • 55.  
  • 56.
    • Análise fonética - descrição detalhada e informa sobre as habilidades e as restrições do mecanismo de sua produção.
    • Análise fonológica - interpretação de como os recursos fonéticos estão sendo usados.
    • (MOTA, 2001)
  • 57. Bases de análise
    • Descrição fonética
    • Análise contrastiva
    • Análise por traços distintivos
    • Análise por processos
    • Análise por restrições
    • Fatores não-fonológicos na avaliação
  • 58. DESCRIÇÃO FONÉTICA Nome: Idade: Data da coleta: feio   10 como é   9 esqueci  S   8 também  N  N   7 prende  N   6 com a  N/   5 faço   4 flor  R   3 quem  N   2 celular  R /  1 PALAVRA FONOLÓGICA FONÉTICA No.
  • 59. Do AFC
  • 60.  
  • 61.  
  • 62. ANÁLISE CONTRASTIVA
    • Comparação do sistema da criança com o padrão.
    • 4 fichas (2 de descrição fonética e 2 de análise fonológica)
      • FICHA DF-1
      • FICHA DF-2
      • FICHA AC-1
      • FICHA AC-2
  • 63. ANÁLISE DE TRAÇOS DISTINTIVOS
    • Metodologia quantitativa (MCREYNOLDS E ENGMANN, 1975)
    • Metodologia bidimensional (HERNANDORENA, 1988)  + FICHA TD
    • Vantagens terapêuticas
  • 64.
    • Keske-Soares (2001): os traços distintivos apresentam implicações quanto à estruturação do sistema fonológico, pois determinam as oposições, regem as regras fonológicas, morfofonêmicas e seqüenciais.
    •  Identificação exata da alteração fonológica que uma criança apresenta.
  • 65.
    • A importância da análise por traços distintivos reside no fato de que os erros em segmentos diferentes podem ser descritos em termos de um único padrão de traço distintivo (LEONARD,1997).
  • 66. Procedimentos para análise por processos fonológicos
    • FICHA PF-2a
    • FICHA PF-2b
  • 67. Caso Clínico 1
    • Nome: Jose Jerônimo
    • Idade: 6 anos
    • De acordo com a tia, a troca é bem específica, do /Z/ pelo /z/, como no caso de Jerry , que ele sempre chama ['zEhI].
    • Pouca estimulação da linguagem e atraso.
    • Quando começou a falar, ninguém entendia sua linguagem, no entanto a irmã mais velha “traduzia”.
    • Além disso, foi destacada a superproteção, já que ele é o “rei da casa”.
    • Trocou muito de escola e que estuda francês desde bem pequeno.
  • 68. Abajur  R   28 Jajá   27 Roxo   26 Geléia   23 Jacaré   22 Mochila   * 21 Prato   16 Janela   14 Jaca   13 Jerry   12 Queijo   11 Feijão  N   9 Jogo   5 Chapéu   4 Cachorro  k   3 João  N   2 Igreja  /  1 FORMA GRÁFICA FONOLÓGICA FONÉTICA
  • 69. Objetivos
    • Propiciar a sensibilização e a propriocepção dos traços distintivos dos fonemas;
    • Favorecer a produção das fricativas palatais  e  em contextos fonológicos favorecedores;
  • 70.  
  • 71. Estratégias
    • Vogais altas /i/ e /u/ favorecem a produção de fonemas coronais e palatais, respectivamente.
    • Importância de ser relevado esse aspecto na facilitação do desenvolvimento do sistema fonológico.
    • Estratégia – africadas /  / e /  /
  • 72. Caso Clínico 2
    • Paciente M.B., 5 anos, sexo feminino, chega à clínica acompanhada da mãe, com queixas relacionadas a trocas de sons na fala. De acordo com a mãe, sua maior dificuldade está nos fonemas /r/ e /  /.
  • 73.  ã  Lama   Nata    Machado    Jacaré   Chuva   Zero   Selo   Vinho    Foguete   Gato    Cortina   Doce [ti   Tigela  ã’de  Bandeja    Peteca Transcrição Vocábulo    Nariz   Porco    Pastel   Flauta   Clube   Bloco   Plástico   Fraco   Grosso   Cravo   Droga    Travessa   ã  Branco   Carro    Abelha    Borracha    Raposa    Alface   Prego  õ  Ônibus
  • 74. Caso Clínico 3
    • Criança de 6a8m apresenta trocas do tipo:
    • [+son.]  [-son.] (desvozeamento de obstruintes)
    • [+cont.]  [-cont.] (plosivização)
    • Ex.: a’t  lu ‘t  ta’t  la
    • u ta’p  w ‘ta mi’nina ‘  a’tu
    • Quais as estratégias terapêuticas? Qual a hierarquia?