Costa de Caparica minha desconhecida
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Costa de Caparica minha desconhecida

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  • Êxodo
  • Arquitectos do século 19
  • Hoje em dia existe uma boa planificação de urbanismo
  • No restauro do Convento
  • A história da Viradela dos Onze E a inscrição da mais antiga data na Costa de Caparica
  • A única zona verdadeiramente agrícola do Concelho de Almada
  • Brasil, Cabo Verde, São Tomé, Angola e Índia
  • As Diversas Instituições de apoio e solidariedade

Costa de Caparica minha desconhecida Costa de Caparica minha desconhecida Presentation Transcript

  • 6ª UFCD
    • STC - MODELOS DE URBANISMO E MOBILIDADE
    • Profs: Gabriela e Carla
    • CLC – CULTURA DE URBANISMO E MOBILIDADE
    • Profs: Isabel e Silvestre
    • CP – TOLERÂNCIA E MEDIAÇÃO
    • Profs: Paula e Armando
  • COSTA DE CAPARICA QUE EU DESCONHECIA
    • Numa pequena povoação risonha e sobranceira ao mar, a meio caminho entre Almada e o Oceano por cima da falésia ao Sul do Tejo, vivia uma pobre velhinha esfarrapada com um corpo magro e diminuído pelos anos. Arrastava-se com dificuldade envolta da sua capa remendada num xadrez caprichoso e multicolor. Chamavam-lhe bruxa e avarenta, sendo com frequência escorraçada e recusavam-lhe a esmola com enfado, sendo suposto possuir muito dinheiro escondido, não se sabia onde, tendo vivido anteriormente com abastança e que possuía bens segundo a descrição da vizinhança. Nunca faltou à missa, caminhando entre montes e vales, ficando encolhida a um canto, embrulhada na capa a pesar-lhe sobre os ombros. Ao voltar, devagar e vergada com o peso dos anos, e pacificamente pedindo sempre estranhando a sua prolongada ausência, as gentes do lugarejo foram procurá-la na humilde cabana onde habitava, sendo encontrada morta e o seu corpo envolto na capa que usava ao longo dos anos. Com admiração de todos, a seu lado encontrava-se uma carta para EL-REI. Perante surpresa do soberano, a pobre velha legava-lhe a capa, mediante promessa de se proceder à construção duma igreja no povoado. Surpreendido com o peso da oferenda, este mandou rasgá-la começando a cair do seu forro uma grande quantidade de dobrões em ouro.  Depois do desejo cumprido, ainda sobrou fortunas, daí terem surgido várias povoações com o sobrenome de CAPA-RICA.
  • Elementos Típicos Herdados
    • Embarcações Típicas
    • Os Saveiros (Meia Lua)
    • O Olho, pormenor ornamental, símbolo duma divindade Deusa Egípcia.
    • Trajes Típicos oriundos das tricanas
  • OS SAVEIROS E AS REDES
    • Os saveiros tipo meia lua, sulcavam as águas, imponentes, com a força de braços de oito remadores, instruídos pelo arrais sentado na popa , de frente para o mar.
    • As redes essas eram feitas pelos próprios pescadores, e depois da safra, espraiavam-se pelo areal para secarem. Por vezes eram tingidas com a casca das acácias cozidas, para melhor resistência, e tonalidade.
  • OS TRAJES TRADICIONAIS
    • O MESTRES: Calça e colete, bota fina e jaqueta.
    • CAMPANHA: calçado leve, calça e boné ao alto, camisa aos quadrados.
    • OS RESTANTES: camisa aos quadrados, pé descalço, calça arregaçada, barrete preto, com borlas farfalhudas, as mulheres com tamancas, saias rodadas, e lenços na cabeça.
  • Os Pescadores
    • De braços queimados e ressequidos pelas águas, cabelos secos e grisalhos, testa franzida, rostos duros e rijas barbas, olhos de noites sem dormir, e de ar desconfiado.
    • À espera do próximo golpe do mar, luta ansioso pela chegada ao areal, onde está o seu coração e o espera a família.
    • Quando a pesca era farta o “Homem do Búzio” corria a vila a anunciar a boa nova, e logo os cabazeiros corriam a ajudar ao transporte do pescado.
    • Os primeiros povoadores da Costa de Caparica:
    • MIGRAÇÕES SAZONAIS
        • Pescadores migrantes de Ílhavo (Aveiro)
        • Pescadores migrantes do Algarve
    Exôdo Rural
    • As primeiras habitações eram em colmo e madeira
    • Em 1800 foi erguida a primeira casa em Alvenaria, A CASA DA COROA, casa onde se instalou D. João VI rei do Brasil.
    Urbanismo de Ontem
    • ANDO
    • Cansado, esgotado, enervado, Irritado
      • Com os problemas do meu reinado
      • … e a Carlota Joaquina
      • Que é muito mais nova…
      • Sempre a exigir, a pedir
      • A pôr-me à prova
      • QUERO
      • Descansar, sossegar, repousar,
      • lá longe
      • Pr’a além do mar,
      • Espera-me o Brasil,
      • De riquezas mil.
      • Deixem-me ainda ficar, mais uns tempos a gozar
      • E descansar no meu Portugal, do Gama e Cabral,
      • É que às vezes sou bruto, mas sou liberal
    • ADORO
    • petiscos, mariscos, pexe assado, grelhado
    • caldeiradas bem regadas temperadas e apaladadas.
    • Mas em boa companhia com muito vinho e alegria
    1825 – Levem-me à praia da Sobreda
  • Bairro Costa Pinto (1890) Bairro 15 (1900) Bairros Sociais 1940 2009 2009
  • BAIRRO COSTA PINTO
    • Bairro destinado ás gentes do norte (Ílhavo)
  • Termos construtivos
    • Casas construídas em Alvenaria.
    • Substituição dos pavimentos em madeira por lajes. (evitando os incêndios)
    • Telha de canudo ou telha Marselha em barro. (substituindo o Colmo)
    • Soleiras e ombreiras (raras) em mármore ou granito português natural.
  • BAIRRO 15
    • Bairro para as gentes do sul
    • Imagem actual do Bairro.
    • O Bairro é unicamente uma Rua, daí ser conhecido por Rua 15.
    • As casa são bastante pitorescas e a distância entre elas chega a ser de 30 cm.
  • Homenagem ás gentes da Costa
    • Por toda a Costa são bem visíveis as rua com os nomes do vários habitantes do local.
    • Urbanismo antes e depois.
    • Urbanismo irracional
    • Subdesenvolvimento da Caparica
    • A POLIS.
    • Modelo Arquitectónico inicial
    • Modelo Arquitectónico Actual
  • A Degradação da Costa de Caparica
  • A Degradação da Costa de Caparica
  • Casas de Praia anos 60 - 70
  • Bairro dos Pescadores Anos 60 Bairro Campo da Bola Anos 70 Bairro Santo António Bairro Santo António 2009
  • BAIRROS DE LATA DA ACTUALIDADE
  • O 2º Torrão da Trafaria
  • Oferta Turística
  • HOTEL PRAIA DO SOL
    • O 1º hotel da Costa de Caparica, e o 1º existente ao sul do Tejo, construído em 1934, por Manuel Agro Ferreira, Politico, homem empreendedor, e poeta também.
  • Residencial Mar e Sol
    • Residência Fundada em 1927, sendo uma das primeiras residenciais da Costa de Caparica.
    • UTÓPIA OU NÃO?
      • O Futurista Arquitecto Cassiano Branco nos anos de 1930 projectou este aspecto para a Costa de Caparica.
      • Qual Le Corbusier, ou o utópico Arq. António Sant’Elia!!! Ambos do inicio do Século IXX.
  • NOVO URBANISMO
    • Aldeia dos Capuchos
    • Execução de todas as infra-estruturas.
    • Arranjos exteriores, Arruamentos. Asfaltos, lancis, e calçadas.
    • Esgotos, águas Domesticas e pluviais.
    • Electricidade, e comunicação.
  • Hotel Meliâ da Aldeia dos Capuchos
  • TERMOS CONSTRUTIVOS
    • Alvenaria, Lajes ou placas
    • Cantarias em pedras nobres polidas ou bujardadas.
    • Vidros Térmicos e perfis em PVC
    • Cerâmicas
    • Esculturas em Ferro
  • Património Cultural Escudo das Armas dos Távoras Símbolo da Ordem de S. Francisco Convento dos Capuchos Edificado em 1558 por Lourenço Pires de Távora Com o Terramoto de 1755 ficou neste estado
  • TERMOS CONSTRUTIVOS
    • Construção composta de paredes de pedra unidas por uma argamassa de areia, barro e cal.
    • Utilização de pedra mármore, natural não polida.
    • Caixilharia em madeira maciça em duas folhas ou em Guilhotina.
    • Emoldurada total ou parcialmente por pedra natural.
  • Escudo das Armas dos Távoras Símbolo da Ordem de S. Francisco Adquirido pela C.M.A. Em 1950, reabre remodelado em 1952
  • Elementos de Modernização Elementos em ferro Calçada Portuguesa Revestimentos em conchas e azulejos
  • Igreja Nossa Senhora da Conceição 1946 Edificada em 1880 e custeada por João Inácio da Costa (imigrante)
  • Igreja Nossa Senhora da Conceição 2009
  • TERMOS CONSTRUTIVOS
    • Paredes de Alvenaria
    • Betão Armado
    • Pedras naturais
    • Madeiras maciças
    • Telha Lusa
    • Janelas de guilhotina
    • Perfis de alumínio
    Janelas de guilhotina Telha Lusa
  • Festas e Romarias
    • Festas da Cidade (Janeiro / Fevereiro)
    • - Festas dos Santos Populares (Junho) - Feira do Artesanato (Julho / Agosto) - Feira do Livro (Julho / Agosto) - Concurso da Caldeirada Pescador (Janeiro / Fevereiro)
    • - Feira de Artesanato (3º e 5º Domingo de cada mês e feriados)
  • O Cruzeiro do Cemitério data de 1780
  • A Viradela dos Onze
    • A 12-12-1929, O maior de todos, a embarcação o «Pensativo», voltava para terra quando um enorme vagalhão o virou, com os seus vinte a um homens a bordo. Destes, só dez conseguiram salvar-se. Os outros onze foram dando à terra, nos dias que se seguiram, com excepção de um que nunca apareceu.
  • Esculturas Existentes
    • Monumento aos Pescadores do escultor Pé Curto
    • Símbolo á Costa “Tocar o Sol” do escultor Quintino Sebastião
  • Tradições Gastronómicas
    • O povoamento híbrido de gentes vindas de Ílhavo e do Algarve, foi criando uma cultura própria e nasceu uma culinária genuína, especialmente baseada nas dádivas do mar e nos mimos das hortas das terras da Costa. 
    • Os ingredientes utilizados são simples, pouco elaborados e de custo reduzido, atendendo ás dificuldades financeiras que a população originária apresentava.
    • Área de Paisagem Protegida
    • Condicionalismos Ecológicos na Agricultura.
    • Área de Elevada Fertilidade Natural
      • Clima (Mediterrânico)
      • Níveis Freáticos
      • Solos Arenosos
      • Fertilidade Natural comprovada.
  • Fluxos Migratórios da Actualidade
  • Intervenção Plural
  • Colectividades e Associativismo
  • Administração e Segurança no Território
  • Cova do Vapor
  • Cova do Vapor Vanguardista?
    • O Aeroporto do Bugio ???
  • Património Botânico na Cova do Vapor
  • Pé Canhão – amante incondicional da Costa de Caparica Uma das lojas mais castiça de toda a Costa de Caparica
  • A PRAIA DE CAPARICA
    • A praia de Caparica
    • Não é uma praia pobre
    • Como disse alguém um dia;
    • -Lembra uma dama afastada
    • Do convívio da cidade
    • Mas dama com “senhoria”
    • É simples. Não tem aquela
    • Pretensão de praia chic;
    • Mas tem a amplidão do azul,
    • E a graça de quem não gosta
    • Da moderna coquetice…
    • -É bela sem senão,
    • E é linda sem ter tolice,
    • Convive mais a miúdo
    • Com pescadores. E é vê-los
    • Na faina triste das ondas
    • Arriscando a própria vida
    • Com vibrante valentia!...
    • Não!-
    • A praia da Caparica
    • Não é uma praia pobre
    • Como disse alguém um dia.
    • Aqui o mar tem magia,
    • Canta e ri de outra maneira,
    • Tem mais encanto, é mais forte;
    • E até nas horas amargas
    • Parece compadecer-se-
    • Depois de ter dado a morte…
    • E elas, as mães ou as noivas,
    • Mutiladas pela dor
    • E na dor desfalecidas
    • São obrigadas a amá-lo!...
    • -Sepulcro de tantas vidas!
    • “ António Botto ” - Caparica 24-09-1931
  • F I M
    • ANA PAULA MARQUES
    • 03 DE FEVEREIRO DE 2010
    • OBRIGADA