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Slides planejamento escolar

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  • 1. Planejamento Escolar Orientadora de Estudo: Ananda Lima
  • 2. Por que planejar o ensino? Precisamos planejar para fazermos escolhas coerentes, organizar nossas rotinas, ter nossos objetivos delimitados, saber aonde queremos chegar e o que precisamos ensinar aos nossos alunos.
  • 3. E o currículo? O documento curricular constituise de orientações que podem reger o trabalho do professor. Por isso, influencia no planejamentos e nos processos de mediação dos professores.
  • 4. Quando as aulas são bem planejadas, os estudantes se envolvem muito mais. Contudo, isso não quer dizer que devamos nos preocupar apenas com o planejamento das atividades, mas sobretudo com nossas posturas, os modos de mediação e à capacidade de explicar e dialogar com nossas crianças, pois a melhoria da prática pedagógica envolve, por um lado, a ampliação contínua dos conhecimentos, mas também o desenvolvimento de modos de interagir com nossos alunos.
  • 5. É interessante que os professores planejem atividades permanentes que favoreçam o interesse e crescimento de seus alunos. Uma sugestão é realizar uma ou duas vezes por semana a Hora do Conto na biblioteca. Vieira e Fernandes argumentam que “por ser a escola, às vezes, o único espaço onde algumas crianças terão oportunidade de acesso a livros, é importante favorecer este acesso e procurar conhecer bem o acervo da biblioteca escolar”.
  • 6. Sequências Didáticas Outra forma de organizar o trabalho pedagógico são as sequências didáticas ou atividades sequenciais, que são as situações em que as atividades são dependentes umas das outras e a ordem das atividades é importante. Por meio das atividades didáticas, um mesmo conteúdo pode ser revisitado em diferentes aulas, de modo articulado e integrado.
  • 7. Desafio para os professores A criança em fase de alfabetização precisa vivenciar a leitura, a produção de texto escrito, a produção e compreensão de textos orais e a apropriação do Sistema de Escrita Alfabética como práticas relevantes e interessantes. Para isso, o professor deve organizar o trabalho didático levando em conta os textos que circulam entre diversos grupos sociais, no dia a dia.
  • 8. Segundo proposta dos cadernos... É importante tomarmos quatro eixos da Língua Portuguesa como direcionadores no processo de alfabetização: leitura; produção de texto escrito; oralidade ; e análise linguística, incluindo a apropriação do Sistema de Escrita Alfabética - SEA.
  • 9. A leitura A leitura envolve a aprendizagem de diferentes habilidades, tais como: o domínio da mecânica que implica na transformação dos signos escritos em informações, a compreensão das informações explícitas e implícitas do texto lido e a construção de sentidos. As referidas habilidades inter-relacionam-se e não podem ser pensadas hierarquicamente.
  • 10. Ler para nossos alunos é prática para despertar o gosto e o desejo pela leitura. fundamental Quando lemos o texto escrito para nossos alunos, permitimos que eles apreendam aspectos peculiares da modalidade escrita, como a estrutura sintática, o vocabulário, os elos coesivos.
  • 11. Em nosso dia a dia, utilizamos a leitura com diferentes objetivos Lemos para obter informações sobre um assunto específico, para localizarmos uma rua, para seguirmos prescrições médicas, para nos distrairmos, os quais direcionam nossas atitudes diante do texto. São essas estratégias, práticas sociais que vivenciamos em nossas ações de leitores competentes, que devem ser tomadas como base para o ensino e o trabalho na sala de aula com a leitura, diminuindo cada vez mais as atividades artificiais e proporcionando, com mais intensidade, atividades próximas às práticas sociais de letramento.
  • 12. No primeiro ano... Cabe ao professor ser o mediador da turma, auxiliando os alunos na elaboração de objetivos e expectativas de leitura, na criação de hipóteses antes e durante o ato de ler correlacionando os conhecimentos prévios dos aprendizes com aqueles que se pode reconhecer no texto, sejam explícitos ou implícitos.
  • 13. No segundo ano... Espera-se que a criança já possua domínio da apropriação do sistema de escrita e alguma fluência mínima de leitura para que desenvolva autonomia na compreensão dos textos. Para que a criança compreenda a leitura como uma atividade de construção de sentidos, em que é preciso interagir ativamente com o texto, é importante que, após a atividade de leitura, ocorram conversas sobre o texto lido.
  • 14. No terceiro ano... Três dimensões interligadas precisam ser enfatizadas: a dimensão sociodiscursiva (relacionada às capacidades de refletir sobre os contextos que geraram os textos lidos); o desenvolvimento de estratégias de leitura (ativar conhecimentos prévios, elaborar inferências, estabelecer relações entre partes do texto, etc) e o domínio dos conhecimentos linguísticos (engloba o funcionamento do sistema alfabético, o domínio das correspondências entre letras , grupos de letras e fonemas, de algumas convenções ortográficas e conhecimentos sobre outros aspectos gramaticais que ajudam na constituição dos sentidos, como pontuação e paragrafação).
  • 15. Fazer perguntas antes, durante e depois dos textos ativa os conhecimentos e possibilita o estabelecimento de relações de intertextualidade, além do levantamento e confirmação de hipóteses. O professor, por ser um leitor experiente, pode auxiliar as crianças na construção de significados, confrontando diferentes interpretações ou opiniões sobre o que foi ouvido e descobrindo significados não observados anteriormente.
  • 16. Na escolha dos textos a serem lidos, é importante considerar: • Qual é meu objetivo ao escolher este texto para esta turma? • O que espero de meus alunos com a leitura deste texto? • Qual seria um bom texto para desenvolver determinada habilidade de leitura que meus alunos ainda não dominam bem? • Qual é o lugar deste texto no conjunto dos textos a serem lidos ao longo do bimestre, do semestre ou do ano? • Qual a relação deste texto com o projeto pedagógico da escola, ou com meu próprio projeto para esta turma? • Minhas escolhas levam em consideração os interesses de meus alunos? • Quais foram as dificuldades encontradas por meus alunos para a compreensão do texto lido? • Se eu planejei alguma atividade para desenvolver a partir do texto lido, essa atividade contribuiu para a melhor compreensão do texto?
  • 17. A produção de textos A escolha do que a criança irá escrever irá depender da situação comunicativa proposta pelo professor. Partindo desta concepção, defendemos a ideia de que a criança pode e deve escrever espontaneamente desde as primeiras semanas de aula. Quando realizamos atividades de registro espontâneo propiciamos a reflexão sobre a escrita e a busca de soluções para questões que se colocam acerca da apropriação do SEA. Aos poucos, a criança aprenderá que existe uma convenção social que dita as regras da escrita, as quais serão aprendidas no decorrer dos anos.
  • 18. Escrever pode não ser uma prática frequente de muitas crianças Por isso despertar nas crianças o desejo de escrever é papel da escola. A produção de textos, na escola, pode se dar de diferentes formas: coletivamente, por meio de um escriba que geralmente é o professor; em dupla; ou individualmente. Quando o professor atua como escriba, ensina às crianças as diferenças entre linguagem oral e escrita, a organização das ideias, a importância de sempre revisar o que foi produzido, a desenvolverem suas próprias estratégias de registro e a se assumirem como autores.
  • 19. Ao produzirem o texto... As crianças confrontam suas hipóteses, negociam a escrita e auxiliam umas às outras em suas reflexões, tanto a respeito do sistema de escrita, quanto à organização do texto. Cabe lembrar que é muito mais fácil para uma criança, em processo inicial de alfabetização, escrever um texto que já sabe de cor, como uma quadrinha, uma pequena cantiga, provérbio ou trava línguas, do que um totalmente novo.
  • 20. Leal e Albuquerque (2005) aponta alguns tipos de situações de uso da escrita na alfabetização: • Situações em que se busca causar um efeito sobre os interlocutores em diferentes esferas e participação social (notícias, crônicas, cartazes, manchetes etc.); • Situações voltadas para a construção e sistematização do conhecimento (resumos, anotação, esquema etc); • Situações voltadas para a auto avaliação e expressão de sentimentos, escrever para si (diários, poemas pessoais etc); • Situação em que a escrita serve para monitoramento de suas ações, organização do dia-a-dia (agendas, calendários etc).
  • 21. Consideramos que, no processo de produção das escritas das crianças, devemos estimular a geração, seleção e organização de ideias, a consulta a outras fontes (materiais ou mentais), o esboço da primeira versão, a revisão e a edição final do texto.
  • 22. A oralidade Situações de comunicação, precisam ser levadas à reflexão em sala de aula, porque permitem às crianças a percepção das variações da língua, sua relação com o contexto social e com os objetivos comunicativos que temos. Por isso, o professor deve levar em conta os usos que fazemos da oralidade na sociedade, promovendo atividades sistemáticas que envolvam os gêneros orais como, por exemplo, apresentação de trabalhos, participação em entrevistas, contação de histórias, etc.
  • 23. Alfabetizar na perspectiva do letramento também é compreender que se ensina para que as crianças sejam sujeitos capazes de expor, argumentar, explicar, narrar, além de escutar atentamente e opinar, respeitando a vez e o momento de falar.
  • 24. Diferentes dimensões do ensino da oralidade Valorização dos textos de tradição oral (atividades com parlendas, adivinhas, recontos, cantorias etc.);  Oralização do texto escrito (leitura de texto, recitação, apresentação teatral); Relações entre fala e escrita (reflexões sobre a variação linguística e interseção entre fala e escrita em diferentes espaços sociais); Produção e compreensão de gêneros orais (seminário, júri simulado, exposição oral, entrevista, dramatização, teatro, entrevistas orais, debates, conversa, recado).
  • 25. A análise linguística - apropriação do Sistema de Escrita Alfabética A apropriação do SEA está diretamente relacionada com a capacidade de se pensar sobre a língua. Os conhecimentos envolvidos no eixo de apropriação do SEA vão desde a capacidade da criança de reproduzir seu nome próprio, mesmo antes de poder escrever outras palavras, diferenciar os tipos de letras e outros recursos gráficos, até aspectos relativos ao domínio das correspondências entre letras ou grupos de letras e fonemas.
  • 26. A criança precisa conhecer todas as letras do alfabeto, seus respectivos nomes e diferentes formas de grafá-las; perceber as relações que existem entre som-letra, por meio do desenvolvimento da consciência fonológica. E, por fim, precisa aprender sobre a ortografia.
  • 27. Na prática, a apropriação do sistema alfabético pode se dar por meio de jogos, atividades lúdicas, atividades de composição e decomposição de palavras, favorecendo a reflexão acerca de segmentos linguísticos menores, como as sílabas e os fonemas. A escrita de palavras é importante tanto para aqueles que ainda estão iniciando o processo de apropriação do sistema de escrita - de modo que possam refletir sobre suas hipóteses, quanto para aqueles que já entendem o seu funcionamento e precisam de um tempo para consolidar as relações som-letra e ganhar mais agilidade na escrita
  • 28. Importância dos Planos Anuais Como planejar o que vou ensinar durante um ano inteiro se nem conheço minha turma ainda? Por que elaborar um plano anual se todo dia eu faço um roteiro para as minhas aulas? O PLANO ANUAL É O PONTO DE PARTIDA, SERVE DE REFERÊNCIA PARA A ORGANIZAÇÃO DO NOSSO TRABALHO.
  • 29. Ao organizarmos planos anuais, visualizamos aspectos mais amplos do trabalho de alfabetização e letramento e tomamos decisões gerais concernentes ao processo ensino/aprendizagem. Sem um plano anual, corremos o risco de deixarmos determinados conteúdos de lado, ou até mesmo priorizarmos uns em detrimento de outros, prejudicando, assim, o aprendizado de nossos alunos.
  • 30. É importante pensar em atividades que envolvam ações de comparar, montar e desmontar palavras para observar e discutir os princípios do SEA. Após as crianças estarem alfabéticas, o processo de consolidação das relações som-grafia pode passar a ser o foco do ensino no eixo da análise linguística.
  • 31. Ao atingir a hipótese alfabética é preciso que a criança reflita sobre a norma ortográfica, compreendendo as regularidades e memorizando as irregularidades ortográficas, a fim de escrever convencionalmente as palavras. A preocupação do professor não deve ser com a memorização das regras, mas com a compreensão.
  • 32. Para planejar é importante ter consciência dos direitos de aprendizagem no ciclo de alfabetização, estabelecendo uma progressão no ensino que proporciona a progressão nas aprendizagens a cada ano. Essa forma de planejamento cria oportunidades diferenciadas para cada criança, o que pode representar um ganho significativo na direção da formação de todos, sem excluir ninguém, e na garantia da construção dos direitos de aprendizagem por todas as crianças em tempo oportuno.
  • 33. As turmas multisseriadas São formadas, sobretudo, em locais onde há poucos estudantes de cada ano/série. Em uma mesma turma são encontrados alunos com diferentes idades e diferentes etapas de escolaridade.
  • 34. Os professores têm muita dificuldade de planejar nas turmas multisseriadas, pois é necessário a elaboração de estratégias variadas, para atender não só a diferentes necessidades de conteúdos, como também a grande variação de interesses por causa das diferentes faixas etárias. Dessa forma, é de crucial importância que o planejamento seja orientado por processos avaliativos consistentes, não se considerando apenas os conhecimentos e habilidades, mas também os interesses e os focos de motivação.
  • 35. É preciso organizar o tempo de modo que existam momentos que envolvam toda a turma, considerando-se os conhecimentos e habilidades comuns; e momentos em que possam ser promovidas situações diversificadas, atendendo às necessidades de cada grupo.
  • 36. É importante lembrar que: Para se planejar um ensino considerando estas diversidades, é importante ter clareza sobre como se organiza tal componente curricular. E, como vimos, o ensino da Língua Portuguesa é organizado em quatro eixos centrais: leitura, produção de textos escritos, linguagem oral e análise linguística.
  • 37. Quando planejamos, permitimos uma leitura mais ampla da situação e envolvemos outros sujeitos e saberes para alcançarmos o que desejamos. Resumindo, trata-se também de uma postura respeitosa para com aqueles com quem desenvolvemos a ação pedagógica e para com nosso próprio desenvolvimento.
  • 38. Leitura do texto compartilhando – Direitos de aprendizagem em História no ciclo de alfabetização – fazer planejamento contemplando alguns direitos de aprendizagem e o livro paradidático.
  • 39. Obrigada!!!! • ananda.nandinha@hotmail.com

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