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Considerações iniciais <ul><li>São ainda escassos os estudos desenvolvidos pelas ciências sociais sobre as organizações. <...
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Perspectivas sociológicas da empresa <ul><li>Ver a empresa apenas como uma organização na perspectiva da racionalidade das...
<ul><li>Como refere um dos mais conhecidos “sociólogos da empresa” –  Renaud Sainsaulieu </li></ul><ul><li>«Para se desenv...
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Sociologia do trabalho, da empresa, da gestão e das organizações:  semelhanças, diferenças e tendências integrativas <ul><...
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<ul><li>Segundo  TRIPIER [1 ] , esta procura de articular na mesma explicação... </li></ul><ul><ul><li>condições de trabal...
<ul><li>Ainda segundo  TRIPIER , a pesquisa dirigida por Elton MAYO, na Western Electric Company (1924-1932) é um momento ...
<ul><ul><li>É entendido que o trabalho resulta da cooperação, voluntária ou não. Cabe à sociologia entender como é que ess...
<ul><li>Para Mayo e seus discípulos, a empresa era um  sistema social fechado  com: </li></ul><ul><ul><li>uma  função técn...
<ul><li>A necessidade da sociologia do trabalho cria-se e desenvolve-se a partir da existência e contestação a três corren...
<ul><li>Taylorismo / organização científica do trabalho </li></ul><ul><ul><li>O conceito de “homem económico”, com a persp...
<ul><li>Teoria da burocracia </li></ul><ul><ul><li>É, tal como o taylorismo, uma procura de racionalização do trabalho. En...
<ul><li>Teoria das relações humanas </li></ul><ul><ul><li>Desenvolve a perspectiva do “primado do homem social”. Segundo e...
<ul><li>É neste quadro, e no contexto das teorias da motivação emergentes, que aparecem Georges FRIEDMANN e Pierre NAVILLE...
<ul><li>O momento mais relevante para esta área da sociologia foi, no entanto, a publicação da hoje obra clássica que marc...
<ul><li>Esta concepção marcou fortemente a “ escola francesa da sociologia do trabalho ” </li></ul><ul><ul><li>Alain TOURA...
<ul><li>A “escola francesa” esteve sempre em contraponto com a “ escola anglo-saxónica da sociologia do trabalho ” </li></...
<ul><li>Detecta-se, no entanto, no percurso deste ramo da sociologia, alguma discordância sobre a sua denominação: </li></...
<ul><li>Com efeito, não é pacífica a aceitação de uma ou de outra destas designações. Comprova-o  Roland Guillon , ao afir...
<ul><li>Também Bernard  MOTTEZ  utiliza a expressão  sociologia industrial  como a aplicação à indústria do objecto, métod...
<ul><li>No entanto,  Friedman   e   Naville , defendem que a  sociologia do trabalho  não é apenas a sociologia industrial...
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<ul><li>Recentemente, emerge um campo de análise novo, que é o da  sociologia da gestão </li></ul><ul><li>Mike  REED  toma...
<ul><li>«Socializados na retórica de teorias e técnicas que supostamente garantem um grau aceitável de previsão da ordem e...
<ul><li>A visão pós-modernista do mundo tem levantado alguma perturbação sobre paradigmas, teorias, conceitos e metodologi...
<ul><li>Se analisarmos o processo histórico de constituição destas áreas de investigação, ou se quisermos classificá-las e...
<ul><li>PUGH , por exemplo, identifica seis abordagens: </li></ul><ul><ul><li>« management theory » </li></ul></ul><ul><ul...
<ul><li>WHITE  identifica sete escolas: </li></ul><ul><ul><li>« process analysts » </li></ul></ul><ul><ul><li>« structural...
<ul><li>ELDRIEG  e  CROMBIE , numa revisão das tipologias que têm sido usadas por diversos teóricos organizacionais, estab...
<ul><li>A construção destas tipologias está longe de ser pacífica e aceite por consenso, na medida em que os seus autores ...
<ul><li>Pode dizer-se que, quer a  descrição linear , cronológica, do processo histórico que conduziu ao aparecimento, por...
<ul><li>Por este caminho, seguindo a abordagem de BURREL e MORGAN, há que conceber as ciências sociais em termos de 4 conj...
SOCIOLOGIA DAS ORGANIZAÇÕES Enquadramento organizacional <ul><li>A  sociologia das organizações  integra-se no domínio dos...
<ul><li>Estas três linhas de pesquisa desenham uma grande variedade de perspectivas e, ao longo do seu processo de desenvo...
<ul><li>A  Teoria Organizacional  é a disciplina de gestão e administração que se preocupa com a “análise organizacional”,...
<ul><li>A  Sociologia das Organizações , olhando para a  organização como uma estrutura social composta de relações sociai...
<ul><ul><li>Passou a estudar os  fenómenos sociais e culturais das organizações  (públicas ou privadas), desde que estas a...
Advertência! O estudo destes apontamentos NÃO dispensa a leitura das obras referenciadas na Bibliografia, constante do Pro...
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SO Introdução ao Estudo da Sociologia Das Organizações

  1. 1. SOCIOLOGIA DAS ORGANIZAÇÕES <ul><li>Introdução ao estudo da Sociologia das Organizações </li></ul><ul><ul><li>Considerações iniciais </li></ul></ul><ul><ul><li>Organização, empresa, trabalho e pessoas </li></ul></ul><ul><ul><li>Perspectivas sociológicas da empresa </li></ul></ul><ul><ul><li>Sociologia do trabalho, da empresa, da gestão e das organizações: semelhanças, diferenças e tendências integrativas </li></ul></ul><ul><ul><li>Sociologia das Organizações – Enquadramento epistemológico </li></ul></ul><ul><ul><li>Sociologia das Organizações – Enquadramento organizacional </li></ul></ul>
  2. 2. Considerações iniciais <ul><li>São ainda escassos os estudos desenvolvidos pelas ciências sociais sobre as organizações. </li></ul><ul><li>A complexidade do mundo organizacional não deve ser comprometida por estudos e abordagens teóricas demasiado restritas. </li></ul><ul><li>O Homem das sociedades complexas dos nossos dias vive e actua no âmbito das organizações formais. Todos nós – estudantes, professores, gestores, investigadores e consultores – temos de lidar e de negociar diariamente com as organizações, ainda que estas nos pareçam demasiado mecanicistas, organicistas ou irracionais. </li></ul>
  3. 3. Organização, empresa, trabalho e pessoas <ul><li>As análises clássicas das organizações privilegiam a sua racionalidade interna. </li></ul><ul><li>Nesta perspectiva, são criadas e existem para facilitar a prossecução dos objectivos a que se propõem. </li></ul>
  4. 4. <ul><li>Segundo as mesmas, as componentes essenciais que a regem são: </li></ul><ul><ul><li>«o processo de organizar; </li></ul></ul><ul><ul><li>a identificação do fins; </li></ul></ul><ul><ul><li>a gestão dos recursos atinente ao alcance desses fins; </li></ul></ul><ul><ul><li>e a orientação dos valores internos no sentido de que os fins propostos são bons e interessando a todos os intervenientes. </li></ul></ul>
  5. 5. <ul><li>(...) A observação de muitas organizações está de acordo com o que se acaba de expor. Há papéis e regulações. Há fins e objectivos. Há organigramas que definem quem fala com quem, sendo as linhas de comando claramente descritas. As pessoas desempenham diferentes funções coordenadas e integradas. Ser organizado é ser dirigido.» [1] </li></ul><ul><li>[1] Mitchell, Terence R., People in Organizations / An Introduction to Organizational Behavior , Auckland: McGraw-Hill Internatinal Book Company, Second Edition, 182, p. 10 </li></ul>
  6. 6. <ul><li>Esta racionalidade organizativa tem vindo, no entanto a ser questionada tendo em conta a não-consideração da envolvente externa – que a perspectiva sistémica releva - o não contemplar os processos de mudança organizacional e, em síntese, a insuficiência dos critérios de racionalidade económica. </li></ul>
  7. 7. <ul><li>É que, para além da contingencialidade organizacional, na organização real “participam seres humanos, cada um com as suas características específicas, e que tendem a pressionar e a desviar de forma mais ou menos marcada as estruturas formais, idealmente definidas de acordo com a lógica dos custos e benefícios, levando-as a funcionar efectivamente como um sistema social.” [1] </li></ul><ul><li>É tendo em conta estas realidades que o estudo sociológico das organizações ganha relevância crescente, como se verá. </li></ul><ul><li>[1] Barata, Óscar Soares, “O Factor Humano nas Organizações”, in Separata da Revista Estudos Políticos e Sociais , Lisboa: ISCSP, Nºs. 3-4, 1988, p. 36 </li></ul>
  8. 8. Perspectivas sociológicas da empresa <ul><li>Ver a empresa apenas como uma organização na perspectiva da racionalidade das forças produtivas conduz a uma leitura incompleta. </li></ul><ul><ul><li>Organizar vs. “caos”  estruturar, dirigir </li></ul></ul><ul><ul><li>Daí que uma organização tenha objectivos e regulações </li></ul></ul>
  9. 9. <ul><li>Como refere um dos mais conhecidos “sociólogos da empresa” – Renaud Sainsaulieu </li></ul><ul><li>«Para se desenvolver, aumentar as suas capacidades produtivas, os seus recursos de competências, as suas forças de reacção à concorrência económica e técnica do mercado, a empresa teve sempre de contar com a vitalidade do conjunto humano dos seus trabalhadores. Mas um agregado de indivíduos é sempre mais complexo do que a simples adição dos seus recursos. Com o tempo, surgem estruturas de grupo, nascem relações entre essas forças e as regulações colectivas tornam-se indispensáveis à gestão desses conjuntos humanos de produção. Uma estrutura social articula assim os factores de produção e condiciona os esforços de desenvolvimento que a empresa deve fazer para sobreviver num ambiente movediço.» [1] </li></ul><ul><li>[1] Sainsaulieu, Renaud, Sociologia da Empresa: Organização, Cultura e Desenvolvimento , Lisboa: Instituto Piaget, 2001, p. 15 </li></ul>
  10. 10. <ul><li>A recente preocupação do estudo sociológico da empresa deriva da necessidade de estudar o lado humano da gestão das organizações . </li></ul><ul><li>Deve-se hoje falar também na emergência de um novo tipo de organização/empresa : </li></ul><ul><ul><li>Mais pequena, mais conectada com outras até agora concorrentes, mais transnacional e mais adaptada e adaptável a diferentes finalidades, diferentes tipos de trabalho, diferentes pessoas e diferentes culturas. </li></ul></ul>
  11. 11. Da organização tradicional para a flexível <ul><li>Para </li></ul><ul><li>Competição intensa, com ciclos curtos de vida dos produtos </li></ul><ul><li>Inovação de alto-risco </li></ul><ul><li>Envolvimento descentralizado </li></ul><ul><li>Sistemas determinados pelos clientes </li></ul><ul><li>Produção just in time com o pessoal certo </li></ul><ul><li>Empregados como recurso valioso </li></ul><ul><li>Ampla responsabilidade funcional </li></ul><ul><li>Melhorias contínuas </li></ul><ul><li>Múltiplas e amplas capacidades “para o presente” </li></ul><ul><li>Trabalho em qualquer nível </li></ul><ul><li>Fazer certo à primeira </li></ul><ul><li>Prevenção dos problemas </li></ul><ul><li>Flexibilidade dos recursos internos e externos </li></ul><ul><li>Medida da contribuição </li></ul><ul><li>Remuneração das realizações e da focalização nos objectivos </li></ul><ul><li>Sistemas flexíveis de trabalho </li></ul><ul><li>De </li></ul><ul><li>Competição limitada, com ciclos longos de vida dos produtos </li></ul><ul><li>Risco baixo </li></ul><ul><li>Controlo centralizado </li></ul><ul><li>Sistemas determinados pelos produtos </li></ul><ul><li>Existência de pessoal para o “caso de ser necessário” </li></ul><ul><li>Empregados como factor de produção </li></ul><ul><li>Alta repartição das tarefas </li></ul><ul><li>Tarefas fixas </li></ul><ul><li>Minuciosas capacidades “para a vida” </li></ul><ul><li>Trabalho no mesmo nível </li></ul><ul><li>Repetições de trabalho para a procura da qualidade </li></ul><ul><li>Resolução de problemas </li></ul><ul><li>Recursos organizacionais rígidos </li></ul><ul><li>Medida de resultados </li></ul><ul><li>Remuneração do serviço e da lealdade </li></ul><ul><li>Horários fixos </li></ul>
  12. 12. <ul><li>A preocupação com o estudo sociológico da empresa é recente. As sociologias, por exemplo, da família, da educação e da religião, prenderam muito antes a atenção das sociologias. É que, até há pouco, o objecto sociológico era o trabalho, «encastrado na economia, sendo a empresa apenas o local onde este se realiza.  No entanto  (...) vários acontecimentos irão colocar a empresa na ribalta e permitir o seu posicionamento de maneira diferente nas análises dos sociólogos. O primeiro é o regresso da empresa (...) o facto de a crise económica se ter manifestado (...) através do aumento do desemprego veio colocar em primeiro plano a empresa como actor capaz de salvaguardar o emprego e, através dele, um valor essencial de socialização da nossa sociedade. O que atribui à empresa um papel muito mais do que económico, não só o de providenciador de emprego, mas também o de estabilizador social.» [1] </li></ul><ul><li>[1] Bernoux, Philippe, A Sociologia das Empresas , Porto: RÉS-Editora, Lda., s.d., pp. 8-9 </li></ul>
  13. 13. <ul><li>Peter DRUCKER frisa estas mudanças nas organizações que normalmente chamamos empresas, sustentando que: </li></ul><ul><li>«As organizações serão ainda mais necessárias que antes. Precisamente porque haverá tanta ambiguidade, tanta flexibilidade, tantas variações, é que será necessário muito mais clareza quanto à missão, aos valores e à estratégia; no pesar os objectivos de longo e curto-prazo; na definição dos resultados. Sobretudo, será necessário clareza absoluta quanto a quem toma as decisões finais e está no comando numa crise. (...) A organização é sobretudo social . É pessoas. A sua finalidade tem de ser, portanto, tornar efectivas as forças das pessoas e irrelevantes as suas fraquezas. De facto, essa é a única coisa que a organização pode fazer – a única razão pela qual a temos e precisamos de a ter. (...) Estamos a deslocar-nos rapidamente rumo a novas organizações .» [1] </li></ul><ul><li>[1] Drucker, Peter, in Fundação Drucker, A Organização do Futuro , Mem Martins: Publicações Europa-América, Lda., 1998, pp. 20-21 </li></ul>
  14. 14. Sociologia do trabalho, da empresa, da gestão e das organizações: semelhanças, diferenças e tendências integrativas <ul><li>A sociologia nasce e desenvolve-se com a industrialização </li></ul><ul><ul><li>Provocou a ruptura com o antigo regime e o crescimento do trabalho assalariado </li></ul></ul>
  15. 15. <ul><li>Estas novas realidades de produção levaram à formação e crescimento de um proletariado urbano, o que teve efeitos devastadores: </li></ul><ul><ul><li>«desqualificação brutal dos modos de fazer artesanais, divisão do trabalho, exploração dos trabalhadores e salários de miséria que obrigaram as famílias operárias a fazer trabalhar os filhos desde muito cedo para assegurar a sobrevivência do grupo.» [1] </li></ul></ul><ul><li>[1] Durand, Jean-Pierre / Weil, Robert, Sociologie Contemporaine , Paris: Vigot, 1993, p. 18 </li></ul>
  16. 16. <ul><li>Sendo a industrialização o elemento mais novo, é natural que se afirme que a sociologia nasce como sociologia industrial </li></ul><ul><ul><li>Saint-Simon (análises sobre a nova sociedade industrial dirigida pelos mais competentes) </li></ul></ul><ul><ul><li>Herbert Spencer (caracterização da sociedade industrial) </li></ul></ul><ul><ul><li>Karl Marx (modos de produção) </li></ul></ul><ul><ul><li>Émile Durkheim (divisão do trabalho social) </li></ul></ul><ul><ul><li>Max Weber (economia e sociedade) </li></ul></ul>
  17. 17. <ul><li>Porém, estes autores tenderam a colocar em cena o trabalhador, exaltando-o e atribuindo-lhe qualidade, mas não fazendo dele objecto de estudo. </li></ul><ul><li>Outros o fizeram: </li></ul><ul><ul><li>Le Play (1806-1882) </li></ul></ul><ul><ul><li>Villermé (1782-1863) </li></ul></ul><ul><li>Observaram as condições de trabalho e de existência dos operários, recolheram indicações sobre o modo como vivem, sobre a ideia que fazem de si próprios e da sociedade, tendo proposto medidas para tirar os operários da sua situação pobre e marginal. </li></ul>
  18. 18. <ul><li>Segundo TRIPIER [1 ] , esta procura de articular na mesma explicação... </li></ul><ul><ul><li>condições de trabalho, </li></ul></ul><ul><ul><li>modos de vida e </li></ul></ul><ul><ul><li>visões do mundo </li></ul></ul><ul><li>...leva a que a Sociologia do Trabalho se possa desenvolver nesta direcção </li></ul><ul><li>[ 1] Tripier, Pierre, in Durand, Jean-Pierre / Weil, Robert, Sociologie Contemporaine , Paris: Vigot, 1993, pgs. 353-374 </li></ul>
  19. 19. <ul><li>Ainda segundo TRIPIER , a pesquisa dirigida por Elton MAYO, na Western Electric Company (1924-1932) é um momento importante para o futuro aparecimento da sociologia do trabalho </li></ul><ul><ul><li>Os métodos utilizados são quantitativos e qualitativos </li></ul></ul><ul><ul><li>têm como objecto principal o homem na sua situação de trabalho, sendo a pesquisa focalizada nas tarefas, no sentimento que cada um inspira o trabalho e na rapidez de execução deste </li></ul></ul>
  20. 20. <ul><ul><li>É entendido que o trabalho resulta da cooperação, voluntária ou não. Cabe à sociologia entender como é que essa cooperação se efectua e como as diferenças decorrentes da divisão do trabalho conduzem a um resultado colectivo. </li></ul></ul>
  21. 21. <ul><li>Para Mayo e seus discípulos, a empresa era um sistema social fechado com: </li></ul><ul><ul><li>uma função técnico-económica </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Determinada à fabricação de um produto segundo exigências de custo, lucro e eficácia técnica </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>e com uma função sócio-organizacional </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Com cooperação fundada sobre as interacções no grupo e entre os grupos </li></ul></ul></ul><ul><li>Foi o estudo desta última vertente que, originariamente, se relevou para o desenvolvimento da sociologia do trabalho </li></ul>
  22. 22. <ul><li>A necessidade da sociologia do trabalho cria-se e desenvolve-se a partir da existência e contestação a três correntes de pensamento e de análise: </li></ul><ul><ul><li>Taylorismo / organização científica do trabalho </li></ul></ul><ul><ul><li>Teoria das burocracia </li></ul></ul><ul><ul><li>Teoria das relações humanas </li></ul></ul>
  23. 23. <ul><li>Taylorismo / organização científica do trabalho </li></ul><ul><ul><li>O conceito de “homem económico”, com a perspectiva de que o trabalho era apenas uma obrigação, pressupondo que o homem apenas trabalhava se fosse incentivado através da remuneração variável (salário à peça). </li></ul></ul><ul><ul><li>Consequente “perspectiva behaviorista”, pelo aproveitamento dos estímulos do comportamento; o estímulo era o dinheiro, o comportamento seria o trabalho. </li></ul></ul><ul><ul><li>Ausência de uma “teoria do conflito”, por este ser contrário ao quadro de relacionamento existente entre associações patronais e sindicais. Partia-se da existência de uma confluência de interesses, pelo que o conflito não tinha cabimento. </li></ul></ul>
  24. 24. <ul><li>Teoria da burocracia </li></ul><ul><ul><li>É, tal como o taylorismo, uma procura de racionalização do trabalho. Enquanto o primeiro é relativo às pessoas – que é suposto apenas reagirem por dinheiro - a teoria da burocracia aponta para uma “organização sem pessoas”, já que não as concebe como tendo iniciativa. Eram meras aplicadoras de normas, anulando-se cada um na sua capacidade própria. </li></ul></ul>
  25. 25. <ul><li>Teoria das relações humanas </li></ul><ul><ul><li>Desenvolve a perspectiva do “primado do homem social”. Segundo esta, o principio behaviorista de Taylor não tinha o resultado desejado, porque o factor social de coesão de grupo e de aceitação se sobrepunha à vontade de ganhar dinheiro. O sentimento de pertença ao grupo assumia uma importância primordial. </li></ul></ul>
  26. 26. <ul><li>É neste quadro, e no contexto das teorias da motivação emergentes, que aparecem Georges FRIEDMANN e Pierre NAVILLE </li></ul><ul><ul><li>A figura intelectual de Friedmann desenhou-se a partir de 1936, em obras onde: </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>denuncia os desenvolvimentos do maquinismo industrial; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>critica, a partir das ciências humanas e, nomeadamente, da sociologia, os métodos de racionalização do trabalho; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>e preocupa-se com as formas de trabalho em cadeia, com a obsolescência das qualificações e com a perda da significação do trabalho </li></ul></ul></ul>
  27. 27. <ul><li>O momento mais relevante para esta área da sociologia foi, no entanto, a publicação da hoje obra clássica que marcou os primórdios da sociologia do trabalho: </li></ul><ul><ul><li>Traité de Sociologie du Travail (1963), da autoria de FRIEDMANN e NAVILLE </li></ul></ul><ul><li>Para eles, a sociologia do trabalho define-se como o estudo, nos seus diversos aspectos, de todas as colectividades humanas que se constituem por causa do trabalho </li></ul>
  28. 28. <ul><li>Esta concepção marcou fortemente a “ escola francesa da sociologia do trabalho ” </li></ul><ul><ul><li>Alain TOURAINE </li></ul></ul><ul><ul><li>Serge MALLET </li></ul></ul><ul><ul><li>André GORZ </li></ul></ul><ul><ul><li>Marcada pelo “determinismo tecnológico” </li></ul></ul>
  29. 29. <ul><li>A “escola francesa” esteve sempre em contraponto com a “ escola anglo-saxónica da sociologia do trabalho ” </li></ul><ul><ul><li>Privilegiou as atitudes e motivações e o entendimento de que o trabalho era apenas uma parcela da vida do homem, em detrimento do conflito interclassista e da eventual degradação das condições em que se realiza o trabalho </li></ul></ul>
  30. 30. <ul><li>Detecta-se, no entanto, no percurso deste ramo da sociologia, alguma discordância sobre a sua denominação: </li></ul><ul><ul><li>Sociologia do trabalho, sociologia industrial ou sociologia da empresa </li></ul></ul><ul><li>Com efeito, não é pacífica a aceitação de uma ou de outra destas designações, como o comprova Roland GUILLON ( sociologia industrial ) </li></ul>
  31. 31. <ul><li>Com efeito, não é pacífica a aceitação de uma ou de outra destas designações. Comprova-o Roland Guillon , ao afirmar que a «sociologia industrial, como o seu nome indica, é um dos ramos da sociologia que se desenvolve ao mesmo tempo que a sociedade industrial. É uma reflexão sociológica sobre o trabalho e sobre o homem em pleno trabalho, na sua relação com as outras tarefas e outros homens que trabalham num dado tipo de sociedade». [1] Segundo o autor, esta definição abarca não só a organização industrial do sector de produção, mas também os outros sectores (serviços, administração, etc.). </li></ul><ul><li>[1] Guillon, Rolland, in Dicionário de Sociologia , (direcção de Jean Cazeneuve e David Victoroff), Lisboa / São Paulo: Verbo, 1982, p. 550 </li></ul>
  32. 32. <ul><li>Também Bernard MOTTEZ utiliza a expressão sociologia industrial como a aplicação à indústria do objecto, métodos e técnicas da sociologia. </li></ul><ul><li>Georges GURVITCH prefere também chamar de industrial a este ramo da sociologia. </li></ul>
  33. 33. <ul><li>No entanto, Friedman e Naville , defendem que a sociologia do trabalho não é apenas a sociologia industrial no sentido restrito do termo, </li></ul><ul><ul><li>mas também o estudo das colectividades de trabalho não industrial no comércio, na administração e na agricultura </li></ul></ul><ul><ul><li>Reconhecem, porém, que o seu Tratado de Sociologia do Trabalho (1963) se centraliza sobretudo no trabalho industrial </li></ul></ul>
  34. 34. <ul><li>As últimas décadas, no entanto, viram crescer, nomeadamente em França, a tendência para a compartimentação do campo de análise sociológica do trabalho </li></ul><ul><ul><li>A empresa revelou-se o campo privilegiado de realização do trabalho </li></ul></ul>
  35. 35. <ul><li>Denis SEGRESTIN e Renaud SAINSAULIEU têm procurado as bases do que chamam “ teoria sociológica da empresa ” </li></ul><ul><ul><li>Esta tendência vem na linha dos teóricos “culturalistas” e da “excelência”, para quem a empresa aparece como um meio humano específico, cujas regulações sociais e culturais intervêm fortemente sobre os resultados económicos </li></ul></ul>
  36. 36. <ul><li>É neste quadro evolutivo que entra em cena a sociologia das organizações </li></ul><ul><li>Alain TOURAINE – um sociólogo do trabalho – afirma que se constituíram quatro domínios de estudo separados uns dos outros: </li></ul><ul><ul><li>Sociologia das organizações </li></ul></ul><ul><ul><li>Sociologia das relações industriais </li></ul></ul><ul><ul><li>Sociologia das profissões </li></ul></ul><ul><ul><li>Estudos antropológicos </li></ul></ul>
  37. 37. <ul><li>Sociologia das organizações </li></ul><ul><ul><li>O primeiro foi a sociologia das organizações , que procurou abalar a ideia de racionalização que dominou o pensamento de Weber e Parsons, substituindo-a pela da estratégia, no quadro da passagem da ideia de sociedade de produção ou industrial para a da economia de mercado. O acento tónico passou a ser colocado na adaptação da organização a uma envolvente técnica, económica e política mutável. [1] </li></ul></ul><ul><li>[1] Para alguns autores, caso de Michel de Coster, a sociologia do trabalho situa-se mais ao nível societal (perspectiva macro), enquanto a sociologia das organizações é a instância mediadora entre o nível societal e o nível individual. A primeira propõe análises do trabalho em termos de valores, de tempo, de classes sociais, de instituições sindicais, etc. . </li></ul>
  38. 38. <ul><li>Sociologia das relações industriais </li></ul><ul><ul><li>O segundo domínio de estudo preocupou-se com a regulação das relações sociais, pela via das negociações, da contratualização, das arbitragens e das intervenções legais; estamos em face da chamada sociologia das relações industriais . </li></ul></ul>
  39. 39. <ul><li>Sociologia das profissões </li></ul><ul><ul><li>O terceiro tem a ver com o estudo das profissões; aborda os controlos exercidos por cada grupo profissional sobre o exercício da sua actividade, ligações entre as estratégias de defesa profissional e a intervenção do estado. Estamos em face da sociologia das profissões . </li></ul></ul>
  40. 40. <ul><li>Estudos antropológicos </li></ul><ul><ul><li>O quarto é o mais longínquo face às anteriores “sociologias”, respeitando aos estudos antropológicos sobre a classe operária e sobre a vida dos migrantes e das pessoas e famílias que fizeram a transição do meio rural para o urbano e da agricultura para a indústria e para os serviços. [1] </li></ul></ul><ul><li>[1] Touraine, Alain, Prefácio a Coster, Michel de / Pichault, François (Eds.), Traité de Sociologie du Travail , Paris, Bruxelles: Departement de Boeck Université, (2e. édition), 1998, pp. 5-6 </li></ul>
  41. 41. <ul><li>Recentemente, emerge um campo de análise novo, que é o da sociologia da gestão </li></ul><ul><li>Mike REED toma como âmbito as perspectivas sociológicas sobre a gestão </li></ul><ul><ul><li>Assume que cada vez mais a gestão se depara com discursos múltiplos e conflituais, não resolúveis no quadro do seu paradigma científico racional, o que obriga ao desenvolvimento da análise sociológica, porque... </li></ul></ul>
  42. 42. <ul><li>«Socializados na retórica de teorias e técnicas que supostamente garantem um grau aceitável de previsão da ordem e do controlo, os gestores enfrentam uma realidade social prenhe de relações de natureza moral e política que constantemente abalam a lógica da racionalidade instrumental. (...) Na medida em que aumentou a nossa compreensão da realidade social, da qual os gestores são parte essencial, a sociologia proporcionou uma contribuição não só útil como fundamental, esclarecedora de ambiguidades e situações difíceis que todos, sem excepção, experimentamos. Pode também constituir precioso auxilio no desenvolvimento de formas de análise e de conduta que enformem com maior clarividência e sensibilidade as práticas sociais com que tentamos gerir o mundo que todos partilhamos.» [1] </li></ul><ul><li>[1] Reed, Mike, Sociologia da Gestão , Oeiras: Celta Editora, 1997, p. 167 </li></ul>
  43. 43. <ul><li>A visão pós-modernista do mundo tem levantado alguma perturbação sobre paradigmas, teorias, conceitos e metodologias, nas ciências sociais em geral. </li></ul><ul><li>O pós-modernismo (Braudellard, Lyotard, Jameson) revela uma tendência para as abordagens de tipo multidisciplinar e uma inclinação para “subverter” e “rebentar” fronteiras disciplinares e criar perspectivas transdisciplinares que façam convergir ideias de um vasto conjunto de campos científicos, tais como filosofia, economia política, teoria cultural, história, antropologia e sociologia. </li></ul>SOCIOLOGIA DAS ORGANIZAÇÕES – Enquadramento epistemológico
  44. 44. <ul><li>Se analisarmos o processo histórico de constituição destas áreas de investigação, ou se quisermos classificá-las em tipologias, rapidamente chegaremos à conclusão de que dificilmente se consegue perceber, por essa via, a verdadeira articulação entre todas as suas diferentes abordagens, particularmente no ramo da sociologia das organizações. </li></ul><ul><li>Relembrar: </li></ul><ul><li>Cap 3 – Teoria Organizacional – Estruturas e Pessoas </li></ul><ul><li>Grupos Teóricos – Perspectivas teóricas na abordagem da realidade social (dimensão objectiva e dimensão subjectiva) </li></ul>
  45. 45. <ul><li>PUGH , por exemplo, identifica seis abordagens: </li></ul><ul><ul><li>« management theory » </li></ul></ul><ul><ul><li>« structural theory » </li></ul></ul><ul><ul><li>« group theory » </li></ul></ul><ul><ul><li>« individual theory » </li></ul></ul><ul><ul><li>« technology theory » </li></ul></ul><ul><ul><li>« economic theory » </li></ul></ul>
  46. 46. <ul><li>WHITE identifica sete escolas: </li></ul><ul><ul><li>« process analysts » </li></ul></ul><ul><ul><li>« structuralists » </li></ul></ul><ul><ul><li>« organizational surveyors » </li></ul></ul><ul><ul><li>« group dynamicists » </li></ul></ul><ul><ul><li>« decision making theorists » </li></ul></ul><ul><ul><li>« psychiatric analysts » </li></ul></ul><ul><ul><li>« technological structuralists » </li></ul></ul>
  47. 47. <ul><li>ELDRIEG e CROMBIE , numa revisão das tipologias que têm sido usadas por diversos teóricos organizacionais, estabelecem a diferença entre: </li></ul><ul><ul><li>Tipologias baseadas em funções – Katz e Kahn, Tavistock, Blau e Scott </li></ul></ul><ul><ul><li>Tecnologia – Woodward, Blauner, Thompson </li></ul></ul><ul><ul><li>Regulação – Etzioni </li></ul></ul><ul><ul><li>Estrutura – Ackoff e Vickers </li></ul></ul>
  48. 48. <ul><li>A construção destas tipologias está longe de ser pacífica e aceite por consenso, na medida em que os seus autores acabam por salientar uns aspectos em detrimento de outros e não raramente acontece que uma teoria pode ser legitimamente subsumida a mais do que uma das tipologias apresentadas. </li></ul>
  49. 49. <ul><li>Pode dizer-se que, quer a descrição linear , cronológica, do processo histórico que conduziu ao aparecimento, por exemplo, das teorias organizacionais, quer a tentativa de enquadrar em tipologias as diferentes abordagens, revelam limitações de perspectiva. </li></ul><ul><ul><li>Como dizem BURREL e MORGAN, só quando se procura explorar as presunções teóricas básicas que se encontram subjacentes aos trabalhos, é possível encontrar afinidades e estabelecer as linhas divisórias das diversas abordagens. </li></ul></ul>
  50. 50. <ul><li>Por este caminho, seguindo a abordagem de BURREL e MORGAN, há que conceber as ciências sociais em termos de 4 conjuntos de pressuposições (sets of assumptions ) : </li></ul><ul><ul><li>Ontologia </li></ul></ul><ul><ul><li>Epistemologia </li></ul></ul><ul><ul><li>Natureza humana </li></ul></ul><ul><ul><li>Metodologia </li></ul></ul><ul><li>num contínuo entre: </li></ul><ul><li>Dimensão objectiva </li></ul><ul><li>Dimensão subjectiva </li></ul>
  51. 51. SOCIOLOGIA DAS ORGANIZAÇÕES Enquadramento organizacional <ul><li>A sociologia das organizações integra-se no domínio dos estudos organizacionais , os quais representam uma parte já significativa da investigação desenvolvida em ciências sociais. </li></ul><ul><li>3 linhas de pesquisa: </li></ul><ul><ul><li>Teoria organizacional ( organization theory ): </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Estudo das organizações formais </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Investigação empírica, orientada para a concepção de gestão das organizações </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Theory of Social and Economic Organization (Max Weber, 1947): </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Carácter sociológico, predominantemente, de gestão </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Perspectiva psicossociológica: </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Estudo do comportamento humano no interior das organizações </li></ul></ul></ul>
  52. 52. <ul><li>Estas três linhas de pesquisa desenham uma grande variedade de perspectivas e, ao longo do seu processo de desenvolvimento, tem-se registado uma forte influência de umas disciplinas sobre as outras, encontrando-se reunidas numa abordagem multi-disciplinar no âmbito do “ comportamento organizacional ” ( organizational behaviour ). </li></ul>
  53. 53. <ul><li>A Teoria Organizacional é a disciplina de gestão e administração que se preocupa com a “análise organizacional”, compreensão, explicação e previsão do desenho e da estrutura organizacional. </li></ul><ul><ul><li>O seu objecto de análise é o organizacional em si mesmo </li></ul></ul><ul><ul><li>Perspectiva macro </li></ul></ul><ul><ul><li>A TO apresenta três aspectos: </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Descritivo : descreve e informa como as organizações estão organizadas; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Explicativo : explica a razão porque os indivíduos, grupos e sistemas organizacionais revelam um determinado comportamento; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Prescritivo : dá orientações sobre como podem as mesmas ser mudadas para se tornarem mais eficazes </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Em suma, a TO ajuda a conceber uma estrutura organizacional (organograma, descrição de funções, manuais de procedimentos, etc.). </li></ul></ul>
  54. 54. <ul><li>A Sociologia das Organizações , olhando para a organização como uma estrutura social composta de relações sociais (autoridade, burocracia, conformidade, poder, etc.), tem vindo a assumir, fundamentalmente, uma orientação teórica diferente da Sociologia do Trabalho (assumiu um carácter mais comprometido politicamente com os mais fracos / trabalhadores, em oposição ao patronato e à sociedade capitalista que estes representavam), menos dicotómica. </li></ul>
  55. 55. <ul><ul><li>Passou a estudar os fenómenos sociais e culturais das organizações (públicas ou privadas), desde que estas apresentem estabilidade, formalidade e dimensão suficiente (i.e., diferente de um grupo). </li></ul></ul><ul><ul><li>O seu objecto de análise é o comportamento do Homem na organização </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Dá mais atenção aos pequenos grupos (estatuto social, poder, conflito, liderança e comunicação) e ao indivíduo (temas: percepção, decisão individual, valores, atitudes, satisfação no trabalho, motivação, absentismo, etc.) </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Perspectiva micro </li></ul></ul>
  56. 56. Advertência! O estudo destes apontamentos NÃO dispensa a leitura das obras referenciadas na Bibliografia, constante do Programa da cadeira de Sociologia das Organizações.
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