Relatório completo GEM 2012

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Pesquisa completa Global Entrepreneurship Monitor 2012 (GEM), realizada pelo Sebrae em parceria com o Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP).

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Relatório completo GEM 2012

  1. 1. 1Global Entrepreneurship Monitor | EMPREENDEDORISMO NO BRASIL
  2. 2. 2 Global Entrepreneurship Monitor | EMPREENDEDORISMO NO BRASILEmbora os dados utilizados neste trabalho tenham sido coletados pelo ConsórcioGEM, suas análises e interpretações são de responsabilidade exclusiva dos autores.A permissão para utilização de conteúdos do GEM 2011/2012 Global Report, que compõem este rela-tório, foi gentilmente cedida pelos detentores dos direitos autorais. O GEM é um consórcio internacio-nal e este relatório foi produzido a partir de dados provenientes de 69 países no ciclo 2012 da pesquisa.Nosso agradecimento especial aos autores, pesquisadores, organismos financiadores e outros colabora-dores que fizeram com que isso fosse possível.Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)Elaborado por : Marta Oliveira Mendes - CRB 09/1070Embora os dados utilizados neste trabalho tenham sido coletados pelo ConsórcioGEM, suas análises e interpretações são de responsabilidade exclusiva dos autores.A permissão para utilização de conteúdos do GEM 2011/2012 Global Report, que compõem esterelatório, foi gentilmente cedida pelos detentores dos direitos autorais. O GEM é um consórciointernacional e este relatório foi produzido a partir de dados provenientes de 69 países no ciclo 2012da pesquisa. Nosso agradecimento especial aos autores, pesquisadores, organismos financiadores eoutros colaboradores que fizeram com que isso fosse possível.Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)Elaborado por : Marta Oliveira Mendes - CRB 09/1070G562 Global Entrepreneurship MonitorEmpreendedorismo no Brasil : 2012 Coordenação de Simara Maria deSouza Silveira Greco; autores : Tales Andreassi, Mariano de MatosMacedo... [et al] -- Curitiba : IBQP, 2012.162 p. : il.Vários autores:Adriano Luiz AntunesFábio Fernandes PereiraGilberto SarfatiGraziela Boabaid RighiJúlio César FelixLaura PansarellaMarcelo AidarMarcus SalusseMariano de Matos MacedoMario Tamada NetoMorlan Luigi GuimarãesRenê José Rodrigues FernandesSimara Maria de Souza Silveira GrecoTales AndreassiVania NassifInclui bibliografias.ISBN 978-85-87446-16-91. Empreendedorismo – Brasil. 2. Inovações Tecnológicas – Brasil. I.Global Entrepreneurship Research Association. II. Instituto Brasileiro deQualidade e Produtividade. III. Greco, Simara Maria de Souza Silveira (Coord.).IV. Antunes, Adriano Luiz. V. Pereira, Fábio Fernandes. VI. Sarfati, Gilberto. VII.Righi, Boabaid Graziela. VIII. Felix, Júlio César. IX. Pansarella, Laura. X. Aidar,Marcelo. XI. Salusse, Marcus. XII. Macedo, Mariano de Matos. XIII. TamadaNeto, Mario. XIV. Guimarães, Morlan Luigi. XV. Fernandes, Renê JoséRodrigues. XVI. Andreassi, Tales. XVII. Nassif, Vania. XVIII. Título.CDD ( 22.ed) - 658.110981
  3. 3. 3Global Entrepreneurship Monitor | EMPREENDEDORISMO NO BRASILINTERNACIONALGlobal Entrepreneurship ResearchAssociation – GERABabson College, Estados UnidosUniversidad del Desarrollo, ChileUniversiti Tun Abdul Razak, MalásiaLondon Business School, Reino UnidoNACIONALInstituto Brasileiro da Qualidade eProdutividade (IBQP)Sandro Nelson Vieira – Diretor PresidenteEduardo Camargo Righi – Diretor JurídicoAlcione Belache – Diretor de OperaçõesPARCEIRO MASTER NO BRASILServiço Brasileiro de Apoio às Micro ePequenas Empresas (SEBRAE) –Roberto Simões – Presidente do ConselhoDeliberativo Nacional (CDN)Luiz Eduardo Pereira Barretto Filho – DiretorPresidenteCarlos Alberto dos Santos – Diretor TécnicoJosé Claudio dos Santos – Diretor deAdministração e FinançasPio Cortizo – Gerente da Unidade de GestãoEstratégica (UGE)PARCEIRO ACADÊMICO NO BRASILFundação Getulio Vargas (FGV-EAESP)Carlos Ivan Simonsen Leal – Presidente da FGVMaria Tereza Leme Fleury – Diretora da Escolade Administração de Empresas de São PauloTales Andreassi – Coordenador do Centro deEmpreendedorismo e Novos NegóciosPARCEIROS NO PARANÁServiço Social da Indústria (SESI/PR)Edson Luiz Campagnolo – Presidente SESI/PRJosé Antonio Fares – Diretor SuperintendenteSESI/PRUniversidade Federal do Paraná (UFPR)Zaki Akel Sobrinho – ReitorSergio Scheer – Pró-reitor de Pesquisa e Pós-graduaçãoEmerson Carneiro Camargo – Diretor Executivoda Agência de Inovação UFPRInstituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar)Júlio César Felix – Diretor PresidenteCOORDENAÇÃO DO GEM
  4. 4. 4 Global Entrepreneurship Monitor | EMPREENDEDORISMO NO BRASILCoordenação Geral – IBQPSimara Maria de Souza Silveira GrecoCoordenação da pesquisa de campo comespecialistasPaulo Alberto Bastos Junior – TECPARAlessa Paiva dos Santos – TECPARCoordenação de Análises e de RedaçãoTales Andreassi – FGV-EAESPAnálise EconômicaMariano de Matos MacedoEquipe IBQPMario Tamada NetoAdriano Luiz AntunesFábio Fernandes PereiraMorlan Luigi GuimarãesGraziela Boabaid RighiPesquisadores e analistasGilberto Sarfati – FGV-EAESPJoana Paula Machado - IBQPLaura Pansarella – FGV-EAESPMarcelo Aidar – FGV-EAESPMario Tamada Neto – IBQPMarco Aurélio Bedê – SEBRAEMarcus Salusse – FGV-EAESPRene José Rodrigues Fernandes – FGV-EAESPSimara Maria de Souza Silveira Greco – IBQPTales Andreassi – FGV-EAESPVania Nassif – UNINOVEPesquisa de Campo com EspecialistasNacionais em EmpreendedorismoEntrevistadoresAlessa Paiva dos Santos – TECPARDouglas Fernando Brunetta – TECPAREliane Terezinha Vieira Rocha – TECPARFelipe Scuissiatto – TECPARLeonardo Henrique Nardim – IBQPPaulo Alberto Bastos Junior – TECPARRevisão de conteúdos e de textosJúlio César Felix – TECPARMarco Aurélio Bedê – SEBRAEMariano de Matos MacedoGraziela Boabaid RighiPesquisa de Campo com População AdultaRogério de Mello Bonilha - EIArte, projeto gráfico e diagramaçãoJuliana MontielGráficaImprensa da Universidade Federal do Paraná(UFPR)EQUIPE TÉCNICA
  5. 5. 5Global Entrepreneurship Monitor | EMPREENDEDORISMO NO BRASILAdalbéria Wilson Gomes – Analista de políticaspúblicasAfonso Otávio Cozzi – FDC - Fundação DomCabralAldrin do Nascimento Lopes – SEBRAE - BoaVistaAlessandro Machado – SEBRAE - RSAnderson Schmidt – BlogolândiaAntonio J. M Azevedo – ABAV - AssociaçaoBrasileira de ViagensAntonio Palhares – FVGArno Ernélio Henn – TH InovaçãoBernardo Lopes Portugal – Portugal VilellaCandido Ernesto Prada – Paintech Ind. E Com.Ltda.Carlos Magno Libardi da Penha – AplysiaAssessoria e Consultoria Ltda.Célia Vagas Buzzo – Dilecta Farmácia deManipulação Ltda.Cynthia Carvalho – UNB Universidade deBrasíliaEdson Nunes Oliveira – Eaut Comércio deMaterial Elétrico e Serviços Ltda.Edvar Dias Campos – CED ContabilidadeEliana Cardoso Emediato de Azambuja –Ministério da Ciência e TecnologiaEllen Guimarães Duarte Dias – IETEC-CEFET/RJEuler Guimarães Menezes de Souza –FUCAPIFabio Junges – TeevoFernando Gadelha – SEBRAE - ESFrancisco Alves Bezerra – SEBRAE - ACGeraldo Magela da Silva – Consultor e ProfessorUniversitárioGilberto Sarfati – FGVGilmar Mendes Lourenço – IPARDES - InstitutoParanaense de Desenvolvimento EconômicoSocialIldo Fernando S. Meneghetti – BADESULInocêncio de Oliveira – Dialétika FenômenosOrganizacionaisIran Almeida Pordeus – BDMGJairo Martins da Silva – FNQJanete Genetris Soares – Incubadora FenixJanio Shuite Matsunaga – Takeshi equipamentosdigitaisJeovan Figueiredo – UFMSJimmy Peixe Mc Intyre – ConsultorJoão Vieira de Almeida Neto – DDSULJoaquim Magno de Souza – RoraimaAdventuresJorge Luis Nicolas Audy – PUC - RSJorge Tadeu de Barros Veneza – SEBRAE - MSJosé Américo dos Santos – SEBRAE - SergipeJosé de Alencar S. Silva – Programa Providênciade Elevação da Renda FamiliarJosé Luciano Asssis Pereira – Superintendênciade Inovação TecnológicaJuliana Pires de Moraes – Água FrescaJulio Cesar de Oliveira–MCKEmpreendimentosTurísticos e Hoteleiros Ltda.Juraci José Pereira – Juscon Contábil eAssessoria Ltda.Karina Boner – Grupo TBALaercio Gomes de Lima – Central de óculosLamisse Said da Silva Cavalcante – SEBRAE - AMLayelli Abou Chahine – A FórmulaLeonardo de Abreu Carolino – SEBRAE - PELeonardo Fares Menhem – Vice PresidenteFUMSOFT e Diretor Concert Technologies S/ALuciana Soares Pires Retes – SEBRAE - TOLuiz Carlos de Moraes Damasceno – DamaCentro Regional de Ensino Técnico Ltda.Magda Lauri Gomes Leite – CEFET - RJENTREVISTADOS NA PESQUISA COM ESPECIALISTAS
  6. 6. 6 Global Entrepreneurship Monitor | EMPREENDEDORISMO NO BRASILMarcelo Bernardo Pacheco de Souza –AnalistaMarcelo Hiroshi Nakagawa – INSPERMarcelo Yeiri Marinho – CPF ParafusosMarcílio César de Andrade – CETEC - FundaçãoCentro TecnológicoMarcio Kilson – FemicroMarcus Vinicius Mazega Figueredo – HiTechnologiesMarilena Chaves – Fundação João PinheiroMário Vasconcelos Andrade – TECNED -Tecnologias Educacionais Ltda.Maurício Pinzkoski – AGE ComunicaçãoMilton Luiz de Melo Santos – Agência deFomento PaulistaMonica Hauck – SolidesNatal Baglioni Meira Barros – SEDESC -SecretariaMunic.deDesenvolvimentoEconômico,de Ciência e Tecnologia e do Agronegócio - MSNiomar Lins Pimenta – FUCAPINorman de Paula Arruda Filho – ISAE FGVPatricia Araujo Pinheiro – Tortas e TortasPaulo Ferreira Ribeiro – Fast Help InformáticaPaulo Renato Cabral – Instituto InovaçãoPedro Geraldo Raimundo Falabella – Agênciade Fomento do AmazôniaPierre Santos Vilela – FAEMGPlinio Fernando Vieira Bevervanso – BB NutsComércioeImportaçãodeProdutosPromocionaisCorporativosRaimundo Nonato Mota Filho – Agência deFomento de RoraimaRicardo Puga – Professor, Pesquisador eConsultorRivanda Meira Teixeira – Empreendedorismo eGestão de Pequenas Empresas SergipanasRoberto Bellucci – SEBRAE - PARoberto de Abreu e Lima Almeida – SDEC -Secretaria de Desenvolvimento Econômico - PERoberto Maia Rosenbaum – IDEGE - Institutode desenvolvimento e Gestão EmpresarialRodrigo Gomes Marques Silvestre –Solbravo S/ARogério Sapia Gonçalves – Nadar FitnessAquático Academia de Natação e Ginástica Ltda.Sandra Maria Silva Ungar – Técnica Secretariade Educação Profissional e Tecnológica do MECSérgio Yates – PUC - RJTerezinha de Jesus Dário Acris – Ploter Imageme Impressão da Amazônia Ltda.Thiago Turchetti Maia – EmpresárioThomas Malbq – CCAAViviane Ferran – SEBRAE - RSWalter Roosevelt Coutinho – Conselho Regionalde Contabilidade de Minas GeraisZaira de Melo Pereira – SEBRAE - MT
  7. 7. 7Global Entrepreneurship Monitor | EMPREENDEDORISMO NO BRASILLista de Quadros e tabelas..........................................9Lista de figuras e quadros..........................................13Agradecimento..........................................................15Prefácio......................................................................17Introdução.................................................................191 POSTURA DA POPULAÇÃO EM RELA-ÇÃO À ATIVIDADE EMPREENDEDORA EAVALIAÇÃO DOS ESPECIALISTAS SOBREAS CONDIÇÕES PARA EMPREENDER NOBRASIL E DEMAIS PAÍSES PARTICIPAN-TES.............................................................. 251.1 Mentalidade empreendedora no Brasil, regiões edemais países participantes – avaliação da populaçãoadulta ........................................................................25Conhecimento sobre a abertura de novos negócios.......27Oportunidades e capacidades percebidas.....................27Medo do fracasso .......................................................27Percepções sobre o empreendedorismo........................281.2 O sonho do Brasileiro – avaliação da populaçãoadulta do país.............................................................281.3 Condições para empreender no Brasil comparandoao grupo de países participantes – avaliação dos espe-cialistas entrevistados................................................291.3.1 Fatores favoráveis ............................................291.3.1.1 Fatores favoráveis ao empreendedorismo indi-cados pelos especialistas nas questões abertas (manifes-tação espontânea).....................................................291.3.1.2 Fatores favoráveis ao empreendedorismo ava-liados pelos especialistas nos questionários (questõesfechadas com notas de 1 a 5)....................................301.3.2 Fatores limitantes.............................................331.3.2.1 Fatores limitantes ao empreendedorismo indi-cados pelos especialistas nas questões abertas (manifes-tação espontânea).....................................................331.3.2.2 Fatores limitantes ao empreendedorismo ava-liados pelos especialistas nos questionários (questõesfechadas com notas de 1 a 5)....................................342 EMPREENDEDORISMO NO BRASIL E RE-GIÕES SEGUNDO ESTÁGIO.................... 392.1 Principais taxas segundo o estágio dos empreendi-mentos no Brasil e regiões comparadas aos grupos depaíses.........................................................................392.2 Principais atividades desenvolvidas pelos empreen-dedores brasileiros....................................................423 TAXAS ESPECÍFICAS DE EMPREENDE-DORISMO PARA CARACTERÍSTICAS DE-MOGRÁFICAS SEGUNDO ESTÁGIO DOEMPREENDIMENTO – BRASIL, REGIÕESBRASILEIRAS E DEMAIS PAÍSES PARTICI-PANTES DO GEM...................................... 513.1 Faixa etária..........................................................513.2 Faixa de renda.....................................................533.3 Nível de escolaridade..........................................553.4 Gênero................................................................584PERFILDOEMPREENDEDORBRASILEIROSEGUNDO ESTÁGIO DO EMPREENDIMEN-TO E CARACTERÍSTICAS DEMOGRÁFICASNO BRASIL E REGIÕES (PROPORÇÃO DEEMPREENDEDORES)................................ 654.1 Faixa etária..........................................................654.2 Faixa de renda.....................................................664.3 Nível de escolaridade..........................................674.4 Gênero................................................................694.5 Principais atividades econômicas dos empreende-dores segundo o gênero............................................735 CARACTERÍSTICAS DOS EMPREENDI-MENTOS..................................................... 775.1 Expectativa de Geração de empregos ................775.2 Novidade do produto..........................................795.3 Concorrência ......................................................815.4 Tecnologia ...........................................................835.5 Orientação internacional ....................................85SUMÁRIO
  8. 8. 8 Global Entrepreneurship Monitor | EMPREENDEDORISMO NO BRASIL6 MOTIVAÇÃO........................................... 896.1 Empreendedores iniciais segundo motivação .....896.2 Motivação dos empreendedores iniciais segundo ascaracterísticas demográficas......................................926.3 Motivação dos empreendedores iniciais segundocaracterísticas do empreendimento..........................937 Busca de orgãos de apoio ....................... 978 INVESTIDOR INFORMAL............................1039 RECOMENDAÇÕES......................................107Referências........................................................111APÊNDICE 1CONSIDERAÇÕES SOBRE METODOLOGIA E PRO-CEDIMENTOS........................................................115A.1 Introdução.........................................................115A.2 O objetivo do GEM...........................................115A.3 A definição de empreendedorismo adotada peloGEM........................................................................116A.4 Público-alvo......................................................116A.5 O modelo GEM................................................117Figura A1.1 - O modelo GEM.................................117Figura A1.2 – O processo empreendedor .............118A.6 Classificação dos países participantes da pes-quisa........................................................... 118A.7 Definições operacionais, indicadores e taxas....118O processo empreendedor.....................................118Indicadores e taxas..................................................119A.8 Condições que afetam o empreendedorismo .120A.9 Coleta de Dados...............................................121Pesquisa com população adulta...............................124Pesquisa com especialistas nacionais.......................125Pesquisa em fontes secundárias...............................125A.10 Processamento e tratamento dos dados........125APÊNDICE 2Principais dados e taxas...........................................129APÊNDICE 3Equipes e patrocinadores 2012....................... 159
  9. 9. 9Global Entrepreneurship Monitor | EMPREENDEDORISMO NO BRASILQuadro I.1 - Classificação dos países participantes se-gundo a fase do desenvolvimento econômico – 2012..................................................................................20Tabela 1.1 - Mentalidade empreendedora: proporções¹– Brasil e países – 2012..................................................................................25Tabela 1.2-MentalidadeEmpreendedora:proporções¹– Brasil e regiões– 2012..................................................................................26Tabela 1.3 - Mentalidade empreendedora segundo es-tágio: proporções¹ – Brasil – 2012..................................................................................26Tabela 1.4 - Sonho dos brasileiros: proporções¹ – Bra-sil e regiões– 2012..................................................................................29Tabela 1.5 - Condições que afetam o empreendedoris-mo: proporções¹ relativas a fatores favoráveis segundoa percepção dos especialistas – Brasil – 2012..................................................................................30Tabela 1.6 - Avaliação dos especialistas sobre as con-dições que afetam o empreendedorismo: relativa aosfatores favoráveis (médias¹ das respostas dos tópicos)– Brasil e regiões– 2012..................................................................................30Tabela 1.7 - Fatores favoráveis – Resultados do ques-tionário com especialistas com perguntas estruturadassobre percepção de oportunidades existentes – Brasile países – 2012..................................................................................31Tabela 1.8 - Fatores favoráveis – Resultados do ques-tionário com especialistas com perguntas estruturadassobre a valorização da inovação sob o ponto de vistados clientes – Brasil e países – 2012..................................................................................31Tabela 1.9 - Fatores favoráveis – Resultados do ques-tionário com especialistas com perguntas estruturadassobre nível de motivação e valorização do empreende-dor e seu papel – Brasil e países – 2012..................................................................................32Tabela 1.10 - Fatores favoráveis – Resultados do ques-tionário com especialistas com perguntas estruturadassobre a dinâmica e apoio ao empreendedorismo femi-nino – Brasil e países – 2012..................................................................................32Tabela 1.11 - Condições que afetam o empreendedo-rismo: proporções¹ relativas a fatores limitantes segun-do a percepção dos especialistas – Brasil – 2012..................................................................................33Tabela 1.12 - Avaliação dos especialistas sobre as con-dições que afetam o empreendedorismo: relativa aosfatores limitantes (médias¹ das respostas dos tópicos)– Brasil e regiões– 2012..................................................................................34Tabela 1.13 - Fatores limitantes – Resultado do ques-tionário com especialistas com perguntas estruturadassobre políticas governamentais: burocracia e impostos– Brasil e países – 2012..................................................................................34Tabela 1.14 - Fatores limitantes – Resultado do ques-tionário com especialistas com perguntas estruturadassobre políticas governamentais: concretas (prioridadese suporte) – Brasil e países – 2012..................................................................................35Tabela 1.15 - Fatores limitantes – Resultado do ques-tionário com especialistas com perguntas estruturadassobre ambiente financeiro relacionado ao empreende-dorismo – Brasil e países – 2012..................................................................................35Tabela 1.16 - Fatores limitantes – Resultado do ques-tionário com especialistas com perguntas estruturadassobre nível de educação empreendedora no ensino fun-damental e médio – Brasil e países – 2012..................................................................................36Tabela 1.17 - Fatores limitantes – Resultado do ques-tionário com especialistas com perguntas estruturadassobre nível de educação empreendedora no ensino téc-nico e superior – Brasil e países – 2012..................................................................................36Tabela 2.1 - Empreendedores segundo estágio do em-preendimento – Grupo de países – 2012..................................................................................40Tabela 2.2 - Principais atividades dos empreendedo-res: proporções¹ – Brasil – 2012..................................................................................43Tabela 2.3 - Principais atividades dos empreendedo-res: proporções¹ – Região Norte – 2012..................................................................................44Tabela 2.4 - Principais atividades dos empreendedo-res: proporções¹ – Região Nordeste – 2012..................................................................................45Tabela 2.5 - Principais atividades dos empreendedo-res: proporções¹ – Região Centro-Oeste – 2012..................................................................................46LISTA DE QUADROS E TABELAS
  10. 10. 10 Global Entrepreneurship Monitor | EMPREENDEDORISMO NO BRASILTabela 2.6 - Principais atividades dos empreendedo-res: proporções¹ – Região Sudeste – 2012..................................................................................47Tabela 2.7 - Principais atividades dos empreendedo-res: proporções¹ – Região Sul – 2012..................................................................................48Tabela 3.1 - Taxas¹ específicas de empreendedorismoinicial (TEA) segundo o nível de escolaridade – Brasil eregiões – 2012..................................................................................57Tabela 3.2 - Taxas¹ específicas de empreendedorismoestabelecido (TEE) segundo o nível de escolaridade –Brasil e regiões – 2012..................................................................................57Tabela 3.3 - Empreendedores em estágio inicial (TEA)segundo gênero – Grupo de países – 2012..................................................................................58Tabela 3.4 - Empreendedores em estágio estabelecido(TEE) segundo gênero – Grupo de países – 2012..................................................................................58Tabela 3.5 - Taxas¹ específicas de empreendedorismoInicial (TEA) segundo gênero – Brasil e regiões – 2012..................................................................................59Tabela 3.6 - Taxas¹ específicas de empreendedorismoestabelecido (TEE) segundo gênero – Brasil e regiões– 2012..................................................................................59Tabela 3.7 - Taxas¹ específicas de empreendedorismoinicial (TEA), gênero segundo características demográ-ficas – Brasil e regiões – 2012..................................................................................59Tabela 3.8 - Taxas¹ específicas de empreendedorismoestabelecido (TEE), gênero segundo características de-mográficas – Brasil e regiões – 2012...................................................................................60Tabela 4.1 - Perfil de empreendedores iniciais segundoo nível de escolaridade: proporções¹ – Brasil e regiões– 2012..................................................................................69Tabela 4.2 - Perfil de empreendedores estabelecidossegundo o nível de escolaridade: proporções¹ – Brasile regiões – 2012..................................................................................69Tabela 4.3 - Perfil de empreendedores iniciais segundogênero: proporções¹ – Brasil e regiões – 2012..................................................................................70Tabela 4.4 - Perfil de empreendedores estabelecidossegundo gênero: proporções¹ – Brasil e regiões – 2012..................................................................................70Tabela 4.5 - Perfil dos empreendedores iniciais, gêne-ro segundo características demográficas: proporções¹– Brasil e regiões – 2012..................................................................................71Tabela 4.6 - Perfil dos empreendedores estabele-cidos, gênero segundo características demográficas:proporções¹ – Brasil e regiões – 2012..................................................................................72Tabela 4.7 - Principais atividades desenvolvidas pelosempreendedores segundo gênero: proporções¹ – Bra-sil – 2012..................................................................................74Tabela 5.1 - Características dos empreendimentos ini-ciais segundo a expectativa de geração de empregos:proporções¹ – Grupo de países – 2012..................................................................................77Tabela 5.2 - Características dos empreendimentos es-tabelecidos segundo a expectativa de geração de em-pregos: proporções¹ – Grupo de países – 2012..................................................................................78Tabela 5.3 - Características dos empreendimentosiniciais segundo a novidade do produto ou serviço:proporções¹ – Grupo de países – 2012..................................................................................79Tabela 5.4 - Características dos empreendimentos es-tabelecidos segundo a novidade do produto ou serviço:proporções¹ – Grupo de países – 2012..................................................................................80Tabela 5.5 - Características dos empreendimentosiniciais segundo a novidade do produto ou serviço:proporções¹ – Brasil e regiões – 2012..................................................................................80Tabela 5.6 - Características dos empreendimentos es-tabelecidos segundo a novidade do produto ou serviço:proporções¹ – Brasil e regiões – 2012..................................................................................81Tabela 5.7 - Características dos empreendimentos ini-ciais segundo a concorrência: proporções¹ – Grupo depaíses – 2012..................................................................................81Tabela 5.8 - Características dos empreendimentosestabelecidos segundo a concorrência: proporções¹ –Grupo de países – 2012..................................................................................82Tabela 5.9 - Características dos empreendimentos ini-
  11. 11. 11Global Entrepreneurship Monitor | EMPREENDEDORISMO NO BRASILciais segundo a idade da tecnologia: proporções¹ – Bra-sil e regiões – 2012..................................................................................83Tabela 5.10 - Características dos empreendimentos es-tabelecidos segundo a idade da tecnologia: proporções¹– Brasil e regiões – 2012..................................................................................83Tabela 5.11 - Características dos empreendimentosiniciais segundo a idade da tecnologia: proporções¹ –Grupo de países – 2012..................................................................................84Tabela 5.12 - Características dos empreendimentos es-tabelecidos segundo a idade da tecnologia: proporções¹– Grupo de países – 2012..................................................................................84Tabela 5.13 - Características dos empreendimentosiniciais segundo a orientação internacional: proporções¹– Brasil e regiões – 2012..................................................................................85Tabela 5.14 - Características dos empreendimen-tos estabelecidos segundo a orientação internacional:proporções¹ – Brasil e regiões – 2012..................................................................................85Tabela 5.15 - Características dos empreendimentosiniciais segundo a orientação internacional: proporções¹– Grupo de países – 2012..................................................................................86Tabela 5.16 - Características dos empreendimen-tos estabelecidos segundo a orientação internacional:proporções¹ – Grupo de países – 2012..................................................................................86Tabela 6.1 - Empreendedores em estágio inicial se-gundo a motivação: proporções¹ – Grupo de países –2012..................................................................................89Tabela 6.2 - Taxas¹ de empreendedores em estágioinicial (TEA) segundo a motivação – Brasil e regiões –2012..................................................................................91Tabela 6.3 - Principais atividades desenvolvidas pelosempreendedores segundo motivação: proporções¹ –Brasil – 2012..................................................................................92Tabela 6.4 - Taxas¹ específicas de empreendedorismoinicial por oportunidade (TEA), segundo característicasdemográficas – Brasil e regiões – 2012..................................................................................93Tabela 6.5 - Características dos empreendimentos ini-ciais segundo motivação: proporções¹ – Brasil e regiões– 2012..................................................................................94Tabela 7.1 - Busca de órgãos de apoio segundo estágiodo empreendimento: proporções¹ – Brasil – 2012..................................................................................97Tabela 7.2 - Total de empreendedores que buscaramórgãos de apoio segundo características demográficas:proporções¹ – Brasil – 2012..................................................................................98Tabela 7.3 - Total de Empreendedores que buscaramórgãos de apoio segundo características do empreendi-mento: proporções¹ – Brasil – 2012..................................................................................99Tabela 8.1 - Taxas¹ de investidores informais e valormédio investido – Grupo de países – 2012................................................................................103Tabela 8.2 - Taxas¹ de investidores informais e valorinvestido – Brasil e regiões – 2012................................................................................103Tabela 8.3 - Relacionamento dos investidores infor-mais com os indivíduos que receberam o investimento:proporções¹ – Brasil e regiões – 2012................................................................................104Tabela 9.1 - Recomendações dos especialistas sobremelhorias no ambiente para empreender no Brasil:proporções¹ – 2012................................................................................107Quadro A1.1 - Terminologias e principais medidas do GEM................................................................................119Quadro A1.2 - Descrição das condições que afetam oempreendedorismo (EFC)segundo o modelo GEM................................................................................120Quadro A1.3 - Países participantes do GEM de 2001a 2012................................................................................122Quadro A1.4 - Resumo do plano amostral da pesquisacom população adulta – GEM Brasil – 2012................................................................................124Tabela A2.1 - Taxas¹ de atividades empreendedorassegundo estágio e fase do desenvolvimento econômico– Grupo de países – 2012................................................................................129Tabela A2.2 - Taxas¹ de empreendedores iniciais(TEA) segundo motivação e fase do desenvolvimentoeconômico – Grupo de países – 2012................................................................................130
  12. 12. 12 Global Entrepreneurship Monitor | EMPREENDEDORISMO NO BRASILTabela A2.3 - Taxas¹ de empreendedores iniciais (TEA)segundo gênero e fase do desenvolvimento econômico– Grupo de países – 2012................................................................................131Tabela A2.4 - Taxas¹ de empreendedores estabeleci-dos (TEE) segundo gênero e fase do desenvolvimentoeconômico – Grupo de países – 2012................................................................................132Tabela A2.5 - Taxas¹ de empreendedores iniciais(TEA) segundo faixa etária e fase do desenvolvimentoeconômico – Grupo de países – 2012................................................................................133Tabela A2.6 - Taxas¹ de empreendedores estabele-cidos (TEE) segundo faixa etária e fase do desenvolvi-mento econômico – Grupo de países – 2012................................................................................134Tabela A2.7 - Taxas¹ de empreendedores iniciais (TEA)segundo nível de escolaridade e fase do desenvolvimen-to econômico – Grupo de países – 2012................................................................................135Tabela A2.8 - Taxas¹ de empreendedores estabeleci-dos (TEE) segundo grau de escolaridade e fase do de-senvolvimento econômico – Grupo de países – 2012................................................................................136Tabela A2.9 - Taxas¹ dos empreendedores iniciais(TEA) segundo faixa de renda e fase do desenvolvimen-to econômico – Grupo de países – 2012................................................................................137Tabela A2.10 - Taxas¹ de empreendedores estabeleci-dos (TEE) segundo faixa de renda e fase do desenvolvi-mento econômico – Grupo de países – 2012................................................................................138Tabela A2.11 - Taxas¹ de investidores informais e valormédio investido (em US$), segundo fase do desenvolvi-mento econômico – Grupo de países – 2012................................................................................139Tabela A2.12 - Novidade do produto ou serviço se-gundo estágio e fase do desenvolvimento econômico:proporções¹ – Grupo de países – 2012................................................................................140Tabela A2.13 - Concorrência segundo estágio e fasedo desenvolvimento econômico – Grupo de países –2012................................................................................141Tabela A.14 - Idade da tecnologia segundo estágio efase do desenvolvimento econômico: proporções¹ –Grupo de países – 2012................................................................................142Tabela A2.15 - Orientação internacional segundo está-gio e fase do desenvolvimento econômico: porporções¹– Grupo de países – 2012................................................................................143Tabela A2.16 - Expectativa de geração de empregossegundo estágio e fase do desenvolvimento econômico:proporções¹ – Grupo de países – 2012................................................................................144Tabela A2.17 - Condições que afetam o empreende-dorismo (EFC), percepções dos especialistas – Brasil eregiões – 2012................................................................................145Tabela A2.18 - Avaliação dos especialistas sobre ascondições que afetam o empreendedorismo: respostasdos tópicos – Brasil e regiões– 2012................................................................................146Tabela A2.19 - Taxas¹ específicas de empreendedoressegundo gênero – Brasil e regiões – 2012................................................................................147Tabela A2.20 - Taxas¹ específicas de empreendedoressegundo faixa etária – Brasil e regiões – 2012................................................................................148Tabela A2.21 - Taxas¹ específicas de empreendedoressegundo nível de escolaridade – Brasil e regiões – 2012................................................................................149Tabela A2.22 - Taxas¹ específicas de empreendedoressegundo faixa de renda – Brasil e regiões – 2012................................................................................150Tabela A2.23 - Empreendedores segundo a novidadedo produto ou serviço – Brasil e regiões – 2012................................................................................151Tabela A2.24 - Empreendedores segundo a concor-rência – Brasil e regiões – 2012................................................................................152Tabela A2.25 - Empreendedores segundo a orienta-ção internacional – Brasil e regiões – 2012................................................................................153Tabela A2.26 - Empreendedores segundo Expectativade criação de empregos – Brasil e regiões – 2012................................................................................154Tabela A2.27 - Empreendedores segundo idade datecnologia ou processo – Brasil e regiões – 2012................................................................................155Quadro A3.1 - Equipes e patrocinadores 2012................................................................................159
  13. 13. 13Global Entrepreneurship Monitor | EMPREENDEDORISMO NO BRASILLISTA DE FIGURAS E GRÁFICOSFigura I1: O processo empreendedor segundo defini-ções adotadas pelo GEM..................................................................................19Figura A1. 1 - O modelo GEM................................................................................117Figura A1.2 – O processo empreendedor................................................................................118Gráfico 2.1 - Atividade empreendedora em estágioinicial (TEA) segundo a fase do desenvolvimento eco-nômico: taxa – Grupo de Países – 2012..................................................................................40Gráfico 2.2 - Atividade empreendedora em estágio es-tabelecido (TEE) segundo a fase do desenvolvimentoeconômico: taxa – Grupo de Países – 2012..................................................................................41Gráfico 2.3 - Evolução da atividade empreendedo-ra segundo estágio do empreendimento (TTE, TEA eTEE): taxa – Brasil – 2002:2012..................................................................................41Gráfico 2.4 - Evolução da atividade empreendedorasegundo estágio do empreendimento (Iniciais, Novos eNascentes): taxa – Brasil – 2002:2012..................................................................................42Gráfico 2.5 - Taxas de Empreendedores segundo o es-tágio do empreendimento – Brasil e regiões – 2012..................................................................................42Gráfico 3.1 - Taxas específicas de empreendedoresiniciais (TEA) segundo faixa etária – Grupo de Países– 2012..................................................................................51Gráfico 3.2 - Taxas específicas de empreendedoresestabelecidos (TEE) segundo faixa etária – Grupo dePaíses – 2012..................................................................................52Gráfico 3.3 - Taxas específicas dos empreendedoresiniciais (TEA) segundo faixa etária – Brasil e Regiões –2012..................................................................................52Gráfico 3.4 - Taxas específicas dos empreendedoresestabelecidos (TEE) segundo faixa etária – Brasil e Re-giões – 2012..................................................................................53Gráfico 3.5 - Taxas específicas dos empreendedoresiniciais (TEA) segundo a faixa de renda – Grupos de Pa-íses – 2012..................................................................................53Gráfico 3.6 - Taxas específicas dos empreendedoresestabelecidos (TEE) segundo a faixa de renda – Gruposde Países – 2012..................................................................................54Gráfico 3.7 - Taxas específicas de empreendedores ini-ciais (TEA) segundo a faixa de renda – Brasil e Regiões– 2012..................................................................................54Gráfico 3.8 - Taxas específicas de empreendedoresestabelecidos (TEE) segundo a faixa de renda – Brasile Regiões – 2012..................................................................................54Gráfico 3.9 - Taxas específicas de empreendedoresiniciais (TEA) segundo o Nível de escolaridade - Grupode países - 2012..................................................................................55Gráfico 3.10 - Taxas específicas de empreendedoresestabelecidos (TEE) segundo o Nível de escolaridade -Grupo de países - 2012..................................................................................55Gráfico 3.11 - Taxas específicas de empreendedoresiniciais (TEA) segundo o nível de escolaridade – Brasil eRegiões – 2012..................................................................................56Gráfico 3.12 - Taxas específicas de empreendedoresestabelecidos (TEE) segundo o nível de escolaridade –Brasil e Regiões – 2012..................................................................................56Gráfico 3.13 - Evolução de empreendedores iniciais(TEA) segundo gênero: taxas – Brasil – 2002:2012..................................................................................60Gráfico 3.14 - Evolução de empreendedores estabele-cidos (TEE) segundo gênero: taxas – Brasil –2006:2012..................................................................................61Gráfico 4.1 - Empreendedores em estágio inicial segun-do faixa etária: proporções – Brasil e Regiões – 2012..................................................................................65Gráfico 4.2 - Empreendedores em estágio estabeleci-do segundo faixa etária: proporções – Brasil e Regiões– 2012..................................................................................66Gráfico 4.3 - Empreendedores em estágio inicial se-gundo a faixa de renda: proporções – Brasil e Regiões– 2012..................................................................................66
  14. 14. 14 Global Entrepreneurship Monitor | EMPREENDEDORISMO NO BRASILGráfico 4.4 - Empreendedores em estágio estabele-cido segundo a faixa de renda: proporções – Brasil eRegiões – 2012..................................................................................67Gráfico 4.5 - Empreendedores em estágio inicial se-gundo o nível de escolaridade: proporções – Brasil eRegiões – 2012..................................................................................68Gráfico 4.6 - Empreendedores em estágio estabeleci-do segundo o nível de escolaridade: proporções – Brasile Regiões – 2012..................................................................................68Gráfico 5.1 - Empreendedores em estágio inicial se-gundo a expectativa de geração de empregos nos pró-ximos 5 anos: proporções – Brasil e regiões – 2012..................................................................................78Gráfico 5.2 - Empreendedores em estágio estabeleci-do segundo a expectativa de geração de empregos nospróximos 5 anos: proporções – Brasil e regiões – 2012..................................................................................79Gráfico 5.3 - Empreendedores em estágio inicial se-gundo a concorrência: proporções – Brasil e regiões –2012..................................................................................82Gráfico 5.4 - Empreendedores em estágio estabeleci-do segundo a concorrência: proporções – Brasil e re-giões – 2012..................................................................................83Gráfico 6.1 - Oportunidade como percentual TEA –Grupo de países – 2012..................................................................................90Gráfico 6.2 - Evolução da taxa dos empreendedoresiniciais (TEA) por oportunidade e necessidade – Brasil– 2002:2012..................................................................................90Gráfico 6.3 - Evolução da oportunidade como percen-tual da TEA – Brasil – 2002:2012..................................................................................90Gráfico 7.1 - Empreendedores segundo a busca de ór-gãos de apoio: proporções – Brasil e Regiões – 2012..................................................................................97Gráfico 9.1 - Recomendações de melhorias no am-biente para empreender: proporções – Brasil e Regiões– 2012................................................................................108
  15. 15. 15Global Entrepreneurship Monitor | EMPREENDEDORISMO NO BRASIL O IBQP – Instituto Brasileiro da Qualidadee Produtividade tem a honra e a responsabilidadede, desde 2000, ser o executor da pesquisa GEM(Global Entrepreneurship Monitor) no Brasil. OGEM, como se sabe, é a maior pesquisa sobreempreendedorismo global, o que nos colocacomo referência no estudo sobre a evolução doempreendedorismo no Brasil. É uma missão valorosa, que não seriapossível sem a parceria de instituições queacreditam e investem neste trabalho. Destacamos a parceria longeva com oSebrae, que teve a iniciativa de promover, a partirdesta edição, a realização dos estudos regionaisno Brasil. Agora, pela primeira vez desde que oGEM começou a ser executado no país, temosdados sobre a atividade empreendedora nas cincoregiões brasileiras. Ressaltamos também a parceria técnicacom o Centro de Empreendedorismo e NovosNegócios da Fundação Getúlio Vargas – FGVCenn, que muito vem enriquecendo o conteúdodas análises da pesquisa GEM Brasil. O Tecpar – Instituto de Tecnologia doParaná, que trabalhou conosco na realização daetapa da pesquisa com especialistas, se mostrouum parceiro de grande dedicação e desempenho. Dedicação e comprometimento tambémnão faltaram à equipe da imprensa da UFPR –Universidade Federal do Paraná na reproduçãográfica das publicações. O sucesso do GEM 2012 não seria possíveltambém sem o fundamental apoio do Sesi Paranáe do Sistema Fiep – Federação das Indústrias doEstado do Paraná, parceiros do programa desde2003. Uma das constatações que se confirmana pesquisa de 2012 é a posição de destaquedo Brasil na maioria das taxas que indicam aatividade empreendedora em relação ao grupode países participantes. Mantém-se também emdestaque, a importante participação feminina nocenário empreendedor nacional. Outro dadorelevante é que o número de empreendedorespor oportunidade supera o de empreendedorespor necessidade. Tais retratos demonstram comoo Brasil desenvolveu seu ambiente empreendedor.A melhora das condições de renda e empregono país são fatores primordiais para estimular acriação de novos negócios. No entanto, para que a atividadeempreendedora no Brasil continue seu caminhode crescimento e amadurecimento, muito maispode ser feito. Mais investimentos em educação,bem como a implementação de programas deensino do empreendedorismo em universidades,ensino médio e fundamental; a manutenção dascondições de emprego e renda da população;a desburocratização do processo de criaçãode novas empresas; a realização de reformastributárias e trabalhistas; e o aprimoramentode políticas de incentivo à inovação são algunsdos aspectos fundamentais que propiciam umambiente de negócios mais competitivo. Caberessaltar que, quanto maior o nível de escolaridadedo empreendedor, mais elevada é a tendência queseu negócio possua inovação associada e valoragregado. Nossos sinceros agradecimentos aosprofissionais empreendedores entrevistados nacondição de especialistas que dedicaram umaparceladeseutempo,conhecimentoeexperiência,contribuindocomrelevantesavaliaçõesesugestõespara a melhoria das condições do ambienteempreendedor no país. Por fim, agradecemos a cada uma dasentidades que acreditaram no projeto, não apenasno esforço institucional do IBQP como realizadorda pesquisa, mas principalmente no espíritoempreendedor brasileiro, que gera riqueza emelhorescondiçõesdevidanopaís.Parceriascomoas que possibilitaram a realização do GEM 2012são imprescindíveis para que continuemos nossosesforços de produzir uma análise aprofundadasobre a realidade do empreendedorismo noBrasil. Mais importante do que isso, somente oespírito de cada um dos brasileiros que acreditouem sua força e nas condições favoráveis parainvestir em seu negócio próprio.Sandro Nelson VieiraDiretor-presidente do IBQPagradecimentos
  16. 16. 16 Global Entrepreneurship Monitor | EMPREENDEDORISMO NO BRASIL
  17. 17. 17Global Entrepreneurship Monitor | EMPREENDEDORISMO NO BRASIL Ter o negócio próprio é o sonho de 44%dos brasileiros entrevistados pela pesquisa GlobalEntrepreneurship Monitor (GEM) de 2012. Elespreferem ter uma empresa ao invés de ter umemprego formal. Isso mostra como a qualidadedo empreendedorismo está mudando ao longodos últimos anos, porque está crescendo em ummomento em que o nível de emprego está alto.Hoje, de cada 10 empresas abertas, 7 são por umaquestão de oportunidade e não de necessidade,como ocorria no passado. A consolidação do mercado interno doPaís, com cerca de 100 milhões de consumidores,assim como a melhoria do ambiente legal para ospequenos negócios e o aumento da escolaridadedos empresários, que está acima da médiabrasileira, contribuíram para criar este ambientefavorável para o empreendedorismo em setoresdiversos. O GEM 2012 mostra com detalhes essenovo retrato social e econômico do Brasil. Apesquisa ouviu dez mil pessoas entre 18 e 64 anos,nas cinco regiões brasileiras, o que comprova essamudança cultural da nossa sociedade. Em 2002,20,9% da população estava envolvida na criaçãoou administração de um negócio. Dez anos depois,o índice saltou para 30,2% da população adulta,entre 18 e 64 anos. O crescimento de 44% na taxa deempreendedorismo é compatível com odinamismo da economia brasileira no período,quando o Produto Interno Bruto (PIB) cresceuem média cerca de 4%. Para 88% dos brasileirosadultos, o início de novo negócio é uma boa opçãode carreira. O Sebrae está acompanhando a evoluçãodo empreendedorismo no Brasil e trabalhapara cada vez mais fomentar o crescimento e ofortalecimento das micro e pequenas empresas.Elas são os motores da nossa economia.Representam 99% das empresas nacionais, geramcerca de 52% dos empregos e pagam 40% damassa salarial brasileira. Acreditamos que essa onda positiva danossa economia, assim como a vontade de milhõesde brasileiros de ser seu próprio chefe, vai ajudar adesenvolver de forma sustentável nosso País.Luiz BarrettoPresidente do Sebrae NacionalPREFÁCIO
  18. 18. 18 Global Entrepreneurship Monitor | EMPREENDEDORISMO NO BRASIL
  19. 19. 19Global Entrepreneurship Monitor | EMPREENDEDORISMO NO BRASIL Desde o ano 2000 o Brasil participa daPesquisa GEM – Global Entrepreneurship Monitor,pesquisa de âmbito mundial iniciada em 1999, porduas instituições internacionais: Babson College eLondon Business School. No Brasil, a pesquisa éconduzida pelo Instituto Brasileiro da Qualidadee Produtividade – IBQP e conta com a parceriatécnica e financeira do SEBRAE. Em 2011 pas-sou a contar com o apoio técnico do Centrode Empreendedorismo e Novos Negócios daFundação Getulio Vargas. Em 2012, o GEM Brasilentrou em uma nova etapa, com o aumento sig-nificativo da amostra pesquisada, de forma a nãosó melhorar as estimativas no nível nacional, comotambém permitir análises regionais. Neste ano de 2012 a pesquisa GEM con-tou com a participação de 69 países1, nos quaisforam realizadas as duas principais etapas da pes-quisa: o levantamento de dados primários jun-to à população com idade entre 18 e 64 anos ea obtenção de opiniões de especialistas2sobreas condições existentes nesses países para o de-senvolvimento de novos negócios. No Brasil, fo-ram entrevistados 10.000 indivíduos entre 18 e64 anos, representativos da população brasileiranessa faixa etária e residentes nas cinco regiõesdo país (2.000 entrevistados em cada uma dasregiões). Adicionalmente, foram entrevistados 87especialistas de diversos segmentos da sociedadebrasileira. Como a definição de empreendedorismoencontra diferentes vertentes, é importante apre-sentar o conceito utilizado pela pesquisa do GEM.O GEM tem como foco principal o indivíduo em-preendedor, mais do que o empreendimento emsi. Entende-se como empreendedorismo qualquertentativa de criação de um novo empreendimento,como por exemplo: uma atividade autônoma, umanova empresa ou a expansão de um empreendi-mento existente. O principal propósito do GEMé medir o envolvimento dos indivíduos na criaçãode novos negócios, ou seja, o empreendedor emestágio inicial. A medida adotada pelo GEM, TotalEarly-Stage Entrepreneurial Activity - TEA, tradu-zida como Taxa de Empreendedores em EstágioInicial, inclui os indivíduos que estão no processode iniciar um novo negócio, bem como aquelesque estão conduzindo um negócio há menos de42 meses. Tal medida acaba sendo o grande dife-rencial da pesquisa GEM quando comparada a ou-Figura I1: O processo empreendedor segundo definições adotadas pelo GEMINTRODUÇÃO1Apenas 67 países compõem as análises desse relatório, bem comodo relatório internacional.2Profissionais que acumulam conhecimento ou experiência em áreasrelacionadas à atividade empreendedora (ver apêndice 1)
  20. 20. 20 Global Entrepreneurship Monitor | EMPREENDEDORISMO NO BRASILtras bases de dados sobre o empreendedorismo,uma vez que a maioria dessas bases é formada pordados secundários ou registros formais relativos àsempresas. Apesar do foco principal do GEM ser aTEA, os empreendedores estabelecidos tambémsão objeto da pesquisa. Conforme descrito naFigura I.1, o GEM entende o empreendedorismocomo um processo que compreende as diferentesfases de desenvolvimento dos empreendimentos,desde a intenção de iniciar um negócio, passandopelo processo de efetivamente iniciá-lo (empre-endedores de negócios nascentes com até trêsmeses) e chegando ao estágio de administrar essenegócio seja num momento ainda inicial (empre-endedores de negócios novos com até 42 meses)ou já estabelecido (empreendedores de negóciosestabelecidos há mais de 42 meses).O GEM agrupa as economias dos países partici-pantes em três grupos3: países impulsionados porfatores, países impulsionados pela eficiência e pa-íses impulsionados pela inovação. As economiasimpulsionadas por fatores são dominadas pelaagricultura de subsistência e negócios extrativistas,intensivos em trabalho e recursos naturais. Naseconomias impulsionadas pela eficiência, o desen-volvimento é caracterizado pela industrialização epelos ganhos em economias de escala, com pre-dominância de grandes organizações intensivas emcapital. À medida que o desenvolvimento avança,os negócios são mais intensivos em conhecimentoPaíses impulsionadospor fatores (13)Países impulsionadospela eficiência (30)Países impulsionadospela inovação (24)Angola África do Sul AlemanhaArgélia Argentina ÁustriaBotsuana Barbados BélgicaEgito Bósnia e Herzegovina CingapuraEtiópia Brasil CoréiaGana Chile DinamarcaIrã China EslováquiaMalavi Colômbia EslovêniaNigéria Costa Rica EspanhaPalestina Croácia Estados UnidosPaquistão El Salvador FinlândiaUganda Equador FrançaZâmbia Estônia GréciaHungria HolandaLetônia IrlandaLituânia IsraelMacedônia ItáliaMalásia JapãoMéxico NoruegaNamíbia PortugalPanamá Reino UnidoPeru SuéciaPolônia SuíçaRomênia TaiwanRússiaTailândiaTrinidad & TobagoTunísiaTurquiaUruguaiFonte: GEM 2012Quadro I.1 - Classificação dos países participantes segundo a fase do desenvolvimentoeconômico – 20123Essa classificação é baseada no Relatório de Competitividade Global(Global Competitiveness Report) – Publicação do Fórum EconômicoMundial que identifica três fases do desenvolvimento econômico,considerando o PIB per capita e a parcela das exportações relativaaos bens primários.O Quadro I.1 apresenta os países participantes da pesquisa 2012 classificados segundo esses três grupos.
  21. 21. 21Global Entrepreneurship Monitor | EMPREENDEDORISMO NO BRASILe o setor de serviços se expande, caracterizandoas economias impulsionadas pela inovação. Este relatório está estruturado em 12 par-tes, iniciando-se com esta introdução, seguida pornove capítulos e, sendo finalizado por uma lista dereferências e relação de apêndices. O Capítulo1 descreve a postura da população em relação àatividade empreendedora, discutindo também aavaliação dos especialistas sobre as condições deempreender no Brasil e nos demais países parti-cipantes. O Capítulo 2 apresenta e compara osempreendedores brasileiros com os demais paí-ses participantes da pesquisa, bem como entre ascinco grandes regiões brasileiras (Norte, Centro-Oeste, Nordeste, Sudeste e Sul). O Capítulo 3discute as taxas específicas de empreendedorismosegundo o estágio do empreendimento e caracte-rísticas demográficas, considerando os diferentesgrupos de países e, no Brasil, as suas grandes re-giões. Já o Capítulo 4 analisa o perfil do empreen-dedor brasileiro, segundo o estágio do empreen-dimento e características demográficas. O capítulo5 muda a ótica de análise do empreendedor paraos empreendimentos, analisando a expectativa degeração de empregos, novidade do produto, nívelde concorrência, idade das tecnologias adotadas eorientação internacional. O capítulo 6 trata de umitem extremamente relevante no estudo do em-preendedorismo, que é a motivação para empre-ender, entendida sob a ótica do empreendedoris-mo por oportunidade ou necessidade. O capítulo7 aborda a busca por órgãos de apoio, e o capítulo8 discorre sobre os investidores informais propor-cionando informações sobre o auxílio externo de-mandado pelo empreendedor. Por fim, o capítulo9 encerra o relatório, trazendo as recomendaçõesdos especialistas para orientar as políticas públicasde apoio ao empreendedorismo no Brasil.
  22. 22. 22 Global Entrepreneurship Monitor | EMPREENDEDORISMO NO BRASIL
  23. 23. 23Global EntrEprEnEurship Monitor | EMPREENDEDORISMO NO BRASILPOSTURA DA POPULAÇÃO EM RELAÇÃO À ATIVIDADEEMPREENDEDORA E AVALIAÇÃO DOS ESPECIALISTASSOBRE AS CONDIÇÕES PARA EMPREENDER NO BRASILE DEMAIS PAÍSES PARTICIPANTES1Global Entrepreneurship MonitorEMPREENDEDORISMO NO BRASIL
  24. 24. 24 Global Entrepreneurship Monitor | EMPREENDEDORISMO NO BRASIL
  25. 25. 25Global Entrepreneurship Monitor | EMPREENDEDORISMO NO BRASIL1POSTURA DA POPULAÇÃO EM RELAÇÃO À ATIVIDADEEMPREENDEDORA E AVALIAÇÃO DOS ESPECIALISTAS SOBRE ASCONDIÇÕES PARA EMPREENDER NO BRASIL E DEMAIS PAÍSESPARTICIPANTES A postura da população de um país emrelação à atividade empreendedora é um dos as-pectos mais relevantes para se compreender ograu de disposição dos indivíduos para empreen-der e, consequentemente, o seu potencial em-preendedor. Nesse sentido, o presente capítuloaborda a mentalidade empreendedora, o sonhodo brasileiro, as condições para empreender eos fatores favoráveis e limitantes ao empreen-dedorismo.1.1 Mentalidade empreendedora noBrasil, regiões e demais países par-ticipantes – avaliação da populaçãoadulta O acompanhamento da postura da po-pulação por meio da aferição da mentalidadeempreendedora de seus indivíduos evidencia ograu de disposição em relação ao tema e o po-tencial do país para empreender. Quando indiví-duos são capazes de reconhecer oportunidadesde negócios e de perceber que possuem capa-cidade para explorá-las, pode-se afirmar que seencontram presentes elementos fundamentaispara o florescimento de novos negócios, queirão contribuir para o benefício de toda socie-dade através do desenvolvimento econômico esocial do país, seja com a criação de empregos,seja com o aumento da riqueza e sua distribui-ção. Para esse acompanhamento, a PesquisaGEM utiliza como referência três abordagens deanálise: a primeira delas, mais abrangente, com-para afirmativas sobre mentalidade empreen-dedora entre as populações dos três diferentesgrupos de países: grupo-fator, grupo-eficiênciae grupo-inovação, conforme pode ser obser-vado na Tabela 1.1. Já a segunda abordagemProp. (%) País Prop. (%) País Prop. (%) País Prop. (%) PaísMais alta 77,5 Zâmbia 77,5 Zâmbia 66,4 Namíbia 42,5 EslováquiaMédia 38,4 - 56,4 - 36,5 - 30,9 -Mais baixa 14,0 Japão 30,6 Egito 23,5 Croácia 14,0 JapãoBrasil 33,7 40º - - 33,6 19º - -Mais alta 82,2 Nigéria 82,2 Nigéria 75,2 Namíbia 66,5 SuéciaMédia 42,4 63,3 41,5 32,1Mais baixa 6,4 Japão 39,2 Irã 11,0 Hungria 6,4 JapãoBrasil 50,2 19º - - 52,4 7º - -Mais alta 87,9 Nigéria 87,9 Nigéria 76,1 Trinidad & Tobago 55,9 Estados UnidosMédia 50,9 - 70,5 - 56,4 - 38,3 -Mais baixa 9,0 Japão 48,7 Paquistão 23,5 Rússia 9,0 JapãoBrasil 54,0 28º - - 53,9 15º - -Mais alta 72,4 Grécia 39,9 Irã 58,7 Polônia 72,4 GréciaMédia 37,7 - 27,8 - 36,6 - 44,5 -Mais baixa 12,1 Panamá 15,3 Malavi 12,1 Panamá 32,2 SuíçaBrasil 35,5 42º - - 35,6 16º - -Mais alta 89,2 Colômbia 84,6 Palestina 89,2 Colômbia 79,3 HolandaMédia 65,8 - 75,8 - 69,8 - 55,2 -Mais baixa 29,7 Japão 60,2 Irã 41,5 Hungria 29,7 JapãoBrasil 88,1 2º - - 89,0 2º - -Mais alta 93,9 Tunísia 91,9 Etiópia 93,9 Tunísia 83,4 FinlândiaMédia 71,3 - 80,1 - 68,9 - 70,3 -Mais baixa 41,7 Croácia 67,9 Paquistão 41,7 Croácia 54,8 JapãoBrasil 84,8 5º - - 86,0 2º - -Mais alta 86,2 Brasil 82,1 Gana 86,2 Brasil 82,5 TaiwanMédia 51,1 - 67,8 - 60,0 - 56,1 -Mais baixa 29,3 Hungria 47,0 Argélia 29,3 Hungria 33,1 GréciaBrasil 85,0 1º - - 86,2 1º - -¹ As proporções significam o percentual em que a afirmação foi citada.Nota: As questões foram respondidas por todos os entrevistados (empreendedores e não empreendedores)Afirmam que no país, se vê frequentemente namídia histórias sobre novos negócios bemsucedidosFonte: GEM 2012Afirmam conhecer pessoalmente alguém quecomeçou um novo negócio nos últimos doisanosAfirmam perceber para os próximos seis mesesboas oportunidades para se começar um novonegócio na região onde vivemAfirmam ter o conhecimento, a habilidade e aexperiência necessários para se começar umnovo negócioAfirmam que o medo de fracassar impediriaque começassem um novo negócioAfirmam que no país, a maioria das pessoasconsidera o início de um novo negócio comouma opção desejável de carreiraAfirmam que no país, aqueles que alcançamsucesso ao iniciar um novo negócio tem statuse respeito perante a sociedadeTabela 1.1 - Mentalidade empreendedora: proporções¹ – Grupo de Países – 2012Mentalidade EmpreendedoraGrupos de PaísesTodos os PaísesImpulsionadospor fatoresImpulsionadospela eficiênciaImpulsionadospela inovação
  26. 26. 26 Global Entrepreneurship Monitor | EMPREENDEDORISMO NO BRASILcompara afirmativas sobre mentalidade empre-endedora entre empreendedores brasileiros dediferentes regiões, relacionadas na Tabela 1.2.Finalmente, a terceira abordagem irá tratar damentalidade empreendedora segundo o estágiodo empreendimento - empreendedores iniciaise estabelecidos, conforme pode ser observadona Tabela 1.3.Brasil Região NorteRegiãoNordesteRegião Centro-OesteRegiãoSudesteRegiãoSulProp (%) Prop (%) Prop (%) Prop (%) Prop (%) Prop (%)Afirmam conhecer pessoalmente alguém que começouum novo negócio nos últimos dois anos33,7 35,7 35,2 32,3 32,5 32,8Afirmam perceber para os próximos seis meses boasoportunidades para se começar um novo negócio naregião onde vivem50,2 48,7 52,8 50,5 50,3 48,9Afirmam ter o conhecimento, a habilidade e a experiêncianecessários para se começar um novo negócio54,0 55,9 54,4 53,0 51,5 55,3Afirmam que o medo de fracassar impediria quecomeçassem um novo negócio35,5 31,1 33,0 39,8 37,0 36,5Afirmam que no país, a maioria das pessoas gostaria quetodos tivessem um padrão de vida parecido83,0 80,3 81,3 86,0 86,5 81,1Afirmam que no país, a maioria das pessoas considera oinício de um novo negócio como uma opção desejável decarreira88,1 85,2 88,0 92,2 87,4 87,7Afirmam que no país, aqueles que alcançam sucesso aoiniciar um novo negócio tem status e respeito perante asociedade84,8 83,0 83,1 88,7 83,8 85,5Afirmam que no país, se vê frequentemente na mídiahistórias sobre novos negócios bem sucedidos85,0 86,7 82,1 87,2 87,7 81,6Tabela 1.2 - Mentalidade Empreendedora: proporções¹ – Brasil e Regiões – 2012Afirmações da população adulta brasileiraFonte: GEM Brasil 2012Nota: As questões foram respondidas por todos os entrevistados (empreendedores e não empreendedores)¹ As proporções significam o percentual em que a afirmação foi citada.Empreendedores IniciaisEmpreendedoresEstabelecidosTotal de EmpreendedoresProp. (%) Prop. (%) Prop. (%)Afirmam conhecer pessoalmente alguém que começou um novo negócio nosúltimos dois anos49,7 37,5 43,3Afirmam perceber para os próximos seis meses boas oportunidades para secomeçar um novo negócio na região onde vivem59,9 53,2 56,4Afirmam ter o conhecimento, a habilidade e a experiência necessários para secomeçar um novo negócio76,4 74,9 75,4Afirmam que o medo de fracassar impediria que começassem um novo negócio 27,3 28,4 27,4Afirmam que no país, a maioria das pessoas gostaria que todos tivessem umpadrão de vida parecido84,0 82,1 82,9Afirmam que no país, a maioria das pessoas considera o início de um novonegócio como uma opção desejável de carreira84,0 88,9 89,2Afirmam que no país, aqueles que alcançam sucesso ao iniciar um novo negóciotem status e respeito perante a sociedade89,4 85,7 85,6Afirmam que no país, se vê frequentemente na mídia histórias sobre novosnegócios bem sucedidos87,1 87,0 87,6Tabela 1.3 - Mentalidade empreendedora segundo estágio: proporções¹ – Brasil – 2012Mentalidade EmpreendedoraFonte: GEM Brasil 2012Nota: As questões foram respondidas por todos os entrevistados (empreendedores e não empreendedores)¹ As proporções significam o percentual em que a afirmação foi citada.
  27. 27. 27Global EntrEprEnEurship Monitor | EMPREENDEDORISMO NO BRASILConhecimento sobre a abertura de novosnegóciosA Tabela 1.1 mostra que, em 2012, osentrevistados dos países do grupo-fator sãoos que mais expressaram conhecer pessoasque abriram negócios nesses últimos dois anos(56,4%). Ressalta-se que neste grupo estão lo-calizados os países que apresentam menor nívelde desenvolvimento econômico e altas taxas deempreendedorismo por necessidade4. A Zâmbiafoi o país com maior percentual entre todos ospaíses participantes, 77,5%, e o Japão o menor,com 14,0%. No Brasil, 33,7% da populaçãopesquisada afirmou conhecer alguém que co-meçou um novo negócio nos últimos dois anos.Já a Tabela 1.2 compara os dados dascinco regiões brasileiras, em que o maior per-centual ficou para a região Norte, com 35,7%,e o menor para a região Centro-Oeste, com32,3%.Na Tabela 1.3 a proporção de empreen-dedores iniciais que afirmam conhecer alguémque começou um negócio novo nos últimos doisanos, 49,7%, é significativamente maior do queentre empreendedores estabelecidos, 37,5%.De certa forma, esta diferença pode ser explica-da pelo fato de que os empreendedores em es-tágio inicial, ao decidir por empreender, buscamcontatar outros empreendedores para colherinformações importantes para o novo negócio.Oportunidades e capacidades percebi-dasOs entrevistados foram perguntadossobre sua percepção, para os próximos seismeses, de boas oportunidades para se começarum novo negócio na região em que vivem, bemcomo sobre seus conhecimentos, habilidadese experiência necessárias para empreender onovo negócio. A Tabela 1.1 mostra que a po-pulação dos países do grupo-fator é a que maispercebe boas oportunidades (63,3%), seguidapelos países do grupo-eficiência (41,5%) e dogrupo-inovação (32,1%). Quanto ao fato deterem o conhecimento, a habilidade e a expe-riência necessários para começar um novo ne-gócio, a ordem dos grupos se manteve, com ogrupo-fator aparecendo com o percentual de70,5%, seguido pelo grupo-eficiência (56,4%)e pelo grupo-inovação (38,3%). Em ambas asquestões, a Nigéria aparece em primeiro lugare o Japão em último.Em termos regionais, a Tabela 1.2 mos-tra que, em relação à percepção de boas opor-tunidades nos próximos seis meses, 50,2% dosrespondentes afirmaram perceber tais oportu-nidades, com destaque para a região Nordeste,cujo percentual atingiu 52,8%. Ressalta-se queo percentual brasileiro na pesquisa em 2011 foide 43,1%, uma diferença a menor de mais de7 pontos percentuais em relação a 2012, o querevela otimismo para o próximo ano. Esse oti-mismo é convergente com as estimativas de ummelhor desempenho da economia brasileira em2013, quando comparado a 2011 e 2012.De forma semelhante, 54% dos respon-dentes afirmam possuir o conhecimento e expe-riência necessários para empreender, percentu-al que não é muito diferente dos observados nascinco regiões brasileiras.A similaridade entre a proporção dos in-divíduos que se percebem capacitados para em-preender e dos que afirmam identificar oportu-nidades para se começar um novo negócio podeser explicada pelo fato de que as oportunidadessão normalmente identificadas em áreas relacio-nadas às atividades exercidas pelos indivíduos noseu dia-a-dia, às pessoas com as quais se relacio-nam e o conhecimento que possuem.Por fim, a Tabela 1.3 mostra que em am-bas as afirmações os percentuais de empreen-dedores iniciais (59,9% e 76,4%) são maioresdo que os percentuais dos empreendedores es-tabelecidos (53,2% e 74,9%).Medo do fracassoA Tabela 1.1 mostra que o medo do fra-casso como fator impeditivo para empreenderé maior nos países do grupo-inovação (44,5%),superando os países do grupo-eficiência (36,6%)e do grupo-fator (27,8%). Embora poderia sesupor que em países mais avançados o medo dofracasso fosse menor, em virtude de todo o su-porte neles existentes, o fato é que os projetosde empreendedorismo nesses países são, emgeral, mais inovadores, envolvem maior inves-timento, etc. Por tal razão, o risco tende a serrelativamente mais elevado. O Brasil aparece na4Os empreendedores por necessidade são aqueles que iniciam umempreendimento autônomo por não possuírem melhores opções detrabalho, abrindo um negócio a fim de gerar renda para si e suas fa-mílias. Ver capítulo 6.
  28. 28. 28 Global Entrepreneurship Monitor | EMPREENDEDORISMO NO BRASIL42ª posição, aparecendo a Grécia, país que vemenfrentando uma grave crise econômica, na pri-meira posição (72,4% afirmaram medo do fra-casso). Como pode ser observado na Tabela1.2, no Brasil, o medo do fracasso apareceu em35,5% das respostas, sendo que nas regiõesNorte (31,1%) e Nordeste (33,0%) essepercentual é menor do que a média brasileira. Por fim, a Tabela 1.3 mostra que adiferença em relação ao medo do fracasso paraempreendedoresiniciais(27,3%)eestabelecidos(28,4%) é pequena.Percepções sobre o empreendedorismo Os entrevistados foram perguntados sea maioria das pessoas considera o início de umnovo negócio como uma opção desejável decarreira, se os que alcançam sucesso ao iniciarum negócio tem status e respeito perante a so-ciedade e se na mídia frequentemente aparecemhistórias sobre novos negócios bem sucedidos.Pela Tabela 1 pode-se constatar que a populaçãobrasileira tem uma percepção bastante favorá-vel em relação ao empreendedorismo, dadosos percentuais expressivamente elevados derespostas concordando com as afirmações aci-ma (respectivamente 89%, 86% e 86,2%). Es-ses percentuais colocaram o Brasil na segunda,quinta e primeira posição dentre os 67 paísesparticipantes da pesquisa. Regionalmente, a Tabela 1.2 mostra queas respostas para as três questões deste itemsão bastante próximas nas cinco regiões brasi-leiras. Merece destaque a região Centro-Oeste,que obteve os percentuais mais elevados nasduas primeiras questões e o segundo mais altona terceira questão. Por fim, a Tabela 1.3 mostra que tantoentre empreendedores iniciais quanto estabele-cidos o percentual de resposta foi acima de 80%nas três questões.1.2 O sonho do Brasileiro – avalia-ção da população adulta do país Em 2012 foi introduzida uma questãosobre qual seria o sonho do brasileiro, procuran-do comparar o desejo de ter um negócio pró-prio com outros desejos, como, por exemplo,comprar uma casa, viajar ou ter uma carreira emuma empresa, conforme pode ser observado naTabela 1.4. Os resultados relacionados na Tabela1.4 mostram que o sonho de ter um negóciopróprio superou quase todos os desejos, com43,5% das respostas, percentual inferior apenasa viajar pelo Brasil (48%) e ter uma casa própria(50,7%). O dado mais relevante no contextoem que o GEM se insere refere-se ao percen-tual significativamente maior obtido pelo sonhode ter um negócio próprio (43,5%) em com-paração ao desejo de ter uma carreira em umaempresa (24,7%). De fato, a diferença de quasevinte pontos percentuais evidencia uma relevan-te propensão da população brasileira em relaçãoà atividade empreendedora no país, que aparececom o terceiro maior percentual dentre os dozepossíveis sonhos da população adulta do país. Nota-se que a atividade empreendedoracomo carreira é fundamental para o desenvolvi-mento do empreendedorismo, mas também éimportante que essa opção esteja relacionadaao empreendedorismo por oportunidade e nãopor necessidade. O fato dos dados da Tabela 1.2evidenciar que aproximadamente metade da po-pulação afirma perceber oportunidades e ter oconhecimento, a habilidade e a experiência paraaproveitar essas oportunidades é certamentepositivo, e acaba contribuindo para uma maiortaxa de empreendedorismo por oportunidade. No que tange aos dois sonhos mais esco-lhidos pelos entrevistados, quais sejam “comprara casa própria” com 48% e “viajar pelo Brasil”com 50,2%, respectivamente, pode-se afirmarque o sonho da casa própria faz parte indisso-ciável da história do país e é inerente à ideia deconquista da independência e segurança da fa-mília. Além disso, não se pode negar a existênciade um considerável déficit habitacional no Brasil,o que certamente contribui para o destaque dacompra da casa própria como um dos principaissonhos do brasileiro. No entanto, a valorizaçãoimobiliária vislumbrada nos últimos anos e o va-lor absoluto de um imóvel impede que uma par-cela considerável da população considere a casaprópria como um sonho. Neste contexto, o aumento real da ren-da da população brasileira, melhora na distribui-ção de renda e aumento do crédito imobiliárioocorrido nos últimos anos, associada à ascensãodas classes C e D, que embora ainda distante dosonho de adquirir a casa própria, permitiram oacesso a serviços associados a lazer e turismo,o que justifica, ao menos em parte, o apareci-
  29. 29. 29Global Entrepreneurship Monitor | EMPREENDEDORISMO NO BRASILmento do sonho de viajar pelo Brasil como umdesejo factível e agora acessível. Embora os percentuais variem bastantede região para região, com o maior percentualsendo o da região Norte (54,3%) e menorna região sul (30,8%), o sonho do negóciopróprio ficou entre os três primeiros sonhosnas cinco regiões pesquisadas, o que demonstraa importância do empreendedorismo para apopulação brasileira. De fato, empreender,mesmo que por necessidade, é um sonhodos brasileiros e sonhar em ter um negóciopróprio predispõe os indivíduos a identificaroportunidades e agir para aproveitá-las.1.3 Condições para empreender noBrasil comparando ao grupo de paí-ses participantes – avaliação dos es-pecialistas entrevistados Em se tratando de uma pesquisa globalque, em 2012, conta com a participação de 69países, é imperativo ao GEM que obtenha nãoapenas dados objetivos sobre diversos aspec-tos do empreendedorismo em cada país, mastambém informações qualitativas que permitamidentificar as características presentes em cadaum dos países participantes, capazes de tambémexplicar suas diferenças e semelhanças. Para obter tais informações, o GEM apli-ca, além da pesquisa com população adulta dospaíses, uma segunda pesquisa, voltada a um gru-po de especialistas em cada país. Nesse casoo instrumento aplicado é um questionário, pormeio do qual são avaliadas questões relacionadasàs condições para empreender (EntrepreneurialFramework Conditions - EFC´s), com base emuma escala Likert de cinco pontos. A seleçãodos especialistas pesquisados segue uma amos-tragem intencional, não probabilística. Ao finaldesse questionário é feita uma questão aberta,por meio da qual o entrevistado é solicitado aindicar, de forma espontânea, três aspectos queconsidera limitantes ao empreendedorismo, trêsfavoráveis e três recomendações para melhoraras condições para empreender no seu país.1.3.1 Fatores favoráveis1.3.1.1 Fatores favoráveis ao empreen-dedorismo indicados pelos especialistasnas questões abertas (manifestação es-pontânea) Na Tabela 1.5 são apresentados os 3fatores apontados pelos especialistas como fa-voráveis ao empreendedorismo no Brasil: o Cli-ma Econômico (62,1%), as Normas Culturais eSociais (41,4%) e a Infraestrutura Comercial eProfissional (26,4%). Em todos os fatores favoráveis, o Bra-sil está acima da média mundial, com destaquepara o Clima Econômico, citado em 62,1% dasrespostas no Brasil e em apenas 21,2% na mé-dia dos demais países, uma diferença de mais de40 pontos percentuais, revelando a especificida-de da situação econômica vivenciada pelo Brasil.Na pesquisa com os especialistas, várias respos-tas reforçaram a importância do clima econô-mico para o empreendedorismo, pois em umasituação econômica mais favorável, as pessoasBrasilRegiãoNorteRegiãoNordesteRegiãoCentro-OesteRegiãoSudesteRegiãoSulProp (%) Prop (%) Prop (%) Prop (%) Prop (%) Prop (%)Viajar pelo Brasil 50,2 67,6 58,1 35,0 51,9 38,4Comprar a casa própria 48,0 50,7 59,2 46,0 47,1 37,0Ter seu próprio negócio 43,5 54,3 51,1 37,2 44,3 30,8Comprar um automóvel 36,4 56,6 48,8 23,3 31,5 22,0Viajar para o exterior 33,0 43,0 37,7 22,9 34,2 27,2Ter um diploma de ensino superior 31,6 48,4 36,6 20,5 32,9 19,8Ter plano de saúde 29,9 51,8 40,2 11,5 30,8 15,4Fazer carreira numa empresa 24,7 33,0 30,8 14,9 26,7 18,4Ter seguro de vida 20,6 39,7 26,2 7,2 18,5 11,7Ter seguro para automóvel 18,3 32,9 25,5 5,9 16,6 10,5Casar ou formar uma família 16,1 19,9 20,9 10,1 18,3 11,2Comprar um computador 15,2 31,5 25,4 3,1 10,7 5,4Tabela 1.4 - Sonho dos brasileiros: proporções¹ – Brasil e regiões – 2012Sonhos da população adulta brasileiraFonte: GEM Brasil 2012¹ As proporções significam o percentual em que o sonho foi citado em relação à população de 18 a 64 anos por região.
  30. 30. 30 Global Entrepreneurship Monitor | EMPREENDEDORISMO NO BRASILficam mais estimuladas e fortalecidas para em-preender, notadamente o empreendedorismopor oportunidade. Além disso, a expansão dasclasses D e E e do mercado interno, favoreceo Clima Econômico, pois aumenta significativa-mente o poder de compra da população, incen-tivando o empreendedorismo. Nota-se, no entanto, uma grande va-riação de avaliação de região para região, evi-denciando a existência de diferenças regionaisrelevantes em um país de dimensão continentale heterogêneo, como o Brasil. Enquanto na re-gião Sudeste o percentual foi de 66,7%, na re-gião Nordeste o Clima Econômico foi citado porapenas 25% dos respondentes. O fator Normas Culturais e Sociais(41,4%) também é superior à média dos países(21,2%). A região Sudeste apresenta o maiorpercentual (60%) e a região Centro-Oeste, omenor (30,8%). Na opinião dos especialistas, oespírito empreendedor do brasileiro, que sonhaem ser seu patrão e se obriga a se “virar” e apersistir nas dificuldades, recorrendo a muitacriatividade e jogo de cintura, contribui para oincentivo ao empreendedorismo. Aliado a isso,está a crescente valorização da figura do empre-endedor na mídia e na sociedade. Igualmente, o fator Infraestrutura Co-mercial e Profissional (26,4%) superou a médiados países (18,6%), tendo seu percentual maiselevado nas regiões Norte e Sudeste (26,7%)contra apenas 7,7% da região Centro-Oeste. Deacordo com os especialistas, o elevado acesso àinformação que as pessoas possuem atualmentepermite que elas descubram oportunidades deuma forma mais rápida e interativa, utilizando-se, por exemplo, da internet e das redes sociais.Além disso, as ações de vários órgãos de apoio efomento, como o Sebrae, também auxiliam bas-tante neste processo.1.3.1.2 Fatores favoráveis ao empreen-dedorismo avaliados pelos especialistasnos questionários (questões fechadascom notas de 1 a 5) Os especialistas avaliaram, em uma es-cala de 1 a 5, alguns tópicos relacionados a cadaum dos fatores julgados como favoráveis men-cionados no item 1.3.1.1. A Tabela 1.6 relacionatais tópicos. No caso do Clima Econômico, otópico “percepção da existência de oportuni-dades” (3,7) foi o melhor avaliado. No que serefere ao fator Normas Culturais e Sociais, ostópicos que apresentaram avaliação mais eleva-Brasil Média Países Região NorteRegiãoNordesteRegião Centro-OesteRegiãoSudesteRegiãoSulProp (%) Prop (%) Prop (%) Prop (%) Prop (%) Prop (%) Prop (%)EFC 11 - Clima econômico 62,1 21,2 60,0 25,0 46,2 66,7 50,0EFC 9: Normas Culturais e Sociais 41,4 21,2 53,3 41,7 30,8 60,0 37,5EFC 6: Infraestrutura Comercial e Profissional 26,4 18,6 26,7 16,7 7,7 26,7 12,5³Região: Entrevistados da Região avaliando Região.Tabela 1.5 - Condições que afetam o empreendedorismo: proporções¹ relativas a fatores favoráveis segundo apercepção dos especialistas – Brasil² e Regiões³ – 2012Fatores FavoráveisFonte: GEM Brasil 2012¹ As proporções significam o percentual em que o fator foi citado em relação ao total de especialistas.²Brasil: Entrevistados do Brasil avaliando Brasil.Brasil Região NorteRegiãoNordesteRegião Centro-OesteRegiãoSudesteRegiãoSulMédia Média Média Média Média MédiaClima econômico Percepção de oportunidades existentes 3,7 3,4 3,5 3,1 3,9 4,0Valorização da inovação sob o ponto de vista dos clientes 3,7 3,6 3,4 3,8 3,7 3,7Nível de motivação e valorização do empreendedor e seupapel3,5 3,5 3,3 3,3 3,6 3,7Opinião sobre a dinâmica e apoio ao empreendedorismofeminino3,1 3,1 2,6 3,2 3,3 3,5³Região: Entrevistados da Região avaliando Região.Tabela 1.6 - Avaliação dos especialistas sobre as condições que afetam o empreendedorismo: relativa aos fatores favoráveis(médias¹ das respostas dos tópicos) – Brasil² e regiões³ – 2012Tópicos FavoráveisNormas Culturais eSociaisFonte: GEM 2012¹ Média das respostas dos especialistas em cada tópico numa escala de 1 a 5. Quanto maior o valor, mais positiva a avaliação.²Brasil: Entrevistados do Brasil avaliando Brasil.
  31. 31. 31Global Entrepreneurship Monitor | EMPREENDEDORISMO NO BRASILda foram a “valorização da inovação pelos con-sumidores brasileiros” (3,7), “o nível de motiva-ção e valorização do papel do empreendedor”(3,5) e a atual “dinâmica e apoio ao empreen-dedorismo feminino” (3,1). Regionalmente, asdiferenças não são expressivas, excetuando-seapenas o tópico “percepção de oportunidadesexistentes” na região Centro-Oeste e “opiniãosobre a dinâmica e apoio ao empreendedoris-mo feminino”, na região Nordeste, que tiveramavaliações mais baixas do que as outras regiõesdo Brasil. Analisando o Clima Econômico por meioda “percepção de oportunidade existentes” (Ta-bela 1.7), a avaliação dos especialistas insere oBrasil próximo à média dos demais países parti-cipantes do GEM 2012 nos cinco quesitos espe-cificados para avaliação. No entanto, a diferen-ça percentual de 0,7% em relação ao quesitooportunidade para o crescimento das empresasnos últimos 5 anos merece destaque. Há certa-mente a percepção geral de que, no Brasil, há defato um melhor desempenho de sua economia,o que estimula o consumo da população e a cria-ção de oportunidades de novos negócios. Porém, a abertura de novas empresasainda é vista como de risco elevado (percep-ção de risco), o que pode ser confirmado peloalto percentual (35,5%) de respondentes queafirmaram que o “medo de fracassar impediriaque começassem um novo negócio”. Ou seja,o medo de fracassar faz com que a percepçãoda existência de um Clima Econômico favorávelBrasil PaísesMédia MédiaEm meu país, as boas oportunidades para novas empresas cresceramconsideravelmente nos últimos cinco anos4,1 3,4Em meu país, existem inúmeras oportunidades para a criação de novas empresas 4,0 3,6Em meu país, há um número maior de boas oportunidades para a criação de novasempresas do que de pessoas capazes de tirar vantagem delas3,8 3,5Em meu país, as pessoas podem facilmente buscar oportunidades de negócios 3,2 3,0Em meu país, existem inúmeras oportunidades boas para a criação de empresas dealto crescimento real3,2 3,1Tabela 1.7 - Fatores favoráveis – Resultados do questionário com especialistas comperguntas estruturadas sobre percepção de oportunidades existentes – Brasil ePaíses – 2012Percepção de oportunidades existentesFonte: GEM 2012Nota: Média das respostas dos especialistas em cada tópico numa escala de 1 a 5. Quanto maior o valor, maispositiva a avaliação.Brasil PaísesMédia MédiaEm meu país, consumidores gostam de experimentar novos produtos e serviços 4,0 3,7Em meu país, consumidores dão alto valor à inovação 3,8 3,7Em meu país, os consumidores são receptivos para comprar produtos e serviços deempreendimentos recém-criados3,1 3,4Tabela 1.8 - Fatores favoráveis – Resultados do questionário com especialistas comperguntas estruturadas sobre a valorização da inovação sob o ponto de vista dos clientes –Brasil e Países – 2012Valorização da inovação sob o ponto de vista dos clientesFonte: GEM 2012Nota: Média das respostas dos especialistas em cada tópico numa escala de 1 a 5. Quanto maior o valor, mais positiva aavaliação.
  32. 32. 32 Global Entrepreneurship Monitor | EMPREENDEDORISMO NO BRASILpara empreender seja mais elevado em relaçãoàs empresas já existentes, mas avaliado commaior cautela no caso de criação de novas em-presas, certamente em função dos fatores des-favoráveis que serão analisados adiante. No que se refere à “valorização da ino-vação sob o ponto de vista dos clientes” comofator favorável, o Brasil encontra-se próximo àmédia dos países participantes do GEM nos trêstópicos avaliados (Tabela 1.8), com a conclusãode que no Brasil, os consumidores, na percep-ção dos especialistas pesquisados, valorizam aexperimentação (4,0), dão valor à inovação (3,8)e são receptivos para comprar produtos e servi-ços de empresas recém-criadas (3,1). Outro fator avaliado refere-se ao nívelde motivação e valorização do empreendedore seu papel nos países participantes do GEM2012, conforme pode ser observado na Tabela1.9. De modo geral, o papel do empreendedoré visto de forma positiva, ou seja, o empreen-dedor é bem aceito e possui prestígio, ficandoo Brasil novamente próximo à média dos paí-ses nas cinco dimensões consideradas. Status,respeito, atenção da mídia, aceitação social,oportunidade de desenvolvimento pessoal eenriquecimento certamente são estímulos quemotivam os indivíduos a perseguir uma carreiraempreendedora. No que tange à opinião sobre a “dinâ-mica e apoio ao empreendedorismo feminino”,Brasil PaísesMédia MédiaEm meu país, empresários bem sucedidos tem status e respeito elevados 4,0 3,7Em meu país, a mídia mostra frequentemente histórias de empreendedores bemsucedidos3,7 3,5Em meu país, a maioria das pessoas acha que empreendedores são indivíduoscompetentes e engenhosos3,7 3,6Em meu país, a criação de novos empreendimentos é considerada uma formaapropriada para enriquecer3,2 3,4Em meu país, a maioria das pessoas considera tornar-se um empreendedor umaopção de carreira desejável2,9 3,1Tabela 1.9 - Fatores favoráveis – Resultados do questionário com especialistas comperguntas estruturadas sobre nível de motivação e valorização do empreendedor eseu papel – Brasil e Países – 2012Nível de motivação e valorização do empreendedor e seu papelFonte: GEM 2012Nota: Média das respostas dos especialistas em cada tópico numa escala de 1 a 5. Quanto maior o valor, maispositiva a avaliação.Brasil PaísesMédia MédiaEm meu país, iniciar um novo negócio é uma opção de carreira socialmenteaceitável para mulheres4,0 3,4Em meu país, homens e mulheres tem o mesmo nível de conhecimento ehabilidades para iniciar um novo negócio3,9 3,8Em meu país, há um número suficiente de serviços sociais disponíveis de modo queas mulheres podem continuar a trabalhar mesmo após terem iniciado uma família3,5 2,9Em meu país, homens e mulheres estão igualmente expostos às boas oportunidadesde iniciar novos negócios3,4 3,2Em meu país, as mulheres são encorajadas a tornarem-se autônomas ou a iniciaremum novo negócio2,9 3,0Tabela 1.10 - Fatores favoráveis – Resultados do questionário com especialistascom perguntas estruturadas sobre a dinâmica e apoio ao empreendedorismofeminino – Brasil e Países – 2012Opinião sobre a dinâmica e apoio ao empreendedorismo femininoFonte: GEM 2012Nota: Média das respostas dos especialistas em cada tópico numa escala de 1 a 5. Quanto maior o valor, maispositiva a avaliação.
  33. 33. 33Global Entrepreneurship Monitor | EMPREENDEDORISMO NO BRASILo Brasil está acima da média dos demais paísesem todas as cinco dimensões do quesito, comdestaque para a aceitação social da carreira em-preendedora feminina (4,0 contra 3,4 da médiados países) e para a existência de serviços sociasque favorecem a continuidade da inserção dasmulheres no mercado de trabalho, mesmo apósterem iniciado uma família (3,5 contra 2,9 damédia dos demais países).1.3.2 Fatores limitantes1.3.2.1 Fatores limitantes ao empreen-dedorismo indicados pelos especialistasnas questões abertas (manifestação es-pontânea) Os três fatores mais citados pelos espe-cialistas como limitantes ao desenvovimento doempreendedorismo no Brasil e, portanto, pas-síveis de melhoria, são apresentadas na Tabela1.11. O fator Políticas Governamentais lidera alista com 77%, seguido por Apoio Financeiro(59,8%) e Educação e Capacitação (39,1%). A percepção dos especialistas em rela-ção às Políticas Governamentais como fator limi-tante à atividade empreendedora (77%) eviden-cia as dificuldades do poder público no sentidode fomentar de forma consistente e sustentávelo desenvolvimento do empreendedorismo nopaís. A grande diferença em relação à média dospaíses (40,7%) deve ser vista com preocupação,pois não se pode negar a importância do Estadona criação de condições favoráveis para o flores-cimento e desenvolvimento dos negócios. Embora haja avanços na área de políticaspúblicas no Brasil, a exemplo da aprovação daLei Geral da Micro e Pequena Empresa, a im-plantação do Simples Nacional e a criação doEmpreendedor Individual, a avaliação dos es-pecialistas aponta inúmeros problemas a seremenfrentados. A grande complexidade e a elevadacarga que o Sistema Tributário Brasileiro impõeàs empresas são apontadas entre os principaisfatores que influenciam desfavoravelmente a ati-vidade empreendedora no Brasil. Aliado a isto,está a existência de uma burocracia excessivapor parte das instituições públicas, drenandotempo e recursos financeiros que poderiam seraplicados no negócio. A despeito do consenso sobre a falta deestímulo ao empreendedorismo no Brasil, hámais uma vez considerável diferença dos per-centuais entre as regiões, com maior carênciade Políticas Governamentais efetivas para estí-mulo na região Nordeste (91,7%) e menor naregião Sul do país (50%). O fator Apoio Financeiro apresentoumédia de 59,8% no Brasil, um pouco acima daapresentada pelo conjunto dos países pesqui-sados (54,9%), tendo sido melhor avaliada naregião Sudeste (48,4%) do que na região Sul(68,8%). Na opinião dos especialistas, a falta derecursos financeiros acessíveis ao empreende-dor inicial, muitas vezes despreparado frente àsexigências bancárias para a concessão dos finan-ciamentos, aliado ao alto custo do crédito, aca-bam limitando o desenvolvimento do empreen-dedorismo no país. Já o fator Educação e Capacitação(39,1%), também ficou acima da média dos pa-íses (30,3%), com maior proporção na regiãoCentro-Oeste (46,2%) e menor na região Nor-deste (25%). Os especialistas argumentam so-bre a necessidade de expandir o ensino do em-preendedorismo não somente no nível superior,mas também no primeiro e segundo graus. Asuniversidades ainda estão formando seus alunosBrasil Média Países Região NorteRegiãoNordesteRegião Centro-OesteRegiãoSudesteRegiãoSulProp (%) Prop (%) Prop (%) Prop (%) Prop (%) Prop (%) Prop (%)EFC 2: Políticas Governamentais 77,0 40,7 73,3 91,7 53,8 80,0 50,0EFC 1: Apoio Financeiro 59,8 54,9 66,7 50,0 53,8 48,4 68,8EFC 4: Educação e Capacitação 39,1 30,3 26,7 25,0 46,2 33,3 31,3³Região: Entrevistados da Região avaliando Região.Tabela 1.11 - Condições que afetam o empreendedorismo: proporções¹ relativas a fatores limitantes segundo apercepção dos especialistas – Brasil² e Regiões³ – 2012Fatores LimitantesFonte: GEM Brasil 2012¹ As proporções significam o percentual em que o fator foi citado em relação ao total de especialistas.²Brasil: Entrevistados do Brasil avaliando Brasil.

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