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UM AMBIENTE DE POLÍTICASPARA A ECONOMIA CRIATIVAAna Maria Magni Coelhowww.loungeempreendedor.com.brRibeirão Preto – Junho/...
“Todos os povos lutam para ter acesso ao patrimônio cultural comumda humanidade, o qual se enriquece permanentemente.Resta...
http://www.youtube.com/watch?v=kyaWeIdmTvgVamos a um caso real...
Todos consumimos produtos criativos diariamente,seja na educação, lazer ou entretenimento.... nos vestimos... ouvimos músi...
Mas, afinal do queestamos falando?Negócios baseados no capital intelectual,cultural e na criatividade gerando valoreconômi...
POR QUE EMPREENDIMENTOS CRIATIVOS SÃOIMPORTANTESFonte: Pesquisa FIRJAN (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janei...
POR QUE EMPREENDIMENTOS CRIATIVOS SÃOIMPORTANTESFonte: Relação Anual de Informações Sociais - RAIS. Ministério do Trabalho...
POR QUE EMPREENDIMENTOS CRIATIVOS SÃOIMPORTANTESFonte: Relação Anual de InformaçõesSociais - RAIS. Ministério do Trabalho ...
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POR QUE EMPREENDIMENTOS CRIATIVOS SÃOIMPORTANTESCultura não é mais acerejinha do bolo!Não estão ricosem capitalfinanceiro ...
Geração de Trabalho e Renda :Geração de Trabalho e Renda : representa uma nova maneira de trabalhar,atendendo necessidades...
Os modelos abertos de negócio são,principalmente, caracterizados por:• Liberar o uso das obras, ao mesmo tempoem que conse...
O GOVERNO COMO CLIENTEImóveis, serviços,infraestruturaPublicidade,comunicações,software, design
O GOVERNO COMO CLIENTEDefinição dos padrões mínimosCritérios mais rigorosos para a relaçãoCritérios mais rigorosos para a ...
O GOVERNO COMO CLIENTEUma abordagem mais criativa arespeito das aquisições públicas traz: Melhores resultados aos cidadão...
COMO FAZER ACONTECER ?• Podemos aquiconsiderar osterritórios virtuais eos territórios físicos• Os modelos deEconomia Criat...
CRITÉRIOS PARA MODELOS DE GESTÃO• Conceber os projetos a partir de uma perspectiva de seu ecossistema global de setores ei...
Qualidade deespaço públicoAceitação dasdiferenças, não sócultural, mastambém econômica.É fundamental que osetor públicopre...
Consenso entre osstakeholdersÉ importante queoutras instituiçõesparticipem daidentificação e dasolução doproblema e doobje...
DESAFIOS PARA O BRASIL• Manter a competitividade;• Promover o acesso à riqueza a grandes setores da população;• Mensurar e...
OPORTUNIDADES PARA O BRASIL• A força criativa do Brasil: cultura viva e tradição;• A potência econômica de sua diversidade...
Santo de casaSanto de casa – quais são osdiferenciais locais eoportunidades em EconomiaCriativa?FazFaz – quais são as lide...
OBRIGADA!OBRIGADA!
• A interface com a economia solidária oferece muitas oportunidades de inovação. Umaidéia boa é a criação de moedas própri...
• Espaço Cubo, que, a partir de Cuiabá, inovou e organizou a cena musical independentehttp://www.espacocubo.blogger.com.br...
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Palestra realizada no seminário da FAAP sobre Economia Criativa em Ribeirão Preto no dia 20 de junho de 2013

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  1. 1. UM AMBIENTE DE POLÍTICASPARA A ECONOMIA CRIATIVAAna Maria Magni Coelhowww.loungeempreendedor.com.brRibeirão Preto – Junho/2013
  2. 2. “Todos os povos lutam para ter acesso ao patrimônio cultural comumda humanidade, o qual se enriquece permanentemente.Resta saber quais serão os povos que continuarão a contribuir paraesse enriquecimento e quais são aqueles que serão relegados ao papelpassivo de simples consumidores de bens culturais adquiridos nosmercados.Ter ou não direito à criatividade, eis a questão.”Celso Furtado,Cultura e Desenvolvimento em Época de Crise
  3. 3. http://www.youtube.com/watch?v=kyaWeIdmTvgVamos a um caso real...
  4. 4. Todos consumimos produtos criativos diariamente,seja na educação, lazer ou entretenimento.... nos vestimos... ouvimos música...... lemos jornais... compramos móveis...... consumimos produtos digitais...Quanto mais as pessoas ampliam suasambições e necessidades básicas, maisdesejarão consumir bens da Economia Criativa.
  5. 5. Mas, afinal do queestamos falando?Negócios baseados no capital intelectual,cultural e na criatividade gerando valoreconômico.
  6. 6. POR QUE EMPREENDIMENTOS CRIATIVOS SÃOIMPORTANTESFonte: Pesquisa FIRJAN (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), feita com base nos dados da RAIS, referente a 2006.Os segmentos culturais comoartes cênicas, artes visuais,música, filmes e vídeo, TV erádio, mercado editorial,software e computação,arquitetura e design, moda epublicidade movimentaram:• 16,4% do Produto InternoBruto (PIB) nacional• R$ 381,3 bilhões de todariqueza produzida em 2006.
  7. 7. POR QUE EMPREENDIMENTOS CRIATIVOS SÃOIMPORTANTESFonte: Relação Anual de Informações Sociais - RAIS. Ministério do Trabalho e Emprego - MTE.
  8. 8. POR QUE EMPREENDIMENTOS CRIATIVOS SÃOIMPORTANTESFonte: Relação Anual de InformaçõesSociais - RAIS. Ministério do Trabalho eEmprego - MTE.
  9. 9. POR QUE EMPREENDIMENTOS CRIATIVOS SÃOIMPORTANTESFonte: Relação Anual de Informações Sociais - RAIS. Ministério do Trabalho e Emprego - MTE.
  10. 10. POR QUE EMPREENDIMENTOS CRIATIVOS SÃOIMPORTANTESCultura não é mais acerejinha do bolo!Não estão ricosem capitalfinanceiro esocialRicos em capitalcultural enatural
  11. 11. Geração de Trabalho e Renda :Geração de Trabalho e Renda : representa uma nova maneira de trabalhar,atendendo necessidades apontadas por tendências de futuro, como gênero,minorias e simplificação de espaços produtivos;Educação e social :Educação e social : qualifica o capital humano e potencializa trocas sociaiscriando condições para o que nos falta: capital social, a capacidade de açãointegrada. Eleva a autoestima, reforça os laços e a identidade, estimulando acidadania. Desenvolve também competências necessárias a vários setores dasociedade, inclusive o empresarial: cooperação, criatividade, inovação,adaptação;Economia:Economia: garante um diferencial competitivo para um país e temcrescimento quatro vezes maior do que a manufatura ou duas vezes mais quea indústria. Sem contar que lida com um recurso que se renova e semultiplica com o uso;Política e soberaniaPolítica e soberania :: a garantia de soberania e sobrevivência não é mais militar esim, cultural. Num cenário de globalização, a Economia Criativa traz a valorização do queé próprio, segmentado, original, fazendo da preservação da diversidade cultural nãoapenas uma estratégia de soberania, mas um diferencial de competitividade. Tem funçãointegradora entre os setores de produção, governos, academia e sociedade civil;Desenvolvimento local :Desenvolvimento local : potencializa a qualificação e revitalização de áreasurbanas, espaços públicos e até áreas rurais considerando sua diversidadecultural e natural.O PODER ESTRATÉGICO DA ECONOMIA CRIATIVA
  12. 12. Os modelos abertos de negócio são,principalmente, caracterizados por:• Liberar o uso das obras, ao mesmo tempoem que consegue gerar receita edesenvolver outros projetos;• Horizontalizar a produção, em geral, feitaem rede;•Flexibilizar os direitos de propriedadeintelectual (direitos autorais);• Ampliar o acesso à cultura;• Utilizar a tecnologia para promover ademocracia de distribuição e acesso.NOVAS FORMAS DE NEGÓCIO
  13. 13. O GOVERNO COMO CLIENTEImóveis, serviços,infraestruturaPublicidade,comunicações,software, design
  14. 14. O GOVERNO COMO CLIENTEDefinição dos padrões mínimosCritérios mais rigorosos para a relaçãoCritérios mais rigorosos para a relaçãocusto x benefício em licitaçõesConcursos de design e desenho
  15. 15. O GOVERNO COMO CLIENTEUma abordagem mais criativa arespeito das aquisições públicas traz: Melhores resultados aos cidadãos;Estímulo a novos empregos ehabilidades; Economia de recursos; Melhoria nos padrões estéticos eambientais; Atendimento às demandas de mudançaclimática e redução de custos de energia; Formação de clusters e regeneração deespaços ou bairros marginais.
  16. 16. COMO FAZER ACONTECER ?• Podemos aquiconsiderar osterritórios virtuais eos territórios físicos• Os modelos deEconomia Criativageram mudanças deordem social dediversas ordens.• Não há projeto deEconomia Criativaque seja viável sobuma lógica de umúnico setor.• Considerar as inter-relações da culturaque coincidem comum processoDimensãoestratégicaDimensãomultidisciplinare intersetorialDimensãourbanística eterritorialDimensãosocial
  17. 17. CRITÉRIOS PARA MODELOS DE GESTÃO• Conceber os projetos a partir de uma perspectiva de seu ecossistema global de setores einstituições (arte, cultura, pesquisa, desenvolvimento, empresas de todos os tamanhos,universidades etc).• Trabalhar com base em uma lógica realmente multidisciplinar.• Buscar as cumplicidades e compromissos públicos, privados e do terceiro setor.• Promover cenários urbanos ou rurais nos quais a tradição se mescle com a inovação.• Planejar a curto, médio e longo prazos.• Construir consensos para garantir a viabilidade e a continuidade dos projetos.• Promover uma cultura gerencial, desenvolvendo ambientes de gestão orientados a resultadocom soluções despadronizadas.• Reduzir a burocracia, utilizando figuras jurídicas de gestão que facilitem a cooperação público-privada, ágeis e transparentes.• Aplicar critérios de gestão relacional.• Fomentar a integração dos objetivos de mudança econômicos, sociais, culturais, urbanísticos,criativos e lúdicos.• Garantir um ambiente propício ao desenvolvimento de indústrias criativas: liberdade, altaatividade cultural, atividade social intensa e diversificada.
  18. 18. Qualidade deespaço públicoAceitação dasdiferenças, não sócultural, mastambém econômica.É fundamental que osetor públicopreserve opatrimônio cultural,seja ele material ouimaterial, pois esterepresenta umcapitalintergeracional quedependefundamentalmentede investimentospúblicos;Participaçãopúblico-privadaÉ imprescindível.Em nenhum lugardo mundo seimaginaempreender umgrande projeto sema participação detodos oscolaboradores:público, privado esociedade civilorganizada;Planejamento egestão estratégicaImplementar umrigor técnicoequivalente ao dosoutros setores é oúnico modo deavançar. E, paraisso, a formaçãoprofissional éimprescindível e aoferta detreinamentoadequado àformação de mãode obra qualificadapara atuar nessessetores;Continuidade dosprojetosUm projeto deEconomia Criativagera continuidade,mas, ainda que sejaviável e envolva osdiferentes agentescolaboradores dasociedade, asmudanças degoverno podemimpedir suaimplementação ouparalisá-lo;O AMBIENTE QUE A ECONOMIA CRIATIVAREQUER E PROPORCIONA“Ter ou não direito à criatividade, eis a questão”
  19. 19. Consenso entre osstakeholdersÉ importante queoutras instituiçõesparticipem daidentificação e dasolução doproblema e doobjetivo que sequer atingir.Participar é o únicomodo de gerarconsenso;Gestão relacionalRequer colocar osdiferentesenvolvidos aoredor da mesa ediscutir oproblema, asolução e atecnologia;Liderança dosetor públicoÉ fundamental, nãosó pelalegitimidade queseu mandato lhedá, mas por lhe sermais fácil imaginaro interesse geral. Opapel de qualquerinstância degoverno, além definanciar, organizare administrar,deveria ser o deadministrarcumplicidades.Efeitos e sinergiasde âmbitosuperiorOs programas deEconomia Criativageram efeitos quesuperam o âmbitoda própriaEconomia Criativa,afetando aqualidade de vida eas condições deconvivência esegurança.O AMBIENTE QUE A ECONOMIA CRIATIVAREQUER E PROPORCIONA“Ter ou não direito à criatividade, eis a questão”
  20. 20. DESAFIOS PARA O BRASIL• Manter a competitividade;• Promover o acesso à riqueza a grandes setores da população;• Mensurar e valorar seu intangível cultural;• Rever o financiamento da atividade criativa;• Superar fronteiras e integrar-se em novas redes;• Garantir a participação da população no desenvolvimento econômico;• Administrar um modelo de desenvolvimento sustentável;• Respeitar a diversidade cultural e o meio ambiente;• Reduzir os custos transacionais e de ineficiência pública;• Rever o sistema educacional (emergência de novas profissões);• Fortalecer a governança democrática;• Rever seus marcos político-jurídico-administrativos.
  21. 21. OPORTUNIDADES PARA O BRASIL• A força criativa do Brasil: cultura viva e tradição;• A potência econômica de sua diversidade cultural;• A potência demográfica e a juventude;• A diversificação das atividades;• A vocação empreendedora;• Os enormes potenciais do turismo sustentável e de qualidade;• O desenvolvimento do setor de mídia e tecnologia;• O reconhecimento mundial do Brasil como potência cultura.
  22. 22. Santo de casaSanto de casa – quais são osdiferenciais locais eoportunidades em EconomiaCriativa?FazFaz – quais são as lideranças,quem faz acontecer?MilagreMilagre – o que necessitamelhoria e pode ser fortalecidopela Economia Criativa e qual avisão de futuro desejada?SANTO DE CASA TAMBÉM FAZ MILAGRE!ACREDITE!ACREDITE!
  23. 23. OBRIGADA!OBRIGADA!
  24. 24. • A interface com a economia solidária oferece muitas oportunidades de inovação. Umaidéia boa é a criação de moedas próprias e bancos solidários. O pioneiro foi o BancoPalmas, em Fortaleza;• O açougue T-Bone, de Brasília (DF), possui biblioteca e promove eventos culturais,mostrando que cultura também é bom negócio para pequenas empresas;• xemplo de grande empresa que tem seu diferencial baseado em intangíveis(valores,sustentabilidade, uso de ativos naturais tradicionais) é a empresa de cosméticos Natura.• Clusters criativos, como por exemplo, os bairros de Vila Madalena (SP), Santa Tereza (RJ)ou Jaraguá, em Maceió, que se organizam como espaços surgidos pela intersecção entrearte e entretenimento com o diferencial da cara brasileira.• O Programa Caras do Brasil, do grupo Pão de Açúcar de Supermercados, que ofereceprodutos diferenciados com valor cultural agregado, abrindo um novo canal de vendaspara as pequenas comunidades existentes no Brasil.• Barbacena, em Minas Gerais, era uma cidade estigmatizada por possuir um manicômiocom passado trágico. Além da reformulação manicomial, organizou recentemente umgrande evento cultural: o Festival da Loucura, transformando (de forma bem-humorada)o problema em diferencial.• SPFW e a indústria da modaALGUNS CASOS:
  25. 25. • Espaço Cubo, que, a partir de Cuiabá, inovou e organizou a cena musical independentehttp://www.espacocubo.blogger.com.br/• Teatro para treinamentos de saúde pública, saneamento e segurança.http://www.relacionais.org.br/site/• Kabum! – Escola Telemar de Arte e Tecnologia que oferece uma formação de qualidadeem linguagem multimídia para a juventude popular urbana das grandes cidades.• projetos partem do levantamento cultural de comunidades para criar enciclopédias parauso didático até ”resorts comunitários” que propiciam ao turista cultural a oportunidadede viver junto a comunidades para conhecê-las.• Restauro de patrimônio histórico através da capacitação de jovens infratores em regimede liberdade assistida.• Contadores de histórias fomentando leitura. http://www.lereumaviagem.com.br/• Design utilizando matérias-primas inusitadas.• Culinária a um real a receita, usando materiais normalmente desprezados.• Novas formas de produção musical podem ser vistos na excelente matéria ”A Música forado Eixo”, de Pedro Alexandre SanchesALGUNS CASOS:

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