FACULDADE CAMPOS ELISEOS                    PÓS-GRADUAÇÃO            ESPECIALIZAÇÃO EM ARTE-EDUCAÇÃOZÉLIA HELENO TRINDADER...
ZÉLIA HELENO TRINDADEREFLEXÕES SOBRE O ENSINO DE MÚSICA NAS ESCOLAS                               Monografia apresentada à...
ZÉLIA HELENO TRINDADEREFLEXÕES SOBRE O ENSINO DE MÚSICA NAS ESCOLAS                                       Monografia apres...
“Quero defender uma ideia bastante simples:que a música é feita para ser bela e paraproporcionar experiências de beleza, e...
RESUMO       Nas últimas décadas, o ensino da música vem sendo praticamente excluído docurrículo escolar do ensino fundame...
SUMÁRIOI-INTRODUÇÃO--------------------------------------------------------------------------------1II-HISTÓRICO DA MÚSICA...
I-INTRODUÇÃO       Este trabalho pretende fazer uma reflexão do processo e da dinâmica do ensino damúsica nas instituições...
II-HISTÓRICO DA MÚSICA NA EDUCAÇÃO BRASILEIRA E SUAIMPORTÂNCIA       A partir de um estudo histórico, buscou-seelementos q...
O princípio do direito universal da educação para todos está contemplado por meio daLDB 9394/96, Lei de Diretrizes e Bases...
As escolas tentam enquadrar-se para a inclusão da nova disciplina usando estratégias,na maioria das vezes, inadequadas, re...
grande valor artístico, estético, cognitivo e emocional. Para ele, a linguagem musical oferecepossibilidades interdiscipli...
ajudar e incentivar a criação de eventos, para que os alunos possam se apresentar e mostrarsuas criações.                 ...
A-OS PARÂMETROS CURRICULARES (PCNS)       Os Parâmetros Curriculares Nacionais (1997) citam que a inclusão da música noens...
A metodologia que o professor pode utilizar é trazer para sala de aula diferentesmúsicas e a partir delas instigar a curio...
Além do conteúdo gramatical, interpretação e leitura, é possível explorar aspectoshistóricos, políticos, sociais, culturai...
resultados de 15 a 41% superiores em testes de proporções e frações do que os de outrascrianças.        Em outra investiga...
facilmente ser transformados ou subjugados a                                                pressões externas. A convicção...
A música é compreendida como forma de ampliar o conhecimento cultural dascrianças e jovens no período que abrange a educaç...
musicais coletivas e conteúdos que ajudem na formação do aluno. Também, conforme asautoras, a simples apreciação já é um b...
constatação de que arte e sociedade são                                               conceitos indissociáveis, uma vez qu...
B-A MÚSICA E A ALFABETIZAÇÃO       Alunos desinteressados, com pouca concentração e baixo comprometimento,apresentando sup...
depois de frequentarem oficinas de capacitação em que têm aulas de voz, construção deinstrumentos e cultura popular, aplic...
]B.1- A MÚSICA E A INTERDISCIPLINARIDADE       Na concepção de Correia (2010), essa atividade auxilia na aprendizagem e éc...
O autor cita sua prática como professor de Geografia que aplica a música comorecurso metodológico. Entende que ela serve c...
fatores, entre os quais merece destaque sua perda de identidade como disciplina ao sertransformada em 1971 em um dos compo...
A música pode ser uma ferramenta sócio- educativa e disciplinadora, mas para seutilizar a música, o professor teria que se...
insípida em nossa educação (CORREIA, 2003, p.                                              85).       A música como discip...
Pode ser entendida, ainda, como um estímulo para que o aluno se sinta valorizado,reforçando sua autoestima, e descobrindo-...
etapa apreendida, um novo desafio surgirá e começará um novo empenho para chegar àpróxima.       Sua importância para o de...
múltiplas maneiras de nos relacionarmos com a música, ou o professor de classe? Qual o seupapel no intuito de resgatar a c...
jovem, sua implementação na escola como ocorre, está muito distante de seu verdadeirosignificado, priorizando, aspectos di...
A música como atividade educativa, quando inserida no contexto escolar, encontraainda, uma série de limitações, tais como ...
qualidade, ao lado de muitos trabalhos que são apenas esporádicos, não oferecendo formaçãomusical para todos os estudantes...
CONSIDERAÇÕES FINAIS       Este estudo teve por objetivo analisar o ensino da música na escola fundamental e asrazões que ...
Sua inserção no universo escolar depende, antes de mais nada, de uma reflexão maisprofunda da atual realidade educacional ...
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASABRAMOVICH, Fanny. Quem educa quem? São Paulo: Círculo do Livro, 1985.ALMEIDA, Renato. História ...
BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Parâmetros Curriculares Nacionais:Arte. Ensino de primeira à quarta séries, ...
KOELLHEUTTER, Hans J. O centro de pesquisa de música contemporânea da Escolade Música da Universidade Federal de Minas Ger...
SOUZA, Rosa Fátima de; VALDEMARIN, Vera Teresa; ALMEIDA, Jane Soares de. Olegado educacional do Século XIX. Araraquara: UN...
Upcoming SlideShare
Loading in...5
×

Reflexões..

2,218

Published on

0 Comments
1 Like
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

No Downloads
Views
Total Views
2,218
On Slideshare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
0
Actions
Shares
0
Downloads
40
Comments
0
Likes
1
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

Reflexões..

  1. 1. FACULDADE CAMPOS ELISEOS PÓS-GRADUAÇÃO ESPECIALIZAÇÃO EM ARTE-EDUCAÇÃOZÉLIA HELENO TRINDADEREFLEXÕES SOBRE O ENSINO DE MÚSICA NAS ESCOLASSÃO PAULO2012
  2. 2. ZÉLIA HELENO TRINDADEREFLEXÕES SOBRE O ENSINO DE MÚSICA NAS ESCOLAS Monografia apresentada à Faculdade Campos Elíseos, como requisito parcial para a obtenção do título de Especialista em arte-educação Orientador(a): Maria Socorro Gonçalves TorquatoSÃO PAULO 2012
  3. 3. ZÉLIA HELENO TRINDADEREFLEXÕES SOBRE O ENSINO DE MÚSICA NAS ESCOLAS Monografia apresentada à Faculdade Campos Elíseos, como requisito parcial para a obtenção do título de Especialista Arte-EducaçãoAprovado em:Banca ExaminadoraOrientador(a) Prof(a) Ms ____________________________________________Assinatura________________________________________________________Prof(a) ___________________________________________________________Assinatura_________________________________________________________Prof(a) Ms _________________________________________________________Assinatura_________________________________________________________
  4. 4. “Quero defender uma ideia bastante simples:que a música é feita para ser bela e paraproporcionar experiências de beleza, e que abeleza existe para dar alegria, a alegriaestética, que é uma alegria específica,diferente dos prazeres de que habitualmentedesfrutamos, e queconstitui um dos aspectosda alegria cultural”. (Snyders, 1992, p. 11).“Partindo da concepção de que a música éum meio de comunicação, que serve-se deuma linguagem, pode-seconcluir que umacontribuição para a tomada de consciênciado novo, ou do desconhecido, seja umadasmais importantes, se não sua maisimportante função.”(H. J. Koellreutter,1994).
  5. 5. RESUMO Nas últimas décadas, o ensino da música vem sendo praticamente excluído docurrículo escolar do ensino fundamental das escolas brasileiras. Sua prática não vemsendo trabalhada sistematicamente,permanecendoà margem do currículo escolar. Este trabalhobusca compreender o sentido e o significado da educação musicalno ensino fundamental e traz como objetivo, detectar e analisar o ensino da música nasescolas e suas implicações na grade curricular. Busca também entender os benefícios das práticas musicais nodesenvolvimento humano e, compreender como os resultados dessas transformações sedestacam no aprimoramento de outras áreas, inclusive no aprendizado escolar. Estudiosos têm comprovado os benefícios que a aprendizagem de música trazpara o desenvolvimento humano. Os estudos apontam que, para além de momentosprazerosos, o aprendizado de música contribui para o desenvolvimento dos aspectoscognitivos, emocionais e sociais, promovendo o bem-estar do indivíduo. Uma das questões que envolvem este trabalho é saber qual o papel da música naeducação formal dos indivíduos.É através da musicalidade vivida e sentidaintensamente que o aluno pode obter um desenvolvimento pessoal mais rico eabrangente, podendo se tornar um ser melhor. Desta forma, uma análise é fundamental para se redimensionar o papel damúsica na escola e buscar as condições necessárias para que possa vir a ter um valorsignificativo no processo de educação escolar.PALAVRAS-CHAVE :MÚSICA , ALFABETIZAÇÃO,ENSINO- APRENDIZAGEM
  6. 6. SUMÁRIOI-INTRODUÇÃO--------------------------------------------------------------------------------1II-HISTÓRICO DA MÚSICA NA EDUCAÇÃO BRASILEIRA-------------------------- 2A-OS PARÂMETROS CURRICULARES----------------------------------------------------7B- OS BENEFÍCIOS DA MÚSICA NO DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA-----8B.1- A PRÁTICA COERENTE DO ENSINO DA MÚSICA------------------------------10B 2-COMO UTILIZAR A MÚSICA NA SALA DE AULA-------------------------------12C- A MÚSICA E A ALFABETIZAÇÃO-----------------------------------------------------15C1- A MÚSICA E A INTERDISCIPLINARIDADE---------------------------------------17C2- A MÚSICA E O PROCESSO DO ENSINO –APRENDIZAGEM------------------20D- O PAPEL E A FORMAÇÃO DO EDUCADOR MUSICAL---------------------------23III-CONSIDERAÇÕES FINAIS---------------------------------------------------------------28IV- REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS----------------------------------------------------30
  7. 7. I-INTRODUÇÃO Este trabalho pretende fazer uma reflexão do processo e da dinâmica do ensino damúsica nas instituições escolares do ensino fundamental. A partir do histórico do ensino damúsica, analisar a sua desvalorização como disciplina e o desconhecimento de suaimportância na formação do jovem. Para alcançar os objetivos, foram realizadas pesquisas bibliográficas com base emautores que são autoridades na área e, também, em documentos educacionais. Observa-se a importância de trabalhar a música em sala de aula de forma consciente,proporcionando às crianças a oportunidade de interagir com os mais diversos estilos musicaisa fim de desenvolver suas habilidades. Os estudos revelam também que a música proporciona melhoria no convívio social,ajudando na superação de problemas como violência e uso de drogas, também favorecendo odesenvolvimento cognitivo e afetivo. São muitos os problemas enfrentados pela área de educação musical, dentre eles,considero como os de maior importância, a falta de sistematização do ensino de música nasescolas de ensino fundamental e o desconhecimento do valor da educação musical comodisciplina integrante do currículo escolar. É prática comum nas escolas, principalmente nas séries iniciais, ouvir música naentrada e na saída do período escolar, no recreio, e ainda, de forma bastante acentuada, nosmomentos de festividades que obedecem a um calendário com datas a serem comemoradaspela comunidade escolar. Neste sentido, podemos afirmar que a música está presente no cotidiano escolar denossas crianças e jovens. Ela está presente em todo e qualquer lugar, pois vem ocupando cadavez mais espaços no cenário social da vida contemporânea. Uma reflexão sobre a atual prática pedagógica musical pode ajudar a esclarecer o valorda Educação Musical dentro do contexto institucional. Pode-se, ainda, destacar a importânciade estabelecermos uma relação pedagógica com crianças e jovens que propicie a suaaproximação e o gosto pela música. Precisamos considerar as experiências, necessidades elinguagens de cada um. 1
  8. 8. II-HISTÓRICO DA MÚSICA NA EDUCAÇÃO BRASILEIRA E SUAIMPORTÂNCIA A partir de um estudo histórico, buscou-seelementos que pudessem ajudar a entendereste processo de esvaziamento pelo qual passou o ensino da música. A escolha deste marco, de 1930 a 1980, se justifica pela importância que a músicaocupou na educação brasileira no contexto da Era Vargas e pela crise em que já se encontravano início da década de 80 do século XX, em virtude das mudanças introduzidas no ensinodesta disciplina pela Lei nº 5692/71. O estudo realizado evidenciou os fundamentos do ensino da música no Brasil nesteperíodo. Neles podem-se observar diferentes perspectivas que acabaram por gerar propostascurriculares diferenciadas. O ensino da música através do Canto Orfeônico e da IniciaçãoMusical (década de 30) absorveu, respectivamente, o mesmo discurso modernista demusicalizar a todos, embora por caminhos diferentes: o primeiro, por intermédio da educaçãode massa, buscando musicalizar os alunos da escola pública; o segundo, a partir do ideário daescola novista, voltava-se para o atendimento individualizado da criança. Mais tarde, nos anos 70, dentro da tendência tecnicista, surge uma proposta curricularcom a integração das artes e um professor que tecnicamente deveria estar preparado em váriaslinguagens artísticas, proposta esta, influenciada pelo movimento arte-educação emefervescência no país, neste período. De acordo com a nova política, alterações são realizadas no currículo das escolas.Entre estas modificações, a disciplina “Música” passa a integrar, juntamente com as ArtesPlásticas e o Teatro, a disciplina Educação Artística, estabelecida pela Lei nº 5692/71. Embora acreditassem na possibilidade de desenvolver a sensibilidade pelas artes e ogosto pelas manifestações artístico-estéticas, na prática, o que ocorreu foi uma interpretaçãoequivocada dos termos integração e polivalência, que terminou por diluir os conteúdosespecíficos de cada área ou por excluí-los da escola. A partir deste momento, o ensino da música na escola de ensino regular vem sendosistematicamente desvalorizado no âmbito educacional brasileiro. É possível compreender, que o ensino da música hoje requer uma proposta curricularque considere as diferenças culturais, o respeito à individualidade e as experiências de cadaaluno e, principalmente, as vivências musicais que eles trazem para dentro do espaço escolar. 2
  9. 9. O princípio do direito universal da educação para todos está contemplado por meio daLDB 9394/96, Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, sancionada pelo presidenteFernando Henrique Cardoso e pelo então ministro da educação Paulo Renato em 20 dedezembro de 1996. A Lei, em seu artigo Art. 26, § 2º, deixa clara a obrigatoriedade do ensinoda arte, sendo esta componente curricular obrigatória nos diversos níveis da educação básicacom objetivo de auxiliar o desenvolvimento dos alunos. Ainda, no mesmo artigo, § 6º, define-se a obrigatoriedade do ensino da músicasubentendendo-se que a música, bem como as demais disciplinas, deverá ser conteúdo docurrículo nas escolas públicas e que todos, sem distinção alguma, terão oportunidade deaquisição do conhecimento musical de forma sistemática, embora cientes de que, como asdemais disciplinas, o aprendizado da música neste estágio não habilita os estudantes à práticaprofissional da área. A Lei 11.769, de 18 de agosto de 2008, que trata da alteração sobre a lei supracitada,em princípio, dá a entender que a preocupação com a regulamentação do ensino da música éprivilégio dos dias atuais, mas, de acordo com Amato (2006), já em 1854, havia talpreocupação. Conforme a autora, nesse ano, um decreto federal regulamentou o ensino demúsica no país. O decreto buscava orientar os docentes, preparando-os com as atividadesdessa área que deveriam ser ministradas aos alunos. No ano seguinte, outro decreto tratava da legalização contratual de professores demúsica por meio de concurso público. Em relação aos dias atuais, conforme Loureiro (2003), a música na educação escolarbrasileira está ausente há várias décadas. O motivo, dentre vários fatores, foi a perda de identidade enquanto disciplina ao sertransformada em 1971 em um dos componentes da disciplina Educação Artística. No entantocom a intenção de superação da pedagogia tecnicista da época e as preocupações na formaçãode indivíduos criativos capazes de enfrentarem os novos desafios, promoveram sua reinserçãonos currículos da escola fundamental. Percebe-se que a música na educação brasileira ainda é vista como acessório paraentretenimento, como um recurso de reposição em momentos em que não se é possívelcumprir o planejado pelo currículo escolar, sem a importância devida como material didático-pedagógico que possa contribuir para o desenvolvimento do ensino-aprendizagem e aformação do homem. 3
  10. 10. As escolas tentam enquadrar-se para a inclusão da nova disciplina usando estratégias,na maioria das vezes, inadequadas, reforçando a ideia de que essa atividade, comoconhecimento científico, não apresenta o mesmo valor das outras disciplinas. Ainda que esses procedimentos venham sendo repensados, muitas instituiçõesencontram dificuldades para integrar a linguagem musical ao contexto educacional. Constata-se uma defasagem entre o trabalho realizado na área da música e nas demais áreas doconhecimento, evidenciada pela realização de atividades de reprodução e imitação emdetrimento de atividades voltadas à criação e à elaboração musical. Nesse contexto, a música é tratada como se fosse um produto pronto, que se aprende areproduzir, e não uma linguagem cujo conhecimento constrói. (BRASIL, 1998, p. 45). De acordo com Loureiro (2003), no Brasil, a aquisição de habilidades musicais ainda é um processo acessível somente a uma pequena parcela das crianças. Mesmo com a legalização para a implantação no currículo, as dificuldades encontradas nas escolas públicas brasileiras não são muito diferentes da realidade do século XIX.(loureiro 2003, pg.25) Com a implantação da Lei nº 11.769, de 18 de agosto de 2008, a música comoatividade educativa sofre ainda uma série de limitações, tais como carência de materialmúsico-pedagógico, salas inadequadas, tempo disponível reduzido, além de turmasnumerosas. O número de professores da área ainda está muito aquém do necessário e esse fatoprovoca um grande desajuste na educação musical. Loureiro afirma ainda que a prática é bem diferente do proposto pelas leis. Segundo aautora, além da falta de infraestrutura, o professor não possui o conhecimento necessário eacaba transmitindo-o de acordo com sua própria percepção sem os embasamentos técnicos ecientíficos devidos, logo, ensina conforme aprendeu, priorizando e considerando apenas o seupróprio conhecimento, ignorando a música apreciada pelos alunos e suas vivências. Os conteúdos são fragmentados, desatualizados, abstratos, direcionando o seu ensino auma educação imposta, deixando de lado a educação musical de qualidade da escola. Assim como Loureiro (2003), outros autores compreendem o exercício dessa atividadecomo elemento auxiliar em vários aspectos no desenvolvimento da criança. Dentre eles,Correia (2010) a elege como sendo imprescindível na educação. Segundo o autor,pedagogicamente, ela é um recurso que enriquece o processo educacional e atribui a ela um 4
  11. 11. grande valor artístico, estético, cognitivo e emocional. Para ele, a linguagem musical oferecepossibilidades interdisciplinares. De acordo com esse autor, a música possui caráter racional, subjetivo e emocional, ecertamente poderá auxiliar no processo ensino-aprendizagem, já que por apresentarcaracterística interdisciplinar, é de grande valia como instrumento metodológico e didático-pedagógico. Acrescenta que a linguagem, principalmente textual, pode ser potencializada por meioda utilização da linguagem musical, que serve ao processo de ensino-aprendizagem e tambémcomo método alternativo para se aplicar à educação. Conforme se observa no Referencial Curricular Nacional Para a Educação Infantil,RCNEI (1998), a música é entendida como linguagem musical com capacidade de comunicarsensações e sentimentos por meio do som e do silêncio e está presente em todas as culturas,sendo que na Grécia antiga já era considerada fundamental na formação dos futuros cidadãos,ao lado da Matemática e da Filosofia. O trabalho com música deve considerar, portanto, que ela é um meio de expressão e forma de conhecimento acessível aos bebês e crianças, inclusive aquelas que apresentem necessidades especiais. A linguagem musical é excelente meio para o desenvolvimento da expressão, do equilíbrio, da autoestima e autoconhecimento, além de poderoso meio de integração social. (BRASIL, 1998 pg.47). Conforme o Referencial Curricular Nacional Para a Educação Infantil RCNEI (1998),o canto desempenha um papel de grande importância na educação musical infantil, poisintegra a melodia com o ritmo, sendo um excelente meio para desenvolver a audição, já queas crianças, ao cantar, imitam o que ouvem, o que influencia de maneira extremamentepositiva no desenvolvimento da audição. Ao imitar, as crianças desenvolvem a elaboração dorepertório de informações que se transformará em uma linguagem que servirá para que secomuniquem posteriormente. A escola deve promover o envolvimento de pessoas relacionadas à música,proporcionando assim meios para que os alunos possam tornar-se desde ouvintes sensíveis aténo caso de manifestar desejo de se tornarem músicos profissionais. A escola deve valorizar, 5
  12. 12. ajudar e incentivar a criação de eventos, para que os alunos possam se apresentar e mostrarsuas criações. A educadora musical Elvira Drummond defende a importância da música para o desenvolvimento dos hemisférios direito e esquerdo do cérebro. Conforme a autora, essa prática ajuda a ativação dos neurônios, promovendo desenvolvimento motor e social ao processo de aquisição da linguagem. A educadora afirma que está cientificamente comprovado que a música amplia as redes neurais, o que ajuda o desenvolvimento cognitivo. (Drumond 2010. Pg 50) Como afirma Stefani (1989), “ouvido para música” não é algo inato, pois essa habilidade se forma aos poucos, com trabalho, e são necessários, sobretudo, muitos exercícios de motivação. Ainda exemplifica dizendo que, assim como o ouvido do pastor, que se forma em contato com os sons que ouve e que necessita para exercer tal função, o mesmo acontece com o ouvido de um mecânico e, da mesma forma, o do músico que, com o treino, aprende a perceber o som do instrumento. Dessa forma, o esforço para aprendizagem da música é muito importante e hánecessidade de muito treino, porém não de um aprendizado tecnicista, mas, sim, um esforçona busca por compreender cada passo; saber que habilidade para a percepção musical só surgecom dedicação. 6
  13. 13. A-OS PARÂMETROS CURRICULARES (PCNS) Os Parâmetros Curriculares Nacionais (1997) citam que a inclusão da música noensino fundamental tem o objetivo de oportunizar ao aluno, o desenvolvimento de umainteligência musical. Mas, para que ela tenha sucesso na formação do cidadão, é necessárioque todos tenham oportunidades de estarem na posição de ouvintes, intérpretes, compositorese improvisadores, dentro e fora da sala de aula. “(...) As oportunidades de aprendizagem de arte, dentro e fora da escola, mobilizam a expressão e a comunicação pessoal e ampliam a formação do estudante como cidadão, principalmente por intensificar as relações dos indivíduos tanto com seu mundo interior como com o exterior”. (PCN, Arte, Introdução, 1998, p.19). O ensino da música tem por objetivos gerais abrir espaço para que os alunos possamse expressar e se comunicar através dela, bem como promover experiências de apreciação eabordagem em seus vários contextos culturais e históricos. O primeiro objetivo, é a comunicação e a expressão pela música que se dão através dainterpretação, improvisação e composição. O professor deve utilizar como metodologiaatividades que favoreçam esse processo. Tais como, trazer para sala de aula interpretações demúsicas já existentes, para que os alunos possam vivenciar o processo de expressão individuale grupal, não se esquecendo de fazer conexões com a localidade e a identidade cultural dosalunos, permitindo-lhes também improvisar, compor, observar e analisar suas estratégias e deseus colegas nas atividades de produção. O segundo objetivo é a apreciação da música que se dá pela escuta, envolvimento ecompreensão da linguagem musical. O professor deve, por exemplo, promover uma discussãoe um levantamento de critérios sobre a possibilidade de determinadas produções sonorasserem ou não músicas, para que a partir daí ele possa explicar as linguagens musicais; darespaço para que os alunos possam escutar diversos estilos de música e pedir que elespercebam as características expressivas e de intencionalidade dos compositores e intérpretesdessas músicas. O terceiro objetivo é a abordagem da música em vários contextos culturais e históricosque se dá através da expressão musical de vários povos em diferentes épocas. 7
  14. 14. A metodologia que o professor pode utilizar é trazer para sala de aula diferentesmúsicas e a partir delas instigar a curiosidade dos alunos, indagando-os sobre a que culturaelas pertencem e a partir daí traçar as suas características. Assim como, deve ser incentivada emotivada a criatividade dos alunos no ato da elaboração e interpretação por meio da músicaou de outra manifestação artística. Então, após o estudo desses objetivos concluímos que eles abrangem de formaeficiente os aspectos que devem ser abordados em sala de aula, já que envolvem tanto ateoria, como a prática e contexto, promovendo um estudo mais completo sobre a música.B - OS BENEFÍCIOS DA MÚSICA NO DESENVOLVIMENTO DACRIANÇA A preocupação atual em formar indivíduos criativos capazes de enfrentar os desafiosdo mundo globalizado criaram possibilidades para sua reinserção nos currículos da escolafundamental. São muitos os problemas enfrentados pela área de educação musical. Dentre eles,consideramos como os de maior importância a falta de sistematização do ensino de músicanas escolas de ensino fundamental e o desconhecimento do valor da educação musical comodisciplina integrante do currículo escolar. Segundo Hentschke, a atual prática da música, sua forma de apresentar-se para as crianças e os jovens na fase escolar, isto é, inserida no âmbito escolar com caráter de atividade lúdica, descontextualizada de suas realidades cotidianas e sem consequência “educativa” e indaga: qual o valor da Educação Musical? “E qual seu papel na educação formal do indivíduo?” Hentschke (1991 p.60). “Para Hentschke (1991, p 56)” só a partir de uma reflexão crítica a respeito dos seusfins, poderemos construir uma estrutura sólida como base de ação para a prática efetiva deEducação Musical. A música do Bob Dylan é um exemplo, de como a escolha de uma música éimportante, pois esta pode ser trabalhada de maneira interdisciplinar e abordar váriosassuntos. O trabalho traz sugestões de atividades para demonstrar a variedade de utilizaçõesde uma música tanto no ensino da língua inglesa como das outras disciplinas. 8
  15. 15. Além do conteúdo gramatical, interpretação e leitura, é possível explorar aspectoshistóricos, políticos, sociais, culturais, religiosos e geográficos. Possibilita a abordagem detemas transversais, como a violência, cidadania, juventude, drogas, direitos e deveres,contribuindo para o crescimento cultural e social do aluno enquanto cidadão. Através das reflexões e discussões, os alunos perceberão que também existem gravesproblemas políticos e sociais em outros países. Concluímos que é possível trabalhar qualquerassunto em Língua Inglesa, com bons resultados, através da utilização de uma música, umvídeo para iniciar, ou mesmo finalizar o trabalho. A música pode ser uma ferramenta socioeducativa e disciplinadora, mas para seutilizar a música, o professor teria que ser capacitado através de cursos presenciais ou àdistância, pois muitos destas utilizações são desconhecidaspor eles. Scherer (2010), com base na perspectiva histórico-cultural, diz estar a formação deconceitos relacionada com as possibilidades que os indivíduos encontram no meio em quevivem e a forma de apropriação desses conceitos. A música, segundo autora, é umaprendizado que se desenvolve com conhecimento adquirido historicamente. Assim, aopriorizarmos o ensino dos conceitos musicais em diferentes atividades, estamos estimulando oestudo da música à criança, proporcionando a ela produtos historicamente acumulados eimportantes para sua formação, porém não de maneiras artificiais por memorizaçãocompulsiva ou repetitiva, mas, sim, com experiências agradáveis. Segundo Nogueira, pesquisas no final do século XX confirmam a importância da música no desenvolvimento da criança. De acordo com ela, quanto maiores forem os estímulos recebidos pela criança, maior será o seu desenvolvimento intelectual. Quando se trabalha sons, se desenvolvem as capacidades auditivas, trabalhando gestos e dança, se desenvolvem a coordenação motora e a atenção e, com o canto, a criança estará descobrindo suas capacidades e estabelecendo relações com o meio em que vive. (NOGUEIRA 2003 pg 23) Outra linha de estudos aponta a proximidade entre a música e o raciocínio lógicomatemático. Segundo Schaw, Irvine e Rauscher (apud CAVALCANTE, 2004) pesquisadoresda Universidade de Wisconsin, alunos que receberam aulas de música apresentavam 9
  16. 16. resultados de 15 a 41% superiores em testes de proporções e frações do que os de outrascrianças. Em outra investigação, Schaw verificou que alunos de 2ª série que faziam aulas depiano duas vezes por semana, apresentaram desempenho superior em matemática aos alunosde 4 ª série que não estudavam música. De acordo com Loureiro, resultados de pesquisas também comprovam a importânciada música clássica como estímulo à concentração. Conforme experiências realizadas com doisgrupos de crianças em fase de aprendizagem que apresentaram resultados favoráveis àaplicação da música, o que foi comprovado por meio de experimento em que um grupo decrianças tinha essa atividade e o outro não. Ainda, quanto aos possíveis benefícios que traria, a autora revela que, além de ser degrande contribuição para ao desenvolvimento cognitivo, auditivo e corporal, ela mostraindícios de ser um grande instrumento para o desenvolvimento nos campos afetivo e social. A autora diz que a música seja por meio de aprendizado de um instrumento ou apenaspela apreciação, potencializa a aprendizagem cognitiva principalmente no aspecto doraciocínio lógico, memória e abstração, mas é importante não deixar de lembrar-se de suaimportância na questão afetiva, já que vivemos em uma sociedade competitiva que valorizasomente os conhecimentos lógicos, raciocínios rápidos e criatividade e que, sem dúvida, amúsica também abrange o aspecto emocional do ser humano.B.1- A PRÁTICA COERENTE DO ENSINO DA MÚSICA Hentschke (1991, p 58-60) identifica, pelo menos, cinco valores sobre os quais aprática de educação musical tem sido fundamentada ao longo dos anos. A autora aponta osvalores “social, estético, multicultural, psicológico e tradicional” como valores e crenças que,através dos tempos, foram apontados por diversas correntes de pensamento, fundamentadosem áreas diversas de conhecimento e que viriam refletir uma concepção de vida, de homem ede arte, dentre elas, a música. Segundo a autora: (...) faz-se necessário considerar que em toda prática educacional estão refletidos os valores e crenças de seus agentes. Neste sentido, se esses valores e crenças não estiverem fundamentados, eles poderão 10
  17. 17. facilmente ser transformados ou subjugados a pressões externas. A convicção e clareza com que determinados valores são estabelecidos e assumidos são de fundamental importância, pois, com base neles, de modo consciente ou inconsciente, as práticas educacionais são efetivadas. Portanto, subscrever um valor falso para a Educação Musical como, por exemplo, transformando-a em algo lúdico e passageiro, pode não só trazer prejuízo ao educando como também para a própria Educação Musical (Hentschke 1991, p.56). Para a autora, nesse processo de identificação dos valores da educação musical nãobasta categorizá-los, é necessário torná-los coerentes e claramente definidos para a nossasociedade. Essa identificação desses valores favorecerá a organização, pelos educadores, de umaprática educacional mais coerente com a realidade sociocultural, além de auxiliá-los na buscade uma metodologia adequada, na tomada de decisões como, por exemplo, sobre modos deatuar e agir, definir programas e currículos, formas de avaliar, escolha de material didático. No que se refere à educação pela música dentro dessa nova sociedade em fase dedesenvolvimento sociocultural, em que sistemas ligados à comunicação de massa, aodesenvolvimento acelerado da tecnologia dominam o cenário nacional, surge a necessidade defazê-la interagir com este mundo globalizado, numa tentativa de torná-la mais próxima dohomem, prevenindo, dessa forma, o declínio de sua importância social. Na sociedade moderna (...) a arte torna-se um meio de preservação e fortalecimento da comunicação pessoa a pessoa e de sublimação da melancolia, do medo e da tristeza, fenômenos que ocorrem pela manipulação bitolada das instituições públicas e se tornam fatores hostis à comunicação. Ela se transforma num instrumento do progresso, do soerguimento da personalidade e de estímulo à criatividade (Koellreutter 1997b, p.38-39). 11
  18. 18. A música é compreendida como forma de ampliar o conhecimento cultural dascrianças e jovens no período que abrange a educação básica e, também, como fator quecontribui para o desenvolvimento no ensino-aprendizagem escolar. A educação musical na escola deveria objetivar despertar a sensibilidade musical, odesenvolvimento cognitivo, o afetivo e as relações interpessoais, tendo em vista que seucaráter cultural diversificado propicia o respeito pelas diferentes culturas e pode contribuirpara o desenvolvimento da criança, dando a ela oportunidade de conhecimento e valorizaçãoda vida e, por apresentar caráter interdisciplinar, é favorável sua inserção no currículo escolar. Considerar o amplo acesso que se tem à música fora da escola não justifica a sua faltano currículo escolar, uma vez que essa música chega aos nossos ouvidos sem nenhumadiscriminação e consciência por parte de quem ouve. Além do mais, é negado ao aluno oacesso a uma área do conhecimento que certamente poderá levá-lo a desenvolver o potencialartístico e criador, além de permitir que esses desenvolvam uma apreciação musical crítica econsciente. Armazenar, memorizar informações, conhecimentos estáticosedescontextualizados não são mais situações possíveis nos dias atuais. O momento atual requer a valorização da intuição, da criatividade e da livre expressãodo aluno para encarar e lidar com as diversas situações do seu cotidiano seja dentro ou fora docontexto escolar. (LOUREIRO, 2003, p.142). As músicas apresentadas fora do espaço escolar nem sempre são de boa qualidade,com intuito de enriquecer o processo educacional, por isso sua implantação no currículo éfavorável segundo educadores musicais.B.2- COMO UTILIZAR A MÚSICA NA SALA DE AULA A música pode ser entendida, ainda, como um estímulo para que o aluno se sintavalorizado, reforçando sua autoestima, e descobrindo-se como um ser importante, podendocompor um grupo musical. Isso acontece porque, embora cada pessoa demonstre umahabilidade maior em determinado instrumento ou tom de voz, poderá participar de trabalho aser realizado porque se ajustará em equipe. Conforme Fialho (2007), Demori (2007) e Araldi (2007), ensinar música na escola nãosignifica necessariamente o ensinar a tocar um instrumento especifico, mas, sim, apresentá-lacomo área do conhecimento e suas especificidades, com intuito de possibilitar usar práticas 12
  19. 19. musicais coletivas e conteúdos que ajudem na formação do aluno. Também, conforme asautoras, a simples apreciação já é um bom exercício para os principiantes. A partir de uma simples aula sem obrigação, o aluno pode dar sua opinião, expor seuponto de vista e, assim, começar a agir com visão crítica, podendo experimentar cantar,compor ou tocar um instrumento musical. Quando o professor utiliza essa atividade comoinstrumento didático-pedagógico, além de ampliar os conhecimentos, pode tambémproporcionar ao aluno momentos agradáveis, estimulando-o a expressar-se artisticamente e,assim, superar as angústias vividas no dia a dia, por meio de momentos prazerososproporcionados pela arte. Na escola, conforme afirma Lima (2008, p.17), o professor tem a oportunidade depassar, por meio da música, conteúdos sistematizados, trabalhando de forma que aluno possaapropriar-se de amplo conhecimento. Ela pode ser utilizada com crianças bem pequenas,como os bebês e até com os adolescentes, como elemento de aproximação com os professoresfacilitando o relacionamento entre ambos. Cumpre frisar que por meio da interação social com adultos ou companheiros,brinquedos, objetos, é que ocorre a apropriação do saber, a criança aprende com o mundo quea rodeia. Deste modo, com a música, a criança interage com o ritmo, com a letra e aprendecom os colegas e professores até mesmo a treinar sua voz, assim, a aprendizagem ocorre pormeio do estimulo do convívio social e serve de base para novas aprendizagens, já que a cadaetapa apreendida, um novo desafio surgirá e começará um novo empenho para chegar àpróxima. Sua importância para o desenvolvimento e a aprendizagem das crianças da educaçãoinfantil também é reconhecida nos documentos oficiais. Segundo os Referenciais CurricularesNacionais para a Educação Infantil RCNEI (1998), sendo a música uma linguagem de caráterlúdico, o professor ao se utilizar desse elemento sonoro torna o ensino mais atrativo, já queesta pode proporcionar às crianças, momentos especiais de prazer. As artes expressam as características culturais, políticas e sociais de cada épocaatravés de suas obras, sejam na pintura, na arquitetura, no cinema, na literatura ou na música.Diversos foram os pensadores de distintas áreas do conhecimento que se preocuparam ementender a relação entre arte e sociedade, criando teorias que estavam além do caráter social,abrangendo também os aspectos estéticos, históricos e filosóficos. Bay (2006, p. 3) salienta que “o traço comum a todas essas abordagens é a 13
  20. 20. constatação de que arte e sociedade são conceitos indissociáveis, uma vez que ambos se originam da relação do homem com seu ambiente natural”. Corroborando com a afirmação, Bauman (1998) entende a arte como um movimentode vanguarda que “abre” caminhos para a sociedade se guiar. Nesse sentido, poder-se-ia dizer que a criação artística é influenciada por diversossetores que fazem parte de nossas vidas, sejam eles sociais, políticos, econômicos, culturais ede relações humanas, levando sempre em consideração a história e a diversidade cultural dasociedade em seu tempo e lugar. Além disso, a música em seu significado próprio comunicasentidos que, de alguma maneira, constroem subjetividades humanas. Para o historiador José Geraldo Vince, da Universidade Estadual de São Paulo(UNESP), por ser uma dimensão da cultura humana, a música está completamente assentadaà sociedade da qual faz parte. A música revela e constrói a sociedade da qual participa, e é, ao mesmo tempo, construída por ela. A música faz parte do universo humano, da cultura humana, e obviamente influencia os modos de vida e as relações sociais dos que estão a sua volta; e a sociedade, por outro lado, está construindo a música a todo o momentoreconstruindo e repensando. (VINCE, 2010, s/p). No contexto escolar, a música tem a finalidade de ampliar e facilitar a aprendizagemdo educando. A utilização da música pode ajudar a enriquecer o trabalho pedagógico, facilitando acompreensão dos fatos históricos e a formação de sujeitos críticos, atitude tão reforçada naspropostas curriculares. Incentivar a aprendizagem de Língua Inglesa através dos Gêneros textuais, nessecaso, as músicas facilitam a interação entre professor/aluno, porque a letra da música é aexpressão do sentimento do autor que é registrado através da língua escrita, em umdeterminado momento de sua vida e esse tipo de texto está inserido no cotidiano dos alunos,que muitas vezes, não estão atentos para a mensagem que a letra transmite. 14
  21. 21. B-A MÚSICA E A ALFABETIZAÇÃO Alunos desinteressados, com pouca concentração e baixo comprometimento,apresentando superficialidade em suas relações com o ensino-aprendizagem precisam serestimulados a experimentar formas de apreensão da linguagem musical, mesclando estilos eprocedimentos, proporcionando maior abertura para o diálogo e o fazer musical, aliandoexperiências e vivências com as possibilidades do encontro com o novo. A reportagem publicada no Jornal Folha de S. Paulo, Caderno Cotidiano, do dia 11 desetembro de 2000, de responsabilidade de Fernanda Krakovics, sob o título “Música ajudanaalfabetização de crianças”diz, em seu primeiro parágrafo, que “a música é cada vez maisusada para alfabetizar, resgatar a cultura e ajudar na construção do conhecimento de criançascarentes. Projetos que envolvem a música na integração social se espalham por todo o país esão exemplos de sucesso”. Ainda na mesma reportagem, a diretora de cultura da Didá Escola de Música, emSalvador, Vivian Queiroz, diz que “a rotina das oficinas de percussão, teclado, bateria, canto einstrumentos de corda desenvolvem nas crianças e adolescentes, sem que eles percebam,valores como disciplina e integração”. Segundo Vivian, a música está presente, desde muitocedo, nocotidiano das crianças e, por isso, “elas (as crianças) têm uma sensibilidade musicalimpressionante, em grande parte porque acordam e dormem ouvindo música”. Outra iniciativa de educação através da música acontece na escola Centro EducacionalDaruê Malungo, na cidade de Recife. Lá, além das aulas de percussão e de outras oficinasculturais, são oferecidas aulas de alfabetização onde o método de ensino, porém, é baseado namúsica. Segundo a diretora Vilma Carijós, “aqui o „a‟ é de atabaque, e não de avião, o „b‟ é deberimbau e o „c‟, de caxixi. Também utilizamos como texto letras de música”.Acredita que,desta forma, facilita a aprendizagem dos alunos “por fazer parte da vida deles”. Há outro projeto, intitulado “Música na Escola”, parceria da Secretaria Municipal doRio de Janeiro com o Conservatório de Música Brasileira, que também trabalha a música emclasses de alfabetização. Esse projeto envolve os professores da rede municipal de ensino que, 15
  22. 22. depois de frequentarem oficinas de capacitação em que têm aulas de voz, construção deinstrumentos e cultura popular, aplicam o que aprenderam em salas de aula. Segundo o educador musical Sérgio Henrique Alves de Andrade, a música não está naescola como uma atividade recreativa, mas sim na construção do conhecimento.Ele vê como primordial no projeto, o resgate cultural, e ressalta que:“as crianças geralmentenão têm acesso à música popular, à diversidade de ritmos. Quando levamos isso para a sala deaula, elas se interessam”. A importância da música na formação da cidadania se torna mais importante nestemomento em que nas palavras de Peixoto: “A globalização, em sua tendência a tudo igualar, vem rompendo as tradições e derrubando fronteiras. Não sendo possível escapar à sua lógica, inserida nas redes da informática, que arquitetam nossas vidas, não havendo outro remédio senão navegar nas águas globais, é indispensável contar com uma bússola e uma âncora. A bússola: a informação, o conhecimento tanto a nível individual, como coletivo, a educação. A âncora – saber quem somos para não nos perdermos” (Peixoto, 1998, p.6). Desta forma, uma análise é fundamental para se redimensionar o papel da música naescola e buscar as condições necessárias para que possa vir a ter um papel e um valorsignificativo no processo de educação escolar. Atualmente, sabemos que poucas escolas incluem em seu currículo a disciplinamúsica. Quando há, o que encontramos é o uso excessivo da prática do cantar. Canta-sedemais, de modo inconsciente e mecânico e, o que é ainda pior, sem levar em consideração arealidade do aluno, levando-o, cada vez mais, a distanciar-se do prazer musical. Portanto, para que tal situação possa ser modificada, acreditamos ser necessário,trabalhar o conteúdo musical dentro de uma visão de currículo mais humanista, ondepossamos envolver e desenvolver musicalmente o aluno, considerando sua vivência eexperiência, valorizando suas habilidades e potencial criativo e integrando, sempre que forpossível, o conteúdo musical aos demais conteúdos desenvolvidos por outras áreas artísticas eàs demais disciplinas do currículo. 16
  23. 23. ]B.1- A MÚSICA E A INTERDISCIPLINARIDADE Na concepção de Correia (2010), essa atividade auxilia na aprendizagem e écomponente histórico de qualquer época, ajuda no estudo de questões sociais e políticas e,para o professor, serve de instrumento didático-pedagógico em vários seguimentos de formaprazerosa, auxiliando também na expressão e comunicação e no desenvolvimento doraciocínio lógico. Portanto, deveria ser incentivada a interdisciplinaridade e os currículos de ensinosdeveriam adotá-las para trabalhar a cooperação, socialização, minimizando, assim, asbarreiras que atrasam a democratização curricular do ensino. Assim conforme o autor: amúsica auxilia na aprendizagem de várias matérias. Ela é componente histórico de qualquerépoca, portanto oferece condição de estudos na identificação de questões, comportamentos,fatos e contextos de determinada fase da história. Os estudantes podem apreciar váriasquestões sociais e políticas, escutando canções, música clássica ou comédias musicais. O professor pode utilizar a música em vários segmentos do conhecimento, sempre de forma prazerosa, bem como na expressão e comunicação, linguagem lógico matemática, conhecimento científico, saúde e outras. Os currículos de ensino devem incentivar a interdisciplinaridade e suas várias possibilidades. (CORREIA, 2003, p. 84-85).Ainda, conforme o autor, a música serve como elemento de aproximação: A utilização da música, bem como o uso de outros meios, pode incentivar a participação, a cooperação, socialização, e assim destruir as barreiras que atrasam a democratização curricular do ensino. [...] A prática interdisciplinar ainda é insípida em nossa educação (CORREIA, 2003, p. 85). 17
  24. 24. O autor cita sua prática como professor de Geografia que aplica a música comorecurso metodológico. Entende que ela serve como instrumento para a orientação dasatividades, já que podem ser utilizadas linguagens musicais em forma de canções, com letrasque vêm ao encontro dos conteúdos trabalhados e, através de descrições pessoais após asseções sonoras ouvidas pelos educandos, são realizadas discussões sobre o conteúdo e osalunos têm oportunidade de mostrar sua criatividade e conhecimentos adquiridos, sendo umametodologia muito apreciada pelos jovens. Nas últimas décadas, principalmente a partir dos anos 80, a música cada vez mais vemdespertando o interesse de estudiosos e pesquisadores, não só por parte das ciências musicais,como também na área da história, da filosofia e da sociologia como um instrumento de granderelevância para compreender nossa história e a realidade que nos cerca. Por ser uma forma de manifestação e expressão do homem, as artes, aquiespecificamente, a música, torna-se um campo privilegiado para abordar questões e temasimportantes que fazem parte do nosso cotidiano. Nesse sentido, poder-se-ia dizer que acriação artística é influenciada por diversos setores que fazem parte de nossas vidas, sejameles sociais, políticos, econômicos, culturais e de relações humanas, levando sempre emconsideração a história e a diversidade cultural da sociedade em seu tempo e lugar. Alémdisso, a música em seu significado próprio comunica sentidos que, de alguma maneira,constroem subjetividades humanas. Para o historiador José Geraldo Vince, da Universidade Estadual de São Paulo(UNESP), por ser uma dimensão da cultura humana, a música está completamente assentada àsociedade da qual faz parte. A música revela e constrói a sociedade da qual participa, e é, ao mesmo tempo,construída por ela. A música faz parte do universo humano, da cultura humana, e obviamenteinfluencia os modos de vida e as relações sociais dos que estão a sua volta; e a sociedade, poroutro lado, está construindo a música a todo o momento, reconstruindo e repensando.(VINCE, 2010, s/p). O autor acima se refere à construção da música e sua relação com a sociedade comouma via de mão dupla. Não podendo separar uma coisa da outra. O autor procura mostrar oquanto música e sociedade são constituintes e constituidoras das questões sociais, políticas,econômicas e culturais de uma determinada época. Em relação aos dias atuais, conforme Loureiro (2003), a música na educação escolarbrasileira está ausente há várias décadas. Sua ausência nos currículos se explica por vários 18
  25. 25. fatores, entre os quais merece destaque sua perda de identidade como disciplina ao sertransformada em 1971 em um dos componentes da disciplina Educação Artística. A preocupação atual em formar indivíduos criativos capazes de enfrentar os desafiosdo mundo globalizado criaram possibilidades para sua reinserção nos currículos da escolafundamental. São muitos os problemas enfrentados pela área de educação musical. Dentre eles,consideramos como os de maior importância à falta de sistematização do ensino de músicanas escolas de ensino fundamental e o desconhecimento do valor da educação musical comodisciplina integrante do currículo escolar. Segundo Hentschke a atual prática da música, sua forma de apresentar-se para as crianças e os jovens na fase escolar, isto é, inserida no âmbito escolar com caráter de atividade lúdica, descontextualizada de suas realidades cotidianas e sem consequência “educativa” e indaga: qual o valor da Educação Musical? “E qual seu papel na educação formal do indivíduo?” Hentschke (1991 p.60). “Para Hentschke (1991, p 56)” só a partir de uma reflexão crítica a respeito dos seusfins, poderemos construir uma estrutura sólida como base de ação para a prática efetiva deEducação Musical. A música do Bob Dylan é um exemplo, de como a escolha de uma música éimportante, pois esta pode ser trabalhada de maneira interdisciplinar e abordar váriosassuntos. O trabalho traz sugestões de atividades para demonstrar a variedade de utilizaçõesde uma música tanto no ensino da língua inglesa como das outras disciplinas. Além do conteúdo gramatical, interpretação e leitura, é possível explorar aspectoshistóricos, políticos, sociais, culturais, religiosos e geográficos. Possibilita a abordagem detemas transversais, como a violência, cidadania, juventude, drogas, direitos e deveres,contribuindo para o crescimento cultural e social do aluno enquanto cidadão. Através das reflexões e discussões os alunos perceberão que também existem gravesproblemas políticos e sociais em outros países. Concluímos que é possível trabalhar qualquerassunto em Língua Inglesa, com bons resultados, através da utilização de uma música, umvídeo para iniciar, ou mesmo finalizar o trabalho. 19
  26. 26. A música pode ser uma ferramenta sócio- educativa e disciplinadora, mas para seutilizar a música, o professor teria que ser capacitado através de cursos presenciais ou àdistância, pois muitos destas utilizações são desconhecidas por eles.B.2- A MÚSICA E O PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM A música é compreendida como forma de ampliar o conhecimento cultural dascrianças e jovens no período que abrange a educação básica e, também, como fator quecontribui para o desenvolvimento no ensino-aprendizagem escolar. A educação musical na escola deveria objetivar despertar a sensibilidade musical, odesenvolvimento cognitivo, o afetivo e as relações interpessoais, tendo em vista que seucaráter cultural diversificado que propicia o respeito pelas diferentes culturas e podecontribuir para o desenvolvimento da criança, dando a ela oportunidade de conhecimento evalorização da vida e, por apresentar caráter interdisciplinar, é favorável sua inserção nocurrículo escolar. Na concepção de Correia (2010), essa atividade auxilia na aprendizagem e é componente histórico de qualquer época, ajuda no estudo de questões sociais e políticas e, para o professor, serve de instrumento didático-pedagógico em vários seguimentos de forma prazerosa, auxiliando também na expressão e comunicação e no desenvolvimento do raciocínio lógico. (CORREA 2010 p.20) Portanto, deveria ser incentivada a interdisciplinaridade e os currículos de ensinosdeveriam adotá-las para trabalhar a cooperação, socialização, minimizando, assim, asbarreiras que atrasam a democratização curricular do ensino. Assim conforme o autor: Amúsica auxilia na aprendizagem de várias matérias, ela é componente histórico de qualquerépoca, portanto oferece condição de estudos na identificação de questões, comportamentos,fatos e contextos de determinada fase da história. A utilização da música, bem como o uso de outros meios, pode incentivar a participação, a cooperação, socialização, e assim destruir as barreiras que atrasam a democratização curricular do ensino. A prática interdisciplinar ainda é 20
  27. 27. insípida em nossa educação (CORREIA, 2003, p. 85). A música como disciplina escolar, deve ser considerada como uma melhoria nocurrículo escolar brasileiro e, mesmo em meio a tantas dificuldades, ainda configura-se comooportunidade de levar um pouco de música com qualidade, contradizendo assim as influenciasnegativas veiculadas pela mídia, que contribuem para degradação dos valores humanos. Considerar o amplo acesso que se tem à música fora da escola não justifica a sua faltano currículo escolar, uma vez que essa música chega aos nossos ouvidos sem nenhumadiscriminação e consciência por parte de quem ouve. Além do mais, é negado ao aluno oacesso a uma área do conhecimento que certamente poderá levá-lo a desenvolver o potencialartístico e criador, além de permitir que esses desenvolvam uma apreciação musical crítica econsciente. Armazenar, memorizar informações, conhecimentos estáticos e descontextualizados não são mais situações possíveis nos dias atuais. O momento atual requer a valorização da intuição, da criatividade e da livre expressão do aluno para encarar e lidar com as diversas situações do seu cotidiano seja dentro ou fora do contexto escolar. (LOUREIRO, 2003, p.142). As músicas apresentadas fora do espaço escolar nem sempre são de boa qualidade,com intuito de enriquecer o processo educacional, por isso sua implantação no currículo éfavorável segundo educadores musicais. Conforme Loureiro, essa atividade como componente curricular é uma oportunidade para que o aluno tenha acesso a essa área do conhecimento e, ela, integrando o currículo escolar, se aplicada de forma correta, com profissionais especialistas na área, contribuirá para desenvolver habilidades criativas que ajudarão o aluno a criar, inovar em todas as situações, além de proporcionar momentos oportunos de descontração favorece o desenvolvimento cognitivo. (LOUREIRO,2003 p,143) 21
  28. 28. Pode ser entendida, ainda, como um estímulo para que o aluno se sinta valorizado,reforçando sua autoestima, e descobrindo-se como um ser importante, podendo compor umgrupo musical. Isso acontece porque, embora cada pessoa demonstre uma habilidade maiorem determinado instrumento ou tom de voz, poderá participar de trabalho a ser realizadoporque se ajustará em equipe. Conforme Fialho (2007), Demori (2007) e Araldi (2007), ensinar música na escola não significa necessariamente o ensinar a tocar um instrumento especifico, mas, sim, apresentá-la como área do conhecimento e suas especificidades, com intuito de possibilitar usar práticas musicais coletivas e conteúdos que ajudem na formação do aluno. (2007 p.34) Também, conforme as autoras, a simples apreciação já é um bom exercício para osprincipiantes. A partir de uma simples aula sem obrigação, o aluno pode dar sua opinião,expor seu ponto de vista e, assim, começar a agir com visão crítica, podendo experimentarcantar, compor ou tocar um instrumento musical. Quando o professor utiliza essa atividade como instrumento didático- pedagógico,além de ampliar os conhecimentos pode proporcionar aos alunos momentos agradáveis,estimulando-o a expressar-se artisticamente e, assim, superar as angústias vividas no dia a dia,por meio de momentos prazerosos proporcionados pela arte. Na escola, conforme afirma Limao professor tem a oportunidade de passar, por meio da música, conteúdos sistematizados, trabalhando de forma que aluno possa apropriar-se de amplo conhecimento. Ela pode ser utilizada com crianças bem pequenas como os bebês e até com os adolescentes como elemento de aproximação com os professores facilitando o relacionamento entre ambos. (Lima 2008, p.17) Cumpre frisar que por meio da interação social com adultos ou companheiros,brinquedos, objetos, é que ocorre a apropriação do saber, a criança aprende com o mundo quea rodeia. Deste modo, com a música, a criança interage com o ritmo, com a letra e aprendecom os colegas e professores até mesmo a treinar sua voz, assim, a aprendizagem ocorre pormeio do estimulo do convívio social e serve de base para novas aprendizagens, já que a cada 22
  29. 29. etapa apreendida, um novo desafio surgirá e começará um novo empenho para chegar àpróxima. Sua importância para o desenvolvimento e a aprendizagem das crianças da educaçãoinfantil também é reconhecida nos documentos oficiais. Segundo os Referenciais CurricularesNacionais para a Educação Infantil RCNEI (1998), sendo a música uma linguagem de caráterlúdico, o professor ao se utilizar desse elemento sonoro torna o ensino mais atrativo, já queesta pode proporcionar as crianças momentos especial de prazer. Assim sendo, ela pode seruma grande aliada no processo de ensino e aprendizagem e um rico instrumento decomunicação e socialização. Ainda, de acordo com o documento, esse tipo de trabalho deve ser considerado umimportante meio de expressão e forma de conhecimento também para os bebês e as criançascom necessidades especiais, porque a linguagem musical é um excelente meio para odesenvolvimento da expressão, equilíbrio, autoestima e autoconhecimento e ótimo meio parapromover a integração social.C - O PAPEL E A FORMAÇÃO DO EDUCADOR MUSICAL A educação musical vive um momento singular nesta virada de século, neste mundoglobalizado e informatizado. O esforço que a educação musical vem fazendo ao longo dosanos para ser legitimada diante das instituições educacionais e da sociedade brasileirareafirma as ideias, as proposições e as propostas construídas na luta pelo reconhecimento daárea e pela valorização do educador musical. Nesta fase de mudanças de nossa sociedade, de sucateamento da educação em todos osníveis, a educação musical que busca a democratização do ensino de música nas escolas, queenfoca o indivíduo em sua totalidade, busca, antes de tudo, uma formação de qualidade para oprofessor do magistério. A área de educação musical vem discutindo a formação e a preparação do educadormusical. Surge aqui a questão: quem deveria ensinar música aos milhares de jovens e criançasque frequentam as escolas de ensino fundamental do país? Busca-se um perfil de quem seja um educador musical de quais suas funções de ensinoaprendizagem de música. Quem é esse profissional? Poderá se o músico (aquele diplomado em instrumento, composição ou regência),deverá ser aquele que conhece e trabalha as dimensões da experiência musical por meio de 23
  30. 30. múltiplas maneiras de nos relacionarmos com a música, ou o professor de classe? Qual o seupapel no intuito de resgatar a credibilidade do ensino de música como área de conhecimentoe, principalmente, como disciplina escolar. Hoje, encontra-se uma nova proposta curricular para o ensino de arte; os ParâmetrosCurriculares nacionais (PCNs) elaborados pela secretaria de Ensino Fundamental, essasdiretrizes apontam para uma flexibilidade e uma abertura na aquisição de conhecimentos,indicando uma prática fundamentada na experiência e na atuação ativa do aluno. Porém, ofato musical, sua organização e compreensão, dependem da formação básica de professores eeducadores musicais, preparados para adequar-se às características e às necessidades dealunos em diferentes fases de seu desenvolvimento. A questão que se coloca hoje para a formação do profissional da música, não é apenasa busca do conhecimento, mas como selecioná-lo e administrá-lo dentro do contexto escolar.A questão do universo musical utilizado pelos educadores musicais exige um mínimo deconhecimentos a serem adquiridos e apropriados em sala de aula para que possam sertrabalhados no atendimento dos interesses e das necessidades dos alunos, inclusive com apossibilidade de modificação e renovação. Nesse sentido, é grande a responsabilidade da universidade, como espaço legítimo deprodução e propagação do conhecimento além de ser, inegavelmente, lugar de reflexões ecríticas de um conhecimento em constante mutação, diante de uma sociedade na qual searticula uma pluralidade de discursos, principalmente os existentes na área da educação. Skeff (1997, p.199) baseado em sua própria experiência na formação artístico musicalde jovens, futuros profissionais, acredita que: o novo perfil de profissional deve envolver umaespecificidade que transcenda a mera habilidade técnica, exigindo, sim, um desenvolvimentoamplo e contínuo que responda às exigências do novo cenário cultural e mercadológico,garantindo autonomia a esse futuro profissional. Embora nos meios científicos e acadêmicos a música seja reconhecida, na realidadeisso não ocorre nas escolas, o que encontramos nelas são práticas isoladas, bastante variáveise irregulares. Em algumas escolas, há professor e carga horária específicos para música, emoutras, só há o ensino da música na educação infantil (mesmo assim como função recreativa);em outras, a aula de música se resume a formar e a ensaiar uma banda ou coral, porém, taispráticas envolvem apenas alguns alunos, deixando a maioria excluída. Apesar de existir um consenso entre produção científica, as educadoras musicais e asprofessoras de ensino fundamental sobre a importância da música na educação da criança e do 24
  31. 31. jovem, sua implementação na escola como ocorre, está muito distante de seu verdadeirosignificado, priorizando, aspectos disciplinares e atividades festivas. O espaço reservado para a música está incluído no da educação artística, disciplina queainda tem priorizado as artes plásticas ou cênicas. O professor de educação artística, deformação abrangente e polivalente, não encontra meios para desenvolver objetivospropriamente musicais. Concepções e práticas musicais adotadas nas escolas refletem, em sua maneira omodelo conservatorial de ensino da música. Ocorre que o pouco investimento na licenciaturaem música e, consequentemente a prioridade depositada no bacharelado, fazem com quebacharéis em música, por falta de opções no mercado de trabalho, tendam a optar pelomagistério. Essa inserção na rede de ensino regular acaba por ser desastrosa, uma vez que essesprofissionais não tiveram uma formação adequada em que tivessem ocorrido a reflexão e adiscussão das questões específicas do ensino de música. O confronto com as dificuldadesoriundas da realidade escolar na qual se veem inseridos é por demais desafiador e, muitasvezes, desestimulante. O método tradicional torna-se para o professor seu principal aliado no processoeducacional. Cristalizado na sua própria formação, o professor passa a ensinar conformeaprendeu. Priorizando e considerando apenas seu próprio conhecimento e sua própriaexperiência musical, ignorando a música apreciada pelos jovens e suas vivências, e adotandoconteúdos fragmentados, desatualizados, o ensino da música não atende às expectativas delevar a educação de qualidade para a escola. Além disso, esse modelo não é o mais adequado quando se tem aluno proveniente dediversas camadas da sociedade, de diferentes meios culturais, onde a música erudita, séria ede valor é excluída e, consequentemente, menos ouvida, compreendida e aceita. O fato é que se há música como disciplina escolar, pouco tempo é reservado para suaprática, a não ser como recreação ou como recurso didático, auxílio imediato para a promoçãode festas escolares ou para minimizar as dificuldades no processo de ensino e aprendizagem. Na maioria das escolas onde há o ensino de música, os professores continuamreduzindo essa disciplina à realização de atividades lúdicas, com aspectos agradáveis, em queo produto final é mais importante do que o processo de aprendizagem, que busca, comoobjetivo, a aquisição de um novo conhecimento. 25
  32. 32. A música como atividade educativa, quando inserida no contexto escolar, encontraainda, uma série de limitações, tais como carência de material músico- pedagógico, salasinadequadas, tempo disponível reduzido, além de turmas numerosas heterogêneas. Essas dificuldades prejudicam o trabalho do professor que não está preparado paradesenvolver objetivos propriamente musicais e lidar com os imprevistos presentes em suaprática pedagógica diária. Outro limite que se impõe à educação musical escolar é a ausência de um métodoatrativo e realista que, em concordância com o desenvolvimento psicossocial do aluno, quelhe possibilite um aprendizado prazeroso, acessível e voltado para o seu crescimento pessoal. São raras as escolas que dispõem de um trabalho musical bem orientado emetodologicamente estruturado, com possibilidades de garantir sua continuidade. O processo de ensino aprendizagem requer constante adequação e renovação deatividades e materiais músico pedagógicos, conhecimento e disponibilização de recursosmetodológicos que possam promover as condições necessárias como forma de assegurar aapreensão do conhecimento musical. É preciso dar a educação musical um caráter progressivo, que deve acompanhar acriança ao longo de seu processo de desenvolvimento escolar. Momentos devem seradaptados a suas capacidades e a seus interesses específicos. Cantos, ritmos e sons de instrumentos regionais e folclóricos. A música vai invadirsalas, pátios e jardins das escolas do país. A disciplina defendida por um dos mais talentososmaestros brasileiros, Heitor Villa-Lobos (1887-1959), volta a ser obrigatória na gradecurricular dos ensinos fundamental e médio. Para especialistas, a aprovação da Lei nº 11.769em agosto de 2008, significa uma formação mais humanística dos estudantes, na qual serãodesenvolvidas habilidades motoras, de concentração e a capacidade de trabalhar em grupo, deouvir e de respeitar o outro. A nova legislação altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), fazendo damúsica o único conteúdo obrigatório, porém não exclusivo. As demais áreas artísticas deverãoser contempladas dentro do planejamento pedagógico das escolas. Antes da regra, a música era conteúdo optativo na rede de ensino, a cargo doplanejamento pedagógico das secretarias estaduais e municipais de educação. No ensino geralde artes, a escola podia oferecer artes visuais, música, teatro e dança. “A educação musical noBrasil é bastante diversificada e descontínua. Existem projetos duradouros de ótima 26
  33. 33. qualidade, ao lado de muitos trabalhos que são apenas esporádicos, não oferecendo formaçãomusical para todos os estudantes. Com a lei, isto vai mudar”, explica Figueiredo. Durante os próximos três anos, escolas, diretores e professores terão de se adaptar anova regra. “A formação de professores é o principal desafio, por isso, temos que batalharpara que mais vagas sejam criadas”, defende Figueiredo. 27
  34. 34. CONSIDERAÇÕES FINAIS Este estudo teve por objetivo analisar o ensino da música na escola fundamental e asrazões que levaram a música a se distanciar do cotidiano escolar brasileiro. No que diz respeito aos teóricos da música, especialmente os que tratam da educaçãomusical, há o consenso de que a função e o significado do ensino de música na escolafundamental estão aquém dos que hoje lhe são atribuídos. Tão importante quanto a história, esses estudos não só contribuíram paraesclarecimento das questões iniciais apontadas neste trabalho, mas evidenciaram que, emborapraticamente ausente dos currículos, a educação musical vive um período de efervescência,marcado pela busca de novos caminhos. A pesquisa bibliográfica procurou entender o porquê da ausência do ensino de músicano atual currículo escolar (embora presente na Lei de Diretrizes e Bases da EducaçãoNacional – Lei nº 9394/96). Como se viu ao longo deste trabalho, o ensino da música no Brasil passou porperíodos de grande efervescência, interrompidos, entretanto, por momentos de crise. Àmedida que nos aprofundávamos na reflexão sobre o ensino da música como prática escolar,esses momentos tornavam-se esclarecedores para o entendimento da função atribuída àmúsica como disciplina escolar. Entretanto, pudemos constatar a predominância da abordagem tradicional nas práticaseducativas musicais. Observamos que a música foi utilizada como suporte didático noprocesso de alfabetização e como apoio para a manutenção da disciplina escolar. Hoje, suaprática está restrita a festividades do calendário escolar. Apesar de existir um consenso entre a produção científica, as educadoras musicais e asprofessoras de ensino fundamental sobre a importância da música na educação da criança e dojovem, como mostra a pesquisa, sua implementação na escola, quando ocorre, está muitodistante de seu verdadeiro significado, priorizando, como já foram muitas vezes mencionados,aspectos disciplinares e atividades festivas. Dessa forma, não basta apenas reintroduzir a música no currículo escolar das escolas.A análise histórica evidenciou que sua ausência das escolas foi consequência de um processoem que pesaram fatores de ordem política, cultural e pedagógica. 28
  35. 35. Sua inserção no universo escolar depende, antes de mais nada, de uma reflexão maisprofunda da atual realidade educacional brasileira para que nela, a música possa ser vista eentendida como um componente curricular importante para a formação do indivíduo como umtodo. Depende, ainda, de uma vontade política e de investimentos, sobretudo na formaçãodo professor. Dessa forma, as indicações nos Parâmetros Curriculares não são suficientes paraa volta da disciplina. Nessa perspectiva, ao buscar elementos para compreender a atual situação do ensinoda música na escola fundamental brasileira, acreditamos estar contribuindo para o debate e odiálogo necessários à reintrodução da música no universo escolar, certos de que, para isso, háum longo caminho a ser percorrido. 29
  36. 36. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASABRAMOVICH, Fanny. Quem educa quem? São Paulo: Círculo do Livro, 1985.ALMEIDA, Renato. História da música brasileira. Rio de Janeiro: F. Briquiet, 1926.ANDRADE, Mário de. Aspectos da Música Brasileira. São Paulo: Martins Fontes, 1965._____. Pequena história da música. 9.ed. Belo Horizonte: Itatiaia, 1987.23ANTUNES, Jorge. Criatividade na escola e música contemporânea. Cadernos de Estudo:Educação Musical, São Paulo, n.1, p. 53-61, 1990.ARROYO, Margarete. Etnografia musical em escola de ‘EnsinoBásico’:desvelandocrenças e práticas locais. In: ENCONTRO NACIONAL DAANPPOM, 13, 2001, Belo Horizonte.BARBOSA, Joel Luís. Considerando a viabilidade de inserir música instrumental noensino de primeiro grau. Revista da ABEM, Salvador, n. 3, ano 3, jun. 1996.BASTIÃO, ZuraidaAbud. O interesse pelas aulas de música na escola regular. SérieFundamentos da Educação Musical, Salvador, n. 4, p. 13-21, out. 1998.BAUAB, Magiba. História da educação musical. Rio de Janeiro: Editora LivrosOrganização Simões, 1960.BAUMAN, Zigmunt. O mal estar da pós-modernidade. Rio de janeiro: Ed. Jorge Zahar,1998._______________. Modernidade Líquida.Rio de Janeiro: Ed. Jorge Zahar, 2001._______________. Medo Líquido. Rio de Janeiro: Ed. Jorge Zahar, 2008.BEYER, Esther (org.). Idéias em educação musical. Porto Alegre: Mediação, 1999.BRITO, Teca Alencar de. Koellreutter educador – o humano como objetivo daeducaçãomusical. São Paulo: Peirópolis, 2001.BUENO, Belmira O; CATANI, Denice B; SOUSA, Cynthia P. de (Orgs). A vida e o ofíciodos professores. São Paulo: Escrituras, 1998.BRASIL. Ministério da Educação e Cultura. Educação Artística: leis e pareceres.Brasília:MEC, 1982.BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Parâmetros Curriculares Nacionais –documento introdutório, versão ago. 1996.BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares nacionais: arte/Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília: MEC/SEF, 1997.http://www.mec.gov.br 30
  37. 37. BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Parâmetros Curriculares Nacionais:Arte. Ensino de primeira à quarta séries, 1997.BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Parâmetros Curriculares Nacionais:Arte. Ensino de quinta à oitava séries, 1998.CARVALHO, Nilce Helena Pippi de; SILVA, Maria Virgínia dos Santos. Análise dodesempenho de professores de Educação Artística. S/rCORREIA, Marcos Antonio. Música na Educação: uma possibilidade pedagógica.Revista Luminária, União da Vitória, PR, n. 6, p. 83-87, 2003 Publicação da FaculdadeEstadual de Filosofia, Ciências e Letras de União da Vitória. ISSN 1519-745-XDOLL Jr., William E. Currículo; uma perspectiva pós-moderna. Trad. Maria AdrianaV.Veronese. Porto Alegre: Artes Médicas, 1997.DRUMMOND, Elvira. Contato com a música deve começar na primeira infância. In.Folha de Londrina, 2010.FERRARA, Maria Amorim. Notas de uma professora de música escolar. BeloHorizonte:Imprensa Oficial do Estado de Minas Gerais, 1938.FONSECA, Selva Guimarães. Caminhos da história ensinada. Campinas: Papirus, 1995.FORQUIN, Jean-Claude. Escola e cultura – as bases sociais e epistemológicas doconhecimento escolar. Porto Alegre: Artes Médicas, 1993.FREIRE, Ana Maria Araújo. Analfabetismo no Brasil; da ideologia da interdição docorpo à ideologia nacionalista, ou de como deixar sem ler e escrever desde as Catarinas(Paraguaçu),Filipas, Madalenas, Anas, Genebras, Apolônias e Grácias até os Severinos.São Paulo:Cortez, 1989.GERLING, Cristina Capparelli. Bases para uma metodologia de percepção musical eestruturação no 3º grau. Revista da educação musical: como conciliar? In: ENCONTROANUAL DA ABEM, 1, 1992, Rio de Janeiro. Anais... Rio de Janeiro: ABEM, 1992. p. 73-79.GONÇALVES, Maria Inês Diniz. O ensino da música nas universidades brasileiras;reflexões.ABEM, 1998. p. 114-124.HENTSCHKE, Liane; DEL BEM, Luciana. (Org.). Ensino de música: propostas parapensar e agir em sala de aula. São Paulo: Moderna, 2003. p. 86-100.HOWARD, Walter. A música e a criança. São Paulo: Summus, 1984.KEMP, Anthony E. Introdução à investigação em educação musical. Lisboa: FundaçãoCalousteGulbenkian, 1995. 31
  38. 38. KOELLHEUTTER, Hans J. O centro de pesquisa de música contemporânea da Escolade Música da Universidade Federal de Minas Gerais; uma nova proposta de ensinomusical. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM MÚSICA, 2, 1985, São JoãodelRei.Anais... São João del Rei, 1985._____. Educação musical no terceiro mundo. Cadernos de Estudo: Educação Musical,São Paulo, n. 1, p.1-8, 1990. (org.). Campinas : Autores Associados, 2001. (ColeçãoMemória da Educação, p.190)LIBÂNEO, José Carlos. Didática. São Paulo: Cortez, 1994.LIMA, Sônia Albano de (Org.). Educadores musicais de São Paulo. São Paulo: Cia EditoraNacional, 1998.MARIZ, Vasco. História da música no Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira;Brasília: INL, 1981._____. Vida musical. São Paulo: Civilização Brasileira, 1997.MÁRSICO, Leda Osório. A criança e a música. Porto Alegre/Rio de Janeiro: Globo, 1982.MARTINS, Raimundo. Educação musical: conceitos e preconceitos. Rio de Janeiro:FUNARTE, 1985.NAGLE, Jorge. A reforma e o ensino. 2.ed. São Paulo: EDART; Brasília: INL, 1976.NÓVOA, Antônio. Vidas de professores (0rg.). Porto: Porto Editora, LDA, 1992.OLIVEIRA, Maria Auxiliadora Monteiro. O ensino da filosofia no 2º grau da escolabrasileira: um percurso histórico, até a realidade mineira dos anos 80. São Paulo:PUC,1993. (Dissertação de Mestrado).LOUREIRO, Alicia Maria Almeida. A educação musical como prática educativa nocotidiano escolar. Revista da ABEM, Porto Alegre, V. 10, 65-74, mar. 2004.LOUREIRO, Alicia Maria Almeida. O ensino da música na escola fundamental.SOUZA, Jusamara. A pesquisa em educação musical na universidade; algumas questões.In:109SCHAFER, Murray. O ouvido pensante. São Paulo: UNESP, 1991.SNYDERS, George. A escola pode ensinar as alegrias da música? São Paulo: Cortez,1992.STEFANI, Gino. Para entender a música. Rio de Janeiro: Globo, 1987 Disponível em:http://letras.terra.com.br/geraldo-vandre/46168/Dalva Silveira* Summus, 1988.. 32
  39. 39. SOUZA, Rosa Fátima de; VALDEMARIN, Vera Teresa; ALMEIDA, Jane Soares de. Olegado educacional do Século XIX. Araraquara: UNESP – Faculdade de Ciências eLetras, 1998.VALENTE, Tâmara da Silveira. O papel do professor de educação artística. RevistaEducar,Curitiba, n. 9, p. 59-68, 1993.VINCE, Geraldo José. Ciência, Música e Sociedade. Disponível em:www.memoriadamusica.com.br 33

×