Cartilhainclusao

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A inclusão é mais do que pensar nas dificuldades aparentes dos alunos, assim como é mais
do que garantir que o aluno com deficiência tenha acesso às salas de aula ou que seja
estimulado a construir uma relação amistosa com os colegas.
Para que a inclusão aconteça, é primordial que se promova um ensino em que os conteúdos
tenham sentido para o aluno. E o cuidado com a experiência sensorial faz toda a diferença.
Logo, é necessário um tratamento diversificado que explore todo o potencial dos educandos e
respeite os seus limites.

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Cartilhainclusao

  1. 1. CAMINHOS DA INCLUSÃO CARTILHA 2007
  2. 2. 2A Direção Geral e Acadêmica das Faculdades Estácio de Sá do Espírito Santo juntamente com aCoordenação do Núcleo de Responsabilidade Social e a Equipe de Suporte à Inclusão Educacionalvêm disponibilizar para a comunidade acadêmica da Estácio e público em geral a versão 2007 dacartilha “Inclusão: Caminhos e Possibilidades”.Esta atualização e o propósito de disponibilizá-la em nosso site, beneficiando a um número bemmaior de interessados, contemplam a Missão da Instituição criando condições para atransformação da realidade educacional de nossos estudantes com necessidades educativasdiferenciadas, permitindo que cada um amplie suas habilidades e competências individuais eprofissionais.Esperamos que esta seja apenas uma das inúmeras ações que irão reafirmar nossocompromisso de contribuir para minimizar as desigualdades e promover cada vez mais ainclusão com responsabilidade social. Direção Geral Marcia Cristina Targueta de Souza Cruz Direção Acadêmica Jorge Luiz D’Ambrósio Núcleo de Responsabilidade Social Divina Márcia Santos
  3. 3. 3INCLUSÃO: CAMINHOS E POSSIBILIDADESO Projeto de Inclusão Social e Educacional da Faculdade Estácio de Sá-ES tem como objetivooferecer suporte aos alunos com deficiência, viabilizando igualdade de condições para que oprocesso de ensino-aprendizagem ocorra de maneira eficaz. É, portanto, necessário promovera sensibilização e a conscientização da comunidade acadêmica com relação à relevância dostemas referentes à inclusão, valorizando a diversidade humana.Eis o desafio de construir uma Instituição que se comprometa com a inclusão, viabilizandouma educação com excelência. Nesse sentido, o envolvimento de toda a comunidadeacadêmica pode ser iniciado conforme a orientação de Carrasco (2006), que diz: “aoconhecer alguém com deficiência, não se deve perguntar: ‘O que posso fazer por ele?’, masestar aberto ao que ele pode ensinar” (p. 66).A inclusão é mais do que pensar nas dificuldades aparentes dos alunos, assim como é maisdo que garantir que o aluno com deficiência tenha acesso às salas de aula ou que sejaestimulado a construir uma relação amistosa com os colegas.Para que a inclusão aconteça, é primordial que se promova um ensino em que os conteúdostenham sentido para o aluno. E o cuidado com a experiência sensorial faz toda a diferença.Logo, é necessário um tratamento diversificado que explore todo o potencial dos educandos erespeite os seus limites.Para alcançar esse objetivo, foi criada uma Equipe Interdisciplinar que atua realizando umacompanhamento dos alunos com deficiência que não requerem apenas adaptação domaterial didático. Essa atuação compreende entrevista com a família, tendo a presença doaluno, quando é possível avaliar quais encaminhamentos devem ser realizados, podendoabranger as áreas: Fonoaudiologia, Psicopedagogia, Psicologia e Neurociências, entre outras,conforme cada caso.Essa foi a maneira que encontramos para organizar melhor as informações que possamcontribuir para um processo de ensino-aprendizagem eficaz, orientando os professores erealizando encontros periódicos com o aluno para avaliar seu desempenho acadêmico.
  4. 4. 4Apresentamos novas considerações por meio da Cartilha “Inclusão: Caminhos ePossibilidades - 2007”, além de retomar as informações que constituíram a Cartilha de2006.No Tópico 1, comentamos sobre características particulares das deficiências visual, auditiva,física e mental. Nesse momento, serão destacadas informações importantes como definição eas implicações dessas deficiências no cotidiano.Os recursos que permitem a adaptação do material didático e que facilitam o acesso dosalunos com deficiência aos conteúdos divulgados nas aulas serão apresentados no Tópico 2.O leitor também poderá ter acesso a indicações de leitura e de filmes, caso seu interesse setorne ainda maior ao se dedicar à leitura dessa Cartilha. Eis o que apresentamos no Tópico 3.A legislação sobre a diversidade é abordada no Tópico 4, onde foram destacados algunsdocumentos que possam ser úteis ao conhecimento da comunidade acadêmica.A inclusão educacional é responsabilidade de todos, a começar pelo aluno e por sua família.Sem essa participação, os maiores esforços da Equipe Estácio de Sá-ES seriam reduzidos aum resultado pouco satisfatório. Cá entre nós, o que estamos buscando é exatamente ocontrário...No mais, desejamos que a leitura dessa Cartilha seja agradável e que suscite novosquestionamentos.Alline Nunes Andrade – Coordenação PedagógicaJoelva Gomes Pagotto – Suporte à Inclusão Educacional
  5. 5. 5TÓPICO 1: DEFINIÇÃO E TIPOS DE DEFICIÊNCIAApresentaremos algumas definições a respeito dos tipos de deficiência. Assim como consideraFonseca (1995), fazemos a ressalva de que algumas definições são necessárias a fim de“facilitar a comunicação, a investigação e a intervenção” (p. 44). Fica, porém, o alerta para asexpectativas que possam ser geradas a partir delas.A pessoa com deficiência se desvia da média em: “1) características mentais; 2) aptidõessensoriais; 3) características neuromusculares e corporais; 4) comportamento emocional; 5)aptidões de comunicação; 6) múltiplas deficiências” (Fonseca, 1995, p. 25), de modo ajustificar e requerer mudanças nas práticas pedagógicas, assim como a criação de serviçosque estimulem o desenvolvimento de suas potencialidades.VISUALA cegueira é uma deficiência sensorial que se caracteriza por um déficit no sistema de coletade informações por meio da visão. Assim algumas pessoas podem ter baixa visão ou entãoserem totalmente cegas, o que implica em coleta de informações por meio do tato e daaudição, principalmente, mas também pelo olfato e paladar. Existem diferentes tipos dedeficiência visual, sendo: cegueira, baixa visão com resíduo visual para leitura e baixa visãocom resíduo somente para locomoção.O conhecimento do mundo por meio do tato fica restrito aos objetos mais próximos. Se comum lance de olhar as pessoas videntes apreendem um objeto, o mesmo não ocorre com asque têm deficiência visual, já que a exploração tátil ocorre de maneira mais lenta efragmentária. A audição é outro importante sentido utilizado por pessoas cegas, por meio doqual é possível estabelecer comunicação verbal e localizar e identificar pessoas e objetos noespaço, só que de forma menos precisa do que a visão. O olfato também auxilia os cegos aidentificar pessoas e objetos, assim como localizá-las no espaço.É importante ressaltar, de acordo com Ochaíta e Espinosa (2006), que “os cegos não têmpatamares sensoriais mais baixos que os videntes, não ouvem melhor nem têm maiorsensibilidade tátil ou olfativa; contudo aprendem a utilizá-los melhor ou para outrasfinalidades distintas do que fazem os videntes” (p. 152). Assim as pessoas com deficiência
  6. 6. 6visual constroem um aprendizado compensando a falta de um dos sentidos, por meio dautilização de alternativas que favoreçam o seu desenvolvimento.Essas informações são relevantes ao professor que leciona para um aluno comdeficiência visual. Inicialmente, ressaltamos a importância das leituras feitas em voz altaou em dupla para que o aluno possa acompanhar. No intervalo dessas leituras, o professordeve se certificar de que todos estão compreendendo, inclusive o aluno com deficiênciavisual. Ao se posicionar ao quadro, o professor deve falar em voz alta o que está escrevendo.Deve também dizer sempre o nome do objeto ou figura que forem apresentados à turmaassim como mencionar o nome do aluno com deficiência visual sempre que desejar chamá-lo,evitando somente apontar para ele.Ao emitir considerações, orientamos o professor a usar uma estratégia clara e eficaz,evitando a prática de apontar para o quadro ou outro recurso visual que estiver usando.Nesse caso, o professor deve informar à turma qual o tipo de recurso que adotará (quadro,texto, transparência, etc), para situar o aluno com deficiência visual.Ao usar recursos audiovisuais como TV/DVD/VHS, o professor deve trazer o material dublado,pois o aluno com deficiência visual terá dificuldades de compreensão caso a mídia sejalegendada.Observações orais como “Essa lei aqui revogou essa outra ali”, ou “essa imagem tem omesmo contexto que essa outra aqui” ou, ainda, “O primeiro exercício complementa aqueleoutro ali” são inadequadas devido à dificuldade colocada ao aluno cego.Para que o aluno tenha melhor aproveitamento quanto ao uso do gravador de voz, éaconselhável que o professor evite se posicionar ao fundo da sala de aula, uma vez que esseprocedimento dificulta a nitidez da gravação e o aluno com deficiência visual costuma sesentar na primeira fila. Informe quando for se ausentar da sala.O material a ser disponibilizado na Central de Cópias (textos, livros, capítulos de livros, etc)deve ser encaminhado, com antecedência, para o Suporte à Inclusão Educacional a fim deque as devidas providências sejam tomadas, tais como: digitalização, escaneamento,ampliação ou conversão para o Braille. O atraso no encaminhamento desse material prejudicao aluno com deficiência visual, uma vez que não poderá acompanhar as aulas. Caso odocente tenha o referido material no computador, ele poderá enviá-lo por e-mail para que o
  7. 7. 7Suporte adapte o material e o repasse ao aluno. O mesmo vale quando o professor alteraralgum material didático na Central de Cópias.Os alunos com deficiência visual que tenham resíduo para leitura utilizarão o materialampliado. Os demais usarão sistema DosVox ou material impresso em Braille.Com relação às avaliações, é necessário que os professores enviem as provas comantecedência para a Coordenação Pedagógica, tanto em forma escrita quanto digitalizada,para que as adaptações sejam providenciadas. O e-mail da Coordenação Pedagógica emVitória é allineandrade@es.estacio.br e em Vila Velha é dianacosta@es.estacio.br.Os alunos que utilizam o material ampliado farão as provas na própria sala de aula, exceto oscasos específicos que serão informados pelo Suporte às coordenações de curso e aosprofessores, quando necessário.O laboratório de informática será utilizado pelos alunos que fazem provas por meio dosistema DosVox. Os alunos serão acompanhados pela equipe de Suporte à Inclusão.Lembramos que os alunos com deficiência visual obedecerão aos mesmos critérios deavaliação que os demais, assim como em todas as atividades de sala de aula. A ESTÁCIO DESÁ-ES apenas fará as adaptações para oferecer igualdade de condições no processo deensino-aprendizagem.Quanto aos trabalhos em grupo, principalmente no 1º período, sugerimos que o professorprocure inserir o aluno com deficiência visual em um grupo no qual se perceba que poderáoferecer condições de participação e que esteja comprometido com os objetivos propostos.Esse cuidado vale para os casos em que o professor perceba uma falta de integração do alunoem questão, mas não significa que o aluno não deverá participar ativamente da construçãodo conhecimento em grupo.Em âmbito geral, qualquer pessoa pode adotar novas atitudes ao se relacionar compessoas cegas ou com deficiência visual. Se você quiser auxiliar, ofereça ajuda. Caso apessoa cega aceite ajuda, coloque a mão da pessoa no seu cotovelo dobrado. Assim elapoderá te acompanhar, reconhecendo os obstáculos, como degraus, ao sentir o movimento doseu corpo enquanto você anda. Mesmo assim, avise, antes, quando tiver obstáculos, por
  8. 8. 8exemplo, buracos nas calçadas ou poças d’água. Se você estiver em um local cuja passagemsó permita uma pessoa por vez, coloque o seu braço para trás, mantendo contato com apessoa cega, para que ela continue a te seguir.Quanto a auxiliá-la a se sentar em uma cadeira, leve a mão da pessoa cega no encosto dacadeira, informando caso a cadeira tenha braço ou não. Informe também quando se tratar deuma banqueta, já que não tem encosto.No momento de uma conversa, não é necessário aumentar o tom de voz ou falarpausadamente, a menos que a pessoa, além de cega, tenha uma deficiência auditiva. Quandoa conversa acabar e você se retirar do local, informe à pessoa com deficiência visual.AUDITIVA/SURDEZAs pessoas com deficiência auditiva constituem um grupo muito heterogêneo, podendo serhipoacúsicas ou surdas profundas. Por essa razão, existem diversas possibilidades decomunicação. Essas características repercutem valiosamente na educação de pessoas comdeficiência auditiva.Conforme esclarece Marchesi (2004), as pessoas hipoacúsicas têm dificuldades em ouvir,porém isso não impede que elas desenvolvam uma linguagem oral. Nesse caso, pode sernecessário o uso de próteses auditivas. Os surdos profundos, por terem perdas auditivasmaiores, têm dificuldade em adquirir a linguagem oral via audição, assim como o uso depróteses é ineficaz. Logo, a visão torna-se o principal canal para haver a comunicação e oestabelecimento de vínculo com o mundo exterior.Portanto, tendo identificado as peculiaridades de um aluno com deficiência auditiva,caso ele faça leitura labial para complementar a comunicação, é necessário que o professorse posicione à frente da sala de aula e voltado para este aluno durante a explicação oral. Nocaso de o aluno utilizar a Língua de Sinais Brasileira (Libras), será necessária a presença deum intérprete, funcionário da Instituição, em sala de aula. Esse intérprete tem ocompromisso de traduzir todo o conteúdo expresso pelo professor em sala de aula e auxiliar oaluno surdo na integração ao ambiente acadêmico de forma geral.
  9. 9. 9O fato de um aluno ser surdo ou ter deficiência auditiva não o impede de participar deatividades em grupo. Quando ocorrerem apresentações de trabalho, o aluno que utiliza Librasdeverá ter um intérprete para realizar a tradução da Libras para o português, quando o alunosurdo estiver apresentando, ou do português para a Libras quando os demais alunos foremresponsáveis pela apresentação.Com relação às avaliações escritas, o aluno com deficiência auditiva que interpreta alíngua portuguesa não necessita de adequação, podendo fazer a prova normalmente, como osdemais alunos. Em contrapartida, se o aluno for surdo e solicitar um atendimento especial, asavaliações necessitarão de um intérprete de Libras que fará a tradução dos enunciados. Oaluno deverá, a partir da compreensão do que lhe é solicitado, responder às questões porescrito, em português. O professor deverá ter atenção especial ao conteúdo semântico,adotando flexibilidade no momento da correção, uma vez que é comum que alunos surdostenham dificuldades com relação à ortografia e à gramática da Língua PortuguesaEm âmbito geral, qualquer pessoa pode adotar novas atitudes ao se relacionar compessoas surdas ou com deficiência auditiva. Ao chamar a atenção de uma pessoa surda,basta fazer um leve aceno ou tocar levemente em seu braço.Ao falar, é preciso que a boca esteja bem visível, sem objetos ou sem fazer gestos queatrapalhem a leitura labial. Pronuncie bem as palavras, mas sem exageros, sem falar alto oumuito devagar. O fato de uma pessoa fazer leitura labial não significa que ela compreenderáregionalismos ou gírias. Caso isso aconteça, a pessoa surda pedirá para que você repita. Nãose irrite, fale pausadamente e articule melhor as palavras.Se você souber alguma língua de sinais, tente usá-la. Se a pessoa surda tiver dificuldade ementender, avisará. De modo geral, suas tentativas serão apreciadas e estimuladas. Utilizeexpressões faciais e corporais ao falar, pois as pessoas surdas não percebem as mudanças detom de voz. Dessa forma, a expressão corporo-facial será excelente para indicar o que vocêquer dizer.Mantenha contato visual durante a conversa. O desvio do olhar indica ao surdo que aconversa acabou.
  10. 10. 10Nem sempre entendemos o que uma pessoa surda diz. Quando tiver alguma dificuldade decompreensão, peça ao surdo para que repita. Caso seja necessário, escreva bilhetes paraestabelecer a comunicação.FÍSICAA deficiência física compreende uma ampla gama de condições orgânicas que resultam emum funcionamento alterado do aparelho locomotor; essas alterações, que podem ocorrer emnível ósseo, articular, muscular e nervoso, comprometem a movimentação da pessoa comdeficiência física. Dependendo da causa da deficiência, a pessoa não terá privação no sistemade coleta de informações, o que é essencial para o seu processo de desenvolvimento.Em alguns casos, pode ocorrer de a pessoa com deficiência física ter dificuldades motoraspara realizar atividades manuscritas, necessitando, por exemplo, utilizar um gravador de voz.Neste caso, o professor deve se posicionar próximo ao gravador, para não comprometer aqualidade da gravação.No que concerne a atividades manuais, o professor precisa ter em mente se o aluno comdeficiência física poderá realizá-las. Caso contrário, garanta sua participação em um grupo dealunos, porém de maneira dialógica e ativa.Com relação às avaliações escritas, será necessário que a prova tenha questõesobjetivas, caso o aluno tenha dificuldades motoras para manuscrever ou para falar por certotempo. Nessa ocasião, o aluno deverá realizar a avaliação na sala da CoordenaçãoPedagógica. A coordenadora poderá auxiliar na escrita ou no manuseio de algum material,quando for atividade com consulta.Em âmbito geral, qualquer pessoa pode adotar novas atitudes ao se relacionar compessoas com deficiência física.Quando nos relacionamos com pessoas com deficiência física, o que abrange diversasdificuldades motoras, prontamente refletimos sobre as mais variadas formas que as barreirasarquitetônicas se apresentam. Um leve ressalto no piso pode ser um grande problema,portanto intransponível sem auxílio de alguém. Porém, nunca movimente a cadeira de rodassem antes pedir permissão para a pessoa, mesmo que seja para auxiliá-la. A cadeira de rodas
  11. 11. 11pode ser compreendida como a extensão do corpo daquela pessoa e qualquer movimento semconhecimento dela não é bem-vindo.Tenha cuidado ao conduzir uma cadeira de rodas. É preciso ter atenção nas pessoas à frentepara não serem esbarradas, bem como notar se há obstáculos pelo caminho. Caso vocêesteja em companhia de uma pessoa com deficiência física, que faça uso de muleta oucadeira de rodas, acompanhe o seu ritmo, evitando que ela se canse fisicamente. Se vocêparar para conversar com alguém, vire a cadeira de frente, com o consentimento da pessoa,para que ela também interaja.Lembre-se é cansativo para quem está sentado manter uma conversação olhando para cima.Procure se colocar em seu nível, basta buscar uma cadeira, sentar e continuar a conversar.Assim se mantém o contato visual, além de ser mais confortável para ambos.As pessoas em cadeira de rodas desenvolvem técnicas pessoais para facilitar a sualocomoção. Às vezes, ajudar atrapalha, portanto, é sempre válido perguntar se elas precisamde ajuda. Caso positivo, peça orientação sobre como agir. Em geral, são atitudes válidasinclinar a cadeira para trás ao subir degraus, evitando que a pessoa seja jogada para a frente.Vale ressaltar que para descer um degrau, é adequado que seja com a cadeira de costas paraele, apoiando para que não ocorram solavancos. Se a escada for grande, peça ajuda de maisuma pessoa.MENTALDurante muito tempo, a deficiência mental foi definida por meio da psicometria,estabelecendo escores de coeficiente intelectual abaixo da média como critérios suficientes.Porém, a definição atual do tema destaca as habilidades adaptativas, além das intelectuais.Apresentamos a definição que consta em Fierro (2006), baseado no manual de definição eclassificação da American Association on Mental Retardation, a seguir: A deficiência mental refere-se a limitações substanciais no desenvolvimento corrente. Caracteriza-se por um funcionamento intelectual significativamente inferior à média, que ocorre juntamente com limitações associadas em duas ou mais das seguintes áreas de habilidades adaptativas possíveis: comunicação, cuidado pessoal, vida doméstica, habilidades sociais, utilização da comunidade, autogoverno, saúde e segurança, habilidades acadêmicas funcionais, lazer e trabalho. A deficiência mental manifesta-se antes dos 18 anos (p. 195).
  12. 12. 12Pessoas com deficiência mental costumam apresentar padrões rígidos de comportamento. Écomum que se sintam à vontade ao realizar atividades repetitivas. Logo, é possível quesituações novas que exijam habilidade de adaptação gerem ansiedade e insegurança à pessoacom deficiência mental. Para estimular seu desenvolvimento, é válido que a novidade sejaministrada aos poucos, sem que isso perturbe emocionalmente a pessoa com deficiênciamental.Com relação à educação, o aluno com deficiência mental tem uma maneira particular de lidarcom o conhecimento, assim como de demonstrar sua capacidade cognitiva, nãocorrespondendo com os processos comumente adotados pela maioria das instituições deensino. Importa, portanto, levantar a seguinte questão: Que estratégias educativasprecisamos adotar?Inicialmente, é necessário admitir que determinadas medidas de adaptação curricular devemser tomadas, bem como medidas individuais. Para Fierro (2006), essa adaptação deveabranger como objetivo primordial o desenvolvimento dinâmico das capacidades do alunoscom deficiência mental, aumentando sua capacidade de fazer coisas por si mesmos e suacapacidade de aprender.A adaptação curricular depende de uma avaliação diagnóstica das habilidades do aluno comdeficiência mental, mas também de suas limitações. Tendo esse diagnóstico, será possívelestabelecer os recursos adequados. Portanto, não estabeleceremos, nesse momento, asadaptações a serem adotadas, uma vez que cada aluno com deficiência mental, ingresso naEstácio de Sá-ES, será encaminhado à Equipe Interdisciplinar para entrevista inicial eencaminhamentos aos profissionais. A partir de então, a equipe docente será orientadaquanto às peculiaridades a serem adotadas para cada caso.
  13. 13. 13TÓPICO 2: RECURSOS E MATERIAIS ADAPTADOSPara alunos que não enxergam ou têm baixa visão, bem como para aqueles que têmdificuldades motoras ou de comunicação, é possível a adaptação do seu material didático ou oacesso a recursos que facilitam o aprendizado. Selecionamos alguns materiais e recursosdemonstrados a seguir. Alfabeto Braille Punção para efetuar pontos em relevo em diversos materiais em Reglete de mesa com Braille. régua metálica para a escrita em relevo, no sistema Braille. Punção apagador para corrigir a escrita Braille em reglete ou em máquina de escrever. Máquina de datilografia, Impressora Braille que pode Perkins Braille que ser utilizada por meio dos começou a ser produzida softwares Dosvox , Braille Fácil, no Brasil, em 1999, pela Virtual Vision. Associação Laramara.
  14. 14. 14Alunos da Estácio de Sá de Vitória que Recurso didático desenvolvido para ofazem uso do Braille para a escrita e a aprendizado de operações lógico- leitura. matemáticas. Globo terrestre adaptado em relevo. Lâmina histológica de tecido ósseo confeccionada em acetato moldado em alta temperaturaInstalação do sistema DosVox para Acessibilidade do site Estácio de Sá uso dos alunos e funcionários com pelo sistema DosVox.deficiência visual – Estácio de Sá-ES.
  15. 15. 15LÍNGUA DE SINAIS BRASILEIRA - LIBRAS ALFABETO LIBRASSOFTWARES PARA ACESSIBILIDADEDeficiência VisualDosVox - Sistema operacional desenvolvido pelo Núcleo de Computação Eletrônica da UFRJque permite a utilização, pelas pessoas cegas ou com baixa visão, de um microcomputadorcomum, desempenhando diversas tarefas com independência, tanto na vida acadêmicaquanto na profissional. Disponível: http://intervox.nce.ufrj.br/dosvox/Braille Fácil – Software também desenvolvido pelo Núcleo de Computação Eletrônica daUFRJ que facilita o comando de impressão em Braille. Disponível:http://intervox.nce.ufrj.br/brfacil/Virtual Vision é um software desenvolvido pela Micropower que permite aos usuários comdeficiência visual utilizar todos os recursos do Windows e seus aplicativos. Disponível:http://www.micropower.com.br/v3/pt/acessibilidade/vv5/index.asp
  16. 16. 16Deficiência AuditivaRybená – Desenvolvido no Brasil, pelo Centro de Tecnologia de Software. Esse softwarerealiza a tradução de textos em português para a Língua de Sinais Brasileira (Libras). Essatecnologia permite a acessibilidade em sites Internet, de telefonia celular com tradutor paraLIBRAS; apoio técnico para atendimento em LIBRAS entre outras possibilidades. Disponível:http://www.rybena.org.br/rybena/default/index.jsp Player Rybená em usoDeficiência Física e/ou MotoraMicrofênix – Desenvolvido pelo Núcleo de Computação Eletrônica da UFRJ para promover aacessibilidade de pessoas com deficiência física que tiveram a comunicação comprometida. Oprograma simula o uso do mouse e teclado, para que programas e funções sejam acionadosno ambiente Windows. Os programas e funções são acionados por meio do microfone (com aemissão de um som qualquer) ou da tecla control.Disponível: http://intervox.nce.ufrj.br/microfenix/
  17. 17. 17 Tela Inicial do microFênixMotrix - Software desenvolvido pelo Núcleo de Computação Eletrônica da UFRJ para pessoascom deficiências motoras graves, em especial tetraplegia e distrofia muscular. O Motrixpermite o acesso a microcomputadores, na realização de atividades envolvendo a escrita,leitura e comunicação. O sistema é acionado por meio de comandos vocais em um microfone.Disponível: http://intervox.nce.ufrj.br/motrix/
  18. 18. 18TÓPICO 3: DICAS DE FILMES E LIVROSApresentamos uma lista de filmes e livros que tratam a respeito de deficiência. Essa listapode ser modificada conforme sugestão dos leitores.PARA ASSISTIR(Relação de filmes e respectivos diretores)Deficiência auditiva Deficiência físicaA Música e o Silêncio (1996) Amargo regresso (1978)Caroline Link Hal AshbyFilhos do silêncio (1986) Carne trêmula (1997)Randa Haines Pedro AlmodóvarMr. Holland - Adorável professor Feliz Ano Velho (1988)(1995) Roberto GervitzStephen Herek Johnny vai à Guerra (1971)Minha Amada Imortal (1994) Dalton TrumboBernard Rose Nascido em 4 de Julho (1989)O Filme Surdo de Beethoven (1998) Direção: Oliver StoneAna Torfs O óleo de Lorenzo (1992) Direção: George MillerO País dos surdos (1992)Nicolas Philibert Uma janela para o céu (Parte 1 e 2) (1975/1978)O Piano (1993) Larry PeerceJane CampionThe Dancer (2000)Frédéric Garson
  19. 19. 19Deficiência mental Deficiência MúltiplaDo Luto à Luta(2005) Hellen Keller and Her Teacher (1970)Direção: Evaldo Morcazel Noah KeenForrest Gump, o contador de histórias Milagre de Anne Sullivan (1962)(1994) Arthur PennDireção: Robert Zemeckis The Unconquered (1954)Gaby, uma história verdadeira (1989) Nancy HamiltonDireção: Luis MandokiGilbert Grape - Aprendiz de Sonhador(1993)Direção: Lasse Hallström Deficiência visualMeu filho, meu mundo (1979)Direção: Glenn Jordan A cor do paraíso (Rang-e-Khoda) (1999)Meu pé esquerdo (1989) Majid MajidiDireção: Jim Sheridan À primeira vista (1999)Nell (1994) Irwin WinklerDireção: Michael Apted Além dos meus olhos (1987)Nick and Gino (1988) John KortyRobert M. Young Castelos de Gelo (1978)O oitavo dia (1996) Donald WryeJaco van Dormael Dançando no escuro (2000)Rain Man (1988) Lars von TriesBarry Levinson Perfume de mulher (1996)Simples como amar (1999) Martin BrestGarry Marshall Ray (2004)Uma Lição de Amor (2001) Taylor HackfordJessie Nelson
  20. 20. 20PARA LER Fisioterapia na equoterapia: análise deCarta sobre os surdos- seus efeitos sobre omudos (para uso dos que portador de necessidadesouvem e falam) especiaisDenis Direrot Sabrina Lombardi Martinez dosNova Alexandria Santos Idéias & letrasCompreendendo o cego:uma visão psicanalítica da Inclusão escolar e suascegueira por meio de implicaçõesdesenhos-estórias José Raimundo FacionMaria Lucia Toledo Moraes IbpexAmiralianCasa do PsicólogoDesenvolvimentopsicológico e educação – Os deficientes e seus pais2ª ed. Vol. 3 Leo F. BuscagliaCesar Coll, Jesus Palacios e RecordÁlvaro MarchesiArtmed Vendo vozes - uma viagemDireitos do portador de ao mundo dos surdosnecessidades especiais Oliver Sacks (Laura Motta,Antonio Rulli Neto trad.)Fiúza Cia das LetrasEstimulação precoce para Tudo bem ser diferentebebês Todd ParrLaura Tisi Panda BooksSprint
  21. 21. 21TÓPICO 4: LEIS SOBRE DIVERSIDADE“Desculpe, não estamos preparados”. Com essa frase, Cavalcante (2006) inicia consideraçõesa respeito da legislação sobre a diversidade. Recusar alunos com deficiência é crime previstopor lei (vide abaixo). É necessário, portanto que alunos com deficiência convivam comaqueles sem deficiência, em ambiente comum. Nesse caso, ocorre Educação Especial, quandoo atendimento oferece recursos especiais e novas estratégias de ensino. Vejamos algumasleis e documentos que estabelecem os direitos das pessoas com deficiência. Outrosdocumentos podem ser acessados pelo portal do MEC: http://portal.mec.gov.br. 1988 – Constituição da RepúblicaPrevê a igualdade de todos os cidadãos perante a Lei, sem distinção, tendo seus direitossociais resguardados. No que concerne à Educação, o art. 205 prevê o pleno desenvolvimentoda pessoa, o preparo para o exercício da cidadania e a qualificação para o trabalho. 1989 – Lei nº 7.853Prevê medidas na área da educação, saúde, recursos humanos e edificações. Ainda, definecomo crime punível com reclusão de 1 a 4 anos, com multa, entre outros procedimentos,“recusar, suspender, procrastinar, cancelar ou fazer cessar, sem justa causa, a inscrição dealuno em estabelecimento de ensino de qualquer curso ou grau, público ou privado, pormotivos derivados da deficiência”. Estabelece um órgão, do Ministério de Assistência Social,para coordenar os assuntos, as ações governamentais e as medidas voltados a pessoas comdeficiência, denominado Coordenadoria Nacional para a Pessoa Portadora de Deficiência(Corde). 1994 – Lei nº 8.859Estende aos alunos de ensino especial o direito à participação em atividades de estágio.
  22. 22. 22 2000 – Lei nº 10.098Estabelece normais gerais e critérios básicos para promoção da acessibilidade das pessoascom deficiência ou com mobilidade reduzida e dá outras providências. 2003 – Portaria nº 3.284Estabelece requisitos de acessibilidade de pessoas portadoras de deficiências, para instruir osprocessos de autorização e de reconhecimento de cursos, e de credenciamento deinstituições. São requisitos de acessibilidade a remoção de barreiras arquitetônicas, a criaçãode sala de apoio para adaptação de material didático, intérprete de Libras/língua portuguesa,sempre que necessário e solicitado pelo aluno, flexibilidade na correção de provas. 2005 – Decreto nº 5.626Dispõe sobre a Língua de Sinais Brasileira (Libras) como disciplina curricular nos cursos deformação de professores para o exercício de magistério, em nível médio e superior, comoPedagogia e Educação, e nos cursos de Fonoaudiologia. A Libras é considerada disciplinaoptativa nos demais cursos de educação superior e formação profissional. 2005 – Lei nº 11.126Dispõe sobre o direito da pessoa com deficiência visual de ingressar e permanecer emambientes de uso coletivo acompanhado de cão-guia.
  23. 23. 23CONTATOSuporte à Inclusão EducacionalÍris Saldanha: irissaldanha@es.estacio.brJoelva Gomes Pagotto: joelva.gomes@es.estacio.brTel: 3395-1138Coordenação PedagógicaVitória:Alline Andrade: allineandrade@es.estacio.brTel: 3395-1104Vila Velha:Diana Costa: dianacosta@es.estacio.brTel: 3349-3180
  24. 24. 24REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASBrasil. (2003). Portaria nº 3284, de 7 de novembro de 2003. Brasília: MEC/SEESP.Disponível: http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/port3284.pdfBrasil (2004). Direito à Educação: subsídios para a gestão dos sistemas educacionais.-Orientações gerais e marcos legais. Brasília: MEC/SEESP.Brasil. (2005a). Decreto nº 5.626, de 22 de dezembro de 2005. Brasília: Casa Civil;Subchefia para assuntos jurídicos.Brasil (2005b). Educação Inclusiva: Atendimento educacional especializado para a DeficiênciaMental. Brasíia: MEC/SEESP. Disponível:http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/ed.%20inclusiva%20-%20def.%20mental.pdfBrasil. (2005c). Lei nº 11.126, de 27 de junho de 2005. Brasília: Casa Civil/Subchefia paraassuntos jurídicos. Disponível:https://www.planalto.gov.br/ccivil/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11126.htmCarrasco, W. (2006). Quem ensina quem. In: Nova Escola. Edição especial: Inclusão, 11,Outubro.Fierro, A. (2006). Os alunos com deficiência mental. In: Coll, C.; Marchesi, A.; Palacios, J.Desenvolvimento psicológico e educação: transtornos de desenvolvimento enecessidades educativas especiais. (2ª ed., vol. 3). Porto Alegre: Artmed.Fonseca, V. da. (1995). Educação Especial: programa de estimulação precoce – umaintrodução às idéias de Feuerstein. (2. ed. rev. aumentada). Porto Alegre: Artmed.Marchesi, A. (2006). Desenvolvimento e educação das crianças surdas. In: Coll, C.; Marchesi,A.; Palacios, J. Desenvolvimento psicológico e educação: transtornos dedesenvolvimento e necessidades educativas especiais. (2ª ed., vol. 3). Porto Alegre: Artmed.Ochaíta, E.; Espinosa, M. A. (2006). Desenvolvimento e intervenção educativa nas criançascegas ou deficientes visuais. In: Coll, C.; Marchesi, A.; Palacios, J. Desenvolvimentopsicológico e educação: transtornos de desenvolvimento e necessidades educativasespeciais. (2ª ed., vol. 3). Porto Alegre: Artmed.

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