Caso Clínico: Seminário de Cardiologia

Loading...

Flash Player 9 (or above) is needed to view presentations.
We have detected that you do not have it on your computer. To install it, go here.

0 comments

Post a comment

    Post a comment
    Embed Video
    Edit your comment Cancel

    1 Favorite

    Caso Clínico: Seminário de Cardiologia - Presentation Transcript

    1. Seminário de Cardiologia Caso Clínico Ac. Ana Amélia David Geraldes
    2. M.S.S., 56 anos, masculino, branco, natural e procedente de São Paulo, comerciante. H.D.A.
    3. M.S.S., 56 anos , masculino , branco, natural e procedente de São Paulo, comerciante. Refere que há 3 anos começou a apresentar cansaço progressivo, astenia , perda de peso, sendo diagnosticado na época uma dilatação no coração. H.D.A.
      • Cansaço Progressivo e Astenia
          • Cardiopatias
          • Pneumopatias
          • Distúrbios mentais,
          • Doenças neuromusculares
          • Doenças endócrinas
          • Efeitos de medicamentos
          • Infecções.
      • 2 fatores de risco não-modificáveis
    4. Refere que há 3 anos começou a apresentar cansaço progressivo, astenia , perda de peso , sendo diagnosticado na época uma dilatação no coração.
      • Perda de Peso
        • Associada a sintomas abdominais
          • Congestão hepática
          • Congestão do sistema venoso portal
          • Caquexia cardíaca
          • Diabetes mal controlada
          • Presença de um carcinoma.
    5. Refere que há 3 anos começou a apresentar cansaço progressivo, astenia , perda de peso , sendo diagnosticado na época uma dilatação no coração .
      • Perda de Peso
        • Associada a sintomas abdominais
          • Congestão hepática
          • Congestão do sistema venoso portal
          • Caquexia cardíaca
          • Diabetes mal controlada
          • Presença de um carcinoma.
      • Dilatação do Coração
          • IC Sistólia (doença do coração grande)
          • Doença de Chagas
    6. Foi medicado com digoxina 0,25mg/dia e furosemida 40mg/dia, e orientado a fazer repouso .
      • Furosemida  Diurético de alça (de 20mg a 40mg 2x/dia VO)
      • Digoxina  Digital
        • Classe: IC sistólica?????
        • Após IECA
        • Indicações
            • Quando o diurético e o IECA não conseguem controlar a I.C.
            • Quando existe fibrilação atrial associada
            • Quando se ausculta B 3
      • Repouso
        •  PA
        •  Débito Cardíaco
    7. Obteve melhora dos sintomas (cansaço e astenia) por aproximadamente 6 meses. A partir daí os sintomas recorreram, se tornaram progressivos,
      • Furosemida e digital: Só sintomas, não sobrevida
       Não bloqueiam a ação neuro-hormonal
      • Deveria ser administrada IECA
    8. Obteve melhora dos sintomas (cansaço e astenia) por aproximadamente 6 meses. A partir daí os sintomas recorreram, se tornaram progressivos, e há 1 ano vem com dispnéia aos mínimos esforços, as vezes dispnéia em repouso, com dispnéia paroxística noturna e com “chiado no peito”.
      • Furosemida e digital: Só sintomas, não sobrevida
       Não bloqueiam a ação neuro-hormonal
      • Deveria ser administrada IECA
      • IC avança = dispnéia avança
      • Origem pulmonar  Secreção
      • Origem cardíaca  Edema pela hipertensão venocapilar -
              • pulmonar
    9. Nesse período passou a apresentar inchaço recorrente nos membros inferiores , desconforto abdominal, sonolência diurna e insônia no período noturno.
      • Edema de membros inferiores
        • Associado a sintomas de congestão pulmonar e sistêmica  diagnóstico de IC muito provável
          • Dor no hipocôndrio direito (congestão hepática),
          • Distensão abdominal (ascite),
          • Anorexia
          • Aumento do peso, o diagnóstico de Insuficiência cardíaca torna-se muito provável. Outra causa, que poderia até estar associada a IC é a doença venosa.
    10. Nesse período passou a apresentar inchaço recorrente nos membros inferiores , desconforto abdominal , sonolência diurna e insônia no período noturno .
      • Edema de membros inferiores
      • Desconforto abdominal  Congestão de vísceras
      • Insônia no período noturno e conseqüentemente sonolência diurna  diminuição da perfusão cerebral e a hipoxemia arterial .
    11. Nos últimos 6 meses teve que recorrer várias vezes ao pronto socorro para alívio dos sintomas com uso de medicação endovenosa.
      • Efeito rápido
      • Congestão intestinal  má absorção VO
    12. Nos últimos 6 meses teve que recorrer várias vezes ao pronto socorro para alívio dos sintomas com uso de medicação endovenosa. Referia ainda que durante a exacerbação do quadro de dispnéia apresentava dor precordial, em pontada sem irradiação e de curta duração, e episódios freqüentes de palpitações (“descompasso do coração”) e tonturas, porém, negava sincope.
      • Efeito rápido
      • Congestão intestinal  má absorção VO
      • Causa: Hipoxia Tecidual
      • IAM
    13. Nos antecedentes pessoais refere etilismo social, nega tabagismo, diabetes, dislipidemia e hipertensão. Colecistectomizado a 7 anos e portador de artrose de coluna cervical.
      • Não tem fatores de risco modificáveis
      • Não ser hipertenso  leva a crer uma I.C. primariamente dilatada e não uma I.C. dilatada não decorrente de uma I.C. hipertrofiada.
      • Colecistectomizado (não interfere em nada)
      • Artrose de coluna cervical (usa anti-inflamatório?).
    14. Nos antecedentes pessoais refere etilismo social, nega tabagismo, diabetes, dislipidemia e hipertensão. Colecistectomizado a 7 anos e portador de artrose de coluna cervical.
      • Não tem fatores de risco modificáveis
      • Não ser hipertenso  leva a crer uma I.C. primariamente dilatada e não uma I.C. dilatada não decorrente de uma I.C. hipertrofiada.
      • Colecistectomizado (não interfere em nada)
      • Artrose de coluna cervical (usa anti-inflamatório?).
      De antecedentes familiares refere que os pais eram hipertensos (ambos falecidos, mãe com AVC e pai com neoplasia de colon); tem dois irmãos mais jovens e saudáveis.
      • Não podemos afirmar fator de risco (falta idade de falecimento da mãe (< 65 anos).
    15. Na ocasião do encaminhameto estava medicado com furosemida 120mg/dia, digoxina 0,25mg/dia, captopril 37,5mg/dia e amiodarona 200mg/dia,
      • Furosemida  foi aumentada, permaneceu dentro dos padrões normais (máximo de 400mg/dia VO).
      • Captopril  IECA,
        • Em dose aceitável, quase dose mínima
        • Deveria estar sendo aumentado gradativamente para que o paciente continuasse tirando proveito dos efeitos benéficos do medicamento.
      • Digoxina  digital e está com uma dose aceitável.
      • Amiodarona  Ação vaso dilatadora coronariana, além da ação inotrópica e cronotrópica negativa, é usada por seu efeito antiarrítmico (contribui para a I.C> Custo/beneficio – pode causar um BAV). (dose entre 200 e 400mg/dia).
    16. aspirina 200mg/dia e antiinflamatória não hormonal (diclofenaco) 50mg/dia para dor na coluna cervical. Sem orientação rigorosa para restrição hídrica e dieta hiposódica, e orientado para fazer repouso.
      • Aspirina  Anti-agregante plaquetário, necessária para a prevenção de trombos que na IC (classe IV - dentro das câmaras cardíacas).
      • Diclofenaco  AINES
        • Deveria ser evitado ou dado em dose mínima
          • Contribui para a I.C  bloqueia a síntese de prostaglandinas (vasodilatação)
          • Diminui o efeito do IECA.
      • Orientação  (rigorosa)
        • Restrição hídrica
        • Dieta hiposódica
        • Evitar bebidas alcoólicas.
      • Dispnéia e cansaço
      • Embolia pulmonar
      • Cardiopatia esquerda ou global
      • Distúrbios mentais
      • Doenças neuromusculares
      • Doenças endócrinas e medicamentosas
      • Asma
      • DPOC
      Possíveis diagnósticos dentro da História da doença atual
      • Corpulmonale
      • Choque hipovolemico
      • Choque cardiogenico
      • Aterosclerose
      • Edema pulmonar
      • Perda de peso
      • Sinal de caquexia (indica gravidade)
      • Doenças do TGI
      • Neoplasias
      • melhora segundo uso de digital e diurético, sem relato de utilização de outros medicamentos ou sintomas neurais, Exluimos:
      • disturbios mentais
      • doenças neuromusculares
      • doenças medicamentosas
      • asma
      • choque hipovolemico
      • A posterior piora do quadro fala a favor de
      • cardiopatia
      • embolia
      • DPOC
      • cor pulmonale
      • desconforto abdominal, edema falam a favor de:
      • doença hepática
      • congestão de vísceras
      • cardiopatia e ainda
      • doença venosa.
      • Melhora com medicamentos endovenoso indica que o desconforto abdominal é devido a uma congestão intestinal que pode ser secundaria a uma cardiopatia
      • Emagrecimento + historia de neoplasia do pai sugere possibilidade de neoplasia
      • Paciente estava em regular estado geral, pálido , emagrecido, descorado, hidratado, acianótico , anictérico. Levemente dispnéico em repouso , com dispnéia objetiva pra se locomover e deitar no leito.
      • Pálido = anemia grave? ↓ DC?
      • Acianótico = ausência de insuficiência pulmonar
      • Dispnéia em repouso = I.C. classe funcional IV
      Exame Físico
      • PA = 90 X 60 mmHg, FC 103 bpm (regular), pulsos finos, perfusão periférica ruim, extremidades frias.
      • Hipotenso = ↓ DC. (choque cardiogênico?)
      • ↑ FC = compensação a um ↓ DC ou a uma baixa oxigenação tecidual.
      • Pulsos finos = sinal de gravidade da I.C.
      • Perfusão periférica ruim e extremidades frias = ↓DC e vasoconstrição periférica.
      • Apresentava estase jugular (+++) a 45°, onda V. Ritmo cardíaco regular, em 3 tempos com 3ª bulha , presença de sopro sistêmico, holossistolico grau IV/VI na área mitral e sopro sistólico suave grau II/VI, com sinal de Rivero-Carvalo na tricúspide .
      • Estase jugular = ↑ pressão no AD
      • B3 = pode ser HAS, insuficiência mitral, insuficiência tricúspide, estados hiperdinâmicos, hipertensão pulmonar, anemia...
      • Sopro holossistólico na área mitral = insuficiência mitral
      • Sopro sistólico na área tricúspide (Rivero-carvalo) = insuficiência tricúspide (sopro NÃO contaminado da área mitral)
      • Pulmões com murmúrio vesicular diminuído no terço inferior de hemotórax esquerdo, estertores subcreptantes finos em ambos os terços inferiores e sibilos esparsos.
      • Todos os sinais são indicativos de congestão pulmonar devido à I.C.
      • No abdome apresentava hepatomegalia dolorosa, com fígado a 8 cm do rebordo costal direito e sem ascite.
      • Hepatomegalia dolorosa = congestão hepática devido à I.C.
      • Sem ascite = mal avaliada??
      • Nos membros inferiores apresentava edema de +++. Peso de 66 kg e altura de 176 cm.
      • Edema de mmii = congestão sistêmica
      • O IMC = 21,3 (paciente não é obeso)
    17. Possíveis diagnósticos dentro do Exame Físico
      • pálido e descorado são sinais inespecificos, porem aparecem nas:
      • Cardiopatias de baixo debito e baixa perfusão
      • Pneumopatias com baixa perfusão
      • baixa pressão lembra patologias como pulmonar, renal e cardíaca. Mas pode ser,(e seria o mais provável) segundo medicação.
      • Sinais de baixa perfusão e baixo débito sugerem:
      • DOPC
      • Embolia pulmonar
      • Cardiopatia dilatada
      • doença venosa
      • Cor Pulmonare
      • estase jugular, onda V, B3 ainda nos lembram alem das hipopteses acima, a hepatopatia.
      • Das cardiopatias dilatadas, pensamos em, alem de chagas, valvulopatias, doença cardíaca isquêmica e fistula artério-venosa (o que seria pouco provável, haja visto, a idade do paciente).
      • Uma anemia poderia ser sugerida aqui, (lembrando também da ectoscopia),
      • Sopro holossistólico mitral sugere insuficiência mitral grave e sopro cardíaco sistólico suave grau II/VI, com sinal de Rivero-Carvalo na tricúspide confirma a existência de uma insuficiência de válvula tricúspide
      • sinais pulmonares sugiram algumas pneumopatias, a riqueza de sinais cardiacos vasculares, eliminamos:
      • DPOC (paciente também nega tabagismo)
      • Embolia
      • Hepatopatia
      • Doença venosa
      • Exames gerais:
      • Na = 126 mEq/l;
      • Creatinina = 2,3 mg/dl;
      • Uréia = 96 mg/dL;
      • Hemoglobina = 13g;
      • Hematócrito = 39%;
      • Glicose = 103mg/dl;
      • Colesterol total = 196mg/dl.
      Exames complementares
      • Sódio (135 – 145 mEq/l)- hiponatremia - insuficiência renal.
      • É comum a ocorrência de hiponatremia nos estágios avançados de distúrbios caracterizados pela formação de edema e redução do volume efetivo do sangue arterial, particularmente na I.C Refratária e na cirrose hepática avançada com ascite .
      • Causa súbita deteriorização da função do SNC.
      • Compensando-se a IC do paciente, a hiponatremia será corrigida. Fazer dieta com restrição hídrica – diluído.
      • Potássio 3,9mEq/l-(3,5 – 5,0 mEq/l):
      • O diurético utilizado não está causando hipopotassemia - epironolactona associado ao diurético. A espironolactona, além de poupar potássio também é um medicamento antagonista dos mecanismos neurohormonais que contribuem para a IC.
      • Creatinina 2,3mg/dL (homem = 0,8 a 1,4 mg/dL); Uréia (10 a 50mg/dL) = a uréia e a creatinina estão aumentadas indicando uma baixa da função renal.
      • Uréia e creatinina são essenciais para a avaliação da função renal cuja disfunção pode simular, agravar ou ser conseqüente da insuficiência cardíaca.
      • Hemoglobina (homem = 13): exclui hipótese de anemia.
      • Hematócrito (39%) - Valor normal: 38 a 45%. Exclui uma possível anemia.
      • Glicose :103mg/dL - (70 a 110 mg/dl) = a glicose normal confirmando a não existência de diabetes. Nesse caso eliminamos o diabetes como fator de risco e eliminamos também a acidose diabética como possível causa de creatinina alta.
      • Colesterol total (196mg/dL) – está dentro da faixa de normalidade (200mg/dL), no entanto é necessária suas frações, para uma avaliação fidedigna. (muitos planos de saúde não pagam os pedidos de LDL e VLDL – calculadas pela fórmula de Friedwald).
      • Radiografia de tórax : cardiomegalia global (++++), aumento de átrios direito e esquerdo (perfil), aumento do ventrículo esquerdo, congestão hilar bilateral, derrame cisural a direita, seios costofrênicos livres. Tronco pulmonar sem abaulamento e botão aórtico normal.
      • A radiografia de tórax é necessária para a avaliação de patologias pulmonares nos doentes com dispnéia aguda ou crônica.
      • A cardiomegalia está geralmente ausente em situações de insuficiência cardíaca aguda (IAM, regurgitação valvar, ruptura de septo), nas miocardiopatias restritivas ou pericardites constritivas.
      • Os átrios estão aumentados devido ao aumento de pressão dentro da câmara cardíaca causada pela congestão.
      • Ventrículo esquerdo aumentado pela cardiomegalia.
    18. A radiografia de tórax é necessária para a avaliação de patologias pulmonares nos doentes com dispnéia aguda ou crônica. A cardiomegalia está geralmente ausente em situações de insuficiência cardíaca aguda (IAM, regurgitação valvar, ruptura de septo), nas miocardiopatias restritivas ou pericardites constritivas. Os átrios estão aumentados devido ao aumento de pressão dentro da câmara cardíaca causada pela congestão. Ventrículo esquerdo aumentado pela cardiomegalia.
      • A congestão hilar bilateral ocorre por causa da congestão do coração esquerdo que se transmite retrogradamente para o pulmão.
      • Derrame cisural à direita. Devido a congestão do coração esquerdo que se transmite retrogradamente para o pulmão.
      • Seios costofrênicos livres , excluindo derrame pleural.
      • Tronco pulmonar sem abaulamento – invalidando a hipótese de hipertensão pulmonar.
      • Botão aórtico normal .
      • Eletrocardiograma: ritmo sinusal, BAV de 1º grau e bloqueio de ramo esquerdo com provável sobrecarga de câmaras esquerdas.
      • ECG
      • A maioria das anomalias encontradas têm um caráter inespecífico (como bloqueio de ramo esquerdo) não fazendo o diagnóstico de insuficiência cardíaca. Um ECG normal é incomum na IC crônica.
      • O BAV pode ser por causa iatrogênica , devido ao uso de digitálicos e amiodarona.
      • Com algumas exceções, as alterações eletrocardiográficas encontradas não esclarecem quanto à etiologia da IC. A presença de bloqueio de ramo esquerdo compromete a visualização de outras possíveis alterações eletrocardiográficas, como sinais de comprometimento isquêmico. Alteração que poderá ser verificada com outro exame (eco de stress).
      • O fato do exame ter apresentado BAV contraindica o uso de beta-bloqueadores- usado quando há mudança de classe. Exemplo de classe IV para a classe III.
      • Ecocardiograma: diâmetro diastólico do ventrículo esquerdo (DDVE) = 8,3cm; diâmetro sistólico de VE (DSVE) = 7,1cm; fração de ejeção (Simpson) de 28%; diâmetro do VD de 3,2cm. Déficit contrátil severo e difuso. Insuficiência mitral moderada/severa e insuficiência tricúspide leve/moderada.
      • A ecocardiografia .
      • É uma técnica não-invasiva que avalia a anatomia e a função cardíaca (Hosp. Einstein utiliza a tridimensional – capaz de derivar dados hemodinâmicos a partir das medidas de velocidade do fluxo sanguíneo usando o princípio de Doppler).
      • Fornece dados sobre:
      • diâmetro diastólico do ventrículo esquerdo (DDVE) = 8,3cm/ valor normal 5,6cm;
      • diâmetro sistólico de VE (DSVE) = 7,1cm/ valor normal 3,9cm;
      • fração de ejeção (Simpson) de 28% valor normal > 50%;
      • diâmetro do VD de 3,2cm/ valor normal 1,6cm;
      • Alterações estruturais cardíacas (dimensão de câmaras e paredes cardíacas, alterações valvulares, existência de derrame pericárdico, vegetações ou trombos intra-cavitários);
      • Sobre a cinética (contratibilidade ventricular global e regional e cinética valvular);
      • Sobre a função sistólica e diastólica;
      • Permite a avaliação dos Shunts, a quantificação funcional de lesões valvulares, da pressão da artéria pulmonar ou do débito cardíaco.
      • Holter: ritmo sinusal; freqüência cardíaca média de 87 bpm; 2.193 extra-sístoles ventriculares e um episódio de taquicardia ventricular não sustentada.
      • É um ECG por 24, 48 ou 72 horas, necessário para o estudo mais detalhado, na busca de alterações como arritmias, extra-sístoles. Neste caso encontrou-se inúmeras extra-sístole ventriculares (comum na IC) e um episódio de taquicardia ventricular não sustentada.
      • Críticas:
      • Urina tipo I – infecção pode precipitar IC.
      • Frações: LDL(<130mg/dl), HDL(homem>55mg/dl), triglicérides(150mg/dl) e VLDL (<130mg/dl).
      • Teste de esforço: Avaliação inicial, doença cardiaca isquemica, avaliar prognóstico, estratificar o risco e avaliar a eficácia terapeutica.
      • Teste de função hepatica
    19.  
    20. Possíveis diagnósticos depois dos Exames Complementares
      • Hiponatremia, creatinina e ureia elevadas indicando baixa de função renal, que lembra um insuficiência renal, que neste caso, pela ausência de qualquer outro sinal e sintoma que nos confirme patologia puramente renal, nos sugere insuficiência cardíaca
      • Hemoglobina e hematócrito normais excluem anemia.
      • Colesterol normal afasta idéia de aterosclerose
      • RX: nos confirma cardiopatia dilatada com acometimento funcional esquerdo, causando uma hipertensão pulmonar.
      • Derrame cisural com seios costofrenicos livres sugerem edema pulmonar sem derrame.
      • ECG normal exclui disfunção sistólica ventricular
      • ECO indica : diâmetros sistolico e diastólico do ventrículo esquerdo aumentado, baixa fração de ejeção, diâmetro de VD aumentado. Confirmando cardiopatia dilatada e baixa de débito.
      • Holter exclui infarto
      • Portanto, diagnosticamos o paciente com Insuficiência cardíaca global:
      • secundaria a uma insuficiência mitral e tricúspide que, nesse caso pensamos ser congênita
      • secundaria a uma cardiomiopatia dilatada primaria idiopatica
      • ou ainda uma cardiomiopatia isquêmica primaria
      • Associado a uma insuficiência renal e asma cardíaco (edema pulmonar).
      • Hospitalização
      • Oxigenoterapia devido à congestão pulmonar.
      • Restrição hídrica e salina
      • Diurético EV (associar para melhorar congestão pulmonar e sistêmica).
      • Diurético de alça (Furosemida; 80 a 120mg)
      • Tiazídico (cuidado com pré-insuficiência renal)
      • Bloqueador da aldosterona (espironolactona; 25mg/dia)
      Tratamento
      • IECA (dose inicial baixa devendo ser gradualmente aumentada até a dose ideal).
      • Inotrópico não digital a curto prazo para tratar a hipotensão.
      • Vasodilatador (nitrato + hidralazina)
      • Beta bloqueador NÃO!! (Só quando cair a classe funcional)
      • Amiodarona (FC > 90bpm; arritmias)
      • Heparina quando internado e AAS quando for para casa
      • Tirar o antiinflamatório não hormonal.
    21. Terapêutica complementar:
      • Isquêmico  operar ( revascularização )
      • Não isquêmico  ressincronizar (pacientes com fração de ejeção <35%; classe funcional IV; paciente refratário ao tratamento clínico otimizado), plastia da válvula mitral ou os dois .
      • Transplantar.
    22. Obrigada!

    + Ana Amélia D. GeraldesAna Amélia D. Geraldes, 3 months ago

    custom

    824 views, 1 favs, 0 embeds more stats

    More info about this document

    © All Rights Reserved

    Go to text version

    • Total Views 824
      • 824 on SlideShare
      • 0 from embeds
    • Comments 0
    • Favorites 1
    • Downloads 0
    Most viewed embeds

    more

    All embeds

    less

    Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
    Flag as inappropriate

    Select your reason for flagging this presentation as inappropriate. If needed, use the feedback form to let us know more details.

    Cancel
    File a copyright complaint
    Having problems? Go to our helpdesk?

    Categories