Cultura e AçãoKarl Marx e Antonio Gramsci<br />ana amorim – ana aragão – gisélia castro – leila damiana – luana vilutis – ...
Karl Marx<br />
Karl Marx<br /><ul><li>CONTEXTOS  E INFLUÊNCIAS: SURGE UM PENSADOR CRÍTICO
Karl Marx nasce e cresce vivenciando adventos da Idade contemporânea.  Está tem como marco a Revolução Francesa (1789);
Os aspectos culturais da época possibilitam o contato com uma nova perspectiva de produção do conhecimento. Mas, a maior m...
Outros fatores da época que o influenciou foram as disputas das grandes potências europeias por territórios, matérias-prim...
Karl Heinrich Marx nasceu em Trier (atual Alemanha Ocidental) a 5 de maio de 1818;
O ambiente familiar contribuiu para sua formação. Filho de um advogado judeu, convertido ao protestantismo, adepto de idéi...
Jovem dedicado aos estudos. Na universidade, aproximou-se de grupos dedicados à política;</li></li></ul><li>Percurso Acadê...
Doutorou-se em 1841, em filosofia, na Universidade de Iena, com a apresentação de uma tese sobre os filósofos materialista...
Desejo lecionar em Universidades de Berlim. Como o Governo de Frederico IV proibirá todos os simpatizantes das teorias do ...
Colabora com Gazeta Renana. Que defendia ideias democráticas, mudanças políticas e reforma do Estado.
Publica textos decisivos na sua trajetória intelectual, que expressam o contato com questões sociais. </li></li></ul><li><...
Por conta da censura, deixa a Gazeta Renana. Dedica-se à crítica do pensamento de Hegel;
No final de 1843, viaja para Paris, centro das ideias e movimentos socialistas. Após várias publicações e estudos, acerca ...
1845: expulso de Paris por pressão do governo alemão. Após publicar críticas ao governo Alemão;
1847: expulso de Bruxelas, por ajudar na organização dos trabalhadores e escrever sobre a face injusta do capitalismo;
Vai para Londres, mas logo volta para França e depois para Alemanha sempre fugindo das perseguições e processos.</li></ul>...
1845 – A Ideologia Alemã: É a primeira crítica aberta a Feuerbach, em cujas idéias Marx se baseou desde a crítica de Hegel...
“Mas, a essência humana não é uma abstração inerente a cada indivíduo. Na sua realidade ela é o conjunto das relações soci...
Processo de Vida Social (como me relaciono com o outro)
		Por isso a materialidade para Marx é social, ou seja, são as condições de produção e a reprodução da vida social
O trabalho é o mediador da relação homem – natureza;
É pelo trabalho que os homens estabelecem relações de produção, cooperação ou exploração. As relações são determinadas pel...
Propriedade e aspectos socioeconômicos determinam as formas de consciência social (arte, filosofia, religião, direito, den...
A sociedade não determina a consciência, mas é a consciência que determina a sociedade. Assim, o homem não pode ficar alhe...
<ul><li>1848 – Manifesto Comunista:Marx e Engels foram encarregados de redigir um manifesto pela Liga dos Comunistas. Dest...
Mas a burguesia não forjou apenas as armas que a levarão à morte; produziu também os homens que usarão essas armas: os tra...
Proletariado: classe que produz a riqueza social, apropriada pelo capital sob a forma da mais-valia, que vive inteiramente...
Mas-valia: apropriação de lucro que a burguesia faz a partir do trabalho do proletariado;
Luta de Classe: acirramento das relaçoes entre classe dominante e proletariado. Condição para emancipação do proletariado ...
Trabalho é a relação metabólica do homem com a natureza, a partir do qual se extraem os meios de produção e os meios de su...
Por meio da exploração do se deu históricamente a acumulação primitiva do capital.</li></li></ul><li>Quem foi o Homem Marx...
Antonio Gramsci<br />
GRAMSCI<br />
Giuseppina Marcias, mãe de Gramsci – 1800 Francesco Gramsci, pai de Gramsci - 1800<br />
Ales, a casa de Gramsci  - 1948 <br /> Gramsci, 1897 <br />
Ales, inicio de 1900<br />Grazietta Gramsci para um amigoTeresa e Emma em traje sardo, cerca de 1908<br />
Giulia Schucht, 1922 <br />Tatiana Schucht, 1925 <br />Gennaro Gramsci, 1903 <br />
Teresina e Carlo Gramsci, 1912 <br />Gramsci no ginásio, 1905<br />
Delio, Giulia e Giuliano em 1933<br />Gramsci em Ustica em 1926<br />Gramsci em 1935<br />
Gramsci em Moscou, 1922<br />Gramsci em 1911<br />Gramsci em 1922<br />Gramsci no IV Congresso da Internacional Comunista,...
Gramsci, em Viena, 1924<br />Cartão de acesso ao Kremlin,1923<br />
Mussolini, líder fascista italiano<br />A marcha sobre Roma<br />
XVII  Congresso Nacional Socialista<br />
Turi, instituição especializada da punição, 1930<br />Turi, cela de Antonio Gramsci, 1950 <br />
Gramsci assinatura e impressões digitais, novembro de 1926<br />Primeiro Caderno" de Gramsci, 08 de fevereiro de 1929<br />
<ul><li>Capa de um panfleto publicado pelo romancista francês Romain Rolland, 1934. Sob o nome de Gramsci são as palavras ...
Marx e o materialismo dialético<br />Para Hegel, a dialética é concebida como essencialmente idealista, abstrata, quase me...
Marx e o materialismo dialético<br />Em Teses sobre Feuerbach, de quem apreendeu e reformulou o materialismo, Marx afirma:...
Diálogo com Hegel <br />HEGEL - “O racional é real; o real é racional”. <br />MARX – Realidade é diferente do Real <br />“...
Diálogo com Hegel <br />Núcleo da dialética de Hegel - Tese, antítese e síntese <br />1° momento – ser em si<br />2° momen...
Diálogo com Hegel<br />“O que vale como essência posta (gesetze) e a superar da alienação não é que o ser humano se objeti...
A influência de Marx na noção de cultura nas ciências sociais<br />
A influência de Marx na noção de cultura nas ciências sociais<br />Importante destacar que Marx não se deteve em um estudo...
A influência de Marx na noção de cultura nas ciências sociais<br />Nesse sentido, a cultura da classe dominante é a cultur...
Arte e sociedade segundo Marx<br />“A arte grega supõe a mitologia grega, quer dizer, a natureza e as formas da sociedade,...
Hegemonia e subalternidade<br />
Hegemonia<br />O termo “hegemonia” aparece em Lênin, pela primeira vez, num escrito de 1905. Diz ele: “Segundo o ponto de ...
Hegemonia e subalternidade<br />Hegemonia em Gramsci: entendida não apenas como direção política, mas também como direção ...
Hegemonia e subalternidade<br />As classes subalternas e a concepção dominante.<br />O pensamento de Gramsci ocupa um pont...
Intelectuais e sociedade<br />
O lugar dos intelectuais na sociedade<br />Análise tendo por referência a sociedade e suas relações sociais. Para compreen...
O lugar dos intelectuais na sociedade<br />O político-estrategista:<br /><ul><li>elabora a sua filosofia da práxis tendo p...
Alvo estratégico: hegemonia de uma sociedade emancipada (sujeito coletivo)</li></li></ul><li>O lugar dos intelectuais na s...
O trabalho na teoria marxiana<br /><ul><li>O trabalho é a atividade humana que contraditoriamente produz, “ao mesmo tempo,...
O trabalho na teoria marxiana<br />No trabalho estranhado (alienação), o sujeito (o homem) tornou-se um objeto e o objeto ...
A sociedade capitalista<br />Estruturas sociais reproduzem as relações sociais de classe, a divisão do trabalho e a propri...
O intelectual no capitalismo<br /><ul><li>Observa como a sociedade se organiza a partir de seu grupo dirigente e dominante...
Atuação dos intelectuais tem relação com a homogeneidade do grupo.
Ele funciona como organizador de confiança. O grupo social cria uma camada de intelectual para si que vai atuar no desenvo...
A categoria dos intelectuais tradicionais mais antiga é a dos eclesiásticos.
A força dos eclesiásticos está no monopólio (da ideologia religiosa, à filosofia, à ciência, à escola, à moral, à justiça,...
O Estado na visão de Gramsci<br />Estado = sociedade civil + sociedade política  <br />“Hegemonia encouraçada de coerção” ...
O Estado na visão de Gramsci<br />Sociedade Civil: “consenso ‘espontâneo’ dado pelas grandes massas da população à orienta...
A função dos intelectuais<br />Os intelectuais têm um papel importante no processo de consolidação/constituição de uma vis...
A teoria gramsciana de cultura<br />
A teoria gramsciana de cultura<br />Cultura = consciência crítica<br /><ul><li>A emancipação da sociedade requer a elabora...
“Quando a concepção do mundo não é crítica e coerente, mas ocasional e desagregada, pertencemos simultaneamente a uma mult...
Um novo intelectual <br />A produção do conhecimento deve estar comprometida com a construção de uma nova visão de mundo. ...
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Cultura e ação apresentação

  1. 1. Cultura e AçãoKarl Marx e Antonio Gramsci<br />ana amorim – ana aragão – gisélia castro – leila damiana – luana vilutis – marilu casto – paulo fernandes<br />
  2. 2. Karl Marx<br />
  3. 3. Karl Marx<br /><ul><li>CONTEXTOS E INFLUÊNCIAS: SURGE UM PENSADOR CRÍTICO
  4. 4. Karl Marx nasce e cresce vivenciando adventos da Idade contemporânea. Está tem como marco a Revolução Francesa (1789);
  5. 5. Os aspectos culturais da época possibilitam o contato com uma nova perspectiva de produção do conhecimento. Mas, a maior marca desse período histórico para a sua obra foi a percepção e a crítica do desenvolvimento e consolidação do regime capitalista;
  6. 6. Outros fatores da época que o influenciou foram as disputas das grandes potências europeias por territórios, matérias-primas e mercados consumidores. A percepção e crítica desses fatos foram fundamentais para o desenvolvimento de alguns conceitos como: propriedade privada, classes sociais, luta de classes, divisão social do trabalho, dentre outros.</li></li></ul><li><ul><li>Trajetória de um Pensador: percursos, percalços e construções
  7. 7. Karl Heinrich Marx nasceu em Trier (atual Alemanha Ocidental) a 5 de maio de 1818;
  8. 8. O ambiente familiar contribuiu para sua formação. Filho de um advogado judeu, convertido ao protestantismo, adepto de idéias liberais e democráticas, razão pela qual sua casa se tornou um ambiente de discussão em torno de teóricos iluministas e liberais, como Voltaire e Rousseau;
  9. 9. Jovem dedicado aos estudos. Na universidade, aproximou-se de grupos dedicados à política;</li></li></ul><li>Percurso Acadêmico e Profissional<br /><ul><li>IngressounaUniversidade de Bonn, no cursou Direito. Transferiu-se para a Universidade de Berlim, onde concluiu seus estudos em Filosofia;
  10. 10. Doutorou-se em 1841, em filosofia, na Universidade de Iena, com a apresentação de uma tese sobre os filósofos materialistas da antiguidade, Demócrito e Epicuro;
  11. 11. Desejo lecionar em Universidades de Berlim. Como o Governo de Frederico IV proibirá todos os simpatizantes das teorias do filósofo Hegel de lecionar, Marx acaba se voltando para área jornalística;
  12. 12. Colabora com Gazeta Renana. Que defendia ideias democráticas, mudanças políticas e reforma do Estado.
  13. 13. Publica textos decisivos na sua trajetória intelectual, que expressam o contato com questões sociais. </li></li></ul><li><ul><li>Toma posição sobre as ideias socialistas. Percebe a necessidade de estudar as ideias os socialistas. Assim, começa todo um processo de produção em torno do socialismo;
  14. 14. Por conta da censura, deixa a Gazeta Renana. Dedica-se à crítica do pensamento de Hegel;
  15. 15. No final de 1843, viaja para Paris, centro das ideias e movimentos socialistas. Após várias publicações e estudos, acerca das idéias socialistas e os teóricos da economia política, conhece Engels com quem passa a produzir suas obras.</li></li></ul><li>Percalços <br /><ul><li>Devido seus posicionamentos e a sua relação como os movimentos revolucionários Marx coleciona uma série de expulsões de vários países:
  16. 16. 1845: expulso de Paris por pressão do governo alemão. Após publicar críticas ao governo Alemão;
  17. 17. 1847: expulso de Bruxelas, por ajudar na organização dos trabalhadores e escrever sobre a face injusta do capitalismo;
  18. 18. Vai para Londres, mas logo volta para França e depois para Alemanha sempre fugindo das perseguições e processos.</li></ul>Família de Marxcom Engels<br />
  19. 19. 1845 – A Ideologia Alemã: É a primeira crítica aberta a Feuerbach, em cujas idéias Marx se baseou desde a crítica de Hegel em 1843. É o acerto de contas final com a sua consciência filosófica anterior, o hegelianismo e os jovens hegelianos. <br /><ul><li> “Os filósofos têm apenas interpretado o mundo de maneiras diferentes; a questão, porém, é transformá-lo”;
  20. 20. “Mas, a essência humana não é uma abstração inerente a cada indivíduo. Na sua realidade ela é o conjunto das relações sociais”; </li></li></ul><li>Conceitos Fundantes: Materialismo Dialético Histórico; Consciência; Alienação<br /><ul><li>Produção da Vida Material (como me relaciono com a natureza)
  21. 21. Processo de Vida Social (como me relaciono com o outro)
  22. 22. Por isso a materialidade para Marx é social, ou seja, são as condições de produção e a reprodução da vida social
  23. 23. O trabalho é o mediador da relação homem – natureza;
  24. 24. É pelo trabalho que os homens estabelecem relações de produção, cooperação ou exploração. As relações são determinadas pela propriedade e pelas formações socioeconômicas;
  25. 25. Propriedade e aspectos socioeconômicos determinam as formas de consciência social (arte, filosofia, religião, direito, dentre outras) e as instituições jurídicas-políticas (Estado);
  26. 26. A sociedade não determina a consciência, mas é a consciência que determina a sociedade. Assim, o homem não pode ficar alheio as formas de produção material e social. O homem não pode estar alienado.</li></ul>Condiciona<br />
  27. 27. <ul><li>1848 – Manifesto Comunista:Marx e Engels foram encarregados de redigir um manifesto pela Liga dos Comunistas. Deste trabalho surge a obra citada. É um marco na história do pensamento da humanidade, constituindo uma síntese do desenvolvimento histórico da sociedade burguesa e de suas contradições.
  28. 28. Mas a burguesia não forjou apenas as armas que a levarão à morte; produziu também os homens que usarão essas armas: os trabalhadores modernos, os proletários".</li></li></ul><li>Conceitos Fundantes: sociedade burguesa; proletariado; mais-valia; luta de classes<br /><ul><li>As sociedades sempre se fundaram na exploração. O próprio desenvolvimento da burguesia é permeado pelas contradições, pois, a própria não se sustenta se não pelo trabalho alheio;
  29. 29. Proletariado: classe que produz a riqueza social, apropriada pelo capital sob a forma da mais-valia, que vive inteiramente de seu próprio trabalho;
  30. 30. Mas-valia: apropriação de lucro que a burguesia faz a partir do trabalho do proletariado;
  31. 31. Luta de Classe: acirramento das relaçoes entre classe dominante e proletariado. Condição para emancipação do proletariado e superação da sociedade burguesa.</li></li></ul><li><ul><li>1867 – O Capital:O movimento operário renasce na década de 1860 na Europa, depois da contra-revolução da década de 1950. Envolvido nas lutas políticas, Marx inicia a redação de O Capital em 1863. Finalmente é publicado o primeiro livro de O Capital (1867), a obra magna de Marx. </li></li></ul><li>Conceitos Fundantes: Mercadoria e trabalho<br /><ul><li>Mercadoria: célula da sociedade burguesa. A partir dela é determinado o preço, o salário e o lucro;
  32. 32. Trabalho é a relação metabólica do homem com a natureza, a partir do qual se extraem os meios de produção e os meios de subsistência, indispensáveis à existência social;
  33. 33. Por meio da exploração do se deu históricamente a acumulação primitiva do capital.</li></li></ul><li>Quem foi o Homem Marx?<br />Relatório de um agente policial a serviço do Estado prussiano que frequentou a casa de Karl Marx em Londres, em 1853.<br />
  34. 34. Antonio Gramsci<br />
  35. 35. GRAMSCI<br />
  36. 36. Giuseppina Marcias, mãe de Gramsci – 1800 Francesco Gramsci, pai de Gramsci - 1800<br />
  37. 37. Ales, a casa de Gramsci - 1948 <br /> Gramsci, 1897 <br />
  38. 38. Ales, inicio de 1900<br />Grazietta Gramsci para um amigoTeresa e Emma em traje sardo, cerca de 1908<br />
  39. 39. Giulia Schucht, 1922 <br />Tatiana Schucht, 1925 <br />Gennaro Gramsci, 1903 <br />
  40. 40. Teresina e Carlo Gramsci, 1912 <br />Gramsci no ginásio, 1905<br />
  41. 41. Delio, Giulia e Giuliano em 1933<br />Gramsci em Ustica em 1926<br />Gramsci em 1935<br />
  42. 42. Gramsci em Moscou, 1922<br />Gramsci em 1911<br />Gramsci em 1922<br />Gramsci no IV Congresso da Internacional Comunista, 1922<br />
  43. 43. Gramsci, em Viena, 1924<br />Cartão de acesso ao Kremlin,1923<br />
  44. 44. Mussolini, líder fascista italiano<br />A marcha sobre Roma<br />
  45. 45. XVII Congresso Nacional Socialista<br />
  46. 46. Turi, instituição especializada da punição, 1930<br />Turi, cela de Antonio Gramsci, 1950 <br />
  47. 47. Gramsci assinatura e impressões digitais, novembro de 1926<br />Primeiro Caderno" de Gramsci, 08 de fevereiro de 1929<br />
  48. 48. <ul><li>Capa de um panfleto publicado pelo romancista francês Romain Rolland, 1934. Sob o nome de Gramsci são as palavras "Aqueles que estão morrendo nas prisões de Mussolini." O panfleto foi traduzido e distribuído em vários países.</li></li></ul><li>Marx e o materialismo dialético<br />
  49. 49. Marx e o materialismo dialético<br />Para Hegel, a dialética é concebida como essencialmente idealista, abstrata, quase metafísica. Fechada em um raciocínio circular, assume um aspecto dogmático, apenas com a coerência interna do raciocínio servindo de justificativa final ao sistema do pensamento.<br />Marx e Engels se apropriam do método dialético, porém, numa perspectiva materialista, afirmando Marx: “O modo de produção da vida material condiciona o processo da vida social, política e espiritual em geral. Não é a consciência do homem que determina o seu ser, mas, pelo contrário, o seu ser social é que determina a sua consciência.” (MARX)<br />
  50. 50. Marx e o materialismo dialético<br />Em Teses sobre Feuerbach, de quem apreendeu e reformulou o materialismo, Marx afirma: “O principal defeito de todo materialismo até aqui (inclusive o de Feuerbach) é que o objeto, a realidade, o mundo sensível só são apreendidos sob a forma de objeto ou de intuição, mas não como atividade humana sensível, enquanto práxis, não de maneira não subjetiva.” (MARX, p.99)<br />
  51. 51. Diálogo com Hegel <br />HEGEL - “O racional é real; o real é racional”. <br />MARX – Realidade é diferente do Real <br />“Nenhum desses filósofos teve a idéia de se perguntar qual era a ligação entre a filosofia alemã e a realidade alemã, a ligação entre a sua crítica e o seu próprio meio material.” Marx <br />Visão do sujeito – pensamento / sociedade<br />
  52. 52. Diálogo com Hegel <br />Núcleo da dialética de Hegel - Tese, antítese e síntese <br />1° momento – ser em si<br />2° momento – ser para si <br />3° momento – ser por si <br />Hegel - a evolução só tem lugar no espírito e como ideia absoluta<br />Marx - a alteração do mundo se dá na vida prática, ação <br />contradição – práxis – alienação <br />
  53. 53. Diálogo com Hegel<br />“O que vale como essência posta (gesetze) e a superar da alienação não é que o ser humano se objetive desumanamente, em oposição a si mesmo, mas sim que se objetive diferenciando-se do pensamento abstrato e em oposição a ele”. Marx (O Saber Absoluto, p.36) <br />Exteriorização de todas as suas forças genéricas só é posśivel em virtude da ação conjunta dos homens enquanto resultado da história <br />
  54. 54. A influência de Marx na noção de cultura nas ciências sociais<br />
  55. 55. A influência de Marx na noção de cultura nas ciências sociais<br />Importante destacar que Marx não se deteve em um estudo específico sobre cultura, no entanto, pode-se definir a partir do pensamento de Marx “o conceito de cultura está no âmago da concepção de consciência como existência consciente: a consciência diretamente ligada a um estado de coisas existente e, também, condição para a possível transformação desse estado de coisas.” (OUTWAITE, p. 94)<br />
  56. 56. A influência de Marx na noção de cultura nas ciências sociais<br />Nesse sentido, a cultura da classe dominante é a cultura dominante, não na sua essência, mas como reflexo da distinção de classes. Essa dominação cultural, no entanto, nunca é total, na medida em que o subalterno não está desarmado do jogo cultural (CUCHE, 144).<br />“A dominação cultural nunca é total e definitivamente garantida e por essa razão, ela deve sempre ser acompanhada de um trabalho para inculcar essa dominação cujos efeitos não são jamais unívocos; eles são às vezes ‘perversos’, contrários às expectativas dos dominantes, pois sofrer a dominação não significa necessariamente aceitá-la.” (CUCHE, p.146)<br />
  57. 57. Arte e sociedade segundo Marx<br />“A arte grega supõe a mitologia grega, quer dizer, a natureza e as formas da sociedade, já elaboradas pela imaginação popular, ainda que de uma maneira inconscientemente artística. São estes os seus materiais. A arte grega, portanto, não se apoia numa mitologia qualquer, isto é, numa maneira qualquer de transformar, ainda que inconscientemente, a natureza em arte (a palavra natureza designa aqui tudo o que é objetivo, e portanto também a sociedade). De modo nenhum a mitologia egípcia poderia ter gerado a arte grega; nem poderia ter gerado uma sociedade que tivesse alcançado um nível de desenvolvimento capaz de excluir as relações mitológicas com a natureza exigindo do artista uma imaginação independente da mitologia. Trata-se de uma mitologia que proporciona o terreno favorável ao florescimento da arte grega”'. Marx (Uma contribuição para a crítica da economia política, p.21).<br />
  58. 58. Hegemonia e subalternidade<br />
  59. 59. Hegemonia<br />O termo “hegemonia” aparece em Lênin, pela primeira vez, num escrito de 1905. Diz ele: “Segundo o ponto de vista proletário, a hegemonia pertence a quem bate com maior energia, a quem se aproveita de toda ocasião para golpear o inimigo; pertence àquele a cujas palavras correspondem os fatos, é o líder ideológico da democracia, criticando-lhe qualquer inconsequência”. <br />
  60. 60. Hegemonia e subalternidade<br />Hegemonia em Gramsci: entendida não apenas como direção política, mas também como direção moral, cultural e ideológica.<br />Subalternidade em Gramsci: surge como uma categoria política e cultural para os camponeses ao Sul da Itália.<br />O Estado e a Igreja.<br />
  61. 61. Hegemonia e subalternidade<br />As classes subalternas e a concepção dominante.<br />O pensamento de Gramsci ocupa um ponto central nos subaltern studies, trabalho levado a cabo pelo historiador Ranajit Guha, na Índia a partir de 1982.<br />Guha define os estudos subalternos como "escuta da voz pequena da história".<br />
  62. 62. Intelectuais e sociedade<br />
  63. 63. O lugar dos intelectuais na sociedade<br />Análise tendo por referência a sociedade e suas relações sociais. Para compreender o papel, as atividades do intelectual, é preciso situá-lo no conjunto geral das relações sociais <br />Historicamente, essas categorias formam-se em conexão com todos os grupos, mas, principalmente, sofrem elaborações amplas e complexas com o grupo social dominante.<br />
  64. 64. O lugar dos intelectuais na sociedade<br />O político-estrategista:<br /><ul><li>elabora a sua filosofia da práxis tendo por finalidade a transformação da sociedade, mediante uma revolução que passa pela organização da cultura.
  65. 65. Alvo estratégico: hegemonia de uma sociedade emancipada (sujeito coletivo)</li></li></ul><li>O lugar dos intelectuais na sociedade<br />Teoria da cultura tem como ponto de partida a sociedade capitalista.<br />No sistema capitalista, as relações econômicas são alienadas e sustentam a propriedade privada. <br />Propriedade é o produto do trabalho humano.<br />
  66. 66. O trabalho na teoria marxiana<br /><ul><li>O trabalho é a atividade humana que contraditoriamente produz, “ao mesmo tempo, miséria para o trabalhador e riqueza materializada na propriedade privada” (Frederico, p.133-134). </li></ul>A propriedade privada é resultado, consequência necessária do trabalho estranhado (p.134). Ou seja, desde a industrialização o trabalhador não se reconhece em seus produtos. Há uma oposição entre objeto produzido e sujeito produtor. <br />
  67. 67. O trabalho na teoria marxiana<br />No trabalho estranhado (alienação), o sujeito (o homem) tornou-se um objeto e o objeto (a propriedade), um sujeito.<br />Marx constrói o seu conceito de sociedade em torno da propriedade privada e de sua relação conflitiva com o trabalho humano (Frederico, 2009).<br />
  68. 68. A sociedade capitalista<br />Estruturas sociais reproduzem as relações sociais de classe, a divisão do trabalho e a propriedade privada. <br />Uma visão de mundo objetivada na superestrutura da sociedade capitalista: Estado e sociedade civil. <br />A relação entre intelectuais e o mundo da produção é mediatizada pela sociedade civil e pela sociedade política ou Estado<br />
  69. 69. O intelectual no capitalismo<br /><ul><li>Observa como a sociedade se organiza a partir de seu grupo dirigente e dominante e como este escolhe e forma os seus intelectuais (prepostos).
  70. 70. Atuação dos intelectuais tem relação com a homogeneidade do grupo.
  71. 71. Ele funciona como organizador de confiança. O grupo social cria uma camada de intelectual para si que vai atuar no desenvolvimento progressivo da classe social. Em geral, é um especialista parcial.</li></li></ul><li>O intelectual no capitalismo<br /><ul><li>O desenvolvimento das sociedades pressupõe uma categoria de intelectuais preexistentes. Representam uma continuidade histórica e permaneceram mesmo com as modificações das formas sociais e políticas.
  72. 72. A categoria dos intelectuais tradicionais mais antiga é a dos eclesiásticos.
  73. 73. A força dos eclesiásticos está no monopólio (da ideologia religiosa, à filosofia, à ciência, à escola, à moral, à justiça, à beneficência, à assistência, etc.). </li></li></ul><li>A função dos intelectuais<br />Gramsci concebe a função dos intelectuais a partir de dois planos superestruturais: sociedade civil e sociedade política (Estado). <br />Hegemonia + comando (consenso + coerção)<br />São funções organizativas e conectivas <br />
  74. 74. O Estado na visão de Gramsci<br />Estado = sociedade civil + sociedade política <br />“Hegemonia encouraçada de coerção” (Gramsci)<br />Fonte: Farias, 2001<br />
  75. 75. O Estado na visão de Gramsci<br />Sociedade Civil: “consenso ‘espontâneo’ dado pelas grandes massas da população à orientação impressa pelo grupo fundamental dominante à vida social, consenso que nasce ‘historicamente’ do prestígio [...] obtida pelo grupo dominante por causa de sua posição e de sua função no mundo da produção”<br />Sociedade Política: “aparelho de coerção estatal que assegura a disciplina dos grupos que não ‘consentem’, nem ativa nem passivamente, mas que é constituído para toda a sociedade na previsão dos momentos de crise no comando e na direção, nos quais desaparece o consenso espontâneo” .<br />
  76. 76. A função dos intelectuais<br />Os intelectuais têm um papel importante no processo de consolidação/constituição de uma visão de mundo: <br />Os intelectuais são os “prepostos” do grupo dominante para o exercício das funções subalternas da hegemonia social pelo consenso e do governo político pela coerção. <br />
  77. 77. A teoria gramsciana de cultura<br />
  78. 78. A teoria gramsciana de cultura<br />Cultura = consciência crítica<br /><ul><li>A emancipação da sociedade requer a elaboração da consciência crítica.
  79. 79. “Quando a concepção do mundo não é crítica e coerente, mas ocasional e desagregada, pertencemos simultaneamente a uma multiplicidade de homens-massa” (Gramsci, p.94). </li></li></ul><li>A teoria gramsciana de cultura<br />Rejeita qualquer definição positivista da cultura como saber enciclopédico ou especializado. <br />Pensa em cultura como crítica da civilização capitalista.<br />Crítica significa cultura (Buci-Glucksmann, 1980)<br />
  80. 80. Um novo intelectual <br />A produção do conhecimento deve estar comprometida com a construção de uma nova visão de mundo. O intelectual tem um papel importante no processo de constituição de uma sociedade emancipada. O primeiro passo é a crítica de si mesmo e do mundo como produto historicamente determinado.<br />
  81. 81. “Criar uma nova cultura não significa apenas fazer individualmente descobertas ‘originais’; significa também, e sobretudo, difundir criticamente verdades já descobertas, ‘socializá-las’ por assim dizer; e, portanto, transformá-las em uma base de ações vitais, em elemento de coordenação e de ordem intelectual e moral” (Gramsci, p.95-96).<br />
  82. 82. “O fato de que uma multidão de homens seja conduzida a pensar coerentemente e de maneira unitária a realidade presente é um fato ‘filosófico’ bem mais importante e ‘original’ do que a descoberta, por parte de um ‘gênio’ filosófico, de uma nova verdade que permaneça como patrimônio de pequenos grupos intelectuais” (Gramsci, p.96).<br />
  83. 83. A revolução passa pela escola<br /><ul><li>A escola na sociedade capitalista fragmenta o sujeito. Formam-se especialistas que dominam a tecnologia do saber-fazer (intelectual tecnológico).
  84. 84. A concepção fragmentada do sujeito se reproduz nas instâncias deliberativas (sociedade política) com o especialista, o técnico-cultural. “Este é um dos mecanismos através dos quais a burocracia de carreira terminou por controlar os regimes democráticos e os parlamentos” (Gramsci, p.34).</li></li></ul><li>A revolução passa pela escola<br />“A escola é o instrumento para elaborar os intelectuais de diversos níveis” (Gramsci)<br />Propõe uma “escola única inicial de cultura geral, humanista, formativa, que equilibre de modo justo o desenvolvimento da capacidade de trabalhar manualmente (tecnicamente, industrialmente) e o desenvolvimento das capacidades de trabalho intelectual”.<br />
  85. 85. Cultura, escola e trabalho<br />Os organismos culturais atuam de forma integrada. <br />A formação intelectual continua na vida profissional e no cotidiano e se mantém como responsabilidade da sociedade emancipada.<br />
  86. 86. “Os elementos sociais empregados no trabalho profissional não devem cair na passividade intelectual, mas devem ter à sua disposição (por iniciativa coletiva e não de indivíduos, como função social orgânica reconhecida como de utilidade pública e necessidades públicas) institutos especializados em todos os ramos de pesquisa e de trabalho científico, para os quais poderão colaborar e nos quais encontrarão todos os subsídios necessários para qualquer forma de atividade cultural que pretendem empreender” (Gramsci, 40-41).<br />
  87. 87. Notas sobre jornalismo e educação na leitura marxista<br />
  88. 88. Jornalismo em Lênin<br />Plano de um jornal político para toda a Rússia<br />Críticas dos economicistas: “trabalho político vivo”, “algo de mais concreto”.<br />“Falar agora de uma organização cujos fios seriam atados a um jornal para toda a Rússia é produzir em profusão ideias abstratas e um trabalho de gabinete, é fazer literatura falsificada” - Nadejdine<br />
  89. 89. A defesa de Lênin em “O que fazer?”<br />Concepção leninista do jornal para a emancipação:<br />Tática do partido revolucionário<br />Ferramenta educativa<br />Formação de quadros<br />Instrumento de agit-prop<br />Função organizativa<br />ISKRA<br />
  90. 90. Iskra (contexto de “O que fazer?”)<br />“Esse jornal atiçaria cada fagulha da luta de classes e da indignação popular, para daí fazer surgir um grande incêndio”<br />“É com isto que precisamos sonhar. ‘É preciso sonhar’, escrevo essas palavras e de repente tenho medo.” Citando Pissarev, “O desacordo entre sonho e realidade nada tem de nocivo se, cada vez que sonha, o homem acredita seriamente em seu sonho”.<br />
  91. 91. Os periódicos para Gramsci<br />Imprensa operária Formação cultural e de consciência de classe<br />Estimular círculos de leitura<br />Despertar entusiasmo, unidade e coesão das massas<br />Imprensa burguesa  Defesa de um sistema econômico e de valores da classe dominante<br />
  92. 92. Algumas experiências de Gramsci<br />Avanti! – “em plena sociedade mercantil, o princípio antimercantil, que impunha a sinceridade e a verdade” (Os leitores, em Os Intelectuais)<br />L’Ordine Nuovo (1919, influência da revolução russa)  Conselhos de Fábrica<br />Escola de cultura do L’Ordine Nuovo<br />
  93. 93. Ascensão do Fascimo na Itália (1921)<br />L’Ordine Nuovo  análise da crise econômica política da Itália; organização da classe para a democracia; formação de dirigentes.<br />Cultura como uma dimensão política<br />Com a consolidação do fascismo, “a tarefa que se impunha dessa nova edição era refletir sobre a situação dos trabalhadores sob a dominação fascista, retomar o trabalho de educação política analisando as possibilidades reais de ação autônoma e de discussão dos problemas organizativos em um sistema reacionário”<br />
  94. 94. Educação para além do capital<br />
  95. 95. Dimensão estratégica da educação<br />Batalha das ideias<br />Espaços de mediações entre a economia e o Estado: Partidos, sindicatos, imprensa e escola.<br />“Gramsci olha para a educação como um homem político” – programa educacional, métodos e práticas<br />Centro unitário de cultura  consciência política<br />Princípio da unidade entre trabalho intelectual e trabalho industrial<br />
  96. 96. István Mészaros<br />Fórum Mundial de Educação, 2004<br />“Educação não é um negócio. Não deve qualificar para o mercado, mas para a vida”<br />“Educar é, citando Gramsci, colocar o fim à separação entre homo faber e homo sapiens, é resgatar o sentido estruturante da educação e de sua relação com o trabalho, as suas possibilidades criativas e emancipatórias”<br />“Desde muito pequeno tive de interromper a minha educação para ir à escola” – Garcia Márquez<br />
  97. 97. Paulo Freire<br />O protagonismo humano é fundamental no processo de transformação da sociedade<br />Contexto latino na escrita de “Pedagogia do oprimido”<br />o papel das lideranças revolucionárias na organização e união dos oprimidos ( a co-laboração, a desideologização)<br />“unidade entre o trabalho manual e o trabalho intelectual; entre prática e teoria”<br />
  98. 98. “Segundo Freire, é necessário que a classe trabalhadora reveja ou reconheça aquilo que já conhece. Nessa perspectiva, a ação revolucionária tem como ponto de partida a percepção que os trabalhadores estão tendo do mundo. Não obstante, não se reduz a esse momento. Para além dos saberes socialmente construídos, é direito dos trabalhadores conhecerem aquilo que não conhecem; em outras palavras, participarem da produção do novo conhecimento. Este processo, por sua vez, vincula-se dialeticamente à participação na produção da vida material (produzir o que, para quem, contra quem e contra quê?).”<br />
  99. 99. O poema pedagógico<br />Makarenko e o desafio da colônia Gorki: o novo homem<br />Coletividade e trabalho<br />Disciplina e família<br />"Nunca mais ladrões nem mendigos: somos os dirigentes.”<br />“Por um lado elas estão privadas de todos os beneficios do desenvolvimento humano e, por outro, são excluídas das soluções salvadoras, pela simples razão da sua luta pela sobrevivência”<br />
  100. 100. "O mais desagradável dos diálogos é aquele em que o interlecutor que tem o poder para decidir joga com a teoria, acreditando que a teoria determina a realidade” - Makarenko<br />“A cabeça pensa onde os pés pisam” - Freire<br />
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