Cultura e ação   apresentação
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Cultura e ação   apresentação Cultura e ação apresentação Presentation Transcript

  • Cultura e AçãoKarl Marx e Antonio Gramsci
    ana amorim – ana aragão – gisélia castro – leila damiana – luana vilutis – marilu casto – paulo fernandes
  • Karl Marx
  • Karl Marx
    • CONTEXTOS E INFLUÊNCIAS: SURGE UM PENSADOR CRÍTICO
    • Karl Marx nasce e cresce vivenciando adventos da Idade contemporânea. Está tem como marco a Revolução Francesa (1789);
    • Os aspectos culturais da época possibilitam o contato com uma nova perspectiva de produção do conhecimento. Mas, a maior marca desse período histórico para a sua obra foi a percepção e a crítica do desenvolvimento e consolidação do regime capitalista;
    • Outros fatores da época que o influenciou foram as disputas das grandes potências europeias por territórios, matérias-primas e mercados consumidores. A percepção e crítica desses fatos foram fundamentais para o desenvolvimento de alguns conceitos como: propriedade privada, classes sociais, luta de classes, divisão social do trabalho, dentre outros.
    • Trajetória de um Pensador: percursos, percalços e construções
    • Karl Heinrich Marx nasceu em Trier (atual Alemanha Ocidental) a 5 de maio de 1818;
    • O ambiente familiar contribuiu para sua formação. Filho de um advogado judeu, convertido ao protestantismo, adepto de idéias liberais e democráticas, razão pela qual sua casa se tornou um ambiente de discussão em torno de teóricos iluministas e liberais, como Voltaire e Rousseau;
    • Jovem dedicado aos estudos. Na universidade, aproximou-se de grupos dedicados à política;
  • Percurso Acadêmico e Profissional
    • IngressounaUniversidade de Bonn, no cursou Direito. Transferiu-se para a Universidade de Berlim, onde concluiu seus estudos em Filosofia;
    • Doutorou-se em 1841, em filosofia, na Universidade de Iena, com a apresentação de uma tese sobre os filósofos materialistas da antiguidade, Demócrito e Epicuro;
    • Desejo lecionar em Universidades de Berlim. Como o Governo de Frederico IV proibirá todos os simpatizantes das teorias do filósofo Hegel de lecionar, Marx acaba se voltando para área jornalística;
    • Colabora com Gazeta Renana. Que defendia ideias democráticas, mudanças políticas e reforma do Estado.
    • Publica textos decisivos na sua trajetória intelectual, que expressam o contato com questões sociais.
    • Toma posição sobre as ideias socialistas. Percebe a necessidade de estudar as ideias os socialistas. Assim, começa todo um processo de produção em torno do socialismo;
    • Por conta da censura, deixa a Gazeta Renana. Dedica-se à crítica do pensamento de Hegel;
    • No final de 1843, viaja para Paris, centro das ideias e movimentos socialistas. Após várias publicações e estudos, acerca das idéias socialistas e os teóricos da economia política, conhece Engels com quem passa a produzir suas obras.
  • Percalços
    • Devido seus posicionamentos e a sua relação como os movimentos revolucionários Marx coleciona uma série de expulsões de vários países:
    • 1845: expulso de Paris por pressão do governo alemão. Após publicar críticas ao governo Alemão;
    • 1847: expulso de Bruxelas, por ajudar na organização dos trabalhadores e escrever sobre a face injusta do capitalismo;
    • Vai para Londres, mas logo volta para França e depois para Alemanha sempre fugindo das perseguições e processos.
    Família de Marxcom Engels
  • 1845 – A Ideologia Alemã: É a primeira crítica aberta a Feuerbach, em cujas idéias Marx se baseou desde a crítica de Hegel em 1843. É o acerto de contas final com a sua consciência filosófica anterior, o hegelianismo e os jovens hegelianos.
    • “Os filósofos têm apenas interpretado o mundo de maneiras diferentes; a questão, porém, é transformá-lo”;
    • “Mas, a essência humana não é uma abstração inerente a cada indivíduo. Na sua realidade ela é o conjunto das relações sociais”;
  • Conceitos Fundantes: Materialismo Dialético Histórico; Consciência; Alienação
    • Produção da Vida Material (como me relaciono com a natureza)
    • Processo de Vida Social (como me relaciono com o outro)
    • Por isso a materialidade para Marx é social, ou seja, são as condições de produção e a reprodução da vida social
    • O trabalho é o mediador da relação homem – natureza;
    • É pelo trabalho que os homens estabelecem relações de produção, cooperação ou exploração. As relações são determinadas pela propriedade e pelas formações socioeconômicas;
    • Propriedade e aspectos socioeconômicos determinam as formas de consciência social (arte, filosofia, religião, direito, dentre outras) e as instituições jurídicas-políticas (Estado);
    • A sociedade não determina a consciência, mas é a consciência que determina a sociedade. Assim, o homem não pode ficar alheio as formas de produção material e social. O homem não pode estar alienado.
    Condiciona
    • 1848 – Manifesto Comunista:Marx e Engels foram encarregados de redigir um manifesto pela Liga dos Comunistas. Deste trabalho surge a obra citada. É um marco na história do pensamento da humanidade, constituindo uma síntese do desenvolvimento histórico da sociedade burguesa e de suas contradições.
    • Mas a burguesia não forjou apenas as armas que a levarão à morte; produziu também os homens que usarão essas armas: os trabalhadores modernos, os proletários".
  • Conceitos Fundantes: sociedade burguesa; proletariado; mais-valia; luta de classes
    • As sociedades sempre se fundaram na exploração. O próprio desenvolvimento da burguesia é permeado pelas contradições, pois, a própria não se sustenta se não pelo trabalho alheio;
    • Proletariado: classe que produz a riqueza social, apropriada pelo capital sob a forma da mais-valia, que vive inteiramente de seu próprio trabalho;
    • Mas-valia: apropriação de lucro que a burguesia faz a partir do trabalho do proletariado;
    • Luta de Classe: acirramento das relaçoes entre classe dominante e proletariado. Condição para emancipação do proletariado e superação da sociedade burguesa.
    • 1867 – O Capital:O movimento operário renasce na década de 1860 na Europa, depois da contra-revolução da década de 1950. Envolvido nas lutas políticas, Marx inicia a redação de O Capital em 1863. Finalmente é publicado o primeiro livro de O Capital (1867), a obra magna de Marx.
  • Conceitos Fundantes: Mercadoria e trabalho
    • Mercadoria: célula da sociedade burguesa. A partir dela é determinado o preço, o salário e o lucro;
    • Trabalho é a relação metabólica do homem com a natureza, a partir do qual se extraem os meios de produção e os meios de subsistência, indispensáveis à existência social;
    • Por meio da exploração do se deu históricamente a acumulação primitiva do capital.
  • Quem foi o Homem Marx?
    Relatório de um agente policial a serviço do Estado prussiano que frequentou a casa de Karl Marx em Londres, em 1853.
  • Antonio Gramsci
  • GRAMSCI
  • Giuseppina Marcias, mãe de Gramsci – 1800 Francesco Gramsci, pai de Gramsci - 1800
  • Ales, a casa de Gramsci - 1948
    Gramsci, 1897
  • Ales, inicio de 1900
    Grazietta Gramsci para um amigoTeresa e Emma em traje sardo, cerca de 1908
  • Giulia Schucht, 1922
    Tatiana Schucht, 1925
    Gennaro Gramsci, 1903
  • Teresina e Carlo Gramsci, 1912
    Gramsci no ginásio, 1905
  • Delio, Giulia e Giuliano em 1933
    Gramsci em Ustica em 1926
    Gramsci em 1935
  • Gramsci em Moscou, 1922
    Gramsci em 1911
    Gramsci em 1922
    Gramsci no IV Congresso da Internacional Comunista, 1922
  • Gramsci, em Viena, 1924
    Cartão de acesso ao Kremlin,1923
  • Mussolini, líder fascista italiano
    A marcha sobre Roma
  • XVII Congresso Nacional Socialista
  • Turi, instituição especializada da punição, 1930
    Turi, cela de Antonio Gramsci, 1950
  • Gramsci assinatura e impressões digitais, novembro de 1926
    Primeiro Caderno" de Gramsci, 08 de fevereiro de 1929
    • Capa de um panfleto publicado pelo romancista francês Romain Rolland, 1934. Sob o nome de Gramsci são as palavras "Aqueles que estão morrendo nas prisões de Mussolini." O panfleto foi traduzido e distribuído em vários países.
  • Marx e o materialismo dialético
  • Marx e o materialismo dialético
    Para Hegel, a dialética é concebida como essencialmente idealista, abstrata, quase metafísica. Fechada em um raciocínio circular, assume um aspecto dogmático, apenas com a coerência interna do raciocínio servindo de justificativa final ao sistema do pensamento.
    Marx e Engels se apropriam do método dialético, porém, numa perspectiva materialista, afirmando Marx: “O modo de produção da vida material condiciona o processo da vida social, política e espiritual em geral. Não é a consciência do homem que determina o seu ser, mas, pelo contrário, o seu ser social é que determina a sua consciência.” (MARX)
  • Marx e o materialismo dialético
    Em Teses sobre Feuerbach, de quem apreendeu e reformulou o materialismo, Marx afirma: “O principal defeito de todo materialismo até aqui (inclusive o de Feuerbach) é que o objeto, a realidade, o mundo sensível só são apreendidos sob a forma de objeto ou de intuição, mas não como atividade humana sensível, enquanto práxis, não de maneira não subjetiva.” (MARX, p.99)
  • Diálogo com Hegel
    HEGEL - “O racional é real; o real é racional”.
    MARX – Realidade é diferente do Real
    “Nenhum desses filósofos teve a idéia de se perguntar qual era a ligação entre a filosofia alemã e a realidade alemã, a ligação entre a sua crítica e o seu próprio meio material.” Marx
    Visão do sujeito – pensamento / sociedade
  • Diálogo com Hegel
    Núcleo da dialética de Hegel - Tese, antítese e síntese
    1° momento – ser em si
    2° momento – ser para si
    3° momento – ser por si
    Hegel - a evolução só tem lugar no espírito e como ideia absoluta
    Marx - a alteração do mundo se dá na vida prática, ação
    contradição – práxis – alienação
  • Diálogo com Hegel
    “O que vale como essência posta (gesetze) e a superar da alienação não é que o ser humano se objetive desumanamente, em oposição a si mesmo, mas sim que se objetive diferenciando-se do pensamento abstrato e em oposição a ele”. Marx (O Saber Absoluto, p.36)
    Exteriorização de todas as suas forças genéricas só é posśivel em virtude da ação conjunta dos homens enquanto resultado da história
  • A influência de Marx na noção de cultura nas ciências sociais
  • A influência de Marx na noção de cultura nas ciências sociais
    Importante destacar que Marx não se deteve em um estudo específico sobre cultura, no entanto, pode-se definir a partir do pensamento de Marx “o conceito de cultura está no âmago da concepção de consciência como existência consciente: a consciência diretamente ligada a um estado de coisas existente e, também, condição para a possível transformação desse estado de coisas.” (OUTWAITE, p. 94)
  • A influência de Marx na noção de cultura nas ciências sociais
    Nesse sentido, a cultura da classe dominante é a cultura dominante, não na sua essência, mas como reflexo da distinção de classes. Essa dominação cultural, no entanto, nunca é total, na medida em que o subalterno não está desarmado do jogo cultural (CUCHE, 144).
    “A dominação cultural nunca é total e definitivamente garantida e por essa razão, ela deve sempre ser acompanhada de um trabalho para inculcar essa dominação cujos efeitos não são jamais unívocos; eles são às vezes ‘perversos’, contrários às expectativas dos dominantes, pois sofrer a dominação não significa necessariamente aceitá-la.” (CUCHE, p.146)
  • Arte e sociedade segundo Marx
    “A arte grega supõe a mitologia grega, quer dizer, a natureza e as formas da sociedade, já elaboradas pela imaginação popular, ainda que de uma maneira inconscientemente artística. São estes os seus materiais. A arte grega, portanto, não se apoia numa mitologia qualquer, isto é, numa maneira qualquer de transformar, ainda que inconscientemente, a natureza em arte (a palavra natureza designa aqui tudo o que é objetivo, e portanto também a sociedade). De modo nenhum a mitologia egípcia poderia ter gerado a arte grega; nem poderia ter gerado uma sociedade que tivesse alcançado um nível de desenvolvimento capaz de excluir as relações mitológicas com a natureza exigindo do artista uma imaginação independente da mitologia. Trata-se de uma mitologia que proporciona o terreno favorável ao florescimento da arte grega”'. Marx (Uma contribuição para a crítica da economia política, p.21).
  • Hegemonia e subalternidade
  • Hegemonia
    O termo “hegemonia” aparece em Lênin, pela primeira vez, num escrito de 1905. Diz ele: “Segundo o ponto de vista proletário, a hegemonia pertence a quem bate com maior energia, a quem se aproveita de toda ocasião para golpear o inimigo; pertence àquele a cujas palavras correspondem os fatos, é o líder ideológico da democracia, criticando-lhe qualquer inconsequência”.
  • Hegemonia e subalternidade
    Hegemonia em Gramsci: entendida não apenas como direção política, mas também como direção moral, cultural e ideológica.
    Subalternidade em Gramsci: surge como uma categoria política e cultural para os camponeses ao Sul da Itália.
    O Estado e a Igreja.
  • Hegemonia e subalternidade
    As classes subalternas e a concepção dominante.
    O pensamento de Gramsci ocupa um ponto central nos subaltern studies, trabalho levado a cabo pelo historiador Ranajit Guha, na Índia a partir de 1982.
    Guha define os estudos subalternos como "escuta da voz pequena da história".
  • Intelectuais e sociedade
  • O lugar dos intelectuais na sociedade
    Análise tendo por referência a sociedade e suas relações sociais. Para compreender o papel, as atividades do intelectual, é preciso situá-lo no conjunto geral das relações sociais
    Historicamente, essas categorias formam-se em conexão com todos os grupos, mas, principalmente, sofrem elaborações amplas e complexas com o grupo social dominante.
  • O lugar dos intelectuais na sociedade
    O político-estrategista:
    • elabora a sua filosofia da práxis tendo por finalidade a transformação da sociedade, mediante uma revolução que passa pela organização da cultura.
    • Alvo estratégico: hegemonia de uma sociedade emancipada (sujeito coletivo)
  • O lugar dos intelectuais na sociedade
    Teoria da cultura tem como ponto de partida a sociedade capitalista.
    No sistema capitalista, as relações econômicas são alienadas e sustentam a propriedade privada.
    Propriedade é o produto do trabalho humano.
  • O trabalho na teoria marxiana
    • O trabalho é a atividade humana que contraditoriamente produz, “ao mesmo tempo, miséria para o trabalhador e riqueza materializada na propriedade privada” (Frederico, p.133-134).
    A propriedade privada é resultado, consequência necessária do trabalho estranhado (p.134). Ou seja, desde a industrialização o trabalhador não se reconhece em seus produtos. Há uma oposição entre objeto produzido e sujeito produtor.
  • O trabalho na teoria marxiana
    No trabalho estranhado (alienação), o sujeito (o homem) tornou-se um objeto e o objeto (a propriedade), um sujeito.
    Marx constrói o seu conceito de sociedade em torno da propriedade privada e de sua relação conflitiva com o trabalho humano (Frederico, 2009).
  • A sociedade capitalista
    Estruturas sociais reproduzem as relações sociais de classe, a divisão do trabalho e a propriedade privada.
    Uma visão de mundo objetivada na superestrutura da sociedade capitalista: Estado e sociedade civil.
    A relação entre intelectuais e o mundo da produção é mediatizada pela sociedade civil e pela sociedade política ou Estado
  • O intelectual no capitalismo
    • Observa como a sociedade se organiza a partir de seu grupo dirigente e dominante e como este escolhe e forma os seus intelectuais (prepostos).
    • Atuação dos intelectuais tem relação com a homogeneidade do grupo.
    • Ele funciona como organizador de confiança. O grupo social cria uma camada de intelectual para si que vai atuar no desenvolvimento progressivo da classe social. Em geral, é um especialista parcial.
  • O intelectual no capitalismo
    • O desenvolvimento das sociedades pressupõe uma categoria de intelectuais preexistentes. Representam uma continuidade histórica e permaneceram mesmo com as modificações das formas sociais e políticas.
    • A categoria dos intelectuais tradicionais mais antiga é a dos eclesiásticos.
    • A força dos eclesiásticos está no monopólio (da ideologia religiosa, à filosofia, à ciência, à escola, à moral, à justiça, à beneficência, à assistência, etc.).
  • A função dos intelectuais
    Gramsci concebe a função dos intelectuais a partir de dois planos superestruturais: sociedade civil e sociedade política (Estado).
    Hegemonia + comando (consenso + coerção)
    São funções organizativas e conectivas
  • O Estado na visão de Gramsci
    Estado = sociedade civil + sociedade política
    “Hegemonia encouraçada de coerção” (Gramsci)
    Fonte: Farias, 2001
  • O Estado na visão de Gramsci
    Sociedade Civil: “consenso ‘espontâneo’ dado pelas grandes massas da população à orientação impressa pelo grupo fundamental dominante à vida social, consenso que nasce ‘historicamente’ do prestígio [...] obtida pelo grupo dominante por causa de sua posição e de sua função no mundo da produção”
    Sociedade Política: “aparelho de coerção estatal que assegura a disciplina dos grupos que não ‘consentem’, nem ativa nem passivamente, mas que é constituído para toda a sociedade na previsão dos momentos de crise no comando e na direção, nos quais desaparece o consenso espontâneo” .
  • A função dos intelectuais
    Os intelectuais têm um papel importante no processo de consolidação/constituição de uma visão de mundo:
    Os intelectuais são os “prepostos” do grupo dominante para o exercício das funções subalternas da hegemonia social pelo consenso e do governo político pela coerção.
  • A teoria gramsciana de cultura
  • A teoria gramsciana de cultura
    Cultura = consciência crítica
    • A emancipação da sociedade requer a elaboração da consciência crítica.
    • “Quando a concepção do mundo não é crítica e coerente, mas ocasional e desagregada, pertencemos simultaneamente a uma multiplicidade de homens-massa” (Gramsci, p.94).
  • A teoria gramsciana de cultura
    Rejeita qualquer definição positivista da cultura como saber enciclopédico ou especializado.
    Pensa em cultura como crítica da civilização capitalista.
    Crítica significa cultura (Buci-Glucksmann, 1980)
  • Um novo intelectual
    A produção do conhecimento deve estar comprometida com a construção de uma nova visão de mundo. O intelectual tem um papel importante no processo de constituição de uma sociedade emancipada. O primeiro passo é a crítica de si mesmo e do mundo como produto historicamente determinado.
  • “Criar uma nova cultura não significa apenas fazer individualmente descobertas ‘originais’; significa também, e sobretudo, difundir criticamente verdades já descobertas, ‘socializá-las’ por assim dizer; e, portanto, transformá-las em uma base de ações vitais, em elemento de coordenação e de ordem intelectual e moral” (Gramsci, p.95-96).
  • “O fato de que uma multidão de homens seja conduzida a pensar coerentemente e de maneira unitária a realidade presente é um fato ‘filosófico’ bem mais importante e ‘original’ do que a descoberta, por parte de um ‘gênio’ filosófico, de uma nova verdade que permaneça como patrimônio de pequenos grupos intelectuais” (Gramsci, p.96).
  • A revolução passa pela escola
    • A escola na sociedade capitalista fragmenta o sujeito. Formam-se especialistas que dominam a tecnologia do saber-fazer (intelectual tecnológico).
    • A concepção fragmentada do sujeito se reproduz nas instâncias deliberativas (sociedade política) com o especialista, o técnico-cultural. “Este é um dos mecanismos através dos quais a burocracia de carreira terminou por controlar os regimes democráticos e os parlamentos” (Gramsci, p.34).
  • A revolução passa pela escola
    “A escola é o instrumento para elaborar os intelectuais de diversos níveis” (Gramsci)
    Propõe uma “escola única inicial de cultura geral, humanista, formativa, que equilibre de modo justo o desenvolvimento da capacidade de trabalhar manualmente (tecnicamente, industrialmente) e o desenvolvimento das capacidades de trabalho intelectual”.
  • Cultura, escola e trabalho
    Os organismos culturais atuam de forma integrada.
    A formação intelectual continua na vida profissional e no cotidiano e se mantém como responsabilidade da sociedade emancipada.
  • “Os elementos sociais empregados no trabalho profissional não devem cair na passividade intelectual, mas devem ter à sua disposição (por iniciativa coletiva e não de indivíduos, como função social orgânica reconhecida como de utilidade pública e necessidades públicas) institutos especializados em todos os ramos de pesquisa e de trabalho científico, para os quais poderão colaborar e nos quais encontrarão todos os subsídios necessários para qualquer forma de atividade cultural que pretendem empreender” (Gramsci, 40-41).
  • Notas sobre jornalismo e educação na leitura marxista
  • Jornalismo em Lênin
    Plano de um jornal político para toda a Rússia
    Críticas dos economicistas: “trabalho político vivo”, “algo de mais concreto”.
    “Falar agora de uma organização cujos fios seriam atados a um jornal para toda a Rússia é produzir em profusão ideias abstratas e um trabalho de gabinete, é fazer literatura falsificada” - Nadejdine
  • A defesa de Lênin em “O que fazer?”
    Concepção leninista do jornal para a emancipação:
    Tática do partido revolucionário
    Ferramenta educativa
    Formação de quadros
    Instrumento de agit-prop
    Função organizativa
    ISKRA
  • Iskra (contexto de “O que fazer?”)
    “Esse jornal atiçaria cada fagulha da luta de classes e da indignação popular, para daí fazer surgir um grande incêndio”
    “É com isto que precisamos sonhar. ‘É preciso sonhar’, escrevo essas palavras e de repente tenho medo.” Citando Pissarev, “O desacordo entre sonho e realidade nada tem de nocivo se, cada vez que sonha, o homem acredita seriamente em seu sonho”.
  • Os periódicos para Gramsci
    Imprensa operária Formação cultural e de consciência de classe
    Estimular círculos de leitura
    Despertar entusiasmo, unidade e coesão das massas
    Imprensa burguesa  Defesa de um sistema econômico e de valores da classe dominante
  • Algumas experiências de Gramsci
    Avanti! – “em plena sociedade mercantil, o princípio antimercantil, que impunha a sinceridade e a verdade” (Os leitores, em Os Intelectuais)
    L’Ordine Nuovo (1919, influência da revolução russa)  Conselhos de Fábrica
    Escola de cultura do L’Ordine Nuovo
  • Ascensão do Fascimo na Itália (1921)
    L’Ordine Nuovo  análise da crise econômica política da Itália; organização da classe para a democracia; formação de dirigentes.
    Cultura como uma dimensão política
    Com a consolidação do fascismo, “a tarefa que se impunha dessa nova edição era refletir sobre a situação dos trabalhadores sob a dominação fascista, retomar o trabalho de educação política analisando as possibilidades reais de ação autônoma e de discussão dos problemas organizativos em um sistema reacionário”
  • Educação para além do capital
  • Dimensão estratégica da educação
    Batalha das ideias
    Espaços de mediações entre a economia e o Estado: Partidos, sindicatos, imprensa e escola.
    “Gramsci olha para a educação como um homem político” – programa educacional, métodos e práticas
    Centro unitário de cultura  consciência política
    Princípio da unidade entre trabalho intelectual e trabalho industrial
  • István Mészaros
    Fórum Mundial de Educação, 2004
    “Educação não é um negócio. Não deve qualificar para o mercado, mas para a vida”
    “Educar é, citando Gramsci, colocar o fim à separação entre homo faber e homo sapiens, é resgatar o sentido estruturante da educação e de sua relação com o trabalho, as suas possibilidades criativas e emancipatórias”
    “Desde muito pequeno tive de interromper a minha educação para ir à escola” – Garcia Márquez
  • Paulo Freire
    O protagonismo humano é fundamental no processo de transformação da sociedade
    Contexto latino na escrita de “Pedagogia do oprimido”
    o papel das lideranças revolucionárias na organização e união dos oprimidos ( a co-laboração, a desideologização)
    “unidade entre o trabalho manual e o trabalho intelectual; entre prática e teoria”
  • “Segundo Freire, é necessário que a classe trabalhadora reveja ou reconheça aquilo que já conhece. Nessa perspectiva, a ação revolucionária tem como ponto de partida a percepção que os trabalhadores estão tendo do mundo. Não obstante, não se reduz a esse momento. Para além dos saberes socialmente construídos, é direito dos trabalhadores conhecerem aquilo que não conhecem; em outras palavras, participarem da produção do novo conhecimento. Este processo, por sua vez, vincula-se dialeticamente à participação na produção da vida material (produzir o que, para quem, contra quem e contra quê?).”
  • O poema pedagógico
    Makarenko e o desafio da colônia Gorki: o novo homem
    Coletividade e trabalho
    Disciplina e família
    "Nunca mais ladrões nem mendigos: somos os dirigentes.”
    “Por um lado elas estão privadas de todos os beneficios do desenvolvimento humano e, por outro, são excluídas das soluções salvadoras, pela simples razão da sua luta pela sobrevivência”
  • "O mais desagradável dos diálogos é aquele em que o interlecutor que tem o poder para decidir joga com a teoria, acreditando que a teoria determina a realidade” - Makarenko
    “A cabeça pensa onde os pés pisam” - Freire