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Aula 4 - M

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  • 1. MECANISMOS DA PATOGENIA BACTERIANA
    Ana Claudia Souza Rodrigues
    2011
  • 2. O CORPO HUMANO FORNECE AS BACTÉRIAS
    CALOR
    UMIDADE
    ALIMENTO
  • 3. DEFINIÇÕES
    PATÓGENO
    HOSPEDEIRO
    PATÓGENO COMENSAL
    PATÓGENO OPORTUNISTA
    INFECÇÃO COLONIZAÇÃO
  • 4. DOENÇA E INFECÇÃO
    Fatores:
    Tamanho do inóculo e patogenicidade da cepa
    Da resposta imunológica do paciente
    Sinais e sintomas determinados pela agressão ao tecido afetado (produção de citocinas, toxinas)
  • 5. ENTRADA DE MICRORGANISMOS
    INGESTÃO
    INALAÇÃO
    TRAUMATISMO
    PUNÇÃO SANGUÍNEA
    TRANSMISSÃO SEXUAL
    PICADA DE INSETOS
  • 6.
  • 7. PATOGENIA X DOENÇA
    Patogenia
    s.f. Exame e pesquisa do mecanismo pelo qual os agentes mórbidos provocam as doenças. O mesmo que patogênese, patogenesia.
    modo como os agentes etiopatogénicos agridem o nosso organismo e os sistemas naturais de defesa reagem, surgindo mesmo assim, lesões e disfunções das células e tecidos agredidos, produzindo-se a doença. A patogênese também relaciona-se com as defesas do nosso organismo.
  • 8. PATOGENIA X DOENÇA
    Doença
    Distúrbios de funções de um órgão. Ausência de bem estar.
    Virulência
    Capacidade, poder de invasãode um microorganismo causador de doenças. Capacidadede infectar um organismo e provocar a doença.
  • 9. INVADIR ADERIR  COLONIZAR  OBTER NUTRIENTES  EVADIR DA RESPOSTA IMUNE (produção de citocinas, toxinas e enzimas)
    BACTÉRIAS EM AMBIENTE FAVORÁVEL
  • 10. MECANISMOS DE VIRULÊNCIA BACTERIANA
  • 11. Barreiras físicas
    PELE – Bactérias, pH5,5, presença de ác. Graxos.
    Quebra de barreiras – mudança de pH, cortes.
    MUCOSAS – Película protetora de mucina, células ciliadas - barreira menos potente
  • 12. SISTEMA RESPIRATÓRIO
    Função - facultar ao organismo uma troca de gases com o ar atmosférico, assegurando permanente concentração de oxigênio no sangue e em contrapartida servindo como via de eliminação de gases residuais, que resultam dessas reações e que são representadas pelo gás carbônico. 
    O trato respiratório superior é formado por órgãos localizados fora da caixa torácica: nariz externo, cavidade nasal, faringe, laringe e parte superior da traquéia.
  • 13. SISTEMA RESPIRATÓRIO
    O trato respiratório inferior consiste em órgãos localizados na cavidade torácica: parte inferior da traquéia, brônquios, bronquíolos, alvéolos e pulmões. As camadas das pleura e os músculos que formam a cavidade torácica também fazem parte do trato respiratório inferior. As vias aéreas são revestidas por muco, uma substância lisa, aderente e gelatinosa que atua como barreira protetora e pode capturar corpos estranhos inalados. Os movimentos dos cílios (finos filamentos das células que revestem as vias aéreas) transportam então o muco com os corpos estranhos em direção à faringe (garganta), onde normalmente é deglutido. Obstruções maiores das vias aéreas causam uma irritação que desencadeia tosse com o fim de expelir a matéria obstrutiva.
  • 14. TRATO GASTROINTESTINAL
    Movimentos peristálticos, muco, pH, vômitos e diarréias
  • 15. TRATO GENITOURINÁRIO
    LAVAGEM CONSTANTE COM URINA
    Uretra – canal pequeno
    Vagina – pH 5,0, muco e ação de estrógenos.
  • 16. EPITÉLIO CONJUNTIVO CORNEAL
    Lubrificação contínua
  • 17. RESPOSTA INATA E ADAPTATIVA
    Sistemas imunes inato e adaptativo funcionam na proteção de organismos invasores.
    O sistema imune adaptativo requer algum tempo para reagir contra um organismo invasor, enquanto que o sistema imune inato inclui sistemas de defesa que, em sua maior parte, estão constitutivamente presentes e prontos para serem mobilizados em uma infecção.
    O sistema imune adaptativo é específico para um antígeno e reage somente contra o organismo que induz a resposta. Em contraposição, o sistema imune inato não é específico para um antígeno e reage da mesma maneira para uma variedade de organismos.
    O sistema adaptativo possui memória imunológica. Ele “lembra” que já encontrou um organismo invasor e reage mais rapidamente à exposição subseqüente do mesmo organismo. Ao contrário, o sistema imune inato não possui memória imunológica.
  • 18. INVASÃO
    Substâncias da superfície da bactéria estimulam o sistema imune (IL-1, IL-6 e TNF). Estes podem proteger o indivíduo ou causar sintomas e a sepse.
    Bactérias oportunistas – aproveitam vulnerabilidade do paciente
    Quando a microbiota pode causar infecção?
  • 19. DESTRUIÇÃO TISSULAR
    Entrada do microrganismo – barreiras fisiológicas (pele, mucosas, epitélio ciliado, lisozima).
    BGN – resistentes a lisozima – por isso conseguem atuar no intestino
    Crescimento bacteriano  produção de gases, toxinas e ácidos. Produção de enzimas degradativas.
  • 20. DESTRUIÇÃO TISSULAR
    C. perfringes – microbiota digestiva – causador de gangrena em tensão de O2.
    Estafilococos – hialuronidase, fibrinolisinae lipases.
    Estreptococos – estreptolisinasS e O, hialuronidases, DNAses e estreptocinases.
  • 21. INFECÇÃO
    SINAIS E SINTOMAS – Determinado pela função do tecido afetado.
    RESPOSTAS SISTÊMICAS – Ação de citocinas e toxinas produzidas pela resposta a infecção.
    INFECÇÕES DO SNC SÃO SEMPRE GRAVES?
  • 22. PATOGENICIDADE
    FATORES DE COLONIZAÇÃO:  Adesinas, invasinas, evasinas e fatores nutricionais.
    FATORES DE LESÃO: Exotoxinas e endotoxinas.
    Atuam na membrana ou dentro da célula – enzimas q se ligam a receptores
    Parte integrande da parede bacteriana (Ex: LPS)
  • 23. TOXINAS - Componentes bacterianos
    S. aureus (toxinas entéricas – A a G)– 2 horas
    ENDOTOXINAS – Só são liberados quando há lise do antígeno, são formados por componentes integrantes das bactérias. Só produzido por Gram negativas, podem levar a CIDV, sepse e choque.
    LPS (porção lip. A) – poderoso ativador de fase aguda (liberam IL-1, IL-6 e TNF e ativam Linfócitos B)
    - PAMP (Padrões moleculares associados a patógeno) se unem a toll (TLRec) das células mielóides.
    ANTÍGENO (PAMP)
    CÉLULAS MIELÓIDES
    Rec. Cél T - toll
    Peptideoglucano, ác. Teicóico e lipoteicóico resposta pirógena de fase aguda.
  • 24. EXOTOXINAS – Substância química solúvel liberada para a corrente sanguínea pela bactéria – Dímeros. Ex: Toxinas liberadas pelo C. tetanii
    SUPERANTÍGENOS – ativam linfócitos T se unindo ao receptor e ao complexo de histocompatibilidade principal.
    IL-1 e IL-2  destruição de LT.
    Ex: toxina del síndrome del shock tóxico por S. aureus, enterotoxinas estafilocócicas e toxina A e C de S. pyogenes.
  • 25. FATORES DE VIRULÊNCIA
    CÁPSULA – Inibe a fagocitose, protege ao ressecamento (água e fonte de nutrientes)
    S. pyogenes, se compõe de ácido hialurónico, imita tecidoconectivo humano.
    S. pneumoniae, N. meningitidis
  • 26. FLAGELOS, FIMBRIAS E PILI
    Flagelos – estruturas longas, delgadas e rígidas (mobilidade).
    Pili– fímbria sexual, menos rígida (transferência genética).
    Fímbrias – apêndices proteicos (adesão).
  • 27. Outros exemplos de fatores de virulência
    E. coli(pielonefritis) - fimbria P.
    Streptococcuspyogenes– ácido lipoteicoico e proteína F + fibronectina.
    Shigella, Salmonellae Yersinia- fimbrias que se unem a células M do cólon.
    Podem atravessar a mucosa e causar infecção sistêmica
  • 28. SISTEMA DE SECREÇÃO TIPO III
    20 proteínas formam uma seringa que auxilia a secreção dos fatores de virulência.
    Yersinia, Salmonella, Shigella, Escherichiaenteropatogênica, Pseudomonas, Chlamydia
  • 29. EXEMPLOS DE FUGA DO SISTEMA IMUNE
    N. gonorrhoeae– modifica a estructura de antígenos de superficie para iludir os Acs e produzprotease que degrada a IgA.
    Streptococcuspyogenes – destróiC5a do complemento.
    Estafilococos produzem catalase – reduz sistema mieloperoxidase. Apósfagocitose a bactéria utiliza a célula para se proliferar.
  • 30. EXEMPLOS DE FUGA DO SISTEMA IMUNE
    S. aureus- produz coagulase - convertefibrina en fibrinogenio - barrera tipo coágulo;
    M. tuberculosis- capaz de sobreviver criando umgranuloma – bactéria pode subsistir durante toda a vida do individuo infectado.
  • 31. BIOFILMES
    BIOFILMES – Associação de microrganismos aderidos à superfícies. Ecossistema estruturado, dinâmico e coordenado através de matriz exopolissacarídica.
    BIOFILMES – Infecções recorrentes. Podem ser 1000X MAIS RESISTENTES que formas solitárias.
  • 32. QUORUM-SENSIG
    Processo de comunicação intra e inter espécies microbianas, que permite aos microrganismos apresentarem alterações fenotípicas marcantes quando estes se encontram em altas densidades populacionais.
    “A bactéria percebe quando outra está nas redondezas.”
  • 33. COMO IDENTIFICAMOS ESTAS BACTÉRIAS PARA DETERMINAR INFECÇÃO OU COLONIZAÇÃO?
  • 34. PODEMOS USAR REAÇÕES SIMPLES
    CATALASE – H2O2
    OXIDASE
    AGLUTINAÇÃO EM LATEX
    TESTES PYR
    COAGULASE
  • 35. ...E ASPECTOS DAS COLÔNIAS
  • 36. ...PODEM SER TESTADOS EM PLACAS
  • 37. ...E TAMBÉM TESTES BIOQUÍMICOS EM TUBOS
  • 38. E PARA SABER QUAL ANTIBIÓTICO USAR?
  • 39. Quando e porquê realizar o antibiograma?
    • Isolado PRECISA SER TRATADO
    • 40. NÃO SABEMOS QUAL A SENSIBILIDADE
    • 41. Pode ser resistente
    • 42. Precisa de Orientação terapêutica
  • TESTE DE SENSIBILIDADE AOS ANTIMICROBIANOS
    METODOLOGIAS
    Avaliação QUALITATIVA
    • DISCO DIFUSÃO EM ÁGAR (Kirby e Bauer, 1966)
    Avaliação QUANTITATIVA
    • DILUIÇÃO EM CALDO
    Macrodiluição
    Microdiluição
  • TESTE DE SENSISIBILIDADE AOSANTIBIÓTICOS
    Padronização
    • Controle de qualidade dos itens:
    meios
    pH
    temperatura
    incubação
    discos (Cepas ATCC)
  • 45. Teste de sensibilidade aos antimicrobianos
    Bactéria e Preparo do Inóculo
    • Suspensão direta
    • 46. Método de crescimento
    0,5 McFarland 1a 2x108 UFC/mL
  • 47. TSA - ANTIBIOGRAMA
    PEGAR AS COLÔNIAS
    AJUSTAR NA SALINA A 0,5 MCFARLAND (15 MIN PARA ESTABILIZAR)
    COLOCAR O SWAB E TIRAR O EXCESSO NA PAREDE DO TUBO
    ABRIR A PLACA DE MH
    PASSAR O SWAB DE FORMA DELICADA COM ESTRIAS BEM PRÓXIMAS EM 3 DIREÇÕES DIFERENTES (NÃO ULTRAPASSAR 15 MINUTOS PARA INCUBAR)
    ANOTAR O HORÁRIO E INCUBAR.
  • 48. TESTE DE SENSIBILIDADE AOS ANTIMICROBIANOS
    Inóculo - Suspensão direta
    • 3 a 5 colônias 4 a 5 mL de salina
    • 49. Ajustar a turbidez
    0,5 McFarland
    1 a 2 x 108 UFC/mL
    • Estabilizar 15 min.
  • Confirme a Diferença!
  • 50. Cuidado na distribuição do inóculo
    Inadequado
    Adequado
  • 51. TESTE DE DIFUSÃO EM ÁGAR
    Aplicação dos discos
    • Bateria pré determinada
    • 52. Aplicar e pressionar o disco
    • 53. Aplicar no máximo
    12 discos na placa de 150mm
    5 discos na placa de 90mm
    • Inverter a placa e incubar 15 minutos após a aplicação
  • TESTE DE DIFUSÃO EM ÁGAR
    Incubação
    • Temperatura 33 a 35oC
    • 54. Atmosfera atm ambiente
    exceção Haemoplilus spp., N. gonorrhoeae
    e estreptococos:  CO2
    Obs.
    • P/ S. maltophilia, B. cepacea, Streptococcus spp, Leitura de OXA e VAN para Staphylococcus – 20 a 24h de incubação
  • TESTE DE DIFUSÃO EM ÁGAR
    Princípio do método
  • 55. TESTE de MACRODILUIÇÃO
    g/mL
    100 50 25 12.5 6.25 3.12 .16 .8 .4 controle
    Método quantitativo MIC
    É a menor concentração da droga que inibe completamente o crescimento bacteriano.
  • 59. MIC
    g/mL
    100 50 25 12.5 6.25 3.12 .16 . 8 .4 controle
    • • •
    • • •
    • • • •
    • • • • •
    • • • •
    MBC
    Concentração Bactericida Mínima
    MACRODILUIÇÃO
  • 60. Etest
    Princípio do método
  • 61. Interpretação do Etest
  • 62. Interpretação do Etest
  • 63. TESTE DE SUSCEPTIBILIDADE AOS ANTIMICROBIANOS
    O que testar?
    Como interpretar?
  • 64. “CLSI”
    • Recomendações na escolha dos antimicrobianos
    • 65. Padronização das técnicas
    • 66. Critérios para a interpretação dos resultados
    • 67. Parâmetros para o controle qualidade do teste.
  • Interpretação do Resultado
    Susceptível (S)
    A categoria susceptível implica que a infecção causada pela cepa bacteriana isolada pode ser adequadamente tratada com a dosagem do antimicrobiano recomendada para o tipo de infecção e o agente infeccioso.
    Desde que não haja contra indicação.
  • 68. Interpretação do Resultado
    Intermediária (I)
    A categoria intermediária inclui isolados cujos MICs são próximos aos do sangue e tecidos. Ela permite a aplicabilidade do antimicrobiano em infecções em sítios onde as drogas são fisiologicamente concentradas ou quando doses maiores podem ser utilizadas.
  • 69. Interpretação do Resultado
    Resistente (R)
    A categoria resistente inclui isolados que não são inibidos pelas concentrações usuais do antimicrobiano na dosagem padrão e/ou falha quando um específico mecanismo de resistência é expressado.
  • 70. ANTIBIÓTICOS
    BETA-LACTÂMICOS – PENICILINAS (AMP, PEN, AMO), CEFALOSPORINAS (CFL, CFZ, Cefuroxima, Cefaclor,CAZ, CRO, CTX, CPm,Ceftobiprole) MONOBACTANS (ATM) E CARBAPENENS (IPM, MER e ERT)
    FLUORQUINOLONAS (CIP, LEV, NOR, OFL)
    AMINOGLICOSÍDEOS (AMI, GEN)
    MACROLÍDEOS (ERI, AZI, CLAR)
    GLICOPEPTÍDEOS (VAN, TEC)
    OUTROS (POL, LZD, CLO, TET)
  • 71.
  • 72. Responda
    Explique a diferença de patogenia, doença e virulência.
    Como o sistema respiratório pode representar uma barreira para os patógenos?
    Qual a diferença de endotoxinas e exotoxinas e superantígenos?
    Como a cápsula protege o microrganismo?
    O que são Biofilmes?
    O que é o MIC? Como é feito?
    Cite 2 classes de antibióticos e onde agem?
  • 73. FIM

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