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Aula 1 - B Presentation Transcript

  • 1. Coleta de Amostras Biológicas no setor de BIOQUÍMICA ANA CLAUDIA SOUZA RODRIGUES
  • 2. Material Biológico (Amostras):
    • Líquidos
    • Secreções
    • Excreções
    • Fragmentos de tecido
    • Mais utilizados: sangue e urina
  • 3. COLETA DE SANGUE
    • INTRUÇÕES GERAIS
    • O jejum recomendado é de 10 a 14 horas. É livre a ingestão de água.
    • As amostras para análise devem ser coletadas na primeira parte da manhã.
    • Convém que o paciente ao chegar ao laboratório seja acalmado e que descanse por alguns minutos.
    • Exercícios físicos devem ser evitados antes da coleta.
  • 4. COLETA DE SANGUE
    • FORMAS DE COLETA :
      • Agulha e seringa estéreis e descartáveis.
      • Lanceta estéril e descartável.
      • Coleta a vácuo.
  • 5. COLETA DE SANGUE
    • SORO
    • PLASMA
      • HEMOLISADO
      • LIPÊMICO
      • ICTÉRICO
  • 6. COLETA DE SANGUE
    • O PROBLEMA DA HEMÓLISE
    • A ruptura de hemácias libera hemoglobina e altera os resultados de alguns exames.
    • A ruptura de uma pequena quantidade de hemácias é praticamente inevitável e não causa hemólise visível.
    • Na grande maioria das determinações a hemólise causa aumento ou diminuição na taxa de elementos no plasma ou no soro que estão sendo dosados.
    • Alguns cuidados:
      • Após a anti-sepsia do local de coleta, deixar evaporar totalmente o anti-séptico.
      • Usar o garrote o menor tempo possível.
      • Não mover a agulha durante a coleta.
  • 7. COLETA DE SANGUE
    • Obtenção de sangue :
      • Punção Venosa
      • Punção Arterial
  • 8. COLETA DE SANGUE
    • PUNÇÃO VENOSA
    • Sangue venoso que circula da periferia para o centro do sistema circulatório.
    • A coleta é feita com agulhas e seringas estéreis e descartáveis ou por meio de tubos com vácuo adaptados a agulhas estéreis, com ou sem anticoagulantes.
    • Preferência pelas veias intermediárias cefálica e basílica em adultos e crianças maiores.
    • Outras opções: veias jugulares, veia femoral, seio sagital superior,etc.
  • 9. COLETA DE SANGUE
    • PUNÇÃO VENOSA
    • Veias da Dobra do Cotovelo
      • 1. Retirar a agulha da embalagem estéril e acoplar à seringa estéril, deixando na própria embalagem estéril pronta para ser usada.
      • 2. Colocar um garrote ao redor do braço do paciente, acima da dobra do cotovelo. Verificar o pulso para garantir que a circulação arterial não foi interrompida.
      • 3. O paciente deve abrir e fechar a mão várias vezes para aumentar a circulação venosa.
      • 4. Pela inspeção e palpação determinar a veia a ser puncionada, que deve ser calibrosa e firme.
      • 5. Desinfetar a pele sobre a veia selecionada, com álcool a 70% e deixar secar.
      • 6. Não tocar o local a ser puncionado, nem deixar que o paciente dobre o braço.
      • 7. O paciente, agora, deve permanecer com a mão fechada.
  • 10. COLETA DE SANGUE
    • PUNÇÃO VENOSA
    • Veias da Dobra do Cotovelo
      • 8. Pegar a seringa colocar o dedo sobre o mandril da agulha, para guiá-la durante a introdução na veia.
      • 9. Esticar a pele do cotovelo, com a outra mão, uns 5 cm abaixo do local da punção, mas sem tocá-lo.
      • 10. Introduzir a agulha na pele ao lado da veia que vai ser puncionada, paralelamente a ela, e, lentamente, penetrar em seu interior.
      • 11. O sangue deverá fluir espontaneamente para dentro da agulha ou, então, deve-se puxar lentamente o êmbolo, para verificar se a agulha está na veia e, em seguida, retirar o sangue necessário.
      • 12. Soltar o garrote, retirar a agulha e colocar um pedaço de algodão seco no local.
      • 13. Retirar a agulha e transferir o sangue coletada para os tubos com ou sem anticoagulantes, de acordo com o exame solicitado, escorrendo lentamente o sangue, sem formar espuma.
      • 14. Tubos com anticoagulantes devem ser invertidos, várias vezes, lentamente.
  • 11. COLETA DE SANGUE
    • PUNÇÃO VENOSA
    • Veias do Dorso da Mão
      • Em pacientes obesos, cujo acesso às veias do cotovelo é mais difícil, essas veias da mão são por vezes mais calibrosas.
      • São extremamente móveis em relação aos tecidos circunjacentes, o que dificulta a penetração da agulha em seu interior.
      • A perfuração é mais dolorosa e a hemostasia mais demorada, geralmente formando hematomas.
  • 12. COLETA DE SANGUE
    • PUNÇÃO VENOSA
    • Veia Jugular Externa
      • Imobilização do paciente (principalmente crianças), em posição inclinada, com a cabeça em nível inferior ao tronco.
      • Roda-se a cabeça para o lado oposto ao da punção, o que permite visualizar a veia.
      • Provoca-se o choro em crianças, para que aumente a estase venosa. Se adulto, deve ficar assoprando com a boca e nariz fechados.
      • A agulha deve penetrar diretamente sobre a veia que nessa região é bem superficial.
      • Após a punção, manter o paciente sentado e com algodão ou gaze fazer compressão demorada.
  • 13. COLETA DE SANGUE
    • PUNÇÃO VENOSA
    • Veia Femoral
      • Somente quando todas as outras opções falharam.
      • Palpa-se o pulso femoral, ao nível da prega inguinal e punciona-se logo abaixo do ligamento inguinal, para dentro da artéria pulsátil.
      • A agulha deve penetrar em posição vertical, até tocar a parte óssea. Lentamente deve ser retirada, fazendo-se pressão negativa na seringa, até se conseguir obter fluxo de sangue.
      • Após a coleta comprimir o local durante alguns minutos.
  • 14. COLETA DE SANGUE
    • PUNÇÃO VENOSA
    • Cordão Umbilical
    • Imediatamente após o nascimento do bebê, o cordão umbilical é preso com pinça e cortado.
    • Para recolher o sangue do cordão, outra pinça é colocada a 20 ou 25 centímetros da primeira, a seção isolada é cortada e a amostra do sangue coletada dentro de um tubo de amostra.
    • O exame é realizado para avaliar:
      • Gases sanguíneos
      • pH do tecido fetal
      • Nível respiratório
      • Hemograma completo
      • Bilirrubina
      • Glicose
      • Hemocultura (se houver suspeita de infecção)
      • Armazenamento de células-tronco
  • 15. COLETA DE SANGUE
    • PUNÇÃO ARTERIAL
    • Sangue arterial é o sangue oxigenado pelos pulmões e bombeado do coração para todos os tecidos. É essencialmente uniforme em sua composição
    • São utilizadas a artéria femoral, a artéria radial ou a artéria braquial.
    • Estudo da gasometria sanguínea.
    • Através da amostra de sangue arterial, o laboratório pode determinar as concentrações de oxigênio e de dióxido de carbono, assim como a acidez do sangue, que não pode ser mensurada em uma amostra de sangue venoso.
    • O exame é utilizado para avaliação de doenças respiratórias e de outras condições que afetem os pulmões. O exame é usado também para determinar a eficiência da terapia com oxigênio. O componente ácido-base do exame também fornece informações a respeito do funcionamento dos rins.
  • 16. COLETA DE SANGUE
    • PUNÇÃO ARTERIAL
    • Obter seringa para gasometria, heparinizada.
    • O paciente deve repousar por 30 minutos.
    • O local da punção pode ser anestesiado com Xilocaína 1-2%.
    • Realizar anti-sepsia com iodo-povidona e álcool a 70%. Deixar secar.
    • Palpar a artéria com luvas e puncioná-la em ângulo de 30º a 90º.
    • Coletar cerca de 2 ml de sangue. Remover agulha e seringa.
    • Aplicar pressão ao local puncionado com gaze estéril de 5-15minutos.
    • Retirar o ar da seringa e vedá-la com borracha. Agitar a amostra.
    • Imediatamente colocar a amostra imersa em gelo.
  • 17. COLETA DE SANGUE
    • PUNÇÃO ARTERIAL
    • pH - Avaliar o pH para determinar se está presente uma acidose ou uma alcalose. O desequilíbrio ácido-básico é atribuído a distúrbios ou do sistema respiratório (PaCO 2 ) ou metabólico. Normal de 7,35 a 7,45
    • PaO 2 - A PaO 2 exprime a eficácia das trocas de oxigênio entre os alvéolos e os capilares pulmonares. Normal de 80 a 100mmHg.
    • PaCO 2 - A pressão parcial de CO 2 do sangue arterial exprime a eficácia da ventilação alveolar. Se a PaCO 2 estiver menor que 35 mmHg, o paciente está hiperventilando, e se o pH estiver maior que 7,45, ele está em Alcalose Respiratória. Se a PCO 2 estiver maior que 45 mmHg, o paciente está hipoventilando, e se o pH estiver menor que 7,35, ele está em Acidose Respiratória.
    • HCO 3 - As alterações na concentração de bicarbonato no plasma podem desencadear desequilíbrios ácido-básicos por distúrbios metabólicos. Se o HCO 3 - estiver maior que 28 mEq/L com desvio do pH > 7,45, o paciente está em Alcalose Metabólica. Se o HCO 3 - estiver menor que 22 mEq/L com desvio do pH < 7,35, o paciente está em Acidose Metabólica.
  • 18. COLETA DE SANGUE
    • PUNÇÃO ARTERIAL
    • Fatores que afetam os resultados:
      • Rejeitar amostra coagulada OU hemolisada;
      • Transportar a amostra para o laboratório, a fim de processá-la dentro de 15 minutos.
      • Se o paciente está sendo submetido à aspiração endotraqueal ou à terapia respiratória, a amostra deve ser colhida pelo menos 20 minutos após o procedimento;
      • A não expulsão do ar da seringa de gasometria resultará em falsa elevação da PaO 2 ou falsa redução da PaCO 2 ;
      • A não imersão da amostra em gelo pode resultar em redução do pH e da PaO 2 ;
      • A não expulsão da heparina da seringa antes da coleta da amostra pode resultar em redução do pH, PaCO 2 e PaO 2.
  • 19. COLETA DE SANGUE
    • PUNÇÃO CAPILAR
    • Utilizado na hematologia, em pesquisa de hemoparasitos, na coleta de amostras para execução de microtécnicas e em provas de coagulação.
    • É uma mistura de sangue venoso e arterial, mas o sangramento é principalmente arterial.
    • O sangue capilar é obtido através da pele.
    • Especialmente em pacientes pediátricos.
    • Punção da pele:
      • Superfície póstero-lateral do calcanhar, em crianças até 1 ano de idade.
      • Na polpa do 3º ou 4º dedo da mão.
      • Lóbulo da orelha.
  • 20. COLETA DE SANGUE
    • PUNÇÃO CAPILAR
    • Nunca:
      • Em local edematoso.
      • Massagear antes.
      • Espremer.
    • Pode:
      • Aquecer previamente com compressas quentes.
    • Sempre:
      • Limpar com álcool a 70%.
      • Desprezar a primeira gota.
  • 21. COLETA DE SANGUE
    • ANTICOAGULANTES
    • Quando necessita-se de sangue total ou plasma para algumas análises usam-se anticoagulantes.
    • Em geral, interferem no mecanismo de coagulação in vitro , inibindo a formação da protrombina ou da trombina.
    • Os mais usados são:
      • EDTA (ácido etileno-diamino-tetra-acético) – determinações bioquímicas e hematológicas
      • Heparina – provas bioquímicas
      • Oxalatos – provas de coagulação
      • Citratos – provas de coagulação
      • Polianetol-sulfonato de sódio – hemoculturas
  • 22. Ação dos Anticoagulantes
    • Contato com XII
    • vidro XI
    • Heparina
    • VIII
    • X
    • V
    • Plaquetas, Ca +2
    • EDTA Heparina Fibrinogênio
    • Oxalatos Citratos Fibrina Frouxa
    • Fluoreto
    • Fibrina Firme
  • 23. COLETA DE SANGUE
    • Tubos com vácuo:
      • VERMELHO
      • Sem anticoagulante.
      • Obtenção de soro para bioquímica e sorologia.
      • Exemplo de testes:
        • Creatinina
        • Glicose
        • Uréia
        • Colesterol
        • Pesquisa e identificação de anticorpos e ou antígenos no soro.
  • 24. COLETA DE SANGUE
    • Tubos com vácuo:
      • LAVANDA
      • Com anticoagulante EDTA sódico ou potássico
      • EDTA liga-se aos íons cálcio, bloqueando assim a cascata de coagulação
      • Obtém-se assim o sangue total para hematologia
      • Testes:
        • Eritrograma
        • Leucograma
        • Plaquetas
  • 25. COLETA DE SANGUE
    • Tubos com vácuo:
      • VERDE
      • Paredes internas revestidas com heparina.
      • Produção de uma amostra de sangue total.
      • Estabilização por até 48 horas.
      • Testes bioquímicos.
  • 26. COLETA DE SANGUE
    • Tubos com vácuo:
      • AZUL
      • Contém citrato de sódio
      • Anticoagulante utilizado para a obtenção de plasma para provas de coagulação:
        • Tempo de Coagulação
        • Retração de Coágulo
        • Tempo Parcial de Tromboplastina
        • Tempo de Protrombina
  • 27. COLETA DE SANGUE
    • Tubos com vácuo:
      • PRETO
      • Os tubos para VHS
      • Contêm solução tamponada de citrato trissódico
      • Utilizados para coleta e transporte de sangue venoso para o teste de sedimentação.
  • 28. COLETA DE SANGUE
    • Tubos com vácuo:
      • AMARELO
      • Tubos para tipagem sangüínea
      • Com solução de ACD (ácido citrato dextrose)
      • Utilizados para teste de tipagem sangüínea ou preservação celular
  • 29. COLETA DE SANGUE
    • Tubos com vácuo:
      • CINZA
      • Tubos para glicemia
      • Contêm um anticoagulante e um estabilizador, em diferentes versões:
        • EDTA e fluoreto de sódio
        • oxalato de potássio e fluoreto de sódio
        • heparina sódica e fluoreto de sódio
        • heparina lítica e iodoacetato
      • Ocorre inibição da glicólise para determinação da taxa de glicose sanguínea
  • 30. COLETA DE SANGUE
    • Tubos com vácuo:
      • ROSA
      • Tubos para provas de compatibilidade cruzada
      • Duas versões:
        • Com ativador de coágulo » Provas cruzadas com soro.
        • Com EDTA » T estes com sangue total.
  • 31. COLETA DE SANGUE
    • Tubos com vácuo:
      • ROYAL
      • Três versões:
        • Sem aditivo
        • Com heparina sódica
        • Com ativador de coágulo
      • Utilizados para testar traços de elementos metálicos, como: Cu, Zn, Pb, etc .
  • 32. COLETA DE SANGUE
    • HEMOCULTURA
    • É realizada quando se suspeita de uma infecção no sangue (bacteremia ou septicemia) com presença de febre, calafrios, pressão sangüínea baixa ou outros sintomas.
    • Neste exame é importante que a amostra de sangue não seja contaminada por organismos na pele ou instrumental utilizado na preparação do exame.
    • Uma rigorosa técnica de anti-sepsia é seguida para obter e preparar o espécime.
    • O sangue é colhido de uma veia, geralmente da prega do cotovelo ou dorso da mão.
    • A cultura é examinada para detectar a presença de microorganismos durante vários dias. Se os organismos estiverem presentes, outras culturas podem ser realizadas para identificar os organismos .
  • 33. COLETA DE URINA
    • EXAME DE URINA DE 24 HORAS
    • 1. Alimentação normal.
    • 2. Pela manhã, ao acordar, esvaziar completamente a bexiga e desprezar a urina. Marcar a hora exata (p.ex.: 8 horas da manhã).
    • 3. Daí em diante colher as urinas produzidas durante o dia e a noite, juntando-as em um ou mais frascos limpos ou frascos produzidos pelo laboratório (3 litros). Mantê-los no refrigerador e ao abrigo da luz.
    • 4. A - Pela manhã do dia seguinte, exatamente 24 horas após a hora em que foi desprezada a urina do começo da prova, colher toda a urina da bexiga, em frasco separado, rotulando-o “Primeira urina da manhã, data...”
    • B - Após 24 horas exatamente, colher todo a urina e juntar com as outras.
    • 5. Enviar todas as urinas para o laboratório imediatamente.
  • 34. EXAME DE URINA
    • SOLICITAÇÕES ESPECIAIS
    • Taxa de excreção de aldosterona urinária de 24 horas
    • Porfirinas na urina
    • Amilase na urina
    • Mioglibina na urina
    • Cobre na urina de 24 horas
    • Nitrogênio da uréia na urina
    • Osmolalidade da urina
    • Exame de concentração da urina
    • Creatinina na urina
    • Proteína na urina de 24 horas
    • Cortisol na urina
    • Cálcio na urina
    • Exame de Norepinefrina na urina
    • Exame de dopamina na urina
    • Exame de adrenalina na urina
    • Exame de epinefrina na urina
    • Exame urinário de ácido cítrico
    • Eletrólitos na urina
    • Sódio na urina
    • Potássio na urina
    • Ácido úrico na urina
    • Urocultura
    • Cultura de urina (amostra cateterizada)
    • Exame de citologia da urina
    • Estriol na urina
    • Aminoácidos na urina
    • Hemoglobina na urina
  • 35.
    • Coleta de Amostras Biológicas: Sangue e Urina
    • Collection of Biological Specimen: Blood and Urine
    • Palavras-chave: amostras biológicas; coleta; laboratório
    • Keywords: biological specimen; collection; laboratory
    • ______________________________________________________________
    • Referências Bibliográficas
    • Moura, Roberto A de Almeida. Colheita de Material para Exames de Laboratório . São Paulo: Atheneu, 1987, p.29-76.
    • Motta, Valter T. Bioquímica Clínica para o Laboratório . 4 ed. Porto Alegre: Editora Médica Missau, 2003, p. 43-55.