TOXOPLASMOSE CONGÊNITA Apresentadores Amanda Thomé Aredanna Furquim Semana Severino Sombra – Liga de Neonatologia
A toxoplasmose <ul><li>Toxoplasmose é uma infecção causada pelo parasita Toxoplasma gondii.  </li></ul><ul><li>Na grande m...
A infecção <ul><li>O  Toxoplasma Goondi  pode ser encontrado em carne mal-cozida, ovos crus e leite não pasteurizado. Gato...
 
Como avaliar? <ul><li>Toda mulher que esteja planejando engravidar deverá ser submetida a testes sorológicos da toxoplasmo...
Como ocorre <ul><li>A toxoplasmose congênita ocorre apenas quando as mulheres apresentam a infecção ativa durante a gestaç...
E o período? <ul><li>Quando a mãe é infectada entre 10 e 24 semanas de gestação, o risco de seqüelas importantes para o re...
Toxoplasmose congênita <ul><li>Aproximadamente 40% dessas mulheres, se não tratadas, transmitirão a infecção </li></ul><ul...
Toxoplasmose congênita <ul><li>No Brasil, entre 25 e 40% das gestantes são soronegativas para a toxoplasmose. O risco de i...
Formas: ciclo evolutivo <ul><li>Taquizoíto (a forma invasiva encontrada na infecção aguda) </li></ul><ul><li>Cisto (contém...
Toxoplasmose congênita taquizoítos Cisto tecidual Oocisto imaturo Oocisto maduro
Toxoplasmose congênita
<ul><li>Transmissão </li></ul>Transplacentária
Clínica <ul><li>PREMATURIDADE </li></ul><ul><li>ALTERAÇÂO LIQUOR – HIPERPROTEINORRAQUIA/ PLEIOCITOSE/ LINFOCITOSE </li></u...
ENCEFALITE
Múltiplas calcificações periventriculares associadas a hidrocefalia.  Há também calcificações na fossa posterior, situadas...
 
Múltiplas calcificações periventriculares associadas a hidrocefalia. Há também calcificações na fossa posterior, situadas ...
Corioretinite
 
Corioretinite
Normal Corioretinite
Petéquias
Toxoplasmose congênita
DOENÇA NEONATAL  <ul><li>Sinais e sintomas presentes ao nascimento. Um ou mais. </li></ul><ul><li>Sinais e sintomas de doe...
FORMA SUB-CLÍNICA <ul><li>Normalmente o diagnóstico é feito baseado em primoinfecção materna. </li></ul><ul><li>RN assinto...
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL <ul><li>PESQUISA DE PARASITOS E SEUS COMPONENTES </li></ul><ul><li>ISOLAMENTO DO TOXOPLASMA </li>...
TESTES SOROLÓGICOS  <ul><li>TESTE DE IMUNOFLUORESCÊNCIA INDIRETA </li></ul>
 
USG e TC Crânio <ul><li>A incidência de anomalias ultra-sonografias varia de 18,1% a 36,4%, estando associada à idade gest...
Couto JCF, Leite JM:  Ultrasonographic markers for fetal congenital toxoplasmosis; Rev. Bras. Ginecol. Obstet. vol.26 no.5...
Tratamento <ul><li>A toxoplasmose materna pode ser tratada com sucesso com determinados antibióticos. O diagnóstico precoc...
Tratamento <ul><li>A toxoplasmose congênita deve ser tratada com terapêutica específica em todos os recém-nascidos (RN) qu...
Os medicamentos <ul><li>As drogas utilizadas para o tratamento da toxoplasmose congênita no RN são: pirimetamina, sulfadia...
Profilaxia <ul><li>Orientação: </li></ul><ul><li>- Maior cuidado com as grávidas soronegativas. </li></ul><ul><li>- Possue...
Prevenir sempre! <ul><li>A prevenção da toxoplasmose congênita é de fundamental importância para um melhor controle da inf...
 
Referências bibliográficas <ul><li>Melo,LC. toxoplasmose congênita. Assistência ao Recém-Nascido de Risco, editado por Pau...
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Toxoplasmose congênita

  1. 1. TOXOPLASMOSE CONGÊNITA Apresentadores Amanda Thomé Aredanna Furquim Semana Severino Sombra – Liga de Neonatologia
  2. 2. A toxoplasmose <ul><li>Toxoplasmose é uma infecção causada pelo parasita Toxoplasma gondii. </li></ul><ul><li>Na grande maioria dos casos, os indivíduos apresentam-se assintomáticos, isto é, seus sistemas imunológicos conseguem conter a infecção. Na maioria das vezes, seus sintomas lembram um quadro de mononucleose infecciosa. </li></ul><ul><li>Nas infecções congênitas a doença pode apresentar-se de forma bem grave. A transmissão vertical ocorre se a mãe for infectada durante a gestação, isto é, apresentar sua prima infecção neste período. </li></ul>
  3. 3. A infecção <ul><li>O Toxoplasma Goondi pode ser encontrado em carne mal-cozida, ovos crus e leite não pasteurizado. Gatos que comem carne crua e roedores podem ser infectados, e o parasita permanece vivo nas fezes dos gatos por duas semanas. Desta forma, gestantes e mulheres que desejem engravidar não devem limpar ou trocar objetos com esses dejetos. Os ovos do parasita permanecem nas fezes dos gatos por 18 meses. Para evitar a infecção em gestantes deve: </li></ul><ul><li>- cozinhar bem a carne; </li></ul><ul><li>- usar luvas quando mexer no jardim; </li></ul><ul><li>- lavar todas as frutas e vegetais; </li></ul><ul><li>- lavar bem as mãos após manusear com carne crua, frutas e vegetais; </li></ul><ul><li>- não mexer ou limpar as fezes dos gatos. </li></ul>
  4. 5. Como avaliar? <ul><li>Toda mulher que esteja planejando engravidar deverá ser submetida a testes sorológicos da toxoplasmose. </li></ul><ul><li>Caso o resultado do teste seja positivo, isto indicará que o médico não irá precisar elaborar medidas profiláticas. Um achado sorológico indicará que em algum momento da sua vida a mulher teve contato com o antígeno toxoplasmático, possuindo anticorpos contra o mesmo. Caso o exame sorológico mostre-se negativo, a preocupação aumenta: deve-se orientar a gestante para que evite o contato com gatos, bem como contato com carne de gato, alimentos potencialmente contaminados bem como água. Comidas cruas deverão ser evitadas </li></ul>
  5. 6. Como ocorre <ul><li>A toxoplasmose congênita ocorre apenas quando as mulheres apresentam a infecção ativa durante a gestação. Em geral, não há risco para o feto quando a infecção ocorre mais de 6 meses antes da gestação. Mulheres com algum grau de imunodeficiência podem desenvolver a doença mais de uma vez. </li></ul><ul><li>O parasita da toxoplasmose é conhecido por atravessar a placenta. Em cerca de 40% dos casos nos quais a gestante tem toxoplasmose, o bebê é infectado . </li></ul>
  6. 7. E o período? <ul><li>Quando a mãe é infectada entre 10 e 24 semanas de gestação, o risco de seqüelas importantes para o recém-nascido é de 5-6 por cento. Quando a mãe é infectada em um período mais tardio da gestação, a chance de o bebê apresentar seqüelas é muito pequena. </li></ul>
  7. 8. Toxoplasmose congênita <ul><li>Aproximadamente 40% dessas mulheres, se não tratadas, transmitirão a infecção </li></ul><ul><li>A incidência da infecção fetal é maior quando essa é adquirida no terceiro trimestre (59%), e a gravidade é maior quando a infecção materna é adquirida no primeiro trimestre, apesar do menor risco de transmissão (14%). </li></ul><ul><li>O risco de infecção fetal e a gravidade são intermediários no segundo trimestre (29%) </li></ul><ul><li>A incidência da toxoplasmose congênita é variável, ocorrendo em 1:1000 a 1:12.000 dos nascimentos </li></ul>Beazley DM, Egerman RS. Toxoplasmosis. Semin Perinatol 1998; 22: 332-8 Guerina NG, Hsu Ho-Wen, Meissner C et al. Neonatal serologic screening and early treatment for congenita Toxoplasma gondii infection. N Engl J Med 1994; 330: 1858-63.
  8. 9. Toxoplasmose congênita <ul><li>No Brasil, entre 25 e 40% das gestantes são soronegativas para a toxoplasmose. O risco de infecção aguda durante a gestação é de aproximadamente 1% e a transmissão fetal ocorre em 30% dos casos, levando a infecção fetal de gravidade variável. </li></ul>Spalding SM. Acompanhamento de gestantes com risco de transmissão de infecção congênita por Toxoplasma gondii Nicolle & Manceaux, 1909 na região do alto Uruguai, RS, Brasil: diagnósticos e aspectos epidemiológicos [dissertação]. Rio de Janeiro: Fundação Oswaldo Cruz; 2000.
  9. 10. Formas: ciclo evolutivo <ul><li>Taquizoíto (a forma invasiva encontrada na infecção aguda) </li></ul><ul><li>Cisto (contém os bradizoítos; encontrados nos tecidos) </li></ul><ul><li>Oocisto (contém os esporozoítos; encontrados no solo e fezes exclusivamente na família dos felinos) </li></ul>
  10. 11. Toxoplasmose congênita taquizoítos Cisto tecidual Oocisto imaturo Oocisto maduro
  11. 12. Toxoplasmose congênita
  12. 13. <ul><li>Transmissão </li></ul>Transplacentária
  13. 14. Clínica <ul><li>PREMATURIDADE </li></ul><ul><li>ALTERAÇÂO LIQUOR – HIPERPROTEINORRAQUIA/ PLEIOCITOSE/ LINFOCITOSE </li></ul><ul><li>CORIORRETINITE </li></ul><ul><li>RETARDO MENTAL </li></ul><ul><li>ÓRGÃOS ENDÓCRINOS –DM </li></ul><ul><li>SÍNDROME NEFRÓTICA </li></ul><ul><li>ALTERAÇÕES ÓSSEAS </li></ul><ul><li>HEPATOMEGALIA </li></ul><ul><li>PETÉQUIAS </li></ul><ul><li>ASCITE </li></ul><ul><li>DIFICULDADE RESPIRATÓRIA </li></ul><ul><li>SURDEZ </li></ul>
  14. 15. ENCEFALITE
  15. 16. Múltiplas calcificações periventriculares associadas a hidrocefalia. Há também calcificações na fossa posterior, situadas na substância branca cerebelar. 
  16. 18. Múltiplas calcificações periventriculares associadas a hidrocefalia. Há também calcificações na fossa posterior, situadas na substância branca cerebelar.  Caso clínico do Dr. Paulo R. Margotto / HFA/EMFA
  17. 19. Corioretinite
  18. 21. Corioretinite
  19. 22. Normal Corioretinite
  20. 23. Petéquias
  21. 24. Toxoplasmose congênita
  22. 25. DOENÇA NEONATAL <ul><li>Sinais e sintomas presentes ao nascimento. Um ou mais. </li></ul><ul><li>Sinais e sintomas de doença generalizada podem predominar e os sinais neurológicos estão sempre presentes. </li></ul><ul><li>Raramente evoluem sem seqüelas. </li></ul>
  23. 26. FORMA SUB-CLÍNICA <ul><li>Normalmente o diagnóstico é feito baseado em primoinfecção materna. </li></ul><ul><li>RN assintomáticos ou oligossintomáticos. O diagnóstico é baseado na história de primoinfecção materna ou persistência de títulos no lactente. A prematuridade (em 50%) ou a restrição do crescimento intra-uterino são considerados sinais clínicos. </li></ul>
  24. 27. DIAGNÓSTICO LABORATORIAL <ul><li>PESQUISA DE PARASITOS E SEUS COMPONENTES </li></ul><ul><li>ISOLAMENTO DO TOXOPLASMA </li></ul><ul><li>Inoculação em camundongos. </li></ul><ul><li> Isolamento em Cultura de Células </li></ul><ul><li>Reação de Polimerase em Cadeia (PCR) </li></ul>
  25. 28. TESTES SOROLÓGICOS <ul><li>TESTE DE IMUNOFLUORESCÊNCIA INDIRETA </li></ul>
  26. 30. USG e TC Crânio <ul><li>A incidência de anomalias ultra-sonografias varia de 18,1% a 36,4%, estando associada à idade gestacional da infecção fetal </li></ul><ul><li>As alterações observadas com maior freqüência são dilatação ventricular e calcificações intracranianas </li></ul>Berrebi A, Bessières MH, Cohen-Khalas Y, et al. Diagnostic anténatal de la toxoplasmose. A propos de 176 cas. J Gynecol Obstet Biol Reprod (Paris) 1993; 22:261-8 Hohlfield P, MacAleese J, Capella-Pavlovski M, et al. Fetal toxoplasmosis: ultrasonographic signs. Ultrasound Obstet Gynecol 1991; 1:241-4.
  27. 31. Couto JCF, Leite JM: Ultrasonographic markers for fetal congenital toxoplasmosis; Rev. Bras. Ginecol. Obstet. vol.26 no.5 Rio de Janeiro June 2004  
  28. 32. Tratamento <ul><li>A toxoplasmose materna pode ser tratada com sucesso com determinados antibióticos. O diagnóstico precoce e o tratamento diminuem as chance de infecção fetal. Caso o bebê já tenha sido infectado, o tratamento com outras medicações podem tornar a doença menos severa. Entretanto, o tratamento pode não prevenir os efeitos no bebê. O tratamento durante o primeiro ano de vida pode ser muito útil. </li></ul><ul><li>75% dos bebês com toxoplasmose congênita geralmente não apresentam nenhuma alteração ao nascimento. Ainda assim, estudos a longo prazo mostram que mais de 90 por cento desenvolvem problemas de cegueira, surdez, e retardo de desenvolvimento. Estes sintomas podem surgir meses ou anos após o nascimento. Por esta razão, crianças com toxoplasmose congênita devem ser tratadas durante o primeiro ano de vida e periodicamente examinadas. </li></ul>
  29. 33. Tratamento <ul><li>A toxoplasmose congênita deve ser tratada com terapêutica específica em todos os recém-nascidos (RN) quer na forma sintomática ou subclínica, sendo neste último caso com a finalidade de prevenir as seqüelas tardias que possam ocorrer. </li></ul>
  30. 34. Os medicamentos <ul><li>As drogas utilizadas para o tratamento da toxoplasmose congênita no RN são: pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico. </li></ul><ul><li>O esquema recomendado para tratamento da toxoplasmose congênita no RN é indicado logo após o nascimento. </li></ul>
  31. 35. Profilaxia <ul><li>Orientação: </li></ul><ul><li>- Maior cuidado com as grávidas soronegativas. </li></ul><ul><li>- Possuem maior contato com gatos. </li></ul><ul><li>- Evitar ambientes com areia. </li></ul>
  32. 36. Prevenir sempre! <ul><li>A prevenção da toxoplasmose congênita é de fundamental importância para um melhor controle da infecção evitando as graves seqüelas que podem ocorrer no feto e no RN. </li></ul>
  33. 38. Referências bibliográficas <ul><li>Melo,LC. toxoplasmose congênita. Assistência ao Recém-Nascido de Risco, editado por Paulo R. Margotto, 2a Edição, 2004 </li></ul><ul><li>Couto JCF, Leite JM: Ultrasonographic markers for fetal congenital toxoplasmosis; Rev. Bras. Ginecol. Obstet. vol.26 no.5 Rio de Janeiro June 2004 </li></ul><ul><li>  Berrebi A, Bessières MH, Cohen-Khalas Y, et al. Diagnostic anténatal de la toxoplasmose. A propos de 176 cas. J Gynecol Obstet Biol Reprod (Paris) 1993; 22:261-8 </li></ul><ul><li>Hohlfield P, MacAleese J, Capella-Pavlovski M, et al. Fetal toxoplasmosis: ultrasonographic signs. Ultrasound Obstet Gynecol 1991; 1:241-4 </li></ul><ul><li>Spalding SM. Acompanhamento de gestantes com risco de transmissão de infecção congênita por Toxoplasma gondii Nicolle & Manceaux, 1909 na região do alto Uruguai, RS, Brasil: diagnósticos e aspectos epidemiológicos [dissertação]. Rio de Janeiro: Fundação Oswaldo Cruz; 2000 </li></ul><ul><li>Vaz AJ, Guerra EM, Ferratto LCC, Toledo LAS, Azevedo Neto RS. Sorologia positiva para sífilis, toxoplasmose e doença de Chagas em gestantes de primeira consulta em centros de saúde da área metropolitana, Brasil. Rev Saúde Pública 1990; 24:373-9 </li></ul><ul><li>Beazley DM, Egerman RS. Toxoplasmosis. Semin Perinatol 1998; 22: 332-8 </li></ul><ul><li>Guerina NG, Hsu Ho-Wen, Meissner C et al. Neonatal serologic screening and early treatment for congenita Toxoplasma gondii infection. N Engl J Med 1994; 330: 1858-63 </li></ul>
  34. 39. Obrigada!

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