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Arcadismo

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Transcript

  • 1. Arcadismo / Setecentismo/ Neoclassicismo ( 1768-1808)
  • 2. Contexto Histórico <ul><li>Revolução Francesa </li></ul><ul><li>Iluminismo </li></ul><ul><li>Independência das colônias anglo-saxãs </li></ul><ul><li>Aristocratas X Burgueses </li></ul><ul><li>Inconfidência Mineira </li></ul><ul><li>Economia “áurea” (Inglaterra X Portugal) </li></ul><ul><li>Criação das “cidades” </li></ul><ul><li>Os tropeiros no sul e sudeste </li></ul><ul><li>Imposição “linguística” </li></ul><ul><li>Criação de Academias e Arcádias </li></ul><ul><li>Era pombalina (impostos e religião) </li></ul>
  • 3. Características <ul><li>Bucolismo (Imitação da Natureza) </li></ul><ul><li>Carpe Diem </li></ul><ul><li>Fugere Urbem </li></ul><ul><li>Inutilia Truncat </li></ul><ul><li>Aurea Mediocritas </li></ul><ul><li>Locus Amenus </li></ul>
  • 4. <ul><li>Verdade = Razão = Simplicidade </li></ul><ul><li>Literatura Pastoril </li></ul><ul><li>Imitação dos Clássicos </li></ul><ul><li>Objetividade </li></ul><ul><li>Pseudônimos </li></ul><ul><li>Musa Inspiradora </li></ul><ul><li>Uso de Sonetos </li></ul><ul><li>“Idealização” feminina </li></ul><ul><li>Amor Galante </li></ul><ul><li>Tematização épica </li></ul>
  • 5. Bocage (1765-1805)
  • 6. Temáticas <ul><li>Racionalismo X Catolicismo </li></ul><ul><li>Instintos X Moral </li></ul><ul><li>Estética Árcade X Temperamento Romântico </li></ul><ul><li>Ambientes e vocabulários fúnebres </li></ul><ul><li>Sarcasmo </li></ul><ul><li>Liberdade </li></ul><ul><li>Tom confessional </li></ul>
  • 7. <ul><ul><li>Magro, de olhos azuis, carão moreno, </li></ul></ul><ul><ul><li>Bem servido de pés, meão na altura, </li></ul></ul><ul><ul><li>Triste de facha, o mesmo de figura, </li></ul></ul><ul><ul><li>Nariz alto no meio, e não pequeno; </li></ul></ul><ul><ul><li>Incapaz de assistir num só terreno, </li></ul></ul><ul><ul><li>Mais propenso ao furor do que à ternura; </li></ul></ul><ul><ul><li>Bebendo em níveas mãos, por taça escura, </li></ul></ul><ul><ul><li>De zelos infernais letal veneno; </li></ul></ul><ul><ul><li>Devoto incensador de mil deidades </li></ul></ul><ul><ul><li>(Digo, de moças mil) num só momento, </li></ul></ul><ul><ul><li>E somente no altar amando os frades, </li></ul></ul><ul><ul><li>Eis Bocage, em quem luz algum talento; </li></ul></ul><ul><ul><li>Saíram dele mesmo estas verdades, </li></ul></ul><ul><ul><li>Num dia em que se achou mais pachorrento. </li></ul></ul>
  • 8. <ul><li>Ó tranças de que Amor prisões me tece, Ó mãos de neve, que regeis meu fado! Ó tesouro! Ó mistério! Ó par sagrado, Onde o menino alígero (cupido) adormece! </li></ul><ul><li>Ó ledos (risonho) olhos, cuja luz parece Tênue raio de sol! Ó gesto amado, De rosas e açucenas semeado, Por quem morrera esta alma, se pudesse! </li></ul><ul><li>Ó lábios, cujo riso a paz me tira, E por cujos dulcíssimos favores Talvez o próprio Júpiter suspira! </li></ul><ul><li>Ó perfeições! Ó dons encantadores! De quem sois? Sois de Vênus? — É mentira; Sois de Marília, sois dos meus amores. </li></ul>
  • 9. <ul><li>Ó retrato da Morte! Ó Noite amiga, </li></ul><ul><li>Por cuja escuridão suspiro há tanto! </li></ul><ul><li>Calada testemunha de meu pranto, </li></ul><ul><li>De meus desgostos secretária antiga! </li></ul><ul><li>Pois manda Amor que a ti sòmente os diga </li></ul><ul><li>Dá-lhes pio agasalho no teu manto; </li></ul><ul><li>Ouve-os, como costumas, ouve, enquanto </li></ul><ul><li>Dorme a cruel que a delirar me obriga. </li></ul><ul><li>E vós, ó cortesãos da escuridade, </li></ul><ul><li>Fantasmas vagos, mochos piadores, </li></ul><ul><li>Inimigos, como eu, da claridade! </li></ul><ul><li>Em bandos acudi aos meus clamores; </li></ul><ul><li>Quero a vossa medonha sociedade, </li></ul><ul><li>Quero fartar o meu coração de horrores. </li></ul>
  • 10. <ul><li>(MACKENZIE) Sobre Bocage, é incorreto afirmar que: </li></ul><ul><li>a) em sua obra lírica, o Arcadismo interessou apenas como postura, aparência, pois, no fundo, o poeta foi um pré-romântico. </li></ul><ul><li>b) como poeta satírico, ironizou contemporâneos seus, o clero, a nobreza decadente. </li></ul><ul><li>c) como abriu mão totalmente dos valores neoclássicos, desprezou o apuro formal, o bucolismo e a postura pastoril. </li></ul><ul><li>d) o subjetivismo, a confidência de sua vida interior, a confissão foram elementos frequentes em sua obra lírica. </li></ul><ul><li>e) houve, notada inclusive por ele mesmo em um famoso soneto, uma série de semelhanças entre sua vida e a de Camões </li></ul>
  • 11. Lirismo Árcade <ul><li> Cláudio Manuel da Costa (Glauceste Satúrnio) </li></ul><ul><li>Influências camonianas e barrocas </li></ul><ul><li>Temáticas: </li></ul><ul><li>O desencanto com a vida: </li></ul><ul><li>“ Ouvi pois o meu fúnebre lamento Se é que de compaixão sois animados.” </li></ul><ul><li>Pastoralismo: </li></ul><ul><li>“ Quem deixa o trato pastoril amado Pela ingrata, civil correspondência, Ou desconhece o rosto da violência, Ou do retiro a paz não tem provado.” </li></ul>
  • 12. <ul><li>A brevidade dolorosa do amor: </li></ul><ul><li>Nise? Nise? onde estás? Aonde espera Achar-te uma alma que por ti suspira, Se quanto a vista se dilata e gira, Tanto mais de encontrar-te desespera! </li></ul><ul><li>Tematização da “pedra” </li></ul><ul><li>“ Destes penhascos fez a natureza O berço em que nasci! Oh, quem cuidara Que entre penhas * tão duras se criara Uma alma terna, um peito sem dureza!” </li></ul>
  • 13. <ul><li>(USP) Analise o poema de Glauceste Satúrnio </li></ul><ul><li>Quem deixa o trato pastoril amado Pela ingrata, civil correspondência, Ou desconhece o rosto da violência, Ou do retiro a paz não tem provado. </li></ul><ul><li>Que bem é ver nos campos transladado No gênio do pastor, o da inocência! E que mal é no trato, e na aparência Ver sempre o cortesão dissimulado! </li></ul><ul><li>Ali respira amor sinceridade; Aqui sempre a traição seu rosto encobre; Um só trata a mentira, outro a verdade. </li></ul><ul><li>Ali não há fortuna, que soçobre; Aqui quanto se observa, é variedade: Oh ventura do rico! Oh bem do pobre! </li></ul><ul><li>(Claudio Manuel da Costa) </li></ul><ul><li>Identifique as características do estilo árcade, justificando com fragmentos poéticos. </li></ul>
  • 14. <ul><li>Tomás Antônio Gonzaga (Dirceu) </li></ul><ul><li>Marília de Dirceu </li></ul><ul><li>1ª parte: </li></ul><ul><li>Bucolismo </li></ul><ul><li>Otimismo </li></ul><ul><li>Ideal Burguês </li></ul><ul><li>Simplicidade </li></ul><ul><li>Idealização da musa </li></ul><ul><li>Elementos clássicos </li></ul><ul><li>Versos Livres </li></ul>
  • 15. <ul><li>“ Tu, Marília, agora vendo Do Amor o lindo retrato Contigo estarás dizendo Que é este o retrato teu. Sim, Marília, a cópia é tua, Que Cupido é Deus suposto: Se há Cupido, é só teu rosto Que ele foi quem me venceu.” </li></ul><ul><li>“ O ser herói, Marília, não consiste Em queimar os Impérios: move a guerra, Espalha o sangue humano, E despovoa a terra Também o mau tirano. Consiste o ser herói em viver justo: E tanto pode ser herói o pobre, Como o maior Augusto.” </li></ul>
  • 16. <ul><li>“ Ornemos nossas testas com as flores, E façamos de feno um brando leito; Prendamo-nos, Marília, em laço estreito, Gozemos do prazer de sãos Amores. Sobre as nossas cabeças, Sem que o possam deter, o tempo corre; E para nós o tempo, que se passa, Também, Marília, morre.” </li></ul><ul><li>“ Tu não verás, Marília, cem cativos tirarem o cascalho e a rica terra, ou dos cercos dos rios caudalosos, ou da minada serra. Não verás separar ao hábil negro do pesado esmeril a grossa areia, e já brilharem os granetes de oiro no fundo da batéia.” </li></ul>
  • 17. <ul><li>* 2ª parte: </li></ul><ul><li>Pessimismo </li></ul><ul><li>Desabafo </li></ul><ul><li>Tendências pré-românticas </li></ul><ul><li>Crise existencial </li></ul><ul><li>“ Quando em meu mal pondero, Então mais vivamente te diviso: Vejo o teu rosto e escuto A tua voz e riso. Movo ligeiro para o vulto dos passos; Eu beijo a tíbia luz em vez de face, E aperto sobre o peito em vão os braços.” </li></ul>
  • 18. <ul><li>“ Porém se os justos céus, por fins ocultos, em tão tirano mal me não socorrem, verás então que os sábios, bem como vivem, morrem. Eu tenho um coração maior que o mundo, tu, formosa Marília, bem o sabes: um coração, e basta, onde tu mesma cabes.” </li></ul>
  • 19. <ul><li>(USP) Analise os fragmentos de Marília de Dirceu: </li></ul><ul><li>‘ Que havemos de esperar, Marília bela? Que vão passando os florescentes dias? As glórias, que vem tarde, já vem frias; E pode enfim mudar-se a nossa estrela. Ah! não, minha Marília, Aproveite-se o tempo, antes que faça 0 estrago de roubar ao corpo as forças E ao semblante a graça.” </li></ul><ul><li>“ N esta triste masmorra, De um semivivo corpo sepultura, Inda, Marília, adoro A tua formosura. Amor na minha idéia te retrata; Busca extremoso, que eu assim resista A dor imensa, que me cerca, e mata. Quando em meu mal pondero, Então mais vivamente te diviso: Vejo o teu rosto, e escuto A tua voz, e riso.” </li></ul><ul><li>Comente a dubiedade temática trabalhada por Dirceu. </li></ul>

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