Todo e a Parte Edgar Morin
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o todo é menos que a soma das partes porque as partes, estando sujeitas às  coações do todo, vêem-se inibidas em suas pote...
o todo é mais que o todo <ul><li>pois sua retroalimentação nas partes as leva a retroalimentar o todo, num processo infini...
<ul><li>O que entendemos por &quot;fenômeno&quot; não deve, portanto, ser reduzido a seu fator gerador, mas antes deve ser...
as partes são ao mesmo tempo menos e mais do que as partes <ul><li>pois, num sistema muito complexo, como as sociedades hu...
as partes são eventualmente mais que o todo <ul><li>pois a evolução do sistema não necessariamente aponta para o fortaleci...
o todo é menos que o todo <ul><li>pois persistem ignorâncias mútuas entre as partes e o todo. As partes não sabem tudo a r...
<ul><li>Não apenas o indivíduo é ignorante e inconsciente a respeito da totalidade social, mas também a sociedade é ignora...
<ul><li>· dessa forma ,  o todo é insuficiente ; </li></ul>
o todo é incerto <ul><li>pois não há como definir com precisão as fronteiras de um sistema em relação aos demais nos quais...
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Todo e parte

  1. 1. Todo e a Parte Edgar Morin
  2. 2. o todo é mais que a soma das partes visto que representa não só o surgimento de uma macrounidade como também possibilita a emergência de novas qualidades e propriedades;
  3. 3. o todo é menos que a soma das partes porque as partes, estando sujeitas às coações do todo, vêem-se inibidas em suas potencialidades;
  4. 4. o todo é mais que o todo <ul><li>pois sua retroalimentação nas partes as leva a retroalimentar o todo, num processo infinito. </li></ul><ul><li>Dessa forma, mais que uma instância global, o todo é uma dinâmica organizacional. </li></ul><ul><li>Instâncias como o ser, a existência ou a vida não devem mais ser entendidas como qualidades primárias, de essência, e sim como qualidades emergentes do todo, fruto do processo de interações e de organização entre partes e todo. </li></ul>
  5. 5. <ul><li>O que entendemos por &quot;fenômeno&quot; não deve, portanto, ser reduzido a seu fator gerador, mas antes deve ser percebido como um processo recorrente, cujos efeitos são também produtores de suas causas; </li></ul>
  6. 6. as partes são ao mesmo tempo menos e mais do que as partes <ul><li>pois, num sistema muito complexo, como as sociedades humanas, as emergências mais notáveis dão-se no nível dos indivíduos (a consciência-de-si só emerge nos indivíduos); </li></ul>
  7. 7. as partes são eventualmente mais que o todo <ul><li>pois a evolução do sistema não necessariamente aponta para o fortalecimento do todo. O &quot;progresso&quot; pode muito bem residir na ampliação do todo, mas pode também consistir em mais liberdade e mais independência para as partes; </li></ul>
  8. 8. o todo é menos que o todo <ul><li>pois persistem ignorâncias mútuas entre as partes e o todo. As partes não sabem tudo a respeito do todo, mas o próprio todo desconhece diversos aspectos de suas partes, aspectos que, no entanto, o integram e compõem. </li></ul>
  9. 9. <ul><li>Não apenas o indivíduo é ignorante e inconsciente a respeito da totalidade social, mas também a sociedade é ignorante e inconsciente quanto aos sonhos, aspirações, sentimentos, pensamentos e desejos dos indivíduos; </li></ul>
  10. 10. <ul><li>· dessa forma , o todo é insuficiente ; </li></ul>
  11. 11. o todo é incerto <ul><li>pois não há como definir com precisão as fronteiras de um sistema em relação aos demais nos quais se encontra imbricado. O todo que inclui o homem é a sociedade, mas é também a espécie, o indivíduo, o planeta, o Universo...; </li></ul>
  12. 12. o todo é conflituoso <ul><li>pois todo sistema contém forças que se opõem a sua perpetuação. </li></ul><ul><li>Nos organismos vivos, a degradação constante das células é o fundamento da regeneração dos tecidos; em Marx, são os antagonismos entre as classes que produzem a sociedade organizada em classes. </li></ul>

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