• Like
Asma
Upcoming SlideShare
Loading in...5
×
Uploaded on

 

  • Full Name Full Name Comment goes here.
    Are you sure you want to
    Your message goes here
    Be the first to comment
No Downloads

Views

Total Views
1,883
On Slideshare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
0

Actions

Shares
Downloads
68
Comments
0
Likes
1

Embeds 0

No embeds

Report content

Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
    No notes for slide

Transcript

  • 1. ASMAASMA Por Dra. Tania SalustinoPor Dra. Tania Salustino Alergologista e PediatraAlergologista e Pediatra taniasalustino@hotmail.comtaniasalustino@hotmail.com
  • 2. INTRODUÇÃOINTRODUÇÃO A asma representa hoje no país um grave problema de Saúde Pública, responsável por importante custo financeiro e social, que traz considerável comprometimento e qualidade de vida dos pacientes e de seus familiares. Essas conseqüências tem como principal fator causal a falta de controle da doença na maioria dos pacientes, determinada por inúmeras causas, entre os quais se destacam a não utilização adequada dos medicamentos profiláticos e o desconhecimento dos aspectos fundamentais da doença por parte de pacientes, familiares e, infelizmente por parte de alguns médicos. Por se tratar de uma doença inflamatória crônica, progressiva e degenerativa das vias aéreas, e sem cura definitiva, devemos buscar, a todo custo a obtenção do controle inflamatório, clínico e funcional, através de adoção de medidas farmacológicas e não farmacológicas para promover o controle da asma em nossos pacientes, melhorando a qualidade de vida e reduzindo a mortalidade.
  • 3. I.I. ETIMOLOGIAETIMOLOGIA  Asma = Ofegante ( grego )Asma = Ofegante ( grego ) II.II. DEFINIÇÃODEFINIÇÃO A definição de asma como uma doença tem sido objeto de várias conferências internacionais nas últimas décadas, sempre em busca de uma expressão de consenso. Asma é uma doença inflamatória crônica caracterizada por hiperresponsividade ( HR ) das vias aéreas inferiores e por limitação variável do fluxo aéreo reversível espontaneamente ou com tratamento, manisfestando-se clinicamente por episódios recorrentes de sibilância, dispnéia, aperto no peito e tosse, particularmente a noite e pela manhã ao despertar. Resulta de uma interação entre genética, exposição ambiental a alérgenos e irritantes e outros fatores específicos que levam ao desenvolvimento e manutenção dos sintomas.
  • 4. III.III. EPIDEMIOLOGIAEPIDEMIOLOGIA 1.1. PrevalênciaPrevalência A asma acontece em todas as idades, raças, sexos e classesA asma acontece em todas as idades, raças, sexos e classes sociais em todos os países do mundo somando um total de 300sociais em todos os países do mundo somando um total de 300 milhões de pessoas.milhões de pessoas. GINA ( Global Initiative for Asthma )
  • 5.  Idade:Idade:  Infância: 8 a 10% da populaçãoInfância: 8 a 10% da população  Adulto / Jovem: 8 a 6%Adulto / Jovem: 8 a 6%  Melhor idade: 7 a 9%Melhor idade: 7 a 9%  Raça: Hospitalização em negros 240% > brancosRaça: Hospitalização em negros 240% > brancos  Sexo:Sexo:  Sexo Masc. 3:2 ou 2:1 dos 50% das crianças < 10 anosSexo Masc. 3:2 ou 2:1 dos 50% das crianças < 10 anos  Sexo Fem. 25% > 40 anosSexo Fem. 25% > 40 anos  Classe Social: inferiores tem > nº de casos e de mortes.Classe Social: inferiores tem > nº de casos e de mortes. DATASUS: O Brasil é o 8º país em prevalência de asma no mundo Estados com maior nº de casos: Recife, Salvador e Porto Alegre 10% da população brasileira tem asma: ¼ forma moderada / grave Maioria: leve / moderada 400.000 internações / ano por asma ( 3ª causa de hospitalização no Brasil ) Incontáveis atendimentos ambulatoriais e de emergência
  • 6. 2.2. CausasCausas a) Hereditárias:a) Hereditárias: GINA ( Global Initiative for Asthma )Genética: ( papel importante na expressão da asma ) 1 genitor = 25% 2 genitores = 50% Gêmeos: Dizigóticos = 4,8 a 33% Monozigóticos = 12 a 89%
  • 7. b) Outros fatores causadores:b) Outros fatores causadores:  Alérgenos domiciliares, pólem e irritantesAlérgenos domiciliares, pólem e irritantes  Ácaros, pêlos de cães e gatos, alérgenos de barata e os fungosÁcaros, pêlos de cães e gatos, alérgenos de barata e os fungos ( mofo ) encontrados em travesseiros, colchões ( 2 mihões de( mofo ) encontrados em travesseiros, colchões ( 2 mihões de ácaros ), cobertores, cortinas, carpetes, pelúcia, poeira.ácaros ), cobertores, cortinas, carpetes, pelúcia, poeira.  Aquecedores e fogões a gás ( piretro )Aquecedores e fogões a gás ( piretro )  Fumaça de cigarro ( irritante )Fumaça de cigarro ( irritante )  Queima de madeira para aquecimento de lareirasQueima de madeira para aquecimento de lareiras  Odores fortes ( perfumes, produtos de limpeza, frituras, tinturasOdores fortes ( perfumes, produtos de limpeza, frituras, tinturas  Infecções de vias aéreas ( Rinovírus )Infecções de vias aéreas ( Rinovírus )  Mudanças climáticas e poluiçãoMudanças climáticas e poluição  Exercício físicoExercício físico  Refluxo gastro-esofágicoRefluxo gastro-esofágico  Certas medicações e alimentosCertas medicações e alimentos  Emocionais: ansiedade e stressEmocionais: ansiedade e stress
  • 8. d) Associação com outras patologias:d) Associação com outras patologias:
  • 9. 3.3. MortalidadeMortalidade Apesar do melhor conhecimento da fisiopatologia da asma eApesar do melhor conhecimento da fisiopatologia da asma e do aumento do nº de medicações disponíveis a incidência,do aumento do nº de medicações disponíveis a incidência, morbidade e mortalidade tem aumentado nas últimas décadasmorbidade e mortalidade tem aumentado nas últimas décadas principalmente em países desenvolvidos como os EUA e Japão.principalmente em países desenvolvidos como os EUA e Japão. 5 a 10% das mortes por causas respiratórias principalmente5 a 10% das mortes por causas respiratórias principalmente em domicíliosem domicílios O Brasil tem uma taxa de mortalidade de 2.3/100 hab.O Brasil tem uma taxa de mortalidade de 2.3/100 hab. principalmente em hospitais.principalmente em hospitais.  2.050 óbitos / ano.2.050 óbitos / ano.  6 pessoas / dia morrem por falta de tratamento adequado6 pessoas / dia morrem por falta de tratamento adequado  > incidência no idoso> incidência no idoso No Brasil a mortalidade está praticamente estável, embora emNo Brasil a mortalidade está praticamente estável, embora em algumas regiões está aumentando devido a falta de informaçõesalgumas regiões está aumentando devido a falta de informações sobre a doença e a rejeição a medicação inalada ( preconceito comsobre a doença e a rejeição a medicação inalada ( preconceito com a bombinha ).a bombinha ).
  • 10. 4.4. Custos:Custos: O impacto sócio econômico da asma é muito importante,O impacto sócio econômico da asma é muito importante, sendo a asma uma das doenças que mais consome recurso emsendo a asma uma das doenças que mais consome recurso em países desenvolvidos. Em termos mundiais os custos com a asmapaíses desenvolvidos. Em termos mundiais os custos com a asma superam aos da tuberculose / AIDS somados.superam aos da tuberculose / AIDS somados.  Em 2006 nos EUA os custos anuais da asma foram de diretosEm 2006 nos EUA os custos anuais da asma foram de diretos aproximadamente 14,7 bilhões e indiretos estimados em 5 bilhõesaproximadamente 14,7 bilhões e indiretos estimados em 5 bilhões de dólares.de dólares.  3 º maior valor gasto com doença3 º maior valor gasto com doença  Grande absenteísmo na escola e no trabalhoGrande absenteísmo na escola e no trabalho
  • 11. IV.IV. FISIOPATOLOGIAFISIOPATOLOGIA  Inflamação brônquica:Inflamação brônquica: Devido a um amplo e complexo conjunto de interações entreDevido a um amplo e complexo conjunto de interações entre as células inflamatórias, os mediadores e células estruturais dasas células inflamatórias, os mediadores e células estruturais das vias aéreas.vias aéreas.
  • 12. Vários mediadores inflamatórios são liberados pelosVários mediadores inflamatórios são liberados pelos mastócitos, macrófagos, linfócitos T, eosinófilos, neutrófilos emastócitos, macrófagos, linfócitos T, eosinófilos, neutrófilos e células epiteliais.células epiteliais. Através desses mediadores as células causam:Através desses mediadores as células causam:  Lesões e alterações na integridade epitelialLesões e alterações na integridade epitelial  Anormalidade no controle neural autônomoAnormalidade no controle neural autônomo  Tônus da via aéreaTônus da via aérea  Alterações na permeabilidade vascularAlterações na permeabilidade vascular  Hipersecreção de mucoHipersecreção de muco  Mudanças na função mucociliarMudanças na função mucociliar  Aumento da reatividade do músculo liso da via aéreaAumento da reatividade do músculo liso da via aérea
  • 13. ASMAASMA
  • 14. V.V. DIAGNÓSTICODIAGNÓSTICO 1.1. CLÍNICOCLÍNICO  ANAMNESEANAMNESE - 1 ou mais dos sintomas:- 1 ou mais dos sintomas: DispnéiaDispnéia Tosse crônicaTosse crônica SibilânciaSibilância Aperto no peitoAperto no peito - Sintomas episódicos- Sintomas episódicos - 3 ou mais episódios de sibilos / ano- 3 ou mais episódios de sibilos / ano - História familiar de asma ou atopia- História familiar de asma ou atopia
  • 15.  EXAME FÍSICOEXAME FÍSICO
  • 16. 2.2. FUNCIONALFUNCIONAL  Provas de Função PulmonarProvas de Função Pulmonar  EspirometriaEspirometria  Pico de Fluxo Expiratório ( PFE )Pico de Fluxo Expiratório ( PFE ) 3.3. ALERGOLÓGICOALERGOLÓGICO  In vivo: Testes cutâneosIn vivo: Testes cutâneos  In vitro: IgE específicoIn vitro: IgE específico
  • 17. VI.VI. DIAGNÓSTICO DIFERENCIALDIAGNÓSTICO DIFERENCIAL
  • 18. VII.VII. CLASSIFICAÇÃOCLASSIFICAÇÃO  Intermitente  Persistente leve  Persistente moderada= 25 a 30%  Persistente grave= 5 a 10% 60 %
  • 19. VIII.VIII. TRATAMENTOTRATAMENTO 1. OBJETIVOS DO TRATAMENTO DA ASMA  Controlar sintomas  Prevenir limitação crônica ao fluxo aéreo  Permitir atividades normais – trabalho, escola e lazer  Manter função pulmonar normal ou a melhor possível  Evitar crises, idas a emergência e hospitalizações  Reduzir a necessidade do uso de broncodilatador para alívio  Minimizar efeitos adversos da medicação  Prevenir a morte
  • 20. 2. MEDICAMENTOS MAIS UTILIZADOS 2.1. PARA SINTOMAS AGUDOS  β2 agonistas de curta duração  Brometo de Ipratrópio  Aminofilina 2.2. PARA MANUTENÇÃO  Corticosteróides: Inalados Sistemicos  Cromonas  Antileucotrienos  β2 agonistas de longa duração  Teofilina de liberação lenta  Imunoterapia  Omalizumabe
  • 21. 2.1.1. β2 AGONISTAS A maioria dos efeitos são mediados pela ativação da adenilciclase e da produção intracelular de AMP cíclico. Como são parcialmente seletivos concentram o seu efeito sobre a musculatura brônquica poupando o sistema cardiovascular.  De curta ação: duração entre 4 a 6hs  Salbutamol ( AEROLINR )  Terbutalina ( BRICANYLR )  Fenoterol ( BEROTECR )  De longa ação: duração até 12hs  Salmeterol ( SEREVENTR e SERETIDR )  Formoterol ( FORADILR , ALENIAR , FLUIRR )
  • 22. 2.1.2. BROMETO DE IPRATRÓPIO ( ATROVENTR )  Efeito brocodilatador devido a redução do tônus colinérgico intrínseco das vias aéreas  Início lento de ação indicado na asma aguda grave – efeito adicional aos β2 agonistas  Tratamento de escolha para broncoespasmo induzido por Betabloqueadores 2.1.3. XANTINAS ( TEOFILINA, AMINOFILINA )  Efeito brocodilatador e alguma ação antiinflamatória  Baixa potência e elevados efeitos colaterais  Ação rápida ( pacientes internados – infusão contínua )  Ação lenta:  evitar exacerbações  Asma noturna  Eficácia < que β2 de longa  Bamifilina ( < efeito colateral )
  • 23. 2. MEDICAMENTOS MAIS UTILIZADOS 2.1. PARA SINTOMAS AGUDOS  β2 agonistas de curta duração  Brometo de Ipratrópio  Aminofilina 2.2. PARA MANUTENÇÃO  Corticosteróides: Inalados Sistemicos  Cromonas  Antileucotrienos  β2 agonistas de longa duração  Teofilina de liberação lenta  Imunoterapia  Omalizumabe
  • 24. 2.2.1. CORTICOSTERÓIDES Efeito antiinflamatório: após penetrar na célula se une a um receptor núcleo DNA indução e supressão de genes envolvidos na produção de citocinas, moléculas de adesão e receptores da inflamação.  Melhora os sintomas e a função pulmonar ( rápido )  Melhora HR ( vários meses )
  • 25. a) CORTICÓIDES INALATÓRIOS ( CI )  Melhor custo / risco / benefício para asma persistente  Diminui a hospitalização e mortalidade  Maior efeito terapêutico  Menor efeitos colaterais - Candidíase ( espaçador e lavagem da boca )  Direto na mucosa respiratória  Doses relativamente pequenas  Início de ação mais rápida
  • 26.  Diferença de potência tópica
  • 27. b) CORTICÓIDES SISTEMICOS  Indicado na asma persistente grave  PREDNISONA  PREDNISOLONA  Efeitos colaterais:  Supressão do eixo hipotálamo – hipófise – adrenal depende da dose, duração e da forma do uso. Não existe em doses de Beclometasona ( ≤ 400 mcg / dia em crianças e ≤ 1.500 mcg / dia em adultos )  Osteoporose  Diabetes  Catarata, glaucoma, miopatia meia vida intermediária
  • 28. 2.2.2. CROMONAS  Efeito: bloqueiam os canais de cloro da membrana dos mastócitos, eosinófilos, nervos e células epiteliais.  NEDOCROMIL  CROMOGLICATO DE SÓDIO ( INTAL )  Seguros, raros efeitos colaterais  4x dia
  • 29. 2.2.3. ANTILEUCROTRIENOS  Efeito: bloqueiam a síntese ou as interações com os receptores dos leucotrienos  MONTELUCASTE ( SINGULAIRR )  Baby – sachê – 6 meses a 2 anos  4mg – mastigáveis – 2 a 6 anos  5mg – mastigáveis – 6 a 14 anos  10 – mastigáveis - > 15 anos  ZAFIRLUCASTE ( ACCOLATER 20mg )
  • 30.  Indicações de MONTELUCASTE:  Asma persistente leve  Asma moderada ou grave  Asma pediátrica  Asma induzida por exercício  Asma por Aspirina  Asma agudizada por alérgenos  Fobia aos coticóides  Asma sem controle com dose segura de corticóide  Pacientes com dificuldades de adesão a terapia inalatória  Pacientes com rinite alérgica coexistente  Efeitos Colaterais  Cefaléia  Dor abdominal raros
  • 31. 3. OUTROS TRATAMENTOS 3.1. OMALIZUMABE  Anticorpo monoclonal recombinante humanizado específico  Inibe a ligação da IgE com seu receptor de alta afinidade  Inibe a broncoconstricção induzida por alérgenos nas fases precoce e tardia da inflamação diminuição da HR das vias aéreas  indicado em pacientes > de 12 anos com asma grave  Aplicação SC a cada 2 semanas 3.2. IMUNOTERAPIA  Doses SC progressivamente > de alérgenos específicos em pacientes sensibilizados, não exacerbados, buscando a indução do estado de tolerância  Eficácia depende da qualidade e da especificidade dos alérgenos  Polênica: usar como ultima escolha? Usar quando não conseguimos controlar com corticóide?
  • 32. 4. PREVENÇÃO  Capas anti-ácaros para colchões e travesseiros  Lavar roupas de cama semalmente  Retirar cortinas, tapetes, carpetes, pelúcia ou aplicar produtos acaricidas ( ADF plus ) e fungicidas ( FUNGICIL )  Evitar animais domésticos  Ventilação natural do ambiente  Aspirar e não varrer o ambiente
  • 33. 5. ATUALIDADES  Na Europa desde 12/2009 está disponível o primeiro LABA de ultra longa duração ( usado 1x dia )  INDACATEROL  Início rápido  Ação durante 24h  Sem taquifilaxia  CARMOTEROL  GSK – 159791  Em 18 / 02 / 2010 – teleconferência de membros do FDA e representantes da American Thoracic Society ( ATS ) indica a asma persistente leve para tratamento com antileucotrieno
  • 34. ALGUEM QUER TER ASMA?