Diversidade celular
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  • 1. DIVISÃO CELULAR
  • 2. Como unidade estrutural e funcional dos seres vivos, a célula também passa por um ciclo vital. Ele é composto por quatro etapas básicas: nascimento, crescimento, reprodução e morte. Na verdade, como cada célula provém sempre de outra célula pré-existente, estas etapas básicas da vida celular confundem- se com seu processo de reprodução.
  • 3. A reprodução da célula é feita por meio de um processo de divisão celular que garante sua continuidade. O mecanismo reprodutivo é o mesmo para qualquer célula, independentemente da finalidade desse processo
  • 4. Nos seres unicelulares, por exemplo, a divisão celular não é só uma forma de perpetuação da espécie, mas, também, uma maneira de garantir a sobrevivência. Nos seres pluricelulares, a divisão celular pode estar relacionada com o seu crescimento ou pode ter função reparadora, como nos casos de cortes e fraturas.
  • 5. Algumas células especiais multiplicam-se em situações típicas de sua função: os glóbulos brancos, células de defesa, em caso de invasão do organismo por agentes patogênicos; a mucosa uterina, durante o ciclo menstrual; o tecido secretor glandular das glândulas mamárias, durante a amamentação; ou, ainda, na reposição das células velhas, de hemácias, o que representa em torno de 1 a 2% diariamente. Também o crescimento de tumores está ligado à multiplicação celular, neste caso, desencadeada por fatores “anormais”, oncogênicos.
  • 6. Qualquer que seja o caso, o processo de divisão das células eucariotas é sempre o mesmo: a MITOSE.
  • 7. Existem, pois, fatores inerentes ao próprio patrimônio genético, atuando na multiplicação celular, seja ela dentro dos parâmetros normais, ou não, como no caso dos tumores. Todo o processo da mitose gira em torno da duplicação e distribuição eqüitativa do material genético (dos cromossomos) da célula
  • 8. Você já sabe que o número de cromossomos é constante para uma determinada espécie e que esses cromossomos encontram-se aos pares. Os cromossomos que compõem um mesmo par são chamados cromossomos homólogos.
  • 9. Ao se dividir, uma célula origina duas outras idênticas a ela. Isso significa que, se possuir quatro cromossomos – ou dois pares de homólogos –, ao sofrer mitose, essa célula originará duas outras, também com quatro cromossomos.
  • 10. Não só o número de cromossomos permanece idêntico de uma geração celular à outra, como também seu conteúdo. O processo ocorre em etapas bem definidas e contínuas, denominadas fases da mitose: interfase, prófase, metáfase, anáfase e telófase.
  • 11. A intérfase é o período que decorre entre uma mitose e outra. Nele não se detectam fenômenos microscopicamente visíveis. Com duração bastante variável – dependendo do tipo de célula e do organismo envolvido –,
  • 12. essa fase de aparente repouso representa uma etapa de intensa atividade celular, cujo objetivo é o preparo para uma nova divisão. Esse preparo consiste em um conjunto de fenômenos que foram agrupados em três períodos distintos denominados G1 , S e G2
  • 13. O período G1 está compreendido entre o fim da mitose e o inicio do período S. Trata-se de um período marcado por intensa síntese de RNA, que, rumando para o citoplasma, comandará a síntese protéica. No período S, ocorre duplicação do DNA e dos centríolos. Estes últimos possuem importante papel na divisão celular. No período G2 , ocorre nova síntese de proteínas, dessa vez somente as necessárias à divisão celular.
  • 14. Terminado esse período, quando a célula contém o dobro de DNA que apresenta no inicio, a mitose propriamente dita está prestes a começar. O ciclo celular pode ser interrompido temporária ou permanentemente, ficando a célula retida no período G0. A passagem para os períodos subseqüentes poderá ser restabelecida, dependendo da própria célula e das condições internas e externas, como é o caso das células dos ossos e do fígado. Já células como os neurônios permanecem indefinidamente na interfase e não se dividem nem podem ser repostas.
  • 15. Na prófase acontece a desintegração do nucléolo e da carioteca, fazendo com que o material nuclear misture-se ao citoplasma. Os pares de centríolos migram para pólos opostos da célula. Originam os ásteres e o fuso, graças à polimerização das proteínas componentes do microtúbulos.
  • 16. Na metáfase a cromatina sofre um processo de condensação tornando visíveis os cromossomos. Eles já estão duplicados desde a interfase e aparecem formados por duas cromátides ou cromátide-irmãs, que permanecem unidas pelo centrômero.
  • 17. Estabelecidas as ligações, os cromossomos distribuem-se na região equatorial da célula, formando o que se denomina placa equatorial. Nessa fase, a condensação cromossômica é máxima.
  • 18. Na anáfase, as cromátides-irmãs separam-se, passando a constituir cada uma um único cromossomo. Ao mesmo tempo, os microtúbulos ligados aos centrômeros sofrem uma despolimeração, o que provoca o seu encurtamento. Esse fenômeno faz com que os cromossomos, já individualizados, migrem para pólos opostos da célula. Note que, para cada pólo, migra apenas uma das cromátides.
  • 19. Na telófase (do grego telos = fim): agora, os dois conjuntos cromossômicos chegaram cada um dos pólos. Os cromossomos se desespiralizam. Voltam a aparecer a carioteca e o nucléolo. Terminou a cariocinese (divisão do núcleo) e começa agora a citocinese (divisão do citoplasma), com a distribuição mais ou menos eqüitativa das organelas entres as células - filhas
  • 20. Diferenciação celular; é o processo responsável pela especilização das células. As células que compõem o organismo não são todas iguais. Elas podem diferir quanto ao aspecto e quanto a função. Isso porque há uma estreita relação entre a forma e o trabalho desempenhado pela célula. Graça a diferenciação celular a célula passa por uma série de alterações morfológicas que a torna mais especializada na realização de determinada função.
  • 21. Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm comum o crescimento desordenado (maligno) de células que invadem os tecidos e órgãos. No câncer uma célula normal pode sofrer alteração no DNA (mutação). Essas células mutantes começam a se duplicar, causando o câncer. As células cancerosas podem migrar de um órgão para outro. O fumo é um agente cancerígeno, ou seja, pode provocar a mutação das células normais para cancerígenas. O tumor benigno significa simplesmente uma massa localizada de células, que cresce vagarosamente e raramente provoca risco de vida.
  • 22. Meiose
  • 23. Os gametas são produzidos pelos seres pluricelulares por divisões realizadas por células diplóides especiais. Porém, por produzir células haplóides, essa espécie de divisão não segue os mesmos padrões da mitose. Dá-se o nome de meiose ao processo de divisão celular, que ocorre nas células diplóides especiais do qual resultam os gametas. A meiose consta de duas divisões subseqüentes em meiose I e meiose II. Cada uma dessas divisões apresenta as fases da prófase, metáfase, anáfase e telófase. Acompanhe os principais eventos que marcam cada uma dessas fases em ambas as divisões.
  • 24. Prófase I Assim como na prófase da mitose, a prófase I da meiose caracteriza-se pelo rompimento da carioteca, pela migração dos centríolos para pólos opostos e pelo aparecimento do áster do fuso. No entanto, por ser mais longa, a prófase da meiose foi subdividida em cinco períodos: leptóteno, zigóteno, paquíteno, diplóteno e diacinese.
  • 25. O leptóteno é o período que marca o inicio da meiose. Nele, as células, com seus respectivos núcleos, aumentam de tamanho. Os cromossomos, apesar de já duplicados na interfase, mostram-se como únicos. No zigóteno verifica-se o movimento dos cromossomos em decorrência da força de atração existente entre os homólogos. Eles acabam por parear-se. No final do zigóteno todos os homólogos já se encontram pareados.
  • 26. No paquíteno, aumenta os espessamento dos cromossomos, permitindo que se vejam as quatro cromátides que compõem cada um dos pares de homólogos. O diplóteno é marcado pela separação dos homólogos. Algumas regiões, no entanto, podem permanecer em contato por intermédio dos quiasmas.
  • 27. O contato estabelecido entre as cromátides homólogas por intermédio dos quiasmas faz com que ocorra troca de pedaços entre elas. Esse fenômeno recebe o nome de crossing- over ou permuta, e é o responsável pela grande variação entre indivíduos da mesma espécie.
  • 28. O processo de condensação continua. Na diacinese, a condensação é concluída e os quiasmas mudam de posição por meio de um deslizamento, terminando por separar-se
  • 29. Metáfase I Na metáfase I, os cromossomos dispõem-se sobre o fuso, formando a placa metafásica ou equatorial. Anáfase I Na anáfase I, os cromossomos, ainda compostos por duas cromátides, movimentam-se em direção aos pólos da célula.
  • 30. Telófase I Durante a telófase I, a carioteca é reconstituída, os cromossomos desaparecem com a desespiralização do DNA e o citoplasma divide-se, dando origem a duas células, cada qual contendo um cromossomo duplicado de cada par. A duplicação do citoplasma chama-se citocinese e do núcleo cariocinese.Entre a primeira e a segunda duplicação meiótica ocorre a interfase, apenas para a duplicação dos centríolos. Não ocorre a duplicação do DNA, pois o DNA se encontra duplicado e precisa ser reduzido ao meio.
  • 31. A meiose II ocorre de forma similar a mitose, a única diferença é que entre a meiose I e II não ocorre a interfase, pois o material genético está duplicado e precisa ser reduzido ao meio. Quanto terminada a meiose II teremos quatro células com a metade do material genético.