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O uso das Mídias Sociais Pelos Políticos Brasileiros
 

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Artigo de conclusão de MBA em marketing estratégico. Finalizado em janeiro de 2013.

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    O uso das Mídias Sociais Pelos Políticos Brasileiros O uso das Mídias Sociais Pelos Políticos Brasileiros Document Transcript

    • ANÁLISE DA ATUAÇÃO DOS POLÍTICOS BRASILEIROS NAS MÍDIAS SOCIAIS Alinne Fernandes1 Flávio Emílio Monteiro Cavalcanti2RESUMOEste artigo científico tem como objetivo analisar a comunicação dos políticos nasmídias sociais, apontando o comportamento digital dos candidatos durante o período decampanha eleitoral, bem como o período pós-campanha, ou seja, a maneira quepolíticos passaram a interagir com os internautas que interagem com eles por meiodesses canais durante a continuidade dos seus mandatos.Palavras-chave: Políticos, Mídias Sociais, Twitter, Facebook, Tumblr, Orkut,Estratégias, Marketing Político Digital, Cases, Brasil, Política, Ações, Internet,Eleitorado, Posicionamento, Interação, Internautas, Fails, Crise de Imagem 2.0, Erros deComunicação.ABSTRACTThis research paper is to analyze the communication of political social media, pointingthe digital behavior of candidates during the campaign period and the post-campaignperiod, ie, the way that politicians began to interact with netizens that interact with themthrough these channels during the continuity of their mandates.Keywords: Political, Social Media, Twitter, Facebook, Tumblr, Orkut, Strategies,Digital Marketing Policy, Cases, Brazil, Politics, Stocks, Internet, Electorate,Positioning, Interaction, Netizens, Fails, Crisis Image 2.0, Communication Errors.___________________________1 Analista e Planner de Mídias Sociais Jornalista – Universidade Ferderal do Rio Grande do Norte MBAem Marketing Estratégico UNIRN Centro Universitário do Rio Grande do NorteE-mail:contato@alinnefernandes.com.br2 Administrador, Mestre em Administração pela UFRN, Docente em cursos de graduação e pósgraduação da UNIRN Contato: admflavioemilio@gmail.com
    • 1 INTRODUÇÃO Até o fim da primeira década do século XXI , a comunicação de massa doscandidatos a cargos públicos era realizada preferencialmente em veículos tradicionais,ou seja, priorizava informações veiculadas em rádio, TV e impresso; considerando opúblico alvo de cada um. A parte complementar da campanha era feita por meio deações corpo a corpo, em locais públicos, quando o candidato ia até o eleitoradoexpressar suas ideias e plataforma de governo. Em 2008, o então candidato a presidência dos EUA, Barack Obama,revolucionou o modo de fazer campanha eleitoral. Enquanto seu concorrente,JohnMcCain utilizava a Internet apenas como um veículo de mídia complementar, a equipede marketing de Obama resolveu ousar e apostar na democratização e engajamento darede como diferencial para a divulgação espontânea da candidatura dele, assim comopara a arrecadação de fundos. O resultado foi um sucesso, comprovado através denúmeros: 130 mil seguidores no Twitter, 14 milhões de views (número de vezes em queo vídeo foi assistido) em apenas um vídeo do Youtube, 2,3 milhões de membros em umgrupo do Facebook e nada menos que 3,1 milhões de doadores pela Internet. O que issotudo queriadizer? Que estava tendo início uma nova fase... A fase da campanha eleitoralda revolução digital. No Brasil, em 2008, estava começando a campanha para as eleições municipais.Apesar de surpresas com o fenômeno Obama, as equipes de marketing dos candidatosainda não entendiam bem como tirar proveito das novas mídias e os maiores esforços,contemplaram apenas, tímidas ações no Orkut. Nas eleições presidenciais de 2010 o cenário mudou. Muitos “profissionais daárea surgiram” e a busca por palestras e oficinas com gurus que prometiam a receita dobom relacionamento dos candidatos com os eleitores nas mídias sociais tambémcresceu. Em paralelo ao grupo que buscava conhecimentos sobre posicionamentos eações de marketing de sucesso na Internet, surgiu também o grupo que resolveu seposicionar por conta própria, tendo pago um preço alto por tanta exposição desprovidade preparo para lidar com a crise de imagem desencadeada pelo novo comportamentodos eleitores online. Uma palavra que não tem vez nessa nova era da eleição digital é a“passividade”. Agora os eleitores se apresentam de forma diferente: cobram,denunciam, dividem opiniões e principalmente apontam os erros e acertos doscandidatos e de cada gestão. Comunicar nunca foi tão importante quanto agora. Estamos vivendo a sociedadedo compartilhamento de ideias. Sobressai-se melhor, aquele que também se comunicamelhor.
    • 2.0 MARKETING: CONCEITOS FUNDAMENTAIS O marketing pode ser definido como “um processo social e de gestão pelo qualindivíduos e grupos obtêm o que necessitam e querem através da criação, oferta e trocade produtos e valores com outros (KOTLER, 1997, P. 7)”. O marketing é usado para entender quais são essas necessidades dosconsumidores finais, intermediários, através do processo de pesquisa, analisando ocomportamento desses consumidores, o mercado, facilitando ver quais segmentos deconsumidores podem ser satisfeitos, quais os alvos de atuação da empresa, que tipo dediferenciação pode ser oferecido, como gerar e adaptar produtos, marcas e embalagenspara satisfazer as necessidades e corretas estratégias de precificação para esses produtos,como colocá-los à disposição dos consumidores através de canais de distribuição ecomunicar, através da publicidade e outras ferramentas. CASTRO E NEVES (2008). O marketing, CROCCO at al. (2010), não está focado apenas nas necessidadesdos indivíduos, mas envolve uma série de atividades que vão da concepção de umproduto, por uma empresa, até a sua entrega, consumo e descarte pelo cliente. “O conceito de marketing pode ser delimitado como entender e atender asnecessidades e anseios do público alvo de uma organização” CROCCO at al. (2010,P.5). Como definido acima por vários profissionais conceituados na área, o marketingnada mais é que um estudo voltado para o preenchimento das necessidades dosconsumidores que tem como resultado a disponibilidade, no mercado, de produtos ouserviços que possam suprir essas necessidades, antes que outras possam ser geradas, deforma eficiente, gerando assim lucro para quem oferece os mesmos.3.0 MARKETING POLÍTICO3.1 CONCEITOSO marketing político, assim como o marketing, tem suas estratégias voltadas para ocomportamento da população e as suas necessidades e em cima delas trabalha oconceito da campanha de um determinado candidato. O que mais se aproxima do que apopulação anseia ganha. Ou seja, o que dispõe de melhores estratégias consegue aconfiança do eleitorado e assim é eleito pelo mesmo para melhor representar os seusinteresses no poder.É exatamente por isso que durante uma campanha eleitoral as pesquisas tendem amostrar uma mudança de cenário constante, de acordo com a percepção que a equipe demarketing do candidato vai tendo durante o processo de contato com o povo para sentiro que as pessoas esperam da chance de renovação que elas tem nas mãos de quatro emquatro anos.
    • Abaixo, podemos constatar em que se baseia o marketing político através de uma breveanálise de Kunts.Segundo KUNTS (2006, P.19) “O marketing eleitoral é o marketing da conquista, que reúne a força e a convicção obstinada da paixão com a astúcia, o planejamento e a estratégia da guerra. Marketing político-governamental é o marketingda ocupação e consolidação do poder conquistado. O primeiro é vibrante e seria afoito se não fossem as pesquisas, dado seu objetivo a curto prazo e imediatismo; o segundo é frio e calculista e visa produzir seus efeitos que atendem objetivos a longo prazo, entre eles o maior de todos: vencer as eleições futuras e levar o grupo dominante a permanecer no poder”. Cada vez que bolamos uma estratégia para sermos bem vistos ou benquistos emum grupo, ou para conquistar um cliente, uma amizade ou um amor, praticamos omarketing. Isso porque temos que estudar o que as pessoas ou grupo que queremosconquistarpensam, gostam, desgostam, como são e vivem, para, só depois, podermosadaptar nossas atitudes afim de preencher tais expectativas, sermos aceitos eaumentarmos as chances de êxito. Para atingirmos os nossos objetivos, temos quecolocar os interesses dos nossos alvos acima dos nossos. Esta também é a essência domarketing político. Porem, mesmo que sejamos capazes de praticar atividades de marketing a nossofavor, quando se trata de uma eleição, todos os esforços devem estar concentrados nisso.Uma falha representa um dia perdido e um ponto atrás da concorrência. (KUNTS,2006).3.1 FERRAMENTAS DO MARKETING POLÍTICO As ferramentas utilizadas no marketing político vão desde os detalhes queconstituem as estratégias de candidatura, passando pelas ações que visam chegar noposto almejado e ainda as que objetivam preparar o político para permanecer no poderapós eleições futuras. “O marketing político se vale e administra todos os meios e instrumentos disponíveis para alavancar e otimizar a comunicação do candidato, mas nenhum instrumento mercadológico ou tecnologia podem substituir, em eficácia, o gasto das solas de sapatos, os apertos de mão ou o calor que existe no contato pessoal do candidato com os eleitores”KUNTS (2006, P.51). Vamos começar pela propaganda eleitoral. A campanha publicitária é uma forteferramenta de marketing político durante as campanhas eleitorais. Elas são responsáveisnão só por tornar os candidatos pop stars, mas também por fazer com que as suas
    • imagens bombardeiem o eleitorado e construa em seus imaginários, os heróis que irãotransformar a gestão de sua cidade, estado e até país. Depois da concepção de imagem do candidato a ser propagada, vem outraimportante ferramenta que é o planejamento da campanha. “O planejamento é o pai da estratégia e o marco zero da transição do sonho paraa realidade” KUNTS (2006, P.79). É justamente aqui que tem início o estudo decenário, ou seja, o nicho em que o candidato e sua equipe terão que atuar ao longo dacampanha. Estuda-se então concorrência, pontos fracos e fortes, pesquisas que revelamse as ações de cada um estão dando certo com relação às intenções de votos e estratégiassão lançadas para que o diferencial que levará a candidatura seja alcançado. Por último e não menos importante, temos que considerar o organograma dacampanha como outra importante ferramenta de marketing estratégico. Aqui sãodecididos esses detalhes: como montar uma campanha, o ajustamento do organograma,os cargos e as funções, a chefia da campanha, coordenação e administração das alianças,coordenação das ações políticas, coordenação de materiais e serviços, coordenaçãooperacional, coordenação administrativa, coordenação financeira, coordenação deagenda e o conselho político. “Uma campanha desorganizada é inadmissível, por mais hábeis que sejam o candidato e sua assessoria. É preciso ter sempre presente que não existe boa vontade capaz de substituir a eficácia da organização, pois a complexidade das atividades a serem desenvolvidas durante uma campanha eleitoral exige que se disponha de uma estrutura ágil e equilibrada, capaz de exercer controles, absorver alto volume de informações e determinar estratégias de ação em curtíssimo espaço de tempo” KUNTS (2006, P. 63). Diante de tudo o que foi mostrado até aqui, só podemos concluir que uma campanha de sucesso só pode ser realizada por membros que trabalhem com uma equipe verdadeira, com todas as suas áreas funcionando como uma verdadeira sintonia, a fim de que o resultado final possa convergir para o interesse de todos que é o da consagração do trabalho realizado. 4.0 INTERNET Os primeiros sinais da tecnologia que deram origem a Internet surgiram durante a Guerra Fria, quando o Departamento de Defesa dos Estados Unidos concebeu a ARPA – Advanced Research Projects Agency. A ARPA tinha como função liderar as pesquisas de ciência e tecnologia aplicáveis às forças armadas. Nos anos seguintes, a ARPANET foi ampliada com novos pontos em todo os Estados Unidos e incluiu também universidades. O modelo experimental do e-mail surgiu em 1971 e o seu primeiro software veio em 1972, expandindo a utilidade da Rede que 1973, o que
    • possibilitou as primeiras conexões internacionais, interligando computadores naInglaterra e na Noruega. A WWW surgiu em 1991, liderando uma grande mudança nos hábitos eno perfil dos usuários da INTERNET. Foi estabelecido por cientistas que tinhamcomo objetivo tornar o uso da rede mais rápido e produtivo, já que na época sóprogramadores e operadores conseguiam navegar e mesmo assim comdificuldades. A WWWW surgiu para nomer endereços amigáveis e assim,possibilitar aos leigos um acesso que antes só era conseguido por especialistasque entendiam de códigos e da linguagem utilizada. Para navegar no sistema, um novo tipo de software foi criado e batizadocom os nomes de browser ou navegador. O primeiro a ter grande impacto foi oMosaic que se espalhou por milhares de usuários, tornando a WWW conhecidarapidamente, o que levou à multipligação da quantidade de home-pagesdisponíveis. Em pouco tempo mais usuários aderiram, criando um ciclo decrescimento da ordem de 300% ao ano, nos cinco primeiros anos de suaexistência. Com a facilidade de uso, outros usuários começaram a aderir a Internet.Entre eles empresas e pessoas físicas. Foi gigantesca a quantidade de novosnegócios que surgiram e continuam a surgir com os nichos criados pela explosãoda WWW. Hoje a Internet é um fenômeno de massa, com milhões de usuáriosespalhados pelo mundo, movimentando milhões de dólares em comércioeletrônico. Um dos fatores que contribuíram com isso foi o fato de a tecnologiaInternet ser barata e aberta. Não se pode prever qual o futuro da Internet, mas manifestos já foramcriados por meio dela, paz estabelecida, relações profissionais estreitadas eprincipalmente: a Internet provocou uma mudança na forma de comunicar. Hojenão se faz mais comunicação de empresa para público, Governo para público,etc. Hoje se comunica junto com o público. Uma revolução digital que atingiu todos os setores da economia e dasrelações no mundo começou e não podemos dizer ainda qual será o seu auge.
    • 4.2 USO DA INTERNET EM CAMPANHAS POLÍTICAS A Internet foi usada pela primeira vez em campanha política no ano de2008, com a campanha online bem sucedida do então candidato a presidênciados Estados Unidos Barack Obama. A equipe de marketing do candidato soube usar a ferramenta de formainteligente, trazendo apoio em massa para a campanha do candidato e fazendocom que aquelas eleições virassem marco da revolução digital, mostrando todo opoder de comunicação e repercussão imediata que a Internet podia causar. No mesmo período, aqui no Brasil, passávamos por eleições municipais.Além dos profissionais da área ainda estarem se familiarizando com ferramentase possibilidades reais que o uso da Internet poderia proporcionar em umacampanha, os candidatos e as próprias equipes de marketing que regiam ascampanhas ainda viam todo o fenômeno que acontecia nos Estados Unidos comoalgo desconhecido e ainda longe do entendimento de todos quando se falava emresultados reais. Estava começando a acontecer à explosão das redes e mídias sociais e osinternautas (eleitores em potencial) também começaram a entender a força e opoder de comunicação que começavam a ter em mãos. Tivemos eleiçõesdiscretas e com pouquíssimo uso da Internet aqui no Brasil. Com exceção doswebsites que já eram utilizados antes para apresentar propostas políticas e comoferramenta de contato entre os eleitores e seus candidatos. Porém, ainteratividade que essas ferramentas proporcionavam ainda era quase nula. Barack Obama foi eleito pela primeira vez nos Estados Unidos econseguiu um incontável número de votos e engajamento, por parte dos seuseleitores, nas mídias sociais. O que foi de vital importância para sua conquista devotos em vários estados do seu país. Mas não foi só isso, o candidato tambémconseguiu uma quantia alta em doações que foram efetivadas pelo próprioeleitorado que o apoiava e que pôde contribuir financiando sua campanha comdoações feitas por meio da Internet. O resultado final desse trabalho atiçou acuriosidade de muitos profissionais de marketing que passaram a ver a Internetcomo um grande potencial de exploração. O impacto disso nós tivemos aoportunidade de ver nas eleições presidenciais de 2010 aqui no Brasil. 2010 chegou e aqui no Brasil surgiram muitos profissionais voltados parao marketing digital. Uns muito bons, outros nem tão bons assim e os partidospolíticos começaram a se articular em busca da receita para se conseguir oengajamento social que o Obama conseguiu em 2008. Só esqueceram uma coisa:a realidade brasileira é outra completamente diferente e o comportamento dosinternautas também. Com a descrença na honestidade dos candidatos que écomum por aqui, por exemplo, dificilmente ou sendo mais realista em hipótesealguma os internautas iriam exercer o hábito de fazer doações para campanhas
    • pela Internet. Exceto, é claro, os empresários em caso de apoio ao candidato. Mas se falando da massa, isso é uma realidade inexistente. Porém, mesmo com muitos problemas, as campanhas digitais aconteceram e de forma bem organizada, até. O Partido Verde deu um show de criatividade e Interatividade, mostrando que com poucos recursos e muita vontade era possível conseguir visibilidade e engajamento. O PT apostou na contratação de Marcelo Branco e nas caravanas que a equipe dele passou a realizar em cada estado. Muitas ações foram elaboradas no sentido de deixar a candidata sempre em evidência, como nos TTs do Twitter, por exemplo. O José Serra apostou em um posicionamento mais pessoal em seus perfis. O que lhe deu credibilidade frente aos internautas e foi de vital importância para a campanha mais próxima que ele realizou com os internautas. Isso lhe deu mais intimidade com o povo. Tivemos uma campanha digital bonita e cheia de ações interessantes, mas que ainda precisava amadurecer. Foi justamente o que aconteceu nas eleições de 2012. Ano em que voltamos a vivenciar eleições municipais e que não só as equipes de marketing, mas também os próprios candidatos já se sentiram mais íntimos e a vontade para utilizar as ferramentas e mídias digitais proporcionadas pela Internet. Agora sim todos começaram a ter a dimensão da abrangência dessa democracia digital, que muitas vezes trouxe (para os candidatos) resultados positivos e para outros resultados negativos. Tudo isso foi fruto da responsabilidade com que cada um utilizou as ferramentas em questão.5.0 CONCEITOS DE REDES E MÍDIAS SOCIAIS Segundo André Telles, autor de “A Revolução das Mídias Sociais”, podemosclassificar Redes Sociais como um conceito sociológico e independe de tecnologia.Grupos que tem interesses em comum e interagem entre si formam redes sociais. Nasplataformas sociais digitais, algumas são mais propícias para a formação de RedesSociais. Ainda segundo o autor, as Mídias Sociais são plataformas sociais digitais emque as empresas ou personalidades públicas podem se utilizar para interagir ecomunicar sobre seu segmento, marca, produtos e serviços.5.1 O USO DAS MÍDIAS SOCIAIS POR POLÍTICOS NO BRASIL Como já falamos no tópico 4.2 o uso da Internet pelos políticos ocorreu de formagradativa e evolutiva nas três últimas eleições do país. Em 2008, quando ainda engatinhávamos nesse processo, houve uma inserçãopor meio de algumas ações no Orkut que caracterizavam posts com fotos e pedidos devotos. Paralelamente a isso, os sites começaram a introduzir os murais de recados.Sessões moderadas de interação com os internautas. Esse foi o ensaio para o que seria a
    • comunicação 2.0 e 3.0, interativa e sem a menor possibilidade de manejo ou moderaçãopelas partes receptoras das mensagens. Em 2010 foi quando, de fato, os políticos entraram nas Redes de forma muitoamadora e aprenderam que o tom da linguagem era diferente da publicidade tradicional.Ou seja, que a comunicação nas redes se mostra como um diálogo e não um monólogo.Nessas eleições o Twitter e o Facebook (ferramentas que estavam em evidência)começaram a ser usadas pelos candidatos e, como em toda fase de experimento, tivemosa oportunidade de presenciar os primeiros erros e acertos de alguns. Nas eleições de 2012 alguns políticos contrataram profissionais especializados ea comunicação melhorou de um modo geral. Percebemos um maior cuidado doscandidatos na forma de se expressar nessas redes sociais. Estamos falando dos que, defato, investem em comunicação e marketing. Pois veremos adiante alguns queresolveram fazer suas campanhas pessoalmente ou não possuíam ainda à sensibilidadede entender a proporção de um pronunciamento em rede social e que se meteram emverdadeiros escândalos. Esse foi o ano da democracia na web. A começar pelos aplicativos associados aoTwitter e Facebook que mostravam, em segundos, a lista com candidatos, por estadosbrasileiros, que foram taxados pela justiça como Fichas Sujas. Os mesmos não tiveramsuas candidaturas suspensas, mas muitos quando eleitos, foram impugnados pelaprópria justiça. Nesse sentido, várias campanhas foram criadas pelos própriosinternautas com o objetivo de promover os candidatos honestos e derrubar os que,comprovadamente, já tiveram pendências com a justiça eleitoral. Nessas eleições os candidatos e suas equipes de marketing usaram e abusaramdo Facebook, Twitter, canais no Youtube, aplicativos, Instagram e todas as ferramentasque estão com índice auto de audiência entre os internautas. Tivemos a oportunidade depresenciar debates ao vivo com webcam, integração total desses debates da TV com aInternet, obter dados de intenções de votos por meio de ferramentas de monitoramentode redes sociais, presenciamos chats sociais no Facebook com candidatos e muito mais. Sem dúvida houve um amadurecimento e um melhor proveito de tudo que asredes e mídias sociais puderam oferecer. Em pesquisa realizada pela Medialogue Digital, entre 27 de junho e 9 desetembro de 2011, intitulada como “Políticos 2.0 Deputados e Senadores”, tivemos aoportunidade de saber como os Senadores e Deputados Federais usam a internet e asredes sociais para se comunicar com o eleitor, independente do período decampanha.Vejamos as ações digitais de alguns, segundo a pesquisa:
    • ALESSANDRO MOLON (PT‐RJ) O Deputado criou uma rede social própria e está presente em oito canaissociais. Entre eles o Facebook, Flickr, Google +, Linkedin,MySpace, Orkut,Twitter e Youtube. Todos esses canais estão destacados no seu sitewww.molon1313.com.br .
    • ALINE CORREA (PP‐SP) Além de usar as ferramentas convencionais como Twittre, Youtube,Linkedin, Flickr e Facebook, a Deputada também usa o Formspring sembloqueio. Ou seja, além de estar disponível para responder as questões dosinternautas, ela também mostra que está constantemente ligada em todos os seuscanais. Não cria, apenas, como alguns candidatos fazem.
    • ANTHONY GAROTINHO (PR‐RJ) Com destaque pela movimentação e dinâmica tanto das redes sociaisquanto do blog, o Deputado também dá um show de atenção às perguntas querecebe. Segundo a pesquisa, o blog do Garotinho (www.blogdogarotinho.com.br)tem uma média de 10 posts diários por dia útil e seu Twitter publica um post acada 3 minutos, sendo que 30% desses posts são de respostas para as questõesque os internautas direcionam a ele. Ele é uma tradução do que todos os profissionais de marketing digitalpregam: não é preciso apenas estar nos canais sociais, mas principalmenteinteragir com o público por meio deles.
    • CESAR COLNAGO (PSDB‐ES) O Deputado se destaca por fazer um uso interessante do seu site(www.cesarcolnago.com.br). Além de divulgar causas sociais, o mesmo tambémestabelece links com organizações que apoiam essas causas. Dessa forma,consegue expor o que defende e ainda conseguir a simpatia dos membros quefazem parte ou que compartilham do mesmo pensamento das organizaçõessociais. Em outra pesquisa, também realizada pela Medialogue Digital no mesmoperíodo e intitulada como: “O Mapa do Poder Digital – Highlights” nós tivemosa oportunidade de conferir gráficos e tabelas com números voltados para ainfluência desses parlamentares na Internet. Vejamos alguns números:
    • Raio X dos Deputados mais influentes na Internet, segundo nota média emvárias categorias, divulgado pela pesquisa A questão da influência que os perfis exercem sobre a sua rede decontatos está diretamente ligada à forma como os políticos interagem e seposicionam nessas redes sociais. Quanto mais espontâneo o político é e quanto menos ele utiliza a suaAssessoria de Comunicação para postar por ele nos perfis, mas ele ganhacredibilidade entre os internautas e passa a impressão de que, de fato, ouve e seenvolve com os questionamentos que ali surgem.
    • Um fator muito interessante e que podemos observar acima é a questãoda influência por faixa etária. Percebemos com a pesquisa que os políticos maisjovens apresentam maior influência sobre os internautas. Uma justificativainteressante que podemos considerar para tal resultado é o fato deles terem maiorintimidade com a linguagem das mídias sociais e também com todo tipo dedispositivo que os permite interagir com seu público. Outro fator é a presençaconstante dos mesmos nas mídias sociais. O que aumenta a visibilidade e gera aideia de que eles realmente se importam com o que acontece ali. É claro que podemos observar usuários assíduos das mídias sociais emtodas as faixas etárias, como já mostramos em cases anteriores, mas o fato é quenas mídias sociais, quanto menos formalidade existe e espontaneidade também,mais fluidez se consegue na comunicação ali exercida. Por isso mesmo osusuários dessas mídias, em sua maioria jovens, se identificam mais com oscandidatos próximos a sua idade, ou seja, também próximos nos gostos e açõesque ali praticam.
    • As mulheres, por natureza, tendem a falar mais. Nas mídias sociais oengajamento e feedback se consegue justamente por meio de atividadeconstante. Quanto mais se fala, com respaldo e embasamento do que se estáfalando, mais rápido se consegue notoriedade. Claro que muitas vezes essanotoriedade também se consegue por meio de posts demasiados e infundados,mas o que eu quero dizer é que quanto mais ativo um usuário é, maior é ofeedback que tem e por sua vez, maior a influência que pode exercer sobre suarede de contatos.
    • Raio X dos Senadores mais influentes, segundo nota média em váriascategorias, divulgado pela pesquisa
    • Aqui podemos perceber o que já foi dito nos infográficos relacionadosaos Deputados. O fato de os Senadores mais velhos serem mais influentes nasmídias sociais acontece justamente porque eles são usuários mais ativos. É oprincípio da atividade constante na rede. Quanto mais se fala, mais se é visto. Quando se fala do PT, podemos atribuir essa atividade e influência de suabancada ao fato de que em 2010 a equipe responsável pela candidatura daPresidenta Dilma Rousseff fez uma grande campanha de divulgação daimportância das mídias sociais realizando treinamentos nos comitês de todos osEstados e incentivando o uso dessas mídias com fins não só de campanha mastambém de continuidade após o fim das eleições com o objetivo de influenciar asredes de contatos e torná-las engajadas na mesma causa.
    • 6.0 CASES DE SUCESSO NAS ELEIÇÕES 2012 Veremos a seguir alguns cases interessantes de candidatos a Prefeito queutilizaram, de forma bastante interessante, os recursos que a Internet oferece. Os candidatos deram um show de interatividade e obtiveram feedbacksque foram verdadeiros termômetros no que se referiu a aceitação dos internautascom relação as ações de compartilhamentos que eles realizaram.6.1 MICARLOS MEDEIROS Micarlos foi candidato à Prefeitura da cidade de Riachuelo no RioGrande do Norte pelo PT. Com uma verba de campanha bastante restrita, resolveu apostar nasmídias sociais como canal de interação com o seu público alvo. O candidato usou e abusou de recursos como: Youtube – O candidato fez uma série de vídeos conversando diretamentecom os internautas sobre seus valores e cada uma de suas propostas. Essesvídeos foram liberados em série no seu canal do Youtube. Canal esse que ocandidato tirou do ar após a campanha, mas que pode ser acessado atrav´s doendereço youtube.com.br/micarlospt. Soundcloud – Através dessa ferramenta, o candidato postou seu jingle emensagens aos eleitores. Acessando o canal, todos tiveram acesso ao conteúdo epuderam fazer downloads para o celular ou até mesmo para gravar CD divulgar
    • por conta própria. O perfil também foi removido após a campanha, mas tinhacomo endereço soundcloud.com/micarlos13 Tumblr – Foi o canal que o candidato escolheu para fazer seu blogoficial. Lá, além de conhecer melhor Prefeito e Vice, os internautas puderamconhecer os candidatos a Vereadores do partido, fazer doações para ajudar nacampanha e baixar imagens de compartilhamento nas mídias sociais apoiando acampanha. O blog foi removido após a campanha, mas teve como endereçomicarlos13.tumblr.com . Twitter – O @Micarlos que está ativo até hoje, foi usado para divulgaragenda do candidato, pensamentos, proposta e também para divulgar os assuntosveiculados nas demais mídias sociais da campanha dele. Facebook – O candidato possuía uma fan page (que foi removida após acampanha) e que pôde ser acessada por meio do endereçofacebook.com/micarlos13 e também um perfil pessoal. A fan page foi usada para divulgação de material por meio de aplicativosque deixaram a página tão rica e interativa quanto o blog do candidato. O perfil,apesar de mais limitado, foi utilizado para divulgação de peças e realização dedebates sociais. Vejamos algumas peças de divulgação utilizadas na campanha deMicarlos Medeiros:Blog (Tumblr)
    • Pensamento (peça de compartilhamento no Fcaebook)Propostas (peça de compartilhamento no Facebook)
    • Cartão de aniversário (um dos modelos enviado aos amigos das mídias sociais)Convite ao debate social no Facebook
    • Micarlos Medeiros não foi eleito, mas teve a campanha digital mais bem feita dacampanha de 2012 em Riachuelo. Conseguiu muito engajamento e foi elogiadopelos adversários pela inovação na campanha.6.2 NÉVIO DÁRTORANévio Dártora foi candidato à Prefeitura da cidade de Caieiras, em São Paulopelo PSBD.O candidato já havia sido Prefeito por 3 mandatos (não consecutivos) na cidadee tentava mais uma vez se reeleger.Muito querido pelo povo da cidade devido às inúmeras obras que concretizou,optou por utilizar de forma efetiva a Internet na busca dos eleitores jovens.Vejamos algumas ações do candidato na web:Acervo Digital – Através do acervo (http://acervodigitalneviodartora.com.br/),os internautas puderam encontrar fotos e listagem de tudo que o candidato fezpela cidade de Caieiras durante seus 3 mandatos como Prefeito.
    • Site da Campanha – O candidato elaborou seu site de campanhacompletamente integrado com as mídias sociais e com um blog que foiatualizado diariamente.
    • Google Maps – Todas as obras realizadas pelo candidato, durante seus 3mandatos, foram cadastradas no Google Maps. Ao passar o mouse sobre cadabairro de Caieiras o Internauta tinha uma janela aberta com todas as ações feitaspor Névio em seu bairro. O recurso também foi indexado ao site da campanha.Youtube – Canal #FalaMeuPovo – O canal foi utilizado para divulgarmensagens do candidato e suas propostas. As coberturas das passeatas foramfeitas em cada bairro, sempre finalizando com as propostas que Névio Dártoratinha para cada um. Além disso, muitos depoimentos de moradores da cidadeforam veiculados com a hashtag #FalaMeuPovo . Os vídeos mostravamdepoimentos de pessoas defendendo a candidatura de Névio e dizendo porquevotariam nele.O Canal do Youtube chegou a ser mais acessado do que o próprio site dacampanha.
    • E-mail Marketing – O candidato utilizou bastante o e-mail marketing paradivulgação de passeatas, eventos e esclarecimentos sobre sua candidatura. Já queo mesmo foi processado e listado entre os candidatos fichas sujas das eleições2012.Foram disparados 2 e-mails semanais para um banco de 9 mil e-mails só dacidade de Caieiras/SP.Abaixo uma das peças enviadas:
    • Twitter – O candidato usou o aplicativo Twibbon para que todos pudessempersonalizar seus avatares.Facebook – O candidato possuía 2 perfis pessoais lotados antes da campanha.Durante o período eleitoral ele usou uma fan page com vários aplicativos quepermitiam, por exemplo, os internautas assistirem um vídeo de apresentação etambém folhearem seu plano de governo em forma de revista digital. Muitaspeças de compartilhamento foram utilizadas, diariamente, tanto nos perfisquanto na fan page. Entre elas:
    • Além disso, o candidato realizou palestra com treinamento, sobre como usar asmídias sociais, com todos os candidatos a Vereadores da coligação.Ele também utilizou banners em seu comitê para divulgar seus canais naInternet. Os banners também foram levados para as passeatas.Todas as ações realizadas na Internet foram monitoradas e pesquisas de intençãode votos apontaram o candidato como favorito.Névio Dártora foi eleito com maioria dos votos. Porém, devido a Lei da FichaLimpa teve sua candidatura impugnada.
    • 7.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS A Internet, sem dúvida, dividiu a comunicação em antes e depois do seuadvento. Com ela não só foi possível questionar mais, expressar mais as opiniõese encontrar pessoas que possuem afinidades de pensamentos, como tambéminiciar verdadeiras revoluções políticas e sociais. O que tivemos a oportunidade de ver no desenrolar deste artigo foi queuma visão estratégica de alguém, que estava nos EUA liderando uma campanhae que viu na Internet todo o potencial que ela tinha no ato de comunicar,influenciar e gerar participação ativa dos eleitores foi o ponto de partida inicialpara novos modelos de comunicação voltados para influenciar esse público alvo. O modelo se estendeu ao Brasil de forma lenta e gradual e podemosatribuir tal acontecimento a vários fatores, como por exemplo, a cultura dapopulação e a imagem que a mesma faz dos políticos, ao preparo dosprofissionais da área do marketing digital e, sobretudo, a forma com que ospróprios candidatos passaram a enxergar esse novo modelo de campanha “Corpoa corpo”, que embora de contato físico não tenha nada, de contato intelectualcom necessidade de respostas rápidas tem muito. No Brasil, a comunicação digital das campanhas voltadas para a Internetestá cada vez melhor. Podemos dizer que, apesar de alguns erros decomunicação por parte dos candidatos menos informados gerarem umarepercussão negativa, a tendência, como vimos em muitos cases, é de que ascampanhas digitais se tornem cada vez mais próximas do eleitorado e sejamcada vez mais participativas. Estamos caminhando para isso. Com relação à tecnologia e popularização dos dispositivos móveis comotablets, smartphones, iphones e outros, é bom que os profissionais de marketingpolítico digital e que os próprios candidatos se preparem para campanhas cadavez mais interativas, com comunicação cada vez mais rápida e perecível. Engajamento é o ponto crucial de toda campanha na Internet e para queele seja alcançado é necessário um empenho cada vez maior dos candidatos nosentido de ouvir, falar e proporcionar participação dos eleitores em suascampanhas e em seus futuros mandatos. Nas campanhas futuras, se sairão melhor os candidatos que entenderemque a transparência e a honestidade é cada vez mais importante para que osmesmos ganhem credibilidade e assim, consigam mudar a ideia que osbrasileiros possuem de que todo político é corrupto. Quem sabe com toda essamudança, um dia, os eleitores brasileiros possam financiar uma campanha, comoaconteceu nos EUA, porque acreditam nela de verdade.
    • REFERÊNCIASCASTRO, Luciano Thomé . NEVES, Marcos Fava. Administração de Vendas –Planejamento, Estratégia e Gestão. São Paulo: Editora Atlas. 2008.CROCCO, Luciano; TELLES, Renato; GIOIA, Ricardo M.; ROCHA, Telma;STREHLAU, Vera Iara. Fundamentos de marketing: conceitos básicos. São Paulo:Editora Saraiva. 2010.FERNANDES, Alinne. Slideshare. Marketing Político nas Redes Sociais. 2008.Disponível em: <http://www.slideshare.net/alinnefernandes>. Acesso em: 08 de junhode 2012.FERNANDES, Alinne. Site de Alinne Fernandes. Análise dos perfis de Twitter dostrês candidatos à Presidência da República. 2010. Disponível em:<http://www.alinnefernandes.com.br/marketing-politico-digital/analise-dos-perfis-de-twitter-dos-3-candidatos/>. Acesso em: 01 de agosto de 2012.Folha da Região Online. O uso da Internet nas campanhas eleitorais. 2010.Disponível em: <http://www.folhadaregiao.com.br/Materia.php?id=291308> Acessoem: 01 de dezembro de 2012.Inter-Ponta Informática Ltda. Como surgiu a Internet. 2010. Disponível em:<http://www.interponta.com.br/~tutorial/suporte/comosuriguainternet.htm>. Acesso em:08 maio 2012.KOTLER, Philip. Administração de marketing: Análise, planejamento,implementação e controle. São Paulo: Editora Atlas. 1997.KUNTZ, Ronald A.. Marketing Político: Manual de Campanha Eleitoral. SãoPaulo: Editora Global. 2006.MediaLogue Digital. Político 2.0 versão ilustrada com infográficos – Deputados eSenadores. 2012 Disponível em: < http://www.medialogue.com.br/produtos/politico-2-0-versao-ilustrada-com-infograficos-deputados-e-senadores/>. Acesso em: 23 denovembro de 2012.MediaLogue Digital. Pesquisa político 2.0 deputados federais e senadores. 2011.Disponível em:<http://www.medialogue.com.br/produtos/pesquisa-politico-2-0-deputados-federais-e-senadores/>. Acesso em: 23 de novembro de 2012.