ESCOLA SECUNDÁRIA SEOMARA DA COSTA PRIMO 1988/89/2008
1
Era Outubro.

                                                    O ano começava.

                                       ...
SÓ PARA TI…COM TODO O AMOR!




    O homem não deve chorar

    Não se deve prender a ilusões ou aventuras…

    Quando a...
FELICIDADE



           Felicidade

           É água do mar na pele …

           O calor do sol nos olhos que não vêem ...
AMOR



    No pequeno jardim

    Um colorido rio delicado corria…

    Como fiozinhos de luz que se alastravam

    Pene...
A POESIA



           A poesia!

           Coisa maravilhosa e pura

           Feita pelo pensamento

           Feita ...
PARA QUÊ PROCURAR A FELICIDADE




           Para quê procurar a felicidade

           Se ela está contida em nós…

    ...
PENSAMENTOS




     Por vezes fico longe da vida

     Chego até a acreditar que não vivo por cá e

     De repente, acor...
AMOR



    Todo o mundo já sentiu

    Milhares ainda o vão sentir

    Ver, ainda ninguém o viu

    Não há quem lhe pos...
ANO 1989 “MENSAGEM”



                 Que o Ano de 89 lhe traga satisfação

                 Que tenha muita saúde e Amo...
Na calmaria deste rio, que é Novembro

                       Navego e permaneço

       Na harmonia deste doce Outono

  ...
O TOCAR DO TELEFONE

     Não quero … Não quero ouvir

     O tocar do telefone

     Para que o meu coração não retome

 ...
Sei…                                      Sei
 Sei                                       Que tudo se acaba
 Sei que em mim...
NAQUELE DIA



     Frio….

     O frio que sentia

     Naquele dia…

     E permanecia ao relento

     Naquele momento
...
NÃO ME PERGUNTES



     Não! Não me perguntes por que te quero…não sei!

     Mas quero-te de uma tal forma

     Que tod...
PROIBIÇÃO SENTIMENTAL


A fúria e a rebeldia
Com que escravizo a minha vontade
E rejeito beber a tua imagem…
A bruta luta
...
A força da vida
Existe no tempo
No tempo embalo
O meu pensamento
Peguei no meu pensamento
E atirei-o para a lua
Agora sou ...
Só mesmo um dia como

     Hoje para me sentir assim

     A felicidade não está comigo

     Um vazio…Choro por ti




  ...
VOAR



     Sou um pássaro sem asas

     Que gosta de voar

     Na imensidão da tua alma

     Para te poder amar




 ...
A poesia
       É a furiosa
 Tentativa
       De pintar a
                Cor do vento


                                 ...
Não confies no vento
     Que ele revela os teus segredos às

                                Árvores!

                  ...
Será este um natal

De paz?

Um natal diferente?

Porque não?

Que tal… desistirmos da guerra?

Reflectirmos dentro do cor...
A doçura de um raio de sol matinal

                É como uma carícia esperada…!



                                     ...
IMAGINANDO



     Vou dar largas à imaginação

     Para aqui versos escrever

     Mas sinceramente hoje não

     Não m...
NÃO TEMAS



            Não temas em dar todo o teu amor

            A quem dele necessita

            E para quem esse...
DESTRUIÇÃO



     E se o mundo

     Acabar

     Não existirá

     Nem mais amor

     Nem liberdade

     Nem sequer

...
DESESPERO



            Mergulhou num abismo de sofrimento

            Numa agonia

            Como nunca experimentara...
SONHAVA



            Sonhava, decerto

            E não tardaria o despertar

            Mas sentia-me tão bem assim

...
AMAVA-O…



            Ele estava perto …

            Sentia-o…

            Só de pensar que iria vê-lo

            Se...
A FLOR



            Continuava indecisa

            Entre o murchar e o viver



            O ambiente era

          ...
A INVENÇÃO DO TEMPO



     Eu queria inventar o tempo

     Um tempo diferente

     Do hoje - ontem - amanhã



     E t...
NÃO SEI SÉ É VERDADE



            Não sei se é verdade …

            Quando me olhas

            Não sei o que sinto!
...
MESMO SE EU ESTIVESSE NO PARAÍSO




            Mesmo se eu estivesse no Paraíso

            Rodeada pelas flores mais l...
A viagem a Rio Maior

     Decorreu com muita alegria

     Só faltou a professora de Português

     Com a sua poesia



...
NÃO SEI QUE FAZER



                   Não sei que fazer

                   Mas estou a tentar

                   Mesmo...
CONJUGAÇÃO


     Sou um tudo do nada que atravesso
     Sou um nada do tudo que mereço

     Sou um tudo do nada que vejo...
SE EU FOSSE POETA



     Se eu fosse poeta                        Oh, se eu fosse poeta

     Oh, se eu fosse poeta      ...
ESTRADA                                   E crianças nasceram

E veio a estrada                                 E crianças...
E o sonho foi cortado                         E o homem-electrónico reinou

E o relógio agitou o Mundo                    ...
O QUE É VIVER, MEU AMOR?

     O que é viver, meu amor?

                          Viver é amar

                         ...
OS TEUS BRAÇOS ME ABRAÇAM




        Os teus braços me abraçam

        Numa tentação invulgar

        Será isso paixão
...
O

     O que

     O que é

     O que é o

     O que é o amor

     Perguntei!

          Ninguém me respondeu

       ...
O MUNDO TODOS OS DIAS



     O Mundo todos os dias vira e revira

         Uns nascem outros morrem...

         É a roda...
ONDE ESTÁS, SENHOR?



     Procurei-Te entre as nuvens, entre todas as estrelas do céu

     E entre os raios do Sol numa...
De uma pequena semente, Senhor, começou a nascer uma árvore

     Que cresce lentamente e vai ocupando

     Um enorme esp...
AMAR



     Amar...

     Amar não é ficar acordada

     A sonhar



      Amar…

     É ficar a chorar

     É tentar

...
QUANDO EU PARTIR



     Quando os meus olhos

     Prestes a fecharem-se

     Te disserem um último adeus

             ...
AMIZADE



     A Amizade é como o Sol que brilha

     Numa manhã clara



     Por vezes o vento e as nuvens destroem

 ...
AMOR ERRADO



     É como procurar

     O que não se encontra



     É como querer

     O que não se pode ter



     ...
TEMPO

     Nestes tempos

     Não há momentos

     Para amar

     Nem para falar



     Mas há tempo

     Para matar...
ANGÚSTIA



     Cheguei

     E senti qualquer coisa dentro de mim

     Um aperto no coração

     Como se fosse tristez...
PORQUÊS

       Porquê tanta mesquinhice

       Porquê tanta parvoíce

       Porquê tanta estupidez

       Porquê tanto...
FARTO



            Apetece-me sair daqui

            Porque não aguento mais

            Este barulho!



            ...
AMOR É ALEGRIA



     Amor é alegria

     Amor é sofrimento

     Amor é beleza

     Amor é uma coisa no coração

     ...
AMOR




     Amor

     É uma sensação que nos toca

     Uma sensação deliciosa

     Que não se sabe explicar



     A...
AMANHÃ



     Amanhã

     Perguntarei ao tempo

     O segredo do Inverno!



                                Nunca o am...
NATAL É...

                                                Natal é

                                                Estre...
OLHEI-ME AO ESPELHO



     Olhei para o espelho

     Um reflexo eu vi

     Vi a tua imagem

     E o teu corpo em mim

...
ONDE ESTÁS, SOL?



     Onde estás, Sol

     Que iluminas a minha vida?



     Onde te escondeste?

     Vem comigo!

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Poesia Seomara 1989

2,060

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As Professoras Elisa Moreira e Júlia Miguel recuperaram o manuscrito original do trabalho, realizado pelos alunos da 1ª turma do Curso Técnico Profissional de Secretariado do ano-lectivo 1988/99.
Este manuscrito vai ser distribuído aos antigos alunos no dia da Escola - 10 de Novembro de 2008.

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Poesia Seomara 1989

  1. 1. ESCOLA SECUNDÁRIA SEOMARA DA COSTA PRIMO 1988/89/2008 1
  2. 2. Era Outubro. O ano começava. Chegámos todos à sala número sete, espaço que nos iria abrigar até ao final de mais uma etapa, cuja meta seria só, será só em Junho. Vindos de vários lados, trazendo experiências diferentes, deixámos para trás as nossas amizades, que ficaram noutras Escolas… E foi então que o Técnico-Profissional nos reuniu, os desconhecidos… E dentro desta sala número sete p3, olhámos, desconfiados, para as paredes nuas e tão desamparadas como nós - sentimos uma enorme vontade de dizer: Não! Depois vieram os professores. Um a um, trazendo projectos… Falavam. Perguntavam. Tentavam uma comunicação bilateral. Mas nós, nada! A nossa “conspiração do silêncio” deveria prolongar-se por mais algum tempo. Íamos esboçando um sorriso pouco seguro, pendurávamos os cabelos sobre o bloco onde registávamos as aula e … E eis que, na aula de português nasceu a ideia de se começar a escrever frases bonitas, sobre não importa o quê… Era um truque para forçar a saída de emoções. E a frase nasceu. Nasceu como um riozinho frágil, envergonhado. Pouco a pouco as frases transformaram-se num caudal poético. Hoje somos dezasseis amigos. Somos comunicativos. Reencontrámos a nossa vivacidade e o prazer de conviver. A nossa sala já não está nua. As suas paredes estão cheias de flores que são os nossos sonhos. Descobrimos a beleza da palavra. Descobrimos que só ela expressa a nossa indiferença, a nossa raiva, o nosso Amor. Se ser-se poeta é ser-se maior, nós gostaríamos de ter a alma grande, de conhecer a magia da nossa Língua Portuguesa para com ela vencermos as barreiras que se levantarão à nossa frente, quando abandonarmos este espaço… ESCOLA SECUNDÁRIA SEOMARA DA COSTA PRIMO 1988/89/2008 2
  3. 3. SÓ PARA TI…COM TODO O AMOR! O homem não deve chorar Não se deve prender a ilusões ou aventuras… Quando a Tristeza encher Os meus olhos E a Solidão me correr As veias do coração… Estarei sem Amor A sofrer, a esperar… Por ti! O nosso Amor há-de chegar Para juntos percorrermos De mãos dadas O mesmo caminho!... Alexandra Carvalho ESCOLA SECUNDÁRIA SEOMARA DA COSTA PRIMO 1988/89/2008 3
  4. 4. FELICIDADE Felicidade É água do mar na pele … O calor do sol nos olhos que não vêem … É a beleza de uma nova flor … Felicidade É pensar, escolher, sentir, amar Ir abrindo o nosso coração, cada vez com menos medo Não necessitando de nos agarrarmos A seguranças ou defesas Felicidade É um amar cheio de calor e luz … É saber que alguém é feliz com a pessoa Que ama, que adora … Porque assim eu sou feliz também! Alexandra Carvalho ESCOLA SECUNDÁRIA SEOMARA DA COSTA PRIMO 1988/89/2008 4
  5. 5. AMOR No pequeno jardim Um colorido rio delicado corria… Como fiozinhos de luz que se alastravam Penetrando sobre uma flor que desabrocharia Momento a momento, em mim se passavam… As sensações mais belas E essa flor irradiaria Um perfume feito de Romance, Surpresa! Prazeres esses que insinuavam… A Beleza, a maneira mais Simples e Pura Que eu descreveria… Um sentimento tão Belo e Lindo como o Amor! Alexandra Carvalho ESCOLA SECUNDÁRIA SEOMARA DA COSTA PRIMO 1988/89/2008 5
  6. 6. A POESIA A poesia! Coisa maravilhosa e pura Feita pelo pensamento Feita pelo coração Desperta palavras simples… Que valem tudo Tocam profundamente A poesia! Momento de esperança… De amor… De felicidade… Por vezes dedicado a alguém, Com muita paixão. A poesia! É o chamar por uma alegria Que dominará mentes e sonhos… Cheios de ilusão É o responder de uma loucura Que chegará num dia de sofrimento… Num dia que o sol Não virá Ficará escondido Alexandra Carvalho ESCOLA SECUNDÁRIA SEOMARA DA COSTA PRIMO 1988/89/2008 6
  7. 7. PARA QUÊ PROCURAR A FELICIDADE Para quê procurar a felicidade Se ela está contida em nós… Dentro do nosso coração! A vida é uma flor que nasce!... Uma criança que sorri A vida é amar é ser feliz!… A minha visão favorita, de ti… É a que trago dentro do meu coração Tu és como o sol! Tens brilho próprio! Todos os dias o sol desaparece Com a promessa de voltar… Para mais um dia Que espera ser agradável! Alexandra Carvalho ESCOLA SECUNDÁRIA SEOMARA DA COSTA PRIMO 1988/89/2008 7
  8. 8. PENSAMENTOS Por vezes fico longe da vida Chego até a acreditar que não vivo por cá e De repente, acordo e tudo recomeça…barulho Ódio, falsidade de outros, adornos misturados Fazem com que eu deseje cada vez mais invadir-me Deste planeta louco chamado Terra!!! Ah! Só que eu não iria sem te levar comigo Que tal irmos juntos descobrir um planeta? Sonhos, sonhos? Alexandra Flores ESCOLA SECUNDÁRIA SEOMARA DA COSTA PRIMO 1988/89/2008 8
  9. 9. AMOR Todo o mundo já sentiu Milhares ainda o vão sentir Ver, ainda ninguém o viu Não há quem lhe possa fugir Mas o que é? O que será? É o amor, está bom de ver!! Só quem está apaixonado Pode dizer a verdade Falar de amor é comum Estar apaixonado é invulgar. Amor assim tanto amor Como o nosso nunca vi Amar assim como nós Só nos romances eu vi O amor é sublime Quando é sentido assim Meu amor por ti é firme E o teu amor por mim? Alexandra Flores ESCOLA SECUNDÁRIA SEOMARA DA COSTA PRIMO 1988/89/2008 9
  10. 10. ANO 1989 “MENSAGEM” Que o Ano de 89 lhe traga satisfação Que tenha muita saúde e Amor no coração Pense em construir a Paz no Mundo que o rodeia Se fosse assim toda a gente Haveria Paz na aldeia Muitas aldeias assim fariam o Mundo melhor E todos diriam por fim É bom viver em Amor!!! NATAL Natal é Amor Natal é nascimento Natal é a ruga teimosa Nos anos da vida Natal é a paz Nesta guerra descabida!!! Palavra “Amizade” Passam anos, séculos até! Amizade é uma palavra linda Gerações e gerações Quando dita com verdade Mas a Amizade fica, sempre É dos mais nobres sentimentos Em nossos corações. Que existe na Humanidade. Alexandra Flores ESCOLA SECUNDÁRIA SEOMARA DA COSTA PRIMO 1988/89/2008 10
  11. 11. Na calmaria deste rio, que é Novembro Navego e permaneço Na harmonia deste doce Outono Me encontro E é em seu leito que adormeço …Tu…Todo aquele ser por quem estremeço Por quem choro e reconheço Tu… Todo aquele ser que toda me alcança Todo aquele ser por quem lonjuras corro… Pois “Quem corre por gosto, não cansa” CHOVE Chove Em cada gotícula translúcida Vai um pouco de mim Que invade as estradas … Os tão longos caminhos que têm vida Choro. Em cada lágrima vai a minha angústia Que invade o meu corpo Em que transporto a minha alma infeliz. E nestas ruas … Um imenso mar de lama Chove … E cada vez mais Como se essa água destilada Quisesse lavar o meu sangue … Ana Paula Costa ESCOLA SECUNDÁRIA SEOMARA DA COSTA PRIMO 1988/89/2008 11
  12. 12. O TOCAR DO TELEFONE Não quero … Não quero ouvir O tocar do telefone Para que o meu coração não retome O seu ritmo apaixonado E eu existo e medito E me fico pela insignificância De aceitar que te quero Não quero ouvi-lo E vibrar e sentir-te E não resistir a lembrar Tudo o que foi E em mim perdura Mas não desligo o meu telefone Pois tenho medo, tanto medo Que passe tempo, muito tempo Sem que o teu toque se ouça … E me preencha Sem que o sinal da tua vida Me encoraje de viver …Sem sentir que me procuras Pois mesmo sem que o atenda Tu sabes Jamais deixarás de saber… Que sempre te espero Ana Paula Costa ESCOLA SECUNDÁRIA SEOMARA DA COSTA PRIMO 1988/89/2008 12
  13. 13. Sei… Sei Sei Que tudo se acaba Sei que em mim pensas Quando mais não há Nesta noite fria Sei Sei Porém temos mundos Que a minha imagem Nada acabará Hoje te alumia Nós somos um E que esta chuva E um só, imenso Te recorda, então, Dentro um do outro Todos os momentos Neste vago extenso Da nossa paixão Sei Sei Sei que talvez sonhe Sei que alto me chamas Não querendo acordar …dantes respondia Sei Sei Se sempre sonhámos Que sempre soubeste Por que terminar Que isto assim seria Se nesta noite escura …Que tal te empobrece O próprio luar E que te destrói Se apresenta triste O que o amor oferece Por nos ver chorar? Ao perder-se, dói …Mas que tudo sei Sei Que um belo dia Sei que nada sabes O sol brilhará Sobre o meu saber Mais lindo sonho Sei Nos envolverá Que louco me procuras Se o teu orgulho Em todo o teu ser Mais o meu orgulho E que não encontras Forem dois peixinhos Mais do que razões Perdidos no mar Porque destruímos Sei… que iremos amar Os nossos corações Ana Paula Costa ESCOLA SECUNDÁRIA SEOMARA DA COSTA PRIMO 1988/89/2008 13
  14. 14. NAQUELE DIA Frio…. O frio que sentia Naquele dia… E permanecia ao relento Naquele momento E via as árvores, o sol, o Inverno Que viria… naquele dia E dentro… a paz, o presente, a lentidão… Condição deste mundo lento Que o era… naquele momento Frio… O frio gelava o vento Naquele momento… E o meu intento… o de ficar fria Naquele dia E buscar o pensamento, que fugia Com o vento… naquele dia E dentro… a divagação, a vadiagem… Imagem desta vadia Que o era… naquele dia Ana Paula Costa ESCOLA SECUNDÁRIA SEOMARA DA COSTA PRIMO 1988/89/2008 14
  15. 15. NÃO ME PERGUNTES Não! Não me perguntes por que te quero…não sei! Mas quero-te de uma tal forma Que toda esta força me mantém Não! Jamais me perguntes como… quando… Eu somente sei Que te ganho, não perguntando Os porquês que o amor tem Da mesma forma que o silêncio o faz Não me perguntes, se fores capaz Porque da maneira que, sem saber Aceitaremos o doce calar Seremos livres em nosso viver Logo vai nascer a fórmula para amar E do mesmo jeito que ambos aprendemos Não me perguntes, assim sentiremos Que a dúvida se desvanece Que a confiança, enfim, floresce Que vence um amor sincero Então sente os instantes, sem viver em vão Não saibas palavras de interrogação… Não! Não me perguntes por que te quero! Ana Paula Costa ESCOLA SECUNDÁRIA SEOMARA DA COSTA PRIMO 1988/89/2008 15
  16. 16. PROIBIÇÃO SENTIMENTAL A fúria e a rebeldia Com que escravizo a minha vontade E rejeito beber a tua imagem… A bruta luta Que em meu desejo travo Para não sentir Tão louca miragem O grito infindo E me afasto sem falar, Que ao sofrer me traz Com expressões mudas de dor Faz-me ser capaz O quão bravo é o mar De banhar em ódio toda a frustração Que nasce ao chorar De rasgar, violenta, o meu coração Por tão grande amor Que procurou até então… a Paz Na morte fictícia Uma condenação… Do nosso teatro A revolta mortal de te dizer não Inventei a arma De sentir-te perto Planeei o fim E não poder ter … Como me firo com profundos golpes Mais que um deserto Como proíbo os teus olhos em mim! Onde finalmente morrer … Ou caminhar em vão Ana Paula Costa ESCOLA SECUNDÁRIA SEOMARA DA COSTA PRIMO 1988/89/2008 16
  17. 17. A força da vida Existe no tempo No tempo embalo O meu pensamento Peguei no meu pensamento E atirei-o para a lua Agora sou eu pelo ar A gora sou eu, sou o luar. A força da vida Em todo meu ser É um sentimento de esperança E no meu pensamento Um sentimento de mudança No repouso do meu leito Peguei no meu pensamento Na escuridão que me envolve E atirei-o para a lua Na angústia da solidão Agora sou eu pelo ar Penso no teu olhar distante Agora sou eu, sou o luar A minha paixão ardente Uma folha de papel O meu pecado e o meu juízo Uma gota de tinta O meu sentimento sincero Uma lágrima no rosto Por alguém desconhecido Quando me sentia perdida Uma folha de papel Um poema de amor Uma afeição que carece De todo o meu calor Ana Paula Ferra ESCOLA SECUNDÁRIA SEOMARA DA COSTA PRIMO 1988/89/2008 17
  18. 18. Só mesmo um dia como Hoje para me sentir assim A felicidade não está comigo Um vazio…Choro por ti Melhores dias virão Eu sei que sim Os dias não são iguais A realidade, a verdade Sou tua para a eternidade Uma flor sem pétalas Uma rosa ou um malmequer? Um coração partido Pela seta do Cupido Eterna saudade Quero estar contigo Ana Paula Ferra ESCOLA SECUNDÁRIA SEOMARA DA COSTA PRIMO 1988/89/2008 18
  19. 19. VOAR Sou um pássaro sem asas Que gosta de voar Na imensidão da tua alma Para te poder amar PENSAMENTO Esta palavra deforma Pelo uso da consciência Estas palavras sem asas Que voam na nossa inteligência ESTAÇÃO As folhas caíram As aves partiram O vento mudou E o Outono chegou Ana Paula Ferra ESCOLA SECUNDÁRIA SEOMARA DA COSTA PRIMO 1988/89/2008 19
  20. 20. A poesia É a furiosa Tentativa De pintar a Cor do vento Uma flor Uma cor Uma história Contada com amor Eis a fórmula Mágica para aqueles Que mais amamos Ficarem connosco Pergunta Para todo o sempre Mais que um som Uma tentativa Para dar som à vida Através dela Obtemos uma resposta Na velhice Nem sempre Se perde a juventude Mas sim se transfere Perdida na imensidão Do rosto para Da minha casa O coração Paira o clima de Todo o meu amor Através da janela Um sol radioso Invade o meu pensamento Quando penso em ti Ana Paula Ferra ESCOLA SECUNDÁRIA SEOMARA DA COSTA PRIMO 1988/89/2008 20
  21. 21. Não confies no vento Que ele revela os teus segredos às Árvores! As abelhas são a Doçura das flores Tu, por quem padeço Desordem da minha vida Esta que quer viver Fazer-se ouvir Este sentimento doce Não correspondido O meu coração desfeito Verdade que tu não vês A tua serenidade que me fere A pazada de cinza que tu deitaste Sobre o meu amor Dans ma ville Tout est beau Des jardins fleuris Qui nous donnent la vie Tu es ma fleur Tu es ma vie Je t’aime Je t’aime Ana Paula Ferra ESCOLA SECUNDÁRIA SEOMARA DA COSTA PRIMO 1988/89/2008 21
  22. 22. Será este um natal De paz? Um natal diferente? Porque não? Que tal… desistirmos da guerra? Reflectirmos dentro do coração? Tão docinho e tão redondo Resposta positiva, tão desejada Passas, frutas é o que tem Mas ainda não conseguida Não há quem não goste Há homens que pelo poder Do famoso bolo rei. Preferem perder a vida Tão linda e tradicional Dentro dos nossos olhos Com os seus efeitos a brilhar A desgraça, a solidão Com o seu aroma nos envolve Que se pode ver no Numa surpresa matinal Dia a dia, através da televisão A desgraça, a solidão No seu verde o algodão É uma lágrima materna A brancura faz realçar Mais um filho se perdeu Não há sombra de dúvida Por uma razão efémera É a árvore de natal Ana Paula ESCOLA SECUNDÁRIA SEOMARA DA COSTA PRIMO 1988/89/2008 22
  23. 23. A doçura de um raio de sol matinal É como uma carícia esperada…! Já é Outono E hoje o sol não veio! O Sol ! Por que não viria ele? Tarde nevoenta e baça Há salpicos de chuva E nuvens que se atropelam Umas às outras! Carla Maria ESCOLA SECUNDÁRIA SEOMARA DA COSTA PRIMO 1988/89/2008 23
  24. 24. IMAGINANDO Vou dar largas à imaginação Para aqui versos escrever Mas sinceramente hoje não Não me está a apetecer Será à noite que a inspiração está presente? Não sei se será verdade... Hoje para mim ela está ausente E já é bastante tarde Vou fazer mais um esforço Para algo conseguir Mas já me dói o pescoço Acho que vou dormir Carla Maria ESCOLA SECUNDÁRIA SEOMARA DA COSTA PRIMO 1988/89/2008 24
  25. 25. NÃO TEMAS Não temas em dar todo o teu amor A quem dele necessita E para quem esse amor É a coisa mais importante De uma vida de desencontros Não receies afundar-te no meu amor E naufragar na minha vida Se isso acontecer serás feliz E farás feliz todo o meu ser Mas se desse destino fugires Podes contar sempre Com o meu olhar amigo Um sentimento que nunca irá morrer Em mim Mas que ficará adormecido Numa triste esperança Carla Maria ESCOLA SECUNDÁRIA SEOMARA DA COSTA PRIMO 1988/89/2008 25
  26. 26. DESTRUIÇÃO E se o mundo Acabar Não existirá Nem mais amor Nem liberdade Nem sequer A saudade E nem homens haverá Para contar a história Da nossa auto-destruição! Nunca houve memória Deixem-nos saltar De tão grande conflito E lutar Como o dos nossos dias Mas olhem para o Mundo Os mísseis e as bombas Que pode acabar E pode ser o fim De um momento para o outro Do que levou tantos anos a criar! Só com uma bomba nuclear! Catarina ESCOLA SECUNDÁRIA SEOMARA DA COSTA PRIMO 1988/89/2008 26
  27. 27. DESESPERO Mergulhou num abismo de sofrimento Numa agonia Como nunca experimentara Era inútil tentar detê-lo Lágrimas como aquelas Ardentes e amargas Não podiam guardar-se Suportara muito, durante muito tempo E a resistência Ia quebrar-se finalmente Sentiu-se fraco Mas ainda com vida Para “pegar” na coragem Para olhar para a mão armada …Para dizer ADEUS… Ester Relvas ESCOLA SECUNDÁRIA SEOMARA DA COSTA PRIMO 1988/89/2008 27
  28. 28. SONHAVA Sonhava, decerto E não tardaria o despertar Mas sentia-me tão bem assim Era tão delicioso o seu olhar Que me deixei ficar muito quieta Com receio de que a maravilhosa Miragem se desvanecesse Tinha medo de acordar… Então caí em mim E o sabor que senti Foi o da realidade Fixava-me carinhosamente Com aqueles olhos Que o desgosto Me proibira de esquecer Ester Relvas ESCOLA SECUNDÁRIA SEOMARA DA COSTA PRIMO 1988/89/2008 28
  29. 29. AMAVA-O… Ele estava perto … Sentia-o… Só de pensar que iria vê-lo Sentia-se desfalecer O seu corpo tremia A resistência quebrava-se Mas à medida que o tempo passava O desejo da sua presença Mais ardente se tornava Vê-lo… Agora que sabia que o amava - Sim, Amava-o! Tinha por ele um amor infindo Um sentimento vasto E muito diferente daquele Que julgava ser a amizade Amava-o… Não tinha esperança Nem vontade de fazer algo Para se libertar desse sentimento Amava-o!... Ester Relvas ESCOLA SECUNDÁRIA SEOMARA DA COSTA PRIMO 1988/89/2008 29
  30. 30. A FLOR Continuava indecisa Entre o murchar e o viver O ambiente era Intensamente branco! As grades Eram fortemente lisas! Eles Eram essencialmente brutos … …A luz do sol Estupidamente negra … O movimento Era Fantástico!? Ah! O aquele sentimento asfixiante!… Continuava indecisa Entre o murchar e o viver… Gritou de novo: - Olhe para as gaivotas, fixamente! Durante uma estação da vida E de preferência Quando pensar nisso! Helena Cardoso ESCOLA SECUNDÁRIA SEOMARA DA COSTA PRIMO 1988/89/2008 30
  31. 31. A INVENÇÃO DO TEMPO Eu queria inventar o tempo Um tempo diferente Do hoje - ontem - amanhã E tu Deus? Que Deus és tu que desenhas e … Vivo agora em França Não pudeste ir mais além Comprei um castelo Daquilo que criaste? E seis leopardos porque É tão aventureiro Agora imagina … que crueldade Viver-se no meio da Natureza! De árvores abatidas! Aqui não há formigueiros Aprende-se muito Nem roupas de Musselina Com os princípios e os fins … Livres em plena Natureza !... O único reduto da serenidade Continuamos sempre em busca Imemoriada pelo chão … … Mas há tanto por onde escolher! A discussão, a infelicidade e as letras Descansamos, enfim, Pensamentos intensos na luminosidade Índices de anti-cristos E no relevo Quando quiseres Sabes onde é o meu castelo! Helena Cardoso ESCOLA SECUNDÁRIA SEOMARA DA COSTA PRIMO 1988/89/2008 31
  32. 32. NÃO SEI SÉ É VERDADE Não sei se é verdade … Quando me olhas Não sei o que sinto! É algo de bom De novo É um calor que aquece todo o meu ser O teu olhar mergulha em mim Sei que tentas comunicar-me algo Não sei ler o que é … Não sei se é verdade Dizes-me qualquer coisa! Os meus gestos acumulam-se Perante o teu olhar! … Não consigo decifrar … é bom demais!!! Só sei que te adoro e não sei nada mais! Perante o teu olhar! .. Não sei se é verdade … A luz dos teus olhos É pura e simplesmente fascinante! Helena Cardoso ESCOLA SECUNDÁRIA SEOMARA DA COSTA PRIMO 1988/89/2008 32
  33. 33. MESMO SE EU ESTIVESSE NO PARAÍSO Mesmo se eu estivesse no Paraíso Rodeada pelas flores mais lindas E pelo perfume mais belo Seria insuportável viver sem ti! Helena Cardoso ESCOLA SECUNDÁRIA SEOMARA DA COSTA PRIMO 1988/89/2008 33
  34. 34. A viagem a Rio Maior Decorreu com muita alegria Só faltou a professora de Português Com a sua poesia Não é só de alegria Que se faz uma excursão Mas sim da poesia Que temos no coração ESCOLA SECUNDÁRIA SEOMARA DA COSTA PRIMO 1988/89/2008 34
  35. 35. NÃO SEI QUE FAZER Não sei que fazer Mas estou a tentar Mesmo que consiga Não vou conseguir acabar Tanta coisa para te dizer Mas não sou capaz de te falar Apenas me resta viver Na esperança de te amar Jacinto António ESCOLA SECUNDÁRIA SEOMARA DA COSTA PRIMO 1988/89/2008 35
  36. 36. CONJUGAÇÃO Sou um tudo do nada que atravesso Sou um nada do tudo que mereço Sou um tudo do nada que vejo Sou um nada do tudo que olho Sou um tudo do nada que existe Sou um nada do tudo que persiste Sou eu sem saber o porquê Sou tu quando não te encontro Sou tu quando te olho por aí Sou eu quando não me sinto aqui Eu e tu vivendo por aí Sempre desencontrados por aqui Sou tu Sou tudo Sou eu Sou nada Sou o Mundo Tenho o Mundo Tenho o nada Tenho o eu Tenho o tu Tenho o nós e a madrugada Apenas nesta folha imaginada Júlia Miguel ESCOLA SECUNDÁRIA SEOMARA DA COSTA PRIMO 1988/89/2008 36
  37. 37. SE EU FOSSE POETA Se eu fosse poeta Oh, se eu fosse poeta Oh, se eu fosse poeta Cantaria este domingo de Páscoa Falaria com as cores do mar Como só os poetas sabem cantar Cantaria com as ondas Se eu fosse poeta Se eu fosse poeta Oh, se eu fosse poeta Oh, se eu fosse poeta Estenderia os braços Pintaria no longo muro da vida Até tocarem no azul do infinito Todos os recortes do Oceano E uma voz tímida Preencheria a tua ausência Cheia de música e de amor Com as coisas que eu sinto Docemente te confessaria: Com as coisas que eu amo Amo-te Mundo Se eu fosse poeta Se eu fosse poeta Oh, se eu fosse poeta Oh, se eu fosse poeta Correria pelo Mundo fora Com os olhos postos Como louca, à tua procura Nos céus desconhecidos Atravessaria desertos e florestas Aos Deuses perguntaria: A noite e o dia Quem sou eu? O dia e de novo a noite Até que os sinos Dobrassem de alegria J.M. ESCOLA SECUNDÁRIA SEOMARA DA COSTA PRIMO 1988/89/2008 37
  38. 38. ESTRADA E crianças nasceram E veio a estrada E crianças endureceram E homens nela correram À espera de um balão Apressados, desarticulados E momentos de verde inocência E veio uma ambulância E de pureza tornara-se violência E a sirene apitou A bomba sufocou a cor da adolescência A multidão não se afastou E o Mundo esqueceu a relva que renascia E homens mudos continuaram E a flor ardeu no fogo da ignorância E o caminho de infância A guerra do desamor alastrou Atrás dos homens que se perderam E a multidão a passar insensível E o dia nasceu rápido E a criança aflita chorou E o almoço e o jantar A falta de tempo não teve tempo de a ver Atravessaram o lugar biológico E a estrada continuou sem sentido E a noite queimou-se só E o homem a correr: “não tenho tempo a perder” E a solidão envelheceu A fila de espera do autocarro fez-se estátua A imaginar uma pista de dança E o autocarro passou E a ciência inventou tudo E a fila em estátua entrou E a técnica adiou, salvou, matou A senhora carregada de tempo desmaiou A vida sempre a correr E ninguém teve tempo de adiar o fim E a cidade encheu-se de gente E ninguém teve coragem de o enfrentar E gente desintegrou-se na cidade A noite regressou a grande velocidade A traçar ilusões cósmicas ESCOLA SECUNDÁRIA SEOMARA DA COSTA PRIMO 1988/89/2008 38
  39. 39. E o sonho foi cortado E o homem-electrónico reinou E o relógio agitou o Mundo E a máquina não entendeu a fórmula do amor A manhã correu, lavou-se e fugiu A vida sempre a correr E o amor fez-se contra o tempo E a chave abriu a porta E a morte do amor a lavrar E a hora de entrada colou-se à de saída A estrada a curvar-se, a apertar-se A semana devorou-se E a máquina-homem empalidecendo, sucumbindo E o sábado continuou sem mudança E a ambulância sempre a correr E o domingo voou, fluídico, irrealizável E a sirene a cortar a cidade com gritos A vida sempre a correr E a noite a regressar E não teve um momento para viver E ninguém tem tempo de a beijar E não viu o Pôr-do-Sol amando A cidade em estátua divaga, surda, empedrada A vida passou ao lado da vida E o desamor a corroer o rosto da rua E as noites falsificaram os dias E a cidade a desconhecer a criança e a lua E a imagem do sonho a devorar A estrada sempre a correr, a apertar A noção tempo perdeu-se para lá da luz A vida na estrada da ciência crua E tudo continuou a correr A minar o perfume das coisas simples E a estrada desviou-se do caminho A morrer, lentamente A incerteza e o medo fossilizaram o E a estrada sempre a pensamento fugir Sem saber E a confusão reinou na estrada Sem se ver E a filosofia não serviu para nada A teoria sempre a correr sem saber Júlia Miguel ESCOLA SECUNDÁRIA SEOMARA DA COSTA PRIMO 1988/89/2008 39
  40. 40. O QUE É VIVER, MEU AMOR? O que é viver, meu amor? Viver é amar Viver é sentir a vida Viver é renascer O que é vida, meu amor? A vida é o amor A vida é o perfume de flor O que é um perfume, meu amor? Um perfume és tu Um perfume é a vida Não entendo, meu amor Não entendo o perfume da flor Não entendo o sentido da vida Não ouço o som do amor Faltam-me duas letras na vida Falta-me o V de vem Que não é pressentido Falta-me o A de amor Que não é ouvida Se eu sou a flor Se eu sou a vida Se eu sou o amor Se eu sou o viver Por que não te encontro eu Dentro deste céu, neste amanhecer? Júlia Miguel ESCOLA SECUNDÁRIA SEOMARA DA COSTA PRIMO 1988/89/2008 40
  41. 41. OS TEUS BRAÇOS ME ABRAÇAM Os teus braços me abraçam Numa tentação invulgar Será isso paixão Ou ódio de amar? Não nos parecemos com Camões Muito menos com Eça Mas temos tantas ambições Que nem vos passa pela cabeça Mário ESCOLA SECUNDÁRIA SEOMARA DA COSTA PRIMO 1988/89/2008 41
  42. 42. O O que O que é O que é o O que é o amor Perguntei! Ninguém me respondeu Uns entreolharam-se Outros riram... Verifiquei Que todos a dizem Mas poucos a conhecem Esta palavra AMOR Pequena e grande Que vai continuar a ser Para mim e par vós Uma incógnita Paula Cristina ESCOLA SECUNDÁRIA SEOMARA DA COSTA PRIMO 1988/89/2008 42
  43. 43. O MUNDO TODOS OS DIAS O Mundo todos os dias vira e revira Uns nascem outros morrem... É a roda da vida A vida é um sim É um não É uma pergunta sem resposta É uma interrogação Solidão é... Um vazio dentro de mim Uma dor que dói sem doer É tudo o que não consigo descrever Paula Cristina ESCOLA SECUNDÁRIA SEOMARA DA COSTA PRIMO 1988/89/2008 43
  44. 44. ONDE ESTÁS, SENHOR? Procurei-Te entre as nuvens, entre todas as estrelas do céu E entre os raios do Sol numa manhã de verão Procurei-Te por muitos cantos desta gigantesca casa azul A que chamam Mundo Julguei-me não merecedora de Vós, Senhor! Mas um dia, Senhor, olhando-me ao espelho Encontrei-Te Tu eras o brilho e a vida daqueles olhos pequenos Que eu via através do espelho E então compreendi Que Te procurei nas trevas Tendo a luz tão próxima de mim... Olhei à minha volta e encontrei o Senhor nos sorrisos E nas lágrimas dos rostos humildes e sinceros Das pessoas que me rodeiam Nas coisas mais simples e Mais preciosas ESCOLA SECUNDÁRIA SEOMARA DA COSTA PRIMO 1988/89/2008 44
  45. 45. De uma pequena semente, Senhor, começou a nascer uma árvore Que cresce lentamente e vai ocupando Um enorme espaço na minha alma e coração E agora peço-Te, Senhor Que me dês força e coragem Para eu tratar, cuidadosamente desta árvore Alimentá-la e dar-lhe a Luz necessária Para ela florir e dar fruto Depois eu colherei e distribuirei esse fruto por todos Aqueles que tenham fome da vida e sede de Vós, Senhor! Paula Umbelina ESCOLA SECUNDÁRIA SEOMARA DA COSTA PRIMO 1988/89/2008 45
  46. 46. AMAR Amar... Amar não é ficar acordada A sonhar Amar… É ficar a chorar É tentar É ir para a frente Lutar! Um dia o amor perguntou ao ódio - Ódio, por que odeias tanto? E o ódio respondeu: - Talvez porque um dia amei demais! Se um dia pensares Que não és ninguém neste Mundo Não desesperes! Lembra-te que és o Mundo De alguém e que esse alguém Sou eu! Paula Umbelina ESCOLA SECUNDÁRIA SEOMARA DA COSTA PRIMO 1988/89/2008 46
  47. 47. QUANDO EU PARTIR Quando os meus olhos Prestes a fecharem-se Te disserem um último adeus Olha as estrelas, Amor E recorda o brilho dos olhos meus Quando eu, já fria Não aquecer as tuas mãos Olha o sol, Amor E nele encontrarás O calor do meu corpo Quando a minha boca se fechar E não puder beijar-te mais Abre os teus lábios, Amor E recebe a minha brisa Ela dar-te-á os meus beijos Quando te sentares sem força Para olhares as estrelas, o Sol E abrires os lábios à brisa Tenta escutar O murmúrio do Amor Amor, ouvir-me-ás a chamar-te Esperando por ti no Infinito!... Paula Umbelina ESCOLA SECUNDÁRIA SEOMARA DA COSTA PRIMO 1988/89/2008 47
  48. 48. AMIZADE A Amizade é como o Sol que brilha Numa manhã clara Por vezes o vento e as nuvens destroem A sua beleza ... ... Mas mesmo que as lágrimas brotem Nas tuas faces Não desistas! A Amizade é o único horizonte Que os homens Com armas não podem destruir Estou feliz e tenho o coração Cheio de alegria Por pensar que gostas de mim Se todos estes sonhos Fossem realidade Então a vida seria Um berço cheio De lindas flores Paula Umbelina ESCOLA SECUNDÁRIA SEOMARA DA COSTA PRIMO 1988/89/2008 48
  49. 49. AMOR ERRADO É como procurar O que não se encontra É como querer O que não se pode ter É aniquilador Mas é mesmo assim Assim é o amor Crer e não poder ter É chorar a solidão Mas não será morrer Porque se continua a ter Coração A timidez Problema parvalhão Muitas vezes vagabundo Intrometendo-se no coração Outras vezes fica mudo Não deixando falar O coitado do coração Pedro Manuel ESCOLA SECUNDÁRIA SEOMARA DA COSTA PRIMO 1988/89/2008 49
  50. 50. TEMPO Nestes tempos Não há momentos Para amar Nem para falar Mas há tempo Para matar Tempo para guerrear ENGANAR-ME Eu amo-te Mas não sou capaz de to dizer Será que não sou corajoso o suficiente Para te falar? Ou serei tímido demais?... Se calhar não é amor o que sinto por ti Mas sim um grande carinho e amizade Será que eu estou a escrever isto só Para me enganar a mim mesmo? É que afinal o que sinto Até pode ser amor ?... Só que eu não tenho coragem de o admitir Sou tímido demais!... Quim ESCOLA SECUNDÁRIA SEOMARA DA COSTA PRIMO 1988/89/2008 50
  51. 51. ANGÚSTIA Cheguei E senti qualquer coisa dentro de mim Um aperto no coração Como se fosse tristeza… medo Medo de que algo me acontecesse Algo que me acontecesse de muito mau Quando ali cheguei Senti TRISTE Finjo estar alegre Mas na verdade não o estou Tenho que estar alegre Porque a verdade é triste A verdade que é a minha vida É um reboliço Por isso eu finjo sentir O que não sinto E desvio a tristeza Para não me sentir só Quim ESCOLA SECUNDÁRIA SEOMARA DA COSTA PRIMO 1988/89/2008 51
  52. 52. PORQUÊS Porquê tanta mesquinhice Porquê tanta parvoíce Porquê tanta estupidez Porquê tanto fingimento Porquê? Gostava eu de saber Por que tenho eu tantos porquês!? ASSIM NÃO Estou farto De fazer tudo escondido Estou farto De mentir Estou farto De falar Mas o que eu falo ... ninguém ouve Por que é que estão a gritar Demasiado para me ouvirem? Serão malucos? Não. Eu acho que não! Por isso me vou escondendo Até me fartar E poder dizer Que: - Assim? Não! E será que me vão ouvir? Talvez eu tenha que lhes fazer frente Porque se calhar Só então me irão escutar! Quim ESCOLA SECUNDÁRIA SEOMARA DA COSTA PRIMO 1988/89/2008 52
  53. 53. FARTO Apetece-me sair daqui Porque não aguento mais Este barulho! Não aguento os gritos, os berros, os choros Sinto-me mal aqui! Apetece-me acabar de vez com isto Mas falta-me a coragem Mas quando a tiver Será o fim! Quim ESCOLA SECUNDÁRIA SEOMARA DA COSTA PRIMO 1988/89/2008 53
  54. 54. AMOR É ALEGRIA Amor é alegria Amor é sofrimento Amor é beleza Amor é uma coisa no coração Que até agora ninguém conseguiu definir Veja se o consegue fazer! AMAR Amar Amar não sei Mas queria que me ensinasses Mas se tu também não sabes... Então estamos iguais Mas não fiquemos parados A olhar um para o outro Como se não nos conhecêssemos Vamos mas é aprender Um dos maravilhosos dons Que Deus nos pode oferecer AMAR! Rosa Baleiza ESCOLA SECUNDÁRIA SEOMARA DA COSTA PRIMO 1988/89/2008 54
  55. 55. AMOR Amor É uma sensação que nos toca Uma sensação deliciosa Que não se sabe explicar Amor É um sorriso nos lábios Mesmo quando a vida não no-lo favorece Amor É um sentimento que nunca se deve apagar Rosa Baleiza ESCOLA SECUNDÁRIA SEOMARA DA COSTA PRIMO 1988/89/2008 55
  56. 56. AMANHÃ Amanhã Perguntarei ao tempo O segredo do Inverno! Nunca o amanhã chegará Se não recordarmos o ontem! O tempo é uma criança Ora chora ora ri! Nunca percas tempo À espera de uma resposta Porque o tempo prega partidas! Nunca confies no tempo Para marcar um encontro! Mesmo que não tenhas tempo Na vida Arranja um minuto para amar! Rosa Baleiza ESCOLA SECUNDÁRIA SEOMARA DA COSTA PRIMO 1988/89/2008 56
  57. 57. NATAL É... Natal é Estrelas a brilhar Piscando à luz do luar É Sinos a tocar Nas torres da igreja É Um pinheiro enfeitado De multicoisas É Folhas de azevinho A dominar o ambiente É Embrulhos decorados Com o maior dos cuidados NATAL É Uma festa farta de tudo o que é bom De filhós, azevias, rabanadas, aletria É Crianças a sorrirem À volta dos seus familiares Como um presépio Que o homem inventou NATAL É Um dia como os outros Mas... com um pouco menos de egoísmo Rosa Baleiza ESCOLA SECUNDÁRIA SEOMARA DA COSTA PRIMO 1988/89/2008 57
  58. 58. OLHEI-ME AO ESPELHO Olhei para o espelho Um reflexo eu vi Vi a tua imagem E o teu corpo em mim Ao darmos as mãos Junto à praia infinita Deste-me um beijo E eu fiquei Tão aflita A Cinderela ganhou O seu Príncipe encantado O que é que eu tenho que fazer Para ganhar um namorado A chuva ao cair na janela Disse-me assim: - Não chores minha amiga Porque eu choro por ti! Rosa Baleiza ESCOLA SECUNDÁRIA SEOMARA DA COSTA PRIMO 1988/89/2008 58
  59. 59. ONDE ESTÁS, SOL? Onde estás, Sol Que iluminas a minha vida? Onde te escondeste? Vem comigo! Vem, de novo, iluminar-me! A vida é uma piscina Uns nela sobrevivem Outros nela se afogam A vida é como o Lua Umas vezes está cheia Outras vezes está vazia Para o Mundo Tu és apenas Mais uma pessoa Para mim Tu és o meu Mundo Vanessa Monteiro ESCOLA SECUNDÁRIA SEOMARA DA COSTA PRIMO 1988/89/2008 59

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