Divulgação cientifica entre a vulgarização e a informação cientifica

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Apresentação feita na Mesa redonda durante a II Semana Científica do Araguaia, na UFMT - Campus Araguaia, em Barra do Garças (MT). O evento foi realizado em 2012 e contou com a participação dos seguintes profissionais: Valérya Prósperos Cardoso (Revista FAPEMAT Ciência) e Alfredo José Lopes Costa (professor de jornalismo da UFMT - Campus Araguaia). Site do evento: http://araguaia2.ufmt.br/semanacientifica/iisemana/mesa_redonda.html

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Divulgação cientifica entre a vulgarização e a informação cientifica

  1. 1. Vulgarização científica e/ou Divulgação científica Jornalismo científico existe? 4/2/2014 ALFREDO J. L. COSTA 1
  2. 2. II Semana Científica do Araguaia http://araguaia2.ufmt.br/semanacientifica/iisemana/ Divulgação cientifica: entre a vulgarização e a informação cientifica (Mesa redonda) Alfredo Costa 2
  3. 3. Falar de ciência para os leigos: tensão entre termos Vulgarização Vulgus na Roma clássica era uma categoria inferior que não votava Divulgação diferente de populus, os cidadãos Alfredo Costa 3
  4. 4. Divulgação, difusão e disseminação são termos complementares Enquanto a difusão e a divulgação estão voltadas a um público universal e englobam várias formas, a disseminação é feita apenas entre especialistas. Alfredo Costa 4
  5. 5. Divulgação científica = = Jornalismo científico? são similares por evocar a atenção pública e institucional a respeito dos assuntos pesquisados e democratizá-los Alfredo Costa 5
  6. 6. mas diferem na forma e na medida em que são veiculados Divulgação científica palestra, feira, mostra, livro didático, dissertação ou tese Pesquisador publica os resultados dos seus estudos Público universal Jornalismo científico Mídias (veículos de comunicação), como o rádio, jornal, internet, TV publicar debates entre os pesquisadores e fazer a população pensar e relacionar conhecimentos inseridos na sociedade Público leigo Alfredo Costa 6
  7. 7. Jornalismo Científico uma especialização da divulgação científica que obedece ao padrão de produção jornalística (periodicidade, atualidade e difusão coletiva) Alfredo Costa 7
  8. 8. Jornalistas e pesquisadores Parceria mais do que necessária Apesar de conviverem com sistemas de produção distintos e que mantêm as suas especificidades, devem buscar parceria em prol da alfabetização científica e da democratização do conhecimento científico. Alfredo Costa 8
  9. 9. A notícia e os lobbies poderosos Os lobbies continuam atuando com intensidade na mídia brasileira, buscando neutralizar a resistência de determinados setores da sociedade que repudiam posturas não éticas voltadas apenas para manter privilégios e monopólios. O Jornalilsmo Científico não pode se contaminar pela ação dos grandes interesses. Alfredo Costa 9
  10. 10. Alfredo Costa 10 Jornalismo científico (campo do Jornalismo?) Pautas: transgênicos, efeito estufa, energia nuclear, agricultura orgânica, biodiversidade, reuso da água, espécies invasoras, camada de ozônio, agrotóxicos, poluição em todas as suas formas etc. O que nos interessa aqui é analisar se o jornalismo científico é um campo particular, se apresenta singularidades tais que, para sua cobertura adequada, é necessária uma especialização
  11. 11. Se somos campo específico,... ... faz sentido agrupar-nos em associações e também postularmos disciplinas ou cursos específicos para o aprendizado e a reflexão sobre a teoria e a prática do Jornalismo Científico. mas Jornalismo Científico não é Jornalismo? Um bom jornalista não se sai bem em qualquer campo? Alfredo Costa 11
  12. 12. Um jornalismo mais investigativo O jornalismo científico, precisam ser mais investigativos, tentando enxergar além da notícia. Redações acomodadas, pressão de anunciantes e falta de capacitação dos jornalistas reduzem a cobertura de ciência e tecnologia à mera reprodução de falas e releases, comprometendo a sua credibilidade. Alfredo Costa 12
  13. 13. Alfredo Costa 13 Qual a necessidade de jornalistas especializados no Brasil? Raramente as instituições de ensino disponibilizam na matriz curricular o jornalismo científico. A maioria realiza cursos e seminários sobre essa especialidade. Mas algumas entidades de jornalistas científicos trabalham na formação de profissionais, melhorando a qualidade das matérias. Exemplos: Portal do jornalismo científico, Revistas dos fundos de pesquisa, ABJC
  14. 14. Coberturas específicas exigem formação específica  Cada campo específico não exige conhecimentos, conceitos, informações, fontes e o domínio de uma "cultura" particular? Dá para cobrir, de maneira qualificada, economia, política, esportes, sem essa formação adicional?  assim como na Medicina ou na Engenharia, o jornalista científico tem que conhecer mais do que o básico em jornalismo. O ginecologista ou o ortopedista também são médicos, mas a formação básica em Medicina não é suficiente. Para ser jornalista ambiental, econômico, científico etc., basta o curso regular de jornalismo? Não é preciso refinar os conhecimentos? Não é preciso, nesse caso, adaptar o olhar? Alfredo Costa 14
  15. 15. Perspectiva multi e interdisciplinar Quando o foco se afunila, a análise fica empobrecida e muitos equívocos são cometidos por causa disso: editoria de economia enxerga o meio ambiente como negócio (modelo agroexportador é festejado, mesmo que degrade meio ambiente) Alfredo Costa 15
  16. 16. Plantação (“floresta”) de eucaliptos Alfredo Costa 16
  17. 17. Abrangência de visões A cobertura qualificada da questão ambiental, por exemplo, exige, não apenas um conhecimento maior dos temas (das pautas), mas o treinamento do olhar. É fundamental que se tenha nitidez sobre os conceitos (empresário, ambientalista, jornalista econômico)  Jornalista científico e ambiental: que se postule uma cobertura que respeite essa abrangência. Alfredo Costa 17
  18. 18. Campo do jornalismo científico Quando se defende o se está defendendo esta perspectiva abrangente, sistêmica, que inclui as conexões essenciais entre as partes e o todo. Relação entre economia, sociedade, cultura e ciência & tecnologia. Alfredo Costa 18
  19. 19. Algumas possíveis abordagens Relações e possíveis interações entre comunicação, educação, ciência e meio ambiente; com destaque para a importância das informações históricas, do paradigma da complexidade, dos estudos de impactos na sociedade e da diversificação das fontes na elaboração de pautas e reportagens sobre ciência e tecnologia  Alfredo Costa 19
  20. 20. O jornalista científico é, sim, um jornalista, mas tem um olhar treinado para contemplar o mundo de uma forma particular. A sociedade precisa de profissionais com esta capacitação. Alfredo Costa 20
  21. 21. Recomendação Ciência na mídia http://www.comciencia.br/links/midia.htm Alfredo Costa 21

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