Curso 2 - Alfabetização e Letramento
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Curso 2 - Alfabetização e Letramento

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Atividades lúdicas: as possibilidades na educação

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  • 1. ATIVIDADES LÚDICAS
    • AS POSSIBILIDADES NA EDUCAÇÃO
    • Profª Ms Hermínia Marinho
    • Demet/UEPG
    • Maio/2008
  • 2. DICA ... Todas as crianças aprendem, com a família, com amigos ou pela televisão, jogos ou brincadeiras que envolvem movimentos. Durante as aulas crie oportunidades para que elas possam compartilhar essas experiências com os colegas.
  • 3. “ O lúdico integra as atividades, mas não se podem confundir as aulas com brincadeiras sem objetivos”. - Estimular a sociabilidade, a afetividade das crianças é um dos pontos fundamentais.. É brincadeira? É jogo.... Enfim o que fazer!!!!!?????
  • 4.
    • Alguns exemplos de Jogos como:-
    • 1. Esconde-esconde aprimoram as noções de tempo e espaço. - calcular a distância entre ele e o pegador, o tempo que levará para dar o pique entre as distâncias ...
    • 2. De revezamento ou contestes - Os bastões, bexigas ou outro material utilizado ajudam nas noções de classificação e seriação.
    • 3. Quebra-cabeças - incentivam a criança a conhecer o próprio corpo; a valorizar a construção e o respeito às regras, aprimoramento da linguagem verbal e não verbal, a resolução de problemas do cotidiano nas diferentes áreas do conhecimento
  • 5. Os jogos fazem parte do ato de educar, num compromisso consciente, intencional e modificador da sociedade; educar ludicamente não é jogar lições empacotadas para o educando consumir passivamente; antes disso é um ato consciente e planejado, é tornar o indivíduo consciente, engajado e feliz no mundo Piaget (apud WAJSKOP, 1995, p. 63)
  • 6. Segundo Kishimoto (1997), nos dias atuais, ainda existem muitos professores que se tornam reticentes no que diz respeito ao lúdico em sala de aula. Alguns o encaram como um passatempo para preencher os intervalos entre as aulas, como uma atividade de descanso ou de desgaste de energia
  • 7. Pouco se discute nas escolas sobre a importância e a contribuição dos jogos, brinquedos e brincadeiras para um melhor desenvolvimento das atividades, no que se refere ao ensino-aprendizagem.
  • 8. Os professores, e até mesmo os pais, não percebem o valor pedagógico dos jogos e brincadeiras. Não conseguindo entender, se omitem em estabelecer o uso dos mesmos para ensinar e os vêem, muitas vezes, como um passatempo, uma atividade de descanso ou, até mesmo, um modo de descarregar energias, não sabendo, não querendo, melhorar a sua prática no desenvolvimento da criança.
  • 9. - Durante o ato de brincar, a criança não se preocupa com os resultados. São o prazer e a motivação que a impulsionam para a ação e a exploração livres, contribuindo para a espontaneidade e a flexibilidade do ser que brinca.
  • 10.
    • - Através do brincar, a criança experimenta, organiza-se, regula-se, constrói normas para si e para o outro.
    • Cria e recria, a cada nova brincadeira, o mundo que a cerca.
    • O brincar é uma forma de linguagem que a criança usa para compreender e interagir consigo mesma, com o outro e com o mundo.
  • 11. O que faz do jogo um jogo e o que o caracteriza como uma brincadeira é a possibilidade que a criança tem de tomar decisões, de combinar regras, de negociar papéis, de agir de maneira transformadora sobre conteúdos significativos para ela, de ter liberdade e prazer.
  • 12. O lúdico possibilita que a criança se torne cada ve z mais autônoma e mais conscien te de suas ações com melhor autoestima e consciência corporal. Pelo jogo, a criança aprende, verbaliza, comunica-se com pessoas que têm mais conhecimentos, internaliza novos comportamentos e, conseqüentemente, se desenvolve. Pode-se dizer que o jogo é a atividade principal da criança.
  • 13. A existência do jogo, da brincadeira e do brinquedo é inegável na escola. Mesmo não estando oficializados no Projeto Político-Pedagógico, eles aparecem e desaparecem, mesmo em lugares e momentos convencionalmente proibidos, como na sala de aula.
  • 14.
    • O discurso de que o jogo dispersa as crianças, que muitas vezes ouvimos de pais e professores, deve sofrer uma reinterpretação, baseada no que acontece realmente, pois não há atividade que congregue mais, que interesse mais, que concentre mais as crianças sobre o que estão realizando do que o jogo ou a brincadeira, inclusive na sala de aula.
  • 15. Cabe ao professor, no cotidiano escolar, criar oportunidades de aprendizado com cooperação e interação através das atividades lúdicas, transformando o brincar em um recurso pedagógico para experimentar, como mediador, o verdadeiro significado de uma aprendizagem com desejo e prazer
  • 16. * Os jogos lúdicos constituem um caminho para o conhecimento e para o desenvolvimento do raciocínio, tanto na escola quanto na vida cultural e social fora da escola. * Além do espírito inovador, desafia os alunos ao cumprimento de regras, desenvolvendo responsabilidade, decisão, propiciando a interdisciplinaridade e aprendizagem. * Os jogos são importantes para o desenvolvimento dos educandos
  • 17. O lúdico é simples e eficaz, basta o professor se desfazer de suas “amarras”, sendo facilitador da construção do conhecimento de seus alunos, partindo para novas práticas.
  • 18. Jogos e nas brincadeiras na escola, independente da faixa etária, pode-se exercer uma ação construtiva de saberes contextualizados e emergidos da realidade de cada escola, cada turma, cada aluno. Para tanto, é necessário à apropriação de saberes práticos e teóricos sobre o jogo e a brincadeira pelos próprios professores, buscando aprofundamentos que garantam legitimidade ao seu fazer.  
  • 19. O ser humano brinca e joga e a brincadeira e jogo, na escola da educação básica, é recurso pedagógico da mais alta importância, pois através deles a construção de conhecimentos e saberes pode se dar de modo prazeroso e motivador, elementos essenciais para que a aprendizagem seja, de fato, significativa.
  • 20.
    • Piaget (1986), em seus estudos demonstrou que a aprendizagem se constrói através de um processo interno do aluno, fruto de suas próprias pesquisas e experimentações. Depois dele diversos autores buscam metodologias para que a atuação do educador seja a de um orientador, um maestro das interações aluno-aluno e aluno-objeto de ensino
  • 21.
    • O jogo se constitui em um fim para a criança, pois dele ela obtém prazer. Para os adultos que desejam usar o jogo com objetivos educacionais, este é visto como um meio, um veículo capaz de levar até a criança uma mensagem educacional. Para GILLES (1998) a criança tem uma necessidade irresistível de brincar, todas as vezes que ele se submete a um jogo com objetivos educacionais ela satisfaz essa necessidade e, ao mesmo tempo, aprende.
    O jogo no ensino infantil e fundamental
  • 22. KISHIMOTO (1991) dedica-se ao estudo do brincar e declara que a brincadeira tem papel preponderante na perspectiva de uma aprendizagem exploratória, pois coloca o jogador em situações de diversidades que ele precisa lidar, buscando a cooperação e alternativas não usuais, integrando o pensamento intuitivo
  • 23.
    • o jogo em sala de aula tem sido recomendado por diversos autores e se tornado prática crescente no ensino infantil e fundamental. Para GILLES (1998) a expressão “jogo educativo” e a conciliação entre o respeito à autonomia da criança e o seu desejo de brincar e a necessidade de continuar a disciplinar o processo educativo.
  • 24.
    • E qual o interesse que o educador tem neste mergulho ao mundo lúdico? É que ele se apresenta como uma oportunidade de pesquisa, experimentação, troca de idéias, atitudes cooperativas, inferições e deduções típicas de um ensino ativo, centrado no próprio aluno, tornando-o capaz de construir o seu próprio conhecimento.
  • 25. O papel do professor é de preparar este “cenário”, elegendo quais os pontos que devem ser focados e como abordá-los, seguindo como um agente motivador, as vezes, árbitro, mas principalmente, observador a atuação de cada um para poder compreender cada um dentro de suas potencialidades e as dificuldades.  
  • 26.
    • Dando Pistas
    • Oportuniza o contato e o manuseio de livros e o despertar da curiosidade e o interesse pela leitura e escrita através de histórias infantis, contos, poesias, histórias em quadrinhos, letras de música, receitas e outros portadores textuais.
    • Estratégias: 
    • - Exposição;
    • - Contação de histórias;
    • - Construção;
    • - Reconstrução de histórias
  • 27.
    • E nesta tarefa é importante ter atenção a dois objetivos:
    • primeiro o jogo tem que ser atraente, do gosto da criança, deve causar verdadeira diversão e segundo;
    • Segundo ter um conteúdo educacional de boa qualidade, adequado ao plano de ensino e seus objetivos.
  • 28. Assim, ensinar brincando pode ser muito mais eficiente e produtivo do que os métodos tradicionais e, acima de tantas explicações metodológicas e didáticas, está uma muito simples, ensinamos crianças, e como crianças devemos tratá-las, esta é, talvez, a única forma de sermos totalmente compreendidos por elas...
  • 29. www.ufv.br/crp/atividades
  • 30.  
  • 31.  
  • 32.  
  • 33.  
  • 34.  
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  • 37.  
  • 38.  
  • 39.  
  • 40.  
  • 41. Comenius que viveu no século XVII considerado o pai da pedagogia moderna, ensinou em sua Didática Magna, que o ensino é a arte de ensinar tudo a todos convidando os professores ensinarem de forma alegre, sem que os educando se enfadem, orientando que para orientar crianças são mais úteis os exemplos do que as regras COMENIUS (1997).
  • 42.
    • No século XVII Jean Jacques Russeau criou o Emílio, personagem fictício, cujos relatos de como foi educado compõem a sua obra pedagógica: Emilio ou Da Educação. A solução encontrada por Rousseau foi de isolar “o seu aluno” de uma sociedade que ele julgava corrompida para que assim fosse possível, desenvolvê-lo livre da interferência do adulto, fazendo as suas próprias experiências e tirando conclusões, fortalecendo a sua capacidade de realizar com o conseqüente incremento de sua auto-estima.
  • 43.
    • “ a pior das educações é deixá-la (criança) flutuar entre a própria vontade e a do governante, é brigar incessantemente para saber quem será o senhor, eu preferiria cem vezes que ela o fosse sempre” ROUSSEAU (1979, p 80)
  • 44.
    • ELIAS (2000) entende que as idéias Rousseau propõem uma educação do interesse natural em oposição ao esforço artificial, cujo conhecimento seja fruto do desenvolvimento interno, que a educação seja proporcionada pela ação, em vez de por passividade e imobilismo.
  • 45.
    • Paulo Freire (1996) aparece com a sua Teoria Libertadora, preconizada no livro A Pedagogia da Autonomia . Nela educar é construir, é libertar o ser humano das cadeias do determinismo neoliberal, reconhecendo que a História é um tempo de possibilidades.
    • Segundo Freire (1996), o educador que 'castra' a curiosidade do educando em nome da eficácia da memorização mecânica do ensino dos conteúdos, tolhe a liberdade do educando, a sua capacidade de aventurar-se. Não forma, domestica. A autonomia, a dignidade e a identidade do educando têm de ser respeitada, caso contrário, o ensino tornar-se-á inautêntico, palavreado vazio e inoperante".
  • 46.
    • Multidimensionalidade e educação
    • Howard Gardner (1995) inseriu na educação uma visão multifacetada da inteligência, que reconhece em cada pessoa uitas fazetas diferentes e separadas da cognição.
    •  
    • Gadner localiza sete inteligências: lingüística (capacidade verbal), lógico - matemática (capacidade matemática), especial (capacidade de formar modelos mentais), musical, corporal - cenestésica (capacidade de resolver problemas usando todas as partes do corpo), interpessoal (capacidade de compreender os outras pessoas) e intrapessoal (capacidade de entender a si mesmo e de operar de acordo com seu entendimento).
    •  
    • A teoria de Gardner produz um tipo de escola muito diferente, centrada no aluno e que considera seriamente esta visão multifacetada da inteligência
  • 47.
    • O relatório da Unesco da Comissão Internacional sobre educação para o século XXI, conhecido como Jacques Delors, reconhece essa diversidade de talentos e de personalidades, enfatizando que o seu desenvolvimento é importante para o século XXI, recomendando que sejam oferecidas às crianças e aos jovens todas as ocasiões possíveis de descoberta e de experimentação - estética, artística, desportiva, científica, cultural e social.
    •  
  • 48.
    • acresce-se aa idéias de MORIN (2000) que percebe que este século enfrenta realidade cada vez mais multidisciplinares, transversais, multidimensionais, transnacionais, globais e planetários, preocupando-se com o ensino dos saberes desunidos, divididos e compartimentados. Para ele a educação necessita trilhar por caminhos multidimensionais onde o todo prevaleça sobre as partes.
  • 49. Uma visão antiga do processo de ensino-aprendizagem nos reporta a uma posição passiva do aluno onde o professor figura como mero transmissor de conhecimentos e o aluno como um receptáculo inerte, secundário e, certamente, pouco motivado. Porém, a análise da história da educação coloca este fato como muito mais ligado a postura do professor do que a época, em 1936 no livro Democracia e educação John Dewey já se perguntava: Qual a razão por que, apesar de geralmente condenado, o método de ensino de verter conhecimentos – o mestre – e absorvê-los passivamente – o aluno – ainda persiste tão arraigadamente na prática? DEWEY (1936)