SCO Aula 04 curso de introdução ao sco

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SCO - Sistema de Comando em Operações - palestra Cel Oliveira - Bombeiro de Santa Catarina

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SCO Aula 04 curso de introdução ao sco

  1. 1. CURSO DE INTRODUÇÃO AO SISTEMA DE COMANDO EM OPERAÇÕES Lição 04 – SCO/Princípios e características básicas
  2. 2. OBJETIVOS DA AULA Ao final desta lição, os participantes do curso serão capazes de: 1. E numerar, corretamente, os 3 princípios fundamentais do Sistema de Comando em Operações; 2. Indicar e explicar as principais características básicas do Sistema de Comando em Operações. Lição 4 - Slide 02
  3. 3. Concepção sistêmica Contingencial Para todos os riscos e operações Sistema de Comando em Operações A estrutura organizacional do SCO é apoiada em 3 princípios fundamentais e 15 características básicas Lição 4 - Slide 03
  4. 4. SCO CAOS REORGANIZAÇÃO C² CONCEPÇÃO SISTÊMICA Lição 4 - Slide 04 Comando Secretaria Segurança Ligações Informações ao público Logística Administração/Finanças Operações Planejamento
  5. 5. CONCEPÇÃO CONTINGENCIAL De acordo com a concepção contingencial, a estrutura organizacional de resposta aos desastres deve ser capaz de adaptar-se ao ambiente (se expandindo ou diminuindo) de acordo com cada situação. Lição 4 - Slide 05
  6. 6. PARA TODOS OS RISCOS E OPERAÇÕES O modelo tem caráter universal, ou seja, deve ser utilizável como ferramenta gerencial para planejar, organizar, dirigir e controlar situações críticas de qualquer natureza, independentemente de sua causa, tamanho, configuração, localização ou complexidade. Lição 4 - Slide 06
  7. 7. TERMINOLOGIA COMUM O SCO recomenda o uso de terminologia comum para facilitar a comunicação entre as pessoas e as organizações envolvidas na operação. O uso de códigos e expressões peculiares a uma determinada atividade ou organização deve ser evitado a fim de não dar margem a interpretações inadequadas ou falta de compreensão da mensagem. Lição 4 - Slide 07
  8. 8. USO DE FORMULÁRIOS PADRONIZADOS O recomenda o emprego de formulários pré-estabelecidos com vistas à padronização do registro de informações e recursos, a consolidação do plano de ação e a documentação de tudo que foi realizado durante a operação. O formato dos formulários, além do seu fluxo previamente determinado, estabelece os canais de comunicação vertical e horizontal do SCO, consolidando a cadeia e unidade de comando. Lição 4 - Slide 08
  9. 9. ESTABELECIMENTO E TRANSFERÊNCIA DE COMANDO O SCO recomenda enfaticamente que entre os primeiros que chegam na cena da emergência alguém assuma formalmente o comando da operação. A partir daí, as demais funções vão sendo implementadas de acordo com a necessidade e a disponibilidade de pessoal. Lição 4 - Slide 09
  10. 10. CADEIA E UNIDADE DE COMANDO A cadeia de comando é uma linha ininterrupta de autoridade que liga as pessoas dentro do SCO. Essa linha representa o caminho por onde fluem as ordens, orientações e informações entre os diferentes níveis organizacionais. Já o termo unidade de comando significa que cada indivíduo responde a apenas uma pessoa, a quem deve reportar-se durante toda a operação. Tais preceitos são fundamentais, pois o sucesso nas operações em situações críticas está fortemente associado ao trabalho de equipe (sinergia). Lição 4 - Slide 10
  11. 11. COMANDO ÚNICO OU UNIFICADO O termo comando único é usado quando apenas uma pessoa, representando sua organização, assume formalmente o comando da operação como um todo, sendo o responsável pelo gerenciamento de todas as atividades relativas a situação crítica. O termo comando unificado é usado numa abordagem mais cooperativa, na qual representantes das organizações envolvidas na resposta a situação crítica atuam em conjunto, a partir do estabelecimento de objetivos e prioridades comuns. Lição 4 - Slide 11
  12. 12. ESTRUTURA MODULAR E FLEXÍVEL O SCO utiliza uma estrutura organizacional padronizada porém flexível na sua implantação. Assim, apenas as funções realmente necessárias para o alcance dos objetivos comuns do comando são ativadas. No início da operação a função comando é estabelecida e a partir daí, as demais funções vão sendo implementadas de acordo com a necessidade e a disponibilidade de pessoal. A lógica é contingencial, ou seja, ao constatar-se que uma determinada função demandará uma atenção especial, ela é ativada e a estrutura se amplia para adaptar-se à situação. Lição 4 - Slide 12
  13. 13. ESTRUTURA MODULAR E FLEXÍVEL 1 2 Lição 4 - Slide 13 Comando Comando
  14. 14. ADMINISTRAÇÃO POR OBJETIVOS A expressão Administração por Objetivos ou APO foi cunhada por Peter F. Drucker, em 1954, no livro The Practice of Management . Como modelo administrativo a APO estabelece objetivos (resultados) a serem alcançados por determinadas pessoas ou grupos de pessoas, num determinado período de tempo e acompanha o desempenho (controle) procedendo às correções necessárias. Lição 4 - Slide 14
  15. 15. ADMINISTRAÇÃO POR OBJETIVOS De forma geral, o estabelecimento dos objetivos da operação são estabelecidos de acordo com as seguintes prioridades: 1) Salvar vidas; 2) Estabilizar a situação; 3) Preservar bens e propriedades. Lição 4 - Slide 15
  16. 16. USO DE PLANOS DE AÇÃO O SCO consolida a APO através de um plano de ação (PAç) elaborado pelo comando da operação. O PAç fornece as pessoas e organizações envolvidas uma ideia geral da situação, dos recursos disponíveis e, especialmente, dos objetivos e prioridades a alcançar num determinado período operacional, otimizando os esforços e gerando sinergia. Inicialmente, o PAç pode ser apenas verbal, mas à medida em que a operação se desenvolve (e sua complexidade aumenta) ele acaba se tornando mais formal e exigindo o preenchimento de formulários padronizados (plano escrito). Lição 4 - Slide 16
  17. 17. AMPLITUDE DE CONTROLE Lição 4 - Slide 17
  18. 18. INSTALAÇÕES E ÁREAS PADRONIZADAS <ul><li>O SCO recomenda o uso padronizado de instalações e áreas de trabalho. As principais instalações (espaços físicos móveis ou fixos) são: </li></ul><ul><li>Posto de comando; </li></ul><ul><li>Base de apoio; </li></ul><ul><li>Acampamento; </li></ul><ul><li>Centro de informações ao público; </li></ul><ul><li>Helibases; e </li></ul><ul><li>Helipontos. </li></ul>Lição 4 - Slide 18
  19. 19. GERENCIAMENTO INTEGRADO DE RECURSOS O SCO orienta que todos os recursos empregados na operação sejam gerenciados de forma integrada. Para isso, faz-se necessário que todos os recursos (operacionais ou logísticos), assim que cheguem próximos à cena da emergência, sejam imediatamente encaminhados para uma área de espera previamente definida, local onde esses recursos são recepcionados, cadastrados e permanecerão disponíveis até seu emprego de acordo com o plano de ação e sob controle do encarregado. Lição 4 - Slide 19
  20. 20. GERENCIAMENTO INTEGRADO DE RECURSOS A totalidade dos recursos deve ser monitorada pelo planejamento (através da unidade de recursos). Os recursos podem ser agrupados em 2 categorias: recursos operacionais (são recursos em condições de pronto emprego operacional, como por exemplo, um helicóptero com a sua tripulação, uma ambulância com sua equipe de socorro) e recursos logísticos (necessários para dar suporte às operações, por exemplo: alimentação, colchões, travesseiros e cobertores, equipamentos de comunicação, etc.). Lição 4 - Slide 20
  21. 21. GERENCIAMENTO INTEGRADO DE RECURSOS Quando o recurso chega na área de espera e está pronto para emprego imediato ele é chamado de recurso disponível . Quando o recurso entra em operação é considerado designado . Quando o recurso, por algum problema não pode ser empregado na operação, é chamado de indisponível . recurso mobilizado recurso disponível recurso designado recurso indisponível recurso desmobilizado Lição 4 - Slide 21
  22. 22. GERENCIAMENTO INTEGRADO DE RECURSOS É importante observar que um helicóptero sem sua tripulação ou uma ambulância sem sua equipe não são considerados como um recurso operacional (recurso único). Vale destacar também que recursos operacionais podem ser utilizados de forma combinada, somando recursos iguais (chamados de equipes de intervenção ) ou recursos diferentes (chamados de forças-tarefa ), desde que esses recursos sejam devidamente integrados sob ação de um líder ou responsável. Lição 4 - Slide 22
  23. 23. GERENCIAMENTO INTEGRADO DE COMUNICAÇÕES A capacidade de comunicação entre os diferentes atores do SCO é fundamental para o sucesso de qualquer operação. Para tal, faz-se necessário o desenvolvimento de um plano de comunicações (que diz quem conversa com quem e como) que estabelecerá diferentes redes de comunicação, de acordo com as necessidades da cada caso. Lição 4 - Slide 23
  24. 24. REDES DE COMUNICAÇÃO <ul><li>Rede de comando (integra as comunicações entre o comando e seu staff de comando e o staff principal); </li></ul><ul><li>Rede tática (integra as comunicações entre as pessoas e equipes subordinadas ao coordenador de operações); </li></ul>Lição 4 - Slide 24 Comando Staff de comando Staff principal
  25. 25. REDES DE COMUNICAÇÃO <ul><li>Rede administrativa (integra as comunicações não operacionais entre o comando e sua assessoria com órgãos externos que estão cooperando com o SCO); </li></ul><ul><li>Rede logística (integra as comunicações da logística para tratar de assuntos referentes a suprimentos, serviços e instalações); e </li></ul><ul><li>Rede de operações aéreas (integra as comunicações do pessoal de operações aéreas). </li></ul>Lição 4 - Slide 25
  26. 26. GERENCIAMENTO INTEGRADO DE INFORMAÇÕES E INTELIGÊNCIA O SCO recomenda que a coleta de informações relativas a situação crítica devam ser obtidas, analisadas e disseminadas de forma a favorecer uma administração eficiente e eficaz do sistema. Dependendo da natureza, complexidade e magnitude do evento, será necessário coletar e analisar diferentes informações, tais como: dados meteorológicos, características geográficas, informações populacionais, dados sócio-econômicos e culturais, explicações sobre fenômenos naturais específicos, etc. Lição 4 - Slide 26
  27. 27. CONTROLE DE PESSOAL Uma das grandes preocupações do SCO é o adequado controle do efetivo envolvido na operação. Saber exatamente quantas pessoas estão envolvidas, onde elas estão trabalhando e o que estão fazendo, representa um fator importante de segurança. Além disso, um controle adequado da disponibilidade e emprego do pessoal envolvido da operação representa uma grande vantagem administrativa, sob a ótica da eficiência e eficácia gerencial. Lição 4 - Slide 41
  28. 28. CONTROLE DA MOBILIZAÇÃO O gerenciamento dos recursos (necessidade e alocação) deve ser realizado de forma eficiente e eficaz. A mobilização de pessoal e equipamentos deve ser gerenciada adequadamente por uma autoridade competente. Assim, uma unidade de mobilização e desmobilização pode ser necessária nos eventos de maior repercussão (a unidade de mobilização/desmobilização é ligada ao planejamento). Lição 4 - Slide 28
  29. 29. &quot;Esta é a lei da Floresta - tão antiga e verdadeira como o céu; E o lobo que a guardar, prosperará, mas o lobo que a ignorar, morrerá. Assim como a trepadeira que reveste o tronco da árvore, a Lei corre para frente e para trás - Porque a força da matilha está no lobo e a força do lobo é a matilha .“ Trecho do &quot; Segundo Livro da Floresta &quot;, de Rudiard Kipling. REFLEXÃO FINAL… Lição 4 - Slide 29
  30. 30. DÚVIDAS OU PERGUNTAS? Lição 4 - Slide 30

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