Bcpe#16 a4

275
-1

Published on

0 Comments
0 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

  • Be the first to like this

No Downloads
Views
Total Views
275
On Slideshare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
3
Actions
Shares
0
Downloads
1
Comments
0
Likes
0
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

Bcpe#16 a4

  1. 1. #16 JUL/2012 www.pormassas.org | estudantil@pormassas.org Unifesp/Guarulhos: Diante da violência e das calúnias da burocracia universitária, polícia e governo, responder com a mobilização unitária dos estudantes e trabalhadores nas ruas! A mobilização grevista do campus de Guarulhos da Unifesp tem até o cárcere realizar o “reconhecimento” – por cerca de 24 horas, sobenfrentado situações de repressão cada vez mais violentas, arquitetadas as acusações de depredação do patrimônio público, constrangimentopela burocracia universitária. Após a assembleia intercampi da Unifesp, ilegal e formação de quadrilha, sendo esta última não aceita pelarealizada em 14 de junho, os estudantes saíram em passeata pelo bairro Justiça. O movimento não abriria mão de ver seus companheiros dedos Pimentas, concluindo o ato em frente à diretoria acadêmica, com luta na rua, em liberdade, e por isso montou uma vigília por tempopalavras de ordem que defendiam o imediato atendimento da pauta indeterminado na frente da Superintendência, enfrentando a pressãode reivindicações, a greve nacional dos docentes, o fim da repressão da PM, que provocava um confronto que justificasse a dispersãoe a saída do diretor acadêmico Marcos Cézar. Utilizando o pretexto dos manifestantes. A eles se juntaram estudantes solidários da USP.de ele próprio e seus funcionários se sentirem acuados e de uma Segundo informações dos advogados de defesa, o delegado da PFsuposta depredação de paredes, computadores e janelas por parte da estava convicto em enviar os estudantes ao Centro de Detençãomobilização estudantil, solicitou a intervenção da Polícia Militar (PM), Provisória.que desfechou uma violenta repressão ao ato político, concluindo com A descrição mais fiel possível aos fatos é necessária e obrigatória,diversos feridos e 26 presos. pois faz parte da luta política que o movimento grevista deve enfrentar A partir desse momento a burocracia acadêmica começou a contra a mentira e a calúnia propagada pela burocracia universitária,construir uma grande farsa do fato, disseminando na imprensa e pela imprensa burguesa e pelo Estado. Quando ressaltamos que anos meios oficiais que a intervenção da PM, “que fazia a segurança manifestação desenvolvia-se pacificamente, e as imagens confirmamno bairro”, teve o objetivo de “conter os manifestantes e garantir exatamente isso, desmentimos a falsa afirmação de que os estudantesa integridade física de todos os presentes, inclusive de alunos” e iniciaram a violência e obrigamos a burocracia universitária e a Políciaa “depredação do patrimônio público e constrangimento ilegal” Militar a responder por que agiu com tanta sede de sangue.(vide Nota Oficial da Reitoria da Unifesp, 18/06). Desde a incrível Da constatação de que o ato era pacífico não se pode depreendercoincidência da tropa presente, que apenas “fazia a segurança no que sejamos defensores do método pacifista. Defendemos a violênciabairro”, possuir inúmeras bombas de gás lacrimogênio e efeito revolucionária das massas oprimidas contra seus opressores, emmoral a armas de balas de borracha, com munições suficientes para contrapartida ao espírito pacifista burguês e pequeno-burguês.descarregar sobre centenas de pessoas, até as acusações de que os A explicação mais plausível é a de que a violenta repressão foimanifestantes “entraram no prédio quebrando vidros, móveis e premeditada pela burocracia universitária, encarnada principalmentecomputadores, intimidando e acuando não apenas o diretor acadêmico na figura de Marcos Cézar, visando à prisão e fichamento doscomo também professores no local, ameaçando, inclusive, ocupar o estudantes e seu indiciamento nas esferas administrativas e judiciais,prédio” foram desmentidas por um vídeo divulgado pelos grevistas e principalmente dos líderes do movimento.postado na internet onde, clareza incontestável, mostra o ato político Este ataque não demonstrou apenas o autoritarismo da burocracia.pacífico dos estudantes, todos do lado de fora da diretoria acadêmica, Revelou a inexistência de autonomia frente ao Estado burguêssendo covardemente atacados pela PM. e o verdadeiro conteúdo da presença da Polícia em um campus Transportados pelo ônibus da Prefeitura, os 26 alunos foram universitário. Constituiu um recado da intolerância empregada pelostrancafiados na Superintendência da Polícia Federal – três deles não Marcos Cézar, Walter Albertoni & Cia. às lutas pelas reivindicaçõesforam reconhecidos, pasmem, por professores delatores que foram elementares e fundamentais dos professores estudantes e
  2. 2. 2funcionários, na medida em que estas se constituam como confronto e a paralisação de praticamente todas as universidades federais, compolítico e ameaça à estabilidade e à própria existência da burocracia. a adesão de estudantes e, mais recentemente, da federação nacionalReflete também o aumento da escalada repressiva da burguesia e seu dos funcionários, pode tornar-se um movimento amplo e unitárioEstado aos movimentos de trabalhadores e estudantes, repressão contra o governo, na defesa da escola pública.esta intimamente atrelada ao agravamento da crise mundial do • Imediato atendimento das reivindicações de melhorias decapitalismo e suas consequências sobre a economia brasileira. Ou infraestrutura do campus Guarulhos da Unifesp, como aseja, é um reflexo da luta de classes. construção do prédio definitivo, do bandejão e da moradia Apesar do encerramento do semestre letivo no campus, e a estudantil;consequente redução do número de estudantes participando das • Fim das sindicâncias e dos processos administrativos emobilizações, a conjuntura nacional é favorável ao movimento judiciais contra estudantes; fim da Comissão Disciplinar dagrevista dos estudantes da Unifesp, principalmente de Guarulhos. burocracia aberta no dia 18 de junho;Na certa, podem ser chamados de vanguarda deste processo demobilização nacional contra as medidas de destruição e privatização • Pelo imediato atendimento das reivindicações dos docentesdo ensino público. A greve nacional dos docentes de ensino superior e funcionários. Governos de Lula e Dilma mostram o fracasso do reformismo em atender às necessidades da educação O Brasil vive hoje uma situação em que para 2012, o quadro que encontramos é condições de ensino e trabalho. Os56 universidades federais estão em greve de caricaturas de universidades, onde as professores das universidades federais estãode professores, com quase quarenta em necessidades mais elementares de ensino e desde 2010 em negociação com o governo,greve estudantil. A greve dos estudantes da trabalho não são atendidas. que não cumpriu com o acordo miserável deUnifesp de Guarulhos completou no dia 20 O REUNI serviu de cortina de fumaça 4% de reajuste e agora se recusa a atenderde junho 90 dias. Os técnico-administrativos da política privatista de Lula e mantida pelo a reivindicação de plano de carreira comdas universidades estão em greve nacional governo de Dilma. Por trás dessa expansão incorporação das gratificações. O Estadodesde o dia 11 de junho. Trata-se de um está a mercantilização e a desnacionalização tem dinheiro para entregar aos capitalistas,movimento que se choca com a política do ensino superior. A realidade vivida pela mas não tem para a educação.privatista do PT, diante da situação calamitosa juventude hoje é que apenas 14,4% temdas universidades públicas. acesso à formação superior, sendo que Os quase dez anos de governo do O governo e seus lacaios burocratas 89,4% das instituições são privadas. Ou seja, PT comprovam que o capitalismo éacadêmicos respondem com violência a juventude se depara com uma educação irreformável. Demonstra a capitulação doreacionária e trabalham para criminalizar o falida: de um lado, são as escassas vagas em reformismo diante do grande capital. Asmovimento dos que estudam e trabalham, universidades caindo aos frangalhos e, de duras repressões sofridas não apenas peloa exemplo dos estudantes da Unifesp de outro, é empurrada a pagar pelo seu direito. movimento estudantil, mas também aosGuarulhos, que foram reprimidos pela PM O governo de Dilma/PT continua outros setores, como aos camponeses, aosno dia 06 de junho, com 46 estudantes golpeando a educação pública, primeiro ao operários das obras do PAC, o Pinheirinho, aspresos, e no dia 14, com mais 26, inclusive aprovar o investimento até 2020 de 8,5% do desocupações do centro de São Paulo dentrecom tentativa de acusá-los de formação de PIB e segundo ao anistiar R$ 17 bi em dívidas outros, são a manifestação do esgotamentoquadrilha. Para o Estado burguês, levantar-se das faculdades privadas. Está evidente a histórico do reformismo, que necessita cadaem defesa da universidade pública é coisa de franca defesa da valorização do capital pelo vez mais fazer uso da violência para mantercriminoso. Estado, que não é capaz de atender às reais o poder nas mãos da minoria. Esses fatos expressam o fracasso do necessidades da educação, pois os 8,5% do Que todos os assalariados apoiemreformismo em cumprir com umas das tarefas PIB não resolverão o problema da imensa e se unifiquem ao movimento emdemocráticas que é o direito à educação. maioria da juventude fora das escolas, emEssas universidades estão desde 2003 especial do ensino médio e superior. defesa da educação pública. Pelosubmetidas à Reestruturação e Expansão das O perdão das dívidas dos capitalistas do investimento integral que atenda asUniversidades Federais (Reuni), um projeto ensino somado aos cortes nos investimentos necessidades da educação em todosimplementado pelo governo federal de públicos e ao destino de 47,7% do orçamento os níveis. Pela expropriação, semLula/PT cujo discurso era ampliar o acesso ao pagamento da dívida pública se chocam indenização de toda a rede privada dee a permanência na educação superior. No frontalmente com as reivindicações do ensino. Pelo atendimento imediato àsentanto, às portas de sua finalização, prevista movimento, que se levanta por melhores reivindicações do movimento. Debate sobre financiamento de 8 ou 10% do PIB obscurece a necessidade de combater integralmente o PNE Foi aprovado o texto base do PNE de 2011 a 2020 na Comissão Ivan Valente/PSol votou contra o relatório e apresentou umEspecial do Plano Nacional de Educação (PNE), passando o destaque que fixa o percentual de 10% do PIB a ser aplicado eminvestimento de 7,5 para 8% do PIB nos próximos 10 anos. A educação. Outro voto contrário foi do PDT que denunciou a farsaUNE cumpriu seu papel governista e fez manifestações exigindo dos 50% do pré-sal para a educação previstos no texto. Comoa aprovação imediata do PNE. Os inúmeros destaques deverão ser os recursos do pré-sal serão aplicados em ativos no exterior, nãoanalisados no dia 26 de junho. estarão disponíveis para investimentos em educação. Parlamentares
  3. 3. 3do PCdoB, PDT, PP, PSDB e até DEM já anunciaram que vão afirmativas e assistencialistas, aceitou a implantação do ensino apegar carona na proposta dos 10%. Para o relator Ângelo Vanhoni distância. Propuseram 10% do PIB para a educação até 2020, em(PT/PR), porém: “A nação pode ficar tranquila, pois, com 8% de oposição à proposta do governo, enquanto a ANEL defendia osinvestimento direto do PIB, vamos consolidar um novo patamar da 10% já. Em essência, ambas as propostas abandonam o combate àeducação e da construção do conhecimento no Brasil”. mercantilização da educação. Obscurecem que a crise da educação Desde a apresentação do PNE do governo Dilma, no fim de 2010, reside no domínio dos interesses privados e deve ser combatidaa burocracia sindical se empenhou em obscurecer os fundamentos com o programa da defesa do ensino público e de expropriação,privatistas do PNE e a bancarrota do ensino com a discussão sobre sem indenização, do ensino privado e constituição de um sistemaverbas. A UNE mobilizou suas forças para sustentar a política único, laico, gratuito e que seja capaz de unir teoria e prática. O PNEdo governo como um todo, reivindicou ampliação do ProUni, é privatista e excludente e deve ser combatido integralmente peloreforçou a máscara da “inclusão” por meio das limitadas políticas movimento estudantil.Câmara aprova MP para anistiar R$17 bilhões em dívidas das faculdades particulares Mais uma medida do governo federal dívidas com o Fisco federal em bolsas de Provavelmente o Proies ajudará a sanar umconfirma o favorecimento ao ensino privado. estudo. A medida agora irá para o Senado. setor da educação privada para torná-loComo se não bastasse a compra de vagas nas Ao aderir, as faculdades contam com vantajoso a uma nova etapa de aquisiçõesprivadas (Prouni) e a precarização do ensino uma moratória de 12 meses e podem pagar e fusões por parte do capital financeiropúblico por meio do Reuni, junto com até 90% de suas dívidas com certificados (o programa é vetado às mantenedorasinúmeros “incentivos” que vão de doação emitidos pelo Tesouro Nacional recebidos controladas por pessoa física ou jurídica nãode terrenos a moratórias concedidos pelos em contrapartida pelas bolsas concedidas. residente no Brasil). Ao mesmo tempo, ogovernos municipais, estaduais e federal, foi Para ganhar mais esta benesse, as faculdades governo arrocha o salário dos docentes eaprovado no dia 12 de junho, na Câmara, devem fazer parte do PROUNI, Fundoo Programa de Estímulo à Reestruturação de Financiamento Estudantil (Fies) e do técnicos, mantém as universidades públicase ao Fortalecimento das Instituições de Fundo de Garantia de Operações de Crédito na penúria e manda prender aqueles que seEnsino Superior (Proies), que entrou de Educativo. levantam contra esta situação. A campanhacontrabando na Medida Provisória 559/12. Tal medida demonstra que o Estado serve nacional pela estatização do sistema privadoCom o Proies, os mercadores do ensino que aos interesses dos capitalistas, favorecendo, de ensino, sem indenização e sob o controleestiverem em apuros poderão converter suas no caso, os vendedores de diplomas. dos que estudam e trabalham é urgente!Coneg da UNE: Direção da entidade usa o encontro pra fingir que luta em defesa da greve estudantil nas federais Realizou-se entre os dias 15 e 17/06 o Conselho Nacional de algum desses aspectos, pois está atrelada ao governo petista. AtuaEntidades Gerais (Coneg) da UNE, no Rio de Janeiro. Estiveram no movimento grevista como um colchão, amortecendo o impactopresentes na plenária do encontro representantes da Associação da revolta da juventude em relação à política educacional da gestãoNacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes) e da Federação Haddad, continuada por Mercadante. Tem impedido uma unificaçãode Sindicatos de Trabalhadores em Educação das UniversidadesBrasileiras (Fasubra). Isso porque as universidades federais se real da mobilização, constituindo um obstáculo para a luta.encontram numa grande greve, exigindo dos estudantes uma resposta Aprovou-se também o documento “UNE Brasil+10”, que tinhapolítica organizada. por objetivo “imaginar e construir a realidade do Brasil dentro de 10 No discurso, a direção da UNE se colocou em defesa do anos”, numa clara referência ao PNE (Plano Nacional da Educação).movimento grevista e de maior integração entre as categorias. Foram Outro item aceito pelo plenário foi uma “mensagem da UNE emaprovadas resoluções sobre o fortalecimento da participação estudantil relação ao meio ambiente e a sustentabilidade”, motivada pelae suas bandeiras na greve. Falou-se numa pauta de “valorização e realização da conferência Rio+20. Em essência, o documento sereforma da universidade”, de “ampliação da assistência estudantil”e “defesa dos 10% do PIB para a educação”. São resoluções que coloca em defesa do “desenvolvimento sustentável”, sem identificarrevelam que a direção foi emparedada pela campanha da mídia em a origem dos problemas ambientais no próprio capitalismo.relação à situação nas universidades federais e pressionada também O conselho, que deveria servir para impulsionar a greve estudantilpelas bases em luta, obrigando-a a se pronunciar. nacional, rompendo o corporativismo e caminhando para uma O que não apareceu nos discursos oficiais da entidade, contudo, unidade real, acabou servindo de elemento de distração, para fazerfoi o balanço sobre a política educacional dos governos Lula e de conta que a UNE está favorável à expansão da luta e despejar umDilma. Nenhuma resolução de condenação do REUNI, programa monte de demagogia ambientalista – basta lembrar da participação deque trouxe como conseqüência o sucateamento das universidadesfederais. Muito menos uma crítica à coexistência entre o ensino Aldo Rebelo (do mesmo partido que é a força majoritária na entidadepúblico e o privado, com a proliferação deste em detrimento daquele. estudantil, o PCdoB) na elaboração do novo Código Florestal, que só A direção estudantil majoritária (PCdoB-PT-PPL) não fez balanço favoreceu os grileiros, madeireiras e as oligarquias em geral.
  4. 4. 4 Bahia: Fortalecer a luta em defesa da universidade pública! Que o governo e a reitoria atendam as nossas reivindicações imediatamente! O governo federal tem imposto uma encontram seus aliados na burocracia apoio nas bases, tentou-se evitar qualquerpolítica de destruição do ensino público e dirigente da universidade que utiliza da iniciativa de adesão à greve nacional. Umagratuito, através de medidas mercantilistas e repressão e perseguição aberta ou velada expressiva maioria de professores presentesprivatistas, que beneficiam setores do capital contra estudantes, professores e servidores, à assembleia chamada pela direção danacional e internacional, que exploram a que se colocam em defesa da universidade APUB aprovou a greve em 29 de maio. Nãoeducação como mercadoria nas escolas pública e reivindicam melhores condições de satisfeita, a direção do sindicato rejeitoue universidades privadas. Enquanto isso, estudo e trabalho. O que ocorre atualmente compor o Comando de Greve, desconheceunas IFES impõe-se a criação de vagas sem com mais força na USP e Unifesp, em São completamente a decisão soberana da baserecursos correspondentes para as condições Paulo, tende a se expandir para todo o país, e se utilizou da imprensa para convencer osde trabalho e estudo, o que tem levado a na medida em que o movimento grevista professores a rechaçarem a greve e continuarchoques cada vez maiores com estudantes, coloque em cheque a política mercantilista e trabalhando. Inventou um referendo queprofessores e servidores, quando se colocam privatista do governo Dilma (PT) e governos não existe em lugar nenhum do mundo paraem defesa da educação pública e questionam estaduais. sufocar a greve. Agora, diante da legitimidadetais medidas. Não apenas a burocracia universitária, da greve, pretende discipliná-la, impondo as Os dados são impressionantes: 88% das como também as direções sindicais suas condições, ou seja, para as condiçõesinstituições de ensino superior são privadas governistas, conciliadoras e festivas legais para seu definitivo esmagamento.(aproximadamente 7 vezes mais que as comungam da política governamental e Como nas outras tentativas, a direçãopúblicas!); 74,2% das matrículas estão nas a fortalecem quando tenta de todas as burocrática da APUB não conseguiráredes privadas contra 16% das IFES; 78% maneiras bloquear o inconformismo das destruir a nossa greve. Ao contrário, ado número de ingressantes estão nas redes bases, como é o caso da direção do sindicato situação atual coloca aos professores,privadas; apenas aproximadamente 33% dos professores (APUB/Proifes). A atual estudantes e servidores a necessidades dedos ingressantes das IFES conseguem diretoria já fez de tudo para quebrar a criar um Comando Unificado que possaconcluir. Essa realidade é resultado de anos reorganização da oposição e, agora, manobra centralizar a luta e fortalecê-la com umaa fio de subsídios às universidades privadas constantemente para impedir o avanço do pauta de reivindicações comuns, seme de desagregação das públicas. No atual movimento grevista. desconsiderar as reivindicações particulares,governo de Dilma Rousseff (PT) avança a Primeiramente, tentou desmoralizar a para conquistarmos a vitória. A unidade naprivatização. Em dezembro do ano passado, oposição nas listas de debate dos cursos e luta concentrará num só combate as nossasfoi aprovada a Lei 12.550/2011 que cria a da UFBA com a ideia de que se tratava de forças diante das medidas que estão por vir.Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares um grupelho golpista e fundamentalista. Não temos dúvidas de que nos bastidores(EBSERH) com o objetivo claro de privatizar Quando viram que o “grupelho” expressava estão preparando uma nova investida contraos Hospitais Universitários (HUs). a necessidade de organização, mobilização e o movimento grevista. Responderemos com Para fazer valer essa política, os governos luta da categoria e encontrava cada vez mais unidade e combatividade, isto é, com a luta. Bahia: Está em curso a privatização dos hospitais universitários! Governo Dilma (PT) tenta impor a EBSERH! Os primeiros dois governos do Partido dos Trabalhadores socorro aos empresários do setor, cortou 50 bilhões do setor social,(PT), com Lula à cabeça do Governo Federal, foram marcados pela sendo 1,9 bilhão da educação e manteve o arrocho e congelamentosubmissão aos contratos assinados por FHC e pelo socorro sistemático dos salários de servidores federais. Se não bastassem as medidasaos capitalistas. Foram numerosas as medidas de cunho mercantilistas anteriores, em 15 de dezembro de 2011, no apagar das luzes, oe privatistas tomadas pelo governo, em que se destacaram, pelo governo federal garantiu a aprovação da Lei Federal 12.550, de 15 deseu conteúdo antioperário, a Reforma da Previdência e a Reforma dezembro de 2011, autorizando o poder executivo a criar a EmpresaSindical. Com elas, impuseram profundos retrocessos aos direitos Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH). Nada mais faz quedos trabalhadores e aposentados e aprofundou-se a fragmentação do reproduzir no plano federal as iniciativas tomadas em municípios emovimento operário. estados como Bahia, Acre, Pernambuco, Rio de Janeiro e Sergipe de Mas não parou por aí: o governo Lula criou a Força Nacional criação das chamadas instituições estatais de direito privado para gerirde Segurança, que hoje é utilizada para reprimir greves e serviços públicos, em particular na área da saúde, a partir da lógica demovimentos sociais, como as do PAC; privatizou bancos estaduais, funcionamento das empresas capitalistas. Vale ressaltar que em 2007,antes federalizados; não avançou na política de reforma agrária, o governo petista já tinha proposto a criação das Fundações Estataisincrementando a concentração de terras e o poder do agronegócio de Direito Privado (FEDP). Coube a Dilma Rousseff se encarregarno campo; e manteve uma política de subsídios aos capitalistas do de por em prática a medida essencialmente privatista.ensino privado. A EBSERH, caso seja aprovada pelo Consuni, abrirá a O governo Dilma tem reforçado essas tendências privatistas oportunidade para medidas como transferência de patrimôniocom a aprovação da Previdência Privada dos servidores federais em público, flexibilização de direitos dos trabalhadores do serviço
  5. 5. 5público, financiamento de políticas sociais mediante a celebração de Os ativistas, movimentos sociais e as correntes de esquerda nãocontratos de gestão, captação de recursos com venda de serviços, podem se calar diante dos ataques em curso. O movimento grevistainclusive de setores privados, patrocínio de entidade fechada de nacional e da UFBA deve se colocar intransigentemente contrárioprevidência privada etc. A criação e a aplicação da EBSERH à EBSERH, avançando no combate ao conjunto das medidasrepresenta um sério atentado à luta pela autonomia universitária privatistas do governo. Nada de EBSERH! Abaixo as medidase à indissociável articulação entre ensino, pesquisa e extensão, já privatistas do governo federal e estaduais! Em defesa da saúde eprecarizadas pelas ações dos governos. educação públicas! O que significa defender o estalinismo no movimento estudantil? O movimento estudantil em várias fechamento da internacional comunista atuar no movimento estudantil.universidades nordestinas, sobretudo do como forma de demonstrar a boa vontade O estalinismo do PCdoB já demostrouinterior, está sob a condução burocrática do de Stalin em coexistir pacificamente seu esgotamento histórico, virou um apêndicePCR (Partido Comunista Revolucionário). com o imperialismo e da capitulação aos do PT e já defende propostas nitidamenteEsta corrente reivindica o legado de Stalin, países capitalistas, o estalinismo se mostra pró-imperialistas. A refundação do PCBseus métodos e suas teorias. É preciso perfeitamente adaptado à forma de domíniocompreender o que isso significa e combater da burguesia. No Brasil, os estalinistas tenta fazer reviver o velho estalinismo deseus efeitos desmobilizadores no movimento nunca reivindicaram a revolução socialista forma envergonhada, enquanto o PCR o fazestudantil. e a independência da classe operária. Pelo de forma escancarada. O surgimento do estalinismo expressa contrário, desde sua fundação em 1922, o Além de todos os equívocos teóricos ea degeneração da revolução socialista. Do Partido Comunista caracterizou, falsamente, táticos que levaram o proletariado mundialponto de vista político, é a substituição o pais como feudal e defendeu que o a graves derrotas e a uma crise de direçãoda direção revolucionária pela burocracia proletariado deveria ser dirigido por uma que perdura até hoje, os estalinistas doreacionária. Toda a velha geração de ala progressista da burguesia para realizar PCR adotam como prática os métodos debolcheviques foi golpeada por processos, inicialmente uma revolução democrático-prisões e assassinatos. Criaram-se burguesa. Como consequência política difamação, deformação histórica e políticaprivilégios aos burocratas que agarraram- defendeu a subordinação do proletariado à de conciliação com setores “progressistas”se aos postos estatais. Teoricamente, o burguesia, prostituindo o programa marxista. da burguesia e da burocracia universitária.estalinismo corresponde ao abandono do Na década de 1960, o estalinismo É neste contexto que devemosinternacionalismo proletário – pilar central mergulhou na aventura foquista, pregando compreender sua política de defesa de fim dado socialismo científico, criado por Marx a luta armada, mas ainda sob a direção do gratuidade do restaurante do IFBA (Institutoe Engels – pois, mediante a defesa da programa nacionalista burguês. O PCR Federal da Bahia) ou seu imobilismo na grevepossibilidade da edificação do socialismo surgiu em 1966 de uma divisão do PCdoB e da UFCG-PB. Um agrupamento burocráticoem um só país, Stálin e sua camarilha somou as orientações maoístas e guevaristas.deformaram a estratégia revolucionária e De 1981 a 1995 o PCR se dissolveu no MR- necessariamente teme o movimento dasrenegaram o socialismo. 8, grupo liderado por Orestes Quércia no bases, pois este é o momento em que os Após um longo percurso de traição interior do MDB. Depois desta trajetória estudantes percebem sua política vacilante eà classe operária mundial, passando pelo tortuosa, volta a assumir o nome de PCR e suas práticas aparelhistas. UEL/Paraná: Dificuldades para estruturar uma Oposição Unificada A frente de oposição à atual direção “socialismo” por “sociedade mais justa” etc. manifestações se superponham às plenáriasdo DCE, constituída durante as lutas na Mas tudo isso não passam de manobras onde se estrutura a Oposição Unificada.universidade há mais de um ano, é uma para impedir que o documento conjunto A Corrente Proletária na Educação/PORnecessidade reconhecida pelos estudantes saia com influência da política da Corrente intervém disciplinadamente nas plenáriascomo meio para reorganizar o movimento, Proletária Estudantil de defesa da educação em que se discute a oposição unificada eexpulsar da entidade os grupos vinculados à pública, contra a orientação privatista dopolítica governista e enfrentar a orientação Estado. Preferem abortar a ação frentista defende que as reivindicações pontuaisprivatista do governo. Entretanto, a sua para impedir qualquer projeção da nossa como a permanência estudantil (moradia,estruturação como movimento organizado é corrente, mesmo que isso reforce a restaurante e passe livre) não podem serretardada pelo boicote do PSTU e PSOL à permanência do PT/PCdoB no comando tomadas isoladamente, pois dessa formadefinição da divulgação de uma plataforma do DCE! perde-se a possibilidade de fazer da lutamínima de reivindicações que sirva de eixo Outra forma de boicotar a estruturação por elas uma ponte para a compreensão depara esse movimento. da oposição unificada é a de embarcar e que se trata de manifestações da orientação O Psol/PSTU defendem o “diálogo” privilegiar manifestações pontuais sobrecom os estudantes. Chegaram ao cúmulo de questões específicas – como as filas no privatista do Estado e da colaboração dapropor a exclusão da palavra “capitalismo”, Restaurante Universitário – tornando-as um burocracia universitária com a destruição dasubstituir “burguesia” por “elite” e fim em si mesmo, e apostando que essas educação.
  6. 6. 6 Paraná: Frente estudantil de luta pela Educação pública Ocorreu em Londrina-PR, no dia 16 de junho, mais um encontro Estado burguês promove a privatização do ensino também mudou oda FELEP - Frente Estudantil de Luta pela Educação Pública, eixo do manifesto que até então somente apontava para uma críticacaracterizando-se como “fórum de discussão e organização da luta eleitoreira ao governo Beto Richa (PSDB).do movimento estudantil do Paraná”. Nascido à sombra de parte Contudo, o reformismo da maioria das correntes prevaleceu nado movimento docente estadual, aquele dirigido pelo Andes e sob postura de conciliação com o ensino privado ao resistir à colocaçãoorientação do oportunismo eleitoreiro do PSOL da estatização de todo o sistema privado para defender a bandeira de Reunindo cerca de 30 estudantes de diversas universidades do “redução das mensalidades”, sob o argumento de que “as privadasEstado como UNIOESTE (campi de Toledo, Rondon, Cascavel, existem”.F. Beltrão, Foz do Iguaçu), UFPR, UEM, UEL, UTFPR-Londrina, O método de luta da ação direta também ficou esclarecido noUNESPAR, EMBAP e UNILA, o encontro avançou na aprovação documento inicial de formação da Frente como única forma de lutade uma carta de princípios denunciando a privatização do ensino. Foi capaz de expor a contradição dos interesses dos opressores e dosbasicamente um encontro das vanguardas. Estavam lá representantes oprimidos. A proposta divisionista da Anel, de reivindicá-la comoas correntes Barricadas/PSOL, PSTU, União da JuventudeComunista, estudantes não alinhados e a Corrente Proletária na alternativa à UNE não passou. Na carta ficou estabelecida que seriaEducação. uma frente de luta pela escola pública contra os ataques do governo. O ponto mais importante do encontro foi a aprovação da A Corrente Proletária na Educação considera importante aCarta Manifesto da Frente. A Corrente Proletária defendeu que disposição dos estudantes na construção de Frente. Porém, avaliao movimento deveria se estruturar como um meio para enfrentar que é necessário afastar a orientação eleitoreira das correntes parao ensino privado e das diversas formas de destruição do ensino formular as reivindicações que coloquem o ME na luta contra apúblico, fazendo a denúncia consequente do governo e da burocracia privatização e defesa da universidade autônoma, laica e vinculada àuniversitária como agentes do capital. A caracterização de que o produção social. Universidades Estaduais do Ceará paralisaram por melhores condições de ensino No dia 20 de junho as Universidades Estaduais do Ceará mostram como tem sido as condições de ensino e pesquisa. Alémparalisaram as atividades. A manifestação foi convocada pelo sindicato disso faltam salas de aula, RU, Bibliotecas, laboratórios, as diminutasdos professores e DCEs. O objetivo era marcar uma audiência bolsas de trabalho são de míseros R$ 270 etc.pública com o Secretário de Ciência e Tecnologia e entregar a pauta A Corrente Proletária Estudantil interveio no movimentode reivindicação por contratação de mais professores e assistência denunciando a repressão aos estudantes da UNIFESP, o projetoestudantil. A audiência foi negada. privatista dos governos Dilma e Cid Gomes (PSB/PT) e apontando A realidade das universidades estaduais não é diferente das para a unidade estudantil-docente, que neste momento protagonizamuniversidades Brasil afora, a diferença é apenas de grau. A carência uma greve nacional junto com servidores em defesa do ensinochega a 640 professores, que somados a quantidade de substitutos público. Esse é o único caminho para derrotar os governos.Assembleia estudantil da UFC decreta greve em apoio ao movimento nacional e contra o REUNI Na tarde do dia 21/6 os estudantes da bibliotecas, RU, residências, professores etc. o PSTU defendeu que os quatro que seUFC fizeram uma importante assembleia, O fato de reunir centenas de estudantes em colocaram para os dois cargos revezassemapesar da direção do DCE (PT, PC do B e uma assembleia em condições tão adversas entre si, pois queriam evitar a votação e aPDT) que não mobilizou. Se considerarmos revela que há na base uma tendência de luta derrota. O mesmo posicionamento teve ao fato de que os campi do interior não que a aprovação da greve pode dar vazão. UNIPA/RECC. Ambos foram derrotados.estiveram presentes, apesar de serem os mais Parte das correntes de oposição à Agora o movimento tem a difícil tarefaafetados pelo REUNI, de estarmos no final diretoria do DCE, no entanto, estiveram de encaminhar um calendário de mobilizaçãodo semestre letivo, os mais de 200 estudantes vacilantes. O PSOL/Barricadas concordou que certamente será boicotado pela direçãodemonstraram que a greve nacional deve ser com o DCE de que a posição da assembleia do sindicato dos professores ligado aofortalecida contra os planos privatistas do era apenas um indicativo que seria PROIFES e que não pode ser votado porgoverno do PT. homologado no conselho de entidades conta da dispersão da plenária. O Comando A CPE defendeu com afinco a deflagração marcado para a semana seguinte. Apostar emda greve. Os governistas se apegaram ao fato um conselho de entidades onde o DCE teria Local de Greve deve se colocar na linhada assembleia não ter o quórum. Porém, a maioria é se prender a formalidade que de frente na defesa de uma pauta unificadadiante de uma greve nacional de professores, nesse momento está contra o movimento. entre professores, servidores, estudantes,servidores e estudantes o ME não poderia Nós, ao contrário, defendemos a greve além dos gráficos e rodoviários que estão empermanecer em compasso de espera. independente do quórum, pois a assembleia mobilização e sofrem com a criminalizaçãoMotivos não faltavam para que os estudantes é soberana. Defendemos que fossem tirados por parte dos patrões e governos.fizessem uma greve na UFC: nos campi, os delegados para o comando nacional de Viva a greve nacional estudantil! Unidadeprincipalmente do interior, falta transporte, greve e para o comando local, enquanto entre estudantes, professores e servidores!
  7. 7. 3 USP: Ao apagar das luzes, o reitor Rodas prepara uma mudança do estatuto Está convocada para o dia 26 de junho acordo com seus interesses. Trata-se de mais discutir e organizar essa resposta. É precisouma reunião extraordinária do Conselho uma medida autoritária, que pode tornar a chamá-la com uma convocação massiva. EUniversitário (CO), com pauta única: estrutura de poder ainda mais retrógrada. ela deve aprovar:mudanças no estatuto da USP. Entre os Os estudantes e trabalhadores devem 1) Inviabilização do “CO estatuinte”pontos que podem ser alterados, estão os se organizar para impedir a realização desse golpista;que tratam da eleição do reitor e vice-reitor. CO extraordinário. Para isso, o DCE precisa 2) Um chamado aos professores eHá a possibilidade de que um golpe esteja convocar imediatamente uma assembléia funcionários de unificação ao redor desta luta;em andamento, já que pode ser aprovada geral dos estudantes, divulgar o que está 3) Uma campanha contra todas asa reeleição do reitor, vedada pelo atual acontecendo e articular os centros acadêmicos medidas autoritárias e repressivas do reitor:estatuto. em torno de uma campanha unitária. Não fim dos processos contra estudantes e Outros aspectos decisivos da estrutura dá para esperar até o XI Congresso dos trabalhadores; não à instalação de torresde poder também podem ser alterados. Estudantes, marcado para ocorrer em agosto, de vigilância e cancelas nas entradas; nãoRodas utiliza o antidemocrático CO, no quando Rodas ataca agora. ao novo massacre do Pinheirinho aofinal de semestre, quando a universidade Devemos responder com mobilização. A lado da USP (entrega à PM do terreno dacomeça a esvaziar, para impor mudanças de assembléia geral dos estudantes é quem pode comunidade São Remo). Justiça anula eliminação de estudante da USP No final do ano passado, a reitoria tornou não poderia resultar em imputação dos fatos absoluto, afinal, a reitoria terá prazo de vintepúblico o ato administrativo que eliminava o como verdadeiros. Fuchs observou também dias para recorrer da sentença, contadosestudante de Geografia, Yves de Carvalho que outros cinco participantes da ocupação após publicação no Diário Oficial. Fora isso,Souzedo, além de mais sete companheiros, não foram condenados. na prática a USP tem se negado a reintegraracusados de participar da ocupação do térreo Essa última observação é um claro o estudante.do bloco G do CRUSP (conjunto residencial apontamento de que o processo é, na Aqui se encontra o nó da questão: osda USP), ocorrida entre 2010 e 2012. Agora, verdade, uma peça de perseguição política, já meios legais e institucionais não podem sera 6ª Vara de Fazenda Pública concedeu que houve uma seleção consciente dos alvos rejeitados por princípio, e sim ser submetidosmandado de segurança, assinado pela juíza a serem atingidos. De acordo com a juíza, ao método da ação direta. E para essa linhaAlexandra Fuchs de Araújo, permitindo que “aqueles que depois vieram a integrar outra se concretizar é preciso que os estudantes seo estudante retorne ao curso. chapa (AMORCRUSP), oposição da chapa Para a juíza, o processo não verificou Aroeira que teria organizado a invasão, foram organizem. O que parece óbvio, contudo,e comprovou o que cada participante da absolvidos, sem que houvesse nenhuma passa despercebido pela direção do DCEinvasão teria cometido. Disse ainda que a apuração concreta dos fatos”. (gestão “Não vou me adaptar”, PSol-PSTU),decisão da USP, com uma pena tão grave O mandado de Fuchs determina que se recusa a convocar uma assembléia(“eliminação”), não poderia ser aplicada que se cassem definitivamente todos os geral. Sem uma campanha vigorosa contra asem registro de reincidência. O silêncio do efeitos do ato administrativo. Porém, este repressão, mais a reitoria se verá livre paraestudante, que se negou a dar explicações, “definitivamente” não nos parece tão prosseguir com seus ataques. Reitor da Universidade San Francisco Xavier (Bolívia) manda prender universitários Na Universidade San Francisco Xavier, los com todos os recursos ao seu alcance.assim como nas demais, impera a tirania e Esta é a universidade de “excelência” e deintolerância dos reitores. O reitor Walter Arizaga “qualidade”, resultado da aplicação da políticaas usou contra o dirigente estudantil Víctor liberal no ensino superior. Esta política foiFlores, estudante de sociologia e membro da aprofundada pela Lei “Avelino Siñani – ElizardoURUS (União Revolucionária dos Universitários Perez”, do governo do MAS, e justificadaSocialistas), corrente estudantil do POR, e graças a todas as agressões que o ignorante Evoo mandou à prisão com acusação criminal. Morales lança contra o movimento universitário.O delito do companheiro é exigir cátedra Este novo abuso contra o movimentoparalela, gratuidade da educação, infra-estrutura, estudantil do reitor de San Francisco Xavierorçamento, respeito ao co-governo etc. Parece só pode ser enfrentado pela ação decididacoisa de loucos, mas assim acontecem as coisas. e organizada dos estudantes de base. Nós, estudantes, devemos Nas universidades, o princípio de autoridade foi imposto a expulsar os ditadorezinhos junto às camarilhas. Mas esta açãopauladas. Contra a liberdade de crítica e pensamento, as autoridades não pode ser simples espontaneidade, deverá ser resultado de umvomitam seu constrangimento grotesco. As autoridades são movimento politicamente claro.inquestionáveis e todos se perguntam por que soltam tanta espuma Para acabar com as camarilhas, primeiro há que derrotar a políticapela boca. A razão é uma só, a excessiva concentração de poder que as sustenta. Esta política é a burguesa, incapaz de desenvolver oaumenta seus interesses materiais e por isso estão dispostos a defendê- país e que só oferece politicagem, entreguismo, roubo e destruição.
  8. 8. 8 A política da classe operária é a chamada para guiar os estudantes, onde se fundamentará a ciência e a cultura.incorporá-los à luta pela transformação social e encontrar nela Exigimos a liberdade imediata do companheiro Víctornosso futuro. A luta pelo governo operário e camponês nos dará a Flores! Morra a tirania das camarilhas! Viva a liberdade depossibilidade de avançar para a nova universidade, verdadeira base pensamento e expressão! É comum a militância porista ser interrogada sobre o nome de nossa corrente estudantil. Causa estranheza principalmente a junção de duas palavras: “proletária” e “estudantil”. Geralmente respondemos só o essencial: somos jovens militantes que atuam no seio do movimento estudantil defendendo um programa proletário, socialista. A referência à classe operária no nome da organização tem por objetivo escancarar o conteúdo de nossa política, a partir de sua raiz de classe. Essa formulação, entretanto, carece de uma explicação mais aprofundada. Com esse objetivo, decidimos publicar uma carta de Leon Trotsky sobre a questão, como contribuição ao debate. Trata-se de um texto de 10 de dezembro de 1938, que faz parte dos arquivos pessoais de James P. Cannon. A assinatura é de FORMAÇÃO “Hansen”, um dos pseudônimos usados pelo revolucionário bolchevique.Um nome revolucionário para um grupo juvenil revolucionário Queridos amigos, de milhares de rapazes e moças profundamente decepcionados com Dizem-me que houve oposição à proposta de chamar a a sociedade que lhes nega a possibilidade de trabalhar. Se nossoorganização juvenil de “Legião da Revolução Socialista”, já que nome não resulta compreensível ou “agradável” para os milhões deao trabalhador norte-americano não “agrada” nada que cheire a elementos atrasados, pode se fazer muito atrativo para dezenas derevolução, ação ilegal, hostilidade à democracia etc. Estes argumentos milhares de elementos ativos. Nós somos um partido de vanguarda.são incomparavelmente mais importantes que a questão em si do Enquanto assimilamos aos milhares e dezenas de milhares, osnome. milhões aprenderão o verdadeiro sentido do nome por meio dos Há tempos a experiência histórica tem demonstrado que aquele golpes econômicos que lhes são impostos.que não considera oportuno ostentar abertamente seu nome político Um nome medíocre passa despercebido e isto é o pior emnão possui a coragem necessária para defender suas idéias, já que política, especialmente para os revolucionários. A atmosfera políticao nome não é algo acidental, senão a condensação das idéias. Por está agora extremamente confusa. Em uma reunião política, quandoisso Marx e Engels se diziam comunistas e nunca gostaram do nomede social-democratas. Por isso Lênin abandonou a camisa suja da todos falam e ninguém escuta aos demais, o presidente põe ordemsocial-democracia e adotou o nome de Partido Comunista para sua dando um forte golpe sobre a escrivaninha. O nome do partido teriaorganização, por ser mais intransigente e militante. Agora, novamente que ressoar como esse golpe.temos que afastar os nomes que têm sido prostituídos e eleger um A organização juvenil pode e deve ter organismos auxiliares comnovo. Não temos que buscá-lo nos adaptando aos preconceitos das propósitos variados e nomes diferentes, mas o organismo políticomassas. Pelo contrário, temos que nos opor a estes preconceitos com dirigente tem de ser de um caráter revolucionário definido e aberto eum nome adaptado às novas tarefas históricas. contar com seus correspondentes bandeira e nome. O argumento mencionado é incorreto em seu aspecto teórico, O primeiro informe me dá a impressão de que o perigo nãopolítico e psicológico. A mentalidade conservadora de um grande reside em que a juventude deseje ser um segundo partido, senão quesetor de trabalhadores é uma herança do passado e forma parte antes o partido a domina demasiado direta e firmemente, por meiosdo “norte-americanismo” (tanto ao estilo de Hoover como ao de organizativos. Os quadros partidários da juventude, naturalmente,Roosevelt). A nova situação econômica está em oposição absoluta elevam muito o nível da discussão nos congressos e no Comitêa esta mentalidade. O que é determinante para nós: a estupidez Nacional, mas este alto nível é uma expressão do aspecto negativo datradicional ou os fatos revolucionários objetivos? Vejamos o situação. Como se pode educar a juventude sem uma certa quantidadesenhor Hague do outro lado da barricada. Ele não teme pisotear a de confusões, erros e lutas internas que não sejam infiltrados pelos“democracia” tradicional. Proclama: “a lei sou eu”. Desde o ponto “velhos”, mas que surjam de seu próprio desenvolvimento natural?de vista tradicional parece muito imprudente, provocativo, irracional; Parece-me que na organização juvenil os membros de experiência doporém, é absolutamente correto desde o ponto de vista da classe partido pensam, falam, discutem e decidem em nome da juventudecapitalista. Só desta maneira se poderá formar um partido reacionário e que esta deve ter sido uma das razões porque perdemos gente nomilitante adequado à situação objetiva. Será que não temos tanta coragem como os que estão do outro ano passado. A juventude não tem direito a ser demasiado sábialado da barricada? ou demasiado madura, ou melhor, só tem direito a ser jovem. Este A crise do capitalismo norte-americano tem um ritmo muito aspecto da questão é muito mais importante que o das cores, rituaisrápido. As pessoas que hoje se assustam com um nome militante etc. O pior que poderia nos passar seria estabelecer uma divisão doamanhã compreenderão seu significado. O nome político não é para trabalho dentro da organização juvenil: que a base jovem jogue comum dia ou um ano, senão para todo um período histórico. cores e trompetes e os quadros seletos se ocupem de política. Nossa organização juvenil conta somente com setecentos Fraternalmente,membros. Seguramente nos Estados Unidos há dezenas e centenas Joe Hansen [Trotsky] Princípio do autofinanciamento Contribua para o financiamento do Boletim Nacional da Corrente Proletária Estudantil. Ajude a viabilizar a continuidade da divulgação da política proletária no seio do movimento estudantil.

×