Transtorno global de desenvolvimento - Capacitação 2011

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Transtorno global de desenvolvimento - Capacitação 2011

  1. 1. IHA Instituto Municipal Helena Antipoff Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro Secretaria Municipal de Educação Área de Estudo Específica de TGD
  2. 2. Escola: espaço de TODOS! “ ...escolas deveriam acomodar todas as crianças independentemente de suas condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais, lingüísticas ou outras (...) toda criança tem direito fundamental à educação, e deve ser dada a oportunidade de atingir e manter o nível adequado de aprendizagem (...) “ Salamanca
  3. 3. (Breve Histórico) Educação Especial Transtornos Globais do Desenvolvimento 1854 – Imperial Inst. dos Meninos Cegos – IBC 1857 – Instituto dos Surdos Mudos – INES 1926 – Pestalozzi RJ 1954 – APAE Ass. Pais e Amigos dos Excepcionais. 1992 – SME/RJ autoriza o projeto de atendimento a alunos portadores da Síndrome do Autismo e Síndromes correlatas. 1993 – Proj. de Classes Especiais de Condutas Típicas. 1994 – Ampliação de novas classes especiais de CT em escolas regulares.Definição do MEC Política Nacional de Educação Especial – Livro 1/MEC/SEES Brasília,1994
  4. 4. (Breve Histórico) Educação Especial Transtornos Globais do Desenvolvimento 2008 – Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Escola Inclusiva 2009 – Parecer 13/2009 -Resolução Nº 4, de 2 de outubro de 2009 (Diretrizes Operacionais para o Atendimento Educacional Especializado na Educação Básica, modalidade Educação Especial).
  5. 5. De quem estamos falando? <ul><li>Sociedade e Deficiência </li></ul><ul><li>Atitudes (combinação distinta de sentimentos, inclinações para agir e convicções) – afeto/tendências comportamentais/ cognição </li></ul><ul><li>Preconceitos (julgamento negativo) </li></ul><ul><li>Estereótipos (generalizações) </li></ul><ul><li>Estigmas </li></ul>
  6. 6. “ Autismos” & Estigma “ (...) as representações se mostram semelhantes a teorias que ordenam ao redor de um tema (as doenças mentais são contagiosas ...) uma série de proposições que possibilita que coisas e pessoas sejam classificadas, que seus caracteres sejam descritos, seus sentimentos e ações sejam explicados e assim por diante. (...) as representações sociais se apresentam como uma “rede” de idéias, metáforas e imagens mais ou menos interligadas livremente, e por isso, mais móveis e fluidas que teorias”. Moscovici,2003
  7. 7. Alunos com Transtornos Globais do Desenvolvimento - TGD São alunos que apresentam alterações qualitativas das interações sociais recíprocas e na comunicação, um repertório de interesses e atividades restrito, estereotipado e repetitivo . Incluem-se nesse grupo alunos com autismo, síndromes do espectro autismo e psicose infantil .
  8. 8. Importante <ul><li>Informações que contribuam para o desenvolvimento de práticas inclusivas na educação escolar. </li></ul><ul><li>Subsídios teóricos necessários à compreensão do transtorno numa perspectiva de interface com a educação escolar. </li></ul><ul><li>Contextualizar as informações dos diversos “saberes” no âmbito educacional. </li></ul>
  9. 9. Alunado de transtornos globais do desenvolvimento <ul><li>É uma criança que apresenta uma tríade… especificidades nas áreas do desenvolvimento. </li></ul>
  10. 10. Especificidades TGD
  11. 11. Aspectos Observados na INTERAÇÃO SOCIAL por Jacy Perissinoto <ul><li>Conjunto de inabilidade de comportamentos sociais: </li></ul><ul><ul><li>Raramente iniciam interação social / conversação; </li></ul></ul><ul><ul><li>Mantém pouca atenção às outras pessoas; </li></ul></ul><ul><ul><li>Comportamentos não verbais de iniciação e manutenção de contato; </li></ul></ul><ul><ul><li>Dificuldades em reconhecer e expressar emoções (valores culturais); </li></ul></ul><ul><ul><li>Raramente buscam referências sociais (atitude do outro / auto-regulação) </li></ul></ul><ul><ul><li>Falta de empatia (ausência / limitação de respostas) </li></ul></ul>
  12. 12. Aspectos Observados na COMUNICAÇÃO por Jacy Perissinoto <ul><li>Apresentam grande variedade de comportamentos incomuns. </li></ul><ul><li>Utilização de gestos sem “intenção comunicativa”. </li></ul><ul><li>Ausência de fala ou fala tardia com algumas especificidades. </li></ul><ul><ul><li>Inabilidade na prosódia; </li></ul></ul><ul><ul><li>Fala repetitiva; </li></ul></ul><ul><ul><li>Uso idiossincrático de palavras. </li></ul></ul><ul><ul><li>Dificuldade nos aspectos pragmáticos da comunicação e na estruturação da narrativa. </li></ul></ul><ul><ul><li>Limitação na compreensão da função da linguagem e interpretação de narrativas. </li></ul></ul>
  13. 13. PADRÃO DE INTERESSES E ATIVIDADES por Jacy Perissinoto <ul><li>Tendem a engajar-se em atividades repetitivas e estereotipadas com os objetos. </li></ul><ul><li>Raro comportamento de jogo simbólico (faz de conta). </li></ul><ul><li>Interesse por números, datas, horários, figuras, fotos, mapas, leitura de palavras, de forma sistemática / persistente. </li></ul><ul><li>Maior interesse em atividades relacionadas à memória. </li></ul><ul><li>Resistência a mudanças de rotina de vida diária e a incorporação de novos hábitos. </li></ul><ul><li>Estruturação de rituais sem funcionalidade real. </li></ul>
  14. 14. <ul><li>O trabalho com TGD ... Tem como objetivo a descoberta do seu corpo, tornando-o mais funcional e estimulando algumas funções não amadurecidas, ao mesmo tempo que vem desconsiderar reações inadequadas, eliminar movimentos inúteis, harmonizar o objeto e dar-lhe significado. </li></ul><ul><li>É possível “olhar” o corpo dessa criança como elemento básico de contato com a realidade exterior e com o mundo que o rodeia. </li></ul><ul><li>A conduta motora precede o ato cognitivo, conseqüentemente quanto maior for o conhecimento e o domínio de seu corpo, melhor será o rendimento e a adaptação ao seu meio ambiente. </li></ul>
  15. 15. A seguir, alguns exemplos úteis de adaptações pedagógicas que podem ser consideradas para o aluno, que possibilitam diminuir as variações de atenção e de concentração abrindo espaço para aproveitar melhor as habilidades do mesmo.
  16. 16. <ul><li>Exercícios longos podem precisar de redução, optar por enunciados curtos e diretos; </li></ul><ul><li>Oferecer perguntas que orientem o raciocínio para a produção de um texto ou para a realização de exercícios; </li></ul><ul><li>Fazer demonstrações; </li></ul><ul><li>Utilizar objetos e jogos manipuláveis; </li></ul><ul><li>Utilizar figuras de apoio que auxiliem na associação de ideias ou a transposição de conceitos para os mais variados contextos (ilustrados e/ou discutidos antecipadamente); </li></ul><ul><li>Oferecer técnicas de estudo e deixá-lo utilizar roteiros e/ou “dicas” extras; </li></ul><ul><li>Usar caixas de fichas para consulta (com fórmulas matemáticas, com linhas do tempo, com esquemas e desenhos explicativos); </li></ul>
  17. 17. Aspectos importantes <ul><li>Função Executiva </li></ul><ul><ul><li>Conjunto de condutas de pensamentos que permite a utilização de estratégias adequadas para se alcançar um objetivo (Fuster, 1997). </li></ul></ul><ul><ul><li>Capacidade de antecipar, planificar, controlar impulsos, inibir respostas inadequadas, flexibilizar pensamento e ação. </li></ul></ul><ul><ul><li>Há evidências consistentes de déficits da Função Executiva em pessoas com TGD (Goldman – Rakic, 1987). </li></ul></ul>
  18. 18. Reflexões <ul><li>Inflexibilidade / Apego a rotinas </li></ul><ul><li>Acolhimento a criança – Como???? </li></ul><ul><li>Adaptação progressiva... (importância da antecipação dos fatos). </li></ul><ul><li>Rituais da escola como aprendizagem de organização do meio social real... </li></ul><ul><li>Intervenções dos colegas – aprendizagens transformadoras de comportamentos. </li></ul><ul><li>“ a escola tem se mostrado essencial ..., demonstrando que a exposição ao meio social é condição de desenvolvimento para qualquer ser humano” </li></ul><ul><li>(Belisário Júnior, J. F. e Cunha,P. MEC/SMECE UFC, 2010) </li></ul>
  19. 19. ABORDAGEM PEDAGÓGICA <ul><li>Os objetivos gerais da educação para o aluno com TGD são os mesmos que tem em relação a todas as crianças. </li></ul><ul><li>“ Promover o desenvolvimento de se suas possibilidades e competências, fomentar o bem estar emocional e um equilíbrio pessoal o mais harmonioso possível além de aproximar as crianças TGD do mundo de relações significativas”. </li></ul>
  20. 20. Arquitetura (Acessibilidade) <ul><li>Localização da Sala </li></ul><ul><li>Ambiente Facilitador da Aprendizagem </li></ul><ul><li>Uso de Tecnologias Assistiva </li></ul><ul><li>Espaços estruturados </li></ul><ul><li>Outros... </li></ul>
  21. 21. ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO FÍSICO DA SALA DE AULA <ul><li>Organizar áreas de trabalho </li></ul><ul><li>Murais funcionais , ou seja, que oriente seu aprendizado de forma clara , objetiva tendo o cuidado com a poluição visual </li></ul><ul><li>As salas devem ter um espaço definido e de fácil acesso para que os alunos coloquem seus objetos pessoais e os utilize sempre que necessário </li></ul><ul><li>Prateleiras, armários ou caixas de materiais se possível próximos as áreas de trabalho de forma que os materiais possam ser facilmente acessados </li></ul>
  22. 22. Na organização do espaço da sala de aula devem-se prever espaços para jogos e exposição de materiais trabalhados pela turma e confeccionados pelos alunos e /ou pelo professor.
  23. 23. ADAPTAÇÕES PARA AMBIENTES INCLUSIVOS (SMITH, 2008, p. 372) <ul><li>Promova Eventos Previsíveis </li></ul><ul><ul><li>Desenvolva uma programação </li></ul></ul><ul><ul><li>Faça experiências narrativas previsíveis </li></ul></ul><ul><ul><li>Evite surpresa </li></ul></ul><ul><ul><li>Não faça mudanças sem prévia comunicação </li></ul></ul><ul><ul><li>Mantenha uma estrutura e uma rotina </li></ul></ul><ul><ul><li>Saiba como o indivíduo administra o seu tempo livre </li></ul></ul>
  24. 24. Comunique Cuidadosamente as Instruções e as Conseqüências <ul><li>Procure coerência nas reações de todos os alunos para comportamentos inapropriados </li></ul><ul><li>Dê explicações diretas </li></ul><ul><li>Não utilize gírias ou metáforas </li></ul><ul><li>Evite usar somente pistas não-verbais </li></ul><ul><li>Use cuidadosamente os pronomes pessoais </li></ul>
  25. 25. Estimule a Participação Positiva <ul><li>Apresente feedback sobre a adequação de reações </li></ul><ul><li>Lembre-se de dizer ao indivíduo quando o comportamento está adequado </li></ul><ul><li>Crie tarefas que a pessoa possa realizar </li></ul><ul><li>Traduza o tempo em algo tangível ou visível </li></ul><ul><li>Enriqueça as comunicações verbais com ilustrações ou figuras </li></ul><ul><li>Use exemplos concretos </li></ul>
  26. 26. Importância na Prática Pedagógica <ul><li>Aprendizagem Significativa </li></ul><ul><li>Funcionalidade da Aprendizagem </li></ul><ul><li>Presença do Lúdico </li></ul><ul><li>Planejamento – Possibilidades </li></ul><ul><li>Múltiplas Linguagens </li></ul><ul><li>Uso de recursos visuais – Ambiente Alfabetizador </li></ul><ul><li>Trocas entre pares </li></ul><ul><li>E outras... </li></ul>
  27. 27. Aproveitando as oportunidades <ul><li>1º Observação – Quem é o meu aluno? </li></ul><ul><ul><li>Como se Comunica? </li></ul></ul><ul><ul><li>Como reage as outras pessoas? </li></ul></ul><ul><ul><li>Qual seu interesse? O que olha? </li></ul></ul><ul><ul><li>O que mantêm sua atenção? </li></ul></ul><ul><ul><li>O que compreende quando falo? </li></ul></ul><ul><ul><li>Apresenta seriação de objetos? </li></ul></ul><ul><ul><li>Como esta seu processo de construção da leitura? Decodifica? Lê? </li></ul></ul>
  28. 28. Levantamento Necessidades Específicas TGD Identificação Potencialidades Necessidades Estratégias Recursos Pedagógicos
  29. 29. Especificidades
  30. 30. Importante <ul><li>Ampliar o interesse </li></ul><ul><li>Utilizar as “manias” para aprendizagem </li></ul><ul><li>Trabalhar com o aluno independente das estereotipias </li></ul><ul><li>Dar funcionalidade aos objetos de seu interesse </li></ul><ul><li>Valorizar as potencialidades e detrimento das dificuldades apresentadas </li></ul><ul><li>Construir as habilidades sociais </li></ul><ul><li>Linguagem receptiva e expressiva </li></ul><ul><li>Linguagem verbal e não verbal... </li></ul>
  31. 31. Observações Importantes Apoio Visual Objetos Concretos Temas de interesse
  32. 32. Observações Importantes Nomear os bonecos inventar histórias Materiais Diversificados Temas de interesse
  33. 33. Interesses mostram caminhos...
  34. 34. Alfabetos
  35. 35. CD pedagógico DVD Infantil com músicas
  36. 36. Alfabetização <ul><li>Dificuldades na comunicação </li></ul><ul><li>Facilitadores – CAA </li></ul><ul><li>Obs. Não substitutiva a comunicação verbal </li></ul><ul><li>Convivência com o mundo letrado </li></ul><ul><li>Redução na angustia da “não comunicação” </li></ul>
  37. 37. Para comunicação de suas necessidades básicas e sentimentos Figuras Boardmaker
  38. 38. Cartões para comunicação com figuras de revistas
  39. 39. Quando a fala não se desenvolve da forma esperada <ul><li>Texto: O papel da comunicação alternativa e ampliada (CAA) na integração das crianças com necessidades educacionais especiais - (Miryam Pelosi) Texto: Sistema de comunicação suplementar e alternativa (csa) in escola inclusiva: linguagem e mediação (Lucia Reily) </li></ul><ul><li>Na confecção de pranchas de... </li></ul><ul><ul><li>Pranchas de rotina </li></ul></ul><ul><ul><li>Pranchas de horário </li></ul></ul><ul><ul><li>Pranchas de escolha, de opção de atividades </li></ul></ul>
  40. 40. Alfabetização <ul><li>Hiperlexia </li></ul><ul><li>Como apresentar para estes alunos a alfabetização? </li></ul><ul><li>Ex: Bola – que objeto é esse? </li></ul>
  41. 41. Materiais Confeccionados para Alfabetização
  42. 42. Escrita com palavras e gravuras
  43. 43. Pranchas para construir situações problemas
  44. 44. Alfabetização <ul><li>Uso do Computador </li></ul><ul><li>Aumenta a habilidade de comunicação; </li></ul><ul><li>Melhora a cognição; </li></ul><ul><li>Ajuda nas atividades que envolvem coordenação motora. </li></ul><ul><li>Pode também ajudar dentro da política educacional de inclusão em escolas regulares. </li></ul><ul><li>Ajuda na aquisição de vocabulário, alfabetização, independente de a criança ser verbal ou não verbal, e assim como no processo de melhorar os deficits em interação social em crianças com autismo. </li></ul><ul><li>Murray e Lesser (2001) </li></ul>
  45. 45. O que acreditamos... <ul><li>O crescimento da criança é resultado das experiências que ela tem no seu grupo social ou em outros grupos com os quais convive. </li></ul><ul><li>O desenvolvimento está atrelado a aprendizagem, por meio de processos de elaboração partilhada. </li></ul><ul><li>Não existe nenhum método ou técnica inteiramente eficaz e satisfatória capaz de ser aplicada com sucesso a todos os casos. </li></ul>
  46. 46. O que acreditamos... <ul><li>Não podemos avaliar as possibilidades de aprendizagem de uma criança à luz de uma escala de desenvolvimento. Cada criança é única em seu processo de desenvolvimento. </li></ul><ul><li>Nenhum aluno, por maior comprometimento que apresente, deve ser considerado sem condições de se beneficiar do trabalho escolar. A educação é um bem a que todos têm direito e, mesmo nos casos mais difíceis deve-se ter como meta a construção de conhecimentos que levem à independência e autonomia, que permitam a integração social </li></ul>
  47. 47. “ Educar uma criança autista é uma experiência que leva o professor a questionar suas idéias, seus princípios e sua competência profissional” (Bereohff, Leppos e Freire, 1994 ) <ul><li>Relação professor / aluno – essência da Educação </li></ul><ul><li>Na condição de aprendiz para garantir a posição de ensinante </li></ul><ul><li>Conhecimento teórico atualizado </li></ul><ul><li>Conhecimento prático sobre o aluno </li></ul><ul><li>Ter tolerância à frustração, persistência e consistência </li></ul><ul><li>Orientações às famílias e trabalho em parceria </li></ul>
  48. 48. Figura do professor <ul><li>ELEMENTO PROPICIADOR </li></ul><ul><li>OBSERVADOR MEDIADOR </li></ul><ul><li>PERSISTENTE / CONSISTENTE </li></ul><ul><li>SENSÍVEL / AFETUOSO </li></ul><ul><li>FIRME / SEGURO </li></ul>
  49. 49. O vínculo afetivo e a significação do professor para o aluno <ul><li>É o primeiro grande passo. </li></ul><ul><li>Somente assim um universo de possibilidades, de interesses, de descobertas, de vivências de conhecimentos e de aprendizagens ocorrerão! </li></ul><ul><li>Acreditar nas possibilidades do aluno. </li></ul><ul><li>Planejar, persistir e buscar pequenas vitórias! </li></ul>
  50. 50. Os caminhos... <ul><li>Capacitação Profissional. </li></ul><ul><li>Diversificação de Material Didático. </li></ul><ul><li>Organização do Projeto Pedagógico. </li></ul><ul><li>Realização de adequações curriculares. </li></ul><ul><li>Novas Metodologias. </li></ul><ul><li>Mudanças de Estratégias. </li></ul><ul><li>Promover encontros com os pais. </li></ul>
  51. 51. Rede de Apoio <ul><li>Professor AEE – sala de recursos multifuncional e itinerância </li></ul><ul><li>Estagiário </li></ul><ul><li>Outros </li></ul>
  52. 52. Atendimento Educacional Especializado - AEE <ul><li>É uma modalidade de atendimento da Educação Especial. É um espaço destinado ao trabalho educacional com os alunos com deficiências, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades. Incluídos em classes comuns, tendo como objetivo aprofundar conhecimentos que contribuam para o seu desenvolvimento e aprendizagem, com a utilização de recursos específicos que atendam às suas necessidades. </li></ul>
  53. 53. AEE <ul><li>Presta assessoria às escolas regulares que possuem alunos com deficiências, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades educacionais incluídos. </li></ul><ul><li>Isto também ocorre através do acompanhamento desses alunos em sala de aula e da orientação de seus professores, equipe técnico-pedagógica da Unidade Escolar e pais. </li></ul>
  54. 54. Portal de ajudas técnicas MEC http://portal.mec.gov.br/seesp/index.php?option=content&task=view&id=64&Itemid=193 <ul><li>Processo de desenvolvimento das ajudas técnicas: </li></ul><ul><li>Orientação para os profissionais da educação </li></ul><ul><li>Objetivo encontrar soluções de objetos que auxiliem o aprendizado de pessoas com necessidades especiais. </li></ul><ul><li>Cada necessidade é única e, portanto, cada caso deve ser estudado com muita atenção </li></ul>
  55. 55. Uma rotina estruturada Oferecer uma previsibilidade de acontecimentos, que permita situar a criança no espaço e no tempo, onde a organização de todo o contexto torna-se uma referência para sua segurança interna, diminuindo seu nível de angústia, ansiedade, frustração e distúrbios de comportamentos.
  56. 56. Organizando a Rotina Painel de Rotina Individual
  57. 57. Lápis e Borrachas Adaptadas Cadernos com Pautas Ampliadas
  58. 58. Materiais para escrita com letras e palavras móveis
  59. 59. Adequações de Prova
  60. 60. Adequações de Prova
  61. 61. Família & Escola <ul><li>Parceria famíla – Escola </li></ul><ul><li>Família participativa presente na Escola </li></ul><ul><li>Compreensão Familiar da Função da Escola </li></ul><ul><li>Acompanhamento do desenvolvimento do filho. *Trabalho Cooperativo Família-Escola </li></ul>ACREDITAR QUE É POSSÍVEL !
  62. 62. Alfabetização Música
  63. 63. Autismo... Livros ... Filmes
  64. 64. MÉTODOS ABA  http://sites.google.com/site/autismoemfoco/aba Foortime http://www.omundoautista.com/index.php?option=com_content&view=article&id=8:floortime&catid=1:intervencao&Itemid=61 TEACCH http://www.teacch.com/ Montessori http://www.ama.org.br/html/inst_prop_mmon.php  DOMAN http://www.autismo-br.com.br/home/Doman.htm  
  65. 65. MÉTODOS PECS http://www.ama.org.br/html/inst_prop_pecs.php PADOVAN http://www.padovan.pro.br/metodo.htm SONRISE http://www.inspiradospeloautismo.com.br/Programa/Programa.html Sensory Integration therapy http://www.autismweb.com/sensory.htm HOLDING TERAPY/ Terapia do abraço http://www.autismo-br.com.br/home/holding.htm
  66. 66. ONU marca 1º Dia Mundial sobre Autismo 02/04/2008 A data serve para prestar homenagem à coragem das crianças autistas e de suas famílias, que lutam todos os dias para enfrentar a questão com determinação, criatividade e esperança.
  67. 67. A turma da Mônica tem um amiguinho muito especial – o André! Com ele podemos aprender um pouco mais sobre o autismo. O estúdio Maurício de Souza é famoso pelas campanhas dirigidas aos temas educacionais. No site da AMA (Associação de Amigos do Autista) a Turma da Mônica apresenta o personagem André e explica o que é autismo e como devemos lidar com ele http://www.ama.org.br
  68. 68. LIVROS SUGERIDOS: EDUCAÇÃO Autismo e Educação - Reflexões e Propostas de Intervenção Baptista, Claudio Roberto; Bosa, Cleonice Guia do professor - dificuldades de comunicação e autismo Farrell, Michael Autismo Jacy Perissinonoto Pulso Editorial
  69. 69. LIVROS SUGERIDOS: EDUCAÇÃO Um Antropólogo em Marte Oliver Sacks Companhia da Letras, 1995 Inclusão, Um guia para Educadores Stainback e Stainback Artemed Escola Inclusiva Lucia Reily Papirus, 2004
  70. 70. LIVROS SUGERIDOS: EDUCAÇÃO Vivências Inclusivas de Alunos com Autismo Maryse Suplino Autismo e inclusão psicopedagogia e praticas educativas na escola e na família Eugenio Cunha Compreender o autismo Sally Hewitt Porto Editora Autismo Entendimento Teorico e Intervencao Educacional Theo Peeters Cultura Médica
  71. 71. LIVROS SUGERIDOS: EDUCAÇÃO Olhe nos meus olhos Minha vida com a síndrome de asperger John Eder Robinson Uma Menina Estranha: Autobiografia de uma Autista Temple Grandin Cia das letras Autismo, Linguagem e Educação Silvia Ester Orru
  72. 72. LIVROS SUGERIDOS: EDUCAÇÃO Autismo Infantil - Vol. 2 Jose Salomao Schwartzman Autismo - abordagem neurobiológica Roberto Tuchman & Isabelle Rapin Autismo Infantil - Novas Tendências e Perspectivas Francisco Bapstista Assumpção Júnior
  73. 73. LIVROS SUGERIDOS: EDUCAÇÃO Revista Autismo é a primeira publicação sobre autismo da América Latina e a única em língua portuguesa no mundo. Com Informações sobre autismo. http://www.revistaautismo.com.br/ Autismo Infantil e Terapia Psicomotriz é uma obra que descreve e analisa comportamentos de crianças autistas submetidas a programa de terapia psicomotriz relacional no decorrer de cinco anos. Os autores discutem os enfoques que são apresentados pelos especialistas sobre a etiologia da síndrome, questionam as estratégias psicopedagógicas de cunho mecanicista, descrevem e analisam os avanços no tratamento. Saberes e práticas da inclusão Dificuldades acentuadas de aprendizagem do autismo Educação Física Adaptada do professor Sérgio Castro
  74. 74. FILMES Uma Viagem Inesperada Quando Corrine descobre que seus dois filhos gêmeos são autistas, ela fica inconformada a princípio, mas acaba aceitando o veredito. Ela então conta ao marido sobre o fato, e ele lhe diz que não quer lidar com o problema do autismo. Por isso, Corrine o abandona, e passa a criar os meninos sozinha. Ela os coloca numa escola e não informa sobre problema dos meninos. Mas a atitude estranha das crianças faz com que os professores a acusem de maus tratos e, quando Corrine conta a verdade, eles a mandam procurar outra escola. Finalmente, graças ao apoio incondicional da mãe, as crianças conseguem superar as dificuldades impostas pela doença. Testemunha do silencio Thriller sobre um menino autista de nove anos que testemunha o assassinato de seus pais. Para tentar desvendar o mistério, a polícia pede ajuda a Jake Rainer (Richard Dreyfuss), um dos maiores psicólogos mundiais no tratamento de crianças autistas. Rainer decide por um caminho complexo, desvendando a forma de pensar do menino, e entra em confronto com um colega (John Lithgow) que quer usar medicamentos e meios mais rápidos, mas que dão menos importância à criança.
  75. 75. FILMES Meu Filho Meu Mundo Quando nasceu, Raun era um saudável e feliz bebê. Com o passar dos meses, seus pais começam a observar que há alguma coisa estranha com ele, sempre com um ar ausente. Um dia vem a confirmação do que suspeitavam... Raun era autista. Decidem então penetrar no mundo da criança, acreditando que somente o milagre do amor poderia salvá-lo. Código para o Inferno Quando uma operação não tem o resultado esperado Arthur Jeffries (Bruce Willis), um agente do F.B.I., se torna bode expiatório e é relegado a segundo plano, sendo usado só em operações de rotina. Mas sua vida tem uma radical mudança quando Simon Lynch (Miko Hughes), um menino de nove anos autista, sem o menor esforço desvenda um &quot;indecifrável&quot; código do governo americano que tinha custado dois bilhões de dólares. Assim, o responsável pelo projeto ordena que este contratempo em forma de criança seja eliminado, mas o agente encarregado da missão mata os pais do garoto (e simula que o marido matou a mulher e se suicidou), mas a criança não é encontrada. Jeffries descobre Simon em um esconderijo e não aceita a versão do &quot;suicídio&quot;. Fica claro que querem o garoto morto, ele não sabe quem e nem o motivo mas decidiu protegê-lo e sozinho, pois não sabe em quem confiar. Outras pessoas são mortas e, se não agir rápido, Simon poderá ser a próxima vítima do chefe de uma agência que está determinado a fazer qualquer coisa para manter seu poder e prestígio.
  76. 76. FILMES Quando Alex (Alan Rickman) relutantemente decide dar boleia à jovem e energética Vivienne (Emily Hampshire), mal imagina que o mundo dele irá virar-se do avesso. Durante a viagem, eles sofrem um terrível acidente de automóvel e Vivienne tem morte instantânea. Alex visita a mãe de Vivienne, Linda (Sigourney Weaver), e vem a descobrir que esta é autista; e mesmo compreendendo o sucedido, ela não demonstra qualquer emoção. Aos poucos Alex começa a compreender e a sentir carinho por Linda mas à medida que o funeral de Vivienne se aproxima os segredos obscuros do passado de Alex emergem. Com a ajuda e compreensão de Maggie (Carrie-Anne Moss), e com a visão única de Linda em relação ao mundo, ele consegue reconciliar-se com o seu passado possibilitando-o de confrontar tanto a tristeza como o rancor que foram crescendo nele. Um jovem yuppie (Tom Cruise) fica sabendo que seu pai faleceu. Eles nunca se deram bem e não se viam há vários anos, mas ele vai ao enterro e quando vai cuidar do testamento fica sabendo que herdou um Buick 1949 e as roseiras premiadas do seu pai, sendo que um &quot;beneficiário&quot; tinha herdado três milhões de dólares. Fica curioso em saber quem herdou aquela fortuna e descobre que foi seu irmão (Dustin Hoffman), que ele desconhecia a existência. O irmão dele é autista, mas pode calcular problemas matemáticos complicados com grande velocidade e precisão. O yuppie seqüestra seu irmão autista da instituição onde ele está internado, pois planeja levá-lo para Los Angeles e exigir metade do dinheiro, nem que para isto tenha que ir aos tribunais. É durante uma viagem cheia de pequenos imprevistos que os dois se compreenderão mutuamente e entenderão o significado de serem irmãos.
  77. 77. FILMES Na pequena cidade de Endora, Gilbert cuida de seu irmão autista Arnie e de sua mãe extremamente obesa. A cidade é calma e a vida segue seu rumo, até que Becky aparece, e Gilbert se apaixona por ela. Agora ele terá que lidar com a problemática família ao mesmo tempo em que quer aprender os segredos da moça. Adam (Hugh Dancy) é um jovem meigo e simpático, más com dificuldade de se relacionar  com as pessoas Ele vive num mundo solitário até que conhece sua mais nova visinha a Beth (Rose Byrne), uma linda moça simpática e muito atenciosa. Ela tenta mostrar o mundo real para Adam, o relacionamento dos dois ilustra o que muitos dizem, que os opostos se atraem. O Enigma das Cartas  Quando o marido de Ruth Matthews (Kathleen Turner) morre em uma queda, quando à noite fazia escavações arqueológicas em umas ruínas maias, a caçula do casal, Sally (Asha Menina), reage à morte do pai de maneira muito estranha, pois ao voltar para sua casa não profere uma só palavra. Quando o comportamento de Sally piora, Ruth se vê obrigada a deixar que Jacob T. Beerlander (Tommy Lee Jones), um especialista em crianças autistas, examine sua filha. Jacob tenta tirar Sally da sua desordem mental por métodos tradicionais, mas Ruth tenta de outra maneira, ao reproduzir em grande escala um castelo de cartas que sua filha tinha construído. Por mais estranho que seja, Ruth crê que só assim terá Sally de volta.
  78. 78. FILMES   The Black Balloon Sei que vou te Amar Thomas Mollison é um jovem de 16 anos que quer apenas ter uma vida normal. Seu irmão mais velho, Charlie, tem autismo e o funcionamento de toda sua família gira em torno de lhe oferecer um ambiente de vida seguro. Ao se mudar para uma nova casa e uma nova escola, Thomas conhece Jackie Masters e começa a se apaixonar por ela. Quando sua mãe fica confinada à cama devido à gravidez, Thomas então deve assumir a responsabilidade de cuidar de seu irmão, o que pode custar a sua relação com Jackie, especialmente quando isso desencadeia um violento confronto na família em sua festa de aniversário, que leva o garoto a uma viagem emocional repleta de frustrações e angústias.
  79. 79. FILMES Loucos de amor Comédia romântica inspirada na vida de duas pessoas com a Síndrome de Asperger, uma forma de autismo, cujas disfunções emocionais ameaçam sabotar seu recém-iniciado romance. Reine sobre mim Drama Reine Sobre Mim traz homem que perdeu a família no atentado às Torres Gêmeas em 11 de Setembro de 2001 e busca, sem sucesso, se recuperar do trauma.
  80. 80. Para saber quem eu sou você deve ouvir com seus olhos... Olhos surdos (Nick Pentzell)  Olhos surdos não percebem nada, mas olhe e você vai escutar Ouvidos vão enxergar Mãos vão degustar e cheirar Sentidos misturados exploram um mundo distorcido de beleza Cores agem em sintonia com emoções Barulhos soam dentro do cérebro Crescentes e Decrescentes Deixado de fora pelo eclipse da mente uma decisão de se esconder no silêncio
  81. 81. (...) Através desta coisa toda que estamos fazendo, Esperamos que as crianças sejam felizes, Dêem muitas risadas e descubram que a vida é boa (...) Rubem Alves
  82. 82. Bibliografia Consultada BRASIL/MEC. Diretrizes Operacionais da Educação Especial para o Atendimento Educacional Especializado na Educação Básica. Brasília: SEESP, 2008b. ______. DECRETO No 6.571, DE 17 DE SETEMBRO DE 2008. Brasília, DF, 2008a. ______. Política Nacional da Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Brasília: SEESP, 2007. ______. Plano Nacional de Educação 2001-2010. Brasília: Inep, 2001. UNESCO. Declaração Mundial sobre Educação para Todos. Paris: UNESCO, 1990. ______.A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar: Transtornos Globais do Desenvolvimento. Belisário Junior,J.F. e Cunha,P. Ministério da SEE, Universidade Federal do Ceará. Brasília,2010. Baptista,C. E Bosa,C.Autismo e Educação: reflexões e propostas de intervenção– Porto Alegre : Artmed, 2002 Camargo Junior,W.(Coord). Transtornos Invasivos do Desenvolvimento, 3º Milênio, Brasília. Ministério da Justiça. Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa com Deficiência. AMES. ABRA.2202. Lampreia,C. Instrumento de vigilância precoce do autismo: manual e video. Rio de Janeiro:Ed.PUC.Rio; Sao Paulo: Ed. Loyola. 2008.

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