Deficiência visual capacitação 2011

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Deficiência visual capacitação 2011

  1. 1. O mundo na ponta dos dedos
  2. 2. Deficiência Visual <ul><li>A expressão deficiência visual se refere ao espectro que vai da cegueira até a baixa visão. </li></ul><ul><ul><li>GIL, Marta (org). Cadernos da TV Escola, Brasília:MEC, n.1, 2000 </li></ul></ul>
  3. 3. Cegueira <ul><li>Do ponto de vista educacional, consideramos pessoas cegas aquelas que apresentam desde a ausência total de visão até a perda da projeção de luz </li></ul><ul><ul><li>SEESP/MEC, 2006 </li></ul></ul>
  4. 4. Baixa Visão <ul><li>Trata-se de um comprometimento do funcionamento visual, em ambos os olhos, que não pode ser sanado, por exemplo, com o uso de óculos convencionais, lentes de contato ou cirurgias oftalmológicas. </li></ul><ul><li>A baixa visão pode ser causada por enfermidades, traumatismos ou disfunções do sistema visual que acarretam diminuição da acuidade visual, dificuldade para enxergar de perto e/ou de longe, campo visual reduzido, alterações na identificação de contraste, na percepção de cores, entre outras alterações visuais. </li></ul><ul><ul><li>MEC. Coleção - A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão escolar. Os alunos com Deficiência Visual: baixa visão e cegueira. Brasília/2010 </li></ul></ul>
  5. 5. <ul><li>Acuidade visual </li></ul><ul><ul><li>Capacidade de distinguir detalhes e formas dos objetos. </li></ul></ul><ul><li> Campo visual </li></ul><ul><ul><li>É toda a área que abrange sua visão, sem movimentar os olhos. </li></ul></ul>
  6. 6. Tipos de visão <ul><li>Central </li></ul><ul><ul><li>É aquela na qual a imagem cai no centro da retina, em uma área chamada mácula, e essa visão é cheia de detalhes. É importante na leitura para perto, para longe e nas atividades que exigem percepção de detalhes. </li></ul></ul><ul><li>Periférica </li></ul><ul><ul><li>Visão lateral. Capacidade de enxergar objetos e movimentos fora da linha direta de visão. </li></ul></ul>
  7. 7. Catarata
  8. 8. O que é importante para que use melhor a visão? <ul><li>Ter boa iluminação; sentar perto da janela, com a luz vindo de lado ou, se necessário usar luminárias. </li></ul><ul><li>Aproximar mais do objeto para aumentar a sua imagem. Usar porta-texto. </li></ul><ul><li>Maior contraste, por isso cores mais fortes ou contornos mais reforçados com canetas de ponta mais grossa. </li></ul><ul><li>Na escrita utilizar cadernos ampliados, canetas de ponta porosa, lápis 6B ou 3B. </li></ul>
  9. 9. Coriorretinite macular
  10. 10. O que é importante para que use melhor a visão? <ul><li>Deixar que se aproxime bastante do objeto, pois precisa usar mais a visão para melhorar o seu desempenho. </li></ul><ul><li>Conversar com ela sobre o que está vendo para que interprete corretamente o que vê. </li></ul><ul><li>Quando necessário ampliar letras e figuras. </li></ul><ul><li>Usar porta-texto </li></ul>
  11. 11. Porta Texto
  12. 13. Glaucoma e Retinose pigmentar
  13. 14. O que é importante para que use melhor a visão? <ul><li>Apesar de não ser criança cega, para andar em ambientes novos ou no período da noite, pode necessitar de bengala. </li></ul><ul><li>Deve desenvolver boa orientação e mobilidade. </li></ul><ul><li>Geralmente não precisa de ampliação em desenhos ou letras. Quando a imagem é muito grande, não consegue vê-la inteira. </li></ul>
  14. 15. Doenças degenerativas da retina
  15. 16. O que é importante para que use melhor a visão? <ul><li>Ampliação de textos; caderno de pauta ampliada; lápis 3B ou 6B, e canetas de ponta porosa. </li></ul><ul><li>Ficar atento ao tipo de letra e sempre pular uma linha para facilitar a leitura. </li></ul><ul><li>Utilizar guias de leitura e porta-texto. </li></ul><ul><li>Etiquetar lápis de cor e canetinhas escrevendo o nome das cores. </li></ul>
  16. 17. Sinais mais comuns de alterações visuais <ul><li>Irritação crônica nos olhos, indicada por olhos lacrimejantes, pálpebras avermelhadas, inchadas ou remelosas; </li></ul><ul><li>Náuseas, dupla visão ou névoas durante ou após a leitura; </li></ul><ul><li>Hábito de esfregar os olhos, franzir ou contrair o rosto ao olhar objetos distantes; </li></ul><ul><li>Inquietação, irritabilidade ou nervosismo excessivos depois de um prolongado e atento trabalho visual; </li></ul>
  17. 18. Sinais mais comuns de alterações visuais <ul><li>Pestanejamento contínuo, sobretudo durante a leitura; </li></ul><ul><li>Capacidade de leitura por apenas um período curto; </li></ul><ul><li>Inclinação da cabeça para um lado ou outro durante a leitura; </li></ul><ul><li>Cautela excessiva no andar, correr raramente e tropeçar sem motivo aparente; </li></ul><ul><li>Hábito de durante a leitura, segurar o livro muito perto, muito distante, em outra posição incomum, ou ainda, fechar ou tapar um olho. </li></ul>
  18. 19. Avaliação Funcional <ul><li>É a observação do desempenho visual do aluno em todas as atividades diárias incluindo a utilização da visão para as tarefas escolares. </li></ul><ul><li>A avaliação funcional da visão revela dados qualitativos de observação informal sobre: </li></ul><ul><ul><li>O nível de desenvolvimento visual do aluno </li></ul></ul><ul><ul><li>O nível funcional da visão residual </li></ul></ul><ul><ul><li>A necessidade de adaptação à luz e aos contrastes </li></ul></ul><ul><ul><li>Adaptação de recursos ópticos e não ópticos </li></ul></ul>
  19. 20. A deficiência visual compromete um dos canais sensoriais mais importantes de aquisição de informações. O professor deve buscar alternativas e elaborar meios para que essas informações cheguem de uma outra maneira. Como?
  20. 21. A utilização dos sentidos remanescentes e o uso das mãos como instrumento de percepção <ul><li>Cada um destes sentidos (tato, audição, olfato e paladar) possui certas possibilidades informativas. Isso faz com que os objetos do mundo tenham uma percepção diferente da visual. Faz com que a imagem que o cego percebe seja diferente - nem melhor, nem pior - das que os videntes possuem. </li></ul>
  21. 22. Atividades da Vida Diária <ul><li>Orientação e Mobilidade </li></ul><ul><ul><li>orientação - habilidade do indivíduo para perceber o ambiente que o cerca </li></ul></ul><ul><ul><li>mobilidade - capacidade do indivíduo de se mover, reagindo a estímulos internos e externos </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>O & M </li></ul></ul></ul>
  22. 23. Acessibilidade - Espaço físico <ul><li>organização do espaço </li></ul><ul><li>obstáculos </li></ul><ul><li>ambiente interno e externo </li></ul><ul><li>contrastes em escadas e corrimão </li></ul><ul><li>sinalização dos ambientes usando o código braille </li></ul>
  23. 24. Aplicabilidade do conhecimento para o desenvolvimento do trabalho com o aluno DV <ul><li>laudo oftalmológico </li></ul><ul><li>observações do professor </li></ul><ul><ul><li>o que ele pode ver </li></ul></ul><ul><ul><li>como ele vê </li></ul></ul><ul><ul><li>a que distância </li></ul></ul><ul><ul><li>tamanho das figuras e letras </li></ul></ul><ul><ul><li>contraste e iluminação para visualização e discriminação do material </li></ul></ul>
  24. 25. Acessibilidade ao conhecimento e ao currículo <ul><li>braille </li></ul><ul><li>livros e materiais adaptados </li></ul><ul><li>softwares especializados como Dosvox, Virtual Vision, Jaws e Open Book com sintetizadores de voz e/ou magnificação de imagem </li></ul><ul><li>acesso a internet através dos softwares </li></ul><ul><li>máquina e impressora braille </li></ul><ul><li>recursos ópticos e não-ópticos </li></ul><ul><li>livros digitalizados </li></ul>
  25. 26. Recursos <ul><li>Auxílios não-ópticos </li></ul><ul><ul><li>lápis 6B ou preto nº 1 </li></ul></ul><ul><ul><li>caneta hidrocor preta ou pilot </li></ul></ul><ul><ul><li>cadernos com pautas ampliadas </li></ul></ul><ul><ul><li>suporte para leitura </li></ul></ul><ul><ul><li>posicionamento em sala de aula </li></ul></ul><ul><ul><li>contrastes </li></ul></ul><ul><ul><li>controle da iluminação </li></ul></ul><ul><ul><li>ampliação </li></ul></ul>
  26. 27. Caderno com pauta ampliada
  27. 30. Caderno quadriculado
  28. 31. Livro didático ampliado
  29. 32. Livro transcrito a braille e tinta
  30. 33. Livro multissenssorial
  31. 36. Cela braille
  32. 37. Globo terrestre adaptado: terra e água
  33. 38. Meridianos
  34. 39. Paralelos
  35. 40. Plano Cartesiano
  36. 42. Régua e Fita métrica adaptados
  37. 43. Alfabetização
  38. 44. Caixa de alfabetização
  39. 45. Quadro de Medidas
  40. 46. Jogo de dama
  41. 47. Dominó Tátil
  42. 48. Batalha naval
  43. 49. Jogo da memória tátil
  44. 50. Mapa do Brasil Regional
  45. 51. Mapa do Brasil: destaque para o Rio de Janeiro
  46. 52. Mapa Região Sudeste
  47. 53. Auxílios ópticos <ul><li>Óculos </li></ul><ul><li>Lupas </li></ul><ul><li>Telelupas </li></ul>
  48. 66. É impossível apoiar-se no que falta a uma criança, naquilo que ela não é. Torna-se necessário ter uma idéia, ainda que seja vaga, sobre o que ela é. (Vygotsky, 1989b, p. 102)
  49. 67. Auxílios ópticos <ul><li>Óculos </li></ul><ul><li>Lupas </li></ul><ul><li>Telelupas </li></ul>
  50. 68. Bibliografia <ul><li>BRUNO, Marilda Moraes Garcia. O desenvolvimento integral do portador de deficiência visual: da intervenção precoce a integração escolar. São Paulo: Gráfica e Editora Laramara. 1993. </li></ul><ul><li>DALL’ACQUA, Maria Júlia Canazza. Intervenção no ambiente escolar: estimulação visual de uma criança com visão subnormal ou baixa visão. São Paulo: Editora UNESP; 2002. </li></ul><ul><li>GIL, Marta (org). Cadernos da TV Escola, Brasília:MEC, n.1, 2000 </li></ul><ul><li>MEC. Saberes e Práticas de Inclusão / Desenvolvendo competências para o atendimento às necessidades educacionais de alunos cegos e de alunos com baixa visão. Brasília /2003. </li></ul><ul><li>MEC/SEF. Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Fundamental, Brasília, 1997. </li></ul>
  51. 69. Bibliografia <ul><li>SEESP/MEC. A inclusão do aluno com baixa visão no ensino regular – Orientações aos professores da escola regular. 2006 </li></ul><ul><li>OCHAITA, Esperanza, ROSA, Alberto. Percepção, ação e conhecimentos em crianças cegas. In: COLL, César, PALACIOS, Jesús, MARCHESI, Álvaro. Desenvolvimento Psicológico e Educação: necessidades educativas especiais e aprendizagem escolar. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995. </li></ul><ul><li>OLIVEIRA, Marta Kohl. Vygotsky – Aprendizado e desenvolvimento. Um processo sócio-histórico. Scipione. 1999. </li></ul><ul><li>SASSAKI, Romeu Kazumi. Inclusão: Construindo uma sociedade para todos. Rio de Janeiro: WVA, 1999. </li></ul><ul><li>TORRES, Íris, CORN, Anne Lesley. Deficiência visual e escola inclusiva. Quando houver crianças deficientes da visão em sua sala de aula: sugestões para professores. In: Benjamin Constant. Rio de Janeiro: IBCENTRO, ano 4/nº 9/ Junho 1998. </li></ul>
  52. 70. Secretaria Municipal de Educação Instituto Municipal Helena Antipoff Centro de Transcrição a Braille Tel: 2284-2734 E-mail: ctbiha@rio.rj.gov.br

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