A dificuldade do jovem na escolha de um curso superior
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  • 1. A DIFICULDADE DO JOVEM NA ESCOLHA DE UM CURSO SUPERIOR BENTO, Alexandre Rodizio1 - FARESC FALCONELLI, Eduardo Fagundes2 - PUCPR Grupo de Trabalho - Didática: Cultura, Currículo e Saberes Agência Financiadora: não contou com financiamento Resumo A escolha do curso superior é uma expectativa para o jovem e sua família. Esta escolha algumas vezes é feita pela própria família e pode acarretar em diversos problemas no futuro profissional do jovem, como não exercer a profissão de formação, gerar a desistência do curso entre outras. Para evitar o abandono do curso pela escolha errada, alguns fatores podem ser analisados como: fazer um teste vocacional, ouvir profissionais da área e participar de feiras que apresentam os cursos superiores relacionados ao mercado de trabalho. Já para aumentar as chances de ingressar no ensino superior o curso pré vestibular é uma opção para adquirir mais conhecimento, além disso, pode-se fazer o exame nacional do ensino médio que é a porta de acesso para diversas instituições públicas e particulares. Quando o jovem inicia na vida acadêmica o aspecto humano é o mais fortalecido, pois o relacionamento com outras pessoas pode trazer alguns desafios culturais, até mesmo adaptação no curso escolhido. Estes desafios permitem o desenvolvimento intelectual do jovem. O objetivo deste trabalho é demonstrar a dificuldade do jovem na escolha de um curso superior e esclarecer alguns aspectos que podem ser analisados antes desta escolha. O método de pesquisa utilizado para abordagem do problema é de pesquisa descritiva como coleta de dados padronizada, ou seja, aplicação de questionário. O resultado final desta pesquisa permite concluir que os jovens almejam ingressar no curso superior, apesar da dificuldade de escolha do mesmo, mas se esta for assertiva pode ser fundamental para contribuir no desenvolvimento profissional. Este desenvolvimento pode gerar um futuro promissor para o jovem no mercado de trabalho. Palavras-chave: Dificuldade do jovem. Escolha do curso. Curso superior. Introdução O curso superior é uma expectativa da família de todo jovem que termina o ensino médio. Algumas destas famílias com melhor situação financeira já investem na educação de 1 Mestre em Desenvolvimento de Tecnologia pelo LACTEC. Professor Titular dos cursos de Informática da Faculdades Integradas Santa Cruz. E-mail: alexandrerbento@yahoo.com.br. 2 Graduando em Engenharia de Produção pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). E-mail: eduardo_fagundes@live.com.
  • 2. 5500 seus filhos a partir das series iniciais. Este investimento pode contribuir na formação do jovem para adquirir conhecimentos complementares no ensino. A vontade da família em preparar o jovem desde cedo para o sucesso e crescimento profissional no futuro é grande. Esta vontade faz muitas vezes a família escolher o curso que o pai ou mãe concluiu para o jovem. Em outros casos a família já tem uma atividade ou negócio durante anos e quer preparar o jovem para assumir a frente dos negócios, com isso escolhe o curso ideal (ALÉSSIO; DOMINGUES; SCARPIN, 2010). A escolha pelo curso certo é difícil, mas o jovem deve optar por aquele que tenha vocação em primeiro lugar. Esta decisão pode ser uma das mais importantes na sua caminhada para o futuro profissional (TETU; DOMINGUES; CHIOCHETTA; VELOSO, 2011). Caso a escolha do curso seja errada, só será percebida alguns meses ou anos depois, o que pode gerar desistência de um número expressivo de jovens do ensino superior. Porém em alguns casos o jovem acaba se formando, mas nunca exerce a profissão. Para evitar a evasão ou escolha errada do curso superior, algumas instituições de ensino superior (IES) promovem feiras para demonstrar ao jovem um pouco sobre a realidade de cada curso relacionado ao mercado de trabalho. As IES no mundo são muitas, mas a concorrência em seus cursos é muito maior, principalmente nas universidades federais e estaduais do Brasil (MAINARDES; MIRANDA; CORREIA, 2011). Para ingressar nas universidades citadas alguns jovens optam pelo curso pré-vestibular em contra turno dos estudos, para complementar o conhecimento já adquirido. Este curso também pode contribuir para uma melhor nota na prova do exame nacional do ensino médio (ENEM). O ENEM é a principal porta para acesso ao ensino superior, que pode ser público ou particular. As melhores notas do ENEM são selecionadas automaticamente pelas universidades públicas (WEBER, 2010). Outros programas do governo como o universidade para todos (ProUni) também contribui com bolsa de estudos para ingresso do jovem de baixa renda no curso superior. Para concorrer a bolsa de estudos o jovem deve ter feito o ENEM e se enquadrar nos requisitos mínimos como renda familiar e vida escolar (ANHAIA, 2012). O ProUni tem como objetivo democratizar o acesso ao ensino superior no Brasil. Escolha do Curso Superior A conclusão do ensino médio já não é mais visto como suficiente para o mercado de trabalho, ou seja, não é o fim da formação educacional dos jovens. Após esta etapa muitos se
  • 3. 5501 deparam com uma dúvida ingressar no mercado de trabalho ou continuar os estudos e escolher um curso em uma IES. Também pode optar por um curso pré-vestibular para aumentar as chances de ingresso na IES pública ou particular. Esta dúvida também está relacionada à escassez de recursos financeiros da própria família que influencia diretamente na decisão (LANZER, 2004). Para o jovem o processo de escolha pode ser decisivo nos caminhos futuros a ser seguido (BOHOSLAVSKY, 2007). Esta escolha requer abdicação, ou seja, deixar para trás algumas opções que foram descartas durante este processo. Segundo Lucchiari (1993) a escolha de um curso superior não afeta o jovem apenas, mas também toda a família. Neste momento os pais se apegam nos filhos e buscam neles suas realizações pessoais. Para outros pais é um momento de indecisão e acabam sofrendo com os filhos. A família sempre almeja o melhor para o futuro profissional de seus jovens estudantes. Pois o futuro promissor pode estar relacionado a escolha certa do curso superior, por isso quando a família tem disponibilidade financeira contribui com recursos financeiros na formação educacional dos jovens. O momento da escolha de qual área e curso seguir é difícil, mas esta decisão deve-se levar em conta os aspectos do histórico educacional, condição social e econômica do jovem. Já para outros jovens não existe o processo de escolha detalhado, mas sim uma nova realidade de adaptação com o trabalho e os estudos ao mesmo tempo. Esta adaptação é encontrada em inúmeras famílias que não tem condições financeiras para ajudar seus filhos na formação em um curso superior (CASARIN, 2007). A formação em um curso superior é uma necessidade, ou seja, pode ser um dos fatores primordiais para o sucesso no mercado de trabalho e não uma escolha. Para atingir este sucesso a educação e aquisição de conhecimento constante, tem-se mostrado que estudar pode ser a única maneira para chegar ao futuro profissional brilhante (MAINARDES, 2007). Por fim, as escolhas ou caminhos que o jovem segue não são construídos por acaso ou em determinado momento, mas é um processo que ocorre durante a sua vida. A partir de várias experiências cognitivas e afetivas, identificadas por figuras parentais ou idealizadas que foram transmitidas nas várias etapas da vida. Curso Superior e o Mercado de Trabalho O curso superior é visto como uma necessidade para o mercado de trabalho nas diversas áreas do conhecimento tais como: Exatas, Biológicas e Humanas (VERIGUINE;
  • 4. 5502 KRAWULSKI; D’AVILA; SOARES, 2010). Para trabalhar em algumas destas áreas o curso superior é requisito mandatório, sendo exigido o diploma reconhecido pelo MEC. As ofertas de cursos superiores são muitas no Brasil com duração de 2 a 5 anos, em várias IES públicas e particulares. Dentre as diversas opções de cursos e IES ainda é comum a dúvida de qual curso escolher entre os jovens ingressantes no ensino superior. A decisão sobre o curso ou IES a escolher é uma grande responsabilidade para o jovem com tampouco experiência de vida, mas é visto pela família e a sociedade como necessidade (WELLE, 2007). Quando o jovem inicia na vida acadêmica alguns aspectos sociais, econômicos e humanos se fortalecem, ou seja, o ingresso no curso superior traz novos desafios desde culturais até adaptação no próprio curso escolhido. Estes desafios permitem o desenvolvimento do jovem, principalmente no quesito intelectual. Outros valores, atitudes e sonhos também são adicionados durante a vida acadêmica. Entretanto mesmo durante o início da vida acadêmica alguns jovens se apoiam em experiências familiares para continuar os estudos. Pois seguir a mesma opção de curso de familiares nem sempre é uma boa escolha e pode acabar em desistência elevada no primeiro ano de curso, devido a escolha não ser acertada por influências ou mesmo como falta de adaptação ou ainda problemas financeiros (REIS, 2008). O jovem que busca a escolha do curso de forma mais assertiva procura um relacionado como sua vocação e que possibilite maior visibilidade e crescimento profissional no mercado de trabalho. As IES são analisadas desde a grade curricular, o fator financeiro e o reconhecimento do mercado pela instituição, este último fator pode possibilitar melhores oportunidades de trabalho no futuro (FIDELIS; BARBOSA, 2012). O mercado de trabalho busca cada vez mais profissionais, com conhecimento e experiência na área de formação. Sendo necessário ao jovem buscar durante a sua formação um estágio para aplicar os conceitos adquiridos e como isso adicionar a experiência prática em seu currículo. A grande maioria dos acadêmicos que fazem estágios antes de se formar conquista uma vaga efetiva no mercado de trabalho (MESQUITA; FRANÇA, 2011). Além disso, o estágio permite ao acadêmico ampliar as diversas oportunidades ou áreas de atuação que seu curso que pode atingir no mercado de trabalho. A Figura 1 demonstra algumas vantagens do curso superior que podem fazer a diferença no futuro profissional do jovem. A recolocação no mercado de trabalho, retorno
  • 5. 5503 financeiro, satisfação pessoal e perspectiva de crescimento profissional são alguns itens que devem ser observados antes da escolha do curso superior. Figura 1 - Vantagens do Curso Superior. A rápida recolocação no mercado de trabalho é um dos pontos importantes na escolha do curso superior, pois algumas profissões têm difícil recolocação no mercado, em caso demissão (NORO; ABBADE; DIEFENTHÄLER, 2011). Outro item que deve ser observado é o retorno financeiro que o curso pode proporcionar, pois algumas profissões, este retorno ocorre em menor tempo, com isso, pode-se investir mais na própria carreira. Os aspectos citados também devem ser relacionados a satisfação pessoal do jovem, sendo esta uma afinidade associada com o curso de formação, este item pode ser fundamental para evitar a desistência do curso ou mesmo a frustação no futuro. Já a perspectiva de crescimento profissional que o curso pode proporcionar e a várias áreas de atuação, aliada as carreiras e possibilidades que estão surgindo no mercado de trabalho atrai cada vez mais os jovens. As
  • 6. 5504 vantagens descritas podem auxiliar o jovem na tomada de decisão por qual curso superior escolher dentre as diversas áreas do conhecimento. Objetivo O objetivo principal deste trabalho é apresentar a dificuldade de escolha do curso superior por jovens alunos do ensino médio. Por meio de um questionário aplicado aos alunos do ensino médio de algumas instituições de ensino, pretende-se demonstrar a dificuldade e importância da escolha assertiva do curso superior para o futuro profissional. Além disso, contribuir com algumas vantagens que o curso pode proporcionar como diferencial no mercado de trabalho. Métodos e Materiais Para comprovar a dificuldade da escolha de um curso superior pelo jovem, a metodologia aplicada foi um questionário, devido às questões básicas de pesquisa relacionadas à escolha do curso superior, bem como ausência de controle dos eventos comportamentais e ênfase nos eventos contemporâneos (YIN, 2001). A pesquisa deste trabalho pode ser considerada como exploratória e descritiva. Mattar (1997) afirma que a pesquisa exploratória visa obter um maior conhecimento sobre o tema ou problema estudado em uma perspectiva. Segundo o mesmo autor, a pesquisa exploratória utiliza métodos como: fontes secundárias, experiências, estudo de caso e observação informal. Já para Gil (1996) a pesquisa descritiva apresenta como principal característica, métodos padronizados de coleta de dados, como questionários e observação. A aplicação da metodologia de questionário baseou-se na experiência pessoal dos autores deste trabalho que um dia tiveram que fazer a difícil escolha do curso superior aqui relatado, e também por meio de uma série de entrevistas com alunos do ensino médio de várias instituições. Neste estudo, o processo de pesquisa não é probabilístico, pois o universo de respostas é restrito, ou seja, só participaram os alunos que preencheram o requisito desejado. A pesquisa foi enviada por meio eletrônico a 84 jovens alunos do ensino médio de várias instituições.
  • 7. 5505 A pesquisa apresentada no formato de questionário auto aplicável elaborado pelos autores com embasamento na literatura pesquisada. Para evitar falhas e garantir o preenchimento correto do questionário, somente uma opção pode ser preenchida entre as alternativas. Na falta de alguma resposta o questionário não era finalizado e uma mensagem de alerta identificando a pergunta era enviada no monitor para o aluno. Com este procedimento foi possível garantir que todos os questionários recebidos fossem validados. O questionário final consiste em sete questões sobre os aspectos da dificuldade de escolha do curso superior, que envolve a família e o mercado de trabalho. As perguntas sobre a dificuldade de escolha de um curso superior pelo jovem foram apresentadas nos seguintes aspectos: • Na sua família, qual o maior grau de instrução? • Você fez ou pretende fazer vestibular para ingressar no curso superior? • Qual área do curso superior que você se identifica mais? • Para fazer um curso superior você busca qual instituição? • Quando você pensa em uma profissão, o que é mais importante? • O que motivou a escolha do curso superior? • Como você pretende pagar o curso superior? Resultados e Discussões A análise dos resultados obtidos da pesquisa feita aos alunos do ensino médio sobre a dificuldade de escolha do curso superior, são demonstrados com índices para cada resposta sim e não ou com outras opções de forma agrupada em cada pergunta, conforme a Figura 2.
  • 8. 5506 1 2 3 4 5 6 7 Figura 2 - Pesquisa escolha do curso superior
  • 9. 5507 A primeira pergunta obteve o índice de 43% ensino superior, ou seja, 36 respostas, 26% especialização ou 22 respostas, 19% ensino médio referente a 16 respostas, 7% doutorado, ou seja, 6 respostas e 5% mestrado ou 4 respostas. Assim observa-se que o ensino superior completo é o grau de instrução maior das famílias dos alunos. Este alto índice pode contribuir para os alunos seguir os mesmos passos de seus familiares. Na segunda pergunta obteve-se o índice de 90% de sim, ou seja, 76 alunos responderam que pretendem fazer o curso pré-vestibular para aumentar as chances de ingressar no ensino superior. Em 10%, ou seja, 8 alunos deram respostas contrarias aos demais, isto pode estar relacionado a falta de recursos financeiros ou disponibilidade de tempo. O resultado geral desta pergunta demonstra que os alunos estão preocupados em adquirir mais conhecimento para alcançar o sonho do ensino superior. Já na terceira pergunta, 54 alunos escolheram a área de exatas que mais se identificam, estas respostas podem estar associadas a necessidade do mercado de trabalho de engenheiros e profissionais de tecnologia da informação, com índice de 64%. Em 29%, ou seja, 24 alunos, responderam área de humanas e 7% ou apenas 6 alunos optaram pela área biológica. A escolha da instituição de ensino, foi a quarta pergunta e obteve o índice de 40% dos alunos, que não demonstraram interesse em nenhuma IES pública ou particular para ingressar no curso superior, este índice corresponde a 34 alunos. As instituições federais e estaduais obteve o índice de 31%, ou seja, 26 alunos escolheram os cursos superiores destas instituições. Já para 29% ou 24 alunos decidiram pelos cursos das instituições particulares. Com isso pode-se observar que a maioria dos alunos fazem vestibular em mais de uma instituição e podem optar pelas federais, estaduais ou particulares. A importância da profissão no futuro do jovem é fundamental e está no contexto da quinta pergunta que obteve o índice de 57% ou 48 alunos responderam que escolher um curso para fazer algo que goste pode ser fator decisivo no futuro profissional do jovem. O retorno financeiro que o curso pode propiciar obteve índice de 24%, ou seja, 20 alunos optaram pela parte financeira. Apenas 19% ou 16 escolheram que a profissão deve está em evidência no mercado de trabalho. A sexta pergunta descreve sobre o que motiva o aluno a ingressar no ensino superior e no mercado de trabalho, obteve o maior índice com 52%, ou seja, 44 alunos escolheram esta opção, devido à grande quantidade de oportunidades disponíveis no mercado. A família também tem grande peso motivador e obteve índice de 24% ou 20 alunos. A questão
  • 10. 5508 vocacional que trata o perfil do aluno para um curso específico teve 17% com 14 alunos. Já influência de amigos obteve o menor índice 7%, ou seja, 6 alunos. Como você pretende pagar o curso superior faz parte da sétima questão e demonstra que os jovens estão preocupados em pagar seus próprios estudos com índice 55%, ou seja, 46 alunos. A família também contribui com a educação dos filhos e obteve índice de 26% ou 22 alunos serão ajudados pelos familiares ao ingressar no curso superior. Já os programas do governo como ProUni e FIES atingiram os menores índices de 12% e 7% respectivamente. Todas as perguntas realizadas aos alunos do ensino médio sobre diversos aspectos relacionados a escolha do curso superior, demonstram o interesse do jovem em ingressar no ensino superior, e seguir os passos dos familiares com opção de cursos relacionados a área com as maiores oportunidades de trabalho. Considerações Finais O curso superior está sendo considerada uma necessidade cada vez mais comum para o mercado de trabalho. Devido esta necessidade o jovem sente-se pressionado ao escolher o curso certo a ingressar no ensino superior para não obter perdas financeiras no futuro. Estas perdas ocorrem por opções feitas sem conhecimento do curso ou áreas que o profissional pode atuar. O jovem na maioria das vezes trilha os caminhos dos familiares no grau de instrução e busca em cursos complementares para atingir sua meta de ingressar no ensino superior. A área de exatas é mais procurada pelo jovem e as instituições podem ser federais, estaduais ou particulares. Entretanto a escolha do curso deve ser na área que o jovem tenha maior afinidade e não pelas oportunidades do mercado ou retorno financeiro. O mercado de trabalho está aquecido em diversas áreas do conhecimento, isto motiva o jovem a ingressar no curso superior e com isso poder obter recursos financeiros para pagar o próprio curso. Finalmente foi visível concluir nos resultados apresentados que os jovens almejam o ensino superior, apesar da dificuldade da escolha do curso certo. Esta escolha pode gerar oportunidade de crescimento e desenvolvimento no futuro do profissional. Com isso, o jovem pode obter a realização pessoal e buscar ainda mais conhecimento com cursos de aperfeiçoamento e poder aplicar de forma constante no seu dia a dia de trabalho. Todos os conhecimentos adquiridos relacionados contribuem para alavancar o futuro do profissional no mercado de trabalho.
  • 11. 5509 REFERÊNCIAS ALÉSSIO, S.C.; DOMINGUES, M.J.C.S.; SCARPIN, J.E. Fatores Determinantes na Escolha por uma Instituição de Ensino Superior do Sul do Brasil. Anais do VII Simpósio de Excelência em Gestão e Tecnologia (SEGET). Rio de Janeiro, 2010. ANHAIA, B. C. Políticas Públicas e Sociais para a Equidade: um estudo sobre o Programa Universidade para Todos. Cadernos Gestão Pública e Cidadania, v. 17, p. 60, 2012. BOHOSLAVSKY, R. Orientação vocacional: a estratégia clínica. Tradução de J. Maria V. Bojart. 12ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007. CASARIN, N.E.F. Família e Aprendizagem Escolar. 2007, 84f. Dissertação (Mestrado em Educação em Ciências e Matemática) – Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemática, Departamento de Engenharia de Produção e Sistemas, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2007. FIDELIS, J.R.F.; BARBOSA, R.R. A Competência Informacional e sua Influência na Percepção de Variáveis Organizacionais Estratégicas em IES Privadas. Perspectivas em Gestão & Conhecimento, v. 2, p. 27, Paraíba, 2012. GIL, A. C.: Como elaborar projetos de pesquisa. 3. ed. São Paulo: Atlas, 1996. LANZER, L.S. Estratégias de marketing de relacionamento para instituições de ensino superior: um estudo de caso na Universidade do Sul de Santa Catarina. 2004, 182f. Dissertação (Mestrado em Engenharia da Produção) – Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção, Departamento de Engenharia de Produção e Sistemas, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2004. LUCCHIARI, D. H. P. S.; LISBOA, M. D.; FILHO, K. P. Pensando e vivendo a orientação profissional. São Paulo: Summus, 1993. MAINARDES, E.W. Atração e Retenção de Alunos em Cursos de Graduação em Administração das Instituições Particulares de Ensino Superior de Joinville. 2007, 330f. Dissertação (Mestrado em Administração) Programa de Pós-Graduação em Administração, Departamento de Administração. Universidade Regional de Blumenau (FURB). Blumenau, 2007. MAINARDES, E.W.; MIRANDA, C.S.; CORREIA, C.H. A Gestão Estratégica de Instituições de Ensino Superior: Um Estudo Multicaso. Revista Contemporânea de Economia e Gestão (CONTEXTUS). v.9, Fortaleza, 2011. MATTAR, F. N.: Pesquisa de Marketing: Metodologia, Planejamento, Execução, Análise. São Paulo: Atlas, 1997.
  • 12. 5510 MESQUITA, S.M.; FRANÇA, S.L.B. A Importância do Estágio Supervisionado na Inserção de Alunos de Graduação no Mercado de Trabalho. VII Congresso Nacional de Excelência em GESTÃO. Rio de Janeiro, 2011. NORO, G.B.; ABBADE, E.B.; DIEFENTHÄLER, G. Desenvolvendo a Empregabilidade no Âmbito Acadêmico. Anais do VIII Simpósio de Excelência em Gestão e Tecnologia (SEGET). Rio de Janeiro, 2011 REIS, M.P.I.F.C.P. A Relação Entre Pais e Professores: Uma Construção de Proximidade para uma Escola de Sucesso. 2008, 285f. Tese de Doutorado em Educação Infantil e Familiar Investigação e Intervenção Psicopedagógica. Departamento De Didáctica De La Lengua Y La Literatura. Universidade de Málaga, Portugal, 2008. TETU, Viviane; DOMINGUES, Alexandre Santos; CHIOCHETTA, Luciana; VELOSO, Maria Marta. O Trabalho de Orientação Profissional com um Grupo de Alunos de 3º Ano do Ensino Médio. Anais do X Congresso Nacional de Educação – EDUCERE e O I Seminário Internacional de Representações Sociais, Subjetividade e Educação – SIRSSE. Curitiba, 2011. VERIGUINE, N.R; KRAWULSKI, E.; D’AVILA, G.T.; SOARES, D.H.P. Da Formação Superior ao Mercado de Trabalho: Percepções de Alunos Sobre a Disciplina Orientação e Planejamento de Carreira em uma Universidade Federal. Revista Electrónica de Investigación y Docencia (REID), v. 4, p. 79-96, Espanha, 2010. WEBER, S. Avaliação e Regulação da Educação Superior: Conquistas e Impasses. Revista Educação & Sociedade, v. 31, p. 1247-1269, Campinas, 2010. WELLE, H.K.A.M. Fazer Pedagogia e ser Professor uma Relação (nem tão) Direta. Anais do XXIII Simpósio Brasileiro de Política e Administração da Educação. Porto Alegre, 2007. YIN, R. K.: Estudo de Caso: Planejamento e Método. 2ª. Ed. Porto Alegre: Bookman, 2001.